Category: Inteligência Artificial

Novo modelo de IA da OpenAI chega em dezembro, diz site

Novo modelo de IA da OpenAI chega em dezembro, diz site

OpenAI pode lançar um LLM mais potente em dezembro e abandonar a nomenclatura GPT nos modelos de IA (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI pode lançar um novo modelo de IA, que seria altamente mais potente que o GPT-4, em dezembro. A informação foi apurada pelo The Verge em contato com uma fonte próxima do caso. O novo LLM, que pode se chamar Orion, não estrearia diretamente no ChatGPT, mas seria liberado para empresas parceiras criarem programas com ele antes de ser liberado para o público.

Em outros momentos, um funcionário da OpenAI chegou a comentar que o sucessor do GPT-4 teria até 100 vezes mais capacidade computacional. Vale lembrar que o GPT-4o é uma atualização do GPT-4, não uma nova geração. Já o GPT o1 é um LLM voltado para a resolução de problemas matemáticos.

Quem serão os primeiros a usar o Orion?

Microsoft deve estrear o Orion no Azure já no mesmo de novembro (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Segundo outra fonte ouvida pelo The Verge, a OpenAI fornecerá o Orion para que empresas criem seus produtos e recursos com o LLM. E sim, a Microsoft, maior investidora da OpenAI, será uma das primeiras a estrear o Orion. A fonte afirma que a big tech já trabalha em integrar o LLM no Azure já em novembro.

O treinamento do Orion, segundo apurou o site, terminou em setembro. Neste mesmo mês, Sam Altman, CEO da OpenAI, publicou uma mensagem nada misteriosa no X. Altman escreveu um “poema” no qual diz estar empolgado para ver as constelações de inverno ascenderem aos céus.

Bem, a constelação de Orion fica mais visível durante o mês de janeiro, inverno no hemisfério norte. Ainda que a fonte afirme que o lançamento do LLM será realizado em dezembro, a chegada em janeiro não seria nada fora da curva. Ou a estreia do Orion pode acontecer em dezembro nas empresas parceiras e em janeiro no ChatGPT.

Com informações: The Verge
Novo modelo de IA da OpenAI chega em dezembro, diz site

Novo modelo de IA da OpenAI chega em dezembro, diz site
Fonte: Tecnoblog

Opera One traz tela dividida para abas e resumo de página com IA

Opera One traz tela dividida para abas e resumo de página com IA

Opera One R2 é nome da nova versão do navegador, que traz função de dividir tela do navegador com duas abas (Imagem: Divulgação/Opera)

O Opera liberou nesta quinta-feira (23) a nova versão do Opera One, navegador da empresa. Batizado de Opera One R2, a atualização traz mais recursos de IA para o browser e novas ferramentas de usabilidade, como a função de dividir uma janela com duas abas. Outra novidade ajudará quem costuma usar o navegador com mais de 30 abas abertas ao mesmo tempo — sim, isso existe e eu conheço gente assim.

O Opera One é uma versão renovada do navegador da marca, sendo lançado no ano passado e trazendo a IA Aria, que utiliza diferentes modelos de linguagem. Alguns recursos da IA do Opera já estavam liberados para os integrantes do beta do navegador, como o contexto de página. Agora eles estão disponíveis para todos.

Como funciona o recurso de tela dividida no Opera One?

No Opera One R2 o usuário poderá dividir a tela do navegador com duas abas. Para isso, basta clicar e arrastar a aba de uma das páginas para baixo, colocando-a sobre a janela onde está o conteúdo. Pelos testes feito pelo Tecnoblog, a tela dividida seleciona automaticamente a última aba selecionada para o outro espaço.

Recurso de dividir tela em duas abas no Opera ainda pode melhorar (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

O recurso é similar à tela dividida do Microsoft Edge, exceto que este não permite dividir a tela arrastando uma aba para baixo. Em comum, fechar a aba fecha as duas páginas abertas. O que senti falta no Opera One R2 foi um botão para abrir a tela dividida com a outra parte vazia.

Eu uso os dois navegadores no dia a dia. No Edge, é útil abrir a tela dividida pelo botão e selecionar a aba desejada entre as que já estão abertas ou digitar o endereço da página que você quer acessar.

Rastreamento de abas para dezenas de abas

Traços indicam últimas abas acessadas pelo usuário se ele tiver mais de 30 abas abertas (Imagem: Divulgação/Opera)

Outra novidade estreando no Opera é o rastreio de abas. Se o usuário tiver dezenas de abas abertas, a ferramenta indicará com um traço as cinco últimas acessadas. É como se elas deixassem um rastro no navegador. Quanto mais recente o último acesso, mais escuro o traço.

O player de música integrado pode ser destacado da barra lateral, flutuando no navegador. Essa função de flutuar também funciona com videochamadas. E falando sobre esses dois, o recurso de pausar automaticamente a música (útil para ouvir áudios ou abrir um vídeo rapidamente) funcionará durante chamadas.

Mais ferramentas de IA para a Aria e Manifest V2

Ferramenta de contexto da Aria no Opera permite resumir páginas (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A Aria, IA generativa do Opera One, está com a ferramenta de contexto de página liberada para todos os usuários, assim como o recurso de geração e compreensão de imagens. O contexto de página é ativado pelo Ctrl + Shift + 7, que abre o prompt de texto da Aria.

Ao apertar o botão Tab no prompt, o usuário pode pedir que a Aria resuma a página aberta ou aponte tópicos que podem ser analisados. O contexto também explica sobre o que é o site que o usuário está acessando.

A Opera também explicou que o seu navegador seguirá suportando o sistema Manifest V2, que foi descontinuado pelo Google e é usado no bloqueador de anúncios nativo do Opera. Esse sistema tem mais opções de filtragem, deixando essas extensões mais eficientes. Recentemente, o uBlock Origin com Manifest V2 perdeu o suporte para o Chrome e foi removido do navegador do Google.
Opera One traz tela dividida para abas e resumo de página com IA

Opera One traz tela dividida para abas e resumo de página com IA
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp testa ferramenta para criar e enviar pacotes de figurinhas

WhatsApp testa ferramenta para criar e enviar pacotes de figurinhas

WhatsApp vai agregar recurso que só estava disponível em outros apps (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O WhatsApp está desenvolvendo novas formas de organizar as figurinhas salvas, incluindo criar coleções e compartilhá-las com os contatos. Até agora, era necessário recorrer a apps de outros desenvolvedores para fazer isso.

A novidade foi encontrada na versão 2.24.22.13 do WhatsApp beta para Android. O recurso está presente no código do aplicativo e ainda não foi liberado para os participantes do programa de testes. As informações são do site especializado WABetaInfo. Ainda não há previsão de lançamento, e a versão final pode ser diferente.

WhatsApp vai deixar usuário criar, nomear, enviar e excluir pacotes (Imagem: Reprodução / WABetaInfo)

Com a ferramenta, usuários terão uma opção “Adicionar ao pacote de figurinhas” ao tocar em um sticker. É possível dar um nome à coleção e enviá-la em uma conversa, diretamente do menu seletor.

Versões betas anteriores do app já traziam a opção de selecionar várias figurinhas. Com isso, dá para colocá-las no topo da lista ou deletá-las de uma só vez, sem precisar repetir a ação para cada uma delas.

Outros recursos de figurinhas no WhatsApp

Até o momento, só é possível criar e disponibilizar pacotes de figurinhas usando aplicativos independentes. Alguns exemplos famosos são o Sticker.ly e o Wemoji. Eles também contam com recursos de busca de coleções de stickers.

Lançado em 2018, o recurso de figurinhas vem evoluindo a passos lentos no WhatsApp. O próprio criador e editor de figurinhas nativo é recente. Ele foi liberado para o WhatsApp Web em 2021 e só chegou aos smartphones no início de 2024.

Os últimos meses foram mais movimentados neste sentido. Em maio, a Meta liberou no Brasil os stickers gerados por inteligência artificial. Já em agosto, o mensageiro passou a contar com figurinhas animadas do site Giphy.

Com informações: WABetaInfo
WhatsApp testa ferramenta para criar e enviar pacotes de figurinhas

WhatsApp testa ferramenta para criar e enviar pacotes de figurinhas
Fonte: Tecnoblog

Meta AI no WhatsApp testa recurso de salvar informações sobre usuários

Meta AI no WhatsApp testa recurso de salvar informações sobre usuários

Meta AI quer guardar dados do usuário para melhorar as respostas dadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta está testando o recurso de salvar informações sobre os usuários com a sua IA generativa no WhatsApp. A ferramenta apareceu na versão 2.24.22.9 do aplicativo para Android. Com essa funcionalidade, a Meta AI, IA generativa da big tech, terá maior conhecimento sobre o usuário, como preferências e outras informações pessoais.

Naturalmente, isso levanta questões sobre a privacidade do usuário. Na tela do recurso, divulgada pelo site WABetaInfo, a mensagem informa que a Meta AI “automaticamente relembrará algumas partes da conversa para entregar respostas mais relevantes”. Também existe a opção do usuário salvar dados que ele deseja que a IA guarde na memória.

Por que a Meta AI quer salvar informações?

Recurso de Memória da Meta AI aparece em versão beta do WhatsApp (Imagem: Divulgação/WABetaInfo)

A proposta da Meta com esse recurso para a IA é que os usuários tenham respostas mais precisas e contextualizadas. Por exemplo: suponha que você tenha restrições na sua dieta por conta de saúde ou alguma alergia. Sabendo disso, a Meta AI poderá recomendar receitas levando em conta essas restrições.

Essa funcionalidade também permite que os usuários recuperem mensagens trocadas com a Meta AI. O WABetaInfo explica ainda que você poderá apagar as informações salvas. Afinal, o usuário pode mudar de dieta, de gostos, precisar ficar sem fazer alguma coisa por conta de saúde, etc.

Meta AI chegou no Brasil neste mês

A Meta AI foi liberada no Brasil para WhatsApp, Messenger, Facebook e Instagram no dia 9 de outubro. No WhatsApp, o recurso pode ser acessado por um botão dedicado, localizado em cima do botão de iniciar nova conversa, ou fazendo a pergunta na barra de pesquisa.

Ao abrir a Meta AI, o usuário é levado para uma janela idêntica às conversas. Para utilizar a IA é necessário concordar com a política de uso da Meta sobre suas inteligências artificiais.

Com informações: WABetaInfo
Meta AI no WhatsApp testa recurso de salvar informações sobre usuários

Meta AI no WhatsApp testa recurso de salvar informações sobre usuários
Fonte: Tecnoblog

Microsoft terá Copilot autônomo para agilizar tarefas em empresas

Microsoft terá Copilot autônomo para agilizar tarefas em empresas

Copilot reúne ferramentas de inteligência artificial (Imagem: Divulgação / Microsoft)

O Copilot Studio, da Microsoft, ganhará um recurso para criação de Copilot Agents que funcionam de maneira autônoma, sem precisar dos usuários. A inteligência artificial entra em ação a partir de gatilhos, seguindo instruções predefinidas.

A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (dia 21/10) pela Microsoft, durante o evento AI Tour. O recurso já vinha sendo testado com empresas escolhidas, e estará disponível em preview público, para todos os assinantes do Copilot Studio, a partir de novembro.

O que são os Copilot Agents autônomos?

A Microsoft tem uma ferramenta chamada Copilot Studio, que permite que organizações criem seus agentes personalizados. Basicamente, é como se várias instruções predefinidas fossem salvas e pudessem ser acionadas a partir de uma única ordem.

Os agentes autônomos vão um pouco além. Eles não dependem do comando de um funcionário para rodar. No lugar disso, podem operar a partir de gatilhos. Em um dos exemplos dados pela Microsoft, o agente autônomo de uma empresa entra em cena ao receber o email de um cliente em potencial.

Copilot Agent autônomo pode processar email recebido sem precisar ser comandado (Imagem: Reprodução / Microsoft)

A IA, então, analisa o email, encontra o especialista mais adequado para a tarefa e envia a ele uma mensagem com o contato do potencial cliente, bem como informações importantes. Tudo isso foi programado previamente.

As possibilidades de gatilhos são variadas, como novos arquivos em uma pasta na nuvem, uma resposta enviada por meio de um formulário ou até mesmo um horário predefinido.

O agente pode usar uma base de dados própria da empresa, além de ações predefinidas. A empresa tem um espaço no painel em que é possível acompanhar a atividade da IA. Para evitar problemas, o robô pode entrar em contato com um humano caso tenha alguma dificuldade na hora de executar a tarefa.

Além de programar seus próprios agentes autônomos, a Microsoft vai oferecer dez IAs deste tipo por meio da plataforma corporativa Dynamics 365. Eles poderão operar em setores de vendas, operações e serviços.
Microsoft terá Copilot autônomo para agilizar tarefas em empresas

Microsoft terá Copilot autônomo para agilizar tarefas em empresas
Fonte: Tecnoblog

Amazon também vai usar energia nuclear para inteligência artificial

Amazon também vai usar energia nuclear para inteligência artificial

Amazon é mais uma big tech a investir em energia nuclear para a sua operação de data centers e IA (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O papa é pop e a inteligência artificial é nuclear. Depois da Microsoft e do Google, agora é a vez da Amazon anunciar seu investimento em energia nuclear para o desenvolvimento de IAs. A big tech tem planos de iniciar o uso dessa energia a partir de 2030.

Os acordos firmados pela Amazon envolvem a Energy Northwest e a X-Energy. A primeira é um consórcio público do estado de Washington, onde fica uma das sedes da big tech. Já a X-Energy é uma startup que desenvolve reatores modulares pequenos (SMR em inglês) — uma concorrente da Kairos Power, que produzirá os SMR do Google.

A X-Energy anunciou que recebeu US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões) em sua última rodada de investimentos. A startup divulgou no comunicado que esse valor foi “ancorado pela Amazon”, o que indica que a big tech foi a maior investidora. A Universidade de Michigan e a gestora de ativos Ares Management também colocaram dinheiro na X-Energy.

Amazon unindo o útil ao agradável com parcerias

X-Energy desenvolverá reatores para Energhy Northwest (Imagem: Divulgação/Amazon)

Os acordos divulgados pela Amazon são complementares. A Energy Northwest terá quatro SMR produzidos com sua tecnologia. No futuro, a X-Energy entregará mais reatores para a operação na usina do consórcio. A meta é operar com 12 SMR e gerar 960 MW de energia na planta da Energy Northwest.

A parceria entre Amazon e X-Energy também prevê a criação de outras usinas em diferentes partes dos EUA, visando gerar 5 GW de energia até 2039. Essas unidades serão criadas em regiões chaves e visam atendar uma demanda crescente de energia. Não a demanda da população, mas do desenvolvimento de inteligência artificial — ainda que não deixe isso explícito.

Assim como o Google e a Microsoft (que usará energia gerada na Usina de Three Mile Island), a Amazon possui planos de zerar a emissão de carbono na sua operação. Com a evolução das IAs, as big techs aumentam o gasto energético em seus data centers.

Usina de Three Mile Island fornecerá energia para a Microsoft (Imagem: Divulgação/Constellation)

Por consequência, a emissão de carbono cresce. Apesar d os debates sobre energia nuclear, ela é uma fonte limpa do ponto de vista de geração energética, já que não emite gases do efeito estufa (a cadeia de produção da usina, mineração e tratamento do urânio são outros 500).

Amazon, Google e Microsoft já embarcaram no uso de energia nuclear para seus data centers e desenvolvimento de IA. Agora só faltam Apple e Meta.

Com informações: The Verge e TechCrunch
Amazon também vai usar energia nuclear para inteligência artificial

Amazon também vai usar energia nuclear para inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

Google usará usar energia nuclear para desenvolvimento de IA

Google usará usar energia nuclear para desenvolvimento de IA

Google, assim como a Microsoft, também usará energia nuclear nas operações de inteligência artificial (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Google anunciou nesta segunda-feira (14) que utilizará energia nuclear para as suas operações de inteligência artificial. A big tech firmou um contrato com a Kairos Power, uma empresa que desenvolve reatores modulares pequenos (SMR em inglês) resfriados com fluoreto de sódio. O primeiro reator da Kairos Power para o Google deve iniciar as operações em 2030.

O anúncio da big tech segue os passos da Microsoft, que em setembro divulgou um acordo para utilizar exclusivamente a energia gerada na usina de Three Mile Island. Assim como a empresa de Bill Gates, o Google utilizará a energia para a sua operação de inteligência artificial. No comunicado, a big tech do buscador não explicou se será terá exclusividade na compra da energia da usina da Kairos.

500 MW de energia gerada na primeira usina

Segundo o Google, em comunicado publicado em seu site, a usina da Kairos será capaz de gerar 500 MWh de energia por mês. Porém, essa capacidade só deve ser atingida em 2035, quando a Kairos terá uma maior quantidade de reatores fabricados.

No comunicado, a big tech destaca a importância desse acordo para o desenvolvimento das inteligências artificiais. O Google relata que o sistema energético precisa de novas fontes energéticas para suportar a evolução dessa tecnologia.

O alto consumo não está só no treinamento da IA, mas também no uso para tarefas simples do consumidor, como a criação e um email, já que o processamento é realizado nos data centers das empresas.

Maquete 3D de usina nuclear da Kairos Power, que fornecerá energia para o Google (Imagem: Divulgação/Kairos)

Como o Google e a Microsoft operam nos EUA, a busca por energias limpas e renováveis para o desenvolvimento de IA está ligada à redução da emissão de carbono. Os EUA têm como principal fonte de energia os combustíveis fósseis.

Essas duas big techs tem plano de zerar a emissão de carbono (ou empatar a emissão e sequestro de carbono) nos próximos anos. Além desse investimento em energia nuclear, o Google também investe no desenvolvimento de energia geotérmica.

Com informações: The Verge
Google usará usar energia nuclear para desenvolvimento de IA

Google usará usar energia nuclear para desenvolvimento de IA
Fonte: Tecnoblog

Meta apresenta IA para gerar vídeos de até 16 segundos com som

Meta apresenta IA para gerar vídeos de até 16 segundos com som

Movie Gen consegue fazer alterações em vídeos (Imagem: Reprodução / Meta)

A Meta anunciou nesta sexta-feira (dia 04/10) o Movie Gen, uma coleção de modelos de inteligência artificial para gerar vídeos. Segundo a empresa, a tecnologia é capaz de criar trechos de até 16 segundos a partir de um pedido em texto e personalizá-los usando uma única foto.

De acordo com a companhia, o Movie Gen lida melhor que outros modelos com retoques e alterações. Ele tem a capacidade de substituir objetos do vídeo, mudar a direção de um movimento ou trocar o ambiente, por exemplo. Nas IAs das concorrentes, isso não é possível: ao fazer um pedido do tipo, você “perde” a cena original, já que a IA cria outra do zero.

Ele também pode gerar sons para acompanhar os vídeos, como ruídos de motor em cenas com carros ou barulho de água nas imagens de cachoeira. Por outro lado, não é possível adicionar vozes.

Como nota o TechCrunch, gerar vozes não é difícil, mas ainda é um desafio sincronizá-las com movimentos labiais e expressões faciais. Além disso, esta capacidade técnica abriria possibilidades de usos inadequados, como gerar vídeos envolvendo pessoas reais e declarações falsas — algo que já é um problema com os deepfakes.

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Zuckerberg (@zuck)

O Movie Gen é capaz de gerar vídeos de até 16 segundos, mas com 16 frames por segundo, abaixo do que costumamos ver no cinema ou na TV. Também é possível gerar 10 segundos a 24 fps, um formato mais adequado. Em termos de resolução, a IA trabalha com vídeos de largura de 768 pixels, fazendo upscaling para 1080p.

Meta não vai liberar IA de vídeos por enquanto

O Movie Gen foi detalhado em um artigo científico de 90 páginas, e a Meta publicou alguns vídeos de demonstração. Até o momento, não há nenhuma previsão para ele chegar ao mercado.

Ao contrário do que aconteceu com geradores de textos e imagens estáticas, as IAs para criar vídeos ainda não foram disponibilizadas para os usuários comuns.

A OpenAI, por exemplo, ainda não tem planos para lançar a Sora no mercado. A “irmã cineasta” do ChatGPT foi anunciada em fevereiro de 2024.

Com informações: Meta, Axios, TechCrunch
Meta apresenta IA para gerar vídeos de até 16 segundos com som

Meta apresenta IA para gerar vídeos de até 16 segundos com som
Fonte: Tecnoblog

História da inteligência artificial: quem criou e como surgiu a tecnologia revolucionária

História da inteligência artificial: quem criou e como surgiu a tecnologia revolucionária

A história da IA é continua, marcada por conceitos, testes e novas descobertas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

John McCarthy pode ser considerado um dos precursores da inteligência artificial (IA) por mencionar o termo pela primeira vez em 1956. Contudo, não existe apenas um criador da inteligência artificial, já que nomes como Warren McCulloch, Walter Pitts e Alan Turing também foram essenciais para o desenvolvimento da tecnologia.

A história da IA é marcada pelo objetivo contínuo de construir máquinas com capacidades similares ao de pessoas da vida real, cuja estrutura também remetesse ao funcionamento baseado no cérebro de um ser humano.

Os estudos e avanços na área resultaram em aplicações de IA capazes de executar tarefas, aprender, solucionar problemas matemáticos, processar dados, criar novos conteúdos e identificar padrões. E como consequência, essas ferramentas revolucionaram processos em diversas áreas e passaram a fazer parte do dia a dia.

A seguir, saiba mais sobre a origem e evolução da inteligência artificial, e entenda os impactos dessa tecnologia na sociedade.

ÍndiceQuem criou a inteligência artificial?Como surgiu a inteligência artificial?Quais foram as primeiras aplicações de inteligência artificial?Como a inteligência artificial evoluiu até a IA generativa?Quais os impactos da inteligência artificial na sociedade?

Quem criou a inteligência artificial?

A inteligência artificial (IA) foi criada a partir de um esforço conjunto de diversos especialistas e pesquisadores, e sua autoria não pode ser atribuída a apenas uma pessoa.

Partindo desse princípio, nomes como Warren McCulloch, Walter Pitts, Alan Turing, John McCarthy, Allen Newell, Herbert A. Simon, Cliff Shaw, Frank Rosenblatt e Joseph Weizenbaum foram essenciais para o surgimento da IA.

Importante destacar que a criação da IA foi um processo gradual, iniciado a partir da criação das redes neurais e do surgimento da primeira geração de computadores, na década de 40. Posteriormente, os estudos teóricos deram luz a testes e, finalmente, implementações práticas da tecnologia.

Como surgiu a inteligência artificial?

A história da inteligência artificial tem início no século XX, mas seu conceito remete à Grécia Antiga (XII a.C. até IV d.C.). Naquela época, já se discutia a imagem de um ser artificial capaz de desenvolver tarefas humanas. A ideia, contudo, envolvia muito mais o campo místico do que o real.

Mas foi a partir de 1940 que o abstratismo passou a ganhar formas concretas, com o surgimento dos primeiros computadores. Por mais que as máquinas iniciais fossem voltadas para fins militares, elas reforçaram a ideia de que engenharias poderiam ser capazes de realizar tarefas complexas como um humano.

Já em 1943, o psicólogo Walter Pitts e o especialista em cibernética Warren McCulloch propuseram um modelo matemático simplificado para ilustrar o funcionamento neural do cérebro humano, também conhecido como redes neurais. Esse conceito serviu de base para estudos sobre algoritmos e aprendizado profundo.

Conceito sobre redes neurais foi fundamental para os avanços da IA (Imagem: alexmogopro/Pixabay)

Com o pontapé dado, os estudos sobre a IA foram intensificados. Tanto que, em 1950, o matemático e cientista da computação Alan Turing publicou o artigo “Computing Machinery and Intelligence” (“Máquinas Computacionais e Inteligência” em tradução livre), no qual propôs o famoso Teste de Turing.

No experimento que ficou conhecido como “Jogo da Imitação”, uma máquina tinha a missão de se passar por um ser humano em uma conversa escrita, a fim de enganar um avaliador. O teste foi essencial para reforçar o conceito de que uma máquina seria capaz de imitar o comportamento humano.

Ilustração do Teste de Turing, de Alan Turing (Imagem: Luke.schaaf – CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons)

No entanto, o termo “inteligência artificial” surgiu pela primeira vez seis anos mais tarde, em 1956. Durante a conferência de Dartmouth, nos EUA, o professor John McCarthy mencionou a expressão para descrever a ciência de construir máquinas com inteligência similar a de um humano.

A partir daí, pesquisas em torno da IA motivaram o surgimento de redes neurais artificiais, assim como a criação de chatbots, softwares com capacidade para realizar raciocínio lógico, e programas que podiam realizar tarefas como se fossem humanos.

Quais foram as primeiras aplicações de inteligência artificial?

Pesquisas e estudos sobre IA que foram intensificados a partir da década de 40 levaram ao surgimento de experimentos e programas “inteligentes” nos anos seguintes. As principais aplicações de inteligência artificial da época envolveram:

Software de damas: desenvolvido em 1952 por Arthur Samuel, foi o primeiro programa de computador capaz de jogar damas e aprender sozinho;

Logic Theorist: criado por Allen Newell, Herbert A. Simon e Cliff Shaw em 1956, foi projetado para resolver problemas lógicos, e é considerado o primeiro software de IA do mundo;

Eliza: primeiro chatbot com capacidade para usar linguagem natural, desenvolvido por Joseph Weizenbaum em 1966;

Shakey: desenvolvido pelo Stanford Research Institute (SRI) entre 1966 a 1972, foi o primeiro robô móvel do mundo capaz de perceber e raciocinar sobre o ambiente ao seu redor;

Dendral: projetado na década de 60 na Universidade de Stanford, foi uma das primeiras aplicações de IA voltadas para a saúde, usada para estudar a formação e descoberta de hipóteses na ciência.

Como a inteligência artificial evoluiu até a IA generativa?

A linha do tempo evolutiva da inteligência artificial é extensa, contínua e marcada por diversos acontecimentos. Inclusive, é importante notar que esse campo da tecnologia ainda está em desenvolvimento, ou seja, estamos apenas em uma fase dessa cronologia.

A origem da IA nas décadas de 40 e 50 envolveram, principalmente, estudos teóricos. Na época, a descoberta de modelos de redes neurais e a ânsia por criar máquinas inteligentes esbarravam na falta de capacidade das máquinas daquele tempo e na necessidade do entendimento mais aprofundado do cérebro humano.

Com o Teste de Turing, os estudos e experimentos foram intensificados: a primeira rede neural artificial (RNA) foi criada, o conceito de aprendizado de máquina veio à tona, e as aplicações iniciais de IA demonstravam que máquinas tinham potencial para replicar e executar tarefas humanas.

Supercomputador Deep Blue da IBM de 1997, com software de IA para jogar xadrez (Imagem: Divulgação/IBM)

Depois de um período de pausa nas pesquisas, a IA novamente ganhou destaque nos anos 80 com o surgimento das redes neurais artificiais multicamadas. No começo de 2000, as aplicações se tornaram mais complexas, embora desafios em relação a dados e poder computacional dificultassem o progresso.

Mas com o avanço tecnológico nos anos seguintes, máquinas se tornaram capazes de processar big data (conjunto robusto e complexo de dados). Isso permitiu avanços no funcionamento de algoritmos de uma RNA, e otimizou técnicas de aprendizado de máquina e aprendizado profundo em sistemas.

E de 2015 para cá, modelos de IA otimizaram o reconhecimento de imagem e processamento de linguagem natural, resultando em aplicações avançadas como ChatGPT, Google Gemini, Midjourney, entre outras ferramentas de IA generativa.

Quais os impactos da inteligência artificial na sociedade?

A inteligência artificial tem ditado o avanço tecnológico global, mas com impactos severos (positivos e negativos) para a sociedade. Algumas consequências positivas da implementação da IA em nosso cotidiano incluem:

Automação de processos: a IA tem capacidade de automatizar processos e tarefas repetitivas que são feitas com mão de obra humana;

Otimização de produtividade: com a automatização de processos, a inteligência artificial pode aumentar a produtividade no trabalho, nos estudos e nas áreas de pesquisa;

Avanço tecnológico: atualmente em evidência, a IA tem papel importante para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias em praticamente qualquer área;

Análise preditiva: por conta de análises de muitos dados, aplicações IA conseguem prever situações e auxiliar em tomadas de decisão;

Criação de novos conteúdos: aplicações de IA generativa são capazes de criar novos conteúdos a partir de dados, fomentando as áreas de arte e cultura.

Por outro lado, a IA também acompanha uma série de preocupações para a sociedade:

Desafios éticos: a IA é alvo de diversos conflitos éticos, especialmente nos campos de regulamentação e de direitos autorais;

Interferência nas relações humanas: a proliferação da inteligência artificial pode desmotivar interações humanas, bem como provocar dependência tecnológica;

Novas ameaças: indivíduos mal intencionados têm usado a IA para criar golpes, desinformação, deepfakes e outras ameaças digitais;

Coleta de dados: informações pessoais são coletadas de forma cada vez mais frequente, já que os dados são as principais commodities das aplicações de IA;

Desemprego: por mais que seja vista como ferramenta de suporte para o trabalho, a IA pode aumentar o quadro de desemprego ao automatizar tarefas que eram feitas por humanos.

História da inteligência artificial: quem criou e como surgiu a tecnologia revolucionária

História da inteligência artificial: quem criou e como surgiu a tecnologia revolucionária
Fonte: Tecnoblog

Quais são os tipos de inteligência artificial? Veja as diferenças entre as categorias ANI, AGI e ASI

Quais são os tipos de inteligência artificial? Veja as diferenças entre as categorias ANI, AGI e ASI

Tipos de inteligência artificial são classificados de acordo com suas capacidades em relação à mente humana (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A inteligência artificial (IA) refere-se à capacidade das máquinas de simularem processos da inteligência humana. Atualmente, a IA pode ser dividida em três níveis: Inteligência Artificial Estreita (ANI), Inteligência Artificial Geral (AGI) e Superinteligência Artificial (ASI).

A ANI é o único dos três tipos de IA que já faz parte do nosso cotidiano, com aplicações concretas. Já AGI e ASI são conceitos de IA que ainda estão sendo estudados por pesquisadores para o futuro, sem garantias de quando ou se vão sair do papel.

No caso da Inteligência Artificial Estreita, alguns exemplos de uso são os sistemas de navegação por GPS, chatbots de atendimento, assistentes virtuais e aplicações de IA generativa, como o ChatGPT.

A seguir, conheça os tipos de inteligência artificial, e entenda as diferenças entre eles.

Índice1. ANI: Inteligência Artificial EstreitaQuais os exemplos de Inteligências Artificiais Estreitas no cotidiano?Quais são as limitações da ANI?2. AGI: Inteligência Artificial GeralQuais as capacidades esperadas da AGI?3. ASI: Superinteligência ArtificialQuais as capacidades esperadas da ASI?Existem outras classificações para a inteligência artificial?Qual o tipo da inteligência artificial do ChatGPT?Qual a diferença entre a IA fraca e a IA forte?Qual a diferença entre a AGI e ASI?

1. ANI: Inteligência Artificial Estreita

Inteligência Artificial Estreita (ANI) é o único tipo de IA que já faz parte da realidade (Imagem: tungnguyen0905/Pixabay)

Derivada do termo em inglês Narrow AI, a Inteligência Artificial Estreita (ANI) representa o único tipo de inteligência artificial que existe atualmente. O termo “Estreita” da nomenclatura refere-se à limitação da IA de executar uma determinada tarefa ou um conjunto específico de ações dentro de um escopo bem definido.

O desenvolvimento constante da ANI tem resultado em aplicações com maior armazenamento de dados e processamento de informações otimizado. Ainda assim, as limitações de aplicação e amplitude fazem com que a Inteligência Artificial Estreita também seja popularmente chamada de “IA limitada” ou “IA fraca”.

Quais os exemplos de Inteligências Artificiais Estreitas no cotidiano?

A Inteligência Artificial Estreita impulsiona quase todas as aplicações atuais que envolvem o uso (direto ou indireto) de inteligência artificial. Alguns dos principais exemplos de serviços ou tecnologia que usam a ANI incluem:

Assistentes virtuais: Siri, Alexa, Google Assistente e outros assistentes voltados para reconhecimento de comandos de voz e execução de tarefas programadas;

Sistemas de navegação: aplicações com tarefas bem definidas, como encontrar a rota mais rápida de um ponto a outro;

Aplicações de IA generativa: aplicações como ChatGPT e Midjorney, que podem criar novos conteúdos com base nos prompts de entrada e dados de treinamento;

Carros autônomos: veículos que usam sensores e algoritmos para realizar ações previamente definidas, como frear em um farol vermelho ou mudar de direção em uma curva;

Chatbots de atendimento: aplicações e serviços automatizados para responder a determinadas perguntas de clientes;

Tradução automática: ferramentas que traduzem textos de um idioma para outro, mas que nem sempre consideram o contexto ou nuances linguísticas;

Reconhecimento facial: sistemas treinados para identificar padrões específicos em imagens faciais.

Quais são as limitações da ANI?

A ANI foca apenas no objetivo para o qual foi programada, não podendo atuar de forma mais abrangente. Um exemplo prático: se ela for treinada para sugerir receitas de bolo salgado, pode não ser capaz de indicar receitas de torta salgada, mesmo que os ingredientes usados sejam semelhantes.

Além disso, a Inteligência Artificial Estreita não tem compreensão profunda das informações que processa e carece de consciência própria. Ou seja, a tecnologia depende de uma grande quantidade de dados para a execução de tarefas, tanto na fase de treinamento quanto nas etapas de aprendizado contínuo.

Vale mencionar que a ANI tem papel importante para o desenvolvimento tecnológico, especialmente na automação de processos, análise de dados e realização de tarefas específicas. Contudo, trata-se de uma tecnologia que depende de humanos, desde sua concepção até a fase de manutenção de uso.

2. AGI: Inteligência Artificial Geral

Inteligência Artificial Geral (AGI) é um conceito de máquinas com capacidades humanas (Imagem: DeltaWorks/Pixabay)

A Inteligência Artificial Geral (ou Artificial General Intelligence, em inglês) é um conceito teórico de IA, ainda sem exemplos no mundo real. O termo “Geral” da nomenclatura surgiu para diferenciar a IA da Inteligência Artificial Estreita (ANI), uma vez que a AGI poderia solucionar problemas para os quais não foi programada.

Inclusive, espera-se que que a AGI tenha inteligência e capacidades similares a de seres humanos, o que explica sua classificação como “IA forte”. No entanto, trata-se de uma tecnologia que ainda não saiu do papel, e sem prazos definidos para sua concretização.

Quais as capacidades esperadas da AGI?

A expectativa é de que a AGI atinja o mesmo nível de habilidades cognitivas de um ser humano. Em teoria, a Inteligência Artificial Geral seria autoconsciente, com capacidade para resolver problemas, aprender, fazer previsões, e de transferir conhecimentos de uma área para outra.

E além de replicar raciocínios lógicos de uma mente humana, é dito que a AGI seria capaz de emular outros comportamentos complexos, como criatividade, percepção e aprendizado.

3. ASI: Superinteligência Artificial

Superinteligência Artificial (ASI) teria a capacidade de superar as capacidades humanas (Imagem: Enio-ia
Ao fazer o download, aceita a nossa Lice/Pixabay)

Representada pela sigla ASI, a Superinteligência Artificial (ou Artificial Superintelligence, em inglês) é uma suposição futura do tipo mais avançado de IA. Inclusive, o termo “Superinteligência” se refere a uma máquina com o poder de superar a capacidade e a inteligência humana em praticamente qualquer área.

Assim como a Inteligência Artificial Geral (AGI), a Superinteligência Artificial só existe no campo teórico e, por enquanto, é apenas um objeto de estudo. E dada suas capacidades teóricas, a ASI também faz parte do grupo chamado de IA forte.

Quais as capacidades esperadas da ASI?

Espera-se que uma máquina com ASI seja totalmente autoconsciente, com inteligência superior à de um ser humano, e com potencial para aprimorar-se e tomar decisões próprias, sem intervenção humana. E devido às capacidades e velocidades de processos, a Superinteligência Artificial revolucionaria o funcionamento do mundo.

Importante mencionar que a ASI é apenas uma projeção para o futuro, e dependeria da concretização e desenvolvimento da AGI para, de fato, sair do papel. Afinal, se a AGI poderia replicar capacidades humanas, a ASI executaria qualquer tarefa ainda melhor do que uma pessoa.

Existem outras classificações para a inteligência artificial?

Sim. Além dos tipos ANI, AGI e ASI, a inteligência artificial pode ser classificada em outras subdivisões, com base em critérios de capacidade diferentes. Essas categorias incluem:

Máquinas reativas: sistemas simples e limitados de IA, como motores de busca, que reagem a estímulos baseados em regras pré-programadas;

Memória limitada: tipo de sistema de IA com memória limitada para armazenar dados e tomar decisões a partir de informações, a exemplo de assistentes virtuais;

Teoria da mente: conceito sob estudo que propõe uma IA capaz de pensar e tomar decisões como um humano, incluindo o reconhecimento de emoções, crenças e reações;

Autoconsciente: conceito teórico de uma máquina de IA autoconsciente, com capacidade para compreender e refletir sobre si mesma e sobre a humanidade, e com recursos intelectuais e emocionais de uma pessoa de verdade.

Qual o tipo da inteligência artificial do ChatGPT?

O ChatGPT é um exemplo de Inteligência Artificial Estreita (ANI), já que foi designado para desempenhar apenas determinadas tarefas dentro do escopo de processamento de linguagem natural (NLP). Demais aplicações de IA generativa, como Google Gemini e Midjourney, também são enquadradas como ANI.

Qual a diferença entre a IA fraca e a IA forte?

Representada pela Inteligência Artificial Estreita (ANI), a IA fraca tem limitações de aplicação e capacidade, não é consciente, e só pode realizar tarefas dentro de um escopo predeterminado. Essas limitações permitiram a concretização da IA fraca, bem como sua implementação (via aplicações) no cotidiano.

Já a IA forte, composta por Inteligência Artificial Geral (AGI) e Superinteligência Artificial (ASI), é um conceito teórico ainda sob estudo. Suas capacidades seriam equivalentes ou superiores a de um ser humano, capacitando máquinas a pensar, executar, aprender ou entender o mundo por si próprias.

Qual a diferença entre a AGI e ASI?

A Inteligência Artificial Geral (AGI) é um conceito teórico de inteligência artificial, que teoriza uma máquina com poder para realizar tarefas intelectuais que qualquer humano é capaz de fazer. A AGI é vista como um tipo de IA superior ao da ANI, com menos limitações e mais capacidades intelectuais e de tomadas de decisão.

Também em estágio de conceito, a Superinteligência Artificial (ASI) seria uma evolução da AGI: ao invés de apenas replicar capacidades humanas, seria capaz de realizar qualquer atividade melhor e mais rápido que uma pessoa, com autoconsciência, e podendo evoluir, aprender, criar, executar e prever sem interferências externas.
Quais são os tipos de inteligência artificial? Veja as diferenças entre as categorias ANI, AGI e ASI

Quais são os tipos de inteligência artificial? Veja as diferenças entre as categorias ANI, AGI e ASI
Fonte: Tecnoblog