Category: Sistemas Operacionais

LineageOS 24.0 é lançado com Android 17 e novo visual; veja mais novidades

LineageOS 24.0 é lançado com Android 17 e novo visual; veja mais novidades

LineageOS 24.0 é lançado com Android 17 e novo visual (imagem: reprodução/LineageOS)

Resumo

O LineageOS 24.0 foi lançado com base no Android 17 e um visual renovado usando o Material 3 Expressive.
O novo sistema traz melhorias como drivers atualizados, ajustes de desempenho, suporte a hardware recente e segurança aprimorada.
O LineageOS 24.0 está disponível para vários modelos de celulares de marcas como Samsung, Motorola e Xiaomi.

A semana começou com o lançamento oficial do LineageOS 24.0. A novidade chama a atenção por ter o Android 17 como base e trazer um visual renovado como efeito do uso do Material 3 Expressive, um conjunto de padrões de design criado pelo Google. Mas é claro que as novidades não param por aí.

Para quem está por fora do assunto, eis uma rápida explicação: o LineageOS é um sistema operacional baseado no Android que é oferecido gratuitamente, tem código aberto e é mantido por uma comunidade independente de desenvolvedores.

Trata-se de uma das “ROMs” mais usadas por quem busca alternativas ao sistema operacional de celulares de marcas como Samsung, Motorola, Xiaomi e tantas outras.

O que muda com o LineageOS 24.0?

Se o LineageOS 23.0 foi lançado com base no Android 16, a lógica diz que o LineageOS 24.0 deveria ser baseado no Android 17. É o caso aqui. O que surpreende é que os desenvolvedores do projeto conseguiram apresentar a novidade mais cedo do que o esperado.

Eis o efeito: o LineageOS 24.0 traz drivers atualizados, ajustes de desempenho no nível do kernel, suporte a hardware mais recente e padrões de segurança mais modernos como “herança” do Android 17.

Depois disso, vêm os recursos que foram implementados por decisão da própria comunidade. Começa pela adoção dos conceitos do Material 3 Expressive. Isso não é exatamente uma novidade. Esse conjunto de padrões visuais foi introduzido no LineageOS 23.2. Mas é a versão 24.0 que o adota de modo mais abrangente, aplicando-o inclusive nos principais apps nativos do projeto.

Tela inicial do LineageOS 24.0 (imagem: YouTube/Tech Karan)

Muito mais do que melhorar a estética do sistema, o Material 3 Expressive aplica combinações de cores, estilos de fontes, bibliotecas de formas e animações fluídas para permitir que o usuário use botões, campos de texto, menus e afins de modo mais intuitivo.

No aspecto funcional, uma das novidades está no novo editor de imagens Canvas, que permite que o usuário realize edições básicas em fotos, como recortes, balanço de branco e aplicação de filtros, de modo rápido e descomplicado. O Canvas é integrado à ferramenta de galeria Glimpse e ao aplicativo de câmera Aperture.

Já o navegador Jelly agora suporta a criação de atalhos para aplicativos web progressivos (PWA), enquanto o reprodutor de áudio Twelve passou a carregar mais rapidamente bibliotecas de músicas grandes e a destacar os álbuns ou gêneros mais ouvidos pelo usuário.

Outro destaque do LineageOS 24.0 é o suporte a ferramentas de instalação que funcionam diretamente a partir do navegador, via tecnologia WebUSB. Com isso, muitas das instalações do sistema poderão ser feitas sem que o usuário tenha que recorrer a utilitários específicos para isso.

Editor de imagens Canvas no LineageOS 24.0 (imagem: YouTube/Tech Karan)

O LineageOS 24.0 está disponível para quais celulares?

Assim como nas versões anteriores, o LineageOS 24.0 foi desenvolvido para ser compatível com uma grande variedade de celulares e tablets, mas esse suporte é liberado progressivamente. Estes são exemplos de aparelhos já contemplados:

Samsung: Galaxy A21s, Galaxy A52 (LTE e 5G), Galaxy A72, Galaxy A73, Galaxy 20 (série), Galaxy S20 (série), Galaxy S22 (série), Galaxy S23 (série), Galaxy Tab A7 (LTE e Wi-Fi), Galaxy S7 (LTE e Wi-Fi), Galaxy S7+ (LTE e Wi-Fi)

Motorola: Edge 20, Edge 20 Pro, Edge 30, Edge 30 Fusion, Edge 40 Pro, Moto E7 Plus, Moto G10, Moto G15, Moto G200, Moto G30, Moto G32, Moto G34, Moto G42, Moto G50, Moto G52, Moto G82, Moto G84, Moto G9, Moto G9 Power

Xiaomi: Xiaomi 12, Xiaomi 12 Pro, Xiaomi 12S (série), Xiaomi 12T Pro, Xiaomi 13, Xiaomi 13 Pro, Mi 10 (série), Poco F3, Poco F5, Poco F5 Pro, Poco F6 Pro, Redmi 12C, Redmi 9, Redmi Note 8, Redmi Note 9

Para consultar a lista completa de modelos compatíveis, acesse a página de dispositivos do LineageOS. Ali, toque ou clique no botão “Filter” e, em “LineageOS versions”, selecione “24.0” para encontrar os modelos que já têm download disponível para a nova versão do sistema.

Saiba ainda como instalar o LineageOS em seu aparelho.
LineageOS 24.0 é lançado com Android 17 e novo visual; veja mais novidades

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Fonte: Tecnoblog

Windows 11 26H2 é oficial: veja o que muda e como instalar

Windows 11 26H2 é oficial: veja o que muda e como instalar

Windows 11 26H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft lançou oficialmente o Windows 11 26H2, também conhecido como Windows 11 2026 Update, com várias atualizações e recursos novos.
O update inclui melhorias na Barra de Tarefas, Menu Iniciar, Explorador de Arquivos, Gerenciador de Tarefas e tela de bloqueio, além de recursos de IA aprimorados.
A instalação pode ser feita verificando atualizações no menu Configurações do Windows Update; o pacote será oferecido automaticamente em PCs com Windows 11 24H2 ou 25H2.

A Microsoft está encerrando o mês de setembro com o lançamento oficial da versão 26H2 do Windows 11. A novidade não é exatamente… nova. Isso porque o pacote traz uma série de recursos que foram distribuídos em atualizações anteriores. Mesmo assim, a sua implementação é importante. Veja por que a seguir.

O que o Windows 11 26H2 oferece?

Também chamada de Windows 11 2026 Update, a versão 26H2 contém um conjunto de atualizações que corrigem falhas, ajustam componentes e adicionam recursos ao sistema operacional. Entre esses recursos estão:

a Barra de Tarefas voltou a ser móvel e, agora, permite ajuste de tamanho;

o Menu Iniciar oferece mais recursos de personalização, o que inclui uma opção de modo compacto e ocultação de nome ou foto de perfil;

novosrecursos de IA, a exemplo do Narrador, que passa a gerar descrições mais detalhadas de imagens, e do agente que permite ao usuário realizar configurações usando linguagem natural;

o Explorador de Arquivos recebeu melhorias de usabilidade; o desempenho também parece ter melhorado;

o Gerenciador de Tarefas agora pode exibir dados de carga de trabalho de IA ou de atividade da NPU;

a tela de bloqueio pode mostrar mais widgets além do clima, como resultados esportivos e informações do trânsito;

o Backup do Windows passa a considerar determinadas configurações e a lista de aplicativos instalados via Microsoft Store para facilitar a recuperação do sistema ou a migração para outro computador.

Como instalar o Windows 11 26H2?

Você pode simplesmente esperar a atualização ser liberada para a sua máquina. O pacote 26H2 será oferecido automaticamente em PCs com Windows 11 24H2 ou 25H2. Contudo, esse processo é gradual, o que significa que pode demorar um pouco para o seu PC ser contemplado.

Para descobrir se o Windows 11 26H2 já está disponível para você, vá em Configurações / Windows Update / Verificar se há atualizações. Se não estiver, marcar a opção “Obtenha as atualizações mais recentes assim que elas estiverem disponíveis” pode acelerar o procedimento.

Pacote 26H2 no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Um detalhe interessante é que esta não é, necessariamente, uma atualização “pesada”. Como já dito, muitos dos recursos oferecidos pela versão 26H2 foram liberados em atualizações anteriores.

Por conta disso, o pacote a ser baixado só incluirá os recursos que ainda não existem no computador de destino, bem como ativará aqueles que vieram das atualizações anteriores, mas não estavam habilitados.

Também há um detalhe curioso: se você tiver a versão 26H1 do Windows 11, o pacote 26H2 não será oferecido, pelo menos não de imediato. A razão disso é que o Windows 26H1 tem componentes internos diferentes em relação às versões 24H2, 25H2 e, agora, 26H2. Essa diferença existe porque o pacote 26H1 tem como foco máquinas que utilizam determinados chips com arquitetura Arm.

Você pode descobrir a versão do seu Windows 11 digitando o comando “winver” no campo de busca da Barra de Tarefas ou do Menu Iniciar.
Windows 11 26H2 é oficial: veja o que muda e como instalar

Windows 11 26H2 é oficial: veja o que muda e como instalar
Fonte: Tecnoblog

Depois do Windows, Qualcomm agora aposta no Linux

Depois do Windows, Qualcomm agora aposta no Linux

Qualcomm anunciou suporte oficial ao Linux em computadores com Snapdragon X2 (imagem: reprodução/Qualcomm)

Resumo

A Qualcomm anunciou suporte oficial ao Linux em computadores equipados com chips Snapdragon X2.
O suporte está em fase de prévia para desenvolvedores e visa permitir a criação, teste e otimização de software para Linux nessas máquinas.
A Qualcomm pretende tornar o projeto estável até o fim de novembro de 2026, com previsão de ampla disponibilidade em 2027, incluindo uma versão do Ubuntu certificada.

A Qualcomm introduziu os chips Snapdragon X em 2023 com a missão de fazer a arquitetura Arm ganhar espaço no segmento de PCs. Mas o foco sempre esteve no ecossistema do Windows. Até agora: a companhia acaba de anunciar o suporte ao Linux em computadores baseados na série Snapdragon X2.

É verdade que este é um “Early Developer Preview”, ou seja, o projeto está em fase de prévia para desenvolvedores. Isso significa que a novidade não é interessante para usuários “normais” no atual estágio. Atualmente, o objetivo é permitir que desenvolvedores criem, testem e otimizem software para Linux nessas máquinas.

Não é que já não fosse possível rodar Linux em notebooks equipados com processadores Snapdragon X. Isso é feito, essencialmente, via implementação ARM64 (AArch64) do kernel. O problema é que é preciso também oferecer suporte a componentes relacionados à CPU, como a GPU e a NPU. Sem apoio do fabricante, a comunidade Linux tem que se virar para isso.

O anúncio da Qualcomm chama a atenção porque, nele, a companhia afirma que está trabalhando para tornar os componentes relacionados à série Snapdragon X2 compatíveis com o Linux diretamente no nível do kernel, sem que esse suporte precise ser oferecido por meio de patches não oficiais e afins.

Por exemplo: o suporte às GPUs Adreno será feito por meio dos projetos Freedreno, Turnip e Rusticl (OpenGL, Vulkan e OpenCL). Outro: o suporte às NPUs Hexagon será feito via projeto FastRPC para permitir a execução plena de tarefas locais de IA.

Em linhas gerais, estamos falando de um trabalho extenso, mas que está em andamento, segundo a própria empresa:

O suporte para Linux em laptops com Snapdragon da série X2 está sendo implementado em etapas, começando com os componentes principais que os desenvolvedores precisam antes de poderem trabalhar em nível de produção em seus dispositivos.

(…) Com essas bases estabelecidas, os desenvolvedores terão um caminho mais claro para criar, testar e otimizar aplicativos em hardware real, em vez de apenas validar se o Linux inicializa.

Qualcomm

Chip da série Snapdragon X2 (imagem: divulgação/Qualcomm)

Quando o Linux será totalmente compatível com os chips Snapdragon X2?

A Qualcomm ainda não deu uma data para isso. Mas, de acordo com o cronograma divulgado pela companhia, o plano é tornar o projeto estável o suficiente para ele sair da fase “preview” até o fim de novembro de 2026.

Depois disso, a Qualcomm pretende ampliar o suporte oferecendo códigos-fonte atualizados, drivers, imagens, documentação e afins, sempre tendo como base o Debian 13 “Trixie”, distribuição que tem servido de referência para esses esforços. Aliás, o trabalho feito até agora já está disponível no GitHub.

É de se presumir que o projeto será verdadeiramente acessível a usuários de todos os níveis a partir do primeiro semestre de 2027, quando fabricantes como Asus e HP oferecerão suporte oficial ao Linux em notebooks com Snapdragon X2. No mesmo ano, a Canonical pretende lançar uma versão do Ubuntu certificada para esses chips.

Fica a torcida para que o envolvimento da Qualcomm com o Linux seja mantido em séries de chips sucessoras, é claro.
Depois do Windows, Qualcomm agora aposta no Linux

Depois do Windows, Qualcomm agora aposta no Linux
Fonte: Tecnoblog

Após críticas, Amazon corrige bug de sideloading no Fire TV

Após críticas, Amazon corrige bug de sideloading no Fire TV

Bug no Fire OS atingiu aparelhos de streaming que rodam as versões 7 e 8 do sistema (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Resumo

A Amazon confirmou que um bug nas configurações do Fire TV estava impedindo a instalação de apps de fontes externas e prometeu um patch corretivo.
A falha atingiu principalmente modelos mais básicos que rodam o Fire OS 7 e 8, como o Fire TV Stick Lite.
Uma atualização silenciosa resolverá o problema, mas o suporte a arquivos APK deve acabar nos futuros aparelhos da linha, que migrarão para o novo sistema Vega OS.

Alguns dispositivos da linha Fire TV voltarão a autorizar a instalação de aplicativos de fontes externas. A prática, conhecida no meio da tecnologia como sideloading, estava bloqueada para muitos usuários após atualizações do sistema Fire OS liberadas pela Amazon.

Após uma onda de reclamações, a empresa reconheceu o problema e disse que a limitação não foi intencional. Na verdade, um bug no software, que já teve a causa identificada, será resolvido com um novo patch de correção.

O que causou o bloqueio?

O problema atingiu aparelhos rodando as versões mais recentes do Fire OS 7 e Fire OS 8 e afetou especificamente o menu “Instalar apps desconhecidos”. O sistema da Amazon passou a verificar desnecessariamente todos os aplicativos do dispositivo, incluindo os nativos, antes de gerar a permissão de instalação.

A interface nem sempre aguardava a conclusão dessa varredura, mostrando um menu incompleto ou completamente vazio na tela. Hardwares mais antigos e com processadores menos potentes, como o modelo de entrada Fire TV Stick Lite, foram os mais prejudicados.

O Fire TV Stick Lite foi um dos modelos mais afetados (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Correção a caminho e futuro da plataforma

A Amazon informou que o patch corretivo será lançado e instalado automaticamente nos dispositivos afetados nos próximos dias. Como a mudança afeta apenas o aplicativo de configurações do sistema, o número da versão do Fire OS não deve ser alterado.

Apesar do alívio para os atuais proprietários, a facilidade de instalar aplicativos de fora da loja da Amazon tem prazo de validade. A fabricante já confirmou que seus futuros dispositivos de streaming deixarão o Android de lado em favor do Vega OS, uma plataforma baseada em Linux. A mudança promete entregar mais fluidez e menor consumo de energia, mas impedirá o uso de pacotes de instalação no formato APK.
Após críticas, Amazon corrige bug de sideloading no Fire TV

Após críticas, Amazon corrige bug de sideloading no Fire TV
Fonte: Tecnoblog

Windows 11 vai mesmo rodar bem com 8 GB de RAM, reforça Microsoft

Windows 11 vai mesmo rodar bem com 8 GB de RAM, reforça Microsoft

Windows 11 vai mesmo rodar bem com 8 GB de RAM, reforça Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft confirmou que está otimizando o Windows 11 para rodar bem com 8 GB de RAM, segundo Mark Linton, vice-presidente da divisão Windows.
A companhia afirma já ter obtido ganhos significativos em aspectos como tempo de inicialização e capacidade de resposta do Windows Hello.
Por ora, a Microsoft liberou uma atualização oficial, o Patch Tuesday de setembro de 2026 (KB5124008), que traz recursos como Menu Iniciar com tamanho ajustável e Barra de Tarefas móvel.

A Microsoft fez uma série de promessas para o Windows 11, e algumas delas estão virando realidade. Mas há uma que parece ser especialmente desafiadora: tornar o sistema operacional otimizado para trabalhar com apenas 8 GB de RAM. Desafiadora ou não, a companhia confirmou que está trabalhando nisso.

Mark Linton, vice-presidente da divisão Windows, é quem fez a confirmação. Em apresentação na feira IFA 2026, o executivo declarou: “nós também estamos otimizando para que 8 GB de RAM funcionem muito bem nas máquinas [com Windows 11]”.

O “também” na frase de Linton surgiu porque, instantes antes dessa afirmação, o executivo explicou que a Microsoft já obteve “ganhos significativos em aspectos como tempo de inicialização e capacidade de resposta do Windows Hello”.

Isso significa que, se a Microsoft estiver sendo sincera, o Windows 11 está sendo aprimorado em vários parâmetros de desempenho, não só no consumo de RAM.

Mas o Windows Latest alerta que a inicialização otimizada, por exemplo, ainda não é perceptível nas versões de teste do sistema operacional disponíveis publicamente, o que sugere que os ganhos apontados por Linton ainda se limitam a uma versão interna, acessível somente aos desenvolvedores da companhia.

De todo modo, a prometida otimização do Windows 11 para 8 GB de RAM é o aspecto que mais chama a atenção, por um motivo um tanto óbvio: memórias estão tão caras que computadores que contam com essa quantidade de RAM ganham cada vez mais espaço nas prateleiras.

Mas que conste: a Microsoft ainda não forneceu uma data para esse Windows 11 todo otimizado ser disponibilizado massivamente.

Windows 11 com novo Menu Iniciar e Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No mês passado, a Microsoft liberou uma atualização que traz um Menu Iniciar com tamanho ajustável e a prometida Barra de Tarefas móvel. Mas aquela era uma atualização opcional.

Na terça-feira (08/09), a empresa começou a liberar uma atualização para Windows 11 que traz esses e outros recursos de modo oficial. Trata-se do Patch Tuesday de setembro de 2026 (KB5124008), que é automático e obrigatório. É por isso que eu disse, no início do texto, que algumas promessas para o Windows 11 já estão virando realidade.
Windows 11 vai mesmo rodar bem com 8 GB de RAM, reforça Microsoft

Windows 11 vai mesmo rodar bem com 8 GB de RAM, reforça Microsoft
Fonte: Tecnoblog

Celular da Motorola com suporte a Android superseguro vai custar caro

Celular da Motorola com suporte a Android superseguro vai custar caro

GrapheneOS é um sistema operacional móvel para quem deseja mais segurança ao usar o smartphone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A GrapheneOS Foundation anunciou que os primeiros aparelhos com suporte ao seu sistema operacional, desenvolvido em parceria com a Motorola, chegarão em 2027.
Esses aparelhos serão “top de linha” com recursos e preços superiores à linha Pixel 11 do Google, que varia de US$ 900 a US$ 1.300.
O GrapheneOS é um sistema operacional baseado no Android Open Source Project (AOSP) sem aplicativos e serviços do Google, com recursos avançados de segurança e privacidade.

A GrapheneOS Foundation deu mais detalhes sobre sua parceria com a Motorola nesta sexta-feira (21/08). A desenvolvedora diz que os primeiros aparelhos com suporte a seu sistema operacional estão programados para chegar em 2027 e devem ter preços mais altos do que a linha Pixel 11, do Google.

O GrapheneOS é um sistema operacional baseado no Android Open Source Project (AOSP). Ele vem sem aplicativos e serviços do Google, como Gmail, Drive, Fotos e Google Play Services. Além disso, conta com recursos avançados de segurança e privacidade, como senha alternativa para tela de bloqueio, que serve para apagar todos os dados do aparelho. A parceira com a Motorola foi anunciada em março de 2026.

Como serão os smartphones da Motorola com GrapheneOS?

Em uma conversa na rede social Mastodon, a GrapheneOS informou, por meio de sua conta oficial, que os primeiros aparelhos da parceria com a Motorola serão flagships (os famosos “top de linha”). A desenvolvedora acrescentou que eles terão especificações maiores do que a linha Pixel, mas também vão custar mais caro.

Lançada nos Estados Unidos em 12 de agosto, a linha Pixel 11 tem preços que variam de US$ 900 a US$ 1.300 (R$ 4.625 a R$ 6.681, em conversão direta). Para comparação, no mercado americano, um Galaxy S26 custa US$ 900, e iPhone 17, US$ 800.

Voltando às questões do sistema operacional, os aparelhos da Motorola desenvolvidos em parceria com a GrapheneOS não virão com o sistema instalado, mas sim com suporte completo a ele. Até o momento, apenas a linha Pixel oferece isso, por ser a única que atende aos rigorosos requisitos de hardware da desenvolvedora para oferecer o máximo de segurança e privacidade.

Aparelhos mais baratos enfrentam problema de atualizações

Na mesma publicação, a GrapheneOS disse que aparelhos mais baratos vão levar mais tempo para atender a esses requisitos por não oferecerem recursos de segurança e atualizações.

Motorola Signature, topo de linha da marca, oferece sete anos de atualizações (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A fundação responsável pelo sistema explicou um pouco melhor a situação: “Em grande parte, o motivo disso é a maneira como a Qualcomm trata essa questão. Os flagships mais recentes com Snapdragon têm os melhores recursos de segurança. Também vamos precisar que a Motorola comece a pagar a Qualcomm para que os aparelhos de categorias abaixo do topo de linha recebam updates por um tempo mais longo”.

Em uma conversa com o Tecnoblog e mais veículos de imprensa realizada em março de 2026, o presidente da Motorola, Sérgio Buniac, disse que “atualizações não são necessariamente boas”, referindo-se principalmente a aparelhos de entrada e intermediários.

“No Moto G, se você botar sete atualizações, talvez, no final, elas estejam lá pelo motivo errado”, comentou o executivo. Ele mencionou ainda que pessoas reclamam de quedas no desempenho dos aparelhos mais baratos após receber updates.

Na mesma ocasião, Buniac ressaltou a parceria com a GrapheneOS Foundation. “É o sistema operacional mais seguro do mundo. Se eu conseguir realmente trazer elementos para dentro do sistema Android que o façam mais seguro, isso é maior [do que as atualizações]”, avaliou o presidente.

O que é o GrapheneOS?

O GrapheneOS é um sistema operacional para celulares livre e de código aberto, baseado no Android Open Source Project (AOSP), com foco em privacidade e segurança.

Ele é famoso por ser totalmente “desgooglificado”, sem os apps da gigante das buscas e sem elementos da empresa que geralmente estão por trás das cortinas no Android “comum”, como o Google Play Services. O usuário tem a opção de instalá-los em um sandbox, isto é, um ambiente virtual isolado do resto do sistema.

Essa não é a única maneira pela qual o GrapheneOS protege o celular. Ele tem foco em corrigir falhas contra vulnerabilidades zero-day e oferecer patches de segurança mais amplos, oferece a opção de desativar apps do sistema e tem controle avançado de permissões de rede e sensores.

Um desses recursos virou alvo de autoridades dos Estados Unidos em julho de 2026. Policiais pararam o usuário Sam Tunick no aeroporto de Atlanta e pediram o código do aparelho. Ele recorreu a uma ferramenta do GrapheneOS: a combinação alternativa, que apaga os dados do dispositivo quando digitada. Agora, Tunick é acusado de destruição de provas e desrespeito a autoridades.

Com informações do Ars Technica
Celular da Motorola com suporte a Android superseguro vai custar caro

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Fonte: Tecnoblog

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

O WSL integra o ambiente do Ubuntu na área de trabalho do Windows 11 (imagem: reprodução/Canonical)

Resumo

A base de usuários do Ubuntu no Windows 11, via Subsistema Windows para Linux (WSL), está crescendo mais do que as instalações nativas, de acordo com a Canonical.
Desenvolvedores preferem o Linux no Windows 11 devido à praticidade e restrições no ambiente de trabalho, que normalmente não permitem a configuração de outros sistemas em dual-boot.
A Microsoft atraiu o público do Linux com melhorias no WSL, incluindo transferências de arquivos mais velozes e configurações de rede mais estáveis, permitindo até rodar modelos pesados de IA com acesso direto à GPU.

A base de usuários do Ubuntu rodando dentro do Windows 11, por meio do Subsistema Windows para Linux (WSL), está crescendo mais rápido do que as instalações nativas em desktops. A observação estatística foi feita pela Canonical, empresa responsável pelo desenvolvimento da distribuição Linux. A projeção oficial é que o uso, impulsionado pela ferramenta da Microsoft, ultrapasse o número de máquinas que rodam o sistema nativamente já nos próximos meses.

O cenário revela uma grande mudança no mercado de tecnologia. A antiga rivalidade entre os dois ecossistemas deu lugar a uma integração profunda em que o Windows atua como o sistema hospedeiro, enquanto o Linux opera como o ambiente mais prático de desenvolvimento e execução de códigos.

Por que desenvolvedores preferem o Linux no Windows 11?

O fenômeno ganha força no meio corporativo devido à união entre praticidade e restrições comuns no ambiente de trabalho. Profissionais de tecnologia costumam receber máquinas equipadas com Windows dos empregadores, sujeitas a políticas de segurança que proíbem a formatação do equipamento ou a configuração de outros sistemas em dual boot.

O vice-presidente de Engenharia da Canonical, Jon Seager, explicou em entrevista ao The Pragmatic Engineer que a demanda é impulsionada, em grande parte, por fluxos de trabalho que envolvem inteligência artificial e aprendizado de máquina. Com o WSL, o usuário instala o Ubuntu no ambiente da Microsoft. Uma vez configurado, a interação ocorre pelo aplicativo de Terminal, permitindo acessar janelas gráficas do Ubuntu direto na área de trabalho do Windows, por exemplo.

Essa flexibilidade acabou tornando o WSL uma solução quase padrão. Ele entrega o ecossistema que as ferramentas de IA exigem, sem interferir na camada de gerenciamento do Windows, que executa o controle corporativo exigido pelas empresas.

O terminal do Ubuntu rodando no Windows (imagem: reprodução/Canonical)

Como a Microsoft atraiu o público do Linux?

A Microsoft investiu em melhorias profundas no WSL, como transferências de arquivos mais velozes entre os dois sistemas e configurações de rede mais estáveis. Em termos de processamento bruto, a integração já possibilita rodar modelos pesados de IA utilizando acesso direto à GPU de dentro do Linux.

A estratégia também se reflete nos servidores, com a empresa mantendo o Azure Linux, sua própria distribuição de código aberto.

Apesar dos indícios de uma inversão nas métricas de instalação, o ambiente Linux nativo ainda mantém relevância técnica em determinados cenários. O WSL não substitui a experiência de controle total sobre os recursos de hardware oferecida por um computador com Ubuntu nativo. Além disso, desenvolvedores relatam restrições de licenciamento ou conflitos de rede no WSL.
Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux
Fonte: Tecnoblog

Como fazer backup do celular Android pela conta Google

Como fazer backup do celular Android pela conta Google

Veja o caminho para salvar os dados importantes do celular Android antes de mudar de aparelho (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Fazer backup do celular Android utilizando a conta Google é o melhor meio de proteger dados importantes na nuvem. O processo é simples: basta acessar as configurações do sistema, abrir o menu de serviços da conta Google e configurar o backup para ativar a sincronização automática.

A cópia de segurança guarda dados de aplicativos, preferências do sistema, histórico de chamadas e mensagens de texto diretamente na nuvem do Google. Essa rotina facilita a migração para um novo aparelho e garante a recuperação rápida dos dados em qualquer imprevisto.

Contudo, para não sofrer com o aviso de armazenamento cheio na nuvem, vale gerenciar os itens sincronizados e desativar o envio de arquivos pesados desnecessários. Desativar a cópia de imagens e vídeos do WhatsApp, por exemplo, ajuda a economizar o espaço da conta.

A seguir, veja o passo a passo para fazer backup do celular Android com a conta Google.

ÍndiceComo fazer backup do celular com a conta Google 1. Abra as configurações do celular2. Acesse o menu “Google”3. Selecione “Todos os serviços”4. Toque em “Backup”5. Inicie a cópia de segurançaO que o Google salva no backup do Android?Recomendações para economizar espaço de nuvem no backup do AndroidDesative a redundância no backup do WhatsAppDesative backups de SMS e chamadasSelecione o backup apenas de apps importantesFaça backup de fotos e vídeos separadamenteRevise a lista de backup periodicamentePreciso pagar para fazer o backup na conta Google?

Como fazer backup do celular com a conta Google 

1. Abra as configurações do celular

Deslize a tela para cima para abrir a bandeja de aplicativos do Android e pesquise pelo atalho de configurações com ícone de engrenagem (Config. ou Ajustes, dependendo da marca do dispositivo).

Acessando as configurações do celular Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Acesse o menu “Google”

Desça a tela até encontrar a opção “Google” ou “Serviços do Google” para gerenciar suas preferências da conta Google.

Abrindo a opção “Google” nas configurações (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione “Todos os serviços”

Toque na aba “Todos os serviços”, no canto superior direito, para visualizar a lista completa de recursos, incluindo o caminho para configurar o backup do Android.

Selecionando a aba “Todos os serviços” do Google (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Toque em “Backup”

Navegue pela tela até encontrar a seção “Backup e restauração” e toque em “Backup” para acessar o painel de sincronização.

Entrando no menu “Backup” do Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Inicie a cópia de segurança

Toque em “Fazer backup agora” para enviar os dados para o backup do Google e aguarde a conclusão da cópia de segurança.

Dica rápida: se a função para fazer backup do celular estiver desativada, toque em “Ativar backup”, confirme as informações e inicie o salvamento dos dados na nuvem.

Realizando o backup do celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O que o Google salva no backup do Android?

O backup do Android do Google geralmente salva os dados do dispositivo, aplicativos e mídias selecionadas. Esses são alguns tipos de cópias de segurança armazenadas na nuvem:

Dados de aplicativos: salva as preferências e progressos de aplicativos compatíveis, facilitando a vida ao fazer backup no celular e trocar de aparelhos;

Configurações de sistema: armazena senhas de Wi-Fi conhecidas, papéis de parede e layouts da tela inicial, simplificando a restauração do backup Android;

Contatos e agenda: mantém números de telefone, e-mails e compromissos sincronizados diretamente na nuvem para acesso imediato em qualquer tela;

Histórico de chamadas e SMS: registra a lista de ligações recentes e mensagens de texto recebidas, garantindo a preservação dessas informações ao restaurar o backup em um aparelho novo;

Fotos e vídeos: envia mídias registradas pela câmera para o Google Fotos, desde que a sincronização automática esteja ativada;

Arquivos do Google Drive: mantém a salvo arquivos locais vinculados aos serviços em nuvem da empresa, deixando de fora apenas itens salvos offline.

Recomendações para economizar espaço de nuvem no backup do Android

Para evitar o problema de armazenamento cheio do serviço da nuvem do Google, algumas práticas podem ajudar a reduzir o espaço ocupado em nuvem pelo backup do Android. Por exemplo:

Desative a redundância no backup do WhatsApp

Para quem usa o WhatsApp com frequência, fotos e vídeos baixados acabam ocupando espaço na nuvem duas vezes. Isso acontece porque o Google Fotos e o mensageiro sincronizam esses arquivos em duplicidade automaticamente.

Para evitar esse desperdício de espaço ao fazer backup do celular, você pode desativar as pastas do WhatsApp no Google Fotos. Para isso, abra o app de galeria, toque em “Álbuns”, selecione a pasta “WhatsApp Vídeo” ou “WhatsApp Images” e desative a chave ao lado da opção “Backup”.

Outra solução prática é configurar o backup do WhatsApp para ignorar mídias pesadas na cópia de segurança. Então, acesse as configurações do mensageiro, navegue até “Conversas”, abra o menu “Backup de conversas” e desative a chave “Incluir vídeos”.

Desativando o backup das pastas do WhatsApp no Google Fotos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desative backups de SMS e chamadas

O Android permite desativar categorias específicas ao fazer backup do celular, como mensagens de texto (SMS) e histórico de chamadas. Basta seguir este caminho: Configurações > Serviços do Google > Todos os serviços > Backup > Outros dados do dispositivo.

Então, desative as chaves ao lado das opções de “Mensagens SMS” e “Histórico de ligações” para impedir que esses registros entrem no próximo backup Android. Essa flexibilidade evita acúmulo desnecessário de dados e simplifica o processo na hora de fazer backup de um celular para outro.

Desmarcando o backup de SMS e ligações no Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecione o backup apenas de apps importantes

Muitos aplicativos são simples de serem reconfigurados e, por isso, podem seguramente não ser incluídos no backup do Android. Novamente, ao visitar o menu “Outros Dados do dispositivo”, vá até a seção “Dados do app” e desative a cópia de segurança dos softwares para economizar espaço.

Por outro lado, é extremamente recomendado manter o backup de aplicativos críticos, como o Google Authenticator e outras ferramentas de verificação de dois fatores (2FA). Como eles são mais difíceis de serem configurados em outro aparelho, as cópias podem poupar esse trabalho.

Desativando o backup de apps menos importantes (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Faça backup de fotos e vídeos separadamente

Para otimizar o envio de mídias para a nuvem, você pode configurar um backup focado apenas nas imagens e gravações do seu interesse. Isso evita que o armazenamento seja ocupado com arquivos desnecessários.

Vá até o menu de backup, toque na opção “Fotos e vídeos” e selecione “Backup padrão”. Em seguida, abra o menu “Pastas do Dispositivo” e marque os diretórios com as mídias que você deseja sincronizar por meio do backup.

Além disso, você pode otimizar a cópia de segurança alterando a qualidade de envio no Google Fotos. Mudar a opção de qualidade original para o modo compactado reduz o tamanho dos vídeos e economiza espaço na conta.

Selecionando as pastas de fotos e vídeos que podem ser inclusas no backup (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Revise a lista de backup periodicamente

Por fim, crie o hábito de checar as configurações de backup do Android para evitar o desperdício de espaço na nuvem com aplicativos desnecessários. É recomendado fazer esse ajuste fino periodicamente para manter salvos apenas os dados de aplicativos que exigem proteção contínua.

Preciso pagar para fazer o backup na conta Google?

A princípio, não é preciso pagar para usar o backup na conta Google porque o serviço oferece 15 GB de armazenamento gratuito divididos entre Gmail, Drive e Fotos. O processo para salvar uma cópia de segurança é de graça até que esse limite unificado da nuvem seja atingido.

O pagamento entra em cena apenas quando os dados do backup superam essa cota gratuita, exigindo a contratação do Google One. Como as informações do celular agora ocupam esse espaço compartilhado, planos pagos tornam-se necessários para quem acumula muitos arquivos.
Como fazer backup do celular Android pela conta Google

Como fazer backup do celular Android pela conta Google
Fonte: Tecnoblog

Google encerra suporte ao Android 6.0 após quase 11 anos

Google encerra suporte ao Android 6.0 após quase 11 anos

Android 7.0 agora é requisito mínimo exigido pelo Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google encerrou o suporte ao Android 6.0, também conhecido como Marshmallow.
O sistema não receberá mais atualizações do Google Play Services, o que aumenta sua vulnerabilidade a ataques.
O WhatsApp ainda é compatível com o Android 6.0 e continuará funcionando.

O Google encerrou oficialmente o suporte ao Android 6.0. De forma discreta, a empresa passou a exigir o Android 7.0 Nougat como versão mínima para que serviços essenciais continuem funcionando.

A mudança acontece quase 11 anos após o lançamento do Marshmallow, em 2015, tornando-o a versão do Android com o ciclo de suporte mais longo da história do sistema até agora. O sistema adicionou suporte para USB-C e leitores de impressão digital.

A medida atinge principalmente o Google Play Services, que atua em segundo plano conectando aplicativos a recursos do Google, como serviços de localização, autenticação e notificações, além de distribuir ferramentas de segurança sem depender de uma atualização completa do sistema operacional.

O que muda para quem ainda usa o Android 6.0?

Android 6.0 Marshmallow teve o suporte mais longo até aqui (imagem: Takahiro Yamagiwa/Flickr)

Com a perda do suporte, a maior consequência é o fim do recebimento de atualizações críticas. Dispositivos estacionados no Android 6.0 não receberão mais os pacotes do Google Play Protect, que atua como a defesa nativa da plataforma.

Para o dono de um celular antigo, a boa notícia é que o aparelho não deixará de funcionar de vez. Funções básicas de telefonia, como realizar e receber chamadas de voz, enviar SMS e utilizar o alarme, continuam operando normalmente. O problema real é usar a internet ou serviços críticos em um smartphone defasado, o que expõe o usuário a novas vulnerabilidades.

A indústria de aplicativos já começou a aderir às novas exigências do Google. No início deste mês, a equipe por trás do jogo móvel Art of War 3: Global Conflict publicou um aviso no Facebook confirmando o fim da compatibilidade com o sistema antigo.

No comunicado, os desenvolvedores explicaram que a arquitetura do Android 6.0 impede a implementação de recursos modernos. O estúdio recomendou que os jogadores atualizem o sistema pelo menos para a versão 7.0 ou comprem um aparelho novo.

WhatsApp ainda roda no Android 6.0?

Usar o WhatsApp em um sistema desprotegido representa um risco (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

A resposta é sim, pelo menos por enquanto. De acordo com as informações mais recentes da página de suporte da Meta, o mensageiro continua operando normalmente no Marshmallow. Na verdade, o Android 6.0 se tornará o requisito mínimo oficial exigido pelo WhatsApp apenas a partir de 8 de setembro de 2026, data em que as versões 5.0 e 5.1 do sistema perderão o acesso definitivo ao serviço.

No entanto, é importante ressaltar que utilizar um aplicativo de mensagens em um sistema operacional tão defasado representa um risco considerável, já que as falhas de segurança do aparelho não serão mais corrigidas.

Aplicativos do Google param de funcionar

O corte do Android 6.0 ocorreu junto a uma escalada nas exigências de aplicativos oficiais. Conforme destacado em uma publicação do Reddit, outras ferramentas populares ganharam restrições severas nos últimos dias.

O aplicativo oficial do YouTube, por exemplo, agora exige no mínimo o Android 10 para rodar de forma nativa. Isso significa que smartphones parados no Android 9 já não receberão os updates da plataforma de vídeos. O aplicativo principal de buscas, o Google App, deu um salto ainda mais agressivo. O requisito mínimo de instalação passou do Android 9 para o Android 11.

Em relação ao Gmail, há divergência de informações. Enquanto relatos no Reddit apontam que o Android 7.0 passou a ser o requisito mínimo, o portal Android Authority ressalta que, por ora, ainda há compatibilidade com o Android 6.0.

Como verificar e atualizar o Android?

Para quem tem dúvidas sobre o status do próprio aparelho, o processo de verificação é simples:

Abra o aplicativo “Configurações” do telefone;

Role a tela e selecione “Sobre o telefone” (ou menu semelhante, a depender da fabricante);

Clique em “Versão do Android”.

Seguindo os passos, também é possível conferir a data do último patch de segurança. Caso a versão exibida seja a 6.0 ou inferior, o usuário pode procurar manualmente por atualizações disponíveis. Já mostramos aqui no TB como o processo funciona.
Google encerra suporte ao Android 6.0 após quase 11 anos

Google encerra suporte ao Android 6.0 após quase 11 anos
Fonte: Tecnoblog

Microsoft suspende atualização do Windows 11 em PCs Dell após falha

Microsoft suspende atualização do Windows 11 em PCs Dell após falha

Notebook Dell Pro 14 Plus (imagem ilustrativa: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft suspendeu temporariamente a atualização do Windows 11 em PCs Dell devido a uma falha causada pelo pacote KB5101650, que traz ajustes funcionais e correções de segurança;
problema, segundo a Microsoft, faz os equipamentos apresentarem desligamentos inesperados, baixo desempenho, aumento de temperatura e consumo excessivo de bateria;
uma correção está sendo desenvolvida pela Microsoft e Dell e, quando pronta, a atualização voltará a ficar disponível para as máquinas afetadas.

Imagine atualizar o Windows 11 e, após o procedimento, o computador reiniciar sozinho ou ter problemas de desempenho. Pois isso está acontecendo com alguns PCs Dell depois da instalação do pacote KB5101650, liberado na última terça-feira (14/07). Por causa do problema, a atualização para essas máquinas foi suspensa temporariamente pela Microsoft.

O pacote KB5101650 faz parte do Patch Tuesday de julho de 2026, aquele conjunto de atualizações que é liberado na segunda terça-feira de cada mês. A atualização contém ajustes funcionais e correções de segurança, razão pela qual é de instalação obrigatória.

Porém, horas depois da liberação, a própria Microsoft reconheceu que algumas máquinas Dell podem apresentar falhas depois que a atualização é instalada:

Um número limitado de computadores Dell pode exibir um ponto de exclamação amarelo no Gerenciador de Dispositivos ao lado do driver Intel Innovation Platform Framework Processor Participant. Esses equipamentos podem apresentar desligamentos inesperados, baixo desempenho, aumento de temperatura e consumo excessivo de bateria.

Além do pacote KB5101650, o problema pode se manifestar após a instalação do pacote KB5095093, que é uma prévia do primeiro que foi liberada em 23 de junho de 2026.

Aliás, este é um ponto que ajudou a Microsoft a identificar o problema mais rapidamente. Prévias costumam ser opcionais. Usuários que instalaram o pacote KB5095093 e tiveram problemas com seus computadores Dell acabaram deixando a Microsoft em alerta, por assim dizer.

Quando falhas com a atualização KB5101650 começaram a ser reportadas, a Microsoft agiu rapidamente para bloquear o update em mais PCs.

Ao que tudo indica, o problema está sendo causado pela introdução de uma nova interface que controla conexões USB-C no Windows 11 que, de alguma forma, faz o driver Intel Innovation Platform Framework Processor Participant deixar de funcionar corretamente.

Notebooks Dell XPS 13 com Windows 11 (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são os computadores Dell afetados?

Pelo menos até o momento, Microsoft e Dell não divulgaram uma lista de modelos sujeitos ao problema. De todo modo, uma correção já está sendo desenvolvida por ambas as companhias e, quando ficar pronta, a atualização voltará a ficar disponível para as máquinas que estão com a atualização bloqueada.

Nos computadores já afetados, a solução para o problema, também temporária, está em reverter a atualização via Windows Update, se possível. Para isso, basta ir em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update / Histórico de Atualização / Desinstalar Atualizações. Ali, procure e desinstale o pacote KB5101650 (ou o KB5095093).

Não há relatos sobre a ocorrência do problema em computadores de outras marcas.

Com informações de Windows Latest
Microsoft suspende atualização do Windows 11 em PCs Dell após falha

Microsoft suspende atualização do Windows 11 em PCs Dell após falha
Fonte: Tecnoblog