Category: Negócios e Mercado

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

Projeto para abrir Horizons OS beneficiaria fabricantes e desenvolvedores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta pausou o projeto Horizon OS, que permitiria o uso do sistema dos headsets Quest por outras marcas, incluindo Asus e Lenovo.
A Meta cortará 30% do orçamento do metaverso, afetando o Meta Horizon Worlds e a divisão de headsets Quest.
A divisão Reality Labs teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021.

A Meta pausou o projeto para abrir o Horizon OS, sistema operacional dos headsets Quest, que permitiria a outras marcas usá-lo em seus produtos.

A notícia foi dada em primeira mão pelo site Road to VR e confirmada por Engadget e TechCrunch. Segundo a Meta, a decisão foi tomada para poder se concentrar em construir seus próprios aparelhos e software para avançar no mercado de realidade virtual.

Asus e Lenovo são parceiras no projeto

A companhia comandada por Mark Zuckerberg anunciou seus planos de abrir o Meta Horizon OS em abril de 2024. Segundo informações divulgadas na época, os desenvolvedores passariam a ter acesso a tecnologias de rastreio e de reprodução do mundo real em alta resolução.

Na ocasião, também foram anunciadas parcerias com a Asus e a Lenovo. A primeira lançaria um headset gamer de alto desempenho com a marca Republic of Gamers (também conhecida como ROG). Já a segunda estaria preparando um aparelho com foco em produtividade, ensino e entretenimento.

Dispositivo da Lenovo teria foco em produtividade (imagem: divulgação/Meta)

Com a pausa no projeto Horizon OS, o futuro desses dois produtos é incerto. Em setembro de 2025, a Meta disse que eles seriam lançados. Mesmo assim, as duas marcas praticamente não tocaram no assunto desde então.

Por isso, é possível que os aparelhos nem mesmo sejam lançados. No momento, a Meta diz apenas que “revisitará oportunidades para parcerias voltadas a dispositivos de terceiros à medida que a categoria evolui”.

Meta vai cortar gastos no metaverso

Para quem acompanha as notícias sobre a gigante das redes sociais, a pausa de um projeto de realidade virtual não surpreende.

No início de dezembro de 2025, a Bloomberg apurou que a Meta pretende cortar 30% do orçamento destinado a projetos relacionados ao metaverso. Isso inclui a plataforma de mundos virtuais Meta Horizon Worlds e a divisão responsável pelos headsets Quest.

A avaliação é de que esse setor não evoluiu como o esperado. A divisão Reality Labs, que abriga projetos de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021 (cerca de R$ 387 bilhões, em conversão direta).

Parte dos recursos será direcionada aos modelos de óculos com inteligência artificial, como o Ray-Ban Meta e o Oakley Meta. Eles têm sido o destaque nos eventos recentes da empresa.

Com informações do Engadget e do TechCrunch
Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas
Fonte: Tecnoblog

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

Roomba, robô aspirador da iRobot, foi lançado em 2002 (imagem: divulgação)

Resumo

A iRobot entrou com pedido de falência e negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics.
A criadora do robô aspirador Roomba enfrenta dificuldades financeiras devido a tarifas comerciais dos EUA e concorrência de marcas chinesas.
A companhia afirma que clientes não serão afetados.

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.

Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.

Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.

Por que a iRobot chegou à falência?

Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.

Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.

Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Picea Robotics deve assumir a iRobot

iRobot se tornou referência com os modelos Roomba (imagem: divulgação)

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.

A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).

O que muda para os usuários do Roomba?

Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.

A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.
iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência
Fonte: Tecnoblog

Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

Escassez de chips de memória vai impactar o Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Os preços de celulares e notebooks no Brasil podem aumentar até 20% em 2026 devido à escassez de chips de memória.
A escassez é causada pela redução na produção de chips DDR4, com foco em chips HBM para data centers de inteligência artificial.
O aumento de custo da memória RAM pode variar entre 20% e 40%, impactando principalmente modelos básicos e intermediários.

Prepare o bolso: os eletrônicos devem ficar mais caros no mercado brasileiro a partir do primeiro trimestre de 2026. O aumento em celulares e notebooks pode chegar a 20%, de acordo com Gustavo Assunção, vice-presidente sênior da Samsung no Brasil. Ele falou ao Tecnoblog com exclusividade sobre o assunto, que está tirando o sono de quem precisa trocar de dispositivo.

O motivo é simples: a escassez de chips de memória. Hoje, gigantes industriais deste setor estão reduzindo a produção dos chips de memória RAM – em especial a DDR4, usada em vários eletrônicos – para focar em chips do tipo HBM – usados em data centers de inteligência artificial.

Há duas semanas, a empresa americana Micron Technology ganhou as manchetes ao avisar que a marca Crucial de memória RAM seria encerrada depois de quase 30 anos. Ela é uma das três grandes fabricantes globais deste insumo – junto com a SK Hynix e a Samsung.

Micron anunciou no fim de 2025 que abandonaria mercado de memória RAM (imagem: divulgação)

Indústria absorveu os custos

Segundo o representante da Samsung, o custo da memória RAM no planeta vem aumentando desde setembro e deve bater “dois dígitos generosos” em 2026. Seria algo entre 20% e 40%, a depender da negociação. Tendo em vista a importância deste item para a confecção de um smartphone, o preço do produto final deve subir entre 10% e 20%.

Apesar de falar em nome de uma gigante do setor, Assunção acredita que o impacto será sentido por todo o mercado, e não apenas em produtos como Galaxy A ou Galaxy Book, apenas para citar algumas linhas de celulares e de laptops da Samsung.

Marcas menores de telefones já enfrentam uma dificuldade crescente para obtenção de componentes devido ao tímido suprimento de memória, conforme indicou um relatório da consultoria TrendForce divulgado em novembro. Isso pode levar a uma consolidação da indústria, com expansão de empresas de grande porte.

Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Onde haverá maior impacto?

No caso dos telefones, modelos básicos e intermediários devem ser os mais afetados. Ao contrário do que poderíamos imaginar, o Galaxy S25 deve flutuar pouco, já que usa memória RAM do tipo DDR5, cujo abastecimento global está sob controle.

Quando pergunto se é uma decisão de negócios, Gustavo assente e explica que há uma limitação na capacidade de produção de semicondutores. Seria possível simplesmente produzir mais chips? Ele diz que não, já que a instalação de uma planta dedicada aos componentes HBM pode levar anos.

Gustavo afirma ainda que o setor tem “segurado“ e absorvido os preços já crescentes nos últimos meses. A partir de janeiro, porém, será possível notar os primeiros reajustes de valores. O VP da Samsung acredita que eles virão de forma gradual, mas serão percebidos pelos consumidores brasileiros.
Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung

Eletrônicos devem ficar até 20% mais caros no Brasil, prevê Samsung
Fonte: Tecnoblog

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Netflix anunciou compra da Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões, incluindo HBO Max;
A aquisição inclui estúdios da Warner Bros., canais HBO e direitos sobre franquias populares;
A conclusão do negócio depende da separação da divisão Global Networks da WBD e pode levar de 12 a 18 meses.

A Warner Bros. Discovery (WBD) estava disposta a ser adquirida pelo menos desde outubro deste ano. O que surpreende é a Netflix ter aparecido como maior interessada: a companhia de streaming acaba de anunciar um acordo para comprar a WBD por US$ 82,7 bilhões (R$ 440 bilhões na conversão direta).

Se concluído, o negócio permitirá à Netflix assumir o controle não só dos estúdios de TV e cinema da Warner Bros., como também os canais HBO e a plataforma de streaming HBO Max.

Isso significa, também, que a Netflix terá os direitos sobre franquias muito populares, como Game of Thrones, The Big Bang Theory, The White Lotus, Universo DC, Succession, entre tantas outras.

Netflix vai assumir Warner Bros. Discovery se compra não for barrada (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

O valor patrimonial da WBD é estimado em US$ 72 milhões, mas dívidas e outras despesas fazem o valor do negócio ser calculado em US$ 82,7 bilhões.

A transação envolverá dinheiro e ações. Cada ação da WBD é avaliada, no total, em US$ 27,75. Cada acionista da WBD receberá US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação ordinária da Warner Bros. Discovery.

A aquisição foi aprovada, por unanimidade, pelos conselhos de administração da Netflix e da WBD.

Na disputa pela WBD, a Netflix enfrentou gigantes como Paramount e Comcast, sendo esta última controladora da Universal Studios e da Sky.

Warner Bros. Discovery (imagem: reprodução/WBD)

O que falta para a Netflix adquirir a Warner Bros. Discovery?

Não havendo empecilhos regulatórios ou de mercado, a conclusão do negócio deverá ocorrer depois que a divisão Global Networks, que controla canais de TV como CNN e TNT, ser separada da WBD, o que deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026. A divisão que inclui esses canais não será assumida pela Netflix.

Isso significa que pode levar de 12 a 18 meses a partir de agora para a Netflix assumir o controle total da Warner Bros. Discovery.

Contudo, não é pequeno o risco de o negócio ser barrado por autoridades regulatórias, principalmente nos Estados Unidos. Isso porque a Netflix e a HBO Max estão entre as maiores plataformas de streaming do mundo. A fusão entre os dois serviços pode gerar uma grande concentração de mercado, portanto.

Compra da WBD pela Netflix inclui a HBO Max (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Netflix já sinalizou que pretende manter a HBO Max como uma divisão à parte em suas operações, pelo menos nos primeiros meses de controle.

Por outro lado, a Netflix não nega a possibilidade de absorver conteúdo da HBO e da HBO Max em seu próprio serviço:

Ao combinar o incrível catálogo de séries e filmes da Warner Bros. — de clássicos atemporais como Casablanca e Cidadão Kahn a favoritos contemporâneos, como Harry Potter e Friends — com nossos títulos que definem a cultura pop, como Stranger Things, Guerreiras do K-Pops e Round 6, poderemos fazer isso [entreter] ainda melhor.

Juntos, podemos oferecer ao público mais do que ele ama e ajudar a definir o próximo século da narrativa.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Fonte: Tecnoblog

Tim Cook pode deixar comando da Apple em 2026

Tim Cook pode deixar comando da Apple em 2026

Tim Cook na WWDC 2022 (imagem: divulgação/Apple)

Resumo

Tim Cook poderá deixar cargo de CEO da Apple em 2026; executivo assumiu posto em 2011;
John Ternus é o principal candidato interno para suceder Cook como CEO, mas a decisão ainda não foi tomada;
Novo CEO enfrentará desafios, como reduzir a dependência da China e avançar em inteligência artificial.

A era Tim Cook pode estar próxima do fim. São fortes os rumores de que o executivo deixará de ser CEO da Apple já em 2026. Cook assumiu o cargo no fim de 2011 para substituir Steve Jobs, que faleceu nesse mesmo ano.

O começo da administração Cook foi marcado por certa desconfiança, afinal, o executivo assumiu a desafiadora missão de substituir o nome que fez a Apple triunfar na indústria de tecnologia. No fim das contas, Tim Cook conseguiu manter a companhia no caminho do sucesso.

Mas o Financial Times reporta ter ouvido várias pessoas próximas à Apple que afirmam que os preparativos para a substituição do executivo se intensificaram. Não seria por questão de desempenho, porém: as mesmas fontes deram a entender que esse é um processo de transição planejado.

É possível, então, que Tim Cook esteja simplesmente preparando a sua aposentadoria. O executivo completou 65 anos no início de novembro.

Tim Cook no anúncio do iPhone 11 (imagem: reprodução/Apple)

Quem irá substituir Tim Cook na Apple?

Ainda de acordo com o Financial Times, John Ternus, que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, é o executivo mais cotado para assumir o cargo de CEO da Apple. Contudo, essa é uma decisão que ainda não foi tomada. O que é dado como certo é que o sucessor não será alguém que vem de fora da Apple.

Independentemente do nome escolhido, o novo CEO encontrará a Apple em situação financeira estável, mas, mesmo assim, terá que lidar com desafios importantes.

Um deles é tentar responder aos anseios do atual governo dos Estados Unidos, que quer que a Apple e outras companhias americanas dependam menos da China para a fabricação de seus produtos.

Outro desafio está em “tirar o atraso” da Apple no campo da inteligência artificial. Até o momento, grande parte dos recursos da Apple Intelligence não passaram da fase de promessa.
Tim Cook pode deixar comando da Apple em 2026

Tim Cook pode deixar comando da Apple em 2026
Fonte: Tecnoblog

Falência da Oi é suspensa após recursos de bancos

Falência da Oi é suspensa após recursos de bancos

Falência da Oi é suspensa após recursos de bancos (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Falência do Grupo Oi foi suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa após recursos do Bradesco e Itaú Unibanco.
Decisão permite que Grupo Oi continue processo de recuperação judicial aprovado em abril de 2024.
Itaú tem mais de R$ 2 bilhões em créditos quirografários a receber, enquanto o Bradesco possui quase R$ 50 milhões em créditos quirografários e R$ 75 milhões em créditos extraconcursais.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) havia decretado, no início da semana, a falência do Grupo Oi. Mas, na manhã desta sexta-feira (14/11), a decretação da falência da operadora foi suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa, da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ.

Com a decisão, o Grupo Oi volta a operar por meio do processo de recuperação judicial que havia sido aprovado pelos credores em abril de 2024 e homologado no mês seguinte. Por conta disso, a desembargadora também determinou que os administradores judiciais anteriores voltem a assumir esses postos na companhia.

Suspensão da falência vem após recursos do Bradesco e Itaú

Na última quarta-feira (12/11), o Bradesco e o Itaú Unibanco apresentaram recursos judiciais para pedir que o decreto de falência da Oi fosse suspenso. O principal argumento dos dois bancos é o de que a continuidade do processo de recuperação judicial seria menos onerosa para os credores e ainda manteria uma empresa de interesse público em operação.

A suspensão do decreto de falência veio justamente após a análise desses pedidos. No entendimento da desembargadora, a falência seria prejudicial a credores e funcionários da operadora, e poderia levar ao encerramento abrupto de serviços de telecomunicações essenciais à população.

Oi volta ao estado de recuperação judicial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vale destacar que ambos os bancos estão entre os credores da Oi. O Itaú tem mais de R$ 2 bilhões de créditos quirografários (sem bens como garantia) a receber. Já o Bradesco tem quase R$ 50 milhões de créditos quirografários, além de cerca de R$ 75 milhões de créditos extraconcursais (não incluídos no plano de pagamentos da recuperação judicial).

A 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital havia decretado a falência da Oi por considerar que a situação operacional da companhia, que passou a não cumprir as obrigações do plano de recuperação judicial a partir deste ano, a tornava “tecnicamente falida”.

Com a suspensão do crédito de falência, o processo de recuperação é restaurado, com a Oi devendo seguir o que foi estabelecido nesse plano, bem como fazer uma liquidação ordenada de ativos (venda de bens para pagamento de parte das dívidas).

Com informações de TeleSíntese e Teletime
Falência da Oi é suspensa após recursos de bancos

Falência da Oi é suspensa após recursos de bancos
Fonte: Tecnoblog

TIM admite interesse em comprar o que restou da Oi

TIM admite interesse em comprar o que restou da Oi

TIM quer ampliar sua atuação em aplicações corporativas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

TIM avalia a compra da Oi Soluções para expandir sua atuação no mercado B2B.
A Oi Soluções ainda oferece serviços de conectividade, infraestrutura e integração tecnológica para grandes empresas.
A TIM busca fortalecer sua presença em setores como agronegócio, infraestrutura, utilities e mineração.

A TIM avalia a possibilidade de comprar a Oi Soluções, divisão corporativa que sobreviveu ao desmonte da antiga Oi e ainda concentra contratos de serviços empresariais. Segundo Andrea Viegas, diretora financeira da operadora, a empresa foi convidada a avaliar os ativos e ainda não tomou uma decisão definitiva.

As informações são do site MobileTime. De acordo com a executiva, o processo está em fase inicial. “Estamos vendo o que tem no mercado para entender se nos interessa ou não”, disse Viegas ao site. “A Oi Soluções tem uma série de contratos B2B, mas não temos um prazo para dar uma resposta. Começamos agora.”

Por que a Oi?

A Oi Soluções atua no segmento business-to-business (B2B), prestando serviços de conectividade, infraestrutura e integração tecnológica para grandes empresas — mercado que vem ganhando relevância dentro da estratégia da TIM.

O CEO Alberto Griselli reforçou que a área corporativa é uma das frentes mais promissoras para o crescimento da companhia nos próximos anos. “O B2B é uma das áreas em que apostaremos para crescer nos próximos anos”, explicou ao MobileTime.

A TIM tem concentrado seus esforços em quatro verticais principais: agronegócio, infraestrutura, utilities e mineração. De acordo com Griselli, essas áreas estão alinhadas ao perfil da empresa e apresentam alto potencial de expansão.

Oi Soluções presta serviços de conectividade, infraestrutura e integração tecnológica para grandes empresas (imagem: divulgação)

O que a TIM busca com possíveis aquisições?

Além de fortalecer sua presença nos setores já consolidados, a operadora quer ampliar sua atuação em aplicações corporativas, integração de sistemas e soluções de tecnologia — áreas nas quais a Oi Soluções já possui experiência.

No médio prazo, os planos também incluem investimentos em nuvem e cibersegurança, com foco em ampliar oportunidades de cross-selling e upselling entre clientes corporativos.

Enquanto isso, a Oi segue tentando reestruturar suas operações após anos de crise e uma das maiores recuperações judiciais da história do Brasil. Já para a TIM, a compra da empresa pode consolidar sua presença no mercado corporativo brasileiro.
TIM admite interesse em comprar o que restou da Oi

TIM admite interesse em comprar o que restou da Oi
Fonte: Tecnoblog

AOL ainda existe e será vendida por US$ 1,5 bilhão

AOL ainda existe e será vendida por US$ 1,5 bilhão

Empresa aposta na revitalização da marca (imagem: Flickr/Patrick Lauke)

Resumo

Bending Spoons, dona do Evernote e WeTransfer, anunciou a compra da AOL por US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8 milhões).
A transação aguarda aprovação regulatória e pode ser concluída até o início de 2026.
A empresa italiana planeja revitalizar a AOL, que ainda mantém milhões de usuários em e-mail e conteúdo web.

A empresa italiana de tecnologia Bending Spoons anunciou nessa quarta-feira (29/10) um acordo para adquirir a icônica marca de internet AOL, em uma transação avaliada em cerca de US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 8 bilhões, em conversão direta).

O negócio, ainda sujeito às aprovações regulatórias, pode ser concluído no final deste ano ou no início de 2026. A aquisição é o capítulo mais recente na longa história da AOL, que encerrou recentemente seu serviço de internet discada depois de mais de 30 anos, mas que ainda mantém um portal e um serviço de e-mail.

Troca de donos

Após fusão com a Time Warner (hoje o grupo Warner Bros. Discovery) em 2001, a AOL foi posteriormente desmembrada e vendida para a operadora Verizon em 2015, por US$ 4,4 bilhões. A Verizon então fundiu a marca e o Yahoo em uma divisão chamada Oath.

Em 2021, a empresa de investimentos Apollo Global Management adquiriu a Oath por aproximadamente US$ 5 bilhões. Hoje, portanto, a AOL pertence à mesma empresa que controla o Yahoo — exatamente o que está mudando: a Bending Spoons está comprando apenas a AOL.

O presidente do Conselho de Administração do Yahoo e sócio da Apollo, Reed Rayman, afirmou que a transação posiciona a AOL “favoravelmente para sua próxima fase”. Para o CEO do Yahoo, Jim Lanzone, a venda permite focar em outras operações e “nos planos ambiciosos que temos para os principais produtos do Yahoo”.

Plataforma histórica de e-mail muda de dono mais uma vez (imagem: Pavlo Gonchar/SOPA/Getty Images)

Quem é a nova dona da AOL?

A Bending Spoons é uma holding privada especializada em adquirir empresas de tecnologia consolidadas e com grandes bases de usuários. A companhia pretende aplicar essa estratégia à AOL, que, segundo estimativas, ainda possui cerca de 8 milhões de usuários ativos diários e 30 milhões de usuários ativos mensais em seus serviços de e-mail e conteúdo web.

O portfólio da Bending Spoons inclui outras marcas conhecidas, como Evernote, MeetUp, WeTransfer e Remini. Recentemente, a empresa também anunciou um acordo para adquirir a plataforma de vídeo Vimeo, transação prevista para ser concluída ainda em 2025.

Segundo o comunicado, a nova aquisição é financiada, em parte, por um pacote de financiamento de dívida apoiado por um consórcio de bancos globais. O CEO e cofundador da Bending Spoons, Luca Ferrari, descreveu a AOL como “uma empresa icônica e querida”, com “potencial ainda não explorado”.

“Estamos confiantes de que somos os gestores certos para a AOL a longo prazo e esperamos atender sua grande e leal base de clientes por muitos anos”, acrescentou.
AOL ainda existe e será vendida por US$ 1,5 bilhão

AOL ainda existe e será vendida por US$ 1,5 bilhão
Fonte: Tecnoblog

Como criar e-mails interativos e se destacar na caixa de entrada

Como criar e-mails interativos e se destacar na caixa de entrada

E-mails interativos deixam sua marca gravada na memória do consumidor (imagem: divulgação)

Ao enviar um e-mail, sua marca estará disputando espaço na caixa de entrada com inúmeras outras empresas. Por isso, é fundamental que sua comunicação consiga se destacar em meio a tanta informação.

E como fazer isso? Uma estratégia bastante interessante é recorrer a e-mails interativos. Eles são mais interessantes e divertidos para os usuários, e contam com a vantagem de não exigir que o destinatário saia da caixa de entrada para acessar uma página web.

Essa ferramenta é comprovadamente eficaz para negócios, aumentando o reconhecimento da marca, impulsionando o engajamento dos usuários e conquistando de volta antigos clientes.

O que são e-mails interativos?

E-mails interativos são aqueles que trazem elementos com ações que o usuário pode executar sem que ele precise sair da mensagem. Há diversos itens que podem ser usados para esse fim, como:

Classificações por estrelas

Pesquisas incorporadas

Questionários

Jogos

Links-âncora

Roleta da sorte é uma ótima forma de oferecer vantagens e descontos (imagem: divulgação)

Por que usar e-mails interativos?

Essa estratégia é uma ótima forma de aumentar as taxas de conversão, elevar o reconhecimento da marca, simplificar a coleta de dados e receber feedback dos destinatários.

A tática é bem-sucedida – e as estatísticas comprovam:

75% de aumento na taxa de clique para abertura

300% de aumento na taxa de clique para abertura quando há vídeos incorporados

60% dos destinatários estão mais propensos a interagir

91% dos destinatários gostariam de receber mais e-mails interativos

Apesar disso, os e-mails interativos ainda são pouco conhecidos e utilizados, o que os torna uma grande oportunidade para seu negócio se diferenciar.

Menos de 20% das marcas oferecem experiências desse tipo

26,5% dos profissionais de marketing por e-mail planejam oferecer conteúdo interativo

26% dos profissionais de marketing por e-mail utilizam ocasionalmente interatividade baseada em CSS

Vamos compreender detalhadamente por que essa ferramenta tem tanto potencial.

Aumenta a taxa de conversão

Usar e-mails interativos facilita a vida dos destinatários, que podem realizar ações sem precisar sair da caixa de entrada, como responder a pesquisas, adicionar produtos ao carrinho ou agendar consultas. Com isso, crescem as chances de seus potenciais clientes se tornarem clientes fiéis, aumentando a taxa de conversão geral.

Impulsiona o reconhecimento da marca

Cada vez mais e-mails são enviados, e toda mensagem disputa espaço e atenção com uma infinidade de concorrentes. Entregar uma experiência única é uma forma de se diferenciar. Assim, seus destinatários passam a reconhecer sua marca e identificar a qualidade do conteúdo, podendo até mesmo encaminhar os e-mails a amigos e trazer mais clientes em potencial para o seu negócio.

Simplifica a coleta de dados

Com elementos interativos na mensagem, os destinatários enviam seu feedback de forma mais rápida. Com isso, sua empresa passa a contar com insights em tempo real, podendo acelerar o uso dos dados em campanhas futuras, tornando o processo muito mais eficaz.

Melhora o feedback dos usuários

Um e-mail interativo diminui a fricção na hora de responder a pesquisas e questionários. Sem precisar sair da caixa de entrada, o usuário pode compartilhar suas impressões e experiências de forma mais rápida e fácil.

Como usar interatividade na sua empresa?

Agora que você conhece todo o potencial dos e-mails interativos, é hora de falar sobre como podemos usá-los. Além dos formatos possíveis, é preciso saber qual o melhor momento de recorrer a cada tipo de mensagem e maximizar os ganhos de conversão, reconhecimento da marca e coleta de dados.

Obtendo feedback

Há algumas formas de explorar mensagens interativas para saber o que seus assinantes, clientes ou compradores pensam sobre o que você oferece.

Por meio de questionários e formulários, o cliente pode dizer se gostou da sua última compra, como foi o processo de cadastramento e como está sua satisfação em relação aos serviços contratados.

Conteúdo interativo facilita a coleta de feedback (imagem: divulgação)

No entanto, sua marca certamente não é a única tentando estabelecer esse canal com o consumidor. Como se diferenciar? A resposta está na interatividade: o cliente se sente motivado e à vontade quando pode dar sua opinião sem precisar sair do e-mail. Além disso, esse tipo de mensagem chama a atenção do destinatário, tornando o processo de feedback mais convidativo.

O que usar? Existem alguns formatos possíveis:

Pesquisas. Questões de múltipla escolha são rápidas e fáceis de responder. Assim, sua empresa consegue informações quase instantâneas sobre produtos, eventos e processos.

Formulários. Pesquisas quantitativas não são tudo; às vezes, é preciso ouvir o que o cliente tem a dizer para poder avaliar como está a percepção do seu negócio.

Medição de NPS. NPS é a sigla para “net promoter score”, uma pontuação que mostra o nível de satisfação do seu público e avalia a lealdade dos clientes. É uma pesquisa extremamente simples, e o destinatário tem apenas que estimar sua experiência em uma escala determinada.

E quando usar? Cada interação pode ser aproveitada em um momento da jornada do cliente.

Após uma compra

Após o teste de um novo recurso

Após se cadastrar em uma plataforma

Ocasionalmente, para verificar a satisfação geral do cliente

Oferecendo games

Jogos são uma ótima forma de entreter, chamar a atenção e conseguir engajamento. Isso funciona de maneira ainda mais eficaz quando há a chance de ganhar um desconto, um vale-presente ou um lugar de destaque entre os usuários, como em uma tabela de classificação.

Os games no e-mail podem dar ainda mais possibilidades de aproximar o consumidor da sua marca, trazendo de volta usuários inativos ou ensinando clientes a usar tudo que seu serviço oferece.

Interatividade direto na caixa de entrada é um diferencial (imagem: divulgação)

O que usar? Existem vários formatos de jogos que podem estar presentes em um e-mail, como:

Questionários. Eles podem ser uma ferramenta para diversas situações. Um questionário curto pode ajudar os assinantes a lembrar de todas as informações que seu produto oferece. Já um questionário mais longo pode estar atrelado a um bom desconto, como forma de encorajar a interação.

Desafios. Atividades mais longas e envolventes podem trazer de volta clientes inativos e aumentar o engajamento com sua marca. Entre as possibilidades, estão palavras cruzadas, jogos da memória, jogos dos sete erros e muito mais.

Roleta da sorte. Este jogo pode ser atrelado à possibilidade de ganhar um grande desconto ou benefício, como forma de diferenciar sua marca de tantas outras que estão na caixa de entrada do cliente. Também é uma estratégia útil quando sua empresa não tem orçamento suficiente para dar promoções generosas para todos: coloque vantagens atrativas em meio a algumas mais modestas. Amostras grátis, descontos, cartões de presente ou frete grátis são algumas das opções.

Revelações de ofertas. Os e-mails interativos permitem provocar curiosidade nos destinatários. Você pode, por exemplo, mandar uma “raspadinha” para o cliente ver a oferta somente depois de se engajar com a mensagem.

E quando usar? Novamente, diferentes possibilidades de interação se adequam melhor a várias situações.

Use questionários para oferecer conteúdos educativos ou mostrar como usar seus produtos e serviços.

Use desafios para aumentar o engajamento, mostrar novidades e trazer de volta consumidores inativos.

Use roletas da sorte e revelações de ofertas para promover sua marca, aumentar as vendas e também trazer de volta antigos clientes.

Por fim, também vale ter em mente algumas boas práticas para games no e-mail: tenha metas claras, proponha atividades desafiadoras mas alcançáveis, use recompensas para motivar o engajamento e ofereça diversas formas de reconhecimento.

Além disso, é importante oferecer uma opção para pular esses jogos – nem sempre seu destinatário estará disposto a participar, então é melhor não obrigá-lo a fazer uma atividade contra sua vontade.

Como criar e-mails interativos?

O Stripo conta com um Gerador de Módulos Interativos. Com ele, profissionais de marketing podem criar facilmente e rapidamente esse tipo de conteúdo. A edição é simples e conta com uma interface intuitiva, permitindo criar interações sob medida para sua marca.

O Gerador de Módulos Interativos faz parte do ecossistema Stripo, mas seu uso não requer uma conta. Assim, você pode acessar uma ferramenta fácil de usar e riar mecânicas complexas em apenas alguns minutos.

O que é o Stripo?

O Stripo é uma plataforma de criação de templates de e-mail. Ele é projetado para agilizar o processo de design por meio de sua interface intuitiva e flexível, que conta com recursos poderosos.

O serviço conta com mais de 1.600 templates em HTML prontos para uso. Isso permite que os usuários tenham um bom ponto de partida na hora de desenvolver suas mensagens.

Também é possível começar do zero rapidamente, graças a ferramentas de design fáceis de usar, como um editor em blocos, que permite arrastar e soltar os elementos na tela. O Stripo oferece ainda recursos de inteligência artificial para economizar tempo e chegar ao resultado desejado por meio de prompts.

Na hora de enviar, o Stripo entrega uma solução completa, com integração a mais de 90 provedores de serviço de e-mail (ESP, na sigla em inglês) e clientes de e-mail. A plataforma tem ferramentas como suporte a AMP e compatibilidade com Zapier e n8n, entre outros serviços.
Como criar e-mails interativos e se destacar na caixa de entrada

Como criar e-mails interativos e se destacar na caixa de entrada
Fonte: Tecnoblog

Meta demite 600 funcionários de divisão de inteligência artificial

Meta demite 600 funcionários de divisão de inteligência artificial

Meta quer “mais agilidade” após CEO Mark Zuckerberg expressar preocupação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta demitiu 600 funcionários da divisão de inteligência artificial em reestruturação para reduzir burocracia e aumentar eficiência.
A mudança foi motivada por preocupações de Mark Zuckerberg com o ritmo dos avanços em IA.
Apesar das demissões, a Meta segue contratando para o TBD Lab, nova divisão do laboratório, e tenta atrair mais talentos da OpenAI e do Google.

A Meta demitiu pelo menos 600 funcionários do seu recém-formado laboratório de “superinteligência artificial”. A medida faz parte de uma reestruturação interna que, segundo um memorando do diretor de IA da empresa, Alexandr Wang, visa reduzir a burocracia e aumentar a eficiência da divisão.

O anúncio foi feito internamente por Wang em comunicado aos funcionários. As informações são do portal Axios, mas foram confirmadas pela Meta ao TechCrunch. A reorganização busca criar uma operação “mais ágil” no setor.

O laboratório foi criado em junho deste ano para desenvolver uma inteligência artificial geral (AGI) e avançar na briga pelo mercado de IA, hoje dominado por outras empresas. Desde então, a Meta gastou bilhões de dólares em contratações e investimentos.

Meta está mudando sua estratégia de IA?

No memorando interno, Wang justificou a reestruturação como um movimento para otimizar processos e acelerar a tomada de decisões. “Ao reduzir o tamanho da nossa equipe, menos conversas serão necessárias para tomar uma decisão, e cada pessoa terá mais responsabilidade e mais escopo e impacto”, escreveu o executivo.

Os cortes, que afetam uma fração das milhares de funções dentro da divisão de superinteligência, atingem especificamente as unidades de pesquisa FAIR AI, equipes de IA relacionadas a produtos e a área de infraestrutura de IA.

Diretor de IA, Alexandr Wang, justifica cortes como forma de reduzir burocracia (imagem: reprodução/Dlabrot)

A Meta declarou ainda que incentiva ativamente os funcionários impactados a se candidatarem a outras vagas disponíveis internamente. “Este é um grupo talentoso de indivíduos, e precisamos de suas habilidades em outras áreas da empresa”, afirma Wang no comunicado.

A decisão está alinhada com a filosofia recente da Meta, definida pelo CEO Mark Zuckerberg como o “ano da eficiência”. Esta diretriz, implementada no último ano, resultou em rodadas anteriores de demissões em massa e uma reavaliação geral dos projetos e estrutura de custos da empresa. Na época, Zuckerberg declarou a preferência por uma organização “mais enxuta”.

A reestruturação atual, no entanto, é apresentada mais como um realinhamento estratégico. Fontes internas, conforme relatado pela Axios, indicam que Zuckerberg expressou preocupação há alguns meses sobre o ritmo dos avanços da divisão de IA. A avaliação era que os esforços existentes não estavam gerando as “melhorias de desempenho” ou os “avanços necessários” na velocidade desejada.

Essa percepção teria sido o motivo para a reorganização, que incluiu não apenas os cortes anunciados, mas também o investimento anterior de US$ 15 bilhões de dólares (cerca de R$ 81 bilhões) na Scale AI e a própria contratação de Alexandr Wang para liderar a divisão. O objetivo principal seria, portanto, focar recursos em áreas consideradas de maior potencial e remover gargalos operacionais.

Apesar dos cortes, Wang expressou confiança no futuro da divisão em seu comunicado. “Estou realmente animado com os modelos que estamos treinando, nossos planos de computação e os produtos que estamos construindo, e estou confiante em nosso caminho para construir a superinteligência”, concluiu.

Cortes ocorrem após contratações milionárias

Meta segue contratando talentos de rivais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embora esteja dispensando centenas de profissionais de IA, a Meta investiu agressivamente na contratação de talentos. A divisão recém-formada, conhecida internamente como TBD Lab, não foi afetada pelos cortes e, segundo fontes, continua recrutando ativamente no mercado.

Este novo laboratório tem atraído profissionais de concorrentes diretos. Recentemente, a Meta contratou Ananya Kumar, uma cientista pesquisadora vinda da OpenAI. Antes disso, Andrew Tulloch, cofundador da Thinking Machines, também se juntou à empresa para integrar o TBD Lab.

Estas contratações se somam a um esforço mais amplo da Meta durante o último ano para atrair especialistas em IA. A empresa conseguiu recrutar mais de 50 pesquisadores de concorrentes como Google e OpenAI, oferecendo pacotes salariais que, em alguns casos, atingiram valores multimilionários. Alguns, no entanto, abandonaram a Meta.
Meta demite 600 funcionários de divisão de inteligência artificial

Meta demite 600 funcionários de divisão de inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog