Category: Governo e Legislação

EUA planejam bloquear ligações de operadoras chinesas

EUA planejam bloquear ligações de operadoras chinesas

EUA podem bloquear ligações de operadoras chinesas no país (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

Resumo

A FCC, agência reguladora dos Estados Unidos, planeja bloquear ligações de telefonias chinesas para números no país.
Segundo o órgão, a medida seria para combater golpes via discagem automática, banindo o acesso direto de companhias como China Mobile, China Telecom e China Unicom.
A Embaixada da China em Washington criticou os planos e afirmou que a ação prejudicaria o comércio entre os dois países.

Os Estados Unidos podem bloquear ligações de telefonias chinesas para números registrados no país. A Federal Communications Commission (FCC), órgão análogo à Anatel, afirma que a decisão seria motivada para combater golpes via discagem automática, conhecidas como robocalls. A proposta será votada em 19 de novembro e pode banir o acesso direto de companhias como a China Mobile, China Telecom e China Unicom.

A FCC já havia impedido essas companhias de oferecerem serviços de telecomunicações no país. Além das telefonias em si, a nova medida também pretende barrar provedores com serviços via IP que utilizem roteadores e outros equipamentos de Huawei e ZTE, classificados como um risco à segurança nacional.

O presidente Donald Trump tem adotado uma postura mais agressiva na taxação e proibição de eletrônicos chineses. Em resposta, a Embaixada da China em Washington criticou os planos anunciados pelo FCC e afirmou que a medida poderia prejudicar ainda mais o comércio entre os dois países.

Governo alega riscos à segurança nacional 

Trump anunciou tarifas de até 145% sobre produtos chineses em 2025 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

A FCC afirma que o banimento dessas ligações seria uma forma de combater golpes telefônicos no país. Segundo o presidente do órgão, Brendan Carr, a decisão vai “reforçar a primeira linha de defesa contra atores maliciosos e robocallers ilegais”. Para além da proteção aos usuários em si, a medida teria como base evitar que empresas chinesas tenham acesso a dados e infraestruturas de telefonia nos Estados Unidos.

De acordo com a Reuters, no primeiro ano do segundo mandato de Trump, o governo americano afirmou que o grupo de espionagem Salt Typhoon, supostamente ligado à China, teria roubado registros de chamadas de consumidores nos Estados Unidos e se infiltrado em infraestruturas de telecomunicações do país. Neste ano, o FBI reiterou que o grupo continua ativo e representa uma ameaça à segurança nacional.

Embaixada da China criticou a proposta (foto: Philip Jägenstedt/Flickr)

Até mesmo uma empresa sediada nos Estados Unidos, a Digitalsystem Technology, foi incluída na lista de restrições da FCC por sua possível ligação com operadoras chinesas. Segundo o órgão, a companhia seria controlada por uma estatal da China. O governo chinês, por sua vez, nega qualquer envolvimento.

Com o possível bloqueio do acesso direto de operadoras chinesas a números de telefone dos Estados Unidos e de empresas que utilizem equipamentos de fabricantes da China, o governo pretende ampliar a proteção de dados e da infraestrutura de telecomunicações.

As medidas se somam à escalada tarifária contra o rival econômico, cujas taxas chegaram a 145%. Em 2025, o governo Trump chegou a retirar celulares e computadores da lista de produtos sujeitos às novas tarifas. Ainda assim, a Casa Branca mantém ações contra componentes e serviços de empresas chinesas.
EUA planejam bloquear ligações de operadoras chinesas

EUA planejam bloquear ligações de operadoras chinesas
Fonte: Tecnoblog

Segundo bissexto será aposentado após alerta sobre riscos digitais

Segundo bissexto será aposentado após alerta sobre riscos digitais

Organização internacional responsável pelas medidas de tempo decidiu acabar com o segundo bissexto (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Conferência Geral de Pesos e Medidas aprovou o fim dos segundos bissextos nos relógios mundiais.
A mudança evita problemas de sincronização em sistemas digitais e reduz riscos de falhas em dispositivos conectados.
O novo modelo, chamado de UTC Contínuo, permitirá uma defasagem de até 3.600 segundos, equivalente a uma hora.

A Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM) aprovou o fim dos segundos bissextos nos relógios mundiais. A mudança ocorre para evitar problemas de sincronização em sistemas digitais diante da possibilidade de precisarem de um segundo bissexto negativo, que retiraria um segundo do horário oficial.

A CGPM, que é responsável pela atualização do Sistema Internacional de Unidades (SI), acredita que esse tipo de ajuste representa um risco elevado para infraestruturas críticas e poderia exigir investimentos comparáveis aos realizados na preparação para o Bug do Milênio, segundo o The Register.

O segundo bissexto é usado para manter dois padrões de tempo próximos:

Tempo Universal Coordenado (UTC): baseado em relógios atômicos e serve como referência para os horários civis e sistemas digitais;

UT1: calculado a partir da rotação da Terra, que não acontece em velocidade perfeitamente constante.

Como a velocidade da rotação do planeta varia ao longo do tempo, os dois padrões podem começar a se afastar. Quando essa diferença aumenta, segundos extras são adicionados ao UTC para compensar a diferença.

Nos últimos anos, porém, a Terra registrou períodos de rotação mais rápida e levantou a possibilidade de um segundo bissexto negativo, ou seja, que retiraria um segundo do relógio. Isso, no entanto, “é considerado de alto risco por causar anomalias e interrupções em infraestruturas críticas que estão amplamente despreparadas”, afirmou a organização.

Dispositivos não estariam preparados para mudança

Conexões entre dispositivos poderia falhar com erro pelo segundo extra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A preocupação aumentou com a expansão de sistemas conectados que dependem da precisão de data e hora, incluindo redes elétricas, servidores e até dispositivos de Internet das Coisas (IoT).

No entanto, nem todos os equipamentos lidam da mesma forma com segundo bissextos, assim como há aqueles que recebem poucas atualizações ou não foram desenvolvidos considerando esse tipo de correção.

De acordo com o The Register, grandes empresas de tecnologia já adotam métodos próprios para suavizar a inclusão de segundo bissextos. As soluções, porém, não são padronizadas entre os diferentes serviços.

UTC Contínuo deve estrear no ano que vem

Com a decisão, a CGPM pretende substituir os ajustes frequentes de um segundo por uma tolerância maior entre o UTC e o UT1. O novo modelo, chamado de UTC Contínuo, permitirá que os dois padrões acumulem uma diferença maior antes que seja necessária uma nova correção. A previsão é que a implementação comece já no ano que vem.

A proposta admite uma defasagem de até 3.600 segundos, equivalente a uma hora. Dessa forma, a frequência de intervenções no horário utilizado por computadores e redes é reduzida.

A mudança também evita que desenvolvedores precisem preparar softwares especificamente para a inclusão ou remoção ocasional de um único segundo, operação que pode ser tratada de maneiras diferentes por cada sistema.

Segundo bissexto será aposentado após alerta sobre riscos digitais

Segundo bissexto será aposentado após alerta sobre riscos digitais
Fonte: Tecnoblog

Elon Musk quer doar ações da SpaceX para crianças nos EUA

Elon Musk quer doar ações da SpaceX para crianças nos EUA

Musk vai doar ações da SpaceX para crianças em programa de Trump (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Elon Musk planeja doar ações da SpaceX, avaliadas em US$ 10,5 bilhões (R$ 52,5 bi), para crianças nos EUA por meio do programa Trump Accounts.
O programa teria o objetivo de garantir independência financeira para crianças nascidas durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.
Outras empresas, como a Micron e a Uber, também apoiam o projeto do governo.

Elon Musk afirmou que pretende doar ações da SpaceX para crianças dos Estados Unidos. Embora não tenha detalhado como a iniciativa funcionaria, a contribuição pode chegar a US$ 10,5 bilhões (R$ 52,5 bilhões). Em uma publicação no X, o bilionário disse que a proposta seria viabilizada pelo programa Trump Accounts, criado para incentivar a independência financeira de crianças nascidas no país durante o segundo mandato do atual presidente.

Além de Musk, a iniciativa já conta com doações da própria presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, e da gigante de semicondutores Micron, que já investiram US$ 6,2 bilhões (R$ 31 bilhões) e US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão), respectivamente. A medida surge em meio às eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

Next year, I will give one of my SpaceX shares to every kid in America.This will be the first of many.— Elon Musk (@elonmusk) October 19, 2026

No post feito no X/Twitter, o também CEO da Tesla não deu detalhes de quanto será doado ou qual faixa etária vai receber o projeto. A estimativa dos US$ 10,5 bilhões se dá a partir do valor de cada ação da SpaceX hoje (cerca de US$ 147, ou R$ 740 em conversão direta) e as 72 milhões de crianças nos Estados Unidos. Segundo o bilionário, a doação seria feita a partir do ano que vem, e seria “a primeira de muitas”.

Além da SpaceX e da Micron, que já realizaram doações, outras empresas têm planos de participar do projeto, incluindo Uber, Intel, IBM e Nvidia. Em resposta a Brad Gerstner, um dos criadores da Trump Accounts, Musk agradeceu: “Obrigado por ajudar a tornar isso possível”.

O que são as Trump Accounts?

Donald Trump é presidente dos Estados Unidos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

As Trump Accounts têm como objetivo garantir a independência financeira das crianças nos Estados Unidos. Todos os nascidos durante o segundo mandato do presidente Donald Trump, no cargo desde 2024, têm uma conta aberta automaticamente com US$ 1 mil (R$ 5 mil) depositados pelo governo.

Os pais também podem deduzir até US$ 2,5 mil (R$ 7,5 mil) anuais do pre-tax, imposto que sai do salário antes da cobrança do imposto de renda. Também é possível investir além disso por conta própria, com limite de US$ 5 mil (R$ 25 mil) por ano.

Um ponto importante do programa é que as contas não podem ser movimentadas até essas crianças chegarem aos 18 anos, sob risco de multas que seguem as leis de aposentadoria do país. Isso significa que uma família que contar apenas com os US$ 1 mil investido pelo governo em 2026 terá pouco menos de US$ 4 mil em 2044 garantidos para investir em seus filhos, considerando um retorno anual de 7% nas Trump Accounts.
Elon Musk quer doar ações da SpaceX para crianças nos EUA

Elon Musk quer doar ações da SpaceX para crianças nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito

Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito

Lixo eletrônico no Brasil passa das 2,4 milhões de toneladas, mas descarte ainda é majoritariamente incorreto (imagem: reprodução/Magnific)

Resumo

Os Correios oferecem agora o descarte gratuito de lixo eletrônico em mais de 6 mil agências.
O serviço é realizado em parceria com a Circular Brain e recolhe produtos como celulares, notebooks e eletrônicos menores, com peso máximo de 30 kg.
A estatal afirma que os produtos dispensados serão encaminhados para recicladores homologados.

Os Correios anunciaram um novo serviço de coleta de lixo eletrônico no Brasil. A novidade foi revelada nesta quarta-feira (14/10), data que marca o Dia Internacional do Lixo Eletrônico. Os produtos dispensados pelos cidadãos serão encaminhados para recicladores homologados sob os cuidados da Circular Brain, empresa parceira no projeto. 

O descarte correto de computadores, celulares e mais dispositivos ainda é insuficiente no Brasil. Segundo pesquisa da Global E-waste Statistics Partnership (UIT/Unitar), apenas 3% das mais de 2,4 mil toneladas de lixo eletrônico produzido por aqui é direcionada para reciclagem ou tratamento. 

A estatal leva a iniciativa para 6.868 agências pelo país por meio do Balcão do Cidadão. Para utilizar o serviço, basta levar seus eletrônicos antigos embalados em uma caixa e solicitar o descarte. Os Correios então enviam os produtos para reciclagem e você recebe um comprovante ao final do procedimento.

Por que não jogar no lixo comum?

Eletrônicos parados podem voltar à cadeia da indústira para serem reaproveitados (Imagem: Divulgação/GM&C)

O lixo eletrônico não deve ser jogado fora junto a outros materiais. Isso porque há um alto risco de contaminação ambiental em locais sem o devido preparo para receber esses materiais. A partir da decomposição de pilhas e baterias, por exemplo, metais pesados são liberados ali, alterando a composição química do solo e da água.

Segundo a Superintendência de Gestão Ambiental da USP, a presença dessas substâncias prejudica não apenas a região inicial, mas pode alcançar rios e afluentes, por exemplo, sendo inclusive causa de doenças em humanos.

Existe hoje a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga empresas responsáveis pela fabricação e distribuição de eletrônicos a garantirem soluções de descarte correto para seus consumidores. É por isso que você pode encontrar locais de coleta de lixo eletrônico em lojas físicas de operadoras ou mesmo serviços do tipo sendo ofertados por fabricantes e empresas de tecnologia em geral.

Reciclagem de lixo eletrônico é importante para a indústria

O reaproveitamento dos materiais provenientes de eletrônicos pós-consumo é interessante para a indústria de tecnologia. Componentes e carcaças podem passar por tratamento e serem reutilizados na produção de novos dispositivos. Apesar disso, apenas 3% do volume de lixo eletrônico produzido no país vai parar em coletas oficiais, conforme aponta a Global E-waste Statistics Partnership (UIT/Unitar). Os dados são de 2022.

Em 2025, a Rede Circulare processou 83 mil toneladas. A empresa promete não só tratar esse lixo, mas também ofertar os materiais disponibilizados a partir disso para serem reaproveitados por fabricantes.

Segundo o CEO da Circular Brain, Marcus Oliveira, esse processo é importante não só pelo descarte correto em si, mas pela utilidade dos eletrônicos que estão parados em casa. Ele afirma que, com produtos nessa situação, “a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio-ambiente”.

O que pode ser descartado pelos Correios?

Correios passam a oferecer serviço de coleta de lixo eletrônico (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Configuram lixo eletrônico produtos como celulares, notebooks, tablets ,fones de ouvido, cabos, caixas de som, controles, microfones, monitores, TVs e mais. Com o limite de 30 kg definido pelos Correios, alguns dispositivos precisam ser coletados, em serviço oferecido pela Circular Brain. Outra opção é recorrer às respectivas fabricantes, que, vale lembrar, precisam garantir esse descarte correto por lei.

O envio pelos Correios é gratuito e não precisa de agendamento prévio. Você pode separar seus eletrônicos em uma caixa e o atendente responsável vai fechá-la por lá. A coleta fica disponível apenas em agências que ofereçam o serviço de Balcão do Cidadão, portanto, vale buscar essa informação na hora de procurar o endereço mais próximo. Para confirmar a coleta, é necessário informar seu nome, endereço, CPF, telefone e e-mail.
Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito

Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito
Fonte: Tecnoblog

Funcionários da Comissão Europeia criticam alternativa ao Microsoft Teams

Funcionários da Comissão Europeia criticam alternativa ao Microsoft Teams

O Microsoft Teams (imagem: reprodução/Microsoft)

Resumo

A Comissão Europeia implementou o Element Pro como alternativa ao Microsoft Teams para reduzir a dependência de tecnologias americanas e promover a soberania digital na União Europeia.
O Element Pro permite que organizações o hospedem em servidores próprios, diferentemente do Microsoft Teams, e oferece funcionalidades como mensagens instantâneas e compartilhamento de arquivos.
Funcionários da Comissão Europeia criticam o desempenho do Element Pro, considerando-o inferior ao Microsoft Teams, mas a Comissão não sinaliza abandonar a ferramenta.

A Comissão Europeia implementou uma ferramenta de nome Element Pro como alternativa ao Microsoft Teams. A medida faz parte de um plano de soberania digital que visa tornar a União Europeia menos dependente de tecnologias americanas. Só há um problema: a novidade tem sido fortemente criticada por funcionários da entidade.

Oriundo da Element, uma empresa com sede no Reino Unido, o Element Pro é uma solução de comunicação que inclui mensagens instantâneas, chamadas de voz ou vídeo, compartilhamento de arquivos e afins. Trata-se, de fato, de uma ferramenta que concorre com o Microsoft Teams, com o diferencial de permitir que a organização que a adota a hospede em servidores próprios.

Mas o site Politico constatou que funcionários da Comissão Europeia não estão satisfeitos com o Element Pro. O motivo principal aparenta ser uma insatisfação com o desempenho da ferramenta.

Em um fórum interno da Comissão Europeia, que permite postagens anônimas, um funcionário declarou: “eu não entendo o valor agregado disso aqui”. Outro, menos polido, classificou a ferramenta como “uma porcaria completa”. Um terceiro afirmou que, comparando o desempenho do Element Pro com o do Microsoft Teams, os Estados Unidos “venceriam a guerra instantaneamente”.

A julgar pelo tom dos comentários, o número de críticas só não é maior porque, nesta fase inicial, o Element Pro foi implementado como uma solução de “backup”, isto é, uma ferramenta de comunicação que deve ser usada quando o Microsoft Teams ficar indisponível. Este último continua sendo a ferramenta de comunicação padrão da Comissão Europeia.

E o Element Pro (imagem: repodução/Element)

Por que a Comissão Europeia quer uma alternativa ao Microsoft Teams?

A União Europeia vem planejando e adotando uma série de medidas para reduzir a sua dependência de tecnologias estrangeiras, especialmente daquelas oriundas dos Estados Unidos. Essa é uma forma de tornar os países do bloco mais tecnologicamente autônomos, reduzindo eventuais transtornos sob circunstâncias de conflito político ou econômico.

Esse movimento envolve tanto medidas locais, como o plano da Dinamarca de substituir o Windows e o Microsoft 365 por soluções abertas, quanto iniciativas que afetam todos ou a maior parte dos países da União Europeia, como é o caso da adoção do Element Pro pela Comissão Europeia.

Apesar das críticas, a Comissão Europeia não deu, até o momento, nenhum sinal de que pretende abandonar a ferramenta. Na verdade, como o Element Pro é executado dentro da infraestrutura tecnológica do próprio órgão, sem depender da nuvem de terceiros, tudo indica que haverá uma persistência sobre o seu uso.

Reforça essa possibilidade o posicionamento do CEO da Element, Matthew Hodgson. Ao Politico, o executivo deu a entender que mudanças de soluções tecnológicas sempre geram alguma resistência e que, portanto, as reações negativas sobre o Element Pro são esperadas: “a mudança é sempre dolorosa, principalmente se partir de um programa muito usado como o Teams”, frisou.

A Comissão Europeia em si não se manifestou sobre o assunto.
Funcionários da Comissão Europeia criticam alternativa ao Microsoft Teams

Funcionários da Comissão Europeia criticam alternativa ao Microsoft Teams
Fonte: Tecnoblog

Pode celular? E fone? Veja itens proibidos e permitidos na urna

Pode celular? E fone? Veja itens proibidos e permitidos na urna

Eleições 2026: aparelhos eletrônicos não são permitidos na cabine de votação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar o voto são proibidos na cabine, incluindo celulares, fones e óculos inteligentes.
Itens permitidos incluem roupas e acessórios comuns, cola eleitoral em papel, documento oficial com foto e o e-Título.
Justiça Eleitoral garante acesso gratuito às páginas e aplicativos oficiais durante o período eleitoral.

Na hora de votar, o celular não é o único aparelho que precisa ficar longe da cabine. A Justiça Eleitoral reforçou para as Eleições 2026 a proibição de equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor. A regra também vale para a sensação do momento entre os influenciadores: os óculos inteligentes, que têm câmeras e microfones embutidos.

A proibição engloba eletrônicos que podem comprometer o sigilo do voto. Antes de acessar a cabine de votação, os mesários são orientados a pedir que o eleitor desligue o aparelho e o deixe sobre a mesa receptora, onde ficará guardado até o fim da votação. Quem se recusar a entregar o equipamento não poderá votar.

Neste ano, cada eleitor terá de escolher seis candidatos, nesta ordem: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. O primeiro turno acontece no próximo domingo (04/10) e o segundo turno está marcado para 25 de outubro. Nos dois dias, a votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país.

O que não pode levar para a cabine de votação?

Meta Ray-Ban Display tem câmera embutida na armação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

De acordo com a Justiça Eleitoral, estes equipamentos não são permitidos:

Óculos inteligentes com câmera

Celulares

Câmeras fotográficas e corporais

Filmadoras

Fones de ouvido

Relógios e pulseiras inteligentes

Microcâmeras e equipamentos de radiocomunicação

Material de campanha para distribuição 

Armas e munições (mesmo para quem tem porte ou licença)

Quaisquer acessórios aparentemente comuns, como canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches, também ficam vetados se tiverem câmera ou algum recurso de comunicação.

E o que pode levar para votar?

App do e-Título pode ser usado para identificação (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A regra não transforma a cabine em uma zona livre de objetos. Pertences pessoais podem ser levados à seção, mas equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto devem ser deixados na parte de fora.

Entre os itens que o eleitor pode levar estão:

Cola eleitoral em papel: pode ser consultada dentro da cabine para lembrar os números dos candidatos. O TSE inclusive recomenda levar a anotação impressa.

Documento oficial com foto: pode ser apresentado à mesa antes da votação. São aceitos RG, CIN, CNH, passaporte, carteira de trabalho física e carteira profissional emitida por conselho de classe.

e-Título: pode ser usado para identificação quando o aplicativo exibir a foto do eleitor. Nesse caso, o celular é apresentado ao mesário e depois precisa ser deixado num local reservado antes do acesso à urna.

Roupas e acessórios comuns: é permitida a manifestação de preferência política por meio de camisetas, bandeiras, broches e adesivos. Ela deve ser individual e silenciosa, e não pode haver manifestação coletiva, aglomeração ou abordagem de outros eleitores.

Objetos comuns que não registram, transmitem ou divulgam o voto não são alvo da proibição específica sobre equipamentos eletrônicos. Isso inclui itens pessoais como bolsas, mochilas e guarda-chuvas. 

Onde pesquisar antes de votar?

Como não é possível usar a internet dentro da cabine, o eleitor precisa chegar para votar com a pesquisa já feita e o número do candidato na cabeça (ou anotado). Além das páginas oficiais da Justiça Eleitoral, alguns veículos de imprensa mantêm ferramentas para consultar candidatos e comparar informações.

A Folha de São Paulo, por exemplo, oferece o Match Eleitoral, que cruza as respostas do eleitor com as posições de candidatos a deputado federal e senador por São Paulo. A ferramenta usa questionários respondidos pelos próprios candidatos e apresenta os resultados de acordo com a afinidade das respostas.

A CNN Brasil mantém o Raio-X dos Candidatos, com informações sobre os postulantes aos cargos de presidente, governador, senador e deputados. A página permite consultar dados como partido, número, bens declarados, receitas e despesas de campanha, propostas e histórico eleitoral.

Eleitores escolherão seis candidatos para votar (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA não pode escolher seu candidato

Os chatbots de inteligência artificial entram em uma categoria diferente. Como noticiamos aqui no Tecnoblog, as regras eleitorais para 2026 estabelecem restrições ao uso de IA no processo eleitoral. As plataformas devem adotar medidas para impedir que seus sistemas ofereçam recomendação ou sugestão de voto.

Na prática, isso significa que perguntar a um chatbot “em quem eu devo votar?” não deveria produzir uma indicação de candidato. A IA pode ajudar a explicar o funcionamento das eleições, resumir propostas ou esclarecer conceitos, mas não deve assumir o papel de escolher uma candidatura pelo eleitor.

Sites e apps da Justiça Eleitoral terão acesso gratuito

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Há ainda uma mudança importante para quem chegar ao dia da eleição sem franquia de internet móvel, pois o ministro do STF Cristiano Zanin determinou que as operadoras garantam acesso gratuito às páginas e aos aplicativos da Justiça Eleitoral. A medida foi referendada pelo plenário nesta quarta-feira (30/09) e vale das 72 horas anteriores às 24 horas posteriores a cada turno.

Com a decisão, qualquer brasileiro poderá checar informações sobre o processo eleitoral em plataformas oficiais, mesmo sem créditos no celular, o que inclui o acesso aos aplicativos e-Título e Resultados.

Isso não muda, porém, a regra dentro da cabine: o celular deve permanecer na mesa receptora. A internet gratuita serve para consultar informações antes ou depois da votação, não para levar o smartphone até a urna.
Pode celular? E fone? Veja itens proibidos e permitidos na urna

Pode celular? E fone? Veja itens proibidos e permitidos na urna
Fonte: Tecnoblog

Bill Gates cobra regras para empresas de IA

Bill Gates cobra regras para empresas de IA

Gates defende participação maior dos governos na supervisão da tecnologia (foto: OnInnovation/Flickr)

Resumo

Bill Gates defendeu a criação de leis para regular o desenvolvimento de inteligência artificial nos Estados Unidos.
Cofundador da Microsoft afirma que a autorregulação das empresas não é suficiente para lidar com os impactos da tecnologia.
Gates considera que regras obrigatórias podem aumentar os custos do setor, mas não devem desacelerar drasticamente os avanços da IA.

O cofundador e ex-CEO da Microsoft Bill Gates voltou a defender uma participação maior dos governos na regulação da inteligência artificial. Em entrevista à NBC News, o filantropo afirmou que a autorregulação das empresas não é suficiente e que autoridades precisam estabelecer regras obrigatórias para monitorar o desenvolvimento da tecnologia.

Questionado sobre a necessidade de uma legislação nos Estados Unidos, Gates respondeu que sim. Ele defende a participação de autoridades, legisladores e órgãos de fiscalização na definição das proteções exigidas das empresas de IA.

Autorregulação não é suficiente, diz Gates

Para Gates, medidas de segurança não podem depender apenas das próprias empresas que desenvolvem os modelos. “Ninguém acha que a autorregulação é suficiente”, afirmou. Na avaliação do cofundador da Microsoft, mecanismos de monitoramento e proteção precisam ser obrigatórios – o que pode criar custos adicionais para as companhias, mas não significaria uma desaceleração drástica no desenvolvimento de novos sistemas.

A declaração reforça uma posição que o executivo já vinha defendendo. Em agosto, Gates afirmou que empresas de tecnologia minimizam os riscos da IA para proteger seus negócios e apoiou uma atuação mais ampla dos governos diante de possíveis impactos sobre empregos, segurança e crianças. Ele também rejeitou a ideia de deixar a fiscalização apenas nas mãos das big techs e propôs uma organização internacional dedicada à IA.

Outro argumento é de que as próprias empresas não têm como avaliar sozinhas todos os efeitos sociais da tecnologia, e áreas como segurança cibernética, riscos biológicos, mercado de trabalho e desenvolvimento infantil exigem decisões que vão além das equipes responsáveis pelos modelos.

Gates afirma que regras de segurança não devem depender apenas das empresas de IA (foto: Red Maxwell/Flickr)

Executivos divergem sobre o nível de controle

O debate sobre até onde governos devem interferir no desenvolvimento da IA também divide líderes do setor. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, por exemplo, rejeitou recentemente pedidos para desacelerar o avanço da tecnologia.

Zuckerberg argumenta que a concorrência entre empresas e os riscos legais já criam incentivos para que companhias desenvolvam sistemas seguros. A posição contrasta com executivos e pesquisadores que defendem mecanismos externos de supervisão. O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, também apoia a criação de uma entidade internacional para fiscalizar modelos avançados e realizar avaliações antes do lançamento.

Ao mesmo tempo, o cofundador da Microsoft reconhece que os próprios governos ainda precisam ampliar o conhecimento sobre IA para se preparar para as mudanças econômicas e sociais provocadas pela tecnologia.
Bill Gates cobra regras para empresas de IA

Bill Gates cobra regras para empresas de IA
Fonte: Tecnoblog

Como justificar o voto pelo aplicativo do e-Título nas eleições

Como justificar o voto pelo aplicativo do e-Título nas eleições

Veja o passo a passo para justificar o voto pelo e-título (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Justificar o voto é um procedimento essencial para manter a regularidade na Justiça Eleitoral e evitar pagamento de multas ou penalidades por ausência na votação. O aplicativo e-Título trouxe mais praticidade ao cidadão, permitindo realizar todo o procedimento digitalmente pelo smartphone.

Para justificar o voto no e-Título no dia da eleição, basta acessar o menu de serviços e realizar a justificativa usando a localização para confirmar a ausência no município eleitoral. Caso o procedimento seja feito após a votação, o eleitor tem até 60 dias para enviar a solicitação com um documento comprobatório.

A seguir, o Tecnoblog te explica quem pode justificar o voto pelo aplicativo e-Título e como realizar a solicitação.

ÍndiceQuem pode justificar a ausência pelo app do e-Título?Como justificar o voto no e-Título1. Abra o e-Título no seu celular2. Toque em “Mais opções”3. Acesse a opção “Justificativa de Ausência”4. Inicie uma “Nova justificativa”Posso justificar o voto no e-Título após o dia da eleição?

Quem pode justificar a ausência pelo app do e-Título?

O e-Título permite que o eleitor emita sua justificativa eleitoral sem complicações, direto pelo celular, se atender a alguns critérios básicos. Saiba o perfil de pessoas que têm permissão para usar esse recurso e quais são as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral:

Eleitores com título de eleitor regularizado: o recurso está disponível tanto para o sistema Android quanto para iPhone, exigindo que a conta esteja ativa após o cadastro no e-Título;

Eleitores fora do município de votação no dia do pleito: podem fazer a solicitação no dia da eleição, das 8h às 17h, permitindo que o sistema ative o GPS do celular para confirmação automática por geolocalização, sem necessidade de anexar documentos;

Eleitores que estiverem no exterior na data da votação: conseguem encaminhar o pedido durante o horário do pleito ou posteriormente dentro do prazo da Justiça Eleitoral, precisando anexar comprovantes da viagem caso o façam fora do dia da eleição.

Como justificar o voto no e-Título

1. Abra o e-Título no seu celular

Abra o aplicativo do e-Título no seu celular e faça login usando a senha ou biometria.

Acessando o e-Título no celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Toque em “Mais opções”

Selecione a aba “Mais opções”, localizada no canto inferior direito da tela, para avançar.

Selecionando a aba “Mais opções” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Acesse a opção “Justificativa de Ausência”

Navegue até a seção de serviços e toque na opção “Justificativa de ausência” para abrir as solicitações.

Abrindo a opção “Justificativa de ausência” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Inicie uma “Nova justificativa”

Toque no botão “Nova justificativa”, na parte inferior da tela, e escolha o turno para justificar o voto no e-Título. Em seguida, autorize o uso da localização do dispositivo para confirmar que está fora do domicílio eleitoral e preencha os dados solicitados para concluir o processo.

Tocando no botão “Nova justificativa” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Posso justificar o voto no e-Título após o dia da eleição?

Sim, é possível justificar voto pelo aplicativo e-Título mesmo após o encerramento do pleito. A Justiça Eleitoral permite o envio da solicitação em até 60 dias após cada turno de votação, de forma simples e 100% digital.

Nesse caso, diferente da validação no dia da eleição, o eleitor deve anexar documentos que comprovem o motivo da ausência para análise. Pessoas que estavam no exterior têm até 30 dias, contados do retorno ao Brasil, para realizar o procedimento pelo e-Título.
Como justificar o voto pelo aplicativo do e-Título nas eleições

Como justificar o voto pelo aplicativo do e-Título nas eleições
Fonte: Tecnoblog

Redata é sancionado pelo governo para trazer data centers ao Brasil

Redata é sancionado pelo governo para trazer data centers ao Brasil

Redata é sancionado pelo governo para trazer data centers ao Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), oferecendo incentivos fiscais para a instalação ou expansão de data centers no Brasil.
A isenção de tributos pode alcançar R$ 5,2 bilhões em 2026, mas as empresas beneficiadas devem direcionar 2% do valor dos itens adquiridos a projetos de pesquisa e desenvolvimento ligados à economia digital do país.
O Redata visa diminuir a dependência do Brasil de data centers no exterior, já que cerca de 60% das cargas de trabalho digital do país dependem de serviços prestados no exterior.

Depois de ter sido aprovado pelo Senado, o Projeto de Lei 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Trata-se de uma medida que gera incentivos fiscais para a instalação ou expansão de data centers no Brasil.

A votação do Redata pelo Senado Federal ocorreu no início deste mês de setembro. Já a assinatura presidencial foi efetuada na última terça-feira (15/09). Com isso, os tributos PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação, Imposto de Importação (II) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) podem ser suspensos por cinco anos na aquisição de equipamentos direcionados a data centers.

Nos cálculos do governo, a isenção de tributos proporcionada pelo Redata alcançará a marca de R$ 5,2 bilhões somente em 2026. Mas há várias contrapartidas. Um exemplo: as empresas beneficiadas terão que direcionar 2% do valor dos itens adquiridos a projetos de pesquisa e desenvolvimento ligados à economia digital do país.

Redata visa diminuir a dependência do Brasil de data centers no exterior

De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, cerca de 60% das cargas de trabalho digital do Brasil dependem de serviços prestados no exterior, cenário que “implica riscos à soberania nacional, limita o desempenho operacional das aplicações digitais e acarreta déficits na balança comercial do setor”, ainda segundo o órgão.

Redata visa ampliar número de data centers no Brasil (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

O Redata foi criado para atacar esse problema levando em consideração aspectos que o governo considera atrativos para a instalação de data centers no país, como oferta de energia renovável a preços competitivos e infraestrutura de telecomunicações apta para o tráfego internacional de dados.

Ao expandir a oferta para o Brasil, vamos propiciar a atração de empresas que vão desenvolver soluções de inteligência artificial, que vão processar seus dados no Brasil e a gente abre uma possibilidade e uma plataforma de exportação de serviços e desenvolvimento.

Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda

Contudo, ainda há alguns pontos do Redata que precisam ser regulamentados. Um deles é a definição objetiva do que pode ser considerado uma fonte de energia de baixo carbono, fator que faz parte das exigências ambientais da iniciativa.

Saiba mais sobre o Redata aqui.

Com informações de Mobile Time
Redata é sancionado pelo governo para trazer data centers ao Brasil

Redata é sancionado pelo governo para trazer data centers ao Brasil
Fonte: Tecnoblog

Associação do telemarketing pede que Anatel revise regras antispam

Associação do telemarketing pede que Anatel revise regras antispam

Setor de telemarketing demonstra preocupação com serviços anti spam liberados pela Anatel (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) pediu à Anatel que revise as regras de bloqueio de ligações inconvenientes.
A ABT propõe um debate amplo sobre as ferramentas antispam e a revisão dos critérios de bloqueio.
As operadoras de telefonia, como a Vivo, a Claro e a TIM, oferecem serviços antispam para bloquear ligações inconvenientes.

A Associação Brasileira de Telesserviços, que representa empresas de telemarketing, enviou uma carta ao presidente da Anatel demonstrando preocupação com a liberação das ferramentas antispam pela entidade. Segundo a ABT, as regras para o bloqueio de ligações do tipo precisam passar por uma revisão para “aperfeiçoar critérios”. O documento foi remetido em 8 de setembro.

As ferramentas antispam chegaram com a promessa de “bloquear ligações inconvenientes e repetitivas”. A Vivo, por exemplo, explica que são incluídos nos bloqueios casos em que chamadores massivos são utilizados, algo identificado por uma análise da própria operadora.

A Claro também vai passar a oferecer o serviço a partir deste domingo (13/09). Outra operadora que pode passará a contar com o antispam é a TIM, conforme apuração exclusiva do Tecnoblog.

Setor critica critérios do serviço

A solicitação da ABT passa por algumas propostas, como ampliar o debate no setor, reunir entidades relacionadas e até mesmo abrir uma consulta pública sobre o assunto. A associação também diz aprovar o STIR/Shaken como solução para definir critérios. O método de verificação da origem das chamada já é utilizado pelo Vivo Anti Spam e a Anatel tem planos para implementar a tecnologia em 100% da rede.

Método STIR/Shaken pode ser utilizado como critério para restrições de chamadas (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já em relação às críticas da ABT ao serviço, a carta questiona a classificação da atividade econômica dos chamadores como critério para o bloqueio. Segundo a ABT, isso abre espaço para restrições generalistas, afetando “setores inteiros e lícitos”.

A carta trouxe ainda queixas relacionadas à ativação automática e ao prazo de dez dias corridos para analisar solicitações de desbloqueio. Na opinião do setor, é um tempo longo para a “dinâmica das operações legítimas de relacionamento com o consumidor”. O conteúdo da carta foi divulgado pelo Teletime.

Como funciona o anti spam das operadoras

O primeiro serviço anti spam liberado pela Anatel foi o da Vivo, em teste desde 2024 e lançado oficialmente em agosto deste ano. O acesso é gratuito e automático em todos os planos.

A Vivo afirma que usa “algoritmos inteligentes” para definir os chamadores como ofensivos ou não. A ligação é filtrada assim que entra na rede, e o telefone nem chega a tocar. A partir disso, a operadora cria uma “Lista de Restrição”, em que são consideradas informações do perfil de tráfego, e das chamadas em si, assim como a  Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Segundo a empresa, órgãos públicos e serviços essenciais não entram na restrição.

Anatel não contesta ativação automática do anti spam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ainda não há informações de como funcionará a ferramenta em outras operadoras. Uma mensagem sobre a ativação gratuita do serviço chegou para clientes da Claro, mas não há muitos detalhes sobre seu funcionamento. A TIM também enviou SMS para alguns clientes, e o Tecnoblog confirmou o interesse da empresa em oferecer o serviço no Brasil.

Anatel cobrou transparência da Vivo

Ao liberar o funcionamento do anti spam da Vivo, a Anatel cobrou mais transparência da operadora na divulgação da ferramenta, além de uma comunicação de fácil entendimento. Atualmente, o site da empresa traz informações sobre critérios de filtragem, mas não detalha padrões como o volume de ligações realizadas considerado aceitável.

Vivo Anti Spam causa discórdia no setor de telecomunicações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Foram mais de dez processos contra o serviço chegaram à Anatel até pouco antes da liberação. Um deles diz respeito ao bloqueio de aproximadamente 25 mil números da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, atrapalhando a comunicação com pacientes, campanhas de vacinação entre outras atividades.

Neste caso específico, o bloqueio teve como alvo a empresa de infraestrutura de telecom 3Corp, que presta serviços para o órgão público. Questionada sobre a situação pelo TB, a Vivo afirmou que a restrição não atinge empresas “em conformidade com as regras do Anti Spam”.
Associação do telemarketing pede que Anatel revise regras antispam

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Fonte: Tecnoblog