Category: Inteligência Artificial (IA)

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

PGB 2026 divulga dados dos gamers brasileiros (Imagem: divulgação/PGB)

Resumo

A PGB 2026 levantou preocupação dos jogadores brasileiros acerca do uso de IA no desenvolvimento de games pela primeira vez, e quase 50% relatam preocupação com essa possibilidade.
Número de brasileiros que se consideram gamers caiu para 75,3% (eram 82,2% em 2025), mas 86,7% do público vê nos games uma das atividades de entretenimento digital preferidas.
O segmento mobile lidera com 44,1% das preferências, mas há uma tendência de aumento entre gamers de PC, com 21,1%.

A nova edição da PGB (Pesquisa Game Brasil) aponta que já são quase 50% dos gamers brasileiros preocupados com o uso de inteligência artificial em algum nível do desenvolvimento dos jogos. O estudo traz esse dado pela primeira vez, apontando ainda que, apesar da preocupação, a presença de IA não interfere na compra da maioria, já que 39,3% não deixariam de obter um novo game feito em sua maioria com a tecnologia, enquanto 40,9% admitem que haveria essa possibilidade.

Outra informação relevante do estudo é a diminuição do público que se considera gamer no Brasil: dos 82,2% registrados na PGB 2025, o número caiu para 75,3% neste ano.

O levantamento é feito anualmente por SX Group e Go Gamers em parceria com ESPM e Blend New Research. Neste ano, o número de entrevistados foi de 7.115, com idades entre 16 e 55 anos. As respostas foram obtidas entre 5 e 13 de março de 2026.

Hábito de jogar segue em alta no Brasil, mas público identificado como gamer diminui (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Número menor de gamers, mas não de jogadores

Chama atenção a queda no número de brasileiros que se consideram gamers. O dado foi destaque nas últimas pesquisas divulgadas, ficando acima dos 80% em 2025. Dessa vez, houve uma queda de 6,9 pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, mesmo com a baixa, o hábito de jogar continua forte por aqui: 86,7% dos entrevistados afirmam que os games são uma das principais fontes de entretenimento, enquanto 80,7% apontam a jogatina como sua principal atividade de lazer digital. Segundo a pesquisa, essa diferença entre os dados tem a ver com a identificação do brasileiro, que ficou mais seletiva.

As mulheres seguem à frente: elas representam 52,8% dos entrevistados, enquanto 47,2% são homens. Em relação à geração desses players, há uma mudança significativa na liderança: antes maioria, os millennials perderam o posto para os gen z, que agora compõem 36,5% do total, contra 33,7% do público entre 30 e 44 anos. Na PGB 2025, esse número chegou a 49,4%, uma variação de 15,7 pontos percentuais.

Jogar no celular ainda é a preferência do público brasileiro, mas há tendência de crescimento no PC (Imagem: Divulgação/Motorola)

Preferência por mobile segue forte no Brasil

Jogar no celular tem sido a preferência dos brasileiros há algum tempo. No ano passado, esta plataforma foi citada por 35% e aumentou pata 44,1% em 2026.

Segundo o CEO da Go Gamers, Carlos Silva, os números mostram uma tendência de crescimento de jogadores de PC. Ele afirma que há “um movimento de maior envolvimento e engajamento com os jogos digitais”, comportamento que indica “um público com maior disposição para investir em hardware e jogos”.

O aumento percentual entre gamers de computador, em contrapartida, não é dos mais altos, subindo apenas 0,8%: de 20,3% em 2025 para 21,1% agora em 2026. Já nos consoles, a porcentagem caiu de 24,7% para 24%.

Comportamento de compra na era do cloud gaming

Serviços de jogos na nuvem, como o Xbox Cloud Gaming, levam PGB a questionar preocupação com acesso futuro aos jogos (imagem: divulgação/Xbox)

Os entrevistados também foram questionados a respeito do tipo de acesso aos games, considerando mídia física, digital e via nuvem. Sobre a preocupação em perder acesso aos títulos disponíveis digitalmente, 34,5% responderam que pensam no assunto com algum receio, enquanto 26,8% afirmam não ter nenhuma preocupação. Já aqueles que têm esse receio chegam a 22%, principalmente pela falta de uma edição física para jogar.

Para o professor da ESPM e consultor da Go Gamers, Mauro Berimbau, “o valor não está apenas no ato de jogar”, e sim na possibilidade de revisitar esses games a qualquer momento no futuro. Essa afirmação é corroborada pelos 62,6% do público, que afirmaram ter o hábito de voltar a jogar games antigos ou clássicos por conta própria, enquanto 55,1% do público têm esse costume para se divertir com amigos.

O preço mais baixo foi o principal motivo para comprar um game antigo, segundo 44% dos entrevistados. Outros 36,3% disseram que buscam remakes ou remasterizações, uma tendência atual do setor, por causa do melhor desempenho gráfico. Essa possibilidade foi citada por 36,3% dos entrevistados.

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa

Jogador brasileiro está mais atento ao uso da IA em games, mostra pesquisa
Fonte: Tecnoblog

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)

Resumo

A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.
Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare
Fonte: Tecnoblog

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos

iFood usa inteligência artificial para tornar buscas mais precisas no app (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O iFood atualizou o sistema de busca com inteligência artificial, reduzindo em 20% o tempo médio entre pesquisa e pedido.
A busca agora reconhece termos mais específicos, exibindo resultados alinhados à intenção do cliente, com suporte a mais de 20 modelos de IA.
A taxa de conversão aumentou mais de 10% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, com filtros dinâmicos adaptando-se ao tipo de busca.

O iFood anuncia nesta sexta-feira (27) mudanças no sistema de busca do app, com o objetivo de tornar a navegação mais eficiente para os clientes. A empresa passou a usar inteligência artificial para refinar os resultados e facilitar a localização de itens dentro do aplicativo.

O iFood revelou ao Tecnoblog que o tempo médio entre a pesquisa e a finalização de um pedido caiu cerca de 20%, porém sem informar os números absolutos. A novidade já está disponível para todos os clientes da plataforma, tanto no Android quanto no iPhone.

O que muda na busca do iFood?

A principal alteração está na forma como o sistema interpreta os termos digitados. Antes focado em buscas mais genéricas, o app agora reconhece pedidos mais específicos, exibindo resultados alinhados à intenção do cliente.

Na prática, os clientes que antes pesquisavam por “pizza” agora podem buscar por “pizza de calabresa com queijo” ou “pizza pequena”. Os exemplos compartilhados conosco incluem “fralda infantil XG” (em vez de apenas “fralda”), “Coca-Cola Zero 2L” e “picolé diet”.

A mudança é sustentada por mais de 20 modelos de inteligência artificial, que priorizam a exibição direta de produtos, e não apenas de estabelecimentos.

Como a IA impacta os pedidos?

Nova busca do iFood destaca produtos específicos e usa filtros dinâmicos (imagem: divulgação/iFood)

Além disso, o iFood implementou filtros dinâmicos, que se adaptam ao tipo de busca. Ao procurar por pizza, por exemplo, o cliente pode filtrar rapidamente por sabor, tamanho ou promoções. Já em buscas por hambúrguer, surgem opções relacionadas a tipos de proteína. Em produtos como fraldas, os filtros priorizam tamanho e marca.

O avanço está ligado ao uso de modelos de busca semântica e de intenção, capazes de interpretar com mais precisão o que o cliente deseja encontrar. Além de simplificar a jornada de compra, a empresa afirma que a mudança também amplia a visibilidade dos produtos oferecidos por parceiros.

Os efeitos da nova busca já aparecem em indicadores internos. A taxa de conversão — clientes que pesquisam e concluem a compra — cresceu mais de 10% na comparação entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos
Fonte: Tecnoblog

Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização

Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização

Samsung Browser para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Samsung Browser foi lançado globalmente para Windows 10 e 11, com sincronização de dados entre dispositivos Galaxy;
navegador oferece bloqueador de anúncios nativo, exportação de dados de outros navegadores e integração com Samsung Pass;
recursos de IA, como integração com Perplexity, estão disponíveis apenas na Coreia do Sul e nos EUA.

O Samsung Browser (outrora chamado de Samsung Internet) foi lançado oficialmente para Windows. A novidade chega ao PC não só para disputar espaço com navegadores como Chrome e Edge, mas também para seguir a tendência de oferecer experiências com inteligência artificial.

Este lançamento não chega a ser surpresa. O Samsung Browser para PCs foi introduzido em outubro de 2025, à época, como uma versão beta disponível somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos.

Agora, o navegador foi lançado em escala global e pode ser usado por qualquer pessoa, gratuitamente. A novidade é compatível com o Windows 11 e com o Windows 10.

O que o Samsung Browser para PCs oferece?

Começa pela interface, que tem um visual limpo e posiciona as abas na barra de título do navegador, melhorando o aproveitamento de espaço da tela. O Samsung Browser também exibe, por padrão, uma barra lateral de acesso rápido, à direita, que pode ser ocultada.

Em termos funcionais, o navegador pergunta, já durante a instalação, se o usuário quer ativar o bloqueador de anúncios nativo. Na sequência, o usuário tem a opção de exportar dados de outro navegador previamente instalado no computador, como os já mencionados Chrome e Edge.

A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E, sim, para quem tem um celular ou tablet Galaxy, ou usa o navegador da Samsung em algum aparelho Android, é possível sincronizar os dados de navegação entre esse dispositivo e o PC. Basta fazer login com uma conta Samsung (Samsung Account). Nesse sentido, é possível até continuar acessando, no desktop, uma página que estava aberta no smartphone e vice-versa.

A integração entre dispositivos é complementada com o Samsung Pass, que permite ao usuário fazer login em sites ou serviços web com preenchimento automático de credenciais de acesso.

Sobre os recursos de inteligência artificial, o principal atrativo está na integração do Samsung Browser com os recursos do Perplexity. Com isso, o usuário pode fazer perguntas relacionadas ao conteúdo de uma página aberta, por exemplo.

Também é possível recorrer à IA para tarefas mais específicas, como montar um roteiro de viagens com base em informações de páginas abertas ou visitadas anteriormente, criar resumos de textos longos, organizar abas conforme o tema, entre várias outras possibilidades.

A Samsung dá exemplos de prompts que podem ser usados no navegador:

“resuma esta página em três tópicos”

“quais são os principais requisitos para esta vaga de emprego?”

“resuma esta conversa por e-mail e elabore uma resposta”

“crie um resumo executivo deste relatório financeiro”

“resuma este vídeo do YouTube”

Agora, pegue a toalha, pois aí vem o balde de água fria: no momento, os recursos de IA do Samsung Browser estão disponíveis somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. Há planos, mas não datas para essa integração ser liberada em outros países.

Ah, para não restar dúvidas: o Samsung Browser é baseado no Chromium.

Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Samsung Browser?

O Samsung Browser pode ser baixado a partir do site oficial. Como já dito, o navegador é compatível com os Windows 11 e 10 (neste último, a partir da versão 1809).
Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização

Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização
Fonte: Tecnoblog

Pedir para IA agir como especialista prejudica respostas, mostra estudo

Pedir para IA agir como especialista prejudica respostas, mostra estudo

IAs têm resultados piores em programação quando devem agir como programadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Estudo da Universidade do Sul da Califórnia mostra que pedir para IA assumir papéis reduz a precisão em tarefas exatas como programação e matemática.
Modelos de linguagem que seguem instruções, como o Llama e o Qwen, perdem precisão quando instruídos a atuar como “especialistas”.
Abordagem ainda funciona para segurança e estilo de escrita, mas o estudo sugere uso mais estratégico de personas conforme o tipo de tarefa.

Um dos truques mais populares na hora de interagir com ferramentas de inteligência artificial é o de pedir para que o modelo assuma o papel de um especialista. A técnica, no entanto, pode ter o efeito oposto ao desejado na hora de escrever códigos em alguns modelos de IA.

Um novo estudo de pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos EUA, revela que adotar esse tipo de persona no prompt piora o desempenho de grandes modelos de linguagem (LLMs) em tarefas exatas, como aquelas que envolvem programação e matemática.

A pesquisa, publicada no arXiv, repositório de estudos ainda não revisados por pares, concluiu que o impacto das instruções de interpretação de papéis depende do tipo de tarefa. Enquanto a técnica funciona bem para alinhar o modelo a regras de segurança ou estilos de escrita, comandos genéricos como “você é um desenvolvedor full-stack sênior” prejudicam a capacidade de a IA de resgatar fatos do banco de dados de treinamento.

Dificuldade em memorizar os fatos

Os pesquisadores utilizaram um teste padronizado usado pela indústria para avaliar a precisão dos modelos de linguagem, o MMLU. O estudo colocou à prova seis modelos, divididos entre arquiteturas focadas em seguir instruções — como o Llama 3.1 da Meta, o Mistral e o Qwen da Alibaba — e modelos destilados para raciocínio, como variantes do DeepSeek R1. Vale pontuar que os modelos utilizados na pesquisa foram lançados entre 2024 e o início de 2025.

Ao responder questões de múltipla escolha com a instrução prévia de atuar como um “especialista”, a IA atingiu precisão geral de 68%, abaixo do resultado sem nenhuma interpretação, no qual marcou 71,6%. Aqueles modelos que foram otimizados pelos fabricantes para obedecer “prompts de sistema” — como o Llama e o Qwen — são os que mais sofrem perda de precisão.

Segundo o estudo, quando o usuário insere a exigência de uma persona no comando, a IA ativa um “modo de seguimento de instruções” que consome recursos de processamento que, de outra forma, seriam dedicados à lembrança de dados factuais corretos. Já nos modelos de raciocínio pesado, como o DeepSeek-R1, a persona não fez muita diferença.

Em entrevista ao The Register, Zizhao Hu, doutorando da USC e coautor do artigo, afirmou que a descoberta se aplica diretamente ao desenvolvimento de software, mas fornecer detalhes e regras específicas sobre a arquitetura do projeto ou preferências de interface ainda é útil. Isso porque esses aspectos são de estruturação e formatação, áreas em que a IA responde bem a instruções de alinhamento.

Quando a tática funciona?

IA ainda pode receber instruções com “roleplay” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar de falhar em tarefas que exigem precisão, a técnica ainda tem utilidade comprovada no que o estudo chama de “tarefas dependentes de alinhamento”. Pedir para a IA atuar como um “Monitor de Segurança”, por exemplo, aumentou as taxas de recusa a ataques em 17,7. Além da segurança, o método se provou eficaz para adaptar tons de escrita, seguir regras rígidas de formatação, simular múltiplos agentes e gerar dados sintéticos.

Para as tarefas exatas, a equipe da USC — composta por Hu, Mohammad Rostami e Jesse Thomason — propôs uma técnica batizada de PRISM (Persona Routing via Intent-based Self-Modeling). O método ativa a persona apenas quando ela melhora respostas textuais e de estrutura, mas desliga o filtro e volta ao modelo base na hora de gerar saídas que dependem de conhecimento pré-treinado.

Pedir para IA agir como especialista prejudica respostas, mostra estudo

Pedir para IA agir como especialista prejudica respostas, mostra estudo
Fonte: Tecnoblog

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

Sora será descontinuado pela OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)

Resumo

OpenAI decidiu descontinuar o Sora e suas APIs para focar em outros projetos, sobretudo de robótica;
ferramenta de IA foi anunciada em 2024 para permitir a criação de vídeos a partir de instruções digitadas;
cronograma de descontinuação do Sora ainda será divulgado pela OpenAI.

Em um anúncio repentino e surpreendente, a OpenAI anunciou a decisão de encerrar o Sora, ferramenta de inteligência artificial que gera vídeos a partir das instruções digitadas pelo usuário. As APIs que permitem que desenvolvedores integrem o Sora a seus aplicativos também serão descontinuadas.

A OpenAI anunciou o Sora em fevereiro de 2024, mas somente em setembro de 2025, com o lançamento do Sora 2, é que a ferramenta conquistou um público expressivo, não só por conta dos aprimoramentos trazidos com essa versão (vide o vídeo mais abaixo), mas também devido ao lançamento de um app móvel cuja dinâmica de funcionamento lembra a do TikTok.

Mas eis que, por meio do X, a OpenAI revelou que está dando adeus ao Sora:

Estamos nos despedindo do aplicativo do Sora. A todos que criaram com o Sora, compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado. O que vocês criaram com o Sora foi importante, e sabemos que esta notícia é desapontadora.

Em breve, compartilharemos mais informações, incluindo cronogramas [de descontinuação] para o aplicativo e a API, além de detalhes sobre como preservar seu trabalho.

Por que o Sora vai ser descontinuado pela OpenAI?

A veículos como o VentureBeat, a OpenAI informou apenas que decidiu encerrar o Sora para se concentrar no desenvolvimento de outros projetos, principalmente no campo da robótica:

Decidimos descontinuar o Sora no aplicativo para consumidores e na API. À medida que nos concentramos e a demanda por computação aumenta, a equipe de pesquisa do Sora continua focada em pesquisas de simulação do mundo real para avançar na robótica, ajudando as pessoas a resolver tarefas físicas do mundo real.

OpenAI

Parece ter sido uma decisão tomada abruptamente, pois não havia nada sugerindo uma descontinuação. Era o contrário: rumores recentes indicavam que o Sora seria integrado ao ChatGPT.

A decisão teve outro efeito: pôs fim à parceria da OpenAI com a Disney firmada para permitir aos usuários do Sora criar vídeos usando mais de 200 personagens de franquias como Marvel, Pixar e Star Wars.

No momento, segue sendo possível usar o Sora. Como a própria OpenAI informou em seu comunicado, o cronograma de descontinuação ainda será divulgado.
OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA
Fonte: Tecnoblog

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Novidade ainda é restrita ao ecossistema Apple (imagem: reprodução/Anthropic)

Resumo

Anthropic atualiza ferramentas Claude Cowork e Claude Code com controle remoto de Mac.
IA agora pode executar ações no macOS e automatizar tarefas complexas mesmo à distância.
Por enquanto, funcionalidade é restrita ao ecossistema Apple e chega em preview para assinantes pagos.

A Anthropic anunciou uma atualização de peso para as ferramentas Claude Cowork e Claude Code. A inteligência artificial da empresa agora consegue assumir o controle de um Mac remotamente para executar tarefas. O recurso permite que a IA aponte, clique, digite e até navegue pela interface do macOS, concluindo tarefas mesmo longe do computador.

A novidade funciona integrada ao Dispatch, outra funcionalidade recente que viabiliza a atribuição de processos entre diferentes aparelhos. Segundo a Anthropic, o sistema funciona da seguinte maneira: um usuário pode solicitar uma tarefa complexa ao Claude pelo aplicativo para iPhone; em seguida, a IA executa os comandos necessários no Mac que ficou em casa ou no escritório.

O modelo foi desenhado para atuar como um assistente. Em uma das demonstrações publicadas no YouTube, a IA recebe a instrução para exportar uma apresentação de vendas no formato PDF e anexá-la a um convite de reunião. A partir daí, o Claude realiza os cliques na interface do sistema de forma independente.

Como o Claude navega pelos aplicativos?

Para interagir com o sistema, o Claude prioriza integrações diretas com ferramentas como Slack ou Google Agenda. Quando essas pontes não existem, a IA passa a interpretar e controlar a tela. Ela rola páginas, clica em botões, abre arquivos e usa o navegador como um humano. O único requisito técnico é que o aplicativo desktop do Claude esteja aberto no macOS.

Apesar do avanço, a desenvolvedora é transparente quanto às atuais limitações. A Anthropic ressalta que o uso de computadores por modelos de IA ainda está em um estágio inicial e a ferramenta pode cometer erros de execução ou necessitar de uma segunda tentativa para finalizar comandos difíceis.

Para reduzir riscos, a IA sempre solicitará o aval do usuário antes de acessar um aplicativo novo ou instalar ferramentas. A companhia também implementou um sistema de verificação automático focado em detectar e neutralizar atividades perigosas. Outra recomendação oficial é evitar expor o recurso a dados sensíveis ou confidenciais, pelo menos neste período inicial.

A novidade já está disponível em formato de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro e Claude Max.

Claude solicita permissão do usuário para acessar novos aplicativos (imagem: reprodução/Anthropic)

Recurso segue tendência do OpenClaw

A nova funcionalidade do Claude segue uma tendência do mercado de agentes autônomos, esbarrando em comparações com o OpenClaw. O projeto de código aberto viralizou no início de 2026 por se conectar a aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, utilizando um sistema baseado em plugins (“skills”) para automação e gerenciamento de arquivos.

Mas, aqui, há uma diferença no ecossistema. Enquanto o OpenClaw é multiplataforma (suportando macOS, Windows e Linux) e altamente personalizável, a versão da Anthropic aposta em um ambiente mais restritivo e controlado, rodando, até o momento, apenas nos computadores da Apple.

A atualização reforça a lista de melhorias da Anthropic, que também liberou recentemente uma ferramenta oficial de importação de memória. Ela permite transferir históricos de conversas de outras IAs concorrentes, eliminando a necessidade de começar do zero após migrar de serviço.
Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone
Fonte: Tecnoblog

Estúdio admite uso de IA após descoberta de jogador e pede desculpas

Estúdio admite uso de IA após descoberta de jogador e pede desculpas

Usuário apontou inconsistências visuais em objetos de Crimson Desert (imagem: divulgação)

Resumo

O estúdio Pearl Abyss admitiu o uso de IA em elementos visuais de Crimson Desert e pediu desculpas pelo erro.
A desenvolvedora iniciou uma auditoria para substituir conteúdos gerados por IA e prometeu atualizações futuras.
O uso de IA em jogos tem gerado polêmica e estúdios menores já destacam projetos sem IA para valorizar o trabalho manual.

Desde o lançamento na última quinta-feira (19/03), Crimson Desert tem chamado atenção pela qualidade gráfica. A recepção, porém, ganhou um ponto de tensão após um jogador identificar indícios de uso de inteligência artificial no jogo.

No Reddit, o usuário publicou evidências do que classificou como “estranho”, apontando inconsistências visuais em alguns objetos de arte no game. “Parece arte de IA de alguns anos atrás”, escreveu.

A repercussão levou o estúdio a se pronunciar oficialmente: a empresa confirmou o uso da tecnologia e pediu desculpas.

O que o estúdio explicou sobre o caso?

Found this AI Painting. byu/Rex_Spy inCrimsonDesert

Em comunicado, a desenvolvedora Pearl Abyss reconheceu que utilizou ferramentas de IA generativa na criação de alguns elementos visuais em fases iniciais do projeto. Segundo a empresa, esses conteúdos tinham caráter experimental e serviram para acelerar a definição de estilo e ambientação.

De acordo com o estúdio, os materiais gerados por IA deveriam ter sido substituídos após revisão das equipes de arte e desenvolvimento. Ainda assim, parte desse material acabou sendo incluída na versão final do jogo por engano. No Steam, Crimson Desert é vendido por R$ 349,99.

Além disso, a desenvolvedora afirma que a presença desses conteúdos não está alinhada aos seus padrões internos e assume responsabilidade pelo ocorrido. “Deveríamos ter divulgado claramente o nosso uso de IA”, escreve. “Pedimos sinceras desculpas por essas falhas”.

Imagem compartilhada pelo usuário mostra inconsistências (imagem: reprodução/Reddit/Rex_Spy)

Uso de IA tem sido comum

O uso de IA nos jogos virou um tema polêmico. Muitos estúdios menores, inclusive, passaram a destacar seus projetos como livres de IA, reforçando a valorização do trabalho manual.

Também não é o primeiro caso do tipo: no ano passado, uma polêmica muito parecida ocorreu em torno de The Alters, que usou IA para traduções e texto. Grandes empresas têm investido na tecnologia para otimizar processos, mas parte da comunidade e desenvolvedores independentes é contra.

No caso de Crimson Desert, a desenvolvedora informou que iniciou uma auditoria completa para identificar e substituir os conteúdos afetados. Atualizações com correções devem ser lançadas em patches futuros, enquanto processos internos passam por revisão para evitar episódios semelhantes.
Estúdio admite uso de IA após descoberta de jogador e pede desculpas

Estúdio admite uso de IA após descoberta de jogador e pede desculpas
Fonte: Tecnoblog

Smart TV LG QNED 55″ tem 24% OFF em até 10x com cupom na Semana do Consumidor

Smart TV LG QNED 55″ tem 24% OFF em até 10x com cupom na Semana do Consumidor

Smart TV LG QNED73 55QNED73ASA
R$ 3.099,00

R$ 4.099,0024% OFF

Prós

Tecnologia QNED oferece alto volume de cores e pretos profundos
IA integrada personaliza conteúdos e faz recomendações
Controle remoto pode ser utilizado como mouse

Contras

Menos avançada em relação às TVs QNED com MiniLED da LG

Cupom
Parcelado

5% OFF NA PáGINA
R$ 3.099,00  Mercado Livre

Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

WhatsApp
Telegram

A Smart TV 4K LG QNED73 de 55 polegadas está saindo por apenas R$ 3.099 em até 10x sem juros aplicando o cupom de 5% OFF que aparece na página do produto no Mercado Livre. A oferta representa um desconto de 24% sobre o preço original da TV (R$ 4.099), e faz parte da campanha para o Dia do Consumidor na varejista.

Smart TV LG QNED entrega alta variedade de cores

Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

A tecnologia QNED utilizada pela TV da LG é composta por um painel LCD, com um filtro de nanopartículas (NanoCell) e uma camada de pontos quânticos. Graças à essa combinação, a LG QNED73 é capaz de reproduzir imagens mais realistas, com um alto volume de cores, pretos profundos e bons ângulos de visão comparados ao LCD comum.

Além disso, o televisor da LG conta com processador alpha 7 AI de 8ª geração e promete uma experiência de reprodução aprimorada pela inteligência artificial. Dentre as funcionalidades disponíveis, estão a personalização de cores e som com base nas preferências do usuário, e a busca e recomendação de conteúdos por IA.

A TV ainda vem com um controle remoto com sensor de movimento e roda de rolagem que pode ser utilizado como mouse, facilitando a experiência com a interface. Também é possível utilizar a voz para realizar comandos na TV, tornando-a ainda mais interativa e prática.

Lembrando que, com o cupom de 5% OFF que aparece na página, o preço da Smart TV 4K LG QNED73 de 55 polegadas cai para apenas R$ 3.099 em até 10x sem juros no Mercado Livre.

Quando é o Dia do Consumidor em 2026?

Essa e outras ofertas fazem parte da campanha para o Dia do Consumidor 2026, que acontece neste final de semana, dia 15 de março. Mas você não precisa esperar até lá para encontrar bons descontos. Na verdade, o ideal é ficar de olho no Achados do TB e aproveitar as ofertas antecipadas antes que elas acabem.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Smart TV LG QNED 55″ tem 24% OFF em até 10x com cupom na Semana do Consumidor

Smart TV LG QNED 55″ tem 24% OFF em até 10x com cupom na Semana do Consumidor
Fonte: Tecnoblog

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Nvidia estaria investindo em plataforma de agentes de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Nvidia pode lançar uma plataforma de criação e gerenciamento de agentes de IA de código aberto.
Segundo a revista Wired, o projeto, chamado NemoClaw, pode ser anunciado já neste mês.
O NemoClaw permitiria executar tarefas autônomas com segurança e privacidade, funcionando mesmo fora do ecossistema da Nvidia.

A Nvidia quer uma plataforma para criação e gerenciamento de agentes de inteligência artificial para chamar de sua. O anúncio do sistema, chamado internamente de NemoClaw e desenvolvido em código aberto, pode ocorrer durante a conferência anual de desenvolvedores da fabricante, marcada para começar no dia 16 de março em San Jose, na Califórnia.

Segundo a revista Wired, a gigante dos chips já começou a apresentar o produto a empresas de software corporativo. A proposta é que a plataforma permita que companhias enviem agentes autônomos para executar tarefas do dia a dia, e que funcione mesmo fora de ecossistemas com hardware da própria Nvidia.

A empresa teria entrado em contato com possíveis parceiras para contribuições ao projeto, entre elas Salesforce, Cisco, Google, Adobe e CrowdStrike. Ainda não está claro se as empresas fecharam acordos.

Mais um “claw”

O investimento no NemoClaw ocorre durante uma alta nas notícias sobre agentes autônomos (os “claws”), que, diferente de chatbots comuns como o ChatGPT, Gemini e Claude, devem executar tarefas sem supervisão humana.

A tecnologia virou tendência especialmente após o hype em cima do assistente OpenClaw e do projeto Moltbook, uma “rede social de robôs” que viralizou nos últimos meses por permitir essa autonomia.

Vale lembrar que, mesmo com a divulgação de problemas graves de segurança, líderes dos projetos, como Peter Steinberger, criador do OpenClaw, e Matt Schlicht e Ben Parr, fundadores do Moltbook, já estão em outras big techs — OpenAI e Meta, respectivamente.

Essa última, aliás, havia pedido para que os funcionários evitassem a tecnologia de Steinberger, após uma funcionária da divisão de segurança relatar que o agente saiu do controle.

Para contornar esse receio e atrair o mercado, a Nvidia planeja oferecer ferramentas robustas de segurança e privacidade integradas nativamente à nova plataforma, diz a Wired.

Mudança de estratégia

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Segundo a revista, o NemoClaw é mais um passo da Nvidia na adoção de modelos de IA de código aberto. Até então, a estratégia de software da fabricante centrava-se quase inteiramente no CUDA (Compute Unified Device Architecture), sistema proprietário desenvolvido para manter os desenvolvedores dentro do ecossistema das próprias GPUs da empresa.

Abraçar o modelo aberto seria uma manobra para garantir a relevância da empresa na infraestrutura de IA, mesmo que aumente a disputa pelo domínio do hardware.

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA
Fonte: Tecnoblog