Category: Inteligência Artificial

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

LinkedIn promete combater AI slop (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

41% das publicações longas no LinkedIn são geradas por IA, de acordo com levantamento da Pangram.
O LinkedIn também tem 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras criados por IA, e 23,7% das respostas são geradas por robôs.
O Reddit é a plataforma com maior proporção de conteúdo humano, com apenas 13% de conteúdos escritos usando IA em publicações com mais de 250 palavras.

Um levantamento da empresa Pangram aponta que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são totalmente feitas usando inteligência artificial generativa. A proporção supera outras redes avaliadas, como X (antigo Twitter), Reddit, Substack e Medium.

A rede profissional também leva o troféu de plataforma com a maior fatia de publicações curtas totalmente geradas por IA: segundo a desenvolvedora, 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras são criados por robôs conversacionais.

Rede profissional tem ferramentas de IA para ajudar na escrita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Pangram desenvolve uma extensão para o Chrome que promete identificar quais publicações foram escritas por humanos e quais foram geradas por IA, aplicando etiquetas aos posts em diversas redes sociais.

O levantamento publicado na última quinta-feira (09/07) foi feito com base em mais de 1 milhão de publicações nas redes sociais. De todas as publicações detectadas como IA pela ferramenta, dois terços estavam na rede de conexões profissionais.

Como a empresa nota, o próprio LinkedIn encoraja o uso de inteligência artificial, com um botão nativo para melhorar a redação usando a tecnologia.

No entanto, a própria plataforma reconheceu que a quantidade de AI slop na rede passou do aceitável e prometeu reduzir o alcance de conteúdos vazios, textos genéricos e comentários automatizados. Sim, comentários. Como nota a Pangram, 23,7% das respostas nas publicações são geradas por robôs.

E as outras redes sociais?

O X é a rede com a menor proporção de conteúdo puramente humano. Com 52,7%, ele fica atrás do próprio LinkedIn, que tem 55,2%. Na rede social de Elon Musk, a proporção de textos totalmente gerados por IA é relativamente pequena (24,1%), mas há grande presença de conteúdos mistos, escritos por humanos e robôs em conjunto (23,2%).

No outro extremo, está o Reddit. A plataforma de comunidades tem 13% de conteúdos escritos usando apenas IA na faixa acima de 250 palavras. Na classificação entre 50 e 250 palavras, a proporção é ainda menor, com apenas 3%. Por fim, as respostas aos posts são praticamente todas humanas, com apenas 1,7% de uso de IA.
41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento
Fonte: Tecnoblog

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Sunrun quer construir grande rede de servidores de IA distribuída por diversas casas pelos EUA (imagem: divulgação/Sunrun)

Resumo

A Sunrun, empresa de soluções de energia, planeja criar uma rede de servidores domésticos de IA.
A Sunrun distribuirá computadores específicos para clientes que já utilizam seus serviços de energia solar e armazenamento em baterias.
Os clientes podem receber compensação financeira por hospedar os servidores.

A empresa de produtos de energia Sunrun, dos Estados Unidos, tem um projeto ousado para começar a trabalhar com servidores de IA: construir uma rede de computadores domésticos distribuídos entre seus clientes. A proposta de um datacenter “dissolvido” entre várias casas aparece como alternativa aos grandes servidores, responsáveis por impactos significativos na vida de quem mora próximo a essas grandes instalações.

A ideia da Sunrun é distribuir essas máquinas entre pessoas que já contam com os serviços da empresa, como soluções de armazenamento em baterias e produção de energia solar. A empresa fala até mesmo em uma compensação financeira para esses clientes.

Segundo o site The Verge, uma vez que o sistema for estabelecido, a Sunrun venderia o acesso a essa grande rede de servidores domésticos para empresas de IA. Clientes interessados já podem se inscrever no projeto piloto, disponível apenas nos Estados Unidos.

Alternativa curiosa para o modelo atual

A inteligência artificial hoje depende de servidores que possam hospedar todo seu potencial no processamento de dados. Esses datacenters costumam ficar em grandes complexos, exigindo um grande volume de energia e, principalmente, de água, utilizada nos sistemas de arrefecimento das máquinas.

Datacenters concentram consumo de energia e de água, o que não aconteceria com solução da Sunrun (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Assim, muitos moradores de áreas vizinhas a essas instalações vêm enfrentando picos de luz, escassez de abastecimento de água, entre outros impactos significativos. Uma pesquisa recente corrobora a preocupação dessas pessoas, apontando que 71% dos estadunidenses são contrários à construção de novos datacenters próximos às suas casas.

A solução sugerida pela Sunrun tem como objetivo driblar esse problema, levando pequenas partes dessa rede (ou nós, como são chamados) para diferentes usuários. Os computadores que serão utilizados no projeto têm o tamanho de um desktop, e seriam totalmente alimentados pela energia gerada e armazenada pela Sunrun. O monitoramento das máquinas também ficaria com a empresa, e o usuário vai oferecer, basicamente, espaço físico para que o projeto vá adiante.

Existe vantagem para os usuários?

Em teoria, sim. Além de não ter nenhum tipo de gasto com a manutenção da máquina, que seria gerida pela própria Sunrun, os clientes teriam algum tipo de compensação financeira para hospedar os servidores.

Mas vale ressaltar: como já pagam pelos serviços básicos de geração e armazenamento de energia, não fica claro como será esse “pagamento” para quem aderir ao projeto. Pode ser que os usuários tenham apenas algum tipo de desconto, por exemplo. Além disso, será um eletrônico a mais consumindo energia, ocupando espaço e gerando calor na casa.
Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários
Fonte: Tecnoblog

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

Informações o app Samsung Health serão utilizadas para treinar IA (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung utilizará dados do app Health para treinamento de IA.
Os usuários recebem notificação de autorização, mas desativar a opção impede a sincronização do app com sua conta.
A Samsung coleta informações de saúde, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual, para uso em IA e revisão humana.

A Samsung vai passar a utilizar seus dados coletados no app Health para treinar inteligência artificial. É o que diz uma nova notificação de consentimento recebida por alguns usuários: no texto, a empresa destaca a possibilidade de desativar o compartilhamento das informações para este fim. Acontece que, ao fazer isso, um alerta aparece na tela indicando que você não poderá sincronizar suas informações.

Vale lembrar que o Samsung Health coleta informações a partir de outros aplicativos de saúde, além de trazer informações levantadas diretamente pelo Galaxy Watch, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual. Segundo o comunicado da empresa, além do uso pela IA, há a possibilidade de revisão humana.

Segundo o site How-to Geek, que noticiou o caso, este aviso da Samsung também diz que seu perfil pode ser deletado caso o compartilhamento seja interrompido. Ou seja: para utilizar os recursos do app Health, o usuário será obrigado a ceder seus dados para treinamento de IA.

Obrigação de compartilhar dados sensíveis

Entre as informações a serem coletadas estão ciclo menstrual, frequência cardíaca, alimentação e mais (Imagem: Divulgação/Samsung)

Para além da sensibilidade dos dados que serão lidos pela inteligência artificial com a autorização, chama atenção o fato de ser uma exigência para que o dono de celulares e relógios da Samsung continue usando recursos básicos. De acordo com a notificação de consentimento compartilhada pela Samsung, serão compartilhadas no treinamento de IA:

Dados de saúde e bem-estar, como medidas, alimentação, sono e mais;

Medicamentos utilizados;

Registros clínicos, como resultados de exames, tratamentos e mais;

Ciclos menstruais e frequência cardíaca.

Ainda não há informações sobre como esses dados serão utilizados de fato, tampouco de se a empresa pode associar os dados a usuários específicos.

Treinamento pode ter a ver com novo recurso

Uma das novidades anunciadas em junho durante o anúncio de uma grande atualização no app Health foi a introdução de insights, com recomendações de treinos, identificação de possíveis problemas no seu sono, entre outros exemplos. Dessa forma, é possível que os dados levantados sejam base para essa nova função, prevista para o próximo Galaxy Watch 9 que pode ser anunciado no próximo Unpacked da Samsung, no dia 22 de julho.
Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA
Fonte: Tecnoblog

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Remix de Vídeo permite adicionar efeitos e estilos pré-definidos em vídeos curtos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Resumo

O Google Fotos lançou uma nova ferramenta de edição de vídeos com IA, chamada Remix de Vídeo, que permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
A ferramenta usa o modelo Gemini Omni e está disponível para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.
O Remix de Vídeo permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app, com limitações como vídeos de até 60 segundos e necessidade de backup concluído no Google Fotos.

O Google Fotos ganhou uma nova ferramenta de edição de vídeos com inteligência artificial. Anunciado nesta quarta-feira (08/07), o Remix de Vídeo permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.

O recurso usa o modelo Gemini Omni e já começou a ser liberado para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.

A nova funcionalidade faz parte de uma estratégia maior do Google Fotos sobre a integração com IA, adicionado possibilidades de edições de vídeo bastante comuns em outras ferramentas, como o CapCut. Ela permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app.

Entretanto, a novidade possui algumas limitações:

O Remix de Vídeo só funciona com vídeos de até 60 segundos e o usuário precisa selecionar um trecho de 1 a 10 segundos para a edição

Os arquivos precisam estar salvos no Google Fotos com backup concluído

É necessário estar conectado à internet, já que o processamento ocorre em nuvem

Contas corporativas do Google Workspace e escolares não receberão a ferramenta

Como usar o Remix de Vídeo

Vídeos podem ser reestilizados diretamente no Google Fotos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A edição dos vídeos é fácil. O Remix de Vídeo aparece na aba Criar do Google Fotos, onde a empresa reúne as ferramentas de edição com IA. A partir daí:

O usuário escolhe um template

Seleciona um vídeo com backup no Google Fotos

Define o trecho que será transformado

Há três tipos principais de edição. A opção Reimagine troca o fundo do vídeo por cenários gerados por IA, como uma praia ao pôr do sol ou uma cafeteria. Já os filtros ajustam a iluminação da cena, simulando efeitos como “hora de ouro” ou brilho suave.

Também há estilos artísticos para mudar completamente a aparência do clipe. O Google inclui opções inspiradas em pintura a óleo, aquarela, anime e traços de caderno de rascunho. Importante notar que aqui não é possível enviar novos prompts, para isso, é possível utilizar a opção “Criar vídeo” diretamente no app do Gemini.

A ferramenta aceita vídeos em 9:16 ou 16:9. Gravações em outros formatos podem ser centralizadas e cortadas automaticamente pelo aplicativo. Vale lembrar que todo conteúdo gerado ou editado pela ferramenta do Google recebe uma marca d’água digital, o SynthID.

O que é Gemini Omni?

Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

O Gemini Omni é uma família de modelos de IA generativa do Google voltada à criação e edição de vídeos, desenvolvido para combinar diferentes tipos de entrada — como texto, imagem, áudio e vídeo — e gerar novos clipes a partir dessas referências.

O modelo foi pensado para entender o contexto da cena e permitir edições por comandos mais naturais, como trocar o fundo, mudar o estilo visual ou animar uma foto.

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA
Fonte: Tecnoblog

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Muse Image estará disponível na Meta AI (imagem: divulgação)

Resumo

A Meta lançou o Muse Image, um modelo de IA para gerar imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab.
O Muse Image será usado na Meta AI, WhatsApp e Instagram para gerar imagens e aplicar efeitos, e também estará disponível para anunciantes como parte do serviço Advantage Plus.
A ferramenta permite incorporar fotos de contas públicas do Instagram e ajustar elementos, mudar estilos e criar variações de alta qualidade.

A Meta anunciou, nesta terça-feira (07/07), o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Image. Ele deverá ser o responsável por gerar imagens na Meta AI, bem como executar algumas tarefas no WhatsApp e no Instagram.

Essa é a primeira tecnologia do tipo desenvolvida pelo Meta Superintelligence Lab, braço da gigante das redes sociais dedicado à inteligência artificial e chefiado por Alexandr Wang. Em abril, a divisão fez sua estreia com o Muse Spark, de geração de texto.

O que o Muse Image é capaz de fazer?

Segundo a Meta, o Muse Image fica à frente do Nano Banana 2, do Google, em diversos benchmarks, ficando atrás apenas do gerador de imagens do ChatGPT, o GPT Image 2.

O novo modelo estará disponível via Meta AI para geração de imagens. Antes, a empresa contava com o Midjourney para essa tarefa. No WhatsApp e no Instagram, ele também poderá ser usado para aplicar mais de 30 efeitos.

Efeitos para imagens no WhatsApp também vão usar o Muse Image (imagem: divulgação)

Na Meta AI, usuários poderão incorporar fotos de contas públicas do Instagram às suas criações, marcando os perfis donos das imagens usadas. Vale ter atenção a isso: o recurso vem ativado por padrão. Se você tem uma conta sem cadeado e não gostaria de ver suas fotos editadas por outras pessoas, é bom entrar nas configurações e desativar esse uso.

Facebook e Messenger ganharão acesso ao Muse Image futuramente. A Meta também prepara um modelo de vídeo chamado Muse Video, ainda sem previsão de lançamento.

Ferramenta estará disponível em pacote para anunciantes

A Meta não quer que o Muse Image seja apenas um recurso para redes sociais. A empresa também aposta no modelo como uma ferramenta para anunciantes. Ele estará no serviço Advantage Plus, serviço da companhia voltado ao mercado publicitário, que deve chegar nas próximas semanas.

“O Muse Image traz raciocínio nativo ao processo criativo para ajustar elementos, mudar estilos e criar variações com base no material original, chegando em menos iterações a versões de alta qualidade e alinhadas com a marca”, diz a Meta em um texto dedicado aos anunciantes.

Com informações do Axios e da CNBC.
Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens
Fonte: Tecnoblog

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Microsoft Teams terá novos controles de privacidade (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft vai adicionar no Teams um botão para desligar a IA, permitindo que usuários bloqueiem o Copilot, resumos e anotações automáticas.
A mudança atende às críticas sobre automação forçada e preocupações com a privacidade.
A atualização deve ser liberada este mês para Windows, macOS, web e celulares.

A Microsoft vai permitir que os usuários desliguem recursos de inteligência artificial durante as videochamadas no Teams. A atualização torna opcional o uso de ferramentas de IA e deve começar a ser liberada neste mês para Windows, macOS, web e celulares.

A mudança é uma resposta às críticas que a companhia recebeu sobre automação forçada e preocupações com a privacidade no ambiente corporativo. A integração vinha gerando desconforto entre alguns usuários, que consideravam os assistentes virtuais invasivos e desnecessários em muitas reuniões.

O que muda no Teams?

Novo painel permite gerenciar ou desligar os recursos de IA (imagem: reprodução/Windows Latest)

O mensageiro ganhará um painel dedicado chamado Meeting AI. Na prática, os organizadores das reuniões poderão desativar a inteligência artificial por completo ou desligar funções específicas, como o Copilot, o Resumo Inteligente (Recap) e o Facilitador, ferramenta focada em gerar anotações automáticas.

Ao desligar a chave manualmente, o sistema deve parar de gerar notas e respostas na mesma hora. A Microsoft garante que a alteração se aplica apenas à chamada em andamento, mantendo o histórico de reuniões anteriores intacto.

A empresa explica que o novo recurso respeita as normas de TI de cada empresa. Ou seja, um administrador da rede pode bloquear a IA globalmente. Nesse caso, as opções de controle sequer aparecerão para os funcionários.

Teams mais leve

De acordo com o Windows Latest, a Microsoft também testará alguns recursos autônomos, além de entregar mais opções de privacidade. Uma nova versão do Facilitador será capaz de “ouvir” a reunião e enviar mensagens no chat por conta própria. Se o bot identificar que os participantes estão com dúvidas na conversa, a IA fará uma pesquisa no Bing e publicará a resposta sozinha. Por envolver um nível maior de automação e possíveis impactos à privacidade, a função virá desativada por padrão.

O Teams também deve receber uma interface de chamadas simplificada para evitar compartilhamentos de tela acidentais e um novo “Modo de Eficiência”, focado em reduzir o consumo de memória RAM e otimizar o desempenho da plataforma em computadores mais básicos.
Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams

Após críticas, Microsoft permitirá desligar IA no Teams
Fonte: Tecnoblog

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

Engine vem sofrendo com AI Slop (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A plataforma de desenvolvimento de jogos Godot vai proibir o uso de códigos gerados com inteligência artificial.
A Godot, utilizada em games como Slay the Spire 2 e The Case of the Golden Idol, identificou grande quantidade de Pull Requests mecânicos e de baixa qualidade.
A empresa exige que códigos sejam feitos por humanos para garantir responsabilidade e conhecimento dos contribuintes.

A engine de games Godot, utilizada em títulos como Slay the Spire 2 e The Case of the Golden Idol, vai proibir o uso de IA na programação, exigindo que os códigos utilizados sejam feitos por humanos. A mudança na política está relacionada a uma grande quantidade de pull requests (PRs) mecânicos e de baixa qualidade, o que configura como AI Slop – quando há uma grande quantidade de conteúdos rasos criados com IA generativa.

Essa tecnologia é oferecida em código aberto, e esses PRs são sugeridos pela comunidade para ajustes ou até para complementar o código-base, sendo uma parte importante do funcionamento da plataforma. Segundo a Godot, a análise dessas solicitações leva tempo, e muitas delas são elaboradas sem a profundidade necessária.

Para dar conta da situação, a empresa anunciou que todas as contribuições à engine devem ser feitas por humanos. A ideia é que as pessoas se responsabilizem pelos códigos submetidos, e que tenham conhecimento para fazer correções, caso necessário.

Slay the Spire 2 está entre os títulos baseados em Godot (imagem: divulgação)

Qual o impacto negativo da inteligência artificial nos jogos?

O caso da Godot envolve o uso exagerado de IA nas sugestões de ajustes para o código-base, um avanço significativo do problema que pode prejudicar a qualidade dos jogos construídos em torno da plataforma, além de atrapalhar o próprio trabalho dos revisores. Ainda assim, muitos jogos já publicados na Internet contam com inteligência artificial em algum nível.

No Steam, por exemplo, o número desses games subiu quase 700% de 2024 para 2025, como noticiou o site Tom’s Hardware. Inclusive, um a cada cinco títulos publicados na plataforma no ano passado teriam utilizado IA na produção.

Ao que parece, o público tem um menor interesse em games feitos com IA. Uma análise feita no ano passado identificou uma relação direta entre jogos desenvolvidos dessa forma e menor número de vendas e reviews no Steam. Na Pesquisa Game Brasil deste ano, por exemplo, quase 50% dos entrevistados alegou preocupação com o tema, ainda que 40% admitissem que, dependendo do título, não deixariam de comprar.

AI Slop preocupa toda a Internet

O termo AI Slop é utilizado para identificar esse uso massivo de IA que vem sendo observado nos diferentes ambientes online. Um estudo publicado pelo Imperial College of London, por exemplo, mostra que aproximadamente 35% dos conteúdos presentes na internet já são criados com inteligência artificial em algum nível, enquanto mais de 17% são inteiramente feitos com IA.

YouTube baniu canais com vídeos feitos inteiramente por IA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Assim, muitas empresas têm buscado soluções para evitar o tal do AI Slop. Em maio deste ano, o LinkedIn anunciou novas regras de distribuição de seus posts para encorajar conteúdos mais aprofundados e que fujam de textos rasos feitos com IA generativa. O Tinder foi outra empresa a trazer novidades para resolver a situação e anunciou o polêmico reconhecimento de íris via World ID em parceria com a Tools for Humanity, de Sam Altman. 

Já o YouTube baniu alguns canais em janeiro após identificar vídeos feitos inteiramente por IA. Ainda em dezembro de 2025, uma pesquisa apontou que 20% dos conteúdos recomendados pela plataforma de vídeos eram considerados “lixo de IA”, justamente o que compõe o AI Slop.
AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação
Fonte: Tecnoblog

OpenAI anuncia novo hardware para programação

OpenAI anuncia novo hardware para programação

Dispositivo promete facilitar a vida dos desenvolvedores (imagem: reprodução/OpenAi)

Resumo

OpenAI e Work Louder revelaram um novo hardware para programação.
Produto será lançado em 15 de julho e será dedicado ao Codex, modelo de linguagem para programação.
O dispositivo deve otimizar o fluxo de trabalho de desenvolvedores com comandos nativos da IA.

A OpenAI anunciou nesta segunda-feira (29/06) que está desenvolvendo um novo dispositivo dedicado ao Codex, seu modelo de linguagem voltado para programação. Em um breve teaser publicado no X, a empresa revelou uma parceria com a fabricante Work Louder para criar um hardware voltado a desenvolvedores.

Ainda não há muitos detalhes sobre ele, mas é esperado que seja um acessório para otimizar o fluxo de trabalho de quem escreve código diariamente. Todos os detalhes técnicos serão revelados no lançamento oficial, marcado para o dia 15 de julho.

Your favorite Codex shortcuts are getting an upgrade.July 15th. pic.twitter.com/xZ1ydZyt94— OpenAI Developers (@OpenAIDevs) June 29, 2026

Hardware pode reaproveitar design já conhecido

A Work Louder é uma fabricante que já possui bastante experiência no nicho de periféricos e teclados mecânicos modulares. O vídeo exibido pela OpenAI mostra a silhueta de um dispositivo quadrado bem parecido com o Creator Micro 2, um modelo popular no portfólio da marca.

O produto original vem equipado com 13 botões mecânicos, um sensor de toque integrado e um pequeno direcional analógico. A expectativa é que o hardware licenciado pela OpenAI aproveite essa mesma carcaça, mas substitua os atalhos por comandos nativos do ecossistema do Codex.

Creator Micro 2, da Work Louder, pode servir de base para o novo periférico (imagem: reprodução)

Como o dispositivo ajuda na programação?

A grande vantagem é evitar que o programador tenha que navegar por menus suspensos, decorar combinações de teclas ou fazer muitos cliques com o mouse. Ter um macropad físico na mesa resolve esse problema com botões dedicados que acionam comandos rotineiros.

Até o momento, informações como o preço oficial e a listagem de sistemas e plataformas de software suportados não foram divulgadas pelas companhias envolvidas. Os interessados na novidade precisarão aguardar até o lançamento para conhecerem a versão final do hardware.

Vale mencionar que, até então, o produto de nicho não possui qualquer relação com o misterioso dispositivo focado em IA que a OpenAI está desenvolvendo em parceria com Jony Ive, ex-designer chefe da Apple.
OpenAI anuncia novo hardware para programação

OpenAI anuncia novo hardware para programação
Fonte: Tecnoblog

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta suspendeu treinamento de IA com dados de funcionários devido a um possível vazamento de dados pessoais, incluindo conversas, transcrições e informações de desempenho;
vazamento foi classificado como SEV 2, de alta prioridade, e empresa está investigando se, de fato, houve exposição de dados sensíveis;
programa de monitoramento, chamado Model Capability Initiative, captura movimentos com o mouse e digitação no teclado nos computadores de funcionários para aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

A decisão da Meta de rastrear o uso dos computadores de seus funcionários para treinar modelos de inteligência artificial é polêmica por si só. Mas, recentemente, a companhia suspendeu essa atividade. Arrependimento? Não. É que o monitoramento teria causado exposição de dados pessoais.

É o que revela o Business Insider. O veículo afirma ter tido acesso a uma captura de tela que mostra que conversas, transcrições e informações de desempenho de funcionários ficaram expostos na rede da empresa, sendo que todos esses dados têm natureza privada.

O problema é sério. Prova disso é que o vazamento foi classificado como SEV 2 (Severe 2) dentro de uma escala que vai de 0 a 5. Quanto mais próximo de 0, mais crítico é o problema. O caso é considerado de alta prioridade, portanto, e isso explica a interrupção do monitoramento.

Não é que a Meta tenha reconhecido o problema. Ainda não. Ao Business Insider, a companhia apenas admitiu que interrompeu o programa para investigar se, de fato, houve exposição de dados sensíveis de funcionários:

Projetamos este programa cuidadosamente com medidas de segurança de privacidade e, embora não tenhamos indícios, neste momento, de que quaisquer dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo o programa enquanto investigamos.

Meta

Não está claro quando e como o suposto vazamento de dados ocorreu. Fato é que problemas como esse não causam surpresa, afinal, o programa de monitoramento esbarra em dados sensíveis. Por mais que a Meta tenha implementado mecanismos de segurança (se é que realmente implementou), ultrapassar o limite da privacidade não é difícil nessas circunstâncias.

Sem nenhuma surpresa, o clima na empresa é de insatisfação e até revolta. Ainda de acordo com o Business Insider, um funcionário da Meta teria declarado o seguinte: “não vejo nenhuma evidência de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não terem sido protegidos como prometido inicialmente é extremamente frustrante”.

Monitoramento visa gerar dados para treinar IA da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é o programa de monitoramento da Meta?

Trata-se de um projeto interno de nome Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre). Nele, ferramentas capturam movimentos e cliques com o mouse, bem como digitação no teclado nos computadores de funcionários, para que esses dados ajudem a aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

Em termos práticos, esse monitoramento pode ensinar agentes de IA a se comportarem como humanos na frente do computador.

A iniciativa é polêmica por, entre outros motivos, causar sensação de vigilância entre os funcionários, embora a Meta tenha ressaltado que o objetivo do programa não é espioná-los ou usar os dados obtidos para avaliações de desempenho.
Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários
Fonte: Tecnoblog

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)

Resumo

Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.

Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.

Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.
Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA
Fonte: Tecnoblog