Category: Negócios e Mercado

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

Dell usa fim do contrato de distribuição como principal defesa (imagem: reprodução/Dell)

Resumo

A Dell Technologies formalizou um processo contra a VMware no Reino Unido, exigindo o pagamento de pelo menos 10 milhões de libras (cerca de R$ 72 milhões na cotação atual). A ação é o mais recente desdobramento de uma complexa batalha jurídica iniciada pela Tesco, a maior rede de supermercados britânica, contra a Broadcom – dona da VMware – e a revendedora Computacenter.

O caso expõe tensões decorrentes da mudança no modelo de negócios imposta pela Broadcom após adquirir a gigante de virtualização. O que começou como uma reclamação de contrato virou um “efeito dominó” jurídico envolvendo algumas das principais empresas de software.

Como a Dell foi parar no tribunal?

Para entender o papel da Dell no caso, é preciso olhar para a origem do conflito: o fim das licenças perpétuas. A Tesco alega que adquiriu licenças de software da VMware em 2021 com garantia de renovação de suporte. No entanto, após assumir o controle da empresa, a Broadcom eliminou essa modalidade, forçando a migração para assinaturas recorrentes (e mais caras). Sentindo-se lesada, a rede de supermercados processou a revendedora Computacenter e a Broadcom, pedindo mais de 100 milhões de libras em indenizações.

Nessa hora a Dell foi arrastada para a confusão. A Computacenter alega que não pode entregar o que as fabricantes se recusam a vender e processou seus fornecedores para se resguardar. A revendedora argumenta que, em 2021, a Dell – então distribuidora da VMware – enviou uma proposta que garantia preços e condições de suporte por longo prazo. Para a Computacenter, é a Dell que deve honrar essa oferta.

Antiga dona da VMware, Dell agora enfrenta a ex-subsidiária no tribunal (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na ação recém-aberta, a gigante dos PCs sustenta que sua obrigação contratual se limitava a “comunicar à VMware qualquer solicitação de renovação”, e que essa responsabilidade dependia da companhia continuar sendo uma distribuidora autorizada. Como a Dell encerrou a parceria de distribuição com a VMware em janeiro de 2024, a empresa alega incapacidade técnica e legal de fornecer os softwares sem a cooperação da Broadcom.

Basicamente, a Dell – que agora exige indenização para cobrir eventuais perdas se o veredito for desfavorável – diz ao tribunal que se a Computacenter vencer a ação, a VMware deve pagar a conta.

Fim das licenças perpétuas e risco de desabastecimento

Tesco alerta que falta de suporte da VMware pode afetar abastecimento (imagem: reprodução)

A base da disputa é a decisão da Broadcom de encerrar o suporte a licenças antigas. Nos autos do processo, a Tesco afirma que o software da VMware é “essencial para as operações e a resiliência dos negócios”, gerenciando cerca de 40 mil cargas de trabalho em servidores. Isso inclui desde os caixas das lojas até a logística de fornecimento de alimentos em todo o Reino Unido e Irlanda.

O alerta da varejista é grave: sem as atualizações e o suporte contratado, pode haver interrupções no abastecimento de produtos alimentícios para milhões de consumidores.

A Broadcom, por sua vez, não parece disposta a recuar. A gigante dos chips sustenta que os produtos solicitados pela Tesco foram descontinuados e não são mais comercializados. A empresa argumenta ainda que não pode ser obrigada a dar suporte a softwares obsoletos e que tentou negociar um novo acordo de assinatura com a rede de supermercados, que teria ignorado as propostas.

O impasse criou uma situação inusitada, onde Tesco, Broadcom, Computacenter e Dell tentam empurrar a responsabilidade financeira uns para os outros.
A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas
Fonte: Tecnoblog

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.

A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.

Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.

A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?

Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.

Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.

Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.

Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.

Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

O que isso pode significar para o consumidor?

A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.

Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.

O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.

No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.

Com informações do Culpium e 95ToMac

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA
Fonte: Tecnoblog

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.

A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.

Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.

O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.

Fechamento de estúdios de jogos

Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.

Entre as desenvolvedoras encerradas estão:

Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.

Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.

Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.

O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.

Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.

Meta vai abandonar os games?

Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.

A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.

Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.
Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários
Fonte: Tecnoblog

O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos

O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos

Saiba como a Amazon se tornou uma das maiores big techs do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Amazon é uma gigante global de tecnologia fundada em 1994 por Jeff Bezos, na cidade de Bellevue, nos Estados Unidos. O negócio começou em uma garagem, operando inicialmente como uma livraria online focada em eficiência logística.

Com o tempo, a empresa expandiu seu catálogo e diversificou serviços para dominar o varejo em escala mundial. Essa evolução constante e a mentalidade de inovação a transformaram em uma das maiores big techs da atualidade.

Além de dominar o e-commerce, a marca lidera setores de computação em nuvem, inteligência artificial e serviços de streaming digital. Atualmente, ela é referência absoluta em infraestrutura tecnológica, mantendo um crescimento sólido e influência global.

A seguir, conheça mais sobre a história da Amazon, sua missão e mercados em que atua. Também descubra quem é o dono da companhia e seu valor de mercado.

ÍndiceO que é Amazon?O que significa Amazon?Qual é a missão da Amazon?Quando a Amazon foi criada?Onde fica a sede da Amazon?Quem criou a Amazon?Quem é o atual dono da Amazon?Quantos funcionários trabalham na Amazon?Como a Amazon foi criadaEm quais mercados a Amazon atua?Qual é o valor de mercado da Amazon?Qual é a diferença entre Amazon e Amazon Prime?

O que é Amazon?

A Amazon Company é uma multinacional de tecnologia que atua nas áreas de e-commerce, computação em nuvem e serviço de streaming em escala global. Fundada por Jeff Bezos em 1994, a marca evoluiu de uma livraria virtual para o maior ecossistema de varejo e infraestrutura digital do mundo.

O que significa Amazon?

O nome Amazon foi escolhido por Jeff Bezos por simbolizar algo grandioso, refletindo a ambição de criar a maior loja do mundo. A estratégia visava uma identidade que permitisse a expansão ilimitada dos negócios para além da venda inicial de livros.

A referência direta ao Rio Amazonas também remete ao fluxo constante e imensidão, espelhando a vasta diversidade do catálogo e o alcance global. Complementarmente, o logotipo reforça essa ideia ao conectar as letras “A” e “Z”, prometendo entregar tudo ao cliente.

O logotipo da Amazon traz uma seta que conecta as letras “A” e “Z”, indicando o objetivo de ser uma “loja de tudo” (imagem: Christian Wiediger/Unsplash)

Qual é a missão da Amazon?

A Amazon baseia-se em quatro pilares: obsessão pelo cliente, paixão por inovação, excelência operacional e pensamento de longo prazo. Seu objetivo é ser a empresa mais centrada no cliente da Terra, integrando tecnologia e logística para facilitar a vida cotidiana.

Expandindo seu propósito, a marca agora integra o bem-estar e a segurança dos funcionários. Atualmente, ela busca ser o melhor e mais seguro lugar para trabalhar, guiando inovação sob uma perspectiva ética e sustentável.

Quando a Amazon foi criada?

A Amazon foi fundada em 5 de julho de 1994, em Bellevue, Washington (EUA), sob o nome jurídico Cadabra Inc. O site oficial da varejista, já com nome jurídico atual, foi lançado apenas em 16 de julho de 1995.

Onde fica a sede da Amazon?

A sede atual da Amazon está localizada em Seattle, Washington (EUA), com destaque para o complexo The Spheres no bairro de South Lake Union. Em 2023, a empresa expandiu suas operações corporativas ao inaugurar uma segunda sede, a HQ2, situada em Arlington, Virgínia.

Vale dizer que a trajetória da companhia começou na garagem da casa de Jeff Bezos em Bellevue, Washington, antes de mudar definitivamente para Seattle. Atualmente, as duas sedes principais coordenam as operações globais de tecnologia e logística da gigante do varejo.

Amazon Spheres é um espaço de trabalho e jardim de inverno no campus da sede da Amazon em Seattle (imagem: SounderBruce/WikiMedia Commons)

Quem criou a Amazon?

Jeff Bezos criou a Amazon após deixar o mercado financeiro para apostar no potencial do comércio eletrônico. Embora sua ex-esposa MacKenzie Scott e os primeiros funcionários Shell Kaphan e Paul Davis tenham auxiliado na fase inicial, Bezos é o único fundador oficial.

Quem é o atual dono da Amazon?

Não existe um único dono da Amazon, pois ela é uma empresa de capital aberto controlada por acionistas e investidores institucionais. O fundador Jeff Bezos permanece como o maior investidor individual, com cerca de 10% das ações, enquanto grupos como Vanguard e BlackRock detêm fatias significativas do controle.

O controle operacional é exercido pelo CEO Andy Jassy, mas Bezos mantém influência relevante como presidente executivo do conselho. Essa estrutura é comum em corporações listadas na bolsa, onde o poder de voto é proporcional à quantidade de ações possuídas.

Quantos funcionários trabalham na Amazon?

A Amazon emprega cerca de 1,56 milhão de funcionários em tempo integral e parcial globalmente, conforme dados do World Population Review em dezembro de 2025. Esse total exclui prestadores de serviços, como entrega terceirizada.

O setor de varejo concentra a maior parcela da força de trabalho, com cerca de 1,1 milhão de colaboradores, enquanto a América do Norte concentra a maioria regional (925 mil). Após expansões agressivas, a empresa agora prioriza a estabilização do quadro por meio de demissões pontuais e realocação de recursos em tecnologia.

O fundador Jeff Bezos (à esquerda) passou o cargo de CEO para Andy Jassy em julho de 2021 (imagem: Reprodução/Paper Geek)

Como a Amazon foi criada

A história da Amazon começou em 1994, quando Jeff Bezos deixou o emprego em Wall Street para fundar a Cadabra Inc e empreender em sua garagem em Bellevue, Washington (EUA). Motivado pelo boom da internet, ele buscava criar a “loja de tudo”, iniciando pelo mercado editorial.

O plano de negócios surgiu durante uma viagem para Seattle, cidade escolhida pela proximidade com grandes distribuidores de livros. Com investimento de US$ 100 mil e apoio da então esposa MacKenzie Scott, Bezos contratou Shel Kaphan para desenvolver o site oficial.

A plataforma foi lançada em julho de 1995, já com o nome de Amazon, focando em livros devido à alta demanda e facilidade logística do setor. O sucesso foi imediato, gerando mais de US$ 500 mil em vendas nos primeiros dias de operação.

Após abrir capital em 1997, a empresa diversificou o catálogo para incluir música, vídeos e brinquedos. A estratégia “Cresça Rápido” visava superar concorrentes físicos e consolidar a marca como a “loja de A a Z”, como indicava a logo.

Casa em Bellevue, onde Jeff Bezos iniciou a Amazon (imagem: Reprodução/Downtown Bellevue Network)

Em 2006, a diversificação atingiu novos patamares com a Amazon Web Services (AWS), que se tornou líder global em infraestrutura de nuvem. Paralelamente, em 2005, a assinatura Amazon Prime fidelizou milhões de clientes com entregas rápidas e serviços de streaming integrados.

Nos anos seguintes, a empresa revolucionou o consumo digital com o lançamento do e-reader Kindle (2007) e da assistente virtual Alexa (2014). Esses dispositivos integraram tecnologia ao cotidiano, transformando a marca em uma gigante do hardware e inteligência artificial.

No Brasil, a operação da Amazon iniciou em 2012, focada estritamente em livros digitais e na linha Kindle. A expansão para o varejo físico ocorreu apenas em 2014, estabelecendo a base logística para o crescimento no país.

Atualmente, a big tech consolida sua presença no país com 10 centros de distribuição e serviços premium. A evolução constante reforça o legado de inovação que define a trajetória da companhia desde a fundação.

Amazon Web Services, ou apenas AWS, é uma das principais empresas de infraestrutura de nuvem (imagem: Tony Webster/Flickr)

Em quais mercados a Amazon atua?

A Amazon se tornou uma das maiores empresas de tecnologia ao diversificar sua operação em setores estratégicos. Confira abaixo os mercados onde a companhia atua de forma decisiva:

E-commerce global: opera o maior marketplace do planeta, conectando milhões de vendedores e consumidores em mais de 20 países com infraestrutura de ponta;

Computação em nuvem (AWS): lidera o setor de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI), oferecendo armazenamento, processamento de dados e ferramentas avançadas de inteligência artificial para empresas;

Varejo físico: expande a presença no mercado de mercearia e varejo físico por meio do Whole Foods Market e Amazon Fresh nos EUA, usando tecnologia de automação e checkout por biometria;

Streaming e assinaturas: gerencia o ecossistema Prime, que integra serviços de streaming de vídeo, músicas e logística rápida para maximizar a retenção e fidelidade dos usuários;

Dispositivos e hardware: desenvolve eletrônicos de consumo como a linha Kindle, dispositivos Echo (Alexa) e sistemas de segurança doméstica via Ring e Blink;

Entretenimento e mídia: produz conteúdos originais por meio da Amazon Studios e MGM, além de dominar o mercado de streaming de games com a plataforma Twitch;

Saúde digital: atua na modernização do setor médico por meio da Amazon Pharmacy e One Medical nos EUA, oferecendo consultas virtuais e entrega de medicamentos;

Logística e conectividade: investe em frotas próprias de entrega e no Amazon Leo (antigo Project Kuiper), que visa fornecer internet global via satélite para áreas remotas.

Os dispositivos Amazon Echo e Kindle demonstram a força e inovação da Amazon em hardware (imagem: Laura Canal/Tecnoblog)

Qual é o valor de mercado da Amazon?

A Amazon tem cerca de US$ 2,64 trilhões de valor de mercado, conforme dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. Essa marca coloca a empresa entre as cinco big techs mais valiosas do mundo, tendo mais de 10,7 bilhões de ações em circulação na Nasdaq.

Qual é a diferença entre Amazon e Amazon Prime?

Amazon é uma big tech focada em e-commerce, computação em nuvem e inovação digital. Fundada em 1994, ela funciona como a infraestrutura de mercado onde milhões de produtos são vendidos e serviços corporativos são operados.

Amazon Prime é um programa de assinatura que oferece um ecossistema de benefícios na plataforma Amazon. Por uma taxa mensal ou anual, o membro tem acesso a frete grátis ilimitado, serviços de streaming (vídeo e música) e ofertas exclusivas.
O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos

O que é Amazon? Saiba tudo sobre o e-commerce de Jeff Bezos
Fonte: Tecnoblog

Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon

Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon

Conheça a trajetória de Jeff Bezos como empreendedor que revolucionou o varejo online (imagem: Ted S. Warren/Associated Press)

Jeff Bezos é um empreendedor estadunidense e o dono da Amazon, empresa que revolucionou o varejo online global. Sua visão estratégica o transformou em uma das figuras mais influentes da tecnologia e do comércio moderno.

Sua carreira começou no setor financeiro em Wall Street, mas ganhou destaque em 1994 ao fundar sua própria companhia em uma garagem. Sob sua liderança, a Amazon expandiu de uma livraria online para um conglomerado de serviços digitais como computação em nuvem.

Atualmente, Bezos atua como presidente executivo da gigante do e-commerce e impulsiona a exploração espacial através da sua empresa Blue Origin. Ele também é proprietário do jornal norte-americano The Washington Post e co-CEO da startup de inteligência artificial Project Prometheus.

A seguir, conheça mais sobre a carreira de Jeff Bezos, sua formação e as empresas que ele controla. Também descubra a origem da sua fortuna e impacto no setor tecnológico.

ÍndiceQuem é Jeff Bezos?Qual é a formação de Jeff Bezos?Qual é a carreira profissional de Jeff Bezos?Quais são as empresas de Jeff Bezos?Qual é a fortuna de Jeff Bezos?De onde vem a fortuna de Jeff Bezos?Jeff Bezos está entre os mais ricos do mundo?Qual é a importância de Jeff Bezos para o setor tecnológico?

Quem é Jeff Bezos?

Jeff Bezos, nascido em 12 de janeiro de 1964, é um empreendedor e investidor estadunidense, reconhecido como criador da Amazon. Além de ter uma ampla influência no setor de comércio e tecnologia, ele é fundador da empresa aeroespacial Blue Origin e proprietário do jornal The Washington Post.

Qual é a formação de Jeff Bezos?

Bezos se formou na Universidade de Princeton em 1986, obtendo os títulos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação. Ele concluiu a formação com honra máxima, destacando-se como membro da prestigiada sociedade Phi Beta Kappa.

Inicialmente, o executivo cursava Física, mas migrou para a área de tecnologia por considerar os estudos teóricos “excessivamente abstratos”. Essa transição foi decisiva para ele desenvolver as competências técnicas aplicadas posteriormente nos seus empreendimentos.

Bezos é graduado em Ciência da Computação e Engenharia Elétrica (imagem: Jason Redmond/File Photo)

Qual é a carreira profissional de Jeff Bezos?

A história de Jeff Bezos começou no setor financeiro em Wall Street, onde atuou em instituições financeiras como Fitel e Bankers Trust. Em 1990, obteve destaque na D.E. Shaw, alcançando a vice-presidência sênior enquanto explorava o potencial da internet.

Em 1994, aos 30 anos, ele fundou a Amazon na garagem em Seattle, transformando uma livraria online em uma gigante global de varejo e tecnologia. Como CEO, expandiu a empresa para serviços de nuvem com a Amazon Web Services (AWS), liderando-a até meados de 2021.

Paralelamente, Bezos fundou a Blue Origin em 2000 para transformar o modelo de exploração espacial e viagens orbitais comerciais. Em 2013, adquiriu o tradicional jornal The Washington Post, ampliando significativamente sua atenção na mídia e comunicação.

Atualmente, atua como presidente executivo da Amazon e investe em causas climáticas por meio do Bezos Earth Fund. Sua carreira reflete a transição estratégica entre o setor bancário, o comércio eletrônico e a inovação espacial.

Jeff Bezos nos anos 1990 no estoque da Amazon (imagem: Paul Souders/Getty Images)

Quais são as empresas de Jeff Bezos?

Bezos consolidou sua influência no setor de comércio e tecnologia por meio de investimentos estratégicos e fundações visionárias. Estas são as principais empresas e outros negócios vinculados ao executivo:

Amazon: fundada em 1994, a empresa evoluiu de uma livraria online para a maior gigante global de e-commerce e computação em nuvem (AWS);

Blue Origin: empresa de exploração aeroespacial criada em 2000, focada em foguetes reutilizáveis e infraestrutura para habitação humana no espaço para baratear o acesso orbital;

The Washington Post: tradicional jornal norte-americano publicado desde 1877, foi adquirido por Bezos em 2013 e passou por uma transformação digital profunda para se adaptar à era do jornalismo moderno;

Bezos Earth Fund: fundo filantrópico de US$ 10 bilhões lançado em 2020 para financiar  soluções científicas e projetos globais de combate às mudanças climáticas e preservação ambiental;

Project Prometheus: startup de inteligência artificial na qual Bezos atua como co-CEO, focada em inovação de ponta após um expressivo aporte de US$ 6,2 bilhões em 2025.

A empresa aeroespacial Blue Origin é um dos principais projetos de Bezos (imagem: Bloomberg/Getty Images)

Qual é a fortuna de Jeff Bezos?

A fortuna de Jeff Bezos é estimada em cerca de US$ 255,6 bilhões, conforme dados da Forbes em janeiro de 2026. Grande parte do seu patrimônio provém de ações na Amazon e outros investimentos realizados ao longo da sua carreira.

De onde vem a fortuna de Jeff Bezos?

O patrimônio líquido de Jeff Bezos deriva de sua participação acionária na Amazon, impulsionada pelo domínio no e-commerce e na computação em nuvem. Sua fortuna é complementada por ativos na Blue Origin, no The Washington Post e investimentos diversificados via Bezos Expeditions.

Antes da Amazon, Bezos consolidou sua base financeira atuando em Wall Street, usando economias próprias e aportes externos para fundar a empresa sem depender de heranças. Hoje, sua riqueza é predominantemente variável, oscilando conforme o valor de mercado de suas companhias e investimentos.

Jeff Bezos está entre os mais ricos do mundo?

Sim, Bezos ocupa o terceiro lugar entre os mais ricos do mundo em janeiro de 2026. Embora tenha liderado a lista da Forbes anteriormente, atualmente ele está atrás de Elon Musk (Tesla/SpaceX) e Larry Page (Google/Alphabet).

Jeff Bezos é atualmente o terceiro indíviduo mais rico do mundo (imagem: Daniel Oberhaus/Flickr)

Qual é a importância de Jeff Bezos para o setor tecnológico?

Bezos revolucionou o setor ao transformar a Amazon em uma das maiores big techs, redefinindo o comércio online global e contribuindo com a evolução da computação moderna. Sua visão estratégica converteu uma livraria online em uma infraestrutura que sustenta a internet atual.

A biografia de Jeff Bezos revela a mentalidade de “Dia 1”, focada em escalabilidade e obsessão pelo cliente acima de lucros imediatos. Esse modelo de gestão permitiu que a Amazon se tornasse o padrão de logística e eficiência para o mercado global.

Por meio da AWS, o executivo transformou o setor de computação em nuvem ao oferecer poder computacional sob demanda para diversas outras empresas de tecnologia. Essa inovação democratizou o acesso a servidores de alto desempenho, permitindo que startups crescessem sem altos custos de hardware.

Seu legado atual foca em fronteiras futuras, como a exploração espacial pela Blue Origin e avanços em inteligência artificial com a Project Prometheus. Essas iniciativas continuam a desafiar os limites do desenvolvimento científico e a moldar o futuro da infraestrutura tecnológica mundial.
Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon

Quem é Jeff Bezos? Confira a biografia do criador da Amazon
Fonte: Tecnoblog

Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

Conheça a história por trás do legado de Steve Jobs (imagem: Reprodução/Albert Watson)

Steve Jobs foi o visionário cofundador da Apple que transformou a computação pessoal e moldou os eletrônicos modernos. Além da tecnologia, ele revolucionou o cinema de animação ao liderar e expandir os estúdios da Pixar.

Entre seus maiores feitos estão a criação do PC Macintosh em 1984 e a revitalização do mercado de computadores com o iMac nos anos 1990. Ele também mudou o consumo de música com o iPod nos anos 2000 e foi responsável pelo lançamento do iPhone em 2007. 

O lendário executivo faleceu em 5 de outubro de 2011, aos 56 anos, na Califórnia, em decorrência de complicações de um câncer. No entanto, seu legado permanece vivo como um dos principais ícones da inovação e do design minimalista.

A seguir, saiba mais sobre a carreira profissional de Steve Jobs e seu impacto na tecnologia moderna. Também descubra as ações que fizeram ele ser considerado um executivo visionário. 

ÍndiceQuem foi Steve Jobs?Qual era a formação de Steve Jobs?Como foi a carreira profissional de Steve JobsQuais foram os principais feitos de Steve Jobs?Quando Steve Jobs faleceu?Qual foi a causa da morte de Steve Jobs?Qual era a fortuna de Steve Jobs ao falecer?Por que Steve Jobs foi considerado um visionário?

Quem foi Steve Jobs?

Steve Jobs, nascido em 24 de fevereiro de 1955, foi um inventor e cofundador da Apple que revolucionou a computação pessoal e moldou os eletrônicos de consumo modernos. Além de ser o CEO da Apple, ele atuou como principal investidor e presidente do conselho dos estúdios de animação Pixar.

Qual era a formação de Steve Jobs?

Jobs frequentou a Reed College, em Portland, no Oregon (EUA), por apenas seis meses antes de abandonar a graduação de Artes Liberais em 1972. Ele optou por permanecer como aluno ouvinte em aulas de caligrafia e artes, moldando sua visão estética única.

Essa base humanística permitiu que ele integrasse design tipográfico e simplicidade funcional aos computadores da Apple anos depois. Jobs priorizou o aprendizado autodidata e a criatividade técnica em vez de seguir currículos acadêmicos tradicionais.

Steve Jobs na West Coast Computer Faire, em São Francisco, evento onde o computador Apple II foi apresentado em 1977 (imagem: Tom Munnecke/Getty Images)

Como foi a carreira profissional de Steve Jobs

A trajetória de Steve Jobs começou em 1976 ao fundar a empresa Apple Inc. com Steve Wozniak, lançando o importante computador Apple II em 1977. Apesar do seu papel único, conflitos internos com a diretoria levaram à sua saída forçada da própria companhia em 1985.

Fora da Apple, ele fundou a empresa de softwares NeXT Computer em 1985 e adquiriu a divisão gráfica da Lucasfilm em 1986, que se tornaria os estúdios Pixar. Essas iniciativas consolidaram sua reputação como visionário tanto na computação quanto no cinema de animação digital.

O retorno triunfal ocorreu em 1997, quando a Apple adquiriu a NeXT e Jobs reassumiu o comando como CEO. Ele reestruturou a operação e usou o sistema operacional NeXTSTEP como base para o desenvolvimento do moderno macOS.

Sob sua liderança, a marca lançou o icônico iMac em 1998 e diversificou o mercado com o iPod em 2001, integrando música e tecnologia por meio do iTunes. Essas inovações salvaram a empresa da falência, transformando-a em uma referência de design e integração entre hardware e software.

A consagração definitiva veio com o lançamento do iPhone (2007) e do iPad (2010), dispositivos que redefiniram a computação móvel e a comunicação digital. Jobs deixou o comando da Apple em 2011 por motivos de saúde, consolidando um legado de liderança incomparável.

Steve Jobs nos escritórios da Apple em 1984, um ano antes de ser forçado a sair da própria empresa (imagem: Reprodução/Norman Seeff)

Quais foram os principais feitos de Steve Jobs?

Os principais feitos de Steve Jobs auxiliaram a Apple a se tornar uma das maiores big techs do mundo, unindo design intuitivo a modelos de negócios disruptivos. Sua trajetória é marcada pela transformação de setores inteiros, da computação ao entretenimento digital:

Cofundação da Apple e o Apple II: criou a empresa ao lado de Steve Wozniak em 1976 e lançou o Apple II em 1977, o primeiro microcomputador de sucesso produzido em escala industrial para o consumidor comum;

Pioneirismo com o Macintosh original: introduziu o primeiro computador comercial bem-sucedido com interface gráfica e mouse em 1984, substituindo linhas de comando por ícones visuais acessíveis;

Revolução na animação com a Pixar: adquiriu o que viria a ser a Pixar em 1986, financiando o primeiro longa-metragem totalmente digital, Toy Story (1995), e mudando para sempre a indústria do cinema;

Recuperação estratégica da Apple: retornou à empresa que fundou em 1997 para salvá-la da falência iminente, eliminando produtos obsoletos e restaurando a rentabilidade com foco em inovação;

Revitalização com o iMac: lançou o computador “tudo em um” com design colorido e transparente em 1998, reafirmando a Apple como líder em estética e conectividade simples;

Transformação da música com o iPod e iTunes: redefiniu o consumo fonográfico ao integrar hardware portátil e uma loja virtual eficiente, reduzindo o domínio do CD físico no mercado;

Criação do iPhone e a era mobile: foi o inventor do iPhone em 2007, dispositivo que fundiu celular, navegador de internet e player de mídia, além de estabelecer o padrão para todos os smartphones modernos;

Ecossistema da App Store: em 2008, introduziu a loja de aplicativos que permitiu a desenvolvedores terceiros expandirem as funcionalidades do celular, criando uma economia digital;

Popularização dos tablets com o iPad: lançou uma categoria intermediária de dispositivos em 2010, otimizando o consumo de conteúdo e a produtividade móvel em telas grandes;

Integração entre hardware e software: implementou uma filosofia de ecossistema fechado onde o controle total sobre o design e o sistema garante uma experiência de usuário fluida.

Steve Jobs apresentando o primeiro iPhone, em 2007 (imagem: reprodução/Getty Images)

Quando Steve Jobs faleceu?

Steve Jobs morreu em 5 de outubro de 2011, aos 56 anos, em Palo Alto, na Califórnia (EUA).

Qual foi a causa da morte de Steve Jobs?

A causa da morte de Jobs foi uma parada respiratória decorrente de complicações de um tumor neuroendócrino de pâncreas, uma variante rara e de crescimento lento. A doença progrediu ao longo de anos, resultando em metástase e falência múltipla de órgãos.

Segundo a biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, o executivo recusou inicialmente a cirurgia recomendada em favor de terapias alternativas. Ele se arrependeu do atraso e, posteriormente, submeteu-se a um transplante de fígado e tratamentos genéticos avançados, porém sem sucesso.

Qual era a fortuna de Steve Jobs ao falecer?

Ao falecer em 2011, a fortuna de Steve Jobs era estimada em cerca de US$ 10 bilhões. Esse patrimônio provinha majoritariamente de sua participação na Disney após a venda da Pixar, além de ações remanescentes da Apple.

A herança foi transferida integralmente para sua viúva, Laurene Powell Jobs, que direcionou os recursos para projetos filantrópicos. Segundo a filosofia do casal, os filhos não receberam fatias diretas ou bilionárias desses ativos.

Steve Jobs construiu um legado único no mundo da tecnologia, inspirando diversos inventores e empresários (imagem: AB/Unsplash)

Por que Steve Jobs foi considerado um visionário?

Steve Jobs antecipou necessidades humanas antes mesmo de existirem, criando produtos que moldaram comportamentos e modelos de negócios. Ele transformou dispositivos em ferramentas intuitivas e integradas, estabelecendo o padrão de ecossistemas seguido pelas empresas de tecnologia atuais.

A obsessão pelo design e experiência do usuário elevou a estética e a simplicidade acima de especificações técnicas de hardware. Essa filosofia das empresas de Steve Jobs obrigou a indústria a tratar a beleza e a facilidade de uso como pilares no desenvolvimento de qualquer inovação.

O executivo rompeu paradigmas ao apostar na interação multitoque e em interfaces minimalistas. Ele ignorou tendências passageiras para focar em soluções disruptivas que criaram mercados e garantiram a longevidade competitiva de suas marcas.

Ao unir tecnologia e narrativa, ele revolucionou os setores de computação pessoal, telefonia móvel, música e animação digital. Seu legado como dono da Apple e da Pixar provou que a inovação radical pode redefinir permanentemente o consumo de entretenimento e eletrônicos.
Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

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Fonte: Tecnoblog

O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada

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Conheça as subsidiárias da Alphabet e qual é a influência do conglomerado nos negócios de tecnologia e inovação (imagem: Reprodução/Alphabet)

A Alphabet Inc. é uma holding global que atua como a empresa-mãe de diversos negócios de tecnologia e inovação. Ela foi criada em 2015 pelos fundadores Larry Page e Sergey Brin para trazer mais foco e autonomia ao grupo.

A dona do Google surgiu para separar os serviços de internet de projetos ambiciosos de ciência e robótica, as chamadas “moonshots”. A reestruturação permitiu que cada unidade operasse de forma independente, acelerando o desenvolvimento de novas tecnologias.

Além do Google, a Alphabet supervisiona subsidiárias como a Waymo, de veículos autônomos, e a Verily, da área da saúde. O grupo também inclui a DeepMind, focada em inteligência artificial, e a Wing, de Drones.

A seguir, saiba mais sobre a Alphabet, sua criação e suas principais subsidiárias. Também conheça quem são os donos e a estrutura acionária da companhia.

ÍndiceO que é Alphabet?O que significa Alphabet?Quem criou a Alphabet?Por que a Alphabet foi criada?O que a Alphabet Inc. faz?Quais são as subsidiárias da Alphabet?Quem são os donos da Alphabet?Quais são as ações da Alphabet na bolsa?Qual é o valor de mercado da Alphabet?Qual é a diferença entre Alphabet e Google?

O que é Alphabet?

A Alphabet Inc. é uma holding multinacional criada em 2015 para reestruturar o Google, separando os serviços de internet de outras frentes de inovação. Essa estrutura permite que o conglomerado gerencie de forma independente subsidiárias em setores diversos, como biotecnologia, inteligência artificial e direção autônoma.

O que significa Alphabet?

A palavra Alphabet (alfabeto, em português) significa o conjunto de letras essencial à comunicação humana. Para a empresa, o termo representa a vasta coleção de serviços, refletindo a essência do seu índice de busca e organização de informações do Google.

O nome também traz o trocadilho “Alpha-bet” (aposta no Alfa), indicando o objetivo de gerar retornos financeiros acima da média do mercado. Segundo o fundador Larry Page, a escolha reforça o compromisso da holding com investimentos ambiciosos e o desenvolvimento de novas tecnologias independentes.

A Alphabet surgiu a partir de uma reestruturação do Google em 2015 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quem criou a Alphabet?

A Alphabet Inc. foi criada por Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google, em 2015. Ambos os executivos lideraram a transição estrutural até 2019, quando entregaram a gestão de ambas as companhias ao atual CEO Sundar Pichai.

Por que a Alphabet foi criada?

A Alphabet foi criada para segmentar o ecossistema do Google, separando os serviços de internet de iniciativas experimentais e de longo prazo. Essa reestruturação estratégica visava aumentar a transparência financeira e o foco operacional em cada unidade de negócio.

A holding permitiu que projetos como Waymo (veículos autônomos) e Verily (biotecnologia) ganhassem autonomia administrativa e orçamentária sob CEOs próprios. Isso isolou os riscos regulatórios das “moonshots” e simplificou a gestão de um portfólio vasto e tecnicamente diverso.

O modelo de conglomerado da Alphabet otimizou a alocação de capital, protegendo os lucros estáveis da publicidade enquanto financia inovações. Com isso, os fundadores preservaram o controle estratégico e a agilidade necessárias para escalar futuras frentes de receita.

Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, foram responsáveis pela criação da Alphabet (imagem: AP Photo/Paul Sakuma)

O que a Alphabet Inc. faz?

A Alphabet funciona como uma holding que separa os serviços digitais consolidados do Google de seus projetos experimentais. Sua estrutura centraliza a gestão de dados, publicidade e inovação tecnológica em três divisões fundamentais:

Google Services: concentra plataformas líderes, como Busca, YouTube, Android e Maps, gerando receita principalmente por meio de anúncios e venda de hardware;

Google Cloud: provê infraestrutura de computação e armazenamento em nuvem, além de ferramentas avançadas de inteligência artificial para transformação digital de empresas e governos;

Other bets (Outras apostas): reúne projetos experimentais e futuristas, como os veículos autônomos Waymo e serviço de entrega por drones Wing, que recebem altos investimentos em pesquisa para criar mercados disruptivos.

A busca do Google ainda é uma importante plataforma para os negócios da Alphabet (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as subsidiárias da Alphabet?

A Alphabet Inc. supervisiona centenas de subsidiárias, organizadas entre Google Company e o segmento conhecido como “Other Bets” (Outras apostas). Estas são as principais empresas da Alphabet:

Google LLC e serviços relacionados:

Google: concentra os produtos principais como Busca, YouTube, Android e Maps, gerando a maioria da receita publicitária global;

Google Cloud: oferece infraestrutura de computação em nuvem, ferramentas de produtividade empresarial e plataformas avançadas de inteligência artificial;

Other Bets (Inovações e pesquisas):

Waymo: lidera o desenvolvimento de tecnologia para direção autônoma e opera serviços comerciais de robotáxis;

Verily: foca em ciências da vida e saúde de precisão, desenvolvendo tecnologias para coleta e análise de dados clínicos complexos;

Calico: dedica-se à biotecnologia e pesquisa básica sobre mecanismos do envelhecimento para promover o aumento da longevidade humana;

Wing: desenvolve a infraestrutura logística e opera serviços de entrega por drones para o transporte rápido de mercadorias leves;

X (The Moonshot Factory): funciona como um laboratório de inovação radical, incubando tecnologias disruptivas que buscam resolver grandes problemas globais;

DeepMind: atua na vanguarda da pesquisa em inteligência artificial generativa e modelos científicos voltados para a biologia e física.

Empresas de holding e investimento:

XXVI Holdings Inc: atua como a entidade legal que detém a propriedade das “Other Bets” e isola as responsabilidades financeiras entre divisões;

Alphabet Holdings LLC: operam como os braços de investimento em capital de risco e equidade de crescimento para empresas em diversos estágios.

O sistema de veículo autônomo da Waymo é uma das “Other Bets” da Alphabet (imagem: Reprodução/Waymo)

Quem são os donos da Alphabet?

A Alphabet é controlada por uma estrutura de três classes de ações que distribui o capital entre investidores e gestores. Grandes instituições financeiras, como Vanguard e BlackRock, detêm a maioria das ações públicas voltadas ao mercado (Classe A e C).

Contudo, Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, retêm o controle majoritário através das ações de Classe B. Essas cotas exclusivas possuem superpoder de voto, garantindo a eles 51,7% do poder de decisão na empresa.

Em resumo, enquanto o mercado provê o capital, os criadores ditam a visão estratégica global. Essa governança protege a autonomia da diretoria contra pressões externas, assegurando a continuidade do modelo de gestão.

Quais são as ações da Alphabet na bolsa?

As ações da Alphabet Inc. são negociadas na Nasdaq e dividem-se em duas categorias acessíveis ao público. Elas são diferenciadas essencialmente pelo poder de decisão dos investidores:

GOOGL (Classe A): representa as ações ordinárias, que garante ao acionista o direito a voto em assembleias da empresa;

GOOG (Classe C): refere-se a ações preferenciais que, embora deem direito à participação nos lucros, não oferecem direito a voto.

Além dessas, existem as ações de Classe B detidas exclusivamente pelos fundadores Larry Page e Sergey Brin para assegurar o controle majoritário. Essa estrutura permite que a gestão mantenha o direcionamento estratégico da companhia, mesmo com a diluição do capital no mercado financeiro.

A Alphabet possui três categorias de ações, determinando o poder de voto dos investidores no conglomerado (imagem: Mark Lennihan/AP)

Qual é o valor de mercado da Alphabet?

O valor de mercado da Alphabet é de aproximadamente US$ 3,80 trilhões, segundo dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. A companhia superou a marca de US$ 3 trilhões de capitalização de mercado pela primeira vez em setembro de 2025.

Qual é a diferença entre Alphabet e Google?

A Alphabet Inc. é a holding criada em 2015 para separar os serviços de internet do Google de projetos experimentais e de longo prazo. Ela gerencia o portfólio de empresas do grupo, garantindo autonomia operacional e transparência financeira entre as diferentes subsidiárias.

O Google LLC é a maior subsidiária da Alphabet, concentrando as operações de tecnologia de consumo, publicidade digital e infraestrutura. Sob seu guarda-chuva estão produtos como Busca, YouTube, Android, Cloud e o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.
O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada

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Fonte: Tecnoblog

Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

Samsung paga até 50% do salário anual como bônus (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Funcionários da divisão de semicondutores da Samsung receberão bônus de 43% a 48% dos salários anuais devido à alta demanda por memória RAM.
A crise dos chips de memória impulsionou a demanda e os preços, beneficiando a Samsung, que fornece memória de alta largura de banda e DRAM.
A divisão de smartphones também terá bônus elevados, enquanto quem trabalha com TVs terá pagamentos menores em comparação ao ano anterior.

Trabalhadores da divisão de semicondutores da Samsung vão receber entre 43% e 48% de seus salários anuais como bônus por desempenho. O dinheiro, que deve entrar na conta em janeiro, vem do bom desempenho comercial de memórias RAM e outros componentes.

O bônus foi noticiado por sites da imprensa sul-coreana. Na Samsung, esse tipo de pagamento pode chegar a 50% do salário anual, limitado a 20% dos lucros em excesso da divisão. Além da curiosidade, esse tipo de informação também serve como um indicador de como os diferentes setores da companhia estão indo.

A cifra é bastante superior à que foi distribuída em anos recentes. Em 2023, por exemplo, os funcionários não receberam nenhum bônus, devido ao ambiente de negócios desafiador. Naquele ano, a divisão teve prejuízos da ordem de 14,88 trilhões de won (na cotação atual, isso dá cerca de US$ 10 bilhões). Já em 2024, com o início da recuperação do setor, a companhia deu um agrado de 14% do salário.

Por que o bônus será tão alto?

O motivo para um pagamento extra tão gordo tem relação justamente com o que tem causado preocupação em empresas e consumidores: a crise dos chips de memória. O problema ocorre porque grandes companhias estão fazendo investimentos trilionários na construção de data centers para inteligência artificial, e essas instalações precisam de muita memória.

A consequência negativa disso é que a RAM e o armazenamento estão mais caros e escassos, o que deve encarecer smartphones e computadores, bem como causar queda nas vendas. Porém, como diz o ditado, enquanto alguns choram, outros vendem lenços.

Fornecimento de RAM para eletrônicos está mais restrito (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Fabricantes de eletrônicos sofrem, mas companhias que atuam na área de semicondutores comemoram a alta demanda e os preços elevados. No caso da Samsung, a unidade de memórias começou a entregar memória de alta largura de banda, usada nos data centers, de quinta geração (HBM3E). Além disso, a DRAM, de uso geral, está mais cara, levando a margens maiores.

Contratos de fornecimento de outros tipos de semicondutores para grandes empresas, como Tesla e Apple, também impulsionaram o desempenho financeiro da divisão. Curiosamente, a divisão de memórias negou um pedido de memória RAM da… própria Samsung.

E os outros funcionários?

Trabalhadores da divisão de smartphones também devem estar felizes, já que receberão um bônus entre 45% e 50% — em 2024, o pagamento foi de 42%. O Galaxy S25 e o Galaxy Z Fold 7 venderam bem, ajudando nos lucros.

Já as divisões de TV e eletrodomésticos devem pagar um extra de 9% a 12%. No caso da segunda, é praticamente a mesma coisa do ano passado, mas na primeira, é uma queda considerável — no ano passado, o bônus foi de 27%.

Com informações do Chosun
Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

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Fonte: Tecnoblog

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Memória representa até 20% do custo de um smartphone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Smartphones e PCs devem ficar até 8% mais caros em 2026 devido à crise da RAM, com queda nas vendas de até 5,2% e 8,9%, respectivamente, segundo a IDC.
A crise é causada pela construção de data centers de IA, levando a um aumento nos preços de RAM e armazenamento, afetando fabricantes de diferentes maneiras.
O mercado de PCs enfrenta desafios adicionais, como o fim do ciclo do Windows 10 e a demanda por AI PCs, com a crise prevista para durar até 2027.

Smartphones e computadores podem ficar, em média, até 8% mais caros em 2026. Enquanto isso, as duas categorias de produtos devem passar por queda nas vendas: o mercado de smartphones pode retrair até 5,2%, e o de computadores, 8,9%. O motivo é a crise da RAM, causada pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial.

Esses dados são da consultoria IDC e foram divulgados na terça-feira (30/12), em uma atualização do relatório divulgado em novembro de 2025. Os números citados se referem ao cenário mais pessimista para o ano que vem. A previsão mais otimista ainda vê possibilidade de altas de 3% e 4% nos preços de smartphones e PCs, respectivamente.

Mesmo assim, a contração é praticamente uma certeza: nas projeções mais moderadas, a queda de vendas de smartphones é de 2,9%, e a de PCs, 4,9%.

Como a crise da RAM impacta os smartphones?

A IDC avalia que o preço médio de venda pode subir entre 3% e 5%, em um cenário moderado, e entre 6% e 8%, em um cenário pessimista.

Os preços altos de RAM e armazenamento devem ter impactos variados em diferentes fabricantes. Marcas chinesas, que trabalham com margens de lucro menores, podem ser obrigadas a repassar os custos para clientes.

Marcas chinesas, como a Xiaomi, trabalham com margens menores (imagem: divulgação/Xiaomi)

Já empresas mais voltadas ao mercado premium, como Apple e Samsung, têm mais reservas para atravessar a crise. Mesmo assim, os aparelhos de topo de linha de 2026 não devem trazer mais RAM do que a geração passada.

Qual será o cenário para os PCs?

A consultoria aponta que o mercado de computadores pessoais passa por uma “tempestade perfeita”, já que a crise será agravada por outros fatores. Além da falta e dos altos preços da RAM, o setor vive o fim do ciclo de vida do Windows 10 e o discurso de marketing em torno dos AI PCs, com recursos de inteligência artificial generativa.

A combinação entre demanda aquecida e custos mais altos deve levar a produtos mais caros. O cenário moderado é de uma alta de 4% a 6% no preço médio de venda, enquanto a projeção pessimista é de alta de 6% a 8%.

Dell já considera aumentar preços (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A IDC também prevê que grandes marcas devem aumentar seu market share ao longo do ano, já que dispõem de maior capacidade de negociação com fornecedores e estoques maiores de componentes.

Outra questão envolve os AI PCs — a IDC usa a classificação para qualquer computador com uma NPU. Essas máquinas precisam de mais RAM para rodar modelos de IA localmente, sem depender da nuvem. Com os problemas de preços e fornecimento, a oferta de computadores com mais de 16 GB de RAM deve passar por sérias restrições.

Crise deve durar até 2027

A IDC afirma também que a crise de RAM e armazenamento provavelmente chegará a 2027. O ritmo acelerado de construção de data centers fez fabricantes concentrarem a produção nas memórias de alta largura de banda, deixando de lado componentes usados em eletrônicos de consumo.

O documento reforça o que outras consultorias e empresas já vêm dizendo há algum tempo. A Samsung, por exemplo, prevê smartphones até 20% mais caros no Brasil em 2026. Dell e Lenovo, por sua vez, reajustaram contratos no mundo todo.

Já a fabricante de memórias Micron considera que a crise não será resolvida tão cedo, uma vez que a indústria não está disposta a se arriscar para aumentar a capacidade de produção. A consultoria TrendForce, por sua vez, diz que os eletrônicos devem ter especificações técnicas piores no ano que vem.
Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM
Fonte: Tecnoblog

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (imagem: Reprodução/Google)

O Google foi fundado por Larry Page e Sergey Brin em 1998, enquanto realizavam doutorado na Universidade de Stanford. Eles desenvolveram o algoritmo PageRank, mudando para sempre a maneira como a informação é organizada e acessada na internet.

A dupla de empreendedores é formada em ciência da computação. Ambos tiveram importantes papeis de liderança de inovação na companhia e durante o período de transição para Alphabet Inc, holding do Google.

Hoje, eles permanecem como acionistas controladores da Alphabet e detêm a maioria do poder de voto. Mesmo sem gerenciar o cotidiano, Page e Brin mantém cadeiras no conselho administrativo e influência decisiva nas grandes estratégias e aquisições da big tech.

A seguir, saiba um pouco da história dos cofundadores do Google, seus patrimônios e empresas nas quais eles investem.

ÍndiceQuem criou o Google?Quem é Larry Page?Quem é Sergey Brin?Qual é a história de Larry Page?Qual é a história de Sergey Brin?Qual é o patrimônio dos cofundadores do Google?Larry Page e Sergey Brin ainda são donos do Google?Larry Page e Sergey Brin têm outros negócios além do Google?

Quem criou o Google?

Larry Page e Sergey Brin fundaram o Google em 1998, enquanto eles cursavam doutorado na Universidade de Stanford, na Califórnia. A dupla desenvolveu o algoritmo PageRank, que mudou a busca na web ao organizar informações por relevância.

Página original do Google no lançamento em 1998 (imagem: Reprodução/Google)

Quem é Larry Page?

Larry Page é um cientista da computação e empreendedor americano, reconhecido como um dos fundadores do Google e ex-CEO da Alphabet. Nascido em 26 de março de 1973, ele se graduou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de realizar o doutorado em Stanford.

Além de criar o algoritmo PageRank, Page liderou a expansão de serviços essenciais como o Android e o Gmail antes de se afastar do cotidiano corporativo em 2019. Hoje, ele se dedica a projetos de filantropia e ao investimento em tecnologias voltadas para a sustentabilidade e energia limpa.

Quem é Sergey Brin?

Sergey Brin é um cientista da computação e empreendedor americano, conhecido por ser um dos criadores do Google. Nascido em Moscou no dia 21 de agosto de 1973, ele imigrou para os EUA ainda criança, onde se formou em matemática e ciência da computação antes de iniciar o doutorado em Stanford.

O executivo exerceu cargos de liderança no Google e Alphabet até 2019, mas se mantém influente no conselho administrativo e supervisiona avanços em inteligência artificial. Ele também é um importante filantropo, investindo em pesquisas sobre o Mal de Parkinson e iniciativas climáticas.

Sergey Brin (à esquerda) e Larry Page são as mentes por trás da criação do Google (imagem: Paul Sakuma/AP Photo)

Qual é a história de Larry Page?

Filho de professores, Larry Page se formou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de ingressar no doutorado em Stanford. Foi nesse ambiente acadêmico que ele idealizou um sistema para mapear e organizar os links de toda a web, fundamentando o futuro da tecnologia.

Ao lado de Sergey Brin, ele desenvolveu o algoritmo PageRank e fundou a Google Company em 1998. O projeto revolucionou a indexação de dados, tornando as buscas na internet rápidas, precisas e extremamente eficientes.

Como CEO, Page liderou aquisições estratégicas, como o Android e o YouTube, além de supervisionar a criação do Google Maps e do Gmail. Sua visão transformou o motor de busca em um ecossistema tecnológico diversificado, presente no cotidiano de bilhões de usuários.

Em 2015, ele reorganizou a estrutura corporativa ao fundar a Alphabet Inc., buscando focar em projetos ambiciosos e tecnologias experimentais. Anos mais tarde, em 2019, ele deixou o comando da empresa, mas mantém sua posição de acionista controlador.

Larry Page foi CEO da Alphabet até 2019 (imagem: Reprodução)

Qual é a história de Sergey Brin?

Nascido em Moscou, Sergey Brin imigrou para os Estados Unidos na infância para escapar do antissemitismo soviético. Formado em matemática e ciência da computação, ele iniciou o doutorado em Stanford, onde conheceu seu sócio Larry Page.

Juntos, desenvolveram o PageRank, algoritmo que priorizava a relevância de links para organizar a internet. Essa inovação foi a base para a fundação do Google em 1998, transformando a busca de informações em escala global.

Brin liderou projetos experimentais do Google e presidiu a Alphabet até 2019, supervisionando o crescimento de plataformas como YouTube. Durante sua gestão, a empresa diversificou-se em inteligência artificial, computação em nuvem e hardware.

Mesmo afastado do cotidiano executivo, ele permanece como membro influente do conselho administrativo da big tech. Com isso, o executivo continua moldando a visão de longo prazo da companhia de tecnologia.

Sergey Brin durante a apresentação do Google Glass em 2013 (imagem: Reprodução)

Qual é o patrimônio dos cofundadores do Google?

Larry Page possui uma fortuna estimada em US$ 256 bilhões, conforme dados da Forbes. Grande parte do patrimônio deriva da sua participação acionária e controle de votos na Alphabet, holding do Google, tornando-o a segunda pessoa mais rica do mundo.

Sergey Brin acumula cerca de US$ 236 bilhões, segundo as informações da Forbes. Assim como Page, seu patrimônio provém das ações da Alphabet e, por isso, ocupa a quinta posição entre as pessoas mais ricas do mundo.

Larry Page e Sergey Brin ainda são donos do Google?

Sim, Page e Brin ainda controlam a empresa Google por meio de ações de Classe B, que garantem a maioria do poder de voto. Embora cada um possua apenas 6% das ações totais, essa estrutura de controle assegura que os fundadores mantenham a direção estratégica final.

Como principais acionistas da Alphabet, dona do Google, eles exercem influência decisiva em grandes investimentos e novas tecnologias. O atual CEO, Sundar Pichai, lidera as operações, mas é a dupla que detém a autoridade máxima sobre os rumos da organização.

Larry Page e Sergey Brin têm outros negócios além do Google?

Page e Brin diversificam seus interesses para além do Google (Alphabet), investindo em setores de tecnologia de ponta. Embora não operem novos conglomerados, eles financiam e orientam projetos que buscam solucionar desafios globais complexos.

Aqui estão os principais empreendimentos vinculados aos fundadores do Google:

Waymo: lidera o desenvolvimento de tecnologia para veículos 100% autônomos, operando frotas de robotáxis que usam inteligência artificial avançada para navegação urbana sem motorista;

Kitty Hawk e Opener: projetos de aviação pessoal financiados majoritariamente por Page, que exploram aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL) para revolucionar a mobilidade urbana aérea;

LTA Research: focada em engenharia aeroespacial, a empresa desenvolve dirigíveis elétricos de última geração projetados para transporte de carga pesada e missões de ajuda humanitária rápida;

Verify: atua na convergência entre saúde e tecnologia, utilizando ciência de dados e dispositivos vestíveis para aprimorar o monitoramento de pacientes e a gestão de doenças;

Calico Life Sciences: companhia dedicada à biotecnologia e pesquisa genômica para combater o envelhecimento, buscando terapias que prolonguem a vida humana de forma saudável e sustentável;

Planetary Resources: iniciativa que contou com o aporte de ambos os executivos para explorar a mineração de asteroides, visando a extração de recursos naturais fora do planeta Terra.

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin
Fonte: Tecnoblog