Category: Sistemas Operacionais

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)

Resumo

A Apple iniciou alertas no macOS 26.4 Beta sobre o fim do Rosetta 2, indicando incompatibilidades futuras para aplicativos da era Intel.
O encerramento definitivo do Rosetta 2 está previsto para o macOS 28, enquanto a maioria dos desenvolvedores já migrou para versões nativas ou universais.
A estratégia da Apple visa dar tempo para adaptação, com o Rosetta 2 ainda ativo, mas com a necessidade de adaptação dos desenvolvedores à arquitetura Arm.

A Apple deu mais um sinal de que a transição para seus chips próprios entrou na reta final. Usuários que ainda dependem de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel começaram a ver alertas sobre possíveis incompatibilidades futuras nas versões beta mais recentes do sistema.

Os avisos surgiram no macOS 26.4 Beta e funcionam como um lembrete: softwares que não foram adaptados à arquitetura Arm terão suporte temporário. O encerramento definitivo do Rosetta 2, ferramenta que permite rodar apps antigos nos Macs com Apple Silicon, está previsto apenas para o macOS 28, esperado para o próximo ano.

Por que a Apple está mostrando esses alertas agora?

O Rosetta 2 foi peça-chave na mudança dos Macs com processadores x86 para os chips próprios da Apple, como M1, M2 e seus sucessores. Assim como ocorreu na transição do PowerPC para o Intel anos atrás, a empresa optou por um período de convivência entre tecnologias para evitar rupturas bruscas.

Com a maioria dos desenvolvedores já tendo migrado seus aplicativos para versões nativas ou universais, a Apple entende que o ecossistema está maduro o suficiente para avançar. No macOS 26.4, ao abrir um aplicativo que depende exclusivamente do Rosetta 2, o usuário passa a receber uma notificação com orientações sobre como identificar alternativas compatíveis ou versões atualizadas.

A estratégia não é nova. Em versões anteriores do sistema, a Apple adotou o mesmo método ao preparar o fim dos apps de 32 bits, exibindo avisos durante anos antes de remover o suporte por completo. O objetivo é dar tempo para adaptação, sem cortar funcionalidades de forma imediata.

iOS 26 em execução em diferentes modelos de iPhone (imagem: reprodução/Apple)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Na prática, nada deixa de funcionar agora. O Rosetta 2 continua ativo e permitindo a execução de aplicativos antigos, com exceções pontuais previstas apenas para jogos específicos no futuro. A mudança é mais informativa do que técnica, ao menos por enquanto.

Para usuários, o alerta serve como um sinal de atenção. Quem depende de softwares legados, especialmente ferramentas profissionais que não recebem atualizações frequentes, pode precisar planejar alternativas ou atualizar fluxos de trabalho.

Já para desenvolvedores, a mensagem é direta: o tempo extra concedido pela Apple está chegando ao fim. Adaptar aplicativos à arquitetura Arm não é mais uma recomendação, mas uma exigência para garantir compatibilidade a médio prazo.
Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm
Fonte: Tecnoblog

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Mozilla encerrará atualizações do Firefox para Windows 7, 8 e 8.1 após fevereiro de 2026;
Sem suporte oficial, navegador deixará de receber atualizações de segurança;
Recomendação da Mozilla é atualizar para uma versão mais recente do Windows ou instalar uma distribuição Linux.

Quem ainda mantém um computador com Windows 7, Windows 8 ou Windows 8.1 tem, no Firefox, uma das poucas opções de navegador seguro. Mas não por muito tempo: a Mozilla revelou que não irá mais liberar atualizações do browser para as mencionadas versões do sistema operacional da Microsoft.

Atualmente, o Firefox para Windows está na versão 147. Já a última versão do navegador compatível com os Windows 7, 8 e 8.1 é a 115, lançada em 2023. Apesar de esta última não ter determinados recursos que são oferecidos pela versão 147, ela vinha recebendo atualizações básicas por meio do canal Extended Support Release (ESR).

De acordo com o Neowin, no início, a Mozilla havia planejado manter o suporte ao Firefox 115 ESR até setembro de 2024. Mas a organização vinha adiando o fim do suporte até chegar ao prazo atual: março de 2026. Sabemos, agora, que não haverá um novo adiamento.

Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)

O que acontecerá com o Firefox nos Windows 7, 8 e 8.1?

Nesta página de ajuda, a Mozilla informa que o Firefox 115 ESR receberá atualizações até o fim de fevereiro de 2026. A partir de março, ainda será possível usar o navegador nos Windows 7, 8 e 8.1, mas no modo “por sua conta e risco”, afinal, o browser deixará de ser atualizado.

Por conta disso, a Mozilla recomenda que o usuário use uma versão mais atual do Windows. Para máquinas que, por alguma razão, não podem rodar o Windows 10 (sistema operacional descontinuado pela Microsoft em outubro de 2025, vale relembrar) ou o Windows 11, a recomendação da Mozilla é a de que o usuário instale uma distribuição Linux.

A Mozilla deu ainda a seguinte explicação para justificar o fim do suporte de seu browser nos Windows 7, 8 e 8.1:

A Microsoft encerrou o suporte oficial aos Windows 7, 8 e 8.1 em janeiro de 2023. Sistemas operacionais sem suporte não recebem atualizações de segurança e possuem vulnerabilidades conhecidas. Sem o suporte oficial da Microsoft, manter o Firefox para sistemas operacionais desatualizados torna-se custoso para a Mozilla e arriscado para os usuários.

Para reforçar a recomendação sobre migrar de sistema operacional, a Mozilla também relembrou que navegadores como Google Chrome e Microsoft Edge também já não suportam oficialmente os Windows 7, 8 e 8.1.
Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1

Firefox dá adeus aos Windows 7, 8 e 8.1
Fonte: Tecnoblog

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades

Ambiente de desktop KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

Resumo

KDE Plasma 6.6 foi lançado com foco em personalização, permitindo salvar temas globais para alternância automática entre modos claro e escuro;

ferramenta Spectacle agora possui função de OCR integrada, permitindo que o usuário extraia texto diretamente de capturas de tela;

Sistema recebeu melhorias de acessibilidade, incluindo filtros para daltonismo e um teclado virtual otimizado para telas sensíveis ao toque.

As distribuições Linux mais populares trazem o Gnome como ambiente de desktop padrão. Mas quem estiver disposto a experimentar algo diferente pode recorrer ao ambiente KDE Plasma, cuja versão 6.6 foi lançada oficialmente nesta semana. As novidades incluem mais opções de personalização, detecção de texto em imagens e um novo teclado virtual.

No aspecto da personalização, quem gosta de ajustar cores de barras, janelas e afins agora pode salvar essas alterações como um tema global, de modo que seja possível usá-lo como uma opção para a funcionalidade que alterna entre os temas diurno e noturno.

Tema global no KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

Sobre o recurso de detecção de texto em imagens, trata-se de uma função de OCR que foi adicionada ao Spectacle, ferramenta para captura de telas. Quando uma imagem for capturada, bastará selecionar a área de texto e clicar no botão de extração para o conteúdo escrito ser reconhecido e salvo em outro aplicativo, por exemplo.

É interessante notar que os desenvolvedores do KDE Plasma 6.6 se preocuparam em renovar o teclado virtual do ambiente. Quem já se deparou com um defeito no teclado físico sabe o quanto esse tipo de ferramenta é útil. A nova versão é baseada no Qt Virtual Keyboard e, como tal, suporta previsão de texto e é otimizada para telas sensíveis a toques, entre outros atributos.

Teclado virtual do KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

O que mais há de novo no KDE Plasma 6.6?

As demais novidades do KDE Plasma 6.6 incluem:

agora é possível compartilhar redes Wi-Fi rapidamente via QR Code;

as opções de acessibilidade trazem um novo filtro de escala de cinza que é útil para quem tem daltonismo;

ainda no aspecto da acessibilidade, os recursos de zoom e lupa agora funcionam com um modo de rastreamento que mantém o cursor centralizado na tela;

agora há um novo assistente de configuração geral para quando o KDE Plasma for acessado pela primeira vez;

também há um novo e opcional gerenciador de login;

o ambiente ganhou uma opção de ajuste automático de brilho em telas com sensor de luz ambiente;

as animações ficaram mais fluidas em telas com taxa de atualização elevada.

Assistente de configuração do KDE Plasma 6.6 (imagem: reprodução/KDE)

Como obter o KDE Plasma 6.6?

Como o KDE Plasma 6.6 é um ambiente de desktop, a sua instalação não é trivial. Recomenda-se, portanto, que você aguarde a nova versão chegar à sua distribuição Linux.

A expectativa é a de que a novidade seja lançada em atualizações de projetos como Ubuntu (Kubuntu), Fedora, Manjaro e OpenSUSE, obviamente que nas versões dessas distribuições preparadas para KDE.

Já quem tiver experiência o suficiente pode baixar e compilar o Plasma 6.6 a partir do repositório oficial.

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades

KDE Plasma 6.6 chega para enfrentar o Gnome; confira as novidades
Fonte: Tecnoblog

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Linux Mint 22.3, a versão mais recente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Desenvolvedores do Linux Mint planejam estender intervalo entre lançamentos para priorizar qualidade, possivelmente a partir de 2026;
Atual ciclo semestral limita desenvolvimento de novos recursos, segundo Clement Lefebvre, líder do projeto;
Mudança no cronograma ainda não é oficial, mas há indicações de que ocorrerá em breve.

O Linux Mint segue um ciclo de desenvolvimento semestral, o que significa que uma nova versão da distribuição é lançada a cada seis meses, podendo haver pequenas variações nesse intervalo. Mas a frequência de lançamentos deve diminuir, talvez já em 2026. Isso porque os desenvolvedores do projeto querem priorizar a qualidade em vez da quantidade.

Não que o atual ciclo semestral esteja resultando em um sistema operacional ruim. Na verdade, o Linux Mint é bastante elogiado por ser estável e fácil de usar, tendo inclusive aparecido com uma alternativa viável ao Windows 10, que deixou de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2025.

Mas, em uma postagem recente no blog do projeto, Clement Lefebvre, líder do Linux Mint, explicou que o atual cronograma de lançamentos dificulta a criação de recursos, pois os desenvolvedores precisam utilizar o prazo apertado disponível para executar testes e aplicar ajustes na distribuição:

Lançar com frequência é importante porque significa que recebemos muitos feedbacks e relatórios de bugs quando introduzimos mudanças. (…) É um processo que funciona muito bem e produz melhorias incrementais a cada lançamento.

Mas isso consome muito tempo e limita nossa ambição em termos de desenvolvimento. Com um lançamento a cada seis meses, além do LMDE, gastamos mais tempo testando, corrigindo e lançando do que desenvolvendo.

Clement Lefebvre, líder do Linux Mint

Ao citar “LMDE”, Lefebvre se refere à variante Linux Mint Debian Edition que, como o nome deixa claro, usa a distribuição Debian como base. O Linux Mint convencional, por assim dizer, é baseado no Ubuntu.

Desktop do Linux Mint 22.3 “Zena” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Qual será o novo ciclo de atualizações do Linux Mint?

Ninguém sabe ao certo, afinal, a decisão de mudar o cronograma de lançamentos ainda não é oficial. Os desenvolvedores apenas avisaram que mudanças podem ocorrer em breve.

Mas eu apostaria em um ciclo anual de lançamento. Essa abordagem daria mais tempo para os desenvolvedores trabalharem em novos recursos e, ao mesmo tempo, diminuiria o risco de usuários passarem a ter a impressão de que a distribuição está ficando ultrapassada.

Curiosamente, Lefebvre comentou que o próximo Linux Mint será baseado em uma nova versão LTS (com suporte de longo prazo), mas que os desenvolvedores perceberam que estão sem ideia de codinome para a versão.

Ele dá a entender que a falta de codinomes é outro motivo para aumentar o intervalo de lançamentos entre versões. É claro que há um certo nível de brincadeira com relação a esse aspecto, mas a observação serve para reforçar que os desenvolvedores realmente estão dispostos a mudar o ciclo de atualizações do Linux Mint.

Em tempo, a versão mais atual da distribuição é o Linux Mint 22.3 “Zena”, que foi lançado em meados de janeiro.
Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões

Linux Mint deverá levar mais tempo para lançar novas versões
Fonte: Tecnoblog

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Google confirmou que Quick Share será compatível com mais dispositivos Android, além do Pixel 10, permitindo integração com AirDrop, da Apple;
Integração Quick Share-AirDrop facilita troca de arquivos entre dispositivos Android e iPhones próximos, e também cobrirá iPads e MacBooks;
Expansão para mais aparelhos Android irá ocorrer “em breve”, afirma Google.

O Quick Share, tecnologia que compartilha arquivos entre dispositivos Android, já é capaz de funcionar em conjunto com o AirDrop, da Apple. Porém, apenas os celulares Pixel 10 suportam essa integração oficialmente. A boa notícia é que o Google confirmou que a compatibilidade chegará a outros aparelhos Android.

A integração entre Quick Share e AirDrop possibilita a troca de arquivos entre celulares Android e iPhones que estiverem fisicamente próximos entre si. É um recurso interessante para compartilhar fotos tiradas em grupo, só para dar um exemplo.

Ao anunciar a integração do Quick Share com o AirDrop, em novembro de 2025, o Google explicou que a novidade era destinada à linha Pixel 10 na fase inicial, mas que havia planos de expandir o recurso para mais dispositivos.

Pois bem, o Android Police relata ter participado de uma recente coletiva de imprensa do Google. No evento, a companhia confirmou planos de lançar uma atualização do Quick Share neste ano que torna a comunicação com o AirDrop possível em mais dispositivos Android.

Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone (imagem: divulgação/Google)

Quando a integração Quick Share-AirDrop chegará a mais celulares Android?

O Google se limitou a informar que “em breve”. A companhia não deu uma data precisa porque a liberação do recurso depende do apoio de fabricantes de smartphones.

Mas esperar um pouco mais deverá valer a pena, afinal, a integração não se limitará aos iPhones, como o próprio Google explicou:

Dedicamos muito tempo e energia para garantir que pudéssemos criar algo compatível não apenas com o iPhone, mas também com iPads e MacBooks.

Agora que comprovamos que isso é possível, estamos trabalhando com nossos parceiros [fabricantes] para expandir a funcionalidade para o restante do ecossistema, e vocês verão alguns anúncios interessantes em breve.

Eric Kay, vice-presidente de engenharia

Um detalhe curioso é que o Google não dependeu da Apple para fazer essa integração. No ano passado, a União Europeia exigiu a implementação do Wi-Fi Aware no AirDrop, padrão aberto que permite a dispositivos fisicamente próximos trocarem informações entre si. Foi essa tecnologia que possibilitou a comunicação do Quick Share com o AirDrop.
Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android

Google confirma que AirDrop chegará a mais celulares Android
Fonte: Tecnoblog

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Barra de tarefas mais alta é a principal diferença (imagem: reprodução/9to5Google)

Resumo

O Android para PC terá uma interface semelhante à de tablets, com adaptações para telas maiores, incluindo uma barra de tarefas centralizada e uma barra de status mais alta.
O sistema operacional é identificado como Android 16, codinome “ALOS” ou Aluminium OS, e foi testado em um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.
O Google confirmou o desenvolvimento do Android para computadores em 2025, com o planos para substituir gradualmente o ChromeOS.

Um desenvolvedor se descuidou e publicou imagens da interface da futura versão do Android para desenvolvedores. Elas revelam um visual parecido com o de tablets com o sistema, mas com algumas diferenças importantes.

As gravações de tela foram compartilhadas na plataforma de desenvolvimento do Chromium (projeto de código aberto que serve de base para o Chrome) para mostrar um bug no sistema. A página de discussão agora mostra apenas uma mensagem de acesso negado, mas o 9to5Google conseguiu salvar e publicar os vídeos.

Como será a interface do Android para PC?

As imagens mostram uma barra de tarefas idêntica à usada em tablets com Android, com ícones centralizados, incluindo um para acessar aplicativos à esquerda e outros para apps abertos à direita.

A barra de status no topo da tela, no entanto, é diferente. Ela é mais alta. Nas capturas de tela, essa área contém relógio (com segundos) e data à esquerda; na direita, ficam um ícone do Gemini, um controle de idioma do teclado, um indicador de Wi-Fi e um mostrador de bateria. Outro detalhe é um cursor de mouse ligeiramente maior, com design mais tradicional, incluindo uma haste.

Sistema também usará a Play Store (imagem: reprodução/9to5Google)

Nas imagens, há duas janelas do Chrome lado a lado, indicando um possível recurso multitarefas do sistema. O navegador tem, inclusive, um ícone de extensões — elas estão disponíveis apenas na versão para desktops e não na para tablets.

Os botões para fechar, minimizar e abrir em tela cheia ficam no canto direito superior das janelas e são praticamente idênticos aos do ChromeOS.

O que mais sabemos sobre o Android para PC?

Android para PC ainda não tem nome definido nem data para chegar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os indícios de que as gravações de tela são realmente da futura versão do Android para PC aparecem logo no início, em uma página de versão do Chrome. Ela informa que o sistema operacional é o Android 16, com a compilação ZL1A.260119.001.A1.

O desenvolvedor se refere a essa build como “ALOS” — um código para Aluminium OS, codinome interno do sistema. Ele também informou qual aparelho estava usando: um Chromebook HP Elite com processador Intel Core de 12ª geração.

Os rumores de uma versão do Android para computadores circulam há alguns anos, mas o sistema ganhou confirmação oficial só no segundo semestre de 2025.

Rick Osterloh, um dos principais executivos do Google, afirmou que a empresa trabalha para combinar os sistemas de computadores e smartphones.

Além disso, a empresa abriu vagas de trabalho específicas para o projeto. As descrições indicam que o Aluminium OS é “um novo sistema operacional com inteligência artificial em seu centro”, que estará disponível para todos os formatos, como laptops, tablets, destacáveis e mini-PCs.

Também há indícios de que haverá um período de transição do ChromeOS para o novo sistema, incluindo suporte e atualizações para os produtos lançados nos últimos anos. Já o nome não é definitivo e ainda está no campo das especulações — Android, Chrome e Chromebook são marcas muito fortes, e há chances de que elas sejam reaproveitadas no novo sistema.

Com informações do 9to5Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google

Android para PC: imagens vazam e mostram como será o novo sistema do Google
Fonte: Tecnoblog

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

HyperOS 3 deixou usuários com ROMs alternativas na mão (imagem: reprodução/Xiaomi)

Resumo

A atualização HyperOS 3 da Xiaomi, baseada no Android 16, inutilizou celulares com ROM global não oficial, especialmente importados da China.
A Xiaomi não oferece suporte para dispositivos modificados fora de seus canais oficiais, deixando usuários sem correções para o problema.
Reverter para o HyperOS 2.2 pode ser a única solução, exigindo reinicializações repetidas para acionar o rollback de emergência do Android.

Donos de celulares da Xiaomi adquiridos por meio de importadores independentes passaram a relatar, nos últimos dias, uma enorme dor de cabeça: os aparelhos foram inutilizados após a chegada do HyperOS 3, nova versão da interface própria da fabricante, baseada no Android 16.

Os casos afetam principalmente smartphones importados da China que utilizam ROM global não oficial, prática comum no chamado mercado cinza. De acordo com os relatos, após a instalação do HyperOS 3, esses aparelhos passam a iniciar apenas no modo de recuperação ou entram em bootloop permanente.

Vendedores não oficiais costumam comprar versões chinesas dos aparelhos (que são mais baratas), desbloquear o bootloader e instalar uma interface global para incluir idiomas ocidentais e serviços do Google.

O que causa o problema?

Segundo o Gizmochina, a atualização introduziu uma verificação rigorosa de região, que compara o hardware do aparelho com a região do software instalado. Quando o sistema identifica uma incompatibilidade – como hardware chinês rodando uma ROM global modificada –, o processo de inicialização falha.

Geralmente, o smartphone não carrega o sistema operacional, entrando em modo de recuperação e ficando preso em um bootloop (quando o dispositivo entra em um loop de reinicialização).

Smartphones ficam bloqueados após atualização (imagem: reprodução/Gizchina)

A Xiaomi classifica essas ROMs convertidas como instalações não autorizadas e, por isso, não trata o problema como um bug do sistema. Ainda de acordo com a publicação, a empresa considera que esses dispositivos foram modificados fora de seus canais oficiais.

Com isso, os aparelhos impactados podem ficar definitivamente presos ao HyperOS 2.2, versão anterior do sistema, sem acesso a futuras atualizações do Android.

Como resolver?

Segundo o Gizchina, a empresa não pretende oferecer correções ou suporte para celulares comprados por meio de importadores não oficiais. A gigante chinesa teria comunicado que os clientes afetados por esse problema estão “por conta própria” em relação ao Android 16 e ao HyperOS 3.

Dessa forma, para quem foi atingido pelo bloqueio, a reversão do sistema para a versão anterior pode ser a única forma de salvar o dispositivo:

O usuário deve forçar a reinicialização do celular repetidamente (pressionando o botão liga/desliga). Pode ser necessário fazer esse processo entre 10 e 15 vezes seguidas.

Essa sequência de falhas propositais no boot pode acionar o protocolo de rollback de emergência do Android, desinstalando a atualização problemática e restaurando o HyperOS 2.2.

Se o aparelho voltar a ligar, é importante desativar imediatamente as atualizações automáticas para evitar que o HyperOS 3 tente se instalar de novo.

A atualização que causou o bloqueio é uma das mais aguardadas pelos fãs da marca. O HyperOS 3 promete otimizações significativas de desempenho e traz a funcionalidade “Xiaomi Super Island”, um recurso visual e interativo comparável à Dynamic Island da Apple.
Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”
Fonte: Tecnoblog

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

Problema começou após update de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A atualização de segurança KB5074109 causou problemas no Outlook clássico, como travamentos e falhas ao enviar mensagens, principalmente para usuários que utilizam o método POP.
A Microsoft está investigando o problema, mas ainda não encontrou uma solução. A desinstalação da atualização é uma alternativa, mas pode comprometer a segurança do sistema.
O problema afeta mais usuários com POP, enquanto IMAP e Exchange têm menos relatos de falhas.

Usuários do Windows 11 relatam que a versão clássica do Outlook está com problemas como travar durante o uso ou não reiniciar corretamente quando fechado. O comportamento estranho começou após a atualização de segurança KB5074109, distribuída para as versões 25H2 e 24H2 do sistema na terça-feira (13/01).

O problema parece afetar com mais frequência quem usa o software com o método POP para baixar os emails que estão em um servidor.

Microsoft não tem previsão para corrigir o problema (imagem: Reprodução/Microsoft)

Quem tem contas configuradas com IMAP ou Exchange escapou dos bugs, ao que tudo indica, mas há alguns relatos esparsos de problemas quando esses protocolos são utilizados.

A notícia pode causar alguma preocupação para quem acessa suas mensagens usando o método, já que o Gmail vai deixar de oferecer suporte ao POP ainda em janeiro de 2026. Se o Outlook deixar de ser confiável, restarão poucas opções de clientes desse tipo.

O que aconteceu com o Outlook?

Um usuário diz que, após fechar o software, não consegue abrir novamente o programa, a menos que vá até o Gerenciador de Tarefas e mate o processo que roda em segundo plano. Ele também relata que as mensagens enviadas não aparecem na pasta em que deveriam estar.

Outro conta que, mesmo após desinstalar a atualização e reparar o Outlook, o programa continua travando e não consegue enviar emails.

O que a Microsoft vai fazer?

A Microsoft está ciente dos travamentos, mas ainda não descobriu como solucioná-los. As equipes do Windows e do Outlook estão investigando os relatos para identificar a causa, mas ainda não há previsão de corrigir o defeito.

“Esse é um problema emergente, e ainda não temos todos os sintomas, mas vamos atualizar esse tópico assim que compreendermos melhor essa questão”, afirmou a empresa em um documento de suporte.

Enquanto isso, quem quer continuar usando o Outlook clássico tem uma alternativa para solucionar o problema, mas ela é radical: desinstalar a atualização de segurança.

A opção fica dentro do histórico do Windows Update, no app Configurações, mas é desaconselhável, já que pode deixar o computador exposto a ameaças. Além disso, alguns usuários tentaram esse método, mas nem isso fez o programa voltar a funcionar.

Com informações do Bleeping Computer
Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar

Atualização do Windows 11 faz Outlook parar de funcionar
Fonte: Tecnoblog

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Resumo

Bug no Windows 11 faz sistema reiniciar em vez de desligar após a atualização KB5073455 para a versão 23H2;
Microsoft está ciente do problema e trabalha em solução, mas ainda não há previsão de liberação;
Problema afeta PCs com Inicialização Segura ativada e pode ser contornado usando o comando “shutdown /s /t 0” no Prompt de Comando.

Você abre o Menu Iniciar e escolhe a opção “Desligar”. Mas, em vez disso, o computador reinicia. Você tenta de novo e o comportamento se repete. Pois saiba que esse problema está afetando alguns PCs com Windows 11 após a instalação do Patch Tuesday de janeiro de 2026.

Sempre é bom lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações de segurança que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Esse pacote foi identificado como KB5073455 no Windows 11 23H2, e como KB5074109 nas versões 24H2 e 25H2 do sistema operacional.

O Patch Tuesday visa corrigir problemas, mas, às vezes, acaba causando falhas. É o caso aqui. Além de fazer o sistema operacional reinicializar em vez de se desligar, o bug também impede o computador de entrar em estado de hibernação.

Microsoft já está ciente do problema

A Microsoft não demorou a reconhecer a falha e afirma que já está trabalhando em uma solução. Contudo, ainda não há previsão de quando a correção será liberada.

Felizmente, o número de PCs afetados pelo bug não é expressivo. De acordo com a Microsoft, o problema afeta apenas máquinas que receberam o pacote KB5073455, ou seja, que têm o Windows 11 23H2 instalado.

Além disso, para o problema se manifestar, é preciso ter a função Inicialização Segura (Secure Boot) ativada. Esse é um recurso que ajuda a proteger o sistema operacional contra malwares durante o seu carregamento.

Notebook com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Enquanto o problema não é solucionado, os computadores afetados podem ser desligados por meio do seguinte passo a passo:

acesse a barra de pesquisa no topo do Menu Iniciar

ali, digite o comando cmd para abrir o Prompt de Comando

no Prompt de Comando, digite shutdown /s /t 0 e pressione Enter

O PC será desligado imediatamente. Mas a própria Microsoft alerta que não há opção no Prompt de Comando para fazer o computador hibernar, se for essa a intenção.

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização

Bug faz Windows 11 reiniciar em vez de desligar após atualização
Fonte: Tecnoblog

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.
Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte
Fonte: Tecnoblog