Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão
Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.
O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.
Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.
Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?
A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.
Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.
O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Fatura bilionária da IA
Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.
Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.
Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.
Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão
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Fonte: Tecnoblog

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