Category: Inteligência Artificial

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

Sam Altman, CEO da OpenAI, admite que IA não garante sigilo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Sam Altman, CEO da OpenAI, alerta que conversas terapêuticas com o ChatGPT não têm sigilo legal garantido.
No Brasil, mais de 12 milhões usam IA para pedir conselhos, sendo 6 milhões com o ChatGPT.
Especialistas apontam que o uso de IA para questões íntimas pode gerar apego emocional, banalizar o sofrimento e oferecer apoio superficial.

Milhões de pessoas, especialmente jovens, têm usado o ChatGPT como uma espécie de terapeuta ou coach para desabafar sobre problemas íntimos. Se você está entre eles, Sam Altman, CEO da OpenAI, avisa: a indústria de IA não garante o sigilo.

Segundo Altman, a legislação atual sobre IA não tem o mesmo cuidado legal para proteger informações sensíveis, ao contrário do que ocorre com médicos, psicólogos ou advogados. Isso significa que a Justiça pode obrigar a OpenAI a entregar o histórico das conversas de qualquer pessoa com o bot.

Sem proteção legal

O CEO fez o alerta no podcast This Past Weekend with Theo Von. “As pessoas contam as coisas mais pessoais de suas vidas para o ChatGPT”, disse Altman. Ele afirma que a indústria ainda não resolveu a questão da confidencialidade quando o usuário fala sobre esses assuntos com o chatbot.

A falta de clareza legal, segundo o executivo, é um impeditivo para uma adoção mais ampla e segura da tecnologia. “Acho que deveríamos ter o mesmo conceito de privacidade para suas conversas com a IA que temos com um terapeuta”, defendeu. O assunto é tema do Tecnocast 382 — O ChatGPT está te deixando mais preguiçoso?

No Brasil, o fenômeno descrito por Altman já é uma realidade. Uma estimativa da agência de comportamento Talk Inc., divulgada pelo UOL, revela que mais de 12 milhões de brasileiros utilizam ferramentas de IA para fazer terapia, dos quais cerca de 6 milhões recorrem especificamente ao ChatGPT como forma de apoio emocional.

O apelo, segundo especialistas, está na disponibilidade e no suposto anonimato, que pode reduzir o estigma de buscar ajuda para certos problemas. Além disso, pessoas em cargos altos na indústria já endossaram o comportamento: recentemente, um executivo da Microsoft sugeriu o uso do Copilot, chatbot da empresa, para ajudar funcionários a lidarem com a “carga emocional” de demissões em massa.

Riscos vão além da privacidade

Além da falta de sigilo legal, o uso de chatbots como terapeutas envolve outros riscos. A própria OpenAI já alertou para a possibilidade de os usuários desenvolverem um “apego emocional” à voz do ChatGPT, especialmente após a introdução de vozes ultrarrealistas com o GPT-4o.

A empresa admite que, embora a socialização com a IA possa beneficiar pessoas solitárias, ela também pode “afetar relacionamentos humanos saudáveis”.

Especialistas em saúde mental alertam que esse tipo de uso pode tratar os problemas de forma superficial, focando apenas nos sintomas e ignorando as causas mais profundas. Também criticam a banalização do sofrimento, reduzido a algo que um algoritmo deveria simplesmente “resolver”.

Chatbots também podem exagerar no otimismo. Em abril, após atualizações no GPT-4o, Altman admitiu que o modelo estava “bajulador” e “irritante”, chegando a incentivar comportamentos absurdos apenas para não contrariar os usuários.

Com informações de TechCrunch e UOL
ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas
Fonte: Tecnoblog

Microsoft testa rostinho amigável no Copilot

Microsoft testa rostinho amigável no Copilot

Copilot agora tem um mascote, ainda que em teste (imagem: reprodução/Microsoft)

Resumo

Microsoft está testando um rosto animado no Copilot, chamado “Aparência do Copilot”, que expressa emoções conforme a interação com o usuário.
A ativação é opcional, podendo ser ligada ou desligada nas configurações.
Por enquanto, o recurso está disponível em fase experimental no Canadá, EUA e Reino Unido.

Muita gente tem usado ferramentas como o ChatGPT como um conselheiro ou um confidente. Talvez seja por isso que a Microsoft decidiu testar um rosto amigável em mecanismo de inteligência artificial: o Copilot agora tem um mascote que gera expressões faciais condizentes com as interações do usuário.

Isso significa que o mascote do Copilot pode sorrir, demonstrar satisfação ou expressar surpresa, por exemplo. É algo que remete ao Clippy (ou Clippit), o simpático clipe de papel que, por muito tempo, apareceu no Office como um assistente que ajudava o usuário em determinadas tarefas.

Se você não gostou da ideia, talvez por considerar que a novidade deixa o Copilot infantilizado, pode ficar tranquilo: pelo menos por enquanto, este é apenas um experimento limitado a alguns países e que recebeu o conveniente nome de “Aparência do Copilot”. A própria Microsoft explica:

E se você pudesse ver o Copilot reagir e falar enquanto conversa? Com esse experimento, estamos trazendo mais comunicação não verbal para o Copilot, aprimorando as conversas com serviço de voz com expressões visuais em tempo real.

Esse protótipo inicial permite que você converse, faça um debate, peça conselhos ou apenas interaja com o Copilot de uma maneira mais envolvente e expressiva.

Mascote do Copilot expressa reações (imagem: reprodução/Microsoft)

Como ativar a Aparência do Copilot?

No momento, o experimento está disponível apenas para um conjunto restrito de usuários do Microsoft Copilot no Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Quem está em um desses países pode ativar o recurso da seguinte forma:

acesse o site do Copilot (requer login com uma conta Microsoft) e ative o modo de voz (ícone de microfone)

abra o menu de configurações do serviço de voz do Copilot

procure e ative a opção de aparência do Copilot

A partir daí, o Copilot passará a exibir um rosto amigável cujas expressões variam de acordo com o teor das interações do usuário.

Se a opção de aparência não aparecer, significa que a sua conta não está habilitada para o teste.

Quem ativar o recurso e acabar se arrependendo pode seguir os passos anteriores novamente, mas para desativar o experimento. Isso sugere que, se a Microsoft decidir lançar o rosto do Copilot como um recurso oficial, o seu uso será opcional.

Com informações de The Verge
Microsoft testa rostinho amigável no Copilot

Microsoft testa rostinho amigável no Copilot
Fonte: Tecnoblog

O que é Meta AI? Saiba o que dá para fazer com o assistente de IA da Meta

O que é Meta AI? Saiba o que dá para fazer com o assistente de IA da Meta

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Meta AI é o assistente de inteligência artificial generativa da Meta Platforms, capaz de gerar novos conteúdos (como texto, foto ou vídeo) a partir do processamento de dados de linguagem natural.

Alguns dos principais recursos da ferramenta de IA da Meta envolvem a possibilidade de editar fotos, criar outras IAs, bem como conversar com o assistente para a resolução de problemas.

Você pode acessar a Meta AI via Instagram, WhatsApp Facebook ou Messenger. Se preferir, é possível acessar a ferramenta via app ou site próprio da Meta AI.

A seguir, entenda o que é a Meta AI, confira seus principais recursos, e descubra vantagens e desvantagens da ferramenta.

ÍndiceO que é Meta AI?O que significa Meta AI?Para que serve a Meta AI?O que é possível fazer na Meta AI?Como acessar a Meta AIA Meta AI é gratuita?A Meta AI coleta dados de usuários?Quais são as vantagens da Meta AI?Quais são as desvantagens da Meta AI?Qual é a diferença entre Meta AI e Grok?Qual é a diferença entre Meta AI e ChatGPT?Qual é a diferença entre Meta AI e Gemini?

O que é Meta AI?

Meta AI é o assistente de inteligência artificial generativa (IA Gen) da Meta Platforms. Baseada no modelo de linguagem Meta Llama 3, a ferramenta tem capacidade para gerar novos conteúdos (como texto, fotos e vídeos) ao receber prompts de entrada, com funcionamento similar ao de ChatGPT, Gemini e derivados.

O que significa Meta AI?

Meta AI combina o nome da marca Meta com a abreviação de inteligência artificial (“AI”, em inglês), e pode ser traduzido como algo parecido a “inteligência artificial da Meta”.

Um ponto interessante é que “Meta AI” já estava sendo usado para nomear a divisão de IA da empresa Meta desde 2021, quando a empresa fez um rebranding e mudou de Facebook para Meta. Logo, é bem possível que o nome Meta AI foi adotado para representar os criadores do assistente.

Para que serve a Meta AI?

A Meta AI tem o objetivo de auxiliar o usuário a encontrar informações e recomendações, bem como solucionar problemas do dia a dia. Trata-se de uma assistente de IA que pode gerar texto, imagem ou vídeo para atender às necessidades cotidianas do usuário.

O cumprimento desse propósito acontece graças ao processamento de dados e de linguagem natural, que permite à ferramenta interpretar os comandos de entrada (prompts) do usuário, e gerar respostas em linguagem humana como prompt de saída.

Você pode usar a Meta AI para gerar uma receita ou para aprimorar preparos, por exemplo (Imagem: Divulgação/Meta)

O que é possível fazer na Meta AI?

A Meta AI traz uma série de recursos, especialmente voltados para a criação de novos conteúdos. Algumas das principais funcionalidades da ferramenta de IA incluem:

Conversar com a Meta AI: você pode usar o chat para pedir informações, conversar, tirar dúvidas com a Meta AI;

Gerar novos conteúdos: é possível enviar prompts de entrada e solicitar a geração de texto, fotos ou vídeos;

Usar a Meta AI em conversas de grupo: você pode marcar a Meta AI em conversas de grupo e pedir para que ela interaja no chat;

Encaminhar mensagens para a Meta AI: é possível encaminhar mensagens para a ferramenta analisar ou opinar sobre assuntos diversos;

Fazer capturas: a ferramenta possui recurso de câmera, que pode ser usado para fazer novas capturas;

Editar mídias: a Meta AI pode fazer edições de uma imagem, a partir das orientações enviadas no prompt de entrada;

Criar outra IA: a Meta AI dá acesso ao AI Studio da Meta, que permite a criação de uma nova IA no ecossistema;

Encontrar outras IAs: a Meta AI também permite que você encontre IAs criadas por terceiros no Meta AI Studio, de acordo com tópicos de seus interesse.

Como acessar a Meta AI

Você pode acessar a Meta AI de três formas: pelas redes sociais da Meta, via site ou aplicativo próprio. Para usar a Meta AI no Instagram, Facebook ou Messenger, basta usar o campo de busca nas páginas de mensagens dos respectivos apps. Também é possível acessar a Meta AI via WhatsApp pelo campo de busca principal.

Outra forma de acessar a Meta AI é pela página da web meta.ai, diretamente do navegador. Esse meio de acesso permite que você usa a IA da Meta sem fazer login com e-mail ou uma conta do Facebook ou Instagram.

Por fim, você também pode usar a Meta AI pelo aplicativo para dispositivos móveis (Android ou iOS). Importante destacar que o aplicativo Meta AI ainda não foi liberado para o Brasil, mas deve ficar disponível no país em breve.

A Meta AI é gratuita?

Sim, por enquanto. Até o momento, é possível usar a Meta AI gratuitamente, e sem a necessidade de fazer login. Contudo, a Meta já revelou que planeja lançar planos de assinatura pagos para a Meta AI no futuro, o que poderá impor restrições e limites de capacidade durante o uso gratuito.

A Meta AI coleta dados de usuários?

Sim, a IA da Meta realiza coleta massiva de dados dos usuários. Inclusive, um levantamento da Surfshark de 2025 constatou que a Meta AI é o chatbot de IA que mais captura dados de usuários, com a coleta de 32 tipos de informações de 35 no total (90%).

Vale destacar que a Meta não especifica todos os dados coletados pela Meta AI, e informa apenas os dados capturados pelos seus produtos, de forma generalizada. Mas dentre as principais informações coletadas pela IA da Meta, estão:

Interações com a Meta AI: todos os conteúdos enviados para a IA da Meta durante as interações, incluindo metadados;

Dados públicos: informações públicas do Facebook e do Instagram, que estão publicamente disponíveis online, além de informações licenciadas;

Dados de outros produtos da Meta: informações compartilhadas nos produtos da Meta (incluindo posts, fotos e legendas), incluindo interações nas redes sociais do conglomerado;

Informações pessoais: dados como nome, contato, endereço de e-mail, telefone, idade entre outras informações;

Dados de parceiros: informações sobre sites acessados e dados de cookies, apps usados, jogos que você joga e anúncios vistos;

Informações de dispositivo: dados como aparelho e software usado, localização, endereço IP, dados sobre a rede usada, entre outros.

Quais são as vantagens da Meta AI?

A Meta AI é um assistente de inteligência artificial com recursos para atender diferentes necessidades. Os principais benefícios de uso dessa ferramenta contemplam:

Integração com redes sociais da Meta: a Meta AI pode ser acessada via WhatsApp, Facebook, Messenger ou Instagram, e tem recursos extras nas redes sociais;

Modelo avançado de linguagem natural: a Meta AI usa o modelo de linguagem de larga escala (LLM) Llama, que apresenta bom desempenho em comparação com concorrentes;

Uso gratuito: a ferramenta de IA da Meta tem uso gratuito até o momento, sem limitações atreladas a aquisições de planos pagos;

Interação com outras IAs: você pode criar ou usar outras IAs por meio da própria Meta AI;

Múltiplas formas de acesso: é possível acessar a Meta AI por diferentes meios, como site ou app próprio, ou via redes sociais da Meta Platforms.

Quais são as desvantagens da Meta AI?

A ferramenta de inteligência artificial da Meta também apresenta desvantagens de uso. E dentre as principais limitações do assistente de IA, estão:

Recursos limitados por região: a Meta disponibiliza recursos da Meta AI de forma gradual, e determinadas funcionalidades podem ficar indisponíveis ou demorar para chegar em certas regiões;

Coleta massiva de dados: a Meta AI realiza coleta massiva de dados, especialmente quando usuários fazem login com contas de Facebook ou Instagram;

Ideia de planos pagos no futuro: por mais que o uso da Meta AI ainda seja gratuito, a Meta planeja incorporar planos pagos para a ferramenta no futuro;

App com disponibilidade limitada: o aplicativo móvel da Meta AI ainda não está disponível para o Brasil e em algumas regiões.

Meta AI lidera o ranking de coleta massiva de dados por assistentes de IA (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre Meta AI e Grok?

Meta AI é o assistente de inteligência artificial generativa desenvolvido pela Meta Platforms, que usa o modelo de linguagem Llama. A ferramenta lidera a coleta massiva de dados em comparação com seus concorrentes, e possui integração com WhatsApp, Facebook, Instagram e Messenger.

Já o Grok é o assistente de IA da xAI, que utiliza o modelo de linguagem Grok. O assistente de IA Grok coleta menos dados de usuários do que a Meta AI, e tem integração com a rede social X (antigo Twitter).

Qual é a diferença entre Meta AI e ChatGPT?

Meta AI é o assistente de IA da Meta Platforms, que usa um modelo de linguagem de larga escala (LLM) próprio, chamado Llama. Uma de suas principais valências é a integração com as redes sociais da Meta, incluindo Instagram, Facebook, Messenger e WhatsApp.

Já o ChatGPT é a ferramenta de inteligência artificial generativa da OpenAI. O funcionamento do ChatGPT é similar ao da Meta AI, mas o assistente da OpenAI é mais antigo que a Meta AI, e não é distribuído nativamente em redes sociais.

Qual é a diferença entre Meta AI e Gemini?

A Meta AI é o assistente de inteligência artificial da Meta, que usa o Llama como modelo de linguagem, e que tem suporte para as redes sociais da Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger).

Já o assistente Google Gemini é a ferramenta de IA generativa do Google. O assistente utiliza o Gemini como modelo de linguagem, e tem integração com sistemas operacionais (como Android) ou ferramentas (a exemplo de aplicações do Google Workspace) do Google.
O que é Meta AI? Saiba o que dá para fazer com o assistente de IA da Meta

O que é Meta AI? Saiba o que dá para fazer com o assistente de IA da Meta
Fonte: Tecnoblog

Proton lança Lumo, assistente de IA focado em privacidade

Proton lança Lumo, assistente de IA focado em privacidade

Lumo é um assistente de IA focado em privacidade (imagem: divulgação/Proton)

Conhecida por seu serviço de e-mail focado em privacidade, a Proton acaba de lançar um assistente de IA focado em… privacidade. De nome Lumo, a novidade pode redigir e-mails, resumir documentos, gerar códigos de programação, entre várias outras tarefas, tudo isso sem coletar dados do usuário.

O objetivo da Proton é oferecer uma ferramenta de IA que concorre com serviços como ChatGPT, Google Gemini e Microsoft Copilot. A diferença é que o Lumo não coleta os dados dos usuários para treinar modelos de inteligência artificial ou permite que essas informações sejam compartilhadas.

Para tanto, a Proton explica que protege as informações do usuário com seu mecanismo de criptografia de acesso zero. Nele, os dados só podem ser descriptografados no dispositivo do usuário, não podendo ser acessados nem mesmo pela própria Proton.

Ainda de acordo com a organização, o Lumo não mantém o histórico de interações do usuário em seus servidores. Novamente, essas informações só podem ser acessadas no dispositivo do usuário.

O novo assistente de IA também é capaz de fazer buscas na web para complementar suas respostas, mas essa opção precisa ser ativada no momento da consulta.

Além disso, o Lumo permite que o usuário faça upload de arquivos em vários formatos (PDF, XML, HTML, DOCX, CSV, entre tantos outros) para que estes sejam analisados, bem como se integra ao serviço de armazenamento de dados Proton Drive.

Resposta gerada pelo Lumo (imagem: divulgação/Proton)

Andy Yen, CEO da Proton, comenta o lançamento:

As Big Techs estão utilizando a IA para impulsionar a coleta de dados sensíveis dos usuários, acelerando a transição mundial para o capitalismo de vigilância.

Por esse motivo, acreditamos que seja essencial oferecer uma alternativa que proteja a privacidade e atenda aos usuários, em vez de explorá-los.

A IA não deve se tornar a ferramenta de vigilância mais poderosa do mundo, e nossa visão para o Lumo é uma IA que coloca as pessoas acima dos lucros.

Andy Yen, fundador e CEO da Proton

O Lumo é gratuito ou pago?

Os dois. A Proton lançou três planos para o Lumo, dos quais dois são gratuitos:

Lumo Guest: gratuito, não requer conta na Proton, tem um número limitado de consultas por semana e não permite salvar as respostas;

Lumo Free: gratuito, requer conta na Proton, suporta um número maior de consultas por semana, gera histórico no dispositivo do usuário, permite salvar bate-papos nos favoritos e uploads de arquivos maiores;

Lumo Plus: custa US$ 12,99 por mês ou US$ 9,99 mensais na contratação anual, não tem limite de consultas, histórico ou favoritos, suporta uploads de arquivos grandes; está incluído nos recursos para usuários do Proton Visionary.

O Lumo tem uma versão web, mas também conta com aplicativos para Android e iOS.
Proton lança Lumo, assistente de IA focado em privacidade

Proton lança Lumo, assistente de IA focado em privacidade
Fonte: Tecnoblog

Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)

Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)

Após a repercussão, o Spotify afirmou que removeu o conteúdo de sua plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Spotify publicou música feita por IA no perfil oficial de Blaze Foley.
Canção foi criada sem autorização da família ou do selo do artista.
Spotify removeu a faixa após repercussão negativa e críticas públicas.

O Spotify se tornou alvo de polêmica após disponibilizar, em perfis oficiais de artistas falecidos, canções geradas por inteligência artificial sem o aval da família ou de representantes legais desses músicos. O caso mais recente envolve Blaze Foley, cantor e compositor de música country que morreu há mais de três décadas.

Na última semana, uma faixa intitulada “Together” apareceu como lançamento em seu perfil, mesmo sem qualquer ligação com o estilo do artista. O conteúdo, que ainda traz uma imagem fictícia criada por IA, levantou questionamentos sobre como esse tipo de publicação está sendo permitido dentro da plataforma.

IA simula música inédita de artista morto

A cancão “Together” traz elementos típicos da country music, como piano, guitarra elétrica e voz masculina. A imagem que acompanha a faixa mostra um homem que não se assemelha ao músico, cantando em frente a um microfone. A criação visual, assim como a canção, é fruto de inteligência artificial.

Craig McDonald, responsável pelo selo que detém os direitos de distribuição das obras de Foley, afirmou que qualquer fã perceberia que a música não pertence ao cantor. “Posso afirmar com certeza que essa faixa não tem nada a ver com o Blaze. Nem estilo, nem timbre, nem essência”, declarou. Ele classificou a produção como uma “versão genérica feita por robô” e disse que o conteúdo “não tem qualquer autenticidade”.

Segundo McDonald, a música apareceu de forma inesperada no último fim de semana. Ele e sua esposa notaram a publicação, mas ainda não haviam contatado o Spotify no momento da entrevista concedida ao site 404 Media. A gravadora parceira na distribuição, Secretly Distribution, foi informada do caso, mas não respondeu até então.

Música feita com IA é publicada no perfil do Spotify do cantor falecido Blaze Foley (imagem: Spotify)

Como o conteúdo foi parar no Spotify?

A faixa teria sido distribuída por meio da plataforma SoundOn, que pertence ao TikTok e é utilizada principalmente para o upload direto de músicas na rede social. Ela também possibilita distribuição em outros serviços, como o Spotify.

Após a repercussão, o Spotify afirmou que removeu o conteúdo por violar sua política contra publicações enganosas.

Craig McDonald lamentou a situação e disse que jamais imaginou que algo assim poderia acontecer. Para ele, a plataforma deveria assumir responsabilidade. “Isso prejudica a imagem do Blaze. O Spotify poderia evitar esse tipo de situação. Com uma atualização de segurança ou verificação mais rígida, eles conseguiriam impedir que esse tipo de fraude chegasse ao público”, avaliou.

Com informações da 404 Media
Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)

Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)
Fonte: Tecnoblog

Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas

Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas

Przemysław Dębiak (à direita) venceu modelo de IA da OpenAI (imagem: reprodução/X/@FakePsyho)

Resumo

O programador polonês Przemysław Dębiak venceu um modelo de IA da OpenAI em uma maratona de 10 horas no AtCoder World Tour Finals 2025.
A IA ficou em segundo lugar, à frente de outros 10 programadores, com uma diferença de 9,5% para o vencedor.
Apesar da derrota, a OpenAI considera o resultado um marco, destacando avanços no raciocínio estratégico e no planejamento a longo prazo dos seus modelos.

A humanidade venceu, pelo menos desta vez. Em uma disputa de resistência e estratégia, o programador polonês Przemysław Dębiak, conhecido como “Psyho”, conseguiu bater um modelo de inteligência artificial da OpenAI em um campeonato mundial de programação.

Segundo o campeão, a maratona de 10 horas realizada em Tóquio, no Japão, o deixou “completamente exausto”. O feito aconteceu na final do AtCoder World Tourl Finals 2025, torneio que reúne os 12 melhores programadores do mundo, selecionados com base em seus desempenhos ao longo do ano.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, inscreveu um modelo de IA customizado, similar ao o3, em uma partida especial de exibição “Humanos vs. IA”.

Maratona contra a máquina

Na categoria Heuristic, a competição colocou todos os participantes diante de um único problema de otimização do tipo NP-difícil. Em programação, a heurística é uma técnica focada em encontrar soluções que sejam “boas o suficiente” por meio de atalhos e aproximações, já que uma resposta perfeita seria computacionalmente inviável.

Durante 600 minutos ininterruptos, os competidores precisaram refinar suas soluções em busca da maior pontuação. Para garantir igualdade na disputa, todos usaram o mesmo hardware fornecido pela organização.

Ao final da maratona, Psyho, que é ex-funcionário da própria OpenAI, alcançou a primeira posição com a pontuação de 1.812.272.558.909, garantindo o prêmio de 500.000 ienes (cerca de R$ 18.926, na cotação atual).

Polonês superou pontuação da IA nas últimas horas de competição (imagem: reprodução/X/@FakePsyho)

O modelo de IA, listado como “OpenAIAHC”, ficou em segundo lugar, com 1.654.675.725.406 pontos — uma margem de aproximadamente 9,5% para o programador humano —, superando os outros 10 competidores.

Psyho compartilhou a tabela nas redes sociais. “A humanidade prevaleceu (por enquanto!)”, escreveu o vencedor no X/Twitter. Ele ainda comentou que estava com poucas horas de sono, “completamente exausto… quase morto”.

OpenAI celebra avanço

Apesar da derrota, a OpenAI classifica o resultado como um marco positivo. Um representante da empresa disse ao site Ars Technica que, até onde sabem, “esta é a primeira vez que [uma IA] fica entre os 3 primeiros em uma competição de programação de ponta”.

Para a companhia — que lançou em abril o GPT-4.1, focado em programação —, o evento serve como um campo de testes para a capacidade de seus modelos em raciocínio estratégico e planejamento a longo prazo.

Além disso, o desempenho da IA reflete a evolução acelerada do setor. Dados do AI Index Report de 2025, da Universidade de Stanford, mostram que a capacidade de sistemas de IA para resolver problemas de programação disparou: no benchmark SWE-bench, o desempenho saltou de 4,4% em 2023 para 71,7% em 2024.

Fora das competições, a IA tem sido cada vez mais usada por profissionais para acelerar trabalhos. Uma pesquisa de 2024 do GitHub mostra que mais de 90% dos desenvolvedores já integram ferramentas de inteligência artificial ao dia a dia de trabalho.

Com informações da Ars Technica
Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas

Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas
Fonte: Tecnoblog

Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre

Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre

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Recursos de IA podem ser limitados à Samsung

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O Galaxy Buds 3 está com um desconto de 55% no Mercado Livre, saindo de R$ 1.699 por R$ 769. Para conseguir esse valor, é necessário usar o cupom APROVEITADEZHOJE e pagar via Pix. A oferta não permite parcelamento, mas traz o menor preço que já vimos pelo par de fones de ouvido com ANC da Samsung.

Galaxy Buds 3 tem ANC e novo design de fones da Samsung

Os Buds 3 se destacam pelo cancelamento de ruído ativo (ANC), que bloqueia os sons externos para uma experiência sonora imersiva. E pela presença de tecnologias como o Adaptive EQ, que ajusta o som conforme o formato dos ouvidos, e codecs como o AAC e o Samsung Seamless Codec, que garantem um som claro e de alta fidelidade.

Com design repaginado, os fones Samsung trazem sensores como acelerômetro e giroscópio. A bateria promete até 6 horas de reprodução com ANC ativado segundo a fabricante, e o estojo garante até 30 horas de autonomia. A resistência IP57 protege o Buds 3 contra água e suor, sendo ideal para atividades físicas.

Além disso, os Galaxy Buds 3 (R$ 769 com o cupom APROVEITADEZHOJE) trazem recursos como Auto Switch, que permite a troca automática entre dispositivos. E o assistente de voz Bixby para interação por comando de voz. Para chamadas, os fones trazem seis microfones, VPU dedicado e melhora de captura com IA.

Por fim, o Galaxy AI integrado nos fones da Samsung também oferece modo intérprete, que pode ser utilizado para traduzir em tempo real palestras e reuniões. Entretanto, alguns recursos podem estar limitados ao uso combinado com smartphones da mesma marca.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre

Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre
Fonte: Tecnoblog

Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes

Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes

Netflix já usa IA na produção de cenas (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

A Netflix usou IA em uma cena da série “O Eternauta”, com um prédio desabando criado com auxílio da tecnologia.
Ted Sarandos diz que a IA acelera a produção e amplia o acesso a efeitos visuais sofisticados.
A plataforma também começou a aplicar IA em recomendações, publicidade e na busca.

Quando tempo demorará para filmes e séries produzidos via inteligência artificial se tornarem comuns? Na Netflix, isso não deve demorar a acontecer. Ted Sarandos, coCEO, revelou em uma videoconferência para investidores que a companhia já começou a usar IA para produzir conteúdo em vídeo para a plataforma.

Sarandos explicou que esse começo consiste em uma cena de um prédio desabando na série argentina de ficção científica O Eternauta (El Atonata). Essa cena foi produzida com auxílio de uma ferramenta de IA generativa.

De acordo com o executivo, o uso da tecnologia permitiu à cena ser finalizada dez vezes mais rapidamente do que com o uso de ferramentas de efeitos visuais convencionais.

Existe um temor generalizado (e razoável) de que a inteligência artificial possa eliminar postos de trabalho de pessoas nas mais diversas áreas. Em sua apresentação, Sarandos parece ter tentado atenuar essa preocupação:

Nós continuamos convencidos de que a IA representa uma oportunidade incrível para ajudar criadores a tornar filmes e séries melhores, não apenas mais baratos. Existem ferramentas de criação com tecnologia de IA. Então, são pessoas reais trabalhando de verdade com ferramentas melhores.

Nossos criadores já estão percebendo os benefícios [da IA] na produção por meio de pré-visualização e planejamento de cenas e, certamente, em efeitos visuais. Antigamente, apenas projetos de grande orçamento tinham acesso a efeitos visuais avançados, como o rejuvenescimento.

Ted Sarandos, coCEO da Netflix

Na sequência, o executivo explicou que, se não fosse pela IA, o trabalho de edição avançada realizada em O Eternauta não teria sido possível para o orçamento da série.

Mas a visão positiva de Sarandos sobre o uso da IA generativa provavelmente não ameniza o receio de que a tecnologia possa levar à redução da contratação de atores reais nas produções, visto que ferramentas como Sora e Veo 3 já são capazes de criar cenas, objetos e pessoas incrivelmente realizadas.

Em linhas gerais, os executivos da Netflix deram a entender que a IA se tornará mais presente na empresa. E isso vale não somente para a produção de filmes e séries: Greg Peters, também coCEO, explicou que a companhia já está usando IA em áreas como busca, personalização de conteúdo e anúncios.

O Eternauta teve cena produzida por IA (imagem: reprodução/Netflix)

Netflix fechou último trimestre no azul

Os comentários de Ted Sarandos e Greg Peters ocorreram na videoconferência em que a Netflix anunciou os seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2025.

No período, a companhia registrou receita de US$ 11,08 bilhões (16% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado), bem como lucro de US$ 3,13 bilhões.

Com informações de TechCrunch e BBC
Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes

Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

Chatbot de suporte do WhatsApp agora tem acesso facilitado (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Resumo

WhatsApp elimina etapa de descrição do problema para simplificar o contato com o suporte.
Mudança já está disponível para usuários da versão estável do app em iOS, Android e desktop no Brasil.
Respostas iniciais no chat são geradas por IA, mas atendentes humanos podem assumir o atendimento conforme necessário.

O WhatsApp está simplificando o contato com o suporte dentro do aplicativo, de modo a tornar o processo mais rápido para os usuários. Para isso, a plataforma removeu uma etapa inicial em que era preciso descrever o problema para iniciar a conversa. Agora, o usuário pode abrir diretamente o chat de ajuda.

A mudança foi identificada primeiramente na versão beta 25.20.10.74 do app para iOS, pelo site especializado WABetaInfo. No entanto, o Tecnoblog verificou que o novo fluxo já está disponível para usuários da versão estável do aplicativo no Brasil, tanto no celular (iPhone e Android) quanto na versão para desktop.

O que mudou?

Anteriormente, usuários precisavam descrever problema e aguardar uma resposta no chat (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Até então, era preciso passar por uma etapa extra, conforme você vê na imagem acima. Os usuários precisavam formular a pergunta e, frequentemente, anexar capturas de tela para explicar a situação antes mesmo de a conversa começar.

Agora, o usuário poderá abrir o chat de suporte diretamente, sem a obrigação de preencher um formulário ou enviar arquivos assim que iniciar a solicitação. Portanto, o aplicativo simplificou o processo para entrar em contato com o suporte.

É importante lembrar que, ao iniciar uma conversa com o suporte, as primeiras respostas costumam ser geradas por uma inteligência artificial da Meta. Ela age como um FAQ, oferecendo soluções rápidas para problemas mais comuns, dado o grande volume de usuários da plataforma.

Na página sobre a ferramenta, o próprio WhatsApp alerta, no entanto, que as respostas da IA podem ser “imprecisas ou inapropriadas”. Por isso, o próprio bot informa que “atendentes humanos estão monitorando” a conversa e podem pode assumir o atendimento a qualquer momento. Não fica claro, porém, quais os critérios para que isso ocorra de forma prioritária.

Para acessar a função, o caminho continua o mesmo: na tela de Configurações, vá até a opção “Ajuda” e clique em “Central de Ajuda”. Ao rolar até o fim da página, você encontra a opção para iniciar o chat com o suporte. No computador, é possível acessar o chatbot seguindo os mesmos passos.

Lembrando que, em casos onde não é possível utilizar o suporte via app, outro canal disponível é pelo e-mail support@whatsapp.com.

Com informações de WABetaInfo
WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico
Fonte: Tecnoblog

Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano

Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano

Galaxy AI deve aparecer em mais aparelhos da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung planeja integrar a Galaxy AI em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano, incluindo smartphones, tablets e smartwatches.
A adoção é expressiva: 70% dos usuários do Galaxy S25 já utilizam funções de IA no dia a dia, segundo dados da fabricante.
Anteriormente, a Samsung revelou que os recursos de IA que vêm de fábrica nos aparelhos serão gratuitos para sempre.

A Samsung quer levar a Galaxy AI, sua plataforma de inteligência artificial integrada, para mais de 400 milhões de dispositivos em todo o mundo — entre smartphones, tablets e smartwatches — até o fim deste ano. A nova meta foi anunciada pela sul-coreana durante o Galaxy AI Forum 2025.

Segundo a fabricante, a IA nativa dos aparelhos Galaxy vem recebendo novas funções e está sendo expandida para modelos lançados em anos anteriores. Com isso, a Samsung sinaliza que a Galaxy AI deve se tornar cada vez mais central na experiência dos usuários da marca.

Essa aposta é reforçada por dados de uso divulgados pela própria empresa, que indicam um maior interesse dos consumidores por recursos de IA. Ainda assim, os números contrastam com o que costuma pesar mais na escolha de um novo celular, ao menos no mercado brasileiro.

Uso cresce, mas não decide compra

Galaxy AI cresceu entre usuários dos topo de linha da Samsung (imagem: reprodução/Samsung)

As funções do Galaxy AI já fazem parte do dia a dia de boa parte dos usuários, segundo levantamento da Samsung. Uma pesquisa feita em parceria com a Symmetry Research revela que, para 47% dos consumidores, as rotinas seriam prejudicadas sem as ferramentas de IA, enquanto 45% usam comandos de voz com a mesma frequência que digitam.

Os dados da própria fabricante mostram que a adoção é ainda maior entre donos dos Galaxy S25: mais de 70% utilizam ativamente recursos como o “Circular para Buscar”, o “Assistente de Fotos” e o “Assistente de Notas”.

No entanto, esses números não refletem exatamente o peso da IA como fator de compra de um celular — pelo menos no Brasil. De acordo com a pesquisa anual do Mobile Time, inteligência artificial aparece como prioridade para apenas 3% dos consumidores na hora de escolher um novo smartphone.

O Galaxy AI ganhou destaque com o lançamento da linha Galaxy S24, trazendo recursos como tradução simultânea de chamadas, resumo de textos, reescrita inteligente de mensagens e edição de fotos com preenchimento generativo — uma das funções mais exploradas pela Samsung no marketing.

Além disso, os usuários têm acesso há outras funcionalidades mais robustas graças à parceria entre Samsung e Google, que promove a integração da IA da gigante das buscas, o Gemini, ao ecossistema da sul-coreana.

IA grátis para sempre?

Gemini já possui grande integração com a One UI (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com o plano de expansão da Samsung, muito se fala sobre a democratização da inteligência artificial. Mas os usuários de todos os 400 milhões de dispositivos conseguirão manter o acesso às ferramentas com o tempo? Diz a Samsung que sim, pelo menos para alguns recursos.

De acordo com informações obtidas pelo Android Police antes do Galaxy Unpacked deste ano, evento em que foram lançados os Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, algumas funções permanecerão gratuitas para sempre: aquelas que já vêm no aparelho por padrão.

A incerteza fica por conta dos recursos mais avançados do Gemini. Fora dos smartphones da Samsung, o Google já adota uma estratégia de reservar seus recursos de IA mais potentes para quem paga por planos premium — algo que pode se repetir no ecossistema Galaxy.

Com informações de Business Wire
Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano

Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano
Fonte: Tecnoblog