Category: Negócios e Mercado

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.

A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.

A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.

Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.

Por que a Meta está demitindo de novo?

A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.

Para isso, a Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 730 bilhões) em infraestrutura e engenharia de IA apenas em 2026.

A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.

Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.

Instabilidade constante

No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.

No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.

A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.

E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.
Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp
Fonte: Tecnoblog

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões (imagem: divulgação/eBay)

Resumo

eBay recusou proposta de compra de US$ 55,5 bilhões da GameStop devido a oferta “não ser crível nem atraente”;
analistas apontaram riscos de endividamento excessivo caso a fusão entre as duas companhias fosse concretizada;
GameStop planeja uma nova proposta de aquisição, direcionada aos acionistas do eBay, após a rejeição.

O eBay rejeitou a proposta que o faria ser comprado pela GameStop por US$ 55,5 bilhões (R$ 273 bilhões na cotação de hoje). Para Paul Pressler, presidente da gigante do comércio eletrônico americano, o negócio “não é crível nem atraente”. Mas a GameStop deve continuar tentando concluir a aquisição.

A GameStop ofereceu US$ 55,5 bilhões pelo eBay na semana passada. O pagamento seria feito por uma combinação de recursos próprios (a GameStop tem US$ 9 bilhões em caixa), emissão de ações e contribuições feitas por investimentos externos.

Em carta direcionada à direção da GameStop, Pressler afirma que o eBay analisou minuciosamente a oferta e, após isso, passou a ter incerteza sobre se o pagamento seria honrado como proposto. Um dos aspectos mais preocupantes é o risco de aumento da dívida do eBay.

Explica-se: entre os tais investimentos externos estaria um crédito de US$ 20 bilhões a ser oferecido pela TD Securities. Esse montante seria liberado com base na premissa de que a fusão da GameStop com o eBay faria o negócio resultante ter um grau de investimento suficiente para garantir o crédito. Mas não é tão fácil assim.

Uma análise de risco feita pela Moody’s concluiu que a liberação do crédito poderia não existir porque o acordo faria a dívida do eBay saltar dos atuais US$ 7 bilhões para US$ 31 bilhões.

Pressler também ressaltou que o eBay está em situação mais segura no mercado, pois viu o valor de suas ações subir cerca de 55% no último ano após uma reestruturação, enquanto os papéis da GameStop se desvalorizaram 16% no mesmo período.

GameStop deve continuar tentando fechar negócio (imagem: Chris Potter/Flickr)

GameStop deve tentar outra abordagem

Após a rejeição, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, declarou que estuda fazer uma nova proposta de aquisição, desta vez com uma abordagem direcionada espeficamente aos acionistas do eBay.

Mas essa é uma estratégia com boas chances de falhar. Um dos fatores que pesa contra a companhia é a imagem de “meme” que ela tem no mercado.

Isso porque, em 2021, a GameStop ficou conhecida depois que pequenos investidores se organizaram no Reddit para comprar ações da companhia em massa, de modo a fazê-las ter uma supervalorização.

O movimento causou prejuízo para vários fundos, mas ganhos elevados para alguns investidores individuais. O episódio foi considerado uma “rebelião”, razão pela qual foi até retratada na série GameStop contra Wall Street e no filme Dinheiro Fácil.

Com informações de The New York Times
eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões
Fonte: Tecnoblog

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

Saverin teve um importante papel na fundação do Facebook e hoje atua como investidor em startups de setores estratégicos (imagem: Bryan Van Der Beek/The Forbes Collection)

O brasileiro Eduardo Saverin cravou seu nome na história da tecnologia como cofundador do Facebook durante seus anos em Harvard. Em 2004, ele foi o arquiteto financeiro essencial para que a rede social de Mark Zuckerberg ganhasse fôlego e escala global nos primeiros meses.

Longe das operações da Meta Platforms desde 2005, ele comanda sua própria firma de capital de risco: a B Capital Group. Por meio dessa gestora, ele impulsiona startups globais, consolidando-se como um dos maiores investidores do ecossistema de inovação mundial.

A seguir, saiba mais sobre a história de Saverin, como ele se tornou o brasileiro mais rico do mundo e sua participação no Facebook. Também descubra em quanto é avaliada a fortuna do empreendedor.

ÍndiceQuem é Eduardo Saverin?Qual é a formação de Eduardo Saverin?Onde Eduardo Saverin mora? Quais são as empresas de Eduardo Saverin?Eduardo Saverin ainda é dono do Facebook? Por que Eduardo Saverin processou o Facebook? Qual é a fortuna de Eduardo Saverin?

Quem é Eduardo Saverin?

Eduardo Saverin é um bilionário brasileiro que atuou como cofundador e primeiro diretor financeiro (CFO) na história do Facebook. Atualmente, ele lidera a B Capital Group, um fundo de capital de risco (venture capital) focado em expandir startups no mercado global de tecnologia.

Qual é a formação de Eduardo Saverin?

Saverin formou-se em economia com honras magna cum laude (alto desempenho acadêmico) pela Universidade de Harvard em 2006, onde presidiu a associação de investimentos. Durante a graduação, utilizou modelos matemáticos de previsão climática para operar no mercado de commodities com contratos futuros de petróleo.

Essa base analítica de alto nível na Ivy League, grupo das universidades mais exclusivas dos EUA, foi o alicerce para sua atuação estratégica. Embora existam especulações sobre cursos de MBA, seu diploma de bacharelado permanece como sua principal e mais relevante credencial acadêmica.

Eduardo Saverin é formado em economia na Universidade de Harvard (imagem: REUTERS/Edgar Su/FILE PHOTO)

Onde Eduardo Saverin mora? 

Saverin reside em Singapura desde 2009, onde mantém propriedades de alto luxo e utiliza a cidade-estado como seu “centro de operações” estratégico. O país tornou-se a base principal do empreendedor para gerir a B Capital Group e coordenar investimentos em tecnologia por todo o continente asiático.

Quais são as empresas de Eduardo Saverin?

Atualmente, Saverin lidera a B Capital Group, firma de venture capital que gere mais de US$ 6 bilhões em ativos. A gestora foca em impulsionar startups de setores estratégicos, como saúde, logística e fintechs (empresas de tecnologia financeira).

Além da participação na Meta Platforms (Facebook), o empresário investe na aceleradora Antler, focada em negócios early-stage (estágio inicial). Seu portfólio diversificado inclui aportes em soluções Saas (Software por assinatura), consolidando sua influência no ecossistema global de tecnologia.

Saverin cofundou a B Capital Group ao lado do empreendedor norte-americano Raj Ganguly (imagem: Reprodução/Forbes)

Eduardo Saverin ainda é dono do Facebook? 

Saverin não é o dono majoritário da Meta Platforms, empresa dona do Facebook, mas permanece como um acionista relevante e cofundador oficial. Estima-se que ele detém cerca de 2% das ações da companhia, participação garantida após acordos judiciais.

Apesar da fatia expressiva, sua posição consiste em ações de Classe A, que oferecem poder de voto reduzido nas decisões corporativas. O empreendedor não exerce funções de gestão na gigante das redes sociais desde 2005, concentrando seus esforços no mercado global de investimentos.

Por que Eduardo Saverin processou o Facebook? 

Eduardo Saverin acionou a Justiça em 2005 após alegar que Mark Zuckerberg orquestrou uma reestruturação para diluir sua participação societária. Nessa manobra, novas ações foram emitidas, reduzindo drasticamente a fatia do brasileiro de 30% para menos de 10%.

O conflito escalou por divergências sobre a monetização do Facebook e acusações de que o sócio teria invalidado acordos de compras de papéis da empresa. Saverin também questionou a legitimidade de manobras contábeis e o uso de fundos da empresa para despesas pessoais.

A disputa foi encerrada em 2009 com um acordo extrajudicial que restituiu a Saverin o título oficial de cofundador da plataforma. Além do reconhecimento histórico, ele garantiu uma participação bilionária em ações, encerrando o imbróglio jurídico que marcou os primeiros anos da companhia.

Eduardo Saverin batalhou na justiça para reaver o título de cofundador do Facebook (imagem: Divulgação/B Capital Group)

Qual é a fortuna de Eduardo Saverin?

A fortuna de Saverin é estimada em cerca de US$ 33,3 bilhões, segundo a Forbes em maio de 2026, consolidando sua posição como o brasileiro mais rico do mundo. Esse patrimônio provém majoritariamente de suas ações da Meta Platforms, impulsionadas pela valorização ligada ao setor de inteligência artificial.

O bilionário também diversifica seu capital por meio da própria firma de investimentos em tecnologia, a B Capital Group. No ranking global de personalidades de tecnologia, Saverin figura entre os 60 indivíduos mais ricos do planeta, superando outros grandes nomes do cenário.
Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook

Quem é Eduardo Saverin? Conheça o brasileiro cofundador do Facebook
Fonte: Tecnoblog

Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos

Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos

Nova CEO quer atrair jogadores de volta ao Xbox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, planeja atualizações quinzenais para o Xbox, com foco em recursos pedidos pela comunidade e melhorias no PC.
Empresa também está revendo sua abordagem à exclusividade de jogos, considerando lançá-los em plataformas concorrentes, como o PS5.
O próximo console Xbox já está em desenvolvimento, com primeiras versões alpha para desenvolvedores previstas para 2027.

Com pouco menos de dois meses no cargo, a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, segue revisando as decisões tomadas pela empresa durante a gestão de Phil Spencer. As tratativas teriam continuado durante uma reunião interna recente, na qual a executiva apresentou o plano batizado de “O Retorno do Xbox”, que pretende recuperar a confiança dos jogadores.

Segundo o jornalista Tom Warren, do The Verge, Sharma pretende mudar o calendário de atualizações para que ocorram a cada duas semanas. A promessa é que a novidade comece até o fim deste ano. Nelas, a companhia deve dar atenção especial a recursos pedidos pela comunidade e melhorias no PC.

Outro tópico teria sido a estratégia de lançar games exclusivos em plataformas concorrentes, como PlayStation 5 e Nintendo Switch. A empresa vinha conduzindo o chamado Project Latitude, criado para ampliar margens de lucro, mas os fãs também não receberam bem a medida.

Aos funcionários, Sharma afirmou que irá “reavaliar” a “abordagem à exclusividade”, mas não indicou uma mudança imediata. Segundo fontes ouvidas pelo portal, a executiva avalia diferentes caminhos, mas quer agir com cautela.

A prioridade neste primeiro momento seria tornar o ecossistema Xbox mais atraente para que os jogadores queiram voltar à plataforma com frequência.

Project Helix e planos de expansão

Project Helix é a próxima geração do Xbox (imagem: divulgação)

Sharma também teria reforçado que a empresa continua comprometida com hardware próprio, citando o sucessor do Xbox Series X, por ora apelidado de Project Helix. Ainda assim, a integração com jogos de PC voltou a ser mencionada como uma das bases da próxima geração.

O projeto ainda deve demorar. As primeiras versões alpha para desenvolvedores só devem ser distribuídas em 2027.

Voltando ao problema dos fãs com os rumos do Xbox, vale pontuar que a reconsideração aos exclusivos não impacta os planos de expandir a plataforma para outros dispositivos. Sharma ainda quer que o ecossistema Xbox alcance mais dispositivos de terceiros, da sala aos automóveis.

Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

Melhorias chegando em breve

A companhia já começou a liberar ajustes menores. No Quick Resume, agora será possível desativar a função para jogos específicos.

A empresa também prepara novas opções de cores para o dashboard e uma nova animação de inicialização, previstas para chegar na próxima semana.

Nos bastidores, a Xbox também passa por mudanças:

CoreAI no Xbox: executivos da divisão de inteligência artificial da Microsoft passaram a ocupar cargos estratégicos na área de games.

Promoção de Jason Ronald: líder do Project Helix foi promovido dentro da nova estrutura.

Saídas: Roanne Sones, ligada a parcerias com fabricantes como a Asus no Xbox Ally, entrou em licença. Kevin Gammill, vice-presidente de experiência do usuário, deixará a Microsoft após 20 anos.

Como adiantou-se em abril, outra alteração, mais simbólica, é a volta da marca Xbox. Ela retorna como nome da organização em substituição a nomenclatura Microsoft Gaming.
Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos

Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos
Fonte: Tecnoblog

TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo

TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo

(Imagem: Reprodução/TSMC)

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) é uma fabricante taiwanesa de chips para terceiros. A empresa atua no modelo pure-play foundry, focando apenas na fabricação de chips já projetados e sob encomenda.

A TSMC foi fundada em 1987, quando o engenheiro Morris Chang idealizou o modelo pure-play foundry para fomentar o setor de semicondutores em Taiwan. Com o sucesso do negócio, a empresa taiwanesa se tornou a maior fabricante de chips do mundo da atualidade.

Atualmente, a TSMC conta com 22 fábricas e filiais em diversos países. A companhia também tem um valor de mercado estimado em US$ 2,06 trilhões, sendo uma das empresas mais valiosas da atualidade.

A seguir, saiba a história da TSMC e entenda sua importância para a indústria.

ÍndiceO que é TSMC?O que significa TSMC?O que a TSMC faz?Qual é a história da TSMC?Quantas fábricas a TSMC tem?Qual é o valor de mercado da TSMC?A TSMC tem ações na bolsa de valores?Quem são os concorrentes da TSMC?Qual é a importância da TSMC para o mercado?

O que é TSMC?

TSMC é uma empresa taiwanesa B2B especializada na fabricação de chips a partir de semicondutores — que são a principal matéria-prima usada nesse tipo de hardware. Atualmente, a empresa é reconhecida como a maior fabricante de chips do mundo para terceiros, sendo a principal fornecedora de empresas como Apple e Nvidia.

O que significa TSMC?

TSMC é a sigla de Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que é o nome oficial da empresa. Em tradução livre, a nomenclatura significa “Companhia de Fabricação de Semicondutores de Taiwan”.

O que a TSMC faz?

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company fabrica chips em massa que são usados em dispositivos eletrônicos de diversos setores. O ponto é que a TSMC é uma pure-play foundry, ou seja, uma fabricante dedicada apenas à produção de chips para terceiros (modelo B2B).

Isso significa que ela não executa o design do chip e nem fabrica seus próprios hardwares: ela recebe os projetos de outras companhias (como Nvidia e AMD), “imprime” os modelos em wafers de silício, cuida das etapas finais de fabricação dos chips, e envia os componentes para que as grandes marcas os incorporem aos produtos finais.

Qual é a história da TSMC?

A história da TSMC tem início na década de 80. Naquela época, o governo de Taiwan estabeleceu planos para desenvolver o mercado de semicondutores no país. E para essa missão, os governantes recrutaram o chinês Morris Chang, um engenheiro mecânico e elétrico que já trabalhava no setor.

Após análises, Chang sugeriu a criação de uma empresa focada apenas na fabricação de chips para terceiros, sem ter que lidar com design e projetos. Foi então que, em 1987, surgiu a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC): a primeira pure-play foundry de semicondutores do mercado, fruto de uma joint venture entre o governo taiwanês e investidores.

Morris Chang, fundador da TSMC (Imagem: Reprodução/TSMC)

O modelo de negócios pensado por Chang deu certo. Primeiro porque o desenvolvimento tecnológico nos anos subsequentes deu luz a cada vez mais dispositivos dependentes de chips. Segundo porque as marcas descobriram que podiam vender produtos sem necessariamente construir uma fábrica própria de semicondutores.

Com o passar dos anos, a TSMC conquistou grandes clientes (como a Apple), aprimorou seus processos tecnológicos para a produção de chips e expandiu seus negócios a níveis globais até se tornar a líder do setor.

TSMC é reconhecida como a empresa mais tecnológica na produção de chips (Imagem: Reprodução/TSMC)

Chang se aposentou em 2018 após 31 anos de liderança frente à TSMC. Mas a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company segue mais ativa do que nunca, sendo a principal fabricante de chips do mundo e uma das empresas mais valiosas do planeta.

Quantas fábricas a TSMC tem?

Atualmente, a TSMC conta com 22 fábricas (incluindo subsidiárias) para a produção de chips e processos backend. A empresa taiwanesa também já iniciou uma nova fábrica em Dresden, na Alemanha.

Onde estão localizadas as fábricas da TSMC?

A maioria das fábricas da TSMC estão localizadas em Taiwan, embora a empresa também conte com instalações em outros países. Confira abaixo os locais das instalações da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company:

Taiwan: a região conta com 17 fábricas ao todo, incluindo instalações para produção de chips de seis, oito e 12 polegadas, além de processos de backend.

China: a TSMC tem duas subsidiárias na China para a produção de chips de oito e 12 polegadas.

Estados Unidos: o país tem duas subsidiárias da TSMC para o desenvolvimento de chips de oito e 12 polegadas.

Japão: o país conta com uma joint-venture administrada pela TSMC, responsável por fabricar chips de 12 polegadas.

Alemanha: a TSMC iniciou as obras para uma subsidiária na Alemanha, que fabricará chips de 12 polegadas e deve ficar pronta em meados de 2027.

E além das fábricas, a TSMC tem escritórios e centros de pesquisa e desenvolvimento na Holanda, Coreia do Sul e Canadá.

Qual é o valor de mercado da TSMC?

O valor de mercado da TSMC é estimado em cerca de US$ 2,06 trilhões, de acordo com dados da Companies Market Cap de maio de 2026. Isso posiciona a fabricante como uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, bem como uma das empresas mais valiosas do mercado atualmente.

TSMC tem valor de mercado avaliado em mais de US$ 2 trilhões (Imagem: Reprodução/TSMC)

A TSMC tem ações na bolsa de valores?

Sim. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company está listada na Bolsa de Valores de Taiwan (TWSE) sob o ticker 2330. Além disso, os American Depositary Shares (ADSs) da TSMC são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) sob o ticker TSM.

Quem é o dono da TSMC?

A TSMC não tem um único dono, já que se trata de uma empresa de capital aberto — ou seja, negociada na bolsa de valores. O governo de Taiwan é o principal sócio majoritário da companhia (com cerca de 6% das ações), seguido de gestoras de investimento como Capital Research and Management Company (5,48%), The Vanguard Group (4,10%) e BlackRock (3,45%).

Já em termos de administração, Che-Chia Wei é o principal executivo da TSMC: ele é o atual CEO da empresa e também ocupa o cargo de presidente do conselho administrativo, composto por dez membros ao todo.

Quem são os concorrentes da TSMC?

A TSMC responde pela maior fatia do mercado de semicondutores, mas ainda assim concorre com algumas empresas do ramo, incluindo:

Samsung Foundry: a divisão de semicondutores da Samsung rivaliza com a TSMC já que, além de fabricar chips próprios, também produz chips para terceiros.

Intel Foundry Services: a Intel já produzia chips próprios, e criou a Intel Foundry Services para expandir a fabricação de componentes para outras empresas.

GlobalFoundries: empresa estadunidense no modelo pure-play foundry, com foco na fabricação de chips para outras companhias.

Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC): maior fabricante de chips da China, que atua no modelo pure-play foundry.

United Microelectronics Corporation (UMC): primeira empresa de semicondutores de Taiwan, que fabrica chips apenas para terceiros.

Qual é a importância da TSMC para o mercado?

A TSMC tem um papel essencial para a cadeia industrial do mercado tecnológico, já que é a principal fabricante de chips do mundo.

Considerando o mundo moderno, temos de levar em conta que praticamente qualquer eletrônico de consumo é alimentado por um chip interno para funcionamento. E por ser a principal fornecedora de chips para o mercado, a TSMC se torna uma das principais responsáveis para que os produtos finais cheguem às prateleiras.

Se a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company fechasse as portas hoje, empresas de tecnologia e de outros setores que dependem da fabricante — como Apple, Nvidia e AMD — ficariam com estoques vazios pela escassez de chips. De quebra, os poucos produtos que sobrariam no mercado possivelmente seriam vendidos pelo dobro ou triplo do preço.

Esse cenário hipotético ajuda a explicar a importância da TSMC para o mercado como um todo. E talvez justifique o fato da fabricante taiwanesa ser uma das empresas com maior valor de mercado da atualidade.
TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo

TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo
Fonte: Tecnoblog

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel aproveita escassez para limpar estoques de chips inferiores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Intel está vendendo processadores de baixa qualidade que seriam normalmente descartados.
Empresa criou linhas de produtos com especificações limitadas para clientes corporativos.
Demanda por semicondutores, impulsionada pela expansão dos data centers de IA, fez com que big techs aceitassem chips com desempenho inferior.

A Intel parece ter encontrado uma alternativa altamente lucrativa para tentar contornar a crise global de chips gerada pela explosão da inteligência artificial. A gigante dos semicondutores passou a vender processadores que, em condições normais de mercado, seriam descartados como lixo eletrônico.

Essa estratégia impulsionou a receita da empresa e a ajudou a superar, com folga, as previsões de Wall Street no primeiro trimestre de 2026. Como aponta o portal Tom’s Hardware, segundo o relatório financeiro recém-divulgado, a receita total da companhia bateu a marca de US$ 13,6 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 12,3 bilhões. Além disso, as ações da Intel registraram um salto de 28%, estabelecendo um novo recorde na bolsa.

A resposta para esse desempenho fora da curva não é uma nova arquitetura ou corte de gastos. O analista financeiro Ben Bajarin detalhou no X/Twitter que a margem subiu porque os clientes corporativos estão comprando CPUs “que poderiam ter sido descartadas”, gerando uma injeção de receita inesperada nos cofres da fabricante.

Reaproveitando “sucata”?

Na indústria de semicondutores, nem todo chip sai perfeito da linha de produção. Se um processador da Intel não atinge as especificações de desempenho para ser considerado um produto premium, a prática comum é a empresa reetiquetar a unidade e vendê-la como um componente de entrada, por um preço mais acessível (um processador Core i3 ou Celeron, por exemplo).

Contudo, existem unidades que não alcançam sequer esse padrão mínimo. Historicamente, esses chips eram classificados como sucata e iam direto para o descarte.

Mas o cenário mudou em 2026. Pressionada pela escassez de componentes, a Intel resgatou essas peças de baixíssima expectativa, criou linhas de produtos com especificações ainda mais limitadas e conseguiu vendê-las.

Estratégia de vender componentes que iriam para o lixo gerou bilhões (imagem: divulgação/Intel)

IA tem impactado o mercado de hardware

O atual momento do setor de tecnologia prova que as CPUs também voltaram a ser o centro das atenções. O grande motor dessa demanda é a infraestrutura pesada necessária para rodar cargas de trabalho de IA. A expansão acelerada dos data centers consome capacidade computacional em um ritmo feroz, sugando os estoques globais e inflando os preços.

No olho desse furacão estão os processadores Intel Xeon, projetados para servidores. A procura por essas CPUs segue em níveis críticos, estimulada por fabricantes como Dell, HP e Lenovo. Paralelamente, big techs como Microsoft, Google e Amazon continuam adquirindo esses chips em volumes elevados para ampliar suas próprias redes e infraestruturas de nuvem.

Para essas gigantes da tecnologia, o custo de manter a expansão de um data center paralisada por falta de peças é infinitamente maior do que o investimento em processadores de “qualidade inferior”. Aceitar chips com desempenho abaixo do ideal pode ter virado uma decisão estratégica de negócios.
Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água
Fonte: Tecnoblog

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.

Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.

Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.

Além de cortes, Meta congelará vagas

Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.

Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.

Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.

Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.

O foco da divisão, atualmente, é apoiar o desenvolvimento de tecnologias de IA para vestíveis, como os óculos da empresa em parcerias com a Ray-Ban e Oakley.

Microsoft oferece demissão voluntária

Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.

Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.

O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.

Bilhões direcionados à IA

As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.

A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.

O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA
Fonte: Tecnoblog

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)

Resumo

Tim Cook reconheceu Apple Maps como “primeiro grande erro” de sua gestão à frente da companhia;
Apple Maps foi lançado em 2012, à época, com falhas como imagens distorcidas, ausência de mapas em locais, rotas imprecisas e estabelecimentos incorretos;
hoje, Apple Maps (Apple Mapas, no Brasil) é um serviço muito mais confiável, sendo chamado de “melhor aplicativo de mapas do planeta” por Tim Cook.

Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.

O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.

À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.

14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:

Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.

Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.

Tim Cook, CEO da Apple

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo

Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.

É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.

Embora o serviço funcione no Brasil desde 2012, para muita gente, a estreia verdadeira ocorreu no fim de 2019, quando o Apple Mapas começou a oferecer navegação curva a curva no Brasil.

Outros recursos foram sendo implementados de lá para cá. Vale até destacar que, em 2023, a Apple passou a capturar imagens de 360º de cidades brasileiras para abastecer a função Olhe ao Redor, equivalente ao modo Street View, do Google.

Em tempo: Tim Cook deixará de ser CEO da Apple em setembro de 2026.
O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)
Fonte: Tecnoblog

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

Galaxy S26 foi lançado no final de fevereiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A divisão mobile da Samsung pode registrar prejuízo anual pela primeira vez.
Segundo a imprensa sul-coreana, o motivo seria a queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.
Mesmo com a fabricante aumentando o preço dos seus smartphones, o custo não teria sido compensado pelos gastos.

A divisão de smartphones da Samsung pode registrar prejuízo em todo o ano de 2026, segundo informações da imprensa sul-coreana. O alerta teria sido feito internamente pelo chefe da área mobile, Roh Tae-moon, diante da queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.

De acordo com o jornal Money Today, esse seria o primeiro resultado anual negativo da divisão desde sua criação, em 2021. A pressão vem principalmente do encarecimento de componentes, que tem afetado toda a indústria e forçado fabricantes a subir preços ou operar com margens menores.

A própria Samsung aumentou o preço de tabela de vários dos seus smartphones. Mesmo com o bom desempenho comercial do recém-lançado Galaxy S26, a estratégia não teria sido suficiente para compensar os custos. 

“Considerando que o Galaxy S26 Ultra geralmente vem equipado com 12 GB de [memória] LPDDR5X, um supercomputador de IA consome a memória de cerca de 4.600 smartphones”, alerta a publicação.

Ainda assim, o lucro total da Samsung aumentou oito vezes. Embora pareça contraditório, esse lucro se concentra basicamente na área da crise: o negócio de memória da fabricante cresceu com a alta demanda, já que Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% do mercado global de memórias DRAM.

Escassez de chips pode durar mais que o esperado

Há poucos dias, o jornal japonês Nikkei Asia fez um levantamento e reafirmou que o cenário atual da crise de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028.

O desabastecimento ocorre desde o fim do ano passado: as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para abastecimento de IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. 

De forma resumida, as líderes do setor preferiram focar na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pararam a produção das memórias de uso geral (DRAM). A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos.
Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez
Fonte: Tecnoblog

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)

Resumo

Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.
Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo
Fonte: Tecnoblog