Category: Estados Unidos (EUA)

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI enviou documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para sua oferta inicial de ações (IPO);
estreia na bolsa da OpenAI ainda não foi marcada, mas analistas preveem que pode ocorrer até setembro deste ano;
OpenAI espera ser avaliada em um valor equivalente ao da Anthropic, de aproximadamente US$ 1 trilhão.

A OpenAI, organização que está por trás do ChatGPT, iniciou a semana se preparando para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com esse movimento, a OpenAI segue os passos da rival Anthropic, que executou o mesmo procedimento no começo do mês.

Uma IPO consiste em um processo no qual uma empresa até então com capital fechado passa a negociar as suas ações em uma bolsa de valores. No caso da OpenAI, provavelmente, as ações serão negociadas na Nasdaq, embora isso ainda não tenha sido decidido.

Note, com isso, que a organização ainda não é uma companhia de capital aberto, ou seja, os seus papéis ainda não estão sendo comercializados. O que a OpenAI fez foi submeter, na segunda-feira (08/06), uma documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) para que a IPO ocorra em algum momento.

Quando? Essa decisão também não foi tomada. Na prática, a documentação que a OpenAI enviou à SEC serve para que a organização prepare o caminho para que a IPO seja realizada no momento mais apropriado, como a seguinte nota oficial deixa claro:

Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial [à SEC]. Prevemos que ele vaze, por isso estamos apenas anunciando isso. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco [para a IPO], pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa privada [ainda sem capital aberto].

OpenAI

Dona do ChatGPT espera ser avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (imagem ilustrativa: reprodução/Focal Foto)

IPO da OpenAI pode não demorar por causa da Anthropic

Apesar de ainda não ter definido uma data para a sua IPO, é possível que a OpenAI não demore para tomar essa decisão. Isso porque os rivais avançam em ritmo acelerado. Basta levarmos em conta que a Anthropic, que controla os sistemas de IA Claude, submeteu a mesma documentação S-1 à SEC em 1º de junho de 2026.

Atualmente, a Anthropic tem valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões, na conversão direta). De acordo com a Reuters, a OpenAI espera ser avaliada em um montante equivalente quando estrear na bolsa. Alguns analistas preveem que essa estreia deve ocorrer até setembro deste ano.

Esperemos pelos próximos capítulos.
IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa
Fonte: Tecnoblog

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Spot, da Boston Dynamics, será utilizado no estádio de Dallas (imagem: divulgação)

Resumo

Cães-robôs serão usados na segurança da Copa do Mundo FIFA 2026.
O Spot, da Boston Dynamics, atuará de forma autônoma em Dallas, enquanto o K9-X, no México, será operado remotamente.
A Boston Dynamics garante que os robôs não farão reconhecimento facial, mas alguns usuários já expressam preocupação sobre essa possibilidade.

A Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte terá uma novidade pouco convencional na segurança: cães-robô. As operações acontecem nos Estados Unidos, com o robô Spot, da Boston Dynamics, e no México, com o K9-X, modelo desenvolvido pela chinesa Unitree Robotics e já testado antes do Mundial.

Ambos os “agentes” têm quatro patas e contam com câmeras acopladas para auxiliar na patrulha de torcedores nos arredores do AT&T Stadium, em Dallas, e Estádio BBVA, em Guadalupe. O primeiro é 100% autônomo, mas o segundo será controle de forma remota, com operação semelhante à de um drone.

Segundo o Wired, que cobriu os primeiros testes do K9-X durante uma partida do Club de Fútbol Monterrey em fevereiro, o modelo é utilizado para uma primeira abordagem, identificando ações ilegais e alertando as autoridades em caso de alguma suspeita. O Spot promete fazer o mesmo, mas a Boston Dynamics garante que não haverá reconhecimento facial.

Policiamento estilo Black Mirror

No México, modelo usado será o K9-X (imagem: reprodução/Wired)

A princípio, os robôs serão, basicamente, uma câmera ambulante circulando pelos arredores dos estádios. Contudo, no caso do México, há possibilidade de intervenção física em situações de perigo. De acordo com o prefeito de Guadalupe, Héctor García, essa será uma forma de “proteger a integridade dos oficiais humanos”.

@ogdaffle Dallas is using facial scanning robots to verify ticket holders for the FIFA World Cup! #worldcup #dallas #robotdog #fifa #fyp ♬ original sound – OG Daffle

Ainda que a Boston Dynamics negue qualquer forma de reconhecimento facial, usuários demonstraram preocupação. No Reddit, alguns apontam que o movimento dos robôs indica tentativas de reconhecimento facial. Há também quem os compare com o cão-robô que aparece no seriado Black Mirror, no episódio Metalhead, de 2017.

A iniciativa faz parte do projeto Security Spot, de autoria da Hyundai, que é dona da Boston Dynamics. De acordo com o site Futurism, a empresa tem como objetivo desenvolver “a maior e mais avançada frota móvel de robôs”, além de ser a única a fornecer o serviço de forma oficial durante o Mundial.
Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo
Fonte: Tecnoblog

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Donald Trump assina ordem executiva para supervisionar IAs do país (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

O governo dos Estados Unidos buscará acesso antecipado a modelos avançados de inteligência artificial antes do lançamento público, segundo uma ordem executiva assinada nesta semana pelo presidente Donald Trump.

A medida prevê acordos voluntários com desenvolvedoras de IA para que os sistemas avançados — e capazes de encontrar e explorar falhas digitais —, como o Mythos, da Anthropic, sejam avaliados em testes de segurança cibernética.

Órgãos como os departamentos do Tesouro, Defesa, Comércio e Segurança Interna deverão procurar acordos com empresas de inteligência artificial para receber acesso antecipado aos novos modelos e poderão avaliá-los por até 30 dias, de acordo com a Reuters.

A medida também determina que o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a agência de segurança cibernética (CISA) criem um centro conjunto de coordenação voltado à segurança digital em IA.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, deverá trabalhar com desenvolvedoras de IA e provedores de infraestrutura crítica para monitorar códigos, identificar brechas digitais e desenvolver correções voltadas a setores como bancos, serviços de emergência e hospitais.

Big techs apoiam medida

Executivos e empresas do setor se manifestaram favoravelmente ao decreto. No Google, o presidente de assuntos globais Kent Walker classificou a medida como “um passo importante” para dar mais ferramentas a especialistas em cibersegurança contra agentes maliciosos.

A Anthropic, que briga com o governo Trump após tentativas fracassadas de acordo, também declarou apoio à decisão da Casa Branca. A empresa pretende colaborar com o governo na implementação das novas diretrizes de segurança.

OpenAI faz ressalvas

Sam Altman fará lobby para evitar imposições às companhias de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por outro lado, a OpenAI deve agir por trás das cortinas contra propostas que tentem obrigar desenvolvedores de IA a obter autorização do governo para lançar modelos, segundo a Reuters. Ainda assim, o CEO da OpenAI, Sam Altman, elogiou publicamente a medida.

A nova ordem “acerta no equilíbrio necessário”, afirma ele, e garante que os Estados Unidos sigam na liderança da corrida da IA “colocando ferramentas cibernéticas nas mãos de defensores confiáveis”.

theUSshould lead on AI by continuing to develop the very best models, making sure they’re safe, and getting cyber tools into the hands of trusted defenders.the new EO gets the balance right.— Sam Altman (@sama) June 3, 2026

Em documento publicado ontem (03/06), a OpenAI propõe fortalecer o CAISI, órgão ligado ao Departamento de Comércio, como a principal instituição para avaliação dos modelos. Mas quer que a agência aja apenas na mitigação de riscos, sem o poder de vetar lançamentos.

Decreto muda posição de Trump sobre mercado de IA

A assinatura do decreto marca uma mudança na postura de Trump em relação à regulação da IA. Anteriormente, o presidente demonstrou preferir menos intervenção no setor, temendo prejudicar empresas na disputa com a China.

Ele mesmo havia revogado, logo ao voltar à Casa Branca, uma medida editada pelo ex-presidente Joe Biden, que previa o compartilhamento de resultados de segurança por empresas de IA.

O novo texto estava previsto para ser assinado em 21 de maio, mas foi cancelado e revisado novamente no dia 25. Trump afirmou na ocasião que não concordava com determinados pontos da proposta e não queria adotar medidas que comprometessem a vantagem competitiva dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse.

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA
Fonte: Tecnoblog

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Alto-falante com nome suspeito causa transtorno em voo (imagem: Burst/Pexels)

Resumo

Voo UA236 da United, que ia dos EUA à Espanha, voltou ao aeroporto de origem após um speaker Bluetooth mostrar o termo “bomb” no pareamento.
A tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, mas dois deles continuaram ativos, levando à decisão de voltar por questões de segurança.
O incidente ilustra a preocupação com eletrônicos em voos, especialmente aqueles com baterias de lítio, que podem causar incêndios ou interferências.

Uma única caixa de som Bluetooth a bordo de um voo nos Estados Unidos foi suficiente para mudar a rota do avião, que voltou ao aeroporto de origem por questões de segurança. O motivo não foi interferência de sinal ou bateria, mas o seu nome: ela mostrava um termo “de quatro letras” no pareamento – muito provavelmente “bomb”, bomba em inglês.

Diante disso, os pilotos da United seguiram os protocolos de segurança e retornaram. O voo UA236 saiu de Newark, nos EUA, no último sábado (30/05) rumo a Palma de Mallorca, na Espanha, e já sobrevoava o Oceano Atlântico quando a ameaça foi detectada.

Brincadeira de mau gosto

Avião saiu de Newark rumo à Espanha, mas precisou voltar por “brincadeira de mau gosto” (imagem: reprodução/The Verge)

Segundo relatos de passageiros no Reddit, a tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, insistindo ainda que dois deles seguiam com pareamento ativo mesmo após a solicitação. Alguém da equipe teria até mesmo falado que a “brincadeirinha” prejudicaria a todos.

E o prejuízo realmente foi chato: o avião precisou voltar para dar sequência às medidas de segurança. O Verge noticiou o caso e teve acesso a uma gravação feita pelo Controle de Tráfego Aéreo confirmando que o retorno a Newark seria necessário.

O áudio também explica os protocolos de segurança, que passam por uma inspeção completa da aeronave e a evacuação dos passageiros. Mas, no final das contas, uma coisa não foi confirmada: o nome da caixinha de som em si. Por toda a situação com “uma certo nome de quatro letras”, provavelmente se tratava de mesmo de “bomb”.

Atenção a eletrônicos na aviação

Power-banks têm sido o “alvo” da vez na aviação civil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Alguns eletrônicos não são bem-vindos na aviação civil, principalmente por conta das baterias de lítio. Em 2024, por exemplo, um incêndio causado pelo superaquecimento do componente em um notebook levou à evacuação de um avião no aeroporto de São Francisco, nos EUA. Essa preocupação é frequente para agências de aviação pelo mundo pelo menos desde a explosão de um Galaxy Note 7 em 2016, também nos Estados Unidos.

Outra situação semelhante envolveu a proibição de MacBooks Pro de 15 polegadas fabricados entre 2015 e 2017, justamente pelo risco de incêndio. Mais recentemente, os power banks também têm passado por restrições após uma medida da Organização Internacional de Aviação Civil.
Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito
Fonte: Tecnoblog

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

Steam Deck ficou mais caro (imagem: divulgação)

Resumo

Steam Deck OLED da Valve teve um aumento de preço devido à escassez de memórias RAM.
A versão de entrada passou de US$ 549 para US$ 749 e a versão de 1 TB subiu para US$ 949.
Apesar de não ser vendido oficialmente no Brasil, o reajuste deve impactar consumidores que recorrem ao mercado cinza e à importação.

A Valve fez um reajuste salgado nos preços do Steam Deck OLED, com aumento de, pelo menos, US$ 200 (aproximadamente R$ 1.014, em conversão direta) na versão base. A opção mais robusta, com 1 TB de armazenamento, agora custa US$ 949 (R$ 4.814) — valor US$ 300 mais caro que os US$ 649 cobrados anteriormente.

O aumento afeta apenas a linha OLED, que voltou a aparecer em estoque no site do Steam. A versão com tela LCD segue fora de catálogo. Segundo a Valve, o motivo do aumento é a atual crise dos chips de memória RAM, que tem levado a uma série de movimentações no mercado.

O uso massivo dessas memórias em data centers de IA seria a principal causa dessa crise. Além de reajustes no Nintendo Switch 2 e até em celulares da Samsung, a escassez também afetou a produção de cartões de memória da Sony e o desenvolvimento do vindouro PlayStation 6.

Os novos preços ficaram assim:

Steam Deck OLED 512 GB: US$ 789 (antes custava US$ 549)

Steam Deck OLED 1 TB: US$ 949 (antes custava US$ 649)

Consumidor brasileiro também deve ser afetado

O Steam Deck e outros produtos da Valve não são vendidos oficialmente no Brasil, sendo necessário buscar opções de importação por aqui. No entanto, com o reajuste, o preço deve subir mesmo para quem recorre ao mercado cinza.

Com a expectativa de importação, o consumidor brasileiro pode considerar ao menos cerca de R$ 1 mil de diferença quando for comprar uma das duas opções oferecidas oficialmente pela Valve. Atualmente,  a versão com 512 GB sai por ao menos R$ 6.299 no e-commerce nacional. Já o Steam Deck OLED com 1 TB aparece em ofertas de R$ 6.749 e R$ 6.999, a depender do site.

Um ponto importante a se considerar nesses casos é que muitas lojas já têm o Steam Deck OLED em estoque, ou seja, importaram o produto antes do reajuste. É esperado que os efeitos do aumento não sejam imediatos para importação, mas acabam sendo inevitáveis.

Preços podem demorar a subir, mas reajuste deve ocorrer na importação (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Steam Deck OLED substituiu a versão LCD

Como lembra o The Verge, o modelo mais básico do Steam Deck, com tela LCD e armazenamento que começa em 64 GB, não aparece mais à venda oficialmente pela Valve. Isso significa que as opções disponíveis no varejo só terão reajustes condicionados pelo mercado, e não necessariamente pelo aumento da fabricante.

Aqui no Brasil, ainda é possível encontrar a opção mais simples do portátil sendo vendida no e-commerce e em sites de importação, com preços que partem dos R$ 4.750 com 256 GB. Outra opção é considerar produtos de segunda mão. Hoje é possível encontrar a versão com tela LCD e 1 TB de armazenamento saindo a R$ 3.690 em sites de compra e venda de usados.

O modelo LCD tem uma tela menor, de 7 polegadas e pode chegar a até 400 nits de brilho, rodando a 60 Hz. Já a versão OLED tem uma tela de 7,4 polegadas, com até 1.000 nits de brilho e 90 Hz. Ambos trazem processamento via APU AMD Ryzen.
Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro
Fonte: Tecnoblog

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil

Galaxy Watch Ultra ganhará sucessor em breve (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Galaxy Watch Ultra 2, com código de modelo SM-L715F, foi homologado pela Anatel para venda no Brasil.
Dispositivo traz conectividade Wi-Fi, Bluetooth, 4G e carregamento sem fio.
Samsung deve lançar os novos Galaxy Watches, incluindo o Galaxy Watch Ultra 2, em um evento Galaxy Unpacked no fim de julho.

Mais um membro da futura linha de smartwatches da Samsung foi aprovado pela Anatel: o Galaxy Watch Ultra 2 recebeu a homologação da agência na segunda-feira (25/05), segundo a documentação visualizada em primeira mão pelo Tecnoblog. O dispositivo, com código de modelo SM-L715F, oferecerá conectividade Wi-Fi, Bluetooth e 4G, além de possuir carregamento sem fio.

Para comparação, o Galaxy Watch Ultra atual é denominado SM-L705F. A expectativa é que o novo smartwatch premium da Samsung adote o chip Snapdragon Wear Elite, da Qualcomm. Durante a MWC, em Barcelona, a fabricante confirmou que a Samsung será uma das primeiras parceiras a usar o novo processador.

Curiosamente, o novo chip possui algumas capacidades que não estão presentes no modelo homologado, como UWB e NB-IoT para uso com redes NTN (redes não-terrestres, ou seja, por satélite).

Certificado de homologação do Galaxy Watch Ultra 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Uma possibilidade é que algumas dessas opções de conectividade e o chip da Qualcomm estejam restritas ao modelo vendido com 5G RedCap (Reduced Capability, criada para baratear dispositivos 5G).

Como informa o portal SamMobile, esse modelo deverá ser oferecido em alguns países, como os EUA e a Coreia do Sul, em parte por demanda das operadoras locais.

Expectativa para o Galaxy Unpacked

Galaxy Watch 8 também receberá sucessor (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A certificação do Galaxy Watch Ultra 2 completa as homologações dos novos Galaxy Watches, já que os quatro modelos da linha Watch 9 (SM-L340, SM-L345F, SM-L350 e SM-L355F) também estão homologados.

A expectativa é que a Samsung revele os novos relógios no vindouro evento Galaxy Unpacked, marcado para o fim de julho, em conjunto com os novos smartphones dobráveis da marca.

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil

Galaxy Watch Ultra 2 está a caminho do Brasil
Fonte: Tecnoblog

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

T1 Phone “made in USA”, pelo visto, é versão repaginada de celular chinês (imagem: divulgação)

Resumo

O Trump Phone pode ser uma versão mais cara de um smartphone fabricado na China.
Anunciado como um aparelho “Made in USA”, com tecnologia e fabricação 100% nacional, o celular seria, na verdade, o REVVL 7 Pro 5G.
O aparelho original custa US$ 126 por lá, enquanto o smartphone de Donald Trump é vendido por US$ 499.

A Trump Organization anunciou o T1 Phone em junho de 2025 prometendo um celular “Made in USA”, com desenvolvimento e fabricação totalmente norte-americanos. No entanto, o aparelho que começa a chegar aos compradores quase um ano após a pré-venda parece ser apenas uma versão dourada de um modelo chinês.

O lançamento do T1 Phone foi cercado de polêmicas, desde a proposta até as imagens de divulgação. No início, as imagens mostravam um iPhone banhado a ouro, mas depois passaram a exibir uma cópia do Galaxy S25 Ultra com detalhes dourados e referências ao presidente, conforme noticiou o The Verge.

Agora que o produto está entrando na fase de distribuição para quem comprou na pré-venda, analistas de mercado apontam que o smartphone tem as mesmas especificações do REVVL 7 Pro 5G, da fabricante chinesa Wingtech.

O REVVL é vendido nos Estados Unidos pela T-Mobile e custa a partir de US$ 126 (R$ 630, em conversão direta), enquanto o T1 Phone custa US$ 499 (R$ 2,5 mil).

Celular nem tão americano assim

O anúncio do T1 Phone aconteceu em meio ao aumento das tarifas de importação sobre produtos chineses imposto pelo presidente Donald Trump, movimento que gerou preocupação na indústria de tecnologia dos EUA devido à forte dependência de componentes fabricados na China.

Além do país asiático, itens importados de Canadá, México, Japão, Índia e Brasil começaram a receber taxas extras para entrarem nos Estados Unidos.

O novo celular foi revelado pela Trump Organization em junho, junto a um plano de telefonia. Nas especificações, o smartphone teria tela AMOLED de 6,8 polegadas, 12 GB de memória RAM e câmeras com até 50 MP, com três lentes na parte traseira. A bateria seria de 5.000 mAh e o sistema operacional, por sua vez, seria o Android 15.

Ao longo de 2025, Donald Trump prometeu tarifas extras para países como a China (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Segundo o site El Español, que repercutiu o início dos envios do T1 Phone para os usuários, o modelo não fugiu muito às promessas: tela AMOLED de 6,78 polegadas, sensor principal de 50 MP e outras duas lentes (grande angular e teleobjetiva) no trio de câmeras traseiras.

As características são as mesmas presentes no Wingtech REVVL 7 Pro de 2024, mas com uma repaginação na parte externa.

Quanto à promessa de produção 100% feita nos Estados Unidos, a própria Trump Mobile voltou atrás nos matérias de divulgação, apontando que se trata de um produto projetado nos EUA, abandonando a alegação de fabricação integral no país.

The T1 Phone has arrived!! Those who pre-ordered the T1 Phone will be receiving an update email. Phones start shipping this week!!! pic.twitter.com/IsOre1cBa1— Trump Mobile (@TrumpMobile) May 13, 2026

Política de reembolso também é alvo de críticas

As polêmicas envolvendo o T1 Phone vão além do aparelho em si: a política de reembolso ganhou novos termos que apontam para depósitos intransferíveis e sem “valor monetário”. Além disso, rumores apontam que as tentativas de cancelamento levaram a um e-mail avisando que os depósitos de pré-compra não seriam devolvidos.

Antes disso, a empresa nem mesmo confirmava a produção ou disponibilização do celular, e o depósito seria apenas uma “oportunidade condicional”, caso houvesse uma decisão pela venda, segundo a CNN. Atualmente, a posição oficial da Trump Mobile é de que o produto finalmente começará a ser enviado para seus compradores ainda esta semana.
Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês
Fonte: Tecnoblog

Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil

Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Procon Carioca notificou a Apple devido à suposta propaganda enganosa do iPhone, especificamente em relação à Apple Intelligence, que prometia realizar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, mas nunca foi completamente entregue.
A Apple terá que responder em 20 dias e fornecer informações sobre as funcionalidades entregues, comunicação aos consumidores brasileiros, materiais publicitários veiculados e medidas para corrigir o problema.
Nos EUA, a Apple se comprometeu a pagar até US$ 250 milhões em indenização para compradores de iPhone afetados pela propaganda enganosa.

A Apple entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor do Brasil. O Tecnoblog apurou com exclusividade que o Procon Carioca notificou a empresa e quer esclarecimentos para suposta publicidade enganosa junto a compradores de iPhones lançados a partir de 2023. Na ocasião, a companhia prometeu funções de inteligência artificial que nunca chegaram ao mercado.

Na última sexta-feira (08/05), o Procon Carioca instaurou procedimento administrativo para apurar potencial omissão, descumprimento de oferta e violação ao dever de informação clara, adequada e ostensiva. As práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como o caso começou?

Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

O lançamento do iPhone 16 marcou também a propaganda em torno da Apple Intelligence, tecnologia de inteligência artificial que, segundo os comerciais da Apple, seria capaz de realizar um sem-número de tarefas diretamente no aparelho. O recurso nunca foi completamente entregue, mesmo dois anos depois.

Diante disso, uma consumidora abriu uma ação civil pública na Justiça dos Estados Unidos que resultou, na semana passada, num compromisso formal de pagamento. A Apple se comprometeu a dar até US$ 95 (cerca de R$ 465, em conversão direta) para cada comprador de iPhone.

O acordo vai custar US$ 250 milhões aos (bem recheados) cofres da companhia, o que dá por volta de R$ 1,23 bilhão. A medida vale para iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max. O acordo seja formalmente reconhecido pelo juiz do processo, de acordo com a imprensa americana.

Um dos vídeos de divulgação da Apple Intelligence trazia a atriz Bella Ramsey interagindo com a Siri. Ela perguntava quem era uma determinada pessoa, que havia conhecido num determinado local, e, ao menos em tese, o iPhone conseguia consultar sua base de conhecimento para revelar a informação correta.

O vídeo sumiu dos canais oficiais da Apple no YouTube quando ficou claro que a Apple Intelligence estava muito distante daquela promessa. Alguns executivos da Apple posteriormente se desculparam pelas alegações, digamos assim, exageradas.

A notificação do Procon

Compradores de iPhone 15 Pro (na foto) e 16 podem ser beneficiados em processo administrativo do Procon Carioca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu apurei que o Procon Carioca cobrou os seguintes esclarecimentos:

Quais funcionalidades foram efetivamente entregues no lançamento?

Como as informações foram comunicadas aos consumidores brasileiros?

Quais materiais publicitários foram veiculados no país?

Qual o cronograma de implementação dos recursos anunciados?

Dados de reclamações de consumidores e número de pessoas impactadas

Medidas adotadas ou previstas para garantir correção e eventual compensação

De acordo com o órgão, o caso suscita “princípios centrais das relações de consumo, como a boa-fé, a transparência e o cumprimento da oferta”.

A Apple tem 20 dias para responder ao Procon Carioca. O Tecnoblog também procurou a empresa, que não irá se pronunciar junto à imprensa.
Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil

Procon Carioca notifica Apple por publicidade enganosa no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Veredito pode servir como base para milhares de processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Google pediram a anulação da condenação de US$ 6 milhões por danos à saúde mental de uma jovem nos EUA.
Segundo a Justiça, as empresas criaram aplicativos “para viciar os usuários”.
Ambas as companhias alegam isenção de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas e solicitam um novo julgamento.

A Meta e a Alphabet (empresa-mãe do Google) entraram com um pedido formal na Justiça de Los Angeles, na Califórnia (EUA), para tentar anular o veredito histórico que condenou as empresas a pagarem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) por danos à saúde mental de uma jovem.

Segundo a agência Reuters, o recurso busca reverter a decisão de março, que classificou os aplicativos das companhias como “produtos desenvolvidos para viciar os usuários”. Caso o juiz recuse o pedido de anulação, as empresas exigem a realização de um novo julgamento.

A multa milionária foi dividida entre as big techs. A Meta ficou responsável por 70% do valor (US$ 4,2 milhões), enquanto o YouTube deverá arcar com os 30% restantes (US$ 1,8 milhão). O TikTok e o Snapchat também eram alvos da ação original, mas fecharam acordos com a autora antes do início das audiências.

A condenação marcou uma derrota de peso para as empresas, validando a tese de que elas não alertam o público sobre os perigos atrelados ao uso prolongado de seus serviços.

Big techs buscam suporte em lei de 1996

Decisão estipulou multa de US$ 6 milhões às empresas (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Para tentar derrubar a sentença, as plataformas se apoiam na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações (Communications Decency Act), uma legislação federal norte-americana de 1996.

Essa norma funciona como um escudo legal, isentando as empresas de responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros. Na petição enviada à corte, a Meta argumenta que as evidências mostradas durante o julgamento conectaram os problemas da autora aos vídeos que ela consumia, e não aos recursos dos aplicativos.

Se um caso idêntico fosse julgado na Justiça brasileira, por exemplo, a disputa seguiria um roteiro parecido, esbarrando no Marco Civil da Internet — que também blinda as redes sociais de responsabilização direta pelo que os usuários postam.

Contudo, como o foco da ação é o design da plataforma, o processo cairia no escopo do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao argumentar que a interface do aplicativo é um “produto defeituoso” e perigoso para menores, a Justiça do Brasil poderia condenar as big techs por falha na prestação do serviço, desviando da proteção do Marco Civil.

Ação desvia da lei que isenta redes sociais por conteúdo de terceiros (imagem: Jeremy Zero/Unsplash)

Foi exatamente essa a estratégia que a equipe de acusação utilizou nos Estados Unidos para contornar a lei local. Os advogados da jovem de 20 anos, identificada no processo como Kaley GM, tiraram o foco das postagens e miraram na arquitetura das plataformas.

Com isso, eles conseguiram provar aos jurados que as empresas implementaram propositalmente ferramentas como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos, notificações ininterruptas e filtros de beleza.

Essa combinação de recursos, segundo a acusação, cria um ecossistema comparável a um cassino digital para forçar o engajamento e o uso compulsivo. Nos autos do processo, a autora relata que começou a consumir o YouTube aos seis anos de idade e criou seu Instagram aos onze. O tempo excessivo de tela induzido por essas mecânicas teria provocado depressão e pensamentos suicidas.

Desfecho do caso pode ser histórico

O júri que avaliou o caso concluiu que os executivos das redes sociais não apenas conheciam os riscos associados aos seus produtos, mas falharam na adoção de medidas para proteger o público infantojuvenil. O resultado desse embate não afeta apenas o Google e a Meta, mas serve como um termômetro jurídico que guiará as negociações e sentenças de mais de 2 mil ações parecidas só no estado da Califórnia.

Em entrevista à CNBC, Joseph VanZandt, co-líder dos advogados de acusação, resumiu o peso da decisão e o recado dado às empresas: “é um referendo para toda uma indústria de que a responsabilização chegou”.
Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

TCL e Roku são acusadas de piorar TVs com atualização de software

TCL e Roku são acusadas de piorar TVs com atualização de software

Smart TVs TCL com sistema operacional Roku teriam problema crônico relacionado a atualização automática (imagem: divulgação)

Resumo

Ação coletiva acusa TCL e Roku de causar problemas em smart TVs com atualizações de software disfuncionais.
Denúncia aponta que updates automáticos causaram travamento, tela preta ou TVs que não ligam mais.
Processo busca ressarcimento, reparo de danos e revisão das políticas de atualizações automáticas.

A TCL e a Roku estão sendo acusadas, por meio de uma ação coletiva, de estragarem smart TVs com updates disfuncionais. O processo está em curso na Califórnia, nos Estados Unidos, e cita modelos da TCL, que rodam sistema operacional Roku, além das TVs próprias da marca, contemplando as linhas Select e Plus.

A denúncia aponta que os televisores receberam uma atualização automática e passaram a apresentar problemas de travamento, tela preta ou mesmo nem chegavam a ligar, dependendo do caso. A ação coletiva foi inciada em abril na Justiça americana.

Até o momento, não há uma confirmação sobre usuários brasileiros com o mesmo problema em série, além de algumas poucas reclamações no Reclame Aqui. No Brasil, as TVs TCL com sistema operacional Roku estão à venda desde 2023, em opções que vão desde aparelhos básicos até alternativas premium. Os preços partem de R$ 1.353 no e-commerce nacional.

Problemas aparecem após um a dois anos de uso

Segundo noticiado pelo New York Post, a ação parte de uma consumidora chamada Else e traz outros relatos de usuários. Os autos apontam que a situação costuma aparecer após um a dois anos de uso da TV, sempre após atualizações automáticas do sistema da Roku.

TVs TCL com sistema Roku à venda no Brasil partem dos R$ 1.353 no e-commerce (imagem: divulgação)

No Reclame Aqui há dois casos brasileiros que se assemelham à situação descrita nos EUA, mas apenas um deles cita o mesmo sistema operacional. Na resolução, a TCL sugere o reparo do produto – algo que, fora da garantia, terá um custo adicional. Como a pane normalmente aparece após 12 meses, modelos afetados não estariam cobertos.

A ação coletiva também fala sobre as promessas feitas pelo marketing das empresas em relação às atualizações de software, que continuaram acontecendo automaticamente mesmo após os inúmeros relatos de problema.

A autora do processo também cita uma situação anterior com outra TV da marca, em 2018, que continuou apresentando falha mesmo após uma substituição oferecida pela TCL. Ela agora exige ressarcimento, reparo dos danos e revisão das políticas de updates automáticos.
TCL e Roku são acusadas de piorar TVs com atualização de software

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Fonte: Tecnoblog