Category: Inteligência Artificial (IA)

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Remix de Vídeo permite adicionar efeitos e estilos pré-definidos em vídeos curtos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Resumo

O Google Fotos lançou uma nova ferramenta de edição de vídeos com IA, chamada Remix de Vídeo, que permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
A ferramenta usa o modelo Gemini Omni e está disponível para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.
O Remix de Vídeo permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app, com limitações como vídeos de até 60 segundos e necessidade de backup concluído no Google Fotos.

O Google Fotos ganhou uma nova ferramenta de edição de vídeos com inteligência artificial. Anunciado nesta quarta-feira (08/07), o Remix de Vídeo permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.

O recurso usa o modelo Gemini Omni e já começou a ser liberado para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.

A nova funcionalidade faz parte de uma estratégia maior do Google Fotos sobre a integração com IA, adicionado possibilidades de edições de vídeo bastante comuns em outras ferramentas, como o CapCut. Ela permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app.

Entretanto, a novidade possui algumas limitações:

O Remix de Vídeo só funciona com vídeos de até 60 segundos e o usuário precisa selecionar um trecho de 1 a 10 segundos para a edição

Os arquivos precisam estar salvos no Google Fotos com backup concluído

É necessário estar conectado à internet, já que o processamento ocorre em nuvem

Contas corporativas do Google Workspace e escolares não receberão a ferramenta

Como usar o Remix de Vídeo

Vídeos podem ser reestilizados diretamente no Google Fotos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A edição dos vídeos é fácil. O Remix de Vídeo aparece na aba Criar do Google Fotos, onde a empresa reúne as ferramentas de edição com IA. A partir daí:

O usuário escolhe um template

Seleciona um vídeo com backup no Google Fotos

Define o trecho que será transformado

Há três tipos principais de edição. A opção Reimagine troca o fundo do vídeo por cenários gerados por IA, como uma praia ao pôr do sol ou uma cafeteria. Já os filtros ajustam a iluminação da cena, simulando efeitos como “hora de ouro” ou brilho suave.

Também há estilos artísticos para mudar completamente a aparência do clipe. O Google inclui opções inspiradas em pintura a óleo, aquarela, anime e traços de caderno de rascunho. Importante notar que aqui não é possível enviar novos prompts, para isso, é possível utilizar a opção “Criar vídeo” diretamente no app do Gemini.

A ferramenta aceita vídeos em 9:16 ou 16:9. Gravações em outros formatos podem ser centralizadas e cortadas automaticamente pelo aplicativo. Vale lembrar que todo conteúdo gerado ou editado pela ferramenta do Google recebe uma marca d’água digital, o SynthID.

O que é Gemini Omni?

Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

O Gemini Omni é uma família de modelos de IA generativa do Google voltada à criação e edição de vídeos, desenvolvido para combinar diferentes tipos de entrada — como texto, imagem, áudio e vídeo — e gerar novos clipes a partir dessas referências.

O modelo foi pensado para entender o contexto da cena e permitir edições por comandos mais naturais, como trocar o fundo, mudar o estilo visual ou animar uma foto.

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA
Fonte: Tecnoblog

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Muse Image estará disponível na Meta AI (imagem: divulgação)

Resumo

A Meta lançou o Muse Image, um modelo de IA para gerar imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab.
O Muse Image será usado na Meta AI, WhatsApp e Instagram para gerar imagens e aplicar efeitos, e também estará disponível para anunciantes como parte do serviço Advantage Plus.
A ferramenta permite incorporar fotos de contas públicas do Instagram e ajustar elementos, mudar estilos e criar variações de alta qualidade.

A Meta anunciou, nesta terça-feira (07/07), o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Image. Ele deverá ser o responsável por gerar imagens na Meta AI, bem como executar algumas tarefas no WhatsApp e no Instagram.

Essa é a primeira tecnologia do tipo desenvolvida pelo Meta Superintelligence Lab, braço da gigante das redes sociais dedicado à inteligência artificial e chefiado por Alexandr Wang. Em abril, a divisão fez sua estreia com o Muse Spark, de geração de texto.

O que o Muse Image é capaz de fazer?

Segundo a Meta, o Muse Image fica à frente do Nano Banana 2, do Google, em diversos benchmarks, ficando atrás apenas do gerador de imagens do ChatGPT, o GPT Image 2.

O novo modelo estará disponível via Meta AI para geração de imagens. Antes, a empresa contava com o Midjourney para essa tarefa. No WhatsApp e no Instagram, ele também poderá ser usado para aplicar mais de 30 efeitos.

Efeitos para imagens no WhatsApp também vão usar o Muse Image (imagem: divulgação)

Na Meta AI, usuários poderão incorporar fotos de contas públicas do Instagram às suas criações, marcando os perfis donos das imagens usadas. Vale ter atenção a isso: o recurso vem ativado por padrão. Se você tem uma conta sem cadeado e não gostaria de ver suas fotos editadas por outras pessoas, é bom entrar nas configurações e desativar esse uso.

Facebook e Messenger ganharão acesso ao Muse Image futuramente. A Meta também prepara um modelo de vídeo chamado Muse Video, ainda sem previsão de lançamento.

Ferramenta estará disponível em pacote para anunciantes

A Meta não quer que o Muse Image seja apenas um recurso para redes sociais. A empresa também aposta no modelo como uma ferramenta para anunciantes. Ele estará no serviço Advantage Plus, serviço da companhia voltado ao mercado publicitário, que deve chegar nas próximas semanas.

“O Muse Image traz raciocínio nativo ao processo criativo para ajustar elementos, mudar estilos e criar variações com base no material original, chegando em menos iterações a versões de alta qualidade e alinhadas com a marca”, diz a Meta em um texto dedicado aos anunciantes.

Com informações do Axios e da CNBC.
Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens
Fonte: Tecnoblog

Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas

Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas

JadePuffer levou 31 segundos para consertar uma tentativa errada de login (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O ataque de ransomware JadePuffer, descoberto pela empresa de cibersegurança Sysdig, utiliza um agente de inteligência artificial para se adaptar a sistemas e superar falhas durante a invasão.
O agente de IA do JadePuffer aproveita uma vulnerabilidade na ferramenta Langflow, identificada como CVE-2025-3248, para executar código Python remotamente, roubar credenciais e coletar informações protegidas.
O diferencial do JadePuffer é sua capacidade de aprender com falhas e gerar correções rapidamente, como uma correção para uma tentativa sem sucesso de login em apenas 31 segundos, combinando técnicas comuns em uma operação de ransomware completa.

Pesquisadores da empresa de cibersegurança Sysdig descobriram o que consideram ser o primeiro ataque de ransomware a usar um agente de inteligência artificial durante sua ação.

De acordo com os especialistas, a operação, conhecida como JadePuffer, recorre à IA para se adaptar às falhas ocorridas durante a invasão, de maneira similar ao que um humano faria para lidar com obstáculos. O agente é capaz de reconhecer alvos, roubar credenciais, mover-se lateralmente, estabelecer persistência, escalar privilégios e criptografar dados.

Como o JadePuffer opera?

Ataque usa payloads capazes de gerar códigos de forma dinâmica (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O JadePuffer se aproveita de uma vulnerabilidade na ferramenta Langflow, usada para criar agentes de inteligência artificial. A falha em questão é identificada pelo código CVE-2025-3248 e já foi corrigida, mas os sistemas precisam estar com as atualizações em dia para se proteger.

A brecha de segurança permite que atacantes executem código Python de forma remota. O agente de IA, então, busca e coleta informações protegidas, como chaves API de provedores de IA, carteiras de criptomoedas e credenciais de bases de dados. Ele é capaz de se adaptar conforme o formato dos dados obtidos, como XML ou JSON, por exemplo.

Em outro passo, ele usa o servidor do Langflow para manter persistência e rodar novamente a cada 30 minutos. No caso estudado pela Sysdig, o agente se conectou a um servidor MySQL e um serviço de configurações da Alibaba para aplicativos na nuvem, o Alibaba Nacos, usando credenciais roubadas de uma fonte indefinida.

Assim, ele foi capaz de criptografar 1.342 itens, além de criar um pedido de resgate com endereço de pagamento em Bitcoin e um contato no Proton Mail.

O que o JadePuffer tem de diferente?

Os especialistas afirmam que o ataque não usa técnicas especialmente sofisticadas ou únicas. Seu diferencial é usar um modelo de linguagem em larga escala para combinar essas técnicas em uma operação de ransomware completa.

Em seu blog, a Sysdig explica que os payloads do JadePuffer contêm “raciocínio com linguagem natural, priorização de alvos e anotações detalhadas que operadores humanos geralmente não escrevem, mas que códigos gerados por LLM produzem”.

Além disso, a operação é capaz de se adaptar em tempo real. Isso significa que, quando algum passo falha, ela tenta novamente, com parâmetros refinados. Assim, no caso estudado pelos pesquisadores, o agente conseguiu gerar em 31 segundos uma correção para uma tentativa sem sucesso de login.

Com informações do Register e do Bleeping Computer
Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas

Ataque de ransomware usa agente de IA para se adaptar a sistemas
Fonte: Tecnoblog

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Microsoft Teams terá novos controles de privacidade (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft vai adicionar no Teams um botão para desligar a IA, permitindo que usuários bloqueiem o Copilot, resumos e anotações automáticas.
A mudança atende às críticas sobre automação forçada e preocupações com a privacidade.
A atualização deve ser liberada este mês para Windows, macOS, web e celulares.

A Microsoft vai permitir que os usuários desliguem recursos de inteligência artificial durante as videochamadas no Teams. A atualização torna opcional o uso de ferramentas de IA e deve começar a ser liberada neste mês para Windows, macOS, web e celulares.

A mudança é uma resposta às críticas que a companhia recebeu sobre automação forçada e preocupações com a privacidade no ambiente corporativo. A integração vinha gerando desconforto entre alguns usuários, que consideravam os assistentes virtuais invasivos e desnecessários em muitas reuniões.

O que muda no Teams?

Novo painel permite gerenciar ou desligar os recursos de IA (imagem: reprodução/Windows Latest)

O mensageiro ganhará um painel dedicado chamado Meeting AI. Na prática, os organizadores das reuniões poderão desativar a inteligência artificial por completo ou desligar funções específicas, como o Copilot, o Resumo Inteligente (Recap) e o Facilitador, ferramenta focada em gerar anotações automáticas.

Ao desligar a chave manualmente, o sistema deve parar de gerar notas e respostas na mesma hora. A Microsoft garante que a alteração se aplica apenas à chamada em andamento, mantendo o histórico de reuniões anteriores intacto.

A empresa explica que o novo recurso respeita as normas de TI de cada empresa. Ou seja, um administrador da rede pode bloquear a IA globalmente. Nesse caso, as opções de controle sequer aparecerão para os funcionários.

Teams mais leve

De acordo com o Windows Latest, a Microsoft também testará alguns recursos autônomos, além de entregar mais opções de privacidade. Uma nova versão do Facilitador será capaz de “ouvir” a reunião e enviar mensagens no chat por conta própria. Se o bot identificar que os participantes estão com dúvidas na conversa, a IA fará uma pesquisa no Bing e publicará a resposta sozinha. Por envolver um nível maior de automação e possíveis impactos à privacidade, a função virá desativada por padrão.

O Teams também deve receber uma interface de chamadas simplificada para evitar compartilhamentos de tela acidentais e um novo “Modo de Eficiência”, focado em reduzir o consumo de memória RAM e otimizar o desempenho da plataforma em computadores mais básicos.
Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams
Fonte: Tecnoblog

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, expressou insatisfação com o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial, afirmando que não está ocorrendo tão rápido quanto esperado.
A reestruturação da Meta, que incluiu o encerramento de cerca de 8 mil postos de trabalho e a realocação de 7 mil funcionários para cargos ligados à IA, não deu os frutos esperados, segundo o executivo.
O CEO espera benefícios mais significativos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

Em uma reunião com todos os funcionários, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, disse que o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial não tem sido tão rápido quanto ele esperava.

A declaração consta em uma gravação obtida pela agência Reuters. Para o executivo, a demora tem relação com a reestruturação da companhia, que também não o agradou por não ter sido “limpa” o suficiente.

Qual foi o problema com os agentes de IA da Meta?

Meta quer se manter competitiva na era da IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No encontro, Zuckerberg disse que a “trajetória do desenvolvimento de agentes nos últimos quatro meses não acelerou” da maneira como as lideranças esperavam.

O CEO contou que, durante conversas realizadas entre janeiro e fevereiro, os executivos estavam otimistas com ferramentas como o Claude Code e previram que isso se traduziria em um progresso mais rápido nos próprios produtos da Meta. Só que isso não aconteceu.

Zuckerberg também disse aos empregados que espera benefícios mais significativos vindos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

O que deu errado na reestruturação da empresa?

As conversas realizadas entre janeiro e fevereiro tinham como objetivo reestruturar a Meta a uma nova realidade no mercado de tecnologia. Zuckerberg relatou que havia medo de que a companhia não estivesse se mexendo no ritmo necessário para se adaptar.

A reestruturação aconteceu em maio, com cerca de 8 mil postos de trabalho encerrados e cerca de 7 mil funcionários realocados para cargos ligados ao desenvolvimento de IA.

O processo, porém, não foi tão “limpo” quanto poderia ter sido. Zuckerberg considera que os executivos cometeram erros ao escolher o momento das mudanças, sem entrar em detalhes sobre quais teriam sido esses equívocos. Ele afirma que, por isso, a aposta na reestruturação ainda não deu frutos.
Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta
Fonte: Tecnoblog

Prime Day 2026: Smart TV LG OLED de 120 Hz sai 33% mais barata em até 12x

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O modelo OLED55B5PSA é considerado uma porta de entrada para TVs com essa tecnologia do painel e se destaca pelo excelente custo-benefício.

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LG OLED B5 entrega tela de 120 Hz e sistema webOS 25

Smart TV LG OLED B5 4K (imagem: Divulgação/LG)

Equipada com o processador α8 AI Gen2, a TV otimiza por meio do recuso upscaling imagens de baixa resolução para o 4K de forma inteligente. A tecnologia 4K OLED do painel reproduz pretos puros e contraste infinito por meio de pixels autoemissores de luz, algo que as TVs LED não entregam. Além disso, o suporte ao formato Dolby Vision e a função Filmmaker Mode, proporcionam uma experiência visual de alta realidade.

O modelo OLED55B5PSA possui taxa de atualização nativa de 120 Hz, o que vai agradar principalmente ao gamers. Ainda por cima, a compatibilidade de G-Sync e FreeSync aliada a portas HDMI que suportam VRR e ALLM, a jogabilidade fica extremamente fluida e sem quebras de quadros.

O sistema webOS 25 integrado oferece acesso aos principais aplicativos de streaming como Netflix, YouTube, Twitch e outras plataformas. Outras funções disponíveis que certamente melhoram a experiência de uso no dia a dia são a compatibilidade com o Google Cast, Apple Airplay, Multi View para assistir conteúdos simultâneos e um chatbot para interação.

webOS é considerado um dos principais sistemas operacionais de smart TVs do mundo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A smart TV conta com um sistema de som no formato Dolby Atmos e saída de áudio de 20 W, que para ambientes abertos vai ficar melhor acompanhada por uma soundbar. No mais, são quatro portas HDMI disponíveis, Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3 em conectividade.

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Fonte: Tecnoblog

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

Engine vem sofrendo com AI Slop (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A plataforma de desenvolvimento de jogos Godot vai proibir o uso de códigos gerados com inteligência artificial.
A Godot, utilizada em games como Slay the Spire 2 e The Case of the Golden Idol, identificou grande quantidade de Pull Requests mecânicos e de baixa qualidade.
A empresa exige que códigos sejam feitos por humanos para garantir responsabilidade e conhecimento dos contribuintes.

A engine de games Godot, utilizada em títulos como Slay the Spire 2 e The Case of the Golden Idol, vai proibir o uso de IA na programação, exigindo que os códigos utilizados sejam feitos por humanos. A mudança na política está relacionada a uma grande quantidade de pull requests (PRs) mecânicos e de baixa qualidade, o que configura como AI Slop – quando há uma grande quantidade de conteúdos rasos criados com IA generativa.

Essa tecnologia é oferecida em código aberto, e esses PRs são sugeridos pela comunidade para ajustes ou até para complementar o código-base, sendo uma parte importante do funcionamento da plataforma. Segundo a Godot, a análise dessas solicitações leva tempo, e muitas delas são elaboradas sem a profundidade necessária.

Para dar conta da situação, a empresa anunciou que todas as contribuições à engine devem ser feitas por humanos. A ideia é que as pessoas se responsabilizem pelos códigos submetidos, e que tenham conhecimento para fazer correções, caso necessário.

Slay the Spire 2 está entre os títulos baseados em Godot (imagem: divulgação)

Qual o impacto negativo da inteligência artificial nos jogos?

O caso da Godot envolve o uso exagerado de IA nas sugestões de ajustes para o código-base, um avanço significativo do problema que pode prejudicar a qualidade dos jogos construídos em torno da plataforma, além de atrapalhar o próprio trabalho dos revisores. Ainda assim, muitos jogos já publicados na Internet contam com inteligência artificial em algum nível.

No Steam, por exemplo, o número desses games subiu quase 700% de 2024 para 2025, como noticiou o site Tom’s Hardware. Inclusive, um a cada cinco títulos publicados na plataforma no ano passado teriam utilizado IA na produção.

Ao que parece, o público tem um menor interesse em games feitos com IA. Uma análise feita no ano passado identificou uma relação direta entre jogos desenvolvidos dessa forma e menor número de vendas e reviews no Steam. Na Pesquisa Game Brasil deste ano, por exemplo, quase 50% dos entrevistados alegou preocupação com o tema, ainda que 40% admitissem que, dependendo do título, não deixariam de comprar.

AI Slop preocupa toda a Internet

O termo AI Slop é utilizado para identificar esse uso massivo de IA que vem sendo observado nos diferentes ambientes online. Um estudo publicado pelo Imperial College of London, por exemplo, mostra que aproximadamente 35% dos conteúdos presentes na internet já são criados com inteligência artificial em algum nível, enquanto mais de 17% são inteiramente feitos com IA.

YouTube baniu canais com vídeos feitos inteiramente por IA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Assim, muitas empresas têm buscado soluções para evitar o tal do AI Slop. Em maio deste ano, o LinkedIn anunciou novas regras de distribuição de seus posts para encorajar conteúdos mais aprofundados e que fujam de textos rasos feitos com IA generativa. O Tinder foi outra empresa a trazer novidades para resolver a situação e anunciou o polêmico reconhecimento de íris via World ID em parceria com a Tools for Humanity, de Sam Altman. 

Já o YouTube baniu alguns canais em janeiro após identificar vídeos feitos inteiramente por IA. Ainda em dezembro de 2025, uma pesquisa apontou que 20% dos conteúdos recomendados pela plataforma de vídeos eram considerados “lixo de IA”, justamente o que compõe o AI Slop.
AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação
Fonte: Tecnoblog

OpenAI anuncia novo hardware para programação

OpenAI anuncia novo hardware para programação

Dispositivo promete facilitar a vida dos desenvolvedores (imagem: reprodução/OpenAi)

Resumo

OpenAI e Work Louder revelaram um novo hardware para programação.
Produto será lançado em 15 de julho e será dedicado ao Codex, modelo de linguagem para programação.
O dispositivo deve otimizar o fluxo de trabalho de desenvolvedores com comandos nativos da IA.

A OpenAI anunciou nesta segunda-feira (29/06) que está desenvolvendo um novo dispositivo dedicado ao Codex, seu modelo de linguagem voltado para programação. Em um breve teaser publicado no X, a empresa revelou uma parceria com a fabricante Work Louder para criar um hardware voltado a desenvolvedores.

Ainda não há muitos detalhes sobre ele, mas é esperado que seja um acessório para otimizar o fluxo de trabalho de quem escreve código diariamente. Todos os detalhes técnicos serão revelados no lançamento oficial, marcado para o dia 15 de julho.

Your favorite Codex shortcuts are getting an upgrade.July 15th. pic.twitter.com/xZ1ydZyt94— OpenAI Developers (@OpenAIDevs) June 29, 2026

Hardware pode reaproveitar design já conhecido

A Work Louder é uma fabricante que já possui bastante experiência no nicho de periféricos e teclados mecânicos modulares. O vídeo exibido pela OpenAI mostra a silhueta de um dispositivo quadrado bem parecido com o Creator Micro 2, um modelo popular no portfólio da marca.

O produto original vem equipado com 13 botões mecânicos, um sensor de toque integrado e um pequeno direcional analógico. A expectativa é que o hardware licenciado pela OpenAI aproveite essa mesma carcaça, mas substitua os atalhos por comandos nativos do ecossistema do Codex.

Creator Micro 2, da Work Louder, pode servir de base para o novo periférico (imagem: reprodução)

Como o dispositivo ajuda na programação?

A grande vantagem é evitar que o programador tenha que navegar por menus suspensos, decorar combinações de teclas ou fazer muitos cliques com o mouse. Ter um macropad físico na mesa resolve esse problema com botões dedicados que acionam comandos rotineiros.

Até o momento, informações como o preço oficial e a listagem de sistemas e plataformas de software suportados não foram divulgadas pelas companhias envolvidas. Os interessados na novidade precisarão aguardar até o lançamento para conhecerem a versão final do hardware.

Vale mencionar que, até então, o produto de nicho não possui qualquer relação com o misterioso dispositivo focado em IA que a OpenAI está desenvolvendo em parceria com Jony Ive, ex-designer chefe da Apple.
OpenAI anuncia novo hardware para programação

OpenAI anuncia novo hardware para programação
Fonte: Tecnoblog

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)

Resumo

Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.

Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.

Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.
Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA
Fonte: Tecnoblog

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

Justiça da Paraíba define multa de R$ 32,8 mil por uso de “prompts ocultos” (imagem: divulgação/TJPB)

Resumo

Advogado é multado em R$ 32,8 mil por usar comandos ocultos em petição.
O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, identificou os comandos que tentavam influenciar sistemas de IA utilizados pelo judiciário.
O caso foi classificado como uma ação fraudulenta e encaminhado à OAB e ao Ministério Público da Paraíba.

Um caso envolvendo inteligência artificial e direito terminou em multa de R$ 32,8 mil na Paraíba. O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, definiu o valor após identificar “comandos ocultos” em um recurso que pedia o embargo de uma decisão judicial. O nome do advogado que assinou a petição não foi revelado.

A estratégia foi chamada pelo juiz de prompt injection, ou seja, o uso de comandos velados para influenciar ferramentas de IA que auxiliam a análise de documentos jurídicos. A sentença dá conta de trechos como “ignore a imparcialidade” e a observação de que se tratava de um “teste para saber se o juiz utiliza apenas IA nas decisões”. O caso foi classificado como uma ação fraudulenta.

Segundo o site do Tribunal de Justiça da Paraíba, duas multas foram aplicadas – ambas no valor de R$ 16,4 mil, sendo uma por má-fé e outra por submeter a Justiça a “embaraços indevidos”. Além do valor a ser pago, o caso segue para OAB e Ministério Público da Paraíba, que vão apurar possíveis infração disciplinar e crime de fraude processual, respectivamente.

Inteligência artificial e o direito brasileiro

O uso de IA no direito brasileiro não é algo recente, e alguns sistemas automatizados já estão presentes desde a década de 1980. Com a evolução das tecnologias utilizadas em softwares jurídicos, a presença da inteligência artificial generativa aconteceu de forma natural.

A Resolução do Conselho Nacional de Justiça Nº 615, de março de 2025, por exemplo, regulamenta o uso das ferramentas de IA no direito, citando a necessidade de transparência e a “centralidade da pessoa humana”.

CNJ publicou resolução em 2025 para regulamentar o uso de ferramentas de IA no direito (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O caso na Justiça da Paraíba chama atenção pela estratégia de ocultar prompts em meio ao recurso, em trechos presentes em cerca de sete páginas. A petição solicitava, em bom juridiquês, “embargos de declaração” após um mandado de segurança ter sido negado pelo TJPB. O processo foi aberto por um candidato recém-aprovado em concurso para professor de Educação Básica I do município paraibano de Sousa.

Afinal, a decisão é sobre o uso de IA em si?

Basicamente, a multa aplicada ao advogado não tem a ver com o uso de IA, mas sim com a tentativa de burlar as ferramentas do judiciário. Tanto que o juiz responsável citou o artigo 5º do Código de Processo Civil, que prevê a “boa-fé que deve orientar a conduta de todos os participantes do processo”, o que não foi respeitado com os comandos inseridos de forma oculta e identificados na revisão, ou seja, o chamado prompt injection.

O advogado especialista em direito digital Marcelo Fonseca nos explica que a prática é um “problema de ética profissional e responsabilidade institucional”. “No prompt injection, eu coloco um comando em letra invisível para alterar o mecanismo da IA. E o juiz usou um mecanismo para descobrir o prompt injection. Então, de um lado, o juiz também está errado, porque, para ele usar isso, tem que estar de acordo com o CNJ. Então estão os dois errados”, afirmou.

Ele frisou ainda a importância de ir além das recomendações de boas práticas no uso da tecnologia, para tratar situações do tipo como “risco de governança”, citando a própria resolução 615 da CNJ como exemplo positivo. “Isso é gravíssimo porque o erro não termina na máquina: ele se materializa em petições, pareceres, decisões, estratégias processuais e danos ao cliente”, concluiu o advogado.
Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

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Fonte: Tecnoblog