Category: Telecomunicações

Como ativar o VoWiFi no celular para fazer chamadas de voz por Wi-Fi

Como ativar o VoWiFi no celular para fazer chamadas de voz por Wi-Fi

Wi-Fi Calling está disponível em smartphones com Android e iOS (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Ativar o Wi-Fi Calling (VoWiFi) no celular é uma etapa necessária para quem deseja fazer chamadas de voz usando uma rede Wi-Fi. Essa configuração é vantajosa para quem busca melhorar a qualidade de uma ligação quando o sinal da rede celular está fraco.

Você pode encontrar o recurso nas configurações de rede do Android ou iOS, desde que a sua operadora de telefonia ofereça o serviço para o plano contratado.

A seguir, o Tecnoblog mostra o passo para ativar as chamadas de voz por Wi-Fi em smartphones Motorola, Samsung, Xiaomi ou no iPhone.

ÍndiceComo ativar chamadas por Wi-Fi no celular Motorola1. Entre nas configurações de rede do Android2. Vá aos ajustes de redes móveis3. Ative as chamadas por Wi-Fi no celular MotorolaComo ativar chamadas por Wi-Fi no celular Samsung1. Entre nas configurações do celular Galaxy2. Acesse os ajustes de chamada Wi-Fi e ative o recurso no celular SamsungComo ativar chamadas por Wi-Fi no celular Xiaomi1. Entre nas configurações de redes móveis2. Escolha o chip desejado3. Ative as Chamadas Wi-Fi no celular XiaomiPasso extra: desbloquear as chamadas Wi-Fi nos celulares da XiaomiComo ativar chamadas por Wi-Fi no iPhone1. Acesse os Ajustes do iOS e abra o menu Celular2. Entre na opção Voz e Dados e Ligações Wi-FiComo saber se o Wi-Fi Calling está ativo no celular?Por que não consigo usar o VoWiFi no celular?Posso usar o VoWiFi para fazer chamadas sem um chip SIM?

Como ativar chamadas por Wi-Fi no celular Motorola

1. Entre nas configurações de rede do Android

Abra as Configurações do smartphone (ícone de engrenagem) e, em seguida, entre na opção Rede e internet.

2. Vá aos ajustes de redes móveis

Na seção Rede e internet, toque em Rede móvel. Caso tenha mais de um chip, escolha a linha desejada. Em seguida, toque em Avançado no final da tela.

3. Ative as chamadas por Wi-Fi no celular Motorola

Na seção Chamadas, entre em Chamadas por Wi-Fi. Em seguida, ative o seletor para ligar o Wi-Fi Calling.

Caso o Wi-Fi Calling estiver disponível pela sua operadora e plano de serviço, um ícone indicador com o símbolo de telefone e Wi-Fi será exibido na barra de status superior.

Como ativar chamadas por Wi-Fi no celular Samsung

1. Entre nas configurações do celular Galaxy

Abra as Configurações do seu Samsung Galaxy (ícone de engrenagem), e depois entre em Conexões.

2. Acesse os ajustes de chamada Wi-Fi e ative o recurso no celular Samsung

Entre na opção Chamadas Wi-Fi ou Chamadas Voz WIFI. Em seguida, ative a chave para cada chip SIM individualmente.

Se o recurso for disponibilizado pela sua operadora móvel e plano de celular, as chamadas poderão utilizar Wi-Fi caso apareça o ícone indicador Voz WIFI ou VoWiFi na barra de status.

Como ativar chamadas por Wi-Fi no celular Xiaomi

1. Entre nas configurações de redes móveis

Abra as Configurações do seu smartphone Xiaomi (ícone de engrenagem), e em seguida entre na opção Cartões SIM e redes móveis.

2. Escolha o chip desejado

O ajuste de Wi-Fi Calling é feito individualmente para cada linha. Selecione a linha desejada.

3. Ative as Chamadas Wi-Fi no celular Xiaomi

Na seção Chamadas Wi-Fi, ative a opção Fazer chamadas usando Wi-Fi no seu smartphone Xiaomi.

Se o VoWiFi estiver disponível pela sua operadora móvel e plano de celular, as ligações de voz poderão ser realizadas pela rede Wi-Fi caso apareça o ícone indicador VoWiFi na barra de status.

Passo extra: desbloquear as chamadas Wi-Fi nos celulares da Xiaomi

Se a opção Chamadas Wi-Fi não estiver disponível no seu smartphone da Xiaomi, você pode tentar desbloquear a função de Wi-Fi Calling utilizando um código secreto.

Para isso, abra o discador (como se fosse ligar para alguém) e digite o código *#*#869434#*#*. Será exibida uma mensagem “VoWiFi carrier check was enabled” ou “VoWiFi carrier check was disabled“.

A partir desse momento, retome o tutorial e tente ativar as chamadas Wi-Fi pelas configurações do telefone. Vale lembrar que o código pode não funcionar em todos os aparelhos da Xiaomi.

Como ativar chamadas por Wi-Fi no iPhone

1. Acesse os Ajustes do iOS e abra o menu Celular

Entre em Ajustes (ícone de engrenagem), depois toque em Celular. Caso tenha mais de uma linha móvel no seu iPhone (chip + eSIM ou dois eSIMs), selecione o SIM desejado.

2. Entre na opção Voz e Dados e Ligações Wi-Fi

Selecione o menu Ligações Wi-Fi. Em seguida, ative a opção Ligações Wi-Fi Neste iPhone.

Se a função Wi-Fi Calling estiver disponível pela sua operadora e plano de serviço, as chamadas de voz poderão ser realizadas pela rede Wi-Fi.

No Brasil, apenas Claro e Vivo oferecem suporte ao Wi-Fi Calling no iPhone. Você pode conferir se o serviço está ativo caso o nome da operadora indique VIVO Wi-Fi ou Claro WiFi.

Como saber se o Wi-Fi Calling está ativo no celular?

Para certificar-se que o Wi-Fi Calling está funcionando, verifique se a barra de status do seu smartphone exibe o ícone da tecnologia VoWiFi. Não é necessário fazer uma ligação para que a indicação seja exibida.

No Android, o ícone pode aparecer de diferentes formas:

Voz WIFI (em aparelhos Samsung com chip Vivo)

VoWiFi (em aparelhos Xiaomi ou celulares da Samsung com chip Claro)

Ícone de Wi-Fi ao lado de um telefone (celulares da Motorola ou da Samsung utilizando Americanet)

No iPhone, é possível verificar como fica o nome da operadora na tela de bloqueio ou na central de controle. Quando o Wi-Fi Calling está ativo é exibido “Vivo Wi-Fi” ou “Claro WiFi”.

Símbolos de Wi-Fi Calling em smartphones com Android e iOS (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Dependendo da operadora e do aparelho, a rede celular pode ser priorizada em relação ao Wi-Fi Calling. Nesses casos, o ícone só será exibido caso esteja fora da área de cobertura ou quando o celular estiver em modo avião, mas conectado à uma rede sem fio.

Por que não consigo usar o VoWiFi no celular?

O impedimento no uso do VoWiFi pode estar relacionado à disponibilidade do serviço junto à operadora de telefonia ou a configurações no sistema do smartphone, entre outros fatores.

Em primeiro lugar, é necessário certificar-se de que você pode utilizar o Wi-Fi Calling. Nem todas as operadoras suportam a tecnologia, ou permitem que todos os clientes acessem o serviço:

A Vivo oferece o serviço de voz Wi-Fi para todos os clientes.

A Claro oferece a tecnologia VoWiFi, mas somente para usuários do pós-pago puro (não vale controle, pré-pago ou Claro Flex).

Operadoras virtuais da Americanet (como a Veek, por exemplo) possuem Wi-Fi Calling, mas somente em aparelhos com Android.

A TIM não possui a tecnologia de ligações por Wi-Fi para nenhum cliente.

A maioria das operadoras virtuais do brasileiras não oferecem VoWiFi, incluindo Correios Celular, Surf Telecom, Uber Chip, Inter Cel etc.

Se você é um cliente elegível ao VoWiFi e tem um aparelho compatível, certifique-se de ativar nas configurações do aparelho.

Se ainda assim não funcionar, faça um teste em uma rede diferente. A estabilidade e o alcance da conexão Wi-Fi também pode influenciar o desempenho do VoWiFi. Caso perceba oscilações, você pode tentar melhorar a qualidade do sinal Wi-Fi ao reposicionar o roteador e remover obstáculos, por exemplo.

Caso ainda assim não funcione, entre em contato com o atendimento da sua operadora para obter suporte. Em alguns casos é necessário que o VoWiFi e o VoLTE sejam ativados manualmente por um atendente.

Posso usar o VoWiFi para fazer chamadas sem um chip SIM?

Não. O funcionamento do Wi-Fi calling depende da autenticação feita pelo dispositivo com o eSIM ou SIM card válido. Mesmo que você não tenha sinal de celular, é necessário ter o chip para utilizar a tecnologia VoWiFi.

No entanto, é possível fazer chamadas por Wi-Fi via serviços VoIP como WhatsApp, Skype, FaceTime, Instagram, entre outros. Nesse caso, as ligações são feitas de forma independente da operadora, mas o outro interlocutor precisa utilizar o mesmo aplicativo.
Como ativar o VoWiFi no celular para fazer chamadas de voz por Wi-Fi

Como ativar o VoWiFi no celular para fazer chamadas de voz por Wi-Fi
Fonte: Tecnoblog

Como uma VPN pode trazer benefícios em serviços de streaming

Como uma VPN pode trazer benefícios em serviços de streaming

VPN da Surfshark desbloqueia Netflix de outros países (Imagem: Divulgação/Surfshark)

Quando se fala de VPN, normalmente se pensa em um recurso para proteger o acesso à internet. Na prática, as VPNs são úteis em diversas aplicações, até mesmo para entretenimento. A Surfshark possui servidores em 100 países, e é possível se conectar em outras regiões para acessar conteúdos de streaming que não estão disponíveis no Brasil.

Ao utilizar uma VPN da Surfshark, todo o tráfego da sua conexão à internet é redirecionado para os servidores da empresa, sem registros de dados. Se você for um assinante da Surfshark, poderá escolher entre mais de 3,2 mil servidores de alta velocidade em 100 países. E se você ainda não é um assinante, pode aproveitar uma promoção do Surfshark com até 82% de desconto e quatro meses grátis.

Acesse catálogos de outros países

Os serviços de streaming possuem catálogos diferentes em cada país. Se você viajar para os Estados Unidos e se conectar a uma rede Wi-Fi local, encontrará títulos na Netflix que não existem no Brasil.

Com a VPN Premium da Surfshark, você pode ter a mesma experiência de streaming de um viajante internacional, no conforto de sua casa, sem gastar com passagens aéreas e hotéis. Se você cansar do conteúdo de um país, pode mudar para outro com apenas um clique.

A Surfshark consegue desbloquear bibliotecas da Netflix de 16 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Japão. A VPN da Surfshark também permite acessar catálogos estrangeiros do Amazon Prime Video, Hulu, Disney+ e YouTube.

Um levantamento da Surfshark comparou a biblioteca da Netflix entre vários países. Sabia que o Brasil ocupa a posição 35 número de títulos? Se você enjoou do acervo nacional, vale a pena usar a Surfshark VPN e conferir o que está à disposição nas demais regiões.

Streaming em alta qualidade

É muito chato ver filmes e séries com qualidade ruim ou travamentos na conexão. Isso pode acontecer em regiões com muitas pessoas acessando o mesmo servidor.

Você pode escapar desse problema ao adotar a Surfshark. Além de permitir escolher outras regiões, todos os servidores do serviço de VPN possuem portas de internet com pelo menos 1 Gb/s de velocidade — e vários equipamentos já foram atualizados para 10 Gb/s ou mais.

Com tamanha velocidade, a VPN Premium da Surfshark consegue entregar maior largura de banda por usuário, reduzindo diversos fatores que podem prejudicar a transmissão de vídeos. E você pode aproveitar a excelente oferta da Surfshark que dá quatro meses grátis e até 82% de desconto

Você pode utilizar a Surfshark na sua TV

Sabia que você pode utilizar a Surfshark na sua TV, sem depender de ligar o computador via cabo HDMI? O serviço de VPN possui aplicativos para o sistema Android TV, que está presente em diversas smart TVs.

App da Surfshark em smart TV com Android (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Também é possível utilizar a Surfshark VPN em uma TV box com Android TV ou por meio do Amazon Fire TV Stick. Estes dispositivos liberam funções smart em televisores mais antigos.

A Surfshark também funciona com smart TVs da Samsung e da LG, além de consoles de videogame. Uma rápida configuração de rede pode habilitar o recurso SmartDNS, que libera bibliotecas de conteúdo de outros países.

Você também pode acessar a Surfshark VPN no seu computador Windows, Mac ou Linux, iPhone, celular com Android e tablet de várias marcas.

Promoção da Surfshark com desconto de até 82%

Quer aproveitar os benefícios da VPN no streaming? A Surfshark está com uma promoção imperdível. Se você assinar agora, terá até quatro meses grátis e desconto de até 82%.

É um preço muito bom para um serviço de VPN premium. A promoção é por tempo limitado, e está disponível para os planos Surfshark Starter, Surfshark One e Surfshark One+. O serviço ainda oferece garantia de 30 dias e devolve o dinheiro caso não queira continuar com a assinatura.
Como uma VPN pode trazer benefícios em serviços de streaming

Como uma VPN pode trazer benefícios em serviços de streaming
Fonte: Tecnoblog

O que é VoLTE no celular? Conheça benefícios e limitações desse tipo de chamada

O que é VoLTE no celular? Conheça benefícios e limitações desse tipo de chamada

VoLTE ativo com chamada HD em Galaxy S23 Ultra (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

VoLTE é um tipo de ligação por voz que utiliza redes 4G para transmissão de dados. Seu principal benefício é permitir chamadas em alta qualidade (HD). O uso do VoLTE está condicionado à oferta do serviço pela operadora de telefonia.

Neste artigo, o Tecnoblog explica como funcionam as chamadas VoLTE no celular, além de listar as vantagens e limitações dessa tecnologia. Entenda o que significam as siglas VoLTE 1 e VoLTE 2, como é feita a cobrança das chamadas via 4G, entre outros detalhes.

ÍndiceO que significa VoLTE?Por que aparece VoLTE 1 e VoLTE 2 no celular?Como funcionam as chamadas VoLTE?VoLTE consome dados da franquia de dados móveis?Toda operadora tem suporte a VoLTE?O VoLTE tem suporte a videochamadas?Quais são as vantagens das chamadas VoLTE?Quais são as limitações das ligações VoLTE?Posso desativar as chamadas VoLTE no celular?Qual é a diferença entre VoLTE e Wi-Fi Calling?Posso fazer chamadas HD no 5G?

O que significa VoLTE?

VoLTE é uma sigla para Voice over LTE, ou seja, Voz em redes LTE (Long Term Evolucion). Trata-se de um padrão de redes móveis que habilita chamadas de voz convencionais em redes 4G.

Sem a tecnologia VoLTE, um smartphone precisa utilizar as tecnologias 3G ou 2G ao fazer e receber chamadas pela operadora. Originalmente, a tecnologia 4G era restrita para comunicação de dados de alta velocidade, sem abranger serviços de voz.

A primeira rede comercial com VoLTE foi ativada em 2012. No Brasil, a tecnologia começou a ser implementada em 2017. As operadoras começaram a adotar o VoLTE após a liberação da faixa de 700 MHz pela Anatel, uma vez que a frequência permite maior cobertura de sinal e garante maior estabilidade nas chamadas de voz.

Por que aparece VoLTE 1 e VoLTE 2 no celular?

Se seu celular exibe o status VoLTE 1, VoLTE 2 ou apenas VoLTE, significa que o smartphone está apto a fazer e receber chamadas de voz utilizando 4G.

Os dizeres VoLTE 1 e VoLTE 2 estão associados com o chip (SIM Card) do celular. O ícone VoLTE 1 indica que a operadora do chip 1 fornece chamadas por 4G, e o ícone VoLTE 2 indica o mesmo para o chip 2.

Como funcionam as chamadas VoLTE?

As ligações por VoLTE utilizam a rede de dados para transmissão de voz. A chamada funciona de forma digital, semelhante à tecnologia VoIP, como nas ligações via WhatsApp ou Skype.

O mecanismo do VoLTE é diferente das tecnologias anteriores, nas quais as chamadas acontecem por comutação de circuitos, que dependem de linhas dedicadas para estabelecer a comunicação entre o chamador e o recebedor.

Na tecnologia VoLTE, a comunicação entre o smartphone e a operadora ocorre através da rede de dados de alta velocidade (4G ou superior). Para fazer uma chamada, o celular precisa se conectar aos servidores dedicados com tecnologia IMS (IP Multimedia Subsystem).

Para melhorar a confiabilidade das ligações, as redes das operadoras priorizam dados trafegados pelas chamadas VoLTE em relação às demais aplicações, como internet móvel. Além disso, algumas empresas priorizam a utilização do VoLTE em faixas de frequência menores, como 700 MHz, que garantem maior cobertura.

Apesar do VoLTE ser baseado em dados, a utilização das chamadas de voz via 4G não descontam do pacote de dados de internet móvel. Dentre benefícios como melhor qualidade e consumo de energia, a tecnologia VoLTE permite que as operadoras reduzam o espectro dos padrões anteriores e priorizem tecnologias mais recentes, como 4G e 5G.

VoLTE consome dados da franquia de dados móveis?

Não. Apesar de utilizar a rede de dados para fazer chamadas, as ligações realizadas utilizando a tecnologia VoLTE não consomem dados do seu pacote de internet móvel. A cobrança das chamadas VoLTE seguem as mesmas tarifas das ligações feitas com tecnologias 2G e 3G.

Toda operadora tem suporte a VoLTE?

Não. Atualmente, Vivo e TIM oferecem a tecnologia VoLTE para todos os seus clientes. A Claro oferece VoLTE com restrições: somente usuários de planos pós-pagos têm acesso à tecnologia.

A tecnologia VoLTE não está disponível em diversas operadoras virtuais (MVNOs) do Brasil. Nesses casos, o smartphone precisa utilizar as redes 2G ou 3G para realizar chamadas de voz.

Pessoa em ligação (imagem ilustrativa: Pixabay)

O VoLTE tem suporte a videochamadas?

Existe a tecnologia ViLTE, que utiliza os mesmos recursos do VoLTE para chamadas de vídeo. No entanto, o padrão é pouco utilizado e não é suportado por todos os smartphones.

Quais são as vantagens das chamadas VoLTE?

O uso de VoLTE traz diversos benefícios para o usuário, incluindo uso simultâneo de dados, economia de energia e qualidade. A seguir, entenda melhor sobre cada um deles:

Ligações em alta qualidade: a tecnologia VoLTE é compatível com codecs com maior resolução, permitindo chamadas HD com melhor qualidade da voz.

Uso de dados simultâneos: o VoLTE funciona sob a infraestrutura do 4G, e a rede de dados de alta velocidade continua disponível durante chamadas de voz.

Eficiência de energia: a tecnologia VoLTE permite maior duração da bateria, uma vez que o smartphone não precisa se conectar simultaneamente em uma rede 2G ou 3G para receber ligações.

Cobertura indoor: o VoLTE pode ser utilizado com 4G ou 5G de 700 MHz, que permite maior penetração de sinal em ambientes internos quando comparação com frequências utilizadas pelo 2G e 3G.

Ligações completam mais rápido: as ligações feitas utilizando tecnologia VoLTE começam a chamar em menos de dois segundos, enquanto no 2G e 3G pode demorar mais de cinco segundos.

Quais são as limitações das ligações VoLTE?

As limitações do VoLTE incluem compatibilidade de aparelhos, disponibilidade da operadora e restrição de planos. Veja, abaixo, como cada uma delas pode afetar a sua experiência:

Compatibilidade: nem todos os aparelhos são compatíveis com a tecnologia VoLTE, e nem toda operadora dá suporte a todos os aparelhos compatíveis com o padrão de chamada via 4G.

Nem toda chamada é HD: para ter chamadas em alta qualidade, é necessário que a operadora ofereça suporte aos codecs HD e ambos os interlocutores precisam utilizar o recurso.

Configuração: alguns aparelhos (especialmente modelos com Android comprados no exterior) precisam de configuração manual para funcionar com o VoLTE.

Restrição de planos: a Claro restringe a tecnologia VoLTE para clientes com planos pós-pagos, deixando de fora usuários com plano controle, pré-pago ou Claro Flex.

Disponibilidade da operadora: nem toda operadora oferece VoLTE aos seus clientes, exigindo a utilização das redes 2G e 3G para chamadas de voz.

Roaming internacional limitado: são poucos os países que oferecem VoLTE para usuários de roaming internacional, sendo necessário utilizar redes 2G e 4G para fazer ligações convencionais.

Posso desativar as chamadas VoLTE no celular?

Sim. Você pode desativar as chamadas por VoLTE nas configurações de rede do seu celular, forçando a utilização do 2G e 3G para ligações convencionais. Embora esse ajuste não seja recomendado, desativar as chamadas 4G pode ser útil em locais onde o 4G está congestionado ou com mau funcionamento.

Qual é a diferença entre VoLTE e Wi-Fi Calling?

As chamadas por VoLTE são feitas através da rede 4G, fornecida pelas torres das operadoras de telefonia. O Wi-Fi Calling é um serviço oferecido pelas operadoras que permite fazer e receber chamadas através redes Wi-Fi, sem depender das torres de telefonia.

As chamadas Wi-Fi são úteis em locais atendidos por internet via Wi-Fi, mas sem cobertura da operadora de celular ou em regiões com sinal fraco.

Posso fazer chamadas HD no 5G?

Sim, é possível fazer chamadas HD em redes 5G. A tecnologia VoLTE é compatível com os padrões 5G SA e 5G NSA; além disso, o mercado trabalha para a padronização do formato VoNR, uma espécie de evolução do VoLTE dedicada para redes de quinta geração.
O que é VoLTE no celular? Conheça benefícios e limitações desse tipo de chamada

O que é VoLTE no celular? Conheça benefícios e limitações desse tipo de chamada
Fonte: Tecnoblog

5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023

5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023

Confira os principais destaques de telecom do ano de 2023 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chegamos ao final de 2023, um ano muito importante para a telefonia no Brasil. O período foi marcado pela expansão do 5G e pela forte atuação da Anatel contra o telemarketing abusivo e a pirataria. Grandes empresas também fizeram importantes movimentações (ou quase saíram de cena, caso da Oi).

Nas linhas a seguir, confira sete destaques sobre o universo das telecomunicações. São fatos importantes que marcaram o ano.

Índice1. O 5G começou a ganhar tração no Brasil2. A Brisanet virou operadora de celular3. A Starlink popularizou a internet via satélite4. A Anatel afrouxou regras para as operadoras5. Combate a pirataria e IPTV6. Mais tentativas de combate ao spam telefônico7. A crise da Oi continuaO que esperar de 2024?

1. O 5G começou a ganhar tração no Brasil

A tecnologia 5G começou a ser implementada no Brasil em 2022, mas foi somente em 2023 que a quinta geração da internet móvel tomou forma e se expandiu.

Os dados mais recentes da Anatel mostram que 17,6 milhões de celulares brasileiros são compatíveis com a tecnologia 5G. No final de 2022, tínhamos apenas 5,8 milhões de dispositivos aptos a se conectarem às redes de quinta geração.

Teste de velocidade 5G (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A cobertura também se expandiu. De acordo com o portal Teleco, o sinal 5G está presente em 297 municípios brasileiros. A TIM lidera o ranking, com 202 cidades cobertas, seguida por Claro (198), Vivo (137) e Algar (3).

Apesar do salto significativo, o 5G ainda precisa crescer muito. A cobertura ainda deixa muito a desejar nas cidades já atendidas (Claro, estou olhando para você!), e o número de aparelhos compatíveis com a quinta geração ainda é menor que dispositivos com tecnologias anteriores (4G, 3G e 2G).

2. A Brisanet virou operadora de celular

Oferta de lançamento da Brisanet dá 3 meses grátis de 4G e 5G (Imagem: Reprodução/Brisanet)

A Brisanet estreou sua rede móvel em novembro de 2023. Com forte atuação no Nordeste, a empresa havia arrematado licenças de 2,3 GHz e 3,5 GHz no leilão da Anatel.

Por enquanto, apenas 28 cidades possuem sinal 4G e 5G com rede própria da Brisanet (no Ceará e Rio Grande do Norte). Os chips são vendidos diretamente nas lojas da operadora, que ainda promove uma oferta de lançamento que dá três meses de serviço grátis.

Antes disso, a Brisanet atuava como operadora móvel virtual (MVNO) por meio da rede da Vivo. Nessa nova empreitada, todas as antenas e equipamentos são da própria Brisanet.

3. A Starlink popularizou a internet via satélite

Antena Starlink de segunda geração (imagem: Divulgação/SpaceX)

Em maio, a Starlink baixou pela segunda vez o preço na mensalidade da internet via satélite, o que permitiu maior acesso ao serviço. A base de clientes dobrou de tamanho no intervalo de um ano, com cerca de 11,6 mil assinantes, segundo os dados mais recentes da Anatel.

Não dá para negar que a companhia de Elon Musk ajudou muito na inclusão digital de áreas remotas do Brasil, especialmente em zonas rurais não atendidas com fibra óptica ou sinal de celular. O mercado também é atendido pelas operadoras de satélite Hughes e Viasat, entre outras, mas os planos são caros, limitados e com altíssima latência.

4. A Anatel afrouxou regras para as operadoras

Fachada da sede da Anatel (Imagem: Reprodução/Anatel)

Em outubro, a Anatel aprovou o novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), que estabelece os direitos e deveres das operadoras e dos usuários. No olhar do consumidor final, várias regras pioraram:

As operadoras ficaram desobrigadas a manter atendimento telefônico 24h, com obrigação apenas entre 6h e 22h

Elas poderão vender planos com atendimento exclusivamente digital, sem suporte humano por telefone ou lojas físicas

Também ficam desobrigadas a manter lojas físicas, sendo facultativa a existência de atendimento presencial

5. Combate a pirataria e IPTV

Lote de TV box apreendido em Resende (RJ) (Imagem: Divulgação/ABTA)

A agenda antipirataria da Anatel continuou a todo vapor em 2023. Ao longo do ano, a agência derrubou 3,9 mil servidores que distribuíam canais de TV pirata e streaming irregular.

A Anatel também multou a primeira pessoa física pela venda de TV box ilegal. Anteriormente, todas as sanções eram contra lojas e pessoas jurídicas.

Outros órgãos também trabalham para combater a pirataria. Uma força-tarefa composta pelo Ministério da Justiça, Polícias Civis e agências da Argentina, EUA, Peru e Reino Unido retirou do ar 606 sites com conteúdo que infringe direitos autorais.

6. Mais tentativas de combate ao spam telefônico

Anatel anunciou identificador de chamadas aprimorado (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O prefixo 0303 foi lançado em 2022, e já ajudou bastante o usuário de telefonia a decidir se quer ou não receber chamadas de televendas. Ainda que o esforço tenha surtido efeito, o telemarketing abusivo continuou perturbando as redes de telefonia.

Em novembro, a Anatel aplicou multas milionárias contra Claro e Bradesco por disparo em massa das chamadas robocalls, que são chamadas automatizadas que tocam no telefone e derrubam as ligações em menos de três segundos.

Uma das grandes novidades de 2023 foi o lançamento do site Qual Empresa Me Ligou, que permite identificar o dono de uma linha telefônica e descobrir a origem das irritantes chamadas. O sistema exibe apenas dados de linhas telefônicas registradas por empresas.

Outro destaque é a chegada do novo identificador de chamadas inteligente. A Anatel anunciou a implementação do protocolo STIR/SHAKEN, que garante a autenticidade de chamadas de telemarketing. Ele prevê a exibição do nome da empresa, marca e assunto na tela de identificação.

7. A crise da Oi continua

Clientes da Oi Fibra podem ser vendidos para outra operadora (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Em 2022, a Oi encerrou a recuperação judicial que se arrastava desde 2016. Problema resolvido? Que nada: a Justiça aceitou um novo pedido de recuperação judicial em março. A operadora alegou dificuldades financeiras e incapacidade de honrar compromissos.

As dívidas desta nova recuperação judicial chegam a R$ 43,7 bilhões. Para tentar se salvar, a Oi colocou à venda a companhia ClientCo, que reúne a carteira de clientes de fibra óptica.

A rede de fibra foi vendida na recuperação judicial anterior. A Oi fez o spin off dos ativos e criou a rede neutra V.tal, cujo controle foi transferido para um fundo do BTG Pactual.

O que esperar de 2024?

Para 2024, é provável que nós vejamos uma expansão ainda maior do 5G. As operadoras precisam investir na melhoria de cobertura nas cidades atualmente atendidas, mas a tecnologia também deve desembarcar em novas localidades.

Assim como nos anos anteriores, espere mais concentrações de provedores regionais de internet. Esse movimento pode acontecer tanto via aquisições por players maiores ou por fusões entre empresas menores.

Vamos acompanhar de perto a situação da Oi, que pode vender a carteira de fibra óptica para outra operadora. O mercado especula que a base de clientes poderia ser assumida por Claro, TIM e Vivo. Trata-se de um negócio extremamente complexo, visto que a Oi Fibra depende do contrato com a rede neutra da V.tal.
5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023

5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023
Fonte: Tecnoblog

Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM

Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM

Claro Flex agora permite teste grátis via eSIM (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Depois da TIM liberar o test drive da sua rede em outubro, chegou a vez da Claro. A operadora lançou uma degustação do plano digital Claro Flex via chip digital (eSIM), e os interessados poderão experimentar a rede 4G e 5G de graça durante 30 dias, com redes sociais ilimitadas e 32 GB de internet móvel.

A oferta de degustação do Claro Flex funciona via chip virtual. Para se inscrever no test drive, é necessário ter um aparelho compatível com a tecnologia eSIM e baixar o aplicativo Claro Flex na App Store ou Google Play. Todo o processo de cadastro ocorre diretamente no app.

A lista de aparelhos compatíveis inclui toda a linha iPhone a partir do XS/XR, além de alguns modelos da Motorola e Samsung. Um requisito curioso descrito no site da Claro é que dispositivos da Samsung comprados em lojas de operadoras deverão ter Android 14 ou superior para fazer a ativação do eSIM.

Degustação com 32 GB de internet móvel e open bar de redes sociais

Se você pensa em mudar da sua operadora atual para a Claro, o test drive do Claro Flex pode ser uma ótima oportunidade para experimentar a rede e ver como é o sinal em casa, no trabalho e nas regiões onde mais frequenta.

A oferta de degustação do Claro Flex inclui 32 GB de internet móvel e ligações ilimitadas para qualquer operadora, além de acesso sem descontar da franquia ao WhatsApp, Instagram, TikTok, Facebook, X (Twitter) e Waze.

Os primeiros 30 dias são gratuitos, e quem continuar com o plano nos próximos meses deverá pagar a mensalidade de R$ 59,99. É obrigatório cadastrar um cartão de crédito durante a degustação para garantir as cobranças futuras, mas o serviço não tem fidelidade e pode ser alterado ou cancelado sem multa, diretamente pelo aplicativo.

Detalhamento do plano de degustação do Claro Flex (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Para quem quiser continuar no Claro Flex, é possível solicitar a portabilidade numérica diretamente no app do plano. Além da oferta de R$ 59,99, existem outras opções: o pacote mais barato custa R$ 39,99, com 20 GB de internet móvel e redes sociais ilimitadas.

Em comparação com o test drive da TIM, a degustação da Claro é mais generosa. A TIM dá 30 GB de internet e ligações ilimitadas, enquanto a oferta da Claro inclui 32 GB e redes sociais à vontade. Por outro lado, a TIM não exige verificação com cartão de crédito e não faz cobrança automática após o teste, o que torna o processo menos burocrático.

Até mesmo clientes da Claro podem ativar o test drive

Um detalhe interessante é que, ao contrário do test drive da TIM, a degustação do Claro Flex também pode ser feitas por clientes da Claro que possuem outros planos. Eu sou assinante de um plano pós-pago da Claro e conseguir fazer a ativação normalmente.

De acordo com o regulamento, é possível ativar uma linha por CPF ou e-mail na oferta Claro Flex eSIM. Sendo assim, se você tem um plano pré-pago, pós-pago ou controle da Claro, poderá ativar o test drive normalmente.

Essa é uma conduta diferente da TIM. A concorrente faz verificação por CPF, e limita a ativação apenas para não-assinantes da operadora.

Será que a Vivo vai seguir a tendência e lançar seu próprio test drive? A operadora lidera o mercado de telefonia móvel brasileiro, com mais de cinco pontos percentuais de vantagem para a segunda colocada Claro.
Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM

Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM
Fonte: Tecnoblog

Google Fiber terá internet de 20 Gb/s (que custa bem caro)

Google Fiber terá internet de 20 Gb/s (que custa bem caro)

Google Fiber passa a ofertar internet por fibra de 20 GB/s, mas só com preço elevado (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Google Fiber, serviço de internet por fibra do Google, está liberando a assinatura do seu plano de velocidade de 20 Gb/s em alguns lugares dos Estados Unidos. O plano custa US$ 250 (R$ 1.229,92) por mês e está disponível em Kansas City, uma parte do estado da Carolina do Norte, Arizona e Iowa. O serviço também entrega ao cliente um modem com Wi-Fi 7.

A empresa começou a anunciar essa velocidade no mês de outubro. O Google não precisou alterar a sua estrutura de fibra ótica para ofertar a internet de 20 Gb/s. A rede do Google Fiber utiliza a tecnologia 25G PON da Nokia, que permite aumentar a largura de banda mantendo a estrutura atual de fibra.

Internet de 20 GB/s do Google ainda em fase inicial

Apesar de iniciar a venda dos pacotes, a internet de 20 GB/s do Google é um produto em acesso antecipado — e isso é dito pela própria empresa. A big tech ofertará o plano para uma lista especial de clientes, provavelmente os que têm perfil de early adopter e entusiasta.

Explicando para quem não sabe, early adopter é o termo usado para o perfil de consumidores que adota uma tecnologia ou produto logo no seu início, não ligando para possíveis problemas (e falta de jogos quando falamos de early adopters em consoles).

Voltando a falar do acesso antecipado, até mesmo o Wi-Fi 7 pode ser considerado como “experimental”. A Wi-Fi Alliance espera iniciar a certificação dos modems com essa tecnologia no primeiro trimestre de 2024.

No vídeo incluído nessa matéria, Nick Saporito, diretor de produto do Google Fiber, explica que as primeiras versões do modem Wi-Fi 7 do plano serão grandes, mas que a evolução da tecnologia permitirá que o tamanho do equipamento diminua com o passar do tempo.

O Google Fiber, vale relembrar, não está disponível no Brasil. Por aqui, o maior plano de internet por fibra é da TIM Ultrafibra com 2 GB/s — no caso das operadoras nacionais. Em 2021, a Naxi, provedora regional de Jaraguá do Sul (SC), anunciou um plano de 6 GB/s, o maior do Brasil até então. O Tecnoblog entrou em contato com a empresa para saber se ela ainda oferta esse serviço. A matéria será atualizada em caso de resposta da empresa.

Com informações: The Verge
Google Fiber terá internet de 20 Gb/s (que custa bem caro)

Google Fiber terá internet de 20 Gb/s (que custa bem caro)
Fonte: Tecnoblog

Exclusivo: Menos de 10% dos clientes estouram a franquia, diz diretor da TIM

Exclusivo: Menos de 10% dos clientes estouram a franquia, diz diretor da TIM

TIM começa a usar Starlink em áreas remotas e comenta sobre 5G FWA (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Rio de Janeiro — A TIM conquistou um importante marco neste mês: ativou uma antena de telefonia celular na pequena cidade de Guarinos, em Goiás. E com isso, se tornou a primeira operadora a oferecer internet móvel em 100% dos municípios brasileiros. Mesmo com a celebração deste feito, a companhia entende que ainda há muito a fazer.

Em entrevista exclusiva ao Tecnoblog, o diretor de tecnologia da TIM Brasil revelou os bastidores da operação para conectar todas as cidades. Leonardo Capdeville revelou que a tele adotou a tecnologia da Starlink em vez do satélite convencional para alimentar uma torre num local remoto.

Capdeville também comentou sobre o 5G FWA, serviço já oferecido pelas concorrentes Claro e Vivo, mas que ainda não foi lançado pela TIM. A operadora mantém cautela com esse tipo de produto, e aposta no desenvolvimento de uma tecnologia a um custo mais acessível.

Também perguntamos sobre planos de celular com internet ilimitada, algo que já existe em outros países — inclusive pela própria TIM na Itália. O executivo falou de especificidades regulatórias que impedem esse tipo de oferta no Brasil, mas detalhou que os planos pós-pagos atuais já são “praticamente ilimitados” e que menos de 10% dos usuários estouram a franquia.

Confira abaixo o papo completo com Leonardo Capdeville. O texto foi editado para maior clareza.

Os desafios da expansão do 4G

Lucas Braga (Tecnoblog) — Como foi o desafio de chegar a todas as cidades brasileiras com 4G? A TIM havia anunciado esse compromisso em 2020.

Leonardo Capdeville (TIM) — Muitas dessas cidades não são atrativas economicamente, mas o compromisso era tão sério que a gente fez uma debênture de R$ 1,6 bilhão, baseada no conceito ESG.

Não foi um desafio simples. A gente chegou em lugar que não tinha nem eletricidade constante. Tivemos que criar uma solução que conseguisse usar painel solar e bateria de lítio.

Leonardo Capdeville, diretor de tecnologia da TIM (Imagem: Ismar Ingber/Divulgação)

O que você encontrou de curioso no processo de expandir a cobertura para locais remotos? E as dificuldades?

A gente colocou um site na beira de um rio do Pará. Começamos a notar que o pico de tráfego acontecia das 6h30 às 8h da manhã. Uma coisa estranha… Sabe por quê? As pessoas vinham de barco, paravam na frente da torre, faziam tudo que tinha que fazer, mandavam Pix, falavam com alguém, para depois seguir a viagem no rio.

Teve uma cidade em que quase perdemos o prazo. Houve a seca histórica no Amazonas, então o trajeto de barco ficou intransitável até o rio subir. Levamos 15 dias para fazer o transporte, quando o esperado eram 5 dias.

Antena da TIM com paineis solares e conexão via satélite em General Salgado/SP (Imagem: Reprodução/TIM)

Como é a manutenção dessas antenas remotas?

Em alguns casos, a gente habilita as pessoas locais a trabalharem, então alguém da região vai até a antena e nos ajuda, em contato com um técnico remoto. Casos mais sérios podem exigir a presença de um técnico. Isso pode levar até cinco dias para acontecer por causa do deslocamento. Mas essa é a realidade do Brasil… Remédio também leva os mesmos cinco dias.

Boa parte desses sites remotos são conectados via satélite. Vocês pensam em usar a Starlink para melhorar a qualidade e diminuir a latência?

Sim. A gente fez um teste em Pacajá, no Pará, porque identificamos certo congestionamento no satélite tradicional. Foi a primeira cidade em que a gente colocou a Starlink e performou super bem.

A gente analisa o tempo inteiro qual a melhor opção para cada lugar. Hoje, trabalhamos com satélites de banda C, banda Ku, banda Ka e estamos começando os primeiros testes com a Starlink.

Antena da TIM em Pacajá (PA). No topo da torre há uma antena da Starlink (Imagem: TIM)

Em termos de custo, usar Starlink chega a ser mais barato que satélites de outras bandas?

É difícil de afirmar que sim porque são modelos muito diferentes. Na banda Ku, a gente contrata a capacidade de espectro do satélite, enquanto a Starlink tem um modelo diferente, por consumo. Então depende muito, é difícil fazer a conta. Mas o nosso foco é ter o melhor, nem sempre o mais barato.

Vocês irão abrir a rede 4G em locais remotos para roaming de clientes de outras operadoras?

A Anatel obriga que as operadoras liberem o roaming em cidades com menos de 30 mil habitantes. É o que nós fazemos atualmente. No entanto, não é obrigação das demais operadoras contratarem a nossa rede em roaming.

Em 2020, a TIM firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Anatel convertendo multas em compromissos. Havia uma meta de expansão de cobertura. O crescimento do 4G para todas as cidades foi compromisso desse TAC ou uma iniciativa da própria TIM?

Essa meta de chegar a todos os municípios era uma meta nossa, que a gente assumiu com o mercado quando lançamos a debênture. O TAC feito com Anatel abordava uma série de questões antigas, de não atender determinados regulamentos e uma série de coisas. Tínhamos uma lista de municípios que deveriam receber a cobertura, mas não eram todos os municípios do Brasil.

A TIM chegou em todos os municípios brasileiros com 4G. Qual é o próximo passo?

Tem muita coisa pra fazer. Se você soma todas os operadoras hoje e analisa a cobertura territorial no Brasil, estamos falando de alguma coisa em torno de 17%. Temos uma grande oportunidade de áreas não cobertas.

Estamos desbravando duas novas frentes. A primeira é o agronegócio, em que temos 16 milhões de hectares cobertos. A outra frente são as rodovias. As novas concessionárias têm obrigação de entregar conectividade. Antes elas faziam isso por Wi-Fi, mas era caríssimo e não funcionava bem. Agora, a gente faz parceria e passa a prover o acesso via 4G.

A estratégia da TIM para banda larga fixa via 5G

Claro e Vivo já lançaram ofertas de 5G FWA, para banda larga fixa. Quando a TIM terá um produto assim?

É um tema comercial. A gente vê duas barreiras que deveriam ser removidas para que o FWA ganhasse escala. A primeira é a cobertura. Ainda temos muito a cobrir, mas onde temos serviço, cobrimos bem. A segunda barreira é o custo do CPE [modem que fica na casa da cliente]. O preço ainda é muito alto. Precisamos que o custo fique razoável para lançar o serviço e ter escala.

CPE (modem) da Huawei compatível com 5G (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Agora, existe um novo recurso do 5G que deve chegar no ano que vem: o RedCap. É um padrão da 3GPP que, em vez de usar todo o espectro, utiliza somente uma parte. Em vez de chegar a velocidades de 1 Gb/s, vai chegar a 100 Mb/s, que é uma banda mais do que suficiente para todas as aplicações de IoT e também para uso residencial, com a mesma latência do 5G.

A vantagem é que os chips do RedCap tendem a ser 40% mais baratos. O custo do CPE deve diminuir muito e poderemos levar internet aonde não chegamos com fibra, além de viabilizar o IoT no 5G. A Qualcomm deve anunciar seu chipset com RedCap no primeiro trimestre de 2024, e a TIM está preparando os testes para suportar o padrão.

A rede da TIM Brasil permite oferecer planos de celular com internet ilimitada? Essa é uma tendência que a gente vê em vários países, como nos Estados Unidos e até mesmo na Itália com a própria TIM…

Nosso pós-pago tem planos com franquias que se aproximam a 100 GB, então é praticamente um ilimitado… A quantidade de clientes que estouram a franquia é muito baixa, bem menos que 10% dos usuários, então os pacotes são confortáveis.

Eu poderia ter um plano ilimitado de 200 GB ou 300 GB. Isso não faz diferença para o usuário. A questão do ilimitado é uso abusivo. Ao ofertar o plano ilimitado temos o cliente que usa para as próprias necessidades, mas também tem gente que compartilharia a conexão para vender o acesso.

Planos pós-pagos da TIM são “confortáveis”, diz Capdeville (Imagem: Reprodução)

Nos planos ilimitados dos Estados Unidos existem restrições. Por exemplo, não pode fazer tethering e as operadoras têm o direito de cortar a conexão se ocorrer o uso abusivo. Se eu vendo um plano ilimitado no Brasil, com a regulação da Anatel, não posso fazer essas restrições.

Mas vocês aplicam limites na banda larga fixa. Tem o limite de 2 TB na TIM Ultrafibra…

Mas dá uma olhada pra ver se a gente aplica…

Tem uma matéria no Tecnoblog sobre um cliente que teve o acesso cortado e recebeu a carta de cancelamento…

É um caso que está explícito no nosso regulamento. A gente não está vendendo um plano “ilimitado”.

Nota do autor
Vale lembrar que existe uma decisão cautelar da Anatel em vigor desde 2016 que proíbe a aplicação de franquia na banda larga fixa por grandes operadoras, seja com redução de velocidade ou corte do acesso.

Por onde anda o 5G Standalone?

A TIM foi a favor do 5G no formato Standalone. Estamos quase em 2024 e notamos que o 5G SA da empresa é restrito a poucos clientes que têm plano pós-pago e pacote adicional. Vocês pretendem em algum momento próximo abrir a rede 5G SA para clientes do controle, pré-pago ou pós-pago sem o pacote?

O Standalone vai viabilizar o 5G para o mercado B2B no longo prazo. O slicing (com priorização de banda) e o trabalho em baixa latência só serão possíveis nessa rede.

Quando a gente fala em investimento em infraestrutura, nunca podemos falar em dois, três anos. Tem que pensar em cinco, dez anos. Por isso optamos por construir a rede diretamente no 5G SA. Não poderíamos nos dar ao luxo de investir duas vezes.

A liberação do Standalone para outros planos e pacotes depende da área de negócios da TIM. Isso é possível do ponto de vista técnico. Também existe a questão dos smartphones compatíveis com o 5G SA, que ainda são poucos. Somente 5% da nossa base estão no Standalone.

A penetração de aparelhos 5G no Brasil está mais acelerada do que esperávamos, mas por causa do 5G NSA. Ainda não chegaram aplicações para consumidores finais que demandem o SA.

Lucas Braga viajou ao Rio de Janeiro a convite da TIM.
Exclusivo: Menos de 10% dos clientes estouram a franquia, diz diretor da TIM

Exclusivo: Menos de 10% dos clientes estouram a franquia, diz diretor da TIM
Fonte: Tecnoblog

Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone

Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone

eSIM: chip virtual substitui SIM card físico (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Claro saiu na frente das outras operadoras ao liberar a transferência fácil de eSIM no iPhone. Com a chegada do iOS 17.2 , os clientes da companhia de telecomunicações poderão rapidamente converter ou transferir o chip virtual entre os aparelhos da Apple – conforme antecipado ao Tecnoblog em primeira mão.

Nós chegamos a comentar sobre os testes que estavam sendo realizados no território brasileiro. A novidade só foi possível graças a uma aliança entre a Apple e a Claro para viabilizar as ferramentas nativas de telefonia.

Recursos nativos de eSIM no iOS

A Claro nos explicou que os clientes de planos pós-pagos e pré-pagos passam a contar com três opções diretamente nos ajustes do sistema iOS:

Conversão do chip físico para eSIM

Transferência de chip físico para eSIM entre iPhones compatíveis

Transferência de eSIM para eSIM entre iPhones compatíveis

No futuro, a empresa tem planos de liberar os recursos adicionais de eSIM também para o iPad.

Funções de eSIM no iOS (Imagem: Divulgação/Claro)

Na prática, o cliente ganha mais conveniência, uma vez que não precisa ir a loja da operadora para realizar ações aparentemente simples. A Claro ainda nos disse que todos os procedimentos são gratuitos.

A operadora reconhece que a segurança é um dos fatores para a liberação da novidade. O chip virtual não pode ser removido, o que facilita a localização do iPhone em caso de perda ou roubo. Também há maior flexibilidade por possibilitar duas linhas no mesmo dispositivo.

Como converter SIM para eSIM no iPhone

Para converter o SIM Card para eSIM é preciso ter o iOS 17.2 e acessar o seguinte caminho no iPhone: Ajustes → Celular → Converter para eSIM. De acordo com a Claro, um passo a passo simples irá aparecer para o usuário.

O diretor de produtos e proposta de valor da Claro, Fábio Nahoum, declarou em nota ao Tecnoblog que o recurso de transferência rápida de eSIM chega num momento de forte expansão da digitalização no Brasil. Tudo é feito de forma automática para proporcionar uma melhor experiência para o cliente, na visão do executivo.

Não se sabe quando a TIM e a Vivo vão lançar ferramentas equivalentes. Nos bastidores, comenta-se que são realizadas diversas rodadas de testes com representantes da Apple e das operadoras antes de tomar a decisão. Os sistemas precisam funcionar em conjunto, o que por ora só foi alcançado na Claro.

Veja os destaques do iOS 17.2, que acaba de chegar ao iPhone

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Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone

Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone
Fonte: Tecnoblog

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs

Quanto do tráfego global na internet é gerado pelas Big Techs? De acordo com um relatório da Sandvine, empresa de inteligência e redes, a resposta é 48%. Ou seja, quase metade dos dados trafegados no planeta vem de um grupo bem seleto de empresas.

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O cenário brasileiro reflete esse achado. Segundo o presidente da Claro, José Félix, só a Meta corresponde a 20,1% do tráfego de dados dos clientes da operadora. Um quinto do volume de dados de uma das maiores operadoras do país.

Em vários países, essa concentração tem levado à formulação de um argumento bastante polêmico. Segundo várias operadoras de telecom, as plataformas digitais geram enorme demanda, mas não contribuem para a manutenção da infraestrutura que permite que seus streamings, redes sociais e aplicativos de mensagens sejam acessados.

O resultado é um cenário injusto, na concepção das teles. Para corrigir isso, as plataformas que mais geram tráfego — ou seja, as Big Techs — devem contribuir financeiramente para os investimentos em rede. Este é conceito por trás do chamado fair share.

Quem gera o tráfego que pague

A discussão sobre o fair share ganhou destaque na Europa, onde uma consulta pública sobre o tema chegou a ser aberta. Havia expectativa de que os legisladores europeus vissem a proposta com bons olhos.

Isso porque a Europa é conhecida por legislações mais rígidas com Big Techs. Além disso, o comissário da União Europeia para mercado interno, Thierry Breton, já foi empresário do setor de telecomunicações. As condições pareciam favoráveis à proposta.

Mas as coisas não se desenrolaram da forma que as teles gostariam. A consulta pública constatou basicamente que todo mundo era contra a ideia, exceto, é claro, as próprias empresas de telecomunicações. O assunto não morreu, mas só deve voltar à tona a partir de 2025.

No Brasil, debates em torno do tema têm sido frequentes em 2023, e as operadoras mantém um discurso afinado a favor da cobrança sobre as Big Techs.

O já citado José Félix reforça que as grandes plataformas são as principais responsáveis pelo aumento no tráfego, sendo necessário, portanto, que contribuam para a implementação das redes.

Camila Tapias, vice-Presidente da Telefônica Vivo, vai além. Segundo ela, o crescimento no volume de dados pode levar a um cenário em que a “qualidade do ecossistema está sob risco”.

Pesaria também o fato de que as operadoras não podem impôr limitações baseadas em franquia de dados aos usuários de internet fixa. Por esse raciocínio, os recursos para melhora da infraestrutura devem sair de outro lugar, portanto: do bolso das Big Techs.

O argumento das teles faz sentido?

Nem todo mundo concorda com a preocupação da executiva, no entanto. No Tecnocast 315, discutimos os diversos aspectos da proposta de fair share, e, de acordo com Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, a internet no Brasil não corre riscos devido ao aumento na demanda.

Ele cita dados do IX.br, projeto de troca de tráfego ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr), para mostrar que não há indícios de que a internet esteja em perigo. E mais: mesmo se dobrássemos o consumo de dados no Brasil hoje, a infraestrutura instalada daria conta.

Se não é provável que o ecossistema esteja “sob risco”, qual é a explicação para a reivindicação das teles? Outras falas de executivos do setor deixam claro: trata-se de uma questão econômica.

Segundo Camila Tapias, há uma “insuficiência de retorno econômico” para as prestadoras. Marcos Ferrari, presidente da Conexis, entidade reúne as empresas de telecom e de conectividade, destaca que o retorno das teles gira em torno de 8% na média global. Seria pouco diante dos 30% das Big Techs.

Aí estaria a principal motivação do fair share, na opinião de Ayub.

Eles tão salivando em cima dos 30%, querendo a fatia deles do bolo. É como se o motorista do carro-forte olhasse pelo retrovisor e falasse: poxa, tem tanto dinheiro aqui, quero um pedacinho disso.

Além disso, cabe apontar que as Big Techs fazem, sim, investimentos em infraestrutura. Eles vão desde o financiamento de cabos submarinos ao estabelecimento de redes de entrega de conteúdo, ou CDNs, ao redor do mundo. São conjuntos de servidores que otimizam a entrega de conteúdo ao usuário. Os CDNs melhoram a qualidade do serviço e ajudam a reduzir custos, e não só do lado das Big Techs, mas também das empresas de telecom.

Ou seja: não é verdade que as plataformas digitais simplesmente usam a rede já construída pelas operadoras sem contribuir para melhora do serviço. Todo mundo paga alguma coisa para estar na internet.

No colo de quem vai cair a conta?

A polêmica em torno do fair share deixa clara a dor de cabeça do setor de telecomunicações: encontrar novas fontes de receita. Trata-se de um mercado bastante maduro, com poucos players de grande porte. A briga é muito mais para roubar clientes uns dos outros do que por novos usuários.

Esse cenário de competição é ótimo para o consumidor, é claro. As teles passam a oferecer pacotes mais atrativos na internet fixa, tanto em preço quanto em velocidade, além de pacotes de internet móvel com zero rating para aplicativos muito populares.

A gratuidade destes aplicativos, inclusive, vai contra o próprio argumento das operadoras. Se o grande volume de tráfego fosse de fato um problema, os planos com WhatsApp e Facebook ilimitados já teriam sido abandonados. A concorrência, no entanto, tornou tais produtos praticamente uma commodity.

É difícil, de fato, imaginar novas possibilidade de crescimento para as operadoras, por maior que seja a pressão de investidores por margens de lucro mais altas. No entanto, não parece correto dizer que se trate de uma situação injusta. É apenas o resultado das dinâmicas do mercado.

Além disso, não é difícil imaginar o que aconteceria caso Big Techs fossem obrigadas a pagar pelo uso da rede. Os novos gastos seriam repassados para a ponta. Mensalidades mais altas no streaming, por exemplo, ou uma quantidade ainda maior propagandas exibidas nas principais plataformas. A conta cairia no colo do usuário, é claro.

Não existe internet grátis. Nem pra você, nem para as Big Techs.
Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs
Fonte: Tecnoblog

Como desbloquear um contato no Android ou iPhone

Como desbloquear um contato no Android ou iPhone

Desbloquear um contato no celular é uma maneira de permitir que um número de telefone previamente bloqueado possa novamente ligar, enviar mensagens ou entrar em contato com o usuário do celular.

É possível desbloquear um número no Android acessando as configurações do aplicativo do telefone e removendo o número da lista de bloqueio. Já no iPhone é necessário abrir o cartão de contato e fazer o desbloqueio pelo botão “Desbloquear este Chamador”. Veja com mais detalhes a seguir.

Tela de início do aplicativo Telefone no iOS (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

ÍndiceComo desbloquear um contato no Android1. Abra o aplicativo do seu telefone2. Toque no menu de três pontos para abrir mais opções3. Vá até “Configurações” para desbloquear um número no celular4. Toque em “Bloquear números”5. Selecione o ícone vermelho para desbloquear um contatoComo desbloquear um contato no iPhone1. Abra o aplicativo do seu telefone2. Encontre o contato que deseja desbloquear no celular3. Toque em “Desbloquear este Chamador”O que acontece ao desbloquear um contato?O contato vai ser notificado se eu desbloquear o número de celular?Dá para desbloquear um contato que me bloqueou?Qual a diferença entre desbloquear um contato no telefone e desbloquear alguém no WhatsApp?É possível bloquear um número de telefone no celular?

Como desbloquear um contato no Android

Para desbloquear um número de celular no Android é necessário acessar as configurações do aplicativo do telefone e remover o contato da lista de números bloqueados.

O tutorial abaixo foi feito em um celular Samsung com One UI 5, por isso o método pode ter algumas variações de um aparelho para outro.

1. Abra o aplicativo do seu telefone

Acesse o aplicativo de telefone do seu celular para fazer o desbloqueio de um número.

2. Toque no menu de três pontos para abrir mais opções

Vá até o menu de três pontos para abrir a aba de configurações de chamadas.

3. Vá até “Configurações” para desbloquear um número no celular

Selecione a opção “Configurações” para acessar a seção de bloqueio de números do seu aparelho.

4. Toque em “Bloquear números”

Toque na opção “Bloquear números” para ver a lista com todos os números e contatos bloqueados.

5. Selecione o ícone vermelho para desbloquear um contato

Toque no sinal em vermelho para desbloquear um número de telefone no celular Samsung.

Como desbloquear um contato no iPhone

Também é possível desbloquear um número no iPhone. É necessário acessar a lista de contatos, selecionar o número bloqueado e desativar o bloqueio. Veja abaixo.

1. Abra o aplicativo do seu telefone

Acesse o app do telefone para abrir a sua lista de contatos.

2. Encontre o contato que deseja desbloquear no celular

Busque pelo contato que deseja desbloquear na barra de busca do aplicativo do telefone e selecione para abrir mais opções.

3. Toque em “Desbloquear este Chamador”

Role a tela para baixo e toque na opção “Desbloquear este Chamador” para desbloquear um contato no celular.

O que acontece ao desbloquear um contato?

Após desbloquear um contato que estava bloqueado, o número pode voltar a entrar em contato com você via chamadas pelo telefone ou mandar mensagens por SMS.

O contato vai ser notificado se eu desbloquear o número de celular?

O desbloqueio de um número de telefone é feito de forma silenciosa. Ou seja, nenhuma notificação será enviada ao contato após desbloquear um número no seu celular.

Dá para desbloquear um contato que me bloqueou?

Não é possível desbloquear um contato que te bloqueou. A única forma de você ser desbloqueado é se a outra pessoa fizer o desbloqueio do seu número de telefone no smartphone.

Qual a diferença entre desbloquear um contato no telefone e desbloquear alguém no WhatsApp?

Você poderá receber chamadas e SMS da outra pessoa ao desbloquear um contato no seu telefone. Porém, após desbloquear alguém no WhatsApp, o usuário poderá ver sua foto de perfil no mensageiro, além da possibilidade de entrar em contato com você via mensagens, ligações e até chamadas de vídeo.

Para que o usuário não consiga entrar em contato com você é necessário fazer o bloqueio do número no telefone e no WhatsApp.

É possível bloquear um número de telefone no celular?

Sim, para bloquear chamadas indesejadas de algum contato é preciso acessar as configurações no app de telefone, selecionar o número e realizar o bloqueio.

Além disso, o usuário pode silenciar chamadas de desconhecidos nas configurações do aparelho. O método pode ser feito no iOS e Android, tendo variações de acordo com a marca do seu dispositivo.
Como desbloquear um contato no Android ou iPhone

Como desbloquear um contato no Android ou iPhone
Fonte: Tecnoblog