Category: Hardware e Componentes

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

SK Hynix deve ampliar presença nos Estados Unidos após pressão de Trump (imagem: divulgação/SK Hynix)

Resumo

Intel e SK Hynix negociam parceria para produzir chips de memória nos EUA, com opções de aluguel de fábrica da Intel em Ohio ou joint venture com empresas de nuvem.
A SK Hynix avalia medidas para ampliar suas bases de produção, mas nenhuma decisão foi tomada sobre cooperação com empresas específicas ou fabricação de memória nos EUA.
O governo sul-coreano pode barrar tecnologias avançadas, exigindo revisão de projetos que envolvam componentes estratégicos para o país, como chips de memória HBM ou DRAM.

A americana Intel e a sul-coreana SK Hynix negociam uma parceria para produzir chips de memória nos Estados Unidos. O acordo ainda está em fase preliminar e pode seguir por dois caminhos: o aluguel de uma fábrica da Intel no estado de Ohio ou uma joint venture com companhias de computação em nuvem.

Segundo a Reuters, ainda não está definido qual tipo de memória será produzido nos EUA, que pressiona fabricantes de semicondutores de Taiwan e Coreia do Sul a ampliarem a produção em território local. A SK Hynix estreou na bolsa de valores Nasdaq em julho e quebrou recordes, com o maior valor já levantado por uma empresa estrangeira no país.

Mas a instalação de uma fábrica nos EUA é mais custosa. Segundo fontes ouvidas pela agência, despesas com mão de obra e construção são maiores no país, e boa parte dos fornecedores da indústria estão na Ásia.

SK Hynix pode ocupar fábrica da Intel

Renderização das futuras fábricas de chips da Intel (imagem: divulgação/Intel)

Uma das opções discutidas é o aluguel de parte do complexo que a Intel está construindo no estado de Ohio. A fabricante estadunidense anunciou em 2022 um investimento de até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 514 bilhões) para construir no estado um grande complexo de fabricação de semicondutores.

O projeto, porém, sofreu atrasos. As duas primeiras fábricas do polo, previstas inicialmente para começar as operações no ano passado, agora têm previsão de início para 2030 e 2031. A necessidade de levantar mais fundos para as obras esteve entre os argumentos que levaram a Intel a vender 10% de suas ações para o governo dos EUA.

Nesse cenário, uma parceria com a SK Hynix poderia incluir a utilização de parte da estrutura planejada pela Intel. A outra possibilidade seria uma sociedade entre Intel, SK Hynix e grandes empresas de computação em nuvem interessadas em garantir o fornecimento de memória para seus próprios data centers.

Governo da Coreia do Sul pode barrar tecnologias avançadas

Coreia do Sul pode barrar fabricação de tecnologias avançadas no exterior (imagem: divulgação/SK Hynix)

Outro obstáculo está na própria Coreia do Sul. A produção nos Estados Unidos de tecnologias avançadas de memória pode exigir uma revisão do governo caso envolva componentes classificados como estratégicos para o país.

Procurado pela Reuters, o Ministério do Comércio da Coreia do Sul afirmou que decisões sobre instalações de produção cabem às empresas. O órgão, porém, ressaltou que projetos envolvendo uma “tecnologia central nacional” precisam passar por uma revisão prevista na Lei de Proteção de Tecnologia Industrial.

Isso pode afetar uma eventual produção de tecnologias como HBM (chips bastante visados pela indústria de IA) ou determinadas gerações de DRAM nos Estados Unidos. Fontes ouvidas pela agência afirmam que o governo sul-coreano também pode considerar os investimentos da SK Hynix nas negociações comerciais com Washington.

A SK Hynix confirmou que avalia medidas para ampliar suas bases de produção, mas afirmou à Reuters que “nada foi determinado neste estágio”. Posteriormente, em comunicado publicado em seu site, a empresa declarou que nenhuma decisão havia sido tomada sobre uma possível cooperação com empresas específicas ou sobre a fabricação de memória nos Estados Unidos.
Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre

Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre

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O Nintendo Switch OLED está saindo por R$ 1.952 no Pix com cupom BOLSOCHEIO no Mercado Livre. O kit que inclui o console com tela atualizada, o game Super Mario Bros. Wonder e três meses da Nintendo Switch Online fica 28% mais barato em relação ao preço original de R$ 2.699.

Mas seja rápido: a oferta acaba neste feriado (7) e dura enquanto o cupom for válido.

Nintendo Switch OLED tem tela de 7″ e suporte a redes cabeadas

Tela do Nintendo Switch OLED é um pouco maior que o modelo padrão (Imagem: Divulgação/Nintendo)

O Switch OLED é a versão atualizada do console mais vendido da Nintendo. Ele conta com uma nova tela de diodos orgânicos de 7″ no lugar da LCD de 6,2″ do modelo original, que reproduz cores mais vibrantes e pretos perfeitos. A resolução é a mesma nas duas versões, HD ou 1.280 x 720 pixels.

A dock possui uma porta Ethernet nativa para conexão de redes cabeadas, oferecendo mais estabilidade em partidas online no modo sistema de mesa. O suporte traseiro foi modificado, ficando mais largo e melhor ajustável para uso no modo semiportátil.

Fora isso, o Switch OLED mantém a experiência híbrida e pode ser usado como um portátil, com os Joy-Cons fixos, apoiado sobre uma superfície, ou ligado à TV pela dock com resolução Full HD (1920 x 1080 pixels). O console suporta até quatro jogadores locais e favorece a diversão familiar.

Apoio traseiro do Nintendo Switch OLED é mais amplo e ajustável (Imagem: Divulgação/Nintendo)

O bundle inclui um voucher de três meses do serviço Nintendo Switch Online e uma cópia digital do game Super Mario Bros. Wonder, em que Mario e seus amigos enfrentam o vilão Bowser com novas habilidades.

Na parte interna, o console traz o chip Nvidia Tegra X1 e 64 GB de armazenamento, com suporte a cartões microSDXC de até 2 TB. A bateria resiste de 4,5 a 9 horas no modo portátil segundo a Nintendo, e é alimentada pela dock enquanto o console é usado como um sistema de mesa.

O Switch OLED (R$ 1.952 no Pix com cupom BOLSOCHEIO) traz dois controles Joy-Con com suporte a movimentos. O sistema suporta inúmeros títulos exclusivos da Nintendo, indisponíveis em sistemas concorrentes.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre

Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre
Fonte: Tecnoblog

Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA

Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA

Microsoft não explica quando novidade chegará ao Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Resumo

O Gerenciador de Tarefas do Windows vai exibir informações sobre o uso de NPU (Unidade de Processamento Neural) e do acelerador neural da GPU.
A ferramenta permitirá que profissionais de TI e desenvolvedores identifiquem problemas de desempenho e avaliem a utilização de recursos de hardware por processos de IA.
O recurso será útil também para usuários avançados que desejam entender e melhorar a duração da bateria e a performance do computador.

Já que a inteligência artificial está em tudo, o Gerenciador de Tarefas do Windows 11 vai ficar de olho nela. A Microsoft anunciou que a ferramenta passará a exibir o uso de NPU por processo, de forma semelhante ao que já ocorre com CPU, disco e memória, por exemplo.

NPU é a sigla para neural processing unit (unidade de processamento neural). Esse componente é dedicado à execução de tarefas de IA e aprendizagem de máquina e está presente em computadores mais recentes — é uma exigência da certificação Copilot+ PC, por exemplo.

Em alguns dispositivos, a placa gráfica (GPU) vem com um neural engine para tarefas assim. Se for o caso, o Gerenciador de Tarefas também vai exibir dados sobre a atividade dele.

O anúncio foi feito no Windows IT Pro Blog, da Microsoft, mas não há informações sobre quando a ferramenta chega ou em que build ela estará disponível. Além disso, a empresa diz que o recurso chegará a “alguns dispositivos mais novos”, sem especificar quais seriam eles.

Qual é a vantagem de monitorar o uso de NPU?

Se sua relação com a IA é usar ChatGPT, Claude, Gemini ou outros serviços do tipo, fique tranquilo: o processamento dessas tarefas é feito nos servidores das empresas, bem longe da sua máquina. Portanto, essas informações não vão aparecer no Gerenciador de Tarefas, e você não precisa se preocupar com isso.

A Microsoft lista três públicos para quem o novo monitoramento vai ser útil: profissionais de TI que precisem identificar e reportar problemas de desempenho, desenvolvedores que queiram testar se os modelos estão usando os recursos de hardware corretos e usuários avançados que desejem entender e melhorar a duração da bateria e a performance do computador.

No primeiro caso, um profissional de suporte pode checar se um programa com IA está usando a NPU ou a neural engine da GPU em vez da CPU ou da GPU, por meio da aba Processos, com as colunas NPU, NPU engine, GPU e GPU engine. Também é possível avaliar a utilização ao longo do tempo na aba Desempenho.

Tela de processos vai mostrar uso de NPU e engines da GPU separado por processos (imagem: reprodução/Windows IT Pro Blog)

O Gerenciador de Tarefas oferece informações ainda mais completas na aba Detalhes, como colunas que mostram a memória dedicada e a compartilhada da NPU e da GPU. Assim, é possível identificar a causa de um desempenho abaixo do esperado em um modelo de IA, que pode ser, por exemplo, uma incompatibilidade entre tipos de dados ou a falta de um driver.

Por fim, para quem é usuário avançado (ou apenas curioso), a novidade ajuda a identificar se um aplicativo específico com IA está usando a NPU, mais eficiente nessas tarefas, ou a CPU, mais lenta e com gasto maior de energia.

Tela de desempenho mostra uso de GPU para diferentes tarefas ao longo do tempo (imagem: reprodução/Windows IT Pro Blog)

Ferramenta pode não ser suficiente

Usar os novos recursos do Gerenciador de Tarefas pode não ser tão fácil quanto parece. Como aponta um post no Windows Forum, uma estação de trabalho com GPU dedicada e muita VRAM, uma plataforma integrada da Intel ou da AMD e um laptop ARM com NPU da Qualcomm podem mostrar padrões de memória diferentes, mesmo que as tarefas estejam otimizadas corretamente para os dispositivos.

Além disso, os diagnósticos necessários para profissionais de TI e desenvolvedores ainda vão exigir ferramentas mais completas. Mesmo assim, o Gerenciador de Tarefas se torna um bom ponto de partida para desvendar problemas envolvendo IA.

Com informações do The Register
Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA

Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA
Fonte: Tecnoblog

Até placas-mãe devem ficar mais caras em 2026

Até placas-mãe devem ficar mais caras em 2026

Até placas-mãe devem ficar mais caras em 2026 (imagem: divulgação/MSI)

Resumo

placas-mãe de marcas como Asus, Gigabyte e MSI podem aumentar de preço ainda em 2026 devido a custos de produção mais altos;
custos de matérias-primas e componentes como circuitos impressos e capacitores subiram, pressionando a produção de placas-mãe;
fabricantes podem reajustar preços de placas-mãe em até 50%, de acordo com o site Board Channels.

O aumento dos custos com módulos de memória RAM e chips de armazenamento é um drama por si só, mas não há nada tão ruim que não possa piorar: há sinais de que os preços das placas-mãe de marcas como Asus, Gigabyte e MSI aumentarão ainda em 2026.

É o que informa o VideoCardz que, por sua vez, cita como referência o Board Channels, site chinês especializado em componentes como placas-mãe e placas de vídeo.

De acordo com o site chinês, os custos de produção de placas de circuito impresso (PCB, na sigla em inglês) estão aumentando consideravelmente, o mesmo valendo para componentes como capacitores e materiais como cobre.

Ao mesmo tempo, a demanda por PCs montados pelos próprios clientes — na forma de desktops ou até de miniPCs — caiu em razão dos custos elevados de componentes como memórias RAM. Isso também tem afetado a indústria de placas-mãe, pois os fabricantes comercializam menos unidades, mas os custos com desenvolvimento, produção e logística se mantêm.

Diante disso, os fabricantes devem reajustar os preços de suas placas-mãe, provavelmente a partir do atual trimestre, prevê o Board Channels. Os aumentos podem chegar a 50% ainda em 2026, pelo menos com relação aos produtos das mencionadas marcas (Asus, Gigabyte e MSI, relembrando).

Isso não significa, necessariamente, que os consumidores serão atingidos pelos reajustes de imediato, se eles forem aplicados. Mas, à medida que os estoques em distribuidores e varejistas se esgotarem, o reabastecimento poderá ser feito já com base nos novos preços.

Que fique claro, porém, que nenhuma das marcas em questão confirmou os reajustes até o momento.

Placa-mãe Gigabyte (imagem: Jeshoots/Stocksnap.io)

Memórias RAM continuam sendo os maiores vilões

Se placas-mãe tiverem aumentos expressivos de preços, não vai ser surpresa, afinal, outros componentes também estão mais ficando mais caros, a exemplo de placas de vídeo e processadores.

Mas os chips de memória RAM e de armazenamento continuam puxando os reajustes. Esses componentes estão ficando tão caros que a indústria de PCs tem oferecido máquinas com configurações mais modestas para segurar os preços, tanto quanto possível.

É de se presumir que foi esse cenário que fez a Microsoft anunciar uma medida inusitada recentemente: otimizar o Windows 11 para trabalhar bem com apenas 8 GB de RAM.

Que fase…
Até placas-mãe devem ficar mais caras em 2026

Até placas-mãe devem ficar mais caras em 2026
Fonte: Tecnoblog

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Chips Snapdragon estão presentes em alguns dos principais smartphones do mercado (imagem: divulgação)

Resumo

A Qualcomm planeja aumentar os preços de seus chips em uma porcentagem de dois dígitos a partir de 1º de setembro devido ao aumento dos custos dos componentes.
O reajuste nos preços dos chips da Qualcomm pode resultar em uma alta nos preços de smartphones, laptops, tablets e outros dispositivos que utilizam esses componentes.
A escassez de chips de memória causada pela alta demanda por data centers de inteligência artificial é apontada como a razão para o aumento dos custos dos componentes eletrônicos.

A Qualcomm estaria preparando um aumento nos preços de seus chips. O reajuste deve ficar em uma porcentagem de dois dígitos e passaria a valer em 1º de setembro.

As informações constam em uma carta enviada para os clientes; a Bloomberg teve acesso ao documento. Segundo a reportagem, a Qualcomm afirma ter esgotado sua capacidade de absorver a alta no custo dos fornecedores. A companhia tentou buscar fontes alternativas de componentes, mas nem isso evitou o aumento nos preços.

Procurada pela Bloomberg, a Qualcomm não comentou o assunto.

Quais são as consequências do aumento de preços da Qualcomm?

Galaxy Z Fold 8 usa processador Qualcomm (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como nota a Bloomberg, o resultado mais evidente de um reajuste nos valores dos chips seria uma nova alta no preço dos smartphones, principal categoria a usar os componentes da Qualcomm.

Esse segmento, no entanto, não seria o único a sofrer, já que os sistemas da Qualcomm também equipam laptops, tablets e óculos smart, para ficar só em alguns exemplos.

Por que a Qualcomm pode aumentar seus preços?

A explicação para a alta nos custos de componentes eletrônicos é, mais uma vez, a escassez de chips de memória.

O problema vem sendo causado pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial. A alta demanda fez as fornecedoras de RAM e armazenamento se concentrarem nas peças usadas pelos servidores, deixando outras categorias de memória de lado.

Com isso, a oferta encolheu, e os custos para as fabricantes subiram. Esse aumento vem sendo repassado a consumidores na forma de reajustes de preços, prática adotada por Microsoft, Dell, Lenovo, Apple e até mesmo Raspberry Pi.

Outra forma de lidar com o novo cenário é piorar intencionalmente os aparelhos, incluindo menos RAM e armazenamento em smartphones e computadores.

Mesmo assim, segmentos de entrada tendem a desaparecer. As margens de lucro para esses produtos já eram apertadas, e com os custos mais altos, fica inviável praticar preços competitivos.

Vale lembrar que fontes da indústria indicam que a TSMC deve reajustar seus serviços de fabricação em 10% no próximo ano. A Qualcomm é uma das clientes da fabricante taiwanesa.

Com informações da Reuters e do The Verge.
Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site
Fonte: Tecnoblog

O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD

O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD

Saiba como atuam os principais indicadores de resistência smartphones e outros dispositivos (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Os padrões IP, ATM e MIL-STD funcionam como selos de segurança que atestam a resistência de um smartphone ou smartwatch contra danos externos. Enquanto o IP avalia a vedação contra poeira e água, o ATM mede a tolerância à pressão da água em profundidade e o padrão militar valida a durabilidade em situações extremas.

Por isso, é importante verificar as especificações do aparelho para entender os limites reais de segurança e evitar surpresas desagradáveis. Também vale destacar que essas barreiras não são eternas, pois elas sofrem desgaste natural com o uso diário. 

A seguir, conheça um pouco mais sobre as certificações IP, ATM e MIL-STD.

ÍndiceO que são os padrões IP, ATM e MIL-STD?Qual a diferença entre IP, ATM e MIL-STDO que é IP69, IP68 ou IP67?O que é o padrão ATM?O que é a certificação MIL-STD?Consigo saber se meu eletrônico tem essas certificações?É possível ter mais de uma proteção no dispositivo?As resistências IP, ATM e MIL-STD enfraquecem com o tempo?

O que são os padrões IP, ATM e MIL-STD?

Os padrões IP, ATM e MIL-STD são certificações que definem a resistência de dispositivos eletrônicos, como smartphones e smartwatches. Eles indicam o grau de vedação contra poeira e água, a capacidade de suportar pressão hidrostática em mergulhos e a conformidade com testes militares de estresse ambiental severo.

Qual a diferença entre IP, ATM e MIL-STD

Cada padrão é responsável por medir o grau de resistência dos dispositivos em relação a diferentes cenários. Entenda a principal função desses selos de proteção:

O que é IP69, IP68 ou IP67?

A classificação Ingress Protection (IP) mede o nível de vedação de eletrônicos contra poeira e água, usando dois dígitos estruturados pelo padrão internacional IEC 60529. O primeiro número indica a barreira contra detritos, sendo 6 o nível máximo, enquanto o segundo avalia a tolerância a líquidos em diferentes cenários.

Dispositivos com certificação IP68 ou IP67, por exemplo, suportam imersão em água doce em profundidades e tempos variados, ideais para mergulhos acidentais na piscina. Já o padrão IP69 eleva essa proteção, garantindo que o aparelho resista a jatos de água de alta pressão.

As certificações IP67, IP68 ou IPX7 indicam o quanto o celular pode resistir ao ser exposto à água e poeira (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é o padrão ATM?

O selo ATM mede a resistência de relógios e outros portáteis à pressão hidrostática, indicando quanta força provocada pelo peso da água o dispositivo suporta. Essa métrica é calculada em Atmosferas, onde cada 1 ATM equivale teoricamente a uma profundidade estática de cerca de 10 metros sob a água.

Na prática, um aparelho com certificação 3 ATM resiste apenas a respingos cotidianos, como chuva ou lavar as mãos, sem sofrer danos internos. Para nadar ou mergulhar com segurança, são recomendados padrões mais robustos, a partir de 5 ATM, que aguentam a pressão dos movimentos na água.

Smartwatches mais resistentes, como o Apple Watch Ultra, possuem classificação de resistência à água de 10 ATM (imagem: Reprodução / Apple)

O que é a certificação MIL-STD?

As certificações MIL-STD-810G e MIL-STD-810H são um exigente conjunto de testes de resistência mecânica e ambiental desenvolvido para as forças armadas dos EUA. Quando um eletrônico ostenta esses selos de padrão militar, significa que ele passou por avaliações rigorosas de laboratórios contra poeira, vibração extrema e quedas severas.

Essa validação garante que o dispositivo continue operando de forma confiável mesmo sob estresses térmicos extremos, que variam de congelamento a calor intenso. Embora não torne o aparelho indestrutível, ele assegura uma proteção extra para trabalho de campo ou uso industrial.

A certificação militar MIL-STD garante que o dispositivo se torne mais resistente a condições ambientais extremas e severas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Consigo saber se meu eletrônico tem essas certificações?

Sim, é possível saber as proteções dos eletrônicos de consumo consultando o manual de instruções ou a ficha técnica no site oficial da fabricante. Os selos autênticos aparecem descritos explicitamente como códigos IP, ATM ou versões do padrão militar MIL-STD.

Outra forma prática de verificar o nível de proteção de um smartphone é acessando a página de fichas técnicas do Tecnoblog. Ao pesquisar sobre o modelo do aparelho, você encontra esses e outros detalhes técnicos na seção “Geral”.

É possível ter mais de uma proteção no dispositivo?

Sim, é comum que os dispositivos combinem certificações para garantir proteção total em múltiplos cenários. Por exemplo, relógios inteligentes costumam unir o selo IP68 contra poeira à classificação 5 ATM para suportar a pressão na natação.

Em smartphones e notebooks robustos, a “dobradinha” mais comum une a vedação do IP68 com o rigoroso padrão militar MIL-STD-810H. Essa parceria assegura que o eletrônico resista tanto a mergulhos acidentais quanto a quedas severas, vibrações e calor extremo.

As resistências IP, ATM e MIL-STD enfraquecem com o tempo?

Sim, essas proteções não são eternas e sofrem um desgaste invisível e progressivo com o uso diário. O envelhecimento natural, a exposição a produtos químicos e o ressecamento natural das vedações de borracha criam microfissuras invisíveis ao olho nu.

Além disso, quedas acumuladas ao longo dos anos comprometem a estrutura interna do aparelho. Por isso, as proteções IP, ATM e MIL-STD perdem a eficiência com o tempo, exigindo cuidado redobrado com aparelhos mais antigos.
O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD

O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD
Fonte: Tecnoblog

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

Atual geração de consoles da Sony passou por reajustes em abril (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Resumo

A Sony sinalizou que pode não assumir perdas financeiras com o hardware do PlayStation 6, o que pode aumentar o preço do console.
O preço do PS6 pode chegar a US$ 1.000 devido à alta nos preços de componentes, como memória RAM de alta velocidade e SSDs.
No Brasil, o PS6 pode custar cerca de R$ 8 mil ou R$ 9 mil, considerando impostos de importação, taxas logísticas e margem de lucro.

A ideia de comprar um PlayStation 6 no lançamento vai exigir um planejamento financeiro mais rigoroso. Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, executivos da Sony sinalizaram que a empresa não pretende assumir grandes perdas financeiras com o hardware de próxima geração.

Com a forte inflação de componentes causada pelo boom da inteligência artificial, o preço final do console pode encostar nos US$ 1.000 no exterior, cerca de R$ 5.200 em conversão direta. Historicamente, as fabricantes lançavam seus aparelhos assumindo um prejuízo inicial na montagem para garantir que o produto chegasse às prateleiras por valores mais acessíveis, na faixa dos US$ 500 (R$ 2.600).

A conta fechava nos anos seguintes com a venda de jogos, acessórios e assinaturas. No entanto, o recado da diretoria da PlayStation indica que essa era está chegando ao fim.

Por que o PlayStation 6 pode custar US$ 1.000?

A resposta está na lista de materiais necessários para a montagem do PS6. Peças fundamentais para o console, como os módulos de memória RAM de alta velocidade e os SSDs, estão custando muito mais caro do que nos ciclos anteriores. A demanda por chips para servidores e processamento de IA monopolizou as linhas de montagem das grandes fábricas de semicondutores e a prioridade do mercado mudou, deixando o fornecimento de peças para a indústria de eletrônicos de lado.

Questionado sobre como a marca lidaria com esse cenário, um representante da companhia afirmou que não é realista absorver os aumentos de custo de produção. Caso a suposição se confirme, será o videogame mais caro da história da Sony.

E no Brasil? Quanto custaria o PS6?

Para projetar o impacto de um console de mil dólares no bolso do brasileiro, vale observar a atual tabela praticada pela Sony no país. Após um reajuste aplicado em abril, o PlayStation 5 padrão (com leitor de discos) passou a custar R$ 5.099,90, enquanto a Edição Digital subiu para R$ 4.599,90.

Se o PS6 realmente chegar ao varejo internacional por US$ 1.000, o cenário por aqui será desafiador. Adicionando impostos de importação, taxas logísticas e a margem de lucro, o aparelho poderia desembarcar na casa dos R$ 8 mil ou R$ 9 mil, dependendo ainda das flutuações de câmbio até o ano de lançamento.

A alternativa indicada pela Sony são novas portas de entrada para os gamers, como o streaming. Uma versão mais robusta do PlayStation Portal, projetada para rodar títulos via nuvem sem precisar de um console local pareado, é uma das apostas. Dessa forma, o jogador teria como aproveitar os jogos da próxima geração pagando uma assinatura e adquirindo um hardware portátil e, em tese, menos caro.

Com informações do Wccftech.
PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony
Fonte: Tecnoblog

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)

Resumo

Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.

Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.

Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.
Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA
Fonte: Tecnoblog

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)

Resumo

O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

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Fonte: Tecnoblog

O que é um supercomputador? Entenda a diferença para o computador quântico

O que é um supercomputador? Entenda a diferença para o computador quântico

Saiba como funciona um supercomputador e sua importância para a tecnologia moderna (imagem: Gorodenkoff/Getty Images)

Um supercomputador é uma máquina projetada para realizar bilhões de cálculos complexos por segundo, sendo vital para pesquisas científicas e previsões climáticas. Sua arquitetura usa a computação paralela, dividindo um grande problema em pequenas frações processadas simultaneamente.

A tecnologia opera por meio de agrupamentos de milhares de nós, que são computadores individuais de alto desempenho conectados por redes ultrarrápidas. Esse sistema trabalha em harmonia, permitindo o processamento de volumes massivos de dados com eficiência máxima.

Um supercomputador se diferencia de um PC quântico, que abandona a física clássica para processar informações por meio de superposição. Enquanto o gigante tradicional vence pela força bruta de múltiplos processadores, o modelo quântico resolve problemas específicos calculando múltiplas possibilidades ao mesmo tempo.

A seguir, entenda o conceito de supercomputador, como ele funciona detalhadamente e suas principais características. Também descubra as aplicações da tecnologia no dia a dia, seus pontos fortes e fracos.

ÍndiceO que é um supercomputador?Como funciona um supercomputador?Quais são as características de um supercomputador?Quais são os usos de um supercomputador?Quais são as vantagens de um supercomputador?Quais são as desvantagens de um supercomputador?Quanto custa um supercomputador? Qual é a diferença entre supercomputador e computador quântico? Qual é a diferença entre supercomputador e mainframe? 

O que é um supercomputador?

Um supercomputador é uma máquina que processa dados em altíssima velocidade, interligando milhares de processadores que trabalham em paralelo como um único sistema. Essa estrutura massiva ocupa salas inteiras de servidores e é ideal para cálculos complexos e simulações científicas avançadas.

Como funciona um supercomputador?

Um supercomputador utiliza a computação paralela para dividir um grande problema em milhares de frações e processá-las simultaneamente. Essa estratégia de divisão de trabalho reduz para poucas horas cálculos complexos que levariam anos para serem concluídos em um PC comum.

Para que isso aconteça, milhares de computadores individuais chamados nós (nodes), equipados com processadores e memória, são empilhados em grandes gabinetes. Essas estruturas formam os clusters, imensos agrupamentos conectados por redes de altíssima velocidade que operam como um único sistema.

Muitas dessas máquinas adotam uma arquitetura híbrida, combinando as CPUs com a força das placas de vídeo (GPUs). Como os componentes gráficos são excelentes em cálculos massivos simultâneos, esses chamados GPU nodes aceleram drasticamente o processamento de dados.

Para que essa engrenagem funcione, os programas passam por uma modificação chamada paralelização de código. É esse ajuste que ensina os programas a distribuir as tarefas de forma inteligente e simultânea entre dezenas de milhares de núcleos de processadores.

A arquitetura de um supercomputador (imagem: Reprodução/EPCCED)

Quais são as características de um supercomputador?

Estas são as principais características de um supercomputador:

Poder de processamento extremo: medida em FLOPS (operações de ponto flutuante por segundo), a velocidade dessas máquinas alcança a casa de quatrilhões de cálculos por segundo para processar volumes massivos de dados;

Arquitetura paralela e distribuída: milhares de processadores trabalham juntos, dividindo as tarefas em sistemas de memória compartilhada, onde a carga de trabalho é distribuída de forma inteligente e eficiente entre os nós;

Aceleração por hardware especializado: além de ter uma memória RAM massiva, o sistema incorpora chips de alto desempenho, como GPUs, focados em acelerar algoritmos de IA e simulações complexas;

Redes internas de alta velocidade: tecnologias de conexão interna ultravelozes e de baixa latência garantem que todos os componentes independentes conversem em tempo real, operando como um único sistema unificado;

Infraestrutura e dimensões: devido à enorme quantidade de componentes e à necessidade de sistemas potentes de refrigeração líquida, essas máquinas ocupam salas inteiras com centenas de gabinetes da dimensão de geladeiras;

Custo elevado e alta escalabilidade: com foco em missões científicas, meteorológicas ou de segurança, esses sistemas exigem investimentos bilionários, mas oferecem a flexibilidade de expandir a capacidade física conforme a demanda cresce.

Supercomputador El Capitan, localizado no Lawrence Livermore National Laboratory na Califórnia (EUA), é considerado a máquina mais poderosa do mundo com 1,742 petaFLOPS (imagem: divulgação/LLNL)

Quais são os usos de um supercomputador?

Estas são algumas das aplicações que se beneficiam do poder de um supercomputador:

Pesquisa científica e espacial: resolvem equações matemáticas ultracomplexas para desvendar a mecânica quântica e a cosmologia, simulando desde o comportamento de partículas invisíveis até as origens do Big Bang;

Previsão climática e meteorológica: processam volumes massivos de dados ambientais em tempo real para modelar os impactos das mudanças climáticas globais e antecipar tempestades, furacões e eventos severos com alta precisão;

Saúde humana e epidemiologia: aceleram o mapeamento genômico para novos remédios, simulam redes neurais para compreender o cérebro e criam modelos matemáticos que rastreiam a velocidade de propagação de vírus e epidemias;

Treinamento de inteligência artificial: alimentam e processam amplos conjuntos de dados em alta velocidade para treinar os Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), sustentando as tecnologias mais avançadas e exigentes do mercado de IA;

Engenharia e exploração de recursos: otimizam o desenho aerodinâmico de veículos por meio de simulação virtual, além de cruzar dados de análises sísmicas complexas para ajudar mineradoras e petroleiras a localizar recursos no subsolo;

Segurança digital e criptografia: testam a robustez de sistemas de segurança cibernética ao decodificar códigos complexos e simular ataques em massa, garantindo a proteção de dados governamentais e de grandes corporações;

Desenvolvimento de energia limpa: apoiam a engenharia de matrizes energéticas sustentáveis por meio de modelos de alta fidelidade, simulando o comportamento do plasma para viabilizar projetos ambiciosos como a fusão nuclear limpa.

Um supercomputador, como o Pégaso da Petrobras, pode ser utilizado para auxiliar petroleiras a localizar recursos baseado em informações prévias (imagem: divulgação/Petrobras)

Quais são as vantagens de um supercomputador?

Estes são os pontos fortes de um supercomputador:

Alta velocidade de processamento: realiza quatrilhões de cálculos por segundo com precisão absoluta, entregando em poucos minutos respostas que computadores convencionais levariam meses ou anos para processar;

Processamento paralelo massivo: executa milhões de operações simultaneamente para solucionar problemas altamente complexos de forma integrada, superando o limite físico de processamento em lote das máquinas comuns;

Análise de dados em escala de petabytes: armazena, gerencia e cruza volumes gigantescos de informações em tempo real, oferecendo uma capacidade de memória milhares de vezes superior aos terabytes de um PC comercial;

Simulações e testes virtuais seguros: modela ambientes extremos, de reações moleculares a choque de galáxias, permitindo que cientistas façam testes de alto risco ou custo sem causar nenhum perigo ao mundo real;

Eficiência de custos por compartilhamento: otimiza orçamentos de pesquisa ao permitir que múltiplos laboratórios e empresas aluguem frações do sistema em nuvem, pagando apenas pela potência exata exigida por seus projetos.

Quais são as desvantagens de um supercomputador?

Estes são os principais desafios enfrentados ao adotar um supercomputador:

Custos elevados de aquisição e uso: a montagem de um supercomputador exige milhões de dólares e a manutenção afeta o orçamento, chegando a custar mais de US$ 1 mil por hora no modelo de aluguel de recursos;

Consumo elétrico e impacto ambiental: demandam volumes massivos de eletricidade, consumindo o equivalente a 5 mil residências, gerando contas anuais milionárias e preocupações com a pegada ecológica dos data centers;

Superaquecimento e desgaste de componentes: o funcionamento simultâneo de milhares de processadores gera calor extremo, exigindo sistemas de refrigeração líquida e acelerando o desgaste de peças que precisam de troca constante;

Riscos de confiabilidade e interrupções: por reunir milhões de componentes interconectados, a chance de uma falha física pontual é alta, podendo corromper e interromper cálculos complexos que já rodam há vários dias;

Espaço gigante e mão de obra especializada: a estrutura física exige áreas imensas e blindadas, operadas exclusivamente por engenheiros altamente treinados, já que técnicos comuns de tecnologia da informação não têm qualificação para lidar com essa complexidade.

Um supercomputador entrega alta velocidade de processamento, mas exige um custo elevado de aquisição (imagem: divulgação/Petrobras)

Quanto custa um supercomputador? 

Um supercomputador exige investimentos massivos que variam de centenas de milhões a bilhões de dólares. Impulsionados pela atual corrida da inteligência artificial, os custos da tecnologia para essas supermáquinas chegam a quase dobrar a cada ano.

No topo desse mercado bilionário está o Colossus, sistema de inteligência artificial da xAI avaliado em mais de US$ 7 bilhões apenas em componentes. Já no Brasil, a Petrobrás investiu cerca de R$ 435 milhões no Harpia, máquina com poder de processamento equivalente a 10 milhões de celulares.

Além do investimento inicial em infraestrutura, manter esses clusters ligados custa caro e os gastos com energia elétrica facilmente superam US$ 10 milhões anuais. Para quem não pode arcar com a compra, a alternativa viável tem sido alugar essa potência por serviços de nuvem, mas que chega a custar mais de US$ 1 mil por hora de uso.

A Petrobras investiu R$ 435 milhões na construção do supercomputador Harpia, que entrou em operação em outubro de 2025 (imagem: Fausto Eduardo Pereira/Petrobras)

Qual é a diferença entre supercomputador e computador quântico? 

O supercomputador é uma máquina tradicional de altíssimo desempenho que processa dados por meio de bits binários (0 ou 1). Ele funciona conectando milhares de processadores em paralelo para resolver cálculos massivos, como previsões climáticas e processamento de dados complexos.

O computador quântico utiliza princípios da mecânica quântica, adotando bits quânticos chamados qubits, que representam 0 e 1 simultaneamente. Essa flexibilidade, baseada em conceitos como superposição e entrelaçamento, permite resolver problemas complexos de forma exponencialmente mais rápida.

Qual é a diferença entre supercomputador e mainframe? 

O supercomputador é uma máquina de alto desempenho focada em realizar cálculos matemáticos complexos e simulações científicas em altíssima velocidade. Ele une milhares de processadores em paralelo para resolver problemas massivos de pesquisa, como modelagem molecular e previsões do tempo.

O mainframe é um servidor robusto projetado para garantir a confiabilidade máxima de grandes empresas ao suportar milhares de usuários simultâneos. Em vez de focar em cálculos de laboratório, a plataforma prioriza a segurança no processamento de milhões de transações financeiras e no gerenciamento de bancos de dados.
O que é um supercomputador? Entenda a diferença para o computador quântico

O que é um supercomputador? Entenda a diferença para o computador quântico
Fonte: Tecnoblog