Category: Segurança e Privacidade

Os novos relógios da Apple te escutam, mas a promessa é de privacidade

Os novos relógios da Apple te escutam, mas a promessa é de privacidade

O Apple Watch Series 12 (imagem: reprodução/Apple)

Resumo

Os novos relógios Apple Watch Series 12 e Apple Watch Ultra 4 oferecem recursos como o Siri Recap, que escuta conversas para gerar resumos, e a função Live Rewind, que recupera os últimos 15 segundos de uma fala.
Segundo a Apple, esses recursos foram projetados com foco na privacidade e segurança, não gravando ou transcrevendo conversas, e utilizando o Private Cloud Compute para processar tarefas de inteligência artificial de forma segura.
A tecnologia não faz atribuição de locutor e desconsidera falas potencialmente sensíveis ou prejudiciais, como discursos de ódio, dados financeiros ou identificação pessoal.

O Apple Watch Series 12 e Apple Watch Ultra 4 foram anunciados nesta semana. Por fora, eles pouco mudaram. Mas, no quesito funcionalidades, há novidades notáveis. Uma delas é o recurso Siri Recap, que escuta conversas no ambiente em que o usuário está para gerar resumos. Mas é seguro o relógio ficar de “ouvidos abertos”? Ninguém menos que John Ternus respondeu.

John Ternus substituiu Tim Cook como CEO da Apple no início do mês, vale relembrar. Em entrevista ao TechRadar e ao Tom’s Guide (vídeo mais abaixo), o executivo tratou de tranquilizar: “quando fazemos algo, sempre mantemos o foco na privacidade e na segurança”.

Neste ponto, convém contextualizar. Entre as novidades do Apple Watch Series 12 e do Apple Watch Ultra 4 está o Audio Intelligence, pacote de recursos que inclui a função Live Rewind, que recupera os últimos 15 segundos de uma fala de alguém próximo e gera uma transcrição correspondente.

Outro recurso é justamente o Siri Recap, que faz os smartwatches ouvirem conversas no ambiente para que, com auxílio da inteligência artificial, notas ou resumos dessas interações sejam produzidos. Mas pode não ser confortável para o usuário ou para alguém próximo saber que o relógio está ouvindo a conversa, certo?

John Ternus assegura que o Siri Recap é confiável

Pois bem, na entrevista, John Ternus e Greg Joswiak, vice-presidente sênior de marketing da Apple, explicaram que o Siri Recap não grava ou transcreve as conversas, razão pela qual elas não podem ser obtidas por hackers ou repassadas a terceiros, por exemplo.

Sabe-se também que a tecnologia não faz atribuição de locutor, ou seja, não identifica diretamente o usuário ou pessoas próximas nos resumos gerados, de forma a não ser possível, por meio dos relógios, apontar que alguém fez determinada afirmação.

Apple Watch Ultra 4 (imagem: reprodução/Apple)

Para completar, o Siri Recap desconsidera falas potencialmente sensíveis ou prejudiciais, como as que envolvem discursos de ódio, dados financeiros ou identificação pessoal (como números de documentos).

Outra possível preocupação envolve o fato de os dados das conversas serem tratados via Private Cloud Compute, a infraestrutura de nuvem da Apple que processa tarefas de inteligência artificial. O aspecto tranquilizador é que essa solução foi criada com o intuito de oferecer o mesmo nível de privacidade ou segurança que há no processamento local de tarefas (ao menos é o que a companhia dá a entender).

Neste documento, a Apple também explica que o processamento das conversas começa no próprio Apple Watch, via Secure Exclave (um compartimento de segurança atrelado ao chip do dispositivo, no caso, o também novo S11). O áudio processado ali é apagado imediatamente e, então, apenas um texto sintetizado é enviado ao Private Cloud Compute para gerar o resumo.

Mas é claro: a Apple não deixaria de defender o seu lado. Convém aguardarmos os testes independentes para sabermos se os recursos do Audio Intelligence são realmente funcionais e, bom, seguros. De todo modo, os mais desconfiados têm a opção de deixar as novas funções desativadas.

Além do Apple Watch Series 12 e do Apple Watch Ultra 4, a Apple também lançou os seguintes dispositivos:

o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max

o dobrável iPhone Duo

os fones AirPods 5

Os novos relógios da Apple te escutam, mas a promessa é de privacidade

Os novos relógios da Apple te escutam, mas a promessa é de privacidade
Fonte: Tecnoblog

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta atualiza sugestões de IA em vídeos nos apps da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta anunciou mudanças em seu assistente de IA após uma usuária relatar que a ferramenta sugeria perguntas invasivas sobre suas filhas.
A IA cruzou dados de parentes e exibiu uma foto que havia sido apagada, reunindo dados sobre suas filhas, incluindo nomes, datas de aniversário e vídeos.
A empresa admitiu que “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”.

Que as redes sociais expõem muito sobre alguém, todo mundo já sabe. Mas a IA parece estar facilitando o processo: a Meta anunciou mudanças no assistente integrado às suas plataformas depois que uma mulher descobriu que a ferramenta cruzava informações para sugerir perguntas invasivas sobre sua filha.

Segundo Kalie Robins, a Meta AI perguntou “Quem é a criança?” em um vídeo que mostrava ela e a própria filha cantando dentro de um carro. A publicação foi compartilhada no Instagram e no Facebook. Ao clicar na sugestão, Robins afirma ter encontrado um “portfólio completo” de informações não apenas sobre a filha que aparecia no vídeo, mas também sobre sua outra filha, que não estava na cena.

De acordo com o Futurism, isso teria acontecido porque a IA cruzou informações publicadas por outros integrantes da família, incluindo dados que não haviam sido compartilhados pela própria Robins.

A porta-voz da Meta Dina El-Kassaby admitiu que a companhia “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”. Segundo ela, a equipe já corrigiu o problema que permitia a geração de sugestões relacionadas a assuntos pessoais.

No entanto, vale notar que a correção é para as sugestões. Isso não significa, necessariamente, que a plataforma impedirá o chatbot de fornecer essas informações caso um usuário faça uma pergunta diretamente.

IA traz dados de publicações antigas

IA sugeria perguntas invasivas sobre a criança no vídeo (imagem: reprodução/Kalie Robins)

Em outro vídeo publicado no Instagram, Robins relata que, ao selecionar a sugestão, o assistente reuniu informações sobre cada uma das filhas a partir de publicações antigas no perfil e até posts feitos por parentes. “Ele começou a trazer informações […], os nomes, datas de aniversário e vídeos sobre elas”, além de fotos publicadas pela mãe, afirma.

A ferramenta passou, então, a sugerir novas perguntas sobre a idade das crianças e o lugar onde a família vive. Em prints apresentados durante o vídeo, Robins mostra a IA tentando destrinchar a localização com base em informações antigas do perfil, incluindo antigos endereços.

Robins também afirma que a Meta AI exibiu fotos de suas filhas encontradas nas plataformas da empresa, incluindo uma imagem que, segundo ela, havia sido apagada anos antes.

Meta diz que IA usa informações já disponíveis

Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo El-Kassaby, as sugestões automáticas foram criadas para ajudar o usuário a obter mais informações sobre assuntos em uma publicação. Quando um dos atalhos é selecionado, a resposta usa informações às quais aquele perfil já dá autorização de acesso.

As informações sobre as filhas de Robins, inclusive, teriam sido obtidas a partir de vídeos anteriores, nos quais ela mesma citava os nomes.

A Meta AI é a ferramenta de inteligência artificial da Meta integrada a praticamente todos os seus serviços, incluindo Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger.

Não é o primeiro recuo da Meta com IA

A mudança nas sugestões de comandos é mais um recuo recente da Meta envolvendo recursos de inteligência artificial integrados às suas redes sociais.

Em julho, a empresa desativou uma ferramenta que permitia criar imagens no estilo deepfake usando a aparência de outros usuários do Instagram. A funcionalidade também gerou repercussão negativa e questionamentos relacionados à privacidade.

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças
Fonte: Tecnoblog

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android (imagem: reprodução/Google)

Resumo

O Google anunciou que o Android tornará mais fácil migrar de gerenciador de senha, sem a necessidade de baixar as combinações em texto não criptografado.
A transferência de senhas é feita de forma segura pelo próprio sistema operacional, após o usuário selecionar o gerenciador de senhas de origem e destino compatíveis.
Os gerenciadores de senhas compatíveis com a novidade incluem Gerenciador de Senhas do Google, 1Password, Bitwarden, Dashlane e outros que serão adicionados em etapas futuras.

Lidar com senhas dá trabalho. É por isso que gerenciadores de senhas existem. O problema é que, apesar de práticas, essas ferramentas podem causar transtornos quando você precisa transferir combinações de uma para a outra. É por isso que o Google anunciou que o Android tornará mais fácil migrar de gerenciador de senha.

A própria companhia explica que esse cuidado é importante porque, não raramente, a transferência de senhas de um gerenciador para outro envolve baixá-las em texto não criptografado, situação que deixa as combinações desprotegidas.

Já com a nova abordagem, o Android faz essa transferência sem que as combinações tenham que ficar expostas. Só é preciso que os gerenciadores de senha de origem e destino sejam compatíveis com o mecanismo de transferência.

Como fazer a transferência de senhas no Android?

De acordo com o Google, o primeiro passo consiste em abrir o novo gerenciador de senhas e, nele, procurar pela opção de importação de combinações.

A ferramenta transferirá a tarefa para o Android que, por sua vez, detectará gerenciadores de senhas previamente instalados e mostrará quais deles permitem que a transferência seja realizada.

Selecione um e siga as orientações apresentadas. A transferência de senhas de um para o outro será feita pelo próprio sistema operacional, de modo rápido e seguro, segundo o Google.

Transferindo senhas entre gerenciadores no Android (imagem: reprodução/Google)

Além de senhas, a nova função permite transferências de chaves de acesso (passkeys).

No momento, os seguintes gerenciadores de senha são compatíveis com a novidade:

Gerenciador de Senhas do Google (Google Password Manager)

1Password

Bitwarden Password Manager

Dashlane

O Google promete compatibilidade com outros gerenciadores de senhas em etapas futuras, embora sem revelar quais.

É válido destacar ainda que o recurso de transferência de senhas requer o Android 8 ou superior.
Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android
Fonte: Tecnoblog

Como aumentar o nível da conta Gov

Como aumentar o nível da conta Gov

Saiba os requisitos necessários para ter a conta Prata ou Ouro no Gov.br (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Aumentar o nível da conta Gov para Prata ou Ouro é essencial para reforçar a segurança digital e proteger seu perfil contra invasões. Além de blindar o acesso, eles oferecem maior confiabilidade no uso dos serviços públicos digitais do governo federal.

Os níveis superiores garantem acesso a ferramentas restritas no perfil básico, como a assinatura digital de documentos com validade jurídica. Essa validação pode ser feita por meio de integração com bancos credenciados ou reconhecimento facial na plataforma.

A seguir, o Tecnoblog te mostra o passo a passo para aumentar o nível da conta Gov.

ÍndiceQuais são os níveis da conta Gov?O que é preciso para aumentar o nível da conta Gov?Como aumentar o nível da conta Gov para PRATA? 1. Acesse o seu perfil no app Gov.br2. Selecione “Ver mais detalhes”3. Localiza a categoria Prata4. Inicie a verificação via bancos credenciados5. Escolha o banco para a verificação6. Conclua a verificação com a instituição bancáriaComo aumentar o nível da conta Gov para OURO?1. Abra a página do seu nível de conta Gov.br2. Acesse as opções de atualização3. Navegue até a categoria Ouro4. Escolha o reconhecimento facial pelo TSE5. Conclua o reconhecimento facial no GovPor que preciso aumentar o nível da minha conta Gov?

Quais são os níveis da conta Gov?

A conta Gov organiza o acesso aos serviços públicos em três níveis de segurança – Bronze, Prata e Ouro –, determinados pela forma como a identidade é validada. Ao aumentar o nível da conta Gov, funcionalidades mais sensíveis são liberadas no ecossistema digital do governo.

Bronze: nível básico obtido com o cadastro inicial por CPF e senha, utilizando autenticação de fator único. Dá acesso a serviços digitais simples e a uso parcial do app Gov.br;

Prata: nível intermediário que libera quase todos os serviços digitais, além do uso completo do app;

Ouro: nível máximo que concede acesso irrestrito a qualquer serviço digital, inclusive os de alto sigilo.

O que é preciso para aumentar o nível da conta Gov?

Para subir o nível da conta Gov e liberar novos serviços, basta validar os dados pessoais em uma das camadas extras de segurança do governo. Esse procedimento de verificação de identidade garante que apenas você tenha controle irrestrito sobre suas informações públicas digitais.

Você pode aumentar o nível da conta Gov pelo celular, utilizando o aplicativo oficial para fazer reconhecimento facial com biometria ou integração com bancos credenciais. Também é possível utilizar a Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou certificado digital para concluir a validação avançada em poucos minutos.

Como aumentar o nível da conta Gov para PRATA? 

Para mudar a conta Gov para Prata e destravar novos serviços, o caminho mais simples é validar seus dados por meio dos bancos cadastrados. Este processo pode ser feito pelo app Gov.br, sendo recomendado ter o aplicativo da instituição instalado no dispositivo.

1. Acesse o seu perfil no app Gov.br

Abra o aplicativo Gov.br no seu celular e toque em “Ver nível”, localizado no topo da tela inicial.

Indo no menu “Ver Nível” da conta Gov (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Selecione “Ver mais detalhes”

Na seção “Aumentar nível da conta”, veja as informações do seu perfil e toque em “Ver mais detalhes”.

Abrindo as opções da conta Gov (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Localiza a categoria Prata

Role a página até encontrar o painel do nível Prata e toque em “Aumentar nível” ou “Ver nível” para checar os métodos de validação.

Acessando as opções do nível Prata (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Inicie a verificação via bancos credenciados

Vá até a opção “Bancos” para iniciar a validação dos dados por meio de instituições financeiras parceiras do Gov.br. Esse é o método ideal para quem não possui CNH cadastrada para a verificação via reconhecimento facial.

Escolhendo a verificação via bancos credenciados (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Escolha o banco para a verificação

Na lista de bancos credenciados ao Gov, procure o botão com o nome da instituição que você possui conta e toque nele para avançar.

Abrindo a opção da instituição bancária (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Conclua a verificação com a instituição bancária

Na tela “Obter confiabilidade”, toque em “Ir para [nome do banco]” para ser redirecionado ao aplicativo bancário ou à página da instituição e concluir a verificação do nível Prata.

Pedindo para acessar o app ou página para a verificação (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como aumentar o nível da conta Gov para OURO?

Para subir o nível da conta Gov para Ouro e obter o nível máximo de segurança, você deve realizar a validação utilizando o reconhecimento facial na base do TSE. Para isso, basta acessar o aplicativo Gov.br no celular e seguir o seguinte caminho:

1. Abra a página do seu nível de conta Gov.br

Acesse o aplicativo Gov.br no seu celular e toque na opção “Ver nível”, localizada no topo da tela inicial.

Abrindo o menu “Ver Nivel” no app Gov.br (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Acesse as opções de atualização

Na tela seguinte, confira as informações do seu perfil e selecione “Ver mais detalhes” para abrir os recursos de verificação.

Acessando mais detalhes da conta Gov (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Navegue até a categoria Ouro

Procure o painel referente à categoria Ouro e toque no botão “Aumentar nível” ou “Ver nível” para visualizar os métodos de validação disponíveis.

Selecionando as opções do nível Ouro (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Escolha o reconhecimento facial pelo TSE

Na lista de opções, toque em “Reconhecimento facial na base da Justiça Eleitoral (TSE)” para iniciar o processo de checagem.

Escolhendo a validação pelo reconhecimento facial do TSE (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Conclua o reconhecimento facial no Gov

Siga as instruções do aplicativo para realizar a validação via reconhecimento facial e aumentar a conta Gov para ouro.

Seguindo os passos para a validação (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que preciso aumentar o nível da minha conta Gov?

Mudar a conta Gov para Prata ou Ouro ajuda a destravar serviços públicos essenciais bloqueados na conta Bronze. Essa atualização permite assinar documentos digitais com validade jurídica e acessar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda.

Além da praticidade de resolver pendências online sem ir a agências físicas, a transição eleva a proteção contra fraudes. Isso ocorre porque o sistema passa a exigir autenticação multifator (login em duas etapas) para validar o acesso.
Como aumentar o nível da conta Gov

Como aumentar o nível da conta Gov
Fonte: Tecnoblog

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada 15 dias (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google passou a liberar uma nova versão do Chrome a cada 15 dias, a partir do Chrome 153, lançado em 8 de setembro, para aumentar a segurança do navegador.
A nova abordagem tem o objetivo de diminuir a janela de tempo em que o navegador fica exposto a vulnerabilidades, reduzindo a lacuna de patch “N-day”.
O ciclo de atualização quinzenal será mantido nas versões móveis e desktop do Chrome, mas organizações podem receber atualizações em ciclos de oito semanas pelo canal “Extended Stable”.

A partir deste mês de setembro, o Google passa a liberar uma versão final do Chrome a cada duas semanas. Até então, cada nova versão era lançada em ciclos de quatro semanas. A nova abordagem tem um objetivo importante: aumentar a segurança do navegador.

O Google anunciou o ciclo quinzenal de atualizações do Chrome em março deste ano. Com esse ritmo, atualizações de segurança passam a ser implementadas mais rapidamente, de modo que o browser fique menos tempo exposto a vulnerabilidades. A própria companhia explica:

Reduzir a janela entre o lançamento de uma correção na base de código pública e a entrega aos usuários finais mantém a lacuna de patch “N-day” [intervalo entre a divulgação de uma vulnerabilidade e a sua correção] o menor possível, ajudando a nos proteger contra ameaças em rápida evolução.

Ben Mason e Deepak Ravichandran, do Google

Chrome para desktop (imagem: reprodução/Google)

Mudança começou com o Google Chrome 153

O Google estreou a nova abordagem com o Chrome 153, versão liberada oficialmente em 8 de setembro. A próxima versão, a 154, será lançada em 22 de setembro. Esse ciclo de atualização quinzenal será mantido nos meses subsequentes, tanto nas versões móveis (iOS e Android) quanto no desktop.

Para organizações, o Google continua oferecendo o Chrome via canal “Extended Stable”. Nele, grandes conjuntos de atualizações são liberados em ciclos de oito semanas para que a organização tenha tempo de testar e implementar as novas versões. Porém, as correções mais importantes são liberadas semanalmente.

Um detalhe interessante é que o novo ciclo de atualizações pode, eventualmente, acelerar a chegada de novas funcionalidades ao navegador. Mas o foco da mudança está mesmo no aspecto da segurança: em tempos em que a IA pode e é usada para identificação ou exploração de vulnerabilidades, a mitigação precisa ser tão ou mais rápida.

Vale lembrar que o Google ativou outra proteção importante no browser recentemente: um mecanismo que “blinda” o Chrome contra roubo de contas.
Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas
Fonte: Tecnoblog

Uber libera monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil

Uber libera monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil

Uber permite que pais acompanhem viagens dos filhos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Uber lançou uma ferramenta de monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil.
O recurso permite que os pais monitoruem as viagens de seus filhos menores de idade por meio do aplicativo.
A configuração da conta teens pode ser feita tanto pelo perfil do responsável quanto do adolescente, com opções de segurança adicionais.

A Uber lança nesta quarta-feira (09/09) um novo recurso para que pais e responsáveis monitorem em vídeo as viagens de adolescentes. A ferramenta vinculada às contas Uber Adolescentes chegou no final de agosto aos Estados Unidos e, a partir de hoje, começa a ser liberada por aqui.

Segundo a empresa, a novidade amplia a segurança para pais e adolescentes de 12 a 17 anos. Apenas os responsáveis poderão acompanhar a viagem em tempo real. Eles receberão uma notificação com a opção de assistir ao trajeto do menor por vídeo.

Ao fim da corrida, a transmissão é encerrada automaticamente. O vídeo ficará armazenado de forma criptografada e só poderá ser acessado em caso de relato de incidente de segurança.

De acordo com a Uber, a novidade responde a uma demanda dos usuários. Uma pesquisa interna mostrou que 80% dos entrevistados dizem se sentir mais seguros com a conta para adolescentes.

Vídeo é gravado pelo celular do motorista

Responsáveis receberão notificação para acompanhar a viagem em vídeo (imagem: divulgação/Uber)

Segundo a head de operações de segurança da Uber no Brasil, Araceli Almeida, a própria conta teens foi lançada para atender uma necessidade de pais e responsáveis. plataforma. “A transmissão de vídeo ao vivo chega como uma camada adicional de tranquilidade para as famílias”, afirma.

Apenas motoristas parceiros com as melhores avaliações podem realizar viagens nessa modalidade. O novo recurso se soma a outras ferramentas já disponíveis no Uber Adolescentes. Entre elas estão o U-Áudio, que permite gravar a viagem, o U-Ajuda, que identifica desvios de rota e outras situações de risco, e o U-Acompanha, que permite acompanhar o trajeto em tempo real pelo mapa.

A plataforma também oferece o U-Mulher, recurso que permite às passageiras optar por viagens com motoristas mulheres.

Como configurar a conta teens na Uber

Usuários destacam maior segurança com a conta teens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A configuração da conta para adolescentes no app da Uber pode ser realizada tanto pelo perfil do responsável quanto do adolescente.

Se você for o adulto, siga o passo a passo:

Vá em Conta e, depois, Família.

Selecione “Sou adulto” e, em seguida, “Adicionar adolescente.

Aqui, você precisa selecionar a idade e inserir o contato do jovem.

Para finalizar, envie o convite e aceite os termos de criação do perfil Familiar.

Já no celular do adolescente, o processo é ligeiramente diferente:

Da mesma forma, vá em Conta e selecione Família.

Aqui, escolha “Sou adolescente” e insira sua idade.

Depois, você precisa escolher um responsável a partir dos contatos.

Para finalizar, aceite os termos.

Uber libera monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil

Uber libera monitoramento em vídeo para viagens de adolescentes no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Navegador Brave agora esconde seu e-mail na hora de preencher cadastros

Navegador Brave agora esconde seu e-mail na hora de preencher cadastros

Endereço falso dificulta rastreamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O navegador Brave lançou o Brave Alias, recurso que cria endereços de e-mail aleatórios para cadastro, encaminhando mensagens ao e-mail real do usuário.
O serviço oferece até cinco endereços aleatórios gratuitos, com domínio @bravealias.com.
A desenvolvedora do Brave afirma não ler o conteúdo das mensagens encaminhadas e não armazená-las, aplicando apenas um filtro contra spam e vírus.

O navegador Brave ganhou uma ferramenta para que você não tenha que fornecer seu e-mail verdadeiro ao preencher um cadastro. Ela cria um endereço com nome aleatório, que se encarrega de encaminhar as mensagens.

Para usar o recurso, é preciso ter uma conta Brave com seu e-mail real. Ao preencher um formulário, o browser passa a sugerir a criação de um email alias (pseudônimo ou apelido, em tradução livre). Outro caminho é clicar com o botão direito do mouse e escolher a opção correspondente.

Notas podem ajudar a lembrar onde aquele e-mail foi usado (imagem: divulgação)

Feito isso, o Brave gera um endereço com palavras e números aleatórios no domínio @bravealias.com. As mensagens enviadas para ele são encaminhadas automaticamente para sua caixa de entrada real.

Por que esconder o e-mail?

O Brave dá alguns motivos para usar o Brave Alias, todos relacionados à segurança e à privacidade:

Seu e-mail pode ser usado como identificador para saber mais sobre você e direcionar anúncios.

Seu e-mail pode ser usado para cruzar informações entre diversas empresas, podendo, por exemplo, informar o que você comprou a gigantes da publicidade, como a Meta.

Caso a empresa que detém seus dados sofra um ataque ou vazamento, seu e-mail real não será descoberto pelos golpistas ou criminosos, bastando desativar o encaminhamento.

A desenvolvedora do Brave diz não ler o conteúdo das mensagens que passam pelo seu serviço, aplicando apenas um filtro contra spam e vírus. A companhia também afirma não armazenar os conteúdos.

A empresa adverte, porém, que como o domínio @bravealias.com é novo, algumas mensagens encaminhadas correm risco de ser identificadas pelo provedor do seu e-mail verdadeiro como spam.

Brave não é o primeiro a adotar a técnica

O Brave oferece, gratuitamente, cinco pseudônimos para usar em cadastros. Você pode reutilizá-los em diferentes cadastros, embora o ideal fosse ter um para cada empresa. Futuramente, assinantes do plano Premium poderão criar uma quantidade maior de endereços falsos.

Se você não quer trocar de navegador para ter acesso a um recurso do tipo, existem várias alternativas. Aqui estão algumas:

O Firefox Relay, da Mozilla, dá 50 aliases gratuitamente. O serviço chegou a ter uma extensão para o Google Chrome, mas ela foi desativada, deixando a integração um pouco mais difícil.

O gerenciador de senhas 1Password oferece o recurso Masked Email, que funciona praticamente da mesma forma.

A Apple tem o Ocultar Meu Email (Hide My Email), que gera um endereço aleatório no domínio @icloud.com. Entretanto, ele só está disponível para assinantes dos planos iCloud+.

Com informações do TechCrunch
Navegador Brave agora esconde seu e-mail na hora de preencher cadastros

Navegador Brave agora esconde seu e-mail na hora de preencher cadastros
Fonte: Tecnoblog

Esse truque pode te ajudar a rastrear o iPhone roubado com uma selfie do ladrão

Esse truque pode te ajudar a rastrear o iPhone roubado com uma selfie do ladrão

Saiba como configurar o iPhone para atrapalhar os planos do ladrão (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Uma das ações comuns quando um ladrão rouba um iPhone é ativar o Modo Avião para evitar que o aparelho seja rastreado. Entretanto, uma configuração de automação por meio do aplicativo Atalhos ajuda a rastrear o dispositivo a partir de um gatilho simples.

A estratégia para atrapalhar o plano do criminoso consiste em programar um conjunto de ações ativadas quando o celular é conectado ao carregador. Com isso, o iPhone desativa o Modo Avião, registra uma selfie e envia a imagem com a localização para um contato seguro.

A seguir, o Tecnoblog te mostra o passo a passo para localizar o iPhone roubado com uma selfie do ladrão.

ÍndiceComo esse truque funciona?Como configurar o iPhone para enviar a localização e foto após o roubo1. Acesse o aplicativo Atalhos no iPhone2. Inicie uma nova automação3. Busque a opção “Carregador”4. Marque a opção “Executar imediatamente”5. Crie um atalho para automação6. Encontre a opção “Definir Modo Avião”7. Desative a automação do Modo Avião8. Acesse “Definir Dados Celulares”9. Adicione o atalho “Obter Localização Atual”10. Defina a precisão da localização11. Inclua o atalho “Tirar Fotos”12. Defina a câmera frontal como padrão13. Escolha um meio de envio de mensagem14. Defina o destinatário para o envio da mensagem15. Inclua a localização atual da foto16. Finalize a configuração da automaçãoComo rastrear o iPhone roubado em tempo realQuando esse truque para localizar o iPhone roubado não vai funcionar

Como esse truque funciona?

O truque testado pelo Tecnoblog funciona como uma medida preventiva criada no app Atalhos para ser acionada assim que o aparelho se conecta ao carregador. Ao plugar o cabo, a automação desliga o Modo Avião, liga os dados móveis, tira uma selfie e envia a posição geográfica para um contato seguro.

Apesar de ser útil para rastrear um iPhone roubado, a tática possui restrições e precisa ser configurada previamente antes do incidente para funcionar. O sistema exige que o celular permaneça ligado, com as permissões ativas e conectado à rede de telefonia via chip SIM físico ou eSIM.

Outra limitação importante é que a ferramenta não mostra a localização do dispositivo em tempo real. As coordenadas obtidas e a foto do suspeito representam o instante exato em que a bateria começou a ser carregada.

Como configurar o iPhone para enviar a localização e foto após o roubo

1. Acesse o aplicativo Atalhos no iPhone

Na tela inicial do iPhone, busque pelo aplicativo Atalhos e toque nele.

Abrindo o app Atalhos no iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Inicie uma nova automação

Selecione a guia “Automação”, no menu inferior, e toque em “Nova Automação” ou ícone de “+” no canto superior direito para começar a configuração.

Criando uma nova automação no iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Busque a opção “Carregador”

Na parte inferior da tela, toque em “Buscar” e pesquise a opção “Carregador”.

Selecionando o “Carregador” como gatilho para a automação (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Marque a opção “Executar imediatamente”

Na tela “Quando”, marque a opção “Executar imediatamente” e desative a chave ao lado de “Notificar Quando Executar” para agir discretamente.

Marcando a opção “Executar imediatamente” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Crie um atalho para automação

Toque no botão “Criar Novo Atalho” para criação do fluxo de automação para proteger o iPhone.

Iniciando a configuração da automatização (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Encontre a opção “Definir Modo Avião”

No campo “Buscar Ações”, pesquise pelo comando “Definir Modo Avião” para gerenciar as conexões.

Selecionando a ação “Definir Modo Avião” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Desative a automação do Modo Avião

Se o atalho estiver definido como “Ativar Modo Avião”, toque em cima da palavra “Ativar” para manter o recurso desligado. Esse passo será importante caso o criminoso tenha acionado o Modo Avião do iPhone para não ser rastreado.

Desativando a opção de ligar o Modo Avião ao conectar o iPhone no carregador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog) (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

8. Acesse “Definir Dados Celulares”

Vá em “Buscar Ações”, pesquise por “Definir Dados Celulares”. Em seguida, verifique se o atalho está com o status “Ativar”; se estiver como “Desativar”, toque em cima da palavra para o dispositivo usar os dados móveis para se comunicar ao ser conectado no carregador.

Incluindo o comando “Definir Dados Celulares” na automação do iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

9. Adicione o atalho “Obter Localização Atual”

Vá em “Buscar Ações”, pesquise pelo comando “Obter Localização Atual” para seguir com a configuração.

Inserindo a ação “Obter Localização Atual” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

10. Defina a precisão da localização

Toque no atalho “Obter localização atual” para expandir as opções e abra o campo “Precisão”. Agora, selecione a opção “Máxima” para ampliar o raio de precisão para localizar o iPhone roubado.

Definindo a precisão da localização (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

11. Inclua o atalho “Tirar Fotos”

Abra o campo “Buscar Ações”, pesquise pela ação “Tirar Foto” para adicionar mais um passo na automatização.

Adicionando a ação “Tirar Foto” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

12. Defina a câmera frontal como padrão

Se o status do atalho estiver como “câmera traseira”, toque na palavra destacada para alterar para “câmera frontal” e aumentar as chances de obter a selfie do iPhone.

Importante: toque em cima do atalho para expandir as opções e desmarque a chave ao lado de “Mostrar Pré-visualização”. Caso ele esteja ativado, a automação não funcionará corretamente.

Definindo a câmera frontal para a foto e desativando a opção “Mostrar Pré-visualização” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

13. Escolha um meio de envio de mensagem

Toque novamente em “Buscar Ações” e pesquise por “Enviar Mensagem”. Selecione o meio pelo qual você deseja encaminhar os dados do dispositivo e a selfie do suspeito, como WhatsApp, e-mail ou SMS.

Selecione o contato de confiança para receber os dados do iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

14. Defina o destinatário para o envio da mensagem

No atalho de mensagem, toque em “Destinatários” para abrir sua agenda de contatos. Escolha uma pessoa de confiança ou seu número secundário e toque no ícone de check “✓” para concluir.

Inclua a selfie e a localização na imagem que será enviada (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

15. Inclua a localização atual da foto

Segure o toque em cima de “Foto” e, ao abrir um submenu “Selecionar variável”, escolha “Localização Atual”. Com isso, a selfie do ladrão e os dados da localização serão enviados para o destinatário confiável cadastrado.

Conclua a configuração da automação do iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

16. Finalize a configuração da automação

Após completar a configuração da automação, toque no botão “✓” no canto superior direito para concluir. Assim, o recurso para localizar o iPhone roubado já vai estar ativado automaticamente.

Como rastrear o iPhone roubado em tempo real

Você pode rastrear o iPhone pelo iCloud via navegador ou acessar o aplicativo Buscar em outro dispositivo Apple. Caso o celular esteja conectado à rede cellular ou Wi-Fi, o mapa exibirá o posicionamento do aparelho em tempo real.

Mesmo se o telefone for desligado ou ficar offline, a rede criptografada de dispositivos Apple próximos captará o sinal via Bluetooth. Essa tecnologia envia as coordenadas atualizadas com segurança direto para sua conta, permitindo acompanhar o trajeto do smartphone.

Quando esse truque para localizar o iPhone roubado não vai funcionar

O truque para rastrear o iPhone roubado não irá funcionar nas seguintes situações:

Falta de configuração prévia: a automação precisa estar pronta no aplicativo Atalhos antes do celular roubado ser levado, já que a ação exige o aparelho liberado;

Permissões desativadas: se o sistema não tiver acesso prévio à câmera, aos contatos e à localização, a captura da selfie e o envio dos dados serão bloqueados;

Remoção do chip SIM: sem o chip físico conectado ou um eSIM ativo, o aparelho perde o acesso aos dados móveis para transmitir a foto e as coordenadas;

Sem conexão com o carregador: a automação depende do gatilho de estar conectado a um carregador para ser disparada. Caso o criminoso não plugue o cabo, a foto não é registrada.

Esse truque pode te ajudar a rastrear o iPhone roubado com uma selfie do ladrão

Esse truque pode te ajudar a rastrear o iPhone roubado com uma selfie do ladrão
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp anunciou novos recursos de segurança, incluindo expansão de chaves de acesso, reforço na verificação em duas etapas e alertas para chamadas de números desconhecidos.
As chaves de acesso permitem que os usuários acessem o aplicativo com impressão digital, reconhecimento facial ou código de bloqueio do celular, podendo, agora, configurar mais de uma chave.
A verificação em duas etapas agora aceita códigos mais longos, alfanuméricos e com caracteres especiais, e os usuários recebem alertas com informações sobre chamadas de números desconhecidos.

A Meta anunciou mais recursos de segurança para o WhatsApp. O primeiro é a expansão das passkeys (chaves de acesso), que funcionam como alternativas à digitação de PIN para desbloquear o aplicativo. O segundo é o reforço da verificação em duas etapas. Para completar, agora o mensageiro exibe um alerta quando o usuário recebe uma chamada de um número desconhecido.

De acordo com a Meta, mais de 1 bilhão de pessoas já usam passkey no WhatsApp. Com o recurso, você pode acessar o serviço usando impressão digital, reconhecimento facial (como o Face ID) ou o código de desbloqueio do próprio celular. Com a expansão, o usuário agora pode configurar mais de uma chave de acesso para entrar no WhatsApp e, com isso, usar a que mais lhe for conveniente no momento.

Sobre a verificação em duas etapas, trata-se de um recurso que ajuda a evitar que terceiros assumam o controle da conta caso obtenham o código de acesso do usuário. Até então, esse mecanismo só funcionava com um código PIN de seis dígitos. Agora, o código pode ser mais longo, ser alfanumérico (misturar letras e códigos) e incluir caracteres especiais.

Por fim, o WhatsApp passou a exibir mais detalhes sobre uma chamada que vem de um número que não está em seus contatos, como país de origem da ligação e se a pessoa participa de grupos nos quais o usuário também está presente. O objetivo é munir a pessoa de informações que a ajudem a identificar rapidamente que aquela chamada representa algum perigo.

Faz sentido, principalmente se levarmos em conta que muitos golpes via WhatsApp são aplicados a partir de números estrangeiros e, normalmente, vêm de contatos desconhecidos.

Os novos recursos de segurança do WhatsApp (imagem: reprodução/Meta)

Quando os novos recursos de segurança chegam ao WhatsApp?

Já estão chegando e para todos os usuários. Com relação às passkeys, elas estão disponíveis nas versões para Android e iPhone do mensageiro, e podem ser configuradas em Configurações (ícone do perfil) / Conta / Chaves de acesso.

Sobre a verificação em duas etapas, a atualização também é válida para Android e iOS, e pode ser configurada em Configurações (ícone do perfil) / Conta / Verificação em duas etapas.

Já a exibição de informações sobre chamadas por números desconhecidos consiste em um recurso ativado automaticamente, mas que é direcionado apenas ao Android.
WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes
Fonte: Tecnoblog

iPhone no Brasil ganha recurso para mostrar câmera ao vivo à polícia

iPhone no Brasil ganha recurso para mostrar câmera ao vivo à polícia

Pedido de compartilhamento de câmera é iniciado pela polícia (imagem: divulgação/Tecnoblog)

Resumo

Usuários de iPhone no Brasil poderão transmitir vídeos ao vivo para as centrais do 190 durante chamadas de emergência.
A tecnologia utiliza a plataforma RapidSOS para enviar imagens em tempo real aos atendentes da Polícia Militar, agilizando o envio de viaturas.
O recurso está disponível para iPhone 14 ou modelos mais recentes e depende da adesão de cada Centro de Operações da Polícia Militar.

Os brasileiros que possuem iPhone ganharam um novo recurso para momentos críticos: a transmissão de vídeo ao vivo direto para o 190. A tecnologia entrega chamadas em tempo real aos atendentes da Polícia Militar para ajudar durante as ocorrências.

O recurso foi liberdo nessa segunda-feira (24/08) no Brasil, mas já existia nos Estados Unidos desde o lançamento do iOS 18. Trata-se de uma colaboração entre a Apple e a plataforma de segurança RapidSOS.

Como funciona a transmissão ao vivo?

Recurso é compatível com o iPhone 14 ou modelos superiores (imagem: reprodução/RapidSOS)

A funcionalidade é chamada oficialmente de Vídeo ao Vivo do SOS de Emergência. O interessante é que o processo de gravação não é iniciado pela pessoa que liga, mas sim pelo próprio operador do 190: se o profissional avaliar que imagens podem auxiliar no chamado, ele envia um pedido de compartilhamento de câmera para o celular do usuário, que precisa aceitar ou recusar.

Com um toque na opção de compartilhar, a câmera (traseira ou frontal) é ativada e o vídeo começa a ser enviado para a central. Segundo a Apple, o tráfego de dados é criptografado e o usuário mantém o controle total da ferramenta, podendo pausar ou interromper a transmissão a qualquer momento (o sistema também permite o envio de fotos e vídeos armazenados na galeria do iPhone).

Para que o envio das imagens funcione na prática, o usuário precisa possuir pelo menos um iPhone 14 ou modelo mais recente. Já do lado das autoridades, a operação depende dos módulos do sistema UNITE da RapidSOS, responsáveis por processar as informações e exibi-las aos Centros de Comunicação de Emergência (CCEs).

É diferente do SOS via satélite

O recurso funciona de maneira diferente do já conhecido SOS de Emergência via satélite, criado para pedir socorro em rodovias remotas ou trilhas sem sinal de celular, mas que continua indisponível no Brasil. O compartilhamento de vídeo ao vivo, por outro lado, utiliza dados móveis das operadoras ou conexão Wi-Fi ativa.

O acesso dependerá da adesão de cada Centro de Operações da Polícia Militar (Cecopom). A ferramenta de imagem exige que as centrais locais utilizem painéis de recebimento de vídeo da RapidSOS nas operações. Na prática, a adoção acontecerá de forma gradual, variando de município para município e de estado para estado.

Vale mencionar que a infraestrutura da RapidSOS já atua no país desde 2023, prestando serviços de infraestrutura para integrações como a do aplicativo Uber com o 190 no estado do Rio de Janeiro. A tecnologia permite o envio de dados de viagens, informações do veículo e localização de motoristas para a central policial durante ocorrências acionadas no aplicativo de transporte.
iPhone no Brasil ganha recurso para mostrar câmera ao vivo à polícia

iPhone no Brasil ganha recurso para mostrar câmera ao vivo à polícia
Fonte: Tecnoblog