Category: Inteligência Artificial

Meta muda regras de rótulo para identificar uso de IA em imagens

Meta muda regras de rótulo para identificar uso de IA em imagens

Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta fez mais uma alteração nos avisos sobre uso de inteligência artificial em imagens, vídeos e áudios publicados no Facebook, no Instagram e no Threads. A partir da próxima semana, nos materiais que foram editados ou modificados usando IA generativa, o selo ficará em um menu, aparecendo apenas quando o usuário toca no ícone de três pontos acima da imagem.

Com isso, somente fotos, vídeos ou áudios inteiramente gerados com este tipo de tecnologia continuarão com o rótulo antigo. Nestes casos, o texto “Informações sobre IA” vai aparecer logo abaixo do nome de usuário de quem publicou o conteúdo.

Para achar o rótulo, usuário vai ter que abrir mais opções (Imagem: Divulgação / Meta)

Nas duas situações, ao tocar no selo, uma janela traz informações explicando que o material pode ter recebido diversas intervenções, que vão desde um pequeno retoque até a criação completa.

Selo rendeu críticas à Meta

Esta é a segunda mudança feita pela Meta nos selos empregados em Facebook, Instagram e Threads. A primeira versão tinha o texto “Criado com IA” e era aplicada a todas as imagens que passavam por qualquer alteração envolvendo inteligência artificial generativa.

Fotógrafos criticaram a medida, dizendo que a etiqueta estava sendo aplicada também a imagens com pequenas edições, como remover pequenos objetos ou mesmo recortar as fotografias.

Publicado por @yantastic Ver no Threads

Após este episódio, a Meta trocou o texto do selo para “Informações sobre IA”, em uma tentativa de deixar a identificação mais neutra.

“Assim como outras pessoas do setor, consideramos que nossas etiquetas não estavam alinhadas às expectativas das pessoas e nem sempre forneciam contexto suficiente”, disse a empresa em uma atualização de um blog post naquela ocasião.

Agora, ao distinguir imagens editadas com IA daquelas totalmente criadas com a tecnologia, a empresa parece ter concordado as reclamações.

“Nossa intenção sempre foi ajudar as pessoas a saber quando veem conteúdo feito com IA, e continuamos a trabalhar com empresas em todo o setor para melhorar nosso processo de rotulagem, para que os selos em nossas plataformas estejam mais alinhados com as expectativas das pessoas”, escreveu a Meta em uma nova atualização.

Mesmo assim, definir o limite entre edição e criação pode ser mais difícil do que parece. Recentemente, testes mostraram que a ferramenta Reimagine, do Google Pixel 9, destinada a pequenas alterações, é capaz de transformar fotos comuns em imagens falsas de desastres com apenas alguns toques.

Com informações: The Verge, Meta
Meta muda regras de rótulo para identificar uso de IA em imagens

Meta muda regras de rótulo para identificar uso de IA em imagens
Fonte: Tecnoblog

O que é o Google Gemini? Entenda para que serve e como funciona a IA do Google

O que é o Google Gemini? Entenda para que serve e como funciona a IA do Google

Aplicativo Gemini para Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

O Google Gemini é uma ferramenta de IA Generativa capaz de gerar informações aos usuários a partir de comandos que podem ser feitos em diferentes formatos como texto, imagem, áudio e códigos de programação.

O funcionamento do Gemini consiste na utilização de parâmetros para processar os comandos do usuário e as informações de sua base de dados, advinda dos sistemas do Google. Isso é feito através de Redes Neurais Artificiais, Deep Learning e Machine Learning.

A seguir, entenda em detalhes o que é o Google Gemini e como funciona a ferramenta de IA generativa.

ÍndiceO que é o Google Gemini?Para que serve o Google Gemini?Como funciona o Google Gemini?O Google Gemini coleta e armazena as informações fornecidas pelos usuários?Quais são as versões do Google Gemini disponíveis para o usuário?Quais as vantagens do Google Gemini?Quais as desvantagens do Google Gemini?Qual é a diferença entre Google Gemini e Google Assistente?Qual é a diferença entre Google Gemini e ChatGPT?

O que é o Google Gemini?

O Google Gemini é uma IA Generativa que fornece respostas e realiza tarefas complexas a partir da interação do usuário. Essa interação pode ser em formato de texto, imagem ou áudio, sendo feita em prompts (comandos) que podem ser realizados no chat da ferramenta.

O Google Gemini faz parte de uma família de LLMs multimodais formada também pelo Gemini Ultra, Gemini Pro, Gemini Flash e Gemini Nano. Ele é responsável por alimentar a IA Generativa de mesmo nome e foi anunciado em dezembro de 2023, posicionando-se como concorrente do GPT-4 da OpenAI.

Para que serve o Google Gemini?

O Google Gemini é usado com frequência para pesquisar sobre determinado assunto e obter uma resposta abrangente, mas a IA Generativa pode ser útil para outras tarefas como:

Redação e Programação: redação de textos ou escrita de códigos de programação;

Vendas: criação de materiais para progredir nas oportunidades de vendas;

Brainstorming: auxiliar com tarefas de Brainstorming;

Resumir: ajuda a resumir informações de documentos;

Geração de imagens: cria imagens que o usuário a partir de um comando feito pelo usuário.

CEO do Google Sundar Pichai apresentando o projeto Gemini no Google I/O 2023 (Imagem: Reprodução/Google)

Como funciona o Google Gemini?

O Google Gemini utiliza trilhões de parâmetros para processar vários tipos de dados simultaneamente, incluindo texto, imagem, áudio, vídeo e código de programação. O chatbot aprende padrões automaticamente através do ajuste de parâmetros durante o treinamento para interpretar as informações.

Cada parâmetro da IA Generativa utiliza “pesos” para determinar a relação entre a entrada (prompt, comando) e a saída (resposta). A utilização de um peso é “aprendida” por meio do treinamento da IA, que é realizado através de Redes Neurais Artificiais (RNAs).

As RNAs foram inspiradas no nosso cérebro e utilizam deep learning para criar várias camadas que são ajustadas por técnicas de machine learning. Criar múltiplas camadas serve para imitar a forma como o cérebro humano processa as percepções, criando, assim, uma linguagem natural.

O Google Gemini coleta e armazena as informações fornecidas pelos usuários?

Sim, o Google Gemini coleta informações fornecidas pelos usuários, incluindo o uso de produtos relacionados, conversas, localização, entre outros. O objetivo é melhorar o serviço e desenvolver novos produtos para o Google, segundo a política de privacidade da empresa.

Quais são as versões do Google Gemini disponíveis para o usuário?

O Gemini possui várias versões que estão disponíveis em diferentes plataformas. São elas:

Gemini Pro: modelo versátil e disponível para usuários em geral;

Gemini Ultra: maior capacidade para tarefas complexas; exige acesso específico através de API do Google ou assinatura do Gemini Advanced;

Gemini Flash: modelo leve e rápido;

Gemini Nano: otimizado para executar tarefas de IA no celular sem utilizar conexão com a internet;

Gemini Business: acessado através do Google Workspace;

Gemini Enterprise: um nível superior ao Business, voltado para empresas que utilizam recursos mais avançados do Gemini.

Quais as vantagens do Google Gemini?

Ao utilizar o Google Gemini, o usuário tem algumas vantagens em comparação com outros LLMs, principalmente o ChatGPT, seu maior e mais popular rival. São elas:

Integração com produtos Google: ao utilizar aplicativos como Google Maps, Gmail, Google Docs, Google Flights e Google Drive, é possível acessar recursos do Gemini. Exemplo: exportar resposta do Gemini para o Gmail ou Docs.

Atualização da base de informações da IA em tempo real: o Gemini utiliza dados diretamente do Google e os incorpora em tempo real para analisar e dar uma resposta ao usuário.

Multimodalidade: o Gemini é capaz de ler e gerar respostas nos formatos de texto, imagem e áudio.

Quais as desvantagens do Google Gemini?

O Google Gemini tem algumas desvantagens e é importante se atentar a elas ao utilizá-lo.

Imprecisão nas respostas: a IA Generativa do Google pode cometer erros ao resumir informações retiradas da internet, já que as fontes utilizadas podem não ser confiáveis.

Criatividade limitada: mesmo que o Gemini sirva para gerar conteúdo criativo, ele não serve bem como ferramenta principal para esse fim, sendo mais útil como uma ferramenta para auxiliar na tarefa.

Qual é a diferença entre Google Gemini e Google Assistente?

O Google Assistente é um assistente virtual criado para realizar rapidamente tarefas do dia a dia para o usuário. O microfone do celular capta a sua fala para algum comando, possibilitando que você realize uma ligação, escreva uma mensagem, pesquise no Google, entre outras ações.

O Google Gemini é uma IA Generativa capaz de gerar resultados através da análise de linguagem natural em uma conversa com o usuário por meio de texto, imagens e áudio. Sua capacidade de identificação de padrões através de trilhões de parâmetros permite a geração de respostas complexas e precisas.

Enquanto o Google Assistente gera respostas simples às perguntas do usuário, o Gemini compreende melhor o que foi dito e gera resultados mais relevantes. Além disso, o meio de comunicação no Google Assistente ocorre por áudio enquanto o Gemini aceita texto, áudio e imagens.

Qual é a diferença entre Google Gemini e ChatGPT?

O Google Gemini é atualizado com dados em tempo real através dos sistemas do Google. A IA do Google é capaz de análisar e responder utilizando diversos formatos de informações, incluindo textos, áudio e imagens. Dentro dos apps do Google, o Gemini é utilizado para aprimorar a experiência do usuário, trazendo novos recursos.

O ChatGPT é atualizado com novas informações da internet até determinado período, podendo gerar informações desatualizadas. O prompt (comando) e a respostas da IA podem ser feitos por texto, imagem ou áudio. Nos apps da Microsoft, o ChatGPT é utilizado para trazer novas funcionalidades.
O que é o Google Gemini? Entenda para que serve e como funciona a IA do Google

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Fonte: Tecnoblog

OpenAI apresenta o1, modelo de IA com raciocínio lógico aprimorado

OpenAI apresenta o1, modelo de IA com raciocínio lógico aprimorado

OpenAI o1 inaugura uma nova série de modelos de IA da empresa (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI lançou, nesta quinta-feira (dia 12/09), o modelo de inteligência artificial o1, prometendo que ele será melhor em resolver problemas envolvendo matemática, conhecimentos científicos e linguagens de programação.

O o1 é o modelo conhecido anteriormente pelo codinome interno “Strawberry”. Havia uma grande expectativa para o lançamento desta IA.

Segundo a OpenAI, o o1 foi treinado para pensar por mais tempo nas questões apresentadas antes de respondê-las, “como uma pessoa faria”, nas palavras usadas no comunicado. Por isso, ele deve ser capaz de tentar diferentes estratégias e reconhecer erros.

o1 supera GPT-4o em matemática e ciências

Um resultado disso é que o o1 se saiu muito melhor que o GPT-4o em um teste qualificatório para a Olimpíada Internacional de Matemática. Enquanto o GPT-4o conseguiu resolver corretamente apenas 13% dos problemas, o o1 acertou 83%.

Vale lembrar que, há cerca de um mês, o Google DeepMind afirmou que os modelos AlphaProof e AlphaGeometry 2 combinados resolveram quatro dos seis problemas da prova final da Olimpíada Internacional de Matemática de 2024, o suficiente para conseguir uma medalha de prata.

Voltando ao o1, a OpenAI diz que o novo modelo tem desempenho similar ao de estudantes de doutorado em tarefas envolvendo física, química e biologia.

Mesmo assim, a empresa reconhece que não foi possível resolver completamente o problema das alucinações — termo do jargão da IA para quando uma ferramenta cria uma resposta bem escrita e articulada, mas que, na verdade, é falsa ou incorreta.

Novo modelo ainda tem limitações

Apesar de superar o GPT-4o nestas tarefas envolvendo raciocínio lógico, o o1 ainda fica devendo muitos recursos encontrados no ChatGPT e em ferramentas do tipo.

O novo modelo só aceita entradas em texto, sem processar imagens ou documentos. Ele também não é capaz de buscar informações em tempo real na internet, nem se sai tão bem na hora de responder sobre fatos conhecidos.

Outra diferença é que o o1 é mais lento que o GPT-4o. Ele pode levar até 30 segundos para devolver uma resposta. Depois, o modelo apresenta os passos que o levaram até a solução.

Apenas para assinantes

A OpenAI vai disponibilizar duas versões do novo modelo: o1-preview e o1-mini, este segundo dedicado a geração de códigos de programação.

Usuários dos planos Plus e Team poderão, a partir desta quinta (12), acessar os dois novos modelos por meio do ChatGPT. Para assinantes Enterprise e Edu, as novas ferramentas chegam na semana que vem.

O o1-preview terá limite de 30 mensagens semanais; com o o1-mini, este número é um pouco maior, com 50 mensagens. A OpenAI diz que planeja oferecer o o1-mini para usuários gratuitos do ChatGPT.

Com informações: OpenAI, The Verge, TechCrunch, Axios
OpenAI apresenta o1, modelo de IA com raciocínio lógico aprimorado

OpenAI apresenta o1, modelo de IA com raciocínio lógico aprimorado
Fonte: Tecnoblog

O que é IA generativa? Saiba para que serve e como funciona a tecnologia

O que é IA generativa? Saiba para que serve e como funciona a tecnologia

Entenda detalhes sobre o que é IA Generativa e como funciona a tecnologia (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A inteligência artificial generativa é uma área da inteligência artificial que pode criar novos conteúdos, em diferentes formatos, a partir de uma grande quantidade de dados.

A IA generativa é capaz de identificar padrões e gerar textos, vídeos, áudios, imagens e até códigos de programação em resposta a qualquer comando fornecido pelo usuário.

Entenda o que é a IA generativa, conheça o funcionamento e tipos da tecnologia, e confira vantagens e desvantagens de seu uso a seguir.

ÍndiceO que é IA generativa?Para que serve uma IA generativa?Como funciona uma IA generativa?Como funciona o treinamento de uma IA generativa?Quais são os tipos de IA generativa?Quais são os exemplos de aplicações de IA generativa?É preciso pagar para usar uma IA generativa?Quais as vantagens em usar IA generativa?Quais as desvantagens de usar IA generativa?Qual a diferença entre IA generativa e IA preditiva?É seguro usar IA generativa?Quais são os riscos de usar IA generativa?

O que é IA generativa?

A IA generativa (ou IA Gen) é um segmento da inteligência artificial com capacidade para criar conteúdos em diversos formatos. A tecnologia é caracterizada pelo aprendizado contínuo em alguns casos, já que suas criações são baseadas em uma grande quantidade de dados existentes, e em novas informações coletadas com interações humanas.

Para que serve uma IA generativa?

A IA generativa consegue criar textos, responder a perguntas, gerar imagens ou vídeos a partir de descrições, resolver problemas matemáticos e até desenvolver linhas de códigos de software. Isso porque a tecnologia é baseada em algoritmos que simulam processos de aprendizado e tomadas de decisões humanas.

Toda essa capacidade criativa permite que a IA generativa desenvolva novas aplicações, automatize processos e aumente a produtividade de empresas e pessoas. Inclusive, o banco de investimento Goldman Sachs prevê que a tecnologia pode impulsionar uma elevação de 7% (ou quase US$ 7 trilhões) no PIB global.

Como funciona uma IA generativa?

O processo inicial de uma IA generativa se dá com a criação de um modelo base. Nessa etapa, algoritmos de deep learning são treinados com grandes volumes de dados brutos para identificação de padrões e relações. Esses treinamentos dão luz a uma rede neural capaz de gerar conteúdos em resposta a entradas ou prompts.

Em seguida, os desenvolvedores definem a arquitetura do modelo generativo. Pode-se adotar a Rede Generativa Adversarial (GAN) para aplicações voltadas à geração de imagens ou o Generative Pre-trained Transformer (GPT) para gerações de textos, por exemplo.

A aplicação de IA generativa então passa a gerar os conteúdos nos formatos adotados. Os resultados são avaliados e ajustados pelos desenvolvedores, a partir da atualização de dados ou de novas informações obtidas com interações humanas.

Como funciona o treinamento de uma IA generativa?

O treinamento da IA generativa começa com o algoritmo de deep learning exposto a uma grande quantidade de dados brutos. Com técnicas de machine learning, o algoritmo passa a identificar padrões e é treinado para solucionar problemas, preencher lacunas e decifrar elementos de uma sequência.

Posteriormente, o modelo generativo adotado para a aplicação passa a gerar amostras de conteúdos (como textos, imagens ou áudios). A rede neural é submetida a diversos treinos e refinações para gerar saídas ajustadas e condizentes aos prompts de entrada, mesmo após ter entrado em atividade.

Quais são os tipos de IA generativa?

Existem diversos tipos de IA generativa que podem ser usados para aplicações distintas, dependendo do propósito. E os principais tipos de IA Gen contemplam:

Large Language Model (LLM): LLMs são modelos complexos de IA generativa que podem processar e gerar textos em linguagem natural a partir de treinamentos com uma grande quantidade de dados;

Redes Generativas Adversariais (GANs): tipo de IA generativa capaz de gerar novos dados semelhantes aos dados que foram usados no treinamento;

Autocodificadores variacionais (VAEs): modelos semelhantes aos (GANs), que aprendem a compactar dados e usar essa técnica de compactação para gerar conteúdos semelhantes;

Transformadores: arquitetura de rede neural, como o Generative Pre-trained Transformer (GPT), que aprende o contexto e consegue transformar ou alterar uma sequência de entrada em uma sequência de saída.

Os diferentes tipos e variedades de aplicações de IA Generativa (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os exemplos de aplicações de IA generativa?

A IA generativa tem sido usado em diversos setores, incluindo segmentos de texto, idioma, audiovisual e até codificação. Exemplos de aplicações que usam a tecnologia contemplam:

ChatGPT: aplicação desenvolvida pela OpenAI que utiliza um Modelo de Linguagem de Grande Escala (LLM) para gerar saídas de texto em resposta a prompts de entrada;

Google Gemini: modelo criado pelo Google que usa uma grande quantidade de dados para realizar tarefas em formato de texto;

Copilot: assistente de IA generativa da Microsoft capaz de realizar tarefas (incluindo criações voltadas para apps do Pacote Office) a partir de prompts de texto;

DALL-E: modelo de IA desenvolvido pela OpenAI que pode gerar imagens a partir de descrições em texto;

Midjourney: ferramenta similar ao DALL-E, capaz de criar imagens e artes digitais a partir de descrições em texto;

Soundraw: plataforma capaz de gerar músicas originais e personalizadas com base nas preferências do usuário;

TabNine: aplicação usada para analisar, prever ou completar linhas de código de desenvolvimento;

RunwayML: plataforma que usa IA generativa para editar, gerar animações ou criar vídeos a partir de prompts de texto.

É preciso pagar para usar uma IA generativa?

Não necessariamente. ChatGPT, Google Gemini e Copilot são exemplos de modelos de IA generativa gratuitos, que podem requisitar apenas login para uso. Contudo, versões mais sofisticadas e APIs de integração costumam exigir assinaturas pagas para resultados mais assertivos e aplicações personalizadas.

Quais as vantagens em usar IA generativa?

O mercado entende que a IA generativa pode impactar positivamente diversos setores da economia. Alguns benefícios da tecnologia incluem:

Criação de novos conteúdos: a Inteligência Artificial Generativa pode inspirar ou criar conteúdos como textos, imagens, vídeos e áudios;

Automação de processos: empresas e pessoas podem usar a IA Gen para automatizar processos do dia a dia, como adotar o uso de chatbots para atendimento ao cliente;

Ambientes de testes: a IA generativa pode criar cenários e ambientes experimentais, que posteriormente podem utilizar IA preditiva para simulações ou previsões;

Personalização de aplicações: a IA Gen pode criar conteúdos voltados para determinados nichos de pessoas, otimizando a experiência do cliente.

Quais as desvantagens de usar IA generativa?

Vale mencionar que existem desvantagens ao usar aplicações de IA generativa. Exemplos de malefícios ao utilizar a tecnologia podem abranger:

Limitações técnicas: aplicações podem não trazer os resultados esperados, caso não existam dados suficientes sobre o assunto;

Resultados abrangentes: é possível que a IA generativa apresente resultados vagos ou imprecisos, o que exige uma busca fora da aplicação para confirmar os dados;

Coleta de dados: pesquisas, dados e prompts de entrada tendem a ser coletados pelas donas da aplicação;

Automação da mão de obra humana: empresas têm automatizado diversas tarefas com a IA generativa, diminuindo a mão de obra humana em determinadas profissões.

Qual a diferença entre IA generativa e IA preditiva?

A IA generativa foca na criação de conteúdos, com base em uma grande quantidade de dados. A tecnologia é comumente voltada para o setor criativo e artístico, já que é capaz de gerar textos, áudios, vídeos, poemas, imagens e linhas de códigos.

Já a IA preditiva usa dados históricos para analisar informações e prever eventos futuros, como o resultado de uma eleição ou o desempenho de vendas de um determinado produto. Não à toa, essa tecnologia é geralmente adotada em segmentos empresariais, financeiros e industriais.

É seguro usar IA generativa?

A segurança no uso de uma IA generativa depende de alguns fatores da aplicação adotada, como recursos de segurança utilizados, política de dados e viés do algoritmos. De modo geral, o uso da IA generativa pode ser seguro e trazer diversos benefícios, mas não está imune a riscos ao usuário.

Quais são os riscos de usar IA generativa?

A IA generativa é considerada um grande avanço da tecnologia, mas seu uso também envolve questões sensíveis. Alguns dos principais riscos da tecnologia envolvem:

Resultados imprecisos: a aplicação pode apresentar resultados imprecisos, mesmo que o prompt em IA generativa de entrada seja detalhado;

Algoritmo enviesado: os resultados de uma aplicação de IA generativa não devem ser considerados como uma verdade absoluta, já que os dados usados podem representar apenas uma determinada visão;

Desinformação e fake news: indivíduos podem informar dados falsos e fake news para prejudicar o aprendizado da aplicação;

Disseminação de golpes: criminosos podem usar a IA generativa para aprimorar golpes e ataques cibernéticos;

Violações de direitos autorais: criações geradas por IA podem dar luz a conteúdos similares a obras protegidas, sem as devidas autorizações;

Coleta de dados pessoais: perguntas, prompts de entrada e dados sensíveis do usuário tendem a ser coletados pelas donas da aplicação.

O que é IA generativa? Saiba para que serve e como funciona a tecnologia

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Fonte: Tecnoblog

Samsung promete One UI 6.1.1 para diversos celulares no Brasil; veja lista

Samsung promete One UI 6.1.1 para diversos celulares no Brasil; veja lista

Celulares da linha Galaxy S24 já estão com a One UI 6.1.1 disponível (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Samsung divulgou nesta quarta-feira (11) a lista de celulares que receberão em breve a One UI 6.1.1 e novos recursos de IA. Essa nova versão da interface foi lançada pela sul-coreana em julho, junto dos dobráveis Galaxy Z Fold 6 e Galaxy Z Flip 6. Segundo a empresa, a liberação da One UI 6.1.1 começará neste mês de setembro, sem uma data específica — mas a linha Galaxy S24 já pode baixar a nova interface.

Celulares que receberão a One UI 6.1.1

Galaxy S23

Galaxy S23+

Galaxy S23 Ultra

Galaxy S23 FE receberá a One UI 6.1.1 nas próximas semanas e ganhará recursos de IA da nova versão da interface (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy S23 FE

Galaxy Z Fold 5

Galaxy Z Flip 5

Galaxy Tab S9 — aqui não há certeza sobre quais modelos da linha terão suporte para os recursos de IA da One UI 6.1.1

Novos recursos de IA na One UI 6.1.1

Entre os novos recursos da Galaxy AI na One UI 6.1.1 está a criação de ilustrações a partir de imagens. A ferramenta permite escolher elementos como estilo do desenho. Ao usar esse recurso, é criado uma marca d’água para explicar que a imagem foi criada com inteligência artificial.

O Galaxy AI da One UI 6.1.1 possui uma ferramenta voltada para produtividade. A Notas Inteligentes pode resumir reuniões, sendo capaz de transcrever áudios. Esse recurso pode ser mais útil para os usuários do Galaxy Z Fold 5, já que a tela maior e o suporte para S Pen facilita o uso para anotações durante reuniões.

Os celulares da linha Galaxy S24 com One UI 6.1.1 terão acesso à ferramenta Repostas Sugeridas. Presente no Galaxy Z Flip 6, este recurso de tradução facilita a comunicação usando o Intérprete, tradutor em tempo real do Galaxy AI.

Relembre o lançamento do Galaxy Z Fold 6 e Z Flip 6

Samsung promete One UI 6.1.1 para diversos celulares no Brasil; veja lista

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Fonte: Tecnoblog

Assim são os chips A18 e A18 Pro que equipam os iPhones 16

Assim são os chips A18 e A18 Pro que equipam os iPhones 16

Chip A18 do iPhone 16 (imagem: reprodução/Apple)

A Apple fez o anúncio oficial dos iPhones 16 e dos modelos 16 Pro. Entre os vários atrativos da nova geração de celulares da marca estão dois chips poderosos: o Apple A18 e o Apple A18 Pro. Eles prometem muito desempenho em CPU, gráficos e, sem nenhuma surpresa, inteligência artificial.

Características do Apple A18

O Apple A18 que equipa o iPhone 16 e o iPhone 16 Plus é um chip fabricado com a segunda geração da tecnologia de 3 nanômetros da TSMC. Ele conta com seis núcleos de CPU que, nas palavras da Apple, são até 30% mais rápidos que o chip antecessor, o A16 Bionic. São dois núcleos de alto desempenho mais quatro de eficiência energética.

Na comparação com o A15 Bionic (iPhones 14 e 13) e o A14 Bionic (iPhone 12), os ganhos de desempenho da nova CPU chegam a 50% e 60%, respectivamente:

Desempenho do Apple A18 (imagem: reprodução/Apple)

O A18 também é mais eficiente no consumo energético: ele pode executar a mesma carga de trabalho do A16 Bionic demandando 30% menos energia, explica a Apple.

Para o quesito inteligência artificial, que envolve especialmente os recursos do Apple Intelligence, o A18 conta com um mecanismo Neural Engine de 16 núcleos otimizado para modelos de linguagem generativos e até duas vezes mais rápido em relação à geração anterior.

Talvez os avanços do novo chip sejam mais perceptíveis por jogadores. A Apple conta que o A18 tem uma GPU de cinco núcleos até 40% mais rápida em relação ao A16 Bionic, bem como 35% mais eficiente no consumo energético.

A Apple destaca ainda o suporte a ray tracing acelerado por hardware, o que deve garantir até cinco vezes mais taxas de frames por segundo (fps) nos jogos do que se o recurso funcionasse apenas com base em software.

iPhone 16 (imagem: reprodução/Apple)

Características do Apple A18 Pro

A linha iPhone 16 Pro é equipada com o Apple A18 Pro, que também tem como base um processo de 3 nanômetros de segunda geração.

Aqui, também encontramos dois núcleos de desempenho e quatro núcleos de eficiência energética, mas a Apple diz que a versão Pro tem alguns recursos que a tornam mais ágil que o A18 “normal”, como mais memória cache e novos aceleradores para aprendizado de máquina.

Na comparação com a geração anterior, a Apple afirma que o A18 Pro é até 15% mais rápido que o A17 Pro em CPU, ao mesmo tempo em que demanda até 20% menos energia.

Neural Engine do A18 Pro realiza 35 trilhões de operações por segundo (imagem: reprodução/Apple)

Já a GPU do A18 Pro tem seis núcleos (contra cinco do A18 “normal”) e é até 20% mais rápida em relação ao A17 Pro. Também há aceleração de ray tracing por hardware aqui.

Os demais atributos do Apple A18 Pro incluem o mesmo Neural Engine de 16 núcleos do A18, circuitos específicos para Always-On Display, ProMotion e gravação de vídeo em ProRes, e suporte a transmissões mais rápidas via USB 3.

Além da linha iPhone 16, a Apple anunciou os AirPods 4, a linha Apple Watch 10 e a versão final do iOS 18.
Assim são os chips A18 e A18 Pro que equipam os iPhones 16

Assim são os chips A18 e A18 Pro que equipam os iPhones 16
Fonte: Tecnoblog

Asus revela miniPC que traz botão Copilot no próprio gabinete

Asus revela miniPC que traz botão Copilot no próprio gabinete

NUC 14 Pro AI com botão Copilot no gabinete (imagem: divulgação/Asus)

NUC 14 Pro AI é o nome do miniPC que a Asus anunciou na esteira da IFA 2024, evento de tecnologia que acontece na Alemanha. Como o nome sugere, a novidade traz recursos de inteligência artificial (IA) e leva o conceito tão a sério que incorpora até um botão Copilot na parte frontal.

A ideia é questionável, afinal, o Copilot do Windows 11 pode ser acionado pelo próprio teclado. É de se presumir que o usuário que quiser fazer uso regular da tecnologia comprará um teclado que já tenha uma tecla dedicada, a exemplo do que já ocorre em alguns notebooks atuais.

Além disso, me pergunto se não existe o risco de o usuário confundir o botão com a tecla de liga/desliga que também foi posicionada na parte frontal do NUC 14 Pro AI.

MiniPC Asus NUC 14 Pro AI (imagem: divulgação/Asus)

Com processador Intel para notebook

O que faz o NUC 14 Pro AI realmente interessante é o seu hardware. Para começar, ele pode ser equipado com um chip da recém-anunciada linha Intel Core Ultra 200V, cujos modelos contam com NPU em capacidade entre 40 e 48 TOPS, o que os torna aptos a equipar PCs de categoria Copilot+.

Os chips Core Ultra 200V foram desenvolvidos para notebooks, mas, como vemos aqui, nada impede o seu uso em outras plataformas. Uma das vantagens de sua adoção no NUC 14 Pro AI é que, além de recursos para IA, o miniPC provavelmente será mais econômico no consumo de energia.

Por outro lado, o chip deverá vir soldado à placa-mãe do equipamento, o que dificultará ou impedirá a sua substituição.

A Asus ainda não divulgou todas as especificações do NUC 14 Pro AI, mas indicou que ele suporta memórias LPDDR5X. A memória RAM deve ter, no máximo, 32 GB de tamanho, pois essa é a capacidade suportada pelos chips Core Ultra 200V.

O material de divulgação também revela que o Asus NUC 14 Pro AI suporta SSD M.2 2280, Bluetooth 5.4 e Wi-Fi 7. O equipamento traz ainda portas USB-C com Thunderbolt 4, HDMI, Ethernet, USB 3.2 Gen 1 e USB 3.2 Gen 2. Tudo isso em um equipamento que mede 130 x 130 x 34 mm.

MiniPC Asus NUC 14 Pro AI (imagem: divulgação/Asus)

Disponibilidade e preço

Ainda não há informações sobre preços e data de lançamento, mas o Verge aponta que o miniPC deve ser lançado até o fim do ano. Uma coisa é certa: ele será mais barato que os notebooks Copilot+ que tem preço inicial na cada dos US$ 1.000 nos Estados Unidos.

Falando nisso, vale destacar que os recursos do Copilot+ serão liberados para PCs com chip Intel ou AMD compatível a partir de novembro.
Asus revela miniPC que traz botão Copilot no próprio gabinete

Asus revela miniPC que traz botão Copilot no próprio gabinete
Fonte: Tecnoblog

57% do conteúdo na web foi criado por robôs, mostra estudo

57% do conteúdo na web foi criado por robôs, mostra estudo

Pesquisa mostra que material gerado por IA vem crescendo na internet (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Um estudo divulgado pela AWS nesta semana indica que 57% do conteúdo textual da internet já é gerado por IAs. A pesquisa mostra que a maioria do que é publicado na rede é tradução criada com Machine Translation, inteligências artificiais focadas em traduzir textos. Contudo, isso não é só ruim para os usuários e criadores, mas também prejudica o treinamento de IAs generativas.

Como os LLMs dependem de conteúdo humano e especializado para entregar uma informação mais precisa, a replicação de textos utilizando IAs e apenas com traduções impacta no desempenho das IAs generativas.

O estudo da AWS destaca que as traduções são falhas porque vêm de textos mal escritos. Consequentemente, esse material traduzido entregará informações erradas ou de má-qualidade para os usuários. Além disso, ainda há a questão de que o LLM “reciclará” conteúdos para o seu treinamento — é IA treinando IA, quase um esquema de pirâmide.

Inteligência artificial é usada para criar textos, que depois são usados para treinar as IAs, que aí são usadas para gerar mais textos e o ciclo não para (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Qualidade das respostas cai a cada prompt

A pesquisa mostra que a qualidade e precisão das respostas geradas pelo LLMs cai com o tempo. Se você acha que a IA do Google sugerir passar cola na pizza é ruim, espere mais alguns anos.

Para quem usa o ChatGPT, Gemini, Copilot ou outra IA para tarefas mais simples, essa queda de qualidade pode passar despercebida. Apesar disso, no fim de 2023 e início de 2024 tivemos o caso da “preguiça” do ChatGPT. Na Comunidade do Tecnoblog, alguns leitores já reclamaram de uma certa queda de qualidade das IAs generativas.

O estudo da AWS aponta uma solução para isso: o uso de tecnologias de detecção de material gerado por Machine Translation (MT). Ao contrário dos tradutores básicos, que praticamente traduzem palavra por palavra, as MTs usam IAs para avaliar o contexto do texto.

Com informações: Windows Central
57% do conteúdo na web foi criado por robôs, mostra estudo

57% do conteúdo na web foi criado por robôs, mostra estudo
Fonte: Tecnoblog

Próxima geração da Alexa deve usar tecnologia do Claude AI

Próxima geração da Alexa deve usar tecnologia do Claude AI

Alexa ficaria mais inteligente com o uso do LLM Claude, criado por empresa na qual a Amazon investiu US$ 4 bilhões (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A Amazon pode utilizar a IA generativa Claude para deixar a Alexa mais inteligente. Segundo a Reuters, a big tech optou por usar a tecnologia da Anthropic devido a problemas no desenvolvimento de sua própria inteligência artificial. Reforçando rumores, a agência de notícias disse que essa nova Alexa — com assinatura — chegará em outubro.

No ano passado, a Amazon deu sinais de que poderia utilizar o Claude AI na Alexa. Em setembro de 2023, a big tech investiu US$ 1,25 bilhão na Anthropic — e depois jogou mais US$ 3,75 bilhões na empresa. Na época, este que vos escreve comentou que a (óbvia) investida da Amazon poderia ser um preparativo para aprimorar a Alexa com IA generativa.

Pouco depois, Dave Limp, vice-presidente de dispositivos da Amazon, disse “pensar” numa Alexa com assinatura. Porém, para cobrar pelo recurso, Limp destacou que ela precisava ter mais valor — e deixar a assistente mais inteligente é fundamental nesse plano. Já nos últimos três meses, diversos rumores sobre a Alexa com assinatura e IA generativa surgiram em diferentes veículos.

Amazon não confia na sua própria tecnologia

LLM da Amazon não teve bons resultados com a Alexa (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ouvidas pela Reuters revelaram que o desempenho da Alexa com a IA desenvolvida pela própria Amazon não agradou. Por isso, a big tech escolheu a tecnologia da Anthropic como novo motor da sua assistente virtual.

Uma das fontes, em condição de anonimato, deu a entender que o plano da Amazon é utilizar a sua própria IA generativa no futuro. Essa fonte disse que o foco da empresa é usar modelos próprios, mas que sempre variou na escolha de tecnologias. Além do software da Alexa, a big tech é criadora do Titan, um LLM disponível no serviço Amazon Bedrock e outras tecnologias de machine learning usadas nas suas operações.

Alexa mais inteligente e com assinatura?

Segundo diversos jornais, a Amazon pretende cobrar US$ 10 pela assinatura da Alexa inteligente. Entre os recursos novos estaria o Smart Briefing, uma ferramenta de resumo de notícias baseadas no interesse do usuário. Por exemplo, se você gosta de tênis, a Alexa poderia resumir as notícias do esporte para você.

Hoje, a assistente virtual só é capaz de executar resumos de notícias prontos de veículos. E você ainda precisa dizer qual jornal ou rádio quer ouvir. Ao pedir “Alexa, resumo de notícias de política” ou do US Open 2024, a assistente responde com “desculpa, não entendi” ou que não conhece o termo.

Claude AI é a IA generativa que deve equipar a próxima geração da Alexa e foi lançada no Brasil recentemente (Imagem: Divulgação/Anthropic)

Amazon investigada pelo investimento na Anthropic

O obstáculo do lançamento da Alexa com Claude AI é a investigação que o Reino Unido abriu na parceria entre Amazon e Anthropic. O órgão regulador do comércio do país quer saber se o investimento da big tech se caracteriza como aquisição. Parte do acordo entre as duas empresas envolvia a Amazon ter uma fatia minoritária da Anthropic e fornecer os serviços da AWS para o funcionamento da Claude AI.

Coincidentemente, o prazo para o encerramento da investigação é em outubro. O mesmo mês que, segundo diferentes fontes, a Amazon lançará a Alexa inteligente — e que agora é especulado que essa inteligência virá do Claude.

Com informações: Reuters e The Verge
Próxima geração da Alexa deve usar tecnologia do Claude AI

Próxima geração da Alexa deve usar tecnologia do Claude AI
Fonte: Tecnoblog

ANPD libera Meta para treinar IA com dados pessoais

ANPD libera Meta para treinar IA com dados pessoais

Meta pretendia liberar Meta AI para WhatsApp, Instagram e Facebook ainda em julho (Ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) anunciou que a Meta está novamente liberada para usar dados pessoais para treinar sua inteligência artificial. A empresa terá que seguir um Plano de Conformidade, com medidas para adequar suas práticas.

Grande parte das exigências tem relação com informar os usuários de Facebook e Instagram. Eles receberão notificações pelo email e pelo aplicativo com informações “claras e acessíveis” (nas palavras da ANPD) sobre o uso de dados pessoais para treinar IA.

Mark Zuckberg apresenta Meta AI em evento realizado em setembro de 2023 (Imagem: Reprodução / Meta)

Outras formas de comunicação também serão atualizadas pela Meta, como o Aviso de Privacidade e banners na página dedicada ao assunto.

Usuários poderão se opor ao treinamento

O treinamento só poderá ser iniciado 30 dias após estas medidas de informação. Os usuários poderão se opor ao tratamento de seus dados para o treinamento, e isso deverá ser permitido de forma facilitada — ou seja, você poderá não autorizar que suas publicações e comentários públicos sejam usados pela Meta.

Este direito poderá ser exercido por usuários e não usuários após o início do tratamento de dados, por meio de formulário simplificado. Uma das críticas feitas à Meta era de que o processo para não autorizar o uso de dados era muito complicado.

Antes de suspensão, este era o formulário para retirar dados pessoais do treinamento de IA (Imagem: Reprodução / Tecnoblog)

Além dessas questões, a Meta não poderá usar dados pessoais de contas de menores de 18 anos no treinamento de IA. A ANPD ainda tomará uma decisão definitiva sobre este assunto.

A implementação das medidas será acompanhada pela Coordenação-Geral de Fiscalização da ANPD. “Cabe ressaltar que a atuação da ANPD se deu com o objetivo de promover a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e o esclarecimento dos direitos dos titulares de dados”, diz Waldemar Gonçalves, presidente da ANPD.

Em comunicado enviado à imprensa, a Meta reafirmou que seguirá as medidas definidas pelo órgão. “A Meta está trabalhando arduamente para construir a próxima geração de recursos de IA em seus serviços, garantindo que isso seja feito de maneira segura, responsável e consciente, e que atenda às expectativas de privacidade das pessoas”, afirma a companhia.

Relembre o caso

A ANPD havia barrado o treinamento da IA da Meta em 2 de julho, por entender que existiam riscos de dano grave e difícil reparação caso a companhia seguisse com o processo.

Na ocasião, a entidade considerou os seguintes indícios:

Uso de hipótese legal inadequada para o tratamento de dados pessoais

Falta de informações claras sobre a política de privacidade e o treinamento da IA

Limitações ao exercício dos direitos dos titulares

Falta de salvaguardas para dados pessoais de crianças e adolescentes

No dia 17 de julho, a Meta suspendeu os recursos de IA generativa de Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp no Brasil, como o criador de figurinhas. Como consequência disso, a Meta AI não foi lançada no país.

Na ocasião, a Meta disse estar engajada em discussões com a ANPD para continuar o treinamento.

Com informações: ANPD
ANPD libera Meta para treinar IA com dados pessoais

ANPD libera Meta para treinar IA com dados pessoais
Fonte: Tecnoblog