Category: Hardware e Componentes

O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software

O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software

Saiba como o firmware é importante para o funcionamento de diversos dispositivos presentes no nosso dia a dia (imagem: Reprodução/Rawpixel)
O firmware é o software essencial embutido no hardware para coordenar as funções vitais de um dispositivo. Ele atua como uma ponte, traduzindo comandos complexos em ações físicas para os componentes dos eletrônicos.Sua função é inicializar sistemas e garantir que todas as partes do equipamento estejam prontas para operar. Além de realizar testes de integridade, ele gerencia o fluxo de dados e o controle de periféricos de forma automatizada.Existem tipos variados de firmware, como BIOS e UEFI, que residem em memórias ROM ou Flash, permitindo atualizações de segurança cruciais. Esses códigos são fundamentais tanto em microcontroladores simples quanto em placas de vídeo e servidores de alto desempenho. A seguir, entenda o conceito de firmware, como ele funciona e se pode ser atualizado. Também saiba os eletrônicos de consumo do nosso dia a dia que trazem esse software embutido.ÍndiceO que é firmware?O que significa firmware?Para que serve um firmware?Como funciona um firmwarePosso atualizar um firmware?Posso apagar um firmware?Quais são os tipos de firmware?Quais são exemplos de firmware?Quais dispositivos eletrônicos têm firmware?Qual é a diferença entre firmware e software?Qual é a diferença entre firmware e hardware?Qual é a diferença entre firmware e sistema operacional?O que é firmware?Firmware é o código de baixo nível armazenado permanentemente no hardware para gerenciar suas funções físicas vitais e a inicialização básica. Ele atua como uma ponte que traduz comando de software em ações de hardware, permitindo a comunicação entre componentes e o sistema operacional.O que significa firmware?O termo “firmware” surge da união das palavras “firm” (firme) e “software” (programa de computador). Ele se refere às instruções lógicas gravadas diretamente em chips de memória para controlar o hardware.Usado pela primeira vez por Ascher Opler em um artigo em 1967, o conceito define o conteúdo de memórias de controle entre os componentes físicos e as aplicações. Diferente do software comum, sua estrutura é otimizada para ser permanente ou raramente alterada, garantindo a integridade operacional do dispositivo. Componentes de hardware, como a placa-mãe de um PC, costumam ter o próprio firmware para iniciar os sistemas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Para que serve um firmware?O firmware atua como o código essencial em chips de memória, traduzindo comandos lógicos em ações físicas para o hardware operar. Ele estabelece a ponte de comunicação entre os componentes eletrônicos e as camadas superiores de software, garantindo a integridade do ecossistema digital.A execução inicial do firmware valida a integridade dos circuitos e coordena o boot para o sistema operacional. Por meio de atualizações, ele corrige vulnerabilidades de segurança, otimiza o consumo de energia e expande a compatibilidade do dispositivo com novas tecnologias e protocolos.Como funciona um firmwareO firmware executa instruções gravadas no chip de memória ROM ou Flash para inicializar e gerenciar os componentes eletrônicos de um dispositivo. Ele atua como um conversor de comandos lógicos em sinais elétricos interpretáveis pelo hardware, estabelecendo a base para a operação estável.Na hora da ativação, o código executa a verificação da integridade da CPU e memória antes de carregar o sistema operacional. Durante o funcionamento, ele pode regular o fluxo de dados entre periféricos e otimizar o consumo energético, operando de forma independente do usuário.As atualizações são realizadas via “flashing”, processo que grava novas informações no chip para corrigir vulnerabilidades, otimizar o desempenho ou adicionar novas funções. Esta manutenção permite que o dispositivo receba melhorias sem trocas de peças, prolongando a vida útil e garantindo compatibilidade com novas tecnologias.Os dados de atualizações de firmware ficam em partições redundantes, permitindo reverter para uma versão estável caso ocorra uma falha. Assim, a integridade do sistema permanece protegida contra corrupção de dados, garantindo que o hardware sempre encontre um caminho seguro para a inicialização. Ao ligar um dispositivo, o firmware é responsável por ativar os outros componentes físicos e inicializar o sistema operacional (imagem: Reprodução/AVG)Posso atualizar um firmware?Sim, a maioria dos dispositivos permite a atualização de firmware via download de arquivos oficiais nos sites dos fabricantes. O procedimento requer ferramentas específicas e compatibilidade exata entre a versão do firmware e o modelo do dispositivo.É essencial manter o dispositivo conectado a uma fonte de energia estável durante a gravação dos dados na memória para evitar a inutilização. O usuário também deve seguir rigorosamente as instruções do instalador, garantindo que o sistema não seja reiniciado ou desconectado.As correções eliminam vulnerabilidades críticas de segurança, resolvem bugs de estabilidade e podem até desbloquear novas funcionalidades. Manter o firmware em dia protege o hardware contra invasões cibernéticas e otimiza o desempenho geral do dispositivo.Posso apagar um firmware?Sim, o firmware pode ser removido ou alterado ao usar softwares específicos do fabricante para acessar o código gravado na memória não volátil. Esse processo ocorre em atualizações críticas ou formatações de baixo nível para restaurar componentes.No entanto, apagar esses dados sem o backup imediato pode inutilizar permanentemente o aparelho devido à ausência da lógica de inicialização. Sem o código básico, o hardware não consegue carregar o sistema operacional ou gerenciar os periféricos.Além disso, falhas durante a exclusão do firmware podem corromper trilhas de segurança e invalidar a garantia do produto. Procedimentos não oficiais frequentemente ativam travas de hardware que impedem a recuperação, exigindo a troca física do componente de memória. Problemas durante a atualização ou exclusão firmware pode inutilizar o dispositivo (imagem: Reprodução/AVG)Quais são os tipos de firmware?Os firmwares são divididos em diferentes categorias, com características e usos específicos:Baixo nível (Low-Level): armazenado em memórias do tipo ROM, contém as instruções intrínsecas e imutáveis que definem a identidade básica do componente. Por ser gravado fisicamente na fabricação, é considerado uma parte integrante do hardware e raramente sofre atualizações;Alto nível (High-Level): localizado em memórias Flash, permite atualizações complexas e costuma ter uma interface mais elaborada que o baixo nível. Atua como uma camada intermediária que traduz instruções de software para o hardware, facilitando correções e integração de novas funções;Subsistema: gerencia componentes periféricos independentes em um sistema maior, como o controlador de um SSD ou de uma placa de vídeo. Opera de forma autônoma para otimizar o desempenho de peças específicas sem sobrecarregar a CPU principal;Inicialização (Bootloader): responsável por realizar o Power-On Self-Test (POST) e preparar o ambiente para o sistema operacional ser carregado. Gerencia a transição do hardware “bruto” para o software;Embarcado: projetado para microcontroladores em dispositivos de função única, como itens de Internet das Coisas (IoT) e eletrodomésticos. Sua principal característica é a execução de tarefas em tempo real com consumo mínimo de recursos e alta confiabilidade;Dispositivo de rede: focado exclusivamente no controle de tráfego de dados e protocolos de comunicação em roteadores, switches e modems. Dita como os pacotes de informação são roteados, priorizados e protegidos contra intrusões externas na camada de rede.Quais são exemplos de firmware?Estes são alguns exemplos de firmware que fazem parte do dia a dia de diversos usuários:BIOS: sigla para Basic Input/Output System, é o firmware legado que realiza o teste de hardware e localiza o sistema operacional durante a inicialização de PCs antigos;UEFI: sucessor moderno do BIOS, que oferece inicializações mais rápidas, suporte a discos de armazenamento maiores e recursos de segurança avançados;Firmware de roteador: atua como o sistema operacional do dispositivo de rede, gerenciando protocolos de comunicação, tabelas de roteamento e as regras de criptografia do Wi-Fi;Firmware de HDD/SSD: coordena o braço mecânico em HDDs ou o mapeamento de células de memória em SSDs, além de aplicar algoritmos de correção de erros para evitar perdas de dados;VBIOS (Placa de vídeo): gerencia os parâmetros de energia e frequência da unidade de processamento de vídeo, garantindo que a GPU forneça o sinal para o monitor antes mesmo do sistema operacional carregar;Firmware de smartphone (Baseband): opera em um processador dedicado para gerenciar as funções de rádio, controlando a alternância entre torres de celular e a estabilidade da conexão 4G/5G;Firmware de periféricos: instruções presentes em teclados, mouses e fones de ouvido que traduzir comandos físicos em sinais digitais e gerenciam funções como iluminação RGB e macros;Sistemas embarcados (IoT): controla o funcionamento de eletrodomésticos inteligentes e termostatos, processando dados de sensores e executando comandos de automação residencial;Firmware de impressora: converte arquivos digitais em movimentos mecânicos precisos dos cabeçotes de impressão e monitora constantemente os sensores de papel e níveis de suprimentos;Controle embarcado (EC): firmware presente em notebooks, responsável por funções críticas de hardware, como o controle das ventoinhas, retroiluminação do teclado e gestão de bateria. A BIOS é um exemplo de firmware usado em computadores antigos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Quais dispositivos eletrônicos têm firmware?Quase todos os eletrônicos de consumo e sistemas industriais com hardware programável dependem de firmware para operações básicas. Alguns exemplos são:Computadores e componentes: a BIOS ou UEFI em placas-mãe, SSDs e placas de vídeo coordenam a inicialização do hardware e a comunicação com o sistema operacional;Periféricos de entrada e saída: impressoras, scanners e teclados processam comandos de entrada e gerenciam funções mecânicas;Equipamentos de rede: roteadores, modems e switches utilizam firmware para direcionar o tráfego de dados, gerenciar o Wi-Fi e manter protocolos de segurança ativos;Dispositivos móveis e vestíveis: smartphones, tablets e smartwatches têm camadas que controlam diretamente a calibração da tela, sensores biométricos e o consumo de bateria;Eletrônicos de consumo: smart TVs, câmeras digitais e sistemas de som dependem desse software para processar imagens, áudio e manter interfaces de usuários fluidas;Sistemas automotivos: veículos modernos usam unidades de controle eletrônico (ECUs) para monitorar a injeção de combustível, freios ABS e sistemas de entretenimento de bordo;Consoles de videogame: hardwares como o Sony PlayStation e Microsoft Xbox usam firmware para gerenciar o acesso ao disco, a saída de vídeo em alta definição e os serviços online;Eletrodomésticos inteligentes: máquinas de lavar, micro-ondas e geladeiras modernas automatizam ciclos de funcionamento e interpretam comandos via painéis digitais ou sensores;Dispositivos de casa inteligente (IoT): lâmpadas Wi-Fi, fechaduras eletrônicas e termostatos usam firmware para se conectarem à rede e executarem automações programadas;Equipamentos médicos: marcapassos, bombas de insulina e monitores hospitalares dependem de códigos extremamente estáveis para garantir precisão de leituras e a segurança do paciente. Os firmwares estão presentes em praticamente todos os tipos de eletrônicos de consumo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Qual é a diferença entre firmware e software?Firmware é o código gravado em chips de memória não volátil que fornece instruções básicas para inicialização e o controle dos componentes físicos. Ele atua como o alicerce essencial que permite ao dispositivo ligar e comunicar-se com o hardware antes de carregar o sistema.Software é a camada lógica composta por programas e dados mutáveis que operam sobre o sistema operacional para realizar tarefas para o usuário final. Ele fica no armazenamento volátil, permitindo ser instalado, removido ou atualizado conforme a necessidade da aplicação.Qual é a diferença entre firmware e hardware?Firmware é o software de baixo nível armazenado em chips de memória que fornece instruções para controlar e inicializar as funções essenciais de um dispositivo. Ele dita como o dispositivo deve se comportar logo ao ser ligado, antes mesmo do tema operacional assumir o controle.Hardware é um conjunto de elementos físicos, circuitos e periféricos que constituem a estrutura material e a capacidade de processamento de um sistema. Sem as diretrizes lógicas do firmware, esses componentes são incapazes de executar qualquer operação lógica e comunicação por conta própria.Qual é a diferença entre firmware e sistema operacional?O firmware é o código de baixo nível gravado em memórias, responsável por inicializar o hardware e fornecer instruções básicas de operação. Ele tem a função de preparar o ambiente físico para o carregamento do kernel. O sistema operacional é o software de alto nível que gerencia os recursos do dispositivo, fornecendo a interface e os serviços necessários para a execução de aplicativos e arquivos. Ele usa o kernel para orquestrar o uso da CPU, memória e periféricos eficientemente.O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software

O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software
Fonte: Tecnoblog

Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados

Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados

Linha de SSDs Micron 9650 (imagem: reprodução/Micron)

Resumo

SSD Micron 9650 é o primeiro produzido em larga escala a usar PCIe 6.0, alcançando 28.000 MB/s em leitura e 14.000 MB/s em gravação sequencial;
Linha Micron 9650 oferece melhorias de desempenho em relação ao PCIe 5.0: 100% em leitura sequencial, 40% em gravação sequencial, 67% em leitura aleatória e 22% em gravação aleatória;
Disponível nos formatos E1.S e E3.S, linha Micron 9650 é voltada a data centers, com capacidades de até 30,72 TB na versão Pro e 25,6 TB na versão Max.

Toda nova versão da tecnologia PCI Express traz uma pontada de frustração: os primeiros dispositivos compatíveis com a versão anunciada demoram a ser lançados. Mas, cedo ou tarde, isso ocorre, como prova o Micron 9650, primeiro SSD com PCIe 6.0 fabricado em larga escala.

Aqui, desempenho é coisa séria: a linha Micron 9650 pode atingir 28.000 MB/s (megabytes por segundo) na leitura sequencial de dados, o dobro da taxa que é alcançada quando o PCI Express 5.0 é usado.

Já a taxa de gravação sequencial de dados chega a 14.000 MB/s, contra até 10.000 MB/s com o PCIe 5.0.

Taxas tão expressivas não chegam a ser surpresa, afinal, cada nova versão do PCI Express dobra a largura de banda máxima em relação à geração anterior da tecnologia.

Em linhas gerais, a Micron destaca que, na comparação com unidades baseadas em PCIe 5.0, a nova linha de SSDs é até:

100% mais rápida em leitura sequencial;

40% mais rápida em gravação sequencial;

67% mais rápida em leitura aleatória;

22% mais rápida em gravação aleatória.

Mas os números generosos não terminam aí. A linha também pode alcançar 5.500.000 IOPS de desempenho aleatório de leitura, e até 900.000 IOPS na escrita.

Já o consumo de energia dos SSDs Micron 9650 chega a 25 watts, o que não chega a ser um nível discrepante, pelo menos em relação a SSDs de uso corporativo (é o caso aqui). De todo modo, a linha foi preparada para suportar tanto refrigeração a ar quanto líquida, dependendo do modelo do SSD.

É óbvio que as capacidades de armazenamento também chamam a atenção. Até o momento, a linha é dividida em duas variações: Pro e Max. Cada uma oferece capacidades diferentes:

Micron 9650 Pro: 7,68 TB, 15,36 TB e 30,72 TB

Micron 9650 Max: 6,4 TB, 12,8 TB e 25,6 TB

Linha de SSDs Micron 9650 (imagem: reprodução/Micron)

Disponibilidade dos SSDs Micron 9650

Anunciados em julho de 2025, mas lançados somente agora, os SSDs Micron 9650 já estão disponíveis para venda. Há versões nos padrões E1.S e E3.S (ambos são formatos físicos de SSD para servidores), sendo que somente o primeiro suporta refrigeração líquida.

Como as capacidades de armazenamento sugerem, a linha é direcionada a data centers, razão pela qual os preços de cada unidade não foram divulgados publicamente (até porque o valor pode variar de acordo com a quantidade de unidades comprada).

Não duvido que chegará o momento em que SSDs direcionados a computadores domésticos suportarão o PCIe 6.0, mas, por ora, o foco da tecnologia está mesmo em aplicações profissionais (quer apostar quanto que, dadas as circunstâncias atuais, aplicações de IA serão as mais beneficiadas?).

Em tempo: a tecnologia PCI Express 6.0 foi anunciada em 2022. A versão mais atual é o PCI Express 8.0, cujo anúncio oficial foi feito em agosto de 2025.
Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados

Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados
Fonte: Tecnoblog

Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM

Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM

Steam Machine (canto superior direito) com novo controle e headset de realidade virtual (imagem: divulgação/Valve)

Resumo

Valve adiou lançamento da Steam Machine devido à escassez global de memória RAM e SSDs;
Lançamento oficial estava previsto originalmente para este início de ano (2026);
Apesar de tudo, Valve planeja lançar Steam Machine, Steam Controller e Steam Frame ainda no primeiro semestre de 2026.

Quem não via a hora de botar as mãos em uma nova Steam Machine vai ter que exercer a paciência: a linha deveria ser lançada oficialmente neste início de 2026, mas vai atrasar por conta do atual cenário de escassez de memória RAM e de chips de armazenamento de dados.

O hardware padrão da nova Steam Machine inclui uma CPU AMD com arquitetura Zen 4, uma GPU AMD com arquitetura RDNA 3, 16 GB de memória DDR5 e SSD com armazenamento de 512 GB ou 2 TB.

A nova Steam Machine foi anunciada em novembro de 2025 ao lado do joystick Steam Controller e do headset de realidade virtual Steam Frame. Os preços e as datas oficiais de lançamento deveriam ser informados agora, neste começo de ano, mas a própria Valve admitiu que a crise das memórias RAM forçou uma mudança de planos:

Quando anunciamos esses produtos em novembro, o nosso plano era de anunciar os preços e datas de lançamento no início de 2026 (ou seja, agora). Mas a escassez de memória e armazenamento que está afetando todo o setor, sobre a qual você já deve ter ouvido falar, se intensificou rapidamente desde então.

A disponibilidade limitada e os preços cada vez maiores desses componentes essenciais nos levaram a rever os nossos planos de preços e lançamento (especialmente os da Steam Machine e do Steam Frame).

Há uma nova previsão de lançamento da Steam Machine?

Mais ou menos. A escassez de memórias RAM e de chips de armazenamento tem causado aumentos expressivos nos custos desses componentes. Para piorar a situação, a tendência de aumento de preços ainda não passou. É por essa razão, provavelmente, que a Valve ainda não definiu uma data de lançamento.

Contudo, a companhia informou que ainda tem planos de lançar a nova Steam Machine no primeiro semestre de 2026, o mesmo valendo para o Steam Controller e o Steam Frame.

Nova Steam Machine (imagem: reprodução/Valve)

Por que memórias RAM estão tão caras?

Por causa da demanda maior do que a oferta. A implementação acelerada de aplicações de IA tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma que começou a faltar módulos de RAM no mercado. Como a Valve deixou claro, o problema também atinge o fornecimento de SSDs.

A Valve está longe de ser a única companhia a lidar com essa situação. Só para dar um exemplo, a linha Raspberry Pi teve um aumento expressivo de preços justamente por conta da crise do segmento de memória RAM.
Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM

Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM
Fonte: Tecnoblog

Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM

Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM

Raspberry Pi 5 (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Resumo

Escassez de memória RAM elevou preços das linhas Raspberry Pi 4 e 5 dois meses após último reajuste;
Raspberry Pi 5 de 16 GB foi o mais impactado com um aumento de US$ 60, custando US$ 205 em fevereiro de 2026;
Raspberry Pi 5 de 1 GB, Raspberry Pi 4 de 1 GB e Raspberry Pi 400 escaparam dos reajustes.

As placas Raspberry Pi são aclamadas, entre outras razões, por seu custo relativamente baixo. Mas esse benefício perdeu um pouco de força recentemente: o atual cenário de escassez de memória RAM fez os preços das linhas Raspberry Pi 4 e Raspberry Pi 5 aumentarem consideravelmente.

O que é mais desalentador é o fato de ambas as linhas terem ficado mais caras no início de dezembro de 2025, ocasião em que o Raspberry Pi 5 com 1 GB de RAM foi lançado oficialmente. Um novo reajuste foi aplicado apenas dois meses depois do anterior, portanto.

Em todos os casos, a explicação para o aumento de preços é uma só: o atual cenário de disparada de custos de memória RAM, situação causada pela demanda acentuada de infraestrutura para aplicações de inteligência artificial.

Quais os novos preços das linhas Raspberry Pi 4 e 5?

Infelizmente, os reajustes não são inexpressivos. No Raspberry Pi 5 de 16 GB de RAM, versão lançada em janeiro de 2025, o aumento de preço chega a US$ 60. Esta é a tabela com os novos valores:

MemóriaPreço em 2025Preço em 12/2025Preço em 02/2026Raspberry Pi 44 GBUS$ 55US$ 60US$ 75Raspberry Pi 48 GBUS$ 75US$ 85US$ 115Raspberry Pi 51 GB—US$ 45US$ 45Raspberry Pi 52 GBUS$ 50US$ 55US$ 65Raspberry Pi 54 GBUS$ 60US$ 70US$ 85Raspberry Pi 58 GBUS$ 80US$ 95US$ 125Raspberry Pi 516 GBUS$ 120US$ 145US$ 205

Observe que somente o Raspberry Pi 5 de 1 GB escapou do reajuste. Aqui, é possível que a Raspberry Pi tenha absorvido o custo com a memória RAM para manter pelo menos um modelo da linha abaixo da faixa de US$ 50, mas essa é só uma suposição minha.

Raspberry Pi 4 (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Apesar de não aparecer na tabela acima, o Raspberry Pi 4 de 1 GB também escapou do reajuste (US$ 35), o mesmo valendo para o Raspberry Pi 400 (US$ 60).

Em contrapartida, o Raspberry Pi 500 e o Raspberry Pi 500+ também estão com novos preços: US$ 119 e US$ 259, respectivamente.

Essa situação não agrada a Raspberry Pi. No anúncio sobre os reajustes, a organização deixou claro que os preços serão revisados para baixo quando a crise da memória RAM passar. A notícia ruim é que isso não deve ocorrer tão cedo.
Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM

Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM
Fonte: Tecnoblog

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung lidera mercado de chips de memória (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung se tornou a maior fabricante de chips de memória, com receita de US$ 26 bilhões no 4º trimestre de 2025, superando a SK Hynix.
O aumento na receita da Samsung foi impulsionado por vendas de chips HBM e DRAM para servidores, além de um aumento nos preços do mercado de DRAM convencional.
A alta demanda por memórias HBM, impulsionada pela implementação da IA, está elevando os preços e pode encarecer dispositivos eletrônicos, especialmente smartphones.

A Samsung voltou ao topo do mercado de chips de memória no último trimestre de 2025. A empresa registrou receita de US$ 26 bilhões no período (cerca de R$ 135 bilhões), segundo a Counterpoint Research, e ultrapassou a rival sul-coreana SK Hynix no ranking mundial de fornecedores.

A SK Hynix vinha com vantagem inicial sobre a Samsung, especialmente no segmento de memórias de alta largura de banda (HBM), um dos mais lucrativos do setor. Ainda assim, a empresa manteve desempenho forte e estabeleceu um recorde da indústria, com margem de lucro operacional de 58%.

O que explica a virada da Samsung?

O desempenho da Samsung foi puxado pela venda de produtos de maior valor agregado. Os chips HBM e as memórias DRAM para servidores lideraram o crescimento da receita no trimestre.

A companhia também atua no mercado de DRAM convencional, onde o aumento de preços ao longo do ano contribuiu para elevar os números. A alta nos valores reflete um movimento mais amplo do setor, impulsionado pela demanda crescente por componentes de memória.

Preços devem continuar subindo

As margens de lucro das fabricantes de chips de memória, incluindo a Samsung, têm previsão de alta neste ano. A alta procura por memórias HBM segue acelerada, em especial devido à implementação da IA, o que tem gerado restrições de fornecimento em toda a cadeia produtiva e pressionado os preços para cima.

Para o consumidor, isso significa dispositivos eletrônicos mais caros. O impacto deve ser sentido principalmente nos smartphones, onde a memória RAM e o armazenamento interno representam uma fatia considerável do custo de produção.

A alta nos preços já chegou ao varejo de forma concreta. Nos Estados Unidos, lojas da rede Costco passaram a remover módulos de RAM de computadores expostos nas prateleiras para evitar furtos. Os componentes são guardados separadamente e só são instalados quando o cliente finaliza a compra.

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

A medida drástica reflete o momento do mercado. Com módulos de memória valendo mais, casos de furto desses componentes se tornaram mais frequentes. Algumas unidades da rede também removem placas de vídeo dos PCs de mostruário, prática que começou durante a escassez de chips em 2020.

A tendência é que os fabricantes de eletrônicos repassem os aumentos para os preços finais, especialmente em modelos com mais memória. Aparelhos já ficaram mais caros nos últimos meses, e a expectativa é que essa pressão continue ao longo do ano.

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta
Fonte: Tecnoblog

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Data centers de IA devem demandar 70% dos chips de memória produzidos em 2026, gerando escassez;
Problema da escassez afeta memórias RAM, SSDs e até discos rígidos, impactando produção de eletrônicos e elevando custos;
Micron prevê que crise no mercado de memórias durará até 2028.

A demanda por memórias realmente está maior do que a oferta, cenário que resulta em dificuldade de aquisição desse tipo de componente e, principalmente, em preços elevados. Alimentando essa situação de escassez estão as aplicações de IA, que exigirão até 70% da produção de chips de memória em 2026.

É o que aponta o Wall Street Journal. Trata-se de uma estimativa que preocupa, mas, a essa altura, já não surpreende: o número de aplicações de inteligência artificial cresce em um ritmo tão acelerado que as empresas do setor estão investindo cada vez mais na construção de data centers para executá-las.

O efeito disso é a escassez não só de memórias RAM, mas também de chips de SSDs e até de discos rígidos.

Mas, sim, a situação é mais crítica no segmento de memória RAM. Esse tipo de componente não equipa somente computadores e celulares. TVs, dispositivos vestíveis, alto-falantes inteligentes e sistemas automotivos, por exemplo, também demandam esse tipo de componente. Logo, todo o setor de eletroeletrônicos pode ser impactado por preços mais altos.

Não é só uma questão de repassar os custos com memórias RAM para os consumidores. A escassez de chips também atrasa a produção de equipamentos eletrônicos, aumentando o risco de determinados produtos também ficarem escassos nas prateleiras. Quando isso acontece, não raramente, esses produtos ficam mais caros.

Tem mais. É comum que equipamentos eletrônicos utilizem tecnologias de memória mais antigas, que tendem a ser mais baratas. O problema é que os fabricantes priorizam a produção de memórias mais modernas, como DDR5 e HBM, que oferecem margens de lucro maiores, movimento que também contribui para a crise.

Novamente, não há surpresa aqui: aplicações de IA demandam tanto desempenho que a infraestrutura destinada a elas requer justamente tecnologias de memória RAM mais sofisticadas.

Escassez de memória deve aumentar preços de eletrônicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Wall Street Journal não exagera, portanto, ao sinalizar que estamos diante de um cenário cuja gravidade pode ser comparada aos atrasos de produção no período da pandemia de covid-19.

Consequência: o mercado viu os preços de memórias dispararem 50% somente no último trimestre do ano passado. O setor de semicondutores fechou 2025 com lucro recorde. A Counterpoint Research estima que haverá um aumento adicional entre 40% e 50% nos preços até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Micron prevê que crise da memória durará até 2028

Três companhias respondem por mais de 90% da produção atual de chips de memória RAM: SK Hynix, Samsung e Micron. Esta última revelou, recentemente, que os preços das memórias não devem melhorar antes de 2028.

A solução para o problema passa pelo aumento de produção. Para tanto, Micron e outras empresas do setor estão investindo em novas fábricas de memórias. Mas aí vem um novo problema: leva tempo para essas unidades serem construídas e entrarem em operação.
Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória
Fonte: Tecnoblog

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

A inteligência artificial é um dos focos centrais do Exynos 2600 (imagem: reprodução/Samsung)

Resumo

A Samsung anunciou oficialmente o Exynos 2600, seu novo chipset topo de linha para smartphones, que deve equipar ao menos parte da linha Galaxy S26. Mais do que uma atualização anual, o componente representa um passo importante para a indústria por ser o primeiro SoC móvel produzido em processo de 2 nanômetros com arquitetura GAA (Gate-All-Around).

Segundo a empresa, a transição para 2 nm permite avanços expressivos de performance, consumo energético e controle térmico — um ponto sensível em gerações anteriores do Exynos, frequentemente atrás de chips da Qualcomm, MediaTek e Apple. O Exynos 2600 já está em produção em massa.

O novo chip traz uma CPU de dez núcleos baseada na arquitetura Arm v9.3, com uma mudança relevante na estratégia da Samsung: não há mais núcleos pequenos, de baixíssimo consumo. Em vez disso, o processador combina um núcleo principal de alto desempenho com núcleos intermediários e de eficiência, todos da linha C1.

O que muda na CPU e na GPU?

A ficha técnica cita um núcleo C1-Ultra operando a até 3,8 GHz, três núcleos C1-Pro de alto desempenho a 3,25 GHz e outros seis C1-Pro focados em eficiência, com clocks de até 2,75 GHz. De acordo com a Samsung, esse conjunto entrega até 39% mais desempenho em CPU em comparação com o Exynos 2500. O suporte às instruções SME2 da Arm também deve reduzir latência e acelerar tarefas de aprendizado de máquina diretamente no dispositivo.

Na parte gráfica, o Exynos 2600 estreia a GPU Xclipse 960. A fabricante afirma que o novo componente dobra a capacidade de processamento em relação à geração anterior e melhora em até 50% o desempenho em ray tracing. Outra novidade é o Exynos Neural Super Sampling (ENSS), tecnologia que usa IA para upscale e geração de quadros, buscando melhorar a fluidez em jogos sem elevar drasticamente o consumo de energia.

O novo chip tem suporte a UFS 4.1 e memória LPDDR5X

Samsung ainda não confirmou oficialmente todos os aparelhos que irão utilizar o novo chip (imagem: reprodução/Gizmochina)

IA, câmeras e o desafio do aquecimento

A inteligência artificial é um dos focos centrais do novo chip. A NPU teve, segundo a Samsung, um salto de 113% em desempenho, permitindo rodar modelos generativos maiores no próprio aparelho e reforçar a proteção de dados sensíveis sem depender da nuvem.

O ISP integrado suporta sensores de até 320 MP, captura sem atraso em fotos de 108 MP e gravação em 8K a 30 fps ou 4K a até 120 fps com HDR. Há ainda melhorias em redução de ruído por aprendizado profundo e um sistema de percepção visual capaz de identificar detalhes sutis em tempo real.

Para lidar com calor e estabilidade, o Exynos 2600 adota a tecnologia Heat Path Block, que usa novos materiais para reduzir a resistência térmica em até 16%. A promessa é sustentar alto desempenho por mais tempo, enfrentando um dos principais problemas históricos da linha Exynos.
Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm
Fonte: Tecnoblog

Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas

Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas

Aumento nos valores da cadeia de produção devem impactar preços a partir deste mês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dell e Lenovo devem aumentar os preços devido à escassez de componentes e alta demanda de memórias RAM por servidores de IA.
HP, LG e Samsung também revisarão preços de tablets e PCs com IA devido ao impacto nos custos de memória.
Dell prevê aumento de 15% a 20% nos preços a partir de dezembro, enquanto Lenovo deve ajustar preços em 1º de janeiro de 2026.

Grandes fabricantes de computadores estão se preparando para elevar os preços dos produtos devido ao aumento nos custos de componentes de memória. Os primeiros reajustes já devem impactar o mercado entre o final deste ano e o início de 2026.

Segundo fontes da indústria, ouvidas pelo portal especializado em pesquisa de mercado Trend Force, Dell e Lenovo já começaram a notificar clientes sobre as mudanças.

O aumento de preços é atribuído à escassez de suprimentos e à demanda por servidores de inteligência artificial, que consomem grandes quantidades de memória DRAM de alto desempenho.

Com a prioridade das fabricantes de chips voltada para o setor, o segmento de PCs convencionais e notebooks enfrenta um “aperto” no fornecimento e, consequentemente, custos mais altos. O valor de componentes, como memórias DDR5, saltou cerca de 70% em relação ao ano passado.

Quando os aumentos na Dell e Lenovo chegam?

Dell pode subir valores já em dezembro (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com as fontes, a Dell emitiu um alerta de aumento de preços e a expectativa é que os valores subam entre 15% e 20%, com a possibilidade das novas tabelas entrarem em vigor já neste mês.

O movimento corrobora declarações recentes de executivos da empresa. Em novembro, o COO da Dell, Jeff Clarke, afirmou à Bloomberg que “nunca viu os custos de chips de memória subirem tão rápido”, destacando que as despesas estavam escalando em todas as linhas de produtos da marca.

Lenovo mudará preços a partir da virada do ano (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Lenovo, por sua vez, adotou um cronograma ligeiramente diferente, mas com o mesmo objetivo. A fabricante chinesa começou a informar seus parceiros comerciais que todas as cotações e preços atuais expirarão em 1º de janeiro de 2026.

Em comunicado, obtido pelos analistas através de fontes do setor, a empresa citou dois fatores principais para a decisão: a intensificação da escassez de memória e a rápida integração de tecnologias de IA, que exigem hardware mais robusto.

A recomendação da Lenovo aos clientes é antecipar os pedidos para garantir os valores atuais e evitar custos adicionais no próximo ano.

PCs com IA devem sofrer grande reajuste

PCs com IA serão particularmente afetados (imagem: divulgação/Microsoft)

Os preços elevados do componente devem impactar mais empresas, como HP, LG e Samsung. As três companhias também já estariam revisando os preços dos produtos para o próximo ano, incluindo tablets e PCs com IA.

Esses dispositivos focados em IA, relembra o jornal sul-coreano Chosun, devem ser ainda mais afetados pelos preços das memórias. Isso porque a configuração mínima de RAM de PCs focados em inteligência artificial é 16 GB e prioriza-se o uso de SSDs de alto desempenho.

O efeito cascata é tanto que prejudicará até mesmo fornecedoras de processadores, como Intel, AMD e Qualcomm. As empresas pretendiam expandir o fornecimento de CPUs para AI PCs, mas devem desacelerar a produção de chips com a queda na quantidade de produtos.
Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas

Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas
Fonte: Tecnoblog

Memória RAM Crucial sai do mercado após quase 30 anos

Memória RAM Crucial sai do mercado após quase 30 anos

Empresa cita crescimento da IA como motivo para encerrar divisão de consumo (imagem: divulgação/Micron Technology)

Resumo

A Micron encerrará as vendas de memória Crucial até fevereiro de 2026 para focar em data centers de IA.
A decisão visa atender à crescente demanda por memória de alta largura de banda para chips de IA.
A escassez de componentes e a inflação elevam os preços de memória RAM, impactando consumidores e empresas.

A Micron Technology anunciou oficialmente nesta quarta-feira (3) que deixará o mercado de memórias para o consumidor final a partir de 2026. A decisão marca o fim de 29 anos da marca Crucial, subsidiária da empresa responsável pela venda de memória RAM e SSDs para o varejo.

A empresa justificou a mudança estratégica citando a necessidade de realocar recursos para atender à demanda explosiva por componentes para data centers voltados à inteligência artificial. A construção massiva de novas infraestruturas de processamento de dados criou uma procura sem precedentes por memória de alta largura de banda (HBM), essencial para chips de IA fabricados por empresas como Nvidia e AMD.

Relatórios do setor indicam que somente o projeto de supercomputador Stargate, da OpenAI, poderia consumir sozinho quase 40% da produção global de memórias, drenando a capacidade industrial que anteriormente abastecia o mercado de PCs domésticos.

“O crescimento impulsionado pela IA nos data centers levou a um aumento na demanda por memória e armazenamento. A Micron tomou a difícil decisão de sair da divisão de produtos de consumo da Crucial para melhorar o fornecimento e o suporte aos nossos maiores clientes estratégicos em segmentos de crescimento mais rápido.”

Sumit Sadana, vice-presidente executivo e diretor de negócios da Micron

O que acontece com garantias e suporte?

Suporte e garantia continuam valendo para memórias ou SSDs da Crucial (imagem: divulgação/Micron Technology)

Em comunicado oficial, a gigante de semicondutores informou que continuará enviando produtos da marca Crucial para distribuidores e varejistas até fevereiro de 2026. A empresa assegurou que honrará todas as garantias dos produtos já comercializados e trabalhará com seus parceiros durante o período de transição. Os funcionários afetados pelo fechamento da divisão de consumo deverão ser realocados para outras funções.

Escalada de preços e impacto no mercado

O anúncio ocorre em um cenário de inflação nos preços e escassez de componentes. Para o consumidor final, o impacto já é visível no bolso: um kit padrão de 32 GB de memória RAM DDR5, que podia ser encontrado em promoções no Brasil por cerca de R$ 850 em agosto de 2025, agora dificilmente é visto por menos de R$ 2.800. Kits de maior capacidade ou com frequências mais altas sofreram reajustes ainda maiores, tornando o upgrade proibitivo para parte dos usuários domésticos.

A escassez já obriga outras empresas do setor a tomarem medidas drásticas de contenção. A fabricante de notebooks modulares Framework, por exemplo, suspendeu a venda de pentes de memória RAM avulsos no final de novembro. A medida foi adotada para garantir que haja estoque suficiente para continuar vendendo seus computadores.

Gerry Chen, gerente geral de memórias do TeamGroup, projeta um cenário desafiador para o futuro próximo. Segundo o executivo, a situação pode piorar no primeiro semestre de 2026, momento em que os estoques remanescentes nos distribuidores se esgotarão. A previsão é que as restrições de fornecimento persistam até o final de 2027.
Memória RAM Crucial sai do mercado após quase 30 anos

Memória RAM Crucial sai do mercado após quase 30 anos
Fonte: Tecnoblog

Chega de conta de luz! Homem usa 1.000 baterias de notebook para iluminar a casa

Chega de conta de luz! Homem usa 1.000 baterias de notebook para iluminar a casa

Baterias de íon de lítio fornecem energia para toda a residência (imagem: reprodução/Glubux)

Resumo

O homem conhecido como Glubux criou um sistema solar autônomo com baterias de notebook recicladas, acumulando 56 kWh de capacidade desde 2016.
O sistema, estabilizado com triagem rigorosa de células, utiliza 24 painéis solares de 440 W e um conversor de 3 kVA para abastecer a casa.
O projeto inspirou outros entusiastas a criarem sistemas semelhantes, como um usuário na Alemanha que acumulou 10 kWh com células 18650.

Um entusiasta de tecnologia conhecido como Glubux transformou cerca de mil baterias de notebooks descartadas em um sistema solar autônomo que abastece a casa dele há oito anos. Ele relata, desde 2016, a evolução do projeto para uma instalação com 56 kWh de armazenamento.

O projeto, exibido no fórum Second Life Storage, se baseia no reaproveitamento das células de íon-lítio (modelo 18650) presentes em baterias de laptops antigos.

Projeto de oito anos

Glubux explica que, nos primeiros meses após adicionar as primeiras baterias de notebook coletadas (cerca de 650 unidades), o sistema apresentou instabilidades causadas pela mistura de células com capacidades e desgastes diferentes.

Glubux começou com cerca de 650 unidades (imagem: reprodução/Glubux)

O problema o levou a adotar uma triagem mais rigorosa:

Todas as baterias passaram a ser abertas

Células fracas eram descartadas

Apenas as mais consistentes eram organizadas em blocos padronizados de 100 ampères-hora (Ah).

Esses blocos foram instalados em um galpão a cerca de 50 metros da casa dele, onde também ficam os controladores de carga e inversores responsáveis por proteger e gerenciar o equipamento no dia a dia.

Expansão do sistema

Com a estabilidade resolvida, o sistema cresceu. Glubux instalou 24 painéis solares de 440 W, garantindo a recarga mesmo durante os meses de menor insolação. A coleta de baterias descartadas continuou até atingir a marca de mil unidades processadas.

Sistema usa de painéis solares (imagem: reprodução/Glubux)

Atualmente, o arranjo funciona em 24 V, ligado a um conversor de 3 quilovolt-ampère (kVA) que alimenta toda a casa, incluindo iluminação, eletrodomésticos e eletrônicos.

Segundo o site Scienceclock, o sistema não registrou falhas de células desde a configuração final — um bom sinal, considerando que todas vieram de baterias descartadas.

Ação inspirou outros projetos

Usuários do fórum relatam experiências parecidas (imagem: reprodução/waldschrat)

O projeto fez com que outros entusiastas no fórum investissem em soluções parecidas. Usuários continuam respondendo ao post, contando as próprias experiências e questões para a criação dos projetos.

Em uma das respostas, feita neste ano, um usuário da Alemanha relata ter construído seu próprio sistema de 24V com células 18650 há mais de 5 anos, em que foi possível acumular cerca de 10 kWh de capacidade, adaptando a fiação antiga de sua casa na Baviera.
Chega de conta de luz! Homem usa 1.000 baterias de notebook para iluminar a casa

Chega de conta de luz! Homem usa 1.000 baterias de notebook para iluminar a casa
Fonte: Tecnoblog