Category: Playstation

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

Xbox quer fortalecer consoles, franquias e expandir número de jogadores diários: meio bilhão até 2030 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A CEO da Xbox, Asha Sharma, enviou um comunicado interno aos funcionários, destacando os planos para o futuro da empresa, incluindo alcançar 500 milhões de jogadores diários em 2030, atualmente com 100 milhões.
A empresa planeja fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft como uma plataforma para criadores, com expectativa de crescimento ao final do ano fiscal de 2027.
A estratégia visa competir com a PlayStation, fortalecendo jogos exclusivos e consoles, após um período de foco em cloud gaming e jogabilidade em múltiplas telas.

A Xbox passa por uma reformulação interna, mas já tem planos para voltar a crescer nos próximos meses. A CEO da empresa, Asha Sharma, enviou um comunicado aos funcionários da empresa nesta quinta-feira (30/07) falando sobre a situação atual do braço gamer da Microsoft. A mensagem vem após as demissões em massa no início do mês como uma forma de tranquilizar os diferentes times.

Segundo Sharma, a expectativa é de alcançar os 500 milhões de players diários ao redor do mundo em 2030 – atualmente, esse número é de 100 milhões. Mas o volume de jogadores só deve voltar a subir ao final do ano fiscal de 2027. Para o período, a CEO espera fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft enquanto uma plataforma para criadores.

Os planos de Sharma foram divulgados pelo site The Verge, que teve acesso ao documento interno. Vale lembrar que, no início de julho, 3,2 mil demissões foram anunciadas, movimentando a divisão de games da Microsoft, incluindo estúdios tradicionais como Bethesda e Activision Blizzard, além de tirar nomes como Compulsion Games e Ninja Theory do guarda-chuva da marca.

Xbox mira competição com PlayStation

Asha Sharma explica planos para os próximos anos da Xbox (imagem: divulgação)

A partir do comunicado interno de Sharma, é possível inferir que a perspectiva da Xbox é voltar a bater de frente com a PlayStation, sua principal rival no mercado de games. Se antes a estratégia da empresa era investir em cloud gaming e jogabilidade em “qualquer” tela, agora há um direcionamento para fortalecer seus consoles e jogos exclusivos.

Essas duas áreas do mercado têm sido dominadas pela Sony nos últimos anos: são quase três vezes mais unidades de PS5 vendidas no total em relação aos Xbox Series X e Xbox Series S. Além disso, a PlayStation aposta bastante em exclusivos, enquanto a Microsoft explorou a distribuição de suas franquias em mais plataformas – alguns deles rodando no PS5, inclusive.

A estratégia não parece estar dando muito certo para a Microsoft: segundo o site The Times of India, a última margem de lucro contábil divulgada pela Xbox é de 3%, enquanto a PlayStation aponta 9,9%, enquanto a Nintendo, outra gigante do ramo que aposta bastante em consoles e games exclusivos, tem 16%. A ideia de Sharma é alcançar números semelhantes no próximo ano fiscal.

In FY26, over 200 million new players came to XBOX and our games, but our business did not grow with our audience. We need to close that gap by investing in what players value. That will take time, but we expect to return to growth by the end of FY27.— ASHA (@asha_shar) July 29, 2026

Estratégia passa por fortalecer franquias

As demissões em massa anunciadas no início de julho deixaram alguns estúdios tradicionais comprados pela Xbox preocupados com os próximos passos. Atualmente, franquias como Call of Duty, Diablo e Fallout fazem parte desse guarda-chuva, além de clássicos arcade como Minecraft e Candy Crush.

A ideia é fortalecer esses títulos para expandir o número de jogadores nos próximos anos. Sharma afirma que três dessas franquias representam lucros de US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bi) por ano cada, mas não especificou quais, exatamente. A projeção de crescimento passa ainda por expandir essas marcas para além dos games, com produções audiovisuais, parcerias comerciais e produtos licenciados, por exemplo.

Minecraft é uma das franquias que a Xbox pretende fortalecer nos próximos anos (Imagem: Divulgação/Mojang/Xbox Game Studios)

Meio milhão de usuários ativos por dia em 2030

Desde que assumiu a Xbox, em fevereiro, Asha Sharma já indicou uma estratégia mais agressiva no Xbox Game Pass, por exemplo, principal aposta da gestão de Phil Spencer. Com preços mais competitivos, a expectativa é por aumentar o número de usuários nesse primeiro momento – segundo ela, foram 200 milhões de novos jogadores ao longo do ano fiscal de 2026. 

Essa é a primeira etapa do plano anunciado por Sharma para os próximos anos. Além do aumento no número de players e o fortalecimento de consoles e franquias para subir a receita, o terceiro passo é o engajamento do público para alcançar a marca de 500 milhões de usuários ativos por dia em suas plataformas.
CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame
Fonte: Tecnoblog

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física (lilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Sony, por meio da sua diretora financeira, Lin Tao, reconheceu as críticas ao abandono da mídia física no ecossistema do PlayStation, mas reafirmou a decisão de seguir com o plano;
decisão foi justificada pela digitalização de conteúdo, que segundo Tao, é o fator mais importante e está progredindo em todos os tipos de conteúdo;
Sony planeja direcionar esforços para manter os interesses dos usuários pelos jogos do PlayStation mesmo quando o ecossistema tornar-se totalmente digital.

Depois de muita polêmica, a Sony se manifestou sobre a decisão de deixar a mídia física de lado no ecossistema do PlayStation. A companhia deu a entender que compreende as queixas dos usuários sobre o assunto, mas que, apesar disso, o plano de descontinuação está mantido.

Quem comentou o assunto foi Lin Tao, diretora financeira (CFO) da Sony, durante uma sessão de perguntas e respostas sobre os resultados financeiros da companhia em seu último trimestre fiscal.

A executiva deixou claro que a Sony vinha considerando tomar essa decisão há algum tempo e que já esperava por uma reação negativa por parte dos jogadores. Como contrapartida, a companhia espera direcionar esforços para manter o interesse dos usuários pelos títulos do PlayStation mesmo quando o ecossistema tornar-se totalmente digital.

Por que a Sony decidiu abandonar a mídia física no PlayStation?

A própria Lin Tao respondeu:

Há vários motivos para termos tomado essa decisão, sendo o principal o fato de que a digitalização de conteúdo em geral tem progredido. Esse é o fator mais importante. Não se trata apenas do PlayStation, mas de todos os tipos de conteúdo; a digitalização está avançando.

Portanto, ao pensarmos no futuro, dedicamos muito tempo e reflexão, consideramos cuidadosamente essa questão e chegamos a essa conclusão. Vamos prosseguir com cautela [com o fim da mídia física].

Lin Tao, CFO da Sony

Ao falar em “prosseguir com cautela”, Tao se refere ao fato de que a Sony não disponibilizará mais jogos em mídia física para PlayStation somente a partir de 2028. A decisão foi anunciada com um ano e meio de antecedência para que usuários, desenvolvedores de games e afins tivessem tempo de “digerir” a notícia.

Lin Tao, CFO da Sony (imagem: reprodução/Sony)

Tao também reconheceu que “jogos são amados por muitas pessoas” e que, portanto, as reações negativas são compreensíveis. Nesse sentido, a executiva deu a entender que a Sony espera usar esse aspecto emocional para continuar engajando os jogadores. A companhia só não explicou como.

Enquanto isso, o assunto segue causando polêmica: já há extensas discussões e reações sobre os vários impactos que o fim da mídia física pode ter no mercado de jogos.

Eis um exemplo: a varejista canadense PNP Games fez um abaixo-assinado contra a decisão da Sony pelo temor de que, com isso, as lojas físicas de jogos sejam fortemente prejudicadas.

Com informações de VGC
Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física

Sony reconhece críticas, mas mantém fim da mídia física
Fonte: Tecnoblog

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

Novo monitor curvo da LG tem sistema webOS (imagem: divulgação/LG)

Resumo

LG lançou o monitor curvo UltraGear 34GX90SA-W no Brasil, primeiro com sistema operacional completo embarcado, por R$ 5.999.
O modelo possui tela OLED de 34 polegadas, 240 Hz e suporte a serviços como Xbox Game Pass e GeForce Now.
Monitor promete mais imersão com tela antirreflexo, áudio otimizado por IA e iluminação traseira.

A LG lançou no Brasil o UltraGear 34GX90SA-W, seu novo monitor gamer curvo com sistema operacional embarcado — o primeiro do tipo no país, segundo a empresa. O modelo traz tela OLED de 34 polegadas, taxa de atualização de 240 Hz e suporte a serviços de streaming de jogos, como Xbox Cloud Gaming (via Game Pass) e GeForce Now, da Nvidia. O preço sugerido é de R$ 5.999 à vista.

Dessa forma, dá pra jogar diretamente no monitor, sem precisar ligar o PC ou videogame. Junto ao sistema webOS, ficam disponíveis ainda canais ao vivo com o LG Channels e integração a serviços de casa conectada como Alexa, Google Home e o ThinQ, proprietário da LG.

Na prática, o UltraGear também pode funcionar como uma smart TV para ambientes menores, permitindo assistir a filmes e séries quando não estiver sendo usado para jogos. O modelo já está disponível no e-commerce da fabricante.

Gameplay não depende de PC ou console

UltraGear 34GX90SA-W alia tecnologias gamer com recursos do webOS (imagem: divulgação/LG)

A principal vantagem do novo UltraGear 34G90SA-W é a possibilidade de jogar via streaming diretamente no sistema operacional. O webOS, assim como nas TVs da LG, permite conectar um controle de Xbox ou PlayStation para aproveitar os títulos disponíveis nas opções de cloud gaming. Basta ter uma boa conexão à internet para aproveitar a jogatina.

Ainda assim, se considerarmos a gameplay tradicional, o monitor traz entradas HDMI 2.1 e tecnologias como FreeSync Premium Pro e G-Sync para diminuir engasgos na exibição em relação ao PC ou console. Também estão presentes uma porta com padrão DisplayPort 1.4 e outra USB-C para carregar dispositivos a 65 W ou mesmo transferir arquivos para rodar no webOS.

Como aa presença do sistema operacional também garante o uso do monitor como uma smart TV tradicional, com canais gratuitos e serviços de streaming, também é possível dividir a tela para exibir dois conteúdos diferentes ao mesmo tempo.

Promessa de alta qualidade de imagem

Monitor tem ajustes mecânicos de altura e inclinação, além de iluminação hexagonal traseira (imagem: divulgação/LG)

O modelo vendido no Brasil tem 34 polegadas e tela OLED com resolução QWHD (3440 X 1440p), cobrindo todo o espaço do padrão wide. Falando nisso, são 800R de curvatura, o que deve resultar em uma boa imersão na hora de jogar, além de bastante espaço para separar a tela em duas partes. A atualização fica em 240 Hz, com tempo de resposta de 0,03 ms.

A LG garante tecnologias que aprimoram a imagem via inteligência artificial, com mapeamento de tons para melhorar o brilho, otimização de cores e suporte a DisplayHDR 400 para exibir cenas escuras com maior profundidade. Além disso, o monitor tem tecnologia antirreflexo, essencial para quem joga em ambientes com muita luz.

Outro ponto de destaque é o som. Ele pode ser otimizado via IA e conta com duas saídas de 7 W RMS. A LG também destaca uma maior imersão com sistema virtual de áudio com 9.1 canais.

No design, vale mencionar ainda a iluminação hexagonal traseira, que pode seguir cores das cenas exibidas durante os jogos, além dos ajustes mecânicos de altura e inclinação.
LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

PlayStation vai abandonar mídias físicas em 2028 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A PlayStation pode encerrar contas inativas por 36 meses consecutivos na Europa, de acordo com os Termos de Serviço.
Após o encerramento, o usuário perde o acesso aos jogos digitais comprados na PlayStation Store.
No Brasil, a política de encerramento de contas não é aplicada, segundo a versão do contrato disponibilizada no site da PlayStation.

Após anunciar o fim da produção de mídias físicas para seus jogos a partir de 2028, o PlayStation voltou a ser alvo de reclamações por conta de um trecho polêmico em seus Termos de Serviço na Europa. Na seção 21 do documento, a empresa afirma que pode encerrar contas que estiverem inativas por 36 meses consecutivos.

Antes do encerramento em si, o documento garante o envio de um aviso por email. A partir disso, o usuário tem um período de seis meses para logar no perfil ou entrar em contato solicitando que a conta siga ativa. Caso contrário, a empresa tem o direito de cancelar seus acessos.

Em outras palavras, além de perder os serviços online da PlayStation, o usuário também fica impedido de abrir jogos ou quaisquer outros produtos digitais comprados na PlayStation Store desde que a conta foi criada. A versão do documento analisada pelo TB foi atualizada em abril deste ano.

Mídia física seria uma garantia de acesso

A preocupação da comunidade com o trecho no documento oficial parte do princípio que, a partir de 2028, a PlayStation vai parar de vender novos jogos em mídia física. Dessa forma, games lançados daqui a menos de dois anos serão exclusivamente digitais, acessados apenas por meio da PlayStation Store.

Considerando os Termos de Serviço europeus, todos seus jogos de PS4, PS5 ou PS6, no futuro, podem ser perdidos caso você fique os 36 meses sem acessar sua conta. Isso não aconteceria tendo a mídia física em mãos, já que o disco garante acesso ao game independente de qual perfil está sendo utilizado.

Biblioteca de jogos digitais pode ser perdida caso seu login não esteja “em dia” (Imagem: Reprodução/PlayStation 5)

É importante lembrar que jogos em mídia física também são produtos licenciados. Isso significa que, na teoria, podem ter seu licenciamento revogado a qualquer momento, assim como os títulos digitais. Mas o disco em si, é do usuário e não pode ser “desativado”, trazendo todo o conteúdo do game para ser jogado offline.

Essa preocupação quanto ao prazo relativamente longo de três anos parece específica demais, mas pode fazer sentido. Caso você tenha uma conta antiga e tenha perdido o acesso, seja por utilizar um e-mail já encerrado ou simplesmente por ter esquecido sua senha, pode ser que esse período passe batido – assim como os games comprados naquele login.

Essa regra vale para o Brasil?

Não. No documento de Termos de Serviço do PlayStation Brasil não há nenhum trecho que permita à empresa encerrar sua conta após três anos sem atividade. Pelo menos é o que diz a versão do contrato disponibilizada no site da PlayStation por aqui.

Para quem estiver curioso ou mesmo para usuários portugueses preocupados com a política da PS Europa, o documento também está disponível em uma versão em português que cita o prazo de 36 meses. 
Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos

Nova polêmica no PlayStation: alguns clientes vão perder jogos e contas após 3 anos
Fonte: Tecnoblog

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation (imagem: X/Hideo Kojima)

Resumo

Hideo Kojima critica decisão da Sony de descontinuar a fabricação de jogos em mídia física para PlayStation, afirmando que formato digital pode favorecer o streaming de games e tirar o controle do usuário sobre o que jogar;
Kojima expressa preocupação com a possibilidade de que jogos digitais possam ter o acesso cortado em decorrência de mudanças políticas ou de servidores, temor já destacado por ele em 2021;
decisão da Sony de acabar com a mídia física para novos títulos de PlayStation a partir de janeiro de 2028 gerou reações negativas de jogadores no mundo todo.

Provavelmente, a decisão da Sony de descontinuar a fabricação de novos jogos para PlayStation em mídia física causou mais polêmica do que a companhia esperava. Até Hideo Kojima se manifestou sobre o assunto: para ele, o formato inteiramente digital pode favorecer o streaming de games de um modo que tira o controle que o usuário tem sobre o que jogar.

Hideo Kojima é o nome por trás de games consagrados, incluindo franquias como Metal Gear, Snatcher, Policenauts e Death Stranding. Tamanho histórico, construído em parte quando Kojima trabalhava na Konami, dá a ele propriedade para comentar o tema.

Durante o festival Il Cinema in Piazza, realizado na Itália, Kojima declarou que cresceu com mídias físicas, razão pela qual ele continua comprando filmes em Blu-ray, por exemplo. Diante disso, ele classificou a decisão da Sony como “muito triste”.

Porém, Kojima também reconheceu que os contextos aqui são diferentes, pois, ao contrário de filmes oferecidos via streaming, um jogo digital é baixado no console do usuário para ser acessado a qualquer momento, o que não é uma situação tão ruim. Mas, para ele, se os games também migrarem para o modelo de streaming, a situação complica:

Com serviços de streaming por assinatura, como Netflix ou Amazon, existe um servidor em algum lugar, e você basicamente tem o direito de ‘abrir a torneira’, e quando você faz isso, os dados fluem.

(…) Existem empresas que são donas desses servidores e permitem que você ‘abra a torneira’ mediante o pagamento de uma taxa mensal. No entanto, considerando as nações, a política e as diferentes formas de pensar, é natural que se leve em conta a possibilidade de que, se houver uma mudança, os dados dentro desses servidores parem de ser distribuídos.

E se isso acontecer, você não poderá assistir ou jogar os filmes e jogos que gosta.

Hideo Kojima

A preocupação de Kojima sobre o assunto não vem de agora. A recente decisão da Sony de descontinuar a mídia física para novos títulos serviu para que um post publicado por ele em 2021 sobre o tema viesse à tona novamente. Na ocasião, Kojima declarou:

Eventualmente, até mesmo os dados digitais não serão mais de propriedade de indivíduos por vontade própria. Sempre que houver uma grande mudança ou acontecimento no mundo, em um país, em um governo, em uma ideia, em uma tendência, o acesso a eles pode ser subitamente cortado.

Hideo Kojima

Jogo em disco para PlayStation 5 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como é a decisão da Sony sobre o fim da mídia

No começo do mês, a Sony revelou que, a partir de janeiro de 2028, novos jogos para PlayStation não serão mais oferecidos em mídia física. As reações contrárias de jogadores nas redes sociais foram imediatas, em parte, porque eles entendem justamente que terão menos controle sobre jogos comprados.

As críticas foram tão numerosas que serviram de pano de fundo para campanhas de marketing de outras empresas. É o caso da Microsoft, que usou o GitHub para provocar a Sony com a proposta de enviar repositórios de código em CD a usuários que solicitarem isso.

Mas piora. Na esteira do anúncio sobre mídias físicas, a Sony também decidiu descontinuar a PlayStation Store para PS3 e PS Vita.

Com informações de VGC
Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation

Hideo Kojima critica fim da mídia física no PlayStation
Fonte: Tecnoblog

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

Jogos lançados até 2028 terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Sony vai converter sua fábrica de discos na Áustria para produzir microlentes ópticas.
Funcionários serão requalificados para atuar na nova produção.
A fábrica austríaca da Sony passará de 600 mil mídias fabricadas por dia para 10% desse volume em 2028.

A Sony anunciou que vai abandonar a venda de jogos em mídia física, e já sabe o que fazer com sua única fábrica de discos. Segundo o presidente da divisão responsável pela produção de discos (como CDs, DVDs e Blu-rays), Dietmar Tanzer, os funcionários empregados em Thalgau, na Áustria, serão treinados para assumir novas funções, agora na produção de microlentes ópticas, componentes importantes para o redirecionamento de luz.

A Sony Digital Audio Disc Corporation (ou apenas DADC) já teve várias operações de fabricação de CDs pelo mundo, inclusive dois centros nos Estados Unidos. Ela começou a reduzir este negócio nos últimos anos e se estabeleceu somente em solo austríaco a partir de 2022. Por sua vez, uma das unidades americanas mudou totalmente de atividade, focando no envelopamento de faróis para a indústria automobilística.

Tanzer prometeu ao site austríaco ORF Salzburg que todos os 300 funcionários que trabalham hoje na produção de discos serão requalificados para atuar na área. Atualmente, são 600 mil mídias fabricadas por dia, com pelo menos 50% delas para jogos de PlayStation. A expectativa é de diminuir a produção para apenas 10% em 2028, quando novos jogos passarão a ser vendidos apenas no formato digital.

Fábrica da divisão de discos da Sony em Thalgau, na Áustria, vai focar no desenvolvimento de microlentes ópticas (imagem: reprodução/Google Maps)

Mudança de rota não é novidade

Segundo o site The Verge, a ideia de trocar a produção de discos pelo foco em microlentes ópticas é antiga: em 2024, um vídeo de bastidores da fábrica em Thalgau já mostrava trabalhos envolvendo os nanocomponentes, cuja fabricação também utiliza discos no processo.

Apesar de ser algo relativamente novo, a tecnologia pode ser aplicada a diferentes cenários, desde luzes em headsets até faróis de carros, setor que tem sido abastecido pela Sony por meio da fábrica de Indiana desde 2022. Antes dessa mudança de rota, o polo estadunidense foi casa de maior parte da produção de discos da empresa, com 23 das 26,4 bilhões de unidades fabricadas até hoje.

GTA 6 aponta uma nova fase no mundo dos jogos

Futuro do PlayStation é 100% digital, e Sony já sabe o que fazer com sua fábrica de discos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de não ser um exclusivo da PlayStation, o GTA 6 marca o fim da linha para a mídia física. A pré-venda do aguardado game da Rockstar foi anunciada em junho e dá conta apenas de versões digitais, tanto para PlayStation quanto para Xbox. Aos “saudosistas”, a desenvolvedora vai oferecer uma edição física fake, sem disco, trazendo apenas a capa e um código para baixar no seu videogame.

Segundo a Sony, há uma preferência do público pela mídia digital, mas é importante destacar seu papel nesse processo. Desde 2020, com a chegada do PlayStation 5 (PS5), a fabricante traz uma opção mais barata sem leitor de discos, passando a oferecer a opção de incluir um leitor destacável nas versões mais recentes do console. A Microsoft segue uma proposta semelhante, com o Xbox Series S, modelo de entrada, já lançado como um videogame 100% digital.
O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos
Fonte: Tecnoblog

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

Jogos lançados antes de 2028 ainda terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Sony anunciou que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028.
Lançamentos serão vendidos apenas em formato digital a partir daí.
Jogos lançados antes da data continuarão disponíveis em mídia física.

A Sony anunciou nesta quarta-feira (1º/07) que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. A partir daí, todos os lançamentos serão comercializados apenas em formato digital, pela PlayStation Store e outras lojas. Jogos lançados antes dessa data continuarão disponíveis em mídia física.

A medida vale para todos os jogos na plataforma, não apenas os games dos estúdios PlayStation. “Essa é uma direção natural para a Sony Interactive Entertainment se adaptar às tendências de consumo, já que a preferência geral por mídia digital supera significativamente a de discos físicos”, diz a Sony em comunicado. 

O anúncio reforça uma tendência vista em toda a indústria. O mais recente episódio envolve a Rockstar e o lançamento de GTA 6: o jogo não terá uma versão em disco, e a edição “física” vendida em lojas será a caixa contendo apenas o código para download — formato que a Sony agora pretende adotar como padrão.

Vale lembrar que GTA 6 chegará primeiro aos consoles Xbox e PlayStation, ainda sem previsão de chegada aos PCs.

Jogos exclusivos apenas no PlayStation

PlayStation será requisito para jogar novos exclusivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já em relação aos jogos de seus estúdios, a Sony vai deixar de lançar títulos exclusivos single-player para PC. Os grandes lançamentos da PlayStation Studios serão destinados somente à linha PlayStation 5 ou a consoles da marca que forem lançados posteriormente.

A estratégia gerou reação até de ex-executivos da Sony. O ex-chefe da PlayStation, Shawn Layden, criticou o recuo da empresa no mercado de PCs. Em entrevista ao portal francês PSI, o executivo afirmou que levar os exclusivos do PlayStation para o computador sempre teve como objetivo ampliar o alcance das franquias e atrair novos jogadores para o ecossistema da marca — e não simplesmente aumentar a receita.

“Acho que, se alguém espera 18 meses para jogar no PC, não estamos perdendo uma venda. Essa pessoa provavelmente nunca compraria um PlayStation. Se o objetivo era apenas cobrir os custos da adaptação, tudo bem, há dinheiro envolvido. Mas, fora isso, não sei o que eles estão pensando.”

– Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física
Fonte: Tecnoblog

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

Atual geração de consoles da Sony passou por reajustes em abril (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Resumo

A Sony sinalizou que pode não assumir perdas financeiras com o hardware do PlayStation 6, o que pode aumentar o preço do console.
O preço do PS6 pode chegar a US$ 1.000 devido à alta nos preços de componentes, como memória RAM de alta velocidade e SSDs.
No Brasil, o PS6 pode custar cerca de R$ 8 mil ou R$ 9 mil, considerando impostos de importação, taxas logísticas e margem de lucro.

A ideia de comprar um PlayStation 6 no lançamento vai exigir um planejamento financeiro mais rigoroso. Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, executivos da Sony sinalizaram que a empresa não pretende assumir grandes perdas financeiras com o hardware de próxima geração.

Com a forte inflação de componentes causada pelo boom da inteligência artificial, o preço final do console pode encostar nos US$ 1.000 no exterior, cerca de R$ 5.200 em conversão direta. Historicamente, as fabricantes lançavam seus aparelhos assumindo um prejuízo inicial na montagem para garantir que o produto chegasse às prateleiras por valores mais acessíveis, na faixa dos US$ 500 (R$ 2.600).

A conta fechava nos anos seguintes com a venda de jogos, acessórios e assinaturas. No entanto, o recado da diretoria da PlayStation indica que essa era está chegando ao fim.

Por que o PlayStation 6 pode custar US$ 1.000?

A resposta está na lista de materiais necessários para a montagem do PS6. Peças fundamentais para o console, como os módulos de memória RAM de alta velocidade e os SSDs, estão custando muito mais caro do que nos ciclos anteriores. A demanda por chips para servidores e processamento de IA monopolizou as linhas de montagem das grandes fábricas de semicondutores e a prioridade do mercado mudou, deixando o fornecimento de peças para a indústria de eletrônicos de lado.

Questionado sobre como a marca lidaria com esse cenário, um representante da companhia afirmou que não é realista absorver os aumentos de custo de produção. Caso a suposição se confirme, será o videogame mais caro da história da Sony.

E no Brasil? Quanto custaria o PS6?

Para projetar o impacto de um console de mil dólares no bolso do brasileiro, vale observar a atual tabela praticada pela Sony no país. Após um reajuste aplicado em abril, o PlayStation 5 padrão (com leitor de discos) passou a custar R$ 5.099,90, enquanto a Edição Digital subiu para R$ 4.599,90.

Se o PS6 realmente chegar ao varejo internacional por US$ 1.000, o cenário por aqui será desafiador. Adicionando impostos de importação, taxas logísticas e a margem de lucro, o aparelho poderia desembarcar na casa dos R$ 8 mil ou R$ 9 mil, dependendo ainda das flutuações de câmbio até o ano de lançamento.

A alternativa indicada pela Sony são novas portas de entrada para os gamers, como o streaming. Uma versão mais robusta do PlayStation Portal, projetada para rodar títulos via nuvem sem precisar de um console local pareado, é uma das apostas. Dessa forma, o jogador teria como aproveitar os jogos da próxima geração pagando uma assinatura e adquirindo um hardware portátil e, em tese, menos caro.

Com informações do Wccftech.
PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony
Fonte: Tecnoblog

Guia de troféus e conquistas de Pragmata

Guia de troféus e conquistas de Pragmata

Pragmata é um jogo de ação que te coloca no controle de dois personagens: Hugh e Diana (Imagem: Divulgação/Capcom)

Pragmata é um jogo de ação e ficção científica lançado pela Capcom em 2026 para PC, PlayStation, Xbox Series X/S e Nintendo Switch 2. O game traz uma dinâmica diferente: você precisa controlar dois personagens de forma simultânea — Hugh, no combate, e Diana, para resolver os quebra-cabeças.

O jogo da Capcom precisa ser finalizado ao menos duas vezes para obter todos os troféus e conquistas, já que alguns desafios só são desbloqueados após conclusão do modo história.

Ao todo, são 35 conquistas, mas jogadores de PlayStation garantem um troféu extra (platina) ao concluírem todos os desafios. A seguir, o Tecnoblog mostra como finalizar 100% de Pragmata.

ÍndiceTroféus e conquistas de PragmataPosso obter todos os troféus de Pragmata em uma só jogatina?Quanto tempo leva para conseguir todas as conquistas de Pragmata?

Troféus e conquistas de Pragmata

Troféu ou conquistaAção ou ocorrênciaEncontroChegue ao AbrigoConversa FiadaFale com a Diana no AbrigoÉ pra Mim?Dê uma LMT de presentePane ElétricaRestaure a energiaObrigada por Tudo!Receba um desenho de presenteParede? Que Parede?Encontre uma parede holográficaCódigo VermelhoAssuma o controle de uma Zona VermelhaBem Achado!Atire em um Mini CabinO Miaulhor Guia da LuaChegue à Torre de ComunicaçãoNoob da SimulaçãoConclua o objetivo principal em uma Simulação de TreinoTrinca FatalDerrote três inimigos ao mesmo tempo com o reciclador de LNABingo dos Bingos!Complete uma Cartela de Selos do CabinAchou!Vença no esconde-escondeReplicação Extraordinária!Conclua uma série de LMTsOutro Pragmata!Encontre a garota presaJoia da PrateleiraMelhore uma arma usando lunum puroMemória ConfiadaObtenha o Código de InterrupçãoExplorador de BerçoConsiga 100% de progresso em um setorÉ MAIS DE 6.000!Cause 6.000 de dano com disparos em um segundoQuem Precisa de Armas?!Cause 3.000 de dano de hackeamento em um único hackeamentoDever ReveladoChegue à Torre NexusDespertarConserte a DianaInvasão SentinelaDerrote o SentinelaNossa PromessaConclua o jogo em qualquer dificuldadeVocê não me EscapaDerrote um bot VarredorEscapistaDesbloqueie todas as escotilhas de fugaVarredura CibernéticaPurifique três ou mais inimigos ao mesmo tempoPulso de CoragemRepila o Escavador enquanto avança pelas Minas de LunumMe Empresta Isso Aí?Confunda um certo inimigo e pegue emprestado o escudo deleDesafio LunarConclua uma missão em um setor especialÚltima Parada: Meu BolsoImprima todas as armas, nodos de hackeamento e habilidades durante a história principalÀs da SimulaçãoConclua o objetivo principal em todas as Simulações de TreinoMini Caçadas DigitaisAtire em todos os Mini CabinsO Cara Certo para o Trabalho ErradoConclua o modo Sinal DesconhecidoSupremacia LunarConclua o jogo na dificuldade LunáticaPragmata (Apenas PlayStation)Obtenha todos os troféus

Pragmata une elementos de ficção científica, hacking e exploração (Imagem: Divulgação/Capcom)

Posso obter todos os troféus de Pragmata em uma só jogatina?

Não. É necessário concluir Pragmata ao menos duas vezes para obter todos os troféus e conquistas do jogo, já que alguns desafios só ficam disponíveis após a conclusão do modo história — como a dificuldade Lunática, para conquistar o troféu “Supremacia Lunar”.

Quanto tempo leva para conseguir todas as conquistas de Pragmata?

São necessárias entre 25 e 30 horas de jogo para concluir todos os troféus e conquistas de Pragmata.

De acordo com o site HowLongToBeat, a primeira jogada pode ser finalizada em cerca de 15 horas. No entanto, esse tempo pode variar de acordo com a sua exploração, já que alguns usuários preferem realizar missões secundárias para evoluir na campanha antes de concluir a história principal.
Guia de troféus e conquistas de Pragmata

Guia de troféus e conquistas de Pragmata
Fonte: Tecnoblog

Sony não lançará mais jogos single-player do PlayStation para PCs

Sony não lançará mais jogos single-player do PlayStation para PCs

Sony não lançará mais jogos single-player do PlayStation para PCs (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

Sony decidiu não lançar mais jogos single-player do PlayStation para PCs, segundo Jason Schreier, da Bloomberg;
decisão foi tomada por Hermen Hulst, líder da PlayStation Studios, que afirmou que jogos narrativos single-player da companhia agora serão exclusivos para PlayStation;
jogos multiplayer da Sony devem continuar sendo lançados para PCs, porém.

A estratégia da Sony de lançar jogos para PCs que foram introduzidos originalmente na plataforma PlayStation chegou ao fim. A partir de agora, os grandes títulos da companhia serão destinados somente à linha PlayStation 5 ou a consoles da Sony que forem lançados posteriormente.

É o que revela Jason Schreier, da Bloomberg. Em março deste ano, o jornalista publicou uma reportagem informando justamente que a Sony estava prestes a deixar de lançar jogos do PlayStation para PCs.

Nesta semana, Schreier usou as redes sociais para complementar a reportagem informando que Hermen Hulst, líder da PlayStation Studios, tornou essa decisão oficial:

O CEO da divisão PlayStation Studios, Hermen Hulst, disse aos funcionários em uma reunião geral na manhã de segunda-feira que os jogos narrativos single-player da companhia agora serão exclusivos para PlayStation, confirmando a reportagem da Bloomberg publicada no início do ano.

Isso significa que você precisará de um PS5 se quiser se aventurar em jogos como Ghost of Yōtei (sequência de Ghost of Tsushima) e Marvel’s Wolverine (trailer abaixo).

Por que a Sony não irá mais lançar jogos de PlayStation para PCs?

Os motivos da decisão não ficaram claros. Mas a Sony vinha lançando os seus games para PCs por meio da Steam. Especula-se que as vendas de títulos por meio dessa plataforma estavam abaixo do esperado pela companhia, sendo essa a principal razão.

Outra possibilidade é a percepção de que, ao lançar jogos para PCs, a Sony oferece menos razões para que jogadores tenham interesse em comprar os consoles PlayStation.

Burburinhos também dão conta de que a Sony estaria preocupada com a possibilidade de seus jogos acabarem parando no ecossistema do Xbox em um futuro próximo. Isso porque o Project Helix (próxima geração do Xbox) estaria sendo preparado para rodar tanto jogos exclusivos quanto títulos para PCs.

Seja como for, observe que a decisão não consiste em um abandono completo dos PCs. O plano da Sony é o de interromper os lançamentos de títulos single-player. Eventuais games multiplayer devem continuar sendo lançados para o segmento.
Sony não lançará mais jogos single-player do PlayStation para PCs

Sony não lançará mais jogos single-player do PlayStation para PCs
Fonte: Tecnoblog