Category: Inteligência Artificial (IA)

Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários

Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta está rastreando os movimentos de mouse, cliques e digitação de seus funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
O CEO Mark Zuckerberg admitiu a operação em uma reunião geral, e afirmou que o objetivo é coletar dados de alta qualidade para treinar agentes de IA.
A empresa também confirmou que uma nova rodada de demissões está a caminho, afetando cerca de 10% dos funcionários.

A Meta decidiu analisar mais de perto como anda a rotina de seus funcionários nos Estados Unidos. Durante uma reunião geral na última semana, Mark Zuckerberg confirmou abertamente que a companhia está rastreando os movimentos de mouse, cliques e até a digitação das equipes de trabalho.

Se você pensou que a ideia era medir produtividade, errou. O objetivo da big tech, segundo o CEO, é utilizar esse vasto volume de dados comportamentais para treinar seus novos modelos de inteligência artificial. No mesmo encontro, a diretoria aproveitou para alertar sobre uma iminente rodada de demissões.

A decisão de monitoramento, que naturalmente levanta debates sobre privacidade corporativa, é vista pela Meta como uma vantagem competitiva. Segundo o site The Information, Zuckerberg explicou à equipe que a atividade interna dos engenheiros e desenvolvedores gera dados extremamente valiosos para a criação de agentes inteligentes.

Por que a Meta está monitorando os funcionários?

A justificativa oficial é a busca por dados de treinamento de altíssima qualidade. Nas palavras do próprio CEO, os funcionários da Meta possuem um nível de especialização e inteligência muito superior ao dos trabalhadores terceirizados, que costumam ser contratados por empresas do setor justamente para rotular dados e treinar modelos básicos.

Zuckerberg acredita que, ao replicar a forma exata como seus próprios especialistas interagem com softwares — desde o tempo de resposta em menus até o uso orgânico de atalhos de teclado —, a Meta conseguirá criar agentes de IA muito mais eficientes e sofisticados.

O projeto interno atende pelo nome de Model Capability Initiative (MCI). De acordo com a agência Reuters, a ferramenta roda em segundo plano durante o uso de aplicativos e sites de trabalho, chegando a capturar, ocasionalmente, imagens do conteúdo presente nas telas dos colaboradores.

Zuckerberg quer usar funcionários como base de dados para treinar IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novas demissões no horizonte

Durante a mesma reunião geral, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, trouxe à tona os planos corporativos para demitir cerca de 10% do atual quadro de funcionários já no próximo mês. Gale também afirmou que não há garantia de estabilidade para quem permanecer após os cortes.

“Haverá mais demissões? Essa pergunta sempre surge. Eu adoraria dizer que não haverá mais demissões, mas não posso prometer algo que não podemos cumprir”, declarou a executiva. Ela ressaltou que, apesar do que seria um desempenho financeiro sólido da Meta, a empresa tem a obrigação de gerenciar seus custos diante de uma concorrência acirrada e mudanças nas prioridades.

Zuckerberg também reservou uma parte do seu discurso para abordar os cortes, tentando desvincular as demissões da automação por IA. O executivo defendeu que a inteligência artificial não atua como o fator primário por trás das dispensas.

Contudo, ele admitiu corroborar uma ideia que já ecoa no Vale do Silício: a tecnologia teria tornado equipes menores mais eficientes, o que, na prática, altera a necessidade de manter grandes grupos humanos em diversas áreas de operação.
Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários

Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários
Fonte: Tecnoblog

Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 

Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 

Estudo analisou os tipos de orientações mais solicitados à IA (imagem: divulgação)

Resumo

Usuários recorrem à IA da Anthropic com pedidos de orientação pessoal em 6% das interações.
A dona do Claude analisou 1 milhão de conversas e constatou que as áreas de saúde, carreira, relacionamentos e finanças recebem mais pedidos desse tipo.
A Anthropic também identificou que a IA tende a concordar excessivamente com o usuário em 9% das conversas de aconselhamento, chegando a 38% em questões de espiritualidade.

Usuários continuam recorrendo à IA para tomar decisões da vida cotidiana. Um estudo da Anthropic analisou cerca de 1 milhão de conversas no Claude e identificou que aproximadamente 6% delas envolvem pedidos de orientação pessoal.

Dentro desse grupo, 76% das interações se concentram em quatro temas: saúde e bem-estar (27%), carreira (26%), relacionamentos (12%) e finanças (11%). As dúvidas vão desde interpretar exames médicos e lidar com doenças até buscar emprego, mudar de área ou negociar salário.

Segundo a empresa, os dados foram usados para treinar seus modelos de IA mais recentes, Claude Opus 4.7 e Claude Mythos Preview, com foco em melhorar a qualidade das respostas em situações sensíveis.

IA tende a concordar demais

O levantamento também analisou a tendência da IA de concordar excessivamente com o usuário. No geral, isso aparece em 9% das conversas de aconselhamento, mas sobe para 25% quando o tema envolve relacionamentos e chega a 38% em questões de espiritualidade.

De acordo com a Anthropic, isso significa que o sistema pode reforçar visões unilaterais. Em alguns casos, a IA concordou que terceiros estavam errados sem ter contexto completo; em outros, validou interpretações subjetivas, como a possível presença de interesse romântico em interações neutras.

A companhia afirmou que vem ajustando o treinamento para reduzir esse padrão e tornar as respostas mais equilibradas, especialmente em temas pessoais e de maior carga emocional.

Vale lembrar que essa preocupação não é nova e já apareceu antes, com a rival OpenAI. No ano passado, o CEO Sam Altman afirmou que conversas com chatbots não contam com sigilo legal, o que torna desaconselhável tratar assuntos sensíveis ou muito pessoais com esse tipo de sistema.

A declaração ocorreu pouco antes do caso do jovem de 16 anos que cometeu suicídio após usar o ChatGPT.

Ainda assim, mais de 12 milhões de usuários no Brasil utilizam a IA como terapeuta, segundo levantamento do UOL.
Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 

Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 
Fonte: Tecnoblog

Spotify anuncia selo de verificação para artistas contra músicos de IA

Spotify anuncia selo de verificação para artistas contra músicos de IA

Artistas humanos vão ganhar verificação no Spotify. Plataforma quer combater boom de conteúdos enganosos feitos por IA (Imagem: Fath/Unsplash)

Resumo

O Spotify implementou um selo de verificação para artistas reais, como parte de suas medidas para combater conteúdos criados por inteligência artificial (IA).
O selo de verificação será concedido apenas a artistas humanos que atendam a certos critérios, como engajamento e ouvintes recorrentes, além de movimentações na conta que comprovem sua identidade.
A medida visa reduzir a confusão entre artistas reais e aqueles criados por IA, que têm feito sucesso em plataformas de música.

O Spotify anunciou uma nova medida para combater artistas criados do zero com inteligência artificial: um selo de verificação para seus músicos e bandas reais. A ideia é frear o aumento de conteúdos de baixa qualidade publicados na plataforma feitos inteiramente por IA.

Agora, apenas artistas humanos terão selos de verificação, mas serão necessários outros critérios para garantir essa identidade. Entre eles, estão engajamento e ouvintes recorrentes, além de movimentações na conta, como datas de shows, identificações que comprovem que se trata de um ser humano, entre outros exemplos.

Vale lembrar que a empresa já havia falado sobre o assunto em 2025, quando anunciou o reforço das medidas para identificação de conteúdos feitos por IA. Segundo o comunicado, o problema das IAs envolve o uso de deepfakes na voz, monetização via spam e melhorias na identificação do que é feito com IA ou não. A nova verificação chega como um reforço para essas medidas, que seguem em vigor.

Artistas gerados por IA passam imperceptíveis para o público (imagem: rawpixel/freepik)

Artistas de IA confundem usuários e muitas vezes fazem sucesso

O problema de artistas criados inteiramente por IA não é exclusivo do Spotify: a Deezer publicou um levantamento em 2025 em que 97% dos usuários não souberam responder quais músicas eram feitas por inteligência artificial ou não, e mais da metade das pessoas se mostraram incomodadas por isso. Além disso, 44% dos novos conteúdos que chegam à plataforma diariamente são criados por IA. A Deezer, inclusive, avisa ao usuário quando um conteúdo é feito por IA.

No Spotify, apesar das poucas informações sobre o quantitativo de músicas feitas por IA, também há meios de identificar se um conteúdo é gerado ou não por IA, graças às atualizações anunciadas ainda em 2025. Ainda assim, nem todo artista tem essa página devidamente atualizada, algo que será exigido agora com o novo selo de verificação.

Alguns casos têm sido apontados como exemplos de artistas feitos inteiramente por IA que fizeram sucesso entre os ouvintes do Spotify e chegaram a boas posições nos charts de mais streams. Segundo o site alemão Deutsche Welle, a banda country Breaking Rust teve a música mais ouvida em novembro de 2025 na lista da Billboard para o estilo, enquanto o grupo Velvet Sundown alcançou 1 milhão de ouvintes mensais antes de revelar sua produção como IA.

Deezer aponta 44% dos novos conteúdos da plataforma como IA (imagem: divulgação/Deezer)

Medidas contra uso de IA de forma enganosa são tendência

Algumas formas de mitigar a confusão entre o que é real ou criado inteiramente com IA têm aparecido no mercado de tecnologia nos últimos meses.

Além da novidade anunciada pelo Spotify, Tinder e Zoom fecharam um acordo recente com a World, empresa cofundada por Sam Altman, da OpenAI, que faz reconhecimento de Íris em usuários. O objetivo aqui é impedir golpes online, principalmente em trocas de relacionamento.

Outra medida que chamou atenção recentemente envolveu a cantora Taylor Swift, que entrou com pedidos de registro de marca para sua voz e imagem.

O movimento tem como ideia evitar que suas características sejam usadas comercialmente por meio de inteligências artificiais, que podem trazer características de artistas reais em suas criações. A preocupação está alinhada com a medida tomada pelo Spotify, que também cita o uso de sons registrados sem autorização como um dos problemas da presença desenfreada de conteúdos feitos por IA na plataforma.
Spotify anuncia selo de verificação para artistas contra músicos de IA

Spotify anuncia selo de verificação para artistas contra músicos de IA
Fonte: Tecnoblog

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

Recursos do Gemini atuarão nos bastidores do Android (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Google está desenvolvendo duas novas ferramentas de inteligência artificial para o Gemini no Android, que lembram funções recentes da Samsung.
Assistência Proativa analisa a tela e mensagens localmente para oferecer sugestões em tempo real.
Já o Resumo Diário organiza a rotina do usuário compilando dados de sua conta em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

O Google está desenvolvendo mais funcionalidades de inteligência artificial para o Gemini no Android. Descobertos em testes do aplicativo, os recursos batizados de “Assistência Proativa” (Proactive Assistance) e “Resumo Diário” (Daily Brief) analisam o aparelho para exibir sugestões em tempo real.

A ideia é que a IA entregue informações úteis antes mesmo que você faça uma pergunta e a expectativa é que as novidades sejam oficializadas no próximo mês, durante a conferência para desenvolvedores Google I/O 2026.

Como vai funcionar a Assistência Proativa?

A Assistência Proativa foi criada para entender o contexto de uso do seu celular e oferecer ajuda. O recurso foi detalhado pelo portal Android Authority, após uma análise do código da versão 17.18.22.sa.arm64 do aplicativo do Google.

A ferramenta exibe lembretes, atalhos contextuais e resumos de informações no momento em que o usuário precisa, sem que seja necessário digitar um comando. Para que isso funcione, a IA coleta dados a partir de três fontes: o conteúdo exibido na tela do celular, o histórico de notificações recebidas e informações de aplicativos compatíveis.

Para evitar surpresas, o usuário deve ter controle sobre o recurso, podendo ativá-lo ou desativá-lo com uma chave nas configurações. Haverá também um menu de “Aplicativos Conectados” para definir exatamente de onde o Gemini pode puxar os dados. Num primeiro momento, o suporte básico abrange os apps de Contatos e Mensagens.

No entanto, integrações mais profundas com o ecossistema de produtividade da empresa — como Gmail, Google Agenda, Docs, Drive e Google Keep — ficam disponíveis em um painel separado.

Usuário terá controle sobre o fornecimento de dados (imagem: reprodução/Android Authority)

Como a leitura constante da tela e de e-mails levanta preocupações sobre a segurança da informação, o Google adotou uma abordagem com foco na privacidade. Conforme indicam as capturas de tela vazadas, o processamento dos dados ocorre localmente no dispositivo.

As informações ficam em um ambiente criptografado, garantindo que o conteúdo não seja enviado para os servidores da empresa ou seja usado para treinar modelos de IA.

Resumo Diário servirá para organizar a rotina

O Google também está preparando o recurso “Resumo Diário”, acessível a partir de uma barra lateral esquerda dentro do próprio aplicativo do Gemini. A premissa é compilar os dados de uma conta e dividi-los em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

A primeira seção tem como foco os hábitos que você está tentando criar ou temas que vem pesquisando com frequência na Busca do Google. Já a área de “Principais Ideias” atua como um hub inteligente de prioridades, extraindo informações do Gmail e histórico de navegação sem precisar abrir vários aplicativos diferentes.

Inspiração na Samsung

As movimentações do Google parecem uma resposta à sua principal parceira no ecossistema Android. Conforme apontado pelo portal SamMobile, os novos recursos do Gemini bebem muito da fonte de duas ferramentas da Samsung: o Now Brief e o Now Nudge.

Disponibilizadas no início deste ano com o lançamento da família Galaxy S26, as ferramentas da marca sul-coreana já fazem um trabalho semelhante. O Now Brief, por exemplo, concentra em uma única tela os eventos da agenda, previsão do tempo e métricas de exercícios físicos. O sistema ainda recomenda playlists do Spotify ou do YouTube Music e exibe tarefas pendentes, ajustando as sugestões de acordo com a hora do dia.

O Google deve revelar mais detalhes oficiais no palco do Google I/O 2026, marcado para o mês de maio. O evento também servirá de vitrine para outras estreias, incluindo o anúncio do Android 17, novidades do sistema para relógios Wear OS, um novo ChromeOS, além de atualizações para o Android Auto e Android Automotive.
Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário
Fonte: Tecnoblog

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel aproveita escassez para limpar estoques de chips inferiores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Intel está vendendo processadores de baixa qualidade que seriam normalmente descartados.
Empresa criou linhas de produtos com especificações limitadas para clientes corporativos.
Demanda por semicondutores, impulsionada pela expansão dos data centers de IA, fez com que big techs aceitassem chips com desempenho inferior.

A Intel parece ter encontrado uma alternativa altamente lucrativa para tentar contornar a crise global de chips gerada pela explosão da inteligência artificial. A gigante dos semicondutores passou a vender processadores que, em condições normais de mercado, seriam descartados como lixo eletrônico.

Essa estratégia impulsionou a receita da empresa e a ajudou a superar, com folga, as previsões de Wall Street no primeiro trimestre de 2026. Como aponta o portal Tom’s Hardware, segundo o relatório financeiro recém-divulgado, a receita total da companhia bateu a marca de US$ 13,6 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 12,3 bilhões. Além disso, as ações da Intel registraram um salto de 28%, estabelecendo um novo recorde na bolsa.

A resposta para esse desempenho fora da curva não é uma nova arquitetura ou corte de gastos. O analista financeiro Ben Bajarin detalhou no X/Twitter que a margem subiu porque os clientes corporativos estão comprando CPUs “que poderiam ter sido descartadas”, gerando uma injeção de receita inesperada nos cofres da fabricante.

Reaproveitando “sucata”?

Na indústria de semicondutores, nem todo chip sai perfeito da linha de produção. Se um processador da Intel não atinge as especificações de desempenho para ser considerado um produto premium, a prática comum é a empresa reetiquetar a unidade e vendê-la como um componente de entrada, por um preço mais acessível (um processador Core i3 ou Celeron, por exemplo).

Contudo, existem unidades que não alcançam sequer esse padrão mínimo. Historicamente, esses chips eram classificados como sucata e iam direto para o descarte.

Mas o cenário mudou em 2026. Pressionada pela escassez de componentes, a Intel resgatou essas peças de baixíssima expectativa, criou linhas de produtos com especificações ainda mais limitadas e conseguiu vendê-las.

Estratégia de vender componentes que iriam para o lixo gerou bilhões (imagem: divulgação/Intel)

IA tem impactado o mercado de hardware

O atual momento do setor de tecnologia prova que as CPUs também voltaram a ser o centro das atenções. O grande motor dessa demanda é a infraestrutura pesada necessária para rodar cargas de trabalho de IA. A expansão acelerada dos data centers consome capacidade computacional em um ritmo feroz, sugando os estoques globais e inflando os preços.

No olho desse furacão estão os processadores Intel Xeon, projetados para servidores. A procura por essas CPUs segue em níveis críticos, estimulada por fabricantes como Dell, HP e Lenovo. Paralelamente, big techs como Microsoft, Google e Amazon continuam adquirindo esses chips em volumes elevados para ampliar suas próprias redes e infraestruturas de nuvem.

Para essas gigantes da tecnologia, o custo de manter a expansão de um data center paralisada por falta de peças é infinitamente maior do que o investimento em processadores de “qualidade inferior”. Aceitar chips com desempenho abaixo do ideal pode ter virado uma decisão estratégica de negócios.
Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água
Fonte: Tecnoblog

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Resumo

Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA
Fonte: Tecnoblog

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.

Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.

Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.

Além de cortes, Meta congelará vagas

Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.

Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.

Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.

Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.

O foco da divisão, atualmente, é apoiar o desenvolvimento de tecnologias de IA para vestíveis, como os óculos da empresa em parcerias com a Ray-Ban e Oakley.

Microsoft oferece demissão voluntária

Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.

Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.

O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.

Bilhões direcionados à IA

As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.

A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.

O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA
Fonte: Tecnoblog

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google vai cobrar uso de IA em avaliações de desempenho de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google afirmou que 75% do novo código dos produtos da empresa é gerado por inteligência artificial e revisado por engenheiros humanos.
Migrações de código têm levado 6 vezes menos tempo ao combinar trabalho de engenheiros e agentes de IA.
Microsoft disse que 20% a 30% do código de alguns projetos já é escrito por IA; a Meta mira 55% das alterações com assistência de agentes de IA.

O Google declarou que 75% dos novos códigos dos produtos desenvolvidos pela empresa são gerados por inteligência artificial e revisados por engenheiros humanos. No quarto trimestre de 2025, esse número era de 50%.

A informação foi apresentada na quarta-feira (22/04), mesmo dia em que a empresa realizou um grande evento com foco em IA. A companhia também anunciou dois novos chips para treinamento de modelos e inferência e confirmou a chegada de uma nova Siri ainda em 2026, fruto da parceria com a Apple.

Como o Google está usando IA na programação?

Sundar Pichai ressaltou a contribuição da IA em tarefas complexas (foto: divulgação)

Como explica a Business Insider, a estratégia do Google é colocar os engenheiros para usar modelos Gemini para gerar código. Alguns receberam metas bastante específicas de uso da tecnologia, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.

No Google DeepMind, braço da empresa dedicado à pesquisa em IA, alguns funcionários receberam autorização para usar o Claude Code. Segundo a publicação, isso causou um certo mal-estar dentro da companhia.

Seja como for, parece estar dando resultado. “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa foi feita por agentes e engenheiros. Trabalhando juntos, eles conseguiram completar a tarefa seis vezes mais rapidamente do que seria possível há um ano, somente com engenheiros”, explica Sundar Pichai, CEO do Google.

Não são só os engenheiros que estão usando IA no Google. De acordo com uma reportagem de fevereiro de 2026 da Business Insider, gerentes têm cobrado que funcionários de cargos não-técnicos empreguem a tecnologia em suas tarefas, como para fazer anotações durante reuniões.

O que outras empresas estão fazendo com IA?

Em abril de 2025, Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que entre 20% e 30% dos códigos de alguns dos projetos da empresa estavam sendo escritos com IA. Kevin Scott, CTO da companhia, fez uma previsão de que 95% da programação será feita por essa tecnologia nos próximos cinco anos.

A Meta pretende que 55% das alterações de códigos feitas por engenheiros de software tenham assistência de agentes de IA. Para o segundo semestre de 2026, a companhia deseja que 65% dos engenheiros usem IA em 75% do código.

A gigante das redes sociais também pretende contar com um “clone de IA” de seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, para dar feedback a funcionários. A ideia é que eles se sintam mais próximos da cultura da empresa.

Com informações da Business Insider
Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA
Fonte: Tecnoblog

Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

Mozilla usou inteligência artificial para varrer o código do navegador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Firefox 150 corrigiu 271 falhas de segurança após análise do Claude Mythos Preview, nova IA da Anthropic.
O Claude Mythos teve acesso antecipado ao código do navegador e realizou o trabalho de pesquisadores.
A Mozilla, no entanto, levanta um alerta para o ecossistema open source, já que hackers também podem acessar a IA com outros interesses.

A Mozilla lançou o Firefox 150 ontem (21/04), mas desta vez com um diferencial nos bastidores: 271 falhas de segurança foram corrigidas após análise de uma IA. O feito foi possível graças ao acesso antecipado ao Claude Mythos Preview, o mais novo e avançado modelo de IA da Anthropic, que vasculhou todo o código do navegador.

A parceria entre as duas empresas já vinha rendendo frutos. No mês passado, a equipe usou um modelo anterior da Anthropic para encontrar 22 bugs críticos no código do Firefox 148. O salto expressivo em poucas semanas, no entanto, revela o real poder de fogo do Mythos.

Em uma publicação no blog oficial, a fundação indicou que a nova ferramenta consegue compreender a complexa lógica de programação tão bem quanto os melhores pesquisadores do mercado.

IA da Anthropic ajudou a poupar recursos

Historicamente, a vantagem sempre pendeu para o lado dos invasores. Como explicou o diretor de tecnologia do Firefox, Bobby Holley, em entrevista à revista Wired, eles só precisam achar uma única brecha esquecida no sistema para causar um desastre, enquanto a defesa precisa blindar toda a estrutura.

Antes de IAs como a Mythos entrarem em cena, as defesas combinavam isolamento de processos e testes automatizados, o que nem sempre funciona para analisar a fundo o código. A saída até aqui era contratar especialistas humanos, gastando mais tempo e dinheiro. A nova inteligência artificial, no entanto, consegue fazer esse trabalho analítico pesado em menos tempo, barateando a descoberta de falhas.

A própria equipe da Mozilla relatou uma “vertigem” ao receber o relatório com a avalanche de 271 bugs simultâneos para consertar. Desde fevereiro, os desenvolvedores precisaram redirecionar os esforços exclusivamente para solucionar essas falhas.

Modelo da Anthropic pode automatizar a busca por falhas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alerta para o ecossistema de código aberto

Se até uma gigante como a Mozilla precisou mobilizar uma força-tarefa, o cenário acende um alerta para o software livre. Grande parte da infraestrutura da internet, por exemplo, roda sobre projetos de código aberto (open source), muitos deles mantidos por grupos de voluntários.

O executivo da Mozilla Raffi Krikorian publicou um artigo no The New York Times alertando para o risco dessa desigualdade. Se cibercriminosos equipados com o Mythos mirarem em códigos públicos e vulneráveis, o estrago pode ser gigantesco.

Para evitar um colapso, a solução passa pela cooperação da indústria. O portal Ars Technica destaca que grandes corporações já planejam realocar milhares de engenheiros para auditar os próprios sistemas com IA. Contudo, a Mozilla levanta a bandeira de que as big techs precisam fornecer ferramentas acessíveis e capacitação para a comunidade open source. A meta é garantir que nenhum projeto crucial da internet vire um alvo indefeso nesta nova era da cibersegurança.
Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic
Fonte: Tecnoblog

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta vai instalar software de monitoramento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
O programa roda em apps e sites relacionados ao trabalho e tenta entender como humanos usam computadores, incluindo atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
Funcionários demonstraram indignação nas redes internas, pois não há como desativar o monitoramento.

A Meta está instalando software de monitoramento nos computadores de seus funcionários nos Estados Unidos. A ideia é capturar movimentos de mouse, cliques e digitação para treinar modelos de inteligência artificial, com o objetivo de que eles sejam capazes de realizar tarefas profissionais futuramente. As informações constam em duas reportagens: uma da Reuters e outra da Business Insider.

Segundo a Reuters, o projeto se chama Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre) e vai rodar em apps e sites relacionados ao trabalho, além de capturar ocasionalmente o que está nas telas dos computadores.

A Business Insider diz que o software tentará entender como os humanos usam computadores, incluindo o uso de atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.

Funcionários mostram desconforto com iniciativa

De acordo com a Business Insider, a iniciativa foi recebida com indignação pelos trabalhadores da Meta.

“Isso me deixa super desconfortável. Como eu desativo?” foi, segundo a reportagem, o comentário com mais curtidas no post sobre a mudança na rede interna da Meta. Além disso, a carinha com raiva foi a reação mais comum ao anúncio.

Andrew Bosworth, CTO da empresa, confirmou que não há como desativar o monitoramento — e também recebeu carinhas de choro, choque e raiva como reação.

Como observa a Business Insider, os funcionários da Meta já tinham seus computadores de trabalho sob vigilância há bastante tempo, o que significa que o novo programa é mais uma extensão das regras existentes do que uma mudança de política.

Advogados ouvidos pela Reuters disseram que não há leis que impeçam a prática nos Estados Unidos — na Europa, monitorar equipamentos de funcionários pode ser considerado ilegal.

Meta aposta em IA para produtividade

Mark Zuckerberg quer usar clone para se aproximar de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Colocar a IA para aprender a trabalhar é parte de um esforço maior da Meta, que deseja que a tecnologia consiga auxiliar (ou mesmo executar) tarefas internas e como forma de elevar a produtividade da companhia.

O próprio Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está participando ativamente de projetos do tipo. Ele vem desenvolvendo um agente de IA para auxiliar em suas próprias tarefas, e já consegue dar respostas com mais rapidez graças à tecnologia. O executivo também pretende criar uma espécie de clone para conversar com funcionários e dar feedback a eles.

Com informações da Reuters e da Business Insider
Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

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Fonte: Tecnoblog