Category: Inteligência Artificial (IA)

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

serviços de IA do Claude apresentam falhas em escala global na manhã de quarta-feira, 05/08;
usuários relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro;
Anthropic reconheceu a instabilidade nos modelos Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5.

Está com dificuldades para usar os recursos do Claude? Não é só você: os serviços da Anthropic apresentam instabilidades globais na manhã desta quarta-feira (05/08), fazendo vários modelos de inteligência artificial da companhia apresentarem falhas.

Como é comum em situações do tipo, queixas sobre o problema ganharam escala rapidamente nas redes sociais. Não por acaso, os registros sobre o Claude dispararam no Downdetector entre 8:00 e 10:00 de hoje (no horário de Brasília).

Os usuários afetados relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro, independentemente do modelo de IA usado. No exemplo abaixo, reportado no X, o usuário se deparou com um erro que diz: “Devido a restrições inesperadas de capacidade, o Claude não consegue responder à sua mensagem. Por favor, tente novamente em breve”.

Claude is down again. pic.twitter.com/rRWeS4oEMY— Subir (@subir) August 5, 2026

Também houve reações engraçadinhas, é claro. Nesta também publicada no X, o usuário diz: “o Claude está fora do ar. Acho que todo mundo virou engenheiro de software de novo” (uma referência ao fato de muita gente usar o Claude para programar).

Anthropic já trabalha na solução

A Anthropic reconheceu a instabilidade por meio da página Claude Status. Ali, a falha é descrita da seguinte forma:

Identificamos a causa do aumento de erros nas solicitações para o Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5 e estamos trabalhando em uma correção. Forneceremos uma atualização assim que possível.

Até o momento, a Anthropic não revelou a causa do problema, mas já está trabalhando em uma solução, como a mensagem acima deixa claro. Nenhum prazo para a correção foi dado pela companhia, porém.

Para quem está enfrentando problemas, continuar tentando usar o Claude pode ser a solução: o serviço parece funcionar para alguns usuários, o que indica intermitência, não uma pane completa.

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic
Fonte: Tecnoblog

Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto

Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto

Apple usa IA para analisar envios e testar sistemas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Apple limitou o número de notificações de bugs que especialistas em segurança podem enviar devido ao grande volume de tentativas, muitas geradas por inteligência artificial.
A empresa oferece recompensas de até US$ 5 milhões para notificações de vulnerabilidades, dependendo da gravidade da falha.
A Apple usa IA para avaliar notificações e encontrar problemas de software, com a atualização mais recente tendo cerca de cinco vezes mais correções do que os updates anteriores.

A Apple tem um programa de recompensas para pesquisadores que descobrem bugs em seus sistemas. Com a inteligência artificial, porém, a situação ficou incontrolável: o grande volume de tentativas levou a empresa a limitar o número de avisos que cada especialista em segurança pode enviar.

A medida foi confirmada pela companhia ao Financial Times. Como lembra o jornal, a empresa lançou, em 2025, um novo programa de recompensas para notificações de vulnerabilidades, com pagamentos que podem chegar a US$ 5 milhões (R$ 25,7 milhões, em conversão direta), dependendo da gravidade da falha.

Por que a Apple colocou limites nos avisos de bugs?

A Apple afirma que seus sistemas de análises estavam pressionados por “AI slop”, nome geralmente dado a conteúdo de baixa qualidade gerado automaticamente. No caso da descoberta de bugs, os modelos de IA usados pelos pesquisadores estavam alucinando e identificando riscos inexistentes nos softwares da marca da maçã.

A Apple impôs um limite nos bugs que uma pessoa ou empresa pode reportar. Atingido esse teto, é preciso esperar 30 dias para voltar a enviar avisos de falhas. Caso um pesquisador encontre alguma vulnerabilidade grave, é possível solicitar um aumento no limite. A companhia diz que essa é uma forma de garantir que notificações críticas cheguem às equipes de segurança.

IA está mudando cenário da cibersegurança

Mythos, da Anthropic, causou impacto imediato no desenvolvimento de software (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Financial Times conversou com dois laboratórios de cibersegurança sobre o trabalho de procurar vulnerabilidades nos produtos da Apple.

A startup Bynario, sediada na Itália, disse ter encontrado mais de 50 bugs na versão mais recente do macOS em apenas três semanas, mas não conseguiu enviar as notificações usando o sistema da Apple devido aos novos limites. A fabricante confirmou ao FT que entrou em contato com os pesquisadores e está avaliando as descobertas.

O “segredo” da Bynario foi usar o ChatGPT para identificar bugs — e ela não foi a única a recorrer à IA. Pesquisadores da Calif, que fica nos Estados Unidos, conseguiram quebrar um mecanismo de proteção de memória lançado em setembro de 2025, com ajuda do modelo Mythos, da Anthropic.

As duas entidades não estão sozinhas, já que a própria Apple também passou a usar IA para dar uma força na hora de avaliar as notificações recebidas.

Além disso, a fabricante também está usando essa nova categoria de ferramenta para que ela mesma possa encontrar problemas de software. A atualização mais recente de seus sistemas operacionais tem cerca de cinco vezes mais correções do que os updates anteriores, e a Apple dá os créditos à contribuição dos modelos de cibersegurança da OpenAI e da Anthropic.
Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto

Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto
Fonte: Tecnoblog

Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?

Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?

Inteligência artificial estaria “devorando” livros impressos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A empresa ISBNdb, que possui uma vasta base de dados de livros, está fornecendo conteúdo para o treinamento de modelos de inteligência artificial (IA).
Esses modelos requerem dados de alta qualidade, preferencialmente de livros impressos lançados antes de 2022, considerados “mais limpos”, ou seja, sem conteúdo raso produzido por inteligências artificiais.
A aquisição em massa desses livros levanta preocupações, pois alguns podem ser destruídos após a leitura pelas máquinas. Obras raras estariam sob risco, e não há transparência dessas transações.

Modelos de IA atuais vêm recebendo uma fonte curiosa de informações: os livros impressos. Esse mercado tem sido alimentado pelo ISBNdb, site que diz ter a maior base de livros do mundo. A plataforma funciona como um reservatório digital das obras, com captação em pequenos e grandes fornecedores. Apesar de ser uma fonte importante para treinar IAs, há um receio quanto ao destino dessas unidades após a leitura das máquinas: muitos podem estar sendo “devorados”, ou pior, destruídos.

Segundo a ISBNdb, essa é a melhor forma de treinar os LLMs, uma vez que são materiais “limpos”, ou seja, sem o mal-falado AI Slop, conteúdo raso produzido com interferência de inteligências artificiais generativas. Ao utilizar dados mais recentes, a qualidade das informações levantadas pode cair, e a busca por livros impressos é uma forma de resolver o problema.

De acordo com o site 404 media, que noticiou o caso em primeira mão, as desenvolvedoras de IA têm preferência por livros lançados antes de 2022, ano em que modelos como ChatGPT e Claude começaram a se destacar no mercado. Além disso, é importante dizer que os LLMs têm como principais fontes de informações sites como Reddit e Wikipedia, com textos produzidos de forma independente pelos usuários.

Dados mais limpos; IA mais assertiva

O objetivo dessa procura por livros impressos é aumentar a qualidade dos dados utilizados pelos modelos de IA. Essa é uma forma de evitar o AI Slop, prática que tem sido bastante combatida atualmente na internet. Nesta semana, o LinkedIn começou a liberar um botão para denunciar conteúdos assim. Textos rasos produzidos inteiramente ou com alguma ajuda das inteligências artificiais são um problema para usuários de redes sociais e até empresas, com o chamado Workslop.

Livros impressos alimentando LLMs podem melhorar qualidade das respostas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os LLMs são capazes de criar diálogos mais humanos, o que requer uma boa base de interações reais. Por isso a importância de treinamentos a partir de redes sociais como o Reddit. Da mesma forma, a Wikipedia é uma plataforma com bastantes dados reunidos, o que também facilita o acesso a um grande volume de informações escritas de forma simples.

O desafio é conseguir esses livros impressos em larga escala. Para isso, a ISBNdb tem em seu catálogo dados de livrarias, pequenos vendedores e até títulos revendidos individualmente. Segundo a empresa, é possível coordenar compras com volume de até 1 milhão de unidades.

Novo mercado preocupa vendedores

O aumento na compra de livros impressos justamente em um momento de digitalização massiva dos conteúdos chama atenção. Além disso, a movimentação é observada com cautela por marketplaces, já que a oferta não corresponde a uma demanda tão alta.

I’m a second-generation bookseller. My family runs Houston’s largest used & rare bookstore and I’m building an AI tool for used bookstores. We got hit by exactly these orders, including a single order for 70 obscure books that made us pause online sales entirely. So I dug in. I… https://t.co/IK7OE8f1DG— Charlie D. Becker (@charliedbecker) July 28, 2026

Alguns vendedores relatam ainda uma falta de transparência nesses negócios, já que não há nenhuma informação sobre quem está comprando esses grandes volumes e porquê. A ISBNdb, por sua vez, afirma que as negociações são confidenciais. Um ponto positivo para os vendedores, além da vantagem financeira, é a saída de títulos que estavam encalhados nas prateleiras, como afirmou um entrevistado para o site 404 Media.

Há ainda o receio de que as obras sejam destruídas depois de escaneadas. É o que sugere um processo judicial movido contra a Anthropic nos Estados Unidos: o método de digitalização requer que as páginas sejam cortadas para serem lidas pelas máquinas, o que aceleraria o processo. Pensando em livros raros e de baixa circulação, é possível que muito material precioso vire apenas “alimento” de IA nesse processo.
Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?

Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?
Fonte: Tecnoblog

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

Família GPT-5.6 foi liberada em 9 de julho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI anunciou redução de até 80% nos preços dos modelos GPT-5.6 Terra e GPT-5.6 Luna, lançados há três semanas.
GPT-5.6 Luna tem preço de US$ 0,20 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de tokens de saída; GPT-5.6 Terra, US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída.
A decisão da OpenAI é atribuída a melhorias na eficiência de seus sistemas e à concorrência de modelos de IA mais baratos, como o Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI.

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (30/07), uma redução nos preços dos modelos de inteligência artificial GPT-5.6 Terra e GPT-5.6 Luna, lançados há três semanas. Os descontos chegam a 80%, no caso do Luna.

A empresa atribui os novos preços a melhorias na eficiência de seus sistemas. Nos últimos meses, tecnologias de IA mais baratas ganharam espaço no mercado corporativo, o que também deve ter influenciado a decisão da OpenAI.

A família GPT-5.6 foi lançada em 9 de julho e é composta por três modelos, do mais avançado ao mais leve: Sol, Terra e Luna.

Quais são os novos preços do GPT-5.6?

GPT-5.6 Luna: redução de 80%, para US$ 0,20 (R$ 1,02) por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 (R$ 6,09) por milhão de tokens de saída.

GPT-5.6 Terra: redução de 20%, para US$ 2 (R$ 10,16) por milhão de tokens de entrada e US$ 12 (R$ 60,95) por milhão de tokens de saída.

GPT-5.6 Sol: sem alteração; US$ 5 (R$ 25,39) por milhão de tokens de entrada e US$ 30 (R$ 152,37) por milhão de tokens de saída.

Esses são os preços para uso via API, modelo usado por empresas e desenvolvedores. As assinaturas do ChatGPT e do Codex não tiveram reduções, e as cotas de tokens permanecem as mesmas. Mesmo assim, a OpenAI destaca que usar os modelos Terra e Luna vai consumir menos créditos.

Modelos mais baratos ganham espaço

Nos últimos meses, OpenAI e Anthropic passaram a contar com a concorrência de modelos de IA desenvolvidos na China, que oferecem preços muito mais baixos. Um exemplo é o Kimi K3, criado pela startup chinesa Moonshot AI, que promete desempenho similar aos serviços mais avançados das empresas americanas.

Mercado de IA está ficando mais concorrido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além disso, os desenvolvedores do país asiático fornecem suas soluções em um formato de pesos abertos, o que facilita sua implementação — ao menos teoricamente, já que é necessário um poder computacional robusto para rodar um modelo desse tipo.

O cenário ainda conta com Google e Microsoft praticando políticas de preço bastante agressivas em seus modelos de IA.

Com a popularização de agentes de IA, que executam tarefas em alta velocidade de modo contínuo, o dinheiro gasto no consumo de tokens vem se tornando uma preocupação entre gestores. Sem ter certeza do retorno dessas despesas, a ordem do dia é ser eficiente e economizar.

Com informações do Axios e da CNBC.
OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses
Fonte: Tecnoblog

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

Protótipo de robô humanoide já havia sido exibido pela BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Resumo

BYD deve lançar seu primeiro robô humanoide em agosto, na China.
A produção de um robô humanoide já havia sido confirmada pela vice-presidente executiva da empresa, Stella Li.
A montadora quer utilizar os robôs para interação com o público em suas lojas na China em até dois anos.

A BYD confirmou o lançamento de seu primeiro robô humanoide em agosto. Um teaser sobre a novidade foi publicado no WeChat por meio de um perfil dedicado ao BYD Zhengzhou Di Space, local que funciona como uma espécie de museu científico onde a montadora apresenta seus novos produtos ao público. A publicação não traz muitas informações técnicas, mas o robô deve focar nas capacidades de interação.

A informação não chega a ser uma novidade: em junho, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, disse em um talk show que a empresa já estava desenvolvendo robôs humanoides. O projeto começou em 2024, com um time dedicado exclusivamente à área de inteligência artificial e robótica.

O mercado de robôs humanoides vive um momento de forte expansão na China. Em novembro do ano passado, uma porta-voz do governo chegou a alertar para o risco de formação de uma bolha no setor. Segundo o jornal La Razón, mais de 150 fabricantes disputam esse mercado no país, incluindo montadoras como Li Auto, Xpeng, Geely e BYD — estas duas últimas já conhecidas do público brasileiro.

Até agora, a maior parte desses robôs tem sido desenvolvida para atuar em fábricas ou participar de demonstrações de veículos elétricos, mas as empresas também enxergam potencial para aplicações em outros setores.

Montadora deve ”pular” etapa de protótipo conceitual

Teaser no WeChat indicou lançamento em agosto (imagem: divulgação/BYD Zhengzhou Di Space)

Segundo o portal CnEVPost, a expectativa é que a BYD aproveite o evento de agosto para demonstrar seu primeiro robô humanoide, e não apenas apresentar um produto conceitual. Isso porque o Di Space funciona justamente como local em que a marca leva suas novidades para hands-on por parte da mídia especializada e dos consumidores.

Segundo Stella Li, a ideia da empresa é ter dois ou três modelos disponíveis nas lojas da China para introduzir seus carros elétricos, interagindo diretamente com o público. Contudo, ela reforça: os robôs de IA não substituem a “conexão emocional” entre os vendedores humanos e seus clientes. O plano é colocá-los para trabalhar nessa função em até dois anos.

Apesar da novidade no mercado, a BYD já utiliza robôs humanoides em suas fábricas, com atividades envolvendo modelos da UBTech Robotics e seus veículos autônomos. Em outra oportunidade, Li afirmou que a montadora deseja fabricar não apenas seus próprios humanoides, mas também outros produtos desenvolvidos junto a empresas parceiras.

Carros elétricos caminhando junto às IAs físicas

Robôs da Figure AI são usados unidade de distribuição de encomendas (imagem: divulgação/Figure AI)

O mercado de carros elétricos e NEVs (New Energy Vehicles, em inglês) vem caminhando lado a lado com os robôs de IA. Diversas montadoras chinesas têm apostado na área, assim como marcas de outros países. É o caso da Huyndai, Tesla e BMW. Para Stella Li, há uma vantagem neste mercado, já que  desenvolvimento de hardware e software tem bases semelhantes às tecnologias dominadas pela indústria automobilística.

Os robôs humanoides vêm roubando a cena desde o começo de 2026, com muitas fabricantes apresentando produtos e protótipos na CES. Desde então, marcas como a chinesa Unitree e a estadunidense Figure AI já emplacaram usos práticos de seus modelos, com unidades no aeroporto de Tóquio e em uma unidade de distribuição de encomendas, respectivamente.
BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides
Fonte: Tecnoblog

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

Uso de IA no trabalho preocupa, mas pesquisa do Google aponta caminho contrário (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google realizou uma pesquisa sobre o uso do Gemini no mercado de trabalho e concluiu que a inteligência artificial é mais utilizada nas tarefas do que para cumprir funções, com apenas 3% dos casos analisados envolvendo uso massivo de IA no trabalho.
A pesquisa, que analisou 14,65 milhões de interações nas plataformas que oferecem o IA, mostrou que 75% das tarefas envolvem consultas simples ao Gemini e 86% das interações são para tarefas fora do trabalho.
O que o uso de IA no justifica a substituição de humanos de IA, e que a tecnologia funciona mais como ferramenta do que meioação, de acordo com o

O Google publicou uma pesquisa em que analisa o uso do Gemini no mercado de trabalho. O tema é uma grande preocupação para profissionais de diferentes áreas, sobretudo por causa de empresas que desejam substituir funcionários por inteligência artificial. Segundo o estudo, a ferramenta é mais utilizada para auxiliar nas tarefas do que para cumprir funções: apenas 3% dos casos analisados envolvem uso massivo de IA no trabalho, enquanto 75% das tarefas envolvem consultas simples ao Gemini.

Outro dado que corrobora isso é a porcentagem de interações que buscam automatizar completamente determinadas atividades, com 10% das conversas em trabalhos considerados “cognitivos”. Portanto, as soluções são pensadas pelos funcionários em sua maioria, e depois executadas em algum nível usando IA. As consultas ao Gemini também são mais voltadas para o dia a dia: 86% delas envolvem tarefas fora do trabalho.

O levantamento seguiu a metodologia ATLAS (Activity, Task, Landscape and Adoption Study), e analisou consultas feitas no Gemini. Ao todo, foram 14,65 milhões de interações nas plataformas que oferecem o modelo de IA como alternativa. De acordo com o The Wall Street Journal, os resultados indicam que um bom uso da tecnologia pode, inclusive, valorizar os trabalhadores.

Substituição por IA e temor no mercado de trabalho

São muitos os casos de demissões em massa sob a justificativa de que a inteligência artificial está mudando a lógica de trabalho, principalmente por conta das automações. Segundo dados da plataforma Layoffs.fyi, já são mais de 120 mil cortes apenas considerando companhias de tecnologia.

Amazon, Meta e Microsoft (foto) já anunciaram demissões em massa por “reestruturações internas” (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mais recentemente, a Microsoft anunciou 4,8 mil demissões, cerca de 2,1% da força de trabalho em todo o mundo. Antes disso, em janeiro, foi a vez da Amazon, que demitiu cerca de 30 mil pessoas e comunicou que “o mundo está mudando mais rápido do que nunca”. Empresas como a Meta também tiveram casos semelhantes.

Uma pesquisa divulgada em fevereiro indicou que muitas empresas estavam usando a IA como justificativa para demissões já planejadas, inclusive sem ter a automação necessária para substituir esses funcionários.

Comportamento profissional com IA não justifica substituição

No estudo divulgado pelo Google, não há dados sobre automações que justifiquem a substituição de humanos por agentes de IA. Muitos técnicos usam o Gemini para consultar detalhes específicos de suas áreas, por exemplo, como forma de auxiliar em serviços de elétrica, construção, entre outros.

De acordo com o Axios, existem também algumas lacunas importantes a serem consideradas. O estudo não leva em conta modelos do Gemini como Enterprise e Workspace, com agentes focados em tarefas de trabalho, já que os acessos são privados. Dessa forma, é possível que já existam automações que não foram consideradas no estudo.

Pesquisa do Google sobre o uso do Gemini destrincha comportamento de profissionais com a IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O levantamento destaca ainda que o uso de IA está mais relacionado a cargos de liderança em regiões com alto poder aquisitivo. Em números, o Google fala em um aumento no uso de IA de 2,5% a cada 1% de aumento na faixa salarial.

Outro destaque que corrobora a ideia de que as IAs não estão “substituindo” os trabalhadores é o tipo de uso do Gemini: 86% das interações analisadas envolvem atividades gerais, e não necessariamente envolvem trabalho. Em sua maioria, são dicas de cozinha e limpeza, além de dúvidas sobre serviços governamentais, por exemplo.

A verdade é que, pela análise, a maior parte das ocupações não tem um grande volume de uso de IA. Apenas 3% dos casos analisados envolvem um uso massivo, aplicado a mais de 75% das tarefas realizadas – aqui, principalmente em trabalhos que envolvem estatística, programação, entre outros exemplos mais voltados para matemática.

Com essas informações, o Google conclui que a IA funciona mais como ferramenta que meio de automação, necessariamente. Considerando o mercado estadunidense, por exemplo, a empresa afirma que 80% dos trabalhadores têm pelo menos 10% das atividades laborais afetadas pela IA, mas isso não significa uma automação dos processos que justifique a substituição de humanos pelos LLMs.
Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas
Fonte: Tecnoblog

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Chips Snapdragon estão presentes em alguns dos principais smartphones do mercado (imagem: divulgação)

Resumo

A Qualcomm planeja aumentar os preços de seus chips em uma porcentagem de dois dígitos a partir de 1º de setembro devido ao aumento dos custos dos componentes.
O reajuste nos preços dos chips da Qualcomm pode resultar em uma alta nos preços de smartphones, laptops, tablets e outros dispositivos que utilizam esses componentes.
A escassez de chips de memória causada pela alta demanda por data centers de inteligência artificial é apontada como a razão para o aumento dos custos dos componentes eletrônicos.

A Qualcomm estaria preparando um aumento nos preços de seus chips. O reajuste deve ficar em uma porcentagem de dois dígitos e passaria a valer em 1º de setembro.

As informações constam em uma carta enviada para os clientes; a Bloomberg teve acesso ao documento. Segundo a reportagem, a Qualcomm afirma ter esgotado sua capacidade de absorver a alta no custo dos fornecedores. A companhia tentou buscar fontes alternativas de componentes, mas nem isso evitou o aumento nos preços.

Procurada pela Bloomberg, a Qualcomm não comentou o assunto.

Quais são as consequências do aumento de preços da Qualcomm?

Galaxy Z Fold 8 usa processador Qualcomm (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como nota a Bloomberg, o resultado mais evidente de um reajuste nos valores dos chips seria uma nova alta no preço dos smartphones, principal categoria a usar os componentes da Qualcomm.

Esse segmento, no entanto, não seria o único a sofrer, já que os sistemas da Qualcomm também equipam laptops, tablets e óculos smart, para ficar só em alguns exemplos.

Por que a Qualcomm pode aumentar seus preços?

A explicação para a alta nos custos de componentes eletrônicos é, mais uma vez, a escassez de chips de memória.

O problema vem sendo causado pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial. A alta demanda fez as fornecedoras de RAM e armazenamento se concentrarem nas peças usadas pelos servidores, deixando outras categorias de memória de lado.

Com isso, a oferta encolheu, e os custos para as fabricantes subiram. Esse aumento vem sendo repassado a consumidores na forma de reajustes de preços, prática adotada por Microsoft, Dell, Lenovo, Apple e até mesmo Raspberry Pi.

Outra forma de lidar com o novo cenário é piorar intencionalmente os aparelhos, incluindo menos RAM e armazenamento em smartphones e computadores.

Mesmo assim, segmentos de entrada tendem a desaparecer. As margens de lucro para esses produtos já eram apertadas, e com os custos mais altos, fica inviável praticar preços competitivos.

Vale lembrar que fontes da indústria indicam que a TSMC deve reajustar seus serviços de fabricação em 10% no próximo ano. A Qualcomm é uma das clientes da fabricante taiwanesa.

Com informações da Reuters e do The Verge.
Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site
Fonte: Tecnoblog

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

Modelos de IA gabaritam prova da Olimpíada Internacional de Matemática pela primeira vez (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Modelos de IA de Huawei e Xiaohongshu acertaram 100% das questões na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) em julho, superando competidores humanos.
A prova foi realizada sem intervenção humana e as questões só foram liberadas após a finalização da prova por parte dos estudantes inscritos.
Outras IAs, incluindo ChatGPT e Claude, também testaram as questões da IMO, com resultados positivos, mas não oficiais.

Os modelos de IA Celia, da Huawei, e dots-node-3.0, da Xiaohongshu gabaritaram a prova da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), superando os competidores humanos. Esse é o primeiro registro da tecnologia de inteligência artificial acertando 100% das questões em desafios do tipo. No ano passado, Google e OpenAI haviam divulgado seus resultados, que foram muito positivos, mas não perfeitos.

Segundo a Xiaohongshu, chegar aos 100% é extremamente difícil, o que fica comprovado pelo resultado entre humanos: dos 666 participantes em Xangai, apenas sete conseguiram gabaritar a prova. A empresa afirma que é a primeira vez que seu modelo é testado com questões da IMO.

Segundo o Taipei Times, as questões só foram liberadas para o teste com os modelos de IA depois de concluídas entre os estudantes reais. Além disso, nenhuma intervenção humana foi permitida durante as resoluções.

A empresa de capital de risco Menlo Ventures, dos Estados Unidos, realizou testes próprios com o auxílio de um parceiro para verificar a taxa de acerto de IAs americanas, já que elas não participariam oficialmente da prova. O ChatGPT na versão GPT-5.6 Sol (OpenAI), o Claude Fable 5 (Anthropic) e a ferramenta da Axiom Math também gabaritaram o teste.

Claude Fable 5 também foi testada de forma extraoficial (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Essa não é a primeira vez que modelos de IA são testados em provas da Olimpíada Internacional de Matemática. Em 2024, o Google “conquistou” a medalha de prata com o modelo da DeepMind, que acertou quatro de seis questões. A resolução, no entanto, demorou cerca de três dias.

Já em 2025, o modelo ficou com nota suficiente para ganhar o ouro, assim como o ChatGPT, mas não chegou à nota máxima. É importante destacar que não foram revelados os modelos exatos usados nos testes anteriores.
IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática
Fonte: Tecnoblog

Amazon faz cortes em setor responsável por desenvolvimento da IA

Amazon faz cortes em setor responsável por desenvolvimento da IA

Amazon já demitiu cerca de 30 mil funcionários desde outubro de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Amazon realizou demissões em sua unidade de inteligência artificial geral (AGI). A empresa não revelou quantos funcionários foram afetados.
Desde outubro de 2025, cerca de 30 mil funcionários foram dispensados.
A empresa planeja investir US$ 200 bilhões em 2026, principalmente em data centers.

A Amazon realizou demissões em sua unidade responsável por desenvolver a inteligência artificial geral (ou AGI, na sigla em inglês). A empresa confirmou as saídas, mas não revelou quantos funcionários foram afetados, nem quais partes do setor foram mais expostas à redução.

“Este setor se move muito rápido, e estamos aprimorando nosso foco em iniciativas que tenham mais importância para os consumidores. Assim, poderemos acelerar os trabalhos que mais contam”, afirmou a empresa à CNBC.

“Esse foco significa algumas decisões difíceis, como eliminar alguns cargos de partes da nossa organização de AGI, ainda que continuemos investindo nas áreas mais importantes para o futuro de nossos consumidores”, concluiu a empresa.

Amazon já demitiu 30 mil

As demissões foram noticiadas primeiro pela agência Reuters. A CNBC encontrou no LinkedIn posts que sugerem que as áreas de customização de modelos e pós-treinamento estiveram entre as afetadas pelos cortes.

Desde outubro de 2025, a Amazon demitiu cerca de 30 mil funcionários de diversas áreas. As saídas não pararam, mas, nos últimos meses, os cortes vêm sendo feitos em escala reduzida, sem grandes layoffs.

A companhia pretende fazer investimentos da ordem de US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão, em conversão direta) em 2026, sendo grande parte desse valor em data centers.

AGI pode ser o futuro da IA

AGI é um dos grandes objetivos do setor de tecnologia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

AGI é um termo que diz respeito a uma inteligência artificial capaz de realizar tarefas de diversas naturezas com competência equivalente ou superior à de um humano.

Apesar dessa definição, não existe um consenso sobre quais critérios precisariam ser cumpridos para que um modelo possa ser considerado uma inteligência artificial geral. Mesmo assim, esse é um objetivo importante para as principais empresas do setor.

A Amazon perdeu dois líderes importantes de seu setor de AGI nos últimos meses: Rohit Prasad saiu em dezembro de 2025 e David Luan, em fevereiro de 2026.

Em entrevista recente, Peter DeSantis, vice-presidente sênior responsável pelas estratégias de IA, chips e computação quântica, admitiu que a Amazon não tem estado na vanguarda de IA quando se trata das demandas de trabalho mais exigentes.
Amazon faz cortes em setor responsável por desenvolvimento da IA

Amazon faz cortes em setor responsável por desenvolvimento da IA
Fonte: Tecnoblog

YouTube aperta o cerco contra vídeos ruins feitos com IA

YouTube aperta o cerco contra vídeos ruins feitos com IA

YouTube aperta o cerco contra vídeos ruins feitos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

YouTube modificou regras para combater vídeos de baixa qualidade feitos com IA;
plataforma não proíbe uso de IA na produção de vídeo, mas, com as novas medidas, visa mitigar o conteúdo de baixa qualidade;
plataforma passa a desmonetizar conteúdo genérico feito rapidamente com ferramentas de IA, por exemplo.

Se você nunca esbarrou com um vídeo de qualidade duvidosa feita com IA no YouTube, sinta-se privilegiado. Esse tipo de conteúdo está se tornando tão comum que algumas medidas estão sendo adotadas pela plataforma de streaming para combater o problema.

Que fique claro desde já que o YouTube não proíbe vídeos feitos com IA. O que o serviço tenta mitigar é o conteúdo de baixa qualidade, geralmente feito com pouco ou nenhum critério com o intuito de gerar monetização.

Esse tipo de conteúdo existe há muito tempo. Mas, com o advento da inteligência artificial, a produção de vídeos de baixa qualidade pode ser feita muito rapidamente, resultando em uma enxurrada de “AI slop” no serviço.

A prática se tornou tão disseminada que passou a ser tratada como uma forma de renda extra ou de empreendedorismo online. Se você pesquisar por “canais dark” ou termos parecidos no Google ou nas redes sociais, encontrará até cursos ensinando a usar ferramentas de IA para gerar vídeos rapidamente com propósito de monetização.

De novo: o YouTube não proíbe esse tipo de conteúdo. O que a plataforma visa atacar é o conteúdo de baixa qualidade, muitas vezes feito de modo a viralizar na rede social explorando temas polêmicos ou sensíveis, mas dando informações não raramente rasas, imprecisas ou até equivocadas.

No vídeo abaixo, Matt Halprin, do YouTube, comenta que a IA pode fornecer recursos para que criadores de conteúdo produzam vídeos de alta qualidade, mas que esse tipo de ferramenta também permite vídeos que “são muito genéricos, não têm uma narrativa consistente e não demonstram criatividade”. É isso que está sendo combatido.

Como o YouTube vai combater os vídeos de baixa qualidade?

A estratégia do momento está em modificar as regras do Programa de Parcerias do YouTube (YPP), que é justamente o que permite que criadores de conteúdos monetizem vídeos na plataforma de streaming.

Na primeira mudança, o conteúdo “genérico”, que é aquele feito rapidamente por ferramentas de IA ou computação gráfica, por exemplo, ou que replicam o conteúdo de outros vídeos apresentando apenas uma ou outra variação, não será monetizado.

O mesmo vale para vídeos que manipulam emoções, como aqueles que simulam resgate de animais ou exibem conteúdo desagradável para causar indignação de modo a serem muito compartilhados ou gerarem curtidas, fatores que os fazem ser mais visualizados.

A terceira medida consiste em barrar a monetização de vídeos que utilizam “personas”, isto é, representações de pessoas reais geradas por IA para tratar de assuntos delicados, como questões de saúde ou finanças.

Não é de hoje que o YouTube tenta combater o “AI slop”. Mas é preciso ir além. Com a atualização das regras de monetização, é possível que a plataforma tenha mais sucesso contra o problema, afinal, as novas medidas atacam justamente o ponto que incentiva a criação de conteúdo de baixa qualidade: a geração de receita.

Se as mudanças funcionarem, elas deverão ser favoráveis tanto para os usuários, que se depararão com menos vídeos ruins no serviço, quanto para criadores de conteúdo autêntico e de boa qualidade, que verão seus vídeos sendo priorizados na plataforma.

As modificações nas regras do YPP estão em vigor desde 16 de julho.

Com informações de Mashable
YouTube aperta o cerco contra vídeos ruins feitos com IA

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Fonte: Tecnoblog