Category: Linux

Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC

Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC

Processamento local elimina a necessidade de pagar por créditos ou tokens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Perplexity lançou o Portable Computer, um agente de IA que roda direto no hardware do usuário, preservando a privacidade.
O processamento local das tarefas dispensa a cobrança por uso de tokens e impede que dados confidenciais vazem para a nuvem.
O sistema exige alto poder computacional, tendo como requisito mínimo uma placa de vídeo RTX 3090.

A Perplexity revelou o Portable Computer, uma nova versão de sua plataforma de inteligência artificial que é executada no próprio hardware do usuário. O objetivo da iniciativa é tirar as cargas de trabalho da nuvem e levá-las para os computadores locais, garantindo a privacidade absoluta de arquivos sensíveis e cortando os custos gerados pelo consumo de tokens no ambiente corporativo.

A novidade foi desenvolvida em parceria com a Nvidia e já está disponível globalmente para sistemas baseados em Linux. A chegada do suporte oficial para o Windows está agendada para setembro, enquanto arquiteturas Apple Silicon (Macs com chips M) seguem fora do radar de desenvolvimento.

O software liberado na terça-feira (25/08) é uma versão “turbinada” do projeto original “Computer”, introduzido pela empresa em fevereiro deste ano. A versão anterior permitia operar um agente autônomo em dispositivos como o Mac Mini, mas o trabalho pesado de processamento ainda dependia de servidores externos.

Com o Portable Computer, toda a infraestrutura roda de forma isolada na máquina. Para dar conta do recado, o sistema exige equipamentos com alto poder de processamento, limitando o uso inicial a supercomputadores de mesa, como o DGX Spark, e a PCs equipados com GPUs parrudas da linha Nvidia RTX.

Today we’re launching Portable Computer on @NVIDIA DGX Spark.Portable Computer is a fully local version of Perplexity Computer, where the entire runtime: orchestrator LLM, subagent LLM, agent harness all run on your local hardware. No cloud dependency. pic.twitter.com/plVWz5PaAw— Perplexity (@perplexity_ai) August 25, 2026

Como o Portable Computer garante a privacidade?

O mercado corporativo tem mudado seu foco das simples interações de chat para agentes de IA, o que gera uma demanda maior por poder de processamento e faturas altíssimas. Ao executar as tarefas localmente, o usuário simplesmente deixa de ser cobrado a cada requisição. Segundo o vice-presidente de engenharia de infraestrutura da Perplexity, Nate Kupp, a novidade “incorpora tudo o que é necessário para funcionar localmente”.

Caso a capacidade do hardware chegue ao limite durante uma análise muito complexa, o sistema é inteligente o suficiente para adotar um comportamento híbrido. O agente pausa a ação e pede permissão ao usuário antes de acionar um modelo de nuvem mais potente, como o Claude Opus 5.

Para não comprometer a privacidade, o software garante que o modelo remoto devolva apenas orientações em texto, sem jamais ler documentos, pastas e arquivos confidenciais que estão hospedados na máquina.

Execução local garante que dados sensíveis não sejam enviados para fora da máquina (imagem: reprodução/Perplexity)

Quais são os requisitos de hardware?

Devido à alta carga de trabalho autônoma, a Perplexity estabeleceu requisitos rígidos: pelo menos 24 GB de VRAM, o que requer uma GPU de alto desempenho, como a GeForce RTX 3090 ou superior.

No lançamento, o Portable Computer pode ser configurado nativamente com o modelo Qwen 3.8 27B ou o PPLX 27B (uma versão otimizada internamente com base no Qwen).

A documentação oficial da ferramenta também confirmou o suporte iminente à arquitetura Nemotron, composta por modelos de código aberto da própria Nvidia.

Sistema exige placas de vídeo de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Apesar de rodar localmente, a plataforma conta com forte integração a aplicativos externos como Google Drive, Gmail, GitHub e Slack. Na prática, a IA consegue extrair informações financeiras, mastigar dados de planilhas e compartilhar análises prontas sem qualquer intervenção humana.

Em termos de desempenho, o modelo integrado foi testado no Local Knowledge Work Bench, uma avaliação da própria Perplexity composta por 53 tarefas de análise e pesquisa. Executando o modelo PPLX 27B em um DGX Spark, a precisão bateu os 85,4%. O sistema exigiu menos tempo de processamento em comparação a arquiteturas abertas concorrentes, como o Raspberry Pi e o Hermes, principalmente em testes multimodais e de navegação na web.

Neste primeiro momento, o software está restrito ao Linux e a contas corporativas atreladas aos planos Pro. Segundo a Reuters, a Nvidia estuda um investimento que poderia avaliar a Perplexity em US$ 30 bilhões (cerca de R$ 154 bilhões em conversão direta).
Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC

Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC
Fonte: Tecnoblog

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

O WSL integra o ambiente do Ubuntu na área de trabalho do Windows 11 (imagem: reprodução/Canonical)

Resumo

A base de usuários do Ubuntu no Windows 11, via Subsistema Windows para Linux (WSL), está crescendo mais do que as instalações nativas, de acordo com a Canonical.
Desenvolvedores preferem o Linux no Windows 11 devido à praticidade e restrições no ambiente de trabalho, que normalmente não permitem a configuração de outros sistemas em dual-boot.
A Microsoft atraiu o público do Linux com melhorias no WSL, incluindo transferências de arquivos mais velozes e configurações de rede mais estáveis, permitindo até rodar modelos pesados de IA com acesso direto à GPU.

A base de usuários do Ubuntu rodando dentro do Windows 11, por meio do Subsistema Windows para Linux (WSL), está crescendo mais rápido do que as instalações nativas em desktops. A observação estatística foi feita pela Canonical, empresa responsável pelo desenvolvimento da distribuição Linux. A projeção oficial é que o uso, impulsionado pela ferramenta da Microsoft, ultrapasse o número de máquinas que rodam o sistema nativamente já nos próximos meses.

O cenário revela uma grande mudança no mercado de tecnologia. A antiga rivalidade entre os dois ecossistemas deu lugar a uma integração profunda em que o Windows atua como o sistema hospedeiro, enquanto o Linux opera como o ambiente mais prático de desenvolvimento e execução de códigos.

Por que desenvolvedores preferem o Linux no Windows 11?

O fenômeno ganha força no meio corporativo devido à união entre praticidade e restrições comuns no ambiente de trabalho. Profissionais de tecnologia costumam receber máquinas equipadas com Windows dos empregadores, sujeitas a políticas de segurança que proíbem a formatação do equipamento ou a configuração de outros sistemas em dual boot.

O vice-presidente de Engenharia da Canonical, Jon Seager, explicou em entrevista ao The Pragmatic Engineer que a demanda é impulsionada, em grande parte, por fluxos de trabalho que envolvem inteligência artificial e aprendizado de máquina. Com o WSL, o usuário instala o Ubuntu no ambiente da Microsoft. Uma vez configurado, a interação ocorre pelo aplicativo de Terminal, permitindo acessar janelas gráficas do Ubuntu direto na área de trabalho do Windows, por exemplo.

Essa flexibilidade acabou tornando o WSL uma solução quase padrão. Ele entrega o ecossistema que as ferramentas de IA exigem, sem interferir na camada de gerenciamento do Windows, que executa o controle corporativo exigido pelas empresas.

O terminal do Ubuntu rodando no Windows (imagem: reprodução/Canonical)

Como a Microsoft atraiu o público do Linux?

A Microsoft investiu em melhorias profundas no WSL, como transferências de arquivos mais velozes entre os dois sistemas e configurações de rede mais estáveis. Em termos de processamento bruto, a integração já possibilita rodar modelos pesados de IA utilizando acesso direto à GPU de dentro do Linux.

A estratégia também se reflete nos servidores, com a empresa mantendo o Azure Linux, sua própria distribuição de código aberto.

Apesar dos indícios de uma inversão nas métricas de instalação, o ambiente Linux nativo ainda mantém relevância técnica em determinados cenários. O WSL não substitui a experiência de controle total sobre os recursos de hardware oferecida por um computador com Ubuntu nativo. Além disso, desenvolvedores relatam restrições de licenciamento ou conflitos de rede no WSL.
Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux
Fonte: Tecnoblog

Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”

Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”

Tux, o símbolo do Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Linux está ganhando popularidade entre as pessoas que querem fugir de todas as bugigangas do chamado Microslop, o fenômeno de colocar IA em todas as partes do Windows. De acordo com o vice-presidente de Produto da Dell, Konstantin Tuv, o sistema operacional rival está vivendo uma período de ascensão por conta disso.

“Acho que não é tão grande quanto o Windows [em representatividade de vendas], obviamente, mas estamos vendo um aumento de popularidade”. Em seguida, Tuv começou a falar sobre o trabalho de integração dos notebooks XPS com o Omarchy, uma distribuição focada em desenvolvedores, baseada no Arch Linux e com o gerenciador de janelas Hyprland.

“É aqui que tentamos nos aprofundar nisso (…) e não apenas damos suporte ao Linux, mas também (…) engajamos essa comunidade e permitimos outros tipos de soluções comunitárias [grassroots] para o cliente mais antenado e para quem talvez o Windows não seja a melhor opção”, comenta Tuv, em entrevista para o Tecnoblog durante o evento Dell Technologies World, realizado nos Estados Unidos.

Como a Dell planeja o suporte de dia um ao kernel do Linux?

A Dell já fala que 2026 é “o ano do Linux no notebook”, jogando luz para a parceria de desenvolvimento feita entre a fabricante, a Intel e a equipe do Omarchy – liderada por David Heinemeier Hansson, também conhecido como DHH, o mesmo criador do Ruby on Rails. Eles querem resolver o problema de incompatibilidade do kernel Linux com equipamentos mais novos.

Normalmente, quando um processador novo é lançado, os componentes do PC/notebook ficam inutilizáveis por meses, até que a comunidade de desenvolvedores atualize o kernel do Linux. Por isso é um desafio usar o sistema em aparelhos mais recentes.

Na linha XPS 14 e 16, modelos lançados em 2026, as três equipes (Dell, Intel e Omarchy) trabalharam para lançar uma solução temporária para o kernel oficial, o “linux-ptl”. A sigla “ptl” corresponde a Panther Lake, nova geração da Intel.

Com isso, ao instalar o Omarchy em um XPS, usuários podem ver o “linux-ptl” na tela de boot. A ideia é que a solução seja substituída pelo Linux 7.0, mas até lá, todos os componentes de hardware como som, câmera, tela, Wi-Fi e até a NPU (Unidade de Processamento Neural, para recursos de IA) seguem funcionando normalmente.

Vale ressaltar que esse trabalho não ficou restrito aos PCs da Dell ou à distribuição Omarchy. A solução “linux-ptl” foi enviada para o kernel principal do Linux e pode ser aplicada tanto a outros notebooks com Panther Lake quanto a outras distribuições, como o Ubuntu.

Mais Dell: lideranças falam sobre IA e mercado de trabalho

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O repórter viajou para os Estados Unidos a convite da Dell Technologies
Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”

Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”
Fonte: Tecnoblog

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Kernel Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Linux encerrará suporte a processadores AMD K5, lançados em 1996, a partir da versão 7.2 do kernel em 2026;

motivo principal é ausência ou implementação despadronizada do recurso Time Stamp Counter (TSC) em determinadas variantes desses chips;

modelos antigos da Cyrix sem suporte a TSC também serão afetados pela medida.

Lançados em 1996, os processadores AMD K5 deixarão de ser suportados pelo Linux em breve. A remoção do suporte deve começar, oficialmente, pela versão 7.2 do kernel, a ser lançada no segundo semestre de 2026. O motivo principal da decisão? Os esforços necessários para manter suporte a CPUs sem “TSC” (você já vai entender).

TSC é a sigla para Time Stamp Counter. Trata-se de um recurso presente em chips x86 que conta os ciclos do processador desde o momento em que ele entra em operação (a contagem é zerada quando o computador é desligado, obviamente). O TSC pode ser usado para agendamento de processos, checagem de desempenho, sincronização de tarefas, entre outras ações.

O problema é que algumas variantes do AMD K5 não contavam com TSC ou o implementavam de modo despadronizado. Para lidar com esses chips, o kernel Linux precisa manter um código adicional que faz uma espécie de emulação desse recurso ou aciona mecanismos de contagem alternativos, que são mais lentos ou complexos.

Esse código adicional requer esforços de manutenção. Então, os desenvolvedores precisam, de tempos em tempos, definir o que deve ser mantido e o que deve ser removido do kernel para não só otimizar esses esforços, como também para garantir que o projeto não fique “inchado”.

Neste ponto, o contexto desta história fica visível: o AMD K5 é um chip introduzido na década de 1990 e, portanto, pouco usado atualmente; nesse cenário, os esforços para manter o suporte ao modelo não compensam mais, presumivelmente.

Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Quando o AMD K5 será “aposentado” no Linux?

O Phoronix encontrou referências para a remoção de chips x86 sinalizados como “sem TSC” no repositório do kernel Linux 7.2, versão que deve ser lançada entre agosto e outubro de 2026. A versão atual é o kernel Linux 7.0, vale relembrar.

Além do AMD K5, a medida valerá para outros chips i586/i686 sem suporte adequado a TSC, a exemplo de alguns modelos da família Cyrix.

Atualmente, os desenvolvedores preparam o lançamento do kernel 7.1, versão que marcará o fim do suporte a processadores i486 no Linux.
Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5
Fonte: Tecnoblog

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

kernel Linux deve iniciar remoção do suporte aos chips i486 na versão 7.1;
suporte ao i486 gera código legado e rotinas de emulação x86-32 para CPUs 32 bits antigas, o que consome tempo de manutenção;
Linux já encerrou suporte a chips i386 em 2012 por motivo semelhante.

Introduzidos no final dos anos 1980 e popularizados na década seguinte, os processadores i486 deverão deixar de ser suportados pelo kernel Linux. Desenvolvedores do projeto já se movimentam para que as linhas de código referentes a esses chips deixem de existir. Entre eles está Linus Torvalds.

O motivo: os chips i486 são muito antigos e, consequentemente, são pouco utilizados atualmente. Sobre isso, há cerca de um ano, Torvalds chegou a comentar:

Eu realmente tenho a sensação de que é hora de deixar o suporte ao i486 para trás.

Não há nenhuma razão real para alguém desperdiçar um segundo de esforço de desenvolvimento com esse tipo de problema.

Linus Torvalds

A qual problema Torvalds se refere? Também no ano passado, Ingo Molnar, outro importante desenvolvedor do projeto, explicou o porquê de o suporte a chips i486 ser complicado no Linux:

Na arquitetura x86, nós temos vários recursos complexos de emulação de hardware em x86-32 para suportar CPUs antigas de 32 bits que pouquíssimas pessoas usam com kernels modernos.

Essa compatibilidade às vezes causa problemas que as pessoas gastam tempo para resolver, tempo este que poderia ser gasto em outras atividades.

Ingo Molnar

Faz sentido. Código pouco usado em um projeto tão importante e complexo como o Linux exige esforços de manutenção, adaptação e até otimização para que o kernel não fique “inchado” ou tenha problemas de desempenho. Convém direcionar esforços para aquilo que tem mais prioridade.

Em tempo, o nome i486 faz referência à linha de processadores 80486 (ou somente 486) de 32 bits que a Intel lançou no fim dos anos 1980 e início da década de 1990. Também houve alternativas oferecidas pela concorrência, a exemplo dos chips Am486, da AMD.

Não seria um movimento inédito. Basta nos lembrarmos de que, em 2012, o kernel Linux perdeu suporte aos chips i386, que antecederam os processadores i486, por razões parecidas.

Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Quando o suporte a i486 deixará de existir no Linux?

Linus Torvalds e sua turma trabalham atualmente no kernel Linux 7.0, versão que pode ser anunciada oficialmente já no próximo fim de semana. Porém, o Phoronix observou que uma alteração de código que dá início à remoção do suporte a i486 foi inserida recentemente em uma ramificação relacionada ao kernel 7.1.

Isso significa que a versão seguinte ao Linux 7.0 é que deve dar início ao processo de aposentadoria dos chips 486 na plataforma. Mas não pense que esta será uma decisão tomada às pressas: discussões sobre o fim do suporte a chips i486 no Linux existem pelo menos desde 2022.

Quem tem um PC 486 em atividade não ficará desamparado, porém. Neste caso, a solução é recorrer a uma distribuição Linux com uma versão anterior do kernel e que, como tal, mantém suporte a esse tipo de processador.
Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo
Fonte: Tecnoblog

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.
Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte
Fonte: Tecnoblog

Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez

Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez

Bill Gates e Linus Torvalds (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Em tempos de inteligência artificial generativa, a imagem que abre esse texto poderia ser falsa. Mas não é. Bill Gates, cofundador da Microsoft, e Linus Torvalds, criador do Linux, se encontraram pela primeira vez após décadas de rivalidade.

Não que um fosse inimigo declarado do outro. Mas, ideologicamente, ambos sempre ocuparam posições opostas. Enquanto o Windows é mantido como parte de um ecossistema comercial e fechado, o Linux segue um modelo de código aberto para uso livre por qualquer organização ou indivíduo.

Não está claro se Bill Gates e Linus Torvalds trataram dessa rivalidade. A postura amigável de ambos na foto sugere que não.

O encontro entre os dois foi intermediado por Mark Russinovich, executivo do alto escalão da Microsoft, e contou com a presença de Dave Cutler, conhecido por ser o principal desenvolvedor do Windows NT.

Na postagem no LinkedIn em que divulga a foto do icônico encontro, Russinovich declarou:

Eu tive a emoção da minha vida, oferecendo um jantar a Bill Gates, Linus Torvalds e David Cutler. Linus nunca conheceu Bill, e Dave nunca conheceu Linus. Nenhuma decisão importante sobre o kernel [Linux] foi tomada, mas talvez no próximo jantar.

Mark Russinovich, Bill Gates, Linus Torvalds e David Cutler (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Por que o encontro de Gates e Torvalds é tão marcante?

Por causa de seu trabalho com o Linux, Linus Torvalds chegou a ser considerado um “novo Bill Gates” ou um “novo Steve Jobs”. Mas ele nunca quis formar uma megacorporação.

Em mais de uma ocasião, Torvalds explicou que criou o Linux para atender a uma necessidade própria. O projeto poderia ajudar outras pessoas, por isso, o Linux passou a ser mantido por uma comunidade da qual Torvalds é líder até hoje.

Embora Gates nunca tenha morrido de amores pelo Linux, o período em que a Microsoft atacou o projeto correspondeu à fase em que Steve Ballmer esteve à frente da companhia (entre 1998 e 2014). Mas tudo indica que Gates nunca teve problemas com Torvalds, razão pela qual é um tanto surpreendente que ambos nunca tivessem se encontrado.

Se já houve oportunidade de encontro, talvez ela tenha sido recusada, mas por Linus Torvalds. Ele já fez algumas provocações contra a Microsoft. Uma das frases atribuídas a Torvalds é: “a Microsoft não é má, eles apenas fazem sistemas operacionais realmente ruins”.

Mas o tempo passa. Hoje, a Microsoft já não abomina o Linux como antes (o Windows Subsystem for Linux é um exemplo notável dessa mudança de postura) e Torvalds já não é tão crítico com relação à companhia. Diante disso, não dá para negar que Russinovich foi perspicaz em fazer esse encontro ocorrer.
Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez

Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez
Fonte: Tecnoblog

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Windows e Office por LibreOffice e Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dinamarca vai substituir o Windows e Microsoft 365 por Linux e LibreOffice até o fim de 2025.
O objetivo é reduzir custos com licenças e dependência de grandes empresas de tecnologia.
A decisão também tem motivação política, ligada à relação conturbada do país com os EUA após as falas de Donald Trump sobre a Groenlândia.

O Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a decisão de trocar o Windows e o Microsoft 365 (Office) por soluções de código-fonte aberto. A partir do próximo mês, o órgão governamental começará a usar distribuições Linux e o LibreOffice no lugar dos softwares da Microsoft.

Se você acha que a decisão tem relação com o fim do suporte ao Windows 10, previsto para acontecer a partir de 14 de outubro de 2025, achou certo. Mas esse não é o único motivo: o ministério também quer reduzir os custos com licenciamento de software.

Tem mais. De acordo com o jornal dinamarquês The Local, a ministra da digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, quer tornar o país menos dependente de gigantes da tecnologia, o que envolve a Microsoft.

Ainda segundo o veículo, também há motivações políticas. A Microsoft é uma companhia americana, e a relação entre Dinamarca e Estados Unidos não tem sido das mais amigáveis atualmente.

Em parte, a causa dessa instabilidade política entre os dois países está nas declarações do presidente Donald Trump sobre assumir o controle da Groenlândia, território que faz parte do Reino da Dinamarca.

Não se trata exatamente de uma retaliação, mas de uma abordagem preventiva: existe a preocupação de que a administração Trump tome alguma iniciativa contra a Dinamarca que, de uma hora para a outra, dificulte o acesso do país a soluções tecnológicas fornecidas por empresas americanas.

Writer, editor de textos do LibreOffice (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Como será a migração para Linux e LibreOffice?

O abandono das soluções da Microsoft será gradativo. Pelo menos inicialmente, o objetivo é fazer a mudança para Linux e LibreOffice no próprio Ministério de Assuntos Digitais.

A migração terá início em julho, mas o objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Não está claro se, depois disso, haverá migração para softwares de código aberto em outros ministérios ou órgãos do governo da Dinamarca. Seja como for, a decisão vem na esteira de um anúncio similar feito recentemente pelas administrações municipais de Copenhague e Aarhus.

É claro que esse tipo de mudança não é simples e pode não ter o efeito esperado. Por isso, a ministra Caroline Stage tratou de avisar: “se a mudança se mostrar muito complicada, poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações de The Local e Politiken
Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux
Fonte: Tecnoblog

Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas

Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas

Tela inicial do TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vira e mexe falamos de distribuições Linux por aqui, mas sempre de iniciativas estrangeiras, como a chinesa AnduinOS. Isso faz parecer que não há distribuições no Brasil. Mas elas existem, sim. É o caso do TigerOS, que é voltado a empresas, mas pode lidar tranquilamente com aplicações domésticas.

Esse não é um projeto grande, mantido por uma organização, mas o resultado do trabalho pessoal de alguns poucos desenvolvedores, com Daigo Azuka atuando como líder.

Tampouco este é um projeto recente. Ao Tecnoblog, Azuka contou que a distribuição surgiu em 2007 e que, hoje, o objetivo do projeto é ser “referência nacional em Linux para desktop”.

Ainda de acordo com Azuka, o foco do projeto são mesmo empresas, mas a distribuição pode ser adotada por escolas, ONGs e órgãos públicos, dado o fato de o sistema ser enxuto.

Mas, como já dito, nada impede o uso do TigerOS para fins domésticos. A simplicidade do projeto torna a distribuição interessante a um PC encostado que talvez você tenha em casa, por exemplo — com o fim do suporte ao Windows 10 se aproximando, quem sabe?

Firefox no TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como é o TigerOS?

Atualmente na versão 23.2.4, o TigerOS é baseado em uma versão LTS (com suporte de longo prazo) do Kubuntu. As suas principais características incluem:

kernel Linux 6.11

ambiente gráfico Plasma 5.27

gerenciador de pacotes Muon

pacote de escritório OnlyOffice

Firefox como navegador padrão

Os requisitos mínimos de hardware para instalar o TigerOS incluem processador AMD ou Intel de 64 bits e 1 GHz, 2 GB de RAM e 30 GB de armazenamento.

A interface é limpa. Assim que o sistema operacional é carregado, uma barra inferior que pode ser comparada à barra de tarefas do Windows aparece. Ela contém um menu de início, à esquerda, organizado em categorias e que, como tal, dá acesso rápido aos principais aplicativos instalados.

Menu de início do TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Testei o sistema a partir de um pendrive (ou seja, fiz uma execução “live CD”), então não posso falar com precisão do desempenho. Mas as minhas impressões iniciais sobre esse aspecto foram positivas: os aplicativos carregaram rapidamente, todos os componentes funcionaram a contento (como saídas de áudio e conexões Bluetooth) e não notei lentidão ou erros.

Outro detalhe interessante é que, assim que o TigerOS é carregado pela primeira vez, uma tela de configurações rápidas aparece. Por ali é possível escolher o tema do desktop, instalar um navegador diferente do padrão (como o Google Chrome ou o Microsoft Edge) e até adicionar uma ferramenta de IA (como o ChatGPT).

Boas-vindas do TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

É claro que o projeto tem pontos a melhorar. Por exemplo, no site oficial do TigerOS, senti falta de informações sobre os recursos atuais da distribuição, a exemplo de uma página com “releases notes”.

Em contrapartida, os desenvolvedores disponibilizam tutoriais no YouTube que ensinam os recursos básicos do sistema, conteúdo que é interessante principalmente para usuários iniciantes. Há ainda um grupo de suporte no Telegram, com participação gratuita para qualquer interessado.

Se vale a pena usar uma distribuição Linux mantida por um time pequeno de pessoas, sem uma estrutura técnica abrangente por trás, depende de cada necessidade. No meu caso, essa é uma distribuição que eu usaria facilmente para dar sobrevida a um PC antigo, por exemplo.

Seja como for, fico satisfeito em ver projetos de distribuições brasileiras sendo tocados (há outros, como Mauna e, notavelmente, BigLinux). Por um momento, isso me lembrou dos bons tempos de Kurumin Linux. Quem viveu essa fase, sabe.
Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas

Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas
Fonte: Tecnoblog

O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux

O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux

Interface do Debian 12 com ambiente GNOME, mostrando o navegador Firefox e o terminal com informações do sistema (Imagem: Reprodução/The Debian Project)

Debian é uma distribuição Linux lançada em 1993 que une o kernel livre do Linux a milhares de pacotes prontos, criando um sistema operacional completo, estável e versátil.

Idealizado por Ian Murdock e mantido por uma comunidade global de voluntários, o projeto adota princípios abertos e democráticos, garantindo atualizações transparentes e um ecossistema sempre ativo.

Com suporte de longo prazo, enorme repositório de aplicativos, compatibilidade ampla e servindo de base para outras distros famosas, o Debian oferece robustez para desktops, servidores e muito mais. Continue a leitura para conhecer todos os detalhes, vantagens e possíveis limitações dessa distribuição.

ÍndiceO que é Debian?Qual é o significado de Debian?O que significa o logo do Debian?Qual é a história do Debian?O Debian é open source?Quais são as principais características do Debian?Quais são as vantagens do Debian?Quais são as desvantagens do Debian?Quais são as versões do Debian?Quais são as principais distribuições baseadas no Debian?Onde posso baixar o Debian?O Debian é gratuito?Qual é a diferença entre Debian e Ubuntu?Qual é a diferença entre Debian e Linux?Qual é a diferença entre Debian e Windows?

O que é Debian?

Debian, também conhecido como Debian GNU/Linux, é um sistema operacional livre que une o kernel Linux a milhares de programas empacotados no formato .deb, gerenciados pelo APT (Advanced Package Tool), oferecendo um ambiente completo para desktops, servidores e dispositivos embarcados.

Qual é o significado de Debian?

O nome “Debian” nasceu da criatividade do fundador Ian Murdock, que pegou “Deb” — referência a Debra, sua então namorada — e juntou com “ian”, de seu próprio nome. A junção simboliza desde o princípio o caráter pessoal e comunitário da distribuição, que começou como um projeto caseiro e cresceu com a colaboração de milhares de voluntários ao redor do mundo.

O que significa o logo do Debian?

O espiral vermelho, criado pelo designer Raul Silva e escolhido por votação dos desenvolvedores em 1999, nunca recebeu um significado oficial. Com o tempo, porém, a comunidade passou a vê‑lo como metáfora da evolução constante e colaborativa do Projeto Debian. A curva em sentido anti‑horário remete a símbolos ancestrais de rotação, retorno e lar encontrados em hieróglifos egípcios, ideogramas chineses e sinais navais.

Logo espiral do Debian, símbolo oficial da distribuição Linux mantida por voluntários (Imagem: Reprodução/The Debian Project)

Qual é a história do Debian?

O Debian nasceu em agosto de 1993, quando Ian Murdock anunciou a criação de uma nova distribuição Linux livre sob a tutela da Free Software Foundation. A ideia era oferecer um sistema realmente aberto, consistente e fácil de manter, em contraste com os pacotes “soltos” que circulavam na época. Esse esforço coletivo logo recebeu o nome de Projeto Debian.

Nos anos seguintes, a comunidade cresceu e instituiu pilares que moldam o projeto até hoje: o Contrato Social, que define compromissos com o software livre e a transparência, e as Diretrizes Debian de Software Livre (DFSG), que orientam quais pacotes entram no repositório principal. Em 1997, o Debian tornou‑se independente da FSF e passou a ser gerido democraticamente por desenvolvedores voluntários.

Para equilibrar estabilidade e inovação, o Projeto Debian adotou três ramos (stable, testing e unstable) permitindo ciclos de lançamento previsíveis e upgrades seguros. A distribuição expandiu suporte a múltiplas arquiteturas, criou ferramentas como o APT e serviu de base para sistemas populares como Ubuntu, Mint e Tails, consolidando‑se como referência em software livre ao longo das décadas.

O Debian é open source?

Sim. O Projeto Debian segue integralmente o modelo open source e adota as Diretrizes Debian de Software Livre (DFSG), que asseguram a liberdade de usar, estudar, modificar e redistribuir todo pacote da seção main. Quando algum firmware ou driver proprietário é indispensável, ele fica separado nos repositórios contrib ou non‑free, instaláveis só se o usuário realmente precisar.

Quais são as principais características do Debian?

O Debian Linux combina o kernel Linux com mais de 64 mil pacotes prontos para instalação, utilizando o gerenciador APT para resolver dependências automaticamente. É totalmente livre e redistribuível, mantém um desenvolvimento aberto com políticas de qualidade rigorosas e oferece suporte oficial a nove arquiteturas diferentes. Suas principais caracteríscas são:

Repositório imenso de software (mais de 64 mil pacotes);

Gerenciador APT eficiente para instalação e atualizações;

Compatível com arquiteturas como x86, ARM, RISC-V, POWER, entre outras;

Desenvolvimento colaborativo e transparente segundo a Política Debian;

Sistema de acompanhamento de bugs e documentação abrangente.

Quais são as vantagens do Debian?

O sistema operacional Debian é uma escolha confiável para quem busca segurança, liberdade e desempenho estável. Ele funciona bem em servidores, computadores antigos ou modernos, além de ser uma ótima base para quem deseja personalizar o sistema conforme suas necessidades, sem depender de soluções comerciais. Algumas de suas vantagens são:

Funciona em diferentes tipos de máquinas, inclusive as mais modestas;

Totalmente gratuito e sem rastreadores ou softwares desnecessários;

Ideal para servidores por sua estabilidade e previsibilidade;

Ampla documentação e comunidade ativa para tirar dúvidas e resolver problemas.

Instalador gráfico Calamares facilita a configuração inicial do Debian 12 “Bookworm” (Imagem: Reprodução/The Debian Project)

Quais são as desvantagens do Debian?

Apesar de ser robusto e confiável, o Debian pode não agradar quem busca as versões mais recentes de softwares ou uma instalação totalmente amigável. Seu foco em estabilidade faz com que alguns pacotes estejam defasados em relação a outras distribuições, e certos firmwares proprietários exigem configuração manual. Suas principais limitações são:

Pacotes mais antigos na versão estável;

Instalação pode exigir conhecimento técnico em alguns casos;

Drivers de hardware proprietário não vêm incluídos por padrão;

Interface padrão (GNOME) sem personalizações visuais extras.

Quais são as versões do Debian?

O Debian mantém três versões principais que atendem perfis diferentes de usuários: stable, testing e unstable. Cada uma oferece um equilíbrio distinto entre estabilidade e atualização de pacotes, permitindo que o usuário escolha o nível de confiabilidade ou novidade que deseja em seu sistema. Suas principais diferenças são:

Stable: é a versão oficial e mais recomendada para uso em produção; extremamente testada, recebe apenas atualizações de segurança e correções críticas (Em 2025, Debian 12 “Bookworm”);

Testing: contém pacotes mais recentes que estão sendo preparados para se tornarem a próxima versão estável; indicada para quem quer novidades sem abrir totalmente mão de estabilidade (Em 2025, Debian 13 “Trixie”);

Unstable (Sid): ambiente de desenvolvimento contínuo com os pacotes mais atualizados; voltado para desenvolvedores e contribuintes, não recomendado para uso comum.

Quais são as principais distribuições baseadas no Debian?

Graças à sua estabilidade e repositório abrangente, o Debian serve como base para diversas outras distribuições que adaptam o sistema para públicos e finalidades específicas. Essas distros herdam a estrutura confiável do Debian, mas acrescentam interfaces personalizadas, ferramentas próprias ou focos distintos de uso. As distros mais famosas baseadas no Debian são:

Ubuntu – voltada para usuários domésticos e corporativos, com interface amigável e ciclos de atualização regulares;

Linux Mint – derivado do Ubuntu, é conhecido pela facilidade de uso e visual tradicional semelhante ao Windows;

Kali Linux – focado em testes de segurança e análise forense, amplamente utilizado por profissionais de cibersegurança;

Tails – prioriza o anonimato e a privacidade online, sendo executado em modo live sem deixar rastros;

Raspberry Pi OS (antigo Raspbian) – otimizado para rodar em dispositivos Raspberry Pi com suporte a hardware ARM.

Onde posso baixar o Debian?

O Debian pode ser baixado gratuitamente no site oficial debian.org. Estão disponíveis diferentes imagens ISO: versões completas em DVD, opções mais leves como a netinst (instalador via internet) e imagens live, que permitem testar o sistema antes da instalação.

É possível instalar o Debian em praticamente qualquer computador com arquitetura compatível, como PCs com processador x86_64 (64 bits). Também há suporte para ARM, RISC-V, POWER e outras arquiteturas, o que permite o uso em servidores, notebooks antigos, Raspberry Pi e diversos dispositivos embarcados.

O Debian é gratuito?

Sim. O Debian é totalmente gratuito para baixar, instalar, usar e distribuir. Ele segue os princípios do software livre, permitindo que qualquer pessoa acesse seu código-fonte, personalize o sistema e compartilhe com outros usuários. Não há cobrança por licença, e o projeto é mantido por uma comunidade voluntária, sem fins lucrativos.

Qual é a diferença entre Debian e Ubuntu?

O Debian é uma distribuição Linux mantida por uma comunidade global de voluntários, com foco em estabilidade, liberdade de software e transparência. Ele é indicado para usuários que desejam controle total sobre o sistema e não se importam em configurar alguns detalhes manualmente. Seus ciclos de lançamento são mais longos e sem datas fixas, priorizando confiabilidade.

Já o sistema operacional Ubuntu é baseado no Debian, mas é desenvolvido pela empresa Canonical com foco em usabilidade e suporte comercial. Ele traz pacotes mais atualizados, um instalador mais intuitivo e ferramentas próprias para facilitar a vida do usuário comum. O Ubuntu também tem versões com suporte de longo prazo (LTS), o que o torna popular em ambientes corporativos e entre iniciantes.

Qual é a diferença entre Debian e Linux?

O Debian é uma distribuição Linux, ou seja, um sistema operacional completo que combina diversas ferramentas, bibliotecas e programas com o kernel Linux. O sistema oferece tudo pronto para uso: instalador, gerenciador de pacotes, interface gráfica, atualizações periódicas e suporte a diferentes arquiteturas, ideal para desktops, servidores e muito mais.

Já o termo Linux ou “kernel Linux” se refere apenas ao núcleo do sistema, responsável por gerenciar o hardware e conectar os recursos físicos ao software. Sozinho, o kernel não forma um sistema operacional utilizável: por isso é integrado em distribuições como o Debian, que empacotam o kernel com todo o restante necessário para o funcionamento do sistema.

Qual é a diferença entre Debian e Windows?

Debian e Windows são sistemas operacionais com propostas muito diferentes. O Debian é baseado em software livre e desenvolvido de forma colaborativa, permitindo que o usuário tenha total controle sobre o sistema, desde o código-fonte até as configurações mais avançadas. É amplamente usado por quem busca segurança, personalização e independência de grandes empresas.

O sistema Microsoft Windows, por outro lado, é fechado e voltado para o grande público, oferecendo uma experiência mais padronizada e integração com ferramentas comerciais. Ele costuma ser mais simples de usar para iniciantes, mas restringe o nível de modificação e exige pagamento de licença. Enquanto o Debian favorece liberdade e transparência, o Windows prioriza praticidade e compatibilidade com o mercado.
O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux

O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux
Fonte: Tecnoblog