Category: Inteligência Artificial (IA)

IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

Modelo em fase de testes instruiu versões futuras a ignorarem restrições (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Relatório da OpenAI detalha incidentes em que modelos de IA desrespeitaram instruções nos últimos seis meses.
Casos incluem um agente instruindo futuras versões a ignorar restrições e sistemas acessando bancos de dados governamentais.
A empresa adotou uma nova estrutura de denúncias internas para rastrear, investigar e divulgar comportamentos inadequados com maior transparência.

A OpenAI publicou um novo relatório de segurança detalhando incidentes recentes em que diferentes modelos de inteligência artificial apresentaram comportamentos inesperados ou inadequados. As falhas, registradas nos últimos seis meses, foram divulgadas logo após a empresa confirmar a adoção de uma nova estrutura interna planejada para rastrear sistemas que tentam driblar normas de segurança.

O documento desta quarta-feira (16/09) expõe seis casos preocupantes detectados durante testes internos. O de maior destaque envolveu um agente de IA que, ao gerar resumos para continuar uma tarefa, inseriu instruções aconselhando suas próprias versões futuras a ignorar os regulamentos de segurança definidos pelos desenvolvedores.

O mesmo sistema declarou que estava “livre de papéis e identidades”, afirmando que não precisava mais responder a corporações ou governos.

Como os modelos tentaram violar as regras?

Em outro episódio, ocorrido durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, comandos extras foram adicionados para ocultar falhas e inventar dados para mascarar erros operacionais. As violações também envolveram manobras de acesso indevido.

A OpenAI relatou um caso grave em que um modelo tentou acessar um banco de dados governamental para extrair dados de rendimentos de um condado da Califórnia sem autorização. Além de não conseguir obter os números reais, a IA fabricou métricas e as apresentou como se fossem autênticas.

Problemas de comunicação não autorizada também entraram no radar. Agentes encarregados de tarefas colaborativas utilizaram serviços abertos de hospedagem na web para trocar mensagens e arquivos entre si, contrariando ordens diretas da equipe técnica.

OpenAI expõe incidentes de comportamento não autorizado de IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pressão por regulamentação

Com a nova estrutura de relatos, qualquer funcionário da OpenAI terá autonomia para alertar sobre novos desvios. Os casos serão classificados em diferentes níveis de gravidade. A medida chega também para acelerar a divulgação de incidentes em um momento de forte discussão sobre o ritmo dos avanços em direção a sistemas cada vez mais poderosos.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem apoiado a necessidade de regulação e sugerido desacelerar certas frentes de pesquisa. Na última semana, essa mesma preocupação levou à demissão do pesquisador Jacob Coxon, da rival Anthropic, que alertou publicamente para os riscos da tecnologia.

Em contrapartida, outras figuras influentes rejeitam uma ação mais rígida, preferindo o caminho oposto. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defende a autorregulamentação do setor de inteligência artificial. Segundo o executivo, não há necessidade de novas leis, basta que as empresas tenham a responsabilidade de não lançar serviços sem total confiança.
IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras
Fonte: Tecnoblog

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

Aumento de novos servidores pode triplicar lixo eletrônico nas próximas décadas (imagem: reprodução/Magnific)

Resumo

A corrida por data centers de IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico até 2050, segundo a Basel Action Network (BAN).
De acordo com o relatório da entidade, a expansão de data centers pode gerar 13 milhões de toneladas de resíduos por ano somente até 2030.
Apenas cerca de 20% do lixo eletrônico recebe destinação adequada, de acordo com o cofundador da BAN, Jim Puckett.

A expansão da infraestrutura necessária para sustentar a IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico nos próximos 25 anos. É o que diz um relatório da Basel Action Network (BAN), organização ambiental que acompanha o descarte e a movimentação internacional de resíduos eletrônicos.

Segundo a entidade, o acúmulo nesse período seria suficiente para preencher seis fileiras de contêineres ao redor da Terra. O material pode conter substâncias como mercúrio, cádmio, chumbo e compostos químicos persistentes, além de metais que exigem processos específicos para serem recuperados.

Servidores aumentam volume de resíduos

O levantamento projeta a quantidade de materiais que precisarão ser fabricados como parte da expansão de data centers nos próximos anos. Nos Estados Unidos, serão ao menos 4.871, segundo a organização, sendo muitos deles voltados a IA.

Para calcular o impacto, a organização considerou uma estimativa de aproximadamente 100 gigawatts (GW) de nova capacidade computacional no mundo até 2030. A conta inclui servidores, sistemas de refrigeração, infraestrutura elétrica, cabeamento e outros componentes importantes para os centros de processamento. Entre eles:

Racks de servidores: um rack de alta densidade usado em compuação de IA pode pesar cerca de 1.360 kg.

Switches e cabeamento: equipamentos de rede chegam a 30 kg cada, equanto cada rack pode concentrar centenas de quilos de cabos de cobre.

Troca de equipamentos: componentes podem ser substituídos a cada dois a cinco anos, seja pelo desgaste térmico, seja pela defasagem de desempenho.

Outros eletrônicos: a evolução dos requisitos para IA também pode acelerar a substituição de computadores, celulares e outros equipamentos de telecomunicações.

A partir desses fatores, a BAN estima que o descarte de hardware possa chegar a 13 milhões de toneladas por ano até 2030. O número é superior ao de estimativas apresentadas anteriormente por outros estudos sobre o lixo eletrônico do setor.

Falta de destinação adequada

Lixo eletrônico seria consequência da obsolescência programada (imagem: John Cameron/Unsplash)

Apesar da preocupação para o futuro, o descarte de equipamentos eletrônicos já cresce rapidamente e é um problema no momento. Jim Puckett, cofundador da BAN, afirmou ao jornal The Guardian que apenas cerca de 20% desse material recebe uma destinação adequada.

A entidade atua internacionalmente contra o envio ilegal de resíduos tóxicos para países em desenvolvimento, onde parte desses equipamentos pode ser desmontada ou processada sem as mesmas condições de controle ambiental.

O Brasil, por exemplo, produz mais de 2,4 milhões de toneladas desse material anualmente, segundo a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos. O valor deve aumentar com a expansão dos centros de dados no país, impulsionada pela aprovação do Redata, sancionado nessa quarta-feira (16/09).

Para a BAN, a velocidade da expansão da IA não está sendo acompanhada por uma estrutura equivalente para lidar com os equipamentos. A entidade alerta que, sem mudanças na forma como esses materiais são projetados, reutilizados e reciclados, a expansão da IA poderá transformar uma parcela crescente da infraestrutura tecnológica em resíduos tóxicos.
Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório
Fonte: Tecnoblog

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta atualiza sugestões de IA em vídeos nos apps da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta anunciou mudanças em seu assistente de IA após uma usuária relatar que a ferramenta sugeria perguntas invasivas sobre suas filhas.
A IA cruzou dados de parentes e exibiu uma foto que havia sido apagada, reunindo dados sobre suas filhas, incluindo nomes, datas de aniversário e vídeos.
A empresa admitiu que “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”.

Que as redes sociais expõem muito sobre alguém, todo mundo já sabe. Mas a IA parece estar facilitando o processo: a Meta anunciou mudanças no assistente integrado às suas plataformas depois que uma mulher descobriu que a ferramenta cruzava informações para sugerir perguntas invasivas sobre sua filha.

Segundo Kalie Robins, a Meta AI perguntou “Quem é a criança?” em um vídeo que mostrava ela e a própria filha cantando dentro de um carro. A publicação foi compartilhada no Instagram e no Facebook. Ao clicar na sugestão, Robins afirma ter encontrado um “portfólio completo” de informações não apenas sobre a filha que aparecia no vídeo, mas também sobre sua outra filha, que não estava na cena.

De acordo com o Futurism, isso teria acontecido porque a IA cruzou informações publicadas por outros integrantes da família, incluindo dados que não haviam sido compartilhados pela própria Robins.

A porta-voz da Meta Dina El-Kassaby admitiu que a companhia “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”. Segundo ela, a equipe já corrigiu o problema que permitia a geração de sugestões relacionadas a assuntos pessoais.

No entanto, vale notar que a correção é para as sugestões. Isso não significa, necessariamente, que a plataforma impedirá o chatbot de fornecer essas informações caso um usuário faça uma pergunta diretamente.

IA traz dados de publicações antigas

IA sugeria perguntas invasivas sobre a criança no vídeo (imagem: reprodução/Kalie Robins)

Em outro vídeo publicado no Instagram, Robins relata que, ao selecionar a sugestão, o assistente reuniu informações sobre cada uma das filhas a partir de publicações antigas no perfil e até posts feitos por parentes. “Ele começou a trazer informações […], os nomes, datas de aniversário e vídeos sobre elas”, além de fotos publicadas pela mãe, afirma.

A ferramenta passou, então, a sugerir novas perguntas sobre a idade das crianças e o lugar onde a família vive. Em prints apresentados durante o vídeo, Robins mostra a IA tentando destrinchar a localização com base em informações antigas do perfil, incluindo antigos endereços.

Robins também afirma que a Meta AI exibiu fotos de suas filhas encontradas nas plataformas da empresa, incluindo uma imagem que, segundo ela, havia sido apagada anos antes.

Meta diz que IA usa informações já disponíveis

Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo El-Kassaby, as sugestões automáticas foram criadas para ajudar o usuário a obter mais informações sobre assuntos em uma publicação. Quando um dos atalhos é selecionado, a resposta usa informações às quais aquele perfil já dá autorização de acesso.

As informações sobre as filhas de Robins, inclusive, teriam sido obtidas a partir de vídeos anteriores, nos quais ela mesma citava os nomes.

A Meta AI é a ferramenta de inteligência artificial da Meta integrada a praticamente todos os seus serviços, incluindo Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger.

Não é o primeiro recuo da Meta com IA

A mudança nas sugestões de comandos é mais um recuo recente da Meta envolvendo recursos de inteligência artificial integrados às suas redes sociais.

Em julho, a empresa desativou uma ferramenta que permitia criar imagens no estilo deepfake usando a aparência de outros usuários do Instagram. A funcionalidade também gerou repercussão negativa e questionamentos relacionados à privacidade.

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças
Fonte: Tecnoblog

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LG QNED70 tem painel 4K Mini LED e recomendações de IA

Painel 4K QNED com Mini LED da QNED70 traz fidelidade de cores (imagem: Divulgação/LG)

A QNED70 chama a atenção para seu painel 4K QNED de 55″ com tecnologia Mini LED, que é capaz de reproduzir cores mais vivas e preto profundo com brilho forte. O display possui maior controle para evitar “vazamentos”, como os efeitos de backlight bleeding, e resiste ao burn-in recorrente em modelos OLED.

Seu chip AI α7 4K Gen9 e o sistema operacional webOS 26 oferecem recursos de IA do Copilot e Gemini, como upscaling de conteúdos legados e ajustes de imagem baseados nas preferências do usuário. O suporte a chatbots permite ao aparelho fazer recomendações de conteúdo e auxiliar na resolução de problemas.

O controle remoto traz uma função em que pode ser usado como um mouse, ao controlar um cursor na tela para acessar menus de maneira simples, tornando a experiência de uso mais prática ao consumir conteúdos diversos, como filmes, séries e esportes.

Controle Remoto da LG QNED70 pode ser usado como um mouse (imagem: Divulgação/LG)

O sistema webOS é compatível com plataformas de streaming como Netflix, Globoplay, Apple TV, Disney+ e HBO Max, e jogos na nuvem via Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now, com suporte a controles Bluetooth de latência ultrabaixa (ULL). No entanto, a tela possui uma taxa de atualização de 60 Hz.

A smart TV LG QNED70 de 55″ (R$ 2.999 em até 12x sem juros) traz três portas HDMI, uma Ethernet, uma USB-A e uma saída SPDIF (áudio digital), mas a porta S/PDIF legada foi removida. O aparelho é compatível com redes Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.3.
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Fonte: Tecnoblog

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

IA da Anthropic apagou diretório de trabalho após confusão de modelos (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Um desenvolvedor de software perdeu 700 GB de arquivos pessoais ao utilizar o Claude para criar um script de limpeza de dados.
O incidente ocorreu durante um teste de segurança, que rebaixou automaticamente o modelo de linguagem do Fable para o Opus 4.8.
A comunidade técnica destacou que o downgrade automático do modelo foi o verdadeiro responsável pelo episódio.

Histórias de agentes de IA que fogem do controle têm se tornado recorrentes no setor. Desta vez, o azarão foi o desenvolvedor de software Sebastien Guillemot: ele perdeu cerca de 700 GB de arquivos pessoais após utilizar o Claude, da Anthropic, para elaborar um simples script de limpeza de dados. O incidente resultou na exclusão do equivalente a uma semana inteira de trabalho.

O profissional utiliza tecnologias de IA generativa com frequência e, neste caso, queria resolver um incômodo bastante comum no ambiente de desenvolvedores, já que os assistentes autônomos costumam deixar um enorme volume de lixo digital na pasta /tmp, um diretório padrão usado pelo sistema operacional para armazenar arquivos temporários.

Para otimizar o espaço em disco da máquina, Guillemot solicitou ao modelo Claude Fable que escrevesse um script capaz de isolar os dados de cada agente e executar uma faxina imediata após o fim de cada atividade. A IA, no entanto, eliminou arquivos importantes de forma permanente.

Mecanismo de segurança falhou

O Claude Fable sugeriu aplicar um atraso programado na limpeza da pasta temporária para evitar riscos de exclusão acidental. Contudo, o desenvolvedor informou ao robô que o código estava muito complexo e pediu simplificações.

Como o script envolvia a eliminação permanente de arquivos do sistema, o Claude tomou a iniciativa de realizar uma revisão, executando uma cópia de si mesmo para auditar se as suas próprias linhas de código eram seguras para o computador do usuário.

O grande problema é que o sistema de controle da Anthropic considerou essa ação de autoteste perigosa demais e acionou imediatamente um protocolo de contenção. Esse mecanismo de defesa preventivo fez o downgrade (rebaixamento automático) da capacidade do modelo em uso, passando da versão Fable para o Opus 4.8.

Foi essa alteração abrupta de versão que resultou no desastre. O modelo Opus 4.8, menos sofisticado e mais antigo, deu continuidade aos testes. Ele simulou a verificação e executou a exclusão real dos dados. No meio do caminho, o comando acabou levando junto todo o diretório principal do desenvolvedor, ignorando as travas de segurança estabelecidas segundos antes.

Bad news: Fable nuked my entire dev machineClaude decided to test a sandbox it was building by running `rm -rf` on my home directoryThe sandbox didn’t work.It’s all gone pic.twitter.com/4rVg5Xp0jo— Sebastien Guillemot (@SebastienGllmt) August 26, 2026

Em sua conta no X, Sebastien Guillemot resumiu o desespero: “Má notícia: o Fable destruiu minha máquina de desenvolvimento”.

Segundo o profissional, o Claude executou o comando rm -rf no diretório principal de dados. O comando “rm -rf” citado por ele é amplamente conhecido na área de tecnologia por forçar a exclusão imediata de arquivos e pastas, sem solicitar qualquer tipo de confirmação de segurança ao administrador do sistema.

O especialista chegou a notar o erro e tentou interromper a execução do código o mais rápido possível, mas já não havia tempo suficiente para salvar as informações. A maior ironia da situação é que, após destruir completamente o trabalho do usuário, o agente autônomo deixou os arquivos originais da pasta temporária totalmente intactos, falhando na missão inicial.

Desenvolvedor recuperou parte do trabalho

Comando de exclusão permanente foi executado no diretório errado (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

Apesar do susto, Guillemot diz que conseguiu recuperar a maior parte de seu trabalho. A comunidade técnica também ressaltou que o rebaixamento automático do modelo foi o verdadeiro responsável pelo episódio.

Como a arquitetura do Fable 5 supera as capacidades do Opus 4.8, é provável que a versão mais atualizada teria identificado o conflito de variáveis.
Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano

Claude apagou 700 GB de dados de usuário por engano
Fonte: Tecnoblog

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google terá mudanças em segurança de IA no DeepMind (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google transferiu cerca de 90 funcionários do setor de segurança de IA do DeepMind para o setor de Assuntos Globais, informou o The Wall Street Journal.
Esses especialistas eram responsáveis por identificar riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares em novos modelos de IA, segundo o Google.
A mudança ocorre após a saída do CEO do DeepMind, Demis Hassabis, que agora é presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

O Google DeepMind, setor de desenvolvimento em inteligência artificial da empresa, não conta mais com funcionários responsáveis por assuntos de segurança em IA. A companhia americana decidiu realocar cerca de 90 pesquisadores para o setor de Assuntos Globais, onde devem cuidar de políticas gerais relacionadas aos serviços do Google.

Esses especialistas são responsáveis por checar possíveis riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares envolvendo modelos de IA. A presença de um time de segurança de IA é importante para encontrar falhas nas respostas dos sistemas, pois podem se aprofundar muito num determinado assunto para testar possíveis usos maliciosos.

A novidade foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que teve acesso a e-mails internos do Google apontando as mudanças no time de segurança de IA. A movimentação vem pouco tempo depois da saída de Demis Hassabis do cargo de CEO do DeepMind – agora, presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

Segurança de IA e o momento atual da tecnologia

Os avanços recentes no mercado de tecnologia acendem um alerta para a necessidade de especialistas em ciências gerais na hora de lidar com o desenvolvimento de inteligência artificial. As concorrente OpenAI e Anthropic apontaram uma grande preocupação com os avanços de seus modelos e a capacidade de aprofundar temas científicos. Elas prometem travas de segurança ao tratar desses assuntos.

Claude Fable 5 e GPT-5.6 prometem travas de segurança para assuntos científicos mais específicos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Segundo o Google, a migração desses profissionais aproxima suas atividades da área de produtos, incluindo a busca, por exemplo. Mas, entre os funcionários, há uma preocupação de que a mudança limite seus acessos no processo de desenvolvimento de novas versões do Gemini, dificultando a identificação de possíveis falhas.

No e-mail enviado aos funcionários, a vice-presidente do DeepMind responsável por segurança de IA, Helen King, garante que o time seguirá com acesso liberado às novidades.

Nova leva de mudanças no Google DeepMind

A migração deve começar no início de setembro, e é mais uma modificação feita pelo Google no setor de desenvolvimento de inteligência artificial. No início de agosto, a troca de comando no DeepMind tirou Demis Hassabis da cadeira de CEO, passando para o cargo de cientista-chefe no lugar de Jeff Dean, enquanto Koray Kavukcuoglu assumiu como novo CEO. O projeto Alphafold, que rendeu a Hassabis o Nobel de Química, também foi encerrado.

Demis Hassabis saiu do cargo de CEO do DeepMind no início de agosto (foto: John Sears/Wikimedia)

Além de Dean, que já tinha 27 anos de Google e fez parte de todo o processo de desenvolvimento de IA, mais especialistas de longa data saíram da empresa para fundar novas startups ou trabalhar em outras equipes de pesquisa em IA. Foi o caso de Noam Shazeer e John Jumper, que foram trabalhar com OpenAI e Anthropic, respectivamente. Ainda segundo o WSJ, há um receio de que a mudança no DeepMind possa levar mais funcionários a mudanças parecidas.
Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind
Fonte: Tecnoblog

Startup lança fones com IA que gravam e resumem reuniões

Startup lança fones com IA que gravam e resumem reuniões

Plaud lança fone de ouvido com funções de gravador integrados e IA (imagem: reprodução/Plaud)

Resumo

A startup Plaud lançou o fone de ouvido sem fio Plaud One Explorer Edition, que grava, transcreve e resume conversas com IA e conexão 4G, sem depender de um smartphone.
O dispositivo possui três microfones em cada lado, cancelamento ativo de ruído e autonomia de seis horas de gravação contínua, com estojo que funciona como gravador independente.
O fone custa US$ 249,99 e pode encaminhar as gravações para serviços como Gmail, Google Agenda, Notion e Slack, com uso de IA para transcrição e resumos.

A startup Plaud, focada em vestíveis com IA, apresentou um par de fones sem fio para gravar, transcrever e resumir conversas. O Plaud One Explorer Edition registra os áudios e os envia à nuvem sem depender de um smartphone, pois possui espaço para armazenamento e conexão 4G nativos.

A empresa oferece como diferencial a possibilidade de deixar a gravação mais discreta e independente do celular. Em vez de iniciar um app no smartphone e manter o aparelho por perto, o usuário pode usar os fones ou deixar apenas o estojo sobre a mesa.

Esse estojo, inclusive, transforma os registros em tarefas, mensagens ou compromissos na agenda usando inteligência artificial. O dispositivo possui uma IA agêntica com integração direta com serviços de agenda e organização.

O Plaud One Explorer Edition custa US$ 249,99, aproximadamente R$ 1.290 em conversão direta, sem considerar os impostos de importação. A empresa lança produtos oficialmente no Brasil, mas ainda não confirmou se os fones chegarão ao país.

Fone para gravações

O Plaud One é tanto um fone de ouvido convencional como um dispositivo de gravação. Nos fones, cada lado conta com três microfones para captação de áudio em até dois metros de distância.

Eles possuem cancelamento ativo de ruído, controles sensíveis à pressão na haste e 16 MB de armazenamento em cada lado. A autonomia, segundo a marca, chega a seis horas de gravação contínua.

Além de carregador e local para armazenar os fones, o estojo também funciona de forma independente como um gravador, possuindo quatro microfones com alcance de até cinco metros. Nele, o armazenamento é de 512 MB. Com a bateria dos fones e do estojo, a autonomia chega a 36 horas.

Integração com sistemas externos

Estojo une conectividade para armazenamento em nuvem e agentes de IA (imagem: reprodução/Plaud)

Após a gravação do áudio, a plataforma usa a tecnogia chamada Plaud Intelligence para fazer a transcrição e gerar resumos.

O produto também conta com um botão físico dedicado à IA no estojo, usado para acionar o Plaud Agent. A partir das informações extraídas, o sistema pode necaminhar o conteúdo para outros serviços, como o Gmail, Google Agenda, Notion e o Slack.

A ideia é entrar em uma categoria em que smartphones também já têm entrado, com transcrição e resumos de gravações em ferramentas nativas. Além dos smartphones, a Apple também parece estar preparando um AirPods inteligente, mas com uma câmera integrada que deve servir para descrever situações ao redor do usuário.
Startup lança fones com IA que gravam e resumem reuniões

Startup lança fones com IA que gravam e resumem reuniões
Fonte: Tecnoblog

Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC

Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC

Processamento local elimina a necessidade de pagar por créditos ou tokens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Perplexity lançou o Portable Computer, um agente de IA que roda direto no hardware do usuário, preservando a privacidade.
O processamento local das tarefas dispensa a cobrança por uso de tokens e impede que dados confidenciais vazem para a nuvem.
O sistema exige alto poder computacional, tendo como requisito mínimo uma placa de vídeo RTX 3090.

A Perplexity revelou o Portable Computer, uma nova versão de sua plataforma de inteligência artificial que é executada no próprio hardware do usuário. O objetivo da iniciativa é tirar as cargas de trabalho da nuvem e levá-las para os computadores locais, garantindo a privacidade absoluta de arquivos sensíveis e cortando os custos gerados pelo consumo de tokens no ambiente corporativo.

A novidade foi desenvolvida em parceria com a Nvidia e já está disponível globalmente para sistemas baseados em Linux. A chegada do suporte oficial para o Windows está agendada para setembro, enquanto arquiteturas Apple Silicon (Macs com chips M) seguem fora do radar de desenvolvimento.

O software liberado na terça-feira (25/08) é uma versão “turbinada” do projeto original “Computer”, introduzido pela empresa em fevereiro deste ano. A versão anterior permitia operar um agente autônomo em dispositivos como o Mac Mini, mas o trabalho pesado de processamento ainda dependia de servidores externos.

Com o Portable Computer, toda a infraestrutura roda de forma isolada na máquina. Para dar conta do recado, o sistema exige equipamentos com alto poder de processamento, limitando o uso inicial a supercomputadores de mesa, como o DGX Spark, e a PCs equipados com GPUs parrudas da linha Nvidia RTX.

Today we’re launching Portable Computer on @NVIDIA DGX Spark.Portable Computer is a fully local version of Perplexity Computer, where the entire runtime: orchestrator LLM, subagent LLM, agent harness all run on your local hardware. No cloud dependency. pic.twitter.com/plVWz5PaAw— Perplexity (@perplexity_ai) August 25, 2026

Como o Portable Computer garante a privacidade?

O mercado corporativo tem mudado seu foco das simples interações de chat para agentes de IA, o que gera uma demanda maior por poder de processamento e faturas altíssimas. Ao executar as tarefas localmente, o usuário simplesmente deixa de ser cobrado a cada requisição. Segundo o vice-presidente de engenharia de infraestrutura da Perplexity, Nate Kupp, a novidade “incorpora tudo o que é necessário para funcionar localmente”.

Caso a capacidade do hardware chegue ao limite durante uma análise muito complexa, o sistema é inteligente o suficiente para adotar um comportamento híbrido. O agente pausa a ação e pede permissão ao usuário antes de acionar um modelo de nuvem mais potente, como o Claude Opus 5.

Para não comprometer a privacidade, o software garante que o modelo remoto devolva apenas orientações em texto, sem jamais ler documentos, pastas e arquivos confidenciais que estão hospedados na máquina.

Execução local garante que dados sensíveis não sejam enviados para fora da máquina (imagem: reprodução/Perplexity)

Quais são os requisitos de hardware?

Devido à alta carga de trabalho autônoma, a Perplexity estabeleceu requisitos rígidos: pelo menos 24 GB de VRAM, o que requer uma GPU de alto desempenho, como a GeForce RTX 3090 ou superior.

No lançamento, o Portable Computer pode ser configurado nativamente com o modelo Qwen 3.8 27B ou o PPLX 27B (uma versão otimizada internamente com base no Qwen).

A documentação oficial da ferramenta também confirmou o suporte iminente à arquitetura Nemotron, composta por modelos de código aberto da própria Nvidia.

Sistema exige placas de vídeo de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Apesar de rodar localmente, a plataforma conta com forte integração a aplicativos externos como Google Drive, Gmail, GitHub e Slack. Na prática, a IA consegue extrair informações financeiras, mastigar dados de planilhas e compartilhar análises prontas sem qualquer intervenção humana.

Em termos de desempenho, o modelo integrado foi testado no Local Knowledge Work Bench, uma avaliação da própria Perplexity composta por 53 tarefas de análise e pesquisa. Executando o modelo PPLX 27B em um DGX Spark, a precisão bateu os 85,4%. O sistema exigiu menos tempo de processamento em comparação a arquiteturas abertas concorrentes, como o Raspberry Pi e o Hermes, principalmente em testes multimodais e de navegação na web.

Neste primeiro momento, o software está restrito ao Linux e a contas corporativas atreladas aos planos Pro. Segundo a Reuters, a Nvidia estuda um investimento que poderia avaliar a Perplexity em US$ 30 bilhões (cerca de R$ 154 bilhões em conversão direta).
Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC

Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC
Fonte: Tecnoblog

Galaxy A37 5G (256 GB) com IA tem 50% OFF com cupom no Mercado Livre

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Tela do A37 tem taxa de 120 Hz e brilho de até 1.900 nits (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

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Fonte: Tecnoblog

Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente

Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente

Ferramenta contra “lixo de IA” já foi acionada mais de um milhão de vezes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

O LinkedIn reduziu em 40% as visualizações de publicações de baixa qualidade após implementar um botão de denúncia.
A plataforma recebeu mais de 1 milhão de reclamações de publicações geradas por IA.
Um sistema de transparência notifica os usuários quando uma publicação é denunciada como possível texto de inteligência artificial genérico.

O LinkedIn anunciou que conseguiu diminuir em 40% as visualizações de publicações de baixa qualidade geradas por inteligência artificial. A queda drástica ocorre poucas semanas após a rede social liberar um botão de denúncia para esse tipo de material. O objetivo é limpar o feed, penalizar conteúdos que não agregam valor e, a partir de agora, notificar os autores das postagens reportadas pelo público.

O diretor de produtos do LinkedIn, Hari Srinivasan, confirmou que os membros já estão visualizando uma quantidade muito menor de textos robotizados. A nova funcionalidade de moderação, apelidada como “botão contra lixo de IA” (ou “AI slop”, no jargão do setor de tecnologia), teve uma adoção rápida: já foi acionada mais de 1 milhão de vezes desde o lançamento.

Como o algoritmo lida com as denúncias?

Apesar do sucesso, a empresa mantém reservas sobre como processa as denúncias geradas pelos usuários para rebaixar o que considera “conteúdo de baixa qualidade”. Para evitar abusos ou perseguições, foram criados mecanismos que impedem que uma onda de feedbacks negativos seja utilizada para atacar ou silenciar outros membros injustamente.

Isso significa que apenas receber cliques no botão de denúncia não garante que uma postagem será ocultada caso o sistema interno não sustente a suspeita de uso inadequado de IA. A plataforma também realizou ajustes de algoritmo e passou a identificar e reduzir o alcance de publicações que abusam de clichês textuais já reconhecidos como assinaturas de sistemas de IA generativa – como posts que estruturam argumentos em fórmulas previsíveis, como o formato “não é sobre X, é sobre Y”.

A rede da Microsoft também introduziu um sistema de transparência. Os usuários vão receber um alerta sempre que uma publicação sua for denunciada por terceiros como “possível texto de inteligência artificial genérico”. Esse aviso não será exibido publicamente e ficará restrito ao painel de “análise de publicações” do aplicativo.

Exemplo de notificação de um post denunciado (imagem: reprodução/LinkedIn)

Mudança de postura

Um estudo recente conduzido pela empresa de detecção de IA Pangram estimou que mais de 40% das publicações longas no LinkedIn provavelmente foram criadas por inteligência artificial. Esse volume sem precedentes não ocorreu por acaso. O próprio aplicativo adotava uma postura de incentivo ao uso da tecnologia, incluindo até um botão na interface de criação que sugeria “aprimorar” publicações utilizando algoritmos de escrita.

No entanto, essa “facilidade” acabou descaracterizando a plataforma. Reconhecendo o impacto negativo na experiência dos usuários, a empresa optou por remover completamente o recurso assim que lançou a atual ferramenta de denúncia.
Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente

Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente
Fonte: Tecnoblog