Category: Estados Unidos (EUA)

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

T1 Phone “made in USA”, pelo visto, é versão repaginada de celular chinês (imagem: divulgação)

Resumo

O Trump Phone pode ser uma versão mais cara de um smartphone fabricado na China.
Anunciado como um aparelho “Made in USA”, com tecnologia e fabricação 100% nacional, o celular seria, na verdade, o REVVL 7 Pro 5G.
O aparelho original custa US$ 126 por lá, enquanto o smartphone de Donald Trump é vendido por US$ 499.

A Trump Organization anunciou o T1 Phone em junho de 2025 prometendo um celular “Made in USA”, com desenvolvimento e fabricação totalmente norte-americanos. No entanto, o aparelho que começa a chegar aos compradores quase um ano após a pré-venda parece ser apenas uma versão dourada de um modelo chinês.

O lançamento do T1 Phone foi cercado de polêmicas, desde a proposta até as imagens de divulgação. No início, as imagens mostravam um iPhone banhado a ouro, mas depois passaram a exibir uma cópia do Galaxy S25 Ultra com detalhes dourados e referências ao presidente, conforme noticiou o The Verge.

Agora que o produto está entrando na fase de distribuição para quem comprou na pré-venda, analistas de mercado apontam que o smartphone tem as mesmas especificações do REVVL 7 Pro 5G, da fabricante chinesa Wingtech.

O REVVL é vendido nos Estados Unidos pela T-Mobile e custa a partir de US$ 126 (R$ 630, em conversão direta), enquanto o T1 Phone custa US$ 499 (R$ 2,5 mil).

Celular nem tão americano assim

O anúncio do T1 Phone aconteceu em meio ao aumento das tarifas de importação sobre produtos chineses imposto pelo presidente Donald Trump, movimento que gerou preocupação na indústria de tecnologia dos EUA devido à forte dependência de componentes fabricados na China.

Além do país asiático, itens importados de Canadá, México, Japão, Índia e Brasil começaram a receber taxas extras para entrarem nos Estados Unidos.

O novo celular foi revelado pela Trump Organization em junho, junto a um plano de telefonia. Nas especificações, o smartphone teria tela AMOLED de 6,8 polegadas, 12 GB de memória RAM e câmeras com até 50 MP, com três lentes na parte traseira. A bateria seria de 5.000 mAh e o sistema operacional, por sua vez, seria o Android 15.

Ao longo de 2025, Donald Trump prometeu tarifas extras para países como a China (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Segundo o site El Español, que repercutiu o início dos envios do T1 Phone para os usuários, o modelo não fugiu muito às promessas: tela AMOLED de 6,78 polegadas, sensor principal de 50 MP e outras duas lentes (grande angular e teleobjetiva) no trio de câmeras traseiras.

As características são as mesmas presentes no Wingtech REVVL 7 Pro de 2024, mas com uma repaginação na parte externa.

Quanto à promessa de produção 100% feita nos Estados Unidos, a própria Trump Mobile voltou atrás nos matérias de divulgação, apontando que se trata de um produto projetado nos EUA, abandonando a alegação de fabricação integral no país.

The T1 Phone has arrived!! Those who pre-ordered the T1 Phone will be receiving an update email. Phones start shipping this week!!! pic.twitter.com/IsOre1cBa1— Trump Mobile (@TrumpMobile) May 13, 2026

Política de reembolso também é alvo de críticas

As polêmicas envolvendo o T1 Phone vão além do aparelho em si: a política de reembolso ganhou novos termos que apontam para depósitos intransferíveis e sem “valor monetário”. Além disso, rumores apontam que as tentativas de cancelamento levaram a um e-mail avisando que os depósitos de pré-compra não seriam devolvidos.

Antes disso, a empresa nem mesmo confirmava a produção ou disponibilização do celular, e o depósito seria apenas uma “oportunidade condicional”, caso houvesse uma decisão pela venda, segundo a CNN. Atualmente, a posição oficial da Trump Mobile é de que o produto finalmente começará a ser enviado para seus compradores ainda esta semana.
Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês
Fonte: Tecnoblog

Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil

Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Procon Carioca notificou a Apple devido à suposta propaganda enganosa do iPhone, especificamente em relação à Apple Intelligence, que prometia realizar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, mas nunca foi completamente entregue.
A Apple terá que responder em 20 dias e fornecer informações sobre as funcionalidades entregues, comunicação aos consumidores brasileiros, materiais publicitários veiculados e medidas para corrigir o problema.
Nos EUA, a Apple se comprometeu a pagar até US$ 250 milhões em indenização para compradores de iPhone afetados pela propaganda enganosa.

A Apple entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor do Brasil. O Tecnoblog apurou com exclusividade que o Procon Carioca notificou a empresa e quer esclarecimentos para suposta publicidade enganosa junto a compradores de iPhones lançados a partir de 2023. Na ocasião, a companhia prometeu funções de inteligência artificial que nunca chegaram ao mercado.

Na última sexta-feira (08/05), o Procon Carioca instaurou procedimento administrativo para apurar potencial omissão, descumprimento de oferta e violação ao dever de informação clara, adequada e ostensiva. As práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como o caso começou?

Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

O lançamento do iPhone 16 marcou também a propaganda em torno da Apple Intelligence, tecnologia de inteligência artificial que, segundo os comerciais da Apple, seria capaz de realizar um sem-número de tarefas diretamente no aparelho. O recurso nunca foi completamente entregue, mesmo dois anos depois.

Diante disso, uma consumidora abriu uma ação civil pública na Justiça dos Estados Unidos que resultou, na semana passada, num compromisso formal de pagamento. A Apple se comprometeu a dar até US$ 95 (cerca de R$ 465, em conversão direta) para cada comprador de iPhone.

O acordo vai custar US$ 250 milhões aos (bem recheados) cofres da companhia, o que dá por volta de R$ 1,23 bilhão. A medida vale para iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max. O acordo seja formalmente reconhecido pelo juiz do processo, de acordo com a imprensa americana.

Um dos vídeos de divulgação da Apple Intelligence trazia a atriz Bella Ramsey interagindo com a Siri. Ela perguntava quem era uma determinada pessoa, que havia conhecido num determinado local, e, ao menos em tese, o iPhone conseguia consultar sua base de conhecimento para revelar a informação correta.

O vídeo sumiu dos canais oficiais da Apple no YouTube quando ficou claro que a Apple Intelligence estava muito distante daquela promessa. Alguns executivos da Apple posteriormente se desculparam pelas alegações, digamos assim, exageradas.

A notificação do Procon

Compradores de iPhone 15 Pro (na foto) e 16 podem ser beneficiados em processo administrativo do Procon Carioca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu apurei que o Procon Carioca cobrou os seguintes esclarecimentos:

Quais funcionalidades foram efetivamente entregues no lançamento?

Como as informações foram comunicadas aos consumidores brasileiros?

Quais materiais publicitários foram veiculados no país?

Qual o cronograma de implementação dos recursos anunciados?

Dados de reclamações de consumidores e número de pessoas impactadas

Medidas adotadas ou previstas para garantir correção e eventual compensação

De acordo com o órgão, o caso suscita “princípios centrais das relações de consumo, como a boa-fé, a transparência e o cumprimento da oferta”.

A Apple tem 20 dias para responder ao Procon Carioca. O Tecnoblog também procurou a empresa, que não irá se pronunciar junto à imprensa.
Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil

Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Veredito pode servir como base para milhares de processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Google pediram a anulação da condenação de US$ 6 milhões por danos à saúde mental de uma jovem nos EUA.
Segundo a Justiça, as empresas criaram aplicativos “para viciar os usuários”.
Ambas as companhias alegam isenção de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas e solicitam um novo julgamento.

A Meta e a Alphabet (empresa-mãe do Google) entraram com um pedido formal na Justiça de Los Angeles, na Califórnia (EUA), para tentar anular o veredito histórico que condenou as empresas a pagarem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) por danos à saúde mental de uma jovem.

Segundo a agência Reuters, o recurso busca reverter a decisão de março, que classificou os aplicativos das companhias como “produtos desenvolvidos para viciar os usuários”. Caso o juiz recuse o pedido de anulação, as empresas exigem a realização de um novo julgamento.

A multa milionária foi dividida entre as big techs. A Meta ficou responsável por 70% do valor (US$ 4,2 milhões), enquanto o YouTube deverá arcar com os 30% restantes (US$ 1,8 milhão). O TikTok e o Snapchat também eram alvos da ação original, mas fecharam acordos com a autora antes do início das audiências.

A condenação marcou uma derrota de peso para as empresas, validando a tese de que elas não alertam o público sobre os perigos atrelados ao uso prolongado de seus serviços.

Big techs buscam suporte em lei de 1996

Decisão estipulou multa de US$ 6 milhões às empresas (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Para tentar derrubar a sentença, as plataformas se apoiam na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações (Communications Decency Act), uma legislação federal norte-americana de 1996.

Essa norma funciona como um escudo legal, isentando as empresas de responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros. Na petição enviada à corte, a Meta argumenta que as evidências mostradas durante o julgamento conectaram os problemas da autora aos vídeos que ela consumia, e não aos recursos dos aplicativos.

Se um caso idêntico fosse julgado na Justiça brasileira, por exemplo, a disputa seguiria um roteiro parecido, esbarrando no Marco Civil da Internet — que também blinda as redes sociais de responsabilização direta pelo que os usuários postam.

Contudo, como o foco da ação é o design da plataforma, o processo cairia no escopo do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao argumentar que a interface do aplicativo é um “produto defeituoso” e perigoso para menores, a Justiça do Brasil poderia condenar as big techs por falha na prestação do serviço, desviando da proteção do Marco Civil.

Ação desvia da lei que isenta redes sociais por conteúdo de terceiros (imagem: Jeremy Zero/Unsplash)

Foi exatamente essa a estratégia que a equipe de acusação utilizou nos Estados Unidos para contornar a lei local. Os advogados da jovem de 20 anos, identificada no processo como Kaley GM, tiraram o foco das postagens e miraram na arquitetura das plataformas.

Com isso, eles conseguiram provar aos jurados que as empresas implementaram propositalmente ferramentas como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos, notificações ininterruptas e filtros de beleza.

Essa combinação de recursos, segundo a acusação, cria um ecossistema comparável a um cassino digital para forçar o engajamento e o uso compulsivo. Nos autos do processo, a autora relata que começou a consumir o YouTube aos seis anos de idade e criou seu Instagram aos onze. O tempo excessivo de tela induzido por essas mecânicas teria provocado depressão e pensamentos suicidas.

Desfecho do caso pode ser histórico

O júri que avaliou o caso concluiu que os executivos das redes sociais não apenas conheciam os riscos associados aos seus produtos, mas falharam na adoção de medidas para proteger o público infantojuvenil. O resultado desse embate não afeta apenas o Google e a Meta, mas serve como um termômetro jurídico que guiará as negociações e sentenças de mais de 2 mil ações parecidas só no estado da Califórnia.

Em entrevista à CNBC, Joseph VanZandt, co-líder dos advogados de acusação, resumiu o peso da decisão e o recado dado às empresas: “é um referendo para toda uma indústria de que a responsabilização chegou”.
Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

TCL e Roku são acusadas de piorar TVs com atualização de software

TCL e Roku são acusadas de piorar TVs com atualização de software

Smart TVs TCL com sistema operacional Roku teriam problema crônico relacionado a atualização automática (imagem: divulgação)

Resumo

Ação coletiva acusa TCL e Roku de causar problemas em smart TVs com atualizações de software disfuncionais.
Denúncia aponta que updates automáticos causaram travamento, tela preta ou TVs que não ligam mais.
Processo busca ressarcimento, reparo de danos e revisão das políticas de atualizações automáticas.

A TCL e a Roku estão sendo acusadas, por meio de uma ação coletiva, de estragarem smart TVs com updates disfuncionais. O processo está em curso na Califórnia, nos Estados Unidos, e cita modelos da TCL, que rodam sistema operacional Roku, além das TVs próprias da marca, contemplando as linhas Select e Plus.

A denúncia aponta que os televisores receberam uma atualização automática e passaram a apresentar problemas de travamento, tela preta ou mesmo nem chegavam a ligar, dependendo do caso. A ação coletiva foi inciada em abril na Justiça americana.

Até o momento, não há uma confirmação sobre usuários brasileiros com o mesmo problema em série, além de algumas poucas reclamações no Reclame Aqui. No Brasil, as TVs TCL com sistema operacional Roku estão à venda desde 2023, em opções que vão desde aparelhos básicos até alternativas premium. Os preços partem de R$ 1.353 no e-commerce nacional.

Problemas aparecem após um a dois anos de uso

Segundo noticiado pelo New York Post, a ação parte de uma consumidora chamada Else e traz outros relatos de usuários. Os autos apontam que a situação costuma aparecer após um a dois anos de uso da TV, sempre após atualizações automáticas do sistema da Roku.

TVs TCL com sistema Roku à venda no Brasil partem dos R$ 1.353 no e-commerce (imagem: divulgação)

No Reclame Aqui há dois casos brasileiros que se assemelham à situação descrita nos EUA, mas apenas um deles cita o mesmo sistema operacional. Na resolução, a TCL sugere o reparo do produto – algo que, fora da garantia, terá um custo adicional. Como a pane normalmente aparece após 12 meses, modelos afetados não estariam cobertos.

A ação coletiva também fala sobre as promessas feitas pelo marketing das empresas em relação às atualizações de software, que continuaram acontecendo automaticamente mesmo após os inúmeros relatos de problema.

A autora do processo também cita uma situação anterior com outra TV da marca, em 2018, que continuou apresentando falha mesmo após uma substituição oferecida pela TCL. Ela agora exige ressarcimento, reparo dos danos e revisão das políticas de updates automáticos.
TCL e Roku são acusadas de piorar TVs com atualização de software

TCL e Roku são acusadas de piorar TVs com atualização de software
Fonte: Tecnoblog

Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários

Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta está rastreando os movimentos de mouse, cliques e digitação de seus funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
O CEO Mark Zuckerberg admitiu a operação em uma reunião geral, e afirmou que o objetivo é coletar dados de alta qualidade para treinar agentes de IA.
A empresa também confirmou que uma nova rodada de demissões está a caminho, afetando cerca de 10% dos funcionários.

A Meta decidiu analisar mais de perto como anda a rotina de seus funcionários nos Estados Unidos. Durante uma reunião geral na última semana, Mark Zuckerberg confirmou abertamente que a companhia está rastreando os movimentos de mouse, cliques e até a digitação das equipes de trabalho.

Se você pensou que a ideia era medir produtividade, errou. O objetivo da big tech, segundo o CEO, é utilizar esse vasto volume de dados comportamentais para treinar seus novos modelos de inteligência artificial. No mesmo encontro, a diretoria aproveitou para alertar sobre uma iminente rodada de demissões.

A decisão de monitoramento, que naturalmente levanta debates sobre privacidade corporativa, é vista pela Meta como uma vantagem competitiva. Segundo o site The Information, Zuckerberg explicou à equipe que a atividade interna dos engenheiros e desenvolvedores gera dados extremamente valiosos para a criação de agentes inteligentes.

Por que a Meta está monitorando os funcionários?

A justificativa oficial é a busca por dados de treinamento de altíssima qualidade. Nas palavras do próprio CEO, os funcionários da Meta possuem um nível de especialização e inteligência muito superior ao dos trabalhadores terceirizados, que costumam ser contratados por empresas do setor justamente para rotular dados e treinar modelos básicos.

Zuckerberg acredita que, ao replicar a forma exata como seus próprios especialistas interagem com softwares — desde o tempo de resposta em menus até o uso orgânico de atalhos de teclado —, a Meta conseguirá criar agentes de IA muito mais eficientes e sofisticados.

O projeto interno atende pelo nome de Model Capability Initiative (MCI). De acordo com a agência Reuters, a ferramenta roda em segundo plano durante o uso de aplicativos e sites de trabalho, chegando a capturar, ocasionalmente, imagens do conteúdo presente nas telas dos colaboradores.

Zuckerberg quer usar funcionários como base de dados para treinar IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novas demissões no horizonte

Durante a mesma reunião geral, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, trouxe à tona os planos corporativos para demitir cerca de 10% do atual quadro de funcionários já no próximo mês. Gale também afirmou que não há garantia de estabilidade para quem permanecer após os cortes.

“Haverá mais demissões? Essa pergunta sempre surge. Eu adoraria dizer que não haverá mais demissões, mas não posso prometer algo que não podemos cumprir”, declarou a executiva. Ela ressaltou que, apesar do que seria um desempenho financeiro sólido da Meta, a empresa tem a obrigação de gerenciar seus custos diante de uma concorrência acirrada e mudanças nas prioridades.

Zuckerberg também reservou uma parte do seu discurso para abordar os cortes, tentando desvincular as demissões da automação por IA. O executivo defendeu que a inteligência artificial não atua como o fator primário por trás das dispensas.

Contudo, ele admitiu corroborar uma ideia que já ecoa no Vale do Silício: a tecnologia teria tornado equipes menores mais eficientes, o que, na prática, altera a necessidade de manter grandes grupos humanos em diversas áreas de operação.
Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários

Zuckerberg explica por que vai rastrear mouse e teclado de funcionários
Fonte: Tecnoblog

Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras

Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras

Dispositivo segue tendência de dobráveis finos e aposta em cores chamativas (imagem: reprodução/allo.ua)

Resumo

O Motorola Razr 70 teve detalhes vazados por uma varejista ucraniana antes do lançamento oficial, previsto para o dia 29 de abril.
O hardware traz como principais destaques o chip MediaTek Dimensity 7450X, uma bateria maior de 4.800 mAh e um novo sensor ultra wide de 50 MP.
O design mantém a espessura de 7,25 mm e a certificação IP48, apresentando melhorias no brilho da tela externa, que agora atinge 1.700 nits.

A Motorola já agendou o lançamento da nova geração da linha Razr para o dia 29 de abril, nos Estados Unidos, mas uma varejista ucraniana antecipou todos os detalhes do aparelho. A página publicada precocemente indicada a chegada do Motorola Razr 70 ao mercado internacional. Vazaram até renderizações oficiais e a ficha técnica.

O vazamento confirma que o dobrável recebeu algumas poucas melhorias em autonomia e fotografia, com uma bateria maior que a geração anterior, e um novo sensor ultra wide de 50 MP. Entretanto, mantém a estrutura de tela interna e externa, utilizando painéis AMOLED com altas taxas de atualização.

O último dobrável lançado pela marca foi o Razr Fold, anunciado no começo deste ano, durante a CES 2026. A versão com dobra em formato de livro já foi homologada pela Anatel, conforme noticiamos com exclusividade no Tecnoblog no começo do mês. Ainda não há previsão do novo Razr 70 no Brasil.

Design e tela

Segundo o portal Phone Arena, o design do Motorola Razr 70 preserva as dimensões do Motorola Razr 60, mantendo espessura de 7,25 mm quando aberto e peso de 188 gramas.

A construção inclui a certificação IP48, que garante proteção contra o ingresso de partículas e água. O dispositivo chega nas cores Cinza (Hematite), Verde, Branco e Violeta.

Próximo Motorola Razr deve ser anunciado no fim do mês (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A tela principal de 6,9 polegadas utiliza tecnologia LTPO AMOLED com resolução de 2640 x 1080 pixels e taxa de atualização de 120 Hz. Na parte externa, o painel AMOLED de 3,6 polegadas apresenta resolução de 1056 x 1066 pixels e uma taxa de atualização de 90 Hz.

Outro avanço é no brilho máximo da tela externa, que agora atinge 1.700 nits, facilitando a visualização sob luz solar direta.

Maior bateria e novas câmeras

Motorola Razr 70 deve chegar com chip MediaTek (imagem: reprodução/allo.ua)

Internamente, o Razr 70 deve trazer o chip de 4 nanômetros Dimensity 7450X, projetado pela MediaTek especificamente para dobráveis, combinado a 8 GB de memória RAM LPDDR5X e 256 GB de armazenamento interno UFS 3.1. O grande destaque do hardware é a bateria de 4.800 mAh, que supera os 4.300 mAh encontrados no Galaxy Z Flip 7.

A empresa também teria aprimorado o sistema de carregamento, suportando 30 W com fio e 15 W sem fio. Em conectividade, o novo Razr ainda deve trazer suporte a Bluetooth 5.4 e Wi-Fi 6.

O conjunto fotográfico traseiro teria recebido o upgrade mais relevante da geração na lente secundária. Enquanto a câmera principal mantém o sensor de 50 MP (f/1.7), a lente ultra wide saltou de 13 MP para os mesmos 50 MP, com uma abertura de f/2.0. Para selfies, o dispositivo segue com um sensor de 32 MP, mas agora com uma abertura mais clara de f/2.4.

Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras

Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras
Fonte: Tecnoblog

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta vai instalar software de monitoramento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
O programa roda em apps e sites relacionados ao trabalho e tenta entender como humanos usam computadores, incluindo atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
Funcionários demonstraram indignação nas redes internas, pois não há como desativar o monitoramento.

A Meta está instalando software de monitoramento nos computadores de seus funcionários nos Estados Unidos. A ideia é capturar movimentos de mouse, cliques e digitação para treinar modelos de inteligência artificial, com o objetivo de que eles sejam capazes de realizar tarefas profissionais futuramente. As informações constam em duas reportagens: uma da Reuters e outra da Business Insider.

Segundo a Reuters, o projeto se chama Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre) e vai rodar em apps e sites relacionados ao trabalho, além de capturar ocasionalmente o que está nas telas dos computadores.

A Business Insider diz que o software tentará entender como os humanos usam computadores, incluindo o uso de atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.

Funcionários mostram desconforto com iniciativa

De acordo com a Business Insider, a iniciativa foi recebida com indignação pelos trabalhadores da Meta.

“Isso me deixa super desconfortável. Como eu desativo?” foi, segundo a reportagem, o comentário com mais curtidas no post sobre a mudança na rede interna da Meta. Além disso, a carinha com raiva foi a reação mais comum ao anúncio.

Andrew Bosworth, CTO da empresa, confirmou que não há como desativar o monitoramento — e também recebeu carinhas de choro, choque e raiva como reação.

Como observa a Business Insider, os funcionários da Meta já tinham seus computadores de trabalho sob vigilância há bastante tempo, o que significa que o novo programa é mais uma extensão das regras existentes do que uma mudança de política.

Advogados ouvidos pela Reuters disseram que não há leis que impeçam a prática nos Estados Unidos — na Europa, monitorar equipamentos de funcionários pode ser considerado ilegal.

Meta aposta em IA para produtividade

Mark Zuckerberg quer usar clone para se aproximar de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Colocar a IA para aprender a trabalhar é parte de um esforço maior da Meta, que deseja que a tecnologia consiga auxiliar (ou mesmo executar) tarefas internas e como forma de elevar a produtividade da companhia.

O próprio Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está participando ativamente de projetos do tipo. Ele vem desenvolvendo um agente de IA para auxiliar em suas próprias tarefas, e já consegue dar respostas com mais rapidez graças à tecnologia. O executivo também pretende criar uma espécie de clone para conversar com funcionários e dar feedback a eles.

Com informações da Reuters e da Business Insider
Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem
Fonte: Tecnoblog

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil (imagem: reprodução/Google)

Resumo

Google Finanças com IA chegou ao Brasil e a mais de 100 países; teste começou em agosto de 2025 nos Estados Unidos;
serviço reúne cotações de ações, moedas, contratos futuros, criptomoedas, índices e notícias; versão brasileira converte valores para reais e mostra conteúdo do Brasil, naturalmente;
IA oferece respostas sobre investimentos, gráficos avançados e notícias em tempo real.

O Google Finanças (Google Finance) foi lançado em 2006, mas até hoje não é muito conhecido. Talvez isso mude um pouco na versão com inteligência artificial do serviço, que foi introduzida em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, agora, chega a outros 100 países. O Brasil está entre eles.

Ao contrário do que o nome pode sugerir, o Google Finanças não é um organizador financeiro pessoal, mas uma plataforma de auxílio a investimentos.

Você pode usá-la para acompanhar o sobe e desce de ações nas principais bolsas de valores do mundo, por exemplo. Também é possível usar o Google Finanças para pesquisar sobre moedas estrangeiras, contratos futuros, criptomoedas e mais.

As informações da plataforma são regionalizadas. Por conta disso, a versão brasileira do Google Finanças faz conversões para reais por padrão, bem como exibe índices e notícias referentes ao Brasil, por exemplo.

Qual o diferencial do Google Finanças com IA?

O Google Finanças com IA oferece três recursos principais:

perguntas sobre investimentos: você pode usar o campo de pesquisa do Google Finanças para saber sobre o valor de uma ação, o cenário econômico e assim por diante; a resposta é gerada por IA generativa;

gráficos avançados: é possível usar o serviço para gerar gráficos de evolução de ativos, indicadores técnicos e afins; para isso, basta digitar instruções como “gere um gráfico sobre a evolução das ações da Petrobras nos últimos seis meses”;

dados e notícias em tempo real: a IA também pode gerar um feed de notícias ou de informações financeiras em tempo real, sob medida.

Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Google Finanças com IA começou a ser testado em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, posteriormente, na Índia. Agora, o serviço foi expandido para mais de 100 países, segundo a companhia, como México, Argentina, Colômbia, Chile e, como já ficou claro, Brasil.

Em resumo, o serviço pode te ajudar a tomar decisões referentes a investimentos. Mas o próprio Google alerta que os dados apresentados pela IA podem ter inconsistências, por isso, convém não confiar cegamente na ferramenta no atual estágio.

Para acessar a novidade, basta acessar a versão beta do Google Finanças. Quem já usa o serviço e prefere a versão anterior (sem IA) pode voltar a ela clicando no botão “Clássico”, no topo da página ou no botão de configurações, na versão web móvel.
Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil
Fonte: Tecnoblog

Sony aumenta preços do PS5 e PS5 Pro em vários países

Sony aumenta preços do PS5 e PS5 Pro em vários países

PlayStation 5 ao lado do PlayStation 5 Pro (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

Sony aumentará preços do PS5, PS5 Pro e PlayStation Portal nos EUA, Europa, Reino Unido e Japão em abril de 2026;
Nos EUA, o PS5 custará US$ 649,99, o PS5 Digital US$ 599,99 e o PS5 Pro US$ 899,99, com reajustes de até US$ 150, portanto;
ainda não há informações oficiais sobre aumentos de preços no Brasil.

Há quem esteja esperando por um novo PlayStation, mas, por ora, é preciso nos contentarmos com a geração atual. Atual e mais cara: a Sony acaba de anunciar um aumento de preços para o PlayStation 5, o PlayStation 5 Pro e o PlayStation Portal.

No anúncio oficial, a Sony atribui os reajustes às “contínuas pressões no cenário econômico global”, sem entrar em detalhes. É possível, porém, que o tal cenário inclua os custos cada vez maiores de módulos de memória RAM e de armazenamento interno causados pela demanda crescente de aplicações de IA.

No anúncio oficial, os aumentos de preços valem para os Estados Unidos, Europa, Reino Unido e Japão. Nesses mercados, os novos valores são os seguintes:

 EUAEuropaReino UnidoJapãoPS5US$ 649,99€ 649,99£ 569,99¥ 97.980PS5 DigitalUS$ 599,99€ 599,99£ 519,99¥ 89.980PS5 ProUS$ 899,99€ 899,99£ 789,99¥ 137.980

São reajustes consideráveis. Se tomarmos como referência os valores dos Estados Unidos, os aumentos chegam a US$ 150. Basta levarmos em conta que os preços oficiais praticados até então por lá eram de US$ 549,99 para o PS5, de US$ 499 para o PS5 Digital (sem leitor de disco) e de US$ 749 para o PS5 Pro.

Sobre o portátil PlayStation Portal, os novos preços oficiais são os seguintes:

Estados Unidos: US$ 249,99 (preço anterior de US$ 199,99)

Europa: € 249,99

Reino Unido: £ 219,99

Japão: ¥ 39.980

Em todos esses mercados, os novos valores entrarão em vigor a partir de 2 de abril de 2026.

PlayStation Portal também ficou mais caro (imagem: divulgação/Sony)

A linha PS5 vai ficar mais cara no Brasil também?

Ainda não há informações oficiais sobre aumento de preços da linha PlayStation 5 no Brasil. Mas não é incomum que reajustes nos principais mercados também causem impacto em território brasileiro.

De todo modo, o Tecnoblog entrou em contato com a Sony perguntando sobre possíveis reajustes por aqui. O texto será atualizado se obtivermos retorno.
Sony aumenta preços do PS5 e PS5 Pro em vários países

Sony aumenta preços do PS5 e PS5 Pro em vários países
Fonte: Tecnoblog

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)

Resumo

O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.

O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.

Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.

Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.

Como funciona o Canvas?

Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)

O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.

No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.

Para que serve o Canvas?

Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.

A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.

Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.

E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.

Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.

Com informações do Google e da PCWorld
Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

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Fonte: Tecnoblog