Category: PS5

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

Xbox quer fortalecer consoles, franquias e expandir número de jogadores diários: meio bilhão até 2030 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A CEO da Xbox, Asha Sharma, enviou um comunicado interno aos funcionários, destacando os planos para o futuro da empresa, incluindo alcançar 500 milhões de jogadores diários em 2030, atualmente com 100 milhões.
A empresa planeja fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft como uma plataforma para criadores, com expectativa de crescimento ao final do ano fiscal de 2027.
A estratégia visa competir com a PlayStation, fortalecendo jogos exclusivos e consoles, após um período de foco em cloud gaming e jogabilidade em múltiplas telas.

A Xbox passa por uma reformulação interna, mas já tem planos para voltar a crescer nos próximos meses. A CEO da empresa, Asha Sharma, enviou um comunicado aos funcionários da empresa nesta quinta-feira (30/07) falando sobre a situação atual do braço gamer da Microsoft. A mensagem vem após as demissões em massa no início do mês como uma forma de tranquilizar os diferentes times.

Segundo Sharma, a expectativa é de alcançar os 500 milhões de players diários ao redor do mundo em 2030 – atualmente, esse número é de 100 milhões. Mas o volume de jogadores só deve voltar a subir ao final do ano fiscal de 2027. Para o período, a CEO espera fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft enquanto uma plataforma para criadores.

Os planos de Sharma foram divulgados pelo site The Verge, que teve acesso ao documento interno. Vale lembrar que, no início de julho, 3,2 mil demissões foram anunciadas, movimentando a divisão de games da Microsoft, incluindo estúdios tradicionais como Bethesda e Activision Blizzard, além de tirar nomes como Compulsion Games e Ninja Theory do guarda-chuva da marca.

Xbox mira competição com PlayStation

Asha Sharma explica planos para os próximos anos da Xbox (imagem: divulgação)

A partir do comunicado interno de Sharma, é possível inferir que a perspectiva da Xbox é voltar a bater de frente com a PlayStation, sua principal rival no mercado de games. Se antes a estratégia da empresa era investir em cloud gaming e jogabilidade em “qualquer” tela, agora há um direcionamento para fortalecer seus consoles e jogos exclusivos.

Essas duas áreas do mercado têm sido dominadas pela Sony nos últimos anos: são quase três vezes mais unidades de PS5 vendidas no total em relação aos Xbox Series X e Xbox Series S. Além disso, a PlayStation aposta bastante em exclusivos, enquanto a Microsoft explorou a distribuição de suas franquias em mais plataformas – alguns deles rodando no PS5, inclusive.

A estratégia não parece estar dando muito certo para a Microsoft: segundo o site The Times of India, a última margem de lucro contábil divulgada pela Xbox é de 3%, enquanto a PlayStation aponta 9,9%, enquanto a Nintendo, outra gigante do ramo que aposta bastante em consoles e games exclusivos, tem 16%. A ideia de Sharma é alcançar números semelhantes no próximo ano fiscal.

In FY26, over 200 million new players came to XBOX and our games, but our business did not grow with our audience. We need to close that gap by investing in what players value. That will take time, but we expect to return to growth by the end of FY27.— ASHA (@asha_shar) July 29, 2026

Estratégia passa por fortalecer franquias

As demissões em massa anunciadas no início de julho deixaram alguns estúdios tradicionais comprados pela Xbox preocupados com os próximos passos. Atualmente, franquias como Call of Duty, Diablo e Fallout fazem parte desse guarda-chuva, além de clássicos arcade como Minecraft e Candy Crush.

A ideia é fortalecer esses títulos para expandir o número de jogadores nos próximos anos. Sharma afirma que três dessas franquias representam lucros de US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bi) por ano cada, mas não especificou quais, exatamente. A projeção de crescimento passa ainda por expandir essas marcas para além dos games, com produções audiovisuais, parcerias comerciais e produtos licenciados, por exemplo.

Minecraft é uma das franquias que a Xbox pretende fortalecer nos próximos anos (Imagem: Divulgação/Mojang/Xbox Game Studios)

Meio milhão de usuários ativos por dia em 2030

Desde que assumiu a Xbox, em fevereiro, Asha Sharma já indicou uma estratégia mais agressiva no Xbox Game Pass, por exemplo, principal aposta da gestão de Phil Spencer. Com preços mais competitivos, a expectativa é por aumentar o número de usuários nesse primeiro momento – segundo ela, foram 200 milhões de novos jogadores ao longo do ano fiscal de 2026. 

Essa é a primeira etapa do plano anunciado por Sharma para os próximos anos. Além do aumento no número de players e o fortalecimento de consoles e franquias para subir a receita, o terceiro passo é o engajamento do público para alcançar a marca de 500 milhões de usuários ativos por dia em suas plataformas.
CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame
Fonte: Tecnoblog

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

Jogos lançados até 2028 terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Sony vai converter sua fábrica de discos na Áustria para produzir microlentes ópticas.
Funcionários serão requalificados para atuar na nova produção.
A fábrica austríaca da Sony passará de 600 mil mídias fabricadas por dia para 10% desse volume em 2028.

A Sony anunciou que vai abandonar a venda de jogos em mídia física, e já sabe o que fazer com sua única fábrica de discos. Segundo o presidente da divisão responsável pela produção de discos (como CDs, DVDs e Blu-rays), Dietmar Tanzer, os funcionários empregados em Thalgau, na Áustria, serão treinados para assumir novas funções, agora na produção de microlentes ópticas, componentes importantes para o redirecionamento de luz.

A Sony Digital Audio Disc Corporation (ou apenas DADC) já teve várias operações de fabricação de CDs pelo mundo, inclusive dois centros nos Estados Unidos. Ela começou a reduzir este negócio nos últimos anos e se estabeleceu somente em solo austríaco a partir de 2022. Por sua vez, uma das unidades americanas mudou totalmente de atividade, focando no envelopamento de faróis para a indústria automobilística.

Tanzer prometeu ao site austríaco ORF Salzburg que todos os 300 funcionários que trabalham hoje na produção de discos serão requalificados para atuar na área. Atualmente, são 600 mil mídias fabricadas por dia, com pelo menos 50% delas para jogos de PlayStation. A expectativa é de diminuir a produção para apenas 10% em 2028, quando novos jogos passarão a ser vendidos apenas no formato digital.

Fábrica da divisão de discos da Sony em Thalgau, na Áustria, vai focar no desenvolvimento de microlentes ópticas (imagem: reprodução/Google Maps)

Mudança de rota não é novidade

Segundo o site The Verge, a ideia de trocar a produção de discos pelo foco em microlentes ópticas é antiga: em 2024, um vídeo de bastidores da fábrica em Thalgau já mostrava trabalhos envolvendo os nanocomponentes, cuja fabricação também utiliza discos no processo.

Apesar de ser algo relativamente novo, a tecnologia pode ser aplicada a diferentes cenários, desde luzes em headsets até faróis de carros, setor que tem sido abastecido pela Sony por meio da fábrica de Indiana desde 2022. Antes dessa mudança de rota, o polo estadunidense foi casa de maior parte da produção de discos da empresa, com 23 das 26,4 bilhões de unidades fabricadas até hoje.

GTA 6 aponta uma nova fase no mundo dos jogos

Futuro do PlayStation é 100% digital, e Sony já sabe o que fazer com sua fábrica de discos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de não ser um exclusivo da PlayStation, o GTA 6 marca o fim da linha para a mídia física. A pré-venda do aguardado game da Rockstar foi anunciada em junho e dá conta apenas de versões digitais, tanto para PlayStation quanto para Xbox. Aos “saudosistas”, a desenvolvedora vai oferecer uma edição física fake, sem disco, trazendo apenas a capa e um código para baixar no seu videogame.

Segundo a Sony, há uma preferência do público pela mídia digital, mas é importante destacar seu papel nesse processo. Desde 2020, com a chegada do PlayStation 5 (PS5), a fabricante traz uma opção mais barata sem leitor de discos, passando a oferecer a opção de incluir um leitor destacável nas versões mais recentes do console. A Microsoft segue uma proposta semelhante, com o Xbox Series S, modelo de entrada, já lançado como um videogame 100% digital.
O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos
Fonte: Tecnoblog

Sony é alvo de ação coletiva por preços abusivos na PlayStation Store

Sony é alvo de ação coletiva por preços abusivos na PlayStation Store

Sony enfrenta outras ações por preços na loja digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Consumidores na Holanda acusam a Sony de cobrar preços abusivos na PlayStation Store, com jogos digitais até 47% mais caros que os físicos.
A ação coletiva é liderada pela campanha Fair PlayStation, que alega que a Sony monopoliza a loja digital, eliminando concorrência e elevando preços.
Empresa enfrenta processos semelhantes no Reino Unido e, dependendo do desfecho, pode impactar o mercado global de jogos digitais.

A Sony enfrenta uma ação coletiva na Holanda movida por um grupo de consumidores que acusa a empresa de cobrar preços abusivos por jogos e conteúdos digitais na PlayStation Store. O processo é liderado pela campanha Fair PlayStation, que representa usuários insatisfeitos com a chamada “taxa Sony” — uma diferença média de 47% entre os preços das versões digitais e físicas dos mesmos jogos.

Segundo os representantes da ação, essa disparidade se deve ao controle exclusivo da Sony sobre sua loja digital, que impede a presença de concorrentes dentro da plataforma do PlayStation. Com isso, os consumidores ficam sem alternativas para adquirir jogos de maneira digital, o que teria gerado um prejuízo estimado em 435 milhões de euros (cerca de R$ 2,8 milhões) para os donos de consoles no país desde 2013.

O que motivou o processo contra a Sony?

A Fundação de Danos em Massa e Consumidores da Holanda (Stichting Massaschade & Consument) alega que a Sony estaria se beneficiando de uma posição dominante no mercado de consoles, com cerca de 80% de participação no país.

Segundo a entidade, a empresa impõe preços altos na sua loja digital ao mesmo tempo em que reduz custos de distribuição, maximizando lucros com margens superiores às das vendas físicas.

A situação se agravou, segundo os autores do processo, após a Sony remover o acesso a lojas concorrentes na plataforma e incentivar a venda de consoles exclusivamente digitais, como o PS5 Digital Edition. A medida teria enfraquecido a concorrência e, ao invés de baratear os jogos como prometido no início da era digital, contribuiu para o aumento dos preços.

O que está em jogo?

Sony intensificou a venda de consoles exclusivamente digitais, como o PS5 Digital Edition (imagem: divulgação/Sony)

A campanha Fair PlayStation afirma representar ao menos 1,7 milhão de usuários afetados pelos preços considerados injustos. Segundo Lucia Melcherts, presidente da fundação, muitos jogadores investiram valores significativos na plataforma, mas agora enfrentam custos maiores sem contrapartida. “A Sony impõe novas regras e cobra mais caro, sem entregar algo equivalente em retorno”, declarou.

A primeira audiência do caso está prevista para ocorrer ainda em 2025. Caso o tribunal dê ganho de causa aos consumidores, a expectativa é de que a Sony seja obrigada a abrir o mercado digital do PlayStation para lojas concorrentes. Isso permitiria maior concorrência e, potencialmente, preços mais justos para os usuários.

Esse não é o único processo enfrentado pela Sony em relação aos preços da sua loja digital. No Reino Unido, uma ação coletiva de 5 bilhões de libras (aproximadamente R$ 28 bilhões) também acusa a empresa de abuso de poder econômico. A ação britânica teve sua continuidade garantida após a Justiça negar o pedido da Sony para encerrar o caso, e o julgamento está agendado para março de 2026.

O desfecho das ações judiciais pode ter repercussões em todo o mercado de jogos digitais e no modelo de distribuição adotado pelas fabricantes de consoles. Até lá, cabem aos consumidores e empresas acompanharem os desdobramentos desses processos.

Relembre o lançamento do PlayStation 5

Com informações do Tom’s Hardware e TechSpot
Sony é alvo de ação coletiva por preços abusivos na PlayStation Store

Sony é alvo de ação coletiva por preços abusivos na PlayStation Store
Fonte: Tecnoblog