Category: Negócios e Mercado

Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos

Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos

Nova CEO quer atrair jogadores de volta ao Xbox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, planeja atualizações quinzenais para o Xbox, com foco em recursos pedidos pela comunidade e melhorias no PC.
Empresa também está revendo sua abordagem à exclusividade de jogos, considerando lançá-los em plataformas concorrentes, como o PS5.
O próximo console Xbox já está em desenvolvimento, com primeiras versões alpha para desenvolvedores previstas para 2027.

Com pouco menos de dois meses no cargo, a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, segue revisando as decisões tomadas pela empresa durante a gestão de Phil Spencer. As tratativas teriam continuado durante uma reunião interna recente, na qual a executiva apresentou o plano batizado de “O Retorno do Xbox”, que pretende recuperar a confiança dos jogadores.

Segundo o jornalista Tom Warren, do The Verge, Sharma pretende mudar o calendário de atualizações para que ocorram a cada duas semanas. A promessa é que a novidade comece até o fim deste ano. Nelas, a companhia deve dar atenção especial a recursos pedidos pela comunidade e melhorias no PC.

Outro tópico teria sido a estratégia de lançar games exclusivos em plataformas concorrentes, como PlayStation 5 e Nintendo Switch. A empresa vinha conduzindo o chamado Project Latitude, criado para ampliar margens de lucro, mas os fãs também não receberam bem a medida.

Aos funcionários, Sharma afirmou que irá “reavaliar” a “abordagem à exclusividade”, mas não indicou uma mudança imediata. Segundo fontes ouvidas pelo portal, a executiva avalia diferentes caminhos, mas quer agir com cautela.

A prioridade neste primeiro momento seria tornar o ecossistema Xbox mais atraente para que os jogadores queiram voltar à plataforma com frequência.

Project Helix e planos de expansão

Project Helix é a próxima geração do Xbox (imagem: divulgação)

Sharma também teria reforçado que a empresa continua comprometida com hardware próprio, citando o sucessor do Xbox Series X, por ora apelidado de Project Helix. Ainda assim, a integração com jogos de PC voltou a ser mencionada como uma das bases da próxima geração.

O projeto ainda deve demorar. As primeiras versões alpha para desenvolvedores só devem ser distribuídas em 2027.

Voltando ao problema dos fãs com os rumos do Xbox, vale pontuar que a reconsideração aos exclusivos não impacta os planos de expandir a plataforma para outros dispositivos. Sharma ainda quer que o ecossistema Xbox alcance mais dispositivos de terceiros, da sala aos automóveis.

Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

Melhorias chegando em breve

A companhia já começou a liberar ajustes menores. No Quick Resume, agora será possível desativar a função para jogos específicos.

A empresa também prepara novas opções de cores para o dashboard e uma nova animação de inicialização, previstas para chegar na próxima semana.

Nos bastidores, a Xbox também passa por mudanças:

CoreAI no Xbox: executivos da divisão de inteligência artificial da Microsoft passaram a ocupar cargos estratégicos na área de games.

Promoção de Jason Ronald: líder do Project Helix foi promovido dentro da nova estrutura.

Saídas: Roanne Sones, ligada a parcerias com fabricantes como a Asus no Xbox Ally, entrou em licença. Kevin Gammill, vice-presidente de experiência do usuário, deixará a Microsoft após 20 anos.

Como adiantou-se em abril, outra alteração, mais simbólica, é a volta da marca Xbox. Ela retorna como nome da organização em substituição a nomenclatura Microsoft Gaming.
Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos

Xbox promete atualizações quinzenais e vai rever política de jogos exclusivos
Fonte: Tecnoblog

TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo

TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo

(Imagem: Reprodução/TSMC)

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) é uma fabricante taiwanesa de chips para terceiros. A empresa atua no modelo pure-play foundry, focando apenas na fabricação de chips já projetados e sob encomenda.

A TSMC foi fundada em 1987, quando o engenheiro Morris Chang idealizou o modelo pure-play foundry para fomentar o setor de semicondutores em Taiwan. Com o sucesso do negócio, a empresa taiwanesa se tornou a maior fabricante de chips do mundo da atualidade.

Atualmente, a TSMC conta com 22 fábricas e filiais em diversos países. A companhia também tem um valor de mercado estimado em US$ 2,06 trilhões, sendo uma das empresas mais valiosas da atualidade.

A seguir, saiba a história da TSMC e entenda sua importância para a indústria.

ÍndiceO que é TSMC?O que significa TSMC?O que a TSMC faz?Qual é a história da TSMC?Quantas fábricas a TSMC tem?Qual é o valor de mercado da TSMC?A TSMC tem ações na bolsa de valores?Quem são os concorrentes da TSMC?Qual é a importância da TSMC para o mercado?

O que é TSMC?

TSMC é uma empresa taiwanesa B2B especializada na fabricação de chips a partir de semicondutores — que são a principal matéria-prima usada nesse tipo de hardware. Atualmente, a empresa é reconhecida como a maior fabricante de chips do mundo para terceiros, sendo a principal fornecedora de empresas como Apple e Nvidia.

O que significa TSMC?

TSMC é a sigla de Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que é o nome oficial da empresa. Em tradução livre, a nomenclatura significa “Companhia de Fabricação de Semicondutores de Taiwan”.

O que a TSMC faz?

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company fabrica chips em massa que são usados em dispositivos eletrônicos de diversos setores. O ponto é que a TSMC é uma pure-play foundry, ou seja, uma fabricante dedicada apenas à produção de chips para terceiros (modelo B2B).

Isso significa que ela não executa o design do chip e nem fabrica seus próprios hardwares: ela recebe os projetos de outras companhias (como Nvidia e AMD), “imprime” os modelos em wafers de silício, cuida das etapas finais de fabricação dos chips, e envia os componentes para que as grandes marcas os incorporem aos produtos finais.

Qual é a história da TSMC?

A história da TSMC tem início na década de 80. Naquela época, o governo de Taiwan estabeleceu planos para desenvolver o mercado de semicondutores no país. E para essa missão, os governantes recrutaram o chinês Morris Chang, um engenheiro mecânico e elétrico que já trabalhava no setor.

Após análises, Chang sugeriu a criação de uma empresa focada apenas na fabricação de chips para terceiros, sem ter que lidar com design e projetos. Foi então que, em 1987, surgiu a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC): a primeira pure-play foundry de semicondutores do mercado, fruto de uma joint venture entre o governo taiwanês e investidores.

Morris Chang, fundador da TSMC (Imagem: Reprodução/TSMC)

O modelo de negócios pensado por Chang deu certo. Primeiro porque o desenvolvimento tecnológico nos anos subsequentes deu luz a cada vez mais dispositivos dependentes de chips. Segundo porque as marcas descobriram que podiam vender produtos sem necessariamente construir uma fábrica própria de semicondutores.

Com o passar dos anos, a TSMC conquistou grandes clientes (como a Apple), aprimorou seus processos tecnológicos para a produção de chips e expandiu seus negócios a níveis globais até se tornar a líder do setor.

TSMC é reconhecida como a empresa mais tecnológica na produção de chips (Imagem: Reprodução/TSMC)

Chang se aposentou em 2018 após 31 anos de liderança frente à TSMC. Mas a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company segue mais ativa do que nunca, sendo a principal fabricante de chips do mundo e uma das empresas mais valiosas do planeta.

Quantas fábricas a TSMC tem?

Atualmente, a TSMC conta com 22 fábricas (incluindo subsidiárias) para a produção de chips e processos backend. A empresa taiwanesa também já iniciou uma nova fábrica em Dresden, na Alemanha.

Onde estão localizadas as fábricas da TSMC?

A maioria das fábricas da TSMC estão localizadas em Taiwan, embora a empresa também conte com instalações em outros países. Confira abaixo os locais das instalações da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company:

Taiwan: a região conta com 17 fábricas ao todo, incluindo instalações para produção de chips de seis, oito e 12 polegadas, além de processos de backend.

China: a TSMC tem duas subsidiárias na China para a produção de chips de oito e 12 polegadas.

Estados Unidos: o país tem duas subsidiárias da TSMC para o desenvolvimento de chips de oito e 12 polegadas.

Japão: o país conta com uma joint-venture administrada pela TSMC, responsável por fabricar chips de 12 polegadas.

Alemanha: a TSMC iniciou as obras para uma subsidiária na Alemanha, que fabricará chips de 12 polegadas e deve ficar pronta em meados de 2027.

E além das fábricas, a TSMC tem escritórios e centros de pesquisa e desenvolvimento na Holanda, Coreia do Sul e Canadá.

Qual é o valor de mercado da TSMC?

O valor de mercado da TSMC é estimado em cerca de US$ 2,06 trilhões, de acordo com dados da Companies Market Cap de maio de 2026. Isso posiciona a fabricante como uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, bem como uma das empresas mais valiosas do mercado atualmente.

TSMC tem valor de mercado avaliado em mais de US$ 2 trilhões (Imagem: Reprodução/TSMC)

A TSMC tem ações na bolsa de valores?

Sim. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company está listada na Bolsa de Valores de Taiwan (TWSE) sob o ticker 2330. Além disso, os American Depositary Shares (ADSs) da TSMC são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) sob o ticker TSM.

Quem é o dono da TSMC?

A TSMC não tem um único dono, já que se trata de uma empresa de capital aberto — ou seja, negociada na bolsa de valores. O governo de Taiwan é o principal sócio majoritário da companhia (com cerca de 6% das ações), seguido de gestoras de investimento como Capital Research and Management Company (5,48%), The Vanguard Group (4,10%) e BlackRock (3,45%).

Já em termos de administração, Che-Chia Wei é o principal executivo da TSMC: ele é o atual CEO da empresa e também ocupa o cargo de presidente do conselho administrativo, composto por dez membros ao todo.

Quem são os concorrentes da TSMC?

A TSMC responde pela maior fatia do mercado de semicondutores, mas ainda assim concorre com algumas empresas do ramo, incluindo:

Samsung Foundry: a divisão de semicondutores da Samsung rivaliza com a TSMC já que, além de fabricar chips próprios, também produz chips para terceiros.

Intel Foundry Services: a Intel já produzia chips próprios, e criou a Intel Foundry Services para expandir a fabricação de componentes para outras empresas.

GlobalFoundries: empresa estadunidense no modelo pure-play foundry, com foco na fabricação de chips para outras companhias.

Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC): maior fabricante de chips da China, que atua no modelo pure-play foundry.

United Microelectronics Corporation (UMC): primeira empresa de semicondutores de Taiwan, que fabrica chips apenas para terceiros.

Qual é a importância da TSMC para o mercado?

A TSMC tem um papel essencial para a cadeia industrial do mercado tecnológico, já que é a principal fabricante de chips do mundo.

Considerando o mundo moderno, temos de levar em conta que praticamente qualquer eletrônico de consumo é alimentado por um chip interno para funcionamento. E por ser a principal fornecedora de chips para o mercado, a TSMC se torna uma das principais responsáveis para que os produtos finais cheguem às prateleiras.

Se a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company fechasse as portas hoje, empresas de tecnologia e de outros setores que dependem da fabricante — como Apple, Nvidia e AMD — ficariam com estoques vazios pela escassez de chips. De quebra, os poucos produtos que sobrariam no mercado possivelmente seriam vendidos pelo dobro ou triplo do preço.

Esse cenário hipotético ajuda a explicar a importância da TSMC para o mercado como um todo. E talvez justifique o fato da fabricante taiwanesa ser uma das empresas com maior valor de mercado da atualidade.
TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo

TSMC: saiba tudo sobre a maior fabricante de chips do mundo
Fonte: Tecnoblog

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel aproveita escassez para limpar estoques de chips inferiores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Intel está vendendo processadores de baixa qualidade que seriam normalmente descartados.
Empresa criou linhas de produtos com especificações limitadas para clientes corporativos.
Demanda por semicondutores, impulsionada pela expansão dos data centers de IA, fez com que big techs aceitassem chips com desempenho inferior.

A Intel parece ter encontrado uma alternativa altamente lucrativa para tentar contornar a crise global de chips gerada pela explosão da inteligência artificial. A gigante dos semicondutores passou a vender processadores que, em condições normais de mercado, seriam descartados como lixo eletrônico.

Essa estratégia impulsionou a receita da empresa e a ajudou a superar, com folga, as previsões de Wall Street no primeiro trimestre de 2026. Como aponta o portal Tom’s Hardware, segundo o relatório financeiro recém-divulgado, a receita total da companhia bateu a marca de US$ 13,6 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 12,3 bilhões. Além disso, as ações da Intel registraram um salto de 28%, estabelecendo um novo recorde na bolsa.

A resposta para esse desempenho fora da curva não é uma nova arquitetura ou corte de gastos. O analista financeiro Ben Bajarin detalhou no X/Twitter que a margem subiu porque os clientes corporativos estão comprando CPUs “que poderiam ter sido descartadas”, gerando uma injeção de receita inesperada nos cofres da fabricante.

Reaproveitando “sucata”?

Na indústria de semicondutores, nem todo chip sai perfeito da linha de produção. Se um processador da Intel não atinge as especificações de desempenho para ser considerado um produto premium, a prática comum é a empresa reetiquetar a unidade e vendê-la como um componente de entrada, por um preço mais acessível (um processador Core i3 ou Celeron, por exemplo).

Contudo, existem unidades que não alcançam sequer esse padrão mínimo. Historicamente, esses chips eram classificados como sucata e iam direto para o descarte.

Mas o cenário mudou em 2026. Pressionada pela escassez de componentes, a Intel resgatou essas peças de baixíssima expectativa, criou linhas de produtos com especificações ainda mais limitadas e conseguiu vendê-las.

Estratégia de vender componentes que iriam para o lixo gerou bilhões (imagem: divulgação/Intel)

IA tem impactado o mercado de hardware

O atual momento do setor de tecnologia prova que as CPUs também voltaram a ser o centro das atenções. O grande motor dessa demanda é a infraestrutura pesada necessária para rodar cargas de trabalho de IA. A expansão acelerada dos data centers consome capacidade computacional em um ritmo feroz, sugando os estoques globais e inflando os preços.

No olho desse furacão estão os processadores Intel Xeon, projetados para servidores. A procura por essas CPUs segue em níveis críticos, estimulada por fabricantes como Dell, HP e Lenovo. Paralelamente, big techs como Microsoft, Google e Amazon continuam adquirindo esses chips em volumes elevados para ampliar suas próprias redes e infraestruturas de nuvem.

Para essas gigantes da tecnologia, o custo de manter a expansão de um data center paralisada por falta de peças é infinitamente maior do que o investimento em processadores de “qualidade inferior”. Aceitar chips com desempenho abaixo do ideal pode ter virado uma decisão estratégica de negócios.
Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água
Fonte: Tecnoblog

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.

Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.

Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.

Além de cortes, Meta congelará vagas

Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.

Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.

Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.

Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.

O foco da divisão, atualmente, é apoiar o desenvolvimento de tecnologias de IA para vestíveis, como os óculos da empresa em parcerias com a Ray-Ban e Oakley.

Microsoft oferece demissão voluntária

Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.

Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.

O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.

Bilhões direcionados à IA

As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.

A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.

O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA
Fonte: Tecnoblog

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)

Resumo

Tim Cook reconheceu Apple Maps como “primeiro grande erro” de sua gestão à frente da companhia;
Apple Maps foi lançado em 2012, à época, com falhas como imagens distorcidas, ausência de mapas em locais, rotas imprecisas e estabelecimentos incorretos;
hoje, Apple Maps (Apple Mapas, no Brasil) é um serviço muito mais confiável, sendo chamado de “melhor aplicativo de mapas do planeta” por Tim Cook.

Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.

O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.

À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.

14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:

Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.

Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.

Tim Cook, CEO da Apple

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo

Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.

É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.

Embora o serviço funcione no Brasil desde 2012, para muita gente, a estreia verdadeira ocorreu no fim de 2019, quando o Apple Mapas começou a oferecer navegação curva a curva no Brasil.

Outros recursos foram sendo implementados de lá para cá. Vale até destacar que, em 2023, a Apple passou a capturar imagens de 360º de cidades brasileiras para abastecer a função Olhe ao Redor, equivalente ao modo Street View, do Google.

Em tempo: Tim Cook deixará de ser CEO da Apple em setembro de 2026.
O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)
Fonte: Tecnoblog

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

Galaxy S26 foi lançado no final de fevereiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A divisão mobile da Samsung pode registrar prejuízo anual pela primeira vez.
Segundo a imprensa sul-coreana, o motivo seria a queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.
Mesmo com a fabricante aumentando o preço dos seus smartphones, o custo não teria sido compensado pelos gastos.

A divisão de smartphones da Samsung pode registrar prejuízo em todo o ano de 2026, segundo informações da imprensa sul-coreana. O alerta teria sido feito internamente pelo chefe da área mobile, Roh Tae-moon, diante da queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.

De acordo com o jornal Money Today, esse seria o primeiro resultado anual negativo da divisão desde sua criação, em 2021. A pressão vem principalmente do encarecimento de componentes, que tem afetado toda a indústria e forçado fabricantes a subir preços ou operar com margens menores.

A própria Samsung aumentou o preço de tabela de vários dos seus smartphones. Mesmo com o bom desempenho comercial do recém-lançado Galaxy S26, a estratégia não teria sido suficiente para compensar os custos. 

“Considerando que o Galaxy S26 Ultra geralmente vem equipado com 12 GB de [memória] LPDDR5X, um supercomputador de IA consome a memória de cerca de 4.600 smartphones”, alerta a publicação.

Ainda assim, o lucro total da Samsung aumentou oito vezes. Embora pareça contraditório, esse lucro se concentra basicamente na área da crise: o negócio de memória da fabricante cresceu com a alta demanda, já que Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% do mercado global de memórias DRAM.

Escassez de chips pode durar mais que o esperado

Há poucos dias, o jornal japonês Nikkei Asia fez um levantamento e reafirmou que o cenário atual da crise de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028.

O desabastecimento ocorre desde o fim do ano passado: as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para abastecimento de IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. 

De forma resumida, as líderes do setor preferiram focar na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pararam a produção das memórias de uso geral (DRAM). A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos.
Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez
Fonte: Tecnoblog

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)

Resumo

Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.
Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo
Fonte: Tecnoblog

GTA: dona da Rockstar registra alta em valor de mercado após vazamento

GTA: dona da Rockstar registra alta em valor de mercado após vazamento

Receita com dinheiro fictício apareceu em documentos vazados (imagem: divulgação)

Resumo

O vazamento do grupo hacker ShinyHunters elevou as ações da Take-Two Interactive, empresa que controla a Rockstar Games.
A companhia teve um salto de US$ 202 para US$ 208 no pregão de 14/04, após dados do GTA Online apontarem boa saúde financeira.
Os dados vazados indicam arrecadação de mais de US$ 1 milhão por dia e receita anual de US$ 500 milhões.

O que deveria ser um golpe contra a Rockstar Games, responsável pelas franquias GTA e Red Dead, parece ter se tornado combusível para a Take-Two Interactive, empresa que controla o estúdio. Após o vazamento de dados confidenciais realizado pelo grupo hacker ShinyHunters, a companhia registrou um de seus melhores dias no mercado em 2026.

Isso porque os dados revelaram uma boa saúde financeira com o GTA Online, que continua gerando cifras bilionárias. Segundo o portal Video Game Chronicles, ao abrir o pregão na manhã de terça-feira (14/04), as ações da Take-Two saltaram de aproximadamente US$ 202 para quase US$ 208 e, ao fim do dia, já registrava um dos melhores momentos no ano.

Receita com Shark Cards

GTA Online é uma das grandes fontes de receita da empresa (imagem: divulgação)

A principal fonte dessa receita astronômica continua sendo a venda dos Shark Cards, que permitem aos usuários adquirir moeda virtual com dinheiro real.

Os cartões variam desde o Tiger Shark, de US$ 4,99 por US$ 250 mil no jogo até o Megalodon Shark, que custa US$ 99,99 e entrega US$ 10 milhões em dinheiro. No Brasil, a versão mais barata sai por R$ 25 reais, enquanto o “valor bilionário” custa R$ 499.

Com esses valores e o número de clientes apresentados pelos dados vazados, estima-se que o GTA Online arrecade mais de US$ 1 milhão por dia, mantendo uma receita anual na casa dos US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões).

A força dessas microtransações em 2026 confirma que o modo online se tornou um gigante comercial que sustenta a empresa até a chegada do GTA 6. O novo jogo deve chegar em novembro deste ano.

Entenda o caso

Toda a situação teve início no último fim de semana. Após acessar documentos confidenciais, o grupo criminoso ShinyHunters ameaçou divulgá-los caso a a Rockstar Games não atendesse às exigências do grupo.

Na ocasião, a Rockstar confirmou que a invasão era legítima, mas minimizou o impacto do ocorrido. Segundo a companhia, o incidente não teria efeito material sobre o estúdio ou sobre o desenvolvimento de GTA 6.

Diante da recusa da empresa em pagar o resgate, os hackers liberaram os arquivos, contendo métricas de faturamento do jogo nas plataformas. Até o momento, a Rockstar não revelou planos oficiais para a próxima iteração do modo online, que deve ser integrado ao novo título da série.

GTA: dona da Rockstar registra alta em valor de mercado após vazamento

GTA: dona da Rockstar registra alta em valor de mercado após vazamento
Fonte: Tecnoblog

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

Apple foi incorporada em 1º de abril de 1976 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Tim Cook afirma que a Apple ainda reflete a influência de Steve Jobs, destacando a presença contínua do cofundador na cultura de inovação da empresa.
Cook defende o diálogo com o governo de Trump como estratégia para combater a polarização e garantir que a Apple seja ouvida.
A Apple mantém uma política de diálogo global com governos, visando consistência nos valores e adaptação às regulamentações locais.

Aproveitando as comemorações do cinquentenário da Apple, o CEO Tim Cook concedeu uma entrevista à revista Esquire para discutir o passado e o futuro da gigante de Cupertino. O marco histórico serviu para o executivo refletir sobre a influência duradoura do cofundador Steve Jobs no DNA e na cultura de inovação da empresa.

Além da nostalgia, Cook usou o espaço para abordar o atual cenário político e responder a críticas. O líder da maçã justificou os diálogos frequentes de sua gestão com o governo de Trump, defendendo que a aproximação é a melhor via para combater a polarização.

Influência e ideais do executivo continuam guiando a empresa meio século depois (imagem: reprodução/Albert Watson)

A influência de Steve Jobs

A Apple completou meio século de estrada consolidada como uma das empresas mais valiosas do planeta. É quase impossível olhar para o histórico de produtos que redefiniram a tecnologia e não pensar em Steve Jobs. Para Tim Cook, a figura do amigo e ex-chefe continua onipresente. “Penso nele com frequência — e nos últimos meses, pensando no 50º aniversário, ainda mais. A gente sempre pensa nas coisas em que ele acreditava”, revelou.

Trabalhando ao lado de Jobs desde 1998, Cook confessou que demorou a aceitar a gravidade da doença do cofundador antes de seu falecimento, em 2011. Na época, a expectativa pessoal do atual CEO era de que Jobs continuasse como presidente do conselho para sempre. Sobre a identidade da empresa hoje, ele não hesita: “Com certeza, ainda é a empresa dele”.

Por que a Apple se aproximou de Trump?

Tim Cook tem sido alvo de críticas pela proximidade com Donald Trump. A justificativa do executivo é combater a polarização e garantir que a voz da Apple seja ouvida. Para Cook, evitar o contato com líderes políticos por diferenças ideológicas acaba agravando os problemas da sociedade.

Ele classifica a atual administração dos EUA como “acessível”, o que permite à empresa apresentar seus pontos de vista diretamente. “Eles podem não concordar, mas você pode dialogar e ser ouvido. No fim, talvez você não consiga convencê-los, mas o engajamento é essencial”, pontuou.

Essa política de “portas abertas” não é exclusividade americana. O CEO ressalta que a Apple conversa com governos do mundo todo para lidar com leis e regulamentações locais. A ideia central, segundo ele, é manter os valores da empresa consistentes e não “mudar de acordo com o vento”.

Cultura do “não” e debates internos

Tim Cook defende diálogo político e cultura de debates (imagem: reprodução/Apple)

Fiel a um dos grandes lemas da era Jobs, o atual CEO garante que a maçã continua dizendo “não a mil coisas para chegar àquela única coisa brilhante”. Esse filtro rigoroso exige muito debate interno que, segundo Cook, seria “inacreditável” para quem visse de fora.

Há mais de uma década no comando da empresa, o ex-diretor de operações costuma ver seu nome envolvido em rumores sobre quem será o seu sucessor. Mas, para acabar com as especulações dos analistas de mercado, Tim Cook disse à Esquire que, pelo menos por enquanto, não tem nenhum plano formal para se aposentar ou deixar a gigante que ajudou a erguer nas últimas décadas.
“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook
Fonte: Tecnoblog

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google Play Store reduziu taxa padrão de transações de 30% para 20%;
Desenvolvedores podem usar sistemas de pagamento próprios, mas pagarão uma taxa adicional de 5% se mantiverem sistema de faturamento da Google;
mudanças entram em vigor até 2027, variando por região, como parte de um acordo entre Google e Epic Games.

A guerra entre Google e Epic Games caminha para um desfecho que afeta toda a indústria de aplicativos no ecossistema do Android. A principal mudança oriunda de um acordo entre as partes está na redução de 30% para 20% na taxa que a Google Play Store cobra para transações feitas em apps distribuídos pela loja.

Na prática, as mudanças reduzirão os custos dos desenvolvedores referentes à distribuição de software na Google Play Store, o que pode resultar em aplicativos mais baratos para o usuário, bem como em assinaturas ou compras mais acessíveis.

Para entendermos como, é preciso, antes, conhecermos cada mudança na plataforma.

O que muda na Google Play Store, de fato?

Comecemos pela taxa sobre compras dentro do aplicativo (IAP, na sigla em inglês). Para novas instalações (app instalado pela primeira vez em um dispositivo), a taxa caiu de 30% para 20%.

Para desenvolvedores que participarem das iniciativas Apps Experience Program (novidade) e Google Play Games Level Up (programa reformulado), as taxas de IAP serão de 20% em aplicativos já instalados e de 15% para novas instalações.

Outra mudança está nas assinaturas recorrentes (para aplicativos que exigem pagamento mensal, por exemplo), cuja taxa caiu de 15% para 10%.

No centro de todas essas reduções de taxas está outra mudança importante: cada pagamento realizado dentro de um aplicativo ou jogo distribuído via Google Play Store só podia ser executado por meio do sistema de faturamento da própria plataforma; isso deixará de ser obrigatório.

Seguindo uma mudança iniciada há alguns meses, a loja permitirá que os desenvolvedores usem sistemas de pagamento próprios ou de terceiros para efetuar cobranças.

Porém, o desenvolvedor que preferir usar o sistema de faturamento da Google Play Store deverá pagar uma taxa adicional de 5% sobre o valor de cada transação. Essa porcentagem foi confirmada para os Estados Unidos, países do Espaço Econômico Europeu (EEE) e Reino Unido. Em outros mercados, essa porcentagem poderá ser diferente.

Aliás, os usuários estarão menos dependentes da própria Play Store. Outra decisão oriunda do acordo é a criação do programa Lojas de Aplicativos Registradas (em tradução livre), que permitirá que usuários de Android lidem com um processo de instalação mais simples de apps que são distribuídos por outras plataformas.

Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças na Play Store entram em vigor?

As novas políticas da Google Play Store entrarão em vigor em datas diferentes, de acordo com cada país. O cronograma de implementação ficou assim:

até 30 de junho de 2026: países do EEE, Estados Unidos e Reino Unido;

até 30 de setembro de 2026: Austrália;

até 31 de dezembro de 2026: Coreia do Sul e Japão;

até 30 de setembro de 2027: demais países.

Epic Games comemora mudanças na Play Store

É importante relembrar que essas mudanças são consequência de um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. A desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa o Google de práticas anticompetitivas.

Na ação, a Epic Games se queixa principalmente da taxa padrão de 30% cobrada até então pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As disputas nos tribunais começaram a caminhar para o fim em novembro de 2025, quando Google e Epic Games anunciaram um acordo que resultou nas mudanças descritas aqui. No X, o CEO da Epic celebrou esta, digamos, vitória:

O Google está abrindo o Android completamente, com suporte robusto para lojas concorrentes, sistemas de pagamento de terceiros e melhores condições para todos os desenvolvedores. Portanto, resolvemos todas as nossas disputas no mundo todo. OBRIGADO, GOOGLE!

Fortnite retornará à Google Play Store em breve, no mundo todo. A Epic Games Store continuará oferecendo suporte ao Android globalmente, além do Windows e do Mac, e a instalação no Android ficará muito mais fácil ainda em 2026.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

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Fonte: Tecnoblog