Category: Inteligência Artificial (IA)

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

LinkedIn promete combater AI slop (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

41% das publicações longas no LinkedIn são geradas por IA, de acordo com levantamento da Pangram.
O LinkedIn também tem 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras criados por IA, e 23,7% das respostas são geradas por robôs.
O Reddit é a plataforma com maior proporção de conteúdo humano, com apenas 13% de conteúdos escritos usando IA em publicações com mais de 250 palavras.

Um levantamento da empresa Pangram aponta que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são totalmente feitas usando inteligência artificial generativa. A proporção supera outras redes avaliadas, como X (antigo Twitter), Reddit, Substack e Medium.

A rede profissional também leva o troféu de plataforma com a maior fatia de publicações curtas totalmente geradas por IA: segundo a desenvolvedora, 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras são criados por robôs conversacionais.

Rede profissional tem ferramentas de IA para ajudar na escrita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Pangram desenvolve uma extensão para o Chrome que promete identificar quais publicações foram escritas por humanos e quais foram geradas por IA, aplicando etiquetas aos posts em diversas redes sociais.

O levantamento publicado na última quinta-feira (09/07) foi feito com base em mais de 1 milhão de publicações nas redes sociais. De todas as publicações detectadas como IA pela ferramenta, dois terços estavam na rede de conexões profissionais.

Como a empresa nota, o próprio LinkedIn encoraja o uso de inteligência artificial, com um botão nativo para melhorar a redação usando a tecnologia.

No entanto, a própria plataforma reconheceu que a quantidade de AI slop na rede passou do aceitável e prometeu reduzir o alcance de conteúdos vazios, textos genéricos e comentários automatizados. Sim, comentários. Como nota a Pangram, 23,7% das respostas nas publicações são geradas por robôs.

E as outras redes sociais?

O X é a rede com a menor proporção de conteúdo puramente humano. Com 52,7%, ele fica atrás do próprio LinkedIn, que tem 55,2%. Na rede social de Elon Musk, a proporção de textos totalmente gerados por IA é relativamente pequena (24,1%), mas há grande presença de conteúdos mistos, escritos por humanos e robôs em conjunto (23,2%).

No outro extremo, está o Reddit. A plataforma de comunidades tem 13% de conteúdos escritos usando apenas IA na faixa acima de 250 palavras. Na classificação entre 50 e 250 palavras, a proporção é ainda menor, com apenas 3%. Por fim, as respostas aos posts são praticamente todas humanas, com apenas 1,7% de uso de IA.
41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento
Fonte: Tecnoblog

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Instagram foi criticado por sindicato de atores de Hollywood (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

A Meta desativou a função do Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos após enfrentar questionamentos sobre privacidade e direito de imagem.
A função, lançada na terça-feira (07) como parte do modelo de geração de imagens Muse Image, permitia que fotos de contas públicas do Instagram fossem usadas como referência, gerando críticas.
O SAG-AFTRA recomendou que seus membros desativassem a função, classificando como “inaceitável” o uso das imagens sem consentimento claro, e a Meta reconheceu que o recurso “errou o alvo” ao não oferecer controle adequado sobre o uso do conteúdo público.

A Meta desativou a polêmica função no Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos. A novidade tinha sido anunciada ao longo da semana e rapidamente enfrentou questionamentos, já que foi ativada por padrão, com potencial de violar a privacidade e o direito de imagem dos usuários.

O Muse Image foi lançado na terça-feira (07) como o primeiro modelo de geração de imagens por inteligência artificial do Meta Superintelligence Labs. Integrado ao chatbot Meta AI, o recurso usa fotos como input. Uma das funções permitia mencionar contas públicas do Instagram para que seu conteúdo fosse usado como referência nas gerações. Este ponto concentrou a maior parte das críticas.

O Tecnoblog realizou testes na tarde deste sábado (11) e confirmou que a novidade foi retirada dos ajustes do Instagram, ao menos no Android. A Meta não colocou nenhum aviso diretamente no app.

A atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy por Hacks, criticou o recurso no Instagram e disse que ele havia sido ativado automaticamente. Ela recomendou que os usuários o desligassem.

Na quinta-feira (09/07), o SAG-AFTRA, sindicato que representa atores e outros profissionais de mídia, também recomendou a seus membros que desativassem a função, classificando como “inaceitável” qualquer uso das imagens dos usuários sem um opt-in claro.

Em comunicado, a empresa disse que a “intenção era oferecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle” sobre o uso do conteúdo público, mas reconheceu que “o recurso errou o alvo” e por isso foi retirado do ar. O SAG-AFTRA classificou a retirada como “a atitude responsável” diante dos riscos de réplicas digitais não consentidas.
Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários
Fonte: Tecnoblog

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Sunrun quer construir grande rede de servidores de IA distribuída por diversas casas pelos EUA (imagem: divulgação/Sunrun)

Resumo

A Sunrun, empresa de soluções de energia, planeja criar uma rede de servidores domésticos de IA.
A Sunrun distribuirá computadores específicos para clientes que já utilizam seus serviços de energia solar e armazenamento em baterias.
Os clientes podem receber compensação financeira por hospedar os servidores.

A empresa de produtos de energia Sunrun, dos Estados Unidos, tem um projeto ousado para começar a trabalhar com servidores de IA: construir uma rede de computadores domésticos distribuídos entre seus clientes. A proposta de um datacenter “dissolvido” entre várias casas aparece como alternativa aos grandes servidores, responsáveis por impactos significativos na vida de quem mora próximo a essas grandes instalações.

A ideia da Sunrun é distribuir essas máquinas entre pessoas que já contam com os serviços da empresa, como soluções de armazenamento em baterias e produção de energia solar. A empresa fala até mesmo em uma compensação financeira para esses clientes.

Segundo o site The Verge, uma vez que o sistema for estabelecido, a Sunrun venderia o acesso a essa grande rede de servidores domésticos para empresas de IA. Clientes interessados já podem se inscrever no projeto piloto, disponível apenas nos Estados Unidos.

Alternativa curiosa para o modelo atual

A inteligência artificial hoje depende de servidores que possam hospedar todo seu potencial no processamento de dados. Esses datacenters costumam ficar em grandes complexos, exigindo um grande volume de energia e, principalmente, de água, utilizada nos sistemas de arrefecimento das máquinas.

Datacenters concentram consumo de energia e de água, o que não aconteceria com solução da Sunrun (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Assim, muitos moradores de áreas vizinhas a essas instalações vêm enfrentando picos de luz, escassez de abastecimento de água, entre outros impactos significativos. Uma pesquisa recente corrobora a preocupação dessas pessoas, apontando que 71% dos estadunidenses são contrários à construção de novos datacenters próximos às suas casas.

A solução sugerida pela Sunrun tem como objetivo driblar esse problema, levando pequenas partes dessa rede (ou nós, como são chamados) para diferentes usuários. Os computadores que serão utilizados no projeto têm o tamanho de um desktop, e seriam totalmente alimentados pela energia gerada e armazenada pela Sunrun. O monitoramento das máquinas também ficaria com a empresa, e o usuário vai oferecer, basicamente, espaço físico para que o projeto vá adiante.

Existe vantagem para os usuários?

Em teoria, sim. Além de não ter nenhum tipo de gasto com a manutenção da máquina, que seria gerida pela própria Sunrun, os clientes teriam algum tipo de compensação financeira para hospedar os servidores.

Mas vale ressaltar: como já pagam pelos serviços básicos de geração e armazenamento de energia, não fica claro como será esse “pagamento” para quem aderir ao projeto. Pode ser que os usuários tenham apenas algum tipo de desconto, por exemplo. Além disso, será um eletrônico a mais consumindo energia, ocupando espaço e gerando calor na casa.
Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários
Fonte: Tecnoblog

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

Informações o app Samsung Health serão utilizadas para treinar IA (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung utilizará dados do app Health para treinamento de IA.
Os usuários recebem notificação de autorização, mas desativar a opção impede a sincronização do app com sua conta.
A Samsung coleta informações de saúde, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual, para uso em IA e revisão humana.

A Samsung vai passar a utilizar seus dados coletados no app Health para treinar inteligência artificial. É o que diz uma nova notificação de consentimento recebida por alguns usuários: no texto, a empresa destaca a possibilidade de desativar o compartilhamento das informações para este fim. Acontece que, ao fazer isso, um alerta aparece na tela indicando que você não poderá sincronizar suas informações.

Vale lembrar que o Samsung Health coleta informações a partir de outros aplicativos de saúde, além de trazer informações levantadas diretamente pelo Galaxy Watch, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual. Segundo o comunicado da empresa, além do uso pela IA, há a possibilidade de revisão humana.

Segundo o site How-to Geek, que noticiou o caso, este aviso da Samsung também diz que seu perfil pode ser deletado caso o compartilhamento seja interrompido. Ou seja: para utilizar os recursos do app Health, o usuário será obrigado a ceder seus dados para treinamento de IA.

Obrigação de compartilhar dados sensíveis

Entre as informações a serem coletadas estão ciclo menstrual, frequência cardíaca, alimentação e mais (Imagem: Divulgação/Samsung)

Para além da sensibilidade dos dados que serão lidos pela inteligência artificial com a autorização, chama atenção o fato de ser uma exigência para que o dono de celulares e relógios da Samsung continue usando recursos básicos. De acordo com a notificação de consentimento compartilhada pela Samsung, serão compartilhadas no treinamento de IA:

Dados de saúde e bem-estar, como medidas, alimentação, sono e mais;

Medicamentos utilizados;

Registros clínicos, como resultados de exames, tratamentos e mais;

Ciclos menstruais e frequência cardíaca.

Ainda não há informações sobre como esses dados serão utilizados de fato, tampouco de se a empresa pode associar os dados a usuários específicos.

Treinamento pode ter a ver com novo recurso

Uma das novidades anunciadas em junho durante o anúncio de uma grande atualização no app Health foi a introdução de insights, com recomendações de treinos, identificação de possíveis problemas no seu sono, entre outros exemplos. Dessa forma, é possível que os dados levantados sejam base para essa nova função, prevista para o próximo Galaxy Watch 9 que pode ser anunciado no próximo Unpacked da Samsung, no dia 22 de julho.
Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA
Fonte: Tecnoblog

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Remix de Vídeo permite adicionar efeitos e estilos pré-definidos em vídeos curtos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Resumo

O Google Fotos lançou uma nova ferramenta de edição de vídeos com IA, chamada Remix de Vídeo, que permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
A ferramenta usa o modelo Gemini Omni e está disponível para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.
O Remix de Vídeo permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app, com limitações como vídeos de até 60 segundos e necessidade de backup concluído no Google Fotos.

O Google Fotos ganhou uma nova ferramenta de edição de vídeos com inteligência artificial. Anunciado nesta quarta-feira (08/07), o Remix de Vídeo permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.

O recurso usa o modelo Gemini Omni e já começou a ser liberado para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.

A nova funcionalidade faz parte de uma estratégia maior do Google Fotos sobre a integração com IA, adicionado possibilidades de edições de vídeo bastante comuns em outras ferramentas, como o CapCut. Ela permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app.

Entretanto, a novidade possui algumas limitações:

O Remix de Vídeo só funciona com vídeos de até 60 segundos e o usuário precisa selecionar um trecho de 1 a 10 segundos para a edição

Os arquivos precisam estar salvos no Google Fotos com backup concluído

É necessário estar conectado à internet, já que o processamento ocorre em nuvem

Contas corporativas do Google Workspace e escolares não receberão a ferramenta

Como usar o Remix de Vídeo

Vídeos podem ser reestilizados diretamente no Google Fotos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A edição dos vídeos é fácil. O Remix de Vídeo aparece na aba Criar do Google Fotos, onde a empresa reúne as ferramentas de edição com IA. A partir daí:

O usuário escolhe um template

Seleciona um vídeo com backup no Google Fotos

Define o trecho que será transformado

Há três tipos principais de edição. A opção Reimagine troca o fundo do vídeo por cenários gerados por IA, como uma praia ao pôr do sol ou uma cafeteria. Já os filtros ajustam a iluminação da cena, simulando efeitos como “hora de ouro” ou brilho suave.

Também há estilos artísticos para mudar completamente a aparência do clipe. O Google inclui opções inspiradas em pintura a óleo, aquarela, anime e traços de caderno de rascunho. Importante notar que aqui não é possível enviar novos prompts, para isso, é possível utilizar a opção “Criar vídeo” diretamente no app do Gemini.

A ferramenta aceita vídeos em 9:16 ou 16:9. Gravações em outros formatos podem ser centralizadas e cortadas automaticamente pelo aplicativo. Vale lembrar que todo conteúdo gerado ou editado pela ferramenta do Google recebe uma marca d’água digital, o SynthID.

O que é Gemini Omni?

Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

O Gemini Omni é uma família de modelos de IA generativa do Google voltada à criação e edição de vídeos, desenvolvido para combinar diferentes tipos de entrada — como texto, imagem, áudio e vídeo — e gerar novos clipes a partir dessas referências.

O modelo foi pensado para entender o contexto da cena e permitir edições por comandos mais naturais, como trocar o fundo, mudar o estilo visual ou animar uma foto.

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA
Fonte: Tecnoblog

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Muse Image estará disponível na Meta AI (imagem: divulgação)

Resumo

A Meta lançou o Muse Image, um modelo de IA para gerar imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab.
O Muse Image será usado na Meta AI, WhatsApp e Instagram para gerar imagens e aplicar efeitos, e também estará disponível para anunciantes como parte do serviço Advantage Plus.
A ferramenta permite incorporar fotos de contas públicas do Instagram e ajustar elementos, mudar estilos e criar variações de alta qualidade.

A Meta anunciou, nesta terça-feira (07/07), o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Image. Ele deverá ser o responsável por gerar imagens na Meta AI, bem como executar algumas tarefas no WhatsApp e no Instagram.

Essa é a primeira tecnologia do tipo desenvolvida pelo Meta Superintelligence Lab, braço da gigante das redes sociais dedicado à inteligência artificial e chefiado por Alexandr Wang. Em abril, a divisão fez sua estreia com o Muse Spark, de geração de texto.

O que o Muse Image é capaz de fazer?

Segundo a Meta, o Muse Image fica à frente do Nano Banana 2, do Google, em diversos benchmarks, ficando atrás apenas do gerador de imagens do ChatGPT, o GPT Image 2.

O novo modelo estará disponível via Meta AI para geração de imagens. Antes, a empresa contava com o Midjourney para essa tarefa. No WhatsApp e no Instagram, ele também poderá ser usado para aplicar mais de 30 efeitos.

Efeitos para imagens no WhatsApp também vão usar o Muse Image (imagem: divulgação)

Na Meta AI, usuários poderão incorporar fotos de contas públicas do Instagram às suas criações, marcando os perfis donos das imagens usadas. Vale ter atenção a isso: o recurso vem ativado por padrão. Se você tem uma conta sem cadeado e não gostaria de ver suas fotos editadas por outras pessoas, é bom entrar nas configurações e desativar esse uso.

Facebook e Messenger ganharão acesso ao Muse Image futuramente. A Meta também prepara um modelo de vídeo chamado Muse Video, ainda sem previsão de lançamento.

Ferramenta estará disponível em pacote para anunciantes

A Meta não quer que o Muse Image seja apenas um recurso para redes sociais. A empresa também aposta no modelo como uma ferramenta para anunciantes. Ele estará no serviço Advantage Plus, serviço da companhia voltado ao mercado publicitário, que deve chegar nas próximas semanas.

“O Muse Image traz raciocínio nativo ao processo criativo para ajustar elementos, mudar estilos e criar variações com base no material original, chegando em menos iterações a versões de alta qualidade e alinhadas com a marca”, diz a Meta em um texto dedicado aos anunciantes.

Com informações do Axios e da CNBC.
Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens
Fonte: Tecnoblog

Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas

Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas

JadePuffer levou 31 segundos para consertar uma tentativa errada de login (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O ataque de ransomware JadePuffer, descoberto pela empresa de cibersegurança Sysdig, utiliza um agente de inteligência artificial para se adaptar a sistemas e superar falhas durante a invasão.
O agente de IA do JadePuffer aproveita uma vulnerabilidade na ferramenta Langflow, identificada como CVE-2025-3248, para executar código Python remotamente, roubar credenciais e coletar informações protegidas.
O diferencial do JadePuffer é sua capacidade de aprender com falhas e gerar correções rapidamente, como uma correção para uma tentativa sem sucesso de login em apenas 31 segundos, combinando técnicas comuns em uma operação de ransomware completa.

Pesquisadores da empresa de cibersegurança Sysdig descobriram o que consideram ser o primeiro ataque de ransomware a usar um agente de inteligência artificial durante sua ação.

De acordo com os especialistas, a operação, conhecida como JadePuffer, recorre à IA para se adaptar às falhas ocorridas durante a invasão, de maneira similar ao que um humano faria para lidar com obstáculos. O agente é capaz de reconhecer alvos, roubar credenciais, mover-se lateralmente, estabelecer persistência, escalar privilégios e criptografar dados.

Como o JadePuffer opera?

Ataque usa payloads capazes de gerar códigos de forma dinâmica (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O JadePuffer se aproveita de uma vulnerabilidade na ferramenta Langflow, usada para criar agentes de inteligência artificial. A falha em questão é identificada pelo código CVE-2025-3248 e já foi corrigida, mas os sistemas precisam estar com as atualizações em dia para se proteger.

A brecha de segurança permite que atacantes executem código Python de forma remota. O agente de IA, então, busca e coleta informações protegidas, como chaves API de provedores de IA, carteiras de criptomoedas e credenciais de bases de dados. Ele é capaz de se adaptar conforme o formato dos dados obtidos, como XML ou JSON, por exemplo.

Em outro passo, ele usa o servidor do Langflow para manter persistência e rodar novamente a cada 30 minutos. No caso estudado pela Sysdig, o agente se conectou a um servidor MySQL e um serviço de configurações da Alibaba para aplicativos na nuvem, o Alibaba Nacos, usando credenciais roubadas de uma fonte indefinida.

Assim, ele foi capaz de criptografar 1.342 itens, além de criar um pedido de resgate com endereço de pagamento em Bitcoin e um contato no Proton Mail.

O que o JadePuffer tem de diferente?

Os especialistas afirmam que o ataque não usa técnicas especialmente sofisticadas ou únicas. Seu diferencial é usar um modelo de linguagem em larga escala para combinar essas técnicas em uma operação de ransomware completa.

Em seu blog, a Sysdig explica que os payloads do JadePuffer contêm “raciocínio com linguagem natural, priorização de alvos e anotações detalhadas que operadores humanos geralmente não escrevem, mas que códigos gerados por LLM produzem”.

Além disso, a operação é capaz de se adaptar em tempo real. Isso significa que, quando algum passo falha, ela tenta novamente, com parâmetros refinados. Assim, no caso estudado pelos pesquisadores, o agente conseguiu gerar em 31 segundos uma correção para uma tentativa sem sucesso de login.

Com informações do Register e do Bleeping Computer
Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas

Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas
Fonte: Tecnoblog

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Microsoft Teams terá novos controles de privacidade (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft vai adicionar no Teams um botão para desligar a IA, permitindo que usuários bloqueiem o Copilot, resumos e anotações automáticas.
A mudança atende às críticas sobre automação forçada e preocupações com a privacidade.
A atualização deve ser liberada este mês para Windows, macOS, web e celulares.

A Microsoft vai permitir que os usuários desliguem recursos de inteligência artificial durante as videochamadas no Teams. A atualização torna opcional o uso de ferramentas de IA e deve começar a ser liberada neste mês para Windows, macOS, web e celulares.

A mudança é uma resposta às críticas que a companhia recebeu sobre automação forçada e preocupações com a privacidade no ambiente corporativo. A integração vinha gerando desconforto entre alguns usuários, que consideravam os assistentes virtuais invasivos e desnecessários em muitas reuniões.

O que muda no Teams?

Novo painel permite gerenciar ou desligar os recursos de IA (imagem: reprodução/Windows Latest)

O mensageiro ganhará um painel dedicado chamado Meeting AI. Na prática, os organizadores das reuniões poderão desativar a inteligência artificial por completo ou desligar funções específicas, como o Copilot, o Resumo Inteligente (Recap) e o Facilitador, ferramenta focada em gerar anotações automáticas.

Ao desligar a chave manualmente, o sistema deve parar de gerar notas e respostas na mesma hora. A Microsoft garante que a alteração se aplica apenas à chamada em andamento, mantendo o histórico de reuniões anteriores intacto.

A empresa explica que o novo recurso respeita as normas de TI de cada empresa. Ou seja, um administrador da rede pode bloquear a IA globalmente. Nesse caso, as opções de controle sequer aparecerão para os funcionários.

Teams mais leve

De acordo com o Windows Latest, a Microsoft também testará alguns recursos autônomos, além de entregar mais opções de privacidade. Uma nova versão do Facilitador será capaz de “ouvir” a reunião e enviar mensagens no chat por conta própria. Se o bot identificar que os participantes estão com dúvidas na conversa, a IA fará uma pesquisa no Bing e publicará a resposta sozinha. Por envolver um nível maior de automação e possíveis impactos à privacidade, a função virá desativada por padrão.

O Teams também deve receber uma interface de chamadas simplificada para evitar compartilhamentos de tela acidentais e um novo “Modo de Eficiência”, focado em reduzir o consumo de memória RAM e otimizar o desempenho da plataforma em computadores mais básicos.
Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams
Fonte: Tecnoblog

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, expressou insatisfação com o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial, afirmando que não está ocorrendo tão rápido quanto esperado.
A reestruturação da Meta, que incluiu o encerramento de cerca de 8 mil postos de trabalho e a realocação de 7 mil funcionários para cargos ligados à IA, não deu os frutos esperados, segundo o executivo.
O CEO espera benefícios mais significativos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

Em uma reunião com todos os funcionários, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, disse que o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial não tem sido tão rápido quanto ele esperava.

A declaração consta em uma gravação obtida pela agência Reuters. Para o executivo, a demora tem relação com a reestruturação da companhia, que também não o agradou por não ter sido “limpa” o suficiente.

Qual foi o problema com os agentes de IA da Meta?

Meta quer se manter competitiva na era da IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No encontro, Zuckerberg disse que a “trajetória do desenvolvimento de agentes nos últimos quatro meses não acelerou” da maneira como as lideranças esperavam.

O CEO contou que, durante conversas realizadas entre janeiro e fevereiro, os executivos estavam otimistas com ferramentas como o Claude Code e previram que isso se traduziria em um progresso mais rápido nos próprios produtos da Meta. Só que isso não aconteceu.

Zuckerberg também disse aos empregados que espera benefícios mais significativos vindos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

O que deu errado na reestruturação da empresa?

As conversas realizadas entre janeiro e fevereiro tinham como objetivo reestruturar a Meta a uma nova realidade no mercado de tecnologia. Zuckerberg relatou que havia medo de que a companhia não estivesse se mexendo no ritmo necessário para se adaptar.

A reestruturação aconteceu em maio, com cerca de 8 mil postos de trabalho encerrados e cerca de 7 mil funcionários realocados para cargos ligados ao desenvolvimento de IA.

O processo, porém, não foi tão “limpo” quanto poderia ter sido. Zuckerberg considera que os executivos cometeram erros ao escolher o momento das mudanças, sem entrar em detalhes sobre quais teriam sido esses equívocos. Ele afirma que, por isso, a aposta na reestruturação ainda não deu frutos.
Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta
Fonte: Tecnoblog

Prime Day 2026: Smart TV LG OLED de 120 Hz sai 33% mais barata em até 12x

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Fonte: Tecnoblog