Category: Estados Unidos (EUA)

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Convite para o Unpacked do segundo semestre (imagem: divulgação)

Resumo

O evento Samsung Unpacked será realizado em 22 de julho em Londres, Reino Unido, onde a empresa apresentará novos produtos.
A Samsung deve lançar o Fold Wide, um celular dobrável em formato “passaporte”, e novas versões do Flip e do Fold tradicional.
A empresa também pode apresentar novos relógios da linha Galaxy Watch e possivelmente óculos inteligentes baseados em inteligência artificial.

A Samsung divulgou que a próxima edição do evento Unpacked será em 22 de julho, desta vez em Londres, no Reino Unido. A empresa deve apresentar novos celulares dobráveis e smartwatches. Caso os rumores se confirmem, será a oportunidade para mostrar ao mundo o Fold Wide, primeiro telefone da marca em formato “passaporte”, como vem sendo apelidado.

A gigante sul-coreana revelou a data do Unpacked em publicações nas redes sociais. Ela já vinha atiçando os fãs com teasers que entregam a mudança no formato da tela do Galaxy Fold. Num deles, uma barra de chocolate levava várias mordidas até ficar menos alta, e portanto, numa proporção mais larga.

O evento de lançamento terá transmissão ao vivo no YouTube da Samsung Brasil a partir das 10h.

Suposto design do Galaxy Z Fold 8 Wide (imagem: reprodução/Ice Universe)

Hoje em dia, os gringos encontram este tipo de display no Google Pixel 10, vendido nos Estados Unidos, e no Huawei Pura X Max, comercializado na China, conforme observado pelo Tecnoblog no vídeo mais abaixo. É altamente provável que a Samsung seja a primeira indústria a trazer algo do tipo para o Brasil.

A fabricante também deve apresentar novas versões do Flip, do Fold tradicional – provavelmente ganhando a alcunha de Ultra – e dos relógios da linha Galaxy Watch. Há ainda a suspeita de que os coreanos estejam se preparando para mostrar a primeira geração de óculos inteligentes, baseados em inteligência artificial, para disputar mercado com a Meta e os produtos Ray-Ban.

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado
Fonte: Tecnoblog

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump confirma aliança histórica entre as gigantes da tecnologia (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo presidente americano, Donald Trump, na rede social Truth Social. A aliança marca uma mudança para a dona do iPhone, que busca diversificar a cadeia de suprimentos para fugir dos gargalos na Ásia, enquanto a Intel ganha impulso para o negócio de fundição de chips.

O anúncio oficial confirma as suspeitas que circulavam nos bastidores de que executivos da Intel e da Apple já vinham costurando o acordo em negociações confidenciais. Trump não detalhou quais componentes serão fabricados pela Intel, mas garantiu que o movimento faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer a produção local.

Por que a Intel virou alternativa para a Apple?

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar os chips presentes em iPhones, iPads e Macs. O grande problema é que a companhia asiática, considerada a maior do mundo no setor, opera no limite da capacidade.

Essa sobrecarga tem um motivo: a explosão da inteligência artificial. A demanda desenfreada por chips voltados para IA por gigantes como a Nvidia enfileirou pedidos na TSMC. Diante desse cenário, a Apple encontrou nas fábricas da Intel a oportunidade para diversificar fornecedores e blindar sua linha de produção contra eventuais crises de abastecimento.

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para entender o tamanho dessa reviravolta, vale olhar para o passado. A Intel forneceu os processadores dos Macs por cerca de 15 anos. Essa parceria de longa data chegou ao fim em 2020, quando a Apple decidiu trilhar o próprio caminho com os chips da série M (conhecidos como Apple Silicon). A dinâmica agora é diferente: a Apple não voltará a usar ou comprar processadores da Intel; em vez disso, utilizará as instalações da parceira para os seus próprios projetos.

A confirmação do contrato garante uma vitória comercial para a Intel. O mercado financeiro reagiu com entusiasmo, com as ações da Intel disparando 7% logo após o anúncio. Os papéis da Apple subiram de forma mais tímida, com alta de 0,8%.

Influência do governo no setor de tecnologia

Por trás desse novo cenário existe uma estratégia geopolítica. O governo dos Estados Unidos é, hoje, o maior acionista individual da Intel, detendo uma participação de 10%. Devido à valorização recente, essa fatia já ultrapassa a marca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 257 bilhões em conversão direta).

A Casa Branca vem intensificando esforços para repatriar a produção de semicondutores e garantir o acesso a minerais críticos para reduzir a dependência tecnológica em relação aos países asiáticos e isolar a influência da China na cadeia global de suprimentos.

Essa intervenção afetou até a liderança da Intel nos últimos meses. No ano passado, pressões vindas da própria presidência culminaram na renúncia do então CEO Lip-Bu Tan. A justificativa do governo era de que o executivo mantinha laços comerciais com o mercado chinês.
Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel
Fonte: Tecnoblog

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional

EUA barram modelos da Anthropic por segurança nacional
Fonte: Tecnoblog

Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos

Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos

Galaxy Watch 8 tem vidro de safira para proteger a tela (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O uso de dispositivos vestíveis para monitoramento de saúde cresceu nos EUA entre 2020 e 2024, de 30,2% para 41%, mas menos de 20% dos usuários compartilham dados com profissionais de saúde.
Em 2024, apenas 19,2% dos usuários compartilharam dados de saúde com médicos, apesar de 73,4% expressarem interesse em fazê-lo.
A falta de integração com sistemas de saúde e a falta de padronização dos aplicativos são as principais barreiras para o compartilhamento de dados de saúde coletados por dispositivos vestíveis.

Smartwatches, smartbands e outros vestíveis, como anéis, estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas, dentro e fora do meio fitness. Com eles, é possível acompanhar uma variedade de indicadores de saúde, dando maior noção sobre a qualidade da prática de atividades físicas e até do sono. Mas todos esses dados raramente chegam aos médicos.

Um novo estudo mostra que o uso desses dispositivos para monitoramento de saúde cresceu nos Estados Unidos entre 2020 e 2024, mas o compartilhamento das informações permaneceu baixo: apenas 19,2% em 2024.

A pesquisa, liderada pela cientista brasileira Aline Pedroso, associada à Escola de Medicina de Yale, analisou dados de 17.395 participantes do Health Information National Trends Survey, um estudo populacional patrocinado por institutos de saúde estadunidenses desde 2003.

O que são dispositivos vestíveis?

Wearables (ou dispositivos vestíveis) são usados para acompanhar sinais físicos ao longo do dia. O exemplo mais comum é o smartwatch, mas a categoria também inclui pulseiras fitness, anéis inteligentes, fones com sensores e outros acessórios capazes de registrar dados de saúde e bem-estar.

Esses aparelhos medem informações como batimentos cardíacos, oxigenação do sangue e variações de temperatura, e prometem transformar esses registros em um histórico mais amplo do usuário.

Dispositivos se integram a apps de saúde para reunir dados do usuário (Imagem: Divulgação/Samsung)

Uso cresceu, mas dados não chegam aos médicos

Segundo o levantamento, a parcela de pessoas que usavam dispositivos vestíveis para monitorar saúde ou atividade física passou de 30,2% em 2020 para 36,7% em 2022. Em 2024, chegou a 41%.

Nesse mesmo período, a quantidade de usuários que compartilhou os dados captados com especialistas passou de 14,2% para 19,2% – um sinal de crescimento, mas ainda longe de ser significativo.

O curioso é que grande parte da população analisada teria interesse em enviar as informações, embora essa disposição tenha caído ao longo dos anos. Em 2020, 81,3% dos usuários diziam aceitar enviar as informações a profissionais de saúde, contra 78,7% em 2022 e 73,4% em 2024.

A principal barreira, segundo o estudo, é a falta de integração com sistemas de saúde. Consultórios e hospitais nem sempre têm estrutura para receber, organizar e interpretar o volume de dados gerado pelos dispositivos, além da falta de padronização dos apps.

Vale mencionar que a geração de dados para auxiliar diretamente no acompanhamento e prevenção de condições e doenças é um dos principais focos do mercado, como as notificações de hipertensão do Apple Watch.

Uso diário também caiu

Usuários diminuem uso diário dos dispositivos (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A pesquisa mostra que nem todo mundo usa o relógio ou pulseira todos os dias, e isso ocorre com cada vez mais frequência. A taxa de uso diário foi de 50,5% em 2020, caiu para 41,0% em 2022 e subiu parcialmente para 45,6% em 2024. Ou seja, menos da metade dos usuários mantinha uma rotina diária de uso no último ano analisado.

Para os pesquisadores, essa irregularidade dificulta a criação de um histórico que realmente aponte dados consistentes.

Para as fabricantes, no entanto, os dispositivos vestíveis devem estar entre os principais focos para os próximos anos, e devemos ver mais funcionalidades integradas a IA e com processamento local.
Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos

Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos
Fonte: Tecnoblog

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI enviou documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para sua oferta inicial de ações (IPO);
estreia na bolsa da OpenAI ainda não foi marcada, mas analistas preveem que pode ocorrer até setembro deste ano;
OpenAI espera ser avaliada em um valor equivalente ao da Anthropic, de aproximadamente US$ 1 trilhão.

A OpenAI, organização que está por trás do ChatGPT, iniciou a semana se preparando para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com esse movimento, a OpenAI segue os passos da rival Anthropic, que executou o mesmo procedimento no começo do mês.

Uma IPO consiste em um processo no qual uma empresa até então com capital fechado passa a negociar as suas ações em uma bolsa de valores. No caso da OpenAI, provavelmente, as ações serão negociadas na Nasdaq, embora isso ainda não tenha sido decidido.

Note, com isso, que a organização ainda não é uma companhia de capital aberto, ou seja, os seus papéis ainda não estão sendo comercializados. O que a OpenAI fez foi submeter, na segunda-feira (08/06), uma documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) para que a IPO ocorra em algum momento.

Quando? Essa decisão também não foi tomada. Na prática, a documentação que a OpenAI enviou à SEC serve para que a organização prepare o caminho para que a IPO seja realizada no momento mais apropriado, como a seguinte nota oficial deixa claro:

Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial [à SEC]. Prevemos que ele vaze, por isso estamos apenas anunciando isso. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco [para a IPO], pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa privada [ainda sem capital aberto].

OpenAI

Dona do ChatGPT espera ser avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (imagem ilustrativa: reprodução/Focal Foto)

IPO da OpenAI pode não demorar por causa da Anthropic

Apesar de ainda não ter definido uma data para a sua IPO, é possível que a OpenAI não demore para tomar essa decisão. Isso porque os rivais avançam em ritmo acelerado. Basta levarmos em conta que a Anthropic, que controla os sistemas de IA Claude, submeteu a mesma documentação S-1 à SEC em 1º de junho de 2026.

Atualmente, a Anthropic tem valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões, na conversão direta). De acordo com a Reuters, a OpenAI espera ser avaliada em um montante equivalente quando estrear na bolsa. Alguns analistas preveem que essa estreia deve ocorrer até setembro deste ano.

Esperemos pelos próximos capítulos.
IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa
Fonte: Tecnoblog

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Spot, da Boston Dynamics, será utilizado no estádio de Dallas (imagem: divulgação)

Resumo

Cães-robôs serão usados na segurança da Copa do Mundo FIFA 2026.
O Spot, da Boston Dynamics, atuará de forma autônoma em Dallas, enquanto o K9-X, no México, será operado remotamente.
A Boston Dynamics garante que os robôs não farão reconhecimento facial, mas alguns usuários já expressam preocupação sobre essa possibilidade.

A Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte terá uma novidade pouco convencional na segurança: cães-robô. As operações acontecem nos Estados Unidos, com o robô Spot, da Boston Dynamics, e no México, com o K9-X, modelo desenvolvido pela chinesa Unitree Robotics e já testado antes do Mundial.

Ambos os “agentes” têm quatro patas e contam com câmeras acopladas para auxiliar na patrulha de torcedores nos arredores do AT&T Stadium, em Dallas, e Estádio BBVA, em Guadalupe. O primeiro é 100% autônomo, mas o segundo será controle de forma remota, com operação semelhante à de um drone.

Segundo o Wired, que cobriu os primeiros testes do K9-X durante uma partida do Club de Fútbol Monterrey em fevereiro, o modelo é utilizado para uma primeira abordagem, identificando ações ilegais e alertando as autoridades em caso de alguma suspeita. O Spot promete fazer o mesmo, mas a Boston Dynamics garante que não haverá reconhecimento facial.

Policiamento estilo Black Mirror

No México, modelo usado será o K9-X (imagem: reprodução/Wired)

A princípio, os robôs serão, basicamente, uma câmera ambulante circulando pelos arredores dos estádios. Contudo, no caso do México, há possibilidade de intervenção física em situações de perigo. De acordo com o prefeito de Guadalupe, Héctor García, essa será uma forma de “proteger a integridade dos oficiais humanos”.

@ogdaffle Dallas is using facial scanning robots to verify ticket holders for the FIFA World Cup! #worldcup #dallas #robotdog #fifa #fyp ♬ original sound – OG Daffle

Ainda que a Boston Dynamics negue qualquer forma de reconhecimento facial, usuários demonstraram preocupação. No Reddit, alguns apontam que o movimento dos robôs indica tentativas de reconhecimento facial. Há também quem os compare com o cão-robô que aparece no seriado Black Mirror, no episódio Metalhead, de 2017.

A iniciativa faz parte do projeto Security Spot, de autoria da Hyundai, que é dona da Boston Dynamics. De acordo com o site Futurism, a empresa tem como objetivo desenvolver “a maior e mais avançada frota móvel de robôs”, além de ser a única a fornecer o serviço de forma oficial durante o Mundial.
Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo
Fonte: Tecnoblog

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Donald Trump assina ordem executiva para supervisionar IAs do país (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

O governo dos Estados Unidos buscará acesso antecipado a modelos avançados de inteligência artificial antes do lançamento público, segundo uma ordem executiva assinada nesta semana pelo presidente Donald Trump.

A medida prevê acordos voluntários com desenvolvedoras de IA para que os sistemas avançados — e capazes de encontrar e explorar falhas digitais —, como o Mythos, da Anthropic, sejam avaliados em testes de segurança cibernética.

Órgãos como os departamentos do Tesouro, Defesa, Comércio e Segurança Interna deverão procurar acordos com empresas de inteligência artificial para receber acesso antecipado aos novos modelos e poderão avaliá-los por até 30 dias, de acordo com a Reuters.

A medida também determina que o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a agência de segurança cibernética (CISA) criem um centro conjunto de coordenação voltado à segurança digital em IA.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, deverá trabalhar com desenvolvedoras de IA e provedores de infraestrutura crítica para monitorar códigos, identificar brechas digitais e desenvolver correções voltadas a setores como bancos, serviços de emergência e hospitais.

Big techs apoiam medida

Executivos e empresas do setor se manifestaram favoravelmente ao decreto. No Google, o presidente de assuntos globais Kent Walker classificou a medida como “um passo importante” para dar mais ferramentas a especialistas em cibersegurança contra agentes maliciosos.

A Anthropic, que briga com o governo Trump após tentativas fracassadas de acordo, também declarou apoio à decisão da Casa Branca. A empresa pretende colaborar com o governo na implementação das novas diretrizes de segurança.

OpenAI faz ressalvas

Sam Altman fará lobby para evitar imposições às companhias de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por outro lado, a OpenAI deve agir por trás das cortinas contra propostas que tentem obrigar desenvolvedores de IA a obter autorização do governo para lançar modelos, segundo a Reuters. Ainda assim, o CEO da OpenAI, Sam Altman, elogiou publicamente a medida.

A nova ordem “acerta no equilíbrio necessário”, afirma ele, e garante que os Estados Unidos sigam na liderança da corrida da IA “colocando ferramentas cibernéticas nas mãos de defensores confiáveis”.

theUSshould lead on AI by continuing to develop the very best models, making sure they’re safe, and getting cyber tools into the hands of trusted defenders.the new EO gets the balance right.— Sam Altman (@sama) June 3, 2026

Em documento publicado ontem (03/06), a OpenAI propõe fortalecer o CAISI, órgão ligado ao Departamento de Comércio, como a principal instituição para avaliação dos modelos. Mas quer que a agência aja apenas na mitigação de riscos, sem o poder de vetar lançamentos.

Decreto muda posição de Trump sobre mercado de IA

A assinatura do decreto marca uma mudança na postura de Trump em relação à regulação da IA. Anteriormente, o presidente demonstrou preferir menos intervenção no setor, temendo prejudicar empresas na disputa com a China.

Ele mesmo havia revogado, logo ao voltar à Casa Branca, uma medida editada pelo ex-presidente Joe Biden, que previa o compartilhamento de resultados de segurança por empresas de IA.

O novo texto estava previsto para ser assinado em 21 de maio, mas foi cancelado e revisado novamente no dia 25. Trump afirmou na ocasião que não concordava com determinados pontos da proposta e não queria adotar medidas que comprometessem a vantagem competitiva dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse.

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA
Fonte: Tecnoblog

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Alto-falante com nome suspeito causa transtorno em voo (imagem: Burst/Pexels)

Resumo

Voo UA236 da United, que ia dos EUA à Espanha, voltou ao aeroporto de origem após um speaker Bluetooth mostrar o termo “bomb” no pareamento.
A tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, mas dois deles continuaram ativos, levando à decisão de voltar por questões de segurança.
O incidente ilustra a preocupação com eletrônicos em voos, especialmente aqueles com baterias de lítio, que podem causar incêndios ou interferências.

Uma única caixa de som Bluetooth a bordo de um voo nos Estados Unidos foi suficiente para mudar a rota do avião, que voltou ao aeroporto de origem por questões de segurança. O motivo não foi interferência de sinal ou bateria, mas o seu nome: ela mostrava um termo “de quatro letras” no pareamento – muito provavelmente “bomb”, bomba em inglês.

Diante disso, os pilotos da United seguiram os protocolos de segurança e retornaram. O voo UA236 saiu de Newark, nos EUA, no último sábado (30/05) rumo a Palma de Mallorca, na Espanha, e já sobrevoava o Oceano Atlântico quando a ameaça foi detectada.

Brincadeira de mau gosto

Avião saiu de Newark rumo à Espanha, mas precisou voltar por “brincadeira de mau gosto” (imagem: reprodução/The Verge)

Segundo relatos de passageiros no Reddit, a tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, insistindo ainda que dois deles seguiam com pareamento ativo mesmo após a solicitação. Alguém da equipe teria até mesmo falado que a “brincadeirinha” prejudicaria a todos.

E o prejuízo realmente foi chato: o avião precisou voltar para dar sequência às medidas de segurança. O Verge noticiou o caso e teve acesso a uma gravação feita pelo Controle de Tráfego Aéreo confirmando que o retorno a Newark seria necessário.

O áudio também explica os protocolos de segurança, que passam por uma inspeção completa da aeronave e a evacuação dos passageiros. Mas, no final das contas, uma coisa não foi confirmada: o nome da caixinha de som em si. Por toda a situação com “uma certo nome de quatro letras”, provavelmente se tratava de mesmo de “bomb”.

Atenção a eletrônicos na aviação

Power-banks têm sido o “alvo” da vez na aviação civil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Alguns eletrônicos não são bem-vindos na aviação civil, principalmente por conta das baterias de lítio. Em 2024, por exemplo, um incêndio causado pelo superaquecimento do componente em um notebook levou à evacuação de um avião no aeroporto de São Francisco, nos EUA. Essa preocupação é frequente para agências de aviação pelo mundo pelo menos desde a explosão de um Galaxy Note 7 em 2016, também nos Estados Unidos.

Outra situação semelhante envolveu a proibição de MacBooks Pro de 15 polegadas fabricados entre 2015 e 2017, justamente pelo risco de incêndio. Mais recentemente, os power banks também têm passado por restrições após uma medida da Organização Internacional de Aviação Civil.
Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito
Fonte: Tecnoblog

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

Steam Deck ficou mais caro (imagem: divulgação)

Resumo

Steam Deck OLED da Valve teve um aumento de preço devido à escassez de memórias RAM.
A versão de entrada passou de US$ 549 para US$ 749 e a versão de 1 TB subiu para US$ 949.
Apesar de não ser vendido oficialmente no Brasil, o reajuste deve impactar consumidores que recorrem ao mercado cinza e à importação.

A Valve fez um reajuste salgado nos preços do Steam Deck OLED, com aumento de, pelo menos, US$ 200 (aproximadamente R$ 1.014, em conversão direta) na versão base. A opção mais robusta, com 1 TB de armazenamento, agora custa US$ 949 (R$ 4.814) — valor US$ 300 mais caro que os US$ 649 cobrados anteriormente.

O aumento afeta apenas a linha OLED, que voltou a aparecer em estoque no site do Steam. A versão com tela LCD segue fora de catálogo. Segundo a Valve, o motivo do aumento é a atual crise dos chips de memória RAM, que tem levado a uma série de movimentações no mercado.

O uso massivo dessas memórias em data centers de IA seria a principal causa dessa crise. Além de reajustes no Nintendo Switch 2 e até em celulares da Samsung, a escassez também afetou a produção de cartões de memória da Sony e o desenvolvimento do vindouro PlayStation 6.

Os novos preços ficaram assim:

Steam Deck OLED 512 GB: US$ 789 (antes custava US$ 549)

Steam Deck OLED 1 TB: US$ 949 (antes custava US$ 649)

Consumidor brasileiro também deve ser afetado

O Steam Deck e outros produtos da Valve não são vendidos oficialmente no Brasil, sendo necessário buscar opções de importação por aqui. No entanto, com o reajuste, o preço deve subir mesmo para quem recorre ao mercado cinza.

Com a expectativa de importação, o consumidor brasileiro pode considerar ao menos cerca de R$ 1 mil de diferença quando for comprar uma das duas opções oferecidas oficialmente pela Valve. Atualmente,  a versão com 512 GB sai por ao menos R$ 6.299 no e-commerce nacional. Já o Steam Deck OLED com 1 TB aparece em ofertas de R$ 6.749 e R$ 6.999, a depender do site.

Um ponto importante a se considerar nesses casos é que muitas lojas já têm o Steam Deck OLED em estoque, ou seja, importaram o produto antes do reajuste. É esperado que os efeitos do aumento não sejam imediatos para importação, mas acabam sendo inevitáveis.

Preços podem demorar a subir, mas reajuste deve ocorrer na importação (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Steam Deck OLED substituiu a versão LCD

Como lembra o The Verge, o modelo mais básico do Steam Deck, com tela LCD e armazenamento que começa em 64 GB, não aparece mais à venda oficialmente pela Valve. Isso significa que as opções disponíveis no varejo só terão reajustes condicionados pelo mercado, e não necessariamente pelo aumento da fabricante.

Aqui no Brasil, ainda é possível encontrar a opção mais simples do portátil sendo vendida no e-commerce e em sites de importação, com preços que partem dos R$ 4.750 com 256 GB. Outra opção é considerar produtos de segunda mão. Hoje é possível encontrar a versão com tela LCD e 1 TB de armazenamento saindo a R$ 3.690 em sites de compra e venda de usados.

O modelo LCD tem uma tela menor, de 7 polegadas e pode chegar a até 400 nits de brilho, rodando a 60 Hz. Já a versão OLED tem uma tela de 7,4 polegadas, com até 1.000 nits de brilho e 90 Hz. Ambos trazem processamento via APU AMD Ryzen.
Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro
Fonte: Tecnoblog

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil

Galaxy Watch Ultra ganhará sucessor em breve (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Galaxy Watch Ultra 2, com código de modelo SM-L715F, foi homologado pela Anatel para venda no Brasil.
Dispositivo traz conectividade Wi-Fi, Bluetooth, 4G e carregamento sem fio.
Samsung deve lançar os novos Galaxy Watches, incluindo o Galaxy Watch Ultra 2, em um evento Galaxy Unpacked no fim de julho.

Mais um membro da futura linha de smartwatches da Samsung foi aprovado pela Anatel: o Galaxy Watch Ultra 2 recebeu a homologação da agência na segunda-feira (25/05), segundo a documentação visualizada em primeira mão pelo Tecnoblog. O dispositivo, com código de modelo SM-L715F, oferecerá conectividade Wi-Fi, Bluetooth e 4G, além de possuir carregamento sem fio.

Para comparação, o Galaxy Watch Ultra atual é denominado SM-L705F. A expectativa é que o novo smartwatch premium da Samsung adote o chip Snapdragon Wear Elite, da Qualcomm. Durante a MWC, em Barcelona, a fabricante confirmou que a Samsung será uma das primeiras parceiras a usar o novo processador.

Curiosamente, o novo chip possui algumas capacidades que não estão presentes no modelo homologado, como UWB e NB-IoT para uso com redes NTN (redes não-terrestres, ou seja, por satélite).

Certificado de homologação do Galaxy Watch Ultra 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Uma possibilidade é que algumas dessas opções de conectividade e o chip da Qualcomm estejam restritas ao modelo vendido com 5G RedCap (Reduced Capability, criada para baratear dispositivos 5G).

Como informa o portal SamMobile, esse modelo deverá ser oferecido em alguns países, como os EUA e a Coreia do Sul, em parte por demanda das operadoras locais.

Expectativa para o Galaxy Unpacked

Galaxy Watch 8 também receberá sucessor (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A certificação do Galaxy Watch Ultra 2 completa as homologações dos novos Galaxy Watches, já que os quatro modelos da linha Watch 9 (SM-L340, SM-L345F, SM-L350 e SM-L355F) também estão homologados.

A expectativa é que a Samsung revele os novos relógios no vindouro evento Galaxy Unpacked, marcado para o fim de julho, em conjunto com os novos smartphones dobráveis da marca.

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil
Fonte: Tecnoblog