Category: Linux

Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”

Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”

Tux, o símbolo do Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Linux está ganhando popularidade entre as pessoas que querem fugir de todas as bugigangas do chamado Microslop, o fenômeno de colocar IA em todas as partes do Windows. De acordo com o vice-presidente de Produto da Dell, Konstantin Tuv, o sistema operacional rival está vivendo uma período de ascensão por conta disso.

“Acho que não é tão grande quanto o Windows [em representatividade de vendas], obviamente, mas estamos vendo um aumento de popularidade”. Em seguida, Tuv começou a falar sobre o trabalho de integração dos notebooks XPS com o Omarchy, uma distribuição focada em desenvolvedores, baseada no Arch Linux e com o gerenciador de janelas Hyprland.

“É aqui que tentamos nos aprofundar nisso (…) e não apenas damos suporte ao Linux, mas também (…) engajamos essa comunidade e permitimos outros tipos de soluções comunitárias [grassroots] para o cliente mais antenado e para quem talvez o Windows não seja a melhor opção”, comenta Tuv, em entrevista para o Tecnoblog durante o evento Dell Technologies World, realizado nos Estados Unidos.

Como a Dell planeja o suporte de dia um ao kernel do Linux?

A Dell já fala que 2026 é “o ano do Linux no notebook”, jogando luz para a parceria de desenvolvimento feita entre a fabricante, a Intel e a equipe do Omarchy – liderada por David Heinemeier Hansson, também conhecido como DHH, o mesmo criador do Ruby on Rails. Eles querem resolver o problema de incompatibilidade do kernel Linux com equipamentos mais novos.

Normalmente, quando um processador novo é lançado, os componentes do PC/notebook ficam inutilizáveis por meses, até que a comunidade de desenvolvedores atualize o kernel do Linux. Por isso é um desafio usar o sistema em aparelhos mais recentes.

Na linha XPS 14 e 16, modelos lançados em 2026, as três equipes (Dell, Intel e Omarchy) trabalharam para lançar uma solução temporária para o kernel oficial, o “linux-ptl”. A sigla “ptl” corresponde a Panther Lake, nova geração da Intel.

Com isso, ao instalar o Omarchy em um XPS, usuários podem ver o “linux-ptl” na tela de boot. A ideia é que a solução seja substituída pelo Linux 7.0, mas até lá, todos os componentes de hardware como som, câmera, tela, Wi-Fi e até a NPU (Unidade de Processamento Neural, para recursos de IA) seguem funcionando normalmente.

Vale ressaltar que esse trabalho não ficou restrito aos PCs da Dell ou à distribuição Omarchy. A solução “linux-ptl” foi enviada para o kernel principal do Linux e pode ser aplicada tanto a outros notebooks com Panther Lake quanto a outras distribuições, como o Ubuntu.

Mais Dell: lideranças falam sobre IA e mercado de trabalho

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O repórter viajou para os Estados Unidos a convite da Dell Technologies
Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”

Dell vê crescimento do Linux e comemora “ano do sistema no notebook”
Fonte: Tecnoblog

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Kernel Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Linux encerrará suporte a processadores AMD K5, lançados em 1996, a partir da versão 7.2 do kernel em 2026;

motivo principal é ausência ou implementação despadronizada do recurso Time Stamp Counter (TSC) em determinadas variantes desses chips;

modelos antigos da Cyrix sem suporte a TSC também serão afetados pela medida.

Lançados em 1996, os processadores AMD K5 deixarão de ser suportados pelo Linux em breve. A remoção do suporte deve começar, oficialmente, pela versão 7.2 do kernel, a ser lançada no segundo semestre de 2026. O motivo principal da decisão? Os esforços necessários para manter suporte a CPUs sem “TSC” (você já vai entender).

TSC é a sigla para Time Stamp Counter. Trata-se de um recurso presente em chips x86 que conta os ciclos do processador desde o momento em que ele entra em operação (a contagem é zerada quando o computador é desligado, obviamente). O TSC pode ser usado para agendamento de processos, checagem de desempenho, sincronização de tarefas, entre outras ações.

O problema é que algumas variantes do AMD K5 não contavam com TSC ou o implementavam de modo despadronizado. Para lidar com esses chips, o kernel Linux precisa manter um código adicional que faz uma espécie de emulação desse recurso ou aciona mecanismos de contagem alternativos, que são mais lentos ou complexos.

Esse código adicional requer esforços de manutenção. Então, os desenvolvedores precisam, de tempos em tempos, definir o que deve ser mantido e o que deve ser removido do kernel para não só otimizar esses esforços, como também para garantir que o projeto não fique “inchado”.

Neste ponto, o contexto desta história fica visível: o AMD K5 é um chip introduzido na década de 1990 e, portanto, pouco usado atualmente; nesse cenário, os esforços para manter o suporte ao modelo não compensam mais, presumivelmente.

Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Quando o AMD K5 será “aposentado” no Linux?

O Phoronix encontrou referências para a remoção de chips x86 sinalizados como “sem TSC” no repositório do kernel Linux 7.2, versão que deve ser lançada entre agosto e outubro de 2026. A versão atual é o kernel Linux 7.0, vale relembrar.

Além do AMD K5, a medida valerá para outros chips i586/i686 sem suporte adequado a TSC, a exemplo de alguns modelos da família Cyrix.

Atualmente, os desenvolvedores preparam o lançamento do kernel 7.1, versão que marcará o fim do suporte a processadores i486 no Linux.
Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5
Fonte: Tecnoblog

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

kernel Linux deve iniciar remoção do suporte aos chips i486 na versão 7.1;
suporte ao i486 gera código legado e rotinas de emulação x86-32 para CPUs 32 bits antigas, o que consome tempo de manutenção;
Linux já encerrou suporte a chips i386 em 2012 por motivo semelhante.

Introduzidos no final dos anos 1980 e popularizados na década seguinte, os processadores i486 deverão deixar de ser suportados pelo kernel Linux. Desenvolvedores do projeto já se movimentam para que as linhas de código referentes a esses chips deixem de existir. Entre eles está Linus Torvalds.

O motivo: os chips i486 são muito antigos e, consequentemente, são pouco utilizados atualmente. Sobre isso, há cerca de um ano, Torvalds chegou a comentar:

Eu realmente tenho a sensação de que é hora de deixar o suporte ao i486 para trás.

Não há nenhuma razão real para alguém desperdiçar um segundo de esforço de desenvolvimento com esse tipo de problema.

Linus Torvalds

A qual problema Torvalds se refere? Também no ano passado, Ingo Molnar, outro importante desenvolvedor do projeto, explicou o porquê de o suporte a chips i486 ser complicado no Linux:

Na arquitetura x86, nós temos vários recursos complexos de emulação de hardware em x86-32 para suportar CPUs antigas de 32 bits que pouquíssimas pessoas usam com kernels modernos.

Essa compatibilidade às vezes causa problemas que as pessoas gastam tempo para resolver, tempo este que poderia ser gasto em outras atividades.

Ingo Molnar

Faz sentido. Código pouco usado em um projeto tão importante e complexo como o Linux exige esforços de manutenção, adaptação e até otimização para que o kernel não fique “inchado” ou tenha problemas de desempenho. Convém direcionar esforços para aquilo que tem mais prioridade.

Em tempo, o nome i486 faz referência à linha de processadores 80486 (ou somente 486) de 32 bits que a Intel lançou no fim dos anos 1980 e início da década de 1990. Também houve alternativas oferecidas pela concorrência, a exemplo dos chips Am486, da AMD.

Não seria um movimento inédito. Basta nos lembrarmos de que, em 2012, o kernel Linux perdeu suporte aos chips i386, que antecederam os processadores i486, por razões parecidas.

Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Quando o suporte a i486 deixará de existir no Linux?

Linus Torvalds e sua turma trabalham atualmente no kernel Linux 7.0, versão que pode ser anunciada oficialmente já no próximo fim de semana. Porém, o Phoronix observou que uma alteração de código que dá início à remoção do suporte a i486 foi inserida recentemente em uma ramificação relacionada ao kernel 7.1.

Isso significa que a versão seguinte ao Linux 7.0 é que deve dar início ao processo de aposentadoria dos chips 486 na plataforma. Mas não pense que esta será uma decisão tomada às pressas: discussões sobre o fim do suporte a chips i486 no Linux existem pelo menos desde 2022.

Quem tem um PC 486 em atividade não ficará desamparado, porém. Neste caso, a solução é recorrer a uma distribuição Linux com uma versão anterior do kernel e que, como tal, mantém suporte a esse tipo de processador.
Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo
Fonte: Tecnoblog

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Zorin OS 18 atingiu 2 milhões de downloads em três meses após fim do suporte ao Windows 10, em 14 de outubro de 2025;
Mais de 75% dos downloads do Zorin OS 18 vieram de usuários do Windows;
Projeto Zorin OS 18 é baseado no Ubuntu 24.04.3, possui suporte de longo prazo até junho de 2029 e inclui o Wine 10.0 para compatibilidade com aplicativos do Windows.

O fim do suporte ao Windows 10 pela Microsoft encorajou muitos usuários e organizações a pelo menos testarem o Linux. Prova disso vem do Zorin OS 18: a distribuição levou apenas três meses para alcançar a marca de 2 milhões de downloads, feito notável para um projeto que, até então, parecia ser despretensioso.

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. A solução mais óbvia para quem usava esse sistema consistia em migrar para o Windows 11. O problema é que os requisitos de hardware dessa versão a tornam incompatível com PCs antigos — tipicamente, aqueles fabricados ou montados antes de 2017.

Esse cenário era o “empurrãozinho” do qual muita gente precisava para experimentar o Linux. Coincidência ou não, o Zorin OS 18 foi lançado oficialmente na mesma data em que o Windows 10 perdeu suporte.

Logo na primeira semana após o lançamento, a distribuição superou a marca de 100.000 downloads. Em novembro, depois de um mês, esse número já havia subido para 1 milhão de downloads.

Agora, nesta segunda semana de 2026, os desenvolvedores do projeto celebraram outro feito: a marca de 2 de milhões de downloads do Zorin OS 18 desde o seu lançamento oficial.

Em postagem no X, os desenvolvedores afirmam que mais de três quartos (75%) desses downloads vieram de usuários do Windows.

Gerenciador de arquivos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não há informação sobre a quantidade de downloads que correspondem a usuários do Windows 10. Nessa leva, pode haver usuários de Windows 11 que simplesmente tiverem interesse em testar a distribuição. Tampouco está claro qual é a proporção de downloads que resultaram em instalações efetivas do sistema operacional.

De todo modo, no melhor dos cenários, os números apresentados sugerem que o Zorin OS conquistou pelo menos 1,5 milhão de usuários de Windows. Para uma distribuição Linux até então não muito popular, trata-se de um avanço notável.

O que o Zorin OS 18 oferece?

O Zorin OS 18 é baseado na distribuição Ubuntu 24.04.3, foi lançado com kernel Linux 6.14 e oferece suporte de longo prazo (LTS), garantido até junho de 2029.

Um de seus diferenciais é a interface amigável, fruto de uma modificação bastante acentuada do ambiente de desktop Gnome. Até certo ponto, a interface lembra a dinâmica de uso do Windows 10. Há até uma espécie de Menu Iniciar alinhado à esquerda por ali.

Zorin OS 18 Core (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro recurso interessante é o suporte a aplicativos de Windows, efeito da incorporação do Wine 10.0 à distribuição. Isso também pode ter facilitado a migração do Windows 10 para o Zorin OS.

O Zorin OS 18 pode ser baixado a partir do site do projeto. Após o download, basta recorrer a uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.
Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte

Zorin Linux atinge 2 milhões de downloads após Windows 10 perder suporte
Fonte: Tecnoblog

Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez

Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez

Bill Gates e Linus Torvalds (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Em tempos de inteligência artificial generativa, a imagem que abre esse texto poderia ser falsa. Mas não é. Bill Gates, cofundador da Microsoft, e Linus Torvalds, criador do Linux, se encontraram pela primeira vez após décadas de rivalidade.

Não que um fosse inimigo declarado do outro. Mas, ideologicamente, ambos sempre ocuparam posições opostas. Enquanto o Windows é mantido como parte de um ecossistema comercial e fechado, o Linux segue um modelo de código aberto para uso livre por qualquer organização ou indivíduo.

Não está claro se Bill Gates e Linus Torvalds trataram dessa rivalidade. A postura amigável de ambos na foto sugere que não.

O encontro entre os dois foi intermediado por Mark Russinovich, executivo do alto escalão da Microsoft, e contou com a presença de Dave Cutler, conhecido por ser o principal desenvolvedor do Windows NT.

Na postagem no LinkedIn em que divulga a foto do icônico encontro, Russinovich declarou:

Eu tive a emoção da minha vida, oferecendo um jantar a Bill Gates, Linus Torvalds e David Cutler. Linus nunca conheceu Bill, e Dave nunca conheceu Linus. Nenhuma decisão importante sobre o kernel [Linux] foi tomada, mas talvez no próximo jantar.

Mark Russinovich, Bill Gates, Linus Torvalds e David Cutler (foto: LinkedIn/Mark Russinovich)

Por que o encontro de Gates e Torvalds é tão marcante?

Por causa de seu trabalho com o Linux, Linus Torvalds chegou a ser considerado um “novo Bill Gates” ou um “novo Steve Jobs”. Mas ele nunca quis formar uma megacorporação.

Em mais de uma ocasião, Torvalds explicou que criou o Linux para atender a uma necessidade própria. O projeto poderia ajudar outras pessoas, por isso, o Linux passou a ser mantido por uma comunidade da qual Torvalds é líder até hoje.

Embora Gates nunca tenha morrido de amores pelo Linux, o período em que a Microsoft atacou o projeto correspondeu à fase em que Steve Ballmer esteve à frente da companhia (entre 1998 e 2014). Mas tudo indica que Gates nunca teve problemas com Torvalds, razão pela qual é um tanto surpreendente que ambos nunca tivessem se encontrado.

Se já houve oportunidade de encontro, talvez ela tenha sido recusada, mas por Linus Torvalds. Ele já fez algumas provocações contra a Microsoft. Uma das frases atribuídas a Torvalds é: “a Microsoft não é má, eles apenas fazem sistemas operacionais realmente ruins”.

Mas o tempo passa. Hoje, a Microsoft já não abomina o Linux como antes (o Windows Subsystem for Linux é um exemplo notável dessa mudança de postura) e Torvalds já não é tão crítico com relação à companhia. Diante disso, não dá para negar que Russinovich foi perspicaz em fazer esse encontro ocorrer.
Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez

Momento histórico: Bill Gates e Linus Torvalds se encontram pela 1ª vez
Fonte: Tecnoblog

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Windows e Office por LibreOffice e Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dinamarca vai substituir o Windows e Microsoft 365 por Linux e LibreOffice até o fim de 2025.
O objetivo é reduzir custos com licenças e dependência de grandes empresas de tecnologia.
A decisão também tem motivação política, ligada à relação conturbada do país com os EUA após as falas de Donald Trump sobre a Groenlândia.

O Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a decisão de trocar o Windows e o Microsoft 365 (Office) por soluções de código-fonte aberto. A partir do próximo mês, o órgão governamental começará a usar distribuições Linux e o LibreOffice no lugar dos softwares da Microsoft.

Se você acha que a decisão tem relação com o fim do suporte ao Windows 10, previsto para acontecer a partir de 14 de outubro de 2025, achou certo. Mas esse não é o único motivo: o ministério também quer reduzir os custos com licenciamento de software.

Tem mais. De acordo com o jornal dinamarquês The Local, a ministra da digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, quer tornar o país menos dependente de gigantes da tecnologia, o que envolve a Microsoft.

Ainda segundo o veículo, também há motivações políticas. A Microsoft é uma companhia americana, e a relação entre Dinamarca e Estados Unidos não tem sido das mais amigáveis atualmente.

Em parte, a causa dessa instabilidade política entre os dois países está nas declarações do presidente Donald Trump sobre assumir o controle da Groenlândia, território que faz parte do Reino da Dinamarca.

Não se trata exatamente de uma retaliação, mas de uma abordagem preventiva: existe a preocupação de que a administração Trump tome alguma iniciativa contra a Dinamarca que, de uma hora para a outra, dificulte o acesso do país a soluções tecnológicas fornecidas por empresas americanas.

Writer, editor de textos do LibreOffice (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Como será a migração para Linux e LibreOffice?

O abandono das soluções da Microsoft será gradativo. Pelo menos inicialmente, o objetivo é fazer a mudança para Linux e LibreOffice no próprio Ministério de Assuntos Digitais.

A migração terá início em julho, mas o objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Não está claro se, depois disso, haverá migração para softwares de código aberto em outros ministérios ou órgãos do governo da Dinamarca. Seja como for, a decisão vem na esteira de um anúncio similar feito recentemente pelas administrações municipais de Copenhague e Aarhus.

É claro que esse tipo de mudança não é simples e pode não ter o efeito esperado. Por isso, a ministra Caroline Stage tratou de avisar: “se a mudança se mostrar muito complicada, poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações de The Local e Politiken
Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux
Fonte: Tecnoblog

Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas

Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas

Tela inicial do TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vira e mexe falamos de distribuições Linux por aqui, mas sempre de iniciativas estrangeiras, como a chinesa AnduinOS. Isso faz parecer que não há distribuições no Brasil. Mas elas existem, sim. É o caso do TigerOS, que é voltado a empresas, mas pode lidar tranquilamente com aplicações domésticas.

Esse não é um projeto grande, mantido por uma organização, mas o resultado do trabalho pessoal de alguns poucos desenvolvedores, com Daigo Azuka atuando como líder.

Tampouco este é um projeto recente. Ao Tecnoblog, Azuka contou que a distribuição surgiu em 2007 e que, hoje, o objetivo do projeto é ser “referência nacional em Linux para desktop”.

Ainda de acordo com Azuka, o foco do projeto são mesmo empresas, mas a distribuição pode ser adotada por escolas, ONGs e órgãos públicos, dado o fato de o sistema ser enxuto.

Mas, como já dito, nada impede o uso do TigerOS para fins domésticos. A simplicidade do projeto torna a distribuição interessante a um PC encostado que talvez você tenha em casa, por exemplo — com o fim do suporte ao Windows 10 se aproximando, quem sabe?

Firefox no TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como é o TigerOS?

Atualmente na versão 23.2.4, o TigerOS é baseado em uma versão LTS (com suporte de longo prazo) do Kubuntu. As suas principais características incluem:

kernel Linux 6.11

ambiente gráfico Plasma 5.27

gerenciador de pacotes Muon

pacote de escritório OnlyOffice

Firefox como navegador padrão

Os requisitos mínimos de hardware para instalar o TigerOS incluem processador AMD ou Intel de 64 bits e 1 GHz, 2 GB de RAM e 30 GB de armazenamento.

A interface é limpa. Assim que o sistema operacional é carregado, uma barra inferior que pode ser comparada à barra de tarefas do Windows aparece. Ela contém um menu de início, à esquerda, organizado em categorias e que, como tal, dá acesso rápido aos principais aplicativos instalados.

Menu de início do TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Testei o sistema a partir de um pendrive (ou seja, fiz uma execução “live CD”), então não posso falar com precisão do desempenho. Mas as minhas impressões iniciais sobre esse aspecto foram positivas: os aplicativos carregaram rapidamente, todos os componentes funcionaram a contento (como saídas de áudio e conexões Bluetooth) e não notei lentidão ou erros.

Outro detalhe interessante é que, assim que o TigerOS é carregado pela primeira vez, uma tela de configurações rápidas aparece. Por ali é possível escolher o tema do desktop, instalar um navegador diferente do padrão (como o Google Chrome ou o Microsoft Edge) e até adicionar uma ferramenta de IA (como o ChatGPT).

Boas-vindas do TigerOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

É claro que o projeto tem pontos a melhorar. Por exemplo, no site oficial do TigerOS, senti falta de informações sobre os recursos atuais da distribuição, a exemplo de uma página com “releases notes”.

Em contrapartida, os desenvolvedores disponibilizam tutoriais no YouTube que ensinam os recursos básicos do sistema, conteúdo que é interessante principalmente para usuários iniciantes. Há ainda um grupo de suporte no Telegram, com participação gratuita para qualquer interessado.

Se vale a pena usar uma distribuição Linux mantida por um time pequeno de pessoas, sem uma estrutura técnica abrangente por trás, depende de cada necessidade. No meu caso, essa é uma distribuição que eu usaria facilmente para dar sobrevida a um PC antigo, por exemplo.

Seja como for, fico satisfeito em ver projetos de distribuições brasileiras sendo tocados (há outros, como Mauna e, notavelmente, BigLinux). Por um momento, isso me lembrou dos bons tempos de Kurumin Linux. Quem viveu essa fase, sabe.
Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas

Existe distribuição Linux brasileira? O TigerOS é uma delas
Fonte: Tecnoblog

O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux

O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux

Interface do Debian 12 com ambiente GNOME, mostrando o navegador Firefox e o terminal com informações do sistema (Imagem: Reprodução/The Debian Project)

Debian é uma distribuição Linux lançada em 1993 que une o kernel livre do Linux a milhares de pacotes prontos, criando um sistema operacional completo, estável e versátil.

Idealizado por Ian Murdock e mantido por uma comunidade global de voluntários, o projeto adota princípios abertos e democráticos, garantindo atualizações transparentes e um ecossistema sempre ativo.

Com suporte de longo prazo, enorme repositório de aplicativos, compatibilidade ampla e servindo de base para outras distros famosas, o Debian oferece robustez para desktops, servidores e muito mais. Continue a leitura para conhecer todos os detalhes, vantagens e possíveis limitações dessa distribuição.

ÍndiceO que é Debian?Qual é o significado de Debian?O que significa o logo do Debian?Qual é a história do Debian?O Debian é open source?Quais são as principais características do Debian?Quais são as vantagens do Debian?Quais são as desvantagens do Debian?Quais são as versões do Debian?Quais são as principais distribuições baseadas no Debian?Onde posso baixar o Debian?O Debian é gratuito?Qual é a diferença entre Debian e Ubuntu?Qual é a diferença entre Debian e Linux?Qual é a diferença entre Debian e Windows?

O que é Debian?

Debian, também conhecido como Debian GNU/Linux, é um sistema operacional livre que une o kernel Linux a milhares de programas empacotados no formato .deb, gerenciados pelo APT (Advanced Package Tool), oferecendo um ambiente completo para desktops, servidores e dispositivos embarcados.

Qual é o significado de Debian?

O nome “Debian” nasceu da criatividade do fundador Ian Murdock, que pegou “Deb” — referência a Debra, sua então namorada — e juntou com “ian”, de seu próprio nome. A junção simboliza desde o princípio o caráter pessoal e comunitário da distribuição, que começou como um projeto caseiro e cresceu com a colaboração de milhares de voluntários ao redor do mundo.

O que significa o logo do Debian?

O espiral vermelho, criado pelo designer Raul Silva e escolhido por votação dos desenvolvedores em 1999, nunca recebeu um significado oficial. Com o tempo, porém, a comunidade passou a vê‑lo como metáfora da evolução constante e colaborativa do Projeto Debian. A curva em sentido anti‑horário remete a símbolos ancestrais de rotação, retorno e lar encontrados em hieróglifos egípcios, ideogramas chineses e sinais navais.

Logo espiral do Debian, símbolo oficial da distribuição Linux mantida por voluntários (Imagem: Reprodução/The Debian Project)

Qual é a história do Debian?

O Debian nasceu em agosto de 1993, quando Ian Murdock anunciou a criação de uma nova distribuição Linux livre sob a tutela da Free Software Foundation. A ideia era oferecer um sistema realmente aberto, consistente e fácil de manter, em contraste com os pacotes “soltos” que circulavam na época. Esse esforço coletivo logo recebeu o nome de Projeto Debian.

Nos anos seguintes, a comunidade cresceu e instituiu pilares que moldam o projeto até hoje: o Contrato Social, que define compromissos com o software livre e a transparência, e as Diretrizes Debian de Software Livre (DFSG), que orientam quais pacotes entram no repositório principal. Em 1997, o Debian tornou‑se independente da FSF e passou a ser gerido democraticamente por desenvolvedores voluntários.

Para equilibrar estabilidade e inovação, o Projeto Debian adotou três ramos (stable, testing e unstable) permitindo ciclos de lançamento previsíveis e upgrades seguros. A distribuição expandiu suporte a múltiplas arquiteturas, criou ferramentas como o APT e serviu de base para sistemas populares como Ubuntu, Mint e Tails, consolidando‑se como referência em software livre ao longo das décadas.

O Debian é open source?

Sim. O Projeto Debian segue integralmente o modelo open source e adota as Diretrizes Debian de Software Livre (DFSG), que asseguram a liberdade de usar, estudar, modificar e redistribuir todo pacote da seção main. Quando algum firmware ou driver proprietário é indispensável, ele fica separado nos repositórios contrib ou non‑free, instaláveis só se o usuário realmente precisar.

Quais são as principais características do Debian?

O Debian Linux combina o kernel Linux com mais de 64 mil pacotes prontos para instalação, utilizando o gerenciador APT para resolver dependências automaticamente. É totalmente livre e redistribuível, mantém um desenvolvimento aberto com políticas de qualidade rigorosas e oferece suporte oficial a nove arquiteturas diferentes. Suas principais caracteríscas são:

Repositório imenso de software (mais de 64 mil pacotes);

Gerenciador APT eficiente para instalação e atualizações;

Compatível com arquiteturas como x86, ARM, RISC-V, POWER, entre outras;

Desenvolvimento colaborativo e transparente segundo a Política Debian;

Sistema de acompanhamento de bugs e documentação abrangente.

Quais são as vantagens do Debian?

O sistema operacional Debian é uma escolha confiável para quem busca segurança, liberdade e desempenho estável. Ele funciona bem em servidores, computadores antigos ou modernos, além de ser uma ótima base para quem deseja personalizar o sistema conforme suas necessidades, sem depender de soluções comerciais. Algumas de suas vantagens são:

Funciona em diferentes tipos de máquinas, inclusive as mais modestas;

Totalmente gratuito e sem rastreadores ou softwares desnecessários;

Ideal para servidores por sua estabilidade e previsibilidade;

Ampla documentação e comunidade ativa para tirar dúvidas e resolver problemas.

Instalador gráfico Calamares facilita a configuração inicial do Debian 12 “Bookworm” (Imagem: Reprodução/The Debian Project)

Quais são as desvantagens do Debian?

Apesar de ser robusto e confiável, o Debian pode não agradar quem busca as versões mais recentes de softwares ou uma instalação totalmente amigável. Seu foco em estabilidade faz com que alguns pacotes estejam defasados em relação a outras distribuições, e certos firmwares proprietários exigem configuração manual. Suas principais limitações são:

Pacotes mais antigos na versão estável;

Instalação pode exigir conhecimento técnico em alguns casos;

Drivers de hardware proprietário não vêm incluídos por padrão;

Interface padrão (GNOME) sem personalizações visuais extras.

Quais são as versões do Debian?

O Debian mantém três versões principais que atendem perfis diferentes de usuários: stable, testing e unstable. Cada uma oferece um equilíbrio distinto entre estabilidade e atualização de pacotes, permitindo que o usuário escolha o nível de confiabilidade ou novidade que deseja em seu sistema. Suas principais diferenças são:

Stable: é a versão oficial e mais recomendada para uso em produção; extremamente testada, recebe apenas atualizações de segurança e correções críticas (Em 2025, Debian 12 “Bookworm”);

Testing: contém pacotes mais recentes que estão sendo preparados para se tornarem a próxima versão estável; indicada para quem quer novidades sem abrir totalmente mão de estabilidade (Em 2025, Debian 13 “Trixie”);

Unstable (Sid): ambiente de desenvolvimento contínuo com os pacotes mais atualizados; voltado para desenvolvedores e contribuintes, não recomendado para uso comum.

Quais são as principais distribuições baseadas no Debian?

Graças à sua estabilidade e repositório abrangente, o Debian serve como base para diversas outras distribuições que adaptam o sistema para públicos e finalidades específicas. Essas distros herdam a estrutura confiável do Debian, mas acrescentam interfaces personalizadas, ferramentas próprias ou focos distintos de uso. As distros mais famosas baseadas no Debian são:

Ubuntu – voltada para usuários domésticos e corporativos, com interface amigável e ciclos de atualização regulares;

Linux Mint – derivado do Ubuntu, é conhecido pela facilidade de uso e visual tradicional semelhante ao Windows;

Kali Linux – focado em testes de segurança e análise forense, amplamente utilizado por profissionais de cibersegurança;

Tails – prioriza o anonimato e a privacidade online, sendo executado em modo live sem deixar rastros;

Raspberry Pi OS (antigo Raspbian) – otimizado para rodar em dispositivos Raspberry Pi com suporte a hardware ARM.

Onde posso baixar o Debian?

O Debian pode ser baixado gratuitamente no site oficial debian.org. Estão disponíveis diferentes imagens ISO: versões completas em DVD, opções mais leves como a netinst (instalador via internet) e imagens live, que permitem testar o sistema antes da instalação.

É possível instalar o Debian em praticamente qualquer computador com arquitetura compatível, como PCs com processador x86_64 (64 bits). Também há suporte para ARM, RISC-V, POWER e outras arquiteturas, o que permite o uso em servidores, notebooks antigos, Raspberry Pi e diversos dispositivos embarcados.

O Debian é gratuito?

Sim. O Debian é totalmente gratuito para baixar, instalar, usar e distribuir. Ele segue os princípios do software livre, permitindo que qualquer pessoa acesse seu código-fonte, personalize o sistema e compartilhe com outros usuários. Não há cobrança por licença, e o projeto é mantido por uma comunidade voluntária, sem fins lucrativos.

Qual é a diferença entre Debian e Ubuntu?

O Debian é uma distribuição Linux mantida por uma comunidade global de voluntários, com foco em estabilidade, liberdade de software e transparência. Ele é indicado para usuários que desejam controle total sobre o sistema e não se importam em configurar alguns detalhes manualmente. Seus ciclos de lançamento são mais longos e sem datas fixas, priorizando confiabilidade.

Já o sistema operacional Ubuntu é baseado no Debian, mas é desenvolvido pela empresa Canonical com foco em usabilidade e suporte comercial. Ele traz pacotes mais atualizados, um instalador mais intuitivo e ferramentas próprias para facilitar a vida do usuário comum. O Ubuntu também tem versões com suporte de longo prazo (LTS), o que o torna popular em ambientes corporativos e entre iniciantes.

Qual é a diferença entre Debian e Linux?

O Debian é uma distribuição Linux, ou seja, um sistema operacional completo que combina diversas ferramentas, bibliotecas e programas com o kernel Linux. O sistema oferece tudo pronto para uso: instalador, gerenciador de pacotes, interface gráfica, atualizações periódicas e suporte a diferentes arquiteturas, ideal para desktops, servidores e muito mais.

Já o termo Linux ou “kernel Linux” se refere apenas ao núcleo do sistema, responsável por gerenciar o hardware e conectar os recursos físicos ao software. Sozinho, o kernel não forma um sistema operacional utilizável: por isso é integrado em distribuições como o Debian, que empacotam o kernel com todo o restante necessário para o funcionamento do sistema.

Qual é a diferença entre Debian e Windows?

Debian e Windows são sistemas operacionais com propostas muito diferentes. O Debian é baseado em software livre e desenvolvido de forma colaborativa, permitindo que o usuário tenha total controle sobre o sistema, desde o código-fonte até as configurações mais avançadas. É amplamente usado por quem busca segurança, personalização e independência de grandes empresas.

O sistema Microsoft Windows, por outro lado, é fechado e voltado para o grande público, oferecendo uma experiência mais padronizada e integração com ferramentas comerciais. Ele costuma ser mais simples de usar para iniciantes, mas restringe o nível de modificação e exige pagamento de licença. Enquanto o Debian favorece liberdade e transparência, o Windows prioriza praticidade e compatibilidade com o mercado.
O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux

O que é Debian? Conheça as vantagens do sistema operacional baseado em Linux
Fonte: Tecnoblog

O que é Linux? Entenda a importância dos sistemas operacionais de código aberto

O que é Linux? Entenda a importância dos sistemas operacionais de código aberto

Tux, o símbolo do Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Linux é um sistema operacional de código aberto que serve como base para uma ampla família de sistemas operacionais: as distribuições Linux. Conhecido por sua estabilidade, segurança e flexibilidade, a plataforma é uma alternativa aos sistemas proprietários.

A história do Linux começa em 1991, quando o engenheiro Linus Torvalds criou o kernel como um projeto pessoal e o disponibilizou abertamente. Essa decisão impulsionou uma comunidade global de desenvolvedores, criando uma plataforma de colaboração contínua que conhecemos hoje.

O sistema Linux tem uma ampla influência na computação moderna, sendo essencial em servidores, na computação em nuvem e em supercomputadores. O kernel também é a base do Android, o maior sistema operacional para celulares e tablets do mundo.

A seguir, entenda mais detalhes do que é Linux, sua história e como ele funciona.

ÍndiceO que é Linux?O que significa Linux?Qual é a história do Linux?Quem foi o criador do Linux?Quando o Linux foi lançado?Para que serve o Linux?Por que o Linux é importante?Como funciona o sistema operacional Linux?O que são distribuições do Linux?Quais são as vantagens do Linux?O Linux é seguro?Quais são as desvantagens do Linux?É possível usar Linux para jogos?Qual é a diferença entre Linux e Windows?Qual é a diferença entre macOS e Linux?

O que é Linux?

Linux é um sistema operacional gratuito e de código aberto, que funciona como a base para a comunicação entre o hardware e o software. Assim, ele gerencia os recursos do dispositivo, como processador, memória e armazenamento.

O que significa Linux?

O nome Linux é uma combinação das palavras “Linus”, se referindo ao criador do kernel Linus Torvalds, e “Unix”, o sistema operacional que serviu de base e inspiração para a plataforma. No entanto, a palavra em si não carrega nenhum outro significado.

Qual é a história do Linux?

A história do Linux começou em 1991, quando o engenheiro de software finlandês Linus Torvalds criou o kernel que seria a base do sistema operacional. Seu objetivo era desenvolver uma alternativa gratuita, flexível e de código aberto para computadores pessoais baseado em UNIX e MINIX.

A proposta de um sistema colaborativo atraiu rapidamente a atenção da comunidade global de desenvolvedores. Assim, eles trabalharam juntos para expandir o kernel e criar pacotes de softwares, dando origem às distribuições Linux.

Com o passar dos anos, o sistema operacional Linux demonstrou extrema versatilidade e se tornou um pilar da computação moderna. A segurança e flexibilidade ajudaram a plataforma ir além dos desktops, se transformando na base de servidores de internet, sistemas embarcados, dispositivos móveis e supercomputadores.

Linus Torvalds, o “pai do Linux” (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem foi o criador do Linux?

O criador do Linux é o engenheiro de software finlandês Linus Torvalds. Ao contrário de sistemas operacionais como o Windows, que pertencem a uma empresa específica (Microsoft), o Linux não possui um único proprietário e conta com a colaboração de desenvolvedores do mundo todo.

Quando o Linux foi lançado?

O kernel do sistema operacional Linux foi anunciado publicamente em 25 de agosto de 1991. A primeira versão oficial do kernel, a 0.01, foi lançada oficialmente em 17 de setembro do mesmo ano.

Para que serve o Linux?

O sistema Linux é extremamente versátil e com diferentes aplicações, servindo como a base para grande parte da infraestrutura tecnológica moderna. Seus usos mais comuns são:

Servidores e infraestrutura de TI: o sistema operacional é usado em servidores web, de e-mail, de bancos de dados e outros serviços de rede que sustentam a internet e operações corporativas;

Computação em nuvem: plataformas e serviços de computação em nuvem (PaaS, IaaS, SaaS) operam sobre o sistema Linux devido à flexibilidade e eficiência para gerenciar recursos em larga escala;

Dispositivos móveis: o Android, o sistema operacional mais popular para celulares e tablets, é baseado no kernel do Linux. O KaiOS também é um sistema operacional open source construído a partir do mesmo kernel;

Sistemas embarcados: o Linux é encontrado em diferentes dispositivos, como roteadores, smart TVs, câmeras de segurança, equipamentos médicos e sistemas de infoentretenimento de veículos;

Desktops e notebooks: a plataforma é uma alternativa segura e personalizável aos sistemas operacionais comerciais, como Windows e macOS, com uma vasta comunidade e disponibilidade de software;

Supercomputação: grande parte dos supercomputadores mais poderosos do mundo usam o Linux para executar tarefas científicas e de engenharia complexas;

Ambientes de desenvolvimento de software: o Linux é o sistema preferido por desenvolvedores e programadores devido às ferramentas de linha de comando, flexibilidade e compatibilidade com diversas linguagens de programação.

Por que o Linux é importante?

O Linux é um importante sistema operacional pela versatilidade explorada com o código aberto. Essa característica permitiu que ele se tornasse a base de grande parte da infraestrutura tecnológica atual, sendo essencial para servidores de internet e a expansão da computação em nuvem que sustenta os serviços online.

Os sistemas baseados em Linux são conhecidos pela estabilidade e eficiência, necessitando raramente de reinicialização. Essa confiabilidade garante a operação contínua de sistemas na indústria e em serviços essenciais, rodando de maneira otimizada mesmo em hardwares mais modestos.

A força do Linux também reside em sua comunidade global, que colabora ativamente no aprimoramento das distribuições. Esse modelo de desenvolvimento contínuo contribui com a segurança do SO, facilitando a resolução de problemas e a inovação de múltiplas áreas da tecnologia.

Como funciona o sistema operacional Linux?

O Linux é um sistema de código aberto (open-source), permitindo que o código-fonte seja publicamente acessível. Qualquer pessoa pode visualizar, modificar conforme as suas necessidades e distribuir o software para outros usuários e desenvolvedores.

A plataforma funciona com base em três partes principais:

Kernel: componente básico para o funcionamento do sistema operacional Linux. Ele controla os recursos essenciais do dispositivo, como memória e processador, e faz a comunicação entre o hardware e o resto do sistema;

Espaço do usuário: camada para tarefas ao nível de sistema. Inclui tudo que não é o Kernel, como a interface gráfica (o que você vê na tela), as ferramentas de linha de comando e os programas do sistema que gerenciam arquivos e configurações;

Aplicativos: são os programas usados no dia a dia para realizar tarefas específicas, como navegadores de internet, editores de texto e plataformas de programação.

Vale dizer que por sua característica open-source, os desenvolvedores podem recompilar o kernel para incluir ou remover funcionalidades específicas. Isso permite otimizar o sistema para determinado hardware ou objetivo de uso.

O que são distribuições do Linux?

Distribuições Linux são sistemas operacionais completos, construídos a partir do kernel Linux e de uma coleção de softwares adicionais. Existem centenas de tipos de Linux com características específicas, que podem ser aplicados em PCs, celulares, dispositivos embarcados, servidores e até supercomputadores.

Veja algumas das distribuições mais populares do Linux:

Debian: uma base sólida e influente no universo Linux, conhecida por sua estabilidade e rigoroso processo de desenvolvimento. É a fundação para muitas outras distribuições;

Ubuntu: derivada do Debian, é amplamente reconhecida por sua facilidade de uso e instalação. É muito utilizada em desktops, servidores, computação em nuvem e dispositivos de Internet das Coisas (IoT);

Fedora: desenvolvido pela Red Hat, é uma distribuição com foco na integração rápida com tecnologias recentes e ambientes corporativos. É uma escolha comum para desenvolvedores e entusiastas que desejam explorar as inovações usando Linux;

Linux Mint: baseada no Ubuntu, oferece uma experiência de desktop confortável, familiar e completa inspirada no Windows. É uma opção leve para computadores e notebooks antigos ou com configurações modestas;

Tizen: desenvolvido pela Samsung e a Linux Fundation, Tizen é uma das distribuições do Linux para dispositivos embarcados e vestíveis, como smart TVs, smartwatches e aparelhos de IoT;

Android: criado pelo Google, o sistema operacional mais popular entre os celulares e tablets foi desenvolvido a partir do kernel linux. O Android usa uma pilha de software diferente das distribuições tradicionais, sendo adaptado para as necessidades e o ecossistema móvel.

Ubuntu é uma das distribuições mais famosas de Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as vantagens do Linux?

O Linux oferece certas vantagens em relação aos outros sistemas operacionais. Algumas delas são:

Gratuidade e código aberto: não há custos de licenciamento para usar, distribuir ou modificar o Linux. O acesso ao código-fonte permite total transparência e possibilidade que qualquer pessoa o adapte às suas necessidades;

Personalização e flexibilidade: o código aberto permite que o usuário tenha controle total sobre o sistema. É possível customizar desde a interface visual até o funcionamento interno, adaptando a plataforma para usos específicos;

Segurança aprimorada: o SO tem um sistema de permissões de usuário e a criptografia de ponta a ponta que podem até eliminar o uso de antivírus para proteger a máquina. A comunidade colaborativa também oferece rápidas correções para vulnerabilidades;

Estabilidade e desempenho: o Linux pode rodar por longos períodos sem a necessidade de reiniciar. Bem como, o sistema gerencia recursos de forma eficiente, resultando em bom desempenho em hardwares mais limitados;

Variedade de distribuições: existe um amplo número de distribuições voltadas para diversos públicos e propósitos, incluindo opções para iniciantes ou usuários avançados. Isso permite escolher a opção que melhor se adapte às necessidades da pessoa;

Gerenciamento simplificado: o sistema de gerenciamento de pacotes na maior parte das distribuições facilita a instalação, atualização e remoção de softwares de forma centralizada e eficiente;

Comunidade ativa e suporte: o Linux conta com uma comunidade global colaborativa de usuários e desenvolvedores. Isso significa que é fácil encontrar ajuda, tutoriais, fóruns e documentações para aprender sobre o sistema e resolver problemas.

O Linux é seguro?

Sim, o Linux oferece ferramentas que garantem a segurança do sistema operacional. Além do suporte a criptografia de ponta a ponta, o SO possui um gerenciamento rigoroso de permissões de usuário, logs detalhados de atividade, mecanismos integrados que dificultam o acesso não autorizado e aumentam a visibilidade das operações.

A arquitetura de código aberto também reforça a segurança da plataforma, pois a ampla comunidade de desenvolvedores revisa continuamente o código em busca de falhas. Isso acelera a identificação de vulnerabilidades e a liberação de patches de segurança, mantendo o sistema atualizado e protegido.

Quais são as desvantagens do Linux?

Apesar das diversas características positivas, o Linux traz algumas desvantagens em comparação aos sistemas operacionais comerciais. Por exemplo:

Curva de aprendizado para iniciantes: os usuários acostumados com sistemas Windows ou macOS podem demorar para aprender os comandos das distribuições Linux menos amigáveis com novas interfaces e lógicas de funcionamento;

Falta de padrão: existe uma vasta quantidade de distribuições, o que pode gerar confusão na escolha e na padronização. Isso dificulta a criação de um padrão único em ambientes corporativos sem a ajuda de uma empresa especializada;

Suporte técnico corporativo pago: embora o Linux em si seja gratuito, instituições que necessitam de suporte técnico especializado para ambientes críticos precisam contratar serviços de empresas que oferecem soluções corporativas;

Disponibilidade de software comercial: muitos softwares populares, especialmente programas de edição profissional e ferramentas corporativas específicas, não têm versões nativas para Linux. Embora existam opções gratuitas de código aberto, a compatibilidade e a paridade de recursos podem ser um problema;

Compatibilidade de hardware e drivers: ocasionalmente hardwares muito novos ou específicos, como placas de vídeo, podem ter drivers limitados ou inexistentes para Linux, exigindo a configuração manual ou apresentando desempenho inferior.

É possível usar Linux para jogos?

Sim, o Linux possui ferramentas para executar jogos no sistema operacional de código aberto. Um exemplo é o Proton, desenvolvido pela Valve (criadora do Steam), que adiciona uma camada de compatibilidade que permite rodar jogos feitos para Windows.

Além do número crescente de jogos com suporte nativo ao Linux, existem distribuições otimizadas para games. Algumas opções populares são o Bazzite, Drauger OS, Ubuntu Game Pack e Fedora Game Spin.

Qual é a diferença entre Linux e Windows?

O Linux é um sistema operacional gratuito e de código aberto, aplicado em desktops, servidores, celulares e outros dispositivos. A plataforma permite que os desenvolvedores tenham acesso ao código-fonte e façam as modificações necessárias para se adaptar a diferentes necessidades, além de distribuir as versões personalizadas para outros usuários.

Por outro lado, o Windows é um sistema operacional desenvolvido pela Microsoft e projetado para computadores pessoais. A plataforma proprietária restringe o acesso ao código-fonte, impedindo qualquer forma de alteração no sistema ou a distribuição de versões modificadas.

Qual é a diferença entre macOS e Linux?

O macOS é o sistema operacional dos computadores da Apple, como o desktop iMac e a linha de notebooks MacBook. Ele é uma plataforma proprietária, o que impede o acesso do código-fonte para modificação ou distribuição.

Em contrapartida, o Linux é um SO gratuito e de código aberto compatível com diferentes categorias de dispositivos. Altamente personalizável, os usuários podem acessar e modificar o código-fonte para que a plataforma atenda suas necessidades.
O que é Linux? Entenda a importância dos sistemas operacionais de código aberto

O que é Linux? Entenda a importância dos sistemas operacionais de código aberto
Fonte: Tecnoblog

Huawei pode abandonar Windows e lançar PCs com Linux e HarmonyOS

Huawei pode abandonar Windows e lançar PCs com Linux e HarmonyOS

Notebooks da Huawei podem passar a usar Linux e HarmonyOS devido às sanções dos EUA (imagem: divulgação/Huawei)

Resumo

A Huawei deve lançar notebooks sem Windows a partir de abril, optando por Linux e HarmonyOS como sistemas operacionais.
Sanções dos EUA impedem a Huawei de negociar com a Microsoft, portanto a licença da marca chinesa para usar o Windows não deve ser renovada.
Os novos notebooks da Huawei devem chegar com aplicativos de IA baseados no LLM da DeepSeek.

A Huawei deve lançar novos notebooks sem Windows a partir de abril, dizem jornais chineses. No lugar do sistema operacional da Microsoft, a fabricante chinesa usará Linux e HarmonyOS, seu próprio SO. Devido às sanções dos Estados Unidos, a Huawei não poderá negociar com a big tech americana, motivo pelo qual estaria se adiantando ao bloqueio.

Por que a Huawei não poderá usar o Windows em seus PCs?

A Huawei foi sancionada pelos Estados Unidos e precisa de uma licença especial para utilizar o Windows. Com o retorno de Donald Trump à presidência do país, a fabricante está contando que não terá a sua licença renovada — veículos chineses dizem que ela expirou neste mês. Assim, a Huawei está proibida de utilizar o sistema operacional em seus produtos.

As alternativas para a Huawei são recorrer ao Linux e ao HarmonyOS, seu sistema operacional baseado no Android Open Source Project e no próprio Linux. Com o uso desses SOs, os notebooks da marca ficam mais baratos, já que não há o custo de licenciar um software de terceiros — basta ver a diferença entre laptops que possuem versões com Windows e Linux, ou o Lenovo Legion Go com Windows 11 e SteamOS.

HarmonyOS Next é o primeiro SO da Huawei sem usar o kernel Android (imagem: divulgação/Huawei)

A Huawei lançou em 2024 o HarmonyOS Next, versão do seu SO que não utiliza o kernel do Android. O lado negativo é que, por ser totalmente independente, ele não suporta aplicativos do Android, exigindo que desenvolvedores criem versões dedicadas de seus apps.

Porém, é mais lógico imaginar que a Huawei não usará o HarmonyOS Next nos notebooks vendidos fora da China. Isso dificultaria a vida dos usuários, que teriam que esperar que desenvolvedores adaptassem seus apps ao SO da marca. E como vimos nos Windows Phone, nem sempre o dev estará disposto a fazer isso e o produto pode morrer.

Segundo o site chinês MyDrive, os novos notebooks da Huawei também sairão de fábrica com aplicativos de IA usando o LLM da chinesa DeepSeek, que se tornou um dos principais serviços do tipo no mercado. Também é especulado que o MateBook D16 será atualizado com uma versão com Linux.

Com informações de TechSpot e MyDrive
Huawei pode abandonar Windows e lançar PCs com Linux e HarmonyOS

Huawei pode abandonar Windows e lançar PCs com Linux e HarmonyOS
Fonte: Tecnoblog