Category: Inteligência Artificial

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.

O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.

Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.

Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?

A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.

Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.

O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.

Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fatura bilionária da IA

Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.

Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.

Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.
Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão
Fonte: Tecnoblog

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

O NotebookLM é um assistente de pesquisa desenvolvido pelo Google que utiliza inteligência artificial avançada para analisar e resumir documentos. A ferramenta transforma arquivos pessoais complexos em uma base de conhecimento organizada, facilitando a extração de insights de grandes volumes de informações.

O principal diferencial da plataforma é a “ancoragem” de dados: todas as respostas geradas pela IA são acompanhadas de citações diretas das fontes originais. Esse mecanismo confere uma precisão técnica superior, garantindo que o usuário possa validar cada ponto levantado com total transparência e confiabilidade.

A seguir, conheça mais sobre o NotebookLM, seu funcionamento e aplicações comuns. Também saiba os pontos fortes e fracos do assistente virtual.

ÍndiceO que é o NotebookLM? Como funciona o NotebookLMPara que serve o NotebookLM?O NotebookLM é gratuito?Quais são as vantagens do NotebookLM?Quais são as desvantagens do NotebookLM?Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini? Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?

O que é o NotebookLM? 

O NotebookLM é um assistente virtual de notas e pesquisa do Google Labs que utiliza inteligência artificial, especificamente o modelo Gemini 1.5 Pro, para interagir com documentos. A ferramenta otimiza o fluxo de trabalho ao analisar, resumir e gerar insights automáticos diretamente a partir das fontes enviadas pelo usuário.

Como funciona o NotebookLM

O NotebookLM opera por meio da tecnologia de Geração Aumentada por Recuperação (RAG), conectando o modelo Gemini diretamente aos arquivos enviados pelo usuário. O sistema realiza o processamento multimodal, analisando integradamente conteúdos em texto, vídeos do YouTube e áudios.

A inteligência artificial fica “ancorada” exclusivamente nesse repositório pessoal, sem buscar respostas externas na internet ou inventar dados. Quando o usuário faz uma pergunta, a ferramenta cruza as fontes salvas para gerar respostas precisas e sempre acompanhadas de citações diretas.

O assistente expande a produtividade ao transformar essas interações em notas, suportando uma base de conhecimento de até 25 milhões de palavras. Além disso, recursos avançados geram automaticamente guias de estudo, cronogramas e resumos em áudio no formato podcast.

Todo esse ecossistema funciona sob rígidos critérios de privacidade, garantindo que os dados inseridos nunca sejam utilizados para treinar os modelos públicos do Google. O resultado é um assistente sob medida focado apenas no universo de informações fornecido pelo usuário.

Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

Para que serve o NotebookLM?

O NotebookLM serve como um assistente virtual de pesquisa que transforma documentos em uma base de conhecimento interativa. Confira as principais utilidades da ferramenta:

Estudo e materiais didáticos: facilita a compreensão de temas complexos e gera automaticamente questionários, cronogramas e guias personalizados baseados em PDFs ou gravações;

Análise profissional e citações: permite que pesquisadores e equipes de negócios façam varreduras em artigos ou relatórios, exibindo respostas com fontes exatas para evitar erros de informação;

Brainstorming e novos formatos: conecta ideias soltas em painéis digitais e converte textos em materiais dinâmicos, como resumos estruturados e podcasts gerados por IA;

Otimização de rotinas educativas: agiliza o planejamento de aulas ao transformar pilhas de arquivos acadêmicos em esboços de apresentações e roteiros didáticos de apoio;

Suporte técnico e integração: ajuda novos funcionários a localizarem dados em manuais extensos e abastece equipes com respostas rápidas sobre especificações complexas de produtos.

O NotebookLM é gratuito?

Sim, o NotebookLM é gratuito para qualquer usuário com uma conta Google ativa, oferecendo acesso total às principais funções de IA. Essa versão padrão permite criar até 100 cadernos de notas e realizar pesquisas diárias avançadas sem custo.

Para demandas corporativas e profissionais, a plataforma disponibiliza planos pagos com limites ampliados e recursos de colaboração em equipe. Essas assinaturas premium expandem a capacidade de armazenamento e ativam o suporte para até 600 fontes por projeto.

NotebookLM oferece uma ampla variedade de ferramentas, incluindo resumos em áudio e vídeo (imagem: reprodução/Google)

Quais são as vantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fortes do NotebookLM:

Processamento multimodal: aceita e cruza múltiplos formatos como PDFs, vídeos do YouTube e áudios, graças à capacidade do modelo Gemini de processar até 25 milhões de palavras por projeto;

IA ancorada com citações: se baseia exclusivamente nos arquivos enviados para gerar as respostas com maior precisão, exibindo o trecho exato da fonte para validação e evitando informações falsas;

Resumos interativos em áudio: transforma relatórios e textos densos em podcasts dinâmicos gerados por IA, facilitando o consumo de dados complexos de forma leve;

Gerador de estudos e guia interativos: cria instantaneamente materiais didáticos como flashcards, questionários e painéis de notas, explicando conceitos passo a passo como um mentor personalizado;

Foco em privacidade e economia: reúne recursos avançados de análise de dados sem custos, assegurando contratualmente que as informações enviadas nunca serão utilizadas para treinar os modelos públicos do Google.

Quais são as desvantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fracos do uso do NotebookLM:

Risco de ilusão do aprendizado: os resumos e áudios gerados automaticamente podem criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, simplificando nuances conceituais e interpretações mais profundas dos textos originais;

Flutuações de contexto e falhas: ao lidar com grandes volumes de dados, a IA pode sofrer com “cegueira contextual”, deixando de cruzar informações cruciais ou falhando em localizar trechos específicos entre múltiplos arquivos;

Limitações nos resumos em áudio: os podcasts gerados pela IA ainda apresentam falhas de sotaque, dinâmicas repetitivas em discussões longas e, eventualmente, focam em pontos triviais em vez dos dados relevantes;

Silos isolados e barreiras de formatos: os cadernos de notas não se comunicam entre si e a ferramenta impõe restrições para alguns formatos do cotidiano corporativo, como planilhas complexas, imagens e códigos de programação.

NotebookLM auxilia na criação de resumos interativos por meio do processamento multimodal, mas ainda pode apresentar “cegueira contextual” e ignorar tópicos importantes (imagem: reprodução/Google)

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini? 

O NotebookLM é um assistente focado em pesquisa e notas que funciona ancoradamente, analisando exclusivamente os documentos e links enviados pelo usuário. Seu objetivo é cruzar dados restritos e gerar resumos e áudios com citações diretas, sem recorrer ao conhecimento externo.

O Gemini é um modelo de inteligência artificial de uso geral do Google, treinado com uma base ampla de dados públicos da internet. Ele atua de forma aberta e multifuncional na web e no celular, sendo ideal para criar conteúdos do zero, programar e buscar informações.

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?

O NotebookLM é o assistente de notas do Google projetado para funcionar de forma ancorada, analisando estritamente os arquivos e links que o usuário envia. Ele atua como um bibliotecário virtual que gera resumos e áudios baseados apenas no material compartilhado, exibindo citações diretas para evitar alucinações.

O ChatGPT é o chatbot multifuncional da OpenAI, treinado com uma gigantesca base de dados públicos da internet e alimentado por inteligência artificial generativa. Ele opera de forma aberta e generalista, sendo ideal para solucionar problemas amplos, programar códigos e criar textos criativos.
O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google
Fonte: Tecnoblog

Alexa do Brasil ganha nova voz e fica mais inteligente

Alexa do Brasil ganha nova voz e fica mais inteligente

Amazon faz lançamento da Alexa+ em evento na capital paulista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Amazon lançou a Alexa+, uma versão mais inteligente da assistente virtual Alexa no Brasil, que utiliza inteligência artificial generativa para melhorar a compreensão e resposta a comandos.
A Alexa+ estará inclusa no serviço Prime ou poderá ser assinada por R$ 99 por mês, e oferece recursos como nova voz mais natural, conversas mais fluídas e capacidade de entender comandos complexos.
A nova assistente virtual é capaz de realizar tarefas como resumir documentos, interagir com serviços de streaming e realizar compras por voz, com recursos que dependem do aplicativo da Alexa no telefone.

A Alexa brasileira está ficando mais inteligente: a Amazon anuncia a chegada da Alexa+, serviço que se vale de inteligência artificial generativa para dar novas habilidades – e até uma nova voz, mais natural – à assistente que todos conhecem. A nova ferramenta estará inclusa no Prime ou terá preço avulso de R$ 99 por mês (sim, eu chequei com executivos e este valor está correto).

O Tecnoblog já havia revelado os testes realizados com consumidores locais para a liberação da Alexa+. A ideia da Amazon era checar se a assistente de IA entendia bem as perguntas feitas em português e se dava respostas condizentes. Menos de um mês depois, a tecnologia chega ao mercado. O anúncio ocorre num evento em São Paulo, para jornalistas, influenciadores e convidados.

A diretora-geral Talita Bruzzi Taliberti comemorou a novidade: “a Alexa+ é fruto do trabalho para entregar a melhor experiência ao nosso consumidor”. O trabalho de localização para o português incluiu o aprendizado de sotaques, gírias, expressões e formas de falar do brasileiro. Ela compreende quando um mineiro solta um “trem” sem necessariamente significar o meio de transporte.

Como funciona a Alexa+?

Alexa+ roda em diversos dispositivos Echo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu participei do anúncio global da Alexa+, em fevereiro de 2025, nos Estados Unidos. Na ocasião, os executivos bateram na tecla de que a ferramenta pode utilizar diferentes modelos, dependendo do que o usuário deseja fazer. O benefício está na melhor compreensão de instruções complexas, que fogem do “timer de 15 minutos” ou “qual a previsão do tempo”.

Já na demonstração durante um evento em São Paulo, realizado em 18/06, os executivos reforçaram que a assistente está mais conversacional. A ferramenta também mantém conversas mais naturais, sem precisar repetir o nome da Alexa no início de cada nova interação. Segundo a Amazon, ela também consegue entender o momento de parar de responder.

Alexa+ rodando em um Echo Show (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Por exemplo, a Alexa+ sabe o que está na tela do Prime Video e dá respostas referentes àquele conteúdo, o que deve encantar os cinéfilos e seriemaníacos de plantão.

Outra funcionalidade tem a ver com documentos externos: o usuário pode enviar anexos pelo aplicativo da Alexa. O sistema escaneia, depreende as informações principais e pode realizar ações por conta própria, como enviar um resumo por email, adicionar itens à lista de compras ou criar novos compromissos no calendário. Alguns recursos dependem do aplicativo da Alexa no telefone, que recebe interface diferenciada, com cara de chatbot, quando o serviço premium é ativado.

Por fim, os consumidores devem notar que a nova Alexa se lembra das suas preferências expressas durante as interações. Ela grava suas restrições alimentares, quantos filhos você possui, e essencialmente qualquer coisa que a ajude a dar respostas melhores no futuro. Isso não existe na Alexa tradicional.

Alexa+ lembra de preferências e interações passadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA generativa

A Alexa+ roda mais de 70 modelos de inteligência artificial. A cada nova frase ou comando, um sistema de orquestração decide qual tecnologia utilizar para dar a melhor resposta possível.

Nas demonstrações que vimos na capital paulista, foi possível notar que, conforme as nossas frases ficam mais complexas, a Alexa+ leva mais tempo para responder. Às vezes é necessário esperar alguns bons segundos até que ela dê um retorno. Em outras palavras, deixa de ser instantâneo.

Alexa, peça um Uber

Uber no Alexa+ (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um dos pontos altos do evento em São Paulo foi o uso da Alexa para pedir um carro na Uber. Os sistemas ficam integrados e basta dizer o endereço para o qual você deseja ir. Por meio da interação de voz e os cards na tela do Echo Show, a assistente repete os endereços de origem e destino, informa a tarifa e pede a confirmação do consumidor.

Eu notei que o cliente precisa expressar muito claramente que deseja concluir aquela transação. O mesmo vale para a compra de produtos no marketplace da Amazon, que pode ser feita via comando de voz. Os representantes da empresa explicaram que a assistente digital reconhece a voz ou imagem do usuário antes de fazer o pedido – um alívio para quem tem criança travessa em casa.

Como obter o acesso antecipado?

Michele Butti e Talita Bruzzi Taliberti, executivos da Amazon (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Amazon inicia hoje o acesso antecipado. Existem duas possibilidades: inscrever-se com um dispositivo que você já possua ou comprar um novo produto das linhas Echo e Fire TV. Para se candidatar, é necessário entrar numa página especial ou dar o comando “Alexa, quero Alexa+”.

De acordo com a empresa, 98% dos dispositivos Echo no mercado brasileiro são compatíveis com a Alexa+. Os novos Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio “foram projetados para Alexa+, com mais poder de processamento e sensores avançados”.

Relembre o anúncio global da Alexa+

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Amazon
Alexa do Brasil ganha nova voz e fica mais inteligente

Alexa do Brasil ganha nova voz e fica mais inteligente
Fonte: Tecnoblog

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)

Resumo

O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos
Fonte: Tecnoblog

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

KPMG foi fundada em 1987 e é uma das maiores consultorias do mundo (foto: Juan Sebastian Vasquez/Pexels)

Resumo

A consultoria KPMG retirou do ar um relatório sobre IA após a descoberta de que o documento continha informações falsas geradas por IA.
O arquivo atríbuia projetos de IA a organizações como o banco suíço UBS e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.
Segundo o Financial Times, a KPMG comunicou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

A consultoria holandesa KPMG retirou de circulação um relatório sobre inteligência artificial após a descoberta de que o próprio documento continha alucinações geradas por IA. O estudo sobre os benefícios da tecnologia apresentava exemplos que nunca existiram.

O relatório, intitulado “Redefinindo a excelência na era da IA agêntica”, analisava a adoção da IA por empresas ao redor do mundo. No entanto, o documento dizia que organizações como o banco suíço UBS, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e as Ferrovias Federais Suíças (SBB) já aplicavam serviços de IA na sua rotina.

Segundo o Financial Times, as informações eram totalmente falsas ou exageradas. Em um dos exemplos, a KPMG afirmava que o UBS utilizava agentes de IA para consultoria de investimentos, gestão de riscos e monitoramento regulatório. O banco afirmou que a descrição era “factualmente incorreta”.

Em outros trechos, de acordo com o jornal britânico, as alegações pareciam ter sido construídas a partir de comunicados reais, mas citavam funcionalidades e aplicações de IA que nunca foram anunciadas por essas organizações.

Estudo continha alucionações de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As inconsistências foram identificadas pela GPTZero, empresa especializada em detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial. Segundo os pesquisadores, os exemplos apresentavam características típicas de alucinações de modelos de IA.

Ao Financial Times, a KPMG informou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

“Esperamos que todos os nossos funcionários sigam nossas diretrizes sobre o uso responsável da IA, incluindo supervisão humana para validar o conteúdo e verificar fontes independentes”, afirmou um porta-voz da consultoria.

Caso parecido já aconteceu antes

O episódio se soma a uma lista curiosa. No final do ano passado, a famosa consultoria Deloitte passou pela mesma situação – duas vezes. 

Em outubro, a Deloitte abriu mão de parte do pagamento recebido do governo australiano após identificar que um relatório entregue pela consultoria continha erros de IA, incluindo citações, referências e fontes que não existiam.

Um mês depois, em novembro, a empresa entregou um relatório com citações e estudos acadêmicos que não existem ao setor público do Canadá.
Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA
Fonte: Tecnoblog

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e é desmascarado em horas

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e é desmascarado em horas

Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A prefeitura do Rio de Janeiro está envolvida numa polêmica tecnológica internacional desde a sexta-feira, quando anunciou o lançamento do modelo de inteligência artificial Rio 3.5 Open, com 397 bilhões de parâmetros. A novidade ganhou as discussões na web por supostamente superar outros modelos de referência. No entanto, a própria prefeitura admitiu que se trata da reutilização de modelos já existentes, o que levou a muitas críticas.

Entenda o caso

O IplanRio é a empresa pública carioca de informática. Ela atua no desenvolvimento de várias soluções e plataformas que atendem às necessidades dos moradores da cidade. Mais recentemente, o IplanRio decidiu entrar no campo da inteligência artificial generativa, desenvolvendo uma família de modelos de linguagem de grande porte batizada de Rio Open, construída a partir de modelos de código aberto. A iniciativa foi apresentada pela primeira vez em abril, durante o III Ciclo do Sandbox.Rio, projeto da prefeitura para testar tecnologias emergentes.

A organização soltou o modelo Rio 3.5 Open na última sexta-feira (12/06), com a ideia de oferecer uma solução de IA de uso público, com licença permissiva MIT, que pudesse ser utilizada por outros órgãos de governo e pesquisadores. Isso reduziria a dependência de plataformas privadas e colocaria o debate de soberania tecnológica no âmbito municipal. O projeto teve o custo total de R$ 500 mil, segundo informado pelo município.

A partir daí, os entendidos e entusiastas começaram a conversar nas redes sociais – em especial o X – sobre o que estava por trás do modelo. Como ele conseguia resultados tão robustos em benchmarks como o IMOAnswerBench, superando o Qwen, modelo da Alibaba que serviu de base para o projeto, entre outros?

A polêmica da cópia

Por ser um modelo aberto, qualquer um pode rodá-lo em sua máquina para fazer averiguações independentes. Foi exatamente este o procedimento adotado por vários usuários, que perceberam, por exemplo, que o Rio 3.5 Open que dizia ser o “Nex, da Nex-AGI” quando eram retirados os system prompts. Estas instruções ficavam embutidas no modelo e forçavam que ele se identificasse como “Rio”, além de adotar a identidade da prefeitura. Sem esse disfarce, o modelo revelava sua verdadeira origem.

Aqui é preciso compreender que, como o Nex-N2-Pro e o Qwen3.5-397B foram publicados sob licença de código aberto, qualquer um pode modificá-los e reutilizá-los como quiser. Faz parte do jogo. O problema estaria na falta dos devidos créditos.

Além disso, a prefeitura do Rio disse que havia feito o método de destilação. Na realidade, porém, as investigações na web mostram que foi publicado apenas um merge bruto, uma mistura matemática dos dois modelos, sem qualquer treinamento adicional.

Pesquisadores abriram os pesos do modelo camada por camada. Eles encontraram uma colinearidade de 0,99 com uma combinação fixa de 60% Nex e 40% Qwen em todas as camadas analisadas. Esse padrão é matematicamente impossível de ocorrer por coincidência em um modelo que passou por treinamento real.

Prefeitura pede desculpas

IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)

Ao longo do domingo, a página do modelo no Hugging Face ganhou uma nova descrição. Ela assumia o merge feito por meio de operações matemáticas simples, sem treinamento do zero. O trabalho da equipe do IplanRio teria sido o de aplicar, sobre esse merge, uma técnica chamada On-Policy Distillation, em que o modelo combinado aprende a imitar as respostas de um modelo ainda mais potente.

O problema é que, segundo a própria prefeitura, o arquivo publicado era uma versão intermediária (o merge sem a destilação). Com base nas informações disponíveis até o momento, não é possível confirmar se essa etapa de distilação chegou a ser concluída ou se nunca existiu de fato.

A reação do órgão causou ainda mais revolta por citar o upload por engano de um arquivo incorreto. A explicação te convence? Conte pra gente nos comentários.

Por fim, o IplanRio pediu desculpas pela confusão. Nós estamos tentando contato com a empresa e vamos atualizar este texto caso recebamos uma resposta.
Rio lança modelo de IA, sofre críticas e é desmascarado em horas

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e é desmascarado em horas
Fonte: Tecnoblog

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional
Fonte: Tecnoblog

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.

Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.

O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.

Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?

A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.

Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.

Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.

Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que o vírus rouba e como domina os servidores?

Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.

Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.

Como se proteger?

Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.

Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).
Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores
Fonte: Tecnoblog

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.

A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.

Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.

A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.

IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial

Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.

Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).

O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)

Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.

Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.
Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas
Fonte: Tecnoblog

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.

O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.

Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.

A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.

ÍndiceO que é Nano Banana?De onde vem o nome Nano Banana? Para que serve o Nano Banana?Como funciona o Nano Banana O Nano Banana é gratuito?Quais são as vantagens do Nano Banana? Quais são as desvantagens do Nano Banana? Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O que é Nano Banana?

O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.

De onde vem o nome Nano Banana? 

O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.

Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)

Para que serve o Nano Banana?

O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.

A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.

Como funciona o Nano Banana 

O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.

Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.

Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.

O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.

O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana é gratuito?

Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.

Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.

O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

Quais são as vantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:

Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;

Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;

Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;

Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;

Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.

Quais são as desvantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fracos do Nana Banana:

Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;

Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;

Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;

Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;

Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.

O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)

Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? 

O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.

O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.

Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? 

O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.

O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.

Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.

O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.
Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google
Fonte: Tecnoblog