Category: Hardware e Componentes

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

Resumo

Nvidia anunciou “superchip” RTX Spark na Computex 2026 para computadores com Windows 11; novidade combina arquitetura Arm e gráficos Blackwell;
novo processador promete capacidade de até 1 petaflop para tarefas de inteligência artificial e, como tal, permite execução local de grandes modelos de IA;
primeiros computadores equipados com o chip devem chegar ao mercado global a partir de setembro de 2026; grandes fabricantes de PCs e a própria Microsoft confirmaram lançamentos.

Faz tempo que há rumores sobre a Nvidia lançar um processador para PCs de forma a competir com a Intel e a AMD. Esse dia chegou: a companhia aproveitou a Computex 2026 para anunciar o Nvidia RTX Spark para computadores com Windows 11. A novidade não é, porém, uma CPU convencional, mas algo que a própria empresa chama de “superchip”.

Em linhas gerais, o objetivo do novo chip é transformar o Windows em uma plataforma de inteligência artificial, mais precisamente, em um sistema operacional potencializado por agentes de IA. Isso explica o fato de o projeto ter sido conduzido em parceria com a Microsoft.

Para tanto, a Nvidia baseou o RTX Spark no GB10, “superchip” apresentado no começo de 2025 para comandar o DGX Spark AI (inicialmente chamado de Project Digits), aquele supercomputador em forma de miniPC desenvolvido especialmente para aplicações de inteligência artificial.

O Nvidia RTX Spark combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Grace e processo de fabricação de 3 nm da TSMC com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA que, na prática, equivale a uma GeForce RTX 5070. O chip é complementado com algo entre 16 GB e 128 GB de LPDDR5X, com a largura de banda de memória podendo chegar a 300 GB/s (gigabytes por segundo).

Que fique claro que os núcleos de CPU do RTX Spark seguem a arquitetura Arm. Por conta disso, a Microsoft afirma ter otimizado o Prism para trabalhar com o novo chip. O Prism é um componente do Windows 11 que emula software x86/x64 justamente em computadores com chips de arquitetura Arm, vale relembrar.

Apesar disso, a Nvidia também está trabalhando junto com desenvolvedores de softwares e jogos para que estes tenham versões nativamente compatíveis com o novo processador.

No quesito desempenho, a novidade promete não decepcionar. A Nvidia fala em capacidade de processamento de 1 petaflop para aplicações de IA em precisão FP4, ou seja, o chip pode lidar com 1 quatrilhão de operações por segundo focadas em inteligência artificial, considerando as suas especificações mais elevadas.

A Nvidia também destaca que o novo chip permite a execução local de modelos de IA com até 200 bilhões de parâmetros, novamente considerando a versão mais avançada do RTX Spark.

Neste ponto, já deve ter ficado claro para você que a novidade terá versões com diferentes características, havendo variações na quantidade de núcleos de CPU, por exemplo.

Se o RTX Spark será capaz de mudar os rumos do segmento de PCs, é cedo para dizer. Mas essa parece ser a expectativa da Nvidia e da Microsoft.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Quando o Nvidia RTX Spark estará disponível?

O Nvidia RTX Spark foi desenvolvido para equipar notebooks de alto desempenho, bem como desktops que seguem o formato de miniPC (remetendo ao DGX Spark AI).

Companhias como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo confirmaram que lançarão máquinas baseadas no Nvidia RTX Spark. A Microsoft também: trata-se do Surface Ultra, laptop que terá tela de 15 polegadas.

Os primeiros computadores equipados com o Nvidia RTX Spark devem ser lançados a partir de setembro de 2026, ainda não havendo previsão de chegada ao Brasil.
Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC
Fonte: Tecnoblog

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

Drones podem ter capacidade de voo dobrada com nova tecnologia em baterias de lítio e enxofre (imagem: divulgação/DJI)

Resumo

Bateria de lítio e enxofre desenvolvida na Universidade de Tsinghua, na China, pode dobrar tempo de voo de drones.
A nova bateria tem eficiência de 549 Wh/kg, enquanto baterias de íon-lítio têm média de 300 Wh/kg.
A tecnologia pode ser usada em drones robustos, de resgate e de entrega de produtos, e também pode ser testada em outras reações, como baterias de fluxo e metal-lítio.

Pesquisadores de Shenzhen, na China, produziram uma bateria de lítio e enxofre que pode ser uma nova solução para a indústria de drones, principalmente pensando em modelos mais robustos. O componente é capaz de controlar melhor a dissipação de energia, um dos grandes problemas da categoria. Segundo os cientistas, isso é possível por conta de uma nova estratégia molecular que também aumenta a eficiência do produto.

Os atuais drones comerciais em geral utilizam baterias de íon-lítio, com capacidade bem inferior. Enquanto a novidade permite uma eficiência de 549 Wh/kg, os componentes atuais têm uma média de 300 Wh/kg.

Futuro das baterias pode estar próximo

Controlar a dissipação de energia em baterias de lítio e enxofre é o grande desafio da tecnologia (imagem: iStock/SweetBunFactory)

A principal dificuldade de estabilizar baterias de lítio e enxofre passa pela alta dissipação de energia, difícil de ser controlada com as tecnologias atuais. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Tsinghua, produziu o componente utilizando um pré-mediador específico para o enxofre, ativado apenas quando o elemento entra em fase de reação eletroquímica.

Em outras palavras, esse aditivo garante que o transporte da carga elétrica ocorra de forma mais direcionada, evitando que a energia se perca em forma de calor. O trabalho acontece a nível molecular e, conforme divulgado pelo jornal China Daily, a resistência do produto é até 75% maior que baterias convencionais de lítio e enxofre. Nos testes, foram realizados 800 ciclos de carga e descarga, com 82% da capacidade original sendo mantida ao longo do processo.

Como isso pode impactar o mercado?

Drones de entrega ganhariam autonomia maior com nova tecnologia de bateria (imagem: divulgação/iFood)

A alta capacidade prometida por baterias de lítio e enxofre é interessante sobretudo para drones robustos, já que a proposta passa pelo alto desempenho por quilo transportado. Ainda assim, uma mudança nos drones comerciais também seria interessante. Outra vantagem interessante é o preço do componente, menor que as baterias de íon-lítio pois o enxofre custa menos.

Os pesquisadores também falaram sobre possíveis usos em drones de resgate, utilizados em situações de risco, além de modelos voltados para entrega de produtos e comida, que teriam uma produtividade maior. A tecnologia também será testada em outras reações, como em baterias de fluxo (reaproveitáveis), metal-lítio e em processos de reciclagem de componentes.

Os testes divulgados nesta semana foram feitos em laboratório. Até o momento não há nenhum relato de uso real dessa nova bateria de lítio e enxofre. Portanto, ainda não dá para prever se a tecnologia será, de fato, empregada a nível comercial, e tampouco se será algo viável nos drones que chegam às lojas.

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones
Fonte: Tecnoblog

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

Discos rígidos de alta capacidade viraram artigo de luxo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Toshiba negou a troca de HD empresarial de mais de 20 TB um cliente que ainda estava dentro da garantia.
Segundo o relato do consumidor, a empresa alegou falta de peças no estoque e ofereceu o reembolso apenas com o preço original das peças.
No Brasil, o CDC define que, se o defeito não for resolvido em 30 dias, o cliente pode exigir troca, abatimento ou restituição com atualização monetária.

A Toshiba teria recusado a troca de um disco rígido empresarial de mais de 20 TB que ainda estava na garantia. Em vez da substituição, a marca ofereceu o reembolso pelo preço original — desconsiderando o salto de valores que acompanhamos nos últimos meses.

O caso foi relatado pelo consumidor em um post no Reddit. Segundo ele, sua empresa comprou centenas de HDs de altíssima capacidade recentemente. Quando uma unidade falhou, acionaram o RMA (sigla para Autorização de Retorno de Mercadoria), mas a Toshiba negou a troca, alegando falta de peças — a espera por modelos de 24 TB, por exemplo, pode chegar a um ano.

Na prática, o prejuízo ficará com o cliente, que terá que comprar um novo HD pelo preço inflacionado do varejo, muito acima do valor reembolsado. Esse é um exemplo do efeito colateral da crise que se instaurou após o boom da IA: a alta demanda secou os estoques e jogou os preços de armazenamento nas alturas.

Fabricante pode apenas devolver o valor da nota?

Encerrar o RMA com o reembolso do valor da nota fiscal é uma tática comum, mas, no cenário atual, pune o comprador em meio à inflação no setor de hardware causada pela expansão dos data centers de IA. Mas a Toshiba não está sozinha nessa.

O Tom’s Hardware aponta que a Silicon Power chegou a cobrar uma “taxa de depreciação” de 15% de um cliente que devolveu pentes de RAM defeituosos, exatamente quando os preços das memórias DDR5 explodiram no mercado.

E se isso acontecer no Brasil?

HDs empresariais de alta capacidade da Toshiba, como os da linha MG Series, chegam ao Brasil por meio de distribuidores corporativos. Por aqui, no entanto, a recusa de substituição esbarra com o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A legislação diz que, se o defeito não for resolvido em 30 dias, a escolha da solução é do cliente. Ele pode exigir a troca por outro produto em perfeitas condições, o abatimento proporcional do preço ou a restituição da quantia paga — obrigatoriamente com atualização monetária.

Além disso, se não houver componente idêntico em estoque, a troca pode ser feita por um modelo equivalente. Ou seja: forçar o reembolso do valor original sem correção para driblar a inflação das peças é uma conduta que gera dor de cabeça legal no Brasil.
Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque
Fonte: Tecnoblog

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Samsung 990 Pro falso (imagem: reprodução/ComputerBase)

Resumo

Samsung alertou sobre SSDs 990 Pro falsificados na Europa; avisou surge após caso de austríaco que recebeu 2 SSDs falsificados de 1 TB que não funcionavam;
inspeção das unidades falsificadas identificou placa de circuito azul e controlador Realtek; no modelo original, a placa é preta e o controlador é Pascal;
Samsung recomendou compra apenas em sua loja online ou em revendedores autorizados, e indicou software Samsung Magician para verificar autenticidade.

Além de memórias RAM, SSDs também estão escassos, o que leva a preços consideravelmente mais altos. Esse cenário deu força para um problema antigo: o de dispositivos falsificados. A situação chegou a um ponto em que a Samsung se viu obrigada a alertar sobre unidades falsas dos SSDs 990 Pro na Europa.

O caso em questão veio à tona depois que o site alemão ComputerBase relatou que um austríaco recebeu duas unidades falsificadas do Samsung 990 Pro de 1 TB. As suspeitas começaram depois que o comprador constatou que nenhum dos dois dispositivos funcionava.

As embalagens de ambos os SSDs não tinham sinais que sugerissem que aqueles produtos não eram originais. A certeza sobre a falsificação veio depois da inspeção das unidades, que revelou que elas usavam uma placa de circuito na cor azul e um controlador Realtek. No modelo original, a placa tem cor preta e controlador Pascal.

Qual foi a reação da Samsung?

Alertada sobre o problema, a Samsung emitiu a seguinte nota (em tradução livre) para recomendar que os SSDs da marca sejam comprados apenas em canais oficiais:

A Samsung leva muito a sério as denúncias de produtos de memória falsificados. Estamos tomando medidas consistentes para combater a distribuição desses produtos falsificados.

Recomendamos a compra de unidades de armazenamento Samsung exclusivamente pela Loja Online da Samsung ou por revendedores autorizados. Os consumidores também podem usar o software Samsung Magician para verificar a autenticidade do produto.

Como já informado, esse tipo de problema não é incomum. Nós, no Brasil, já estamos até acostumados com isso. As chances de você encontrar SSDs falsificados nos principais marketplaces do país não são pequenas.

Samsung 990 Pro original, com placa na cor preta (imagem: reprodução/Samsung)

O que chama a atenção no caso da Samsung é que o problema envolve uma linha de SSDs de alto desempenho e, portanto, mais cara. Normalmente, falsificadores focam em modelos mais baratos porque eles geram maiores volumes de vendas e são tecnicamente mais fáceis de serem falsificados.

É por isso que os crescentes relatos sobre unidades falsas dos SSDs Samsung 990 Pro levantam a suspeita de que o problema tem relação com os preços cada vez maiores desses produtos no mercado.

O aspecto mais alarmante é que, em alguns casos, a falsificação é tão bem feita que até usuários experientes têm dificuldades para identificar unidades não originais. Isso aconteceu recentemente no Japão: uma unidade falsa do Samsung 990 Pro testada pelo site Akiba PC Hotline tinha até desempenho similar ao do original.

Com informações do TechRadar
Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos
Fonte: Tecnoblog

O que são semicondutores? Conheça a matéria-prima dos chips

O que são semicondutores? Conheça a matéria-prima dos chips

Semicondutores estão presentes em praticamente todos os chips do mundo moderno (Imagem: Maxence Pira/Unsplash)

Semicondutores são materiais com capacidade elétrica intermediária e que podem controlar o fluxo da corrente. Eles são usados como matéria-prima para a produção de chips e, por conta disso, é comum atribuir “semicondutores” como sinônimo de “chips”.

Existem dois tipos de semicondutores: os intrínsecos e os extrínsecos. O primeiro se refere ao estado puro dos semicondutores, como silício (Si) e carbono (C). Já o segundo envolve semicondutores puros que foram misturados com outros elementos para aumentar a taxa de condutividade.

A principal função dos semicondutores é de controlar o fluxo de corrente em circuitos integrados. Esse controle gera instruções binárias, e permite que chips se comuniquem com outros hardwares e executem tarefas.

A seguir, entenda o que são semicondutores e qual é a importância desses materiais para o mercado.

ÍndiceO que são semicondutores?Para que servem os semicondutores?Quais são os tipos de semicondutores?Semicondutores intrínsecosSemicondutores extrínsecosComo os semicondutores se transformam em chipsQuais são as principais fabricantes de semicondutores?Qual é a importância dos semicondutores para o mercado tecnológico?Qual é a diferença entre semicondutores e chips?Qual é a diferença entre semicondutores e supercondutores?

O que são semicondutores?

Semicondutores são materiais com capacidade de controlar eletricidade, intermediando o fluxo de corrente elétrica entre condutores e isolantes. Devido à essa natureza, os semicondutores são usados como matérias-primas na composição de praticamente todos os chips modernos e circuitos integrados.

Os semicondutores também costumam ser usados como sinônimos de chips. Logo, é importante entender o contexto para saber se a pauta está se referindo às matérias-primas (como silício e carbono, por exemplo) ou ao produto final (como os chips).

Para que servem os semicondutores?

Os semicondutores têm a função de controlar a corrente elétrica entre pontos de passagem ou isolamento em um circuito. Esse controle de fluxo gera instruções binárias para os sistemas o que, consequentemente, habilita a comunicação e execução de tarefas pelo hardware, e o bom funcionamento do sistema.

Para facilitar o entendimento, pense que os semicondutores atuam de forma similar a um semáforo: eles controlam o fluxo de corrente elétrica (os carros, na analogia) de um chip ou placa de circuito impressa (rodovia), por exemplo. E tudo isso em proporções nanométricas.

Quais são os tipos de semicondutores?

Os semicondutores podem ser divididos em duas categorias, dependendo da forma com que são manipulados. Confira abaixo os dois tipos desses materiais condutores.

Semicondutores intrínsecos

Semicondutores intrínsecos são semicondutores feitos de materiais puros, como silício (Si), carbono (C) ou germânio (Ge). Matérias-primas desse tipo costumam ter níveis mais baixos de condutividade elétrica e estabilidade térmica, porque suas propriedades dependem exclusivamente da natureza química dos elementos.

Semicondutores extrínsecos

Semicondutores extrínsecos são semicondutores compostos por impurezas, ou seja, materiais puros que foram misturados com outros elementos químicos — processo conhecido como doping. A dopagem altera a estrutura atômica da matéria e aumenta a condutividade dos semicondutores, tornando-os mais eficientes do que a “versão intrínseca”.

Como os semicondutores se transformam em chips

Primeiramente, engenheiros pegam os projetos digitais dos chips e os transformam em modelos de vidro, chamados de máscaras. As máscaras funcionam como uma espécie de esboço do circuito, e são enviadas para as fábricas para o início da produção.

Depois, é preciso preparar os semicondutores. Como exemplo, o silício é extraído da areia e passa por vários processos de refinamento para atingir um alto nível de pureza. Posteriormente, os cristais de silício são derretidos e recristalizados em uma peça única, que é fatiada em discos finos, conhecidos como wafer.

Ilustração de disco de wafer (Imagem: Reprodução/台積創新館 TSMC Museum of Innovation)

A partir das máscaras criadas no início da cadeia, máquinas de fotolitografia definem os padrões da estrutura de transistores e imprimem os circuitos no wafer com luz. Esse processo pode ser repetido várias vezes, dependendo da quantidade de máscaras necessárias para o chip. E cada disco de wafer é capaz de gerar centenas ou milhares de chips minúsculos.

Processo de fotolitografia imprime os padrões do chip no wafer (Imagem: Reprodução/台積創新館 TSMC Museum of Innovation)

Paralelamente ao processo de fotolitografia, os engenheiros também realizam a dopagem do semicondutor em várias etapas. A ideia é que a adição de impurezas aumente a condutividade do semicondutor puro, permitindo que ele atinja os parâmetros do projeto digital.

Por fim, os wafers são cortados com serras de diamante e formam milhares de retângulos individuais, que é o que conhecemos como chips. E após serem aprovados nos testes, os chips são enviados para as fabricantes de dispositivos eletrônicos e incorporados ao produto final.

Quais são as principais fabricantes de semicondutores?

O mercado de fabricantes de semicondutores é concentrado em poucas empresas que dominam o setor. E dentre as principais fabricantes estão:

Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC): maior fabricante de semicondutores do mundo, que fabrica chips para gigantes globais como Apple, Nvidia e Samsung.

Samsung Electronics: a empresa sul-coreana também está entre as maiores fabricantes de semicondutores, produzindo chips próprios e para outras empresas.

Intel Corporation: a companhia estadunidense também fabrica chips para a própria marca e para outras empresas, como o Google.

GlobalFoundries Inc: empresa estadunidense que produz chips para terceiros, de diferentes segmentos.

Vale destacar que cerca de 90% da produção de semicondutores é concentrada em Taiwan, e grande parte dessa demanda é absorvida pela TSMC. No entanto, o país também conta com foundries menores — como a United Microelectronics Corporation (UMC) — que costumam ter menos visibilidade.

O Brasil produz semicondutores?

Sim, apesar de participação tímida a níveis globais. Chipus Microelectronics, CEITEC e HT Micron são algumas das poucas fabricantes brasileiras de semicondutores.

O Brasil é um player forte em etapas como encapsulamento e testes na cadeia de semicondutores, mas ainda avança para ampliar sua participação produtiva.

Qual é a importância dos semicondutores para o mercado tecnológico?

O setor de semicondutores tem um papel fundamental para o abastecimento do mercado e desenvolvimento tecnológico.

Basta pensarmos que os smartphones, computadores e outros eletrônicos que usamos no dia a dia dependem de chips. E os chips só existem graças aos semicondutores, que determinam onde a corrente elétrica vai passar (ou não) no circuito e habilitam a comunicação e funcionamento de processadores e outros hardwares.

Além disso, os avanços do setor de semicondutores permitem a criação de chips cada vez menores e mais finos. E isso também estimula o desenvolvimento tecnológico como um todo, com pesquisas e novas tecnologias para produtos ainda mais compactos.

Sem semicondutores, não há chips (Imagem: Maxence Pira/Unsplash)

Em resumo: o mundo moderno não seria como hoje se não fossem os semicondutores, já que praticamente todos os eletrônicos de consumo que usamos dependem de chips.

E é por isso que quando há uma crise no segmento de semicondutores, praticamente todas as áreas são afetadas: as prateleiras das lojas de smartphones e computadores ficam mais vazias, montadoras brecam a produção de automóveis, e a cadeia de eletrodomésticos também fica comprometida.

Qual é a diferença entre semicondutores e chips?

Semicondutores são materiais usados na composição de chips e circuitos para controle de energia. Em uma cadeia industrial, os semicondutores estariam no primeiro estágio, já que são usados como matéria-prima.

Já os chips são pequenos componentes de hardware formados por semicondutores, transistores e interconexões. Se os semicondutores são a matéria-prima, os chips são os produtos finais nessa analogia.

Qual é a diferença entre semicondutores e supercondutores?

Semicondutores têm condutividade elétrica intermediária e permitem o controle do fluxo da corrente. Já supercondutores podem apresentar resistência elétrica nula em determinadas condições, e costumam ser usados em sistemas mais complexos e potentes para evitar perda de energia.
O que são semicondutores? Conheça a matéria-prima dos chips

O que são semicondutores? Conheça a matéria-prima dos chips
Fonte: Tecnoblog

PS6 pode perder versão com leitor de mídia física e ficar 100% digital

PS6 pode perder versão com leitor de mídia física e ficar 100% digital

Diferentemente do PlayStation 5 e PS5 Pro, próximo console pode vir apenas em versão digital (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

O PlayStation 6 pode ser lançado em versão única 100% digital, com leitor de discos vendido separadamente;
O PS6 deve ter armazenamento padrão de 1 TB em SSD e utilizar a tecnologia NTC para compressão de texturas;
O lançamento do PS6 é especulado para 2027 ou 2028, com chips fabricados pela AMD.

O PlayStation 6 (PS6) pode chegar em versão única 100% digital, deixando de lado a versão com leitor de discos embutido – ou mesmo destacável. Pelo menos é o que diz o leaker Kepler_L2, conhecido por adiantar informações sobre tecnologias de hardware como chips e recursos em produtos de Intel, AMD, entre outros exemplos. Ele afirma ainda que a Sony deve optar por um armazenamento de 1 TB em SSD por padrão na nova geração, o que deixaria o produto mais barato em relação à oferta com mais memória disponível.

Vale lembrar que, recentemente, a marca anunciou um aumento global no preço sugerido pelo PlayStation 5 (PS5). No Brasil, o valor oficial do console subiu de R$ 3.999 para R$ 4.699, motivo que teria relação com a recente crise nos chips de memória. A próxima geração de videogames da Sony tem previsão de lançamento entre 2027 e 2028, mas ainda não há nenhuma confirmação por parte da gigante japonesa.

Versão 100% digital já é realidade

De acordo com as informações do leaker, repercutidas no site Extremetech, o novo modelo seguiria o que já acontece hoje com as versões mais recentes do PlayStation 5 (PS5): a opção digital permite a instalação de um leitor de discos proprietário da Sony, vendido separadamente. Seu preço no e-commerce é de R$ 598.

Ainda assim, é importante dizer que o valor do console que traz o leitor de discos nem sempre é menor em relação ao PS5 digital, sobretudo em períodos de descontos. Atualmente, o valor mais baixo encontrado pelas duas versões é próximo, com o PS5 sem leitor de discos saindo a partir de R$ 3.449, enquanto a opção de mídia física custa ao menos R$ 3.693.

Sony já introduziu opção 100% digital do PS5 com a opção de compra do leitor de discos por fora (Imagem: Divulgação/Sony)

Nova tecnologia de compressão

Segundo o leaker, a versão única 100% digital e com apenas 1 TB de armazenamento seria possível graças à tecnologia NTC, sigla para Compressão Neural de Texturas. A proposta do recurso seria reduzir o peso dos games instalados no console ao comprimir os arquivos voltados para texturas, algo fundamental em jogos AAA.

Essa funcionalidade utilizaria, inclusive, inteligência artificial para comprimir e extrair essas texturas, e o tamanho a ser armazenado seria até 7x menor no futuro PS6. Na prática, a expectativa é de uma exigência gráfica menor no modelo e, consequentemente, menos espaço para cada game no sistema.

O que se sabe do PS6 até agora

Não há informações oficiais por parte da Sony a respeito do vindouro PlayStation 6, e tudo que se pode falar é com base em rumores da indústria. As especulações apontam lançamento entre 2027 e 2028, além de preço base próximo aos US$ 1 mil, ou seja, R$ 5,16 mil em conversão direta e sem impostos.

Por enquanto, de certezas, apenas o fato de que o console já está em desenvolvimento e que seus chips (CPU e GPU) serão fabricados pela AMD, que superou a Intel na corrida pelo videogame da Sony.
PS6 pode perder versão com leitor de mídia física e ficar 100% digital

PS6 pode perder versão com leitor de mídia física e ficar 100% digital
Fonte: Tecnoblog

TSMC decide privilegiar Apple e Nvidia no fornecimento de chips

TSMC decide privilegiar Apple e Nvidia no fornecimento de chips

TSMC fecha as portas para clientes menores (imagem: divulgação/TSMC)

Resumo

A TSMC reservou sua capacidade de fabricação de chips de 3 nm para a Apple e Nvidia, devido à alta demanda e restrições operacionais.
A decisão impacta a indústria global, com empresas como Intel e AMD recebendo menos chips, enquanto a Samsung busca preencher a lacuna.
Problemas adicionais, como a crise de hélio, agravam a situação, afetando lançamentos de gadgets e estratégias de produção.

A TSMC, empresa taiwanesa que controla cerca de 70% do mercado de fabricação de semicondutores, tomou uma decisão drástica: toda a sua capacidade de fabricação de chips de 3 nanômetros (nm) está agora reservada apenas para seus maiores clientes.

A medida reflete em toda a cadeia de suprimentos global, uma vez que a indústria não consegue absorver o ritmo acelerado de pedidos impulsionados pelo boom da inteligência artificial. O resultado será que grande parte das empresas de tecnologia ficará em uma fila de espera por tempo indeterminado.

Por que a TSMC atingiu o limite?

A resposta está na combinação entre uma demanda sem precedentes e restrições operacionais. O site DigiTimes revela que a TSMC precisou priorizar dois perfis essenciais de clientes: a infraestrutura pesada de IA e os “clientes fiéis” de longa data.

Nesse cenário, a maior parte da produção de 3 nm vai direto para a Apple e Nvidia, parceiras consistentes que exigem um volume gigantesco. O acesso privilegiado a essa tecnologia garante à dupla uma vantagem competitiva considerável em eficiência energética e poder de processamento contra as rivais.

Enquanto isso, gigantes como Intel e AMD receberão porções bem menores. A situação é tão aguda que a Broadcom, grande desenvolvedora de circuitos sob medida, soou o alerta de que a companhia taiwanesa atingiu seu limite, derrubando uma antiga crença do mercado de que a TSMC poderia expandir sua capacidade de produção quase indefinidamente.

Esse gargalo atinge em cheio os produtos do dia a dia. Com as linhas de montagem tomadas pelos “grandes”, o setor de eletrônicos de consumo enfrentará falta de espaço e estouro de orçamento. Consequentemente, o lançamento de novos gadgets e hardwares de ponta sofrerá com atrasos severos.

Para piorar, a crise esbarra em problemas de segurança globais. O TechSpot destacou recentemente um ataque de drones que eliminou um terço do suprimento global de hélio, um gás essencial para fabricar semicondutores.

Alta demanda por IA sobrecarregou as linhas de produção da companhia (imagem: divulgação/TSMC)

Rotas alternativas

Diante das portas fechadas na TSMC, o setor corre para repensar estratégias e evitar o cancelamento de lançamentos. A Samsung Foundry busca se aproveitar desse momento e surge como a principal rota de escape. Um acordo recente mostra que a Samsung e a AMD estão aprofundando uma parceria no desenvolvimento de memórias, abrindo caminho para a concorrente da Intel contornar parcialmente o bloqueio em Taiwan.

Iniciativas independentes também ganham força. Elon Musk, por exemplo, anunciou o projeto Terafab para tentar garantir de forma autônoma os chips de seus próprios ecossistemas de IA e robótica. Paralelamente, a própria Intel segue injetando capital para aumentar sua produção de silício na tentativa de atrair clientes órfãos da concorrente asiática.

Embora parte dos analistas estime que a restrição de oferta possa diminuir em um ou dois anos, não há nenhuma certeza de que a situação se normalizará caso a IA mantenha o seu agressivo ritmo atual de expansão.
TSMC decide privilegiar Apple e Nvidia no fornecimento de chips

TSMC decide privilegiar Apple e Nvidia no fornecimento de chips
Fonte: Tecnoblog

Intel cancela CPU topo de linha da geração Arrow Lake

Intel cancela CPU topo de linha da geração Arrow Lake

Linha Arrow Lake Refresh vai ficar sem um chip de ponta (imagem: reprodução/Intel)

Resumo

Intel cancelou o processador Core Ultra 9 290K Plus da geração Arrow Lake para focar nos modelos Core Ultra 5 e Ultra 7.
A decisão visa oferecer melhor custo-benefício e evitar erros passados, como preços altos sem ganho significativo de desempenho.
O Core Ultra 9 290K Plus estava quase finalizado, mas a Intel optou por não lançá-lo para manter uma estratégia financeira competitiva.

A Intel bateu o martelo e confirmou que o Core Ultra 9 290K Plus não verá a luz do dia. A decisão oficializa o cancelamento do que seria o processador mais potente da nova geração Arrow Lake Refresh. Em vez de disputar o segmento de entusiastas com um chip de alto custo, a companhia decidiu mudar a rota e priorizar o custo-benefício, focando seus esforços em processadores mais acessíveis para o público.

A informação foi confirmada pelo gerente de comunicação técnica da Intel na Alemanha, Florian Maislinger, ao portal PC Games Hardware. O executivo afirma que a marca optou por não lançar o chip topo de linha para “maximizar o desempenho para os modelos de desktop amplamente disponíveis”. Com isso, a linha foca nos recém-anunciados Core Ultra 7 270K Plus e Core Ultra 5 250K Plus.

Maislinger ressaltou que a série foi projetada para entregar um “valor excepcional” ao consumidor, unindo “desempenho excepcional em jogos e um valor incrível em comparação com a concorrência”.

Por que o Core Ultra 9 290K Plus foi descontinuado?

A Intel optou por não repetir os erros de um passado recente. O antecessor direto dessa categoria, o Core Ultra 9 285K, chegou ao mercado cobrando um preço muito acima do Core Ultra 7 265K. O problema é que, na prática, essa diferença brutal de valor resultava em um aumento de desempenho praticamente nulo em jogos, frustrando consumidores que buscavam o máximo de quadros por segundo.

Como destacou o site VideoCardz, sem o processador de custo altíssimo no catálogo, a empresa promete entregar alto rendimento em games, mantendo uma posição financeira competitiva.

Novos processadores Core Ultra 200S Plus (imagem: reprodução/Intel)

Processador estava quase pronto

Um aspecto curioso da decisão é que o processador de 24 núcleos estava na reta final de desenvolvimento. Entradas recentes do Core Ultra 9 290K Plus, vazadas no banco de dados do software de testes Geekbench, provam que a Intel possuía amostras funcionais do componente circulando internamente até o último minuto.

A decisão quebra uma longa tradição da empresa de lançar edições especiais (como as famosas variantes “KS”, que forçavam os limites de velocidade da CPU) para coroar suas arquiteturas. Desta vez, o salto de desempenho da geração Arrow Lake ficará restrito aos segmentos intermediário e avançado, deixando o nível entusiasta de fora da jogada.
Intel cancela CPU topo de linha da geração Arrow Lake

Intel cancela CPU topo de linha da geração Arrow Lake
Fonte: Tecnoblog

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Seagate e a Western Digital venderam todo o estoque de HDs para 2026, e demanda pode continuar alta até 2028;
Demanda por HDs é impulsionada pela necessidade de infraestrutura para aplicações de IA, afetando principalmente o mercado corporativo;
Aumento da demanda por HDs e SSDs devido à IA eleva preços para consumidores finais e empresas, mesmo que indiretamente.

Já não resta dúvida de que a demanda de componentes para infraestrutura de IA também afeta o segmento de discos rígidos: a Seagate confirmou, recentemente, que toda a sua produção de HDs para 2026 já foi comercializada e que pedidos para o primeiro semestre de 2027 já são esperados.

Não é uma situação isolada. Também recentemente, a Western Digital revelou já ter vendido praticamente todo o seu estoque de HDs para 2026. É possível que a Toshiba esteja em situação semelhante, afinal, as três companhias são os principais nomes do segmento de discos rígidos.

A Seagate prevê ainda que a demanda aumentada durará pelo menos até 2028:

Nossa capacidade de produção nearline [HDs para servidores] está totalmente alocada durante o ano de 2026, e esperamos começar a aceitar pedidos para o primeiro semestre de 2027 nos próximos meses.

(…) Além disso, vários clientes de nuvem estão discutindo suas projeções de crescimento da demanda para 2028, o que reforça a importância da garantia de fornecimento [para 2028].

William Mosley, CEO da Seagate

Quais as implicações para o consumidor final?

Notebooks, desktops e afins dificilmente saem de fábrica equipados com HDs atualmente. Quando isso ocorre, ou o computador é de baixo custo ou o disco rígido é usado como uma unidade secundária de armazenamento de dados.

Tanto no caso da Western Digital quanto no da Seagate, os estoques comprometidos dizem respeito a aplicações corporativas, que respondem por mais de 90% das vendas de HDs por essas companhias.

Um HD da linha Seagate Exos para uso corporativo (imagem: reprodução/Seagate)

Os estoques comprometidos devem afetar a oferta de discos rígidos principalmente para organizações, tanto no aspecto das quantidades disponíveis, quanto no fator preço.

Apesar disso, consumidores também podem ser impactados, pois unidades destinadas ao mercado doméstico tendem a ser redirecionadas a aplicações corporativas, principalmente de pequeno porte, levando a um aumento de preços também no varejo.

Por que a demanda por componentes aumentou tanto?

Basicamente, por causa da implementação acelerada de aplicações de IA, que requer infraestruturas computacionais avançadas. Esse cenário tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma a demanda por módulos de RAM, SSDs e até HDs aumentou enormemente.

Sobre discos rígidos, unidades do tipo têm desempenho inferior em relação aos SSDs, mas ainda dão conta de determinadas aplicações corporativas. Como a demanda aumentada fez os custos dos SSDs serem até 16 vezes superiores, HDs têm sido procurados como alternativas, o que contribui para os estoques comprometidos em fabricantes como Western Digital e Seagate.
Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano
Fonte: Tecnoblog

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

Novo MacBook de entrada deve manter design de alumínio, similar ao Air (imagem: Divulgação/Apple)

Resumo

O macOS 26.3 revelou três novos produtos da Apple: um MacBook de baixo custo (codinome J700) e duas variantes do Studio Display 2 (codinomes J427 e J527).
O MacBook J700 utilizará o chip A18 Pro, similar ao do iPhone 16 Pro, e deve custar entre US$ 599 e US$ 799 nos EUA, com preço estimado no Brasil entre R$ 6.499 e R$ 8.999.
O Studio Display 2 incluirá tecnologias como ProMotion e HDR, com taxa de atualização de 120 Hz e um chip A19 para suportar recursos avançados.

Faltando duas semanas para o evento especial de 4 de março, a própria Apple acabou deixando escapar detalhes sobre o que está por vir. A versão final do macOS 26.3, liberada para o público no dia 11 de fevereiro, trouxe no código-fonte referências diretas a três novos produtos.

Conforme revelado pela Macworld, a descoberta aconteceu por extensões de kernel (kexts) que identificam os dispositivos pelos codinomes J700, J427 e J527. Os registros confirmam rumores de que a empresa planeja uma investida agressiva no setor de entrada com um MacBook inédito, além de uma atualização aguardada para a linha de monitores Studio Display.

O que sabemos sobre o MacBook de entrada?

O dispositivo identificado pelo codinome J700 deve ser um MacBook focado em custo-benefício, inaugurando uma categoria abaixo do MacBook Air. O modelo também pode representar uma quebra de paradigma: será o primeiro computador da marca a utilizar um chip da linha “A”, geralmente reservada aos iPhones, em vez da linha “M”.

O processador escolhido seria o A18 Pro, o mesmo do iPhone 16 Pro. Embora possa parecer um “downgrade” para quem está acostumado com os chips M2 ou M3, testes de benchmark indicam que o A18 Pro tem desempenho superior ao do chip M1. Para o público-alvo deste laptop — estudantes e usuários domésticos que priorizam navegação, edição de textos e consumo de mídia —, o poder de fogo é mais do que suficiente.

Mark Gurman, da Bloomberg, antecipou que o design não deve sofrer cortes drásticos. O laptop deve manter o chassi em alumínio e uma tela de aproximadamente 13 polegadas, sem perder o aspecto premium da Apple.

Qual deve ser o preço no Brasil?

Nos Estados Unidos, as projeções variam entre US$ 599 e US$ 799. Fazendo a conversão direta para a cotação atual, teríamos valores entre R$ 3.264 e R$ 4.354. No entanto, o histórico da Apple no Brasil exige incluir na conta custos de importação, impostos e margem de lucro.

Atualmente, o MacBook Air M2 é vendido nos EUA por US$ 999 e chegou ao Brasil oficialmente por R$ 10.999. Seguindo essa proporção de aproximadamente 11 para 1, podemos estimar os seguintes valores para o mercado nacional:

Versão de US$ 599: entre R$ 6.499 e R$ 6.999

Versão de US$ 799: entre R$ 8.499 e R$ 8.999.

Se o valor inicial for confirmado, este se tornaria o Mac mais acessível do catálogo brasileiro em anos, competindo diretamente com notebooks Windows de alto desempenho.

Studio Display 2 deve trazer ProMotion e HDR

Studio Display finalmente deve ganhar sucessores com de 120 Hz e suporte a HDR (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Além do novo laptop, o macOS 26.3 detalhou os drivers para os modelos J427 e J527, variantes da segunda geração do Studio Display. O monitor atual da Apple já completa quatro anos de mercado e carece de tecnologias que se tornaram fundamentais, como o ProMotion.

O novo monitor deve vir com taxa de atualização de 120 Hz, garantindo mais fluidez em animações e edição de vídeo. Outra adição esperada é o suporte ao HDR (High Dynamic Range), melhorando o contraste e o brilho máximo do painel.

Para dar conta desses recursos e de funções inteligentes como o Áudio Espacial, o periférico deve ser equipado com um chip A19. A presença de dois codinomes diferentes levanta a possibilidade de a Apple lançar uma versão com tela maior ou, quem sabe, uma opção com acabamento de vidro nanotexture como padrão em um dos modelos.

Onde estão os chips M5?

Um detalhe que chama a atenção no vazamento é a ausência de menções aos chips M5. Rumores indicavam novos MacBook Pro e uma atualização do Mac Studio em desenvolvimento com o novo chip. É provável que a Apple reserve as novidades para o segundo semestre de 2026.
Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores
Fonte: Tecnoblog