Category: Inteligência Artificial

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.

O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.

Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.

A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.

ÍndiceO que é Nano Banana?De onde vem o nome Nano Banana? Para que serve o Nano Banana?Como funciona o Nano Banana O Nano Banana é gratuito?Quais são as vantagens do Nano Banana? Quais são as desvantagens do Nano Banana? Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O que é Nano Banana?

O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.

De onde vem o nome Nano Banana? 

O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.

Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)

Para que serve o Nano Banana?

O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.

A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.

Como funciona o Nano Banana 

O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.

Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.

Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.

O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.

O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana é gratuito?

Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.

Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.

O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

Quais são as vantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:

Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;

Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;

Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;

Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;

Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.

Quais são as desvantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fracos do Nana Banana:

Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;

Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;

Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;

Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;

Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.

O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)

Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? 

O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.

O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.

Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? 

O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.

O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.

Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.

O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.
Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google
Fonte: Tecnoblog

Zabbix prepara lançamento de versão 8.0, aplicativo para celular e marketplace

Zabbix prepara lançamento de versão 8.0, aplicativo para celular e marketplace

Conferência em São Paulo (SP) teve apresentação dos planos da Zabbix para os próximos meses (imagem: divulgação)

A Zabbix prepara o lançamento do Zabbix 8.0 LTS para o terceiro trimestre de 2026. O software de monitoramento de infraestrutura e serviços de TIC caminha para se tornar ainda mais abrangente em termos de observabilidade, com mais recursos para acompanhar eventos complexos, nuvens públicas e até mesmo uso de serviços de inteligência artificial.

“Não é só um lançamento. É um marco, praticamente um novo produto”, disse Alexei Vladishev, CEO e fundador da companhia, durante a Zabbix Conference Latam 2025, em São Paulo (SP).

O Zabbix 8.0 está sendo construído tendo quatro pilares: inteligência artificial, processamento de eventos complexos (CEP), monitoramento de desempenho de aplicações (APM) e escalabilidade. “Estamos dando os primeiros passos na observabilidade, mas acreditamos que são passos importantes”, avalia Vladishev.

“A 8.0 coloca o Zabbix em outro campo de jogo. Ela move a nossa atuação para outro lugar. Eu deixo de monitorar logs com o Zabbix e passo a gerenciar logs com o Zabbix, o que é outro universo”, observa Luciano Alves, CEO da Zabbix no Brasil. “Nosso posicionamento geral é ser uma plataforma universal, ser a plataforma definitiva de coleta e análise de dados, de monitoramento e observação.”

Quais são as novidades do Zabbix 8.0?

Zabbix vai englobar IA e novas ferramentas sem deixar para trás seus princípios open source (imagem: divulgação)

Um dos assuntos mais quentes da tecnologia nos últimos anos, a IA estará presente de modo marcante na próxima atualização do Zabbix. A tecnologia vai funcionar em um novo assistente de manutenção e auxiliar na criação de gatilhos, entendendo perguntas e comandos escritos de modo natural. O painel do sistema também terá um widget de chatbot para tirar dúvidas rápidas.

Não para por aí. O Zabbix 8.0 terá monitoramento de uso de serviços de provedores como OpenAI, Claude e Copilot. A ferramenta chega em um momento em que muitas empresas precisam lidar com custos cada vez mais altos de tokens de IA.

O software também vai oferecer um conector para agentes de IA, baseado no Model Context Protocol (MCP), padrão aberto para comunicação entre modelos, bancos de dados, ferramentas e serviços. Com isso, será possível automatizar tarefas e relatórios.

“A interface MCP para o Zabbix permitirá que ele seja conectado com facilidade ao ecossistema de agentes de IA para automações, diferentes fluxos de trabalho e muitas coisas diferentes”, explica Vladishev, em entrevista.

O processamento de eventos complexos (CEP) é outro aspecto importante da próxima versão do Zabbix. Ele permitirá identificar, entre todos os serviços, equipamentos e aplicações monitorados, o que é mais importante para a infraestrutura de TI da organização.

Com os recursos de CEP, será possível criar regras para encontrar padrões e correlações nos valores monitorados, bem como desfazer duplicatas nos dados. Isso significa uma ajuda na hora de entender o que é a causa e o que são os sintomas de um determinado problema.

O monitoramento de desempenho de aplicações (APM) da versão 8.0 vai ajudar a entender por que ferramentas do sistema estão lentas ou não estão funcionando direito. Isso será possível unindo identificadores temporais (timestamps) e dados estruturados em novo formato, usando JSON, que pode receber informações de múltiplas origens.

A ideia é observar o timing dos eventos das aplicações e, assim, identificar quais são os gargalos de desempenho dos sistemas. Para isso, o Zabbix 8.0 oferecerá visualizações em traçados, métricas e logs.

A plataforma permitirá, inclusive, criar uma base de dados com informações históricas organizadas em JSON, que pode funcionar como ponto de partida para análise e diagnóstico de problemas passados. Outra novidade é o acesso de dados de streaming da OpenTelemetry pelo Zabbix Proxy.

Para acompanhar tantos recursos novos, a interface do Zabbix 8.0 trará melhorias em relação à acessibilidade e à usabilidade, contando com uma aparência atualizada.

Uma dessas melhorias são as visualizações customizáveis de dados (customizable data views). Com elas, será possível selecionar tags para acompanhar informações específicas. As tags também podem ser importadas de outras bases de dados de forma dinâmica, dando mais contexto às visualizações.

Na interface atualizada, haverá formas de combinar dados, texto e macros, facilitando a compreensão do que está sendo monitorado. A ferramenta de filtros também ficará mais fácil de usar, contando com uma separação clara entre as informações desejadas e as opções de visualização.

Os widgets do painel receberão controles e opções extras, como a possibilidade de maximização. O Zabbix 8.0 trará ainda um widget de gráfico de dispersão, permitindo cruzar diferentes dados e encontrar correlações entre itens, agilizando diagnósticos, solução de problemas e medidas de prevenção.

Configurar os painéis também vai ficar mais fácil na nova versão do software, graças à possibilidade de importar e exportar layouts. Assim, será possível salvar os ajustes favoritos e recuperá-los posteriormente.

Zabbix prepara aplicativo móvel e marketplace

A versão 8.0 do Zabbix é apenas uma das novidades nas quais a empresa trabalha mirando os próximos meses. A lista inclui um aplicativo móvel para Android e iOS, ferramenta bastante aguardada pela comunidade. Ele permitirá o gerenciamento de problemas sem depender de um computador, facilitando a solução de problemas mesmo longe do ambiente de trabalho.

Para isso, o app contará com notificações instantâneas, avisando quando alguma métrica monitorada estiver fora do esperado. Mesmo em uma tela menor, o Zabbix móvel oferecerá uma visualização agregada de múltiplos servidores.

O aplicativo terá compatibilidade tanto com o Zabbix on-premise quanto com a versão cloud do software de monitoramento. A conexão entre o smartphone e o sistema é feita de modo seguro, por um túnel de acesso – nem mesmo a Zabbix consegue saber quais dados foram acessados pelo celular.

“O aplicativo móvel do Zabbix foi realmente impulsionado pelo que ouvimos da comunidade”, conta Vladishev. O CEO também observa que alguns desenvolvedores chegaram a criar seus próprios aplicativos para a plataforma, mas isso não é o ideal. “Clientes empresariais maiores estão interessados em um bom nível de suporte e em altos padrões de qualidade. É por isso que decidimos implementar nosso próprio aplicativo.”

Outra novidade que a empresa prepara é um marketplace de soluções criadas pela comunidade, por parceiros ou por desenvolvedores independentes. Alguns exemplos são um mapa de calor de incidentes, um visualizador de topologia de rede e um incidente de IA. Essas ferramentas poderão ser disponibilizadas de modo gratuito ou pago, a critério do criador da extensão.

“O objetivo principal do marketplace é conectar usuários e fornecedores, empresas ou indivíduos que desenvolvem soluções adicionais para o Zabbix”, explica Vladishev. “Eu acho que o produto será muito mais forte, porque poderá ser impulsionado por diferentes soluções disponíveis no marketplace.”

O aplicativo móvel e o marketplace se somam a outras partes do ecossistema Zabbix para formar um conjunto abrangente, que vai muito além de um mero software de monitoramento.

A solução inclui a Zabbix Academy, que passou a contar com cursos em português e espanhol no mês de maio de 2026. Além disso, a companhia oferece treinamentos profissionais com quatro níveis de certificação possíveis, bem como serviços profissionais de consultoria, migração, implementação do zero e integração com ecossistemas.

A Zabbix oferece ainda a opção do Zabbix Cloud, como SaaS. Ele conta com as mesmas funcionalidades, motor e inteligência da versão local, sendo pronto para uso e contando com o gerenciamento da desenvolvedora.

Conferência anual mostra força da comunidade e do open source

Evento reuniu quase 400 participantes (imagem: reprodução)

A Zabbix Conference Latam 2026 contou com a participação de quase 400 pessoas de nove países. O evento contou com palestras, laboratórios técnicos e encontros de negócios, mostrando a força da comunidade criada em torno do software de código aberto.

“Talvez, dez anos atrás, a comunidade fosse menor e o uso do Zabbix fosse mais limitado. Agora, vemos todos os tipos de uso possíveis do Zabbix em toda a comunidade”, avalia Vladishev.

A confiabilidade e a robustez do Zabbix são comprovadas pelo uso em organizações das esferas pública e privada, e isso ficou demonstrado em um painel que contou com a participação de Maira Cristine de Souza Silva, gerente do Serpro, e Jackson Becker, head de tecnologia da Selbetti.

“Nós temos quase 120 soluções, e toda nossa infraestrutura utiliza tecnologia open source. O IRPF está sendo agora monitorado pelo Zabbix, e até na nuvem soberana estamos colocando no Zabbix também”, conta Silva.

No setor privado, o open source também se mostra competitivo. “Hoje, tranquilamente, eu conseguiria dizer que a gente não teria o nível de observabilidade que a gente tem com o Zabbix com uma plataforma privada”, avalia Becker. O head de tecnologia da Selbetti menciona ainda que a adoção de uma solução de código aberto significa uma economia da ordem de R$ 1,5 milhão anualmente.

Mesmo com mais de 20 anos de história, o Zabbix se mantém fiel à proposta de ser uma plataforma de código aberto. Alves observa que a questão já foi superada, já que soluções open source estão na base de muitos dos aplicativos e serviços que usamos diariamente. “O open source não pode ser mais um debate. Isso é uma conversa antiga, que ficou nos anos 90. A gente está vivendo uma outra era.”
Zabbix prepara lançamento de versão 8.0, aplicativo para celular e marketplace

Zabbix prepara lançamento de versão 8.0, aplicativo para celular e marketplace
Fonte: Tecnoblog

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

Gemini Go chega para celulares baratos com sistema Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

Resumo

O Gemini, inteligência artificial do Google, está disponível em celulares Android baratos com sistema operacional Android Go, substituindo o assistente de voz.
Para usar o Gemini Go, basta atualizar o aplicativo do Google pela Play Store e acessá-lo pelo widget na home do Android ou pelo botão de Home ou energia.
Com o Gemini Go, é possível realizar atividades como ligações, mensagens por comandos de voz, buscas específicas, organizar agenda e reproduzir conteúdos de apps baixados no smartphone.

O Gemini chegou de forma nativa a celulares Android mais baratos com a versão Go do sistema operacional do Google. Agora, basta atualizar o aplicativo geral da empresa pela Play Store para começar a usar o Gemini Go em pesquisas rápidas e consultas na IA generativa, sem a necessidade de recorrer ao navegador.

A novidade impacta modelos de entrada ou até mesmo intermediários, como Redmi A5, Poco C71 e Infinix Smart 10, todos à venda no Brasil por menos de R$ 1 mil. Eles têm entre 2 e 4 GB de memória RAM. Antes, os smartphones ficavam restritos ao Google Assistente.

Segundo o Google, o recurso já está disponível em português, mas algumas funções podem demorar a chegar. Portanto, vale checar se a atualização pode ser feita via Google Play Store e testar alguns prompts com a IA.

Como usar o Gemini Go?

Redmi A5, da Xiaomi, traz uma versão Go do Android, agora com suporte ao Gemini (imagem: Divulgação/Xiaomi)

O Gemini Go fica disponível dentro do próprio app do Google, que normalmente apresenta um widget na home do Android. Para atualizar, basta seguir os passos:

Abra a Play Store no seu celular.

Busque por “Google” na barra de pesquisa.

Cheque se há alguma atualização disponível. Pode ser que o aplicativo já esteja atualizado, caso você tenha o update automático ativado.

Assim, não será mais necessário entrar no navegador para acessar o Gemini, mas sim o próprio app do buscador. Dependendo do celular, basta pressionar o botão de Home ou o botão de energia para acessar a IA. Também é possível baixar o app do Gemini, mas, em um modelo de entrada, isso pode significar perder um espaço significativo de armazenamento.

A nova versão da IA realiza diferentes atividades, como ligações ou mensagens por comandos de voz, buscas mais específicas, organização da agenda, adição de eventos ao calendário, entre outros exemplos.

Também é possível reproduzir conteúdos a partir de apps baixados no smartphone, assim como abrir vídeos no YouTube usando comandos de voz. Essas ações já eram possíveis via Google Assistente, mas sofriam com algumas limitações que a IA generativa vem tentando resolver.
Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos
Fonte: Tecnoblog

Bots superam humanos e geram 57,5% do tráfego da internet

Bots superam humanos e geram 57,5% do tráfego da internet

Brasil ainda tem mais humanos que bots (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O CEO da empresa de infraestrutura de internet Cloudflare revelou que há mais bots do que seres humanos na internet. De acordo com Matthew Prince, o tráfego automatizado responde por 57,5% das requisições do tipo HTTP, contra 42,5% dos acessos orgânicos, feitos por pessoas reais.

Prince confessou que a marca foi atingida antes do previsto por ele mesmo. Inicialmente, a virada deveria acontecer no fim de 2027. Depois, passou para o início do próximo ano, mas o fato se concretizou em junho de 2026. É a primeira vez que os agentes que navegam sozinhos ultrapassam as pessoas de carne e osso na história da internet.

Essa contagem não considera robôs que tradicionalmente já navegavam por sites, como os usados pelo Google para ler as páginas e exibi-las nos resultados de busca. Estamos realmente falando de agentes checando informações por ordem de seus usuários.

Os locais com maior incidência de acessos de bots são Gibraltar (92,1%), Singapura (76,4%) e Irã (76,4%). No Brasil, os humanos ainda são a maioria (50,9%), mas por uma tênue diferença em relação aos bots (49,1%).

O que os bots fazem?

Distribuição entre humanos e bots no Brasil no começo de junho (imagem: reprodução)

De acordo com a Cloudflare, os bots leem páginas de produtos, checam preços, comparam opções de voos e indexam conteúdo para modelos de IA. Eles também pedem comida e interagem com serviços de atendimento ao cliente. Ou seja, fazem de tudo – e cada vez mais.

Eu recentemente pedi ao Claude que acessasse um carrinho de compras na Shopee e buscasse pelos mesmos produtos (ou similares) na Amazon e no Mercado Livre. Adivinhe só? Ele não conseguiu concluir a tarefa, alegando que os domínios dos e-commerces ficam bloqueados na extensão para Chrome.

Humanos ainda engajam mais

O critério adotado pela Cloudflare, de requisições HTTP, exclui os engajamentos realizados em sites, apps, serviços de streaming e redes sociais. Nós ainda somos a maioria neste tipo de aplicação online.
Bots superam humanos e geram 57,5% do tráfego da internet

Bots superam humanos e geram 57,5% do tráfego da internet
Fonte: Tecnoblog

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Emissor de laser acompanha o movimento do alvo em tempo real (imagem: reprodução/X)

Resumo

O engenheiro Steven Cheng desenvolveu um sistema que usa laser e IA para exterminar mosquitos.
O sistema utiliza câmera, reconhecimento de imagens e base motorizada para rastrear e eliminar insetos em tempo real.
Ele é alimentado por inteligência artificial e conta com mecanismos de segurança para evitar acidentes.

Quem já perdeu noites de sono por causa de um pernilongo zumbindo no ouvido vai invejar a criação do engenheiro Steven Cheng. Especialista em visão computacional e robótica, ele decidiu resolver esse incômodo doméstico apelando para a força bruta tecnológica: criou um sistema autônomo de defesa a laser, alimentado por inteligência artificial, capaz de abater insetos por conta própria.

O cérebro da invenção é um modelo visual treinado para mapear a anatomia de um mosquito. Para que o software conseguisse diferenciá-lo de partículas de poeira ou de outros elementos do ambiente, Cheng precisou construir um banco de dados praticamente do zero.

O trabalho exigiu dedicação: ele utilizou uma câmera DSLR equipada com zoom para capturar imagens detalhadas dos mosquitos em pleno voo. Em relatos compartilhados no X, ele confessou que essa etapa rendeu inúmeras picadas.

Ainda assim, o esforço gerou o material para treinar o algoritmo, que teve um desempenho considerado excelente por seu criador. Segundo informações do TechSpot, ele consegue isolar e identificar a silhueta dos insetos com precisão.

Spent 4 months building the ultimate mosquito killer: an artillery cannon guided by computer vision + deep learning.Trained a custom model to detect and lock onto mosquitoes using a DSLR + zoom lens setup.The dataset collection phase was brutal — the mosquitoes definitely… pic.twitter.com/jqfgz0eq9l— Steven Cheng (@stevencheng) May 28, 2026

Como a IA mira e dispara o laser?

Com o obstáculo do reconhecimento de imagem superado, o próximo desafio era a mecânica de eliminação dos insetos. Para isso, o sistema integra um emissor de laser calibrado para, nas palavras de Cheng, “transformar mosquitos em torradas”.

Esse laser foi acoplado a uma plataforma rotativa industrial, permitindo ao “canhão” de luz se movimentar rapidamente em múltiplos eixos. Aqui, a mesma câmera utilizada para o treinamento inicial passa a atuar como sensor primário. Assim que a lente capta um movimento, a IA processa o quadro, confirma a assinatura visual do mosquito e envia as coordenadas exatas de rastreamento para a base motorizada.

Em questão de milissegundos, a estrutura ajusta a mira, acompanhando o alvo antes de acionar o disparo.

O feixe de luz transforma “mosquitos em torradas”, segundo o desenvolvedor (imagem: reprodução/X)

Bloqueio inteligente contra acidentes

Operar um laser dentro de casa traz riscos. Para reduzir as chances de acidente, Cheng criou uma série de mecanismos de segurança. Entre eles, uma segunda câmera com lente grande angular (ultrawide).

Essa câmera monitora constantemente o ambiente para detectar pessoas, animais de estimação ou objetos inflamáveis que possam entrar na trajetória do feixe. Se algum perigo for identificado, o sistema interrompe o disparo automaticamente.

Após concluir a montagem e os testes de segurança, o protótipo experimental foi colocado para rodar. Na manhã seguinte, o engenheiro informou que realmente deu certo: todos os mosquitos haviam sido eliminados.
Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos
Fonte: Tecnoblog

Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera

Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera

Modo Siri no Dynamic Island: inteligência artificial ganha destaque no iOS 27 (imagem: reprodução/Bloomberg)

Resumo

O iOS 27 terá integração maior com a Siri, com opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela.
O aplicativo de câmera terá novos widgets para customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário e uma opção “Siri” para leitor inteligente e edições de imagem via IA.
A Apple testa integrações com chatbots de outras empresas, além da parceria com a OpenAI, e o iOS 27 permitirá acessar outros modelos de IA no futuro.

A Apple ainda se prepara para o lançamento do novo iOS 27 durante a WWDC 2026, no dia 8 de junho, mas um vazamento recente já adianta algumas das principais novidades. A expectativa por uma integração maior com a Siri parece se confirmar tanto na câmera quanto no software como um todo, disponível diretamente pela Dynamic Island.

Outra confirmação é a presença do ChatGPT, além de uma opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela. Também foram revelados novos widgets disponíveis no app de câmera que permitem customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário.

O vazamento foi divulgado pela Bloomberg, inclusive com imagens mostrando a nova interface do iOS 27. É importante frisar que a Apple costuma testar diferentes opções de design antes do lançamento. Portanto, podem haver diferenças em relação ao produto final.

Inteligência artificial em destaque

As IAs generativas têm dominado o mercado de tecnologia em 2026, e não será diferente no próximo sistema do iPhone. As imagens mostram uma grande repaginada na Siri, que aparece com formato de chatbot similar ao encontrado em concorrentes como ChatGPT, Claude, Grok e Gemini.

Recurso “Search or Ask” pode ser acessado deslizando a tela na direção do Dynamic Island (imagem: reprodução/Bloomberg)

Além disso, também será possível ativar a IA com um comando simples a qualquer momento. A exemplo do que acontece com a Tela de Bloqueio e a Central de Controle, bastaria deslizar o dedo a partir do topo da tela para consultar a IA.

Essa função, chamada nos vazamentos de Search or Ask, também deve permitir acessar outros modelos de IA no futuro. Segundo o Bloomberg, além da parceria com a OpenAI, a Apple vem testando integrações com chatbots de outras empresas.

Novidades no app de câmera

Na câmera deve surgir uma opção de Siri entre modos de uso já estabelecidos, como Foto e Retrato. A expectativa é por uma espécie de leitor inteligente para fazer traduções e tirar dúvidas. Também será possível solicitar edições de imagem via IA com mais facilidade, dentro do próprio app.

O aplicativo de câmera também terá uma nova customização de widgets, em que o usuário pode incluir ferramentas de edição mais acessadas para ativá-las com maior facilidade.
Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera

Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera
Fonte: Tecnoblog

O que é token em IA? Entenda a unidade de medida da inteligência artificial

O que é token em IA? Entenda a unidade de medida da inteligência artificial

Saiba como os tokens são elementos essenciais para o funcionamento das IA (imagem: Reprodução/Nvidia)

Os tokens em inteligência artificial representam a unidade de texto básica que o sistema utiliza para processar e compreender os comandos humanos. Cada token pode ser uma palavra completa, parte dela ou um sinal de pontuação, funcionando como blocos fundamentais para a interpretação da máquina.

Esse processo de fragmentação, conhecido como tokenização, converte a linguagem natural humana em dados estruturados que um modelo consegue processar eficientemente. Sem essa etapa de conversão, as redes neurais seriam incapazes de interpretar contextos e gerar respostas lógicas nas interações.

É importante diferenciar tokens de créditos de IA, já que os primeiros medem o volume técnico de dados consumidos no processamento. Por outro lado, os créditos operam como uma moeda comercial simplificada adotada pelas empresas para cobrar pelo uso do serviço, facilitando o controle financeiro do usuário.

A seguir, entenda melhor o conceito de token em IA, para que serve e seu funcionamento detalhado.

ÍndiceO que é token em inteligência artificial?O que significa “tokenizar”?Para que serve o token em IA?Como funcionam os tokens em IA? O token é uma moeda da inteligência artificial? Qual é a diferença entre token em IA e créditos de IA? Qual é a diferença entre tokens e parâmetros em IA? 

O que é token em inteligência artificial?

Um token em inteligência artificial é uma unidade básica de texto, como uma palavra, um fragmento dela, um caractere ou até um sinal de pontuação. Ele serve como um “bloco de construção” para os modelos de linguagem lerem, processarem e gerarem conteúdos fluidamente.

O que significa “tokenizar”?

O termo “tokenizar” significa fatiar um texto bruto em pequenas unidades, os tokens, convertendo palavras ou símbolos em vetores numéricos. Na prática, essa fragmentação transforma a linguagem humana em dados isolados que uma máquina consegue processar.

Essa etapa é o pilar do Processamento de Linguagem Natural (PLN), já que os modelos avançados de IA não leem textos como humanos. Sem converter caracteres em blocos lógicos estruturados, a tecnologia seria incapaz de interpretar contextos ou responder aos comandos dos usuários.

A tokenização funciona com a fragmentação das palavras (imagem: Reprodução/Copilot4Devops)

Para que serve o token em IA?

Na inteligência artificial, os tokens permitem traduzir a nossa linguagem natural em dados estruturados que as máquinas entendem. Em vez de lerem letras soltas, os modelos utilizam esses blocos para mapear regras gramaticais e prever contextos mais complexos.

Eles também ditam a capacidade de memória do sistema, já que as ferramentas de IA possuem uma “janela de contexto” limitada por comando. Como o processamento ocorre passo a passo, essa contagem define diretamente o esforço computacional e a velocidade de cada resposta.

Por fim, os tokens funcionam como uma métrica de consumo desse mercado, servindo de base para a cobrança dos serviços. As empresas precificam suas ferramentas pelo volume de dados de entrada e saída, transformando essa unidade técnica em um valor econômico.

Exemplo da quantidade de tokens e palavras utilizados em comandos (entrada) e respostas (saída) de IA (imagem: Reprodução/Copilot4Devops)

Como funcionam os tokens em IA? 

Os tokens atuam como pontes que transformam a linguagem humana em cálculos matemáticos internos de IA. Quando o usuário envia um comando, um algoritmo tokenizador fatia o texto em blocos informativos mapeados por códigos numéricos exclusivos.

Esses números servem para o modelo analisar o contexto das frases e calcular a probabilidade estatística de qual será o próximo bloco. Essa lógica sequencial é essencial para a IA agêntica, que precisa interpretar dados de forma autônoma para tomar decisões.

Na etapa final do processamento, um destokenizador entra em ação para converter a sequência numérica gerada de volta em um texto legível. Durante esse trajeto, o sistema contabiliza o volume exato de dados consumidos, servindo de métrica para a cobrança do serviço.

Essa dinâmica garante que o modelo lide eficientemente com diferentes idiomas e pontuações sem se perder em caracteres isolados. Contudo, os tokens também impõem uma janela de contexto limitada, que define o teto máximo de documentos lidos por vez.

Como funcionam os tokens em IA (imagem: Reprodução)

O token é uma moeda da inteligência artificial? 

Depende. O token ganhou a fama de ser a verdadeira “moeda” de IA generativa, embora não seja dinheiro real. Tecnicamente, ele é apenas o bloco de construção básico que os modelos utilizam para processar informações e criar respostas.

No entanto, o termo faz sentido economicamente porque as plataformas cobram o uso com base na quantidade de tokens enviados e recebidos. Dessa forma, eles medem tanto o poder computacional exigido pelo sistema quanto o valor exato da fatura a ser paga.

Quanto é 1 token de IA? 

Não existe um preço fixo para um único token de IA, pois o custo varia conforme o modelo de linguagem e sua função de entrada ou saída. Na prática, um token individual equivale a uma fração minúscula de centavo, variando em média entre US$ 0,00000015 e US$ 0,000025.

O mercado costuma tabelar esses preços por pacotes de um milhão de tokens, cobrando taxas mais altas para o uso em respostas geradas. Para saber os valores exatos de modelos como GPT-5, Claude ou Gemini, basta consultar as páginas de precificação atualizadas das empresas.

Os tokens em IA também atuam como moedas simbólicas, ajudando a calcular o consumo de dados dos usuários (imagem: Reprodução/CCN)

Qual é a diferença entre token em IA e créditos de IA? 

Os tokens de IA são as pequenas unidades de processamento que dividem textos em pedaços menores, como palavras ou caracteres, para os modelos computarem o contexto. Eles servem como uma métrica de consumo, medindo o volume exato de dados que o sistema lê e gera nos bastidores.

Os créditos de IA funcionam como uma moeda comercial simplificada, que os usuários compram para pagar por tarefas e ferramentas na plataforma. Eles traduzem o consumo técnico e complexo dos tokens em um saldo financeiro abstrato e amigável para o controle de custos e orçamentos.

Qual é a diferença entre tokens e parâmetros em IA? 

Os tokens de IA são os fragmentos de texto que os grandes modelos de linguagem (LLMs) leem e geram ativamente a cada interação com o usuário. Eles possibilitam medir o volume dinâmico de dados processados em um comando específico.

Os parâmetros de IA são configurações e conexões numéricas internas que funcionam como o cérebro permanente da rede neural. Esse indicador é fixo para cada versão do modelo, definindo a capacidade de raciocínio e a inteligência geral do sistema.
O que é token em IA? Entenda a unidade de medida da inteligência artificial

O que é token em IA? Entenda a unidade de medida da inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

Big tech recua na exposição forçada do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft deve lançar uma atualização para  ocultar ou mover o botão flutuante do Copilot no Office.
Segundo o The Verge, a empresa decidiu fazer essa mudança após receber várias críticas de usuários.
A nova atualização permitirá que o usuário clique com o botão direito sobre o atalho e envie-o para a barra superior do programa.

A Microsoft deve lançar na próxima semana uma atualização que permitirá desativar ou mover o botão fluante do Copilot no pacote Office. A decisão da empresa teria sido motivada pela onda de reclamações de usuários sobre o recurso.

Como lembra o The Verge, o assistente de IA vinha atrapalhando o fluxo de trabalho no ecossistema de produtividade da companhia, gerando forte resistência do público.

Por que o botão do Copilot incomodou tanto?

Atalho invasivo obstruía a visão de documentos e planilhas (imagem: reprodução/Microsoft)

A insatisfação ganhou força em canais oficiais. No caso do Excel, por exemplo, o ícone flutuante obstruía a visão e o clique em células localizadas no canto inferior direito; no Word, podia cobrir trechos de texto. Para piorar, os softwares não ofereciam nenhuma opção nativa para ocultar o recurso.

A própria liderança da Microsoft reconheceu o erro de design na interface. “Estamos percebendo a necessidade de mais controle”, admitiu a gerente de produto do grupo de parceiros da Microsoft, Katie Kivett. Ela acrescentou que, embora o objetivo seja tornar a IA mais flexível e adaptável às necessidades do usuário, a empresa decidiu aplicar ajustes imediatos para resolver as críticas.

Até agora, a única alternativa era fixar o ícone para reduzir um pouco o seu tamanho, o que não resolvia o bloqueio visual. Com a nova atualização prevista para o fim de maio de 2026, bastará clicar com o botão direito sobre o atalho para enviá-lo diretamente para a barra superior do programa. Dessa forma, a área útil de trabalho voltará a ficar livre.

Faxina no Windows 11

Essa alteração no Office não acontece sozinha. Ela reflete um movimento da Microsoft para revisar a presença invasiva da IA na interface de outros serviços. Em abril de 2026, a companhia começou a remover botões do Copilot considerados redundantes ou excessivos em aplicativos nativos do Windows 11.

Nas versões de testes distribuídas para o programa Windows Insider, o Bloco de Notas perdeu o botão dedicado ao Copilot. Da mesma forma, o atalho da IA deixou de aparecer na Ferramenta de Captura. Outros cantos do sistema operacional, como o aplicativo Fotos e a barra de Widgets, passaram pela mesma limpa visual nas últimas semanas.

A Microsoft confirmou que a iniciativa faz parte de um plano para corrigir a experiência de uso do Windows 11. Vale destacar que a retirada dos botões e da marca Copilot não desativa recursos baseados em inteligência artificial; eles continuam operando nos bastidores, mas sem a necessidade de exibir o logotipo.
Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office
Fonte: Tecnoblog

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.

A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.

A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.

Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.

Por que a Meta está demitindo de novo?

A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.

Para isso, a Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 730 bilhões) em infraestrutura e engenharia de IA apenas em 2026.

A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.

Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.

Instabilidade constante

No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.

No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.

A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.

E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.
Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp
Fonte: Tecnoblog

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)

Resumo

Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.

As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.

Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho. 

Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.

Pesquisas confirmam descontentamento

De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.

Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.

Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Demissões em massa

Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.

Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários
Fonte: Tecnoblog