Category: Sistemas Operacionais

Android terá alerta na tela para ligações urgentes

Android terá alerta na tela para ligações urgentes

Nova ferramenta exige discador oficial do Google para funcionar (imagem: reprodução/Google)

Resumo

Google introduziu o recurso Call Reason no Android, permitindo sinalizar chamadas urgentes, visíveis no histórico de chamadas.
A funcionalidade está em beta e requer o app Telefone do Google.
A empresa também anunciou ferramentas de segurança para detectar fraudes em mensagens e filtros no Google Mensagens para grupos indesejados.

O Google anunciou novas atualizações para o sistema Android e introduziu recursos de comunicação, segurança e personalização. Entre as novidades, está a ferramenta Call Reason (motivo da chamada, em tradução livre), que permite sinalizar a urgência da ligação.

Atualmente em fase beta, o recurso permite que, ao discar para um contato salvo, o usuário selecione a opção “urgente”. O destinatário visualizará esse alerta na tela do celular e, caso a chamada não seja atendida, uma notificação de urgência permanecerá visível no histórico, incentivando o retorno da ligação.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira (3).

Quais celulares são compatíveis?

GIF mostra funcionamento da ferramenta Call Reason (imagem: reprodução/Google)

A ferramenta está vinculada ao Telefone do Google, o aplicativo de discagem padrão da empresa. Segundo informações do Google Brasil, a funcionalidade será liberada para todos os idiomas globalmente, mas a disponibilidade depende de o app estar instalado no smartphone.

Aparelhos da linha Google Pixel, assim como modelos recentes da Motorola, Xiaomi (versões globais), Nokia (HMD) e Asus, utilizam o discador do Google nativamente. Esses dispositivos, portanto, receberão a novidade automaticamente via atualização.

No Brasil, o impacto tende a ser menor já que a maior vendedora de smartphones é a Samsung, que utiliza um app próprio de Telefone. No entanto, o Android permite a instalação do Telefone do Google em praticamente qualquer dispositivo. Usuários interessados podem baixá-lo gratuitamente na loja oficial e configurá-lo como o discador padrão.

Segurança e mais IA

O pacote de novidades também apresenta novas ferramentas focadas na segurança e acessibilidade. O recurso Circule para Pesquisar agora usa IA para analisar o conteúdo da tela em busca de potenciais golpes. Ao verificar mensagens de texto ou chats suspeitos, o sistema indica a probabilidade de fraude.

Circle to Search ganhou função para verificar segurança de mensagens (imagem: reprodução/Google)

Nas mensagens de texto via Google Mensagens (padrão também nos aparelhos da Samsung), a empresa implementou novos filtros para grupos indesejados. Ao ser adicionado por um número desconhecido, o usuário receberá um alerta com dicas de segurança e opções rápidas para sair do grupo, bloquear o contato e denunciar spam com um único toque.

Utilizando processamento local, o sistema agora também gera legendas em tempo real que descrevem não só a fala, mas a intensidade e a emoção do interlocutor, além de identificar sons ambientes como aplausos.

Google liberou legendas em vídeos ao vivo (imagem: reprodução/Google)

O Google também reestruturou como as notificações são gerenciadas, juntando mensagens longas e conversas em grupo e oferecendo um resumo do conteúdo. Alertas de baixa prioridade, como promoções e avisos de redes sociais, também serão silenciados automaticamente para reduzir distrações.

As configurações de controle parentais, por sua vez, foram migradas para um menu dedicado nas configurações principais do aparelho. Além disso, o sistema expandiu o suporte para ícones temáticos e introduziu uma opção forçada de “tema escuro” para aplicativos que não possuem essa configuração nativa.

Além disso, o Google incluiu a fixação de guias importantes no Chrome para Android e novas combinações de adesivos no “Emoji Kitchen”, do teclado Gboard.
Android terá alerta na tela para ligações urgentes

Android terá alerta na tela para ligações urgentes
Fonte: Tecnoblog

Explorador de Arquivos do Windows 11 pode ficar mais rápido e simples

Explorador de Arquivos do Windows 11 pode ficar mais rápido e simples

Windows 11 recebeu novidades nos canais Dev e Beta (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Resumo

O Explorador de Arquivos do Windows 11 tem um novo menu de contexto mais simples, com opções agrupadas em submenus para gerenciar arquivos e armazenamento em nuvem.
A Microsoft implementou um pré-carregamento em segundo plano para abrir a ferramenta mais rapidamente.
A build 26220.7271 (KB5070307) do Windows 11 inclui outras novidades, como a experiência Xbox em tela cheia e a restauração point-in-time.

A versão mais recente do Windows 11 traz duas mudanças para o Explorador de Arquivos (File Explorer): um menu de contexto mais simples e um pré-carregamento para deixar a ferramenta mais rápida.

As novidades fazem parte da compilação 26220.7271 (KB5070307), liberada para participantes do programa Insider inscritos nos canais Dev e Beta. Elas podem sofrer mudanças até o lançamento para o público geral, que não tem previsão para acontecer.

Como é o novo menu de contexto?

A Microsoft reorganizou as opções do menu de contexto do Explorador de Arquivos, aquele que aparece quando você clica com o botão direito do mouse.

Ações como girar imagem, colocar como plano de fundo do desktop e comprimir em arquivo ZIP agora estão agrupadas em um submenu para gerenciar arquivos. De modo semelhante, para manter um arquivo no dispositivo ou liberar espaço, o usuário precisará ir até o submenu do armazenamento em nuvem.

Alguns itens foram reordenados, deixando ações de abrir arquivos ou pastas mais próximas, bem como tarefas relacionadas ao envio para outros dispositivos.

Menu de contexto pode ficar menor futuramente (imagem: divulgação)

Usuários reclamam há tempos dos menus de contexto do Windows 11, apontando que eles são muito longos, pouco práticos e ocupam muito espaço na tela.

Vale dizer que essas mudanças do File Explorer ainda não usam o formato “split” apresentado pela Microsoft para o WinUI — isso poderia deixar a lista ainda mais enxuta.

Solução “split”, destinada a desenvolvedores independentes, “esconde” opções menos usadas ao lado de ações padrão (imagem: reprodução/Microsoft)

Como o Explorador de Arquivos vai ficar mais rápido?

A Microsoft também está testando um pré-carregamento do File Explorer em segundo plano. A ideia é abrir a ferramenta em menos tempo.

A novidade vem ativada por padrão, mas é opcional e pode ser desligada. Como todo app em segundo plano consome recursos do computador, pode ser que essa solução deixe o sistema um pouco mais lento. Vamos aguardar para ver como isso funciona na prática.

Quais são as outras novidades no Windows 11?

A build 26220.7271 (KB5070307) trouxe várias mudanças interessantes:

Experiência Xbox em tela cheia para computadores.

Restauração point-in-time, que promete ser flexível e rápida na hora de reverter alterações que causaram problemas na máquina.

Ferramenta de ditado fluido, capaz de corrigir gramática e entender palavras que faltaram em tempo real.

Opção para continuar a ver no computador as páginas e os documentos do Microsoft 365 abertos em um celular Android.

Botão para desinstalar apps diretamente da Microsoft Store.

Com informações da Microsoft e do Neowin
Explorador de Arquivos do Windows 11 pode ficar mais rápido e simples

Explorador de Arquivos do Windows 11 pode ficar mais rápido e simples
Fonte: Tecnoblog

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

Quick Share para Android ampliou compatibilidade (imagem: reprodução)

Resumo

Google anunciou a compatibilidade do Quick Share com o AirDrop da Apple.
A integração foi desenvolvida sem a colaboração da Apple, possivelmente por engenharia reversa.
A novidade elimina uma das principais barreiras entre os ecossistemas e estreia no Pixel 10, com a chegada progressiva aos demais aparelhos Android.

O Google anunciou nesta quinta-feira (20/11) a compatibilidade entre o Quick Share, serviço de compartilhamento de arquivos do Android, e o AirDrop, até então um recurso exclusivo para os dispositivos da Apple.

A integração elimina uma das maiores barreiras entre os ecossistemas. Agora, será possível realizar transferências diretas entre smartphones Android e iPhones.

A novidade começa a ser liberada hoje para dispositivos da família Pixel 10. A empresa confirmou que desenvolveu a funcionalidade de forma independente, sem colaboração da Apple.

No anúncio oficial, o Google explicou que a novidade segue iniciativas anteriores para conectar melhor Android e iPhone, como a substituição do SMS pelo RCS, que permite enviar fotos em alta resolução e ver quando o envio foi lido.

Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone agora é possível (imagem: divulgação)

Como o Google fez isso sem a Apple?

O Google não deixou claro como fez a integração, mas segundo o Android Authority, é provável que a companhia tenha trabalhado com engenharia reversa, analisando como o AirDrop funciona por dentro para adaptar o Quick Share.

A tecnologia do AirDrop usa conexões comuns, como Bluetooth e Wi‑Fi, padrões abertos que qualquer empresa pode utilizar, o que permitiria criar compatibilidade sem acesso aos sistemas internos da Apple.

O Google não confirmou oficialmente o método usado, mas reforçou que a atualização passou por testes rigorosos de segurança antes de ser lançada.

“Desenvolvemos isso com a segurança como nosso pilar central. Protegemos seus dados usando salvaguardas rigorosas, testadas por especialistas de segurança independentes. Esta é mais uma iniciativa para oferecer a compatibilidade entre sistemas operacionais que as pessoas tanto solicitam, seguindo o que já fizemos com o RCS e os alertas de rastreadores desconhecidos.”

— Google, em comunicado

Quando chega aos outros smartphones Android?

A atualização será liberada progressivamente para outros aparelhos Android nos próximos meses. Por enquanto, não há datas específicas. Segundo o Google, dispositivos com versões recentes do sistema terão prioridade. A compatibilidade inicial com os Pixel 10 serve como teste para ajustes antes da expansão.

Essa não foi a única novidade do Google hoje. Mais cedo, a empresa lançou o Nano Banana Pro, novo modelo de inteligência artificial focado em geração e edição de imagens.

A tecnologia, incorporada ao app Gemini, utiliza recursos do recém-lançado Gemini 3 Pro para transformar textos em ilustrações e ajustar fotos com comandos simples, gratuitamente.
É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop
Fonte: Tecnoblog

Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato

Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato

NameDrop tenta facilitar compartilhamento de contatos no iPhone (imagem: divulgação/Apple)

Resumo

O Google está desenvolvendo um recurso para Android que permite compartilhar contatos via NFC, semelhante ao NameDrop da Apple, introduzido no iOS 17.
A análise do código do Google Play Services v25.44.32 beta revelou referências à troca de contatos por NFC, mas o recurso ainda está em fase inicial de desenvolvimento.
O Android Beam, que permitia transferência rápida de contatos por NFC, foi removido em 2019, sendo substituído pelo Quick Share, que não possui essa funcionalidade.

O Google está trabalhando para incluir no Android uma forma de compartilhar contatos com smartphones próximos usando NFC. Os indícios ainda são vagos, mas o recurso pode se parecer com o NameDrop, presente no iPhone desde o iOS 17.

As informações surgiram a partir de uma análise do código do Google Play Services v25.44.32 beta, feita pelo site Android Authority. A publicação encontrou trechos que se referem a “atividade de troca de contatos” e “gesto de troca”. Essas partes também apontam para um “formato de troca de dados por NFC”.

Telas do compartilhamento rápido já existem, mas não funcionam (imagem: reprodução/Android Authority)

O Android Authority conseguiu executar manualmente uma dessas atividades. Na tela do sistema, surge um pop-up para compartilhar seu contato ou receber o contato de outra pessoa, podendo salvá-lo na agenda.

Nada disso funciona, o que confirma que se trata de um recurso ainda nas primeiras fases de desenvolvimento. Também não se sabe como será o processo. É só aproximar? Tem que fazer mais alguma coisa? Vai ter outro método? O Android Authority nem mesmo descarta o uso de outras formas de conexão, como Bluetooth.

NameDrop do iPhone chegou em 2023

Uma ferramenta de compartilhamento de contatos por aproximação remete ao NameDrop, da Apple, que é uma extensão do AirDrop.

Desde o iOS 17, é possível colocar lado a lado dois dispositivos da marca para ativar o AirDrop, o que permite transferir informações e arquivos. Assim, também dá para usar o NameDrop: os usuários podem enviar instantaneamente uma espécie de cartão de visitas digital, com informações como nome, telefone, email e até mesmo foto.

O NameDrop gerou certa polêmica quando autoridades policiais dos Estados Unidos passaram a recomendar que pais desativassem o recurso nos iPhones das crianças, temendo que pessoas mal-intencionadas roubassem dados. Vale dizer que o envio do contato só acontece após confirmação do usuário.

A transferência rápida de contatos por NFC no Android não chega a ser uma novidade: ela já existia no Android Beam, lançado em 2011, que também funcionava ao colocar dois aparelhos lado a lado.

O Android Beam foi removido do Android em 2019. No lugar dele, o Google adotou o Nearby Share, que mais tarde seria unido com o Quick Share, da Samsung. Essa nova ferramenta, porém, não conta com esse recurso de aproximação.

Com informações do Android Authority e do 9to5Google
Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato

Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato
Fonte: Tecnoblog

Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos

Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos

Unix é considerado o pai dos sistemas operacionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Pesquisadores da Universidade de Utah encontraram uma fita com o Unix V4, primeira versão escrita em C, considerada perdida há décadas.
A fita, rotulada como “UNIX Original From Bell Labs V4”, contém uma cópia original enviada pela AT&T a Martin Newell e será encaminhada ao Computer History Museum.
Al Kossow, do projeto Bitsavers, tentará recuperar os dados da fita usando conversores de alta velocidade e 100 GB de RAM, priorizando a recuperação devido ao valor histórico.

Um pedaço da história da computação pode ter ressurgido em um depósito da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Uma fita magnética contendo o Unix V4, lançado em 1973 pelos Laboratórios Bell, foi encontrada por pesquisadores enquanto limpavam uma sala de armazenamento.

O achado é notável porque essa é a primeira versão do Unix escrita em C, linguagem criada pouco antes por Dennis Ritchie, e da qual praticamente não restavam cópias completas conhecidas. Segundo o professor Robert Ricci, da Kahlert School of Computing, a fita estava arquivada havia mais de cinco décadas e agora será encaminhada ao Computer History Museum, na Califórnia.

O que há na fita e por que ela é importante?

A fita é composta por uma bobina de nove trilhas com o rótulo manuscrito “UNIX Original From Bell Labs V4 (See Manual for format)”. Ela tem uma ligação histórica ainda mais curiosa: o texto foi escrito por Jay Lepreau, ex-professor da universidade falecido em 2008. De acordo com Ricci, a mídia contém uma cópia original do Unix enviada pela AT&T a Martin Newell, criador do famoso Utah Teapot, modelo 3D amplamente usado em computação gráfica.

O Unix V4 representou uma virada na história da tecnologia, marcando a transição do sistema em Assembly para o C, o que tornou o código mais portátil e influente em sistemas operacionais posteriores, como o Linux e o macOS. Até então, apenas partes isoladas dessa edição eram conhecidas, como fragmentos do kernel e manuais técnicos datados de novembro de 1973.

É possível recuperar os dados da fita?

A fita será levada de carro até o Computer History Museum, em Mountain View, onde o arquivista Al Kossow, conhecido pelo projeto Bitsavers, vai tentar recuperar seu conteúdo. O processo exige extremo cuidado: ele planeja digitalizar os sinais analógicos diretamente da fita, usando conversores de alta velocidade e até 100 GB de memória RAM para armazenar os dados brutos, que serão depois reconstruídos com um software especial.

“A fita isolante é aplicada ao amplificador de leitura da cabeça de leitura, utilizando um conversor analógico-digital multicanal de alta velocidade que despeja os dados em cerca de 100 gigabytes de RAM, seguido por um programa de análise escrito por Len Shustek. Trata-se de uma fita 3M de 1200 pés (aproximadamente 365 metros) da década de 70, provavelmente de 9 canais, que tem uma boa chance de ser recuperada”, explicou.

Kossow afirmou que, por se tratar de uma fita 3M de 1.200 pés e nove trilhas, as chances de sucesso são boas – ainda que o material tenha mais de meio século. Segundo ele, a recuperação foi priorizada na fila de projetos do museu, dado o valor histórico da descoberta. “Isso é tão raro que estou priorizando a recuperação desse problema no topo da minha lista de projetos”, afirmou.
Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos

Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos
Fonte: Tecnoblog

Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido

Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido

Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Windows 10 pode exibir um falso erro sobre suporte estendido em PCs com ESU ativado;
Problema afeta as versões 22H2 Pro, Education, Enterprise, Enterprise LTSC 2021 e IoT Enterprise LTSC 2021 do Windows 10;
Microsoft está desenvolvendo uma solução; PCs afetados continuam recebendo atualizações de segurança, apesar do aviso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro deste ano, mas muitos usuários e organizações contrataram o ESU, programa que fornece atualizações de segurança para o sistema operacional por mais algum tempo. Porém, alguns dos PCs beneficiados informam que não há suporte estendido ativado. Trata-se de um erro.

Uma das implicações do fim do suporte ao Windows 10 está justamente na ausência de atualizações de software. Com isso, o sistema operacional deixa de receber funcionalidades, ajustes de desempenho e correções para falhas.

Mas, por meio do ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas, usuários domésticos podem receber updates por mais um ano em sua instalação do Windows 10. Nas organizações, o ESU pode ser contratado por até três anos. Em todos os casos, apenas atualizações de segurança são fornecidas.

Contudo, algumas pessoas que ativaram o ESU notaram que, ao acessar o Windows Update, o Windows 10 informa que o sistema operacional chegou ao fim de seu ciclo de suporte e que o computador não está recebendo mais atualizações de segurança.

Falso erro sobre atualizações estendidas no Windows 10 (imagem: reprodução/The Register)

Esse aviso deveria aparecer somente em PCs que não têm o ESU ativado. Após queixas a respeito surgirem em redes sociais e plataformas como o Reddit, a Microsoft reconheceu o problema e tratou de avisar que o alerta aparece de modo indevido nos PCs com ESU habilitado.

Ainda de acordo com a companhia, o problema pode se manifestar após a instalação do pacote KB5066791, que foi lançado em 14 de outubro, justamente no último dia de suporte ao Windows 10.

A Microsoft também explica que o aviso indevido afeta as seguintes versões do sistema (mas é prudente não descartar a existência do problema em outras versões):

Windows 10 versão 22H2 nas variações Pro, Education e Enterprise

Windows 10 Enterprise LTSC 2021

Windows 10 IoT Enterprise LTSC 2021

As duas últimas versões têm suporte garantido até 2027 e 2032, respectivamente, e isso reforça que o alerta é indevido.

Suporte estendido para Windows 10 ativado (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual a solução para o problema no Windows 10?

A Microsoft ainda está desenvolvendo uma solução definitiva para o bug. Por ora, administradores de sistemas podem configurar uma política de grupo para lidar com a falha seguindo as instruções desta página de ajuda.

É importante deixar claro, porém, que o Windows 10 das máquinas afetadas continua recebendo atualizações de segurança, mesmo quando o aviso indevido aparece.

Saiba como ativar o suporte estendido ao Windows 10, se você ainda não o fez.

Com informações de The Register
Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido

Alguns PCs com Windows 10 exibem falso erro sobre suporte estendido
Fonte: Tecnoblog

Windows 11: Microsoft lança correção para bug no modo de recuperação

Windows 11: Microsoft lança correção para bug no modo de recuperação

Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft lançou atualização KB5070773 para corrigir bug no modo de recuperação do Windows 11 causado pelo Patch Tuesday de outubro;
Bug impedia funcionamento de teclados e mouses USB no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE);
Atualização é válida para Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2, e Windows Server 2025.

Na semana passada, a Microsoft lançou um pacote de atualizações para o Windows 11 que corrige falhas, mas que também causou um bug que impede que teclados e mouses USB funcionem no modo de recuperação do sistema operacional. Felizmente, uma correção para o problema acaba de ser liberada.

A falha em questão foi causada pelo Patch Tuesday de outubro para o Windows 11. Vale relembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês.

O conjunto mais recente foi liberado no último dia 14 para corrigir mais de 170 falhas. Mas, pouco tempo depois, a própria Microsoft reconheceu que a atualização causou um bug que impede o reconhecimento de dispositivos USB, como teclados e mouses, no Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE).

Embora não afete o funcionamento do Windows 11 em condições normais de uso, o problema causou alguma apreensão porque o WinRE permite diagnosticar e solucionar erros que impedem a correta inicialização do sistema operacional. O WinRE é um recurso de emergência, portanto.

Ambiente de Recuperação do Windows — WinRE (imagem: reprodução/Microsoft)

Como instalar a correção para a falha no WinRE?

A boa notícia é que a Microsoft não tardou a solucionar o problema. A atualização KB5070773, que corrige a falha, já está sendo liberada publicamente.

Inicialmente, o pacote pode aparecer em seu computador como uma atualização opcional. Mas, ao Windows Latest, a companhia informou que o pacote será obrigatório em algum momento, ou seja, será instalado automaticamente pelo Windows Update.

A atualização é válida para o Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2. O Windows Server 2025 foi igualmente afetado, razão pela qual a correção também vale para esse sistema operacional.

Em todos os casos, quem quiser instalar a atualização manualmente pode baixar o pacote KB5070773 aqui.

Na página, escolha o link correspondente à versão do seu sistema operacional. Digite o comando winver no campo de pesquisa da Barra de Tarefas ou do Menu Iniciar se você não souber qual é a versão do Windows instalada em seu computador.
Windows 11: Microsoft lança correção para bug no modo de recuperação

Windows 11: Microsoft lança correção para bug no modo de recuperação
Fonte: Tecnoblog

Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10

Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10

Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Mozilla confirma que Firefox continuará com suporte completo no Windows 10;

Organização reforça que ainda não há data para encerrar o suporte do navegador no sistema operacional;

Apesar disso, Mozilla recomenda migração para o Windows 11 nos PCs compatíveis.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 nesta semana. Mas ainda há milhões de computadores rodando esse sistema operacional, no mundo todo. É por isso que a Mozilla tratou de avisar: o Firefox continuará sendo atualizado no Windows 10, e por um longo tempo.

Não chega a surpreender. Até hoje o Firefox é compatível com os Windows 7 e 8, por exemplo, embora as atualizações do navegador para esses sistemas sejam focadas apenas em segurança.

No Windows 10, o Firefox continuará recebendo atualizações completas, isto é, que envolvem não só o aspecto da segurança, como também otimizações de desempenho e novos recursos.

Na prática, a Mozilla continuará fornecendo para o Windows 10 as mesmas versões do Firefox que são direcionadas ao Windows 11. Não podia ser diferente: a própria organização reconhece que, hoje, o Windows 10 é o sistema operacional que mais concentra usuários do navegador.

Quando o suporte ao Firefox no Windows 10 será encerrado? A Mozilla informa que ainda não há uma data certa para isso:

O Firefox no canal Release [versão padrão] continuará oferecendo suporte aos usuários do Windows 10, mesmo após a Microsoft encerrar as atualizações para o sistema operacional. A Mozilla não anunciou nenhuma data para o fim do suporte ao Windows 10, mas se houver uma, levará vários anos para isso.

Mozilla Firefox no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Mozilla incentiva migração para o Windows 11

Na mesma página de ajuda em que comunica a manutenção do Firefox no Windows 10, a Mozilla recomenda a migração para o Windows 11, caso o seu computador seja compatível com essa versão.

A razão disso é que, com o fim do suporte pela Microsoft, o Windows 10 deixará de receber atualizações, e isso poderá tornar o sistema operacional vulnerável a problemas de segurança com o passar do tempo.

Para quem mantiver a versão antiga, a Mozilla recomenda a ativação do suporte estendido do Windows 10, que fornecerá atualizações de segurança para o sistema operacional durante um ano. Para organizações, o suporte estendido pode chegar a três anos.

É válido lembrar que também há campanhas que incentivam a migração para uma distribuição Linux, como o Zorin OS 18, que foi lançado na terça-feira, justamente no último dia de suporte ao Windows 10 pela Microsoft.
Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10

Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10
Fonte: Tecnoblog

Suporte ao Windows 10 chega ao fim; o que muda a partir de agora

Suporte ao Windows 10 chega ao fim; o que muda a partir de agora

Suporte ao Windows 10 chega ao fim (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft encerra oficialmente suporte ao Windows 10 após esta terça-feira, 14 de outubro de 2025;

Sistema operacional não deixará de funcionar, mas ficará sem atualizações e vulnerável a eventuais falhas;

Usuários domésticos poderão contratar um programa de suporte estendido para receber atualizações de segurança por um ano, porém.

A Microsoft definiu esta terça-feira, 14 de outubro de 2025, como o último dia de suporte ao Windows 10. Depois dessa data, o sistema operacional deixará de receber atualizações. A recomendação da companhia é uma só: migre para o Windows 11 para continuar tendo acesso a uma plataforma atualizada.

O que acontece com o Windows 10 a partir de agora?

O fim do suporte significa que a Microsoft não irá mais fornecer atualizações de software que corrigem falhas, melhoram o desempenho, incrementam recursos ou adicionam funcionalidades ao Windows 10.

Nada impedirá o sistema operacional de continuar funcionando. Porém, a falta de atualizações deixará o Windows 10 obsoleto. Nesse sentido, não será possível garantir o funcionamento do sistema com softwares, hardwares e tecnologias novas.

Mas a principal consequência é que, devido à ausência de correções para eventuais vulnerabilidades, o Windows 10 poderá ficar suscetível a problemas de segurança.

Outro efeito é que a Microsoft não oferecerá mais atendimento a usuários ou organizações que precisarem de apoio para resolver um problema no sistema.

Todas as variações do Windows 10, como Home, Pro e Enterprise, são afetadas pelo fim do suporte.

Tela mostrando o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10?

Porque a companhia definiu um ciclo de suporte para o sistema operacional cujo tempo de duração totaliza pouco mais de dez anos. O Windows 10 foi lançado oficialmente em julho de 2015 como o sucessor direto do Windows 8.1, portanto, o prazo chegou ao fim.

Em outubro de 2021, a Microsoft lançou o Windows 11. Essa versão, bem como a sucessora, que pode receber o nome Windows 12, são o foco da companhia a partir de agora.

Por que o fim do suporte ao Windows 10 causa polêmica?

Porque ainda há milhões de computadores plenamente funcionais que rodam o Windows 10. A Microsoft tem recomendado a migração para o Windows 11, mas, como essa versão não é compatível com PCs antigos (via de regra, aqueles fabricados antes de 2017), muitas dessas máquinas ficarão vulneráveis com o passar do tempo.

Nos últimos meses, campanhas foram realizadas solicitando que a Microsoft ampliasse o ciclo de suporte ao Windows 10 ou, ao menos, removesse o TPM 2.0 como requisito para a instalação do Windows 11, dado que esse componente não existe em máquinas antigas. Porém, a Microsoft argumentou que a exigência do TPM 2.0 é inegociável.

Diante desse cenário, a Microsoft sugeriu até mesmo que computadores antigos sejam reciclados ou descartados. Essa postura também causou polêmica, não só por resultar em obsolescência de equipamentos ainda em condições de uso, mas também por condicionar consumidores e organizações a adquirem máquinas novas para terem acesso ao Windows 11.

Menu Iniciar do Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Um “respiro”: o suporte estendido ao Windows 10

A Microsoft não ampliou o ciclo de suporte do Windows 10, mas colocou o sistema no programa ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas. Como o nome sugere, essa opção faz o sistema operacional receber atualizações por mais algum tempo.

Organizações podem contratar o ESU por até três anos mediante o pagamento de uma taxa que aumenta de valor a cada renovação anual.

Já usuários domésticos podem contratar o ESU por apenas um ano, pagando uma taxa de US$ 30 ou usando as opções gratuitas, que envolvem ativar a função Backup do Windows ou resgatar pontos do programa Microsoft Rewards.

Em ambos os casos, o Windows 10 receberá apenas atualizações importantes de segurança. O ESU não faz o sistema receber atualizações funcionais ou de desempenho.

Saiba como ativar o suporte estendido do Windows 10.

Assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Alternativas ao Windows 10

Como já ficou claro, a alternativa direta ao Windows 10 é a versão mais atual do sistema operacional. Veja como descobrir se o seu computador é compatível com o Windows 11.

Para PCs não compatíveis ou para quem não quer migrar para o Windows 11, há campanhas que incentivam a troca do Windows 10 por uma distribuição Linux, a exemplo do recém-lançado Ubuntu 25.10.

Continuar com o Windows 10 também é uma possibilidade, mas que tem lá seus riscos: como já explicado, a falta de suporte pode deixar o sistema exposto a vulnerabilidades de segurança com o passar do tempo.
Suporte ao Windows 10 chega ao fim; o que muda a partir de agora

Suporte ao Windows 10 chega ao fim; o que muda a partir de agora
Fonte: Tecnoblog

Vai ficar ainda mais difícil instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft

Vai ficar ainda mais difícil instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft

Vai ficar ainda mais difícil instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft começou a remover mecanismos que permitiam instalar o Windows 11 com uma conta local, sem conexão à internet;
Comandos como oobebypassnro e start ms-cxh:localonly, usados para criar contas locais, foram bloqueados a partir das compilações 26120.6772 e 26220.6772;
A mudança deverá chegar às versões finais do Windows 11 nas próximas semanas.

Vai ficar mais difícil instalar o Windows 11 sem informar uma conta Microsoft durante o processo e, com efeito, sem uma conexão à internet. Ao anunciar a versão de teste mais recente do sistema operacional, a companhia revelou que está removendo mecanismos que permitem a sua instalação apenas com uma conta local.

Não chega a ser surpresa. Em 2024, o Windows 11 perdeu a opção que permitia instalar o sistema sem uma conta Microsoft. No entanto, usuários mais experientes ainda conseguiam fazer uma instalação com conta local por meio de comandos como oobebypassnro (que já vinha sendo restringido, na verdade) e start ms-cxh:localonly.

São justamente esses recursos que estão sendo bloqueados de modo definitivo, conforme revela a própria Microsoft (em tradução livre):

Estamos removendo mecanismos conhecidos para a criação de uma conta local na experiência de Configuração do Windows (OOBE).

Embora esses mecanismos fossem frequentemente usados para ignorar a configuração da conta da Microsoft, eles também ignoram inadvertidamente telas críticas de configuração, o que pode fazer com que os usuários saiam da OOBE com um dispositivo que não está totalmente configurado para uso.

Os usuários precisarão concluir a OOBE com internet e uma conta Microsoft para garantir que o computador esteja configurado corretamente.

O Windows Latest testou os comandos oobebypassnro e start ms-cxh:localonly e confirmou que esses recursos não funcionam mais nas versões do Windows 11 que introduzem a restrição.

Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a mudança na instalação do Windows 11 começa?

No momento, a mudança vale para as compilações 26120.6772 e 26220.6772 do Windows 11 no canais Beta e Dev, respectivamente, do programa de testes Windows Insider.

Como a mudança chegou ao canal Beta, é pouco provável que a Microsoft desista de levar a restrição às versões finais do Windows 11. Isso deve ocorrer dentro de algumas semanas.

Para quem faz questão de instalar o Windows 11 usando uma conta local que não exige conexão à internet durante o procedimento, resta torcer para que alguém descubra uma nova forma de contornar a restrição.
Vai ficar ainda mais difícil instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft

Vai ficar ainda mais difícil instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft
Fonte: Tecnoblog