Category: Inteligência Artificial

Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA

Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA

Talvez o autor daquele post de “o que aprendi com tal coisa” no LinkedIn não aprendeu nada (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Uma pesquisa realizada com milhares de textos em inglês no LinkedIn mostra que a maioria foi escrita por inteligência artificial. O estudo avaliou 8.795 postagens com mais de 100 palavras publicadas entre janeiro de 2018 e outubro de 2024. 54% deles são provavelmente gerados por IA, a tecnologia do momento.

A pesquisa foi realizada pela startup Originality AI, que desenvolve ferramentas de detecção de conteúdo criado por IAs, e divulgada pela revista Wired. O próprio LinkedIn, que é de propriedade da Microsoft, fornece no seu plano Premium uma ferramenta de inteligência artificial para aprimorar publicações, perfil e mensagens diretas.

O que levou ao aumento de textos de IA no LinkedIn?

Popularização do ChatGPT coincide com crescimento de textos gerados por IA (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Segundo John Gillham, CEO da Orginality AI, o salto de publicações de textos gerados por IA ocorreu no início de 2023, quando o ChatGPT começou a se popularizar. A IA generativa da OpenAI foi lançada no fim de 2022. O crescimento de textos supostamente gerados por IA foi de 189%.

No momento, a tecnologia não é capaz de garantir com precisão se um texto é ou não criado por inteligência artificial (e é provável que essa tecnologia nunca surja). Por isso os textos são apontados como “provavelmente gerados por IA”.

Em resposta ao caso, o LinkedIn disse que não analisa se os textos foram escritos ou editados por IA. Porém, a plataforma afirma que tem ferramentas para detectar textos de baixa qualidade e duplicados, que podem indicar que foram feitos por inteligência artificiais. Nesses casos, a rede social corta o alcance da publicação.

Usuários do LinkedIn que usam IA nos textos (seja para a criação ou edição) foram ouvidos pelo Wired. Em resposta ao veículo, os usuários dizem preferir as IAs generalistas (como o ChatGPT e Claude) às ferramentas dedicadas para textos e conteúdo profissional.

“O que aprendi com jornalismo de tecnologia”

Contas de memes no Instagram usam textos de IA para enganar algoritmo e ter mais alcance (Imagem: Reprodução/Instagram)

Trabalhando com jornalismo de tecnologia desde 2021, pude acompanhar o crescimento das IAs generativas. E, não querendo ser engenheiro de obra-pronta, o resultado do estudo não me surpreende. IAs generativas são ótimas para gerar lero-lero e viralizar no LinkedIn — no Instagram e no Google também.

O ChatGPT, Copilot, Gemini e até o Galaxy AI permitem que os usuários gerem textos do zero ou peçam melhorias no que foi produzido. Com a popularização dessas ferramentas começaram a surgir sites criados para gerar receita com o Google Ads. Os criadores usam as IAs para produzirem textos com SEO otimizado e ficar entre os primeiros resultados do Google.

No Instagram, você provavelmente já viu alguma página de meme com uma legenda sobre algum carro ou explicando alguma coisa. Essa é a estratégia usada pelas páginas para que o algoritmo entenda que o conteúdo é educativo e amplie o alcance do post.

Com informações: Wired
Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA

Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA
Fonte: Tecnoblog

Itaú adota inteligência artificial capaz de fazer Pix via WhatsApp

Itaú adota inteligência artificial capaz de fazer Pix via WhatsApp

IA do Itaú compreende mensagem encaminhada e sugere operação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O banco Itaú lançou a tecnologia Inteligência Itaú, que usa inteligência artificial generativa em transações e interações com os clientes.
A plataforma será testada a partir de novembro com 5 mil consumidores.
Clientes poderão fazer operações a partir de mensagens de texto ou áudio no WhatsApp; cada operação deve receber uma autorização final.
A Inteligência Itaú tem limite de R$ 200 por dia.

O banco Itaú anunciou o lançamento da tecnologia Inteligência Itaú, que prevê o uso de inteligência artificial generativa nas transações e interações com os clientes. Ela começa a ser testada em novembro, inicialmente com 5 mil consumidores. “Evoluímos e chegamos num ponto em que consideramos seguro”, diz o CIO Ricardo Guerra numa entrevista coletiva com a presença do Tecnoblog.

A Inteligência Itaú funciona com texto e áudio. Os clientes podem escrever/encaminhar mensagens ou gravar mensagens de voz com instruções e contas matemáticas.

O que a Inteligência Itaú é capaz de fazer?

Confira dois exemplos fornecidos pela empresa:

O usuário recebe uma mensagem de um amigo com o resumo de um gasto no fim de semana. Ele encaminha para o WhatsApp no Itaú, que faz a conta e sugere uma transação.

A consumidora manda um áudio com instruções para o WhatsApp do Itaú e pede que o Pix seja feito para um determinado contato. Em resposta, a IA do banco sufere uma operação.

Itaú está entre os maiores bancos do Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Pix com inteligência artificial lembra modelo adotado pelo PicPay e pela Magie, com uso de LLM para compreender a linguagem natural utilizada pelas pessoas. O Banco do Brasil também realiza operações a partir do mensageiro, mas sem o emprego de IA.

Adesão e segurança

Os usuários vão precisar autorizar o Pix via WhatsApp a partir do super app do Itaú. Feito isto, não será necessário realizar biometria nem outras comprovações de identidade ao fazer transações.

A Inteligência Itaú inicialmente trabalha com limite de R$ 200 por dia. O banco ressalta que o consumidor deverá dar a autorização final para cada transação.

O jornalista Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite do Itaú
Itaú adota inteligência artificial capaz de fazer Pix via WhatsApp

Itaú adota inteligência artificial capaz de fazer Pix via WhatsApp
Fonte: Tecnoblog

OpenAI estaria atrás da Samsung para levar ChatGPT ao Galaxy AI

OpenAI estaria atrás da Samsung para levar ChatGPT ao Galaxy AI

OpenAI quer aproveitar grande fatia de mercado da Samsung para levar o ChatGPT para milhões de usuários (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI quer ser a nova fornecedora de ferramentas de inteligência artificial da Samsung, afirma o jornal sul-coreano The Korea Herald. Segundo o veículo, a empresa de IA está em conversas com a fabricante para que seu LLM GPT seja usado no Galaxy AI. Atualmente, o Galaxy AI utiliza a tecnologia do Gemini, IA generativa do Google, parceira de anos da Samsung.

A informação revelada pelo jornal é reforçada por outra negociação entre as duas empresas. No início deste ano, Sam Altman, CEO da OpenAI, visitou uma fábrica de semicondutores da Samsung na Coreia do Sul. Na época, a conversa entre as companhias envolvia o desenvolvimento de um chip da OpenAI focado em IA.

Por que a OpenAI quer ser a fornecedora do Galaxy AI?

O motivo para a empresa de IA buscar a Samsung é o gigantesco mercado de smartphones da sul-coreana. Segundo a própria Samsung, 200 milhões de aparelhos com o Galaxy AI serão vendidos até o fim do ano. Isso inclui não só os smartphones, mas também os fones de ouvido Galaxy Buds e os Galaxy Watches.

No lançamento do Galaxy AI, apenas os celulares topo de linha (Galaxy S e Galaxy Z) eram compatíveis com a ferramenta. Porém, a Samsung quer incluir o serviço de inteligência artificial nos aparelhos da linha Galaxy A. Essa linha conta com os modelos mais baratos e mais vendidos da marca.

Como aponta o site SamMobile, em alguns anos a Samsung pode atingir a marca de um bilhão de dispositivos compatíveis com o Galaxy AI — esse número inclui todo o portfólio da marca, desde produtos mobiles até notebooks. Para rivalizar com o Google, não basta para a OpenAI ter apenas suas ferramentas no Apple Intelligence.

Parceria Samsung e Google pesa na negociação

A Samsung utiliza o LLM Gemini do Google, sua parceira de anos, no Galaxy AI. A sul-coreana também é a maior fabricante de celulares e tablets Android do mundo. Essa parceria deve ser levada em conta na hora de decidir mudar ou não o LLM por trás do Galaxy AI.

É esperado que a Samsung lance um óculos de realidade aumentada em 2025. O desenvolvimento desse produto conta com apoio do Google e usará o Gemini nas ferramentas de IA do óculos. Mudar a tecnologia do Galaxy AI antes do lançamento desse produto e da nova linha Galaxy S (prevista para janeiro de 2025) pode prejudicar a estratégia da Samsung.

Com informações: SamMobile e The Korea Herald
OpenAI estaria atrás da Samsung para levar ChatGPT ao Galaxy AI

OpenAI estaria atrás da Samsung para levar ChatGPT ao Galaxy AI
Fonte: Tecnoblog

Microsoft teria acordo com editora para usar livros em treinamento de IA

Microsoft teria acordo com editora para usar livros em treinamento de IA

Microsoft seria empresa sigilosa que firmou acordo com HarperCollins (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Microsoft teria firmado um acordo com a editora HarperCollins para usar livros do seu catálogo no treinamento de IA. O acordo envolve alguns títulos de não-ficção (o Copilot não lerá Senhor dos Anéis) e os autores terão a escolha de entrar ou não no contrato. Assim, caso algum autor seja contrário à proposta, ele pode negar o uso de sua obra para o treinamento de IA.

A confirmação do acordo veio da própria HarperCollins, que apenas cita ter assinado uma parceria com uma empresa de inteligência artificial. Fontes da Bloomberg afirmam que a empresa é a Microsoft — e o histórico dela reforça isso.

A big tech vem firmando parceria com veículos de notícias para treinamento de LLM e investindo em ferramentas de IA para esse mercado. O valor negociado entre a HarperCollins e Microsoft segue um segredo. Contudo, o autor Daniel Kibblesmith (responsável por levar o caso ao público) mostrou que ele receberia o pagamento único de US$ 2.500 (R$ 14.518) por título licenciado — com validade de três anos.

Copilot será treinado com alguns títulos publicados pela HarperCollins, confirma a empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como o acordo da HarperCollins e Microsoft foi revelado?

Kibblesmith revelou o caso ao publicar o email recebido do agenciador do seu livro informando sobre o acordo da HarperCollins e “uma grande empresa de IA”. A agência explica que a parceria entre as duas companhias envolve termos gerais e já estava fechado, impedindo que autores negociassem suas condições individualmente.

A agência também explica que centenas de autores aceitaram a proposta. O email ainda repete o que foi confirmado pela HarperCollins nesta semana, dizendo que a resposta para o acordo é apenas “sim ou não”.

O email revelado por Kibblesmith ainda mostra uma contradição na história. Em nota enviada ao The Guardian, a HarperCollins explica que apenas livros de não-ficção serão usados no treinamento. Porém, a editora pede o licenciamento do livro Santa’s Husband, um livro infantil.

Email recebido por Kibblesmith diz que livro infantil será usado no treinamento de IA (Imagem: Reprodução/Bluesky)

HarperCollins em nova controvérsia com IA

Essa não é a primeira “treta” da HarperCollins com IA. Em abril, a editora firmou um acordo com a ElevenLabs, empresa de áudio gerado por IA. A parceria permitirá que livros sejam transformados em audiobooks de outros idiomas mais rapidamente, além de gerar versões em línguas que não seriam contempladas pela HarperCollins por pouca demanda.

Por outro lado, o acordo levanta o tema de que isso prejudica dubladores. O uso desse serviço pode indicar que a editora, dona do direito de obras de grandes autores, como J.R.R. Tolkien e Agatha Christie, pare de investir em audiobooks com atores renomados.

Com informações: The Guardian e Bloomberg
Microsoft teria acordo com editora para usar livros em treinamento de IA

Microsoft teria acordo com editora para usar livros em treinamento de IA
Fonte: Tecnoblog

IA na Microsoft: Copilot fica mais esperto no PowerPoint, Excel e outros apps

IA na Microsoft: Copilot fica mais esperto no PowerPoint, Excel e outros apps

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft anunciou melhorias na IA do Copilot focadas no ambiente corporativo durante o evento Microsoft Ignite.
Funcionários poderão criar agentes personalizados no SharePoint, que oferecem respostas em tempo real e podem ser compartilhados via e-mail, reuniões e chats.
Novidades incluem tradução em reuniões no Teams, criação de apresentações no PowerPoint com narrativa envolvente e nova tela inicial no Excel.

A Microsoft revelou a próxima leva de tecnologia de inteligência artificial do Copilot, agora focada no ambiente corporativo. Os agentes de Copilot serão capazes de resumir documentos compartilhados ou elaborar melhores apresentações de PowerPoint. Também poderão ajudar na gestão da agenda de cada profissional.

Os anúncios ocorrem hoje (dia 19) durante o evento Microsoft Ignite, que conta com mais de 200 mil inscritos. Algumas novidades começam a chegar agora, enquanto outras devem aparecer para os consumidores nas próximas semanas.

Não custa lembrar: Copilot é o nome de toda e qualquer IA dentro do ambiente da Microsoft. O VP do Windows, Aaron Woodman, me disse o seguinte numa entrevista exclusiva realizada em maio: “Nós temos essa crença de que a inteligência artificial serve ao propósito de auxiliar os humanos, e não o de tomar o controle de tudo. Esse nome nos ajuda a enfatizar a parceria entre os indivíduos e as ferramentas.”

Copilot

Agentes no SharePoint: Funcionários de uma empresa podem criar seus próprios agentes, que são personalizados para certos arquivos, pastas ou sites. Os agentes podem ser editados para ter um nome e comportamentos personalizados. Também podem ser compartilhados por emails, reuniões e chats, de modo que apresentem respostas em tempo real. (Disponível imediatamente)

Agente facilitador: Funciona no Microsoft Teams para a tomada de anotações e permite que os participantes mexam no documento final. Já nos chats, compartilha um resumo conforme a conversas acontecem. (Em fase de testes)

Agente de tradução: O intérprete traduz as reuniões no Microsoft Teams para até nove idiomas. De acordo com a empresa, o agente é capaz de simular a voz de que está falando. (Beta previsto para o começo de 2025)

Copilot Actions: Qualquer funcionário poderá automatizar tarefas repetitivas. Por exemplo, mandar mensagens automatizadas para membros da equipe sobre status de projetos ou preparar relatórios semanais.

PowerPoint

Criador de narrativas: Ao criar uma apresentação no PowerPoint partir de um modelo com um prompt e um arquivo de referência, o Narrative Builder do Copilot irá produzir slides com narrativa mais envolvente. A Microsoft prevê designs personalizados, notas para o apresentador, transições e animações automáticas. (Previsto para janeiro de 2025)

Tradução de slides: O Copilot irá traduzir os textos de uma apresentação em PowerPoint para mais de 40 idiomas. O design será mantido. (Previsto para dezembro na web e janeiro de 2025 no Windows e Mac)

Word

Copilot no Word combina prompt e documentos de referência (imagem: divulgação/Microsoft)

Criação de novos documentos: O usuário pode escrever um prompt e selecionar quais documentos servirão de fonte para um novo texto no Word. A inteligência ainda cita de onde veio cada dado do documento rascunhado. Também é possível usar referências de emails e de compromissos da agenda. Previsto para novembro na web e começo de 2025 no Windows e no Mac)

Resumo: Um resumo automatizado do teor do documento será apresentado no topo da página. (Disponível desde outubro)

Excel

Nova tela inicial: A Microsoft promete uma experiência inicial renovada, para que funcionários de todos os níveis de habilidade possam criar planilhas personalizadas. O Copilot vai sugerir e ajustar cabeçalhos, fórmulas e elementos visuais. (Previsto para o fim do ano)

Outlook

Assistente de agenda: O Copilot irá bloquear a agenda da pessoa para um período focado ou encontrar o melhor horário possível para uma reunião 1:1 com outro colega de trabalho. Também vai ajudar a elaborar uma pauta para a conversa. (Previsto para novembro)

No vídeo: conheça a iniciativa Copilot+ PC

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tecnoblog (@tecnoblog)
IA na Microsoft: Copilot fica mais esperto no PowerPoint, Excel e outros apps

IA na Microsoft: Copilot fica mais esperto no PowerPoint, Excel e outros apps
Fonte: Tecnoblog

OpenAI estaria preparando IA para executar tarefas no computador

OpenAI estaria preparando IA para executar tarefas no computador

OpenAI é mais uma empresa a apostar em agentes de IA para realizar tarefas (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, estaria preparando o lançamento de uma nova inteligência artificial, capaz de usar um computador de maneira independente. Com isso, ela poderia, por exemplo, reservar passagens de avião e escrever códigos.

As informações foram obtidas pela Bloomberg junto a duas pessoas com conhecimento do assunto. A IA tem, segundo elas, o codinome “Operator”. Em uma reunião com funcionários na quarta-feira (11), a OpenAI teria anunciado planos de lançar a ferramenta em janeiro de 2025, ainda em fase de preview.

Sam Altman já falou sobre agentes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A matéria da Bloomberg reforça declarações de executivos da OpenAI. Recentemente, o CEO Sam Altman participou de um Ask Me Anything do Reddit, em que usuários podem fazer perguntas a uma pessoa famosa. Em uma das respostas, Altman disse que o próximo grande avanço da IA seriam os agentes. Em outro evento, Kevin Well, chefe de produto da empresa, declarou que 2025 será o ano em que os sistemas agentes se tornarão populares.

OpenAI segue passos de Anthropic e Google

O interesse por agentes de IA, que vão além de responder a perguntas, escrever textos e gerar imagens, parece ser a mais nova tendência do setor. Em outubro, a Anthropic anunciou que a próxima versão do Claude será capaz entender o que está na tela, controlar o mouse e digitar. Isso vai depender do uso de uma API por desenvolvedores.

Outra empresa que estaria preparando uma ferramenta parecida é o Google. De acordo com uma reportagem do site The Information, a gigante das buscas deve apresentar sua solução já em dezembro de 2024.

Setor de IA está com dificuldades

As notícias de agentes capazes de realizar mais tarefas vêm em um momento em que as ferramentas de IA generativa dos últimos anos parecem ter estagnado.

Em uma reportagem da Reuters, Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI que deixou a empresa, disse que o método de treinar modelos de IA com quantidades enormes de dados sem filtro, esperando que a máquina encontre padrões, chegou ao seu limite.

Outra reportagem, da Bloomberg, afirma que OpenAI, Google e Anthropic estão tendo retornos menores e custos mais altos para criar seus próximos modelos. Além disso, os produtos em desenvolvimento não estariam atendendo às expectativas internas.

Com informações: Bloomberg, TechCrunch, The Verge
OpenAI estaria preparando IA para executar tarefas no computador

OpenAI estaria preparando IA para executar tarefas no computador
Fonte: Tecnoblog

O que é NLP? Saiba como funciona o Processamento de Linguagem Natural

O que é NLP? Saiba como funciona o Processamento de Linguagem Natural

Entenda o que é e como funciona o NLP (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Processamento de Linguagem Natural (NLP) é uma área da Inteligência Artificial que ensina um computador a entender e gerar conteúdos na linguagem humana. A tecnologia permite que a máquina analise e traduza textos, além de responder a perguntas e conversar com humanos.

Os chatbots e assistentes virtuais inteligentes são alguns exemplos do uso da tecnologia NLP de forma natural na nossa rotina. Os recursos de tradução automática em redes sociais e as ferramentas de extração de dados também se enquadram nessa categoria.

A seguir, conheça mais sobre NLP, seu funcionamento e aplicações.

ÍndiceO que é NLP (Processamento de Linguagem Natural)?Qual é a origem do NLP?Para que serve o NLP?Como o NLP funciona?Quais são as aplicações de NLP?Quais são as vantagens do NLP?Quais são as desvantagens do NLP?Qual é a diferença entre NLP e LLM?Qual é a diferença entre NLP e Machine Learning?Qual é a diferença entre NLP e Deep Learning?Quais são as principais linguagens de programação usadas no desenvolvimento de uma NLP?

O que é NLP (Processamento de Linguagem Natural)?

NLP, sigla para Natural Language Processing (Processamento de Linguagem Natural), é um ramo da Inteligência Artificial que permite que computadores compreendam e gerem linguagem humana. Essa tecnologia, baseada em Machine Learning, possibilita que máquinas aprendam a reconhecer padrões em textos e falas, criando interações mais naturais com humanos.

Qual é a origem do NLP?

O NLP teve suas raízes na década de 1950, com os primeiros sistemas de tradução automática. Os projetos usavam regras gramaticais complexas para traduzir entre idiomas, mas eram limitados pela incapacidade de lidar com a ambiguidade e nuances da linguagem natural.

O surgimento do Machine Learning, a partir dos anos 1980, trouxe novas possibilidades para o NLP. A tecnologia permitiu que os sistemas aprendessem com grande volume de dados, gerando resultados mais precisos e ferramentas para classificação de textos.

Contudo, a verdadeira revolução no NLP ocorreu com o surgimento do Deep Learning, na década de 2000. As redes neurais artificiais, inspiradas no cérebro humano, são capazes de aprender representações da linguagem humana e realizar tarefas complexas.

Para que serve o NLP?

O NLP pode ser usado para uma ampla variedade de tarefas relacionadas à interpretação da linguagem humana. Isso inclui tecnologias de classificação de dados, interações com usuários e geração de conteúdos.

Os algoritmos de NLP estão por trás de mecanismos de busca, plataformas de análise de mídia social e extração de dados. Bem como, eles são aplicados em chatbots, assistentes de voz, ferramentas de reconhecimento de fala, tradução automática e geração de linguagem natural.

Como o NLP funciona?

O funcionamento do NLP pode ser dividido em 8 etapas:

Coleta e preparação dos dados: coleta de dados de texto a partir de diferentes fontes (sites, livros, mídias sociais ou bancos de dados). Em seguida, os dados são limpos e organizados para facilitar o processamento;

Tokenização e representação: o texto é dividido em unidades menores, chamadas tokens (palavras ou frases). Depois, esses tokens são transformados em representações numéricas que os computadores podem entender;

Extração de características: nessa etapa, são identificadas as características do texto, como as palavras mais frequentes, as relações entre elas e outras formas de análise semântica;

Escolha do modelo: seleção do modelo de Machine Learning mais adequada para a tarefa que será executada, como classificar textos em categorias e gerar texto automaticamente;

Treinamento do modelo: o modelo é treinado com os dados preparados, aprendendo a identificar padrões, entidades e relações entre as palavras;

Avaliação do modelo: após o treinamento, é feito um teste do desempenho do modelo para verificar se ele está fazendo as previsões corretas;

Uso do modelo em novas tarefas: o modelo treinado pode ser usado para realizar diversas tarefas, como responder a perguntas, traduzir textos ou gerar resumos;

Melhoria contínua: o modelo é constantemente aprimorado com adição de novos dados e a utilização de técnicas mais avançadas.

Como ocorre o funcionamento do NLP (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as aplicações de NLP?

O NLP está presente em diversas áreas do nosso dia a dia, transformando como interagimos com a tecnologia. Algumas das principais aplicações incluem:

Reconhecimento de fala e texto: assistentes virtuais inteligentes e chatbots convertem dados de voz ou áudio em textos, combinando com a entrada apropriada em um banco de dados e formulando uma resposta ao usuário;

Pesquisa na internet: os mecanismos de busca usam o NLP para entender o significado das nossas palavras-chave e apresentar resultados mais relevantes;

Análise de sentimentos: empresas utilizam o NLP para entender a opinião de clientes sobre seus produtos e serviços, através da análise de comentários em redes sociais e avaliações;

Tradução automática: ferramentas de tradução online usam o NLP para traduzir textos de um idioma para outro, facilitando a comunicação entre pessoas de diferentes países;

Geração de conteúdo: a Inteligência Artificial pode gerar textos criativos, como poemas e roteiros, a partir de comandos específicos;

Moderação de conteúdo: plataformas online usam o NLP para identificar e remover conteúdos ofensivos ou inadequados, garantindo um ambiente seguro para os usuários;

Otimização para mecanismos de busca: ao entender como os mecanismos de busca funcionam, redatores e jornalistas podem criar conteúdos relevantes e atrair mais visitantes para os sites.

Exemplos de aplicações do NLP (Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Quais são as vantagens do NLP?

O NLP vem alterando como interagimos com a tecnologia, oferecendo uma série de vantagens para empresas e usuários:

Automação de tarefas repetitivas: através da análise de grandes volumes de dados textuais, o NLP automatiza tarefas como classificação de e-mails, extração de informações e resumo de artigos, liberando os profissionais para outras atividades;

Análise de dados avançados: o NLP permite identificar padrões, tendências e insights valiosos em dados textuais, possibilitando a otimização de processos, a tomada de decisões mais assertivas e o desenvolvimento de novos produtos e serviços;

Geração de conteúdo: a Inteligência Artificial pode gerar diversos tipos de conteúdos, como relatórios e até mesmo scripts, a partir de dados estruturados e não estruturados;

Melhoria da experiência do usuário: chatbots e assistentes virtuais baseados em NLP proporcionam interações mais naturais e personalizadas com os usuários, agilizando o atendimento e aumentando a satisfação dos clientes.

Quais são as desvantagens do NLP?

As ferramentas de NLP ainda apresentam algumas limitações. Entre elas, podemos destacar:

Imprecisão na geração de conteúdo: os modelos de NLP podem gerar textos com erros gramaticais, semânticos ou factuais, especialmente em tópicos complexos ou que exigem muita criatividade;

Interpretações equivocadas: a linguagem natural é ambígua e cheia de nuances, o que pode levar os modelos a fazerem interpretações incorretas. Um chatbot pode confundir um pedido de informação com reclamação, gerando uma resposta inadequada;

Dependência de dados de treinamento: a qualidade e a quantidade dos dados usados para treinar os modelos têm impacto direto no desempenho. Modelos treinados com dados tendenciosos ou incompletos podem gerar resultados enviesados;

Viés algorítmico: os algoritmos de NLP podem perpetuar e ampliar vieses presentes nos dados de treinamento. Isso pode levar a resultados e ações imprecisas ou falsas.

Qual é a diferença entre NLP e LLM?

O Processamento de Linguagem Natural (NLP) é um campo da Inteligência Artificial que atua para que os computadores compreendam, interpretem e gerem linguagem humana. Isso contribui com uma interação mais natural entre máquinas e humanos.

Os Grandes Modelos de Linguagem (LLM) são uma evolução do NLP. Os modelos de Machine Learning treinados com vastas quantidades de texto são capazes de gerar textos coerentes e contextualmente relevantes, similar aos conteúdos escritos por humanos.

Infográfico apresenta a relação entre IA, Processamento de Linguagem Natural, Grandes Modelos de Linguagem, Machine Learning e Deep Learning (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre NLP e Machine Learning?

O NLP é um ramo da Inteligência Artificial que se concentra em ensinar máquinas a entender, interpretar e gerar linguagem humana. A tecnologia usa Machine Learning para analisar grandes volumes de dados textuais e criar interações entre computadores e humanos.

Machine Learning é um subcampo da IA que capacita sistemas a aprender com dados e realizar tarefas sem serem explicitamente programados. O NLP se beneficia dos seus recursos, como algoritmos de classificação e redes neurais, para modelar a complexidade da linguagem humana.

Qual é a diferença entre NLP e Deep Learning?

O NLP é um campo da Inteligência Artificial que se dedica a ensinar máquinas a entender, interpretar e gerar linguagem humana. Isso permite que computadores realizem tarefas como traduzir textos, responder a perguntas e até mesmo escrever artigos.

Deep Learning é uma subárea do Machine Learning que usa redes neurais artificiais para aprender padrões complexos em grande volume de dados. Essas redes, inspiradas no funcionamento do cérebro humano, são capazes de aprender representações hierárquicas de dados, o que as torna ideais para tarefas como reconhecimento de imagem e voz.

Quais são as principais linguagens de programação usadas no desenvolvimento de uma NLP?

A linguagem de programação Python é a mais utilizada em projetos de NLP. Seu ecossistema rico em bibliotecas como NLTK e spaCy, o torna uma escolha popular para tarefas como tradução automática e geração de texto. Bem como, o ambiente interativo facilita o desenvolvimento rápido de modelos.

O C++ e o Java são linguagens frequentemente usadas em projetos de grande escala ou que exigem alto desempenho. Embora mais complexos, essas linguagens oferecem maior controle sobre a memória e recursos do sistema, sendo essenciais em aplicações em tempo real ou com grandes volumes de dados.
O que é NLP? Saiba como funciona o Processamento de Linguagem Natural

O que é NLP? Saiba como funciona o Processamento de Linguagem Natural
Fonte: Tecnoblog

Metade dos funcionários tem vergonha de revelar uso de IA, aponta pesquisa

Metade dos funcionários tem vergonha de revelar uso de IA, aponta pesquisa

Medo de ser visto como incompetente ou trapaceiro por usar IA deixa funcionários desconfortáveis (Imagem: Jonathan Kemper / Unsplash)

Uma pesquisa realizada pelo Slack mostra que 48% dos trabalhadores entrevistados se sentem desconfortáveis em falar para os chefes que usam inteligência artificial em pelo menos uma das tarefas comuns do trabalho.

Os entrevistados citam medo de serem vistos como trapaceiros (47%), incompetentes (46%) ou preguiçosos (46%) pelos superiores. O motivo menos mencionado é proibição do uso de IA pela empresa (21%).

Vergonha varia de acordo com aterfa (Imagem: Glenn Carstens Peters / Unsplash)

Essa vergonha é maior ou menor dependendo do tipo de tarefa. Entre as 11 opções apresentadas pela pesquisa, mensagens para superiores (34%) ou colegas (31%) estão entre as que mais preocupam os empregados. Por outro lado, resumir anotações de reuniões (20%) e escrever código (15%) estão entre as que menos causam constrangimento.

O levantamento foi feito com 17.372 trabalhadores de Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Japão, Reino Unido, Singapura, Suécia e Suíça. Nem todos os entrevistados são clientes ou usuários do Slack ou de outros produtos da Salesforce.

Brasileiros mostram menos preocupação com uso de IA

O Slack também disponibilizou dados específicos para cada país. No Brasil, parece haver menos vergonha. Entre as tarefas citadas como motivo de preocupação pelo uso de IA, a maior é escrever mensagens para o chefe (23%, contra 34% nos resultados globais), enquanto escrever código é a menos citada (5%, contra 15% nos resultados globais).

Entre os trabalhadores brasileiros, também surge um motivo diferente para este desconforto: preocupação em perder o emprego ou ser substituído é o terceiro mais citado.

Mais dados da pesquisa

Além do desconforto dos funcionários com usar IA no trabalho, a pesquisa do Slack traz pontos interessantes.

Entre executivos, 99% dizem que vão investir em IA e 97% sentem urgência em incorporar IA às operações de suas empresas.

O uso de IA no trabalho passou de 32% para 36% entre março de 2024 e agosto de 2024, mas quase não houve crescimento nos EUA (de 32% para 33%) e na França (de 31% para 33%).

O número de entrevistados empolgados com a IA caiu de 47% para 41% no mesmo período.

Os funcionários gostariam de usar o tempo ganho com o uso de IA para realizar mais atividades não relacionadas ao trabalho e também em aprendizado; no entanto, este tempo é quase sempre usado para tarefas administrativas e mais trabalho em projetos já existentes.

Com informações: Slack, Axios

Metade dos funcionários tem vergonha de revelar uso de IA, aponta pesquisa

Metade dos funcionários tem vergonha de revelar uso de IA, aponta pesquisa
Fonte: Tecnoblog

Instagram testa IA que gera foto de perfil para o usuário

Instagram testa IA que gera foto de perfil para o usuário

Instagram testa IA que gera foto de perfil para o usuário (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Muita gente tem usado fotos modificadas ou inteiramente criadas a partir de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa como imagem de perfil nas redes sociais. Ciente disso, a Meta está testando uma ferramenta própria para geração dessas imagens no Facebook e, principalmente, no Instagram.

Um recurso como esse pode fazer sentido para a Meta, por diversas razões. Para começar, a ferramenta deve atender a usuários que querem ter imagens mais chamativas ou criativas no perfil e que, para isso, usam ferramentas de terceiros para editá-las.

Além disso, essa seria uma forma de a Meta não ficar para trás em relação aos concorrentes. Outras redes sociais, como TikTok e Snapchat, já oferecem recursos de IA para imagens de perfil.

Por fim, a Meta tem colocado inteligência artificial em quase tudo. Vide a Meta AI que já se integra ao WhatsApp, Instagram e Facebook, por exemplo. Nesse sentido, por que não criar uma função de IA para uma tarefa mais específica (neste caso, imagens para perfis)?

Como funciona a IA para perfis do Instagram

Usando o X/Twitter, Alessandro Paluzzi, desenvolvedor especializado em encontrar recursos futuros em aplicativos, descobriu que a função em teste aparece na área de editar perfil do Instagram. Por ali, ele encontrou uma nova opção chamada “Criar uma imagem de perfil com IA” (em tradução livre).

Botão para gerar imagem de perfil com IA no Instagram (imagem: Alessandro Paluzzi/X)

Ao tocar nesse botão, o usuário pode então aplicar efeitos criativos de edição na imagem de seu perfil usando IA. Só não está claro ainda se qualquer foto da galeria pode ser enviada para esse recurso ou se a novidade funciona apenas com uma foto de perfil já publicada.

Há rumores de que a Meta está preparando um função similar para o Facebook e o WhatsApp, mas parece que o Instagram irá receber o recurso primeiro, ainda que não se saiba exatamente quando.

Por ora, tudo não passa de um teste fechado. Nele, é possível que a Meta esteja avaliando não só o funcionamento técnico da ferramenta, mas também se vale a pena levar a ideia adiante. Convém analisar, por exemplo, se o recurso não facilitará a proliferação de perfis falsos no Instagram.

De todo modo, a Meta vive batendo na tecla do engajamento no Instagram para justificar implementações questionadas pelos usuários. Se imagens de perfis geradas por IA podem contribuir com esse aspecto, é provável que a Meta siga mesmo por esse caminho.

Com informações: ReadWrite
Instagram testa IA que gera foto de perfil para o usuário

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Fonte: Tecnoblog

Prova de humanidade da World ID começa a funcionar no Brasil

Prova de humanidade da World ID começa a funcionar no Brasil

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A World ID, da startup Tools for Humanity, inicia a verificação de humanidade em São Paulo, a partir de 13/11, para pessoas com mais de 18 anos.
O dispositivo Orb captura imagens do rosto e da íris, convertendo-as em um certificado digital sem armazenar a fotografia original.
Potenciais usos da World ID incluem a diferenciação de humanos e bots, verificação de conta única e prevenção de perfis falsos.

A startup Tools for Humanity anuncia hoje a chegada oficial do serviço de verificação de humanidade World ID ao Brasil. As pessoas com mais de 18 anos poderão fazer a checagem totalmente gratuita a partir da quarta-feira (dia 13/11). Serão mais de dez pontos de verificação espalhados pela capital paulista.

A ideia da Fundação World, responsável pelo protocolo World, é diferenciar as interações humanas daquelas feitas por máquinas. Num momento de explosão da inteligência artificial pelo planeta, a World acredita que a verificação de humanidade será relevante diante de desafios como os deepfakes, deep nudes e fraudes de identificação, entre outros golpes.

O assunto é polêmico por causa das dúvidas sobre biometria e privacidade. A World tem entre seus fundadores Sam Altman, o CEO da OpenAI.

O CEO da OpenAI quer escanear a sua íris (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Como funciona o World ID?

Para verificar sua humanidade, a pessoa primeiro precisam baixar o World App e realizar um compromisso presencial num dos locais de verificação em São Paulo.

O curioso e futurístico dispositivo Orb captura uma imagem em alta resolução do rosto do usuário e outra dos olhos do usuário, para produzir a chamada textura da íris. Essa participação é totalmente voluntária e gratuita. Todo o procedimento leva cerca de 2 minutos.

A Tools for Humanity explica que a imagem da íris é convertida num certificado digital, de modo que as partes envolvidas no projeto não ficam com a fotografia original. Em vez disso, é como se um hash fosse associado ao usuário. “O World ID verifica a humanidade e a singularidade, não a identidade.”

Todo usuário que se cadastra no World ID recebe cerca de 50 tokens – inicialmente 25, e mais outros 25 com o passar do tempo.

Tools for Humanity realiza evento com jornalistas em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O gerente da operação no Brasil, Rodrigo Tozzi, explica que os dados criptografados são enviados da Orb para o smartphone da pessoa. Na sequência, todas as informações são imediatamente apagadas. Os esclarecimentos foram feitos num evento em São Paulo, do qual o Tecnoblog participou.

O projeto ainda envolve o protocolo World, a blockchain World Chain e a moeda Worldcoin (WLD), que é um token digital emitido a todos os participantes da rede.

Usos da World ID

Ainda de acordo com Tozzi, alguns dos potenciais usos da World ID são:

Diferenciar humanos de bots

Verificação de conta única

Recompensas e ações exclusivas em jogos

Em encontros, maximizar conexões de qualidade

Prevenção de perfis falsos

Prevenção de contas falsas e bots

Os números da World no mundo

Orbe da World vista de lado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

7 milhões de humanos verificados

16 milhões de usuários do aplicativo World App

902 Orbs

Presença no Brasil

O World ID foi apresentado no Brasil pela primeira vez em julho de 2023, quando as Orbs fizeram uma espécie de turnê global. O dispositivo de captura de imagem passou por mais de 20 países e apresentou uma prévia dessa tecnologia.
Prova de humanidade da World ID começa a funcionar no Brasil

Prova de humanidade da World ID começa a funcionar no Brasil
Fonte: Tecnoblog