Category: Sistemas Operacionais

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Resumo

O Android para PC terá uma interface semelhante à de tablets, com adaptações para telas maiores, incluindo uma barra de tarefas centralizada e uma barra de status mais alta.
O sistema operacional é identificado como Android 16, codinome “ALOS” ou Aluminium OS, e foi testado em um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.
O Google confirmou o desenvolvimento do Android para computadores em 2025, com o planos para substituir gradualmente o ChromeOS.

Um desenvolvedor se descuidou e publicou imagens da interface da futura versão do Android para desenvolvedores. Elas revelam um visual parecido com o de tablets com o sistema, mas com algumas diferenças importantes.

As gravações de tela foram compartilhadas na plataforma de desenvolvimento do Chromium (projeto de código aberto que serve de base para o Chrome) para mostrar um bug no sistema. A página de discussão agora mostra apenas uma mensagem de acesso negado, mas o 9to5Google conseguiu salvar e publicar os vídeos.

Como será a interface do Android para PC?

As imagens mostram uma barra de tarefas idêntica à usada em tablets com Android, com ícones centralizados, incluindo um para acessar aplicativos à esquerda e outros para apps abertos à direita.

A barra de status no topo da tela, no entanto, é diferente. Ela é mais alta. Nas capturas de tela, essa área contém relógio (com segundos) e data à esquerda; na direita, ficam um ícone do Gemini, um controle de idioma do teclado, um indicador de Wi-Fi e um mostrador de bateria. Outro detalhe é um cursor de mouse ligeiramente maior, com design mais tradicional, incluindo uma haste.

Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Nas imagens, há duas janelas do Chrome lado a lado, indicando um possível recurso multitarefas do sistema. O navegador tem, inclusive, um ícone de extensões — elas estão disponíveis apenas na versão para desktops e não na para tablets.

Os botões para fechar, minimizar e abrir em tela cheia ficam no canto direito superior das janelas e são praticamente idênticos aos do ChromeOS.

O que mais sabemos sobre o Android para PC?

Android para PC ainda não tem nome definido nem data para chegar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os indícios de que as gravações de tela são realmente da futura versão do Android para PC aparecem logo no início, em uma página de versão do Chrome. Ela informa que o sistema operacional é o Android 16, com a compilação ZL1A.260119.001.A1.

O desenvolvedor se refere a essa build como “ALOS” — um código para Aluminium OS, codinome interno do sistema. Ele também informou qual aparelho estava usando: um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.

Os rumores de uma versão do Android para computadores circulam há alguns anos, mas o sistema ganhou confirmação oficial só no segundo semestre de 2025.

Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Além disso, a empresa abriu vagas de trabalho específicas para o projeto. As descrições indicam que o Aluminium OS é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”, que estará disponível para todos os formatos, como laptops, tablets, destacáveis e mini-PCs.

Também há indícios de que haverá um período de transição do ChromeOS para o novo sistema, incluindo suporte e atualizações para os produtos lançados nos últimos anos. Já o nome não é definitivo e ainda está no campo das especulações — Android, Chrome e Chromebook são marcas muito fortes, e há chances de que elas sejam reaproveitadas no novo sistema.

Com informações do 9to5Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google
Fonte: Tecnoblog

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

HyperOS 3 deixou usuários com ROMs alternativas na mão (imagem: reprodução/Xiaomi)

Resumo

A atualização HyperOS 3 da Xiaomi, baseada no Android 16, inutilizou celulares com ROM global não oficial, especialmente importados da China.
A Xiaomi não oferece suporte para dispositivos modificados fora de seus canais oficiais, deixando usuários sem correções para o problema.
Reverter para o HyperOS 2.2 pode ser a única solução, exigindo reinicializações repetidas para acionar o rollback de emergência do Android.

Donos de celulares da Xiaomi adquiridos por meio de importadores independentes passaram a relatar, nos últimos dias, uma enorme dor de cabeça: os aparelhos foram inutilizados após a chegada do HyperOS 3, nova versão da interface própria da fabricante, baseada no Android 16.

Os casos afetam principalmente smartphones importados da China que utilizam ROM global não oficial, prática comum no chamado mercado cinza. De acordo com os relatos, após a instalação do HyperOS 3, esses aparelhos passam a iniciar apenas no modo de recuperação ou entram em bootloop permanente.

Vendedores não oficiais costumam comprar versões chinesas dos aparelhos (que são mais baratas), desbloquear o bootloader e instalar uma interface global para incluir idiomas ocidentais e serviços do Google.

O que causa o problema?

Segundo o Gizmochina, a atualização introduziu uma verificação rigorosa de região, que compara o hardware do aparelho com a região do software instalado. Quando o sistema identifica uma incompatibilidade – como hardware chinês rodando uma ROM global modificada –, o processo de inicialização falha.

Geralmente, o smartphone não carrega o sistema operacional, entrando em modo de recuperação e ficando preso em um bootloop (quando o dispositivo entra em um loop de reinicialização).

Smartphones ficam bloqueados após atualização (imagem: reprodução/Gizchina)

A Xiaomi classifica essas ROMs convertidas como instalações não autorizadas e, por isso, não trata o problema como um bug do sistema. Ainda de acordo com a publicação, a empresa considera que esses dispositivos foram modificados fora de seus canais oficiais.

Com isso, os aparelhos impactados podem ficar definitivamente presos ao HyperOS 2.2, versão anterior do sistema, sem acesso a futuras atualizações do Android.

Como resolver?

Segundo o Gizchina, a empresa não pretende oferecer correções ou suporte para celulares comprados por meio de importadores não oficiais. A gigante chinesa teria comunicado que os clientes afetados por esse problema estão “por conta própria” em relação ao Android 16 e ao HyperOS 3.

Dessa forma, para quem foi atingido pelo bloqueio, a reversão do sistema para a versão anterior pode ser a única forma de salvar o dispositivo:

O usuário deve forçar a reinicialização do celular repetidamente (pressionando o botão liga/desliga). Pode ser necessário fazer esse processo entre 10 e 15 vezes seguidas.

Essa sequência de falhas propositais no boot pode acionar o protocolo de rollback de emergência do Android, desinstalando a atualização problemática e restaurando o HyperOS 2.2.

Se o aparelho voltar a ligar, é importante desativar imediatamente as atualizações automáticas para evitar que o HyperOS 3 tente se instalar de novo.

A atualização que causou o bloqueio é uma das mais aguardadas pelos fãs da marca. O HyperOS 3 promete otimizações significativas de desempenho e traz a funcionalidade “Xiaomi Super Island”, um recurso visual e interativo comparável à Dynamic Island da Apple.
Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”
Fonte: Tecnoblog

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

Problema começou após update de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A atualização de segurança KB5074109 causou problemas no Outlook clássico, como travamentos e falhas ao enviar mensagens, principalmente para usuários que utilizam o método POP.
A Microsoft está investigando o problema, mas ainda não encontrou uma solução. A desinstalação da atualização é uma alternativa, mas pode comprometer a segurança do sistema.
O problema afeta mais usuários com POP, enquanto IMAP e Exchange têm menos relatos de falhas.

Usuários do Windows 11 relatam que a versão clássica do Outlook está com problemas como travar durante o uso ou não reiniciar corretamente quando fechado. O comportamento estranho começou após a atualização de segurança KB5074109, distribuída para as versões 25H2 e 24H2 do sistema na terça-feira (13/01).

O problema parece afetar com mais frequência quem usa o software com o método POP para baixar os emails que estão em um servidor.

Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)

Quem tem contas configuradas com IMAP ou Exchange escapou dos bugs, ao que tudo indica, mas há alguns relatos esparsos de problemas quando esses protocolos são utilizados.

A notícia pode causar alguma preocupação para quem acessa suas mensagens usando o método, já que o Gmail vai deixar de oferecer suporte ao POP ainda em janeiro de 2026. Se o Outlook deixar de ser confiável, restarão poucas opções de clientes desse tipo.

O que aconteceu com o Outlook?

Um usuário diz que, após fechar o software, não consegue abrir novamente o programa, a menos que vá até o Gerenciador de Tarefas e mate o processo que roda em segundo plano. Ele também relata que as mensagens enviadas não aparecem na pasta em que deveriam estar.

Outro conta que, mesmo após desinstalar a atualização e reparar o Outlook, o programa continua travando e não consegue enviar emails.

O que a Microsoft vai fazer?

A Microsoft está ciente dos travamentos, mas ainda não descobriu como solucioná-los. As equipes do Windows e do Outlook estão investigando os relatos para identificar a causa, mas ainda não há previsão de corrigir o defeito.

“Esse é um problema emergente, e ainda não temos todos os sintomas, mas vamos atualizar esse tópico assim que compreendermos melhor essa questão”, afirmou a empresa em um documento de suporte.

Enquanto isso, quem quer continuar usando o Outlook clássico tem uma alternativa para solucionar o problema, mas ela é radical: desinstalar a atualização de segurança.

A opção fica dentro do histórico do Windows Update, no app Configurações, mas é desaconselhável, já que pode deixar o computador exposto a ameaças. Além disso, alguns usuários tentaram esse método, mas nem isso fez o programa voltar a funcionar.

Com informações do Bleeping Computer
Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar
Fonte: Tecnoblog

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Resumo

Bug no Windows 11 faz sistema reiniciar em vez de desligar após a atualização KB5073455 para a versão 23H2;
Microsoft está ciente do problema e trabalha em solução, mas ainda não há previsão de liberação;
Problema afeta PCs com Inicialização Segura ativada e pode ser contornado usando o comando “shutdown /s /t 0” no Prompt de Comando.

Você abre o Menu Iniciar e escolhe a opção “Desligar”. Mas, em vez disso, o computador reinicia. Você tenta de novo e o comportamento se repete. Pois saiba que esse problema está afetando alguns PCs com Windows 11 após a instalação do Patch Tuesday de janeiro de 2026.

Sempre é bom lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Esse pacote foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema operacional.

O Patch Tuesday visa corrigir problemas, mas, às vezes, acaba causando falhas. É o caso aqui. Além de fazer o sistema operacional reinicializar em vez de se desligar, o bug também impede o computador de entrar em estado de hibernação.

Microsoft já está ciente do problema

A Microsoft não demorou a reconhecer a falha e afirma que já está trabalhando em uma solução. Contudo, ainda não há previsão de quando a correção será liberada.

Felizmente, o número de PCs afetados pelo bug não é expressivo. De acordo com a Microsoft, o problema afeta apenas máquinas que receberam o pacote KB5073455, ou seja, que têm o Windows 11 23H2 instalado.

Além disso, para o problema se manifestar, é preciso ter a função Inicialização Segura (Secure Boot) ativada. Esse é um recurso que ajuda a proteger o sistema operacional contra malwares durante o seu carregamento.

Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Enquanto o problema não é solucionado, os computadores afetados podem ser desligados por meio do seguinte passo a passo:

acesse a barra de pesquisa no topo do Menu Iniciar

ali, digite o comando cmd para abrir o Prompt de Comando

no Prompt de Comando, digite shutdown /s /t 0 e pressione Enter

O PC será desligado imediatamente. Mas a própria Microsoft alerta que não há opção no Prompt de Comando para fazer o computador hibernar, se for essa a intenção.

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização
Fonte: Tecnoblog

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.
Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte
Fonte: Tecnoblog

iOS 26 enfrenta baixa adesão dos donos de iPhone

iOS 26 enfrenta baixa adesão dos donos de iPhone

Novos recursos não foram suficientes para impulsionar o iOS 26 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dados da StatCounter mostram que apenas 16% dos iPhones ativos utilizam o iOS 26, lançado em setembro de 2025.
Os motivos podem estar ligados ao redesenho visual Liquid Glass, que gerou recepção mista, contribuindo para a resistência à atualização.
A Apple também manteve atualizações de segurança para o iOS 18, permitindo que usuários adiem a migração sem riscos de vulnerabilidade.

Donos de iPhone estão com uma resistência incomum à instalação do iOS 26, a versão mais recente do sistema da Apple. Segundo dados atuais da StatCounter, que analisa estatísticas de mercado, a taxa de adoção está bem abaixo dos padrões históricos da fabricante.

Enquanto versões anteriores costumavam ultrapassar a marca de 50% de instalação nos primeiros meses, a atual ficou longe do mesmo padrão: apenas 16% dos usuários ativos possuem alguma versão do novo sistema (26, 26.1 ou 26.2). Dessa parcela, o iOS 26.1 detém a maior fatia até aqui, com 10,57%. Em contraste, em janeiro de 2025, o iOS 18 já operava em 63% dos aparelhos compatíveis.

Quebra de padrão histórico

Os dados, mesmo que não sejam oficiais da Apple, evidenciam uma mudança de comportamento. O ecossistema da Apple sempre foi reconhecido pela rapidez nas atualizações, já que a empresa disponibiliza o software simultaneamente para todos os modelos suportados globalmente, ao contrário do cenário de fragmentação observado no Android.

A disparidade sugere que o interesse do consumidor em novas funcionalidades foi substituído por uma postura de cautela. Os portais especializados Cult of Mac e TechRadar indicam que, pela primeira vez em anos, a percepção de estabilidade do iOS 18 parece superar o apelo para experimentar as novidades da versão 26.

Por que os usuários estão evitando o iOS 26?

Mudanças visuais introduzidas no iOS 26 dividiram o público (imagem: divulgação/Apple)

A rejeição ao sistema pode ser atribuída a uma combinação de fatores. O principal identificado por analistas é o Liquid Glass, o redesenho visual da interface introduzido nesta versão.

O conceito alterou elementos de navegação e a iconografia clássica do iPhone, gerando uma recepção mista. Muitos usuários ainda preferem a interface anterior e evitam a atualização para não lidar com uma nova curva de aprendizado.

Além do aspecto visual, a própria estratégia da Apple contribuiu para a baixa adesão. Diferente de ciclos passados, em que a permanência em sistemas antigos poderia expor o dispositivo a vulnerabilidades críticas, a companhia manteve o fornecimento de atualizações de segurança para o iOS 18 ao longo de 2025. Essa política permitiu adiar a migração por mais tempo sem correr riscos imediatos de segurança.

Há também um debate sobre a relevância das novas funcionalidades. O iOS 26 trouxe o aplicativo nativo Apple Games, melhorias em inteligência artificial e o Modo de Energia Adaptável. No entanto, esses recursos podem não ter sido suficientes para motivar o update.

A expectativa é que a base de usuários do iOS 26 cresça gradualmente à medida que novos dispositivos, já equipados com o sistema de fábrica, entrem no mercado. Contudo, o cenário atual parece um sinal de que o consumidor prioriza continuidade e confiabilidade, com menor tolerância a mudanças estéticas radicais.

iOS 26 enfrenta baixa adesão dos donos de iPhone

iOS 26 enfrenta baixa adesão dos donos de iPhone
Fonte: Tecnoblog

Novo software transforma celular em peso de papel

Novo software transforma celular em peso de papel

Atualização causou falhas graves em smartphones Fairphone (imagem: divulgação)

Resumo

A atualização FP4.QREL.15.15.2 do Fairphone 4 inutilizou alguns aparelhos, que não ligam nem reagem ao carregador.
A fabricante interrompeu a distribuição da atualização e investiga as falhas, que não afetam todos os dispositivos.
Usuários afetados devem registrar o problema no portal de reparos ou contatar o suporte ao cliente.
O Fairphone 4 não é vendido oficialmente no Brasil.

Uma atualização de software liberada nesta semana acabou transformando celulares em “pesos de papel”, após relatos de usuários que ficaram com os aparelhos completamente inutilizados. O problema surgiu depois da liberação de um novo pacote do sistema para o Fairphone 4, modelo lançado em 2021 com promessa de garantia de cinco anos.

Segundo os relatos, a atualização FP4.QREL.15.15.2, liberada na terça-feira (23/12), fez com que os celulares não ligassem e nem reagissem ao carregador. Diante do aumento das queixas, a fabricante holandesa confirmou a existência de falhas inesperadas e decidiu suspender imediatamente a distribuição do software enquanto investiga o ocorrido.

O que aconteceu com a atualização?

Pouco depois da liberação do pacote, usuários relataram que, após concluir a instalação e reiniciar o sistema, o aparelho permanecia completamente desligado, sem qualquer resposta a comandos básicos. O Fairphone 4 saiu de fábrica com o Android 11.

“Meu telefone parece estar completamente inutilizado agora”, escreveu um usuário. “Atualizei ontem à noite, reiniciei hoje de manhã e ele simplesmente morreu”. Em outro post no fórum oficial, outro relato afirma: “Estou na mesma situação e o celular não reage nem quando conectado ao carregador”.

A fabricante confirmou ao site Android Authority que detectou “problemas inesperados” logo após o início do rollout. Em comunicado, informou que pausou a atualização para evitar que mais usuários fossem afetados enquanto a equipe técnica analisa os erros.

Fairphone 4 apresentou problemas após atualização de sistema (imagem: divulgação)

Todos os aparelhos foram afetados?

Apesar da gravidade dos relatos, o problema não parece atingir todos os dispositivos que receberam a atualização. Há usuários que instalaram o software sem enfrentar falhas críticas, o que indica que o bug pode estar relacionado a combinações específicas de hardware, configurações ou estados anteriores do sistema.

A empresa orientou quem teve o celular inutilizado a registrar o problema por meio do portal oficial de reparos ou a entrar em contato diretamente com o suporte ao cliente. Ainda não há confirmação sobre a necessidade de reparo físico, reinstalação manual do sistema ou substituição dos aparelhos afetados.

Até o momento, não há previsão para a retomada do rollout nem detalhes técnicos completos sobre a causa do problema. A empresa afirmou que divulgará as notas oficiais da atualização apenas quando uma versão corrigida estiver pronta para ser distribuída.

O caso chama atenção justamente porque a marca é reconhecida por oferecer uma das políticas de update mais longas do mercado e se posicionar contra a obsolescência programada, embora o ritmo das atualizações já tenha sido alvo de críticas no passado. O Fairphone 4 não é vendido oficialmente no Brasil.
Novo software transforma celular em peso de papel

Novo software transforma celular em peso de papel
Fonte: Tecnoblog

Fita da primeira versão do Unix em C é recuperada com sucesso

Fita da primeira versão do Unix em C é recuperada com sucesso

Técnica sofisticada permitiu recuperar dados sem danificar a mídia física (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A fita magnética do Unix V4 de 1973 foi recuperada e restaurada por Al Kossow, do Museu da História da Computação.
A recuperação utilizou uma técnica que preserva o fluxo magnético, gerando um arquivo de 1,6 GB a partir de 40 MB de dados reais.
O Unix V4, reescrito em C, tornou o sistema portátil e influenciou sistemas modernos como Linux e macOS.

Uma das peças mais raras da história da tecnologia foi salva do esquecimento digital. Al Kossow, curador de software do Museu da História da Computação (CHM), conseguiu recuperar o conteúdo de uma fita magnética do Unix V4, datada de 1973. A mídia, encontrada por acaso no mês passado em um depósito da Universidade de Utah, contém a primeira versão do sistema operacional reescrita na linguagem C — um marco que mudaria para sempre a forma como interagimos com computadores.

Os arquivos foram reconstruídos e o sistema já está “vivo” novamente, rodando via emulação. O artefato foi encontrado pelo professor Robert Ricci, da Escola de Computação Kahlert, enquanto fazia uma faxina em uma sala de armazenamento da universidade. Dada a importância do achado, a mídia foi enviada com urgência para a Califórnia, segundo o jornal The Register.

Como conseguiram ler a fita magnética de 50 anos?

Recuperar dados de uma mídia magnética dessa idade não é tão simples. Se a equipe tentasse ler os arquivos da maneira tradicional, a degradação física da fita poderia causar erros irreversíveis. Por isso, os especialistas optaram por uma técnica mais sofisticada: preservar o fluxo magnético.

Em vez de tentar decifrar os “zeros e uns” imediatamente, eles usaram conversores de alta velocidade para criar uma “imagem” analógica das ondas magnéticas gravadas na fita. É um processo parecido com o que preservadores fazem com disquetes antigos: o objetivo é capturar o sinal bruto.

Essa leitura gerou um arquivo de 1,6 GB que representa cerca de 40 MB de dados reais. Depois, um software especial analisou essas ondas digitalizadas para reconstruir a informação original. Para quem quiser ver a história com os próprios olhos, uma versão pronta para uso foi disponibilizada. O sistema pode ser iniciado no emulador SimH, que simula o computador da época (um PDP-11), permitindo até digitar comandos em um prompt de 1973.

Imagens do sistema rodando já circulam no Mastodon, onde entusiastas colocaram o Unix V4 para funcionar em máquinas antigas por simulação.

Interface de linha de comando do Unix V4 rodando no emulador (imagem: reprodução/Mastodon)

Por que essa versão do Unix é tão importante?

A recuperação do Unix V4 preenche uma lacuna na história. As versões anteriores haviam sido escritas em Assembly, uma linguagem complexa e presa ao hardware específico da máquina. Foi na versão V4 que Ken Thompson e Dennis Ritchie reescreveram a maioria do sistema em C. Isso tornou o software “portável”, permitindo que ele fosse levado para outros computadores sem precisar ser recriado do zero. Sem esse passo, sistemas modernos como Linux e macOS talvez não existissem da forma como conhecemos.

O material bruto agora está preservado no Internet Archive, garantindo que não se perca novamente.
Fita da primeira versão do Unix em C é recuperada com sucesso

Fita da primeira versão do Unix em C é recuperada com sucesso
Fonte: Tecnoblog

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

Microsoft Copilot começou a aparecer em smart TVs LG (imagem: reprodução/Reddit)

Resumo

LG comunicou que vai permitir que usuários removam o ícone do Microsoft Copilot de suas smart TVs.
A instalação automática do Copilot gerou críticas por ser considerada invasiva, mas a fabricante afirma que o atalho não compromete a privacidade.
Ainda não há uma data para a atualização que permitirá a remoção.

A LG anunciou que vai alterar o comportamento de seu sistema operacional para permitir que os usuários removam o ícone do Microsoft Copilot da tela inicial de suas smart TVs. A inclusão do sistema da Microsoft viralizou nas últimas semanas com críticas de consumidores que se sentiram invadidos pela instalação automática do recurso.

Visualmente, o Copilot aparece na interface do webOS ao lado de serviços como Netflix e YouTube, comportando-se como qualquer outro aplicativo, conforme o Tecnoblog noticiou no começo desta semana.

No entanto, a companhia esclareceu, em nota enviada ao The Verge, que o item não é um “serviço baseado em aplicativo embutido”, mas sim um “atalho” que redireciona o usuário para a versão web da IA através do navegador da TV.

Ao portal, Chris De Maria, porta-voz da fabricante, afirmou que a companhia “respeita a escolha do consumidor” e tomará medidas para permitir a exclusão do ícone de atalho.

Copilot no webOS

A polêmica começou na última semana, quando proprietários de TVs LG notaram que uma atualização automática do sistema webOS havia instalado o Copilot em seus aparelhos. O problema não era apenas a presença do software, mas a impossibilidade de removê-lo.

My LG TV’s new software update installed Microsoft Copilot, which cannot be deleted. byu/defjam16 inmildlyinfuriating

Diferente de aplicativos de streaming como Netflix ou Disney+, os quais os donos da TVs podem gerenciar livremente, a marca implementou o atalho da Microsoft como um aplicativo de sistema ou pré-instalado.

Segundo a documentação de suporte da própria marca, usuários não podem desinstalar apps dessa categoria, apenas ocultar ou movê-los para o final da lista. Essa impossibilidade o que gerou acusações de “bloatware” em fóruns como o Reddit.

LG nega invasão de privacidade

Além do incômodo visual, a instalação forçada levantou dúvidas sobre privacidade, mas a LG garante, no comunicado, que o atalho não ativa o microfone da TV automaticamente. “Recursos como a entrada de microfone são ativados apenas com o consentimento explícito do cliente”, reforçou a empresa.

Apesar da promessa de correção, a LG não forneceu uma data específica para a liberação do update que tornará o ícone deletável. A integração faz parte da estratégia de AI TV anunciada pela marca em parceria com a Microsoft durante a CES 2025, no início do ano.
LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot

LG promete: donos de TVs poderão retirar o ícone do Copilot
Fonte: Tecnoblog

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

Microsoft reconheceu falha no Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft reconheceu que a atualização KB5070311 de novembro de 2025 causou falhas no RemoteApp em ambientes Azure Virtual Desktop.
A dona do Windows liberou uma solução temporária e ativou o Known Issue Rollback (KIR) para reverter atualizações problemáticas.
Empresas são as principais afetadas, enquanto dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro não devem ser impactados.

A Microsoft reconheceu que atualizações recentes do Windows provocam falhas de conexão no RemoteApp. O erro afeta dispositivos Windows 11 24H2/25H2 e Windows Server 2025 que operam em ambientes Azure Virtual Desktop. O problema surgiu após a instalação da atualização do sistema KB5070311 de novembro de 2025 e persiste em versões mais recentes.

O RemoteApp permite que usuários executem aplicativos individuais do Windows a partir da nuvem, sem precisar carregar um desktop virtual completo. Com o bug, essas aplicações param de funcionar, embora sessões de desktop completas continuem operando normalmente.

Empresas são as principais afetadas

Segundo a Microsoft, o problema não atinge dispositivos pessoais com Windows Home ou Pro, já que o Azure Virtual Desktop é usado principalmente em ambientes corporativos. Organizações que dependem do RemoteApp para operações diárias enfrentam interrupções no acesso a aplicativos remotos.

A falha impacta especificamente a conexão entre o cliente e os aplicativos transmitidos, enquanto outras funcionalidades do sistema permanecem inalteradas.

Esse não é o único problema recente do Windows. Há poucos dias, a Microsoft precisou corrigir uma falha que causava flashes brancos no Explorador de Arquivos com o modo escuro ativado.

Sede da Microsoft em Redmond (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Solução temporária exige ajuste no registro

Se você se deparou com esse problema de alguma forma, a Microsoft já divulgou um procedimento manual para contornar o problema. Administradores de servidores ou usuários casuais (caso isso chegue a afetar alguém no Windows 11) precisam adicionar uma chave de registro com privilégios administrativos e reiniciar o sistema.

O processo envolve abrir o Prompt de Comando como administrador e executar o comando:

reg add “HKEY_LOCAL_MACHINESOFTWAREMicrosoftWindows NTCurrentVersionWinLogonShellProgramsRdpShell.exe” /v “ShouldStartRailRPC” /t REG_DWORD /d 1 /f

Após aplicar a mudança, basta reiniciar o sistema. O problema deve ser resolvido.

Microsoft já aplicou a reversão automática

Com o reconhecimento do problema, a empresa também ativou o recurso Known Issue Rollback (KIR) para dispositivos Windows Pro e Enterprise, que reverte automaticamente atualizações problemáticas distribuídas pelo Windows Update.

Usuários devem verificar se há novas atualizações no Windows Update, aplicá-las e reiniciar o dispositivo para receber a correção.

Já em ambientes corporativos nos quais departamentos de TI controlam as atualizações, os administradores podem aplicar manualmente a reversão instalando e configurando uma Política de Grupo específica para cada versão do Windows.

A Microsoft também informou que trabalha em uma correção definitiva, mas não divulgou previsão para o lançamento da solução permanente. Paralelamente, a empresa liberou um novo recurso que promete aumentar o desempenho do PC em até 80% com melhor uso de unidades NVMe.
Microsoft confirma falha crítica no RemoteApp após atualização de novembro

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Fonte: Tecnoblog