Category: Playstation

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

Títulos antigos continuarão recebendo versões em disco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Sony confirmou que a produção de discos do PlayStation cairá apenas 10% em 2028, e não 90%.
O fim da mídia física está mantido exclusivamente para novos lançamentos a partir de 2028; títulos antigos e encomendas já feitas continuarão sendo fabricados.
Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America, criticou o foco 100% digital, alertando que o fim dos discos ameaça o colecionismo e o real direito de propriedade dos jogadores.

A Sony esclareceu que a produção de discos físicos para o PlayStation sofrerá uma redução de 10% no volume a partir de janeiro de 2028, corrigindo a projeção inicial que apontava para o corte bem mais drástico de 90%. A confusão ocorreu após declarações dadas em julho pelo chefe da Sony Digital Audio Disc Corporation (DADC), Dietmar Tanzer, gerando apreensão no mercado.

Um porta-voz da companhia explicou ao portal Game que o executivo previu um declínio geral de 10% na fabricação, e não uma redução brusca para apenas 10% da capacidade total. O futuro da produção após o ano de 2028, no entanto, segue incerto.

Afinal, o que muda?

Apesar de reconhecer as críticas dos fãs e consumidores, a gigante japonesa deve manter a estratégia de encerrar a mídia física para novos lançamentos a partir de 2028. A boa notícia é que os títulos anteriores e as encomendas já realizadas seguirão em ritmo normal.

Diferentemente da Microsoft, que certifica terceiros para replicar os discos de Xbox, a Sony possui um processo proprietário de prensagem. Essa exclusividade dificulta a fabricação externa, a menos que ocorra um acordo formal de licenciamento.

Segundo o analista da firma Niko Partners, Daniel Ahmad, a estratégia de abandonar os discos busca outra meta: concentrar os gastos dos compradores na PlayStation Store. Para se ter uma ideia, enquanto um jogo de US$ 70 (cerca de R$ 359) rende à empresa aproximadamente US$ 21 (R$ 108) no formato digital, a mesma transação no varejo físico faz o lucro cair pela metade.

Processo proprietário da Sony impede que fábricas terceirizadas produzam discos (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Qual é o impacto na relação com a comunidade?

Para o ex-presidente da Sony Interactive Entertainment America, Shawn Layden, um futuro sem discos é “deprimente, mas solucionável”. Ele alerta que justificar mudanças operacionais usando apenas a matemática financeira ameaça o valor da marca. O descontentamento ficou claro recentemente, a ponto da Sony restringir a comunicação de seus estúdios em resposta à forte indignação da comunidade.

“Se não pode revender, você realmente é dono?”, questionou o ex-executivo, abordando a diferença entre posse e acesso digital. O debate sobre os direitos dos jogadores ganha ainda mais força nos tribunais: recentemente, a própria Sony rebateu uma ação coletiva, afirmando que não engana consumidores quanto às limitações de controle e revenda de itens digitais adquiridos em sua plataforma.

Por fim, Layden comparou o setor de videogames aos livros e ao vinil, mídias que resistiram às previsões de extinção graças aos colecionadores. Para ele, o hábito de preservar jogos na estante e adquirir edições especiais são parte da “identidade gamer” e entregam itens exclusivos que jamais poderão ser substituídos por um download.
Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%

Sony diz que produção de discos do PlayStation cairá apenas 10%
Fonte: Tecnoblog

Sony rebate ação e diz que PS Store não engana consumidores

Sony rebate ação e diz que PS Store não engana consumidores

Processo alega falta de clareza na PlayStation Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Sony afirmou à Justiça da Califórnia (EUA) que consumidores “razoáveis” entendem que jogos digitais são apenas licenciados.
A empresa alega que as informações na PlayStation Store são suficientes e claras para evitar induzir consumidores ao erro.
A legislação da Califórnia exige que empresas informem claramente quando clientes recebem apenas uma licença para bens digitais.

A Sony afirmou que consumidores “razoáveis” não são induzidos a acreditar que são proprietários dos jogos em suas bibliotecas digitais. A resposta foi apresentada à Justiça em meio à ação coletiva que a empresa enfrenta na Califórnia (EUA) por supostas práticas enganosas na PlayStation Store.

O processo se iniciou em junho e acusa a Sony de induzir consumidores ao erro ao sugerir que eles compram jogos digitais, quando, na prática, recebem apenas uma licença de uso. A empresa, por sua vez, afirma que os usuários sabem que o conteúdo adquirido na PlayStation Store é licenciado, e não vendido de forma definitiva.

Ninguém é dono dos jogos digitais, segundo a Sony

Em um documento obtido pelo portal Game File, os representantes da fabricante apresentaram a primeira resposta formal ao caso. A estratégia de defesa sustenta que as informações divulgadas na loja são suficientes e claras para garantir que consumidores “não sejam induzidos a erro”.

A empresa ressalta que tanto o Contrato de Licenciamento de Produto de Software (SPLA) quanto os Termos de Serviço alertam explicitamente que “o software é licenciado, não vendido”.

Para fortalecer o argumento, a equipe jurídica da companhia traçou um paralelo com a aquisição de objetos materiais. A Sony alega que qualquer indivíduo que paga por um jogo digital compreende a impossibilidade de possuí-lo nos mesmos moldes de um bem físico.

Acusação diz que Sony induz ao erro

A ação coletiva foi movida por quatro clientes da PlayStation. A base da argumentação deles está na interface de transações da PlayStation Store. Segundo a denúncia original, a terminologia usada induz o usuário a acreditar que está comprando a posse definitiva do produto. O que é entregue, contudo, é apenas o direito de acessar o jogo.

Os advogados de acusação afirmam que essa conduta pode violar leis estaduais de defesa do consumidor na Califórnia. A legislação local proíbe que empresas comercializem bens digitais usando palavras como “comprar” ou “adquirir” sem uma declaração clara e visível de que o cliente recebe apenas uma licença. A lei exige ainda que esse alerta seja feito em linguagem simples e direta.

Atualmente, a plataforma da Sony até exibe as informações sobre licenciamento no carrinho de compras. No entanto, os jogadores destacam que os avisos são apresentados em letras miúdas, exigindo cliques em links que direcionam para documentos longos e complexos.

Ação acusa a Sony de violar leis estaduais de defesa do consumidor (imagem: reprodução/PlayStation)

Transição para o formato digital

A disputa legal ocorre em um momento delicado para a empresa, que vem enfrentando críticas após confirmar os planos de interromper a produção de jogos físicos a partir de 2028. Mesmo diante da resposta negativa de parte da comunidade, a liderança da Sony manteve a decisão.

O debate sobre licenciamento de jogos digitais também levou a Sony a esclarecer como o PlayStation gerencia o acesso offline de títulos comprados na PlayStation Store, após questionamentos sobre a verificação de licenças.

Sony rebate ação e diz que PS Store não engana consumidores

Sony rebate ação e diz que PS Store não engana consumidores
Fonte: Tecnoblog

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

GTA 6 foi alvo de novo vazamento, agora com exigências por parte do hacker (imagem: divulgação)

Resumo

Rockstar removeu vídeos de suposto gameplay de GTA 6, mas o hacker responsável, CyberLeeks, continua publicando novos vídeos.
Os vazamentos mostram trechos de gameplay e novas funcionalidades.
A desenvolvedora confirmou que divulgará mais detalhes do jogo em 27 de agosto, no trailer expandido que será publicado na Netflix.

A Rockstar derrubou parte dos vídeos que exibem o suposto gameplay de GTA 6. Apesar disso, o hacker responsável pelos vazamentos, identificado no X como CyberLeeks, segue publicando novas gravações.

Nesta quinta-feira (20/08), ele divulgou um vídeo em que escreve “LEEK” dentro do jogo, numa aparente tentativa de demonstrar que tem acesso a uma versão jogável de GTA 6, previsto para ser lançado em 19 de novembro após sofrer dois adiamentos.

Diferente do primeiro grande vazamento do game, lá em 2022, os casos mais recentes vieram com um recado: um protesto contra a ausência de uma versão em mídia física de GTA 6. Os vazamento também estão sendo publicados em um site próprio.

Todo o material tem sido revelado antes da divulgação oficial que será lançada em 27 de agosto na Netflix. O chamado Extended Look deve aprofundar informações sobre extensão do mapa, background dos personagens, além de revelar a gameplay oficialmente. GTA 6 será lançado para PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X/S e ainda não tem previsão de chegada aos PCs.

O que os vazamentos de GTA 6 revelam?

Os conteúdos divulgados pelo CyberLeeks exibem alguns trechos curtos com os protagonistas já confirmados pela Rockstar, Jason e Lucia, em situações cotidianas do game — entrando em carros, circulando por Vice City e cometendo alguns crimes menores dentro do mundo aberto.

Segundo o site britânico Metro, algumas novidades interessantes são a possibilidade de clonar uma chave ou usar armas não-letais, algo menos presente em outros títulos da franquia.

Jason Duval é um dos protagonistas jogáveis de GTA 6 (imagem: reprodução)

Nos vídeos vazados, Lucia aparece caminhando pelas ruas de Vice City e pela principal praia do jogo — uma versão fictícia de Miami Beach. As cenas destacam detalhes gráficos, como as texturas hiper-realistas de suor nas costas da protagonista.

Jason também surge treinando na praia, levantando pesos. A atividade remete a mecânicas presentes em GTA: San Andreas, de 2004, em que o jogador podia desenvolver atributos físicos do personagem.

Também circula na internet um mapa de Leonida, o estado fictício da Flórida, com todas as partes rurais, além da cidade de Vice City. O site PC Gamer listou o nível de procurado, que chegaria a seis estrelas, e uma espécie de carteira de identificação da polícia, assim como um minigame de basquete e um sistema de moral do personagem, recurso presente em Red Dead Redemption 2.

Jason e Lucia aparecem nos vídeos em algumas possíveis missões conjuntas (imagem: reprodução)

Vale ressaltar que os trechos não tiveram nenhuma confirmação de que são, de fato, retirados da versão final de GTA 6. Em tempos de inteligência artificial generativa, muitos dos vídeos que circulam na internet mostram movimentos pouco naturais para o que propõe o jogo.

Por outro lado, a Rockstar removeu alguns dos vídeos por alegação de violação de direitos autorais, o que reforça a possibilidade de que ao menos parte do material seja legítima. Alguns trechos também mostram supostas cutscenes estendidas que lembram cenas já apresentadas nos trailers oficiais do jogo.

Exigência do hacker chama atenção

O CyberLeeks disponibilizou diversos trechos em seu site com algumas mensagens para a Rockstar. A principal exigência, conforme noticiado pelo site Polygon, foi a de que o jogo tenha uma confirmação do lançamento de mídias físicas: “sem mídia física? Então, mais vazamentos”, dizia uma das mensagens.

Além desse recado, outro ponto chamou atenção: a publicação de “mandamentos”, como apontou o site GameSpot:

Thou Shalt Not Sell Digital Preorders – “Não venderás pré-vendas digitais”

Thou Shalt Not Sell Fake Single-Player DLC – “Não venderás falsas DLCs single-player”

Thou Shalt Preserve Single-Player Content – “Deverás preservar conteúdos single-player”

O último jogo da franquia, GTA 5, foi lançado há mais de 10 anos. Ele chegou ainda na geração do PlayStation 3 (PS3) e Xbox 360, em 2013. Desde então, a Rockstar apostou – e muito – em DLCs para o modo GTA Online, sem nenhuma atualização real de gameplay para o modo história.

NEW GTA 6 Leakers Demands Released They are actually moving like prime Anonymous, They said they wont stop leaking if you are a ‘Target’ company violating these ‘Commandments’. pic.twitter.com/E9RoBrwlOH— HustlerRelic (@needlessrelic16) August 18, 2026

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6
Fonte: Tecnoblog

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

Xbox quer fortalecer consoles, franquias e expandir número de jogadores diários: meio bilhão até 2030 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A CEO da Xbox, Asha Sharma, enviou um comunicado interno aos funcionários, destacando os planos para o futuro da empresa, incluindo alcançar 500 milhões de jogadores diários em 2030, atualmente com 100 milhões.
A empresa planeja fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft como uma plataforma para criadores, com expectativa de crescimento ao final do ano fiscal de 2027.
A estratégia visa competir com a PlayStation, fortalecendo jogos exclusivos e consoles, após um período de foco em cloud gaming e jogabilidade em múltiplas telas.

A Xbox passa por uma reformulação interna, mas já tem planos para voltar a crescer nos próximos meses. A CEO da empresa, Asha Sharma, enviou um comunicado aos funcionários da empresa nesta quinta-feira (30/07) falando sobre a situação atual do braço gamer da Microsoft. A mensagem vem após as demissões em massa no início do mês como uma forma de tranquilizar os diferentes times.

Segundo Sharma, a expectativa é de alcançar os 500 milhões de players diários ao redor do mundo em 2030 – atualmente, esse número é de 100 milhões. Mas o volume de jogadores só deve voltar a subir ao final do ano fiscal de 2027. Para o período, a CEO espera fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft enquanto uma plataforma para criadores.

Os planos de Sharma foram divulgados pelo site The Verge, que teve acesso ao documento interno. Vale lembrar que, no início de julho, 3,2 mil demissões foram anunciadas, movimentando a divisão de games da Microsoft, incluindo estúdios tradicionais como Bethesda e Activision Blizzard, além de tirar nomes como Compulsion Games e Ninja Theory do guarda-chuva da marca.

Xbox mira competição com PlayStation

Asha Sharma explica planos para os próximos anos da Xbox (imagem: divulgação)

A partir do comunicado interno de Sharma, é possível inferir que a perspectiva da Xbox é voltar a bater de frente com a PlayStation, sua principal rival no mercado de games. Se antes a estratégia da empresa era investir em cloud gaming e jogabilidade em “qualquer” tela, agora há um direcionamento para fortalecer seus consoles e jogos exclusivos.

Essas duas áreas do mercado têm sido dominadas pela Sony nos últimos anos: são quase três vezes mais unidades de PS5 vendidas no total em relação aos Xbox Series X e Xbox Series S. Além disso, a PlayStation aposta bastante em exclusivos, enquanto a Microsoft explorou a distribuição de suas franquias em mais plataformas – alguns deles rodando no PS5, inclusive.

A estratégia não parece estar dando muito certo para a Microsoft: segundo o site The Times of India, a última margem de lucro contábil divulgada pela Xbox é de 3%, enquanto a PlayStation aponta 9,9%, enquanto a Nintendo, outra gigante do ramo que aposta bastante em consoles e games exclusivos, tem 16%. A ideia de Sharma é alcançar números semelhantes no próximo ano fiscal.

In FY26, over 200 million new players came to XBOX and our games, but our business did not grow with our audience. We need to close that gap by investing in what players value. That will take time, but we expect to return to growth by the end of FY27.— ASHA (@asha_shar) July 29, 2026

Estratégia passa por fortalecer franquias

As demissões em massa anunciadas no início de julho deixaram alguns estúdios tradicionais comprados pela Xbox preocupados com os próximos passos. Atualmente, franquias como Call of Duty, Diablo e Fallout fazem parte desse guarda-chuva, além de clássicos arcade como Minecraft e Candy Crush.

A ideia é fortalecer esses títulos para expandir o número de jogadores nos próximos anos. Sharma afirma que três dessas franquias representam lucros de US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bi) por ano cada, mas não especificou quais, exatamente. A projeção de crescimento passa ainda por expandir essas marcas para além dos games, com produções audiovisuais, parcerias comerciais e produtos licenciados, por exemplo.

Minecraft é uma das franquias que a Xbox pretende fortalecer nos próximos anos (Imagem: Divulgação/Mojang/Xbox Game Studios)

Meio milhão de usuários ativos por dia em 2030

Desde que assumiu a Xbox, em fevereiro, Asha Sharma já indicou uma estratégia mais agressiva no Xbox Game Pass, por exemplo, principal aposta da gestão de Phil Spencer. Com preços mais competitivos, a expectativa é por aumentar o número de usuários nesse primeiro momento – segundo ela, foram 200 milhões de novos jogadores ao longo do ano fiscal de 2026. 

Essa é a primeira etapa do plano anunciado por Sharma para os próximos anos. Além do aumento no número de players e o fortalecimento de consoles e franquias para subir a receita, o terceiro passo é o engajamento do público para alcançar a marca de 500 milhões de usuários ativos por dia em suas plataformas.
CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame
Fonte: Tecnoblog

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física (lilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Sony, por meio da sua diretora financeira, Lin Tao, reconheceu as críticas ao abandono da mídia física no ecossistema do PlayStation, mas reafirmou a decisão de seguir com o plano;
decisão foi justificada pela digitalização de conteúdo, que segundo Tao, é o fator mais importante e está progredindo em todos os tipos de conteúdo;
Sony planeja direcionar esforços para manter os interesses dos usuários pelos jogos do PlayStation mesmo quando o ecossistema tornar-se totalmente digital.

Depois de muita polêmica, a Sony se manifestou sobre a decisão de deixar a mídia física de lado no ecossistema do PlayStation. A companhia deu a entender que compreende as queixas dos usuários sobre o assunto, mas que, apesar disso, o plano de descontinuação está mantido.

Quem comentou o assunto foi Lin Tao, diretora financeira (CFO) da Sony, durante uma sessão de perguntas e respostas sobre os resultados financeiros da companhia em seu último trimestre fiscal.

A executiva deixou claro que a Sony vinha considerando tomar essa decisão há algum tempo e que já esperava por uma reação negativa por parte dos jogadores. Como contrapartida, a companhia espera direcionar esforços para manter o interesse dos usuários pelos títulos do PlayStation mesmo quando o ecossistema tornar-se totalmente digital.

Por que a Sony decidiu abandonar a mídia física no PlayStation?

A própria Lin Tao respondeu:

Há vários motivos para termos tomado essa decisão, sendo o principal o fato de que a digitalização de conteúdo em geral tem progredido. Esse é o fator mais importante. Não se trata apenas do PlayStation, mas de todos os tipos de conteúdo; a digitalização está avançando.

Portanto, ao pensarmos no futuro, dedicamos muito tempo e reflexão, consideramos cuidadosamente essa questão e chegamos a essa conclusão. Vamos prosseguir com cautela [com o fim da mídia física].

Lin Tao, CFO da Sony

Ao falar em “prosseguir com cautela”, Tao se refere ao fato de que a Sony não disponibilizará mais jogos em mídia física para PlayStation somente a partir de 2028. A decisão foi anunciada com um ano e meio de antecedência para que usuários, desenvolvedores de games e afins tivessem tempo de “digerir” a notícia.

Lin Tao, CFO da Sony (imagem: reprodução/Sony)

Tao também reconheceu que “jogos são amados por muitas pessoas” e que, portanto, as reações negativas são compreensíveis. Nesse sentido, a executiva deu a entender que a Sony espera usar esse aspecto emocional para continuar engajando os jogadores. A companhia só não explicou como.

Enquanto isso, o assunto segue causando polêmica: já há extensas discussões e reações sobre os vários impactos que o fim da mídia física pode ter no mercado de jogos.

Eis um exemplo: a varejista canadense PNP Games fez um abaixo-assinado contra a decisão da Sony pelo temor de que, com isso, as lojas físicas de jogos sejam fortemente prejudicadas.

Com informações de VGC
Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física
Fonte: Tecnoblog

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

Novo monitor curvo da LG tem sistema webOS (imagem: divulgação/LG)

Resumo

LG lançou o monitor curvo UltraGear 34GX90SA-W no Brasil, primeiro com sistema operacional completo embarcado, por R$ 5.999.
O modelo possui tela OLED de 34 polegadas, 240 Hz e suporte a serviços como Xbox Game Pass e GeForce Now.
Monitor promete mais imersão com tela antirreflexo, áudio otimizado por IA e iluminação traseira.

A LG lançou no Brasil o UltraGear 34GX90SA-W, seu novo monitor gamer curvo com sistema operacional embarcado — o primeiro do tipo no país, segundo a empresa. O modelo traz tela OLED de 34 polegadas, taxa de atualização de 240 Hz e suporte a serviços de streaming de jogos, como Xbox Cloud Gaming (via Game Pass) e GeForce Now, da Nvidia. O preço sugerido é de R$ 5.999 à vista.

Dessa forma, dá pra jogar diretamente no monitor, sem precisar ligar o PC ou videogame. Junto ao sistema webOS, ficam disponíveis ainda canais ao vivo com o LG Channels e integração a serviços de casa conectada como Alexa, Google Home e o ThinQ, proprietário da LG.

Na prática, o UltraGear também pode funcionar como uma smart TV para ambientes menores, permitindo assistir a filmes e séries quando não estiver sendo usado para jogos. O modelo já está disponível no e-commerce da fabricante.

Gameplay não depende de PC ou console

UltraGear 34GX90SA-W alia tecnologias gamer com recursos do webOS (imagem: divulgação/LG)

A principal vantagem do novo UltraGear 34G90SA-W é a possibilidade de jogar via streaming diretamente no sistema operacional. O webOS, assim como nas TVs da LG, permite conectar um controle de Xbox ou PlayStation para aproveitar os títulos disponíveis nas opções de cloud gaming. Basta ter uma boa conexão à internet para aproveitar a jogatina.

Ainda assim, se considerarmos a gameplay tradicional, o monitor traz entradas HDMI 2.1 e tecnologias como FreeSync Premium Pro e G-Sync para diminuir engasgos na exibição em relação ao PC ou console. Também estão presentes uma porta com padrão DisplayPort 1.4 e outra USB-C para carregar dispositivos a 65 W ou mesmo transferir arquivos para rodar no webOS.

Como aa presença do sistema operacional também garante o uso do monitor como uma smart TV tradicional, com canais gratuitos e serviços de streaming, também é possível dividir a tela para exibir dois conteúdos diferentes ao mesmo tempo.

Promessa de alta qualidade de imagem

Monitor tem ajustes mecânicos de altura e inclinação, além de iluminação hexagonal traseira (imagem: divulgação/LG)

O modelo vendido no Brasil tem 34 polegadas e tela OLED com resolução QWHD (3440 X 1440p), cobrindo todo o espaço do padrão wide. Falando nisso, são 800R de curvatura, o que deve resultar em uma boa imersão na hora de jogar, além de bastante espaço para separar a tela em duas partes. A atualização fica em 240 Hz, com tempo de resposta de 0,03 ms.

A LG garante tecnologias que aprimoram a imagem via inteligência artificial, com mapeamento de tons para melhorar o brilho, otimização de cores e suporte a DisplayHDR 400 para exibir cenas escuras com maior profundidade. Além disso, o monitor tem tecnologia antirreflexo, essencial para quem joga em ambientes com muita luz.

Outro ponto de destaque é o som. Ele pode ser otimizado via IA e conta com duas saídas de 7 W RMS. A LG também destaca uma maior imersão com sistema virtual de áudio com 9.1 canais.

No design, vale mencionar ainda a iluminação hexagonal traseira, que pode seguir cores das cenas exibidas durante os jogos, além dos ajustes mecânicos de altura e inclinação.
LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

PlayStation vai abandonar mídias físicas em 2028 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A PlayStation pode encerrar contas inativas por 36 meses consecutivos na Europa, de acordo com os Termos de Serviço.
Após o encerramento, o usuário perde o acesso aos jogos digitais comprados na PlayStation Store.
No Brasil, a política de encerramento de contas não é aplicada, segundo a versão do contrato disponibilizada no site da PlayStation.

Após anunciar o fim da produção de mídias físicas para seus jogos a partir de 2028, o PlayStation voltou a ser alvo de reclamações por conta de um trecho polêmico em seus Termos de Serviço na Europa. Na seção 21 do documento, a empresa afirma que pode encerrar contas que estiverem inativas por 36 meses consecutivos.

Antes do encerramento em si, o documento garante o envio de um aviso por email. A partir disso, o usuário tem um período de seis meses para logar no perfil ou entrar em contato solicitando que a conta siga ativa. Caso contrário, a empresa tem o direito de cancelar seus acessos.

Em outras palavras, além de perder os serviços online da PlayStation, o usuário também fica impedido de abrir jogos ou quaisquer outros produtos digitais comprados na PlayStation Store desde que a conta foi criada. A versão do documento analisada pelo TB foi atualizada em abril deste ano.

Mídia física seria uma garantia de acesso

A preocupação da comunidade com o trecho no documento oficial parte do princípio que, a partir de 2028, a PlayStation vai parar de vender novos jogos em mídia física. Dessa forma, games lançados daqui a menos de dois anos serão exclusivamente digitais, acessados apenas por meio da PlayStation Store.

Considerando os Termos de Serviço europeus, todos seus jogos de PS4, PS5 ou PS6, no futuro, podem ser perdidos caso você fique os 36 meses sem acessar sua conta. Isso não aconteceria tendo a mídia física em mãos, já que o disco garante acesso ao game independente de qual perfil está sendo utilizado.

Biblioteca de jogos digitais pode ser perdida caso seu login não esteja “em dia” (Imagem: Reprodução/PlayStation 5)

É importante lembrar que jogos em mídia física também são produtos licenciados. Isso significa que, na teoria, podem ter seu licenciamento revogado a qualquer momento, assim como os títulos digitais. Mas o disco em si, é do usuário e não pode ser “desativado”, trazendo todo o conteúdo do game para ser jogado offline.

Essa preocupação quanto ao prazo relativamente longo de três anos parece específica demais, mas pode fazer sentido. Caso você tenha uma conta antiga e tenha perdido o acesso, seja por utilizar um e-mail já encerrado ou simplesmente por ter esquecido sua senha, pode ser que esse período passe batido – assim como os games comprados naquele login.

Essa regra vale para o Brasil?

Não. No documento de Termos de Serviço do PlayStation Brasil não há nenhum trecho que permita à empresa encerrar sua conta após três anos sem atividade. Pelo menos é o que diz a versão do contrato disponibilizada no site da PlayStation por aqui.

Para quem estiver curioso ou mesmo para usuários portugueses preocupados com a política da PS Europa, o documento também está disponível em uma versão em português que cita o prazo de 36 meses. 
Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos
Fonte: Tecnoblog

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation (imagem: X/Hideo Kojima)

Resumo

Hideo Kojima critica decisão da Sony de descontinuar a fabricação de jogos em mídia física para PlayStation, afirmando que formato digital pode favorecer o streaming de games e tirar o controle do usuário sobre o que jogar;
Kojima expressa preocupação com a possibilidade de que jogos digitais possam ter o acesso cortado em decorrência de mudanças políticas ou de servidores, temor já destacado por ele em 2021;
decisão da Sony de acabar com a mídia física para novos títulos de PlayStation a partir de janeiro de 2028 gerou reações negativas de jogadores no mundo todo.

Provavelmente, a decisão da Sony de descontinuar a fabricação de novos jogos para PlayStation em mídia física causou mais polêmica do que a companhia esperava. Até Hideo Kojima se manifestou sobre o assunto: para ele, o formato inteiramente digital pode favorecer o streaming de games de um modo que tira o controle que o usuário tem sobre o que jogar.

Hideo Kojima é o nome por trás de games consagrados, incluindo franquias como Metal Gear, Snatcher, Policenauts e Death Stranding. Tamanho histórico, construído em parte quando Kojima trabalhava na Konami, dá a ele propriedade para comentar o tema.

Durante o festival Il Cinema in Piazza, realizado na Itália, Kojima declarou que cresceu com mídias físicas, razão pela qual ele continua comprando filmes em Blu-ray, por exemplo. Diante disso, ele classificou a decisão da Sony como “muito triste”.

Porém, Kojima também reconheceu que os contextos aqui são diferentes, pois, ao contrário de filmes oferecidos via streaming, um jogo digital é baixado no console do usuário para ser acessado a qualquer momento, o que não é uma situação tão ruim. Mas, para ele, se os games também migrarem para o modelo de streaming, a situação complica:

Com serviços de streaming por assinatura, como Netflix ou Amazon, existe um servidor em algum lugar, e você basicamente tem o direito de ‘abrir a torneira’, e quando você faz isso, os dados fluem.

(…) Existem empresas que são donas desses servidores e permitem que você ‘abra a torneira’ mediante o pagamento de uma taxa mensal. No entanto, considerando as nações, a política e as diferentes formas de pensar, é natural que se leve em conta a possibilidade de que, se houver uma mudança, os dados dentro desses servidores parem de ser distribuídos.

E se isso acontecer, você não poderá assistir ou jogar os filmes e jogos que gosta.

Hideo Kojima

A preocupação de Kojima sobre o assunto não vem de agora. A recente decisão da Sony de descontinuar a mídia física para novos títulos serviu para que um post publicado por ele em 2021 sobre o tema viesse à tona novamente. Na ocasião, Kojima declarou:

Eventualmente, até mesmo os dados digitais não serão mais de propriedade de indivíduos por vontade própria. Sempre que houver uma grande mudança ou acontecimento no mundo, em um país, em um governo, em uma ideia, em uma tendência, o acesso a eles pode ser subitamente cortado.

Hideo Kojima

Jogo em disco para PlayStation 5 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como é a decisão da Sony sobre o fim da mídia

No começo do mês, a Sony revelou que, a partir de janeiro de 2028, novos jogos para PlayStation não serão mais oferecidos em mídia física. As reações contrárias de jogadores nas redes sociais foram imediatas, em parte, porque eles entendem justamente que terão menos controle sobre jogos comprados.

As críticas foram tão numerosas que serviram de pano de fundo para campanhas de marketing de outras empresas. É o caso da Microsoft, que usou o GitHub para provocar a Sony com a proposta de enviar repositórios de código em CD a usuários que solicitarem isso.

Mas piora. Na esteira do anúncio sobre mídias físicas, a Sony também decidiu descontinuar a PlayStation Store para PS3 e PS Vita.

Com informações de VGC
Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation
Fonte: Tecnoblog

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

Jogos lançados até 2028 terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Sony vai converter sua fábrica de discos na Áustria para produzir microlentes ópticas.
Funcionários serão requalificados para atuar na nova produção.
A fábrica austríaca da Sony passará de 600 mil mídias fabricadas por dia para 10% desse volume em 2028.

A Sony anunciou que vai abandonar a venda de jogos em mídia física, e já sabe o que fazer com sua única fábrica de discos. Segundo o presidente da divisão responsável pela produção de discos (como CDs, DVDs e Blu-rays), Dietmar Tanzer, os funcionários empregados em Thalgau, na Áustria, serão treinados para assumir novas funções, agora na produção de microlentes ópticas, componentes importantes para o redirecionamento de luz.

A Sony Digital Audio Disc Corporation (ou apenas DADC) já teve várias operações de fabricação de CDs pelo mundo, inclusive dois centros nos Estados Unidos. Ela começou a reduzir este negócio nos últimos anos e se estabeleceu somente em solo austríaco a partir de 2022. Por sua vez, uma das unidades americanas mudou totalmente de atividade, focando no envelopamento de faróis para a indústria automobilística.

Tanzer prometeu ao site austríaco ORF Salzburg que todos os 300 funcionários que trabalham hoje na produção de discos serão requalificados para atuar na área. Atualmente, são 600 mil mídias fabricadas por dia, com pelo menos 50% delas para jogos de PlayStation. A expectativa é de diminuir a produção para apenas 10% em 2028, quando novos jogos passarão a ser vendidos apenas no formato digital.

Fábrica da divisão de discos da Sony em Thalgau, na Áustria, vai focar no desenvolvimento de microlentes ópticas (imagem: reprodução/Google Maps)

Mudança de rota não é novidade

Segundo o site The Verge, a ideia de trocar a produção de discos pelo foco em microlentes ópticas é antiga: em 2024, um vídeo de bastidores da fábrica em Thalgau já mostrava trabalhos envolvendo os nanocomponentes, cuja fabricação também utiliza discos no processo.

Apesar de ser algo relativamente novo, a tecnologia pode ser aplicada a diferentes cenários, desde luzes em headsets até faróis de carros, setor que tem sido abastecido pela Sony por meio da fábrica de Indiana desde 2022. Antes dessa mudança de rota, o polo estadunidense foi casa de maior parte da produção de discos da empresa, com 23 das 26,4 bilhões de unidades fabricadas até hoje.

GTA 6 aponta uma nova fase no mundo dos jogos

Futuro do PlayStation é 100% digital, e Sony já sabe o que fazer com sua fábrica de discos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de não ser um exclusivo da PlayStation, o GTA 6 marca o fim da linha para a mídia física. A pré-venda do aguardado game da Rockstar foi anunciada em junho e dá conta apenas de versões digitais, tanto para PlayStation quanto para Xbox. Aos “saudosistas”, a desenvolvedora vai oferecer uma edição física fake, sem disco, trazendo apenas a capa e um código para baixar no seu videogame.

Segundo a Sony, há uma preferência do público pela mídia digital, mas é importante destacar seu papel nesse processo. Desde 2020, com a chegada do PlayStation 5 (PS5), a fabricante traz uma opção mais barata sem leitor de discos, passando a oferecer a opção de incluir um leitor destacável nas versões mais recentes do console. A Microsoft segue uma proposta semelhante, com o Xbox Series S, modelo de entrada, já lançado como um videogame 100% digital.
O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos
Fonte: Tecnoblog

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

Jogos lançados antes de 2028 ainda terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Sony anunciou que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028.
Lançamentos serão vendidos apenas em formato digital a partir daí.
Jogos lançados antes da data continuarão disponíveis em mídia física.

A Sony anunciou nesta quarta-feira (1º/07) que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. A partir daí, todos os lançamentos serão comercializados apenas em formato digital, pela PlayStation Store e outras lojas. Jogos lançados antes dessa data continuarão disponíveis em mídia física.

A medida vale para todos os jogos na plataforma, não apenas os games dos estúdios PlayStation. “Essa é uma direção natural para a Sony Interactive Entertainment se adaptar às tendências de consumo, já que a preferência geral por mídia digital supera significativamente a de discos físicos”, diz a Sony em comunicado. 

O anúncio reforça uma tendência vista em toda a indústria. O mais recente episódio envolve a Rockstar e o lançamento de GTA 6: o jogo não terá uma versão em disco, e a edição “física” vendida em lojas será a caixa contendo apenas o código para download — formato que a Sony agora pretende adotar como padrão.

Vale lembrar que GTA 6 chegará primeiro aos consoles Xbox e PlayStation, ainda sem previsão de chegada aos PCs.

Jogos exclusivos apenas no PlayStation

PlayStation será requisito para jogar novos exclusivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já em relação aos jogos de seus estúdios, a Sony vai deixar de lançar títulos exclusivos single-player para PC. Os grandes lançamentos da PlayStation Studios serão destinados somente à linha PlayStation 5 ou a consoles da marca que forem lançados posteriormente.

A estratégia gerou reação até de ex-executivos da Sony. O ex-chefe da PlayStation, Shawn Layden, criticou o recuo da empresa no mercado de PCs. Em entrevista ao portal francês PSI, o executivo afirmou que levar os exclusivos do PlayStation para o computador sempre teve como objetivo ampliar o alcance das franquias e atrair novos jogadores para o ecossistema da marca — e não simplesmente aumentar a receita.

“Acho que, se alguém espera 18 meses para jogar no PC, não estamos perdendo uma venda. Essa pessoa provavelmente nunca compraria um PlayStation. Se o objetivo era apenas cobrir os custos da adaptação, tudo bem, há dinheiro envolvido. Mas, fora isso, não sei o que eles estão pensando.”

– Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física
Fonte: Tecnoblog