Category: Negócios e Mercado

Samsung vai ampliar produção de DRAM para frear chips chineses

Samsung vai ampliar produção de DRAM para frear chips chineses

Produção final de DRAMs da Samsung será centralizada (imagem: divulgação/Samsung)

Resumo

Samsung deve ampliar a produção de DRAM em 15% até o fim do ano para atender à alta demanda de clientes como a Apple.
O objetivo seria evitar o avanço de negociações com empresas chinesas, como a CXMT.
A fabricante deve centralizar as etapas de fabricação de DRAM no campus de Hwaseong, na Coreia do Sul, reduzindo a dependência de transporte interno.

A Samsung criou uma força-tarefa para reorganizar sua produção de memórias DRAM no campus de Hwaseong, conhecido como H1, e elevar a capacidade de fabricação em cerca de 15% até o fim do ano. O complexo na Coreia do Sul estava desativado desde que a empresa descontinuou antigas linhas de memória LPDDR4.

O espaço servirá para a instalação de uma nova etapa final de produção dos wafers de memória, de acordo com o jornal sul-coreano SE Daily.

Com a aceleração dos envios, a empresa tenta responder à alta demanda de clientes do mercado de eletrônicos, como a Apple, e evitar o avanço das negociações de companhias ocidentais com novas opções chinesas, incluindo, principalmente, a CXMT.

Samsung deve centralizar produção

Companhia expandirá finalização de chips em complexo desativado (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Até então, a produção de DRAM da companhia era dividida entre diferentes unidades:

Processamento inicial no Complexo 1 de Hwaseong

Etapa final entre o Complexo 2 de Hwaseong e o campus de Cheonan

O modelo criava uma dependência maior de transporte interno entre cidades e complexos industriais, aumentando o tempo de fabricação. Com a reestruturação, as etapas devem ser concentradas no campus de Hwaseong, segundo o jornal.

A iniciativa é conduzida por Jun Young-hyun, chefe da divisão de semicondutores da Samsung.

Preços seguem em alta

A tentativa de ampliação ocorre em um momento de forte pressão no mercado global de memórias, dominado pelo trio Samsung, SK Hynix e Micron. Com a demanda por infraestrutura de inteligência artificial sendo priorizada pelas fabricantes de chips, o mercado de eletrônicos básicos passou a negociar memórias DRAM convencionais a preços mais altos.

Os preços dos componentes subiram de 80% a 90% no início de 2026, em comparação com o final do ano passado, segundo um relatório da consultoria Counterpoint Research. Para o consumidor final, isso significou uma alta em aparelhos como smartphones, notebooks e videogames.

Desde o final ano passado, fabricantes como a Samsung, Lenovo e Dell já anunciavam o repasse dos custos para os produtos em 2026 – e isso não deve acabar antes de 2028.

A remessa de smartphones caiu para o pior nível desde 2013, e a Qualcomm, fabricante dos famosos chips Snapdragon, já prevê um novo reajuste que deve impactar ainda mais os preços nas lojas.

China conquista espaço

Memórias LPDDR5X da CXMT (imagem: reprodução/CXMT)

A pressão sobre a oferta levou empresas como a Apple a avaliarem a compra de memórias de fabricantes chinesas, como a CXMT. Segundo a imprensa estadunidense, a gigante de Cupertino teria recorrido a autoridades dos EUA para obter autorização e usar os componentes em dispositivos fora do mercado local.

De acordo com o Wall Street Journal, players ocidentais, como a estadunidense Micron, se opuseram aos movimentos da companhia pelos produtos da CXMT.

A CXMT, que se dedica à fabricação de memórias DRAM, realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO) na bolsa de Xangai na semana passada, e rapidamente alcançou uma valorização de cerca de 470% nos papéis.

A empresa já faz parte dos planos da China para crescer no mercado de memória, conseguindo uma fatia de cerca de 8% do setor em 2025, podendo chegar a 11% em 2028, segundo dados da Counterpoint Research citados pela AP News.

Samsung vai ampliar produção de DRAM para frear chips chineses

Samsung vai ampliar produção de DRAM para frear chips chineses
Fonte: Tecnoblog

Figma começa a hospedar dados de clientes no Brasil

Figma começa a hospedar dados de clientes no Brasil

Figma terá escritório em São Paulo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Figma passa a hospedar dados de clientes em servidores locais no Brasil para atender a exigências de privacidade e governança de dados.
A medida visa ampliar a presença da empresa em grandes empresas no país, incluindo setores financeiro e de tecnologia.
O Brasil é um dos cinco maiores mercados da Figma, com 14 milhões de arquivos criados por usuários no último ano.

O Figma anunciou nesta quarta-feira (22/07) a abertura de um novo escritório da empresa em São Paulo. A companhia passará a oferecer hospedagem local de dados no Brasil e, com a novidade, permitirá que clientes do plano corporativo mantenham arquivos armazenados em servidores nacionais.

A medida atende a exigências de privacidade e governança de dados, e coloca o país ao lado de União Europeia, Austrália e Índia.

Em comunicado à imprensa, a plataforma colaborativa usada por equipes para criar interfaces, protótipos e outros produtos digitais diz esperar que, com a infraestrutura descentralizada, os clientes tenham maior controle sobre a localização das próprias informações sem comprometer a velocidade da plataforma.

Servidores locais atendem grandes empresas

A nova opção é voltada principalmente para grandes corporações, especialmente setores financeiro e de tecnologia, que precisam atender a requisitos específicos sobre o local de armazenamento de dados.

“O Brasil tem uma das comunidades de design e tecnologia mais dinâmicas do mundo”, afirmou Débora Mioranzza, diretora da Figma para a América Latina. “Ampliar nosso escritório em São Paulo e trazer a hospedagem de dados para mais perto é mais um passo em nosso compromisso com o Brasil”, acrescentou.

A carteira de clientes da plataforma inclui empresas como Itaú Unibanco, iFood, Mercado Livre, Nubank, Sicredi e BTG Pactual.

Brasil está entre os cinco maiores mercados do Figma

Plataforma investe no Brasil com crescimento de usuários no país (imagem: divulgação)

A chegada da hospedagem local acompanha o crescimento da plataforma no país, de acordo com números levantados pela plataforma. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil esteve entre os cinco maiores mercados do Figma em número de usuários ativos semanais.

Ao longo dos 12 meses anteriores, cerca de 14 milhões de arquivos foram criados por usuários daqui, incluindo metade das grandes empresas listadas no Ibovespa, ante 35% em meados de 2025.

A oferta de servidores no país dá continuidade à estratégia de regionalização iniciada com a tradução e a adaptação da plataforma para o português do Brasil, em maio de 2025.

As novidades podem tornar o Figma ainda mais atrativo no mercado brasileiro frente às soluções da Adobe, que tentou adquirir a startup em 2022. O negócio avaliado em US$ 20 bilhões esbarrou nas autoridades do Reino Unido e, por isso, a dona do Photoshop desistiu.

Assim como a rival, a companhia aposta em recursos de IA generativa para auxiliar nas criações dentro e fora do app, como o Figma Make. A plataforma chegou a ser acusada de plágio em 2024 por alguns designs criados pela ferramenta.
Figma começa a hospedar dados de clientes no Brasil

Figma começa a hospedar dados de clientes no Brasil
Fonte: Tecnoblog

O fim da mídia física: conheça 5 impactos no mercado de games

O fim da mídia física: conheça 5 impactos no mercado de games

Fim da mídia física deve impactar jogadores do Brasil e do mundo (lilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Sony anunciou que deixará de produzir versões físicas de seus jogos a partir de 2028, o que pode transformar a forma como compramos, compartilhamos, colecionamos e preservamos os videogames, segundo a empresa.
O fim da mídia física pode resultar em menos descontos e concorrência no mercado de jogos, tornando os preços mais estáveis e controlados pelas fabricantes, sem a disputa entre lojas físicas.
A mudança também pode afetar o mercado de usados e o colecionismo, além de levantar preocupações sobre a preservação dos jogos, que ficam atrelados a servidores e lojas online, podendo desaparecer se os serviços forem encerrados.

A mídia física nos videogames pode estar com os dias contados: a Sony comunicou que deixará de produzir versões físicas de seus jogos a partir de 2028. Essa mudança era esperada, já que a empresa por anos investiu no formato digital, com serviços de assinatura e consoles sem leitor de discos.

A medida marca o fim de uma era para a indústria de games. Desde a estreia do primeiro PlayStation, em 1994, os discos estiveram presentes em praticamente toda a trajetória da marca e acompanharam o crescimento de um mercado que hoje movimenta bilhões de dólares por ano.

Por muito tempo, comprar um jogo significava ir até uma loja, levar a caixa para casa, organizar a coleção na estante e até trocar ou revender aquele título depois de terminá-lo. Com a transição para o digital, esse hábito tende a se tornar cada vez mais raro.

O avanço do formato digital não chega a ser uma surpresa: 85% das vendas de jogos completos da loja do PlayStation saíram direto por download, segundo balanço divulgado no fim de 2025. Enquanto isso, assinaturas como PlayStation Plus, Game Pass e GeForce Now estão mudando o jeito como nós jogamos.

Acabar de vez com o disco físico não é algo que passa em branco. Veja cinco impactos que podem surgir com essa mudança.

Menos descontos e menos concorrência

Sem concorrência, o preço não cai. A vantagem de comprar jogos em mídia física é justamente não ficar refém do monopólio das lojas virtuais.

Enquanto, no digital, você paga o valor imposto pela plataforma, no mercado físico, as lojas disputam o seu bolso, o que sempre gera promoções de verdade. É por causa dessa briga que vemos tantos descontos agressivos por aí. Não é difícil encontrar lançamentos custando bem menos poucas semanas depois de chegarem às lojas. Os preços podem cair ainda mais em períodos como Black Friday e Natal devido à necessidade de renovação de estoque.

Jogos em promoção nas Lojas Americanas (imagem: reprodução/Reddit)

Com o fim dos discos, parte desse cenário tende a desaparecer. Os jogadores ficarão mais dependentes das lojas digitais oficiais. Na prática, isso pode significar um mercado mais centralizado, onde fabricantes passam a ter controle quase total sobre a distribuição dos games.

Lojistas estão preocupados. A rede canadense PNP Games, por exemplo, lançou uma campanha online pedindo que a Sony volte atrás. O abaixo-assinado já registrou mais de 300 mil assinaturas.

O mercado de usados pode desaparecer

Poucas indústrias permitem que um produto seja utilizado, revendido e continue funcionando perfeitamente para outro consumidor. Os videogames sempre fizeram parte desse grupo.

Os jogos usados sustentam uma engrenagem financeira vital para os jogadores. Vender um título zerado para abater o custo do próximo lançamento sempre foi a regra do jogo para economizar. Sem o mercado de segunda mão, o acesso aos games ficaria restrito a um público menor.

Anúncio do jogo God of War Ascension para PS3 (imagem: reprodução/Mercado Livre)

Essa lógica desaparece por completo no mercado digital. Como as licenças ficam presas a uma única conta, é impossível transferir ou revender um jogo. Isso significa perder uma importante forma de reduzir os custos para o consumidor.

Emprestar jogos fica mais difícil

Antes da popularização da internet de alta velocidade, emprestar jogos era algo bastante comum. Muitas pessoas conheceram franquias inteiras dessa forma. Foi assim que eu pude, por exemplo, jogar Donkey Kong Bananza, Tony Hawk’s Pro Skater 3 + 4 e Hunter x Hunter: Nen x Impact, três títulos lançados em julho de 2025, um mês muito movimentado para a indústria de games naquele ano. Seria muito caro comprar todos eles em um intervalo tão curto, mas, graças aos empréstimos, eu e mais dois amigos pudemos aproveitar essa experiência sem pesar no bolso.

O sistema GameShare e o formato Virtual Game Card foram as soluções apresentadas pela Nintendo para contornar esse problema. O primeiro permite compartilhar jogos digitais usando apenas uma cópia do título, seja por meio de uma conexão local sem fio entre aparelhos próximos ou online, via GameChat. Já o cartão de jogo virtual permite transferir jogos digitais entre dois consoles compatíveis, oferecendo uma experiência mais próxima à dos cartuchos físicos.

O colecionismo perde um de seus pilares

Para uma parcela do público, videogame nunca foi só um software. É a caixa na estante que você olha e lembra exatamente de quando comprou, do dia que zerou, daquele cheiro de plástico novo. É o encarte com as artes que você fica folheando. Isso acaba virando parte da sua história com o game, e também ajuda a contar a história de toda uma época.

Encarte Pokémon X (foto: Caio Hansen/Tecnoblog)

Por mais que as fabricantes continuem lançando pôsteres, estatuetas e outros brindes, a ausência da mídia dentro da caixa esvazia parte da magia dessas versões especiais. Esse público vai sentir com mais força o golpe da aposentadoria dos discos.

A preservação dos jogos fica mais vulnerável

De todos os impactos que essa decisão carrega, um dos que mais geram preocupações é a preservação. Livro se guarda na prateleira. Filme se conserva em DVD ou Blu-ray. Já os jogos dependem de uma combinação complexa de hardware, software e infraestrutura digital.

Sem o disco, a existência de um jogo fica totalmente atrelada a servidores e lojas online. Se a empresa decidir encerrar esses serviços ou desligar os sistemas de validação, o game deixa de existir da noite para o dia – e o consumidor perde o acesso para sempre.

Exemplos desse problema já podem ser vistos. A Sony anunciou o fechamento das lojas digitais do PS3 e PS Vita e também informou que vai apagar mais de 500 filmes comprados pelos clientes da PlayStation Store europeia.

Captura da página do movimento Stop Killing Games (imagem: Caio Hansen/Tecnoblog)

Em resposta a tudo isso, surgiu o movimento Stop Killing Games, que defende que jogos pagos continuem acessíveis após o fim do suporte oficial, seja por meio de um modo offline ou de servidores privados. A campanha ganhou força na Europa e já ultrapassou 1 milhão de assinaturas.

São só desvantagens?

A Sony não é a primeira empresa a apostar fortemente no digital. A Microsoft investe há anos no Xbox Game Pass, um serviço de assinatura que funciona de forma semelhante a plataformas de streaming, como a Netflix. Além disso, o Xbox Cloud Gaming permite acessar jogos pela nuvem em TVs e celulares, sem a necessidade de um console. O mercado caminha nessa direção, impulsionado pela popularização da internet e pela busca das fabricantes por modelos de distribuição mais lucrativos.

Para empresas como Sony e Microsoft, vender diretamente ao consumidor elimina intermediários e dá o controle total do mercado. Para o jogador, a principal vantagem está na já conhecida praticidade do download instantâneo e acesso remoto à biblioteca de jogos.
O fim da mídia física: conheça 5 impactos no mercado de games

O fim da mídia física: conheça 5 impactos no mercado de games
Fonte: Tecnoblog

LG abandona de vez o mercado de notebooks no Brasil

LG abandona de vez o mercado de notebooks no Brasil

LG confirma saída do mercado de notebooks no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A LG confirmou ao Tecnoblog que não venderá mais notebooks no Brasil, oficializando sua saída do mercado.
O mercado de notebooks no Brasil movimentou 1,15 milhão de unidades no primeiro trimestre de 2026, de acordo com a consultoria IDC.
A LG pretende focar em categorias como TV, áudio, monitores, ar-condicionado, máquinas de lavar e microondas, além de um projeto de geladeiras com investimento de R$ 2 bilhões em uma fábrica no Paraná.

A LG confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que não vai mais vender notebooks no país. Com isso, a companhia oficializa a saída do mercado que movimentou 1,15 milhão de unidades no primeiro trimestre deste ano, de acordo com consultoria IDC.

Você deve se lembrar: em julho de 2024, a gigante sul-coreana ganhou as manchetes ao informar que havia paralisado as vendas de laptops e que buscava formas de viabilizar a linha LG Gram no mercado brasileiro. A ideia era explorar melhor os produtos premium, que são mais sofisticados e caros.

O projeto, no entanto, parece não ter dado certo. Dois anos depois, a LG nos conta que a decisão de abandonar os notebooks por aqui segue uma estratégia focada na realidade local. Ela pretende apostar nas categorias em que mantém “uma operação sólida, competitiva e de alta relevância para o consumidor brasileiro”.

Foco em eletro

A companhia não entrou em detalhes sobre quais seriam essas categorias, mas o site oficial traz pistas: ele destaca TV (as OLEDs possuem uma excelente reputação), áudio, monitores, ar-condicionado (ela é número 1 na América Latina), máquinas de lavar e microondas.

Já as geladeiras fazem parte de um projeto mais amplo, que inclui o início da operação de uma gigantesca fábrica em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. O projeto teve investimento de R$ 2 bilhões.

Como fica o mercado de notebooks?

A consultoria IDC nos forneceu um relatório com os números de vendas de notebook ao longo dos últimos anos. Trata-se de um mercado estagnado – ou maduro, segundo diriam alguns executivos do setor – e sem indícios de queda estrutural. Há sazonalidade clara e consistente: números mais robustos no fim do ano (época de Black Friday e Natal) e mais fracos no começo.

No entanto, os primeiros três meses de 2026 anotam um período fora da curva, com queda de 23% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. A situação pode estar vinculada aos preços elevados e escassez de chips de memória RAM, um fenômeno já bastante documentado no Tecnoblog.

Um executivo com amplo conhecimento deste setor me revelou que as seguintes marcas são as mais relevantes da atualidade: Acer, Lenovo e Asus. Outras fabricantes bastante conhecidas, como Apple e Samsung, não frequentam o top 3. Diante do hiato de dois anos, a LG também não aparece mais.
LG abandona de vez o mercado de notebooks no Brasil

LG abandona de vez o mercado de notebooks no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Resumo

consultoria Omdia afirma que aumento dos custos de chips DRAM e NAND está inviabilizando produção de celulares baratos, com memórias representando 60% dos custos de componentes de modelos de até US$ 400 e 64% nos celulares de até US$ 99;
como consequência, vendas globais de celulares com preço de até US$ 400 devem cair 22% em 2026, de acordo com a Omdia;
em contraste, vendas de celulares com preços acima de US$ 400 devem aumentar 5,7% no mesmo ano.

Se no início parecia que a “crise das memórias RAM” afetaria somente o segmento de PCs, hoje, está claro que até dispositivos móveis são prejudicados. E deve piorar: segundo a consultoria de análises de mercado Omdia, os custos cada vez mais elevados de chips DRAM e NAND começam a inviabilizar a produção de celulares baratos.

O motivo é um tanto óbvio: os gastos com os componentes em questão acabam sendo tão elevados que, como consequência, os fabricantes têm dificuldades para manter os aparelhos dentro das faixas de preços mais acessíveis.

De acordo com a Omdia, as memórias representaram, sozinhas, cerca de 60% dos custos com componentes de celulares com preço de até US$ 400 durante o primeiro trimestre de 2026. Na categoria de celulares básicos, com preço de até US$ 99, essa proporção aumentou para 64%.

Para amenizar a situação, muitos fabricantes tentam reduzir custos de produção usando telas ou sensores mais baratos, por exemplo, ou diminuindo a quantidade de memória RAM ou de armazenamento interno.

O problema é que, nos celulares mais baratos, há pouca margem para que essa estratégia seja explorada, pois esses dispositivos já tendem a ser econômicos em componentes.

Eis o efeito: nos cálculos da Omdia, as vendas globais de celulares com preço de até US$ 400 devem cair 22% em 2026. E não há previsão de melhora nesse cenário, pois os custos com chips de memória RAM e armazenamento interno continuam aumentando.

Custos com com memórias são maiores em celulares mais baratos (imagem: reprodução/Omdia)

Qual a situação dos celulares mais caros?

Curiosamente, a cena muda para celulares com preços acima de US$ 400. Para esses modelos, a Omdia prevê um aumento de 5,7% nas remessas durante 2026. Não é que essa categoria não seja afetada pelo aumento dos custos dos componentes. Ela é. Mas, aqui, há mais espaço para manobras.

Ainda de acordo com a Omdia, os fabricantes estão priorizando smartphones nas categorias média e alta porque, nelas, é mais fácil remanejar componentes. Um exemplo: alguns celulares intermediários podem ter telas OLED do tipo LTPS (mais baratas), de modo que painéis OLED LTPO (mais caros) equipem somente modelos mais avançados.

Além disso, a Omdia observa que os consumidores de celulares com preço acima de US$ 400 são menos sensíveis ao preço, ou seja, têm menos dificuldade para absorver repasses de custos.

Mas para tudo há um limite. O desafio da indústria está em descobrir até onde é possível ir com essas abordagens.
Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria

Crise das memórias está matando celulares baratos, diz consultoria
Fonte: Tecnoblog

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus

Protesto de funcionários de divisão da Samsung por bônus maiores (imagem: reprodução/Yonhap News)

Resumo

Funcionários da Samsung protestam contra bônus 100 vezes menor que o da divisão de chips.
A fabricante fechou um acordo com a divisão de semicondutores que prevê bônus de até 600 milhões de won (R$ 2 milhões)
Funcionários da área de dispositivos de consumo (DX) devem receber cerca de 6 milhões de won em ações (R$ 20.430).
O protesto, marcado para 16 de julho, deve reunir entre 2 mil e 3 mil trabalhadores.

Funcionários das áreas de celulares, TVs e eletrodomésticos da Samsung planejam um protesto na Coreia do SUl contra a diferença nos bônus pagos pela empresa. O ato está marcado para 16 de julho, perto da sede da companhia em Suwon, e mira o acordo recente que garantiu gratificações muito maiores aos empregados da divisão de chips.

Segundo a Reuters, o sindicato que representa trabalhadores da divisão Device Experience (DX) afirma que os funcionários dessa área devem receber cerca de 6 milhões de won em ações em 2026, o equivalente a aproximadamente R$ 20.430, na cotação atual. Já empregados da divisão de semicondutores podem receber bônus de até 600 milhões de won (R$ 2 milhões).

A manifestação foi convocada pelo sindicato da divisão DX, que reúne cerca de 28 mil membros. A expectativa é que entre 2 mil e 3 mil trabalhadores participem do ato em Suwon.

Funcionários da Samsung reclamam de bônus mais baixos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A divisão DX é responsável por produtos de consumo da Samsung, como smartphones Galaxy, televisores e eletrodomésticos. Em um protesto inicial no mês passado, funcionários do setor foram ao trabalho vestidos de preto no mês passado, segundo o portal GSMArena.

Um representante do sindicato afirmou que o ato será realizado durante as negociações salariais deste ano para protestar contra o que chamou de tratamento injusto dado à divisão de dispositivos de consumo.

Acordo dos chips abriu racha interno

O descontentamento vem do acordo fechado com a divisão Device Solutions (DS), braço de semicondutores da Samsung. Depois de ameaças de greve, os trabalhadores do setor conseguiram um novo modelo de bônus ligado ao desempenho da área.

O acordo prevê que a Samsung separe 10,5% do lucro operacional anual da divisão de chips para formar um fundo de bônus. A maior parte do valor será paga em ações da companhia.

A medida ajudou a conter uma paralisação que poderia atingir uma das áreas mais estratégicas da Samsung neste momento de alta demanda por chips de memória, como DRAM, HBM e NAND. A divisão foi a principal responsável por levar os papéis da companhia ao patamar de US$ 1 trilhão no mês passado.

Lucro da Samsung deve disparar

Mercado de chips impulsionou lucro da Samsung (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Samsung deve divulgar nesta semana sua estimativa de resultados para o segundo trimestre, referente ao período de abril a junho. A expectativa é de forte crescimento no lucro operacional, impulsionado principalmente pela recuperação dos chips de memória e pela demanda ligada à inteligência artificial.

Graças ao foco da indústria em IA e essa alta procura, a Samsung deve registrar uma receita de cerca de US$ 217 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) neste ano, mais do que a soma dos últimos 40 anos. O valor foi mencionado por Kim Yong-kwan, presidente da divisão de semicondutores.

Esse cenário reforça a diferença entre as divisões. Enquanto a área de semicondutores se beneficia diretamente do avanço da IA, os setores de celulares, TVs e eletrodomésticos enfrentam uma realidade menos favorável nas negociações internas. Pela escassez, os preços desses produtos vêm crescendo desde o ano passado, e, segundo a própria Samsung, deve piorar em 2027.

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus

Samsung enfrenta novo protesto por distribuição de bônus
Fonte: Tecnoblog

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, expressou insatisfação com o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial, afirmando que não está ocorrendo tão rápido quanto esperado.
A reestruturação da Meta, que incluiu o encerramento de cerca de 8 mil postos de trabalho e a realocação de 7 mil funcionários para cargos ligados à IA, não deu os frutos esperados, segundo o executivo.
O CEO espera benefícios mais significativos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

Em uma reunião com todos os funcionários, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, disse que o progresso da empresa no desenvolvimento de agentes de inteligência artificial não tem sido tão rápido quanto ele esperava.

A declaração consta em uma gravação obtida pela agência Reuters. Para o executivo, a demora tem relação com a reestruturação da companhia, que também não o agradou por não ter sido “limpa” o suficiente.

Qual foi o problema com os agentes de IA da Meta?

Meta quer se manter competitiva na era da IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No encontro, Zuckerberg disse que a “trajetória do desenvolvimento de agentes nos últimos quatro meses não acelerou” da maneira como as lideranças esperavam.

O CEO contou que, durante conversas realizadas entre janeiro e fevereiro, os executivos estavam otimistas com ferramentas como o Claude Code e previram que isso se traduziria em um progresso mais rápido nos próprios produtos da Meta. Só que isso não aconteceu.

Zuckerberg também disse aos empregados que espera benefícios mais significativos vindos dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.

O que deu errado na reestruturação da empresa?

As conversas realizadas entre janeiro e fevereiro tinham como objetivo reestruturar a Meta a uma nova realidade no mercado de tecnologia. Zuckerberg relatou que havia medo de que a companhia não estivesse se mexendo no ritmo necessário para se adaptar.

A reestruturação aconteceu em maio, com cerca de 8 mil postos de trabalho encerrados e cerca de 7 mil funcionários realocados para cargos ligados ao desenvolvimento de IA.

O processo, porém, não foi tão “limpo” quanto poderia ter sido. Zuckerberg considera que os executivos cometeram erros ao escolher o momento das mudanças, sem entrar em detalhes sobre quais teriam sido esses equívocos. Ele afirma que, por isso, a aposta na reestruturação ainda não deu frutos.
Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta

Mark Zuckerberg está insatisfeito com progresso de agentes de IA da Meta
Fonte: Tecnoblog

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

Jogos lançados até 2028 terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Sony vai converter sua fábrica de discos na Áustria para produzir microlentes ópticas.
Funcionários serão requalificados para atuar na nova produção.
A fábrica austríaca da Sony passará de 600 mil mídias fabricadas por dia para 10% desse volume em 2028.

A Sony anunciou que vai abandonar a venda de jogos em mídia física, e já sabe o que fazer com sua única fábrica de discos. Segundo o presidente da divisão responsável pela produção de discos (como CDs, DVDs e Blu-rays), Dietmar Tanzer, os funcionários empregados em Thalgau, na Áustria, serão treinados para assumir novas funções, agora na produção de microlentes ópticas, componentes importantes para o redirecionamento de luz.

A Sony Digital Audio Disc Corporation (ou apenas DADC) já teve várias operações de fabricação de CDs pelo mundo, inclusive dois centros nos Estados Unidos. Ela começou a reduzir este negócio nos últimos anos e se estabeleceu somente em solo austríaco a partir de 2022. Por sua vez, uma das unidades americanas mudou totalmente de atividade, focando no envelopamento de faróis para a indústria automobilística.

Tanzer prometeu ao site austríaco ORF Salzburg que todos os 300 funcionários que trabalham hoje na produção de discos serão requalificados para atuar na área. Atualmente, são 600 mil mídias fabricadas por dia, com pelo menos 50% delas para jogos de PlayStation. A expectativa é de diminuir a produção para apenas 10% em 2028, quando novos jogos passarão a ser vendidos apenas no formato digital.

Fábrica da divisão de discos da Sony em Thalgau, na Áustria, vai focar no desenvolvimento de microlentes ópticas (imagem: reprodução/Google Maps)

Mudança de rota não é novidade

Segundo o site The Verge, a ideia de trocar a produção de discos pelo foco em microlentes ópticas é antiga: em 2024, um vídeo de bastidores da fábrica em Thalgau já mostrava trabalhos envolvendo os nanocomponentes, cuja fabricação também utiliza discos no processo.

Apesar de ser algo relativamente novo, a tecnologia pode ser aplicada a diferentes cenários, desde luzes em headsets até faróis de carros, setor que tem sido abastecido pela Sony por meio da fábrica de Indiana desde 2022. Antes dessa mudança de rota, o polo estadunidense foi casa de maior parte da produção de discos da empresa, com 23 das 26,4 bilhões de unidades fabricadas até hoje.

GTA 6 aponta uma nova fase no mundo dos jogos

Futuro do PlayStation é 100% digital, e Sony já sabe o que fazer com sua fábrica de discos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de não ser um exclusivo da PlayStation, o GTA 6 marca o fim da linha para a mídia física. A pré-venda do aguardado game da Rockstar foi anunciada em junho e dá conta apenas de versões digitais, tanto para PlayStation quanto para Xbox. Aos “saudosistas”, a desenvolvedora vai oferecer uma edição física fake, sem disco, trazendo apenas a capa e um código para baixar no seu videogame.

Segundo a Sony, há uma preferência do público pela mídia digital, mas é importante destacar seu papel nesse processo. Desde 2020, com a chegada do PlayStation 5 (PS5), a fabricante traz uma opção mais barata sem leitor de discos, passando a oferecer a opção de incluir um leitor destacável nas versões mais recentes do console. A Microsoft segue uma proposta semelhante, com o Xbox Series S, modelo de entrada, já lançado como um videogame 100% digital.
O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos

O fim da mídia física: Sony bate martelo sobre fábrica de discos
Fonte: Tecnoblog

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Nova onda de demissões se soma a programa de aposentadoria voluntária (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft planeja anunciar uma nova onda de demissões, afetando milhares de funcionários, como parte de esforços para reduzir custos e investir em infraestrutura de IA, somando-se ao programa de aposentadoria voluntária do início do ano.
As demissões devem afetar menos de 2,5% da força de trabalho, principalmente em vendas, consultoria e Xbox.
Asha Sharma, CEO do Xbox, já havia comunicado funcionários da divisão de jogos sobre a possibilidade de demissões em massa e a reestruturação na estratégia de negócios.

Não é notícia repetida: a Microsoft deve anunciar mais uma rodada de demissões nas próximas semanas. A medida faria parte dos esforços para reduzir custos para focar nos investimentos em IA, podendo atingir milhares de funcionários em diferentes áreas da empresa.

Segundo o portal Business Insider, os desligamentos devem afetar menos de 2,5% da força de trabalho global da Microsoft, estimada em cerca de 220 mil funcionários – algo em torno de 5 mil pessoas. As áreas mais atingidas devem ser de vendas e consultoria. Além disso, a divisão do Xbox deve entrar nessa rodada de cortes, como adiantou a CEO, Asha Sharma, há alguns meses.

As demissões de agora devem se somar às outras saídas em massa do início do ano. A big tech já havia criado um programa de aposentadoria voluntária para funcionários nos Estados Unidos. Cerca de 7% dos empregados veteranos nos EUA, ou 9 mil pessoas, eram elegíveis ao programa, e um terço teria aceitado a proposta.

Microsoft tenta conter custos com IA

A Microsoft costuma fazer ajustes de pessoal perto do fim do ano fiscal, que se encerra em junho, e do início do novo ciclo, em julho. No ano passado, a empresa eliminou 6 mil vagas em maio e outras 9 mil em julho, em uma das maiores reduções recentes de seu quadro. Daquela vez, os cortes representaram cerca de 4% da força de trabalho.

Tal como naquele momento, a nova rodada de demissões ocorre enquanto a Microsoft aumenta os gastos com data centers, chips e serviços ligados à IA. A companhia já anunciou a construção de data centers e expansão das capacidades computacionais em diversas regiões, incluindo países como Austrália e Japão, onde deve investir US$ 10 bilhões (cerca de R$ 52 bilhões) no próximo triênio, segundo a Reuters.

Além da expansão em infraestrutura, a Microsoft vem implementando serviços baseados na tecnologia em grande parte de seus produtos, o que gerou o apelido MicroSlop entre críticos na internet.

Xbox vai passar por novas demissões?

Funcionários do Xbox devem ser atingidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft ainda não comentou as informações, mas a CEO da divisão Xbox, Asha Sharma, já havia comunicado a possibilidade de demissões anteriormente. A executiva enviou um memorando sobre a necessidade de uma reestruturação na estratégia de negócios.

Relatórios anteriores indicaram que o Xbox planeja reduzir verbas de marketing e orçamentos internos. A divisão enfrenta pressão após anos de aquisições, investimentos altos e mudanças nas estratégias de consoles, serviços e jogos.

A Microsoft também estaria avaliando mudanças mais profundas na estrutura do Xbox, como reorganizar a divisão de games como uma subsidiária integral. Outra hipótese seria um eventual spin-off da unidade, menciona a Reuters.

Os números da marca mostram que o momento, de fato, não é o melhor, apresentando quedas tanto na venda de jogos, quanto em hardware (que já não ia bem) e serviços, como o Game Pass.

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões
Fonte: Tecnoblog

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

Jogos lançados antes de 2028 ainda terão versões em disco (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Sony anunciou que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028.
Lançamentos serão vendidos apenas em formato digital a partir daí.
Jogos lançados antes da data continuarão disponíveis em mídia física.

A Sony anunciou nesta quarta-feira (1º/07) que deixará de produzir versões em disco para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. A partir daí, todos os lançamentos serão comercializados apenas em formato digital, pela PlayStation Store e outras lojas. Jogos lançados antes dessa data continuarão disponíveis em mídia física.

A medida vale para todos os jogos na plataforma, não apenas os games dos estúdios PlayStation. “Essa é uma direção natural para a Sony Interactive Entertainment se adaptar às tendências de consumo, já que a preferência geral por mídia digital supera significativamente a de discos físicos”, diz a Sony em comunicado. 

O anúncio reforça uma tendência vista em toda a indústria. O mais recente episódio envolve a Rockstar e o lançamento de GTA 6: o jogo não terá uma versão em disco, e a edição “física” vendida em lojas será a caixa contendo apenas o código para download — formato que a Sony agora pretende adotar como padrão.

Vale lembrar que GTA 6 chegará primeiro aos consoles Xbox e PlayStation, ainda sem previsão de chegada aos PCs.

Jogos exclusivos apenas no PlayStation

PlayStation será requisito para jogar novos exclusivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já em relação aos jogos de seus estúdios, a Sony vai deixar de lançar títulos exclusivos single-player para PC. Os grandes lançamentos da PlayStation Studios serão destinados somente à linha PlayStation 5 ou a consoles da marca que forem lançados posteriormente.

A estratégia gerou reação até de ex-executivos da Sony. O ex-chefe da PlayStation, Shawn Layden, criticou o recuo da empresa no mercado de PCs. Em entrevista ao portal francês PSI, o executivo afirmou que levar os exclusivos do PlayStation para o computador sempre teve como objetivo ampliar o alcance das franquias e atrair novos jogadores para o ecossistema da marca — e não simplesmente aumentar a receita.

“Acho que, se alguém espera 18 meses para jogar no PC, não estamos perdendo uma venda. Essa pessoa provavelmente nunca compraria um PlayStation. Se o objetivo era apenas cobrir os custos da adaptação, tudo bem, há dinheiro envolvido. Mas, fora isso, não sei o que eles estão pensando.”

– Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física

PlayStation vai abandonar jogos em mídia física
Fonte: Tecnoblog