Category: Segurança e Privacidade

Login no Spotify mudou? Entenda a decisão

Login no Spotify mudou? Entenda a decisão

Tela de login no aplicativo do Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

a partir de 1º de setembro de 2026, Spotify só permitirá login por e-mail cadastrado ou métodos alternativos, como contas na Apple, Google e Facebook;
a autenticação via nome de usuário não será mais permitida como medida para aumentar a segurança e simplificar a recuperação da conta;
usuários que fazem login via nome de usuário já estão sendo avisados por e-mail sobre a mudança.

Se você usa o Spotify, precisa ficar atento: a partir de 1º de setembro de 2026, somente será possível fazer login no serviço usando o endereço de e-mail cadastrado em seu perfil ou métodos alternativos, como contas na Apple, Google e Facebook. A autenticação via nome de usuário (username) não será mais permitida.

Nada muda para quem já faz login por e-mail (meu caso) ou pelos métodos alternativos, obviamente. Mas, para quem realiza o procedimento via nome de usuário, o Spotify está enviando um e-mail avisando sobre a mudança. Na mensagem, o usuário tem a opção de alterar o endereço caso prefira fazer login com um e-mail diferente do cadastrado em sua conta.

A mudança é global e, à medida que usuários vão sendo avisados sobre ela, queixas começam a surgir. No fórum do Spotify, por exemplo, este usuário publicou a seguinte mensagem:

Tenho vários endereços de e-mail diferentes, mas apenas uma conta ativa do Spotify, que uso há anos. Entendo que a opção de login com e-mail seja importante para contas mais recentes do Spotify que não têm nome de usuário, mas por favor, mantenham a opção de login com nome de usuário, mesmo que os nomes de usuário tenham sido descontinuados!

Tenho muito medo de não conseguir acessar a minha conta porque vou esquecer qual e-mail usei. E também é muito mais demorado digitar, para quem tem nome de usuário.

Relatos a respeito da mudança também já surgem em plataformas como o Reddit, de onde a imagem a seguir foi obtida:

E-mail do Spotify avisando sobre a mudança no login (imagem: GegoByte/Reddit)

Por que o Spotify vai acabar com o login via nome de usuário?

A companhia não deu detalhes sobre a decisão, apenas informou que esta é uma medida de segurança:

No Spotify, nosso compromisso em oferecer uma experiência perfeita se estende a todos os aspectos da nossa plataforma, incluindo o processo de login.

Padronizar os métodos de login para e-mails aumenta a segurança e simplifica a recuperação da conta.

Note, porém, que o nome de usuário ainda poderá ser mantido por quem tem um perfil público no Spotify. Somente a autenticação por esse método é que deixará de funcionar.

Alguns usuários também fazem autenticação via número de telefone. Pelo menos por ora, essa opção também será mantida.
Login no Spotify mudou? Entenda a decisão

Login no Spotify mudou? Entenda a decisão
Fonte: Tecnoblog

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.

Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.

O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.

Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?

A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.

Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.

Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.

Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que o vírus rouba e como domina os servidores?

Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.

Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.

Como se proteger?

Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.

Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).
Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores
Fonte: Tecnoblog

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Você pode bloquear o Instagram com senha ou biometria para evitar que alguém com seu celular veja suas DMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Você pode colocar senha no Instagram em celulares Samsung ou Motorola ao adicionar o aplicativo da rede social à Pasta Segura.

Em smartphones Xiaomi, o bloqueio do Instagram com senha é feito nas configurações de apps do sistema operacional. Já em iPhones, você precisará ativar o recurso “Exigir Face ID” no app do Instagram.

Não há como proteger somente as Direct Messages (DMs). Por isso, a saída é adicionar senha ou biometria ao aplicativo completo do Instagram.

A seguir, saiba como colocar senha no Instagram em celulares Samsung, iPhone, Xiaomi ou Motorola.

ÍndiceComo colocar senha no Instagram pelo celular Samsung1. Acesse as configurações de segurança e privacidade2. Entre nas opções extras de segurança e vá em “Pasta Segura”3. Adicione o app do Instagram à Pasta Segura da SamsungComo colocar senha no Instagram pelo iPhone1. Toque e segure o ícone do Instagram e selecione “Exigir Face ID”2. Confirme sua identidade e escolha “Exigir Face ID” no pop-upComo colocar senha no Instagram pelo celular Xiaomi1. Acesse as configurações do celular e entre em “Apps”2. Vá em “Bloqueio de apps” e marque a chave do InstagramComo colocar senha no Instagram pelo celular Motorola1. Abra o app “Moto Secure” e selecione “Pasta segura”2. Configure sua Pasta Segura no celular Motorola3. Vá em “Adicionar apps” e marque o app do InstagramComo acessar o app do Instagram protegido com senhaTambém consigo colocar senha no Instagram pelo PC?Posso usar apps de terceiros para bloquear o Instagram com senha?Posso colocar senha nas conversas do Instagram?Consigo proteger as DMs do Instagram com criptografia?É possível tirar a senha de bloqueio do Instagram?

Como colocar senha no Instagram pelo celular Samsung

Atenção
O passo a passo abaixo mostra como proteger o Instagram com senha em uma Pasta Segura já criada. Caso precise de ajude, acesse nosso artigo sobre como acessar, criar ou desativar a Pasta Segura no smartphone Samsung.

1. Acesse as configurações de segurança e privacidade

No celular Samsung, acesse “Configurações”. Em seguida, entre na seção “Segurança e privacidade”.

Acessando as configurações de segurança e privacidade da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Entre nas opções extras de segurança e vá em “Pasta Segura”

Na tela “Segurança e privacidade”, selecione a opção “Mais configurações de segurança”. Depois, escolha “Pasta Segura”.

Obs.: caso seja seu primeiro acesso, você terá de configurar a Pasta Segura e escolher o tipo de bloqueio (PIN, senha, padrão ou biometria).

Entrando na Pasta Segura da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Adicione o app do Instagram à Pasta Segura da Samsung

Toque no símbolo “+”, selecione o app do Instagram, e vá em “Adicionar” para proteger o Instagram com senha ou biometria dentro da Pasta Segura.

Adicionando o Instagram à Pasta Segura da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo iPhone

Atenção
O tutorial abaixo é válido para iPhones com iOS 18 ou versões posteriores. Caso esteja usando uma versão do iOS mais antiga, vale atualizar o sistema ou usar a automação via Atalhos, mencionada em nosso artigo para colocar senha em apps de iPhone.

1. Toque e segure o ícone do Instagram e selecione “Exigir Face ID”

Na tela inicial do seu iPhone, toque e segure no ícone do Instagram e selecione a opção “Exigir Face ID”.

Ativando o recurso Exigir Face ID no app do Instagram (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Confirme sua identidade e escolha “Exigir Face ID” no pop-up

Confirme sua identidade para prosseguir, e selecione “Exigir Face ID” no pop-up que abrir para colocar biometria no Instagram.

Protegendo o Instagram com biometria ou senha no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo celular Xiaomi

1. Acesse as configurações do celular e entre em “Apps”

Acesse as configurações do celular Xiaomi. Depois, role a tela e entre na seção “Apps”.

Acessando as configurações do celular Xiaomi (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Vá em “Bloqueio de apps” e marque a chave do Instagram

Acesse a guia “Bloqueio de apps”, e ative a chave localizada ao lado do app do Instagram para botar senha no Instagram.

Bloqueando o app do Instagram com senha no celular Xiaomi (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo celular Motorola

1. Abra o app “Moto Secure” e selecione “Pasta segura”

Em seu celular Motorola, abra o aplicativo “Moto Secure”. Em seguida, acesse “Pasta Segura”, localizada dentro da seção “Segurança de dados”.

Acessando a Pasta Segura do Moto Secure (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Configure sua Pasta Segura no celular Motorola

Toque em “Continuar” e escolha o tipo de bloqueio, caso esteja acessando a Pasta Segura pela primeira vez. Se já tiver configurado a Pasta Segura anteriormente, basta pular para o próximo passo.

Configurando o tipo de bloqueio da Pasta Segura (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Vá em “Adicionar apps” e marque o app do Instagram

Toque no símbolo “+” (localizado no canto inferior direito) e selecione “Adicionar apps”. Na tela seguinte, marque o app do Instagram e toque no ícone de “check” para finalizar o processo.

Adicionando o app do Instagram à Pasta Segura do Moto Secure (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como acessar o app do Instagram protegido com senha

No iPhone e em celulares Xiaomi, você poderá acessar o Instagram protegido com senha ou biometria bastando abrir o aplicativo da rede social, que se mantém localizado na página inicial ou gaveta de apps.

Já em celulares Samsung ou Motorola, será necessário iniciar o app do Instagram pela Pasta Segura para fazer o desbloqueio com senha.

Também consigo colocar senha no Instagram pelo PC?

Sim. Pelo computador, você pode colocar senha no Instagram para ninguém mexer por meios de extensões de navegador, como o Bloquear site para Google Chrome.

A ferramenta em questão permite que você configure uma senha para desbloquear a URL do Instagram ou qualquer outro site adicionado à lista de bloqueio.

Posso usar apps de terceiros para bloquear o Instagram com senha?

Sim. Você pode bloquear aplicativos no Android com AppLock ou com serviços como LOCKit, que funcionam com o Instagram e outras ferramentas.

Mas vale destacar que aplicativos para colocar senha em apps, jogos e pastas são restritos a celulares Android, já que o iPhone não permite que serviços de terceiros façam alterações no dispositivo — como bloquear apps, por exemplo.

Posso colocar senha nas conversas do Instagram?

Não. O Instagram ainda não oferece uma funcionalidade para proteger as DMs com senha. Por conta disso, bloquear o aplicativo da rede social com senha ou biometria é a única forma de adicionar uma camada extra de proteção às suas mensagens.

Consigo proteger as DMs do Instagram com criptografia?

Não. No passado, o Instagram oferecia criptografia de ponta a ponta nas conversas como recurso opcional. Contudo, a rede social descontinuou a função em maio de 2026, sob alegações de que poucos usuários utilizavam o recurso.

É possível tirar a senha de bloqueio do Instagram?

Sim, mas os processos variam porque cada marca de celular utiliza um processo diferente. Confira abaixo como tirar a senha para o Instagram em diferentes smartphones.

Celulares Samsung: entre na Pasta Segura da Samsung, toque e segure no ícone do app do Instagram, e escolha “Desinstalar”.

iPhones: vá para a página inicial do iPhone, toque e segure no ícone de aplicativo do Instagram, selecione “Não Exigir Face ID” e confirme sua identidade.

Celulares Xiaomi: entre em “Configurações”, vá em “Apps”, abra a guia “Bloqueio de apps”, e desmarque a chave ao lado do aplicativo do Instagram.

Celulares Motorola: abra a Pasta Segura do Motorola, toque e segure no ícone do Instagram, e escolha “Remover app”.

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs
Fonte: Tecnoblog

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA de suporte forneceu códigos de verificação e alterou e-mails para golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Hackers aproveitaram uma falha de segurança do chatbot de suporte com IA da Meta e conseguiram invadir contas no Instagram. 
Criminosos usaram o assistente de suporte para alterar o e-mail cadastrado e receberam códigos de verificação para redefinir senhas dos perfis.
A Meta informou que corrigiu a falha que permitia esse acesso, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. 

Hackers conseguiram invadir contas no Instagram após manipular o assistente de suporte com inteligência artificial da Meta. Os ataques foram registrados ao menos desde o último fim de semana e atingiram perfis comerciais e contas de figuras públicas, com grande número de seguidores.

Segundo relatos nas redes sociais, os criminosos exploravam uma falha no chatbot de suporte para alterar o e-mail cadastrado nas contas das vítimas. Depois disso, conseguiam receber códigos de verificação, redefinir senhas e assumir o controle dos perfis, mesmo em casos protegidos por autenticação de dois fatores.

Os invasores miraram principalmente contas raras — aquelas em que o usuário conseguiu registrar um termo popular ou apenas o primeiro nome — e perfis oficiais. As contas invadidas estariam sendo vendidas através do Telegram.

A Meta alega ter corrigido uma falha que permitia a terceiros solicitar e-mails de redefinição de senha, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. Em resposta a uma publicação na rede social X, o porta-voz da empresa, Andy Stone, também negou que perfis de autoridades mundiais tenham sido afetados.

Para analistas de segurança do site The Cybersec Guru, porém, a invasão direta dos bancos de dados nunca foi o ponto, já que os perfis foram sequestrados por uma falha no fluxo de suporte.

Como aconteceu?

De acordo com vídeos e capturas de tela compartilhados em grupos de segurança no Telegram, os golpistas começavam usando uma VPN ou proxy residencial para simular uma localização próxima à do alvo. Em seguida, abriam um chat com assistente de suporte da Meta AI e pediam a troca do e-mail vinculado ao perfil.

O invasor dizia o nome de usuário da vítima, informava um novo endereço de e-mail controlado por ele e prometia enviar o código de confirmação. Segundo os relatos, o assistente aceitava o pedido até mesmo sem uma checagem paralela com o verdadeiro dono da conta.

Instagram had an exploit that allowed you to use Meta AI to reset passwords to accounts with no MFA on them. The exploit was patched a short time ago.pic.twitter.com/PEUwLvmllj— Dark Web Informer (@DarkWebInformer) June 1, 2026

O código de oito dígitos era enviado ao e-mail do invasor e, depois de ser inserido no chat, o sistema liberava a redefinição da senha. Nota-se, aliás, que o caso sequer pode ser considerado uma injeção de prompt, já que os hackers não precisavam fazer com que a IA contrariasse barreiras de segurança — elas, aparentemente, nem existiam.

Os posts também indicam que, em alguns casos, o sistema de verificação de identidade acionava uma checagem biométrica. Nessas situações, os criminosos teriam usado vídeos gerados por IA com base em fotos das vítimas.

Risco de autonomia à IA

Meta apostou na IA para solucionar problemas diretamente com usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com o site 404 Media, a falha ocorre poucos meses após a Meta expandir o suporte com IA para contas do Facebook e Instagram.

A Meta apresentou o chatbot como uma forma de agilizar processos de recuperação e reforçar a segurança, após ser alvo frequente de críticas pelo suporte limitado em casos de invasão e perda de contas, em que muitas vezes não há sequer a possibilidade de falar com um atendente humano.

O problema, no entanto, é que conceder tantas permissões a um sistema automatizado faz com que qualquer falha de validação tenha potencial para causar danos significativos. Como lembra o Cybersec Guru, o Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web (OWASP) recomenda desde 2023 que sistemas de IA não executem ações sensíveis sem supervisão ou validação humana.

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis
Fonte: Tecnoblog

Polícia Federal faz operação contra central falsa de banco

Polícia Federal faz operação contra central falsa de banco

Criminosos criaram rede de celular para enviar SMSs golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Polícia Federal realiza a Operação Linha Fantasma para combater o golpe da central falsa de banco, que utilizava SMS fraudulentos e números telefônicos que imitavam bancos e instituições financeiras.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, mandados de prisão temporária e prisões em flagrante em Feira de Santana (BA) e São Paulo.
Os investigados poderão responder por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (02/06) uma operação para combater o golpe da central falsa de banco, que se vale tanto de SMS fraudulentos quanto de números telefônicos que imitam bancos e instituições financeiras.

Na ação, batizada de Operação Linha Fantasma, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Feira de Santana (BA) e um na cidade de São Paulo. Além disso, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e duas prisões em flagrante. As medidas foram expedidas pela 4ª Vara Federal de Sorocaba, no interior de São Paulo.

De acordo com a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações.

Enxurrada de mensagens com avisos falsos de compras (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A investigação teve início a partir de informações encaminhadas por uma operadora de telefonia cujo nome não foi informado. Ela identificou o envio em massa de mensagens fraudulentas informando sobre supostas compras ou transações suspeitas. Elas recomendavam o contato com números iniciados por 0800, utilizados como falsas centrais de atendimento.

Segundo as investigações, ao entrarem em contato com os números, as vítimas eram induzidas a fornecer dados pessoais e bancários ou a realizar procedimentos que permitiam o acesso indevido às contas bancárias.

As apurações apontam que o grupo utilizava empresas formalmente constituídas e infraestrutura tecnológica para conferir aparência de legitimidade às fraudes. Também foram identificados indícios de movimentação financeira fracionada, com possível objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.
Polícia Federal faz operação contra central falsa de banco

Polícia Federal faz operação contra central falsa de banco
Fonte: Tecnoblog

O que é VLAN? Saiba como funciona uma rede virtual dentro de uma LAN

O que é VLAN? Saiba como funciona uma rede virtual dentro de uma LAN

Entenda como a LAN virtual pode proteger dados e otimizar o desempenho de uma rede mais ampla (imagem: Reprodução/Synchronet)

A Virtual Local Area Network, ou VLAN, é uma tecnologia que segmenta uma única rede física em múltiplas sub-redes virtuais. Essa abordagem agrupa dispositivos independentemente da localização, criando ambientes digitais mais organizados e escaláveis.

Na prática, a LAN Virtual atua isolando o tráfego de dados por meio de switches gerenciáveis que filtram e direcionam os pacotes de informação. Isso impede que dispositivos em diferentes setores, como Wi-Fi de visitas e a rede administrativa, troquem pacotes sem autorização prévia.

Entre os principais tipos de VLAN, destacam-se as baseadas em portas físicas, etiquetas e as estruturadas por endereços MAC. Cada modalidade atende a uma estratégia de segurança diferente, garantindo que cada fluxo de dados trafegue estritamente pelos caminhos predefinidos pelo administrador.

A seguir, entenda o conceito de VLAN e como elas protegem os dados contra acessos indevidos. Também conheça os benefícios e as limitações da tecnologia.

ÍndiceO que é VLAN?O que significa VLAN?Para que serve a VLAN? Como funciona a VLANQuais são os tipos de VLAN? Quais são os benefícios da VLAN? Quais são as limitações da VLAN? Qual é a diferença entre VLAN e LAN?

O que é VLAN?

VLAN, ou LAN virtual, é uma tecnologia que segmenta logicamente uma rede física em sub-redes isoladas, agrupando dispositivos independentemente da localização deles. Isso otimiza o tráfego corporativo e reforça a segurança ao separar ambientes específicos, como redes administrativas e o Wi-Fi de visitas.

O que significa VLAN?

O termo VLAN, sigla para Virtual Local Area Network (Rede Local Virtual), surgiu com a evolução dos switches de rede na década de 1990. Ele começou a ser usado por engenheiros que precisavam segmentar o tráfego de dados para criar sub-redes independentes na mesma estrutura física.

Para que serve a VLAN? 

A VLAN segmenta redes logicamente para melhorar a segurança e o gerenciamento ao isolar fluxos de dados sensíveis. Na prática, ela cria “departamentos virtuais” que mantêm setores estratégicos ou o Wi-Fi de visitas totalmente separados da rede principal.

Além da proteção, a tecnologia otimiza o desempenho ao conter o tráfego de broadcast, evitando o congestionamento de banda. Isso permite agrupar dispositivos por funções e requisitos técnicos, independentemente da localização física deles na empresa.

Os switches são uma parte essencial para a infraestrutura de uma VLAN (imagem: Albert Stoynov/Unsplash)

Como funciona a VLAN

A VLAN funciona dividindo um único switch físico em múltiplos canais virtuais isolados dentro da mesma rede de computadores. O sistema direciona o tráfego configurando portas específicas do aparelho, garantindo que os dispositivos conectados conversem apenas no próprio grupo.

O segredo desse mecanismo está no “tagging”, um processo de etiquetagem de dados baseado na norma IEEE 802.1Q. Essa tecnologia adiciona uma identificação oculta aos pacotes de dados, permitindo que os switches saibam exatamente o destino de cada informação.

Essa divisão inteligente contém o tráfego de broadcasts, fazendo com que as mensagens de transmissão geral fiquem restritas à sua própria rede. Além de poupar banda, essa barreira digital impede o acesso não autorizado entre diferentes grupos virtuais da empresa.

Para conectar switches diferentes mantendo o isolamento, utilizam-se conexões de “trunk”, que transportam múltiplas VLANs por um único cabo. Já a comunicação controlada entre redes virtuais distintas exige o roteamento inter-VLAN, feito por um roteador ou switch de Camada 3.

A LAN virtual segmenta os dispositivos e o tráfego em uma única infraestrutura (imagem: Reprodução/TechTarget)

Quais são os tipos de VLAN? 

Existem diferentes categorias de VLAN projetadas para organizar o tráfego de dados com eficiência e segurança. Algumas delas são:

VLAN padrão (Default): é a configuração de fábrica do switch à qual todas as portas pertencem inicialmente, sendo uma estrutura rígida que não pode ser renomeada ou excluída;

VLAN baseada em porta (estática): configuração tradicional em que cada saída física do switch é vinculada manualmente a uma rede virtual especificada pelo administrador do sistema;

VLAN baseada em protocolo: técnica avançada que direciona os fluxos de dados para sua respectiva rede virtual analisando informações de nível de rede (Camada 3), como o protocolo IP;

VLAN dinâmica: sistema automatizado que distribui os dispositivos nas redes virtuais com base no endereço físico da placa de rede (MAC) ou diretrizes de autenticação;

VLAN de dados: destinada exclusivamente ao tráfego gerado pelas atividades dos usuários, como troca de e-mails, navegação na web e transferências de arquivos comuns;

VLAN de voz: desenvolvida especificamente para telefonia IP (VoIP), ela recebe prioridade máxima de transmissão (QoS) para garantir conversas nítidas, estáveis e sem atrasos no sistema;

VLAN de gerenciamento: canal exclusivo para acesso administrativo da equipe de TI, garantindo que os técnicos consigam monitorar e configurar o switch mesmo sob tráfego pesado;

VLAN nativa: responsável por identificar e acolher o tráfego de dados que viaja sem nenhuma etiqueta de identificação através dos links de conexões compartilhadas (trunk);

VLAN tagged: utiliza marcadores com números de identificação nos cabeçalhos dos pacotes de dados, permitindo que múltiplos fluxos virtuais compartilhem organizadamente a mesma estrutura física;

VLAN privada (PVLAN): recurso de isolamento extremo que impede que aparelhos conectados na mesma rede virtual conversem entre si, cenário muito comum em redes de hotéis;

VLAN de trunk: conexão especial que atua como uma estrada expressa, transportando os dados etiquetados de múltiplas redes virtuais simultaneamente entre diferentes switches.

A VLAN baseada em porta é a mais comum no mercado (imagem: Scott Rodgerson/Unsplash)

Quais são os benefícios da VLAN? 

O modelo de rede VLAN oferece uma série de vantagens estratégicas para a infraestrutura digital de uma residência ou empresa. Por exemplo:

Segurança reforçada e isolamento: ao segmentar o tráfego de dados, a tecnologia protege informações confidenciais criando barreiras digitais que impedem o acesso não autorizado entre departamentos distintos;

Controle de políticas de acesso: essa divisão lógica facilita a aplicação de regras rígidas de segurança e controles de privacidade totalmente personalizados para as necessidades de cada setor;

Menos congestionamento na rede: ao reduzir os domínios de broadcast, o sistema evita que mensagens de transmissão em massa sobrecarreguem os aparelhos, acelerando o fluxo de dados;

Fluxo de tráfego otimizado: o recurso permite priorizar aplicações em tempo real que não toleram atrasos, como chamadas de voz por internet (VoIP) e videoconferências estratégicas;

Uso eficiente da banda larga: a distribuição inteligente e direcionada do tráfego melhora o desempenho geral do sistema, aproveitando ao máximo o limite da infraestrutura já instalada;

Redução de gastos com hardware: ao reaproveitar o mesmo switch físico para criar várias redes isoladas, elimina-se a necessidade de comprar novos equipamentos para cada setor da empresa.

Quais são as limitações da VLAN? 

Apesar dos benefícios, a implementação de uma rede VLAN impõe desafios técnicos e operacionais. Por exemplo:

Configuração complexa: exige um planejamento inicial minucioso da topologia para evitar falhas de comunicação, brechas de segurança e quedas de desempenho causadas por erros humanos na instalação;

Aumento da complexidade geral: o gerenciamento diário exige um monitoramento constante de regras de firewalls, portas de switches e tabelas de roteamento, elevando a carga de trabalho da equipe de TI;

Riscos de VLAN Hopping: se a infraestrutura não receber travas de segurança rigorosas, invasores podem burlar as etiquetas de identificação para saltar ilegalmente de uma rede virtual para outra;

Risco de latência e gargalos: um desenho de tráfego mal projetado ou o excesso de divisões virtuais podem sobrecarregar o roteamento inter-VLAN, gerando atrasos na transmissão dos dados;

Custo elevado em larga escala: o orçamento para grandes estruturas pode subir rapidamente devido à necessidade de adquirir equipamentos corporativos avançados capazes de interligar as redes com eficiência.

Embora melhore a segurança e otimize o desempenho, uma VLAN exige um gerenciamento complexo (imagem: Jonathan/Unsplash)

Qual é a diferença entre VLAN e LAN?

A VLAN (Rede Local Virtual) é uma segmentação lógica criada artificialmente dentro de uma estrutura física para agrupar aparelhos por critérios funcionais, ignorando a localização real deles. Ela melhora a rede comum ao dividi-la em múltiplos domínios virtuais, garantindo que os dados trafeguem apenas entre os destinatários autorizados.

A LAN (Rede Local) é uma infraestrutura física que conecta computadores, impressoras e roteadores em uma casa ou escritório para compartilharem arquivos e acesso à internet. Nela, todos os dispositivos dividem o mesmo espaço digital, funcionando como uma única linha de transmissão aberta para todo o grupo.
O que é VLAN? Saiba como funciona uma rede virtual dentro de uma LAN

O que é VLAN? Saiba como funciona uma rede virtual dentro de uma LAN
Fonte: Tecnoblog

O que é juice jacking? Saiba como funciona a ameaça que usa portas USB

O que é juice jacking? Saiba como funciona a ameaça que usa portas USB

Portas USB públicas modificadas podem esconder a ameaça juice jacking; entenda (Imagem: Mike Winkler/Unsplash)

Juice jacking é uma ameaça cibernética que utiliza portas USB públicas para roubar dados ou instalar arquivos maliciosos nos dispositivos das vítimas.

Nessa ameaça, portas USB são modificadas a sistemas ou dispositivos com capacidade para interceptar dados via conexão USB. As vítimas podem achar que estão apenas recarregando seus aparelhos, e muitas vezes não percebem a coleta ilegal de informações.

Para se prevenir contra juice jacking, é recomendável evitar estações públicas de recargas USB, utilizar cabos limitados à recarga de energia ou usar adaptadores que bloqueiam transferências de dados.

A seguir, entenda melhor o que é e como funciona o juice jacking, e confira medidas de proteção contra essa ameaça cibernética.

ÍndiceO que é juice jacking?O que significa juice jacking?Como funciona o juice jackingQuais são os riscos do juice jacking?Como se proteger contra juice jackingO que fazer ao suspeitar de juice jacking?Celulares iPhone são mais seguros que Android contra juice jacking?Qual é a diferença entre juice jacking e Man-in-the-Middle?

O que é juice jacking?

Juice jacking é um tipo de ameaça cibernética que utiliza portas USB públicas para roubar dados ou instalar malware em dispositivos eletrônicos da vítima, como smartphones e tablets.

No juice jacking, portas USB fingem ser meros pontos de carregamento, quando na verdade estabelecem transferências de dados sorrateiramente (e sem consenso) com o aparelho para roubo de informações das vítimas.

O que significa juice jacking?

Juice jacking pode ser traduzido como algo próximo de “sequestro via energia” ou “roubo via carregamento”.

No inglês, “juice” pode ser usado como uma gíria para “energia”, “eletricidade” ou “carga”, principalmente quando se envolve baterias. Já “jacking” vem de “hijacking”, que pode ser traduzido como “sequestro” ou “roubo”.

Apesar da tradução literal, juice jacking não se refere a um roubo de energia: a ameaça envolve roubo de dados enquanto a vítima acha que está carregando a bateria do aparelho. E é a partir dessa analogia que o termo foi cunhado.

Como funciona o juice jacking

O juice jacking começa quando cibercriminosos modificam portas USB públicas de carregamento. Esses pontos geralmente estão localizados em ambiente com alto fluxo de pessoas, até porque quanto mais gente em volta, maiores as chances de alguém se tornar uma vítima.

Visualmente falando, as portas USB parecem ser “comuns”. Mas com as modificações, essas portas podem estar ligadas a um chip ou a outros dispositivos com capacidade para coletar dados ou injetar malware assim que um aparelho é conectado via USB.

Se uma pessoa passar pela estação de recarga maliciosa e estiver com o celular descarregado, ela poderá usar um cabo para recarregar seu dispositivo nessa porta USB. O problema é que os cabos não só repassam corrente elétrica da fonte de energia, como também transferem dados entre pontos.

Estações de carregamento USB modificadas podem roubar dados assim que o dispositivo é conectado (Imagem: Mike Winkler/Unsplash)

Em alguns casos, a vítima pode aceitar permissões de transferência de dados sem saber do que se trata. Em outros, o alerta sequer é mostrado na tela.

E quando a conexão acontece, o cibercriminoso pode roubar conversas, mídias e dados sensíveis ou mesmo instalar um arquivo malicioso (sem consentimento) para praticar spyware, stalkerware, entre outros tipos de ataque.

À primeira vista, a pessoa acredita que está apenas recarregando seu celular em uma porta USB pública. Na prática, ela se tornou uma vítima de roubo de dados sem perceber.

Quais são os riscos do juice jacking?

O juice jacking costuma envolver principalmente roubo de dados e instalação de malware. Mas há diversos riscos a partir dessas explorações, incluindo:

Golpes financeiros: os cibercriminosos quase sempre vão se aproveitar de dados pessoais da vítima para roubar o dinheiro delas ou conseguir algum montante.

Ataques ransomware: se o dispositivo for comprometido, os atores do ataque podem exigir recompensas (em dinheiro ou criptomoedas) para normalizar o aparelho.

Roubo de credenciais: dependendo dos dados roubados via juice jacking, os golpistas podem conseguir acesso a sistemas, serviços e até espaços físicos.

Aplicação de outros golpes: o juice jacking pode ser usado para sequestrar informações das vítimas e motivar a aplicação de outros golpes a partir dos dados coletados.

Como se proteger contra juice jacking

Existem algumas medidas preventivas contra o juice jacking. E dentre as principais ações contra essa ameaça, estão:

Evite recarregar o aparelho em estações públicas: sempre que possível, evite de conectar o seu dispositivo a portas USB públicas ou desconhecidas.

Fique atento às configurações de conexão: caso vá utilizar uma estação de carregamento pública, escolha a opção de conexão que habilita somente o carregamento de energia.

Carregue um power bank com você: se possível, utilize carregadores portáteis (power banks) ao invés de usar portas USB desconhecidas.

Use cabos limitados à carregamento de energia: fora de casa, opte por cabos mais simples limitados à recarga de energia (sem opção de transferência de dados).

Mantenha o seu dispositivo atualizado: mantenha as atualizações de software e segurança do seu aparelho em dia, já que novos patches podem corrigir bugs e falhas de cibersegurança.

Use adaptadores de bloqueio de dados: use adaptadores que bloqueiam dados do seu dispositivo; no mercado, eles podem ser encontrados como “USB data blocker” ou “camisinhas USB”.

Adaptadores data blocker podem bloquear roubo de dados via conexão USB (Imagem: Reprodução)

O que fazer ao suspeitar de juice jacking?

Caso suspeite de juice jacking, remova instantaneamente o cabo da porta USB. Vale também desativar Wi-Fi, dados móveis, Bluetooth e qualquer outra conexão do aparelho que possa ser usada para transferência de dados.

Demais recomendações incluem fazer varredura com algum programa de proteção cibernética, e trocar todas as suas senhas (se julgar necessário).

Celulares iPhone são mais seguros que Android contra juice jacking?

Sim, mas com ressalvas. Smartphones Android possuem o modo depuração USB, que concede acesso total ao celular a partir de uma conexão USB a um dispositivo. O iPhone conta com um recurso parecido, mas que oferece menos permissões e alerta sobre qualquer novo dispositivo conectado.

Além disso, estações públicas de recarga costumam usar o padrão USB-A, que é um padrão visto em praticamente todos os cabos de smartphones Android. Em contrapartida, os cabos de iPhones mais recentes costumam ter saída para Lightning ou USB-C, não sendo compatíveis com o padrão USB-A.

Em suma: iPhones não são imunes a juice jacking, mas costumam ser mais seguros que Android envolvendo essa ameaça.

Qual é a diferença entre juice jacking e Man-in-the-Middle?

Juice jacking é uma ameaça da qual estações de USB modificadas fingem ser pontos de recarga para roubarem dados de dispositivos conectados. Esse tipo de ataque depende de conexão física entre o aparelho da vítima e a porta USB.

Já Man-in-the-Middle é um crime cibernético em que o invasor intercepta transmissões de dados para coletar informações da vítima sem consentimento. Essa ameaça não requer conexão física, e geralmente envolve redes Wi-Fi públicas falsas — cujas conexões acontecem remotamente, sem contato.

O que é juice jacking? Saiba como funciona a ameaça que usa portas USB

O que é juice jacking? Saiba como funciona a ameaça que usa portas USB
Fonte: Tecnoblog

Como recuperar conta do Kwai

Como recuperar conta do Kwai

App do Kwai disponível para Android e iOS (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Para recuperar a conta do Kwai, é necessário acessar a página de login da plataforma de vídeos curtos e solicitar o acesso via número de telefone, Conta Google ou com seu perfil do Facebook.

No entanto, em alguns casos, pode ser necessário fazer a limpeza dos dados do aplicativo (no Android), ou excluir e baixar novamente o app no iPhone, para remover as contas vinculadas na rede social. A seguir, veja o passo a passo em detalhes e tire suas dúvidas.

Índice1. Acesse as configurações do app do Kwai2. Limpe os dados do aplicativo do Kwai3. Abra o Kwai e acesse as opções de perfil no app4. Informe o número de telefone cadastrado na sua conta do KwaiPor que não consigo recuperar a conta do Kwai?Dá para recuperar a conta do Kwai pelo ID?Posso entrar em contato com o suporte do Kwai para recuperar a conta?

1. Acesse as configurações do app do Kwai

É importante excluir os dados de armazenamento do app do Kwai para garantir que nenhum perfil esteja vinculada, antes de recuperar sua conta.

No Android, toque e segure sobre o ícone do aplicativo e selecione o botão de configurações. Já no iPhone, é necessário excluir e instalar novamente Kwai via App Store.

Toque e segure sobre o app do Kwai para exibir mais opções no Android (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Limpe os dados do aplicativo do Kwai

Vá em “Armazenamento” e toque na opção “Limpar dados” no Android, para remover todas as informações de contas no Kwai. Essa opção pode variar de acordo com a versão do seu dispositivo.

Limpe os dados de armazenamento do app do Kwai para garantir que nenhuma conta esteja vinculada (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Abra o Kwai e acesse as opções de perfil no app

Abra o aplicativo do Kwai e toque no botão “Perfil“, localizado no canto inferior direito da tela. Você será direcionado para a página de login da plataforma.

Para recuperar a sua conta do Kwai, selecione a opção “Usar telefone” ou toque no ícone da Conta Google ou do Facebook, caso seu perfil na rede social esteja vinculado a essas contas.

Se sua conta estiver vinculada a serviços de terceiros, será necessário informar e-mail e senha para continuar.

Abra o app do Kwai e selecione o botão “Perfil” (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Informe o número de telefone cadastrado na sua conta do Kwai

Informe o seu número de telefone para recuperar a conta do Kwai. Você receberá um código de verificação, que deve ser informado para que a rede social verifique seu perfil.

Não será possível recuperar a sua conta da plataforma, caso não tenha mais acesso ao número de telefone. A verificação via SMS é um protocolo de segurança do Kwai.

Informe seu número de telefone para recuperar a conta do Kwai (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Por que não consigo recuperar a conta do Kwai?

Pode não ser possível recupera a sua conta do Kwai pelos seguintes motivos:

Conta registrada via Google ou Facebook: caso sua conta esteja vinculada a uma conta Google ou do Facebook, pode ser necessário recuperar o acesso a essas plataformas antes de recuperar a conta do Kwai. Você pode recuperar um Facebook antigo com a ajuda de um amigo ou solicitar a recuperação de conta Google, caso tenha esquecido seu e-mail;

Conta bloqueada pela plataforma: não é possível recuperar a conta no app se você teve o perfil bloqueado ou restringido pela rede social, em caso de violação dos termos de serviço da plataforma;

Conta excluída: se você pediu a desativação da conta do Kwai, e não solicitou a recuperação de conta em até 30 dias, a rede social excluiu definitivamente seu perfil cadastrado na plataforma de vídeos;

Número de telefone antigo: não é possível recuperar a conta do Kwai se você não tem mais acesso ao número de telefone cadastrado na plataforma. É necessário informar um código de verificação para ter acesso ao seu perfil.

Dá para recuperar a conta do Kwai pelo ID?

Não é possível recuperar a conta do Kwai pelo ID do seu perfil. É necessário informar o código enviado ao seu número de telefone, ou solicitar a recuperação de conta via Google ou Facebook para ter acesso novamente à sua conta na plataforma.

Posso entrar em contato com o suporte do Kwai para recuperar a conta?

Você pode entrar em contato com o Kwai pelo e-mail: customer-service@kwai.com, ou fazer uma reclamação sobre seu problema no Reclame Aqui.

Nesse caso, informe os dados do seu perfil e especifique qual o seu problema ao recuperar a conta do Kwai. Entretanto, isso não é garantia de que você terá acesso novamente ao seu perfil na rede social, devido às normas de segurança da plataforma de vídeos.
Como recuperar conta do Kwai

Como recuperar conta do Kwai
Fonte: Tecnoblog

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak deve rivalizar com o Claude Mythos, da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI lançou o Daybreak, uma inteligência artificial projetada para prever e prevenir ataques cibernéticos.
O Daybreak analisa o código-fonte de uma organização, simula ataques e identifica vulnerabilidades para aplicar correções automatizadas.
A novidade é uma resposta ao lançamento do Claude Mythos pela Anthropic, uma IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

A OpenAI anunciou ontem (11/05) a chegada do Daybreak, uma inteligência artificial desenvolvida especialmente para o setor de segurança da informação corporativa. A ferramenta promete antecipar ameaças digitais, vasculhando sistemas em busca de vulnerabilidades e aplicando correções antes que cibercriminosos tenham a chance de explorá-las.

Não é uma novidade voltada para o público geral, mas preenche um vazio importante no portfólio da companhia liderada por Sam Altman, que até então não contava com uma solução dedicada à proteção de grandes infraestruturas. De quebra, o lançamento coloca a criadora do ChatGPT em disputa direta com a rival Anthropic, que há pouco lançou o Claude Mythos — IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

Como o Daybreak funciona?

Segundo a OpenAI, a novidade vai além de um modelo de linguagem comum. Na verdade, é um pacote que une as versões mais recentes das IAs da empresa. Seu grande trunfo é a criação de um modelo feito sob medida para cada organização que contrata o serviço.

O processo começa com a leitura do código-fonte do cliente. Para isso, a ferramenta utiliza o agente do Codex Security — sistema voltado para revisão de programação lançado em março. Após essa varredura profunda, a IA veste o chapéu de um invasor: ela simula o pensamento hacker e mapeia as rotas com maior probabilidade de sucesso em um ataque real.

Nova IA da OpenAI foca em proteger infraestruturas corporativas (imagem: reprodução/OpenAI)

Com as vulnerabilidades identificadas, o Daybreak valida rapidamente quais delas representam riscos práticos no dia a dia da empresa. A etapa final é a ação corretiva automatizada. O sistema isola a ameaça, dispara alertas precisos para a equipe de TI e aplica as correções prioritárias.

Todo esse motor é alimentado por uma nova geração de modelos focados em lógica de programação e defesa de redes, incluindo o recém-anunciado GPT-5.5 e o modelo especializado GPT-5.5-Cyber.

Empresa quer rival para o Claude Mythos

Há pouco mais de um mês, a Anthropic agitou o mercado ao revelar o Claude Mythos. O modelo seria capaz de realizar capacidades analíticas tão impressionantes que a própria desenvolvedora o considerou perigoso demais para o público geral, temendo sua utilização na criação de malwares devastadores.

A estratégia da Anthropic foi restringir o Mythos a um grupo corporativo seleto. O plano de isolamento, porém, falhou. Investigações posteriores revelaram que a infraestrutura da companhia sofreu violações, concedendo acesso não autorizado aos recursos da ferramenta e gerando um enorme constrangimento.

Ciente do tropeço da concorrência, a OpenAI adotou um tom bem cauteloso. A dona do ChatGPT destacou que o desenvolvimento e a implementação do Daybreak estão sendo conduzidos em parceria estreita com especialistas da indústria e agências governamentais.

O objetivo central é garantir proteções rigorosas para que os modelos permaneçam exclusivamente nas mãos de defensores, evitando que a solução se transforme em um novo problema de segurança.
Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos
Fonte: Tecnoblog

Vivo pede desculpas e promete apuração rigorosa sobre golpe de técnico

Vivo pede desculpas e promete apuração rigorosa sobre golpe de técnico

Técnico da Vivo cancelou todos os serviços de consumidora (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Um caso envolvendo um técnico terceirizado da Vivo vem dando o que falar na internet. Agora à noite, a operadora emitiu uma nota repudiando a conduta diante de uma consumidora de São Paulo.

Em resumo, a arquiteta e apresentadora de TV Stephanie Ribeiro contou no Instagram que recebeu um técnico em sua casa para a instalação de serviços de telecomunicações. Em dado momento, o trabalhador ofereceu um repetidor de sinal. Na hora de pagar, Stephanie notou que o Pix cairia numa conta de pessoa física.

Funcionário deu chave Pix pessoal para pagamento de repetidor da Vivo (imagem: reprodução)

Era maracutaia. Quando entrou em contato com o gerente da loja da Vivo, foi orientada a não pagar nada. A partir daí, começaram as ameaças do técnico na residência dela.

Após a saída dele, a arquiteta notou que todos os serviços de telefonia foram cancelados. Ela acredita que se tornou alvo de alguma represália após identificar e relatar o golpe. Um dos emails da Vivo tentavam marcar a devolução dos equipamentos, normalmente cedidos durante a vigência do contrato.

Golpista teve acesso e usou dados de consumidora para cancelar serviços; Vivo diz que já os religou (imagem: reprodução)

A Vivo declarou, em nota enviada ao Tecnoblog, que os serviços da consumidora foram reativados e que iniciou uma “apuração rigorosa junto à empresa parceira responsável pelo técnico envolvido, que está adotando todas as medidas cabíveis”.

A empresa disse ainda que entrou em contato com Stephanie e lamentou o ocorrido.

Apesar da resposta rápida da prestadora neste caso, é importante ter em mente que o relato incendiou as redes sociais e outros clientes da Vivo disseram ter passado pela mesma situação. Ao menos um desses clientes disse que buscou a empresa, mas que a queixa não recebeu a devida atenção.

Vivo pede desculpas e promete apuração rigorosa sobre golpe de técnico

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Fonte: Tecnoblog