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O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 

O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 

Descubram como o Google e outras plataformas atuam como uma imensa biblioteca digital (imagem: Reprodução/The Gradient)

Um buscador da internet é um sistema que mapeia e organiza bilhões de informações em um índice digital global. Como um motor de busca, ele usa robôs para filtrar dados de páginas e arquivos multimídia e entregar resultados relevantes em segundos.

Os sites de busca funcionam por meio de crawlers, robôs que rastreiam links e processam o código-fonte das páginas da web. Em seguida, um algoritmo complexo analisa a autoridade e a qualidade do conteúdo para definir o que aparece no topo.

O Google lidera o mercado global de buscadores com 90% de participação, seguido por nomes como Bing e DuckDuckGo. Outros gigantes como Yandex e Baidu dominam regiões específicas, oferecendo ferramentas poderosas adaptadas para os idiomas locais.

A seguir, entenda melhor o conceito de buscadores web e como eles funcionam detalhadamente. Também descubra como eles selecionam os conteúdos em destaque.

ÍndiceO que é um buscador da internet?Para que serve um buscador web?Como funciona um buscador da internet? Como os buscadores escolhem quais sites aparecem primeiro?Quais são os principais buscadores da internet? Existem buscadores da internet com inteligência artificial? Qual é o buscador da internet mais usado? Qual é a diferença entre buscador da internet e navegador web? 

O que é um buscador da internet?

Um buscador da internet é um sistema que utiliza robôs (crawlers) para mapear e organizar informações de bilhões de sites em um grande índice digital. Quando o usuário faz uma pesquisa, o motor de busca aciona algoritmos que filtram essa base de dados, entregando os resultados relevantes e confiáveis em segundos.

Para que serve um buscador web?

O buscador web serve como um portal de acesso que organiza a internet, transformando termos de pesquisa em resultados organizados e instantâneos. Sua missão é filtrar bilhões de páginas e arquivos multimídia para entregar exatamente o que o usuário procura, poupando tempo de navegação.

Essa ferramenta usa uma base de dados indexada para localizar desde serviços locais até estudos complexos com precisão. Além de democratizar o acesso à informação, ela permite que conteúdos ganhem destaque por meio de SEO, conectando criadores e usuários eficientemente.

Buscadores como o Google agilizam a pesquisa por informações na internet (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Como funciona um buscador da internet? 

Os sites de busca operam por meio de robôs, os crawlers, que navegam pela rede seguindo links para descobrir novos endereços. Nessa varredura, eles coletam dados brutos e metadados, respeitando as diretrizes de acesso de cada servidor.

Na etapa de indexação, o sistema processa o código-fonte das páginas para catalogar termos e atributos em um banco de dados gigantesco. Apenas as páginas que atendem a critérios de qualidade são arquivadas, garantindo que o índice seja limpo e eficiente.

A leitura técnica do HTML permite que o algoritmo decifre a hierarquia do site, identificando títulos, palavras-chave e a frequência de atualizações. Essa organização é o que garante que o motor de busca localize a resposta exata em frações de segundo.

Fechando o ciclo, algoritmos complexos cruzam a consulta com o índice, considerando fatores como autoridade, localização e intenção do usuário para exibir o ranking. O resultado é uma lista filtrada e inteligente, entregando o conteúdo mais relevante no topo da tela.

Os buscadores web, como o Google, atuam basicamente em três etapas (imagem: Reprodução/Geek For Geeks)

Como os buscadores escolhem quais sites aparecem primeiro?

Os algoritmos dos buscadores analisam a relevância do conteúdo original e elementos como títulos e meta descrições para definir quem lidera o ranking. A experiência do usuário também é prioridade, destacando páginas rápidas, seguras e otimizadas para a navegação em dispositivos móveis.

A autoridade do domínio é medida pelos backlinks, que funcionam como recomendações de outros sites para validar a credibilidade da fonte. O sistema utiliza o PageRank para assegurar que conteúdos atualizados e portais confiáveis ganhem maior visibilidade nas buscas diárias.

Por fim, o algoritmo interpreta a intenção de busca, cruzando dados de localização e contexto para personalizar a entrega. Páginas de baixa qualidade ou que utilizam técnicas de spam são filtradas, garantindo que apenas as respostas mais úteis cheguem ao topo.

Quais são os principais buscadores da internet? 

Existem diferentes mecanismos de busca da internet, trazendo propostas e tecnologias específicas para entregar os melhores resultados aos usuários:

Google: líder global absoluto, utiliza inteligência artificial avançada e processamento de linguagem natural para entregar resultados contextuais e respostas imediatas com precisão;

Bing: o motor da Microsoft aposta em uma experiência visual rica e integração nativa com o Windows, utilizando modelos de linguagem avançados para transformar pesquisas em diálogos produtivos;

DuckDuckGo: buscador estritamente focado em privacidade, não rastreia o histórico de navegação nem cria perfis dos usuários, servindo como principal alternativa para quem busca anonimato total;

Yahoo Search: opera como um portal de serviços e notícias que utiliza a tecnologia de indexação do Bing para fornecer resultados relevantes dentro de um ecossistema de conteúdo;

Yandex: gigante tecnológico no Leste Europeu, é otimizado para buscas em cirílico e oferece ferramentas locais poderosas, dominando o mercado na Rússia e em países vizinhos;

Baidu: principal porta de entrada para a rede na China, é especializado em conteúdo em mandarim e serviços locais, operando sob as diretrizes de conectividade específicas da região.

O Google é o principal motor de busca da internet, seguido do Bing (imagem: Reprodução/Cloud Access)

Existem buscadores da internet com inteligência artificial? 

Sim, os buscadores modernos integram IA para gerar resumos diretos e respostas contextuais, como o Google Gemini e o Bing Copilot. Essa evolução permite que o algoritmo interprete a linguagem natural com precisão, indo além da simples correspondência de palavras-chave isoladas.

Plataformas como Perplexity também utilizam modelos de linguagem para sintetizar dados de diversas fontes com citações em tempo real. Essa tecnologia transforma a pesquisa em uma conversa fluida, priorizando a intenção real do usuário e a clareza das informações entregues.

Qual é o buscador da internet mais usado? 

O Google mantém a liderança absoluta como o buscador mais acessado do mundo, concentrando cerca de 90% de participação no mercado global. Dados do Statcounter Global Stats confirmam a hegemonia da plataforma, que processa 8,5 bilhões de consultas diárias em diferentes dispositivos e sistemas.

Em um distante segundo lugar, o Bing aparece com uma fatia de mercado significativamente menor (5,13%), evidenciando o abismo entre os competidores. Essa concentração reforça como a infraestrutura e os algoritmos da gigante das buscas continuam sendo o principal portão de entrada para a web.

O Google domina 90% do mercado de buscadores web (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre buscador da internet e navegador web? 

Um buscador da internet é uma imensa “biblioteca digital” que usa robôs para rastrear, indexar e organizar o conteúdo de bilhões de sites. Ele atua como um serviço de inteligência que filtra dados por meio de algoritmos, entregando as respostas mais relevantes para cada pesquisa.

O navegador web é o software instalado no dispositivo que serve como a janela para visualizar as páginas da internet ao processar códigos HTML. Ele não armazena as informações da rede, servindo apenas para acessar endereços específicos ou exibir sites que o buscador localizou.
O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 

O que é um buscador da internet? Saiba como funciona um motor de busca na web 
Fonte: Tecnoblog

É o fim do Ask.com, buscador que surgiu antes do Google

É o fim do Ask.com, buscador que surgiu antes do Google

A versão clássica do Ask.com (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Ask.com, lançado em 1996 como Ask Jeeves, foi encerrado após 30 anos de história na internet;
buscador surgiu antes do Google e inicialmente funcionava como um serviço de perguntas e respostas complementado com um mecanismo de pesquisa;
IAC, que controla o Ask.com há cerca de 20 anos, encerrou o serviço em 1º de maio de 2026 sem dar explicações sobre a decisão.

O Google revolucionou as buscas na internet, mas, antes dele, tínhamos que recorrer a buscadores menos sofisticados, por assim dizer. Um deles era o Ask.com, que foi lançado em 1996 e, agora, 30 anos depois, foi aposentado: se você acessar o serviço, verá um aviso de encerramento de atividades.

Não deve fazer falta. Faz tempo que o Ask.com perdeu a relevância de seus primeiros anos. Se você nasceu depois dos anos 2000, talvez nunca tenha ouvido falar nesse buscador. Mas, para muita gente que nasceu antes, acessar o serviço fazia parte da rotina online.

Talvez fosse um pouco diferente no Brasil. Por aqui, estávamos mais acostumados a serviços como Cadê, AltaVista e Aonde. Apesar disso, o Ask.com ainda teve alguma relevância por aqui.

O Ask.com surgiu sob o nome Ask Jeeves (“Pergunte ao Jeeves”, em tradução livre), que fazia referência a um personagem das histórias de P. G. Wodehouse que dava respostas rápidas e inteligentes aos problemas de seu patrão.

Em seus primórdios, o então Ask Jeeves era um serviço de perguntas e respostas. Nesse sentido, ele até poderia ser considerado o precursor de plataformas como ChatGPT e Gemini, com a diferença de que as suas respostas não eram produzidas por IA, mas organizadas por humanos, razão pela qual somente perguntas comuns eram respondidas.

Para perguntas mais complexas ou para quando o usuário queria obter mais detalhes sobre determinado assunto, o Ask Jeeves oferecia um mecanismo de busca rudimentar, mas que funcionava relativamente bem para a época. Aí veio o Google e mudou tudo.

Uma empresa de nome IAC assumiu o controle do serviço em 2005, quando ele já havia sido deixado para trás pelo Google. Nessa época, a dinâmica de perguntas e respostas também já havia sido deixada de lado. Em uma tentativa de renovar o serviço, a IAC mudou o nome do Ask Jeeves para Ask.com, em 2006, para focar em buscas online.

Não deu muito certo, tanto que a área de perguntas e respostas foi reativada em 2010. Apesar dos esforços, o Ask.com nunca mais foi o mesmo. De lá para cá, digamos que o serviço vinha apenas sobrevivendo. Por um tempo, existiu até uma barra para navegador do Ask.com que era instalada junto com outros softwares e que, como tal, servia apenas para irritar o usuário.

Página inicial do Ask.com em abril de 2026 (captura de tela: Wayback Machine)

Por que o Ask.com foi fechado de vez?

A IAC não deixou claro. Em seus últimos anos, o Ask.com funcionava como um portal: havia um campo de busca na parte superior e chamadas para notícias e artigos no restante de sua página. É possível que esse modelo de negócio não estivesse mais fazendo sentido. Talvez a ascensão de serviços como ChatGPT e Gemini também tenha pesado para a decisão.

Seja como for, ao entrar no site do Ask.com agora, você se depara com o seguinte aviso (novamente, em tradução livre):

À medida que a IAC continua a refinar seu foco, tomamos a decisão de descontinuar nosso negócio de buscas, que inclui o Ask.com. Após 25 anos [esse período considera a mudança de Ask Jeeves para Ask.com] respondendo às perguntas do mundo, o Ask.com foi oficialmente encerrado em 1º de maio de 2026.

“Aos milhões que perguntaram…”

Somos profundamente gratos aos brilhantes engenheiros, designers e equipes que construíram e deram suporte ao Ask ao longo das décadas. E a vocês — os milhões de usuários que recorreram a nós em busca de respostas em um mundo em rápida transformação — agradecemos por sua curiosidade infinita, sua lealdade e sua confiança.

O espírito de Jeeves permanece.

Descanse em paz.
É o fim do Ask.com, buscador que surgiu antes do Google

É o fim do Ask.com, buscador que surgiu antes do Google
Fonte: Tecnoblog

Navegador Opera completa 30 anos e lança máquina do tempo interativa

Navegador Opera completa 30 anos e lança máquina do tempo interativa

Arquivo digital passa por fases da internet (imagem: reprodução/Opera)

Resumo

Opera lançou um arquivo digital interativo para celebrar 30 anos do navegador, permitindo explorar marcos da cultura digital;
Usuários podem participar do concurso cultural no site Web Rewind, submetendo textos e mídias para concorrer a uma viagem ao CERN;
O arquivo inclui sons de modems, vídeos curtos e layouts antigos de redes sociais, destacando a evolução da internet.

A Opera lançou um arquivo digital interativo como parte das celebrações do aniversário de 30 anos de seu navegador, celebrado neste ano de 2026. A ferramenta, desenhada para funcionar como uma linha do tempo navegável das últimas três décadas da cultura digital, é destinado a preservar marcos visuais e culturais da internet.

A empresa foi fundada em 1995, na Noruega, e lançou seu navegador em 1996. Em 2016, a Opera foi adquirida por um consórcio chinês liderado pela Kunlun Tech, que continua detendo a maior parte de suas ações.

Para acessar o arquivo, os usuários devem acessar a página Web Rewind, desenvolvida pela empresa. Nela, é possível utilizar a barra de espaço nos computadores (ou manter a tela pressionada nos celulares e tablets) para avançar rapidamente pela linha do tempo, ou clicar em anos específicos. Todo o conteúdo está disponível em português.

O acervo interativo explora desde sons característicos da conexão por modems, o avanço dos vídeos curtos com plataformas como o falecido Vine e até o design das primeiras páginas personalizadas no MySpace. A viagem temporal avança ainda pelo nascimento da cultura de vídeos virais e pelos antigos layouts de redes sociais, desaguando na atual fase marcada pelos comandos (prompts) de inteligência artificial.

“Em três décadas, a web evoluiu de uma ferramenta científica de nicho para uma parte indispensável de todas as nossas vidas”, contextualizou Jan Standal, vice-presidente sênior da Opera, classificando a plataforma como um tributo à comunidade que moldou a internet.

Concurso cultural e viagem ao CERN

Além de explorar os registros já disponíveis, a iniciativa recolhe contribuições do público para integrar o acervo. A proposta é a de que usuários compartilhem momentos que definiram as próprias experiências online.

Para participar, os interessados devem acessar o site do Web Rewind e submeter um texto descritivo com um máximo de 500 caracteres, sendo permitido anexar fotos ou vídeos (com um limite de 10 MB). As inscrições permanecem abertas até o dia 27 de março deste ano.

Os autores das três melhores contribuições receberão, como prêmio, uma viagem à Suíça para visitar a sede do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear). Além de atual lar do Grande Colisor de Hádrons, a instituição é o local onde o cientista britânico Tim Berners-Lee desenvolveu a base estrutural da World Wide Web, no início da década de 1990. A viagem dos vencedores está prevista para ocorrer antes de 30 de junho de 2026.
Navegador Opera completa 30 anos e lança máquina do tempo interativa

Navegador Opera completa 30 anos e lança máquina do tempo interativa
Fonte: Tecnoblog

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Equipamento foi desenvolvido na Universidade da Califórnia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criaram um transceptor sem fio que atinge 120 Gb/s, 24 vezes mais rápido que o 5G mmWave.
Tecnologia utiliza chip de silício de 22 nanômetros, reduzindo consumo de energia para 230 miliwatts e facilitando produção em massa.
No entanto, a principal limitação é o alcance de sinal, que é muito menor que o 5G mmWave.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um dispositivo de transmissão sem fio capaz de transmitir dados a 120 gigabits por segundo (Gb/s), que equivale a cerca de 15 gigabytes por segundo (GB/s). A velocidade é 24 vezes superior à do 5G mmWave e se aproxima das conexões de fibra óptica usadas em data centers, que geralmente operam a 100 Gb/s.

Para chegar a esse número, vale lembrar que um byte equivale a oito bits. Essa velocidade permitiria baixar cerca de três filmes em qualidade 4K (dependendo do nível de compressão dos arquivos) em um segundo, ou baixar um jogo pesado de 130 GB, como Black Myth: Wukong, em menos de nove segundos.

O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores trabalha na faixa de 140 GHz e supera em larga margem as tecnologias sem fio disponíveis no mercado.

O Wi-Fi 7 atinge teoricamente até 30 Gb/s, enquanto o 5G mmWave chega a 5 Gb/s. A título de comparação, o 5G brasileiro, o mais rápido da América Latina, atinge velocidade média de 430,8 Mb/s. O novo transceptor opera a 15 GB/s, cerca de 277 vezes mais rápido que a melhor rede comercial do país.

O estudo foi publicado em dois artigos no periódico IEEE Journal of Solid-State Circuits (JSSC).

Como a tecnologia funciona?

A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang substituiu os conversores digitais-analógicos (DAC) tradicionais por três sub-transmissores sincronizados, o que reduz drasticamente o consumo de energia.

O diferencial está no processamento analógico. O transceptor realiza operações complexas no domínio analógico, ao invés do digital, o que permite que o chip consuma apenas 230 miliwatts. Um DAC convencional capaz de processar 120 Gb/s demandaria vários watts de potência.

Segundo o diretor do Laboratório de Circuitos Integrados de Comunicação em Nanoescala da UC Irvine, Payam Heydari, se fossem usados métodos tradicionais, a bateria de dispositivos móveis de próxima geração duraria minutos.

Tecnologia demonstrou ser mais veloz que o 5G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chip é fabricado em silício com processo de 22 nanômetros, usando tecnologia de silício sobre isolante totalmente depletado. Esse processo é mais simples que os nós de 2 nanômetros ou 18 A usados por empresas como TSMC e Samsung, o que facilita a produção em massa e reduz custos.

Além disso, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode substituir quilômetros de cabos em data centers, reduzindo custos de instalação e operação em ambientes com servidores.

Quais são as limitações da tecnologia?

A principal restrição está no alcance do sinal. O 5G mmWave atual, que opera a até 71 GHz, já tem alcance limitado a cerca de 300 metros. Como o novo transceptor opera em frequências ainda mais altas (140 GHz), o raio de cobertura tende a ser menor.

Wang comentou ao Tom’s Hardware que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e os órgãos responsáveis pelos padrões 6G estão analisando o espectro de 100 GHz como a nova fronteira para comunicações sem fio.

No entanto, para adoção em larga escala, será necessário desenvolver métodos de extensão de alcance e gerenciamento de interferências, além de integrar o sistema às redes já existentes. Ou seja: sem inovações que melhorem o alcance do sinal, as cidades ficariam repletas de estações base de alta velocidade, tornando inviável.
Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G
Fonte: Tecnoblog

O que é o Google? Conheça a história e os produtos da empresa de tecnologia

O que é o Google? Conheça a história e os produtos da empresa de tecnologia

Entenda como o Google se tornou uma das principais big tech do planeta (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Google é uma gigante da tecnologia fundada por Larry Page e Sergey Brin em 1998, na Califórnia. Atualmente, a companhia atua como a principal subsidiária do conglomerado Alphabet Inc., liderando a inovação digital.

A empresa surgiu para organizar as informações da web, tornando-as mais acessíveis por meio de um algoritmo eficaz. Essa missão nasceu de um projeto acadêmico focado em classificar a relevância das páginas da rede mundial.

Além do mecanismo de busca, o portfólio de produtos do Google inclui o Android, o YouTube, o Google Maps e a inteligência artificial Gemini. Essas soluções transformaram a forma como as pessoas consomem conteúdo e interagem com o ambiente digital moderno.

A seguir, conheça mais detalhes sobre a história do Google e o real significado do seu nome. Também descubra os principais serviços e produtos do portfólio da big tech de Mountain View.

O que é o Google?

Google é uma multinacional americana de tecnologia, fundada em 1998, que visa organizar o grande volume de informações da web para torná-la acessível. Embora seja conhecida por seu motor de busca, a empresa atua nos setores de publicidade digital, computação em nuvem, inteligência artificial e o ecossistema mobile Android.

O que significa “Google”?

O nome “Google” surgiu de uma grafia propositalmente incorreta do termo matemático “googol”. A palavra representa o numeral 1 seguido de cem zeros ou 10 elevado à potência de 100, ilustrando a capacidade de processamento de quantidade astronômica de dados. 

Adotado em 1997, o nome simboliza a missão da empresa de organizar o volume massivo de informações disponíveis na web. Assim, ele reflete a ambição dos fundadores em estruturar e tornar universalmente acessível uma escala quase infinita de conteúdos digitais.

Para que serve o Google?

O Google atua como o principal organizador de informações globais, permitindo que usuários encontrem conteúdos, localizações e soluções de forma instantânea. Por meio de algoritmos avançados, a plataforma simplifica a navegação digital e otimiza a produtividade no cotidiano.

Sua infraestrutura integra serviços essenciais como Android, Workspace, YouTube e ferramentas de IA para conectar pessoas e facilitar a comunicação. Dessa forma, a empresa provê um ecossistema completo que transforma dados complexos em recursos acessíveis e úteis.

Além da busca, o Google oferece uma série de produtos e serviços digitais que melhoram o cotidiano dos usuários (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Qual é a história do Google?

A história do Google começou em 1996 na Universidade de Stanford, onde Larry Page e Sergey Brin desenvolveram o algoritmo PageRank e o buscador experimental BackRub. O objetivo era organizar a web por meio do algoritmo que media a relevância entre páginas da grande rede.

O domínio google.com foi registrado em 1997 e, no ano seguinte, a empresa oficializou o motor de busca e estabeleceu-se em uma garagem em Menlo Park, na Califórnia, com aportes iniciais. No ano de 2000, o lançamento do AdWords revolucionou o modelo de negócios ao monetizar as buscas.

A abertura de capital (IPO) em 2004 arrecadou US$ 1,67 bilhão, financiando expansões como o Gmail e as aquisições estratégicas do YouTube e do Android nos anos seguintes. Em 2008, o lançamento do navegador Chrome consolidou a dominância da marca no ecossistema digital.

A criação da Alphabet Inc. em 2015 reorganizou a estrutura corporativa, permitindo que a agora subsidiária Google focasse em hardware e serviços de internet. Sob a gestão de Sundar Pichai, a empresa priorizou o desenvolvimento de tecnologias de nuvem.

Atualmente, a big tech foca na inteligência artificial generativa com o modelo Gemini e sua integração total ao buscador. Assim, a marca continua expandindo seu ecossistema por meio de inovações em IA, publicidade digital e computação em nuvem.

Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem criou o Google?

Larry Page e Sergey Brin são os fundadores do Google. A dupla se conheceu durante o doutorado da Universidade de Stanford, quando desenvolveram o algoritmo PageRank e iniciaram o projeto do buscador experimental BackRub.

Quando o Google foi criado?

O Google foi fundado oficialmente em 4 de setembro de 1998. Nesta data, Larry Page e Sergey Brin oficializaram o motor de busca desenvolvido durante o doutorado em Stanford e iniciaram as operações em uma garagem em Menlo Park, Califórnia (EUA).

Sundar Pichai é CEO do Google e da Alphabet Inc. desde 2015 (imagem: divulgação)

Quem é o CEO do Google?

O atual CEO do Google e da Alphabet Inc. é Sundar Pichai, que lidera ambas as companhias desde a reestruturação corporativa iniciada em 2015. Sob sua gestão, a empresa se tornou uma “AI-first”, priorizando inovações em inteligência artificial, computação em nuvem e infraestrutura digital global.

Onde fica a sede do Google?

A sede global do Google, conhecida como Googleplex, está localizada em Mountain View, Califórnia (EUA). O complexo no Vale do Silício abriga o comando central da Alphabet Inc. e simboliza a inovação tecnológica da empresa.

No Brasil, as operações principais concentram-se em São Paulo, divididas entre o escritório administrativo e o Google for Startups Campus. Complementando a infraestrutura, Belo Horizonte sedia um centro de engenharia estratégica para a América Latina.

O Googleplex fica localizado em Mountain View, Califórnia (imagem: The Pancake of Heaven/Wikimedia Commons)

Quais são os produtos do Google?

O Google tem um amplo portfólio que integra software, hardware e inteligência artificial para organizar a informação global. Conheça os principais produtos e serviços divididos por categorias:

Busca e informação

Google Busca: principal motor de pesquisa do mundo, usando algoritmos avançados para entregar resultados precisos em texto, imagens e notícias;

Google Maps e Earth: serviços de geolocalização e navegação por satélite que oferecem rotas em tempo real, Street View e mapeamento detalhado;

Google Lens: ferramenta de reconhecimento visual que usa IA para traduzir textos, identificar objetos e pesquisar produtos por meio da câmera do smartphone.

Produtividade e colaboração

Gmail e Agenda: serviços líderes de e-mail e gestão de tempo, integrados para automatizar convites, lembretes e comunicações corporativas ou pessoais;

Google Drive: plataforma de armazenamento em nuvem que centraliza arquivos e permite a sincronização em tempo real entre diferentes dispositivos;

Google Documentos, Planilhas e Apresentações: ferramentas de produtividade online que permitem a criação e edição simultânea de arquivos sem a necessidade de instalação local.

O buscador do Google segue como um dos principais produtos da big tech (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Comunicação e entretenimento

YouTube: maior plataforma de vídeos e streaming do mundo, abrangendo desde conteúdos educativos e musicais até transmissões ao vivo e o YouTube Kids;

Google Meet e Chat: soluções corporativas de videoconferência em alta definição e mensagens instantâneas voltadas para o trabalho em equipe;

Google Fotos: galeria inteligente que usa IA para organizar, buscar rostos e otimizar o armazenamento de imagens e vídeos na nuvem.

Sistemas operacionais e hardware

Android e WearOS: sistemas operacionais para dispositivos móveis e smartwatches, servindo como base para o ecossistema global de aplicativos;

Chrome e ChromeOS: navegador web de alto desempenho e sistema operacional leve focado em agilidade, segurança e integração total com a nuvem;

Linha Pixel e Nest: smartphones de alto desempenho e dispositivos para casas inteligentes, como alto-falantes integrados com o Google Assistente.

IA e serviços empresariais

Google Gemini: modelo de inteligência artificial generativa multimodal que auxilia em tarefas criativas, escrita de códigos e análise de dados complexos;

Google Cloud: infraestrutura empresarial que oferece computação escalável, análise de dados e ferramentas de desenvolvimento para empresas;

Google Play: loja oficial de distribuição digital para aplicativos, jogos e conteúdo de mídia voltados para o ecossistema Android.

O Gemini vem sendo integrado a diversos produtos do Google, incluindo o buscador e o sistema operacional Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre Google e Alphabet?

O Google é a principal subsidiária da Alphabet Inc., focada em produtos digitais e serviços de internet, como Busca, YouTube, Android e publicidade digital. Representa o motor financeiro da holding, operando os negócios mais consolidados e lucrativos que fundamentaram a empresa original.

A Alphabet Inc. é a empresa-mãe que controla o Google e um portfólio de empresas experimentais conhecidas como “Other Bets”, como a Waymo e a Verily. Sua estrutura foi criada para separar o núcleo de internet de projetos de alto risco, garantindo maior transparência e foco em inovação.
O que é o Google? Conheça a história e os produtos da empresa de tecnologia

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Fonte: Tecnoblog

Veja os apps mais baixados de 2025

Veja os apps mais baixados de 2025

TikTok foi o app mais baixado em 2025 (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Resumo

TikTok foi o app mais baixado na América Latina em 2025.
ChatGPT e Gemini, apps de IA, se destacaram com crescimentos de 156% e 318%, respectivamente.
Mercado Livre e Mercado Pago são os únicos aplicativos latino-americanos no top 20.

O ano novo chegou e, com ele, a lista dos aplicativos mais baixados na América Latina em 2025. Desta vez, a novidade foi a ascensão dos apps de inteligência artificial: em comparação ao ano anterior, o ChatGPT saltou da 16ª para a terceira posição, enquanto o Gemini subiu da 126ª para a sexta colocação.

A principal rede social de vídeos curtos, o TikTok, manteve a liderança. Os dados foram levantados pelo Mobile Time junto à AppMagic, somando resultados da App Store e Google Play em nove países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Confira o ranking da América Latina

TikTok — 156 milhões de downloads

Temu — 128 milhões

ChatGPT — 123 milhões

Instagram — 83 milhões

Roblox — 72 milhões

Gemini — 67 milhões

Facebook — 64 milhões

WhatsApp — 62 milhões

Mercado Livre — 62 milhões

CapCut — 61 milhões

ReelShort — 60 milhões

DramaBox — 59 milhões

Seekee — 55 milhões

Shein — 55 milhões

Block Blast! — 51 milhões

Spotify — 47 milhões

Threads — 47 milhões

Telegram — 45 milhões

Free Fire — 45 milhões

Mercado Pago — 40 milhões

IA generativa no topo

ChatGPT foi o app de IA mais baixado em 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aumento de downloads do ChatGPT foi de 156% em comparação com 2024, passando de 48 milhões para 123 milhões. O crescimento do Gemini foi ainda maior, indo de 16 milhões para 67 milhões.

Esse desempenho não surpreende. Um levantamento recente da TIC Kids Online Brasil, divulgado pelo Cetic.br e NIC.br, revelou que 65% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizaram IA generativa para ao menos uma atividade do cotidiano.

É fato que, em 2025, ferramentas de IA cresceram em popularidade. Mas o ranking também revela que, na nossa região, segue alta a busca por apps de mensagens, marketplaces e jogos. O Instagram, que ocupava a terceira posição em 2024, caiu para a quarta colocação.

Apenas dois apps latino-americanos no top 20

Mercado Livre e o Mercado Pago são os únicos representantes da região entre os 20 mais baixados. O marketplace da Argentina aparece na 9ª posição, enquanto seu aplicativo de pagamentos ocupa a 20ª colocação.

Fora do top 20, os próximos apps de origem latino-americana são o Nubank e o Gov.br, na 23ª e 28ª posições, respectivamente.
Veja os apps mais baixados de 2025

Veja os apps mais baixados de 2025
Fonte: Tecnoblog

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

Gmail prepara recurso para alterar o endereço @gmail.com (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Gmail agora permite alterar o endereço de e-mail ou criar um alias com @gmail.com sem apagar o original.
O recurso está em fase de testes, inicialmente disponível em hindi, sugerindo testes na Índia.
O endereço antigo continua funcionando como alias, permitindo que mensagens cheguem à mesma caixa de entrada.

O Google começou a liberar um recurso aguardado há anos pelos usuários do Gmail: a possibilidade de alterar o endereço de email ou criar um novo alias (ou seja, um redirecionamento) sem precisar abandonar a conta original. A novidade apareceu em um documento de suporte da empresa e indica uma mudança relevante na forma como o serviço lida com identidades.

Até agora, o Gmail permitia apenas o uso de variações internas, mas não autorizava a troca efetiva do endereço principal. Com a nova função, o usuário ganha mais flexibilidade para reorganizar sua caixa de entrada, corrigir nomes antigos ou adotar um e-mail mais adequado ao uso profissional ou pessoal.

O que muda no Gmail?

Segundo o documento de suporte, o endereço de email associado à conta do Google é o principal identificador usado para acessar serviços como Gmail, Drive, YouTube e outros. “Esse endereço ajuda você e outras pessoas a identificar sua conta”.

Na sequência, o texto detalha a principal novidade: “Se quiser, você pode alterar o endereço de e-mail da sua Conta do Google que termina em gmail.com para um novo endereço de e-mail que também termine em gmail.com”. Isso significa que o usuário poderá definir um novo endereço principal, sem precisar criar uma conta do zero.

Outro ponto importante é que o endereço antigo não deixa de funcionar. Ele passa a atuar como um alias, permitindo que mensagens enviadas para qualquer uma das duas opções cheguem à mesma caixa de entrada. Na prática, o usuário pode manter dois endereços @gmail.com ativos simultaneamente.

A documentação ainda aponta que haverá um período de trava logo após criar um novo endereço no Gmail.

Usuário do Gmail poderá definir um novo endereço principal, sem precisar criar uma conta do zero (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Quem já pode usar o recurso?

O Google ainda não fez um anúncio oficial. No entanto, a existência do documento indica que o recurso já está em fase de liberação gradual. Por enquanto, o material foi encontrado apenas em hindi, o que sugere que os testes iniciais estejam concentrados na Índia antes de uma expansão global.

Usuários que já tiverem acesso encontrarão a opção dentro das configurações da conta do Google, com um link direto para a página de suporte que explica o processo. Não há, até o momento, um cronograma público para a liberação geral.

Serviços concorrentes, como Outlook e Proton Mail, permitem há anos a criação e a troca de aliases de forma mais ampla.
Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com
Fonte: Tecnoblog

Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão

Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão

Novo site do Simet aposta em mais ferramentas educativas (imagem: reprodução/NIC.br)

Resumo

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) lançou uma nova versão do teste de velocidade de internet Simet, originalmente lançado em 2011. O novo medidor vai além dos números de download e upload, explicando ao usuário se a conexão é suficiente para tarefas como trabalho e entretenimento.

O NIC.br é o braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), uma entidade sem fins lucrativos que coordena e integra as iniciativas de serviços de internet no país. É o mesmo órgão responsável, por exemplo, pelo registro de domínios terminados em “.br” e pelos Pontos de Troca de Tráfego (IX.br) que garantem a infraestrutura da rede nacional.

App avalia internet para uso diário

Ao contrário dos velocímetros tradicionais, que destacam apenas as taxas de download e upload, o novo Simet foca na “tradução” desses dados para o cotidiano.

O sistema cruza as métricas técnicas (como latência, jitter e perda de pacotes) com os requisitos reais de diferentes aplicações. Após o levantamento, o sistema informa se a rede está adequada para trabalho remoto, educação a distância (EAD), jogos online ou streaming de vídeo.

Simet demonstra se velocidade é útil para diversas atividades (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Histórico e disponibilidade

Além do diagnóstico instantâneo, a ferramenta permite que o usuário acompanhe a evolução da qualidade da sua conexão ao longo do tempo. É possível salvar os resultados e comparar o desempenho em diferentes locais, como “casa”, “trabalho” ou “faculdade”, criando um registro histórico que pode ajudar na identificação de problemas.

Por ser uma ferramenta mantida por uma entidade setorial, o Simet promete isenção comercial nos resultados e não exibe publicidade. Além disso, os dados anonimizados coletados pelos testes ajudam o próprio NIC.br a mapear a qualidade da infraestrutura de telecomunicações em diferentes regiões do país, servindo de base para estudos e políticas públicas.

A atualização também ampliou o suporte do medidor. A ferramenta está disponível para navegador web e em apps nativos para dispositivos móveis (iPhone/iOS e Android) e computadores (Windows, macOS e Linux).
Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão

Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão
Fonte: Tecnoblog

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon fez investimento bilionário em logística no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Amazon oferece entrega no mesmo dia com horário agendado em São Paulo e Rio de Janeiro, com janelas de três a seis horas.
Assinantes Prime têm frete grátis em compras acima de R$ 19, exceto para supermercado e livros, em que o mínimo é R$ 79; não assinantes pagam R$ 10,90.
A Amazon investiu R$ 13,6 bilhões no Brasil em 2024 para expandir sua rede logística com 250 centros, permitindo entregas precisas.

A Amazon anunciou, nesta segunda-feira (15/12), que produtos de mais de 30 categorias terão a opção de entrega no mesmo dia, com indicação do horário de chegada. Essa nova modalidade de entrega está disponível nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para assinantes Prime, o frete é grátis em compras a partir de R$ 19, exceto para itens de supermercado e livros — nesse caso, o mínimo necessário para não pagar a entrega é R$ 79. Abaixo desse valor, a taxa é de R$ 8,90. Para quem não é assinante Prime, o frete é sempre cobrado e custa R$ 10,90.

Como funciona a entrega com horário agendado da Amazon?

A empresa explica que esses horários são sempre indicados no formato de janelas de três a seis horas. “Ao acessar a loja, o consumidor visualiza as próximas janelas disponíveis e seleciona aquela que melhor se encaixa na sua rotina”, afirmou um porta-voz da empresa ao Tecnoblog.

Isso significa que o cliente sabe que o produto deve chegar no fim da manhã ou à tarde, por exemplo. Em alguns itens no site da varejista, já é possível visualizar o horário para entrega. Ao pedir um pacote de papel sulfite no fim da tarde, por exemplo, aparece a opção de entrega no dia seguinte, entre 10h e 13h.

Para quem não assina o Prime, o frete da entrega com hora marcada é R$ 10,90 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Vale notar que essa modalidade não cobre toda a cidade. Eu moro na Zona Norte de São Paulo e a entrega com horário agendado não aparece quando seleciono minha casa como destino, mas fica disponível quando altero o endereço para a Avenida Paulista.

Amazon confia em logística para cumprir promessa

A Amazon diz que essa precisão só foi possível por meio de investimentos significativos na malha logística, que conta com 250 centros logísticos no Brasil, sendo mais de 100 deles abertos ao longo de 2025. Segundo a companhia, mais de R$ 13,6 bilhões foram investidos no país somente em 2024.

“Trabalhamos com altos padrões operacionais para garantir que cada entrega seja cumprida dentro do prazo prometido”, afirma a companhia. “Você sabe quando vai receber, pode planejar seu dia em torno disso, e pode contar que vamos cumprir nossa promessa.”

A varejista já contava com entrega no mesmo dia sem horário marcado no Rio e em São Paulo. Esse modelo também está presente em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte; ele deve ser expandido para mais cidades em 2026.
Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga

Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1 Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Resumo

A Amazon Leo lançou a antena Ultra, oferecendo velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s, com integração direta à nuvem para eliminar latência.
A antena Ultra é projetada para resistir a condições climáticas extremas, usando chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência em operações críticas.
Testes com clientes selecionados, como JetBlue, Hunt Energy e Connected Farms, ocorrerão antes do lançamento comercial em 2026, com suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes.

A divisão de satélites da Amazon, agora chamada de Amazon Leo (antigo Project Kuiper), apresentou nesta segunda-feira (24) a nova antena Ultra, capaz de oferecer velocidades de download de até 1 Gb/s e upload de 400 Mb/s. O dispositivo é voltado para empresas e setor público. Os testes com clientes selecionados serão feitos antes do lançamento comercial, em 2026.

Com mais de 150 satélites em órbita, a rede do Amazon Leo é pensada para conectar negócios em regiões remotas, como empresas de energia, transporte e agricultura. A antena foi projetada para resistir a temperaturas extremas e ventos fortes. Para tanto, foram retiradas partes móveis, o que facilita instalação e manutenção.

Excited to share new @Amazonleo Ultra is fastest satellite internet antenna ever built, delivering simultaneous download speeds up to 1 Gbps and upload speeds up to 400 Mbps, all powered by custom Leo silicon.Plus some more details on our network, which will offer… pic.twitter.com/FOE7pRgyH9— Andy Jassy (@ajassy) November 24, 2025

Altas velocidades para operações remotas

A antena Ultra usa chips personalizados e algoritmos de processamento de sinal para minimizar a latência, o que é especialmente importante para videoconferências e monitoramento de operações em tempo real.

De acordo com a Amazon, o equipamento promete velocidades de 1 Gb/s para download e 400 Mb/s para upload graças à tecnologia full-duplex, que permite transmissão e recepção simultâneas de dados. Isso é considerado importante para operações que exigem resposta imediata, como controle de equipamentos ou transmissão de imagens.

Chip da antena Ultra (imagem: divulgação/Amazon Leo)

Seus chips customizados desenvolvidos pela empresa utilizam algoritmos proprietários de processamento de sinal que prometem reduzir latência a níveis comparáveis a redes terrestres, mesmo em lugares com obstáculos climáticos como nuvens densas e chuvas.

Parcerias para validação técnica

A companhia aérea JetBlue está entre os primeiros clientes. Ela testará a antena Ultra para oferecer Wi-Fi gratuito em voos. Já a Hunt Energy, que tem operações de energia em regiões isoladas, utilizará a rede para monitorar equipamentos.

Amazon revela nova antena (imagem: divulgação)

Por sua vez, a Connected Farms, especializada em tecnologia agrícola, validará o uso de sensores dependentes de conexão com a internet em plantações remotas, onde a latência reduzida permitirá controle preciso de irrigação e colheita. Esses testes ajudarão a adaptar funcionalidades específicas para cada setor antes do lançamento em larga escala.

Próximo lançamento

O próximo lançamento de satélites está agendado para 15 de dezembro, em parceria com a ULA. Enquanto isso, a Amazon envia antenas das linhas Ultra e Pro para as empresas do programa de preview.

A companhia não divulgou preços, mas destacou o suporte técnico 24/7 e ferramentas de gerenciamento para clientes corporativos.
Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga

Amazon Leo lança nova antena e promete conexão de 1 Giga
Fonte: Tecnoblog