Category: Inteligência Artificial (IA)

Microsoft testa recurso para criar livros de colorir no Paint

Microsoft testa recurso para criar livros de colorir no Paint

Recurso gera quatro opções de arte (imagem: reprodução)

Resumo

Microsoft testa no Paint uma ferramenta de IA para criar livros de colorir a partir de texto.
É possível pintar os desenhos gerados no próprio Paint ou imprimi-los para colorir à mão.
A novidade está disponível apenas para PCs Copilot+ e participantes do Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11.

A Microsoft começou a testar no Paint uma ferramenta para criar modelos de livros de colorir. A ferramenta usa inteligência artificial e fica acessível no canto superior direito da interface, acessando o ícone do Copilot.

Porém, a novidade não está acessível para todos. Por enquanto, ela está sendo liberada gradualmente para participantes do programa Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11. A versão com o recurso é a 11.2512.191.0.

Como funciona?

O usuário descreve em texto o que deseja ver no desenho e o Paint gera imagens em preto e branco para colorir. Depois disso, é possível pintar o desenho no próprio Paint ou imprimir a imagem para colorir à mão.

Segundo o comunicado, o recurso só funciona em PCs Copilot+, categoria de computadores voltada a tarefas de IA, e exige login com a conta Microsoft.

Além do “Livro de colorir”, o Paint recebeu uma melhoria de controle da ferramenta Preenchimento. Agora, ao usar o recurso de balde de tinta, o usuário pode ajustar um controle deslizante na lateral da tela para delimitar melhor o preenchimento.

Microsoft aprimorou a forma como a ferramenta Preenchimento aplica a cor (GIF: reprodução)

O Bloco de Notas também recebeu uma atualização nos recursos de IA. A versão 11.2512.10.0 agora mostra os resultados de forma progressiva na tela, permitindo pré-visualizar o texto enquanto ele ainda está sendo escrito em vez de esperar pela resposta completa. A ferramenta também melhorou o suporte a markdown.

Todas essas mudanças seguem restritas aos testadores do Windows Insider. A Microsoft ainda não informou quando os recursos chegam à versão estável do Windows 11 para o público geral.
Microsoft testa recurso para criar livros de colorir no Paint

Microsoft testa recurso para criar livros de colorir no Paint
Fonte: Tecnoblog

YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem

YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem

YouTube promete combater conteúdos repetitivos e spam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O YouTube introduzirá ferramentas de IA para criar jogos e gerar Shorts com a imagem dos criadores.
O YouTube Shopping será ampliado, permitindo compras diretamente no aplicativo.
A plataforma reforçará o controle parental para proteger crianças e adolescentes.

O YouTube vai dar mais ênfase à inteligência artificial em 2026. A plataforma ganhará ferramentas para criar jogos usando IA, além de fazer experiências com músicas. Outra novidade é que os criadores poderão gerar Shorts usando sua própria imagem com uma ferramenta do próprio serviço.

Os anúncios estão em uma carta publicada pelo CEO da rede, Neal Mohan. O comunicado não dá mais detalhes de quando esses recursos estarão disponíveis.

Neal Mohan é CEO do YouTube desde 2023 (imagem: Wikimedia Commons/Collision Conf)

O texto também menciona o AI slop, nome dado ao conteúdo de baixa qualidade produzido em larga escala com o auxílio de IA generativa. O YouTube não deve adotar uma postura muito rígida com isso, pelo que o comunicado indica.

“Ao longo dos últimos 20 anos, aprendemos a não impor quaisquer noções preconcebidas sobre o ecossistema de criadores”, afirma o executivo em sua carta. “Hoje, tendências antes consideradas estranhas, como ASMR e assistir outras pessoas jogando videogames, são sucessos populares.”

Mesmo assim, a rede promete aprimorar sistemas atuais contra spam, clickbait e conteúdos repetitivos.

YouTube vai ficar mais parecido com TikTok

Entre as novidades anunciadas por Mohan, os Shorts poderão ser compostos apenas por imagens estáticas, um formato também oferecido pelo TikTok. Esse tipo de conteúdo aparecerá diretamente no feed.

Outro movimento para 2026 é a ampliação do YouTube Shopping, que permite comprar produtos diretamente pelo aplicativo do streaming, sem precisar acessar uma loja — de um jeito parecido com o TikTok Shop. No exterior, o YouTube Shopping já conta com 500 mil criadores. Ainda não há nenhuma informação sobre disponibilidade no Brasil.

Rede reforça controle parental para evitar regulamentação

Mohan também reforçou as iniciativas do YouTube para garantir, em suas palavras, “uma experiência de visualização adequada” para crianças e adolescentes. O executivo lembrou das medidas de controle parental recém-anunciadas, que permitem que responsáveis limitem ou bloqueiem o acesso aos vídeos curtos em contas de menores de idade

O texto traz ainda uma alfinetada nas tentativas de regulamentação, dizendo que a empresa acredita que “os pais — e não os governos — devem decidir o que é melhor para suas famílias”.
YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem

YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem
Fonte: Tecnoblog

Escritores acusam Nvidia de acessar 500 TB de livros pirateados

Escritores acusam Nvidia de acessar 500 TB de livros pirateados

Empresa de chips recorreu a arquivos piratas do Anna’s Archive (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Nvidia é acusada de usar 500 TB de livros pirateados do site Anna’s Archive para treinar IA, ignorando alertas sobre ilegalidade.
Emails internos indicam que a gerência da Nvidia autorizou o download de obras protegidas, visando competir com o ChatGPT.
Um grupo de escritores processa a Nvidia por uso não autorizado de suas obras, enquanto a empresa alega “uso justo” no treinamento de IA.

A Nvidia teria autorizado o download massivo de livros pirateados do site Anna’s Archive para treinar modelos de inteligência artificial, de acordo com acusação de um grupo de escritores dos Estados Unidos. As novas evidências foram anexadas na última sexta-feira (16/01) a um processo que tramita no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia.

Segundo a acusação, a gigante dos chips teria contatado diretamente os administradores da plataforma e deu prosseguimento à coleta de dados em menos de uma semana, ignorando um alerta do próprio site sobre a natureza irregular do acervo.

A denúncia, analisada pelo portal Torrent Freak, aponta que a decisão de usar material protegido foi uma estratégia deliberada impulsionada pela “pressão competitiva” para rivalizar com o ChatGPT, da OpenAI, e lançar modelos proprietários (como o NeMo e Megatron) no mercado.

Trecho do processo indica que a competição em IA levou a Nvidia à pirataria (imagem: reprodução/Torrent Freak)

Empresa foi avisada sobre pirataria

A acusação baseia-se em trocas de emails de 2023, obtidas durante a fase de coleta de evidências do processo. Os documentos mostram que um membro da equipe de estratégia de dados da Nvidia entrou em contato com o Anna’s Archive para negociar “acesso de alta velocidade” ao banco de dados, visando alimentar o que a empresa chamava internamente de “NextLargeLLM”.

De acordo com o processo, os operadores do Anna’s Archive alertaram que a coleção era adquirida ilegalmente e questionaram se a Nvidia tinha permissão interna para assumir o risco.

O site teria oferecido acesso a cerca de 500 terabytes de dados, incluindo milhões de livros que, legalmente, estariam disponíveis apenas em sistemas de empréstimo digital restritos. Ainda assim, o documento afirma que a Nvidia “deu sinal verde” para prosseguir com a pirataria.

Anna’s Archive avisou empresa sobre natureza dos dados (imagem: reprodução/Torrent Freak)

Quem está processando?

A ação coletiva é movida por um grupo de escritores que representam uma classe de autores cujas obras teriam sido utilizadas sem consentimento ou pagamento. Eles buscam compensação.

A nova versão da queixa expande o escopo do processo original. Além do Anna’s Archive, os autores alegam que a Nvidia utilizou outras fontes notórias de pirataria acadêmica e literária, como Bibliotik (através do dataset Books3), LibGen, Sci-Hub e Z-Library.

A defesa da Nvidia argumentou, em fases anteriores do processo, que a utilização de livros para treinamento de IA constitui “uso justo” (fair use), alegando que as obras são apenas correlações estatísticas para os modelos de IA.

Agora, os autores adicionaram acusações de infração direta e vicária de direitos autorais.

Em junho de 2025, a Anthropic venceu um processo também movido por um grupo de autores que acusava a empresa de usar obras protegidas no treinamento da IA Claude. A Justiça, à época, reconheceu o uso justo de livros comprados pela empresa, mas ordenou um outro processo para julgar as cópias pirateadas. A Anthropic optou por encerrar a disputa por meio de um acordo de US$ 1,5 bilhão (cerca R$ 8 bilhões) com autores e editoras.
Escritores acusam Nvidia de acessar 500 TB de livros pirateados

Escritores acusam Nvidia de acessar 500 TB de livros pirateados
Fonte: Tecnoblog

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Data centers de IA devem demandar 70% dos chips de memória produzidos em 2026, gerando escassez;
Problema da escassez afeta memórias RAM, SSDs e até discos rígidos, impactando produção de eletrônicos e elevando custos;
Micron prevê que crise no mercado de memórias durará até 2028.

A demanda por memórias realmente está maior do que a oferta, cenário que resulta em dificuldade de aquisição desse tipo de componente e, principalmente, em preços elevados. Alimentando essa situação de escassez estão as aplicações de IA, que exigirão até 70% da produção de chips de memória em 2026.

É o que aponta o Wall Street Journal. Trata-se de uma estimativa que preocupa, mas, a essa altura, já não surpreende: o número de aplicações de inteligência artificial cresce em um ritmo tão acelerado que as empresas do setor estão investindo cada vez mais na construção de data centers para executá-las.

O efeito disso é a escassez não só de memórias RAM, mas também de chips de SSDs e até de discos rígidos.

Mas, sim, a situação é mais crítica no segmento de memória RAM. Esse tipo de componente não equipa somente computadores e celulares. TVs, dispositivos vestíveis, alto-falantes inteligentes e sistemas automotivos, por exemplo, também demandam esse tipo de componente. Logo, todo o setor de eletroeletrônicos pode ser impactado por preços mais altos.

Não é só uma questão de repassar os custos com memórias RAM para os consumidores. A escassez de chips também atrasa a produção de equipamentos eletrônicos, aumentando o risco de determinados produtos também ficarem escassos nas prateleiras. Quando isso acontece, não raramente, esses produtos ficam mais caros.

Tem mais. É comum que equipamentos eletrônicos utilizem tecnologias de memória mais antigas, que tendem a ser mais baratas. O problema é que os fabricantes priorizam a produção de memórias mais modernas, como DDR5 e HBM, que oferecem margens de lucro maiores, movimento que também contribui para a crise.

Novamente, não há surpresa aqui: aplicações de IA demandam tanto desempenho que a infraestrutura destinada a elas requer justamente tecnologias de memória RAM mais sofisticadas.

Escassez de memória deve aumentar preços de eletrônicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Wall Street Journal não exagera, portanto, ao sinalizar que estamos diante de um cenário cuja gravidade pode ser comparada aos atrasos de produção no período da pandemia de covid-19.

Consequência: o mercado viu os preços de memórias dispararem 50% somente no último trimestre do ano passado. O setor de semicondutores fechou 2025 com lucro recorde. A Counterpoint Research estima que haverá um aumento adicional entre 40% e 50% nos preços até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Micron prevê que crise da memória durará até 2028

Três companhias respondem por mais de 90% da produção atual de chips de memória RAM: SK Hynix, Samsung e Micron. Esta última revelou, recentemente, que os preços das memórias não devem melhorar antes de 2028.

A solução para o problema passa pelo aumento de produção. Para tanto, Micron e outras empresas do setor estão investindo em novas fábricas de memórias. Mas aí vem um novo problema: leva tempo para essas unidades serem construídas e entrarem em operação.
Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória
Fonte: Tecnoblog

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

Após anos refletindo implementação, ChatGPT deve ganhar anúncios (imagem: divulgação/OpenAI)

Resumo

OpenAI anunciou que o ChatGPT exibirá anúncios na versão gratuita e no plano básico nos EUA.
Ainda em testes, as propagandas aparecerão no final das respostas, sem influenciar o conteúdo gerado pela IA.
A empresa afirma que os dados das conversas não serão vendidos e a personalização poderá ser desativada pelos usuários.

Não demorou tanto para a OpenAI encontrar um meio de exibir anúncios no ChatGPT. Para sustentar os custos de processamento de IA, a empresa anunciou, nesta sexta-feira (16/01), que iniciará testes nas próximas semanas para incluir publicidade no chatbot.

A confirmação encerra um ciclo de quase dois anos de discussões internas que vazaram para a imprensa. Em dezembro de 2024, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, já havia sinalizado que a empresa estudava “quando e onde” implementar anúncios, citando a necessidade de justificar os investimentos recebidos.

Um ano depois, em dezembro de 2025, o The Information reportou que a companhia testava formatos nos quais a IA poderia sugerir produtos dentro das respostas. Agora, a OpenAI formaliza como isso deve acontecer.

Como os anúncios vão aparecer?

A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto da conversa. De acordo com a empresa, os anúncios aparecerão no final das respostas, quando houver um produto ou serviço relevante relacionado ao que foi perguntado pelo usuário. Ou seja, por enquanto, não devemos ver trechos patrocinados no próprio conteúdo das respostas.

Preocupada com a recepção dos usuários, a empresa estabeleceu alguns princípios para a proposta de anúncios:

Eles não influenciarão o conteúdo das respostas geradas pela IA;

Os dados das conversas não serão vendidos aos anunciantes;

Usuários poderão desativar a personalização de anúncios nas configurações.

Segundo um exemplo do próprio comunicado, se o usuário perguntar sobre dicas de viagem, o chatbot poderá exibir, após a resposta textual, um bloco patrocinado de uma agência de turismo ou companhia aérea. Ainda assim, todo o conteúdo publicitário deve ser rotulado e separado da resposta da IA.

Anúncios aparecerão em espaços convenientes na conversa (imagem: divulgação/OpenAI)

Quem deve ver os anúncios?

Inicialmente, a companhia deve seguir a abordagem de plataformas de streaming: a novidade deve começar a aparecer para usuários do plano gratuito e da assinatura de baixo custo ChatGPT Go. Segundo o comunicado oficial, assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não verão propagandas.

Por enquanto a empresa menciona apenas os Estados Unidos como mercado que começará a ver esses anúncios, portanto, ainda não há previsão de quando o novo formato chegará ao Brasil ou outros mercados.

Dinheiro para pagar expansão

Os anúncios seriam uma forma de financiar os movimentos de expansão da companhia, que segue construindo data centers e evoluindo o poder de processamento dos modelos de IA. Hoje, o ChatGPT conta com um plano gratuito bastante limitado, e as assinaturas que ampliam os limites de acessos às funcionalidades do serviço.

A OpenAI, junto à Amazon, Google, Meta e Microsoft, devem gastar mais de US$ 325 bilhões (R$ 1,7 trilhão) na construção de data centers apenas em 2026, segundo o New York Times. Uma das obras que devem se iniciar neste ano está na Argentina: a empresa de Sam Altman fechou uma joint venture com a sul-americana Sur Energy para um projeto de 500 megawatts na Patagônia.

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve
Fonte: Tecnoblog

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.

A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.

Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.

A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?

Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.

Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.

Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.

Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.

Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

O que isso pode significar para o consumidor?

A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.

Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.

O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.

No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.

Com informações do Culpium e 95ToMac

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA
Fonte: Tecnoblog

Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto

Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto

Raspberry Pi AI HAT+ 2 na parte superior (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Resumo

Raspberry Pi AI HAT+ 2 possui chip Hailo-10H com 40 TOPS de desempenho e custa US$ 130;
A placa tem 8 GB de RAM LPDDR4X-4267 e suporta LLMs como DeepSeek-R1-Distill e Llama3.2;
AI HAT+ 2 trabalha com a placa Raspberry Pi 5, conectando-se via pinos GPIO.

Raspberry Pi AI HAT+ 2. Esse é o nome de uma placa que a Raspberry Pi acaba de anunciar para aplicações de inteligência artificial. A novidade conta com o chip Hailo-10H, um acelerador de redes neurais que alcança 40 TOPS de desempenho. O preço oficial é de US$ 130 (ou R$ 700, na conversão direta), valor alto para o ecossistema Raspberry Pi.

O “2” no nome do produto deixa claro que esta é a segunda geração do equipamento. A primeira foi lançada no fim de 2024 com preço de US$ 110 (R$ 593) e alcança 26 TOPS em INT4 (valor inteiro de 4 bits) de desempenho de inferência. Também há uma variação mais simples, de 13 TOPS e preço de US$ 70 (R$ 377).

Neste ponto, vale relembrar: cada TOPS corresponde a um trilhão de operações por segundo.

Como dá para notar, o Raspberry Pi AI HAT+ 2 é mais caro, mas oferece mais desempenho. Esse aspecto é complementado com outro atributo importante: a placa conta com 8 GB de memória RAM LPDDR4X-4267, capacidade que a torna capaz de lidar com uma grande variedade de modelos de linguagem de larga escala (LLMs). Essa, aliás, é a principal razão para o lançamento desta versão.

Entre os LLMs suportados oficialmente pelo equipamento estão: DeepSeek-R1-Distill, Llama3.2, Qwen2.5-Coder, Qwen2.5-Instruct e Qwen2, todos trabalhando com 1 bilhão ou 1,5 bilhão de parâmetros.

Raspberry Pi AI HAT+ 2 conectada a uma placa Raspberry Pi 5 (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

AI HAT+ 2 trabalha em conjunto com o Raspberry Pi 5

O Raspberry Pi AI HAT+ 2 foi lançado como um complemento para o Raspberry Pi 5. Ambas as placas são conectadas entre si por meio dos pinos GPIO, com a comunicação sendo feita por meio da tecnologia PCI Express.

Atualmente, o Raspberry Pi 5 está disponível em versões com capacidade de RAM que vão de 1 GB a 16 GB. Os preços oficiais da plaquinha são estes:

VersãoPreçoRaspberry Pi 5 de 1 GBUS$ 45Raspberry Pi 5 de 2 GBUS$ 55Raspberry Pi 5 de 4 GBUS$ 70Raspberry Pi 5 de 8 GBUS$ 95Raspberry Pi 5 de 16 GBUS$ 145

Curiosamente, o Raspberry Pi 5 de 1 GB é a variação mais recente, tendo sido lançada em dezembro de 2025 para ser a opção mais acessível da linha.
Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto

Raspberry Pi anuncia placa AI HAT+ 2 com 40 TOPS para IA; preço é alto
Fonte: Tecnoblog

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.

A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.

Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.

O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.

Fechamento de estúdios de jogos

Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.

Entre as desenvolvedoras encerradas estão:

Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.

Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.

Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.

O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.

Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.

Meta vai abandonar os games?

Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.

A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.

Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.
Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários
Fonte: Tecnoblog

Veja os apps mais baixados de 2025

Veja os apps mais baixados de 2025

TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Resumo

TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.

O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.

A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Confira o ranking da América Latina

TikTok — 156 milhões de downloads

Temu — 128 milhões

ChatGPT — 123 milhões

Instagram — 83 milhões

Roblox — 72 milhões

Gemini — 67 milhões

Facebook — 64 milhões

WhatsApp — 62 milhões

Mercado Livre — 62 milhões

CapCut — 61 milhões

ReelShort — 60 milhões

DramaBox — 59 milhões

Seekee — 55 milhões

Shein — 55 milhões

Block Blast! — 51 milhões

Spotify — 47 milhões

Threads — 47 milhões

Telegram — 45 milhões

Free Fire — 45 milhões

Mercado Pago — 40 milhões

IA generativa no topo

ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.

Esse desempenho não surpreende. Um levantamento recente da TIC Kids Online Brasil, divulgado pelo Cetic.br e NIC.br, revelou que 65% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizaram IA generativa para ao menos uma atividade do cotidiano.

É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.

Apenas dois apps latino-americanos no top 20

Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.

Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.
Veja os apps mais baixados de 2025

Veja os apps mais baixados de 2025
Fonte: Tecnoblog

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade investiga Meta por política que barra serviços de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Cade investiga Meta por possível abuso de posição dominante no Brasil com relação aos novos termos de uso do WhatsApp Business;
A novo política do serviço, prevista para 15 de janeiro, proíbe empresas de IA de oferecer serviços no WhatsApp Business se esse tipo de tecnologia for o seu principal produto;
Cade suspendeu aplicação dos novos termos até a conclusão das investigações.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou um inquérito administrativo para apurar possíveis práticas de abuso de posição dominante pela Meta no Brasil. A Superintendência-Geral (SG) do órgão investiga se os novos termos de uso do WhatsApp Business prejudicam a concorrência com serviços de IA de terceiros.

A investigação vem na esteira de uma queixa registrada no Cade pelas startups Luzia e Zapia, em novembro de 2025, que acusam a Meta de implementar termos de uso nas soluções do WhatsApp Business que privilegiam a Meta AI na plataforma, em detrimento de serviços concorrentes.

Prevista para entrar em vigor em 15 de janeiro, a nova política proíbe empresas especializadas em inteligência artificial de oferecer serviços do tipo no WhatsApp Business quando esse tipo de tecnologia for o seu principal produto, e não um recurso tecnológico complementar.

É por isso que a Microsoft anunciou o fim da integração do Copilot com o WhatsApp. A OpenAI fez o mesmo com relação ao ChatGPT.

Cade suspende aplicação dos novos termos do WhatsApp

De modo complementar ao inquérito administrativo, o Cade determinou a suspensão da aplicação dos novos termos no WhatsApp Business até que as investigações sejam concluídas:

A SG analisa se as alterações pretendidas têm o potencial de fechar mercados, excluir concorrentes e favorecer indevidamente a ferramenta de inteligência artificial proprietária da Meta (“Meta AI”), que poderia se tornar a única opção disponível aos usuários da plataforma.

Se irregularidades forem encontradas, o Cade poderá determinar a abertura de um processo administrativo contra a Meta. Os detalhes da investigação estão disponíveis na página do Inquérito Administrativo n° 08700.012397/2025-63.

Cade investiga se nova política beneficia Meta AI (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que diz a Meta sobre a investigação do Cade?

Ao Tecnoblog, a Meta enviou o seguinte posicionamento sobre o inquerito aberto pelo Cade:

Essas alegações são fundamentalmente equivocadas. O surgimento de chatbots de IA na Plataforma do WhatsApp Business sobrecarrega nossos sistemas, que não foram projetados para esse tipo de suporte.

Essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos. O canal adequado para a entrada dessas empresas de IA no mercado são as próprias lojas de aplicativos, seus websites e parcerias na indústria, e não a Plataforma do WhatsApp Business.

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog