Category: Negócios e Mercado

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Resumo

consultoria Omdia afirma que aumento dos custos de chips DRAM e NAND está inviabilizando produção de celulares baratos, com memórias representando 60% dos custos de componentes de modelos de até US$ 400 e 64% nos celulares de até US$ 99;
como consequência, vendas globais de celulares com preço de até US$ 400 devem cair 22% em 2026, de acordo com a Omdia;
em contraste, vendas de celulares com preços acima de US$ 400 devem aumentar 5,7% no mesmo ano.

Se no início parecia que a “crise das memórias RAM” afetaria somente o segmento de PCs, hoje, está claro que até dispositivos móveis são prejudicados. E deve piorar: segundo a consultoria de análises de mercado Omdia, os custos cada vez mais elevados de chips DRAM e NAND começam a inviabilizar a produção de celulares baratos.

O motivo é um tanto óbvio: os gastos com os componentes em questão acabam sendo tão elevados que, como consequência, os fabricantes têm dificuldades para manter os aparelhos dentro das faixas de preços mais acessíveis.

De acordo com a Omdia, as memórias representaram, sozinhas, cerca de 60% dos custos com componentes de celulares com preço de até US$ 400 durante o primeiro trimestre de 2026. Na categoria de celulares básicos, com preço de até US$ 99, essa proporção aumentou para 64%.

Para amenizar a situação, muitos fabricantes tentam reduzir custos de produção usando telas ou sensores mais baratos, por exemplo, ou diminuindo a quantidade de memória RAM ou de armazenamento interno.

O problema é que, nos celulares mais baratos, há pouca margem para que essa estratégia seja explorada, pois esses dispositivos já tendem a ser econômicos em componentes.

Eis o efeito: nos cálculos da Omdia, as vendas globais de celulares com preço de até US$ 400 devem cair 22% em 2026. E não há previsão de melhora nesse cenário, pois os custos com chips de memória RAM e armazenamento interno continuam aumentando.

Custos com com memórias são maiores em celulares mais baratos (imagem: reprodução/Omdia)

Qual a situação dos celulares mais caros?

Curiosamente, a cena muda para celulares com preços acima de US$ 400. Para esses modelos, a Omdia prevê um aumento de 5,7% nas remessas durante 2026. Não é que essa categoria não seja afetada pelo aumento dos custos dos componentes. Ela é. Mas, aqui, há mais espaço para manobras.

Ainda de acordo com a Omdia, os fabricantes estão priorizando smartphones nas categorias média e alta porque, nelas, é mais fácil remanejar componentes. Um exemplo: alguns celulares intermediários podem ter telas OLED do tipo LTPS (mais baratas), de modo que painéis OLED LTPO (mais caros) equipem somente modelos mais avançados.

Além disso, a Omdia observa que os consumidores de celulares com preço acima de US$ 400 são menos sensíveis ao preço, ou seja, têm menos dificuldade para absorver repasses de custos.

Mas para tudo há um limite. O desafio da indústria está em descobrir até onde é possível ir com essas abordagens.
Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria
Fonte: Tecnoblog

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus

Protesto de funcionários de divisão da Samsung por bônus maiores (imagem: reprodução/Yonhap News)

Resumo

Funcionários da Samsung protestam contra bônus 100 vezes menor que o da divisão de chips.
A fabricante fechou um acordo com a divisão de semicondutores que prevê bônus de até 600 milhões de won (R$ 2 milhões)
Funcionários da área de dispositivos de consumo (DX) devem receber cerca de 6 milhões de won em ações (R$ 20.430).
O protesto, marcado para 16 de julho, deve reunir entre 2 mil e 3 mil trabalhadores.

Funcionários das áreas de celulares, TVs e eletrodomésticos da Samsung planejam um protesto na Coreia do SUl contra a diferença nos bônus pagos pela empresa. O ato está marcado para 16 de julho, perto da sede da companhia em Suwon, e mira o acordo recente que garantiu gratificações muito maiores aos empregados da divisão de chips.

Segundo a Reuters, o sindicato que representa trabalhadores da divisão Device Experience (DX) afirma que os funcionários dessa área devem receber cerca de 6 milhões de won em ações em 2026, o equivalente a aproximadamente R$ 20.430, na cotação atual. Já empregados da divisão de semicondutores podem receber bônus de até 600 milhões de won (R$ 2 milhões).

A manifestação foi convocada pelo sindicato da divisão DX, que reúne cerca de 28 mil membros. A expectativa é que entre 2 mil e 3 mil trabalhadores participem do ato em Suwon.

Funcionários da Samsung reclamam de bônus mais baixos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A divisão DX é responsável por produtos de consumo da Samsung, como smartphones Galaxy, televisores e eletrodomésticos. Em um protesto inicial no mês passado, funcionários do setor foram ao trabalho vestidos de preto no mês passado, segundo o portal GSMArena.

Um representante do sindicato afirmou que o ato será realizado durante as negociações salariais deste ano para protestar contra o que chamou de tratamento injusto dado à divisão de dispositivos de consumo.

Acordo dos chips abriu racha interno

O descontentamento vem do acordo fechado com a divisão Device Solutions (DS), braço de semicondutores da Samsung. Depois de ameaças de greve, os trabalhadores do setor conseguiram um novo modelo de bônus ligado ao desempenho da área.

O acordo prevê que a Samsung separe 10,5% do lucro operacional anual da divisão de chips para formar um fundo de bônus. A maior parte do valor será paga em ações da companhia.

A medida ajudou a conter uma paralisação que poderia atingir uma das áreas mais estratégicas da Samsung neste momento de alta demanda por chips de memória, como DRAM, HBM e NAND. A divisão foi a principal responsável por levar os papéis da companhia ao patamar de US$ 1 trilhão no mês passado.

Lucro da Samsung deve disparar

Mercado de chips impulsionou lucro da Samsung (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Samsung deve divulgar nesta semana sua estimativa de resultados para o segundo trimestre, referente ao período de abril a junho. A expectativa é de forte crescimento no lucro operacional, impulsionado principalmente pela recuperação dos chips de memória e pela demanda ligada à inteligência artificial.

Graças ao foco da indústria em IA e essa alta procura, a Samsung deve registrar uma receita de cerca de US$ 217 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) neste ano, mais do que a soma dos últimos 40 anos. O valor foi mencionado por Kim Yong-kwan, presidente da divisão de semicondutores.

Esse cenário reforça a diferença entre as divisões. Enquanto a área de semicondutores se beneficia diretamente do avanço da IA, os setores de celulares, TVs e eletrodomésticos enfrentam uma realidade menos favorável nas negociações internas. Pela escassez, os preços desses produtos vêm crescendo desde o ano passado, e, segundo a própria Samsung, deve piorar em 2027.

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus
Fonte: Tecnoblog

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, expressou insatisfação com o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial, afirmando que não está ocorrendo tão rápido quanto esperado.
A reestruturação da Meta, que incluiu o encerramento de cerca de 8 mil postos de trabalho e a realocação de 7 mil funcionários para cargos ligados à IA, não deu os frutos esperados, segundo o executivo.
O CEO espera benefícios mais significativos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

Em uma reunião com todos os funcionários, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, disse que o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial não tem sido tão rápido quanto ele esperava.

A declaração consta em uma gravação obtida pela agência Reuters. Para o executivo, a demora tem relação com a reestruturação da companhia, que também não o agradou por não ter sido “limpa” o suficiente.

Qual foi o problema com os agentes de IA da Meta?

Meta quer se manter competitiva na era da IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No encontro, Zuckerberg disse que a “trajetória do desenvolvimento de agentes nos últimos quatro meses não acelerou” da maneira como as lideranças esperavam.

O CEO contou que, durante conversas realizadas entre janeiro e fevereiro, os executivos estavam otimistas com ferramentas como o Claude Code e previram que isso se traduziria em um progresso mais rápido nos próprios produtos da Meta. Só que isso não aconteceu.

Zuckerberg também disse aos empregados que espera benefícios mais significativos vindos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

O que deu errado na reestruturação da empresa?

As conversas realizadas entre janeiro e fevereiro tinham como objetivo reestruturar a Meta a uma nova realidade no mercado de tecnologia. Zuckerberg relatou que havia medo de que a companhia não estivesse se mexendo no ritmo necessário para se adaptar.

A reestruturação aconteceu em maio, com cerca de 8 mil postos de trabalho encerrados e cerca de 7 mil funcionários realocados para cargos ligados ao desenvolvimento de IA.

O processo, porém, não foi tão “limpo” quanto poderia ter sido. Zuckerberg considera que os executivos cometeram erros ao escolher o momento das mudanças, sem entrar em detalhes sobre quais teriam sido esses equívocos. Ele afirma que, por isso, a aposta na reestruturação ainda não deu frutos.
Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta
Fonte: Tecnoblog

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

Jogos lançados até 2028 terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Sony vai converter sua fábrica de discos na Áustria para produzir microlentes ópticas.
Funcionários serão requalificados para atuar na nova produção.
A fábrica austríaca da Sony passará de 600 mil mídias fabricadas por dia para 10% desse volume em 2028.

A Sony anunciou que vai abandonar a venda de jogos em mídia física, e já sabe o que fazer com sua única fábrica de discos. Segundo o presidente da divisão responsável pela produção de discos (como CDs, DVDs e Blu-rays), Dietmar Tanzer, os funcionários empregados em Thalgau, na Áustria, serão treinados para assumir novas funções, agora na produção de microlentes ópticas, componentes importantes para o redirecionamento de luz.

A Sony Digital Audio Disc Corporation (ou apenas DADC) já teve várias operações de fabricação de CDs pelo mundo, inclusive dois centros nos Estados Unidos. Ela começou a reduzir este negócio nos últimos anos e se estabeleceu somente em solo austríaco a partir de 2022. Por sua vez, uma das unidades americanas mudou totalmente de atividade, focando no envelopamento de faróis para a indústria automobilística.

Tanzer prometeu ao site austríaco ORF Salzburg que todos os 300 funcionários que trabalham hoje na produção de discos serão requalificados para atuar na área. Atualmente, são 600 mil mídias fabricadas por dia, com pelo menos 50% delas para jogos de PlayStation. A expectativa é de diminuir a produção para apenas 10% em 2028, quando novos jogos passarão a ser vendidos apenas no formato digital.

Fábrica da divisão de discos da Sony em Thalgau, na Áustria, vai focar no desenvolvimento de microlentes ópticas (imagem: reprodução/Google Maps)

Mudança de rota não é novidade

Segundo o site The Verge, a ideia de trocar a produção de discos pelo foco em microlentes ópticas é antiga: em 2024, um vídeo de bastidores da fábrica em Thalgau já mostrava trabalhos envolvendo os nanocomponentes, cuja fabricação também utiliza discos no processo.

Apesar de ser algo relativamente novo, a tecnologia pode ser aplicada a diferentes cenários, desde luzes em headsets até faróis de carros, setor que tem sido abastecido pela Sony por meio da fábrica de Indiana desde 2022. Antes dessa mudança de rota, o polo estadunidense foi casa de maior parte da produção de discos da empresa, com 23 das 26,4 bilhões de unidades fabricadas até hoje.

GTA 6 aponta uma nova fase no mundo dos jogos

Futuro do PlayStation é 100% digital, e Sony já sabe o que fazer com sua fábrica de discos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de não ser um exclusivo da PlayStation, o GTA 6 marca o fim da linha para a mídia física. A pré-venda do aguardado game da Rockstar foi anunciada em junho e dá conta apenas de versões digitais, tanto para PlayStation quanto para Xbox. Aos “saudosistas”, a desenvolvedora vai oferecer uma edição física fake, sem disco, trazendo apenas a capa e um código para baixar no seu videogame.

Segundo a Sony, há uma preferência do público pela mídia digital, mas é importante destacar seu papel nesse processo. Desde 2020, com a chegada do PlayStation 5 (PS5), a fabricante traz uma opção mais barata sem leitor de discos, passando a oferecer a opção de incluir um leitor destacável nas versões mais recentes do console. A Microsoft segue uma proposta semelhante, com o Xbox Series S, modelo de entrada, já lançado como um videogame 100% digital.
O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos
Fonte: Tecnoblog

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Nova onda de demissões se soma a programa de aposentadoria voluntária (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft planeja anunciar uma nova onda de demissões, afetando milhares de funcionários, como parte de esforços para reduzir custos e investir em infraestrutura de IA, somando-se ao programa de aposentadoria voluntária do início do ano.
As demissões devem afetar menos de 2,5% da força de trabalho, principalmente em vendas, consultoria e Xbox.
Asha Sharma, CEO do Xbox, já havia comunicado funcionários da divisão de jogos sobre a possibilidade de demissões em massa e a reestruturação na estratégia de negócios.

Não é notícia repetida: a Microsoft deve anunciar mais uma rodada de demissões nas próximas semanas. A medida faria parte dos esforços para reduzir custos para focar nos investimentos em IA, podendo atingir milhares de funcionários em diferentes áreas da empresa.

Segundo o portal Business Insider, os desligamentos devem afetar menos de 2,5% da força de trabalho global da Microsoft, estimada em cerca de 220 mil funcionários – algo em torno de 5 mil pessoas. As áreas mais atingidas devem ser de vendas e consultoria. Além disso, a divisão do Xbox deve entrar nessa rodada de cortes, como adiantou a CEO, Asha Sharma, há alguns meses.

As demissões de agora devem se somar às outras saídas em massa do início do ano. A big tech já havia criado um programa de aposentadoria voluntária para funcionários nos Estados Unidos. Cerca de 7% dos empregados veteranos nos EUA, ou 9 mil pessoas, eram elegíveis ao programa, e um terço teria aceitado a proposta.

Microsoft tenta conter custos com IA

A Microsoft costuma fazer ajustes de pessoal perto do fim do ano fiscal, que se encerra em junho, e do início do novo ciclo, em julho. No ano passado, a empresa eliminou 6 mil vagas em maio e outras 9 mil em julho, em uma das maiores reduções recentes de seu quadro. Daquela vez, os cortes representaram cerca de 4% da força de trabalho.

Tal como naquele momento, a nova rodada de demissões ocorre enquanto a Microsoft aumenta os gastos com data centers, chips e serviços ligados à IA. A companhia já anunciou a construção de data centers e expansão das capacidades computacionais em diversas regiões, incluindo países como Austrália e Japão, onde deve investir US$ 10 bilhões (cerca de R$ 52 bilhões) no próximo triênio, segundo a Reuters.

Além da expansão em infraestrutura, a Microsoft vem implementando serviços baseados na tecnologia em grande parte de seus produtos, o que gerou o apelido MicroSlop entre críticos na internet.

Xbox vai passar por novas demissões?

Funcionários do Xbox devem ser atingidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft ainda não comentou as informações, mas a CEO da divisão Xbox, Asha Sharma, já havia comunicado a possibilidade de demissões anteriormente. A executiva enviou um memorando sobre a necessidade de uma reestruturação na estratégia de negócios.

Relatórios anteriores indicaram que o Xbox planeja reduzir verbas de marketing e orçamentos internos. A divisão enfrenta pressão após anos de aquisições, investimentos altos e mudanças nas estratégias de consoles, serviços e jogos.

A Microsoft também estaria avaliando mudanças mais profundas na estrutura do Xbox, como reorganizar a divisão de games como uma subsidiária integral. Outra hipótese seria um eventual spin-off da unidade, menciona a Reuters.

Os números da marca mostram que o momento, de fato, não é o melhor, apresentando quedas tanto na venda de jogos, quanto em hardware (que já não ia bem) e serviços, como o Game Pass.

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões
Fonte: Tecnoblog

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

Jogos lançados antes de 2028 ainda terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Sony anunciou que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028.
Lançamentos serão vendidos apenas em formato digital a partir daí.
Jogos lançados antes da data continuarão disponíveis em mídia física.

A Sony anunciou nesta quarta-feira (1º/07) que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. A partir daí, todos os lançamentos serão comercializados apenas em formato digital, pela PlayStation Store e outras lojas. Jogos lançados antes dessa data continuarão disponíveis em mídia física.

A medida vale para todos os jogos na plataforma, não apenas os games dos estúdios PlayStation. “Essa é uma direção natural para a Sony Interactive Entertainment se adaptar às tendências de consumo, já que a preferência geral por mídia digital supera significativamente a de discos físicos”, diz a Sony em comunicado. 

O anúncio reforça uma tendência vista em toda a indústria. O mais recente episódio envolve a Rockstar e o lançamento de GTA 6: o jogo não terá uma versão em disco, e a edição “física” vendida em lojas será a caixa contendo apenas o código para download — formato que a Sony agora pretende adotar como padrão.

Vale lembrar que GTA 6 chegará primeiro aos consoles Xbox e PlayStation, ainda sem previsão de chegada aos PCs.

Jogos exclusivos apenas no PlayStation

PlayStation será requisito para jogar novos exclusivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já em relação aos jogos de seus estúdios, a Sony vai deixar de lançar títulos exclusivos single-player para PC. Os grandes lançamentos da PlayStation Studios serão destinados somente à linha PlayStation 5 ou a consoles da marca que forem lançados posteriormente.

A estratégia gerou reação até de ex-executivos da Sony. O ex-chefe da PlayStation, Shawn Layden, criticou o recuo da empresa no mercado de PCs. Em entrevista ao portal francês PSI, o executivo afirmou que levar os exclusivos do PlayStation para o computador sempre teve como objetivo ampliar o alcance das franquias e atrair novos jogadores para o ecossistema da marca — e não simplesmente aumentar a receita.

“Acho que, se alguém espera 18 meses para jogar no PC, não estamos perdendo uma venda. Essa pessoa provavelmente nunca compraria um PlayStation. Se o objetivo era apenas cobrir os custos da adaptação, tudo bem, há dinheiro envolvido. Mas, fora isso, não sei o que eles estão pensando.”

– Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física
Fonte: Tecnoblog

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

MacBook Neo ficou mais caro no país (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Apple reajustou os preços de MacBooks e iPads no Brasil.
O MacBook Air de 13 polegadas, que custava R$ 13.999, agora sai por R$ 15.999, e o modelo de 15 polegadas custa R$ 17.999.
O iPad Air de 11 polegadas passou de R$ 7.499 para R$ 9.999, e o modelo de 13 polegadas agora custa R$ 12.999.

A Apple reajustou os preços de parte de sua linha de produtos no Brasil. Os aumentos ocorrem no mundo todo e, por aqui, atingem as linhas mais recentes de MacBooks e iPads, ao menos por enquanto. Há poucos dias, o CEO Tim Cook já havia sinalizado que os preços subiriam, classificando o reajuste como “inevitável”.

Segundo o executivo, a alta está ligada ao aumento dos custos de memória e armazenamento, pressionados pela forte demanda de fabricantes de inteligência artificial por componentes para data centers. A escassez já afeta outras empresas do setor de tecnologia, com reflexos nos preços de PCs, consoles, smartphones e outros eletrônicos.

Os ajustes ocorreram após a Apple Store ter ficado temporariamente indisponível na manhã desta quinta-feira (25/06). A loja online voltou a funcionar já com os novos preços.

Quais os novos valores?

O MacBook Neo na versão de entrada, que custava R$ 7.299, deixou de ser vendido por esse preço, e o modelo mais barato agora sai por R$ 8.499 com 256 GB de armazenamento. Já a versão com 512 GB e Touch ID custa R$ 9.699.

O mesmo com o MacBook Air com chip M5 de 13 polegadas. A versão de R$ 13.999 não existe mais, começando a ser vendido por R$ 15.999. A versão de 15 polegadas ganhou um novo preço: R$ 17.999.

O preço inicial do iPad Air de 11 polegadas subiu de R$ 7.499 para R$ 9.999. Já o iPad Air de 13 polegadas passa a ter preço sugerido de R$ 12.999. 

Confira a tabela com as alterações

ProdutoPreço anteriorPreço novoMacBook Neo 256 GBR$ 7.299R$ 8.499MacBook Neo 512 GBR$ 8.499R$ 9.699MacBook Air M5 13″R$ 13.999R$ 15.999MacBook Air M5 15″R$ 15.999R$ 17.999iPad Air 11″R$ 7.499 R$ 9.999iPad Air 13″ R$ 9.999R$ 12.999Tabela elaborada pelo Tecnoblog

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Ex-CEO Bob Iger diz que Disney e Apple quase se juntaram (imagem: divulgação/Disney)

Resumo

O ex-CEO da Disney, Bob Iger, revelou que a empresa considerou se juntar à Apple e comprar o Twitter.
Disney e a Apple discutiram uma possível junção por volta de 2006, mas a Apple não demonstrou interesse.
A aquisição do Twitter não ocorreu porque Iger temia que fosse uma distração para a empresa.

Disney e Apple poderiam ter se juntado no passado, segundo o próprio ex-CEO da gigante do ramo do entretenimento, Bob Iger. Ele deixou a empresa em março de 2026 e aproveitou uma entrevista para revelar algumas possibilidades de negócio que acabaram não indo para frente. Iger revelou ainda que a Disney considerou a aquisição do Twitter em uma tentativa de ingressar no mercado de tecnologia.

Em 2019, o ex-CEO já havia afirmado que acreditava numa junção de Disney e Apple caso Steve Jobs ainda estivesse vivo. Na ocasião, ele afirmou que as empresas se aproximaram em torno de 2006, após a aquisição da Pixar por parte da Disney.

Agora, ao Financial Times, Iger disse que a Apple não demonstrou muito interesse à época, e deu a entender que seguiu interessado em uma junção das duas empresas mesmo após o falecimento de Steve Jobs, em 2011.

Twitter quase foi realidade… Apple, nem tanto

Disney chegou perto de comprar o Twitter (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Se a ideia de juntar Disney e Apple ficou apenas nas intenções de bastidores, o acordo para aquisição do Twitter quase aconteceu. O momento foi propício: logo após as compras de Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, ou seja, no momento em que a empresa dominava o mercado de entretenimento. O próximo passo seria justamente investir em tecnologia com a rede social, que ainda tinha Jack Dorsey como CEO.

O motivo pelo qual o negócio não saiu entre Disney e Twitter foi um receio do próprio Iger de que o movimento seria uma potencial “distração” para a empresa. Pouco depois, Elon Musk adquiriu a plataforma, hoje chamada de X.

Com relação à Apple, Iger apenas confirmou sua intenção e lamentou o desinteresse da Maçã. Ele afirma que houveram, sim, algumas conversas entre as duas empresas, e que a junção seria “transformadora e igualitária”, mas faltou o devido interesse por parte da Apple.

De qualquer forma, como o ex-CEO da Disney já havia declarado, sua boa relação com Steve Jobs poderia ter feito diferença num possível acordo.
Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter

Ex-CEO confirma que Disney pensou em se juntar à Apple e em comprar Twitter
Fonte: Tecnoblog

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.

O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.

Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.

Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?

A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.

Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.

O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.

Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fatura bilionária da IA

Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.

Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.

Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.
Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão
Fonte: Tecnoblog

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump confirma aliança histórica entre as gigantes da tecnologia (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo presidente americano, Donald Trump, na rede social Truth Social. A aliança marca uma mudança para a dona do iPhone, que busca diversificar a cadeia de suprimentos para fugir dos gargalos na Ásia, enquanto a Intel ganha impulso para o negócio de fundição de chips.

O anúncio oficial confirma as suspeitas que circulavam nos bastidores de que executivos da Intel e da Apple já vinham costurando o acordo em negociações confidenciais. Trump não detalhou quais componentes serão fabricados pela Intel, mas garantiu que o movimento faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer a produção local.

Por que a Intel virou alternativa para a Apple?

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar os chips presentes em iPhones, iPads e Macs. O grande problema é que a companhia asiática, considerada a maior do mundo no setor, opera no limite da capacidade.

Essa sobrecarga tem um motivo: a explosão da inteligência artificial. A demanda desenfreada por chips voltados para IA por gigantes como a Nvidia enfileirou pedidos na TSMC. Diante desse cenário, a Apple encontrou nas fábricas da Intel a oportunidade para diversificar fornecedores e blindar sua linha de produção contra eventuais crises de abastecimento.

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para entender o tamanho dessa reviravolta, vale olhar para o passado. A Intel forneceu os processadores dos Macs por cerca de 15 anos. Essa parceria de longa data chegou ao fim em 2020, quando a Apple decidiu trilhar o próprio caminho com os chips da série M (conhecidos como Apple Silicon). A dinâmica agora é diferente: a Apple não voltará a usar ou comprar processadores da Intel; em vez disso, utilizará as instalações da parceira para os seus próprios projetos.

A confirmação do contrato garante uma vitória comercial para a Intel. O mercado financeiro reagiu com entusiasmo, com as ações da Intel disparando 7% logo após o anúncio. Os papéis da Apple subiram de forma mais tímida, com alta de 0,8%.

Influência do governo no setor de tecnologia

Por trás desse novo cenário existe uma estratégia geopolítica. O governo dos Estados Unidos é, hoje, o maior acionista individual da Intel, detendo uma participação de 10%. Devido à valorização recente, essa fatia já ultrapassa a marca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 257 bilhões em conversão direta).

A Casa Branca vem intensificando esforços para repatriar a produção de semicondutores e garantir o acesso a minerais críticos para reduzir a dependência tecnológica em relação aos países asiáticos e isolar a influência da China na cadeia global de suprimentos.

Essa intervenção afetou até a liderança da Intel nos últimos meses. No ano passado, pressões vindas da própria presidência culminaram na renúncia do então CEO Lip-Bu Tan. A justificativa do governo era de que o executivo mantinha laços comerciais com o mercado chinês.
Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel
Fonte: Tecnoblog