Category: Sistemas Operacionais

Ubuntu 26.04 exigirá mais RAM nos requisitos mínimos

Ubuntu 26.04 exigirá mais RAM nos requisitos mínimos

Ubuntu 26.04 exigirá mais RAM nos requisitos mínimos (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

futuro Ubuntu 26.04 LTS exigirá pelo menos 6 GB de RAM nos requisitos mínimos;
ainda será possível instalar o Ubuntu 26.04 em computadores com 4 GB de RAM, mas a experiência poderá ser limitada;
Ubuntu 26.04 LTS está previsto para ser lançado em 23 de abril de 2026.

Abril é mês de Ubuntu novo. Mas quem pretende instalar a distribuição em um computador antigo ou com hardware básico precisa ficar atento: os requisitos mínimos para rodar o Ubuntu 26.04 LTS (a versão a ser lançada neste mês) ficaram ligeiramente maiores.

Desde 2018, o Ubuntu recomenda um computador com pelo menos 25 GB de espaço de armazenamento livre, processador dual core de 2 GHz (de 64 bits) e 4 GB de memória RAM.

Porém, o OMG! Ubuntu notou que, para o futuro Ubuntu 26.04, os desenvolvedores da distribuição recomendam, pelo menos, 6 GB de memória RAM.

Isso não significa, necessariamente, que a distribuição Linux ficou mais “pesada”. É possível que este seja apenas um ajuste nos requisitos mínimos para garantir que o usuário tenha uma experiência minimamente decente com componentes do sistema operacional que são atualizados regularmente.

Vide o exemplo do Gnome, o ambiente de desktop padrão do Ubuntu. A nova versão da distribuição rodará o Gnome 50, que traz uma série de aprimoramentos, mas que pode exigir um pouco mais do hardware.

Ubuntu 25.10, a versão atual (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E se eu tiver um computador com 4 GB de RAM?

Ainda será possível instalar o Ubuntu 26.04 LTS se o computador tiver 4 GB de RAM, mas corresponder aos demais requisitos mínimos. Contudo, é preciso ter ciência de que a sua experiência com a distribuição poderá não ser das melhores por conta de possíveis limitações de hardware.

Diante dessas circunstâncias, pode valer mais a pena instalar um dos “sabores” mais leves do Ubuntu, a exemplo do Xubuntu, que executa o ambiente de desktop Xfce. Talvez seja o caso até de recorrer a outra distribuição Linux (eu tenho rodado o Debian 13 satisfatoriamente em um notebook de 2012 com 4 GB de RAM).

Só para constar: a versão do Ubuntu para servidores continua exigindo mínimo de 1,5 GB de RAM (mínimo recomendável de 3 GB).

O Ubuntu 26.04 LTS deve ser lançado oficialmente em 23 de abril de 2026.
Ubuntu 26.04 exigirá mais RAM nos requisitos mínimos

Ubuntu 26.04 exigirá mais RAM nos requisitos mínimos
Fonte: Tecnoblog

O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional

O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional

GrapheneOS é o sistema operacional móvel para quem deseja mais segurança ao usar o smartphone (Imagem: Reprodução/GrapheneOS)

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel de código aberto que foca em recursos de privacidade e segurança. O sistema é baseado no Android Open Source Project, e tem sido desenvolvido desde 2014 pelo pesquisador e engenheiro de segurança Daniel Micay.

Combate à exploração de vulnerabilidades desconhecidas, execução do Google Play em ambiente isolado e desativação de sensores estão entre os principais recursos do GrapheneOS.

Devido às exigências rígidas de hardware e software, o sistema operacional é limitado a uma porção de smartphones Pixel, do Google. No futuro, o GrapheneOS também deve ganhar suporte por celulares da Motorola, por conta de uma parceria firmada entre ambas as partes.

A seguir, conheça história do GrapheneOS, confira os principais recursos do sistema operacional, e veja as vantagens e desvantagens de uso.

ÍndiceO que é GrapheneOS?O que significa GrapheneOS?Qual é a história do GrapheneOS?Quais são os principais recursos do GrapheneOS?Quais dispositivos são compatíveis com o GrapheneOS?Posso instalar o GrapheneOS em qualquer smartphone?Quais são as vantagens do GrapheneOS?Quais são as desvantagens do GrapheneOS?Existem alternativas ao GrapheneOS?Qual é a diferença entre GrapheneOS e Android?Qual é a diferença entre GrapheneOS e CopperheadOS?

O que é GrapheneOS?

GrapheneOS é um projeto de sistema operacional móvel para smartphones e tablets, baseado no código-fonte aberto do Android (Android Open Source Project). O sistema foca em privacidade e segurança, além da usabilidade e da compatibilidade com aplicativos.

O que significa GrapheneOS?

O termo “Graphene” significa “grafeno” em tradução livre, enquanto “OS” é a abreviação traduzida de “sistema operacional”. Logo, “GrapheneOS” pode significar algo como “Sistema operacional Grafeno”.

O grafeno é conhecido por ser um elemento robusto e resistente, o que ajuda a explicar o foco em proteção contra vulnerabilidades vista no GrapheneOS.

Qual é a história do GrapheneOS?

A história do GrapheneOS começa em setembro de 2014, quando o pesquisador e engenheiro de segurança Daniel Micay iniciou um projeto solo focado em aumentar a privacidade e segurança do Android. A princípio, a ideia era de apenas desenvolver melhorias para o sistema operacional do Google.

No final de 2015, uma empresa foi lançada e tornou-se a principal patrocinadora do projeto, conhecido até então como CopperheadOS. O projeto avançou rapidamente nessa época, e a ideia de implementações específicas foi escalando para um ecossistema completo.

Contudo, divergências entre Micay e a patrocinadora começaram a surgir: Daniel Micay idealizou usar a empresa para sustentar financeiramente o desenvolvimento do projeto, enquanto a patrocinadora tinha intenção de comercializar o sistema, vendendo suporte, serviços sob contrato e variantes do sistema operacional.

Interface do GrapheneOS (Imagem: kettoshidesu/Reddit)

Essa desconexão de ideias fez com que Micay e a patrocinadora rompessem a parceria. O pesquisador então decidiu seguir com o projeto de forma paralela, renomeando a iniciativa para AndroidHardening em 2018. Um ano depois, em 2019, o projeto foi novamente renomeado para GrapheneOS, sob a mesma premissa inicial de ser um projeto independente e open source.

Desde então, o projeto GrapheneOS ganhou vários desenvolvedores em tempo integral e parcial, e segue como uma iniciativa de sistema operacional seguro baseado em Android, compatível com diversos smartphones Pixel.

E a expectativa é que o GrapheneOS se desenvolva ainda mais e se consolide como um sistema operacional completo para dispositivos móveis. Isso porque a Motorola anunciou uma parceria com a GrapheneOS Foundation em março de 2026, sugerindo que futuros smartphones da marca possam ser compatíveis com o SO.

Quais são os principais recursos do GrapheneOS?

O GrapheneOS inclui diversas funcionalidades novas ou melhoradas que não estão no Android, principalmente relacionadas a segurança e privacidade. Dentre os principais recursos do sistema operacional, estão:

Proteção contra ameaças: o GrapheneOS tem como foco proteger usuários contra explorações de vulnerabilidades desconhecidas (zero-day), e implementa uma série de configurações para mitigar ameaças remotas e físicas.

Google Play em ambiente isolado: o sistema roda o Google Play em um ambiente isolado (sandbox), eliminando acesso ou privilégio especial da plataforma do Google, e limitando a coleta de dados.

Privacidade reforçada: o sistema operacional não inclui aplicativos e serviços do Google por padrão para evitar a coleta de dados; o GrapheneOS também evita a inclusão de apps ou serviços que não estão alinhados com as ideias de privacidade e segurança do projeto.

Desativação de apps: usuários podem desativar aplicativos do sistema sem ter que desinstalá-los.

Correções mais amplas: a empresa alega que o sistema operacional inclui várias correções de vulnerabilidades que ainda não foram corrigidas no Android.

Permissões de rede: o GrapheneOS conta com opção de permissão de rede para bloquear acessos diretos e indiretos a qualquer rede disponível, além de proteger a rede local do dispositivo.

Permissões de sensores: há uma função para desabilitar sensores como câmera, microfone, acelerômetro, bússola, entre outros componentes.

Ampla disponibilidade de operadoras: o sistema operacional oferece suporte a mais operadoras do que o Android Open Source Project.

Perfis de usuários aprimorados: o GrapheneOS apresenta melhorias nos perfis de usuário do Android, como aumento do limite de perfis e encerramento de sessão facilitado.

Quais dispositivos são compatíveis com o GrapheneOS?

Até o momento, o GrapheneOS tem suporte oficial para os dispositivos listados abaixo. Mas é preciso destacar que esses aparelhos só vão ser compatíveis se forem desbloqueados — sem limitação de uso a operadoras específicas.

Pixel 10 Pro Fold;

Pixel 10 Pro XL;

Pixel 10 Pro;

Pixel 10;

Pixel 9a;

Pixel 9 Pro Fold;

Pixel 9 Pro XL;

Pixel 9 Pro;

Pixel 9;

Pixel 8a;

Pixel 8 Pro;

Pixel 8;

Pixel Fold;

Pixel Tablet;

Pixel 7a;

Pixel 7 Pro;

Pixel 7;

Pixel 6a;

Pixel 6 Pro;

Pixel 6.

A lista deve ficar mais extensa, visto que a Motorola firmou uma parceria com o GrapheneOS em março de 2026. No entanto, ainda não sabemos se a parceria vai vingar, e nem quais linhas de celular da Motorola receberiam suporte ao sistema operacional.

Pixel 10 Pro Fold está entre os smartphones compatíveis com o GrapheneOS (Imagem: divulgação)

Posso instalar o GrapheneOS em qualquer smartphone?

Não. A página de FAQ do GrapheneOS até menciona que existem outros dispositivos (além dos citados na lista acima) que podem suportar o sistema operacional, mas a compatibilidade demandaria um “trabalho substancial” para chegar aos padrões exigidos.

Além disso, os desenvolvedores afirmam que os aparelhos compatíveis com o GrapheneOS são cuidadosamente selecionados com base em seus méritos, e que uma ampla compatibilidade contraria os objetivos do projeto porque desviaria o foco para melhorias de hardware e firmware ao invés da iniciativa original.

Quais são as vantagens do GrapheneOS?

O sistema operacional GrapheneOS oferece diversos benefícios de uso, incluindo:

Proteção reforçada: o GrapheneOS é conhecido pelos mecanismos de proteção contra ameaças e exploração de vulnerabilidades, o que reforça a segurança do aparelho e dos dados de usuários.

Mais privacidade de uso: o sistema operacional limita permissões de apps e pode desabilitar sensores para evitar coletas de informações dos usuários.

Foco em melhorias reais: como o foco está voltado para segurança e privacidade, os colaboradores podem voltar as atenções para esses temas, sem a necessidade de desenvolver recursos sem benefícios reais.

Maior controle de permissões: o GrapheneOS prioriza a decisão do usuário, e inclui opções de permissão que não são vistas em outros sistemas operacionais.

Projeto comunitário: o projeto de código-aberto estimula a comunidade para o desenvolvimento de melhorias e resolução de problemas.

Quais são as desvantagens do GrapheneOS?

Apesar de oferecer segurança e privacidade, o GrapheneOS também tem desvantagens de uso. Dentre as principais limitações do sistema operacional, estão:

Limitações de dispositivos compatíveis: pouquíssimos dispositivos são compatíveis com o GrapheneOS, devido às exigências rígidas do sistema operacional.

Ecossistema diferente do padrão: usuários acostumados com Android ou iOS podem encontrar dificuldades ao usar o sistema operacional diferente e com configurações mais complexas.

Dependência de colaboradores: a sustentabilidade do GrapheneOS dependerá da manutenção dos colaboradores; se todos desistirem do projeto, o futuro do sistema operacional pode ficar comprometido.

Existem alternativas ao GrapheneOS?

Sim. A exemplo do GrapheneOS, existem sistemas operacionais móveis com foco em segurança e privacidade do usuário, a exemplo de:

CalyxOS: sistema operacional baseado no Android Open Source Project com foco em privacidade digital; o projeto está paralisado, mas existem indícios de retorno para 2026.

ProtonAOSP: sistema baseado no Android Open Source Project, com design limpo, e opções que ajudam a manter os dados dos usuários privados.

iodéOS: sistema baseado no LineageOS, livre de rastreadores do Google, e que inclui apps que respeitam os ideais de privacidade do projeto.

CopperheadOS: sistema operacional desenvolvido para celulares criptografados e seguros, e com semelhanças ao GrapheneOS — já que surgiu do mesmo projeto.

Qual é a diferença entre GrapheneOS e Android?

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel de código-aberto, baseado no Android Open Source Project. O sistema é compatível com poucos dispositivos e tem foco em privacidade e segurança, incluindo diversos mecanismos de proteção e permissões que não são vistos nos sistemas operacionais móveis mais populares.

Já o Android é o sistema operacional móvel mais popular do mundo, pertencente ao Google. O sistema tem ampla compatibilidade com diversos aparelhos, e prioriza a experiência do usuário com um ecossistema mais fácil de usar.

Qual é a diferença entre GrapheneOS e CopperheadOS?

O GrapheneOS é um sistema operacional móvel criado por Daniel Micay, que segue o princípio de ser um projeto independente e open source. Importante destacar que o GrapheneOS de hoje é resultado do antigo projeto CopperheadOS de 2015 a 2018.

Já CopperheadOS consiste em um sistema operacional móvel com propósitos comerciais, que também se baseia em recursos de segurança e privacidade como o GrapheneOS. No passado, o Copperhead foi o projeto que antecedeu o GrapheneOS, mas hoje segue como um sistema operacional da empresa Copperhead.
O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional

O que é GrapheneOS? Confira a história e os recursos do sistema operacional
Fonte: Tecnoblog

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.

A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.

Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.

Qual é a solução alternativa?

Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.

Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.

Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.

A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.

Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Procedimento não é solução definitiva

A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.

O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.
Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:
Fonte: Tecnoblog

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)

Resumo

A Apple iniciou alertas no macOS 26.4 Beta sobre o fim do Rosetta 2, indicando incompatibilidades futuras para aplicativos da era Intel.
O encerramento definitivo do Rosetta 2 está previsto para o macOS 28, enquanto a maioria dos desenvolvedores já migrou para versões nativas ou universais.
A estratégia da Apple visa dar tempo para adaptação, com o Rosetta 2 ainda ativo, mas com a necessidade de adaptação dos desenvolvedores à arquitetura Arm.

A Apple deu mais um sinal de que a transição para seus chips próprios entrou na reta final. Usuários que ainda dependem de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel começaram a ver alertas sobre possíveis incompatibilidades futuras nas versões beta mais recentes do sistema.

Os avisos surgiram no macOS 26.4 Beta e funcionam como um lembrete: softwares que não foram adaptados à arquitetura Arm terão suporte temporário. O encerramento definitivo do Rosetta 2, ferramenta que permite rodar apps antigos nos Macs com Apple Silicon, está previsto apenas para o macOS 28, esperado para o próximo ano.

Por que a Apple está mostrando esses alertas agora?

O Rosetta 2 foi peça-chave na mudança dos Macs com processadores x86 para os chips próprios da Apple, como M1, M2 e seus sucessores. Assim como ocorreu na transição do PowerPC para o Intel anos atrás, a empresa optou por um período de convivência entre tecnologias para evitar rupturas bruscas.

Com a maioria dos desenvolvedores já tendo migrado seus aplicativos para versões nativas ou universais, a Apple entende que o ecossistema está maduro o suficiente para avançar. No macOS 26.4, ao abrir um aplicativo que depende exclusivamente do Rosetta 2, o usuário passa a receber uma notificação com orientações sobre como identificar alternativas compatíveis ou versões atualizadas.

A estratégia não é nova. Em versões anteriores do sistema, a Apple adotou o mesmo método ao preparar o fim dos apps de 32 bits, exibindo avisos durante anos antes de remover o suporte por completo. O objetivo é dar tempo para adaptação, sem cortar funcionalidades de forma imediata.

iOS 26 em execução em diferentes modelos de iPhone (imagem: reprodução/Apple)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Na prática, nada deixa de funcionar agora. O Rosetta 2 continua ativo e permitindo a execução de aplicativos antigos, com exceções pontuais previstas apenas para jogos específicos no futuro. A mudança é mais informativa do que técnica, ao menos por enquanto.

Para usuários, o alerta serve como um sinal de atenção. Quem depende de softwares legados, especialmente ferramentas profissionais que não recebem atualizações frequentes, pode precisar planejar alternativas ou atualizar fluxos de trabalho.

Já para desenvolvedores, a mensagem é direta: o tempo extra concedido pela Apple está chegando ao fim. Adaptar aplicativos à arquitetura Arm não é mais uma recomendação, mas uma exigência para garantir compatibilidade a médio prazo.
Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm
Fonte: Tecnoblog

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Mozilla encerrará atualizações do Firefox para Windows 7, 8 e 8.1 após fevereiro de 2026;
Sem suporte oficial, navegador deixará de receber atualizações de segurança;
Recomendação da Mozilla é atualizar para uma versão mais recente do Windows ou instalar uma distribuição Linux.

Quem ainda mantém um computador com Windows 7, Windows 8 ou Windows 8.1 tem, no Firefox, uma das poucas opções de navegador seguro. Mas não por muito tempo: a Mozilla revelou que não irá mais liberar atualizações do browser para as mencionadas versões do sistema operacional da Microsoft.

Atualmente, o Firefox para Windows está na versão 147. Já a última versão do navegador compatível com os Windows 7, 8 e 8.1 é a 115, lançada em 2023. Apesar de esta última não ter determinados recursos que são oferecidos pela versão 147, ela vinha recebendo atualizações básicas por meio do canal Extended Support Release (ESR).

De acordo com o Neowin, no início, a Mozilla havia planejado manter o suporte ao Firefox 115 ESR até setembro de 2024. Mas a organização vinha adiando o fim do suporte até chegar ao prazo atual: março de 2026. Sabemos, agora, que não haverá um novo adiamento.

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

O que acontecerá com o Firefox nos Windows 7, 8 e 8.1?

Nesta página de ajuda, a Mozilla informa que o Firefox 115 ESR receberá atualizações até o fim de fevereiro de 2026. A partir de março, ainda será possível usar o navegador nos Windows 7, 8 e 8.1, mas no modo “por sua conta e risco”, afinal, o browser deixará de ser atualizado.

Por conta disso, a Mozilla recomenda que o usuário use uma versão mais atual do Windows. Para máquinas que, por alguma razão, não podem rodar o Windows 10 (sistema operacional descontinuado pela Microsoft em outubro de 2025, vale relembrar) ou o Windows 11, a recomendação da Mozilla é a de que o usuário instale uma distribuição Linux.

A Mozilla deu ainda a seguinte explicação para justificar o fim do suporte de seu browser nos Windows 7, 8 e 8.1:

A Microsoft encerrou o suporte oficial aos Windows 7, 8 e 8.1 em janeiro de 2023. Sistemas operacionais sem suporte não recebem atualizações de segurança e possuem vulnerabilidades conhecidas. Sem o suporte oficial da Microsoft, manter o Firefox para sistemas operacionais desatualizados torna-se custoso para a Mozilla e arriscado para os usuários.

Para reforçar a recomendação sobre migrar de sistema operacional, a Mozilla também relembrou que navegadores como Google Chrome e Microsoft Edge também já não suportam oficialmente os Windows 7, 8 e 8.1.
Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1
Fonte: Tecnoblog

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades

Ambiente de desktop KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

Resumo

KDE Plasma 6.6 foi lançado com foco em personalização, permitindo salvar temas globais para alternância automática entre modos claro e escuro;

ferramenta Spectacle agora possui função de OCR integrada, permitindo que o usuário extraia texto diretamente de capturas de tela;

Sistema recebeu melhorias de acessibilidade, incluindo filtros para daltonismo e um teclado virtual otimizado para telas sensíveis ao toque.

As distribuições Linux mais populares trazem o Gnome como ambiente de desktop padrão. Mas quem estiver disposto a experimentar algo diferente pode recorrer ao ambiente KDE Plasma, cuja versão 6.6 foi lançada oficialmente nesta semana. As novidades incluem mais opções de personalização, detecção de texto em imagens e um novo teclado virtual.

No aspecto da personalização, quem gosta de ajustar cores de barras, janelas e afins agora pode salvar essas alterações como um tema global, de modo que seja possível usá-lo como uma opção para a funcionalidade que alterna entre os temas diurno e noturno.

Tema global no KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

Sobre o recurso de detecção de texto em imagens, trata-se de uma função de OCR que foi adicionada ao Spectacle, ferramenta para captura de telas. Quando uma imagem for capturada, bastará selecionar a área de texto e clicar no botão de extração para o conteúdo escrito ser reconhecido e salvo em outro aplicativo, por exemplo.

É interessante notar que os desenvolvedores do KDE Plasma 6.6 se preocuparam em renovar o teclado virtual do ambiente. Quem já se deparou com um defeito no teclado físico sabe o quanto esse tipo de ferramenta é útil. A nova versão é baseada no Qt Virtual Keyboard e, como tal, suporta previsão de texto e é otimizada para telas sensíveis a toques, entre outros atributos.

Teclado virtual do KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

O que mais há de novo no KDE Plasma 6.6?

As demais novidades do KDE Plasma 6.6 incluem:

agora é possível compartilhar redes Wi-Fi rapidamente via QR Code;

as opções de acessibilidade trazem um novo filtro de escala de cinza que é útil para quem tem daltonismo;

ainda no aspecto da acessibilidade, os recursos de zoom e lupa agora funcionam com um modo de rastreamento que mantém o cursor centralizado na tela;

agora há um novo assistente de configuração geral para quando o KDE Plasma for acessado pela primeira vez;

também há um novo e opcional gerenciador de login;

o ambiente ganhou uma opção de ajuste automático de brilho em telas com sensor de luz ambiente;

as animações ficaram mais fluidas em telas com taxa de atualização elevada.

Assistente de configuração do KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

Como obter o KDE Plasma 6.6?

Como o KDE Plasma 6.6 é um ambiente de desktop, a sua instalação não é trivial. Recomenda-se, portanto, que você aguarde a nova versão chegar à sua distribuição Linux.

A expectativa é a de que a novidade seja lançada em atualizações de projetos como Ubuntu (Kubuntu), Fedora, Manjaro e OpenSUSE, obviamente que nas versões dessas distribuições preparadas para KDE.

Já quem tiver experiência o suficiente pode baixar e compilar o Plasma 6.6 a partir do repositório oficial.

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades
Fonte: Tecnoblog

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Linux Mint 22.3, a versão mais recente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Desenvolvedores do Linux Mint planejam estender intervalo entre lançamentos para priorizar qualidade, possivelmente a partir de 2026;
Atual ciclo semestral limita desenvolvimento de novos recursos, segundo Clement Lefebvre, líder do projeto;
Mudança no cronograma ainda não é oficial, mas há indicações de que ocorrerá em breve.

O Linux Mint segue um ciclo de desenvolvimento semestral, o que significa que uma nova versão da distribuição é lançada a cada seis meses, podendo haver pequenas variações nesse intervalo. Mas a frequência de lançamentos deve diminuir, talvez já em 2026. Isso porque os desenvolvedores do projeto querem priorizar a qualidade em vez da quantidade.

Não que o atual ciclo semestral esteja resultando em um sistema operacional ruim. Na verdade, o Linux Mint é bastante elogiado por ser estável e fácil de usar, tendo inclusive aparecido com uma alternativa viável ao Windows 10, que deixou de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2025.

Mas, em uma postagem recente no blog do projeto, Clement Lefebvre, líder do Linux Mint, explicou que o atual cronograma de lançamentos dificulta a criação de recursos, pois os desenvolvedores precisam utilizar o prazo apertado disponível para executar testes e aplicar ajustes na distribuição:

Lançar com frequência é importante porque significa que recebemos muitos feedbacks e relatórios de bugs quando introduzimos mudanças. (…) É um processo que funciona muito bem e produz melhorias incrementais a cada lançamento.

Mas isso consome muito tempo e limita nossa ambição em termos de desenvolvimento. Com um lançamento a cada seis meses, além do LMDE, gastamos mais tempo testando, corrigindo e lançando do que desenvolvendo.

Clement Lefebvre, líder do Linux Mint

Ao citar “LMDE”, Lefebvre se refere à variante Linux Mint Debian Edition que, como o nome deixa claro, usa a distribuição Debian como base. O Linux Mint convencional, por assim dizer, é baseado no Ubuntu.

Desktop do Linux Mint 22.3 “Zena” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual será o novo ciclo de atualizações do Linux Mint?

Ninguém sabe ao certo, afinal, a decisão de mudar o cronograma de lançamentos ainda não é oficial. Os desenvolvedores apenas avisaram que mudanças podem ocorrer em breve.

Mas eu apostaria em um ciclo anual de lançamento. Essa abordagem daria mais tempo para os desenvolvedores trabalharem em novos recursos e, ao mesmo tempo, diminuiria o risco de usuários passarem a ter a impressão de que a distribuição está ficando ultrapassada.

Curiosamente, Lefebvre comentou que o próximo Linux Mint será baseado em uma nova versão LTS (com suporte de longo prazo), mas que os desenvolvedores perceberam que estão sem ideia de codinome para a versão.

Ele dá a entender que a falta de codinomes é outro motivo para aumentar o intervalo de lançamentos entre versões. É claro que há um certo nível de brincadeira com relação a esse aspecto, mas a observação serve para reforçar que os desenvolvedores realmente estão dispostos a mudar o ciclo de atualizações do Linux Mint.

Em tempo, a versão mais atual da distribuição é o Linux Mint 22.3 “Zena”, que foi lançado em meados de janeiro.
Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões
Fonte: Tecnoblog

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Google confirmou que Quick Share será compatível com mais dispositivos Android, além do Pixel 10, permitindo integração com AirDrop, da Apple;
Integração Quick Share-AirDrop facilita troca de arquivos entre dispositivos Android e iPhones próximos, e também cobrirá iPads e MacBooks;
Expansão para mais aparelhos Android irá ocorrer “em breve”, afirma Google.

O Quick Share, tecnologia que compartilha arquivos entre dispositivos Android, já é capaz de funcionar em conjunto com o AirDrop, da Apple. Porém, apenas os celulares Pixel 10 suportam essa integração oficialmente. A boa notícia é que o Google confirmou que a compatibilidade chegará a outros aparelhos Android.

A integração entre Quick Share e AirDrop possibilita a troca de arquivos entre celulares Android e iPhones que estiverem fisicamente próximos entre si. É um recurso interessante para compartilhar fotos tiradas em grupo, só para dar um exemplo.

Ao anunciar a integração do Quick Share com o AirDrop, em novembro de 2025, o Google explicou que a novidade era destinada à linha Pixel 10 na fase inicial, mas que havia planos de expandir o recurso para mais dispositivos.

Pois bem, o Android Police relata ter participado de uma recente coletiva de imprensa do Google. No evento, a companhia confirmou planos de lançar uma atualização do Quick Share neste ano que torna a comunicação com o AirDrop possível em mais dispositivos Android.

Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone (imagem: divulgação/Google)

Quando a integração Quick Share-AirDrop chegará a mais celulares Android?

O Google se limitou a informar que “em breve”. A companhia não deu uma data precisa porque a liberação do recurso depende do apoio de fabricantes de smartphones.

Mas esperar um pouco mais deverá valer a pena, afinal, a integração não se limitará aos iPhones, como o próprio Google explicou:

Dedicamos muito tempo e energia para garantir que pudéssemos criar algo compatível não apenas com o iPhone, mas também com iPads e MacBooks.

Agora que comprovamos que isso é possível, estamos trabalhando com nossos parceiros [fabricantes] para expandir a funcionalidade para o restante do ecossistema, e vocês verão alguns anúncios interessantes em breve.

Eric Kay, vice-presidente de engenharia

Um detalhe curioso é que o Google não dependeu da Apple para fazer essa integração. No ano passado, a União Europeia exigiu a implementação do Wi-Fi Aware no AirDrop, padrão aberto que permite a dispositivos fisicamente próximos trocarem informações entre si. Foi essa tecnologia que possibilitou a comunicação do Quick Share com o AirDrop.
Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android
Fonte: Tecnoblog

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Resumo

O Android para PC terá uma interface semelhante à de tablets, com adaptações para telas maiores, incluindo uma barra de tarefas centralizada e uma barra de status mais alta.
O sistema operacional é identificado como Android 16, codinome “ALOS” ou Aluminium OS, e foi testado em um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.
O Google confirmou o desenvolvimento do Android para computadores em 2025, com o planos para substituir gradualmente o ChromeOS.

Um desenvolvedor se descuidou e publicou imagens da interface da futura versão do Android para desenvolvedores. Elas revelam um visual parecido com o de tablets com o sistema, mas com algumas diferenças importantes.

As gravações de tela foram compartilhadas na plataforma de desenvolvimento do Chromium (projeto de código aberto que serve de base para o Chrome) para mostrar um bug no sistema. A página de discussão agora mostra apenas uma mensagem de acesso negado, mas o 9to5Google conseguiu salvar e publicar os vídeos.

Como será a interface do Android para PC?

As imagens mostram uma barra de tarefas idêntica à usada em tablets com Android, com ícones centralizados, incluindo um para acessar aplicativos à esquerda e outros para apps abertos à direita.

A barra de status no topo da tela, no entanto, é diferente. Ela é mais alta. Nas capturas de tela, essa área contém relógio (com segundos) e data à esquerda; na direita, ficam um ícone do Gemini, um controle de idioma do teclado, um indicador de Wi-Fi e um mostrador de bateria. Outro detalhe é um cursor de mouse ligeiramente maior, com design mais tradicional, incluindo uma haste.

Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Nas imagens, há duas janelas do Chrome lado a lado, indicando um possível recurso multitarefas do sistema. O navegador tem, inclusive, um ícone de extensões — elas estão disponíveis apenas na versão para desktops e não na para tablets.

Os botões para fechar, minimizar e abrir em tela cheia ficam no canto direito superior das janelas e são praticamente idênticos aos do ChromeOS.

O que mais sabemos sobre o Android para PC?

Android para PC ainda não tem nome definido nem data para chegar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os indícios de que as gravações de tela são realmente da futura versão do Android para PC aparecem logo no início, em uma página de versão do Chrome. Ela informa que o sistema operacional é o Android 16, com a compilação ZL1A.260119.001.A1.

O desenvolvedor se refere a essa build como “ALOS” — um código para Aluminium OS, codinome interno do sistema. Ele também informou qual aparelho estava usando: um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.

Os rumores de uma versão do Android para computadores circulam há alguns anos, mas o sistema ganhou confirmação oficial só no segundo semestre de 2025.

Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Além disso, a empresa abriu vagas de trabalho específicas para o projeto. As descrições indicam que o Aluminium OS é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”, que estará disponível para todos os formatos, como laptops, tablets, destacáveis e mini-PCs.

Também há indícios de que haverá um período de transição do ChromeOS para o novo sistema, incluindo suporte e atualizações para os produtos lançados nos últimos anos. Já o nome não é definitivo e ainda está no campo das especulações — Android, Chrome e Chromebook são marcas muito fortes, e há chances de que elas sejam reaproveitadas no novo sistema.

Com informações do 9to5Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

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Fonte: Tecnoblog

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

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HyperOS 3 deixou usuários com ROMs alternativas na mão (imagem: reprodução/Xiaomi)

Resumo

A atualização HyperOS 3 da Xiaomi, baseada no Android 16, inutilizou celulares com ROM global não oficial, especialmente importados da China.
A Xiaomi não oferece suporte para dispositivos modificados fora de seus canais oficiais, deixando usuários sem correções para o problema.
Reverter para o HyperOS 2.2 pode ser a única solução, exigindo reinicializações repetidas para acionar o rollback de emergência do Android.

Donos de celulares da Xiaomi adquiridos por meio de importadores independentes passaram a relatar, nos últimos dias, uma enorme dor de cabeça: os aparelhos foram inutilizados após a chegada do HyperOS 3, nova versão da interface própria da fabricante, baseada no Android 16.

Os casos afetam principalmente smartphones importados da China que utilizam ROM global não oficial, prática comum no chamado mercado cinza. De acordo com os relatos, após a instalação do HyperOS 3, esses aparelhos passam a iniciar apenas no modo de recuperação ou entram em bootloop permanente.

Vendedores não oficiais costumam comprar versões chinesas dos aparelhos (que são mais baratas), desbloquear o bootloader e instalar uma interface global para incluir idiomas ocidentais e serviços do Google.

O que causa o problema?

Segundo o Gizmochina, a atualização introduziu uma verificação rigorosa de região, que compara o hardware do aparelho com a região do software instalado. Quando o sistema identifica uma incompatibilidade – como hardware chinês rodando uma ROM global modificada –, o processo de inicialização falha.

Geralmente, o smartphone não carrega o sistema operacional, entrando em modo de recuperação e ficando preso em um bootloop (quando o dispositivo entra em um loop de reinicialização).

Smartphones ficam bloqueados após atualização (imagem: reprodução/Gizchina)

A Xiaomi classifica essas ROMs convertidas como instalações não autorizadas e, por isso, não trata o problema como um bug do sistema. Ainda de acordo com a publicação, a empresa considera que esses dispositivos foram modificados fora de seus canais oficiais.

Com isso, os aparelhos impactados podem ficar definitivamente presos ao HyperOS 2.2, versão anterior do sistema, sem acesso a futuras atualizações do Android.

Como resolver?

Segundo o Gizchina, a empresa não pretende oferecer correções ou suporte para celulares comprados por meio de importadores não oficiais. A gigante chinesa teria comunicado que os clientes afetados por esse problema estão “por conta própria” em relação ao Android 16 e ao HyperOS 3.

Dessa forma, para quem foi atingido pelo bloqueio, a reversão do sistema para a versão anterior pode ser a única forma de salvar o dispositivo:

O usuário deve forçar a reinicialização do celular repetidamente (pressionando o botão liga/desliga). Pode ser necessário fazer esse processo entre 10 e 15 vezes seguidas.

Essa sequência de falhas propositais no boot pode acionar o protocolo de rollback de emergência do Android, desinstalando a atualização problemática e restaurando o HyperOS 2.2.

Se o aparelho voltar a ligar, é importante desativar imediatamente as atualizações automáticas para evitar que o HyperOS 3 tente se instalar de novo.

A atualização que causou o bloqueio é uma das mais aguardadas pelos fãs da marca. O HyperOS 3 promete otimizações significativas de desempenho e traz a funcionalidade “Xiaomi Super Island”, um recurso visual e interativo comparável à Dynamic Island da Apple.
Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

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Fonte: Tecnoblog