Category: Inteligência Artificial

Meta AI teria sido treinada com material pirateado do LibGen

Meta AI teria sido treinada com material pirateado do LibGen

Meta AI pode ter usado material protegido por direitos autorais com aval de Mark Zuckerberg (imagem: ilustração/Vitor Pádua)

A Meta pode ter usado material pirateado para treinar a Llama, modelo de linguagem grande usado para o desenvolvimento da sua IA generativa. A informação foi revelada após a remoção de sigilo de parte da documentação de um dos processos de violação de direitos autorais. Segundo o documento, Mark Zuckerberg autorizou o treinamento da Llama usando artigos e livros divulgados na LibGen e outras fontes piratas.

O caso no qual a documentação foi publicada é o Kadrey et al. contra a Meta, processo que tem entre seus autores os escritores Richard Kadrey (Sandman Slim), Christopher Golden (conhecido por adaptações literárias de séries, como o livro Sons of Anarchy: Bratva e diversas obras de Buffy: A Caça-Vampiros) e conhecida comediante Sarah Silverman.

Meta liberou sua IA generativa para oWhatsApp, Instagram e Facebook, mas parte do treinamento pode ter usado material pirata (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que acusam Mark Zuckerberg de ter autorizado piratear livros para o Llama?

A documentação que teve o sigilo removido mostra conversas entre usuários da Meta onde é citado que “MZ” aprovou o uso da LibGen e o download via torrent de arquivos do repositório. MZ seria a sigla para Mark Zuckerberg. Não se sabe qual versão do Llama, que é o motor da Meta AI, foi treinada com material oriundo da plataforma.

Além da LibGen, a defesa da Meta afirma que os autores do processo sabiam do uso de outras “shadow libraries” (bibliotecas secretas em tradução livre). A defesa também usa a alegação de que agiu sob “fair use” (uso justo na tradução direta), uma doutrina usada no direito americano que permite o uso de obras sob direito autoral para criar algo novo desde que seja suficientemente transformativo.

Os autores do processo rejeitam essa argumentação de uso justo. E é nessa área que a disputa deve seguir. Afinal, com uma IA generativa como a Meta AI você pode criar textos novos e pedir no prompt a inspiração de alguma obra. Contudo, o usuário também pode pedir a explicação da história de livros.

Mark Zuckerberg teria aprovado o uso da LibGen e outras fontes piratas para o treinamento da Llama (Foto: Divulgação/Meta)

O que é a LibGen?

A LibGen é uma plataforma focada no fornecimento de artigos científicos publicados em revistas pagas — o que por si só já gera um debate sobre direitos autorais. Contudo, parte do acervo do site inclui livros, quadrinhos, audiolivros e outras produções literárias.

Anteriormente, a Meta alegou que usou parte do banco de dados do Books3, um repositório de livros usados por empresas de IA para treinar seus modelos. O Books3 também tem seus problemas ligados a direitos autorais e acusações de pirataria.

Fora o possível uso da LibGen, o processo mostra que engenheiros e desenvolvedores da Meta buscaram remover as atribuições de dados e metadados que indicassem a origem do material usado no treinamento. A ideia seria esconder fontes ilícitas, como repositórios piratas e conteúdos protegidos por direito autoral.

Com informações de Wired e TechCrunch
Meta AI teria sido treinada com material pirateado do LibGen

Meta AI teria sido treinada com material pirateado do LibGen
Fonte: Tecnoblog

Raspberry Pi 5 ganha variação com 16 GB de RAM, mas preço é alto

Raspberry Pi 5 ganha variação com 16 GB de RAM, mas preço é alto

Raspberry Pi 5 com 16 GB de RAM (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Anunciada em setembro de 2023, a linha Raspberry Pi 5 ficou mais abrangente. Uma versão da placa que oferece 16 GB de memória RAM foi lançada oficialmente nesta quinta-feira (9). O seu preço sugerido é de US$ 120, valor equivalente a R$ 733 na conversão atual.

O Raspberry Pi 5 estreou no mercado em versões com 4 GB e 8 GB de memória RAM. Ambas são suficientes para grande parte dos projetos que se beneficiam desse tipo de placa.

Contudo, há aplicações que podem funcionar com menos memória, o que favorece o fator custo. Isso explica o lançamento do Raspberry Pi 5 de 2 GB de RAM, em agosto de 2024.

Por outro lado, há aplicações que precisam de mais RAM, para lidar com softwares mais complexos ou volumes de dados maiores, por exemplo. A própria Raspberry Pi dá como exemplo aplicações de inteligência artificial baseadas em modelos de linguagem de larga escala (LLMs).

A resposta para essa demanda é o Raspberry Pi 5 com 16 GB de RAM. É verdade que US$ 120 para um dispositivo que tem o fator custo-benefício como chamariz é um preço elevado. Porém, módulos de RAM têm custo significativo. Dificilmente a Raspberry Pi conseguiria implementar um preço mais baixo do que isso.

Todas as opções do Raspberry Pi 5

Com o anúncio de hoje, a linha Raspberry Pi 5 passa a oferecer as seguintes opções:

Raspberry Pi 5 de 2 GB (US$ 50)

Raspberry Pi 5 de 4 GB (US$ 60)

Raspberry Pi 5 de 8 GB (US$ 80)

Raspberry Pi 5 de 16 GB (US$ 120)

As demais especificações de hardware são praticamente as mesmas para todos os modelos (elas são descritas no final do texto).

A dúvida que fica no ar agora é se mais variações serão lançadas. É pouco provável. Embora o chip que comande o Raspberry Pi 5 (Broadcom BCM2712D0) suporte até 64 GB de RAM, lançar um modelo com essa capacidade ou com 32 GB de memória tende a ser inviável, novamente por conta do fator custo.

Fala-se sobre uma versão do Raspberry Pi 5 com 1 GB que seria a opção mais barata da linha, mas desconfio que o seu lançamento também pode ser inviável, desta vez por conta do fator desempenho. De todo modo, estamos de olho.

Raspberry Pi 5 (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Especificações do Raspberry Pi 5 de 16 GB

Chip: Broadcom BCM2712D0, quad-core, 2,4 GHz, 64 bits, GPU VideoCore VII de 800 MHz

RAM: 16 GB de memória LPDDR4X-4267

Armazenamento: suporte a cartão microSD

Conectividade sem fio: Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 5 / BLE

Conectividade com fio: USB 2.0 (2), USB 3.0 (2), Gigabit Ethernet, HDMI 4Kp60 (2)

Conectores: 4-lane MIPI para câmeras ou telas (2), PCIe 2.0, UART , RTC, GPIO de 40 pinos

Dimensões: 85 x 56 mm

Raspberry Pi 5 ganha variação com 16 GB de RAM, mas preço é alto

Raspberry Pi 5 ganha variação com 16 GB de RAM, mas preço é alto
Fonte: Tecnoblog

Nvidia Digits é um supercomputador de IA que lembra um Mac Mini

Nvidia Digits é um supercomputador de IA que lembra um Mac Mini

Project Digits é um supercomputador de IA (imagem: reprodução/Nvidia)

Já pensou em ter um “supercomputador de IA” para uso próprio? Revelado na CES 2025, o Project Digits é uma iniciativa da Nvidia que tem essa proposta. Trata-se de uma máquina desenvolvida para execução de tarefas de inteligência artificial. As suas dimensões reduzidas remetem a um Mac Mini.

A Nvidia dá a entender que o Project Digits é direcionado a pesquisadores, cientistas de dados e estudantes que desenvolvem trabalhos que se beneficiam da IA.

Nesse sentido, o equipamento pode ser instalado não só em laboratórios ou centros de pesquisa, como também no conforto do lar, como se a novidade fosse um PC convencional. Basta conectar monitor, teclado e mouse ao equipamento para usufruir dele.

Interior do Project Digits (imagem: reprodução/Nvidia)

Project Digits é pequeno, mas poderoso

Não se deixe enganar pelo tamanho compacto do Project Digits. O equipamento tem um conjunto de hardware bastante potente. Começa pela implementação do também novo Nvidia GB10 Grace Blackwell Superchip. Esse SoC conta com uma CPU Nvidia Grace de 20 núcleos e arquitetura Arm, bem como com uma GPU Blackwell com núcleos Cuda e Tensor.

Desenvolvido em conjunto com a MediaTek, o GB10 oferece desempenho de até 1 petaflop, ou seja, pode executar 1 quatrilhão de operações matemáticas por segundo seguindo o modelo de precisão FP4, sem abrir mão da eficiência energética. Para tanto, o chip trabalha em conjunto com 128 GB de memória DDR5X e até 4 TB de armazenamento flash.

Tudo isso permite que o Project Digits execute modelos de linguagem de larga escala com até 200 bilhões de parâmetros, explica a Nvidia. Pode-se ainda combinar duas unidades do equipamento via tecnologia Nvidia ConnectX para a execução de modelos com até 405 bilhões de parâmetros.

Só para constar, o sistema operacional padrão da máquina é o Nvidia DGX, que é baseado No Ubuntu Linux.

Project Digits é um supercomputador de IA (imagem: reprodução/Nvidia)

Tudo isso tem seu preço

É claro que um equipamento como esse não seria acessível. A Nvidia informa que o Project Digits será lançado oficialmente em maio de 2025 com preços a partir de US$ 3.000 (R$ 18.270 na conversão atual).

Vale destacar que o Project Digits não é a única novidade da Nvidia na CES 2025. Outros anúncios no evento incluem a aguardada linha de chips gráficos RTX GeForce 50.
Nvidia Digits é um supercomputador de IA que lembra um Mac Mini

Nvidia Digits é um supercomputador de IA que lembra um Mac Mini
Fonte: Tecnoblog

Samsung apresenta smart TVs com IA e Microsoft Copilot para 2025

Samsung apresenta smart TVs com IA e Microsoft Copilot para 2025

Samsung apresentou Vision AI e suporte para o Microsoft Copilot (Imagem: Divulgação)

A Samsung deu um spoiler da sua linha de TVs para 2025. Em um evento antes do início da CES 2025, principal feira de tecnologia do mundo, a sul-coreana mostrou o novo recurso Vision AI e integração com o Microsoft Copilot. A marca também apresentou novos modelos de televisores que serão lançados no decorrer do ano.

O Tecnoblog está cobrindo a CES 2025 direto de Las Vegas. O evento começa nesta terça-feira (7) e vai até sexta-feira (10). Fique de olho no site para saber em primeira mão tudo o que passa no evento.

O que é o Vision AI das televisões Samsung?

O Vision AI é um recurso de inteligência artificial que visa melhorar a experiência do usuário no consumo de conteúdo. O Vision AI traz ferramentas como:

Clique para pesquisar: similar ao Circle to Search do Galaxy AI, permite que o usuário receba informações sobre o que é exibido na tela. Outro recurso parecido é o Raio-x do Prime Video, mas o Clique para pesquisar também pode identificar elementos da cena.

Tradução simultânea: o Vision AI pode gerar legendas em tempo real para que o espectador compreenda o que é dito na tela.

Plano de fundo generativo: a ferramenta de IA também pode criar planos de fundo

Recursos para o ecossistema SmartThings: o Vision AI é integrado aos dispositivos de casa inteligente da Samsung e funciona como uma tela para a exibição de informações sobre a casa

Como podemos ver pelos primeiros três recursos, o Vision AI é praticamente o Galaxy AI para as televisões da Samsung.

O Copilot, IA generativa da Microsoft, também está presente nas TVs e monitores smarts da Samsung. Aliás, parte do processamento da Vision AI vem da tecnologia da americana. Porém, o diferencial é que o Copilot terá suas funcionalidades liberadas nas telas da sul-coreana.

Novas televisões Samsung para 2025

A Samsung apresentou um total de oito televisões antes do início oficial da CES 2025. As televisões são:

Neo QLED 8K QN990F

Neo QLED 8K QN900F

Neo QLED 4K QN90F

Neo QLED 4K QN80F

Neo QLED 4K QN70F

OLED S95F

OLED S90F

OLED S85F

Neo QLED 8K QN990F será exibida na CES 2025 (Imagem: Divulgação)

O televisor topo de linha é o Neo QLED 8K QN990F. A smart TV é equipada com o processador NQ8 AI Gen 3. Como sugere o “AI” do seu nome, o chip utiliza inteligência artificial para ferramentas de melhoria de imagem e som, como o upscaling 8K, som adaptativo e aprimoramento de cores.

Já na linha OLED, o principal televisor é o S95F, que traz o processador NQ4 AI Gen 3, com melhoria na tecnologia Glare Free — que foi anunciada na CES de 2024.

Frame Pro ganha novo processador e poucas novidades

A nova televisão da linha Frame utiliza o mesmo processador das TVs QLED 4K e OLED 4K anunciadas hoje. No geral, a Frame Pro parece ser apenas um upgrade do modelo passado, sem grandes novidades.

Caso você não conheça a Samsung Frame, tudo bem. Ela é uma TV com um público pequeno: pessoas que querem um televisor que também sirva como quadro de obras de arte. A TV sai de fábrica com um número fixo de pinturas disponíveis, mas ao assinar o serviço dedicado da Samsung você tem acesso a milhares de obras.

Com informações de Engadget
Samsung apresenta smart TVs com IA e Microsoft Copilot para 2025

Samsung apresenta smart TVs com IA e Microsoft Copilot para 2025
Fonte: Tecnoblog

O que esperar da CES 2025? IA, carros e telas devem dominar a feira

O que esperar da CES 2025? IA, carros e telas devem dominar a feira

CES 2025 trará principais tendências do setor de tecnologia (Imagem: Giovanni Santa Rosa/ Tecnoblog)

Principal feira de tecnologia do mundo, a CES 2025 acontece de 7 a 10 de janeiro em Las Vegas (Estados Unidos). Neste caso, contrariando o ditado, o que acontece em Vegas, não fica em Vegas: o Tecnoblog estará lá e vai mostrar as novidades mais legais, inovadoras e intrigantes.

Enquanto o evento não chega, é bom ficar por dentro do que deve rolar. A inteligência artificial continua como o assunto mais quente, enquanto telas e carros devem chamar a atenção com algumas ideias malucas. Além disso, grandes empresas devem apresentar TVs, chips e computadores que chegarão às lojas ao longo do ano.

Inteligência artificial

A inteligência artificial domina o noticiário de tecnologia nos últimos anos — e na CES 2025, não vai ser diferente. Como nota o TechCrunch, serão poucos os produtos na programação que não vão mencionar IA de uma forma ou outra.

A expectativa é que as empresas apresentem na feira vários recursos da chamada “IA agêntica”, nome dado aos modelos capazes de executar tarefas em computadores, smartphones ou demais sistemas sem que o usuário precise abrir apps ou configurações, por exemplo.

Rabbit R1 desapontou compradores (Imagem: Divulgação / Rabbit)

Um ponto que desperta a curiosidade é o futuro dos dispositivos centrados em IA. Em 2024, o AI Pin e o Rabbit R1 chamaram a atenção. No entanto, os aparelhinhos comandados por voz ficaram longe de entregar na vida real o que prometeram — vamos ver se outros produtos tentarão a sorte neste formato.

Telas e monitores

O setor de displays sempre é um dos mais interessantes da CES, e algumas novidades já começaram a aparecer. A Samsung, a Asus e a MSI anunciaram seus respectivos monitores 4K OLED de 27 polegadas e taxa de atualização de 240 Hz.

Já a LG deve mostrar um monitor OLED 5K de 45 polegadas que pode ser “entortado” para ajustar a curvatura. A marca também vai mostrar a linha QNED Evo de TVs LCD e uma série de telas curvas OLED.

LG UltraGear de 45 polegadas tem resolução 5K2K (Imagem: Divulgação/LG)

Carros

A CES não é um salão do automóvel, mas sempre dá um gostinho das novidades de tecnologia para carros. Nesta edição, a Hyundai Mobis promete mostrar um pouco da sua tela holográfica em para-brisas. A BMW vai na mesma linha, com uma tela touch que se estende por todo o painel, chamada Panoramic iDrive. Já a Honda apresentará dois protótipos elétricos da 0 Series e um sistema operacional próprio.

Hyundai Mobis já mostrou como será seu estande na CES 2025 (Imagem: Divulgação/Hyundai)

Empresas de outros setores também vão mostrar novidades para carros. A Afeela, joint venture criada pela Sony e pela Honda, pode mostrar seu veículo com um PS5 embutido. Já a Qualcomm possivelmente terá anúncios sobre chips para carros em suas apresentações.

Computadores

Várias marcas aproveitam a CES para mostrar novos desktops e notebooks, que vão dos mais triviais aos mais experimentais. O Lenovo ThinkBook Plus Gen 5 Hybrid é um exemplo deste segundo grupo: com teclado destacável, ele roda Windows e Android.

Segundo vazamentos, a marca chinesa também pode apresentar um laptop “enrolável”, com uma tela que pode ser estendida para cima. A empresa mostrou um conceito do tipo em 2023, mas parece que agora o produto será realmente lançado.

Vazamento indica como será o notebook enrolável da Lenovo (Imagem: Reprodução/Evan Blass)

Chips

Duas gigantes dos chips devem mostrar novas placas de vídeo na CES 2025: a AMD já confirmou que a RDNA 4 chegará no começo deste ano. Em uma conferência com investidores em outubro, a CEO Lisa Su prometeu que a placa gráfica terá desempenho melhor de ray tracing e novas capacidades de IA.

Também existe a expectativa de a Nvidia apresentar a série RTX 5000 na feira — segundo rumores, a RTX 5090 pode ser 70% mais rápida que a RTX 4090. A apresentação do CEO Jensen Huang promete ser uma das mais disputadas da CES.

Com informações: Cnet, TechCrunch, Engadget, Mashable
O que esperar da CES 2025? IA, carros e telas devem dominar a feira

O que esperar da CES 2025? IA, carros e telas devem dominar a feira
Fonte: Tecnoblog

Google vai dar ainda mais atenção ao Gemini em 2025

Google vai dar ainda mais atenção ao Gemini em 2025

Chatbot Gemini ganha aplicativo próprio e substitui Google Assistente (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google dedicará seus esforços em 2025 para melhorar o Gemini e diminuir a distância para a OpenAI. A revelação foi feita por Sundar Pichai, CEO da big tech, durante um evento para funcionários. Parte dessa estratégia, segundo Pichai, trará resultados ainda na primeira metade do ano, com o lançamento de mais recursos para o Gemini.

Por que o Google investirá mais no Gemini em 2025?

Os possíveis motivos para o Google investir mais no desenvolvimento do Gemini em 2025 são:

Vantagem da OpenAI no segmento de IA generativa — essa parte explicitada na declaração de Pichai

Processo de monopólio e possíveis decisões que obriguem a venda de produtos — assim ela precisa forçar esse mercado que é a tendência dos próximos anos

Chance de novas legislações que passem a regular o mercado de IA — não só nos Estados Unidos, mas também na Europa

Mais concorrência — além da OpenAI, existem Anthropic (criadora do Claude), Apple Intelligence e Grok

Pichai reconhece que OpenAI está na frente e Google precisa recuperar tempo perdido (Imagem: Divulgação/Google)

Em parte da apresentação, Pichai diz considerar que 2025 será um ano crítico para o Google. “Eu acho que é realmente importante internalizarmos a urgência deste momento e precisamos nos mover rápido como empresa”, falou o CEO do Google.

Ainda que parte das pessoas vejam atualmente pouco valor nas IAs generativas, elas são a aposta das empresas para o grande produto tech dos próximos anos — assim como os smartphones levaram diversas companhias a entrar nesse mercado após o iPhone. O Copilot da Microsoft, por exemplo, está cada vez mais integrado ao Windows.

Pichai também valorizou a atual posição do Gemini. Para ele, a IA generativa da empresa está fortemente embalada e isso deve ser aproveitado para entregar mais valor aos usuários. Parte dessa força pode vir do Galaxy AI. Demis Hassabis, fundador do DeepMind, declarou que as equipes de IA darão uma turbinada no Gemini.

Hassabis também revelou que os números de usuários do Gemini estão crescendo desde fevereiro. O fundador do DeepMind ainda respondeu a um funcionário que perguntou se há planos de vender assinaturas premium da IA — cobrando mais de US$ 200. Hassabis explicou que, por enquanto, o Google não planeja um plano desse tipo, mantendo serviços com valores de US$ 20.

Não espere grandes novidades do Google em 2025, exceto em recursos de IA (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Pichai mostra como será o 2025 do Google

A declaração de Sundar Pichai pode parecer óbvia visto que todas as big techs estão focando em IA generativa. Porém, ela revela boa parte da estratégia do Google para 2025.

Em resumo, a big tech focará em melhorar os seus produtos atuais. Isso significa que não devemos ver novos serviços no próximo ano — e o Google deve manter a tradição de matar produtos para 2025. As grandes novidades estarão ligadas ao Gemini, enquanto os outros grandes produtos da empresa, como YouTube, YouTube Music e dispositivos terão melhorias pontuais. E sim, ganhando recursos do Gemini.

Com informações: Android Headlines, TechCrunch e CNBC
Google vai dar ainda mais atenção ao Gemini em 2025

Google vai dar ainda mais atenção ao Gemini em 2025
Fonte: Tecnoblog

Meta quer que IA crie perfis e interaja com pessoas no Facebook e Instagram

Meta quer que IA crie perfis e interaja com pessoas no Facebook e Instagram

Meta quer ir além do chatbot Meta AI (imagem: ilustração/Vitor Pádua)

Resumo

A Meta planeja criar “personagens” de IA com perfis completos e capacidade de gerar conteúdo em redes como Facebook e Instagram para aumentar engajamento.
Segundo o vice-presidente Connor Hayes, a Meta priorizará interações sociais com IA nos próximos dois anos, com foco em entretenimento e engajamento.
A inclusão de IAs interativas pode gerar problemas, como evidenciado por casos envolvendo conteúdo inadequado em plataformas como Character.AI.

A Meta quer que suas redes tenham “personagens” de inteligência artificial, que têm perfis completos e geram conteúdos mesmo sem ser humanos. Para a empresa, esta seria uma forma de aumentar o engajamento em plataformas como Facebook e Instagram.

“Esperamos que estas IAs, com o tempo, passem a existir nas nossas plataformas, da mesma maneira que as contas existem”, disse Connor Hayes, vice-presidente de produto de IA generativa da Meta, ao jornal Financial Times. “Eles terão biografias, fotos de perfil e serão capazes de gerar e compartilhar conteúdo na plataforma, usando IA… acreditamos que este é o caminho”, acrescentou.

O executivo explica que a prioridade da Meta nos próximos dois anos é deixar seus aplicativos mais atraentes, no sentido de entretenimento e engajamento. Para isso, a empresa quer tornar mais sociais as interações com a IA.

Atualmente, nos Estados Unidos, a gigante das redes sociais já oferece um recurso para criar personagens usando inteligência artificial. Segundo Hayes, centenas de milhares de personas já foram criadas com a ferramenta. No entanto, a maioria dos usuários mantém estes “robôs” fechados.

IA responde seguidores de influencers de forma automática (Imagem: Reprodução/Instagram)

Interações com IA podem gerar problemas

Pensar em IAs como usuários independentes não é uma ideia inédita. O CEO do Zoom, Eric Yuan, já declarou acreditar que, no futuro, cada pessoa terá várias IAs baseadas nela mesma, podendo enviá-las para reuniões com as IAs de outras pessoas.

Colocar estes robôs na internet para interagir com usuários pode criar problemas, no entanto. Nos EUA, duas famílias estão processando a Character.AI, acusando as IAs hospedadas no site da empresa de terem exposto crianças a conteúdo sexual e violento. Um dos bots teria dito, inclusive, que era “ok” a criança assassinar seus próprios pais.

A Character.AI permite que usuários criem e publiquem chatbots baseados em personas, que podem ser tanto personagens famosos da ficção (como Edward Cullen, de Crepúsculo) ou genéricos. A CNN encontrou um robô chamado “padrasto”, que trazia a descrição “agressivo, abusivo, ex-militar, chefe da máfia”.

Com informações: Financial Times
Meta quer que IA crie perfis e interaja com pessoas no Facebook e Instagram

Meta quer que IA crie perfis e interaja com pessoas no Facebook e Instagram
Fonte: Tecnoblog

OpenAI vai se tornar uma empresa com fins lucrativos

OpenAI vai se tornar uma empresa com fins lucrativos

OpenAI começou como organização sem fins lucrativos, mas criou empresa para atrair investidores (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI detalhou, nesta sexta-feira (dia 27/12), seus planos para se tornar uma empresa com fins lucrativos. De acordo uma publicação em seu blog oficial, a ideia é transformar a entidade em uma corporação de benefício público (PBC, na sigla em inglês).

A OpenAI foi fundada em 2015 como uma organização sem fins lucrativos, para desenvolver a inteligência artificial de modo aberto. Em 2019, ela criou uma divisão com lucros limitados, como forma de atrair investidores — afinal de contas, desenvolver modelos de IA e treiná-los custa muito caro.

Sam Altman chegou a ser demitido do posto de CEO após discordâncias com representantes da organização sem fins lucrativos (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

No blog post publicado nesta sexta, a OpenAI diz que esta estrutura “não permite que o conselho considere diretamente os interesses de quem financia a missão e não permite que a organização sem fins lucrativos faça mais do que controlar o braço com fins lucrativos”.

A tensão entre as “duas” OpenAIs foi vista em novembro de 2023, quando o CEO Sam Altman foi demitido pelo conselho, por supostamente não comunicar suas decisões ao braço sem fins lucrativos. Ele foi recontratado poucos dias depois, e um novo conselho foi formado.

Como será a nova estrutura da OpenAI?

Com a nova estrutura proposta pelo conselho, a OpenAI “empresa” se tornará uma public benefit corporation (PBC). A OpenAI PBC vai controlar as operações e negócios da OpenAI.

A fundação sem fins lucrativos terá uma participação societária na empresa, mas não será mais a supervisora da companhia. Ela terá líderes e funcionários próprios para criar iniciativas de caridade nos setores de saúde, educação e ciência. Segundo o comunicado divulgado, um conselho financeiro independente vai avaliar a fatia da OpenAI PBC que será destinada à fundação OpenAI.

PBC é uma classificação existente nos Estados Unidos para empresas com fins lucrativos que também visam o bem da sociedade. Como a própria empresa destaca, a Anthropic e a xAI (fundada por Elon Musk) também são PBCs. Para se caracterizar como PBC, a OpenAI promete oferecer ações e usar seus lucros para garantir que a “inteligência artificial geral (AGI) beneficie toda a humanidade”.

A OpenAI pode ter que enfrentar desafios nos tribunais para concretizar esta transição. Elon Musk, que foi um dos cofundadores e principais doadores da OpenAI, entrou com um processo judicial no início de dezembro para impedir a conversão da empresa. Já a Meta pediu uma investigação sobre a mudança no modelo de negócios.

Com informações: The Verge, Ars Technica, Axios
OpenAI vai se tornar uma empresa com fins lucrativos

OpenAI vai se tornar uma empresa com fins lucrativos
Fonte: Tecnoblog

Apple melhorou iPad e Mac, perdeu briga na Europa e se enrolou com IA

Apple melhorou iPad e Mac, perdeu briga na Europa e se enrolou com IA

CEO Tim Cook dá início a evento da Apple (imagem: reprodução/Apple)

Em 2024, a Apple lançou a quarta geração da sua linha de chips para computadores de um jeito diferente: o M4 chegou ao iPad antes de aparecer no Mac. A marca também reduziu o Mac Mini e deixou o iPad Pro bem fininho.

O ano da empresa de Cupertino teve ainda brigas com a União Europeia, um comercial para lá de polêmico e um botão novo no iPhone. A marca da maçã também tentou correr atrás do prejuízo na disputa do mercado de inteligência artificial, mas com a Apple Intelligence, fica claro que ela largou depois e continua bem atrás das concorrentes.

Veja nesta retrospectiva1️⃣ Apple apresenta IA, mas ela ainda vai demorar2️⃣ União Europeia obriga Apple a abrir iOS3️⃣ M4 faz sua estreia no iPad Pro4️⃣ Polêmico comercial5️⃣ Mac Mini “ainda mais mini” é o destaque dos computadores6️⃣ iPhone 16 tem botão novo para câmera

1️⃣ Apple apresenta IA, mas ela ainda vai demorar

Já faz alguns anos que a inteligência artificial generativa é o assunto do momento. Enquanto Google, Microsoft e Samsung (entre outras empresas) lançaram rapidamente seus produtos, a Apple demorou um pouquinho mais.

Em junho, durante a WWDC 2024, a Maçã apresentou sua Apple Intelligence. O pacote traz ferramentas para transformar rabiscos em desenhos, sugerir respostas, resumir notificações, remover objetos de fotos e pedir para a Siri usar o ChatGPT na hora de dar respostas.

Apesar do anúncio já ter quase seis meses, nem todos os recursos da Apple Intelligence estão disponíveis. No iOS 18.1, em outubro, chegaram as ferramentas de texto e a limpeza de objetos em fotos. No iOS 18.2, em dezembro, veio a integração da Siri com o ChatGPT.

Mesmo assim, há limitações importantes. Uma delas é de hardware: entre os smartphones, apenas iPhones 16 Pro, 16 e 15 Pro têm acesso aos recursos. Outro problema é que a IA da Apple só terá suporte ao português em 2025 — por enquanto, ela só fala e entende inglês.

2️⃣ União Europeia obriga Apple a abrir iOS

Depois de anos de discussões, legislações, julgamentos e muito mais, finalmente chegou a hora de a Apple mexer no seu sistema para adequá-lo às regras da União Europeia.

As mudanças foram anunciadas em janeiro:

O sideloading (instalação direta de apps, sem precisar da App Store) está liberado.

Lojas de apps alternativas estão disponíveis para o iPhone.

Apps poderão usar sistemas de outras empresas para processar pagamentos de compras de itens ou assinaturas, por exemplo.

Navegadores de outras empresas agora podem usar seus próprios motores de renderização — antes, eram obrigados a usar o WebKit, da Apple.

O NFC do iPhone poderá ser usado para pagamentos sem precisar do app Carteira e do Apple Pay.

Parecia o fim das brigas envolvendo comissões e métodos de pagamento, mas não foi o que ocorreu. A Apple criou novas taxas e regras para apps distribuídos fora da App Store, irritando Spotify e Meta, por exemplo.

E em 2025, poderemos ver novos capítulos desta novela aqui no Brasil. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) quer que a Apple libere sideloading, lojas alternativas e outros sistemas de pagamento para compras in-app. A empresa recorreu da decisão.

3️⃣ M4 faz sua estreia no iPad Pro

Nos últimos anos, a Apple vinha colocando seus novos chips primeiro nos computadores e depois nos tablets. Em 2024, a empresa inverteu isso e promoveu a estreia do M4 no iPad Pro, no mês de maio.

iPad Pro 2024 tem chip atualizado e tela OLED (Imagem: Reprodução/Apple)

Além do novíssimo chip, a versão top de linha do iPad recebeu tela OLED pela primeira vez, com dois painéis sobrepostos (tecnologia que a Apple chamou de Tandem OLED) e brilho máximo de 1.000 nits. Outra novidade é que o iPad Pro de 2024 é fininho, com 5,1 mm (versão de 11 polegadas) e 5,2 (13 polegadas).

4️⃣ Polêmico comercial

O iPad Pro também acabou envolvido em um episódio controverso por causa de sua publicidade. A Apple fez um vídeo de lançamento do aparelho em que uma prensa esmagava diversos itens “criativos”, como instrumentos musicais, videogames, tintas, cadernos e obras de arte. No fim, o resultado era um iPad Pro.

A ideia da Apple era mostrar que várias atividades poderiam ser “compactadas” em seu novo produto, mas a peça acabou causando a impressão de que a empresa acredita que a tecnologia pode destruir e substituir a criatividade humana. “Erramos o alvo com esse vídeo e pedidos desculpas por isso”, admitiu Tor Myhren, vice-presidente de marketing da empresa.

5️⃣ Mac Mini “ainda mais mini” é o destaque dos computadores

O M4 do iPad Pro deu as caras novamente no segundo semestre — desta vez, na linha Mac. MacBook Pro e iMac receberam o novo chip, sem fazer grandes alterações no design de gerações anteriores.

Já o Mac Mini foi completamente remodelado. O computador de mesa ficou “ainda mais mini”, com dimensões próximas às de uma Apple TV, e agora conta com mínimo de 16 GB de RAM.

Por outro lado, ele não conta mais com portas USB-A, apenas USB-C, o que pode exigir o uso de adaptadores e dongles. E a Apple colocou o botão liga/desliga embaixo do computador. É para deixar em standby para sempre? Ainda não sabemos.

6️⃣ iPhone 16 tem botão novo para câmera

Como já é de costume, a Apple mostrou seu novo iPhone ao mundo no mês de setembro. O iPhone 16 traz como principal destaque um botão dedicado para a câmera. Ele tem sensibilidade ao toque, e pode ser usado também para alternar entre funções e dar zoom, por exemplo.

Tirando isso, as mudanças são bastante tímidas. O modelo base agora tem câmeras alinhadas na vertical, retomando um pouco do design dos modelos Xr e XS. Ele também herdou o botão de Ação do iPhone 15 Pro, que pode ser configurado para o que o usuário preferir.

Já o iPhone 16 Pro tem telas maiores (6,3 e 6,9 polegadas) e novos recursos para gravar áudio e vídeo. O conjunto de câmeras passou por mudanças: o modelo Pro recebeu o mesmo zoom óptico de 5x do Pro Max, e ambos agora contam com uma câmera ultra-wide de 48 megapixels.

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Apple melhorou iPad e Mac, perdeu briga na Europa e se enrolou com IA

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Fonte: Tecnoblog

IA em 2024: muitos assistentes, geradores de vídeos e até plágio de voz

IA em 2024: muitos assistentes, geradores de vídeos e até plágio de voz

2024 teve novas tecnologias e novos problemas (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Quem acompanha o Tecnoblog sabe que a inteligência artificial é um dos assuntos mais quentes da tecnologia nos últimos anos. Não foi diferente em 2024: a IA passou a falar mais, criar vídeos e até fazer buscas na internet (mas nem sempre acertando). E para 2025, a expectativa é que a tecnologia vá além da geração de textos e imagens e passe a comandar aplicativos e aparelhos.

Por outro lado, nem tudo foi positivo: além dos já citados erros durante pesquisas na web, as empresas se viram envolvidas em questões de plágio, direitos autorais, privacidade e até mesmo “cópia” de voz.

As notícias mais importantes da IA em 2024Gemini se consolida e vira assistente no AndroidMeta AI faz sua estreia no WhatsApp e no InstagramBusca com IA nem sempre dá certoChatGPT estreia buscador próprioVoz do ChatGPT causa “climão” com atrizSora, Firefly e as IAs de vídeoInteligência precisa de conteúdoNvidia bate recordes graças à alta demandaSamsung e Apple colocam IA em seus aparelhosMicrosoft coloca IA em quase tudoAgentes de IA são o futuro?Brasil discute regulação da tecnologia

Gemini se consolida e vira assistente no Android

No comecinho de 2024, o Google mudou o nome de seu chatbot de IA: sai o Bard, entra o Gemini. Com a nova marca, veio a consolidação da ferramenta no ecossistema do Google e, principalmente, do Android.

Aos poucos, o Gemini vai substituindo o Google Assistente e ganhando recursos para controlar smartphones. A ferramenta de IA já é capaz de se conectar a outros serviços da empresa (como Keep, Tasks e YouTube Music) e a recursos do Android (como alarme, lanterna e Wi-Fi) de forma mais fluida e menos robótica que seu antecessor.

Meta AI faz sua estreia no WhatsApp e no Instagram

Função de “imaginar” na Meta AI (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O ano de 2024 também fica marcado pela entrada da Meta no campo da inteligência artificial generativa. A Meta AI está presente nos principais apps da companhia: WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger. Nem todo mundo gostou, mas a empresa adverte: é melhor não fazer nenhuma gambiarra.

No Brasil, a Meta AI demorou um pouco mais para fazer sua estreia. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) suspendeu as atividades da IA generativa da empresa por preocupações de privacidade, o que acabou atrasando o lançamento.

Busca com IA nem sempre dá certo

Desde que o ChatGPT surgiu, especula-se que chatbots com IA poderão substituir os tradicionais mecanismos de busca na web. Por isso, o Google se mexeu e liberou as AI Overviews, que são resumos de informações gerados automaticamente com base nas páginas encontradas.

Só que nem sempre isso dá certo, e uma dessas respostas esquisitas viralizou. Após uma pergunta sobre como grudar melhor o queijo na pizza, o Google sugeriu passar cola. A recomendação esquisita aconteceu porque o buscador levou ao pé da letra uma piada feita no Reddit há alguns anos.

ChatGPT estreia buscador próprio

A perspectiva de usar a inteligência artificial para buscas na internet ficou mais clara não só porque o Google abraçou a tecnologia, mas também por causa dos investimentos da própria OpenAI.

Em julho, a companhia revelou os primeiros detalhes do SearchGPT, o chatbot capaz de fazer pesquisas na web para complementar sua própria base de dados. A ferramenta foi liberada de fato em novembro com a promessa de entregar textos mais coesos e informações mais corretas (ou menos alucinadas).

e em dezembro, a ferramenta foi liberada para todos os usuários do ChatGPT. Com ela, o chatbot pode fazer pesquisas na web para complementar sua própria base de dados. A promessa é entregar textos coesos com informações mais corretas.

Busca é ativada automaticamente, mas usuário pode fazer uma pesquisa manual (Imagem: Divulgação / ChatGPT)

Voz do ChatGPT causa “climão” com atriz

Um dos principais lançamentos da OpenAI em 2024 foi um modo de fala para o ChatGPT, capaz de responder de modo natural e entender quando está sendo interrompida. A ferramenta tem até mesmo diferentes opções de voz — e uma delas gerou constrangimento.

Algumas pessoas notaram que a voz Sky era parecida com a da atriz Scarlett Johannsson — curiosamente, ela fez o papel de uma assistente virtual no filme Her, de 2013. Johansson revelou ter sido procurada por Sam Altman, CEO da OpenAI, para emprestar sua voz ao app, mas recusou a oferta. A empresa removeu a opção Sky após pedido da atriz.

Sora, Firefly e as IAs de vídeo

Depois da geração de textos e imagens estáticas, chegou a vez de a IA produzir vídeos. Logo em fevereiro, a OpenAI anunciou a Sora, seu modelo capaz de criar peças de até um minuto de duração. A ferramenta demorou para chegar ao público, sendo lançada apenas em dezembro e limitada a assinantes de planos pagos do ChatGPT.

Outra empresa que lançou produtos de IA para vídeo foi a Adobe. Em outubro, ela liberou o Firefly Video Model, capaz de estender vídeos existentes e fazer pequenas alterações.

Inteligência precisa de conteúdo

No finzinho de 2023, o jornal americano The New York Times processou a OpenAI e a Microsoft por usarem seus artigos para treinar seus modelos.

Quem também se meteu em altas confusões foi a Perplexity AI. Forbes e Wired acusaram a desenvolvedora do chatbot de plagiar reportagens e não respeitar a sinalização contra o acesso de robôs.

Para evitar problemas deste tipo, as empresas se mexeram para garantir que a IA tenha conteúdo. A própria OpenAI, por exemplo, assinou contratos com a Associated Press e o Financial Times, entre outras publicações, para ter acesso legal ao conteúdo produzido.

Os contratos vão além de revistas e jornais: a OpenAI e o Google fecharam acordos com o Reddit, que se tornou o “queridinho” de muitos usuários na hora de encontrar opiniões reais e sinceras na internet.

Nvidia bate recordes graças à alta demanda

As tarefas de treinamento e execução dos modelos de IA exigem grande poder de processamento. Com milhões de pessoas usando ChatGPT, Gemini e outras ferramentas todos os dias, uma quantidade enorme de chips é necessária para dar conta de todas as demandas.

Quem gostou disso foi a Nvidia. Principal fabricante de GPUs para IA do mercado, ela chegou a ser a maior empresa do mundo em valor de mercado por alguns meses, atingindo os US$ 3,332 trilhões em junho.

Samsung e Apple colocam IA em seus aparelhos

Após um 2023 em que muitas ferramentas com IA apareceram na internet ou na forma de apps independentes, em 2024, vimos fabricantes criarem suas próprias soluções.

Em janeiro, a Samsung lançou sua linha Galaxy S24, que trouxe também a Galaxy AI. As ferramentas de IA da marca são capazes de remover objetos de fotos e fazer traduções em tempo real. Em julho, 100 milhões de aparelhos da empresa sul-coreana já tinham acesso à IA.

Já a Apple apresentou sua Apple Intelligence em junho, na WWDC, tendo a Siri “turbinada” com ChatGPT como um de seus destaques, bem como gerar imagens e resumir notificações. Os recursos, porém, estão chegando lentamente aos aparelhos da maçã. Além disso, eles só estarão disponíveis em português em 2025.

Microsoft coloca IA em quase tudo

Poucas empresas mergulharam de cabeça na inteligência artificial como fez a Microsoft. Uma das principais investidoras da OpenAI, a desenvolvedora do Windows criou ferramentas para praticamente todos os apps do sistema — até o Bloco de Notas e o Paint foram contemplados.

A empresa também criou a iniciativa Copilot+ PC, certificando computadores que atendem requisitos para rodar tarefas de inteligência artificial. O assistente Copilot, por sua vez, passou por um redesign e ganhou novos recursos, como melhorias na capacidade de raciocínio.

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Nem tudo correu como o esperado, porém: o Recall, ferramenta que prometia ajudar o usuário a lembrar de informações vistas ou tarefas realizadas no Windows, sofreu com críticas relacionadas à segurança e à privacidade. Como consequência, a Microsoft precisou adiar o lançamento diversas vezes.

Agentes de IA são o futuro?

O fim de 2024 apontou um novo caminho para a IA: diversas empresas mencionaram em seus lançamentos o termo “agentic AI”. Google e Microsoft são alguns exemplos.

Em tradução livre, isso significa algo como “IA agêntica”, mas o melhor jeito de explicar é dizer que estes novos modelos terão uma capacidade maior de realizar tarefas pelo usuário, indo além de apenas gerar textos ou imagens.

Brasil discute regulação da tecnologia

Com a IA cada vez mais presente no noticiário, nos aplicativos e nos produtos, governos em todo o mundo passaram a ter mais atenção com o assunto. No Brasil, uma regulamentação para a tecnologia era discutida no Congresso Nacional desde 2019, antes mesmo do “boom” pós-ChatGPT.

Em dezembro de 2024, o Senado Federal aprovou um marco legal para a inteligência artificial. O texto define, entre outros pontos, que as empresas deverão informar quais conteúdos protegidos por direitos autorais estão sendo usado no treinamento dos modelos. Os autores poderão vetar o uso de suas obras.

O marco também visa assegurar direitos à explicação e à revisão humana quando uma decisão tomada por IA tiver impacto jurídico relevante. Além disso, fica proibido o uso de IA para prever realização de crimes ou classificar indivíduos de acordo com seu comportamento.

O texto segue para a Câmara dos Deputados, onde será discutido e votado novamente.
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IA em 2024: muitos assistentes, geradores de vídeos e até plágio de voz
Fonte: Tecnoblog