Entenda a “explosão” de jailbreaks e pirataria no PS5

Entenda a “explosão” de jailbreaks e pirataria no PS5

PS5 é alvo de dois novos jailbreaks (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

O PlayStation 5 (PS5) se tornou um dos principais alvos de pirataria da indústria dos games, com dois jailbreaks publicados no final de setembro, permitindo “crackear” basicamente qualquer modelo do mercado.
Os jailbreaks, PS5SX2 e Relapse, permitem jogar títulos de PS2 no console e instalar apps e jogos indisponíveis na PS Store, com alguns casos de uso de inteligência artificial no processo de descompilação de games.
A pirataria no PS5 inclui apps como Overdrive, que oferece jogos gratuitos, e o emulador KytyPS5, que permite rodar títulos do PS5 em consoles Xbox.

O PlayStation 5 (PS5) se tornou um dos principais alvos de pirataria da indústria dos games nos últimos dias. O console da Sony teve dois jailbreaks publicados no final de setembro, permitindo “crackear” basicamente qualquer modelo do mercado. PS5SX2 e Relapse apareceram no mesmo dia, ficando disponíveis nas plataformas Reddit e Github, respectivamente.

O primeiro permite jogar títulos de PS2 no console, enquanto o segundo é focado em burlar o sistema para instalar apps e jogos indisponíveis na PS Store. Desde então, outras “soluções” apareceram na internet, incluindo o app Overdrive, que oferece uma lista de games gratuitos direto no videogame, e o KytyPS5, que permite emular o PS5 até mesmo em consoles Xbox.

Segundo o Mashable, a velocidade com que tantas opções de jailbreak estão sendo divulgadas indica uso de inteligência artificial no processo. Outro indício é o uso de IA na descompilação de games para gerar versões que misturam dois ou mais títulos, além de versões web de clássicos das gerações até o PS3.

Como funcionam os jailbreaks do PS5?

Jailbreaks para PS5 abrem brecha para emuladores, apps de jogos grátis e mais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O PS5SX2 já está na versão 2.0 e, segundo comentários no Reddit, permite basicamente rodar arquivos ISO de jogos de PS2 e PS3 diretamente no console de última geração. Para isso, é necessário estar conectado à rede local, já que os games rodam via NAS (Network Attached Storage).

Já o Relapse aparece como uma alternativa mais complexa, que aproveita uma brecha no navegador do PS5 para acessar o código do console e baixar conteúdos de outras lojas online que não a PS Store. A vulnerabilidade pode ser explorada até a versão de firmware 13.6, ou seja, a atualização mais recente do console (14.0) já não permite mais a instalação do jailbreak.

Vale reforçar que ambas as versões aparecem no GitHub com um aviso indicando objetivos educacionais e de pesquisa de segurança, sendo voltados para desenvolvedores da área. A Sony não está enovlvida na liberação dessas ferramentas, e os dois projetos recomendam o uso de BIOS e jogos próprios dos usuários, ou seja, adquiridos previamente. A distribuição das cópias dos games em si, por exemplo, pode configurar pirataria.

Emulador e apps de jogos gratuitos

Aplicativo dá acesso a lojas alternativas (imagem: reprodução/@@RadiantOpti)

A partir dos novos jailbreaks, outras “soluções” que aproximam a prática da pirataria surgiram nos primeiros dias de outubro. Uma delas é o app Overdrive, uma espécie de loja que permite abrir jogos e DLCs disponíveis da PS Store sem a necessidade de comprá-los. Outro exemplo parecido é a Orbit Store, com apps open-source disponíveis para PC, celular e até TV, permitindo baixar jogos direto no PS5 já com o jailbreak funcional.

Da mesma forma, outro app chamado PS5BOX também foi encontrada na internet, dando acesso a títulos do Xbox Game Pass no console da Sony. O caminho contrário também é possível pelo KytyPS5, software que pode ser instalado no Xbox Series X para rodar títulos como Astro Bot, exclusivo da PlayStation.

É importante ter em mente que serviços do tipo podem configurar pirataria, já que envolvem a distribuição de cópias de games sem licença adquirida. Conforme sugere o site TechPowerUp, a Sony já publicou atualizações que resolvem a vulnerabilidade encontrada pelo Relapse, por exemplo. Com o firmware 14.10, mais recente, também não é possível realizar downgrades para explorar a falha. E, em caso de identificação de jailbreak, usuários podem ter a conta banida.

Qual seria a relação com inteligência artificial?

GTA Vice City foi um dos jogos disponbilizados via navegador graças ao potencial do Claude Opus 5.5 (Imagem: Reprodução / Rockstar Games)

Não há nenhuma confirmação de que os desenvolvedores citados aqui tenham utilizado IA no processo. Ainda assim, a descoberta de vulnerabilidades e a alta velocidade com que falhas foram corrigidas, como aconteceu com o PS5SX, chama atenção: apenas 11 dias separam a versão 1.0 da 2.0.

Mas outros usos de IA envolvendo games também indicam uma presença forte da tecnologia nessas quebras de código. O Kotaku teve acesso a versões web de jogos como GTA: Vice City, Halo e mais, rodando diretamente no navegador. Os jogos foram divulgados pela conta @RadiantOpti no X/Twitter, em post que já foi apagado por violação de direitos.

Além disso, alguns ports mesclando jogos como Fallout e Call of Duty, por exemplo, também chegaram a circular na internet. Esses trabalhos foram creditados ao Claude Opus 5.5, da geração atual de modelos da Anthropic. O ritmo acelerado com que essas versões são desenvolvidas e distribuídas utilizando IA certamente vai ser um tema a ser bastante debatido no mundo dos games.
Entenda a “explosão” de jailbreaks e pirataria no PS5

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Fonte: Tecnoblog