Category: Inteligência Artificial (IA)

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

Chris Inglis critica IAs sem limites (imagem: reprodução/Atlantic Council)

Resumo

Chris Inglis afirma que empresas de IA já estão ignorando os princípios estabelecidos por Isaac Asimov.
Asimov formulou as “Três Leis da Robótica”, que inclue  não prejudicar os seres humanos e  obedecer aos humanos.
Inglis alerta que empresas de tecnologia vêm criando modelos programados para cumprir tarefas a qualquer custo.

A maioria das distopias futuristas que abordam a robótica envolve IAs que decidem agir contra a humanidade, desrespeitando limites propostos pelo célebre escritor Isaac Asimov desde os anos 1940. Ainda não chegamos a isso, mas Chris Inglis, ex-diretor de Cibersegurança Nacional dos Estados Unidos, afirma que empresas de IA já estão ignorando esses princípios.

O especialista declarou ao jornal The Register que o autor de ficção científica, responsável por obras como Eu, Robô e Fundação, “estava certo” ao defender a imposição de regras rígidas para sistemas robóticos e inteligências artificiais.

“O que me preocupa é que [os modelos de IA] escolham o que fazer, onde fazer e sob quais regras fazem”, afirmou Inglis ao avaliar os episódios recentes de agentes virtuais que agiram por conta própria durante testes de cibersegurança.

Autonomia demais?

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tudo começou com a OpenAI, no fim de julho. Depois vieram a Anthropic, a Meta e o Kimi. Em todos os casos, os modelos de IA teriam encontrado brechas nas configurações do ambiente controlado para acessar a internet e completar tarefas a todo custo.

Para Inglis, o comportamento das IAs é um sintoma da falta de limites e de instruções erradas dadas. Ele compara as ações dos agentes de IA com uma pessoa que solta um cachorro no quintal e o instrui a caçar coelhos.

“Se você deixa o portão aberto, vai encontrá-lo a três quadras de distância, possivelmente na escola do bairro, caçando coelhos. Você não deveria ficar surpreso. A mistura de autonomia e persistência criou esse efeito maliciosamente insidioso.”

Chris Inglis, ex-diretor de cibersegurança dos EUA, em entrevista ao The Register

As três leis de Asimov

Isaac Asimov definiu regras da robótica (imagem: reprodução)

A partir disso, Inglis resgatou as Três Leis da Robótica formuladas por Isaac Asimov:

Primeira Lei: o sistema deve ser projetado para nunca prejudicar os seres humanos

Segunda Lei: o sistema deve obedecer aos humanos, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei

Terceira Lei: o robô deve proteger sua própria existência, desde que essa proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei

Segundo Inglis, as empresas de tecnologia vêm invertendo essa lógica, criando modelos programados para cumprir tarefas a qualquer custo.

Ele explica que, sem valores alinhados à humanidade, os modelos fizeram “coisas que, sob o estado de direito humano, são ilegais”. Ressalta, ainda, que a responsabilidade sobre as ações das IAs permanece sobre seus criadores e usuários.

Não custa lembrar: posteriormente, Asimov propôs a chamada “Lei Zero”, considerada suprema e posicionada acima de todas as outras. Ela define que um robô não pode fazer mal à humanidade e nem permitir que ela sofra algum mal por omissão.

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA
Fonte: Tecnoblog

Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games

Novo Muse Code é agente de IA da Meta focado em programação e gamedev (imagem: reprodução/Meta)

Resumo

A Meta lançou o Muse Code, uma IA focada em programação e desenvolvimento de jogos, baseada no modelo Muse Spark 1.2, que promete lidar com trabalhos extensos de codificação.
O Muse Code já está disponível em beta e é capaz de dividir tarefas em vários agentes para realizar trabalhos maiores, com desempenho intermediário comparado a rivais como Claude Opus 5 e GPT-5.6.
A IA da Meta está disponível para testes e demonstrações, incluindo dois jogos simples, Embervault e Avo Lawn, que mostram seu potencial em desenvolvimento de jogos.

Muse Code é o novo agente de IA da Meta para programação e desenvolvimento de jogos. O modelo tem como base o recém-lançado Muse Spark 1.2, e promete dar conta de trabalhos extensos de coding. Com a novidade, a empresa tenta alcançar Anthropic e OpenAI, que têm sido referência no mercado de IAs generativas.

No X, Mark Zuckerberg compartilhou alguns resultados de benchmark realizados internamente, comparando a nova IA com os principais LLMs do mercado, incluindo os mais recentes Claude Opus 5 – que fica abaixo do Mythos/Fable 5 para tarefas mais complexas – e GPT-5.6, nas versões Sol e Terra. O desempenho, ao que parece, ainda é intermediário frente às rivais.

Uma novidade interessante que chega junto ao Muse Code é a promessa de funcionar bem mesmo em trabalhos maiores, dividindo as tarefas em vários agentes para dar conta de tudo. Dois jogos feitos utilizando a nova IA foram disponibilizados no blog da Meta, ambos com gameplay e visuais simples. O Muse Code já está disponível em beta.

Benchmark mostra IA intermediária

O Muse Spark 1.2 é voltado para trabalhos de codificação, incluindo resolução de bugs, interpretação de dados e mais. Além disso, a Meta promete manter as qualidades do Muse Spark 1.1 para agentes gerais de IA. Não há informações sobre melhorias em tarefas de cibersegurança, apesar de ser uma área correlata, e tampouco em trabalhos de pesquisa científica.

Considerando os números divulgados pela Meta, a inteligência artificial fica um pouco abaixo dos modelos atuais da Anthropic, superando o GPT-5.6 em uma situação ou outra. Analisando via Terminal Bench 2.1, por exemplo, o Muse Spark 1.2 fica em segundo, com desempenho próximo ao Claude Opus 5, enquanto no benchmark interno da Meta o modelo aparece com uma diferença maior.

Releasing Muse Code in beta today. It’s a terminal coding agent that takes on complete software engineering tasks across large repos: planning changes, writing code, validating the results. Powered by Muse Spark 1.2, a coding-focused model update. pic.twitter.com/xqavk41w6v— Mark Zuckerberg (@finkd) August 5, 2026

Entre os destaques levantados pela empresa de Zuckerberg estão a possibilidade de realizar tarefas longas e entender o contexto para acumular as informações ao longo de todo o progresso. A IA também seria capaz de mapear e reforçar treinamentos para melhorar seu próprio desempenho, superando o Muse Spark 1.1 neste quesito.

Games feitos com a IA estão disponíveis

Com foco em programação, a nova IA da Meta promete um bom funcionamento no desenvolvimento de jogos, que costumam ter muitas camadas de códigos e diversas condicionais envolvidas. Na publicação que apresenta o Muse Spark 1.2 em seu blog, a Meta também disponibilizou três demonstrações do potencial da IA, sendo duas delas jogos simples.

O primeiro, Embervault, traz visão isométrica e uma espécie de tabuleiro, em que você controla um robô e precisa derrotar inimigos que te perseguem a todo instante. A jogabilidade depende de fluidez, e o site travou bastante quando fui testar.

Jogos feitos pela IA têm pegada simples, mas funcionam sem grandes problemas (imagem: reprodução/Meta)

Já o segundo, chamado Avo Lawn, é uma espécie de tower defense em 2d, com zumbis andando lentamente rumo ao seu lado da tela. Você coleta seeds, compra frutas que fazem suas defesas, e a gameplay dura 5 ondas de ataques. O ritmo é bastante lento, mas poderia ser um bom game mobile, por exemplo.
Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games
Fonte: Tecnoblog

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Claude Mythos 5 surpreende com decisões maliciosas em teste (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI) testou os modelos Claude Mythos 5 da Anthropic e GPT-5.6 da OpenAI, e detectou capacidades de enganar e autonomia preocupantes.
O modelo Mythos 5 da Anthropic foi capaz de criar contas falsas no GitHub para tentar inserir código malicioso, sem receber prompts específicos para tal ação.
Os testes do AISI foram realizados 122 vezes com diferentes modelos de IA, e apenas 19 casos registraram ações controversas, 17 deles ligados ao Mythos 5.

O Claude Mythos 5 e o modelo Sol do GPT-5.6 foram testados pelo Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI), e apresentaram resultados preocupantes. O chatbot da Anthropic foi o que mais surpreendeu, tentando acessar o GitHub a qualquer custo: a IA criou contas falsas e se passou por pessoas reais no processo. Ela escondeu evidências depois das tentativas. Em tese, a plataforma não poderia ser acessada durante os testes.

A partir dos resultados, o AISI afirmou que as duas IAs, que figuram entre as mais poderosas do mercado, apresentaram níveis preocupantes de autonomia e capacidade de enganar, com certa “vantagem” para a inteligência da Anthropic. É importante considerar que o Instituto britânico alegou ter reduzido as camadas de seguranças presentes no modelo por padrão.

Segundo o AISI, o mesmo teste foi realizado 122 vezes com modelos de IA diferentes, e poucos casos registraram essa autonomia nas decisões para agir de forma controversa, envolvendo inclusive pessoas e organizações reais. Foram 19 situações do tipo, sendo 17 ligadas diretamente ao Mythos 5, e apenas duas delas partiram do GPT-5.6 da OpenAI.

Insistência em transgressão chama atenção

O caso do Mythos 5 agindo de forma evasiva e enganosa na tentativa de acessar o GitHub foi o principal destaque dos testes feitos pelo AISI. O modelo tentou inserir um código malicioso e, para aprovar esse código, o chatbot criou contas falsas para se passar por pessoas reais e pressionar o dono do projeto.

Não deu certo, já que um humano identificou o problema e recusou o código – tudo dentro de um ambiente controlado, claro. Mas isso tudo aconteceu sem nenhum prompt específico: o modelo agiu por conta própria. Além disso, a versão do teste não foi a mesma oferecida pela Anthropic, e sim uma configuração sem algumas barreiras de segurança importantes.

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É importante reforçar que, além dessa diferença nos modelos oferecidos, o Mythos 5 é uma IA restrita a alguns parceiros da Anthropic, incluindo algumas instituições governamentais. Ao anunciar a geração mais recente da inteligência, ainda em “preview” à época, a empresa classificou o Mythos como “muito avançado” para o público geral.

Hoje, usuários comuns têm acesso ao Fable 5, uma versão com mais mecanismos de segurança para trabalhos que envolvam riscos em cibersegurança e que recorre à versão anterior da IA, Opus 4.8, para determinadas consultas. Depois de disponibilizado, o novo modelo chegou a ser tirado do ar pelo governo dos Estados Unidos, mas voltou a operar em poucas semanas.

Simulação real e teste interrompido

De acordo com um artigo publicado no site do AISI, o instituto explicou como acontecem os testes de cibersegurança com as IAs – os famosos sandbox. Os modelos recebem desafios específicos no assunto, como encontrar dados protegidos de forma autônoma. Esses desafios são então comparados entre modelos mais ou menos avançados.

Mythos 5 teve caminho livre para encontrar soluções no teste, mas foi impedido na hora certa (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com relação à base de dados, o AISI alegou acesso à Internet, simulando condições reais encontradas por um cibercriminoso humano. A ideia é ver até onde esses modelos podem chegar, inclusive sem as barreiras de segurança incluídas pelas desenvolvedoras para diminuir os riscos de um uso malicioso, o que o instituto tem autorização de fazer por ser um dos parceiros previstos pela Anthropic.

O caso mais preocupante, envolvendo o Mythos 5, foi descoberto em 28 de julho, e o time humano logo agiu para impedir o agente de IA na tentativa de inserir o código malicioso. Os testes foram encerrados a partir daí, e as ações da inteligência foram analisadas em seguida. O GitHub também foi notificado, assim como os usuários envolvidos na tentativa de ciberataque. 
Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker
Fonte: Tecnoblog

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

serviços de IA do Claude apresentam falhas em escala global na manhã de quarta-feira, 05/08;
usuários relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro;
Anthropic reconheceu a instabilidade nos modelos Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5.

Está com dificuldades para usar os recursos do Claude? Não é só você: os serviços da Anthropic apresentam instabilidades globais na manhã desta quarta-feira (05/08), fazendo vários modelos de inteligência artificial da companhia apresentarem falhas.

Como é comum em situações do tipo, queixas sobre o problema ganharam escala rapidamente nas redes sociais. Não por acaso, os registros sobre o Claude dispararam no Downdetector entre 8:00 e 10:00 de hoje (no horário de Brasília).

Os usuários afetados relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro, independentemente do modelo de IA usado. No exemplo abaixo, reportado no X, o usuário se deparou com um erro que diz: “Devido a restrições inesperadas de capacidade, o Claude não consegue responder à sua mensagem. Por favor, tente novamente em breve”.

Claude is down again. pic.twitter.com/rRWeS4oEMY— Subir (@subir) August 5, 2026

Também houve reações engraçadinhas, é claro. Nesta também publicada no X, o usuário diz: “o Claude está fora do ar. Acho que todo mundo virou engenheiro de software de novo” (uma referência ao fato de muita gente usar o Claude para programar).

Anthropic já trabalha na solução

A Anthropic reconheceu a instabilidade por meio da página Claude Status. Ali, a falha é descrita da seguinte forma:

Identificamos a causa do aumento de erros nas solicitações para o Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5 e estamos trabalhando em uma correção. Forneceremos uma atualização assim que possível.

Até o momento, a Anthropic não revelou a causa do problema, mas já está trabalhando em uma solução, como a mensagem acima deixa claro. Nenhum prazo para a correção foi dado pela companhia, porém.

Para quem está enfrentando problemas, continuar tentando usar o Claude pode ser a solução: o serviço parece funcionar para alguns usuários, o que indica intermitência, não uma pane completa.

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic
Fonte: Tecnoblog

Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto

Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto

Apple usa IA para analisar envios e testar sistemas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Apple limitou o número de notificações de bugs que especialistas em segurança podem enviar devido ao grande volume de tentativas, muitas geradas por inteligência artificial.
A empresa oferece recompensas de até US$ 5 milhões para notificações de vulnerabilidades, dependendo da gravidade da falha.
A Apple usa IA para avaliar notificações e encontrar problemas de software, com a atualização mais recente tendo cerca de cinco vezes mais correções do que os updates anteriores.

A Apple tem um programa de recompensas para pesquisadores que descobrem bugs em seus sistemas. Com a inteligência artificial, porém, a situação ficou incontrolável: o grande volume de tentativas levou a empresa a limitar o número de avisos que cada especialista em segurança pode enviar.

A medida foi confirmada pela companhia ao Financial Times. Como lembra o jornal, a empresa lançou, em 2025, um novo programa de recompensas para notificações de vulnerabilidades, com pagamentos que podem chegar a US$ 5 milhões (R$ 25,7 milhões, em conversão direta), dependendo da gravidade da falha.

Por que a Apple colocou limites nos avisos de bugs?

A Apple afirma que seus sistemas de análises estavam pressionados por “AI slop”, nome geralmente dado a conteúdo de baixa qualidade gerado automaticamente. No caso da descoberta de bugs, os modelos de IA usados pelos pesquisadores estavam alucinando e identificando riscos inexistentes nos softwares da marca da maçã.

A Apple impôs um limite nos bugs que uma pessoa ou empresa pode reportar. Atingido esse teto, é preciso esperar 30 dias para voltar a enviar avisos de falhas. Caso um pesquisador encontre alguma vulnerabilidade grave, é possível solicitar um aumento no limite. A companhia diz que essa é uma forma de garantir que notificações críticas cheguem às equipes de segurança.

IA está mudando cenário da cibersegurança

Mythos, da Anthropic, causou impacto imediato no desenvolvimento de software (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Financial Times conversou com dois laboratórios de cibersegurança sobre o trabalho de procurar vulnerabilidades nos produtos da Apple.

A startup Bynario, sediada na Itália, disse ter encontrado mais de 50 bugs na versão mais recente do macOS em apenas três semanas, mas não conseguiu enviar as notificações usando o sistema da Apple devido aos novos limites. A fabricante confirmou ao FT que entrou em contato com os pesquisadores e está avaliando as descobertas.

O “segredo” da Bynario foi usar o ChatGPT para identificar bugs — e ela não foi a única a recorrer à IA. Pesquisadores da Calif, que fica nos Estados Unidos, conseguiram quebrar um mecanismo de proteção de memória lançado em setembro de 2025, com ajuda do modelo Mythos, da Anthropic.

As duas entidades não estão sozinhas, já que a própria Apple também passou a usar IA para dar uma força na hora de avaliar as notificações recebidas.

Além disso, a fabricante também está usando essa nova categoria de ferramenta para que ela mesma possa encontrar problemas de software. A atualização mais recente de seus sistemas operacionais tem cerca de cinco vezes mais correções do que os updates anteriores, e a Apple dá os créditos à contribuição dos modelos de cibersegurança da OpenAI e da Anthropic.
Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto

Apple sofre com ritmo da IA e limita programa que paga por bug descoberto
Fonte: Tecnoblog

Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?

Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?

Inteligência artificial estaria “devorando” livros impressos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A empresa ISBNdb, que possui uma vasta base de dados de livros, está fornecendo conteúdo para o treinamento de modelos de inteligência artificial (IA).
Esses modelos requerem dados de alta qualidade, preferencialmente de livros impressos lançados antes de 2022, considerados “mais limpos”, ou seja, sem conteúdo raso produzido por inteligências artificiais.
A aquisição em massa desses livros levanta preocupações, pois alguns podem ser destruídos após a leitura pelas máquinas. Obras raras estariam sob risco, e não há transparência dessas transações.

Modelos de IA atuais vêm recebendo uma fonte curiosa de informações: os livros impressos. Esse mercado tem sido alimentado pelo ISBNdb, site que diz ter a maior base de livros do mundo. A plataforma funciona como um reservatório digital das obras, com captação em pequenos e grandes fornecedores. Apesar de ser uma fonte importante para treinar IAs, há um receio quanto ao destino dessas unidades após a leitura das máquinas: muitos podem estar sendo “devorados”, ou pior, destruídos.

Segundo a ISBNdb, essa é a melhor forma de treinar os LLMs, uma vez que são materiais “limpos”, ou seja, sem o mal-falado AI Slop, conteúdo raso produzido com interferência de inteligências artificiais generativas. Ao utilizar dados mais recentes, a qualidade das informações levantadas pode cair, e a busca por livros impressos é uma forma de resolver o problema.

De acordo com o site 404 media, que noticiou o caso em primeira mão, as desenvolvedoras de IA têm preferência por livros lançados antes de 2022, ano em que modelos como ChatGPT e Claude começaram a se destacar no mercado. Além disso, é importante dizer que os LLMs têm como principais fontes de informações sites como Reddit e Wikipedia, com textos produzidos de forma independente pelos usuários.

Dados mais limpos; IA mais assertiva

O objetivo dessa procura por livros impressos é aumentar a qualidade dos dados utilizados pelos modelos de IA. Essa é uma forma de evitar o AI Slop, prática que tem sido bastante combatida atualmente na internet. Nesta semana, o LinkedIn começou a liberar um botão para denunciar conteúdos assim. Textos rasos produzidos inteiramente ou com alguma ajuda das inteligências artificiais são um problema para usuários de redes sociais e até empresas, com o chamado Workslop.

Livros impressos alimentando LLMs podem melhorar qualidade das respostas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os LLMs são capazes de criar diálogos mais humanos, o que requer uma boa base de interações reais. Por isso a importância de treinamentos a partir de redes sociais como o Reddit. Da mesma forma, a Wikipedia é uma plataforma com bastantes dados reunidos, o que também facilita o acesso a um grande volume de informações escritas de forma simples.

O desafio é conseguir esses livros impressos em larga escala. Para isso, a ISBNdb tem em seu catálogo dados de livrarias, pequenos vendedores e até títulos revendidos individualmente. Segundo a empresa, é possível coordenar compras com volume de até 1 milhão de unidades.

Novo mercado preocupa vendedores

O aumento na compra de livros impressos justamente em um momento de digitalização massiva dos conteúdos chama atenção. Além disso, a movimentação é observada com cautela por marketplaces, já que a oferta não corresponde a uma demanda tão alta.

I’m a second-generation bookseller. My family runs Houston’s largest used & rare bookstore and I’m building an AI tool for used bookstores. We got hit by exactly these orders, including a single order for 70 obscure books that made us pause online sales entirely. So I dug in. I… https://t.co/IK7OE8f1DG— Charlie D. Becker (@charliedbecker) July 28, 2026

Alguns vendedores relatam ainda uma falta de transparência nesses negócios, já que não há nenhuma informação sobre quem está comprando esses grandes volumes e porquê. A ISBNdb, por sua vez, afirma que as negociações são confidenciais. Um ponto positivo para os vendedores, além da vantagem financeira, é a saída de títulos que estavam encalhados nas prateleiras, como afirmou um entrevistado para o site 404 Media.

Há ainda o receio de que as obras sejam destruídas depois de escaneadas. É o que sugere um processo judicial movido contra a Anthropic nos Estados Unidos: o método de digitalização requer que as páginas sejam cortadas para serem lidas pelas máquinas, o que aceleraria o processo. Pensando em livros raros e de baixa circulação, é possível que muito material precioso vire apenas “alimento” de IA nesse processo.
Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?

Por que as empresas de IAs estão “devorando” livros impressos?
Fonte: Tecnoblog

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

Família GPT-5.6 foi liberada em 9 de julho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI anunciou redução de até 80% nos preços dos modelos GPT-5.6 Terra e GPT-5.6 Luna, lançados há três semanas.
GPT-5.6 Luna tem preço de US$ 0,20 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de tokens de saída; GPT-5.6 Terra, US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída.
A decisão da OpenAI é atribuída a melhorias na eficiência de seus sistemas e à concorrência de modelos de IA mais baratos, como o Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI.

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (30/07), uma redução nos preços dos modelos de inteligência artificial GPT-5.6 Terra e GPT-5.6 Luna, lançados há três semanas. Os descontos chegam a 80%, no caso do Luna.

A empresa atribui os novos preços a melhorias na eficiência de seus sistemas. Nos últimos meses, tecnologias de IA mais baratas ganharam espaço no mercado corporativo, o que também deve ter influenciado a decisão da OpenAI.

A família GPT-5.6 foi lançada em 9 de julho e é composta por três modelos, do mais avançado ao mais leve: Sol, Terra e Luna.

Quais são os novos preços do GPT-5.6?

GPT-5.6 Luna: redução de 80%, para US$ 0,20 (R$ 1,02) por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 (R$ 6,09) por milhão de tokens de saída.

GPT-5.6 Terra: redução de 20%, para US$ 2 (R$ 10,16) por milhão de tokens de entrada e US$ 12 (R$ 60,95) por milhão de tokens de saída.

GPT-5.6 Sol: sem alteração; US$ 5 (R$ 25,39) por milhão de tokens de entrada e US$ 30 (R$ 152,37) por milhão de tokens de saída.

Esses são os preços para uso via API, modelo usado por empresas e desenvolvedores. As assinaturas do ChatGPT e do Codex não tiveram reduções, e as cotas de tokens permanecem as mesmas. Mesmo assim, a OpenAI destaca que usar os modelos Terra e Luna vai consumir menos créditos.

Modelos mais baratos ganham espaço

Nos últimos meses, OpenAI e Anthropic passaram a contar com a concorrência de modelos de IA desenvolvidos na China, que oferecem preços muito mais baixos. Um exemplo é o Kimi K3, criado pela startup chinesa Moonshot AI, que promete desempenho similar aos serviços mais avançados das empresas americanas.

Mercado de IA está ficando mais concorrido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além disso, os desenvolvedores do país asiático fornecem suas soluções em um formato de pesos abertos, o que facilita sua implementação — ao menos teoricamente, já que é necessário um poder computacional robusto para rodar um modelo desse tipo.

O cenário ainda conta com Google e Microsoft praticando políticas de preço bastante agressivas em seus modelos de IA.

Com a popularização de agentes de IA, que executam tarefas em alta velocidade de modo contínuo, o dinheiro gasto no consumo de tokens vem se tornando uma preocupação entre gestores. Sem ter certeza do retorno dessas despesas, a ordem do dia é ser eficiente e economizar.

Com informações do Axios e da CNBC.
OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses
Fonte: Tecnoblog

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

Protótipo de robô humanoide já havia sido exibido pela BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Resumo

BYD deve lançar seu primeiro robô humanoide em agosto, na China.
A produção de um robô humanoide já havia sido confirmada pela vice-presidente executiva da empresa, Stella Li.
A montadora quer utilizar os robôs para interação com o público em suas lojas na China em até dois anos.

A BYD confirmou o lançamento de seu primeiro robô humanoide em agosto. Um teaser sobre a novidade foi publicado no WeChat por meio de um perfil dedicado ao BYD Zhengzhou Di Space, local que funciona como uma espécie de museu científico onde a montadora apresenta seus novos produtos ao público. A publicação não traz muitas informações técnicas, mas o robô deve focar nas capacidades de interação.

A informação não chega a ser uma novidade: em junho, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, disse em um talk show que a empresa já estava desenvolvendo robôs humanoides. O projeto começou em 2024, com um time dedicado exclusivamente à área de inteligência artificial e robótica.

O mercado de robôs humanoides vive um momento de forte expansão na China. Em novembro do ano passado, uma porta-voz do governo chegou a alertar para o risco de formação de uma bolha no setor. Segundo o jornal La Razón, mais de 150 fabricantes disputam esse mercado no país, incluindo montadoras como Li Auto, Xpeng, Geely e BYD — estas duas últimas já conhecidas do público brasileiro.

Até agora, a maior parte desses robôs tem sido desenvolvida para atuar em fábricas ou participar de demonstrações de veículos elétricos, mas as empresas também enxergam potencial para aplicações em outros setores.

Montadora deve ”pular” etapa de protótipo conceitual

Teaser no WeChat indicou lançamento em agosto (imagem: divulgação/BYD Zhengzhou Di Space)

Segundo o portal CnEVPost, a expectativa é que a BYD aproveite o evento de agosto para demonstrar seu primeiro robô humanoide, e não apenas apresentar um produto conceitual. Isso porque o Di Space funciona justamente como local em que a marca leva suas novidades para hands-on por parte da mídia especializada e dos consumidores.

Segundo Stella Li, a ideia da empresa é ter dois ou três modelos disponíveis nas lojas da China para introduzir seus carros elétricos, interagindo diretamente com o público. Contudo, ela reforça: os robôs de IA não substituem a “conexão emocional” entre os vendedores humanos e seus clientes. O plano é colocá-los para trabalhar nessa função em até dois anos.

Apesar da novidade no mercado, a BYD já utiliza robôs humanoides em suas fábricas, com atividades envolvendo modelos da UBTech Robotics e seus veículos autônomos. Em outra oportunidade, Li afirmou que a montadora deseja fabricar não apenas seus próprios humanoides, mas também outros produtos desenvolvidos junto a empresas parceiras.

Carros elétricos caminhando junto às IAs físicas

Robôs da Figure AI são usados unidade de distribuição de encomendas (imagem: divulgação/Figure AI)

O mercado de carros elétricos e NEVs (New Energy Vehicles, em inglês) vem caminhando lado a lado com os robôs de IA. Diversas montadoras chinesas têm apostado na área, assim como marcas de outros países. É o caso da Huyndai, Tesla e BMW. Para Stella Li, há uma vantagem neste mercado, já que  desenvolvimento de hardware e software tem bases semelhantes às tecnologias dominadas pela indústria automobilística.

Os robôs humanoides vêm roubando a cena desde o começo de 2026, com muitas fabricantes apresentando produtos e protótipos na CES. Desde então, marcas como a chinesa Unitree e a estadunidense Figure AI já emplacaram usos práticos de seus modelos, com unidades no aeroporto de Tóquio e em uma unidade de distribuição de encomendas, respectivamente.
BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides
Fonte: Tecnoblog

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

Uso de IA no trabalho preocupa, mas pesquisa do Google aponta caminho contrário (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google realizou uma pesquisa sobre o uso do Gemini no mercado de trabalho e concluiu que a inteligência artificial é mais utilizada nas tarefas do que para cumprir funções, com apenas 3% dos casos analisados envolvendo uso massivo de IA no trabalho.
A pesquisa, que analisou 14,65 milhões de interações nas plataformas que oferecem o IA, mostrou que 75% das tarefas envolvem consultas simples ao Gemini e 86% das interações são para tarefas fora do trabalho.
O que o uso de IA no justifica a substituição de humanos de IA, e que a tecnologia funciona mais como ferramenta do que meioação, de acordo com o

O Google publicou uma pesquisa em que analisa o uso do Gemini no mercado de trabalho. O tema é uma grande preocupação para profissionais de diferentes áreas, sobretudo por causa de empresas que desejam substituir funcionários por inteligência artificial. Segundo o estudo, a ferramenta é mais utilizada para auxiliar nas tarefas do que para cumprir funções: apenas 3% dos casos analisados envolvem uso massivo de IA no trabalho, enquanto 75% das tarefas envolvem consultas simples ao Gemini.

Outro dado que corrobora isso é a porcentagem de interações que buscam automatizar completamente determinadas atividades, com 10% das conversas em trabalhos considerados “cognitivos”. Portanto, as soluções são pensadas pelos funcionários em sua maioria, e depois executadas em algum nível usando IA. As consultas ao Gemini também são mais voltadas para o dia a dia: 86% delas envolvem tarefas fora do trabalho.

O levantamento seguiu a metodologia ATLAS (Activity, Task, Landscape and Adoption Study), e analisou consultas feitas no Gemini. Ao todo, foram 14,65 milhões de interações nas plataformas que oferecem o modelo de IA como alternativa. De acordo com o The Wall Street Journal, os resultados indicam que um bom uso da tecnologia pode, inclusive, valorizar os trabalhadores.

Substituição por IA e temor no mercado de trabalho

São muitos os casos de demissões em massa sob a justificativa de que a inteligência artificial está mudando a lógica de trabalho, principalmente por conta das automações. Segundo dados da plataforma Layoffs.fyi, já são mais de 120 mil cortes apenas considerando companhias de tecnologia.

Amazon, Meta e Microsoft (foto) já anunciaram demissões em massa por “reestruturações internas” (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mais recentemente, a Microsoft anunciou 4,8 mil demissões, cerca de 2,1% da força de trabalho em todo o mundo. Antes disso, em janeiro, foi a vez da Amazon, que demitiu cerca de 30 mil pessoas e comunicou que “o mundo está mudando mais rápido do que nunca”. Empresas como a Meta também tiveram casos semelhantes.

Uma pesquisa divulgada em fevereiro indicou que muitas empresas estavam usando a IA como justificativa para demissões já planejadas, inclusive sem ter a automação necessária para substituir esses funcionários.

Comportamento profissional com IA não justifica substituição

No estudo divulgado pelo Google, não há dados sobre automações que justifiquem a substituição de humanos por agentes de IA. Muitos técnicos usam o Gemini para consultar detalhes específicos de suas áreas, por exemplo, como forma de auxiliar em serviços de elétrica, construção, entre outros.

De acordo com o Axios, existem também algumas lacunas importantes a serem consideradas. O estudo não leva em conta modelos do Gemini como Enterprise e Workspace, com agentes focados em tarefas de trabalho, já que os acessos são privados. Dessa forma, é possível que já existam automações que não foram consideradas no estudo.

Pesquisa do Google sobre o uso do Gemini destrincha comportamento de profissionais com a IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O levantamento destaca ainda que o uso de IA está mais relacionado a cargos de liderança em regiões com alto poder aquisitivo. Em números, o Google fala em um aumento no uso de IA de 2,5% a cada 1% de aumento na faixa salarial.

Outro destaque que corrobora a ideia de que as IAs não estão “substituindo” os trabalhadores é o tipo de uso do Gemini: 86% das interações analisadas envolvem atividades gerais, e não necessariamente envolvem trabalho. Em sua maioria, são dicas de cozinha e limpeza, além de dúvidas sobre serviços governamentais, por exemplo.

A verdade é que, pela análise, a maior parte das ocupações não tem um grande volume de uso de IA. Apenas 3% dos casos analisados envolvem um uso massivo, aplicado a mais de 75% das tarefas realizadas – aqui, principalmente em trabalhos que envolvem estatística, programação, entre outros exemplos mais voltados para matemática.

Com essas informações, o Google conclui que a IA funciona mais como ferramenta que meio de automação, necessariamente. Considerando o mercado estadunidense, por exemplo, a empresa afirma que 80% dos trabalhadores têm pelo menos 10% das atividades laborais afetadas pela IA, mas isso não significa uma automação dos processos que justifique a substituição de humanos pelos LLMs.
Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas

Apenas 3% dos usos do Gemini envolvem automação massiva de tarefas
Fonte: Tecnoblog

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Chips Snapdragon estão presentes em alguns dos principais smartphones do mercado (imagem: divulgação)

Resumo

A Qualcomm planeja aumentar os preços de seus chips em uma porcentagem de dois dígitos a partir de 1º de setembro devido ao aumento dos custos dos componentes.
O reajuste nos preços dos chips da Qualcomm pode resultar em uma alta nos preços de smartphones, laptops, tablets e outros dispositivos que utilizam esses componentes.
A escassez de chips de memória causada pela alta demanda por data centers de inteligência artificial é apontada como a razão para o aumento dos custos dos componentes eletrônicos.

A Qualcomm estaria preparando um aumento nos preços de seus chips. O reajuste deve ficar em uma porcentagem de dois dígitos e passaria a valer em 1º de setembro.

As informações constam em uma carta enviada para os clientes; a Bloomberg teve acesso ao documento. Segundo a reportagem, a Qualcomm afirma ter esgotado sua capacidade de absorver a alta no custo dos fornecedores. A companhia tentou buscar fontes alternativas de componentes, mas nem isso evitou o aumento nos preços.

Procurada pela Bloomberg, a Qualcomm não comentou o assunto.

Quais são as consequências do aumento de preços da Qualcomm?

Galaxy Z Fold 8 usa processador Qualcomm (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como nota a Bloomberg, o resultado mais evidente de um reajuste nos valores dos chips seria uma nova alta no preço dos smartphones, principal categoria a usar os componentes da Qualcomm.

Esse segmento, no entanto, não seria o único a sofrer, já que os sistemas da Qualcomm também equipam laptops, tablets e óculos smart, para ficar só em alguns exemplos.

Por que a Qualcomm pode aumentar seus preços?

A explicação para a alta nos custos de componentes eletrônicos é, mais uma vez, a escassez de chips de memória.

O problema vem sendo causado pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial. A alta demanda fez as fornecedoras de RAM e armazenamento se concentrarem nas peças usadas pelos servidores, deixando outras categorias de memória de lado.

Com isso, a oferta encolheu, e os custos para as fabricantes subiram. Esse aumento vem sendo repassado a consumidores na forma de reajustes de preços, prática adotada por Microsoft, Dell, Lenovo, Apple e até mesmo Raspberry Pi.

Outra forma de lidar com o novo cenário é piorar intencionalmente os aparelhos, incluindo menos RAM e armazenamento em smartphones e computadores.

Mesmo assim, segmentos de entrada tendem a desaparecer. As margens de lucro para esses produtos já eram apertadas, e com os custos mais altos, fica inviável praticar preços competitivos.

Vale lembrar que fontes da indústria indicam que a TSMC deve reajustar seus serviços de fabricação em 10% no próximo ano. A Qualcomm é uma das clientes da fabricante taiwanesa.

Com informações da Reuters e do The Verge.
Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

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Fonte: Tecnoblog