Category: Telecomunicações

Receita da Claro cresce 5,4% com alta no celular pós-pago e internet fixa

Receita da Claro cresce 5,4% com alta no celular pós-pago e internet fixa

Claro é a segunda maior operadora de telefonia móvel do país (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Claro Participações divulgou os resultados financeiros para o 1º trimestre de 2024. A operadora de telecom teve alta de 5,4% no faturamento, impulsionados pelo bom desempenho da receita móvel e crescimento nos assinantes de banda larga fixa.

Confira abaixo os principais indicadores financeiros da Claro para o 1º trimestre de 2024 e o comparativo com o mesmo período do ano anterior.

Indicador1º trimestre de 20241º trimestre de 2023DiferençaReceita líquida totalR$ 11,77 bilhõesR$ 11,17 bilhões+5,4%Receita de serviços móveisR$ 6,23 bilhõesR$ 5,74 bilhões+8,5%Receita de serviços fixosR$ 5,01 bilhõesR$ 4,96 bilhões+1,1%EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)R$ 5,19 bilhõesR$ 4,71 bilhões+10,2%

Por se tratar de uma empresa com capital fechado no Brasil, a Claro não divulga o lucro líquido como fazem as concorrentes Vivo, TIM e Oi. O EBITDA, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, saltou 10,2% no ano, enquanto a margem EBITDA cresceu 1,9 ponto percentual.

Linhas de celular pós-pago cresceram 8,7%

O segmento de telefonia celular é o carro-chefe da Claro. No trimestre, a receita móvel foi de R$ 6,23 bilhões, com crescimento de 8,5% em comparação com o ano de 2022.

De acordo com a Claro, o bom resultado no móvel ocorreu graças a fatores como liderança na portabilidade numérica, aumento na base de clientes com planos pós-pagos, aumento do gasto médio por usuário (ARPU) e redução de cancelamentos (churn).

Falando de clientes, a Claro encerrou o trimestre com 87,5 milhões de linhas móveis. O serviço pós-pago, que tem maior preço e recorrência de pagamento mensal, atingiu 52 milhões de chips — salto de 8,7% em relação ao ano anterior.

Loja da Claro em Brasília (Imagem: Divulgação/Claro)

A tele também cresceu na participação de mercado dos celulares pré-pagos e atingiu a marca de 35,6 milhões de chips. A Claro afirma que 84% dos clientes pré utilizam planos mensais, o que ajuda a aumentar a receita por usuário.

Para crescer no pós-pago, a Claro aposta no Claro Flex, que recentemente deixou de ter redes sociais ilimitadas. De acordo com a empresa, houve crescimento de 79,2% na base do plano digital, por meio de novas vendas ou migração do pré-pago. A operadora não divulga, no entanto, quantas linhas estão cadastradas no serviço.

Em relação à concorrência, a Claro ocupa a vice-liderança do mercado de telefonia móvel, com 34,1% das linhas de celular registradas no Brasil. O pódio é ocupada pela Vivo, com market share de 38,8%, enquanto a TIM figura na terceira posição com 23,9% dos chips.

No 5G, a Claro lidera em dispositivos conectados, com 38% de participação do mercado. No entanto, a tele perde para a TIM em antenas licenciadas e cidades cobertas. A concorrente alcançou 270 municípios atendidos com sinal de quinta geração.

Vendas de banda larga seguram queda da TV paga

A Claro conseguiu segurar as pontas no segmento residencial: a receita com serviços fixos foi de R$ 5,01 bilhões, alta de 1,1% em comparação com o período anterior. O resultado foi possível graças ao crescimento do serviço de internet fixa.

No trimestre, a Claro teve 91,1 mil adições líquidas de banda larga, o dobro registrado no ano anterior. É um bom resultado, considerando especialmente a ampla concorrência com provedores regionais de fibra óptica.

A operadora também teve incremento nos usuários com velocidades a partir de 500 Mb/s, com adição de 2 milhões de clientes no comparativo anual. Todos os planos de internet a partir de 350 Mb/s agora também incluem assinatura do Globoplay sem custo adicional.

Em relação à cobertura fixa, a Claro afirma ter encerrado o trimestre com disponibilidade de rede para 41,5 milhões de domicílios (home passed) em 512 cidades. Esse dado representa tanto a modalidade de cabo coaxial como a fibra óptica pura (FTTH); a operadora não divulgou os dados separados por tecnologia, como costumava fazer em balanços anteriores.

Na TV por assinatura, a Claro mantém a liderança de mercado, com 42,7% dos acessos. No entanto, esse tipo de serviço é cada vez menos utilizado pelos brasileiros. De acordo com dados da Anatel, a tele perdeu cerca de 600 mil clientes de TV a cabo e satélite.

Para conter a queda na base de TV, a Claro tem apostado suas fichas nas versões online do Claro TV+, seja por aplicativo ou por TV Box. Dessa forma, a operadora consegue entregar canais lineares de TV paga com menor carga tributária e com preços menores que no serviço tradicional via cabo ou satélite.

Claro TV+ Box funciona com internet e não depende de cabo ou satélite (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Receita da Claro cresce 5,4% com alta no celular pós-pago e internet fixa

Receita da Claro cresce 5,4% com alta no celular pós-pago e internet fixa
Fonte: Tecnoblog

82% dos brasileiros usam internet diariamente, mas poucos têm boas condições de acesso

82% dos brasileiros usam internet diariamente, mas poucos têm boas condições de acesso

Acesso à internet atinge 95% da população brasileira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.BR) publicou o estudo Conectividade Significativa, que apresenta um panorama sobre o acesso à internet no Brasil em 2023. A pesquisa mostra que o acesso à internet atinge 95% da população, e que 82% das pessoas utilizam a rede diariamente. Ainda assim, apenas 22% dos brasileiros possuem boas condições de conectividade.

Considerando apenas usuários de internet, 84% das pessoas têm frequência diária de acesso. O acesso diversificado entre diferentes dispositivos — como computador e smartphone, por exemplo — é exercido por 34% das pessoas.

Conexões rápidas estão presentes para apenas 35% dos brasileiros

O estudo traz a estatística de que 59% das pessoas utilizam conexão domiciliar via fibra óptica ou cabo, e a velocidade de conexão é maior que 10 Mb/s apenas para 35% dos brasileiros.

É importante salientar que os dados também contemplam pessoas que não são atendidas por banda larga, mas possuem acesso à internet graças aos pacotes de dados celulares.

As estatísticas da Anatel para fevereiro de 2024 mostram que 93,2% das conexões de banda larga fixa são compostas por fibra ou cabo coaxial, e a velocidade média contratada no país foi de 369,4 Mb/s.

Apenas 22% dos brasileiros têm boas condições de acesso

O estudo apresenta um score com nove indicadores para identificar o nível de conectividade. Para o NIC.BR, os resultados da pesquisa mostram um cenário desafiador no Brasil.

A pesquisa leva em conta os seguintes critérios (cada indicador representa 1 ponto):

Custo da conexão domiciliar menor que 2% da renda domiciliar

Presença de plano de celular pós-pago

Dispositivos per capita (quantidade de aparelhos maior que um por cada morador)

Presença de computador no domicílio

Uso diversificado de dispositivos (ex: celular e computador, celular e tablet)

Tipo de conexão familiar (móvel ou banda larga fixa)

Velocidade de conexão familiar maior que 10 Mb/s

Frequência de uso da internet

Locais de uso diversificados (ex: em casa e no trabalho)

Quanto mais pontos, melhor o nível de conectividade. No entanto, 33% da população brasileira com idade acima de 10 anos se encontra na lanterna, com no máximo dois pontos, e 24% das pessoas acumulam três ou quatro pontos.

A conectividade satisfatória, com 7 a 9 pontos, atinge 22% da população brasileira, enquanto 20% das pessoas se enquadram em 5 a 7 pontos.

Gráfico com índice de conectividade por percentual da população brasileira (Imagem: Reprodução/NIC.BR)

Na classificação por raça, classe social e região, 18% dos autodeclarados pretos ou pardos atingem o melhor nível de conectividade, enquanto entre os brancos o número salta para 32%. No recorte por gênero, 28% dos homens são mais conectados; entre as mulheres, são 17%.

Índice de conectividade por recortes sociais (Imagem: Reprodução/NIC.BR)

No recorte regional, a região Sudeste apresenta os melhores índices de conexão, com 31% da população, seguido pelo Sul (27%), Centro-Oeste (19%), Norte (11%) e Nordeste (11).

O estudo completo pode ser acessado no site do NIC.BR.
82% dos brasileiros usam internet diariamente, mas poucos têm boas condições de acesso

82% dos brasileiros usam internet diariamente, mas poucos têm boas condições de acesso
Fonte: Tecnoblog

Samsung: novo identificador de chamadas chega ainda este ano

Samsung: novo identificador de chamadas chega ainda este ano

Empresas de telecomunicações iniciam testes do Stir/Shaken em rede aberta (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung confirmou que implementará o novo identificador de chamadas proposto pela Anatel em seus celulares. Ele stá previsto para chegar no segundo semestre de 2024.
O sistema usa os protocolos STIR/SHAKEN e Rich Call Data para melhorar a identificação e validação de chamadas, proporcionando mais informações como o nome da empresa, a marca e o motivo da ligação.
O projeto tem objetivo de aumentar a segurança e ajudar a combater golpes como da central telefônica falsa.

A Samsung confirmou ao Tecnoblog que o novo identificador de chamadas proposto pela Anatel chegará aos celulares da marca ainda este ano. A previsão é de que a novidade seja implementada “no segundo semestre de 2024”. A fabricante não informou uma data específica.

Conforme você sabe, a Agência Nacional de Telecomunicações iniciou testes de um novo sistema de identificação e validação de chamadas. Ele tira proveito do protocolo STIR/SHAKEN, que já existe nos Estados Unidos, entre outros países, e do protocolo de Rich Call Data (dados ricos de chamada).

Como será o novo identificador

O funcionamento do novo identificador de chamadas depende da adaptação de aplicativos nativos de telefone – o famoso discador que vem de fábrica no smartphone. No começo do mês, a Motorola informou que começaria a liberar a tecnologia no terceiro trimestre e 2024.

O planejamento da Anatel prevê que os smartphones mostrem o nome da empresa, a marca e o motivo da ligação. Seria uma maneira de dar mais segurança para ligações de bancos, por exemplo. O golpe da chamada falsa estaria com os dias contados, já que o consumidor poderia desconsiderar contatos feitos a partir de números não participantes da iniciativa.

A ABR Telecom, ligada às empresas de telecomunicações, é a responsável por manter um sistema que gerencia o funcionamento do novo sistema. Não haverá custo para os recebedores das chamadas. O investimento será absorvido pelo próprio setor.

Resposta da Samsung

O posicionamento da Samsung não dá detalhes sobre como será a implementação do novo recurso. A Motorola, por exemplo, cita as linhas contempladas e os requisitos mínimos dos telefones (em especial o Android 11).

É de se esperar que as fabricantes concentrem o lançamento inicial nos modelos premium, como o Galaxy S24 e os dobráveis previstos para o segundo semestre – Galaxy Z Flip 6 e Galaxy Z Fold 6.

E o iPhone?

Ainda não se sabe qual será a postura da Apple. O iPhone dos Estados Unidos atualmente é compatível com STIR/SHAKEN, mas os usuários criticam a forma inócua com que exibe as informações na hora que chega uma ligação.

Igualmente importante no mercado brasileiro, a Xiaomi também não revelou planos para se adequar à iniciativa da Anatel. A participação é voluntária, de acordo com interlocutores na agência.
Samsung: novo identificador de chamadas chega ainda este ano

Samsung: novo identificador de chamadas chega ainda este ano
Fonte: Tecnoblog

Vivo é a internet mais reclamada na Anatel; Claro e TIM têm piores índices no móvel

Vivo é a internet mais reclamada na Anatel; Claro e TIM têm piores índices no móvel

Vivo teve maior índice de reclamação na Anatel (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

A Anatel divulgou o Panorama de Reclamações de 2023, que apresenta uma análise sobre as queixas feitas contra serviços de telecomunicações ao longo do ano. A Vivo é a operadora de banda larga com mais queixas, enquanto Claro e TIM tiveram os piores resultados no móvel pré-pago e pós-pago. A agência registrou queda de 24,1% no volume de protocolos.

A agência afirma que a queda no número de protocolos pode estar relacionada com melhorias implementadas pelas operadoras nas centrais de atendimento de primeiro nível e no funcionamento dos serviços. No entanto, o próprio portal de reclamação na Anatel só permite abrir uma solicitação caso o consumidor já tenha um protocolo de atendimento emitido pela ouvidoria da prestadora.

Dentre os números absolutos, a Claro foi a operadora mais reclamada em 2023, com mais de 440 mil protocolos abertos. A Vivo figura no segundo lugar, seguida por TIM e Oi:

Número de reclamaçõesClaroOiTIMVivoBanda larga103.30059.82830.12198.838Celular pré-pago74.945–67.17864.910Celular pós-pago187.591–148.612135.748Total de reclamações*440.449135.800251.359359.836*O total de reclamações também leva em conta os serviços de TV por assinatura e telefonia fixa.Tabela elaborada pelo Tecnoblog com dados da Anatel.

Vivo é a mais reclamada na banda larga fixa

No serviço de banda larga, a Claro é a operadora com o maior número de protocolos absolutos, com 103,3 mil reclamações. No entanto, a Anatel adota outra métrica para melhor comparação: o Índice de Reclamação (IR) leva em conta a proporção entre o número de assinantes e protocolos abertos.

A adoção do índice como forma comparativa é justa: uma operadora com maior participação de mercado naturalmente terá mais reclamações que uma concorrente com a metade do número de clientes.

Entre as três maiores operadoras de internet fixa, a Vivo obteve a pior nota, com 1,25 reclamação a cada mil assinantes. A Oi figura em segundo lugar, com IR de 1,01, enquanto a Claro tem o índice de 0,87.

A Anatel não levou em conta a participação da TIM e Sky nos resultados anuais, pois as prestadoras não possuem grande participação de mercado no serviço de banda larga fixa. No entanto, o IR dessas teles pode ser pior que da concorrência: em dezembro de 2024, a Sky registrou 3,79 protocolos para cada mil assinantes, enquanto a TIM teve índice de 3,47.

TIM e Claro são as mais reclamadas no serviço móvel

A Anatel divide as reclamações de telefonia móvel nos segmentos pós-pago e pré-pago.

No pós-pago, modalidade com cobrança recorrente mensal via boleto ou cartão de crédito, a TIM foi a operadora com pior colocação, com 0,56 reclamação para cada mil assinantes. A Claro aparece em seguida, com IR de 0,45, enquanto a Vivo é a menos reclamada, com nota 0,25.

Já no pré-pago, que exige recargas, a Claro é a operadora que lidera o índice de reclamações com 0,18, seguida por TIM (0,16) e Vivo (0,14). Na comparação com o ano anterior, a TIM foi a prestadora com maior redução de protocolos, com queda de 8,3%.

Claro é a operadora de celular pré-pago com mais reclamações na Anatel em 2023 (Imagem: Divulgação)

O assunto mais reclamado no celular pré-pago foi “Bloqueio, desbloqueio ou suspensão”. No pós-pago, as principais queixas estão relacionadas a cobrança.

Cobrança é o assunto mais reclamado em telecom

O estudo da agência mostra que a cobrança de serviços pós-pagos ou créditos do pré-pago são os principais motivos para os consumidores abrirem uma reclamação, com mais de 436 mil protocolos. Ainda assim, houve queda de 32,6% em relação ao número de chamados do ano anterior.

Outras reclamações financeiras também tiveram números relevantes, como “Cobrança em desacordo com o contratado”, “Cobrança após cancelamento”, “Cobrança indevida de multa por fidelização (multa rescisória)” e “Cobrança de serviço, produto ou plano não contratado”. Ao todo, esses itens representam 18% do total de protocolos.

As reclamações sobre qualidade de funcionamento dos serviços tiveram redução de 14%, com cerca de 45 mil protocolos a menos que em 2022. O desempenho foi visto principalmente nos serviços de telefonia fixa e celular pós-pago.

Em relação ao cancelamento de serviços, a Anatel teve 59 mil reclamações a menos que o ano anterior, com queda de 46% no celular pré-pago e 36% no celular pós-pago. As reduções ocorreram principalmente em chamados sobre cancelamento indevido do pré-pago e dificuldade de cancelamento do pós-pago.

O relatório completo está disponível no site da Anatel.
Vivo é a internet mais reclamada na Anatel; Claro e TIM têm piores índices no móvel

Vivo é a internet mais reclamada na Anatel; Claro e TIM têm piores índices no móvel
Fonte: Tecnoblog

Motorola se prepara para chamadas verificadas com suporte a partir do Android 11

Motorola se prepara para chamadas verificadas com suporte a partir do Android 11

Novo protocolo de chamadas mostrará logo da empresa e motivo da ligação (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Motorola anunciou que seus smartphones terão suporte ao protocolo STIR/SHAKEN, que levará maior segurança para as chamadas de telemarketing. O novo sistema tem sido testado pela Anatel e deve exibir na tela do smartphone o nome da empresa que fez a ligação, logo e o motivo.

A informação foi divulgada originalmente pelo Mobile Time e confirmada pelo Tecnoblog. De acordo com a Motorola, o suporte ao padrão de chamadas verificadas estará disponível a partir do terceiro trimestre de 2024 para todos os modelos com Android 11 ou posterior.

O protocolo STIR/SHAKEN é responsável apenas pela autenticidade da chamada. A Motorola também aponta o suporte ao recurso RCD (Rich Data Call), que exibe o logo da empresa e o motivo da ligação. Nesse caso, o cronograma é um pouco diferente:

nos smartphones dobráveis (linha RAZR), a tecnologia RCD estará disponível a partir do terceiro trimestre de 2024 em smartphones lançados com Android 14 ou que foram atualizados para tal versão;

nos demais produtos, o RCD estará disponível a partir de 2025; segundo a Motorola, o prazo maior ocorre “em decorrência do Google”.

De qualquer forma, os modelos que receberão RCD no próximo ano também terão suporte às chamadas verificadas a partir do terceiro trimestre de 2024. Nesse caso, apenas a chamada será autenticada, sem mostrar o logo da empresa ou o motivo da ligação.

Além da Motorola, outras fabricantes de celular precisam adaptar seus sistemas para permitir o funcionamento das chamadas verificadas. Como o protocolo STIR/SHAKEN também é utilizado por outros países (como os Estados Unidos, por exemplo), a implementação não deve ser tão complexa.

Por conta das adaptações, a Anatel assume que um percentual baixo de smartphones exibirá a verificação das chamadas nesse primeiro momento. A agência ainda não divulgou um cronograma para o lançamento da tecnologia ao público final.

Enquanto a solução ainda fica disponível, usuários cada vez mais recorrem a plataformas de identificação de chamada, como Whoscall, Truecaller ou o sistema integrado em smartphones da Samsung. Com funcionamento colaborativo, os próprios utilizadores reportam números de spam e auxiliam na decisão de atender uma ligação.

Chamadas verificadas devem aumentar segurança de ligações

A adoção do protocolo STIR/SHAKEN é benéfica para os usuários de telefonia móvel. Além de conseguir identificar qual empresa está ligando sem procurar o número manualmente na internet, as chamadas verificadas garantem a autenticidade do telefonema.

Fabricantes precisarão atualizar smartphones para suporte às chamadas verificadas (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Isso pode dificultar a vida dos golpistas, uma vez que a tecnologia deve ser adotada pelos principais callcenters do país. A Anatel acredita que os usuários estariam mais suscetíveis a atender chamadas se souberem o originador em vez de ignorar um número desconhecido.

Para tentar prevenir golpes, empresas também apostam em soluções próprias. É o caso do Nubank, que criou um novo recurso de Chamada Verificada para mostrar no app quando a instituição financeira entra em contato com o cliente. Em 2023, a empresa também lançou a função Alô Protegido, que se propõe a bloquear automaticamente ligações de criminosos que se passam pela central de atendimento.
Motorola se prepara para chamadas verificadas com suporte a partir do Android 11

Motorola se prepara para chamadas verificadas com suporte a partir do Android 11
Fonte: Tecnoblog

TIM quer roaming obrigatório nas estradas; Vivo se diz preocupada

TIM quer roaming obrigatório nas estradas; Vivo se diz preocupada

Anatel toma subsídios sobre regras para roaming (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anatel conduziu uma tomada de subsídios para revisar as regras de roaming, com participação de várias operadoras.
A TIM defendeu a obrigatoriedade do roaming em estradas e rodovias, para garantir sinal de telefonia em áreas remotas. Ela argumentou seria uma solução rápida, simples e de custo menor.
A Vivo expressou preocupações com possíveis problemas técnicos e impactos nas vantagens competitivas derivadas de investimentos em cobertura específica de rodovias.
Atualmente, existe obrigatoriedade de roaming em municípios com menos de 30 mil habitantes, mas não em rodovias.

A Anatel encerrou a tomada de subsídios para reavaliar as regras do serviço de roaming, em que usuários de determinada operadora podem utilizar as redes de concorrentes. As operadoras contribuíram com suas sugestões, e a TIM defendeu que as teles fossem obrigadas a abrir o roaming em estradas e rodovias.

A TIM foi uma das operadoras que participou da tomada de subsídios n° 25, e defendeu que a necessidade de instrumentos de política pública que assegurem a abertura das redes 4G para terceiros, e que as operadoras disponibilizem o acesso aos seus clientes via roaming nos trechos sem cobertura própria.

De acordo com a operadora, essas ações são “fundamentais” para garantir a cobertura abrangente em áreas remotas, rodovias e localidades com menos de 30 mil habitantes.

Para a TIM, o roaming tem vantagem na “rapidez na implementação e simplicidade na operação e governança”, além de ter menor custo de implementação em comparação com outras soluções, como o RAN Sharing.

Atualmente, as operadoras são obrigadas a abrir suas redes em roaming nos municípios com menos de 30 mil habitantes. Isso não significa, no entanto, que o serviço celular estará disponível nessas localidades para usuários de todas as teles, visto que a tele sem cobertura não é obrigada a contratar a concorrente e oferecer serviço nessas localidades.

Antena da TIM conectada via satélite cobre trecho de estrada em General Salgado/SP (Imagem: Reprodução/TIM)

Além da TIM, outras entidades também sugeriram o roaming obrigatório. A Transatel, que atua como MVNO e serviços de Internet das Coisas, defende a abertura de redes em rodovias federais em todas as tecnologias atualmente implementadas e futuras, como 2G, 3G, 4G e 5G.

TIM quer garantir roaming com VoLTE e VoNR

Uma das “dificuldades” do 4G e 5G é que as redes são focadas em dados, e não incluem chamadas de voz de forma nativa. Para isso, é necessário que as operadoras implementem tecnologias como VoLTE e VoNR, que funcionam como uma espécie de VoIP (chamadas pela internet).

A TIM defende que a Anatel crie políticas para “garantir conectividade e experiência de uso adequadas ao usuário visitante”. Dessa forma, a operadora propõe que é necessário que o serviço de voz seja prestado através de tecnologia VoLTE nas redes 4G e VoNR nas redes 5G.

A sugestão da TIM é, de fato, sensata: caso um cliente de outra operadora acesse a rede 4G de outra operadora sem a tecnologia VoLTE disponível, ficará impossibilitado de fazer chamadas de voz, tendo apenas internet móvel disponível. Ainda que seja possível fazer ligações em apps como WhatsApp, ter chamadas telefônicas tradicionais é imprescindível para contactar serviços de emergência.

No entanto, é importante salientar que nem todas as teles brasileiras possuem VoLTE ou oferecem o serviço para todos os clientes, especialmente as operadoras virtuais (MVNOs). Das grandes teles, Vivo e TIM têm implementações a nível nacional para toda a base; já a Claro restringe as chamadas por 4G apenas para clientes do pós-pago puro, deixando de lado quem contrata um plano pré-pago ou controle.

Vivo mantém cautela com possível roaming obrigatório

Enquanto a TIM defende a abertura das redes nas estradas, a Vivo considera o tema “complexo”. Na tomada de subsídios, a tele ressalta que “existe uma diferença fundamental entre a oferta de roaming em municípios e localidades e a oferta de roaming em rodovias”.

De acordo com a Vivo, parte significativa dos trechos de rodovias com cobertura são atendidos por antenas que cobrem áreas urbanas dos municípios e localidades localizados às margens da rodovia. Segundo a tele, isso poderia causar problemas técnicos.

Ainda sobre a obrigatoriedade, a Vivo se preocupa com vantagens competitivas em antenas instaladas especificamente para cobrir trechos de rodovia, o que poderia desestimular investimentos futuros.

“Uma eventual obrigação de abertura do roaming neste trecho simplesmente anularia a vantagem competitiva almejada (e que justificou o investimento)”, diz o representante da Vivo.

Com informações: Telesíntese
TIM quer roaming obrigatório nas estradas; Vivo se diz preocupada

TIM quer roaming obrigatório nas estradas; Vivo se diz preocupada
Fonte: Tecnoblog

Sinal de 5G só aparece em 10% do tempo no Brasil

Sinal de 5G só aparece em 10% do tempo no Brasil

A Opensignal divulgou um novo relatório sobre redes móveis no Brasil, dessa vez avaliando as redes de quinta geração. Segundo a pesquisa, a velocidade média do 5G no país foi de 360 Mb/s, mas a disponibilidade de sinal da nova tecnologia ainda é inferior a 10%.

5G (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

5G está disponível em menos de 10% do tempo

O relatório da Opensignal é baseado em testes feitos por usuários de telefonia móvel, com medições realizadas entre novembro de 2023 e janeiro de 2024. Um dos dados mais relevantes do estudo é a taxa de disponibilidade de sinal 5G, que esteve presente em apenas 9,9% do tempo.

O recorte é feito somente entre os usuários de 5G, ou seja, não leva em conta quem nunca teve acesso à tecnologia. Isso significa que os usuários de quinta geração ficaram menos de 10% do tempo conectado às redes mais modernas.

O relatório também mostra a taxa de disponibilidade 5G por região. O Distrito Federal obteve os melhores índices de conectividade, enquanto Santa Catarina registra a menor taxa.

Disponibilidade de 5G por estado brasileiro (Imagem: Reprodução/Opensignal)

Com 9,9% de disponibilidade média no 5G, o Brasil fica atrás de diversos países. Em estudo realizado entre março a maio de 2023, quando o Brasil atingia taxa de 8,3%, ficávamos muito atrás de mercados como Estados Unidos (que já tinham 30%) e Chile (com 19,8%). Os líderes nesse indicador eram Porto Rico e Coreia do Sul.

Claro, TIM e Vivo ainda precisam trabalhar muito para expandir o 5G no Brasil, especialmente considerando que a penetração de sinal na frequência de 3,5 GHz é muito inferior quando comparado com as bandas utilizadas no 4G.

De acordo com a Anatel, o Brasil possui 20.059 antenas licenciadas para tecnologia 5G nas frequências de 2,3 GHz e 3,5 GHz. A operadora com o maior número de estações é a TIM, com 7.680 torres, seguida por Claro (6.740) e Vivo (4.464).

Ao falar de dados oficiais de cobertura, a tecnologia 5G está disponível comercialmente em 351 municípios brasileiros, segundo o Teleco. A TIM lidera o ranking com 229 cidades, seguida por Claro (223) e Vivo (178).

Download e upload melhoram no 5G

A Opensignal também trouxe dados sobre a velocidade do 5G. As medições apresentam taxa de download média de 360 Mb/s, ante 337 Mb/s no ano passado. No upload a variação foi pequena, com média de 31,1 Mb/s— no período anterior, as operadoras atingiram a marca de 29,7 Mb/s.

Teste de velocidade 5G da Opensignal (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

O relatório também informa as capitais com maiores velocidades de download no 5G. Belo Horizonte é a capital mais rápida, com média de 399,4 Mb/s, seguida por Brasília (386,4 Mb/s), São Paulo (384,6 Mb/s) e Fortaleza (381 Mb/s), Salvador (377,8 Mb/s), Rio de Janeiro (364,5 Mb/s) e Manaus (333,6 Mb/s)

4G melhorou após a chegada do 5G

Outra estatística trazida pelo estudo é que a chegada do 5G também melhorou a velocidade do 4G. A média de download registrada nas redes de quarta geração foi de 28,9 Mb/s, ante 24,4 Mb/s no ano anterior.

É um efeito colateral que faz sentido: quanto mais pessoas passam a utilizar o 5G, maior a desocupação do espectro na rede 4G, o que melhora a experiência nesse tipo de conexão.
Sinal de 5G só aparece em 10% do tempo no Brasil

Sinal de 5G só aparece em 10% do tempo no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Em crise, Oi registra prejuízo de R$ 5,4 bi e vê futuro sem Oi Fibra

Em crise, Oi registra prejuízo de R$ 5,4 bi e vê futuro sem Oi Fibra

Oi reduz prejuízo, mas companhia continua em crise (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Oi divulgou os resultados financeiros do quarto trimestre de 2023, e a operadora encerrou o ano com prejuízo de R$ 5,42 bilhões. Apesar de ser um número expressivo, a operadora conseguiu reduzir as perdas e planeja abdicar da carteira de clientes da Oi Fibra.

Confira abaixo os principais indicadores financeiros da Oi em 2023 e o comparativo com o ano anterior:

Indicador20232022DiferençaReceita líquidaR$ 9,71 bilhõesR$ 12,6 bilhões-22,9%Prejuízo líquidoR$ 5,43 bilhõesR$ 29,26 bilhões-71,8%Capex (investimentos)R$ 869 milhõesR$ 3,85 bilhões-77,5%

Oi Fibra tem alta na receita e clientes

A Oi divide a receita entre dois segmentos:

receita core, que responde pela Oi Fibra e o segmento de serviços corporativos;

receita não-core, que inclui serviços que já não são relevantes para a companha — como telefonia fixa por cobre e TV paga via satélite.

A Oi atribui o recuo na receita líquida aos serviços não-core. Os serviços core já respondem por 72% do faturamento da companhia. Nesse segmento, os números saltaram 5,7% no ano — em especial a banda larga Oi Fibra, que cresceu 10,5%.

Ao isolar somente a banda larga Oi Fibra, a receita líquida foi de R$ 4,42 bilhões no ano. O ARPU (gasto médio mensal por usuário) foi de R$ 91, e se manteve estável em comparação com o ano anterior. Atualmente, o plano mais barato da Oi Fibra custa R$ 79,90 mensais, na velocidade de 200 Mb/s.

A Oi Fibra terminou o ano de 2024 com 4,02 milhões de casas conectadas, aumento de 2,9%. As adições líquidas no ano foram de 119 mil, queda de 77,5% no comparativo anual.

Modem utilizado pela Oi Fibra (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A operadora afirma ter liderado o crescimento de acessos de banda larga com velocidades acima de 300 Mb/s, com ativação de 1,1 milhão de acessos no ano. Isso representa 40% do total entre as grandes operadoras como Claro, TIM e Vivo.

A Oi Fibra encerrou o ano com presença de mercado em 296 cidades. O serviço utiliza a rede neutra V.tal (da qual a Oi é sócia), e tem cobertura em 22,1 milhões de domicílios (home passed) em todos os estados do Brasil. Vale lembrar que essa mesma infraestrutura também atende concorrentes como Claro, Sky, TIM e diversas companhias regionais ou digitais, que podem vender banda larga sem precisar construir infraestrutura de fibra óptica.

Oi Fibra pode ser vendida para concorrentes

A Oi não esconde que a carteira de clientes da Oi Fibra poderá ser vendida. A aposta para a continuidade da operadora é no segmento Oi Soluções, que atende empresas com link dedicado, serviços de TI, telefonia cloud, segurança, entre outros.

Uma reportagem do Valor Econômico aponta que a operadora planeja fatiar a carteira de clientes da Oi Fibra por regiões. Entre as interessadas estariam a Alares, Desktop, Vero e Sky.

Para sair da crise, a Oi também planeja a migração do regime de concessão público para privado. Com isso, a companhia conseguiria economizar custos de manutenção com redes legadas. Para isso acontecer, um acordo precisa ser firmado com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Em crise, Oi registra prejuízo de R$ 5,4 bi e vê futuro sem Oi Fibra

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Fonte: Tecnoblog

Projeto de lei quer impedir teles de cobrarem fair share de big techs

Projeto de lei quer impedir teles de cobrarem fair share de big techs

Claro, TIM e Vivo apoiam fair share (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um novo projeto de lei pretende proibir que provedores de internet e operadoras de telecomunicações cobrem provedores de conteúdo pelo uso das redes, tarifa conhecida como fair share. O texto argumenta que tal obrigação entraria em conflito com os princípios do Marco Civil da Internet.

O PL 469/24 é de autoria do deputado federal David Soares (União-SP). Ele argumenta que o fair share vai contra o princípio de neutralidade da rede, estipulado pelo Marco Civil. Segundo este princípio, os provedores têm que dar o mesmo tratamento a qualquer tipo de tráfego de dados, sem diferenciar por conteúdo, origem, destino ou volume. Cobrar a mais de algumas empresas, portanto, seria ferir este princípio.

Deputado David Soares é o autor da proposta (Imagem: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

O projeto segue para as comissões de Comunicação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Ele será analisado em caráter conclusivo — caso seja aprovado por estas comissões, segue diretamente para o Senado, sem precisar ser votado na Câmara.

Operadoras querem que big techs paguem mais

O fair share é uma proposta das operadoras de telecomunicações. Elas entendem que grande parte do tráfego da internet vem de um pequeno número de empresas gigantes, como redes sociais e serviços de streaming.

Os provedores veem aí uma distorção. As big techs estariam usufruindo da infraestrutura e ganhando dinheiro com isso, sem dar nenhuma contribuição. O fair share entraria em cena para fazer empresas como Google, Meta e Netflix, para dar alguns exemplos, pagarem mais pela rede, financiando a construção e a manutenção das redes.

YouTube e Netflix poderiam ser tarifados por uso excessivo (Imagem: yousafbhutta / Pixabay)

Na Europa, o assunto não vingou: após consulta pública, só as empresas de telecomunicações ficaram a favor da ideia. No Brasil, o tema vem sendo debatido com mais frequência desde 2023. Algar, Claro, TIM e Vivo assinaram uma carta aberta, publicada no MWC 2024, pedindo políticas públicas que levem as big techs a contribuírem financeiramente.

Críticos da proposta, como a Internet Society (Isoc) e o Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio), chamam o fair share de “pedágio da internet”. A ideia de que as big techs não contribuem para a rede também é discutível, já que elas fazem investimentos em estruturas como cabos submarinos e redes de distribuição de conteúdo.

A Agência Nacional de Telecomunicações tem algumas hipóteses para a questão, mas medidas concretas só devem vir em 2025, depois de mais discussões com os envolvidos.

Enquanto isso, as operadoras brasileiras tomam outras medidas para tentar frear o uso da rede pelas gigantes. Elas estão deixando de oferecer o chamado zero rating, nome dado à franquia ilimitada para certos aplicativos, geralmente de mensagens ou redes sociais. Claro e TIM estão encerrando ofertas do tipo, e a Vivo não comercializa planos com redes sociais ilimitadas, exceto WhatsApp.

Com informações: Câmara dos Deputados
Projeto de lei quer impedir teles de cobrarem fair share de big techs

Projeto de lei quer impedir teles de cobrarem fair share de big techs
Fonte: Tecnoblog

Claro e Vivo têm os consumidores mais satisfeitos de telefonia móvel

Claro e Vivo têm os consumidores mais satisfeitos de telefonia móvel

Lojas da Claro e Vivo em São Paulo (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

A Anatel divulgou a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida de 2023, e o estudo mostra que os consumidores ficaram mais satisfeitos com os serviços de telecomunicações em comparação com o ano anterior. A Claro obteve os maiores índices no celular pré-pago, enquanto a Vivo lidera no segmento pós-pago. Na banda larga fixa, as competitivas lideram em qualidade.

A pesquisa de satisfação da Anatel ocorre anualmente, e ouviu 72 mil consumidores de telecomunicações do Brasil entre julho e novembro de 2023. O estudo foi feito entre pessoas físicas, com assinantes de 14 prestadoras de internet fixa, telefonia fixa, celular e TV paga.

Para calcular o índice de satisfação de uma operadora, a Anatel pesquisa sobre a percepção de diferentes frentes: informação ao consumidor, funcionamento do serviço, cobrança e recarga, atendimento telefônico e atendimento digital (como aplicativos e sites das teles).

De acordo com o estudo, houve melhora em todos os índices de qualidade de telecomunicações na comparação com 2022 — com exceção na recarga do celular pré-pago, que teve estabilidade na nota. A qualidade do atendimento telefônico é o item com pior avaliação entre todos os serviços.

Satisfação com serviço celular

No segmento móvel, a Anatel divide a pesquisa entre usuários de planos com modalidade pós-paga (com maior custo mensal) e pré-paga (sem compromisso de pagamento).

No pós-pago, a média nacional entre todas as operadoras foi de 7,61, alta de 0,31 pontos em comparação com o ano anterior. Confira o ranking:

Celular pós-pagoOperadora e nota1º lugarVivo 7,752º lugarClaro 7,633º lugarTIM 7,334º lugarAlgar 6,90Média Brasil7,61Tabela elaborada pelo Tecnoblog com dados da Anatel

No segmento pré-pago as notas são maiores. A média nacional foi de 7,79, com aumento de 0,09 pontos em comparação com o ano de 2022. Confira o ranking:

Celular pré-pagoOperadora e nota1º lugarClaro 7,942º lugarVivo e Algar 7,744º lugarTIM 7,70Média Brasil7,79Tabela elaborada pelo Tecnoblog com dados da Anatel

Regionais lideram satisfação na banda larga fixa

Dentre todos os serviços pesquisados, a banda larga fixa teve o menor índice de satisfação geral. O serviço tem grande importância para usuários de outras modalidades:

42% dos entrevistados que possuem TV por assinatura informaram que utilizam serviços de vídeo online como forma principal para consumir conteúdo (como Netflix, Amazon Prime, HBO e YouTube);

61,4% dos usuários de celular pós-pago e 74,5% dos usuários do pré-pago afirmam que utilizam Wi-Fi como principal meio de acesso para acessar internet pelo smartphone.

Wi-Fi é o meio mais utilizado para acessar internet nos smartphones (Imagem: Pexels / Pixabay)

A média de satisfação geral de internet fixa foi de 7,43. Das 14 operadoras pesquisadas, 7 ficaram acima da média, sendo a Vivo a única prestadora de grande porte em tal colocação. Confira a lista completa:

Banda larga fixaOperadora e nota1º lugarBR Super 8,262º lugarBrisanet 8,243º lugarUnifique 8,104º lugarGB Online 8,095º lugarVero 7,866º lugarVivo 7,767º lugarProxxima 7,738º lugarOi 7,389º lugarTIM 7,3210º lugarAlgar e Valenet 7,2012º lugarSky 7,1513º lugarClaro 7,1314º lugarLigga 7,03Média Brasil7,43Tabela elaborada pelo Tecnoblog com dados da Anatel

De acordo com Cristina Camarate, superintendente de Relações com os Consumidores da Anatel, a agência quer alcançar a nota 7,5 na média nacional de satisfação da banda larga até o ano de 2027.

A Anatel também pontua que a qualidade de funcionamento tem relação mais forte para a percepção de satisfação entre usuários de serviços fixos

Confira o estudo completo para o seu estado

Para ter maior precisão de qual é a operadora com melhor qualidade percebida, vale a pena verificar os dados para o seu estado nos painéis da Anatel.

Em São Paulo, por exemplo, a operadora com melhor avaliação no celular pós-pago é a Vivo. No pré-pago, Algar e Claro lideram o ranking.
Claro e Vivo têm os consumidores mais satisfeitos de telefonia móvel

Claro e Vivo têm os consumidores mais satisfeitos de telefonia móvel
Fonte: Tecnoblog