Category: Estados Unidos (EUA)

Brasil vai gastar R$ 2,3 bilhões para turbinar infraestrutura nacional de IA

Brasil vai gastar R$ 2,3 bilhões para turbinar infraestrutura nacional de IA

Supercomputador reduzirá tempo de treinamento de grandes modelos de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O governo brasileiro vai investir R$ 2,3 bilhões para desenvolver uma infraestrutura nacional de IA.
O projeto envolve parcerias com gigantes chinesas e norte-americanas, com o desenvolvimento e compra de supercomputadores.
A estratégia inclui ainda cooperação com a Espanha para produção de semicondutores.

O Governo Federal anunciou um investimento de R$ 2,3 bilhões para o desenvolvimento de uma infraestrutura nacional de inteligência artificial. A iniciativa integra uma nova fase do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e foi apresentada em cerimônia no Rio Grande do Norte, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A estratégia prevê recursos em projetos separados envolvendo empresas dos Estados Unidos e da China. Segundo a nota do governo divulgada nessa quinta-feira (20/08), o objetivo é garantir a soberania nacional sobre os dados brasileiros gerados por serviços públicos e privados, evitando a dependência de uma única empresa, país ou tecnologia.

O PBIA prevê R$ 23 bilhões em aportes. Os recursos para essa nova infraestrutura serão financiados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de maneira parcelada ao longo dos próximos anos.

Aporte bilionário será dividido

A execução da estratégia foi dividida pelo governo em “rotas”. Pouco mais da metade do montante, cerca de R$ 1,3 bilhão, será direcionado a um projeto de supercomputação no Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com as companhias chinesas Huawei e iFlytek ao longo de cinco anos.

A estrutura deve começar a operar em julho de 2027 e terá como foco o desenvolvimento de grandes modelos de linguagem (LLMs), aplicações de inteligência artificial para setores específicos da indústria e a capacitação de cerca de 3 mil profissionais.

Em outro segmento, o Governo Federal destinará R$ 1 bilhão, por edital de licitação, para a aquisição de um supercomputador que deve aparecer entre as dez máquinas de processamento de IA mais poderosas do mundo. A instalação será no Parque Tecnológico Augusto Severo (PAX), no município de Macaíba (RN). A gestão ficará a cargo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).

A estimativa é que o processo licitatório dure entre três e seis meses. Segundo a agência Reuters, autoridades avaliam que a norte-americana Nvidia é a empresa com maiores chances de vencer a disputa. Se não houver contestações jurídicas, a previsão é que o supercomputador entre em operação em 12 a 18 meses.

Supercomputador 20 vezes mais potente

Supercomputador brasileiro Santos Dumont possui 27 Petaflops de capacidade (imagem: reprodução/LNCC)

O equipamento adquirido para o Rio Grande do Norte terá capacidade de processamento de 7,2 mil Petaflops. Trata-se de um salto de quase 20 vezes na comparação com o Santos Dumont — atual supercomputador brasileiro localizado no LNCC de Petrópolis (RJ), que entrega cerca de 27 Petaflops.

Na prática, essa diferença resulta em um ganho drástico de tempo. A nova máquina será capaz de treinar um modelo de linguagem de grande escala, similar ao GPT-4, em apenas um mês. Para realizar a mesma tarefa, o supercomputador fluminense levaria de dois a três anos. A infraestrutura ficará disponível para uso governamental, além de empresas, universidades e instituições de pesquisa científica.

O que mais o pacote de IA inclui?

O plano prevê ainda uma terceira rota focada no longo prazo: uma cooperação com a Espanha voltada para a arquitetura de código aberto RISC-V. Com implementação estimada em até 15 anos, o projeto procura transformar o Brasil em um produtor de semicondutores e componentes críticos.

A estratégia governamental engloba ainda planos para um serviço nacional de computação em nuvem e o armazenamento de dados totalmente em território nacional. Para garantir a segurança e a ética dessas tecnologias, foi anunciada também a criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável.

Operado pelo Centro de Pesquisa Aplicada em IA da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o novo órgão terá a missão de auditar sistemas, avaliar riscos, minimizar vieses e criar metodologias de transparência. O núcleo também apoiará a implementação de políticas públicas, como o ECA Digital, mas não substituirá as autoridades competentes na fiscalização e aplicação de sanções legais.
Brasil vai gastar R$ 2,3 bilhões para turbinar infraestrutura nacional de IA

Brasil vai gastar R$ 2,3 bilhões para turbinar infraestrutura nacional de IA
Fonte: Tecnoblog

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Consultores legislativos do Congresso dos EUA têm revisado conteúdo superficial de IA (foto: Flickr/Gage Skidmore)

Resumo

O Congresso dos Estados Unidos enfrenta problemas com textos gerados por inteligência artificial (IA).
Consultores Legislativos relatam erros de escrita e informações erradas em projetos de lei e documentos analisados.
O uso de IA aumentou o volume de projetos enviados para revisão em 70% em relação a 2025.

O Congresso dos Estados Unidos é o mais recente alvo do chamado AI Slop, grande volume de conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. O problema tem sido relatado por consultores legislativos do Capitólio, profissionais que revisam projetos de lei e outros documentos produzidos pelas equipes de senadores e deputados.

Segundo os relatos, os documentos chegam com muitos erros de escrita, informações erradas e falta de profundidade, dinâmica que teria atrasado o fluxo legislativo estadunidense. Ao site especializado Politico, um dos funcionários afirmou que as equipes utilizam versões básicas do ChatGPT e Claude para redigir o material.

De acordo com o site, o uso de IA também levou a um aumento no volume de projetos enviados para revisão, que cresceu 70% em relação a 2025.

IA pode comprometer projetos de lei

Segundo os entrevistados pelo site Politico, o problema vai além dos erros “clássicos” das IAs, como as alucinações. Entre os exemplos levantados pelo conselheiro Wade Ballou, que chefiou a US House Office of Legislative Counsel (órgão responsável pelas revisões) entre 2016 e 2024, estão a definição de termos básicos como “estado” e a definição de tipos de verba pública.

Outro problema levantado pelos especialistas é, justamente, a baixa qualidade do trabalho entregue pelos gabinetes com o uso massivo de IA. Como a produção fica mais automatizada, deputados e seus assessores já não têm mais tanto entendimento do que estão propondo.

Saída também passa pelo uso de IA

Uso de IA de forma “desleixada” pode ser resolvido com outra ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como saída, os consultores estão recorrendo a outra ferramenta de IA para aprimorar a revisão. A Comparative Print Suite compara projetos a leis já estabelecidas para apontar evoluções no texto promulgado e apontar possíveis modificações a partir das novas sugestões.

O site Engadget lembra que o recurso também permite visualizar erros, ao invés de “passar por cima” de possíveis alucinações para entregar os documentos. Vale lembrar que o aumento no número de propostas também é uma preocupação, o que tem tomado muito tempo do trabalho dos Conselheiros Legislativos nos últimos anos.

AI Slop já é um problema real

O chamado AI Slop, ou “desleixo” de IA, na tradução literal, tem sido um problema em diversos ambientes online. Diante disso, plataformas vêm adotando medidas para frear a circulação de material superficial.

O LinkedIn, por exemplo, prometeu diminuir a distribuição de publicações claramente feitas com uso massivo de inteligência artificial, lançando inclusive um botão para denunciar casos de AI Slop.

LinkedIn agora tem botão “Seems like AI slop” para denunciar material de baixa qualidade (imagem: Tecnoblog)

Antes, o Tinder firmou parceria com o polêmico serviço de reconhecimento de retina World ID para diminuir a relevância de perfis criados com a ferramenta.

Enquanto isso, grandes empresas de IA estariam recorrendo a livros impressos para treinar seus modelos, em busca de conteúdo considerado mais confiável do que o material encontrado na internet.

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA
Fonte: Tecnoblog

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Spirit Airlines encerrou as operações após duas recuperações judiciais (imagem: reprodução)

Resumo

O Google adquiriu dados corporativos da Spirit Airlines por US$ 10 milhões para treinar modelos de IA.
O pacote inclui milhões de e-mails e linhas de código, além de documentos internos da companhia aérea.
A aquisição visa aprimorar produtos do Google com dados de operações corporativas reais, sem incluir dados pessoais de passageiros ou clientes.

O Google venceu um leilão de falência realizado nos Estados Unidos e adquiriu os dados corporativos da extinta companhia aérea Spirit Airlines. O acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões na cotação atual) transfere o acervo digital da empresa de aviação para a gigante das buscas.

O objetivo é utilizar o vasto histórico de comunicações operacionais e métricas de negócios para treinar modelos de linguagem e aprimorar produtos de inteligência artificial.

O que inclui o acervo leiloado pela Spirit Airlines?

A aquisição engloba um volume gigantesco de documentação, mas a oficialização da compra ainda aguarda a aprovação final de um juiz federal. Segundo os autos do processo, a transferência inclui quase 100 milhões de e-mails corporativos, mais de 500 milhões de chats trocados via Microsoft Teams, agendas, auditorias financeiras e materiais de campanhas de marketing.

O Google também assumirá a posse de 30 milhões de linhas de código, metadados de desenvolvimento, modelos e algoritmos de software da companhia aérea, bem como dados detalhados sobre receita, métricas de operações de aeronaves e relatórios de produtividade de funcionários e de recursos humanos.

Por que o Google quer os dados?

Google investiu em acervo para treinar modelos de linguagem (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

A big tech pretende processar toda essa documentação para alimentar suas redes neurais com situações e resoluções do mundo corporativo real, já que modelos de IA atuais ainda enfrentam dificuldades em tarefas executivas. Experimentos recentes mostram essa limitação: a Anthropic, por exemplo, colocou seu modelo Claude para gerenciar uma máquina de vendas automatizada, mas o agente tomou uma série de decisões erradas e acabou gerando prejuízo.

A entrada do banco de dados de uma operação logística e corporativa complexa como a da Spirit Airlines oferece elementos valiosos sobre como uma grande empresa lida com fornecedores, gerencia crises e toma decisões de gestão.

Um porta-voz do Google confirmou o plano à agência Bloomberg: “Adquirimos parte de um conjunto de dados corporativos da Spirit Airlines que pode ser útil para aprimorar nossos produtos e modelos de IA”.

Como ficam os dados de passageiros e clientes?

O contrato de venda proíbe a transferência de informações pessoais. Foram excluídos da compra cerca de 97,5 milhões de perfis de passageiros da Spirit Airlines, além de mais de 50 milhões de registros de membros do programa de fidelidade da companhia.

Os dados corporativos vendidos serão categorizados como “desidentificados”, assegurando que nenhum arquivo possa ser atrelado a um indivíduo específico. O contrato também exige que o Google concorde em não desenvolver ferramentas para tentar reidentificar os usuários.

Spirit Airlines encerrou operações em 2026

A ruína da Spirit Airlines ocorreu após a empresa enfrentar duas recuperações judiciais em 2025, amargando perdas de US$ 257 milhões (R$ 1,3 bilhão), e um resgate governamental de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) negado por credores. Em maio deste ano, a companhia encerrou oficialmente suas operações. A Spirit nunca operou voos regulares de passageiros no Brasil.

Segundo o CEO Dave Davis, o serviço tornou-se insustentável devido à alta dos combustíveis impulsionada por conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã, selando o primeiro colapso de uma grande companhia aérea americana desde a quebra da Midway Airlines após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida
Fonte: Tecnoblog

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

Chris Inglis critica IAs sem limites (imagem: reprodução/Atlantic Council)

Resumo

Chris Inglis afirma que empresas de IA já estão ignorando os princípios estabelecidos por Isaac Asimov.
Asimov formulou as “Três Leis da Robótica”, que inclue  não prejudicar os seres humanos e  obedecer aos humanos.
Inglis alerta que empresas de tecnologia vêm criando modelos programados para cumprir tarefas a qualquer custo.

A maioria das distopias futuristas que abordam a robótica envolve IAs que decidem agir contra a humanidade, desrespeitando limites propostos pelo célebre escritor Isaac Asimov desde os anos 1940. Ainda não chegamos a isso, mas Chris Inglis, ex-diretor de Cibersegurança Nacional dos Estados Unidos, afirma que empresas de IA já estão ignorando esses princípios.

O especialista declarou ao jornal The Register que o autor de ficção científica, responsável por obras como Eu, Robô e Fundação, “estava certo” ao defender a imposição de regras rígidas para sistemas robóticos e inteligências artificiais.

“O que me preocupa é que [os modelos de IA] escolham o que fazer, onde fazer e sob quais regras fazem”, afirmou Inglis ao avaliar os episódios recentes de agentes virtuais que agiram por conta própria durante testes de cibersegurança.

Autonomia demais?

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tudo começou com a OpenAI, no fim de julho. Depois vieram a Anthropic, a Meta e o Kimi. Em todos os casos, os modelos de IA teriam encontrado brechas nas configurações do ambiente controlado para acessar a internet e completar tarefas a todo custo.

Para Inglis, o comportamento das IAs é um sintoma da falta de limites e de instruções erradas dadas. Ele compara as ações dos agentes de IA com uma pessoa que solta um cachorro no quintal e o instrui a caçar coelhos.

“Se você deixa o portão aberto, vai encontrá-lo a três quadras de distância, possivelmente na escola do bairro, caçando coelhos. Você não deveria ficar surpreso. A mistura de autonomia e persistência criou esse efeito maliciosamente insidioso.”

Chris Inglis, ex-diretor de cibersegurança dos EUA, em entrevista ao The Register

As três leis de Asimov

Isaac Asimov definiu regras da robótica (imagem: reprodução)

A partir disso, Inglis resgatou as Três Leis da Robótica formuladas por Isaac Asimov:

Primeira Lei: o sistema deve ser projetado para nunca prejudicar os seres humanos

Segunda Lei: o sistema deve obedecer aos humanos, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei

Terceira Lei: o robô deve proteger sua própria existência, desde que essa proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei

Segundo Inglis, as empresas de tecnologia vêm invertendo essa lógica, criando modelos programados para cumprir tarefas a qualquer custo.

Ele explica que, sem valores alinhados à humanidade, os modelos fizeram “coisas que, sob o estado de direito humano, são ilegais”. Ressalta, ainda, que a responsabilidade sobre as ações das IAs permanece sobre seus criadores e usuários.

Não custa lembrar: posteriormente, Asimov propôs a chamada “Lei Zero”, considerada suprema e posicionada acima de todas as outras. Ela define que um robô não pode fazer mal à humanidade e nem permitir que ela sofra algum mal por omissão.

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA
Fonte: Tecnoblog

Robotáxi da Amazon recebe aval para cobrar por corridas sem motorista

Robotáxi da Amazon recebe aval para cobrar por corridas sem motorista

Construído para transporte por aplicativo, modelo elimina o assento do motorista (imagem: reprodução/Zoox)

Resumo

A Zoox, empresa de carros autônomos adquirida pela Amazon em 2020, obteve aprovação para operar comercialmente veículos autônomos nos EUA.
A empresa começará a operação em Las Vegas, Nevada, com planos de expanção para outras cidades como Dallas, Phoenix, Austin e Miami.
A startup já tem 500 mil usuários cadastrados aguardando o início das cobranças.

A Zoox, startup de carros autônomos adquirida pela Amazon em 2020, recebeu a aprovação do governo dos Estados Unidos para começar a cobrar por viagens em seus robotáxis. A autorização é a primeira do país para um veículo totalmente autônomo, sem volante, pedais ou controles manuais.

Com um formato peculiar de caixa, que passa longe do visual de um sedã tradicional, o automóvel agora tem passe livre após um longo processo de validação. A Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) ressaltou que a liberação busca justamente acelerar a inovação no setor de transporte. Com o aval em mãos, as operações tarifadas começarão já em agosto.

Vale lembrar que a Waymo já opera serviços de carros autônomos nos EUA. No entanto, seus veículos mantêm a construção tradicional, com volante e pedais, podendo ser conduzidos por uma pessoa. A diferença da Zoox é que seu robotáxi foi projetado desde o início sem qualquer controle manual.

A autorização só foi possível após uma mudança regulatória recente. Em 2025, o governo dos Estados Unidos e a NHTSA abriram um novo caminho legal para fabricantes nacionais que desenvolvem veículos capazes de operar sem qualquer intervenção humana. Segundo o comunicado oficial, a aprovação autoriza a operação comercial de até 2.500 robotáxis por ano pelos próximos dois anos.

Empresa quer expandir

Mais de 500 mil usuários já testaram a tecnologia da Zoox (imagem: reprodução/Zoox)

O primeiro passo dessa nova fase tarifada ocorrerá em Las Vegas, no estado de Nevada, região em que a Zoox já vinha realizando a demonstração da tecnologia com testes gratuitos desde o ano passado. A startup informou que tem trabalhado em conjunto com órgãos reguladores locais para garantir que todas as exigências comerciais e operacionais sejam cumpridas antes de colocar o aplicativo no ar com cobranças ativas.

Os números revelados pela empresa indicam um alto interesse pela novidade. Segundo a empresa, mais de meio milhão de passageiros já experimentaram as viagens sem custo nas ruas de Las Vegas e de São Francisco, com 500 mil usuários cadastrados aguardando a oportunidade de pegar uma carona no veículo.

Embora os carros sem motorista já circulem na Califórnia, a companhia ainda não estipulou uma data exata para iniciar as cobranças em São Francisco. A meta da Zoox é levar sua frota autônoma para outras grandes metrópoles americanas ainda em 2026, com lançamentos previstos para Dallas, Phoenix, Austin e Miami.

Design atualizado para produção em massa

Cabine interna não possui volante ou pedais e acomoda até quatro passageiros (imagem: reprodução/Zoox)

Para suportar essa nova etapa e o aumento no número de corridas, a subsidiária da Amazon apresentou recentemente a versão final do robotáxi. O interior conta com uma cabine desenhada para transportar até quatro pessoas sentadas frente a frente. No entanto, o carro recebeu ajustes pontuais para melhorar o conforto, a segurança e a comunicação.

A fabricante precisou alterar o esquema de cores externo e reposicionar os refletores bidirecionais para ajudar pedestres e outros motoristas a identificarem a frente e a traseira do carro de forma mais intuitiva. Além disso, um sistema de áudio bidirecional foi instalado nas portas. Essa função permite a comunicação com quem está do lado de fora e facilita o contato rápido de equipes de emergência com a central de suporte da Zoox.

Nova versão traz ainda assentos ergonômicos e porta-copos maiores (imagem: reprodução/Zoox)

A montagem da frota comercial atualizada ocorre na fábrica de robotáxis da empresa, localizada na cidade de Hayward, na Califórnia. Segundo a fabricante, a linha de produção está preparada para entregar até 100 unidades por semana.

Esse volume de fabricação será fundamental para sustentar o crescimento previsto e fortalecer a tecnologia no cotidiano das grandes cidades.
Robotáxi da Amazon recebe aval para cobrar por corridas sem motorista

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Fonte: Tecnoblog

Android superseguro vira alvo dos EUA por função que apaga dados do celular

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GrapheneOS defende legalidade de seus recursos de segurança após acusação de destruição de provas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A GrapheneOS Foundation defende a legalidade de recurso de segurança que reseta o celular ao inserir senha específica, alegando proteção constitucional nos Estados Unidos.
O recurso, chamado “duress password”, foi usado pelo usuário Sam Tunick, que teve seu Google Pixel resetado após fornecer a senha à polícia no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta.
A empresa afirma que não tem obrigação legal de enfraquecer as ferramentas de segurança e que o recurso é legitimado pela constituição dos EUA, visando proteger a privacidade do usuário.

A GrapheneOS Foundation defendeu a legalidade de uma função nos smartphones que levou a uma acusação de destruição de provas nos Estados Unidos. O software de código aberto permite configurar uma limpeza total no celular ao inserir uma senha específica. Em um comunicado publicado no X, a empresa afirma que não tem obrigação legal de enfraquecer suas ferramentas de segurança.

No caso em questão, o usuário Sam Tunick foi abordado por policiais no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, e deu o código específico aos policiais. Em vez de desbloquear a tela, ele acabou resetando o dispositivo. Agora réu, Tunick é acusado de desrespeitar as autoridades e impedir o acesso aos dados de seu Google Pixel.

O GrapheneOS, por sua vez, afirma que não é possível recuperar esses dados apagados utilizando a duress password (senha de coação, em tradução literal), e que o recurso é legitimado pela própria Constituição dos Estados Unidos. Vale ressaltar que esse é o primeiro caso envolvendo o GrapheneOS, software que está disponível desde 2015.

Não custa lembrar: estamos falando de um sistema operacional para smartphones, baseado no Android, e que tem como principal foco a privacidade e segurança dos usuários.

Empresa reforça legitimidade do sistema operacional

A GrapheneOS Foundation vem se manifestando sobre o caso no X/Twitter, respondendo diversos tuítes que apontam o OS como “errado” ou até visado pelas autoridades por seus recursos de privacidade. A empresa destaca que há outros mecanismos de segurança além da duress password, utilizada por Tunick no caso de Atlanta.

GrapheneOS is completely legal. We have no obligation to weaken any of the security protections it provides. Creating and using GrapheneOS is strongly protected by the US constitution. Laws attempting to make it illegal or require weakening the security would be unconstitutional.— GrapheneOS (@GrapheneOS) July 27, 2026

Outro ponto levantado é o cuidado que usuários devem ter ao optar pela ferramenta, já que é algo irreversível. Eles afirmam ainda que o comando pode ser ativado em qualquer cenário ao usar o celular, não apenas com a tela bloqueada. Ou seja: o objetivo é garantir a segurança do usuário em uma situação de risco, e não “enganar” alguém.

Em uma das respostas, a empresa é categórica: criar e usar o GrapheneOS é totalmente legal, algo protegido pela própria Constituição norte-americana Além disso, reitera que tentativas de criar novas leis para diminuir a proteção oferecida são inconstitucionais.

Afinal, até onde vai o direito à privacidade?

Prisão de Tunick em Atlanta é primeiro caso do tipo que vai à justiça nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A abordagem policial contra Tunick teria como objetivo encontrar informações sobre os protestos contra a construção do complexo policial Cop City, em Atlanta. O usuário do GrapheneOS seria um dos investigados por supostas atividades terroristas.

Ao optar pela duress password, ele apagou tudo que tinha no celular – incluindo as possíveis evidêmcias desejadas pela polícia. Sua defesa afirma que seus “Miranda Rights”, as garantias constitucionais que devem ser lidas em voz alta por agentes públicos em caso de prisão, não foram informados. Ou seja, Tunick não ouviu que o silêncio seria um direito. Ele deu a senha ao ser solicitado.

Segundo especialistas consultados pelo The Verge, dificilmente os juízes vão olhar para o caso com bons olhos, justamente pelo uso do recurso para evitar uma ação policial, mas há ressalvas. Decidir resetar seu celular a qualquer momento, por exemplo, é um direito seu – e existem observações importantes quanto à abordagem, que deveria passar tanto pelas garantias constitucionais, que não teriam sido lidas, quanto pela suposta necessidade de um mandato para acessar o dispositivo.
Android superseguro vira alvo dos EUA por função que apaga dados do celular

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Fonte: Tecnoblog

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram robôs humanoides fabricados em países estrangeiros – sobretudo na China (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, proibiu a importação de robôs humanoides produzidos fora do país, citando “riscos inaceitáveis” à segurança nacional.
A medida também se aplica a robôs de quatro patas e inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, devido a preocupações com segurança cibernética e proteção de dados.
A China afirmou que as decisões dos EUA são baseadas em pretextos infundados e têm uma forte politização, prejudicando a cooperação entre os países no desenvolvimento de inteligência artificial.

O governo dos Estados Unidos barrou a importação de robôs humanoides produzidos fora do país. A medida foi anunciada nesta terça-feira (28/07) com a justificativa de proteção da segurança nacional. Segundo a administração de Donald Trump, há “riscos inaceitáveis” na presença dessas IAs físicas estrangeiras nos EUA. O mercado que tem sido dominado por fabricantes chinesas.

A proibição também vale para robôs de quatro patas, que chegaram a ser utilizados no esquema de segurança da Copa do Mundo. A FCC, órgão análogo à Anatel, também baniu importações de inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, também sob a justificativa de risco econômico para os EUA.

Vale lembrar que China e Estados Unidos têm travado uma forte concorrência no mercado de inteligência artificial, com diversas fabricantes chinesas apostando nas IAs físicas recentemente, com mais de 150 empresas investindo na área. Segundo a BBC, a embaixada do país asiático em Washington afirmou que as decisões têm como base pretextos infundados e há uma forte politização direcionando as sanções anunciadas.

Mercado de IA física é visto como um risco nacional

Principal rival econômico dos EUA, a China está cada vez mais inserida no novo mercado de robôs humanoides. Montadoras como BYD e Geely, além de fabricantes como Unitree e UBTech, são algumas das empresas que têm apostado neste mercado atualmente. Do lado norte-americano, vale destacar a Figure AI, Boston Dynamics e Tesla.

Protótipo de robô humanoide da BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Segundo a FCC, as medidas são necessárias para “proteger cadeias de suprimentos críticas para os EUA”, e produtos relacionados agora entram na lista de bens e serviços considerados um risco de segurança nacional por lá. Mas, é importante ressaltar: serão considerados apenas novos produtos, ou seja, modelos já existentes e autorizados pelo órgão seguem liberados.

A decisão vem acompanhada de preocupações. Sobre os inversores de energia produzidos fora dos Estados Unidos, por exemplo, o uso dessas peças no país daria plenos controles a empresas estrangeiras, que poderiam roubar dados ou acessá-los remotamente, sob riscos de ciberataques. Já os robôs poderiam ser usados por “agentes maliciosos para vigiar americanos”, entre outras questões.

China fala em cooperação e condena “mindset hegemônico”

A embaixada chinesa respondeu às medidas afirmando que o país tomará as medidas cabíveis, e considerou o banimento um movimento que prejudica o trabalho conjunto dos países para desenvolver as IAs “para o bem”. Também pediu que os EUA “abandonem seu mindset hegemônico” contra empresas chinesas.

Esse não é o primeiro movimento estadunidense contra tecnologias do rival econômico. Desde o início de 2025, quando começou seu segundo mandato na Casa Branca, Trump oficializou diversos embargos e tarifas para produtos chineses, inclusive prejudicando big techs nacionais nesse processo. Semicondutores produzidos nos EUA também tiveram sua exportação proibida para a China sob o mesmo argumento de segurança nacional, como forma de “manter a liderança em IA”.

China fala em cooperação no desenvolvimento de IA e acusa EUA de “mindset hegemônico” (imagem: reprodução/Reuters)

A China, por sua vez, respondeu com tarifas sobre produtos estadunidenses e aproximação de outras economias, principalmente no Sul Global. Recentemente, um acordo internacional de cooperação para desenvolvimento de IA foi firmado em Xangai: o WAICO, do qual o Brasil também faz parte.

Conforme noticiado pelo portal China Daily, o Ministério das Relações Exteriores da China também se manifestou sobre o banimento mais recente, apontando um exagero no conceito de segurança nacional como justificativa para prejudicar empresas chinesas. Segundo o comunicado, o “protecionismo não vai melhorar a competitividade dos EUA”, e sim afetar os próprios consumidores americanos e suas empresas.
EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses
Fonte: Tecnoblog

Apple lança serviço de assinatura para iPhones, Macs e iPads

Apple lança serviço de assinatura para iPhones, Macs e iPads

Apple oficializou o serviço de assinatura de hardware (imagem: divulgação)

Resumo

Apple lançou o Apple Upgrade, um serviço de assinatura para iPhones, Macs, iPads e Apple Watches nos Estados Unidos.
Os planos de assinatura variam de 12 a 36 meses, com mensalidades a partir de US$ 11,99 (cerca de R$ 61).
Ao final do contrato, os clientes poderão escolher comprar efetivamente o aparelho.

A Apple lançou nesta terça-feira (28/07) o Apple Upgrade, um programa de assinatura para iPhones, Macs, iPads e Apple Watches. O serviço funciona por meio de contratos de leasing oferecidos pela empresa Klarna e está disponível apenas nos Estados Unidos nesse primeiro momento. 

Na prática, é um serviço de assinatura, mas o leasing tem particularidades que o aproximam de um financiamento. Os clientes podem escolher planos de 12 ou 24 meses para iPhones e Apple Watches, e de 24 ou 36 meses para Macs e iPads.

Ao fim do período contratado, o cliente pode optar por comprar o produto, fazendo um pagamento único, ou devolvê-lo e encerrar o contrato. A Apple também permitirá adicionar planos do AppleCare durante o período de uso. As mensalidades começam nos seguintes valores:

iPhones – US$ 17,99 (cerca de R$ 92, em conversão direta)

Macs – US$ 24,99 (R$ 128)

iPads – US$ 11,99 (R$ 61)

Apple Watches – US$ 11,99 (R$ 61)

Assinatura encerra dois programas da Apple

Com o lançamento do serviço de assinatura, a Apple está encerrando dois programas nos EUA: o iPhone Upgrade Program e o iPhone Payments. Clientes que já participavam dessas modalidades poderão migrar para o Apple Upgrade.

No entanto, o valor mensal pode ser reduzido caso o cliente entregue um aparelho usado. A contratação poderá ser feita tanto pela Apple Store online quanto nas lojas físicas da empresa. A Apple afirma que a Klarna fará uma análise de crédito para liberar ou não a assinatura, conforme as regras vigentes no país, e o cliente poderá retirar ou receber o dispositivo em casa.

Exclusivo nos EUA

Por enquanto, o Apple Upgrade está disponível apenas nos EUA. A empresa não informou quando o programa chegará a outros mercados nem se haverá adaptações para países onde o leasing de eletrônicos possui regras diferentes, como o Brasil.
Apple lança serviço de assinatura para iPhones, Macs e iPads

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Fonte: Tecnoblog

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Convite para o Unpacked do segundo semestre (imagem: divulgação)

Resumo

O evento Samsung Unpacked será realizado em 22 de julho em Londres, Reino Unido, onde a empresa apresentará novos produtos.
A Samsung deve lançar o Fold Wide, um celular dobrável em formato “passaporte”, e novas versões do Flip e do Fold tradicional.
A empresa também pode apresentar novos relógios da linha Galaxy Watch e possivelmente óculos inteligentes baseados em inteligência artificial.

A Samsung divulgou que a próxima edição do evento Unpacked será em 22 de julho, desta vez em Londres, no Reino Unido. A empresa deve apresentar novos celulares dobráveis e smartwatches. Caso os rumores se confirmem, será a oportunidade para mostrar ao mundo o Fold Wide, primeiro telefone da marca em formato “passaporte”, como vem sendo apelidado.

A gigante sul-coreana revelou a data do Unpacked em publicações nas redes sociais. Ela já vinha atiçando os fãs com teasers que entregam a mudança no formato da tela do Galaxy Fold. Num deles, uma barra de chocolate levava várias mordidas até ficar menos alta, e portanto, numa proporção mais larga.

O evento de lançamento terá transmissão ao vivo no YouTube da Samsung Brasil a partir das 10h.

Suposto design do Galaxy Z Fold 8 Wide (imagem: reprodução/Ice Universe)

Hoje em dia, os gringos encontram este tipo de display no Google Pixel 10, vendido nos Estados Unidos, e no Huawei Pura X Max, comercializado na China, conforme observado pelo Tecnoblog no vídeo mais abaixo. É altamente provável que a Samsung seja a primeira indústria a trazer algo do tipo para o Brasil.

A fabricante também deve apresentar novas versões do Flip, do Fold tradicional – provavelmente ganhando a alcunha de Ultra – e dos relógios da linha Galaxy Watch. Há ainda a suspeita de que os coreanos estejam se preparando para mostrar a primeira geração de óculos inteligentes, baseados em inteligência artificial, para disputar mercado com a Meta e os produtos Ray-Ban.

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado
Fonte: Tecnoblog

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump confirma aliança histórica entre as gigantes da tecnologia (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo presidente americano, Donald Trump, na rede social Truth Social. A aliança marca uma mudança para a dona do iPhone, que busca diversificar a cadeia de suprimentos para fugir dos gargalos na Ásia, enquanto a Intel ganha impulso para o negócio de fundição de chips.

O anúncio oficial confirma as suspeitas que circulavam nos bastidores de que executivos da Intel e da Apple já vinham costurando o acordo em negociações confidenciais. Trump não detalhou quais componentes serão fabricados pela Intel, mas garantiu que o movimento faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer a produção local.

Por que a Intel virou alternativa para a Apple?

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar os chips presentes em iPhones, iPads e Macs. O grande problema é que a companhia asiática, considerada a maior do mundo no setor, opera no limite da capacidade.

Essa sobrecarga tem um motivo: a explosão da inteligência artificial. A demanda desenfreada por chips voltados para IA por gigantes como a Nvidia enfileirou pedidos na TSMC. Diante desse cenário, a Apple encontrou nas fábricas da Intel a oportunidade para diversificar fornecedores e blindar sua linha de produção contra eventuais crises de abastecimento.

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para entender o tamanho dessa reviravolta, vale olhar para o passado. A Intel forneceu os processadores dos Macs por cerca de 15 anos. Essa parceria de longa data chegou ao fim em 2020, quando a Apple decidiu trilhar o próprio caminho com os chips da série M (conhecidos como Apple Silicon). A dinâmica agora é diferente: a Apple não voltará a usar ou comprar processadores da Intel; em vez disso, utilizará as instalações da parceira para os seus próprios projetos.

A confirmação do contrato garante uma vitória comercial para a Intel. O mercado financeiro reagiu com entusiasmo, com as ações da Intel disparando 7% logo após o anúncio. Os papéis da Apple subiram de forma mais tímida, com alta de 0,8%.

Influência do governo no setor de tecnologia

Por trás desse novo cenário existe uma estratégia geopolítica. O governo dos Estados Unidos é, hoje, o maior acionista individual da Intel, detendo uma participação de 10%. Devido à valorização recente, essa fatia já ultrapassa a marca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 257 bilhões em conversão direta).

A Casa Branca vem intensificando esforços para repatriar a produção de semicondutores e garantir o acesso a minerais críticos para reduzir a dependência tecnológica em relação aos países asiáticos e isolar a influência da China na cadeia global de suprimentos.

Essa intervenção afetou até a liderança da Intel nos últimos meses. No ano passado, pressões vindas da própria presidência culminaram na renúncia do então CEO Lip-Bu Tan. A justificativa do governo era de que o executivo mantinha laços comerciais com o mercado chinês.
Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

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Fonte: Tecnoblog