Category: Inteligência Artificial (IA)

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.

A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.

Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.

A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?

Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.

Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.

Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.

Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.

Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

O que isso pode significar para o consumidor?

A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.

Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.

O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.

No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.

Com informações do Culpium e 95ToMac

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA
Fonte: Tecnoblog

Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto

Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto

Raspberry Pi AI HAT+ 2 na parte superior (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Resumo

Raspberry Pi AI HAT+ 2 possui chip Hailo-10H com 40 TOPS de desempenho e custa US$ 130;
A placa tem 8 GB de RAM LPDDR4X-4267 e suporta LLMs como DeepSeek-R1-Distill e Llama3.2;
AI HAT+ 2 trabalha com a placa Raspberry Pi 5, conectando-se via pinos GPIO.

Raspberry Pi AI HAT+ 2. Esse é o nome de uma placa que a Raspberry Pi acaba de anunciar para aplicações de inteligência artificial. A novidade conta com o chip Hailo-10H, um acelerador de redes neurais que alcança 40 TOPS de desempenho. O preço oficial é de US$ 130 (ou R$ 700, na conversão direta), valor alto para o ecossistema Raspberry Pi.

O “2” no nome do produto deixa claro que esta é a segunda geração do equipamento. A primeira foi lançada no fim de 2024 com preço de US$ 110 (R$ 593) e alcança 26 TOPS em INT4 (valor inteiro de 4 bits) de desempenho de inferência. Também há uma variação mais simples, de 13 TOPS e preço de US$ 70 (R$ 377).

Neste ponto, vale relembrar: cada TOPS corresponde a um trilhão de operações por segundo.

Como dá para notar, o Raspberry Pi AI HAT+ 2 é mais caro, mas oferece mais desempenho. Esse aspecto é complementado com outro atributo importante: a placa conta com 8 GB de memória RAM LPDDR4X-4267, capacidade que a torna capaz de lidar com uma grande variedade de modelos de linguagem de larga escala (LLMs). Essa, aliás, é a principal razão para o lançamento desta versão.

Entre os LLMs suportados oficialmente pelo equipamento estão: DeepSeek-R1-Distill, Llama3.2, Qwen2.5-Coder, Qwen2.5-Instruct e Qwen2, todos trabalhando com 1 bilhão ou 1,5 bilhão de parâmetros.

Raspberry Pi AI HAT+ 2 conectada a uma placa Raspberry Pi 5 (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

AI HAT+ 2 trabalha em conjunto com o Raspberry Pi 5

O Raspberry Pi AI HAT+ 2 foi lançado como um complemento para o Raspberry Pi 5. Ambas as placas são conectadas entre si por meio dos pinos GPIO, com a comunicação sendo feita por meio da tecnologia PCI Express.

Atualmente, o Raspberry Pi 5 está disponível em versões com capacidade de RAM que vão de 1 GB a 16 GB. Os preços oficiais da plaquinha são estes:

VersãoPreçoRaspberry Pi 5 de 1 GBUS$ 45Raspberry Pi 5 de 2 GBUS$ 55Raspberry Pi 5 de 4 GBUS$ 70Raspberry Pi 5 de 8 GBUS$ 95Raspberry Pi 5 de 16 GBUS$ 145

Curiosamente, o Raspberry Pi 5 de 1 GB é a variação mais recente, tendo sido lançada em dezembro de 2025 para ser a opção mais acessível da linha.
Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto

Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto
Fonte: Tecnoblog

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.

A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.

Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.

O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.

Fechamento de estúdios de jogos

Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.

Entre as desenvolvedoras encerradas estão:

Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.

Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.

Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.

O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.

Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.

Meta vai abandonar os games?

Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.

A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.

Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.
Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários
Fonte: Tecnoblog

Veja os apps mais baixados de 2025

Veja os apps mais baixados de 2025

TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Resumo

TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.

O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.

A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Confira o ranking da América Latina

TikTok — 156 milhões de downloads

Temu — 128 milhões

ChatGPT — 123 milhões

Instagram — 83 milhões

Roblox — 72 milhões

Gemini — 67 milhões

Facebook — 64 milhões

WhatsApp — 62 milhões

Mercado Livre — 62 milhões

CapCut — 61 milhões

ReelShort — 60 milhões

DramaBox — 59 milhões

Seekee — 55 milhões

Shein — 55 milhões

Block Blast! — 51 milhões

Spotify — 47 milhões

Threads — 47 milhões

Telegram — 45 milhões

Free Fire — 45 milhões

Mercado Pago — 40 milhões

IA generativa no topo

ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.

Esse desempenho não surpreende. Um levantamento recente da TIC Kids Online Brasil, divulgado pelo Cetic.br e NIC.br, revelou que 65% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizaram IA generativa para ao menos uma atividade do cotidiano.

É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.

Apenas dois apps latino-americanos no top 20

Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.

Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.
Veja os apps mais baixados de 2025

Veja os apps mais baixados de 2025
Fonte: Tecnoblog

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade investiga Meta por política que barra serviços de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Cade investiga Meta por possível abuso de posição dominante no Brasil com relação aos novos termos de uso do WhatsApp Business;
A novo política do serviço, prevista para 15 de janeiro, proíbe empresas de IA de oferecer serviços no WhatsApp Business se esse tipo de tecnologia for o seu principal produto;
Cade suspendeu aplicação dos novos termos até a conclusão das investigações.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou um inquérito administrativo para apurar possíveis práticas de abuso de posição dominante pela Meta no Brasil. A Superintendência-Geral (SG) do órgão investiga se os novos termos de uso do WhatsApp Business prejudicam a concorrência com serviços de IA de terceiros.

A investigação vem na esteira de uma queixa registrada no Cade pelas startups Luzia e Zapia, em novembro de 2025, que acusam a Meta de implementar termos de uso nas soluções do WhatsApp Business que privilegiam a Meta AI na plataforma, em detrimento de serviços concorrentes.

Prevista para entrar em vigor em 15 de janeiro, a nova política proíbe empresas especializadas em inteligência artificial de oferecer serviços do tipo no WhatsApp Business quando esse tipo de tecnologia for o seu principal produto, e não um recurso tecnológico complementar.

É por isso que a Microsoft anunciou o fim da integração do Copilot com o WhatsApp. A OpenAI fez o mesmo com relação ao ChatGPT.

Cade suspende aplicação dos novos termos do WhatsApp

De modo complementar ao inquérito administrativo, o Cade determinou a suspensão da aplicação dos novos termos no WhatsApp Business até que as investigações sejam concluídas:

A SG analisa se as alterações pretendidas têm o potencial de fechar mercados, excluir concorrentes e favorecer indevidamente a ferramenta de inteligência artificial proprietária da Meta (“Meta AI”), que poderia se tornar a única opção disponível aos usuários da plataforma.

Se irregularidades forem encontradas, o Cade poderá determinar a abertura de um processo administrativo contra a Meta. Os detalhes da investigação estão disponíveis na página do Inquérito Administrativo n° 08700.012397/2025-63.

Cade investiga se nova política beneficia Meta AI (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que diz a Meta sobre a investigação do Cade?

Ao Tecnoblog, a Meta enviou o seguinte posicionamento sobre o inquerito aberto pelo Cade:

Essas alegações são fundamentalmente equivocadas. O surgimento de chatbots de IA na Plataforma do WhatsApp Business sobrecarrega nossos sistemas, que não foram projetados para esse tipo de suporte.

Essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos. O canal adequado para a entrada dessas empresas de IA no mercado são as próprias lojas de aplicativos, seus websites e parcerias na indústria, e não a Plataforma do WhatsApp Business.

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador

Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador

Nos últimos meses, o Google passou a direcionar mais usuários para o AI Mode (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google está buscando profissionais para verificar e aprimorar respostas geradas por inteligência artificial em seu principal produto: a busca. Um anúncio recente de vaga sugere que a empresa reconhece limites importantes nas respostas automáticas exibidas ao usuário, especialmente no recurso de Visão Geral fornecido por IA.

A movimentação ocorre em meio à reformulação da experiência de busca, que vem incorporando cada vez mais respostas diretas geradas por IA. Embora o Google não admita falhas de forma explícita, a criação de um time dedicado à qualidade dessas respostas indica preocupação com erros, contradições e informações inventadas — um problema recorrente em sistemas baseados em modelos generativos.

O que diz a vaga aberta pelo Google?

O cargo de engenheiro é voltado para a equipe de Search e fica dentro de AI Answers Quality. Segundo a descrição, os profissionais contratados terão como missão melhorar a qualidade das respostas apresentadas pelo Google, com foco direto nos AI Overviews, que aparecem no topo da página de resultados.

“Na Busca do Google, estamos reinventando o significado de buscar informações – de qualquer forma e em qualquer lugar. Para isso, precisamos resolver desafios complexos de engenharia e expandir nossa infraestrutura, mantendo uma experiência universalmente acessível e útil na qual pessoas do mundo todo confiam”, afirma o Google na descrição da vaga.

Descrição de posição no Google (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Em outro trecho, a empresa explica que o objetivo do time é “ajudar a equipe de Qualidade de Respostas de IA a fornecer Visões Gerais de IA para consultas complexas e difíceis dos usuários no SRP e no Modo IA”. A linguagem sugere que o trabalho não será apenas técnico, mas também analítico, avaliando se as respostas fazem sentido e correspondem às fontes citadas.

Por que o Google precisa revisar respostas da IA?

Inteligência artificial generativa chegou à busca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A iniciativa surge em um momento sensível. Nos últimos meses, o Google passou a direcionar mais usuários para o Modo IA, além de integrar resumos automáticos ao Discover e até reescrever manchetes de veículos jornalísticos com IA. O problema é que essas respostas nem sempre são confiáveis.

Há registros de situações em que a IA apresenta valores financeiros inexistentes, dados conflitantes para a mesma pergunta formulada de formas diferentes e cita fontes que não confirmam a informação exibida. Reportagens recentes também apontaram respostas equivocadas envolvendo temas de saúde, um dos campos mais sensíveis para esse tipo de tecnologia.
Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador

Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador
Fonte: Tecnoblog

Ar-condicionado Inverter Samsung WindFree AI cai 22% com cupom no Mercado Livre

Ar-condicionado Inverter Samsung WindFree AI cai 22% com cupom no Mercado Livre

Ar-condicionado Split Samsung Inverter Windfree Ai 12.000 BTUs
R$ 2.249,00

R$ 2.89922% OFF

Prós

Conectividade Wi-Fi
Compatível com app SmartThings
Comando por voz via Alexa ou Google Assistente
Sistema com limpeza automática

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R$ 2.249,00  Mercado Livre

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WhatsApp
Telegram

O ar-condicionado Inverter Samsung WindFree AI (220V) está em oferta por R$ 2.249 no Pix com cupom de R$ 150 OFF que se encerra hoje (31/12) no Mercado Livre. O eletrodoméstico de 12.000 BTUs e suporte a assistentes inteligentes, lançado por R$ 2.899, fica 22% mais barato nesta promoção.

Inverter Samsung WindFree AI entrega funções de IA, 12.000 BTUs e operação silenciosa

Inverter Samsung WindFree AI conta com vários recursos de inteligência artificial (imagem: Divulgação/Samsung)

O ar-condicionado Inverter Samsung WindFree AI traz como diferencial os recursos de inteligência artificial. Por exemplo, ele identifica as preferências dos usuários e compara com a temperatura interna e externa para climatizar o ambiente de forma mais confortável.

Ao ser conectado ao Wi-Fi, o eletrodoméstico pode ser inteiramente controlado à distância pelo app SmartThings da Samsung. Além disso, ele aceita comandos de voz por meio de assistentes virtuais como Bixby, Alexa ou Google Assistente.

Outro destaque do Samsung WindFree AI é o modo Welcome Cooling. Quando ativado, o aparelho detecta a localização do usuário via SmartThings e liga automaticamente com uma temperatura predefinida quando a pessoa estiver próxima de casa ou escritório.

Inverter Samsung WindFree AI traz filtro que promete eliminar 99% das bactérias (imagem: Divulgação/Samsung)

Na parte técnica, o ar-condicionado da Samsung funciona com 12.000 BTUs. Essa é uma potência suficiente para resfriar um ambiente de aproximadamente de 20 m², como uma sala ou quarto pequeno.

Oferecendo um ar mais puro, o aparelho traz um filtro lavável que promete coletar pó e eliminar até 99% das bactérias. Além disso, ele tem uma função de limpeza automática para remover pó e umidade do trocador de calor.

Com um design sofisticado e elegante, o ar-condicionado Inverter Samsung WindFree AI (R$ 2.249 no Pix com cupom de R$ 150 OFF) oferece uma operação silenciosa que não incomoda as pessoas no ambiente. Por fim, o eletrodoméstico de 220 V possui selo Classe A de eficiência energética do INMETRO.
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Ar-condicionado Inverter Samsung WindFree AI cai 22% com cupom no Mercado Livre
Fonte: Tecnoblog

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Memória representa até 20% do custo de um smartphone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Smartphones e PCs devem ficar até 8% mais caros em 2026 devido à crise da RAM, com queda nas vendas de até 5,2% e 8,9%, respectivamente, segundo a IDC.
A crise é causada pela construção de data centers de IA, levando a um aumento nos preços de RAM e armazenamento, afetando fabricantes de diferentes maneiras.
O mercado de PCs enfrenta desafios adicionais, como o fim do ciclo do Windows 10 e a demanda por AI PCs, com a crise prevista para durar até 2027.

Smartphones e computadores podem ficar, em média, até 8% mais caros em 2026. Enquanto isso, as duas categorias de produtos devem passar por queda nas vendas: o mercado de smartphones pode retrair até 5,2%, e o de computadores, 8,9%. O motivo é a crise da RAM, causada pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial.

Esses dados são da consultoria IDC e foram divulgados na terça-feira (30/12), em uma atualização do relatório divulgado em novembro de 2025. Os números citados se referem ao cenário mais pessimista para o ano que vem. A previsão mais otimista ainda vê possibilidade de altas de 3% e 4% nos preços de smartphones e PCs, respectivamente.

Mesmo assim, a contração é praticamente uma certeza: nas projeções mais moderadas, a queda de vendas de smartphones é de 2,9%, e a de PCs, 4,9%.

Como a crise da RAM impacta os smartphones?

A IDC avalia que o preço médio de venda pode subir entre 3% e 5%, em um cenário moderado, e entre 6% e 8%, em um cenário pessimista.

Os preços altos de RAM e armazenamento devem ter impactos variados em diferentes fabricantes. Marcas chinesas, que trabalham com margens de lucro menores, podem ser obrigadas a repassar os custos para clientes.

Marcas chinesas, como a Xiaomi, trabalham com margens menores (imagem: divulgação/Xiaomi)

Já empresas mais voltadas ao mercado premium, como Apple e Samsung, têm mais reservas para atravessar a crise. Mesmo assim, os aparelhos de topo de linha de 2026 não devem trazer mais RAM do que a geração passada.

Qual será o cenário para os PCs?

A consultoria aponta que o mercado de computadores pessoais passa por uma “tempestade perfeita”, já que a crise será agravada por outros fatores. Além da falta e dos altos preços da RAM, o setor vive o fim do ciclo de vida do Windows 10 e o discurso de marketing em torno dos AI PCs, com recursos de inteligência artificial generativa.

A combinação entre demanda aquecida e custos mais altos deve levar a produtos mais caros. O cenário moderado é de uma alta de 4% a 6% no preço médio de venda, enquanto a projeção pessimista é de alta de 6% a 8%.

Dell já considera aumentar preços (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A IDC também prevê que grandes marcas devem aumentar seu market share ao longo do ano, já que dispõem de maior capacidade de negociação com fornecedores e estoques maiores de componentes.

Outra questão envolve os AI PCs — a IDC usa a classificação para qualquer computador com uma NPU. Essas máquinas precisam de mais RAM para rodar modelos de IA localmente, sem depender da nuvem. Com os problemas de preços e fornecimento, a oferta de computadores com mais de 16 GB de RAM deve passar por sérias restrições.

Crise deve durar até 2027

A IDC afirma também que a crise de RAM e armazenamento provavelmente chegará a 2027. O ritmo acelerado de construção de data centers fez fabricantes concentrarem a produção nas memórias de alta largura de banda, deixando de lado componentes usados em eletrônicos de consumo.

O documento reforça o que outras consultorias e empresas já vêm dizendo há algum tempo. A Samsung, por exemplo, prevê smartphones até 20% mais caros no Brasil em 2026. Dell e Lenovo, por sua vez, reajustaram contratos no mundo todo.

Já a fabricante de memórias Micron considera que a crise não será resolvida tão cedo, uma vez que a indústria não está disposta a se arriscar para aumentar a capacidade de produção. A consultoria TrendForce, por sua vez, diz que os eletrônicos devem ter especificações técnicas piores no ano que vem.
Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM
Fonte: Tecnoblog

Xepa de Natal: Smart TV LG 4K LED 43” em oferta com 38% OFF no Mercado Livre

Xepa de Natal: Smart TV LG 4K LED 43” em oferta com 38% OFF no Mercado Livre

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A Smart TV LG 4K TU801C de 43 polegadas está disponível no Mercado Livre por R$ 1.483,25 no Pix. A oferta concede um valor 38% menor em relação ao preço original de R$ 2.399. A televisão de resolução 4K com suporte a IA e sistema WebOS24 é uma boa opção de custo-benefício.

Smart TV LG conta com upscaling e sistema webOS 24

O webOS figura principalmente em smart TVs da LG e de marcas parceiras (Imagem: Reprodução/LG Electronics)

A televisão com tecnologia LED possui resolução 4K (3.840 x 2.160 pixels) com imagens altamente definidas e suporte a HDR que melhora o contraste e a fidelidade das cores em conteúdos compatíveis. Nos casos de transmissões antigas, o processador AI a5 4K Ger7 com recurso de upscaling atua na adaptação do formato antigo para a nova escala.

O sistema operacional webOS 24 é fluido e tem interface amigável, com acesso aos principais aplicativos e plataformas de streaming como Netflix, YouTube, Globoplay e Disney+. Além disso, há compatibilidade com o LG ThinQ AI e integração da Alexa para realizar ações através de comandos por voz.

A Smart TV inclui conectividade de Wi-Fi e Bluetooth, possibilitando acesso a internet e pareamento com dispositivos móveis para compartilhamento de tela. Ainda tem a presença de três portas HDMI e duas portas USB para a conexão de console ou soundbar, por exemplo.

O som é entregue por duas caixas embutidas com saída de áudio de 20 W, o que pode ser insuficiente para uma experiência imersiva em espaços grandes. A Smart TV LG 4K TU801C de 43 polegadas está com 38% de desconto em oferta no Mercado Livre.
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Xepa de Natal: Smart TV LG 4K LED 43” em oferta com 38% OFF no Mercado Livre
Fonte: Tecnoblog

Executivos da Salesforce admitem perda de confiança na IA generativa

Executivos da Salesforce admitem perda de confiança na IA generativa

Sanjna Parulekar é VP sênior de marketing de produtos (imagem: reprodução/Salesforce)

Resumo

A Salesforce enfrenta problemas de confiabilidade com grandes modelos de linguagem e busca alternativas mais estáveis, afetando diretamente o produto Agentforce.
Executivos identificaram problemas como a deriva da IA e alucinações, levando a uma reavaliação estratégica que prioriza fundações de dados.
A empresa demitiu cerca de 4 mil funcionários e as ações caíram 34% desde dezembro de 2024, mas a expectativa é que o Agentforce gere mais de US$ 500 milhões em receita anual.

A Salesforce, uma das maiores empresas de software corporativo do mundo, está recuando na implementação agressiva de grandes modelos de linguagem (LLMs) após enfrentar problemas de confiabilidade. A companhia, que defende a transformação do ambiente de trabalho com uso da tecnologia, agora busca alternativas mais estáveis para os produtos e reconhece as limitações técnicas para tarefas complexas.

Segundo o jornal The Information, Sanjna Parulekar, vice-presidente sênior de marketing de produtos da companhia, admitiu que houve queda no otimismo sobre a IA. “Todos nós estávamos mais confiantes sobre grandes modelos de linguagem há um ano”, afirmou a executiva.

O reposicionamento afeta diretamente o Agentforce, principal aposta recente da Salesforce na área de IA. O produto vinha sendo apresentado como uma plataforma de agentes capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma, mas agora deve depender menos de respostas abertas geradas por LLMs.

Salesforce deve diminuir uso de grandes modelos de linguagem (imagem: Raysonho/Wikimedia)

Aleatoriedade gerou ineficiência

Entre os problemas identificados está o chamado AI drift — ou deriva da IA. Em uma publicação recente, o executivo Phil Mui explicou que agentes baseados em modelos de linguagem tendem a perder o foco quando confrontados com interações humanas fora do fluxo esperado.

Um exemplo são os chatbots projetados para auxiliar no preenchimento de formulários. Ao receberem perguntas irrelevantes do cliente, esses sistemas costumam se distrair, reduzindo a eficiência do fluxo de trabalho corporativo.

Além da perda de foco, a questão das alucinações pesou na decisão. O CEO da Salesforce, Marc Benioff, afirmou em entrevista ao Business Insider que está reescrevendo a estratégia anual da empresa. A nova diretriz prioriza fundações de dados em detrimento dos modelos de IA isolados.

Marc Benioff, CEO e cofundador da Salesfoce (imagem: reprodução/The Logan Bartlett Show)

Para Benioff, operar esses sistemas sem o contexto adequado aumenta drasticamente o risco de erros. Ele considera que, no ambiente corporativo, inventar informações incorretas com alta confiança é inaceitável.

Apesar dos problemas técnicos, o CEO mantém grandes ambições para a marca do produto. Benioff chegou a sugerir que não ficaria surpreso se a própria companhia viesse a ser rebatizada com o nome do produto, Agentforce.

Salesforce diminuiu força de trabalho

A recalibragem da estratégia coincide com um momento de tensão na força de trabalho, após a Salesforce demitir cerca de 4 mil funcionários, principalmente da área de suporte, e atribuir parte do serviço a agentes de IA.

As ações da Salesforce registraram uma queda de aproximadamente 34% em relação ao pico atingido em dezembro de 2024, refletindo o ceticismo dos investidores quanto à capacidade da empresa de converter o hype da IA em resultados consistentes. Ainda assim, a projeção é de que a plataforma Agentforce gere mais de US$ 500 milhões em receita anual.
Executivos da Salesforce admitem perda de confiança na IA generativa

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Fonte: Tecnoblog