Category: Inteligência Artificial

Opera demonstra IA que navega na web por você, como um operador invisível

Opera demonstra IA que navega na web por você, como um operador invisível

Opera realiza o Browser Day em 10/04 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Opera demonstrou em Lisboa um operador de IA que realiza tarefas na web simulando interações humanas, como cliques e preenchimento de formulários
O sistema usa a assistente Aria e processa informações localmente, sem envio para a nuvem
O operador ainda está em testes, mostrou limitações com idiomas e não tem data de lançamento definida

Os criadores do navegador Opera apostam que, no futuro, nós iremos usar agentes de inteligência artificial para fazer a navegação na web. Chega de entrar em páginas, encontrar detalhes, aprender os layouts. Numa demonstração realizada em Lisboa, com a presença do Tecnoblog, foi possível observar o “operador” da Opera em ação pela primeira vez.

A tarefa pode parecer banal: encomendar flores e mandar entregar em um endereço de hotel. Na prática, porém, a inteligência artificial passa por uma verdadeira provação de capacidades antes de completar a atividade.

Os responsáveis pela Opera estavam com alta expectativa para um recurso anunciado há poucos meses, porém mantido dentro do ambiente controlado da empresa até então. Chegaram a fornecer sacos de pipoca para os convidados na hora da apresentação.

Como funciona o operador da Opera?

Funciona assim: primeiro, o usuário chama a Aria, assistente de IA já existente no navegador Opera. O primeiro prompt é dado diretamente em uma caixa que aparece no centro da tela do browser. A partir daí, abre-se um painel na lateral esquerda do software onde aparecem diversas informações.

O Opera assume o controle e passa a fazer cliques do mouse, rolar a tela e preencher campos com informações. É como se uma mão invisível estivesse no controle do seu computador. Todo o processamento é dinâmico: o sistema observa o que está na tela e toma decisões sozinho.

Tanto é assim que, segundo os representantes da Opera, cada máquina poderia realizar o comando de maneira diferente. Algumas começariam lendo a primeira página, outras já clicando no menu superior — tal qual humanos com bagagens distintas.

Prompt: “I want to order flowers to Sheraton Cascais Resort. Delivery timeframe 8 to 11 am, the day of 11 April. Order it from floresnocais.pt. He likes yellow flowers. Bill it to Henrik Lexow. Ship it to Tillmann Braun” (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No fim das contas, o navegador conseguiu escolher as flores e preencher as informações de entrega. Esbarrou, porém, na tela de pagamento. Parece que a IA não lidou bem com informações em outro idioma (afinal, os comandos foram dados em inglês, mas a encomenda partiria de uma floricultura portuguesa).

Resultado surpreende

Os convidados para o evento de ontem (10) ficaram impressionados com a autonomia do sistema. Ele está em fase de testes e não foi liberado nem mesmo para os beta testers do Opera. Quando chegar ao mercado, deve competir com o operador do ChatGPT, que está em desenvolvimento. A Microsoft também trabalha no Copilot Vision, capaz de ver o que está na tela e conversar contigo, mas este sistema não realiza ações independentes.

Tenha em mente que o operador é mais lento do que um ser humano. A simples tarefa de comprar flores levou vários minutos. É provável que uma pessoa de carne e osso fizesse isso numa fração deste tempo. No entanto, estamos no início desta nova tecnologia, e já aprendemos de outras ocasiões que o amadurecimento da IA costuma ser muito rápido.

O operador do Opera é feito com privacidade em mente. Todo o processamento ocorre diretamente na máquina do usuário, sem depender da nuvem nem mandar seus dados para fora.

A Opera não divulgou planos para disponibilizar o operador de IA, nem qual será seu modelo de negócios.

Thássius Veloso viajou para Portugal a convite da Opera.
Opera demonstra IA que navega na web por você, como um operador invisível

Opera demonstra IA que navega na web por você, como um operador invisível
Fonte: Tecnoblog

OpenAI pode lançar GPT-4.1 e mais modelos de IA na semana que vem

OpenAI pode lançar GPT-4.1 e mais modelos de IA na semana que vem

Modelos novos podem vir “quebrados”, alerta empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A OpenAI pode lançar o GPT-4.1 na próxima semana, junto com versões Mini e Nano, e os modelos de raciocínio o4 Mini e o3.
Sam Altman, CEO da OpenAI, alertou que os lançamentos podem sofrer atrasos por problemas de capacidade semelhantes aos enfrentados com o GPT-5.
Referências aos modelos o4 Mini, o4 Mini High e o3 foram encontradas na nova versão web do ChatGPT.

A OpenAI pode apresentar seu novo modelo de inteligência artificial, o GPT-4.1, na próxima semana, de acordo com informações obtidas pelo site The Verge. Com ele, viriam versões menores, chamadas Mini e Nano. Os modelos de raciocínio o4 Mini e o3 também estão próximos de serem lançados.

Apesar da possibilidade de lançamento do GPT-4.1, as fontes ouvidas pela publicação advertem sobre o risco de atraso. Recentemente, a empresa precisou adiar novos modelos devido a problemas de capacidade.

Sam Altman avisou que GPT-5 vai demorar (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Foi o que aconteceu, por exemplo, com o GPT-5, que teve seu anúncio postergado. Em uma publicação no X, Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou, na sexta-feira (04/04), que a companhia teve dificuldades para integrar suas tecnologias de maneira satisfatória. Por outro lado, ele declarou que a empresa poderá lançar um modelo muito melhor do que se pensava inicialmente.

Esta não foi a primeira vez que Altman tocou no assunto. Na terça-feira passada (01/04), o executivo alertou que os usuários devem ter em mente que os próximos lançamentos podem atrasar, chegar “quebrados” e enfrentar lentidão por causa de “desafios de capacidade”.

Novos modelos podem chegar antes

A reportagem do The Verge também aponta que os modelos de raciocínio o3 (em versão completa) e o o4 Mini devem ser lançados também na próxima semana. Neste caso, o lançamento parece mais próximo. Altman, da OpenAI, já falou abertamente sobre esses dois modelos no X.

Além disso, o engenheiro de IA Tibor Blaho encontrou referências ao o4 Mini, o4 Mini High e o3 em uma nova versão web do ChatGPT, o que reforça a ideia de que eles devem ser liberados em um futuro próximo.

Nesta quinta-feira (10/04), Altman afirmou no X que a empresa revelaria um novo recurso para o ChatGPT. No entanto, não se tratava de um novo modelo, e sim de melhorias na ferramenta de memória do chatbot.

Com informações do Verge
OpenAI pode lançar GPT-4.1 e mais modelos de IA na semana que vem

OpenAI pode lançar GPT-4.1 e mais modelos de IA na semana que vem
Fonte: Tecnoblog

Meta é acusada de manipular benchmarks de IA do Llama 4

Meta é acusada de manipular benchmarks de IA do Llama 4

Resultados do Llama 4 em testes chamaram a atenção (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta enviou para um teste de benchmarking no LMArena uma versão do Llama 4 diferente da que foi disponibilizada ao público, segundo especialistas em IA.
A empresa confirmou o uso da versão experimental, afirmando que aplica esse método a diversas “variantes customizadas”.
O LMArena criticou a Meta pela falta de transparência e anunciou que incluirá a versão final do Llama 4 Maverick nas votações.

Especialistas em inteligência artificial observaram que a Meta enviou para um teste de benchmarking uma versão do Llama 4 diferente da que foi liberada para o público. A empresa confirma ter usado uma versão experimental, mas diz fazer o mesmo com muitas variantes customizadas.

O que a Meta fez para provocar a polêmica?

Na documentação publicada com o lançamento do Llama 4, a Meta afirma que o teste LMArena foi feito usando uma versão experimental do modelo, “otimizada para conversacionalidade”, nas palavras da própria empresa.

O resultado do Llama 4 no LMArena é muito bom: o modelo é o atual segundo colocado na pontuação Elo. Com 1.417 pontos, ele está acima do 4o da OpenAI e abaixo apenas do Gemini 2.5 Pro, do Google.

Llama 4 foi bem em “batalhas” contra outros modelos de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O LMArena é uma ferramenta de benchmarking de código aberto e colaborativa. Nos testes, usuários fazem uma mesma pergunta para dois modelos de IA distintos e votam em qual deu a melhor resposta. Quanto maior o número de vitórias na “arena”, maior a pontuação Elo (sim, o mesmo sistema de pontuação usado no xadrez, por exemplo).

O que a Meta diz sobre isso?

Em um email enviado ao The Verge, a Meta confirma ter usado uma versão experimental do Llama 4, mas diz que faz testes “com todos os tipos de variantes customizadas”.

A Llama-4-Maverick-03-26-Experimental é uma dessas e “também teve um bom desempenho no LMArena”, nas palavras de um porta-voz da companhia. Agora, a Meta afirma estar animada para ver o que os desenvolvedores farão com o Llama 4 de código aberto, que pode ser customizado.

O que a LMArena vai fazer a respeito?

Apesar de a Meta minimizar os questionamentos, os administradores do LMArena disseram que “a interpretação da Meta de nossas políticas não corresponde ao que esperamos dos fornecedores de modelos” e que a empresa deveria ter deixado claro que o modelo usado era otimizado.

Por isso, a versão final do Llama 4 Maverick será adicionada às votações, e os resultados devem ser divulgados em breve.

Com informações do TechCrunch, Gizmodo e The Verge
Meta é acusada de manipular benchmarks de IA do Llama 4

Meta é acusada de manipular benchmarks de IA do Llama 4
Fonte: Tecnoblog

Gemini: IA do Google passa a enxergar e conversar sobre o mundo

Gemini: IA do Google passa a enxergar e conversar sobre o mundo

Gemini Live estreia recurso visual nos celulares Galaxy S25, Pixel 9 e no Gemini Advanced (imagem: divulgação)

O Google liberou a funcionalidade de usar a câmera do celular com o Gemini Live. Anunciado no ano passado, o recurso da big tech que permite que usuários conversem com o Gemini enquanto exibem algum elemento do ambiente. Com essa ferramenta, é possível pedir informações sobre objetos, roupas e até ajuda na decoração da casa.

Para quais celulares está disponível o Gemini Live?

O Gemini Live foi liberado para os celulares Galaxy S25, Pixel 9 (não vendido oficialmente no Brasil) e assinantes do Gemini Advanced — serviço de assinatura da IA que fornece recursos extras.

Em seu site, a Samsung diz que o Gemini Live será lançado “primeiro nos celulares da série Galaxy S25”, indicando que outros dispositivos da marca ganharão a ferramenta no futuro.

Usuário pode pedir ao Gemini Live para identificar uma planta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Se você já tem um modelo da linha Galaxy S25 e o celular está atualizado, você pode ativar o Gemini Live pressionando e segurando o botão lateral.

Quais as funcionalidades do Gemini Live?

Com o Gemini Live, o usuário pode apontar a câmera do celular para algum elemento e conversar com a IA. Por exemplo, é possível filmar a sua sala e pedir para o Gemini sugestões sobre como redecorar o espaço, seja trocando um móvel de lugar ou itens que combinem com a decoração.

O Google também mostra em seu site algumas outras sugestões, como filmar objetos na casa que estão com defeitos (uma cadeira rangendo, por exemplo) e receber o possível diagnóstico do problema, dicas de roupas para vestir em uma determinada ocasião, auxílio com cálculos e perguntar qual o material de uma roupa.

No momento, a funcionalidade de pedir informações sobre estabelecimentos não está disponível. Esse recurso foi mostrado pelo Google para o Android XR. Porém, dadas as suas semelhanças com o Gemini Live, é provável que ele estreie na IA no futuro.

Assim, usuários poderão apontar a câmera para a fachada de um restaurante, ver a tradução do cardápio (se tiver na parte externa) e ouvir o sumário das análises do local.
Gemini: IA do Google passa a enxergar e conversar sobre o mundo

Gemini: IA do Google passa a enxergar e conversar sobre o mundo
Fonte: Tecnoblog

OpenAI adia lançamento do GPT-5 por mais alguns meses

OpenAI adia lançamento do GPT-5 por mais alguns meses

Vai demorar mais alguns meses para o ChatGPT estrear o LLM GPT-5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI adiou o lançamento do GPT-5 para integrá-lo melhor ao ecossistema atual, segundo o CEO Sam Altman.
O novo modelo deve unificar LLMs anteriores e trazer recursos como voz integrada, Canvas e Deep Research.
Enquanto isso, os modelos de raciocínio o3 e o4-mini, voltados para programação, ciência e matemática, serão lançados nas próximas semanas.

A OpenAI vai adiar o lançamento do LLM GPT-5, modelo de IA generativa que será utilizado no ChatGPT. O adiamento do GPT-5 foi anunciado por Sam Altman, CEO da OpenAI, em uma publicação no X. Segundo Altman, o próximo LLM da empresa será “muito melhor do que pensado originalmente”.

Por que a OpenAI adiou o lançamento do GPT-5?

Segundo Sam Altman, um dos motivos para adiar o lançamento do GPT-5 por mais alguns meses foi a dificuldade em integrar de modo mais suave o LLM com o sistema existente. Altman ainda explica no tweet que a empresa espera ter capacidade suficiente para atender à demanda após o lançamento do GPT-5.

Sam Altman publicou no X que GPT-5 será adiado (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O CEO da OpenAI diz que a empresa espera uma “demanda sem precedentes” com a estreia do novo LLM. A previsão da empresa faz sentido quando analisamos as declarações de Altman, outros membros da OpenAI e fontes anônimas de jornalistas. O CEO já revelou que o GPT-5 terá vários recursos, como voz integrada, uso do Canvas, busca, Deep Research e integrará todos os outros LLMs da empresa.

Essa integração do LLM funcionará assim: em vez de você selecionar qual modelo usar, a IA vai identificar pela complexidade do prompt qual o LLM ideal para entregar a resposta desejada. Para a OpenAI isso é ótimo, já que não precisará escolher uma versão cara do GPT para responder ao usuário quanto é 1+1.

O GPT-5 também terá diferentes níveis de inteligência — que podemos chamar de desempenho. Quem usa o ChatGPT gratuito terá acesso ao LLM com um nível padrão de inteligência. Assinantes do Plus usarão um GPT-5 mais inteligente, enquanto membros do Pro terão a versão ainda mais inteligente, com o máximo de capacidade do modelo.

LLMs o3 e o4-mini chegam em breve

No mesmo tweet em que informa o adiamento do GPT-5, Altman revela que os modelos o3 e o4-mini serão lançados nas próximas semanas. Esses LLM integram a família de modelos de raciocínio da OpenAI, voltados para tarefas de programação, ciência e matemática — além de mostrar a linha de raciocínio usada para chegar na resposta.

Com informações do TechCrunch
OpenAI adia lançamento do GPT-5 por mais alguns meses

OpenAI adia lançamento do GPT-5 por mais alguns meses
Fonte: Tecnoblog

Llama 4 é anunciado pela Meta com três tipos de LLMs diferentes

Llama 4 é anunciado pela Meta com três tipos de LLMs diferentes

Meta lança novos modelos da geração Llama 4, incluindo um LLM professor de IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta anunciou na última sexta-feira (5) novos LLM do Llama 4, sua atual geração de modelo para IAs. O Llama 4 ganhou três novos modelos, cada um dedicado a uma atuação específica. Os modelos são o Maverick, Scout e Behemoth — este ainda em fase de treinamento.

Quais as especificações dos novos Llama 4?

O Llama 4 Scout tem 17 bilhões de parâmetros, janela de contexto de 10 milhões e foi treinado com 16 especialistas. Este LLM demanda menos capacidade de processamento. Como explica a Meta, ele pode ser utilizado com uma GPU Nvidia H100, aceleradora para executar tarefas de IA. O Llama 4 Scout é voltado para empresas ou profissionais que realizam tarefas menos complexas.  

Quanto maior a quantidade de parâmetros, maior a capacidade do LLM de processar prompts e dados para entregar uma resposta mais precisa. Por isso o Llama 4 Scout se encaixa como um modelo mais básico — dado o seu padrão para uso corporativo.

Gráfico da Meta mostra diferenças e especificações dos novos modelos do Llama 4 (imagem: divulgação)

O Llama 4 Maverick possui os mesmos 17 bilhões de parâmetros do Scout, mas foi treinado com 128 especialistas. Este LLM já necessita de um servidor H100 para ser utilizado, demandando mais processamento e gasto energético. O Maverick, ao contrário do Scout, atende empresas de porte médio à grande, que realizam mais atividades com processamento de dados.

Esses dois LLMs são versões reduzidas do Llama 4 Behemoth, que ainda não está disponível para testes. O Behemoth possui 288 bilhões de parâmetros e é desenvolvido para a criação de modelos derivados. Este LLM poderá ser usado por empresas para treinar ou criar seus próprios modelos.

Segundo a Meta, o Llama 4 Behemoth superou o GPT-4.5, Claude Sonnet 3.7 e o Gemini 2.0 Pro em benchmarks focados em ciências e matemática, como o Math-500 e GPQA Diamond — este é um teste em IAs respondem a questões de nível universitário em áreas de ciências.

O Llama 4 Scout e Llama 4 Maverick podem ser baixados no próprio site do LLM ou no Hugging Face. A Meta AI com o Llama 4 pode ser testada nos produtos da Meta, como WhatsApp ou Instagram Direct.

Com informações de Meta (1 e 2)
Llama 4 é anunciado pela Meta com três tipos de LLMs diferentes

Llama 4 é anunciado pela Meta com três tipos de LLMs diferentes
Fonte: Tecnoblog

Kindle vai usar IA para recapitular livros de uma mesma série

Kindle vai usar IA para recapitular livros de uma mesma série

Kindle Colorsoft Signature Edition é o primeiro e-reader da Amazon com tela e-ink colorida (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Kindle lançou a ferramenta Recaps, que usa IA para resumir enredos e personagens de livros.
Segundo um porta-voz da Amazon, os resumos gerados pelo recurso são revisados por moderadores humanos.
Disponível apenas nos EUA, ainda não há informações sobre a chegada da ferramenta ao Brasil.

A Amazon anunciou a ferramenta Recaps para o Kindle, que utiliza inteligência artificial para resumir os principais pontos do enredo e dos personagens de um livro. Com isso, o recurso pode ajudar o leitor a relembrar o que aconteceu antes de iniciar a leitura do e-book seguinte da mesma série.

Os Recaps ficarão disponíveis na página de uma série de livros, dentro da biblioteca do usuário, acessíveis por um botão ou pelo menu representado pelo ícone de três pontos. Ao selecionar essa opção, o Kindle mostrará quais livros possuem resumos disponíveis e alertará sobre possíveis spoilers.

Cada livro de uma série terá seu próprio resumo (imagem: divulgação)

Em entrevista ao TechCrunch, um porta-voz da Amazon explicou que a ferramenta se baseia em inteligência artificial generativa e na revisão de moderadores humanos da empresa. No Reddit, alguns usuários demonstraram preocupação com o uso de IA, temendo que ela possa gerar resumos incorretos devido a alucinações da tecnologia.

Por enquanto, os Recaps estão disponíveis apenas nos Estados Unidos, para livros em inglês. A ferramenta faz parte da mais recente atualização de software do Kindle e está disponível para todos os modelos. A Amazon também tem planos de levar o recurso para seu aplicativo no iOS. Ainda não há informações sobre o lançamento no Brasil.

Quais as outras mudanças recentes no Kindle?

No fim de março, o Kindle Paperwhite de 12ª geração e o Kindle Colorsoft receberam uma atualização que permite virar a página com dois toques na lateral ou na parte traseira do dispositivo. Essa é uma alternativa para quem prefere não tocar diretamente na tela ou sente falta dos botões físicos dos modelos antigos.

Em fevereiro de 2025, a Amazon encerrou a função de baixar e-books no computador. A mudança, que tem como principal objetivo combater a pirataria, desagradou muitos usuários, que consideraram a medida uma limitação aos livros que adquiriram. Nos EUA, a empresa passou a destacar que, ao comprar um e-book para Kindle, o usuário está pagando apenas pela licença do conteúdo, que pode ser revogada posteriormente.

Com informações da Amazon e TechCrunch
Kindle vai usar IA para recapitular livros de uma mesma série

Kindle vai usar IA para recapitular livros de uma mesma série
Fonte: Tecnoblog

Boneco ChatGPT: conheça a nova trend de IA após Estúdio Ghibli

Boneco ChatGPT: conheça a nova trend de IA após Estúdio Ghibli

Versões bonecos de usuários vão encher a sua timeline nos próximos dias. Imagem criada com apoio do ChatGPT (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Não é surpresa que nos dias de hoje, as trends das redes sociais saturam o conteúdo e duram pouco tempo. Depois do viral das imagens copiando o estúdio Ghibli, agora a moda é fazer a sua própria versão de bonecos colecionáveis. Isso pode ser feito usando qualquer gerador de imagens de IA, mas a maioria está utilizando o ChatGPT.

A OpenAI ainda não liberou o seu gerador de imagens para usuários do plano gratuito. No entanto, usuários podem pedir que o ChatGPT edite imagens enviadas para a IA. Assim, você pode jogar uma foto sua e pedir que a inteligência artificial a adapte, adotando alguns estilos de desenho. Isso pode ser uma versão anime, boneco, Pixar ou Ghibli — que a OpenAI tentou restringir.

Como criar a minha versão boneco no ChatGPT?

Para criar a sua versão boneco usando o ChatGPT você precisa subir uma imagem de inspiração e de um prompt mais complexo — não é tão simples quanto um “faça essa foto na versão Pixar/Ghibli”. O Tecnoblog testou diferentes prompts para gerar alguns bonecos a partir de fotos ou ilustrações.

Boneco Tecnoblog criado com prompt de ChatGPT deixou cabeça fora da caixa. Imagem criada com apoio do ChatGPT (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Para conseguir o resultado acima nós usamos o seguinte prompt:

“Crie uma imagem de um boneco usando como inspiração o desenho do homem da imagem. A caixa precisa ter o visual similar às das caixas de bonecos vendidas em lojas, na qual há um gancho ou suporte para pendurar a caixa no mostruário. No lado do boneco estão seus acessórios: uma guitarra, um par de baquetas, um celular e um videogame. A caixa precisa ter as cores azul e branco. O texto do nome do boneco é Action Figure do Tecnoblog”

Você pode copiá-lo e adaptá-lo para a sua necessidade, incluindo mais detalhes, como adicionar uma profissão ao texto exibido na caixa e o seu nome caso queira.

E importante: o ChatGPT demora um bom tempo para gerar o resultado. O prompt é mais complexo e essas gerações produzem imagens de maior qualidade do que as de outras IAs — aqui precisamos reconhecer a qualidade do gerador de imagens da OpenAI.

Foram necessários alguns prompts para corrigir o erro da cabeça do boneco estar fora da caixa. Imagem criada com apoio do ChatGPT (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Como você pode notar, a imagem do boneco do Tecnoblog ficou fora da caixa. Para resolver isso, pedimos que ele mantivesse todo o resto e apenas ajustasse o boneco para ficar dentro das linhas brancas da caixa. Talvez ele não consiga resolver isso e você precisa testar outros prompts.

E cuidado: ao tentar criar outros bonecos na mesma conversa, o ChatGPT pode confundir os prompts e gerar uma mistura. Na primeira tentativa, tentamos criar um boneco Fernanda Torres Pikachu (ele não fez, pois viola as diretrizes da OpenAI).

Depois, na mesma conversa, tentamos criar o boneco do Mobilon. Um dos resultados foi um boneco do Tecnoblog com orelha de Pikachu.

Boneco do Tecnoblog misturou prompts ao usar diferentes imagens em uma mesma conversa. Imagem criada com apoio do ChatGPT (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Bonecos de ídolos e personagens favoritos

ChatGPT não deixa você criar bonecos de pessoas públicas ou de personagens, mas você pode dar o seu jeitinho. Imagem criada com apoio do ChatGPT (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar de até o dono da OpenAI usar no X uma foto de perfil no estilo Estúdio Ghibli, o ChatGPT não deixa você criar bonecos de pessoas famosas ou de personagens. Ao tentar usar algum elemento de marca protegida, como o Pikachu, a IA responde que isso viola as suas diretrizes de conteúdo. O mesmo vale ao citar uma pessoa pública.

Para conseguirmos um boneco inspirado na Fernanda Torres, foram usadas três fotos dela no Globo de Ouro e o ChatGPT Plus. O prompt pede para incluir o nome Fátima, personagem interpretada por Fernanda Torres na série Entre Tapas e Beijos. Veja o prompt completo.

Faça um boneco colecionável inspirado nestas imagens, uma mulher de cabelos segurando uma estatueta. O boneco está embalado em uma caixa, com o texto “Fátima Totalmente Vencedora — Limited Edition” na parte superior. A caixa do boneco colecionável deve ser similar às caixas de bonecos vendidos em lojas de brinquedos. Junto com o boneco, estão alguns acessórios miniaturas para action figures. São eles: um globo de ouro, um balde, uma tiara de noiva, um microfone

Boneco ChatGPT: conheça a nova trend de IA após Estúdio Ghibli

Boneco ChatGPT: conheça a nova trend de IA após Estúdio Ghibli
Fonte: Tecnoblog

Amazon libera Alexa+ com IA, mas sem várias funções

Amazon libera Alexa+ com IA, mas sem várias funções

Amazon finalmente lançou a Alexa+, mas com quase nada dos recursos prometidos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Amazon lançou a Alexa+ nos EUA, mas muitos recursos ainda estão indisponíveis e podem demorar mais de dois meses para serem liberados.
Os recursos atrasados não atendem aos padrões de qualidade exigidos pela Amazon, como pedidos de delivery no Grubhub e reconhecimento de membros da família.
A Alexa+ com IA generativa está disponível na assinatura do Amazon Prime ou por US$ 20 mensais.
Ela funciona em modelos de Echo Show e Echo Dot lançados após 2017.

Nesta segunda-feira (31), a Amazon finalmente lançou a Alexa+, a versão (finalmente) inteligente da sua assistente virtual. Porém, vários recursos prometidos estão faltando e podem demorar mais de dois meses para chegar, informa o The Washington Post. A Alexa+ foi liberada para parte dos consumidores e está disponível apenas em inglês.

Por que a Amazon está atrasando a liberação de alguns recursos da Alexa+?

Segundo o The Washington Post, que teve acesso a documentos da Amazon, parte dos recursos atrasados não está de acordo com o padrão de qualidade exigido pela big tech. Entre essas ferramentas estão a habilidade de pedir delivery no Grubhub (serviço disponível nos EUA) e identificar membros da família. Com este recurso é possível que o Echo Show reconheça as pessoas e as lembre de realizar determinadas tarefas.

Outras ferramentas que ainda não têm data para chegar à Alexa+ são:

Geração automática de histórias para entreter as crianças

Sugestão de presentes

Versão conversacional da Alexa no site Alexa.com

Além de recursos completamente ausentes, temos o curioso caso de um recurso semifuncional. A habilidade de ler e resumir documentos enviados para a Alexa exibirá uma mensagem de erro caso o usuário tente deletar o documento.

Alexa+ é mais inteligente e capaz de realizar tarefas mais complexas que as skills da versão padrão (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Documentos visualizados pelo The Washington Post mostram que o usuário pode entrar em contato com a Ajuda da Amazon para apagar o arquivo. Todavia, não é possível apagar todos os dados associados ao documento no sistema da Alexa+.

A big tech espera corrigir isso nas próximas semanas. Do ponto de vista de segurança e privacidade digital, a ferramenta não deveria ser lançada sem a opção do usuário apagar todas as informações de um documento.

Apple passou por problemas por causa de promessas

Em março, a Apple foi alvo de um processo de propaganda enganosa pelo atraso em lançar diversos recursos prometidos no Apple Intelligence. Ainda é cedo para dizer se os atrasos nas novidades prometidas pela Amazon serão duradouros.

Entretanto, o caso recente da Apple mostra que os consumidores podem não ter muita paciência para esperar. No mais, os usuários da Alexa podem até seguir o mesmo caminho e levar a Amazon para a Justiça.

O que é a Alexa+?

A Alexa+ é a versão da Alexa com inteligência artificial generativa, usando diferentes LLMs. Essa nova versão da assistente virtual da Amazon está disponível na assinatura do Amazon Prime, mas também pode ser adquirida separadamente por US$ 20 (R$ 113) ao mês — ainda sem previsão de preço no Brasil.

Para usar a Alexa+ é necessário ter um dispositivo Echo compatível. No momento, apenas o Echo Show 8, Echo Show 10, Echo Show 15 e Echo Show 21 suportam a novidade. Os dispositivos Echo Dot lançados após 2017 também terão suporte à Alexa+

Com informações de The Washington Post e Engadget
Amazon libera Alexa+ com IA, mas sem várias funções

Amazon libera Alexa+ com IA, mas sem várias funções
Fonte: Tecnoblog

YouTube desativa receita de anúncios para canais de trailers de filmes falsos

YouTube desativa receita de anúncios para canais de trailers de filmes falsos

YouTube remove a monetização de dois grandes canais que criavam trailers com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O YouTube desmonetizou os canais Screen Culture e KH Studios por criarem trailers falsos com IA, e vai redirecionar a receita para estúdios de Hollywood.
O sucesso desses trailers se explica, em partes, pela obsessão dos fãs por conteúdo e à falta de rótulos claros indicando que os vídeos são fictícios.
A plataforma enfrenta um aumento de canais que usam IA para criar vídeos enganosos, explorando temas populares com aparência autêntica.

O YouTube cortou a monetização de dois grandes canais que produzem trailers falsos com IA. O Screen Culture (1,4 milhão de inscritos) e o KH Studios (685 mil inscritos), como revelou o site Deadline, foram removidos do programa de parceiros da plataforma. Segundo o site, agora toda a receita dos vídeos dos canais vai para os grandes estúdios de Hollywood.

Em sua apuração, o Deadline, site especializado em cinema e TV, descobriu que Warner Bros. Discovery e Sony estão entre os estúdios que receberão a receita oriunda dos trailers fakes do Screen Culture e KH Studios.

Como os estúdios estão recebendo a receita dos canais?

Os estúdios não responderam aos contatos do site. Porém, podemos imaginar como será a divisão da receita dos trailers feitos por IA. Exemplo: um teaser feito para a segunda temporada de The Last of Us terá sua monetização entregue para a Warner Bros. Discovery, dona da Max.

Trailer fake de The Last of Us 2 está próximo de bater 1 milhão de visualizações (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Como explica o Deadline, isso é uma exceção ao processo normal do YouTube. Quando um canal viola a política de direitos autorais, o procedimento padrão é apenas o desmonetizar, não repassar a receita ao proprietário dos direitos.

Por que os trailers fakes fazem tanto sucesso no YouTube?

Existem dois motivos para o sucesso dos trailers fakes: a obsessão dos fãs em consumir conteúdo das suas obras favoritas e o desconhecimento de alguns sobre a veracidade dos vídeos. Vamos por partes.

Alguns fãs gostam de participar de comunidades que criam teorias sobre sua obra favorita. Além disso, com o maior tempo de lançamento entre temporadas de séries e produções cinematográficas, a carência deixa os fãs mais sedentos por qualquer material ligado a sua querida série ou filme.

KH Studios publica dos trailers falsos por dia (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O outro motivo para o sucesso é que os canais agem de má-fé para enganar os espectadores. No título do vídeo não há nenhuma indicação de que o vídeo é “fan made”, um conceito ou criado por IA. O trailer fake para a segunda temporada de The Last of Us 2, por exemplo, tem o título “The Last of Us Season 2 | Ultimate Trailer | Max” — isso engana qualquer um.

A explicação de que o vídeo é um “conceito” só é relatado na descrição do vídeo, que mal é mostrada na versão web e mobile — e na descrição do canal só aparece no segundo parágrafo. Ao abrir um vídeo no navegador, a descrição só é mostrada ao rolar para baixo. No celular você precisa clicar na descrição para ler.

E sim, o YouTube e o seu algoritmo têm culpa no cartório. Como analisou o Deadline, os trailers falsos chegam a ficar mais bem ranqueados na busca que os trailers originais. E isso apesar de o YouTube proibir conteúdo feito para enganar os usuários, além de exigir que seja informado que IA foi usada na produção.

YouTube e o crescimento de canais de IA

Canais com conteúdo todo feito por IA vêm crescendo no YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A caçada do YouTube contra esses canais pode mostrar os próximos passos da plataforma contra um problema crescente: canais de IA. Repare nas recomendações que aparecem para você. Canais novos, com áudio de narração estranho e temas repetidos sobre algo que você gosta, podem ter vídeos produzidos por IA.

Os criadores desses canais pegam assuntos populares e usam IA para produzir o conteúdo. Por exemplo, o YouTube já me sugeriu um canal sobre o legendário de Tolkien. O vídeo recomendado continha imagens de orcs claramente geradas por IA, uma narração robótica e roteiro que se repetia no final. Se você ver algo assim, verifique quando o canal foi lançado — se foi depois de 2022, provavelmente é IA.

Com informações de Deadline e The Verge
YouTube desativa receita de anúncios para canais de trailers de filmes falsos

YouTube desativa receita de anúncios para canais de trailers de filmes falsos
Fonte: Tecnoblog