Category: Hardware e Componentes

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

Chips Snapdragon estão presentes em alguns dos principais smartphones do mercado (imagem: divulgação)

Resumo

A Qualcomm planeja aumentar os preços de seus chips em uma porcentagem de dois dígitos a partir de 1º de setembro devido ao aumento dos custos dos componentes.
O reajuste nos preços dos chips da Qualcomm pode resultar em uma alta nos preços de smartphones, laptops, tablets e outros dispositivos que utilizam esses componentes.
A escassez de chips de memória causada pela alta demanda por data centers de inteligência artificial é apontada como a razão para o aumento dos custos dos componentes eletrônicos.

A Qualcomm estaria preparando um aumento nos preços de seus chips. O reajuste deve ficar em uma porcentagem de dois dígitos e passaria a valer em 1º de setembro.

As informações constam em uma carta enviada para os clientes; a Bloomberg teve acesso ao documento. Segundo a reportagem, a Qualcomm afirma ter esgotado sua capacidade de absorver a alta no custo dos fornecedores. A companhia tentou buscar fontes alternativas de componentes, mas nem isso evitou o aumento nos preços.

Procurada pela Bloomberg, a Qualcomm não comentou o assunto.

Quais são as consequências do aumento de preços da Qualcomm?

Galaxy Z Fold 8 usa processador Qualcomm (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como nota a Bloomberg, o resultado mais evidente de um reajuste nos valores dos chips seria uma nova alta no preço dos smartphones, principal categoria a usar os componentes da Qualcomm.

Esse segmento, no entanto, não seria o único a sofrer, já que os sistemas da Qualcomm também equipam laptops, tablets e óculos smart, para ficar só em alguns exemplos.

Por que a Qualcomm pode aumentar seus preços?

A explicação para a alta nos custos de componentes eletrônicos é, mais uma vez, a escassez de chips de memória.

O problema vem sendo causado pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial. A alta demanda fez as fornecedoras de RAM e armazenamento se concentrarem nas peças usadas pelos servidores, deixando outras categorias de memória de lado.

Com isso, a oferta encolheu, e os custos para as fabricantes subiram. Esse aumento vem sendo repassado a consumidores na forma de reajustes de preços, prática adotada por Microsoft, Dell, Lenovo, Apple e até mesmo Raspberry Pi.

Outra forma de lidar com o novo cenário é piorar intencionalmente os aparelhos, incluindo menos RAM e armazenamento em smartphones e computadores.

Mesmo assim, segmentos de entrada tendem a desaparecer. As margens de lucro para esses produtos já eram apertadas, e com os custos mais altos, fica inviável praticar preços competitivos.

Vale lembrar que fontes da indústria indicam que a TSMC deve reajustar seus serviços de fabricação em 10% no próximo ano. A Qualcomm é uma das clientes da fabricante taiwanesa.

Com informações da Reuters e do The Verge.
Qualcomm pode aumentar preços de chips para celulares e PCs, diz site

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Fonte: Tecnoblog

O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD

O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD

Saiba como atuam os principais indicadores de resistência smartphones e outros dispositivos (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Os padrões IP, ATM e MIL-STD funcionam como selos de segurança que atestam a resistência de um smartphone ou smartwatch contra danos externos. Enquanto o IP avalia a vedação contra poeira e água, o ATM mede a tolerância à pressão da água em profundidade e o padrão militar valida a durabilidade em situações extremas.

Por isso, é importante verificar as especificações do aparelho para entender os limites reais de segurança e evitar surpresas desagradáveis. Também vale destacar que essas barreiras não são eternas, pois elas sofrem desgaste natural com o uso diário. 

A seguir, conheça um pouco mais sobre as certificações IP, ATM e MIL-STD.

ÍndiceO que são os padrões IP, ATM e MIL-STD?Qual a diferença entre IP, ATM e MIL-STDO que é IP69, IP68 ou IP67?O que é o padrão ATM?O que é a certificação MIL-STD?Consigo saber se meu eletrônico tem essas certificações?É possível ter mais de uma proteção no dispositivo?As resistências IP, ATM e MIL-STD enfraquecem com o tempo?

O que são os padrões IP, ATM e MIL-STD?

Os padrões IP, ATM e MIL-STD são certificações que definem a resistência de dispositivos eletrônicos, como smartphones e smartwatches. Eles indicam o grau de vedação contra poeira e água, a capacidade de suportar pressão hidrostática em mergulhos e a conformidade com testes militares de estresse ambiental severo.

Qual a diferença entre IP, ATM e MIL-STD

Cada padrão é responsável por medir o grau de resistência dos dispositivos em relação a diferentes cenários. Entenda a principal função desses selos de proteção:

O que é IP69, IP68 ou IP67?

A classificação Ingress Protection (IP) mede o nível de vedação de eletrônicos contra poeira e água, usando dois dígitos estruturados pelo padrão internacional IEC 60529. O primeiro número indica a barreira contra detritos, sendo 6 o nível máximo, enquanto o segundo avalia a tolerância a líquidos em diferentes cenários.

Dispositivos com certificação IP68 ou IP67, por exemplo, suportam imersão em água doce em profundidades e tempos variados, ideais para mergulhos acidentais na piscina. Já o padrão IP69 eleva essa proteção, garantindo que o aparelho resista a jatos de água de alta pressão.

As certificações IP67, IP68 ou IPX7 indicam o quanto o celular pode resistir ao ser exposto à água e poeira (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é o padrão ATM?

O selo ATM mede a resistência de relógios e outros portáteis à pressão hidrostática, indicando quanta força provocada pelo peso da água o dispositivo suporta. Essa métrica é calculada em Atmosferas, onde cada 1 ATM equivale teoricamente a uma profundidade estática de cerca de 10 metros sob a água.

Na prática, um aparelho com certificação 3 ATM resiste apenas a respingos cotidianos, como chuva ou lavar as mãos, sem sofrer danos internos. Para nadar ou mergulhar com segurança, são recomendados padrões mais robustos, a partir de 5 ATM, que aguentam a pressão dos movimentos na água.

Smartwatches mais resistentes, como o Apple Watch Ultra, possuem classificação de resistência à água de 10 ATM (imagem: Reprodução / Apple)

O que é a certificação MIL-STD?

As certificações MIL-STD-810G e MIL-STD-810H são um exigente conjunto de testes de resistência mecânica e ambiental desenvolvido para as forças armadas dos EUA. Quando um eletrônico ostenta esses selos de padrão militar, significa que ele passou por avaliações rigorosas de laboratórios contra poeira, vibração extrema e quedas severas.

Essa validação garante que o dispositivo continue operando de forma confiável mesmo sob estresses térmicos extremos, que variam de congelamento a calor intenso. Embora não torne o aparelho indestrutível, ele assegura uma proteção extra para trabalho de campo ou uso industrial.

A certificação militar MIL-STD garante que o dispositivo se torne mais resistente a condições ambientais extremas e severas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Consigo saber se meu eletrônico tem essas certificações?

Sim, é possível saber as proteções dos eletrônicos de consumo consultando o manual de instruções ou a ficha técnica no site oficial da fabricante. Os selos autênticos aparecem descritos explicitamente como códigos IP, ATM ou versões do padrão militar MIL-STD.

Outra forma prática de verificar o nível de proteção de um smartphone é acessando a página de fichas técnicas do Tecnoblog. Ao pesquisar sobre o modelo do aparelho, você encontra esses e outros detalhes técnicos na seção “Geral”.

É possível ter mais de uma proteção no dispositivo?

Sim, é comum que os dispositivos combinem certificações para garantir proteção total em múltiplos cenários. Por exemplo, relógios inteligentes costumam unir o selo IP68 contra poeira à classificação 5 ATM para suportar a pressão na natação.

Em smartphones e notebooks robustos, a “dobradinha” mais comum une a vedação do IP68 com o rigoroso padrão militar MIL-STD-810H. Essa parceria assegura que o eletrônico resista tanto a mergulhos acidentais quanto a quedas severas, vibrações e calor extremo.

As resistências IP, ATM e MIL-STD enfraquecem com o tempo?

Sim, essas proteções não são eternas e sofrem um desgaste invisível e progressivo com o uso diário. O envelhecimento natural, a exposição a produtos químicos e o ressecamento natural das vedações de borracha criam microfissuras invisíveis ao olho nu.

Além disso, quedas acumuladas ao longo dos anos comprometem a estrutura interna do aparelho. Por isso, as proteções IP, ATM e MIL-STD perdem a eficiência com o tempo, exigindo cuidado redobrado com aparelhos mais antigos.
O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD

O quão resistente é o seu dispositivo? Entenda a diferença entre os padrões IP, ATM e MIL-STD
Fonte: Tecnoblog

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

Atual geração de consoles da Sony passou por reajustes em abril (Imagem: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Resumo

A Sony sinalizou que pode não assumir perdas financeiras com o hardware do PlayStation 6, o que pode aumentar o preço do console.
O preço do PS6 pode chegar a US$ 1.000 devido à alta nos preços de componentes, como memória RAM de alta velocidade e SSDs.
No Brasil, o PS6 pode custar cerca de R$ 8 mil ou R$ 9 mil, considerando impostos de importação, taxas logísticas e margem de lucro.

A ideia de comprar um PlayStation 6 no lançamento vai exigir um planejamento financeiro mais rigoroso. Durante uma sessão de perguntas e respostas com investidores, executivos da Sony sinalizaram que a empresa não pretende assumir grandes perdas financeiras com o hardware de próxima geração.

Com a forte inflação de componentes causada pelo boom da inteligência artificial, o preço final do console pode encostar nos US$ 1.000 no exterior, cerca de R$ 5.200 em conversão direta. Historicamente, as fabricantes lançavam seus aparelhos assumindo um prejuízo inicial na montagem para garantir que o produto chegasse às prateleiras por valores mais acessíveis, na faixa dos US$ 500 (R$ 2.600).

A conta fechava nos anos seguintes com a venda de jogos, acessórios e assinaturas. No entanto, o recado da diretoria da PlayStation indica que essa era está chegando ao fim.

Por que o PlayStation 6 pode custar US$ 1.000?

A resposta está na lista de materiais necessários para a montagem do PS6. Peças fundamentais para o console, como os módulos de memória RAM de alta velocidade e os SSDs, estão custando muito mais caro do que nos ciclos anteriores. A demanda por chips para servidores e processamento de IA monopolizou as linhas de montagem das grandes fábricas de semicondutores e a prioridade do mercado mudou, deixando o fornecimento de peças para a indústria de eletrônicos de lado.

Questionado sobre como a marca lidaria com esse cenário, um representante da companhia afirmou que não é realista absorver os aumentos de custo de produção. Caso a suposição se confirme, será o videogame mais caro da história da Sony.

E no Brasil? Quanto custaria o PS6?

Para projetar o impacto de um console de mil dólares no bolso do brasileiro, vale observar a atual tabela praticada pela Sony no país. Após um reajuste aplicado em abril, o PlayStation 5 padrão (com leitor de discos) passou a custar R$ 5.099,90, enquanto a Edição Digital subiu para R$ 4.599,90.

Se o PS6 realmente chegar ao varejo internacional por US$ 1.000, o cenário por aqui será desafiador. Adicionando impostos de importação, taxas logísticas e a margem de lucro, o aparelho poderia desembarcar na casa dos R$ 8 mil ou R$ 9 mil, dependendo ainda das flutuações de câmbio até o ano de lançamento.

A alternativa indicada pela Sony são novas portas de entrada para os gamers, como o streaming. Uma versão mais robusta do PlayStation Portal, projetada para rodar títulos via nuvem sem precisar de um console local pareado, é uma das apostas. Dessa forma, o jogador teria como aproveitar os jogos da próxima geração pagando uma assinatura e adquirindo um hardware portátil e, em tese, menos caro.

Com informações do Wccftech.
PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony

PS6 pode ser o videogame mais caro da história da Sony
Fonte: Tecnoblog

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)

Resumo

Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.

Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.

Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.
Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA
Fonte: Tecnoblog

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)

Resumo

O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos
Fonte: Tecnoblog

O que é um supercomputador? Entenda a diferença para o computador quântico

O que é um supercomputador? Entenda a diferença para o computador quântico

Saiba como funciona um supercomputador e sua importância para a tecnologia moderna (imagem: Gorodenkoff/Getty Images)

Um supercomputador é uma máquina projetada para realizar bilhões de cálculos complexos por segundo, sendo vital para pesquisas científicas e previsões climáticas. Sua arquitetura usa a computação paralela, dividindo um grande problema em pequenas frações processadas simultaneamente.

A tecnologia opera por meio de agrupamentos de milhares de nós, que são computadores individuais de alto desempenho conectados por redes ultrarrápidas. Esse sistema trabalha em harmonia, permitindo o processamento de volumes massivos de dados com eficiência máxima.

Um supercomputador se diferencia de um PC quântico, que abandona a física clássica para processar informações por meio de superposição. Enquanto o gigante tradicional vence pela força bruta de múltiplos processadores, o modelo quântico resolve problemas específicos calculando múltiplas possibilidades ao mesmo tempo.

A seguir, entenda o conceito de supercomputador, como ele funciona detalhadamente e suas principais características. Também descubra as aplicações da tecnologia no dia a dia, seus pontos fortes e fracos.

ÍndiceO que é um supercomputador?Como funciona um supercomputador?Quais são as características de um supercomputador?Quais são os usos de um supercomputador?Quais são as vantagens de um supercomputador?Quais são as desvantagens de um supercomputador?Quanto custa um supercomputador? Qual é a diferença entre supercomputador e computador quântico? Qual é a diferença entre supercomputador e mainframe? 

O que é um supercomputador?

Um supercomputador é uma máquina que processa dados em altíssima velocidade, interligando milhares de processadores que trabalham em paralelo como um único sistema. Essa estrutura massiva ocupa salas inteiras de servidores e é ideal para cálculos complexos e simulações científicas avançadas.

Como funciona um supercomputador?

Um supercomputador utiliza a computação paralela para dividir um grande problema em milhares de frações e processá-las simultaneamente. Essa estratégia de divisão de trabalho reduz para poucas horas cálculos complexos que levariam anos para serem concluídos em um PC comum.

Para que isso aconteça, milhares de computadores individuais chamados nós (nodes), equipados com processadores e memória, são empilhados em grandes gabinetes. Essas estruturas formam os clusters, imensos agrupamentos conectados por redes de altíssima velocidade que operam como um único sistema.

Muitas dessas máquinas adotam uma arquitetura híbrida, combinando as CPUs com a força das placas de vídeo (GPUs). Como os componentes gráficos são excelentes em cálculos massivos simultâneos, esses chamados GPU nodes aceleram drasticamente o processamento de dados.

Para que essa engrenagem funcione, os programas passam por uma modificação chamada paralelização de código. É esse ajuste que ensina os programas a distribuir as tarefas de forma inteligente e simultânea entre dezenas de milhares de núcleos de processadores.

A arquitetura de um supercomputador (imagem: Reprodução/EPCCED)

Quais são as características de um supercomputador?

Estas são as principais características de um supercomputador:

Poder de processamento extremo: medida em FLOPS (operações de ponto flutuante por segundo), a velocidade dessas máquinas alcança a casa de quatrilhões de cálculos por segundo para processar volumes massivos de dados;

Arquitetura paralela e distribuída: milhares de processadores trabalham juntos, dividindo as tarefas em sistemas de memória compartilhada, onde a carga de trabalho é distribuída de forma inteligente e eficiente entre os nós;

Aceleração por hardware especializado: além de ter uma memória RAM massiva, o sistema incorpora chips de alto desempenho, como GPUs, focados em acelerar algoritmos de IA e simulações complexas;

Redes internas de alta velocidade: tecnologias de conexão interna ultravelozes e de baixa latência garantem que todos os componentes independentes conversem em tempo real, operando como um único sistema unificado;

Infraestrutura e dimensões: devido à enorme quantidade de componentes e à necessidade de sistemas potentes de refrigeração líquida, essas máquinas ocupam salas inteiras com centenas de gabinetes da dimensão de geladeiras;

Custo elevado e alta escalabilidade: com foco em missões científicas, meteorológicas ou de segurança, esses sistemas exigem investimentos bilionários, mas oferecem a flexibilidade de expandir a capacidade física conforme a demanda cresce.

Supercomputador El Capitan, localizado no Lawrence Livermore National Laboratory na Califórnia (EUA), é considerado a máquina mais poderosa do mundo com 1,742 petaFLOPS (imagem: divulgação/LLNL)

Quais são os usos de um supercomputador?

Estas são algumas das aplicações que se beneficiam do poder de um supercomputador:

Pesquisa científica e espacial: resolvem equações matemáticas ultracomplexas para desvendar a mecânica quântica e a cosmologia, simulando desde o comportamento de partículas invisíveis até as origens do Big Bang;

Previsão climática e meteorológica: processam volumes massivos de dados ambientais em tempo real para modelar os impactos das mudanças climáticas globais e antecipar tempestades, furacões e eventos severos com alta precisão;

Saúde humana e epidemiologia: aceleram o mapeamento genômico para novos remédios, simulam redes neurais para compreender o cérebro e criam modelos matemáticos que rastreiam a velocidade de propagação de vírus e epidemias;

Treinamento de inteligência artificial: alimentam e processam amplos conjuntos de dados em alta velocidade para treinar os Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), sustentando as tecnologias mais avançadas e exigentes do mercado de IA;

Engenharia e exploração de recursos: otimizam o desenho aerodinâmico de veículos por meio de simulação virtual, além de cruzar dados de análises sísmicas complexas para ajudar mineradoras e petroleiras a localizar recursos no subsolo;

Segurança digital e criptografia: testam a robustez de sistemas de segurança cibernética ao decodificar códigos complexos e simular ataques em massa, garantindo a proteção de dados governamentais e de grandes corporações;

Desenvolvimento de energia limpa: apoiam a engenharia de matrizes energéticas sustentáveis por meio de modelos de alta fidelidade, simulando o comportamento do plasma para viabilizar projetos ambiciosos como a fusão nuclear limpa.

Um supercomputador, como o Pégaso da Petrobras, pode ser utilizado para auxiliar petroleiras a localizar recursos baseado em informações prévias (imagem: divulgação/Petrobras)

Quais são as vantagens de um supercomputador?

Estes são os pontos fortes de um supercomputador:

Alta velocidade de processamento: realiza quatrilhões de cálculos por segundo com precisão absoluta, entregando em poucos minutos respostas que computadores convencionais levariam meses ou anos para processar;

Processamento paralelo massivo: executa milhões de operações simultaneamente para solucionar problemas altamente complexos de forma integrada, superando o limite físico de processamento em lote das máquinas comuns;

Análise de dados em escala de petabytes: armazena, gerencia e cruza volumes gigantescos de informações em tempo real, oferecendo uma capacidade de memória milhares de vezes superior aos terabytes de um PC comercial;

Simulações e testes virtuais seguros: modela ambientes extremos, de reações moleculares a choque de galáxias, permitindo que cientistas façam testes de alto risco ou custo sem causar nenhum perigo ao mundo real;

Eficiência de custos por compartilhamento: otimiza orçamentos de pesquisa ao permitir que múltiplos laboratórios e empresas aluguem frações do sistema em nuvem, pagando apenas pela potência exata exigida por seus projetos.

Quais são as desvantagens de um supercomputador?

Estes são os principais desafios enfrentados ao adotar um supercomputador:

Custos elevados de aquisição e uso: a montagem de um supercomputador exige milhões de dólares e a manutenção afeta o orçamento, chegando a custar mais de US$ 1 mil por hora no modelo de aluguel de recursos;

Consumo elétrico e impacto ambiental: demandam volumes massivos de eletricidade, consumindo o equivalente a 5 mil residências, gerando contas anuais milionárias e preocupações com a pegada ecológica dos data centers;

Superaquecimento e desgaste de componentes: o funcionamento simultâneo de milhares de processadores gera calor extremo, exigindo sistemas de refrigeração líquida e acelerando o desgaste de peças que precisam de troca constante;

Riscos de confiabilidade e interrupções: por reunir milhões de componentes interconectados, a chance de uma falha física pontual é alta, podendo corromper e interromper cálculos complexos que já rodam há vários dias;

Espaço gigante e mão de obra especializada: a estrutura física exige áreas imensas e blindadas, operadas exclusivamente por engenheiros altamente treinados, já que técnicos comuns de tecnologia da informação não têm qualificação para lidar com essa complexidade.

Um supercomputador entrega alta velocidade de processamento, mas exige um custo elevado de aquisição (imagem: divulgação/Petrobras)

Quanto custa um supercomputador? 

Um supercomputador exige investimentos massivos que variam de centenas de milhões a bilhões de dólares. Impulsionados pela atual corrida da inteligência artificial, os custos da tecnologia para essas supermáquinas chegam a quase dobrar a cada ano.

No topo desse mercado bilionário está o Colossus, sistema de inteligência artificial da xAI avaliado em mais de US$ 7 bilhões apenas em componentes. Já no Brasil, a Petrobrás investiu cerca de R$ 435 milhões no Harpia, máquina com poder de processamento equivalente a 10 milhões de celulares.

Além do investimento inicial em infraestrutura, manter esses clusters ligados custa caro e os gastos com energia elétrica facilmente superam US$ 10 milhões anuais. Para quem não pode arcar com a compra, a alternativa viável tem sido alugar essa potência por serviços de nuvem, mas que chega a custar mais de US$ 1 mil por hora de uso.

A Petrobras investiu R$ 435 milhões na construção do supercomputador Harpia, que entrou em operação em outubro de 2025 (imagem: Fausto Eduardo Pereira/Petrobras)

Qual é a diferença entre supercomputador e computador quântico? 

O supercomputador é uma máquina tradicional de altíssimo desempenho que processa dados por meio de bits binários (0 ou 1). Ele funciona conectando milhares de processadores em paralelo para resolver cálculos massivos, como previsões climáticas e processamento de dados complexos.

O computador quântico utiliza princípios da mecânica quântica, adotando bits quânticos chamados qubits, que representam 0 e 1 simultaneamente. Essa flexibilidade, baseada em conceitos como superposição e entrelaçamento, permite resolver problemas complexos de forma exponencialmente mais rápida.

Qual é a diferença entre supercomputador e mainframe? 

O supercomputador é uma máquina de alto desempenho focada em realizar cálculos matemáticos complexos e simulações científicas em altíssima velocidade. Ele une milhares de processadores em paralelo para resolver problemas massivos de pesquisa, como modelagem molecular e previsões do tempo.

O mainframe é um servidor robusto projetado para garantir a confiabilidade máxima de grandes empresas ao suportar milhares de usuários simultâneos. Em vez de focar em cálculos de laboratório, a plataforma prioriza a segurança no processamento de milhões de transações financeiras e no gerenciamento de bancos de dados.
O que é um supercomputador? Entenda a diferença para o computador quântico

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Fonte: Tecnoblog

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

Resumo

Nvidia anunciou “superchip” RTX Spark na Computex 2026 para computadores com Windows 11; novidade combina arquitetura Arm e gráficos Blackwell;
novo processador promete capacidade de até 1 petaflop para tarefas de inteligência artificial e, como tal, permite execução local de grandes modelos de IA;
primeiros computadores equipados com o chip devem chegar ao mercado global a partir de setembro de 2026; grandes fabricantes de PCs e a própria Microsoft confirmaram lançamentos.

Faz tempo que há rumores sobre a Nvidia lançar um processador para PCs de forma a competir com a Intel e a AMD. Esse dia chegou: a companhia aproveitou a Computex 2026 para anunciar o Nvidia RTX Spark para computadores com Windows 11. A novidade não é, porém, uma CPU convencional, mas algo que a própria empresa chama de “superchip”.

Em linhas gerais, o objetivo do novo chip é transformar o Windows em uma plataforma de inteligência artificial, mais precisamente, em um sistema operacional potencializado por agentes de IA. Isso explica o fato de o projeto ter sido conduzido em parceria com a Microsoft.

Para tanto, a Nvidia baseou o RTX Spark no GB10, “superchip” apresentado no começo de 2025 para comandar o DGX Spark AI (inicialmente chamado de Project Digits), aquele supercomputador em forma de miniPC desenvolvido especialmente para aplicações de inteligência artificial.

O Nvidia RTX Spark combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Grace e processo de fabricação de 3 nm da TSMC com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA que, na prática, equivale a uma GeForce RTX 5070. O chip é complementado com algo entre 16 GB e 128 GB de LPDDR5X, com a largura de banda de memória podendo chegar a 300 GB/s (gigabytes por segundo).

Que fique claro que os núcleos de CPU do RTX Spark seguem a arquitetura Arm. Por conta disso, a Microsoft afirma ter otimizado o Prism para trabalhar com o novo chip. O Prism é um componente do Windows 11 que emula software x86/x64 justamente em computadores com chips de arquitetura Arm, vale relembrar.

Apesar disso, a Nvidia também está trabalhando junto com desenvolvedores de softwares e jogos para que estes tenham versões nativamente compatíveis com o novo processador.

No quesito desempenho, a novidade promete não decepcionar. A Nvidia fala em capacidade de processamento de 1 petaflop para aplicações de IA em precisão FP4, ou seja, o chip pode lidar com 1 quatrilhão de operações por segundo focadas em inteligência artificial, considerando as suas especificações mais elevadas.

A Nvidia também destaca que o novo chip permite a execução local de modelos de IA com até 200 bilhões de parâmetros, novamente considerando a versão mais avançada do RTX Spark.

Neste ponto, já deve ter ficado claro para você que a novidade terá versões com diferentes características, havendo variações na quantidade de núcleos de CPU, por exemplo.

Se o RTX Spark será capaz de mudar os rumos do segmento de PCs, é cedo para dizer. Mas essa parece ser a expectativa da Nvidia e da Microsoft.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Quando o Nvidia RTX Spark estará disponível?

O Nvidia RTX Spark foi desenvolvido para equipar notebooks de alto desempenho, bem como desktops que seguem o formato de miniPC (remetendo ao DGX Spark AI).

Companhias como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo confirmaram que lançarão máquinas baseadas no Nvidia RTX Spark. A Microsoft também: trata-se do Surface Ultra, laptop que terá tela de 15 polegadas.

Os primeiros computadores equipados com o Nvidia RTX Spark devem ser lançados a partir de setembro de 2026, ainda não havendo previsão de chegada ao Brasil.
Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

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Fonte: Tecnoblog

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

Drones podem ter capacidade de voo dobrada com nova tecnologia em baterias de lítio e enxofre (imagem: divulgação/DJI)

Resumo

Bateria de lítio e enxofre desenvolvida na Universidade de Tsinghua, na China, pode dobrar tempo de voo de drones.
A nova bateria tem eficiência de 549 Wh/kg, enquanto baterias de íon-lítio têm média de 300 Wh/kg.
A tecnologia pode ser usada em drones robustos, de resgate e de entrega de produtos, e também pode ser testada em outras reações, como baterias de fluxo e metal-lítio.

Pesquisadores de Shenzhen, na China, produziram uma bateria de lítio e enxofre que pode ser uma nova solução para a indústria de drones, principalmente pensando em modelos mais robustos. O componente é capaz de controlar melhor a dissipação de energia, um dos grandes problemas da categoria. Segundo os cientistas, isso é possível por conta de uma nova estratégia molecular que também aumenta a eficiência do produto.

Os atuais drones comerciais em geral utilizam baterias de íon-lítio, com capacidade bem inferior. Enquanto a novidade permite uma eficiência de 549 Wh/kg, os componentes atuais têm uma média de 300 Wh/kg.

Futuro das baterias pode estar próximo

Controlar a dissipação de energia em baterias de lítio e enxofre é o grande desafio da tecnologia (imagem: iStock/SweetBunFactory)

A principal dificuldade de estabilizar baterias de lítio e enxofre passa pela alta dissipação de energia, difícil de ser controlada com as tecnologias atuais. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Tsinghua, produziu o componente utilizando um pré-mediador específico para o enxofre, ativado apenas quando o elemento entra em fase de reação eletroquímica.

Em outras palavras, esse aditivo garante que o transporte da carga elétrica ocorra de forma mais direcionada, evitando que a energia se perca em forma de calor. O trabalho acontece a nível molecular e, conforme divulgado pelo jornal China Daily, a resistência do produto é até 75% maior que baterias convencionais de lítio e enxofre. Nos testes, foram realizados 800 ciclos de carga e descarga, com 82% da capacidade original sendo mantida ao longo do processo.

Como isso pode impactar o mercado?

Drones de entrega ganhariam autonomia maior com nova tecnologia de bateria (imagem: divulgação/iFood)

A alta capacidade prometida por baterias de lítio e enxofre é interessante sobretudo para drones robustos, já que a proposta passa pelo alto desempenho por quilo transportado. Ainda assim, uma mudança nos drones comerciais também seria interessante. Outra vantagem interessante é o preço do componente, menor que as baterias de íon-lítio pois o enxofre custa menos.

Os pesquisadores também falaram sobre possíveis usos em drones de resgate, utilizados em situações de risco, além de modelos voltados para entrega de produtos e comida, que teriam uma produtividade maior. A tecnologia também será testada em outras reações, como em baterias de fluxo (reaproveitáveis), metal-lítio e em processos de reciclagem de componentes.

Os testes divulgados nesta semana foram feitos em laboratório. Até o momento não há nenhum relato de uso real dessa nova bateria de lítio e enxofre. Portanto, ainda não dá para prever se a tecnologia será, de fato, empregada a nível comercial, e tampouco se será algo viável nos drones que chegam às lojas.

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones

Nova bateria criada na China pode dobrar tempo de voo de drones
Fonte: Tecnoblog

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

Discos rígidos de alta capacidade viraram artigo de luxo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Toshiba negou a troca de HD empresarial de mais de 20 TB um cliente que ainda estava dentro da garantia.
Segundo o relato do consumidor, a empresa alegou falta de peças no estoque e ofereceu o reembolso apenas com o preço original das peças.
No Brasil, o CDC define que, se o defeito não for resolvido em 30 dias, o cliente pode exigir troca, abatimento ou restituição com atualização monetária.

A Toshiba teria recusado a troca de um disco rígido empresarial de mais de 20 TB que ainda estava na garantia. Em vez da substituição, a marca ofereceu o reembolso pelo preço original — desconsiderando o salto de valores que acompanhamos nos últimos meses.

O caso foi relatado pelo consumidor em um post no Reddit. Segundo ele, sua empresa comprou centenas de HDs de altíssima capacidade recentemente. Quando uma unidade falhou, acionaram o RMA (sigla para Autorização de Retorno de Mercadoria), mas a Toshiba negou a troca, alegando falta de peças — a espera por modelos de 24 TB, por exemplo, pode chegar a um ano.

Na prática, o prejuízo ficará com o cliente, que terá que comprar um novo HD pelo preço inflacionado do varejo, muito acima do valor reembolsado. Esse é um exemplo do efeito colateral da crise que se instaurou após o boom da IA: a alta demanda secou os estoques e jogou os preços de armazenamento nas alturas.

Fabricante pode apenas devolver o valor da nota?

Encerrar o RMA com o reembolso do valor da nota fiscal é uma tática comum, mas, no cenário atual, pune o comprador em meio à inflação no setor de hardware causada pela expansão dos data centers de IA. Mas a Toshiba não está sozinha nessa.

O Tom’s Hardware aponta que a Silicon Power chegou a cobrar uma “taxa de depreciação” de 15% de um cliente que devolveu pentes de RAM defeituosos, exatamente quando os preços das memórias DDR5 explodiram no mercado.

E se isso acontecer no Brasil?

HDs empresariais de alta capacidade da Toshiba, como os da linha MG Series, chegam ao Brasil por meio de distribuidores corporativos. Por aqui, no entanto, a recusa de substituição esbarra com o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A legislação diz que, se o defeito não for resolvido em 30 dias, a escolha da solução é do cliente. Ele pode exigir a troca por outro produto em perfeitas condições, o abatimento proporcional do preço ou a restituição da quantia paga — obrigatoriamente com atualização monetária.

Além disso, se não houver componente idêntico em estoque, a troca pode ser feita por um modelo equivalente. Ou seja: forçar o reembolso do valor original sem correção para driblar a inflação das peças é uma conduta que gera dor de cabeça legal no Brasil.
Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque
Fonte: Tecnoblog

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Samsung 990 Pro falso (imagem: reprodução/ComputerBase)

Resumo

Samsung alertou sobre SSDs 990 Pro falsificados na Europa; avisou surge após caso de austríaco que recebeu 2 SSDs falsificados de 1 TB que não funcionavam;
inspeção das unidades falsificadas identificou placa de circuito azul e controlador Realtek; no modelo original, a placa é preta e o controlador é Pascal;
Samsung recomendou compra apenas em sua loja online ou em revendedores autorizados, e indicou software Samsung Magician para verificar autenticidade.

Além de memórias RAM, SSDs também estão escassos, o que leva a preços consideravelmente mais altos. Esse cenário deu força para um problema antigo: o de dispositivos falsificados. A situação chegou a um ponto em que a Samsung se viu obrigada a alertar sobre unidades falsas dos SSDs 990 Pro na Europa.

O caso em questão veio à tona depois que o site alemão ComputerBase relatou que um austríaco recebeu duas unidades falsificadas do Samsung 990 Pro de 1 TB. As suspeitas começaram depois que o comprador constatou que nenhum dos dois dispositivos funcionava.

As embalagens de ambos os SSDs não tinham sinais que sugerissem que aqueles produtos não eram originais. A certeza sobre a falsificação veio depois da inspeção das unidades, que revelou que elas usavam uma placa de circuito na cor azul e um controlador Realtek. No modelo original, a placa tem cor preta e controlador Pascal.

Qual foi a reação da Samsung?

Alertada sobre o problema, a Samsung emitiu a seguinte nota (em tradução livre) para recomendar que os SSDs da marca sejam comprados apenas em canais oficiais:

A Samsung leva muito a sério as denúncias de produtos de memória falsificados. Estamos tomando medidas consistentes para combater a distribuição desses produtos falsificados.

Recomendamos a compra de unidades de armazenamento Samsung exclusivamente pela Loja Online da Samsung ou por revendedores autorizados. Os consumidores também podem usar o software Samsung Magician para verificar a autenticidade do produto.

Como já informado, esse tipo de problema não é incomum. Nós, no Brasil, já estamos até acostumados com isso. As chances de você encontrar SSDs falsificados nos principais marketplaces do país não são pequenas.

Samsung 990 Pro original, com placa na cor preta (imagem: reprodução/Samsung)

O que chama a atenção no caso da Samsung é que o problema envolve uma linha de SSDs de alto desempenho e, portanto, mais cara. Normalmente, falsificadores focam em modelos mais baratos porque eles geram maiores volumes de vendas e são tecnicamente mais fáceis de serem falsificados.

É por isso que os crescentes relatos sobre unidades falsas dos SSDs Samsung 990 Pro levantam a suspeita de que o problema tem relação com os preços cada vez maiores desses produtos no mercado.

O aspecto mais alarmante é que, em alguns casos, a falsificação é tão bem feita que até usuários experientes têm dificuldades para identificar unidades não originais. Isso aconteceu recentemente no Japão: uma unidade falsa do Samsung 990 Pro testada pelo site Akiba PC Hotline tinha até desempenho similar ao do original.

Com informações do TechRadar
Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos
Fonte: Tecnoblog