Category: Inteligência Artificial

Microsoft pede ajuda ao Congresso dos EUA para combater deepfakes

Microsoft pede ajuda ao Congresso dos EUA para combater deepfakes

Microsoft pede que autoridades façam sua parte para combater deepfakes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Brad Smith, presidente da Microsoft, fez um apelo ao Congresso dos Estados Unidos: regulamentar o uso de deepfakes para lidar com fraudes, abusos e manipulação. Para ele, as autoridades precisam tomar medidas urgentes para proteger crianças, idosos e processos eleitorais.

A Microsoft entende que uma legislação para deepfakes daria a policiais e investigadores formas de processar responsáveis por golpes e fraudes. Além disso, a companhia considera que as leis estaduais e federais dos EUA contra divulgação de imagens íntimas, exploração infantil e exploração sexual precisam ser atualizadas para incluir conteúdos gerados com inteligência artificial.

Inteligência artificial pode ser usada para criar imagens realísticas (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

“Embora o setor de tecnologia e grupos sem fins lucrativos tenham tomado medidas para resolver este problema, é evidente que nossas leis também precisarão evoluir para combater fraudes envolvendo deepfakes”, diz o blog post assinado por Smith.

“Uma das coisas mais importantes que os EUA podem fazer é aprovar um estatuto abrangente contra fraudes usando deepfakes para evitar que cibercriminosos usem esta tecnologia para roubar cidadãos comuns”, pede o presidente da companhia.

A própria Microsoft se viu em uma situação complicada envolvendo este assunto. No fim de 2023, o Designer, ferramenta da empresa que usa IA para gerar imagens, estava sendo usada para criar imagens explícitas, indo de colegas de classe a celebridades como a cantora Taylor Swift. A companhia corrigiu a falha.

Uma proposta aprovada no Senado americano poderá permitir que vítimas de deepfakes sexualmente explícitos processem os criadores das imagens. O FCC, equivalente dos EUA à nossa Anatel, baniu ligações telefônicas com robôs que imitam vozes humanas usando IA generativa.

Brasil tem propostas contra deepfakes

No Brasil, há diferentes propostas para regular o uso de deepfakes. Uma já foi aprovada: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá cassar candidaturas por uso irregular de IA.

Além disso, há projetos de lei para exigir consentimento para usar a tecnologia com imagens de pessoas falecidas e para aumentar a pena caso o crime de violência psicológica contra a mulher envolve imagens editadas com esta técnica, entre outros exemplos.

Com informações: The Verge
Microsoft pede ajuda ao Congresso dos EUA para combater deepfakes

Microsoft pede ajuda ao Congresso dos EUA para combater deepfakes
Fonte: Tecnoblog

iPhone ganha gravador de chamadas; veja primeiras imagens

iPhone ganha gravador de chamadas; veja primeiras imagens

Beta do iOS 18.1 mostra recurso para gravar chamadas no iPhone (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Apple liberou o beta do iOS 18.1 para desenvolvedores nesta segunda-feira (29). O destaque do update não está nos recursos do Apple Intelligence, mas na estreia do gravador de chamadas nativo no iPhone — demorou mais de 17 anos para o celular da big tech ganhar essa ferramenta. O iOS 18.1 deve ser lançado no mês de outubro, algumas semanas depois do lançamento do iPhone 16 e da nova versão do sistema operacional mobile da Apple.

A atualização para o iOS 18.1 foi liberada na sua versão beta para desenvolvedores. Usuários que desejam testar os recursos da atualização terão que aguardar mais alguns meses. Além de gravar chamadas, o iPhone será capaz de transcrever o áudio das ligações. O arquivo da chamada é salvo no aplicativo de notas do iPhone.

Imagens da função de gravar chamadas no iPhone

Algum devs com acesso ao iOS 18.1 divulgaram as imagens da funcionalidade de gravação de chamadas. O botão para registrar as ligações fica localizado no canto superior esquerdo da tela. Ao ativar o recurso, o outro participante (ou outros em casos de chamadas de grupo) da conversa recebe um aviso de que a ligação está sendo gravada — uma medida para evitar que um usuário seja gravado indevidamente.

Gravador de chamadas no iOS 18.1 avisa a todos os participantes da chamada que a mensagem será gravada (Imagem: Reprodução/MacRumors)

O site Android Authority conseguiu testar a ferramenta. Segundo o veículo, o recurso de gravação de chamadas e a transcrição roda no próprio iPhone, sem precisar do Apple Intelligence. Contudo, para pedir um resumo do áudio é necessário que a IA esteja ligada.

Até o momento, a ferramenta de gravar chamadas está liberada apenas para o iPhone 15 Pro e 15 Pro Max. Essa limitação aos modelos Pro não faz muito sentido, já que até um Galaxy A com um Exynos de entrada consegue gravar chamadas. Provavelmente isso é apenas uma restrição inicial do lançamento do iOS 18.1 beta.

O iOS 18 será lançado em setembro, junto do iPhone 16. Porém, o update do iOS 18.1 está previsto para chegar em outubro, levando os recursos do Apple Intelligence para o iPhone 15 Pro, 15 Pro Max e iPhone 16.

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Com informações: Android Authority e MacRumors
iPhone ganha gravador de chamadas; veja primeiras imagens

iPhone ganha gravador de chamadas; veja primeiras imagens
Fonte: Tecnoblog

Apple Intelligence pode chegar só depois do iPhone 16

Apple Intelligence pode chegar só depois do iPhone 16

Apple Intelligence chegará com iOS 18, mas em um update posterior(Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Apple Intelligence, ferramenta de IA generativa da big tech para o iPhone, pode sofrer um atraso em seu lançamento. Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, os primeiros recursos da IA da Apple podem chegar apenas no iOS 18.1, previsto para ser liberado apenas em outubro — um mês depois do lançamento oficial do sistema operacional e dos celulares. Assim, os primeiros compradores do iPhone 16 teriam que esperar algumas semanas para usarem o Apple Intelligence.

Por outro lado, o cronograma para desenvolvedores segue sem atrasos. A partir dessa semana, esses profissionais terão acesso ao beta do iOS 18.1. Como explica Gurman, essa estratégia da Apple não é comum. Ela não costuma liberar o beta para devs de uma atualização antes da versão original ser lançada oficialmente — exemplo, o iOS 17.1 beta para desenvolvedores só foi liberado depois do lançamento do iOS 17.

iPhones compatíveis com o Apple Intelligence

Apple Intelligence deve chegar no iOS 18.1, com previsão de lançamento para outubro (Imagem: Reprodução/Apple)

O iPhone 15 Pro e Pro Max serão os únicos modelos “antigos” com suporte para o Apple Intelligence. Segundo a big tech, o SoC A17 Pro é o único capaz de rodar as ferramentas com a velocidade desejada. É esperado que o iPhone 16 Pro e Pro Max rodem o recurso.

Contudo, existe um rumor que afirma que todos os iPhones 16 usarão o mesmo chip. Caso isso se confirme, existe a possibilidade de que os modelos base e iPhone 16 Plus sejam compatíveis com a IA da Apple.

Outros recursos apenas em 2025

Gurman, jornalista referência em assuntos sobre a big tech, reforça o que já foi levantado por outras fontes: uma parte dos recursos do Apple Intelligence chegará só em 2025. Entre as ferramentas que só veremos no próximo ano, segundo Gurman, é a Siri “marombada” (ou finalmente inteligente).

Com a Apple Intelligence, a assistente virtual será capaz de realizar tarefas se baseando no que ocorre na tela. Por exemplo, se um amigo te enviou uma mensagem passando seu novo endereço, você pode pedir que a Siri atualize essa informação na agenda.

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Com informações: Bloomberg, MacRumors e The Verge
Apple Intelligence pode chegar só depois do iPhone 16

Apple Intelligence pode chegar só depois do iPhone 16
Fonte: Tecnoblog

X/Twitter vai treinar Grok com dados de usuários; saiba como desativar

X/Twitter vai treinar Grok com dados de usuários; saiba como desativar

X, antigo Twitter, terá sua própria inteligência artificial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A rede social X (anteriormente conhecida como Twitter) vai treinar sua inteligência artificial, chamada Grok, com posts públicos. Os usuários podem escolher se querem que suas publicações sejam utilizadas com este propósito.

A conta do X dedicada à segurança da rede publicou, nesta sexta-feira (26), que a opção está disponível na web e será oferecida nos aplicativos móveis “em breve”. Além dos posts públicos, o Grok pode usar pedidos, interações e resultados das conversas com a IA para treinamento e ajuste fino.

All X users have the ability to control whether their public posts can be used to train Grok, the AI search assistant. This option is in addition to your existing controls over whether your interactions, inputs, and results related to Grok can be utilized. This setting is…— Safety (@Safety) July 26, 2024

Como impedir que o X use seus dados

Como o Grok ainda não está disponível no Brasil, esta última parte não tem tanta relevância para nós. Mesmo assim, se você quer impedir que a rede use suas publicações para treinar a IA, siga estes passos:

Acesse o X pelo navegador, seja o do celular ou o do desktop. A configuração não está disponível nos aplicativos para Android e iOS.

Toque na sua foto de perfil (no celular) ou no ícone com três pontos (no desktop) e entre em “Configurações e Privacidade”.

Vá até “Privacidade e Segurança”.

Vá até “Grok”

Desmarque a opção “Permitir que seus posts e suas interações, entradas e resultados do Grok sejam usados para treinamento e ajuste fino”.

Outra maneira é clicar diretamente no link que leva à página da opção, caso você já esteja logado na rede.

Vale notar que a política do Grok fala em posts públicos. Ao que tudo indica, publicações de contas privadas estão a salvo, bem como mensagens.

Meta foi impedida de treinar IA com dados de usuários

Como observa o site The Verge, não está claro desde quando esta opção existe. Uma versão arquivada de maio da página do X sobre o Grok já explicava os passos para desativar o uso dos posts para treinamento.

Mesmo assim, o assunto repercutiu entre usuários nesta quinta-feira (25). Uma das publicações com o tema tinha, na tarde desta sexta, mais de 5 milhões de visualizações e mais de 60 mil compartilhamentos.

Twitter just activated a setting by default for everyone that gives them the right to use your data to train grok. They never announced it. You can disable this using the web but it’s hidden. You can’t disable using the mobile appDirect link: https://t.co/lvinBlQoHC pic.twitter.com/LqiO0tyvZG— Kimmy Bestie of Bunzy, Co-CEO Execubetch (@EasyBakedOven) July 26, 2024

O caso lembra o da Meta: em junho, a empresa mudou sua política de privacidade para também treinar suas ferramentas de inteligência artificial com dados dos usuários. O processo para se opor ao uso era mais longo, envolvendo até dez passos, no smartphone.

Após críticas dos próprios usuários de Facebook e Instagram, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) proibiu a Meta de usar essas informações. Posteriormente, a própria empresa suspendeu suas ferramentas de inteligência artificial generativa no Brasil.

Até agora, o Instituto de Defesa de Consumidores publicou um posicionamento sobre o X. Anteriormente, a entidade acionou ANPD, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a Meta.

Com informações: The Verge, Windows Central
X/Twitter vai treinar Grok com dados de usuários; saiba como desativar

X/Twitter vai treinar Grok com dados de usuários; saiba como desativar
Fonte: Tecnoblog

Meta pede ao Cade o fim da investigação contra a Meta AI

Meta pede ao Cade o fim da investigação contra a Meta AI

Meta também é investigada por ANPD e Senacon (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta enviou uma resposta ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pedindo o fim do procedimento preparatório contra ela. A investigação foi aberta após pedido do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), devido ao uso de dados pessoais para treinamento de inteligência artificial. As advogadas que representam a empresa dizem que as alegações são infundadas.

O Idec apresentou pedidos à ANPD, ao Cade e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Vale lembrar que o Cade é o órgão que cuida das questões de concorrência no Brasil. As questões de privacidade são tratadas majoritariamente pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Ela proibiu o uso dos dados de brasileiros para treinamento da IA.

Mark Zuckberg apresenta Meta AI, em evento realizado em setembro de 2023 (Imagem: Reprodução/Meta)

Na quarta-feira da semana passada (17), a própria Meta suspendeu todas as suas ferramentas de IA generativa. Com isso, a Meta AI não chegou ao Brasil na última terça (23), quando foi lançada em mais 22 países.

Meta aponta “contexto dinâmico” na IA

Na notificação enviada ao Cade, os argumentos do Instituto vão na linha de que o treinamento da IA com dados de usuários criaria um problema de concorrência. A Meta discorda e considera que o Idec não definiu adequadamente qual seria este mercado em que ela teria domínio.

“É importante notar que as alegações do Idec fornecem tão poucas informações que qualquer tentativa de contestar os argumentos é limitada pelo simples fato de que eles praticamente inexistem”, escrevem as advogadas.

No documento apresentado ao Cade, a Meta argumenta que o contexto de desenvolvimento da IA é “extremamente dinâmico”, devido a “entradas frequentes de vários players com diferentes portes, incluindo big techs e startups”. A companhia defende que sua IA tem código aberto, o que pode incentivar outras empresas a desenvolverem produtos deste tipo. Por isso, a Meta nega que sua posição seja dominante no mercado.

O documento também busca refutar a tese de que nenhuma empresa conseguiria competir com a Meta, pelo simples fato de ela ter acesso a mais dados pessoais do que suas concorrentes.

A gigante das redes sociais aponta o ChatGPT como “mais notório large language model (LLM) do mundo” e sua desenvolvedora, a OpenAI, como prova de que é possível competir sem ter os dados dos usuários de Facebook e Instagram. A Meta também indica a startup francesa Mistral e a empresa sul-coreana Naver como exemplos de que não há domínio de mercado.
Meta pede ao Cade o fim da investigação contra a Meta AI

Meta pede ao Cade o fim da investigação contra a Meta AI
Fonte: Tecnoblog

Proton Scribe é uma IA que escreve e-mails mantendo privacidade do usuário

Proton Scribe é uma IA que escreve e-mails mantendo privacidade do usuário

Proton Scribe é uma IA que escreve e-mails mantendo a privacidade do usuário (imagem: divulgação/Proton)

A Proton anunciou mais um serviço, desta vez, um assistente de escrita baseado em inteligência artificial (IA). Chamada de Proton Scribe, a novidade é capaz de gerar textos, mas sem abrir mão do aspecto da privacidade do usuário.

Nesta fase inicial, o Proton Scribe foi integrado somente ao Proton Mail, o que significa que ele só vai funcionar para redação de e-mails. É possível redigir ou resumir mensagens, bem como fazer revisões de ortografia e gramática com a ferramenta.

Como funciona a proteção de privacidade

De acordo com a Proton, a proteção da privacidade do usuário começa com o não uso de dados das caixas de entrada. Além disso, o Proton Scribe segue uma política de nunca armazenar os dados digitados pelos usuários, ou compartilhá-los com terceiros.

Depois vem o processamento local da geração de texto, de modo que os dados usados para essa tarefa nunca saiam do dispositivo do usuário.

O Proton Scribe também pode ser executado a partir dos servidores do serviço, mas como configuração opcional. A Proton afirma que esses servidores são seguros e não guardam registros de informações confidenciais.

Para completar, a Proton afirma que o Scribe é baseado em modelos de inteligência artificial de código aberto. A própria ferramenta também tem código aberto, o que permite a realização de auditorias independentes de segurança e privacidade, enfatiza a organização.

Proton Scribe funciona de modo local ou via servidor (imagem: divulgação/Proton)

Andy Yen, fundador da Proton, comentou o propósito do Scribe:

Um dos motivos pelos quais a privacidade não foi mais colocada como prioridade com os avanços na tecnologia é porque desenvolver tecnologias de um modo privado é mais difícil e caro.

Porém, é fundamental fazermos isso pois, caso contrário, as consequências recairiam sobre os usuários. A história mostrou que, se tiver que escolher entre privacidade e produtividade, a produtividade normalmente ganha.

Desenvolver a privacidade para o futuro requer eliminar a necessidade de fazer essa escolha. Com o Proton Scribe, optamos por um caminho mais difícil, mas ele é o único que permite a combinação de privacidade e produtividade.

Andy Yen, fundador da Proton

Disponibilidade do Proton Scribe

Se a ferramenta funciona a contento? Só testando para termos certeza. Contudo, o Proton Scribe está sendo liberado para somente assinantes do Proton Business Suite nesta fase inicial, que custa a partir de US$ 2,99 mensais por usuário.

A novidade também está chegando para usuários dos planos gratuitos Visionary e Lifetime.
Proton Scribe é uma IA que escreve e-mails mantendo privacidade do usuário

Proton Scribe é uma IA que escreve e-mails mantendo privacidade do usuário
Fonte: Tecnoblog

Meta suspende IA generativa no Brasil após pressão da ANPD

Meta suspende IA generativa no Brasil após pressão da ANPD

Meta pretendia liberar Meta AI para WhatsApp, Instagram e Facebook ainda em julho (Ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Meta suspendeu os recursos de inteligência artificial generativa de Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger no Brasil, como o criador de figurinhas. A empresa tomou a decisão após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) proibir a coleta de dados de usuários para treinar modelos de IA.

Em nota, a Meta explica que a pausa nos serviços de IA é justamente para resolver as questões legais envolvendo as ferramentas. “Decidimos suspender ferramentas de genAI que estavam ativas no Brasil enquanto engajamos com a ANPD para endereçar suas perguntas sobre IA generativa”, afirma a companhia.

Caixa de busca com IA da Meta no Instagram (Imagem: Reprodução / Tecnoblog)

Além do criador de figurinhas do WhatsApp, a Meta pretendia lançar ainda em julho a Meta AI. A ferramenta seria integrada a Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger para conversar com usuários, dar respostas, gerar textos e criar imagens, de forma parecida com ChatGPT e Gemini. O botão chegou a aparecer para alguns usuários no Brasil.

ANPD proibiu Meta de usar dados de usuários para treinar IA

Em junho, a empresa causou revolta com a decisão de usar dados dos usuários para treinar seus modelos de inteligência artificial. Os próprios usuários levantaram preocupações envolvendo privacidade de fotos e vídeos, além de direitos autorais de obras artísticas publicadas nas plataformas. Para impedir isso, era necessário enviar uma solicitação à companhia.

No dia 2 de julho, a ANPD ordenou a suspensão no treinamento das IAs da Meta com dados de usuários brasileiros, sob pena de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento. O órgão considerou que existem riscos “de dano grave e de difícil reparação” envolvendo estes procedimentos.

Na ocasião, a companhia declarou estar “desapontada” e considerou que a decisão da ANPD era um “retrocesso”, que atrasaria a “chegada de benefícios da IA para as pessoas no Brasil”.

Com informações: G1, O Globo
Meta suspende IA generativa no Brasil após pressão da ANPD

Meta suspende IA generativa no Brasil após pressão da ANPD
Fonte: Tecnoblog

Motorola Razr 50 Ultra chega ao Brasil com IA e tela; saiba o preço

Motorola Razr 50 Ultra chega ao Brasil com IA e tela; saiba o preço

Tela externa de 4 polegadas do Razr 50 Ultra é a maior da categoria, diz Motorola (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

A Motorola lançou no Brasil nesta quarta-feira (17) o Razr 50 Ultra, com preço sugerido de R$ 7.999 para sua única versão, com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. O smartphone dobrável em formato flip tem uma tela externa maior, uma mudança importante nas câmeras e muitos recursos de inteligência artificial generativa.

A nova família de dobráveis da Motorola foi anunciada em junho de 2024 e conta também com o Razr 50 básico, que ainda não teve preço e data de lançamento revelados. Eles devem enfrentar a concorrência do Galaxy Z Flip 6, que tem preços a partir de R$ 7.999, para a versão de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.

Tela interna permanece com 6,9 polegadas (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

Tela externa ficou maior

Visualmente, a principal mudança do aparelho é na tela externa. Ela está maior, passando de 3,63 para 4 polegadas. Ela ocupa quase toda a tampa do aparelho, inclusive ao redor das duas câmeras. Na prática, essa tela externa continua com a mesma função. Com ela, você pode ver as horas, a agenda, escolher a música e até abrir aplicativos, entre outras opções.

Uma novidade é que agora o acesso rápido ao Gemini, assistente de IA generativa do Google. O usuário pode dar comandos por texto ou voz, além de “anexar” fotos para que a tecnologia tenha um contexto antes de dar a resposta ou atender ao pedido.

Motorola aperfeiçoou dobradiça (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

Na parte de design, a Motorola melhorou o mecanismo da dobradiça, e o aparelho fica mais fechadinho, praticamente sem espaço entre as partes quando dobrado. O vinco na tela interna está bem mais discreto: só dá para perceber que ele está ali se você olhar bem. São quatro opções de cor, e cada uma tem uma textura diferente no acabamento.

Câmera tem IA e zoom óptico

O Razr 50 Ultra traz uma mudança importante na câmera dupla da parte externa. No lugar da lente ultrawide do modelo anterior, a Motorola colocou uma lente teleobjetiva, com zoom óptico de 2x. Na prática, isso significa que não dá para tirar fotos tão amplas, mas imagens com zoom terão melhor qualidade.

O dobrável oferece o modo filmadora: o usuário pode abrir o telefone em 90 graus, transformando uma das metades em visor e a outra em controle, como se fosse uma câmera de vídeo dos anos 90. Basta deslizar o polegar pela tela para controlar o zoom.

Modo filmadora tem controles rápidos ao alcance do polegar (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

A Motorola também colocou recursos de IA para melhorar o HDR das fotos e estabilizar as imagens. Uma função interessante é o Action Shot, que ajusta a velocidade do obturador para tirar fotos de objetos em movimento, sem que eles fiquem tremidos ou borrados.

Gemini e mais recursos de IA

Além do novo assistente virtual Gemini, o Razr 50 Ultra traz mais novidades envolvendo inteligência artificial generativa. Uma delas permite gerar papéis de parede com base na estampa da roupa que o usuário está vestindo, para que o aparelho combine com o look.

Três dos principais recursos da Moto AI, porém, ainda não estão disponíveis e devem chegar ao longo dos próximos meses.

Catch me up: resumo de notificações, gerado usando IA

Pay attention: gravação instantânea de conversas, reuniões e palestras, com transcrição e resumo automáticos

Remember this: gravação de informações da tela ou de momentos ao vivo, com resumo automático das informações

Razr 50 Ultra traz mais RAM e armazenamento que modelo anterior

A Motorola colocou uma única versão do Razr 50 Ultra no mercado brasileiro. Ela vem com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento e custa R$ 7.999. O Razr 40 Ultra também chegou com esse valor, mas oferecia 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.

Na concorrência, o Galaxy Z Flip 6, da Samsung, também tem preço sugerido de R$ 7.999, para a versão de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. Por outro lado, o dispositivo da marca sul-coreana tem chip Snapdragon 8 Gen 3 for Galaxy, mais potente que o 8S Gen 3 usado pela Motorola.

Razr 50 Ultra tem 7,09 mm de espessura quando aberto (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

Ficha técnica – Motorola Razr 50 Ultra

Tela principal: 6,9″, pOLED, FHD+, 165 Hz

Tela externa: 4″, pOLED, FHD+, 165 Hz

Dimensões dobrado: 88,09 x 73,99 x 15,32 mm

Dimensões aberto: 171,42 x 73,99 x 7,09 mm

Peso: 189 g

Câmeras:

Frontal/selfies de 32 MP, f/2.4, e ângulo de visão de 80,5º

Traseira dupla:

Principal (wide) de 50 MP, f/1.79, ângulo de visão de 84,1º e estabilização ótica de imagem (OIS)

Teleobjetiva de 50 MP, f/2.0, zoom óptico de 2x, ângulo de visão de 47º

SoC (processador): Snapdragon 8S Gen 3

RAM: 12 GB

Memória interna: 512 GB

Bateria: 4000 mAh, carregamento rápido TurboPower de 68 W, carregamento wireless de 15 W e compartilhamento de bateria de 5 W

Resistência à água: IPX8

Sistema operacional: Android 14

Conexão sem fio: 5G, Wi-Fi 7, NFC e Bluetooth 5.5

Chip: um nanoSIM, eSIM

Cores: azul, verde, rosa e salmão

Motorola Razr 50 Ultra chega ao Brasil com IA e tela; saiba o preço

Motorola Razr 50 Ultra chega ao Brasil com IA e tela; saiba o preço
Fonte: Tecnoblog

Deezer testa IA que gera playlists a partir de instruções de texto

Deezer testa IA que gera playlists a partir de instruções de texto

Deezer testa IA que gera playlists a partir de instruções de texto (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Deezer começou a testar a função Playlist com IA. Como o nome sugere, trata-se de um recurso de inteligência artificial (IA) generativa que cria listas de reprodução com base em prompts, isto é, em instruções digitadas pelo usuário.

Você pode pedir para a Deezer criar uma playlist com músicas românticas para o dia dos namorados ou com faixas animadas para uma rotina de treinos na academia, por exemplo.

É possível usar o novo recurso para ter playlists com base em ocasiões especiais, atividades específicas, seu humor atual, entre outros. As possibilidades são numerosas, como ressalta Alexandra Leloup, vice-presidente de produto da empresa:

Se você precisa da trilha sonora perfeita para um treino, uma noite romântica ou uma viagem nostálgica pela memória, nosso recurso ‘Playlist com IA’ irá criar uma nova experiência musical em questão de segundos, oferecendo infinitas possibilidades para descobrir facilmente novas músicas.

Alexandra Leloup, vice-presidente de produtos da Deezer

Playlist com IA está em teste

Montar listas de reprodução dá trabalho, por isso, o novo recurso pode agradar aos usuários mais assíduos da Deezer. Mas há um porém: a função Playlist com IA está em fase de teste, por isso, somente 5% dos usuários pagantes da plataforma têm acesso a ela no momento.

Não surpreende. Playlists criadas por meio de IA generativa podem ser tão variadas que é importante refinar a novidade para que não haja inconsistências nos resultados. A fase de testes deve tratar disso.

Outras novidades da Deezer

A Deezer não informou quando a Playlist com IA será liberada para todos os usuários pagantes, mas destacou três novidades que já estão disponíveis para todo mundo:

Novo perfil de usuário: a página de perfil foi renovada para permitir que o usuário escolha sua identidade musical e se conecte com amigos de modo mais intuitivo;

Mais recomendações: o modo Explorar agora pode recomendar artistas e singles com base na interação de outros usuários;

Quiz musical: a função que gera quizzes musicais ganhou o modo Festa, que permite a criação de partidas para até 100 pessoas online.

Modo Playlist com IA (imagem: divulgação/Deezer)

Planos da Deezer

No Brasil, o plano Premium da Deezer custa R$ 24,90 por mês, com desconto de 50% para estudantes. Existe ainda o plano Family por R$ 39,90 mensais para até seis pessoas.

Em fevereiro, a Deezer lançou o plano Duo, que sai por R$ 32,90 para duas pessoas.

Esses planos também podem ser pagos de modo anual, com descontos de até 25%.
Deezer testa IA que gera playlists a partir de instruções de texto

Deezer testa IA que gera playlists a partir de instruções de texto
Fonte: Tecnoblog

Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões

Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões

Modo de intérprete no Galaxy Z Flip 6 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(Direto de Paris, na França) As ferramentas do Galaxy AI estão em 100 milhões de aparelhos da Samsung – entre celulares e tablets –, de acordo com Won Joon-choi, vice-presidente executivo de P&D Móvel. Ele participou de um seminário promovido pela empresa, como parte do Unpacked, nesta quinta-feira (dia 11/07). É a primeira vez que a gigante sul-coreana revela o número de aparelhos compatíveis com a tecnologia.

O Galaxy AI chegou ao mercado em janeiro de 2024, junto com a linha do Galaxy S24. De lá para cá, foi liberado para variados produtos da marca, como S23, S22, Flip 4, Fold 5 e Tab S8. A Samsung já tinha prometido levar as funções para mais aparelhos, com o mote de “democratizar” o acesso à inteligência artificial.

O presidente global da empresa, TM Roh, declarou durante o anúncio do Galaxy Ring e outros produtos que a Samsung deve chegar à marca de 200 milhões de aparelhos habilitados com Galaxy AI até o fim de 2024.

Os mais recentes lançamentos são os celulares Galaxy Z Flip 6 e Galaxy Z Fold 6, os relógios Galaxy Watch 7 e Galaxy Watch Ultra e os fones de ouvido Galaxy Buds 3 e Galaxy Buds 3 Pro. Ele também está no anel inteligente Galaxy Ring.

Won Joon-choi chefia o P&D móvel da Samsung (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Nós usamos as tecnologias de IA para criar novas experiências de uso. A abordagem da colaboração com parceiros como Google e Qualcomm está entre as mais importantes.”
Won Joon-choi, vice-presidente executivo global de P&D Móvel da Samsung

A ferramenta de circular para pesquisar no Google é a mais utilizada pelos adeptos do Galaxy, segundo dados internos. Ela permite buscar mais informações sobre o que está na tela do smartphone, como se fosse um print inteligente. Além da Samsung, somente os telefones Pixel, do próprio Google, contam com a ferramenta.

Thássius Veloso viajou para a França a convite da Samsung
Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões

Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões
Fonte: Tecnoblog