Category: Hardware e Componentes

Adivinha? Os preços do Raspberry Pi aumentaram de novo

Adivinha? Os preços do Raspberry Pi aumentaram de novo

Raspberry Pi 5 com 16 GB de RAM ficou ainda mais caro (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Resumo

Os preços das placas Raspberry Pi 5 e Compute Module 5 com 16 GB de RAM aumentaram, com reajustes de até US$ 80.
O Raspberry Pi 5 de 16 GB passou de US$ 305 para US$ 385, e a variante de 16 GB do Raspberry Pi Compute Module 5 teve um reajuste de US$ 40.
A causa do aumento de preços está na escassez de memória RAM e de outros componentes.

O mês de novembro começou com uma péssima notícia para indivíduos ou organizações que planejam adquirir placas Raspberry Pi: as versões com 16 GB de RAM do Raspberry Pi 5 e do Raspberry Pi Compute Module 5 acabaram de ficar mais caras, com reajustes de até US$ 80. Parece, mas essa não é uma notícia repetida.

Estamos falando do quinto reajuste de preços aplicado em produtos da linha Raspberry Pi desde dezembro de 2025. É verdade que os aumentos foram direcionados apenas a produtos específicos em cada rodada. Mesmo assim, esse movimento faz as placas perderem, cada vez mais, o apelo do custo-benefício.

A decisão mais recente fez o Raspberry Pi 5 de 16 GB passar de US$ 305 para US$ 385 (R$ 2.094 na conversão direta). Para você ter ideia do que isso significa, em 2025, o mesmo modelo era comercializado oficialmente por US$ 120. A placa teve aumento de preços em dezembro de 2025, em fevereiro e abril de 2026, e agora em novembro.

Já a variante de 16 GB do Raspberry Pi Compute Module 5 teve um reajuste menor, mas ainda expressivo, de US$ 40. Note, porém, que os preços dessas placas variam de acordo com outras características escolhidas, como capacidade de armazenamento e presença ou não de conectividade Wi-Fi.

O Raspberry Pi Compute Module 5 de 16 GB também teve reajuste de preço (imagem: reprodução/Raspberry Pi)

Por que a linha Raspberry Pi está ficando cada vez mais cara?

A essa altura, provavelmente você já sabe o motivo, mas não custa confirmar: a causa está no cenário de escassez de memória RAM. O CEO da Raspberry Pi comenta:

Infelizmente, a falta de fornecimento alternativo para DRAM de 16 GB, agravada pela escassez contínua de outros componentes, significa que agora precisamos fazer novos aumentos de preços em alguns de nossos produtos de maior densidade.

CEO da Raspberry Pi

Considerando apenas as linhas Raspberry Pi 5 e Raspberry Pi 4, os preços oficiais vigentes atualmente são estes:

 MemóriaPreço em 2025Preço em 12/2025Preço em 02/2026Preço em 04/2026Preço em 11/2026Raspberry Pi 41 GBUS$ 35US$ 35US$ 35US$ 35US$ 35Raspberry Pi 42 GBUS$ 55US$ 55US$ 55US$ 55US$ 67,50Raspberry Pi 44 GBUS$ 55US$ 60US$ 75US$ 100US$ 100Raspberry Pi 48 GBUS$ 75US$ 85US$ 115US$ 165US$ 165Raspberry Pi 51 GB—US$ 45US$ 45US$ 45US$ 45Raspberry Pi 52 GBUS$ 50US$ 55US$ 65US$ 65US$ 77,50Raspberry Pi 54 GBUS$ 60US$ 70US$ 85US$ 110US$ 110Raspberry Pi 58 GBUS$ 80US$ 95US$ 125US$ 175US$ 175Raspberry Pi 516 GBUS$ 120US$ 145US$ 205US$ 305US$ 385

A última coluna da tabela acima inclui os preços reajustados das versões de 2 GB de RAM das linhas Raspberry Pi 4 e Raspberry Pi 5 aplicados em outubro de 2026. Que fase…
Adivinha? Os preços do Raspberry Pi aumentaram de novo

Adivinha? Os preços do Raspberry Pi aumentaram de novo
Fonte: Tecnoblog

SK Hynix esgota estoques e prevê escassez de memória até 2030

SK Hynix esgota estoques e prevê escassez de memória até 2030

SK Hynix compromete produção de memória para os próximos três anos (imagem: divulgação/SK Hynix)

Resumo

A SK Hynix tem toda a sua produção de memórias DRAM e HBM prevista para os próximos três anos já comprometida.
A oferta de memórias deve continuar abaixo da demanda até 2030, impulsionada principalmente pelos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.
A escassez de componentes deve continuar elevando os preços de eletrônicos de consumo, afetando produtos como computadores, smartphones e TVs.

A SK Hynix anunciou que praticamente toda a sua produção de memórias DRAM e HBM prevista para os próximos três anos está comprometida. A fabricante também prevê que a oferta continue abaixo da demanda até 2030, impulsionada principalmente pelos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

As projeções foram apresentadas nesta quarta-feira (28/10), durante a divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre, e sugam a pouca esperança aberta pela concorrente Micron, em janeiro, de que os preços dos componentes pudessem se estabilizar até 2028.

Segundo a companhia, contratos de longo prazo já assinados e encomendas em negociação deixam pouco espaço disponível para atender a novos pedidos nos próximos anos.

Além da sul-coreana, Samsung, que adiantou o possível aumento de demanda no começo do ano, e Micron já tinham vendido a quantidade total de chips de memória projetada para o ano que vem. As três concentram grande parte da produção global desses componentes.

Contratos já cobrem maior parte da produção

Em comunicado, a SK Hynix alega que fechou acordou de fornecimento de longo prazo com 14 grandes clientes, incluindo algumas das principais provedoras globais de computação em nuvem. Os contratos já garantidos correspondem a mais de 50% da capacidade total de produção prevista para 2027 e 2028.

A situação fica ainda mais apertada quando entram na conta pedidos que ainda estão em negociação. Segundo a empresa, a soma dos contratos assinados com demandas baseadas em planos concretos de compra faz com que os volumes de DRAM e HBM estejam “efetivamente esgotados” até 2029.

A fabricante também já concluiu as negociações de volume e preços de HBM para 2027 e espera crescimento tanto nas vendas quanto na rentabilidade do segmento. Após o crescimento do setor, a empresa conseguiu superar a Samsung pela primeira vez em valor de mercado, em junho, e bateu recorde na estreia na bolsa estadunidense.

Memória para IA encarece produtos eletrônicos

Aumento de preço da memória RAM pela IA encarece eletrônicos de consumo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal pressão vem da expensão de datacenters e servidores dedicados à IA. A memória HBM é usada em aceleradores para permitir a transferência de grandes volumes de dados em alta velocidade. Segundo a SK Hynix, os pedidos feitos por clientes para esse tipo de componente já chegam a mais que o dobro da oferta disponível.

A companhia está aumentando os investimentos na ampliação da capacidade de fabricação com novas instalação. No entanto, seguindo o padrão da indústria, a empresa afirma que leva anos até que a operação de uma nova fábrica se inicie, e a demanda deve continuar acima da oferta até 2030.

Até lá, o consumidor final de produtos eletrônicos deve continuar sentindo o peso desse foco em IA no bolso. Memórias DRAM e NAND, também fabricadas pelas três, são usadas em computadores, smartphones, TVs, eletrodomésticos “inteligentes” e até carros com sistemas digitais mais avançados.

No mercado de smartphones, por exemplo, vimos recentemente aumentos em linhas da Samsung e Apple, que pode subir ainda mais no ano que vem. As companhias já vêm se preparando desde o ano passado e não há uma previsão certa de que os preços voltem ao patamar dos anos anteriores, segundo a Lenovo.

SK Hynix esgota estoques e prevê escassez de memória até 2030

SK Hynix esgota estoques e prevê escassez de memória até 2030
Fonte: Tecnoblog

Crise no iPhone Duo: fornecedora nega falha na dobradiça

Crise no iPhone Duo: fornecedora nega falha na dobradiça

Apple diz que problema afeta um pequeno número de unidades (imagem: reprodução/X)

Resumo

Empresa negou que componentes fornecidos sejam responsáveis pelos relatos de telas rachadas no iPhone Duo.
A FineMTEC afirma que é preciso uma investigação técnica antes de atribuir o problema a uma peça específica.
Causa dos danos continua sem confirmação, apesar de análises independentes apontarem possíveis pontos de pressão na dobradiça.

A FineMTEC, fabricante sul-coreana de componentes para celulares dobráveis, negou que suas peças sejam responsáveis pelos relatos de telas rachadas no iPhone Duo. A empresa afirma que uma investigação técnica é necessária antes de relacionar os defeitos a um componente específico.

A manifestação ocorre após a repercussão de imagens de aparelhos da Apple com rachaduras e linhas de pixels acesos próximas à dobra.

O que diz a fornecedora?

Componentes da dobradiça ficam próximos à região onde as telas apresentam danos (imagem: reprodução/iFixit)

A FineMTEC publicou no domingo (26) um comunicado sobre “problemas de qualidade em novos produtos”, afirmando que os defeitos relatados em alguns dobráveis não são causados por seus componentes. A companhia argumenta que responsabilizar uma única peça exigiria testes capazes de mostrar a relação entre o componente e o problema observado.

A FineMTEC não cita diretamente a Apple nem o iPhone Duo. O comunicado, no entanto, foi publicado após usuários e análises independentes levantarem a possibilidade de que os danos estejam relacionados ao mecanismo da dobradiça.

A empresa é apontada pela imprensa sul-coreana como fornecedora de placas metálicas que dão suporte à tela flexível e ajudam a distribuir as forças durante a abertura e o fechamento. A repercussão também chegou ao mercado financeiro: as ações da FineMTEC caíram mais de 15% após as especulações.

Preocupada com publicações em redes sociais que associam seus componentes como responsáveis pelo problema, a fornecedora afirmou que poderá tomar medidas civis e criminais contra a disseminação de informações falsas que prejudiquem sua reputação.

O que pode estar causando o problema?

Relatos mostram rachaduras e falhas de pixels próximas à dobra da tela (imagem: reprodução/Reddit)

Na segunda-feira (26), a Apple confirmou que está ciente de um problema que afeta a tela interna de “um pequeno número” de unidades do iPhone Duo. A empresa informou ao 9to5Mac que proprietários afetados devem entrar em contato com o AppleCare para solicitar a troca do aparelho. Segundo a companhia, a falha tende a aparecer rapidamente nas unidades defeituosas.

O iFixit desmontou o iPhone Duo e encontrou regiões em que componentes estruturais ficam próximos dos pontos em que as telas quebradas apresentam danos. Uma das hipóteses é que uma barra central de suporte não recue completamente durante o fechamento, criando um ponto de pressão sobre o painel flexível.

A questão ganha peso pelo alto preço do aparelho. No Brasil, o iPhone Duo começa em R$ 21.999, enquanto a substituição da tela interna pode custar R$ 10.989. Por enquanto, não há evidência técnica ou informações sobre qual componente ou etapa de fabricação está por trás das telas quebradas.
Crise no iPhone Duo: fornecedora nega falha na dobradiça

Crise no iPhone Duo: fornecedora nega falha na dobradiça
Fonte: Tecnoblog

GPUs avaliadas em R$ 2,5 milhões somem do aeroporto de Guarulhos

GPUs avaliadas em R$ 2,5 milhões somem do aeroporto de Guarulhos

Placas de vídeo foram perdidas no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos (imagem: divulgação/GRU Airport)

Resumo

Duas cargas de placas de vídeo GeForce RTX 5090 da marca Zotac, avaliadas em R$ 2,5 milhões, sumiram no Aeroporto de Guarulhos.
As placas, modelo premium da Nvidia, foram trazidas ao Brasil pelo Grupo Oderço e tinham valor aproximado de R$ 35 mil cada no mercado brasileiro.
A GRU Airport afirmou que trabalha para solucionar o caso e que o Grupo Oderço foi orientado a pedir indenização, mas ainda não há informações sobre a resolução do caso.

Duas cargas de placas de vídeo GeForce RTX 5090 trazidas ao Brasil sumiram neste final de semana no Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo. O caso foi denunciado pelo perfil oficial do Grupo Oderço, responsável pela importação das GPUs. Segundo o post da distribuidora, os dois pallets perdidos representam um prejuízo de R$ 2,5 milhões, o que deve representar centenas de chips gráficos.

A publicação também aponta que não há registros em vídeo do momento em que os componentes foram abduzidos. A empresa cobra um retorno da gestora GRU Airport, responsável pelas operações no aeroporto internacional de São Paulo. Os modelos que sumiram são da marca Zotac. A versão pode ser encontrada a partir de R$ 35 mil no e-commerce nacional.

Em resposta ao G1, a GRU Airport garantiu que “vem empenhando todos os esforços” para solucionar o caso, e que o sumiço das placas de vídeo já foi “reportado às autoridades competentes”. Segundo a concessionária, o Grupo Oderço já recebeu orientações para pedir indenização pela situação.

Placas de vídeo são carga preciosa

GPUs da Zotac são vendidas por a partir de R$ 35 mil no e-commerce nacional (imagem: divulgação/Zotac)

As placas RTX 5090 são artigo de luxo para quem deseja montar um PC gamer ou mesmo um computador capaz de rodar softwares de edição e trabalhos mais pesados, por exemplo. Cada unidade abduzida tem valor aproximado de R$ 35 mil no mercado brasileiro, e a Oderço fala em prejuízo de R$ 2,5 milhões considerando o preço de custo.

Modelos do tipo vêm sofrendo uma valorização no mercado por conta da crise dos chips de memória RAM. Cada Zotac RTX 5090 conta com pelo menos 32 GB de RAM GDDR7, padrão mais atual do mercado. A versão também conta com três ventoinhas para resfriamento do sistema, luzes RGB, entre outras características que vão além do componente padrão da Nvidia.

O que acontece agora?

Segundo a concessionária GRU Airport, o sumiço se deu na última quinta-feira (14/10), quando o Grupo Oderço já foi orientado sobre o procedimento para receber uma indenização pelo sumiço dos pallets.

Em nota, a administradora do aeroporto afirmou ainda que a distribuidora precisa apresentar a documentação solicitada para finalizar o processo. Vale ressaltar que a denúncia da empresa aconteceu no sábado (16/10) cobrando esclarecimentos e a localização da carga. Até o momento, não há informações sobre a resolução do caso.
GPUs avaliadas em R$ 2,5 milhões somem do aeroporto de Guarulhos

GPUs avaliadas em R$ 2,5 milhões somem do aeroporto de Guarulhos
Fonte: Tecnoblog

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6

PlayStation 5 já teve preços reajustados no Brasil em 2026 (foto: Vivi Werneck/Tecnoblog)

Resumo

Os custos de RAM e memória flash NAND usada no armazenamento do futuro PS6 podem custar US$ 680, segundo rumor.
A consultoria TrendForce prevê novas altas nos preços desses componentes já neste trimestre, o que pode impactar o custo final do futuro console.
O preço do PS6 pode ultrapassar US$ 1.000, chegando ao Brasil por mais de R$ 5.000, mas a cifra ainda não foi confirmada pela Sony.

A memória RAM e os chips de armazenamento do PlayStation 6 podem custar à Sony mais de US$ 680, ou cerca de R$ 3.400 em conversão direta. A declaração veio de um informante conhecido como KeplerL2, que publica informações antecipadas sobre hardware da AMD.

Segundo a publicação no fórum NeoGAF, “apenas a memória RAM e o armazenamento NAND” devem custar esse valor. O rumor não traz informações sobre outros componentes necessários ao funcionamento do console, como o processador.

A postagem também não apresenta capacidades, fornecedores ou contratos. Por isso, o número permanece uma alegação sem confirmação da Sony. A empresa desenvolve a próxima geração do PlayStation, mas ainda não anunciou nada sobre preço ou data de lançamento. Os rumores sugerem um possível anúncio em 2028, mas até lá os valores dos componentes podem mudar.

Memórias estão cada vez mais caras

Fabricantes priorizam memórias para servidores de IA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Dados de mercado ajudam a ilustrar a situação. Em relatório recente, a consultoria de negócios TrendForce projetou novas altas de até 15% nos preços contratuais de chips DRAM no quarto trimestre de 2026, em comparação com o trimestre anterior. Para NAND flash, a previsão é de aumento entre 15% e 20%.

Segundo a consultoria, fabricantes continuam priorizando capacidade de produção para servidores, diante da forte demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Esse cenário pressiona a oferta para outros segmentos, incluindo os consoles.

A possibilidade de um PS6 mais caro, na faixa dos US$ 1.000 (acima dos R$ 5 mil), também envolve a política comercial da própria Sony. Em reunião com investidores em junho, a empresa afirmou que não considera absorver os aumentos dos componentes e que não pretende vender hardware com prejuízos significativos.

PlayStation 6 pode ser o mais caro da história

Se o PS6 fosse lançado nos EUA por esse preço, o console poderia chegar ao Brasil superando os R$ 8 mil, considerando o efeito combinado de impostos, taxas e a relação entre os preços sugeridos atuais da linha PS5 nos dois países.

Como comparação, após o reajuste aplicado ao PS5 no Brasil em abril, os preços sugeridos passaram a R$ 4.599,90 para a Edição Digital, R$ 5.099,90 para o modelo com leitor e R$ 7.499,90 para o PS5 Pro.

Ainda assim, analistas citados pelo site VGC divergem sobre a possibilidade de a próxima geração do console ultrapassar os US$ 1.000. Esse patamar permanece uma projeção, sem confirmação oficial da Sony.

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6

Sony pode gastar R$ 3,4 mil só com as memórias de cada PS6
Fonte: Tecnoblog

Notebooks devem ficar mais caros em 2027, aponta relatório

Notebooks devem ficar mais caros em 2027, aponta relatório

Notebooks podem ficar mais caros em 2027, seguindo tendência no mercado de eletrônicos pessoais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O preço dos notebooks deve aumentar em 2027 devido ao encarecimento de componentes de hardware e à menor demanda do mercado.
A TrendForce prevê que 80% da produção global de notebooks será na China em 2027, o que pode ajudar a reduzir custos.
A crise de memória RAM, impulsionada pela alta demanda de IA, afetou a indústria de hardware, mas a oferta de memórias NAND Flash deve se manter estável em 2027.

Um relatório da consultoria TrendForce aponta para um aumento nos preços dos notebooks em 2027, assim como uma menor demanda de mercado. O principal motivo seria o encarecimento dos componentes de hardware, o que levaria a uma queda de quase dois dígitos na porcentagem de vendas. A firma também condiciona a situação a como as fabricantes vão lidar com esses valores mais altos: se vão absorver ou repassar os custos para os clientes.

No documento, foi analisada a precificação de um modelo não revelado durante o terceiro trimestre financeiro de 2026, indicando 68% do valor de produção referente a CPU, DRAM e SSD. A expectativa é por um aumento desse percentual no próximo ano, forçando as fabricantes a decidirem entre a alta dos preços finais ao consumidor ou a piora das especificações.

Vale lembrar que a indústria de hardware vem sofrendo um forte impacto pela crise das memórias RAM. O cenário já afetou os princiopais produtos de empresas como Samsung, Sony e Apple, incluindo celulares, cartões SD e até videogames.

China pode ser a solução

Fabricação de notebooks na China tem aumentado em relação a outros países (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uma das saídas apontadas pelo relatório é levar a fabricação de volta para a China, desde que as condições geopolíticas e tarifárias se mantenham estáveis. O país asiático produz hoje cerca de 79% dos modelos vendidos, contra 76% em 2025. Este indicador deve chegar a 80% no próximo ano. Os custos de fabricação por lá costumam ser menores, em parte por causa da logística mais bem integrada e a mão de obra barata.

Outra solução que envolve o país é a melhoria de suas memórias DRAM, o que também pode ser uma saída para a crise no setor. É importante lembrar que, desde o início de 2025, os Estados Unidos vêm adotando políticas protecionistas contra eletrônicos chineses, dificultando o acesso de empresas americanas a componentes produzidos no país asiático.

Crise de memória RAM e a alta demanda de IA

O principal “inimigo” do mercado de hardware é o avanço das inteligências artificiais, que vêm demandando cada vez mais memória RAM para funcionar. Acontece que os servidores de IA precisam de peças incompatíveis com eletrônicos pessoais, como notebooks, computadores de mesa e videogames, entre outros exemplos. As indústrias têm de decidir entre um ou outro.

A TrendForce reafirmou que a expectativa é pela manutenção do cenário em 2027, mas há uma boa notícia: a previsão de menor impacto na oferta de memórias NAND Flash ao longo do próximo ano. Isso deve significar valores mais estáveis principalmente em SSDs.
Notebooks devem ficar mais caros em 2027, aponta relatório

Notebooks devem ficar mais caros em 2027, aponta relatório
Fonte: Tecnoblog

Alibaba apresenta o chip de IA mais poderoso da China

Alibaba apresenta o chip de IA mais poderoso da China

Chip tem 216 GB de memória e lançamento previsto para o início de 2027 (imagem: divulgação/Alibaba)

Resumo

Alibaba apresenta o Zhenwu V900, um novo acelerador para treinamento e inferência de inteligência artificial.
Empresa afirma que o chip oferece três vezes o desempenho do modelo anterior, o Zhenwu M890, mas não divulgou dados para uma comparação direta.
Produção em massa e lançamento comercial estão previstos para o primeiro trimestre de 2027.

O Alibaba apresentou oficialmente o Zhenwu V900, seu novo chip desenvolvido para treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial. Segundo a empresa, o acelerador oferece três vezes o desempenho do Zhenwu M890, da geração anterior, e conta com 216 GB de memória.

A novidade foi anunciada durante a conferência Apsara 2026, em Hangzhou, na China. O CEO do Alibaba, Eddie Wu, afirmou que o V900 é atualmente o “chip de IA mais poderoso da China”. A companhia, porém, não apresentou dados suficientes para verificar a alegação e comparar o desempenho com chips concorrentes.

Como é o Zhenwu V900?

O Zhenwu V900 foi desenvolvido para duas das principais cargas de trabalho de IA: treinamento de modelos e inferência, etapa em que um modelo já treinado realiza os cálculos necessários para gerar respostas. Além dos 216 GB de memória, o modelo oferece 1.200 GB/s de largura de banda na comunicação entre chips – o M890, por comparação, possui 144 GB de memória e comunicação entre chips de 800 GB/s.

A divisão de semicondutores T-Head afirma que mais de mil unidades podem trabalhar juntas como um único sistema. Em uma escala maior, o Alibaba afirma que o acelerador poderá integrar clusters com até 500 mil placas.

A produção em massa e o lançamento comercial estão previstos para o primeiro trimestre de 2027. Apesar da promessa de alto poder de fogo, ainda faltam informações importantes para avaliar o V900. O Alibaba também não divulgou o desempenho em FLOPS, o processo de fabricação, a empresa responsável pela produção do componente ou o seu consumo de energia. Por isso, a afirmação de que se trata do chip de IA mais poderoso da China permanece uma declaração do fabricante.

Empresa afirma que o Zhenwu V900 oferece três vezes o desempenho da geração anterior (imagem: reprodução/Alibaba)

Modelo Qwen com até 10 trilhões de parâmetros

O novo acelerador também faz parte dos planos do Alibaba para treinar modelos de IA maiores. A empresa pretende desenvolver um futuro Qwen na escala de 5 a 10 trilhões de parâmetros. O Qwen3.8-Max, por comparação, possui 2,4 trilhões .

A expansão dos modelos acompanha os projetos da gigante chinesa para aumentar a sua infraestrutura de computação. O Alibaba pretende superar 20 gigawatts de capacidade de data centers até 2032. Wu afirmou que a escassez na cadeia global de suprimentos para data centers de IA está limitando a velocidade dessa expansão.
Alibaba apresenta o chip de IA mais poderoso da China

Alibaba apresenta o chip de IA mais poderoso da China
Fonte: Tecnoblog

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

SK Hynix deve ampliar presença nos Estados Unidos após pressão de Trump (imagem: divulgação/SK Hynix)

Resumo

Intel e SK Hynix negociam parceria para produzir chips de memória nos EUA, com opções de aluguel de fábrica da Intel em Ohio ou joint venture com empresas de nuvem.
A SK Hynix avalia medidas para ampliar suas bases de produção, mas nenhuma decisão foi tomada sobre cooperação com empresas específicas ou fabricação de memória nos EUA.
O governo sul-coreano pode barrar tecnologias avançadas, exigindo revisão de projetos que envolvam componentes estratégicos para o país, como chips de memória HBM ou DRAM.

A americana Intel e a sul-coreana SK Hynix negociam uma parceria para produzir chips de memória nos Estados Unidos. O acordo ainda está em fase preliminar e pode seguir por dois caminhos: o aluguel de uma fábrica da Intel no estado de Ohio ou uma joint venture com companhias de computação em nuvem.

Segundo a Reuters, ainda não está definido qual tipo de memória será produzido nos EUA, que pressiona fabricantes de semicondutores de Taiwan e Coreia do Sul a ampliarem a produção em território local. A SK Hynix estreou na bolsa de valores Nasdaq em julho e quebrou recordes, com o maior valor já levantado por uma empresa estrangeira no país.

Mas a instalação de uma fábrica nos EUA é mais custosa. Segundo fontes ouvidas pela agência, despesas com mão de obra e construção são maiores no país, e boa parte dos fornecedores da indústria estão na Ásia.

SK Hynix pode ocupar fábrica da Intel

Renderização das futuras fábricas de chips da Intel (imagem: divulgação/Intel)

Uma das opções discutidas é o aluguel de parte do complexo que a Intel está construindo no estado de Ohio. A fabricante estadunidense anunciou em 2022 um investimento de até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 514 bilhões) para construir no estado um grande complexo de fabricação de semicondutores.

O projeto, porém, sofreu atrasos. As duas primeiras fábricas do polo, previstas inicialmente para começar as operações no ano passado, agora têm previsão de início para 2030 e 2031. A necessidade de levantar mais fundos para as obras esteve entre os argumentos que levaram a Intel a vender 10% de suas ações para o governo dos EUA.

Nesse cenário, uma parceria com a SK Hynix poderia incluir a utilização de parte da estrutura planejada pela Intel. A outra possibilidade seria uma sociedade entre Intel, SK Hynix e grandes empresas de computação em nuvem interessadas em garantir o fornecimento de memória para seus próprios data centers.

Governo da Coreia do Sul pode barrar tecnologias avançadas

Coreia do Sul pode barrar fabricação de tecnologias avançadas no exterior (imagem: divulgação/SK Hynix)

Outro obstáculo está na própria Coreia do Sul. A produção nos Estados Unidos de tecnologias avançadas de memória pode exigir uma revisão do governo caso envolva componentes classificados como estratégicos para o país.

Procurado pela Reuters, o Ministério do Comércio da Coreia do Sul afirmou que decisões sobre instalações de produção cabem às empresas. O órgão, porém, ressaltou que projetos envolvendo uma “tecnologia central nacional” precisam passar por uma revisão prevista na Lei de Proteção de Tecnologia Industrial.

Isso pode afetar uma eventual produção de tecnologias como HBM (chips bastante visados pela indústria de IA) ou determinadas gerações de DRAM nos Estados Unidos. Fontes ouvidas pela agência afirmam que o governo sul-coreano também pode considerar os investimentos da SK Hynix nas negociações comerciais com Washington.

A SK Hynix confirmou que avalia medidas para ampliar suas bases de produção, mas afirmou à Reuters que “nada foi determinado neste estágio”. Posteriormente, em comunicado publicado em seu site, a empresa declarou que nenhuma decisão havia sido tomada sobre uma possível cooperação com empresas específicas ou sobre a fabricação de memória nos Estados Unidos.
Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre

Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre

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O Nintendo Switch OLED está saindo por R$ 1.952 no Pix com cupom BOLSOCHEIO no Mercado Livre. O kit que inclui o console com tela atualizada, o game Super Mario Bros. Wonder e três meses da Nintendo Switch Online fica 28% mais barato em relação ao preço original de R$ 2.699.

Mas seja rápido: a oferta acaba neste feriado (7) e dura enquanto o cupom for válido.

Nintendo Switch OLED tem tela de 7″ e suporte a redes cabeadas

Tela do Nintendo Switch OLED é um pouco maior que o modelo padrão (Imagem: Divulgação/Nintendo)

O Switch OLED é a versão atualizada do console mais vendido da Nintendo. Ele conta com uma nova tela de diodos orgânicos de 7″ no lugar da LCD de 6,2″ do modelo original, que reproduz cores mais vibrantes e pretos perfeitos. A resolução é a mesma nas duas versões, HD ou 1.280 x 720 pixels.

A dock possui uma porta Ethernet nativa para conexão de redes cabeadas, oferecendo mais estabilidade em partidas online no modo sistema de mesa. O suporte traseiro foi modificado, ficando mais largo e melhor ajustável para uso no modo semiportátil.

Fora isso, o Switch OLED mantém a experiência híbrida e pode ser usado como um portátil, com os Joy-Cons fixos, apoiado sobre uma superfície, ou ligado à TV pela dock com resolução Full HD (1920 x 1080 pixels). O console suporta até quatro jogadores locais e favorece a diversão familiar.

Apoio traseiro do Nintendo Switch OLED é mais amplo e ajustável (Imagem: Divulgação/Nintendo)

O bundle inclui um voucher de três meses do serviço Nintendo Switch Online e uma cópia digital do game Super Mario Bros. Wonder, em que Mario e seus amigos enfrentam o vilão Bowser com novas habilidades.

Na parte interna, o console traz o chip Nvidia Tegra X1 e 64 GB de armazenamento, com suporte a cartões microSDXC de até 2 TB. A bateria resiste de 4,5 a 9 horas no modo portátil segundo a Nintendo, e é alimentada pela dock enquanto o console é usado como um sistema de mesa.

O Switch OLED (R$ 1.952 no Pix com cupom BOLSOCHEIO) traz dois controles Joy-Con com suporte a movimentos. O sistema suporta inúmeros títulos exclusivos da Nintendo, indisponíveis em sistemas concorrentes.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre

Nintendo Switch OLED fica mais barato com cupom no Mercado Livre
Fonte: Tecnoblog

Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA

Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA

Microsoft não explica quando novidade chegará ao Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Resumo

O Gerenciador de Tarefas do Windows vai exibir informações sobre o uso de NPU (Unidade de Processamento Neural) e do acelerador neural da GPU.
A ferramenta permitirá que profissionais de TI e desenvolvedores identifiquem problemas de desempenho e avaliem a utilização de recursos de hardware por processos de IA.
O recurso será útil também para usuários avançados que desejam entender e melhorar a duração da bateria e a performance do computador.

Já que a inteligência artificial está em tudo, o Gerenciador de Tarefas do Windows 11 vai ficar de olho nela. A Microsoft anunciou que a ferramenta passará a exibir o uso de NPU por processo, de forma semelhante ao que já ocorre com CPU, disco e memória, por exemplo.

NPU é a sigla para neural processing unit (unidade de processamento neural). Esse componente é dedicado à execução de tarefas de IA e aprendizagem de máquina e está presente em computadores mais recentes — é uma exigência da certificação Copilot+ PC, por exemplo.

Em alguns dispositivos, a placa gráfica (GPU) vem com um neural engine para tarefas assim. Se for o caso, o Gerenciador de Tarefas também vai exibir dados sobre a atividade dele.

O anúncio foi feito no Windows IT Pro Blog, da Microsoft, mas não há informações sobre quando a ferramenta chega ou em que build ela estará disponível. Além disso, a empresa diz que o recurso chegará a “alguns dispositivos mais novos”, sem especificar quais seriam eles.

Qual é a vantagem de monitorar o uso de NPU?

Se sua relação com a IA é usar ChatGPT, Claude, Gemini ou outros serviços do tipo, fique tranquilo: o processamento dessas tarefas é feito nos servidores das empresas, bem longe da sua máquina. Portanto, essas informações não vão aparecer no Gerenciador de Tarefas, e você não precisa se preocupar com isso.

A Microsoft lista três públicos para quem o novo monitoramento vai ser útil: profissionais de TI que precisem identificar e reportar problemas de desempenho, desenvolvedores que queiram testar se os modelos estão usando os recursos de hardware corretos e usuários avançados que desejem entender e melhorar a duração da bateria e a performance do computador.

No primeiro caso, um profissional de suporte pode checar se um programa com IA está usando a NPU ou a neural engine da GPU em vez da CPU ou da GPU, por meio da aba Processos, com as colunas NPU, NPU engine, GPU e GPU engine. Também é possível avaliar a utilização ao longo do tempo na aba Desempenho.

Tela de processos vai mostrar uso de NPU e engines da GPU separado por processos (imagem: reprodução/Windows IT Pro Blog)

O Gerenciador de Tarefas oferece informações ainda mais completas na aba Detalhes, como colunas que mostram a memória dedicada e a compartilhada da NPU e da GPU. Assim, é possível identificar a causa de um desempenho abaixo do esperado em um modelo de IA, que pode ser, por exemplo, uma incompatibilidade entre tipos de dados ou a falta de um driver.

Por fim, para quem é usuário avançado (ou apenas curioso), a novidade ajuda a identificar se um aplicativo específico com IA está usando a NPU, mais eficiente nessas tarefas, ou a CPU, mais lenta e com gasto maior de energia.

Tela de desempenho mostra uso de GPU para diferentes tarefas ao longo do tempo (imagem: reprodução/Windows IT Pro Blog)

Ferramenta pode não ser suficiente

Usar os novos recursos do Gerenciador de Tarefas pode não ser tão fácil quanto parece. Como aponta um post no Windows Forum, uma estação de trabalho com GPU dedicada e muita VRAM, uma plataforma integrada da Intel ou da AMD e um laptop ARM com NPU da Qualcomm podem mostrar padrões de memória diferentes, mesmo que as tarefas estejam otimizadas corretamente para os dispositivos.

Além disso, os diagnósticos necessários para profissionais de TI e desenvolvedores ainda vão exigir ferramentas mais completas. Mesmo assim, o Gerenciador de Tarefas se torna um bom ponto de partida para desvendar problemas envolvendo IA.

Com informações do The Register
Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA

Gerenciador de Tarefas do Windows vai monitorar hardware usado por IA
Fonte: Tecnoblog