Category: Google

Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil nos últimos anos

Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil nos últimos anos

Impostos pagos por big techs somam bilhões (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil sobre remessas ao exterior entre janeiro de 2022 e outubro de 2025.
Em documento, a Receita Federal afirma não ter elementos necessários para saber quanto as empresas realmente faturam no país.
Em outubro, a Netflix atribuiu um rombo de US$ 619 milhões aos impostos brasileiros, enquanto a Meta decidiu repassar custos aos anunciantes.

Um novo documento da Receita Federal dá a dimensão do quanto as big techs movimentam no Brasil. Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e TikTok pagaram R$ 289 bilhões em impostos entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, como parte do processo de envio de valores para as matrizes no exterior, em especial os Estados Unidos.

Esta informação foi solicitada pelo deputado federal Márcio Jerry (PC do B/MA) devido à preocupação dos parlamentares com a tributação de serviços digitais. O material foi elaborado pela Receita, encaminhado à Câmara dos Deputados e divulgado pelo site jornalístico Núcleo. No próprio ofício, porém, a Receita reconhece que não consegue determinar quanto as gigantes da tecnologia realmente faturam no país.

Receita reconhece que é “inviável” elaborar estimativas detalhadas (imagem: reprodução)

Ou seja: embora o valor dos impostos pagos seja enorme, o fisco admite não ter meios de calcular o volume total que as plataformas movimentam com usuários brasileiros, tampouco o potencial de arrecadação.  O documento, assinado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que uma análise mais precisa “é inviável”, devido ao modo como as big techs estruturam suas operações globais.

A análise se concentra apenas nos tributos recolhidos sobre remessas ao exterior — um recorte que dá pistas sobre o fluxo de dinheiro das gigantes, mas não substitui dados consolidados de faturamento. O documento também não inclui o valor individual dessas transferências, apenas a soma de Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e TikTok.

Tabela mostra o valor pago em imposto pelas big techs nos últimos anos (imagem: reprodução)

No recorte por período, estas são as cifras recolhidas pelo governo:

2022: 58,6 bilhões

2023: R$ 68,9 bilhões

2024: R$ 87,9 bilhões

2025 (até outubro): R$ 73,8 bilhões

Netflix culpou o imposto no Brasil por rombo milionário

A discussão sobre tributação digital não é nova, mas parece ter se intensificado. No fim de outubro, a Netflix atribuiu um prejuízo milionário à tributação no Brasil.

Nos números do terceiro trimestre, divulgados em 21 de outubro, a empresa relatou uma despesa inesperada de US$ 619 milhões (cerca de R$ 3,34 bilhões) relacionada à Cide Tecnologia, imposto federal que financia o desenvolvimento tecnológico.

Netflix teve despesa de US$ 619 milhões com Cide Tecnologia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a companhia, o valor não estava previsto e derrubou a margem operacional em mais de cinco pontos percentuais, fazendo o lucro ficar abaixo das projeções internas. Mesmo assim, a receita global da plataforma cresceu no mundo todo.

Um pouco antes, vale lembrar, a Meta decidiu repassar todos os custos com impostos no Brasil para os seus anunciantes. A partir de janeiro de 2026, anúncios nas plataformas da empresa terão acréscimo de cerca de 12,15%, somando PIS/Cofins (9,25%) e ISS (2,9%).
Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil nos últimos anos

Big techs pagaram R$ 289 bilhões em impostos no Brasil nos últimos anos
Fonte: Tecnoblog

Gemini Live ganha novos recursos de legenda e Google introduz novos atalhos para busca

Gemini Live ganha novos recursos de legenda e Google introduz novos atalhos para busca

O Google segue implementando melhorias para o modo de conversação da sua inteligência artificial, apelidado de Gemini Live, e agora, traz novidades para as legendas em tempo real. Além disso, introduz novos atalhos para a IA nos widgets da Tela Inicial e mudanças para o Discovery.

Quando o recurso de legendas para o Gemini Live foi introduzido, o modo trazia apenas as transcrições do que era dito pela própria IA – sendo necessário sair do modo para ler o que foi dito pelos dois lados da conversa. A nova versão resolve justamente isso.Agora, um simples toque em um novo ícone no canto superior direito permite visualizar, em tempo real, a transcrição não somente do que o Assistente está falando, como também do usuário.Clique aqui para ler mais

Gemini Live ganha novos recursos de legenda e Google introduz novos atalhos para busca
Fonte: Tudocelular

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

Quick Share para Android ampliou compatibilidade (imagem: reprodução)

Resumo

Google anunciou a compatibilidade do Quick Share com o AirDrop da Apple.
A integração foi desenvolvida sem a colaboração da Apple, possivelmente por engenharia reversa.
A novidade elimina uma das principais barreiras entre os ecossistemas e estreia no Pixel 10, com a chegada progressiva aos demais aparelhos Android.

O Google anunciou nesta quinta-feira (20/11) a compatibilidade entre o Quick Share, serviço de compartilhamento de arquivos do Android, e o AirDrop, até então um recurso exclusivo para os dispositivos da Apple.

A integração elimina uma das maiores barreiras entre os ecossistemas. Agora, será possível realizar transferências diretas entre smartphones Android e iPhones.

A novidade começa a ser liberada hoje para dispositivos da família Pixel 10. A empresa confirmou que desenvolveu a funcionalidade de forma independente, sem colaboração da Apple.

No anúncio oficial, o Google explicou que a novidade segue iniciativas anteriores para conectar melhor Android e iPhone, como a substituição do SMS pelo RCS, que permite enviar fotos em alta resolução e ver quando o envio foi lido.

Compartilhamento de arquivos entre Android e iPhone agora é possível (imagem: divulgação)

Como o Google fez isso sem a Apple?

O Google não deixou claro como fez a integração, mas segundo o Android Authority, é provável que a companhia tenha trabalhado com engenharia reversa, analisando como o AirDrop funciona por dentro para adaptar o Quick Share.

A tecnologia do AirDrop usa conexões comuns, como Bluetooth e Wi‑Fi, padrões abertos que qualquer empresa pode utilizar, o que permitiria criar compatibilidade sem acesso aos sistemas internos da Apple.

O Google não confirmou oficialmente o método usado, mas reforçou que a atualização passou por testes rigorosos de segurança antes de ser lançada.

“Desenvolvemos isso com a segurança como nosso pilar central. Protegemos seus dados usando salvaguardas rigorosas, testadas por especialistas de segurança independentes. Esta é mais uma iniciativa para oferecer a compatibilidade entre sistemas operacionais que as pessoas tanto solicitam, seguindo o que já fizemos com o RCS e os alertas de rastreadores desconhecidos.”

— Google, em comunicado

Quando chega aos outros smartphones Android?

A atualização será liberada progressivamente para outros aparelhos Android nos próximos meses. Por enquanto, não há datas específicas. Segundo o Google, dispositivos com versões recentes do sistema terão prioridade. A compatibilidade inicial com os Pixel 10 serve como teste para ajustes antes da expansão.

Essa não foi a única novidade do Google hoje. Mais cedo, a empresa lançou o Nano Banana Pro, novo modelo de inteligência artificial focado em geração e edição de imagens.

A tecnologia, incorporada ao app Gemini, utiliza recursos do recém-lançado Gemini 3 Pro para transformar textos em ilustrações e ajustar fotos com comandos simples, gratuitamente.
É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop

É oficial: Quick Share do Android agora é compatível com o AirDrop
Fonte: Tecnoblog

Chrome atende aos pedidos e lança a função que todos queriam

Chrome atende aos pedidos e lança a função que todos queriam

O Google iniciou testes no Chrome Canary para desktop com um novo layout de abas verticais. A função move a barra de abas para a lateral do navegador, por meio de uma opção de menu, com o objetivo de oferecer outra forma de organização das páginas abertas.A novidade aparece na forma da opção “Mostrar abas laterais”, disponível com o clique do botão direito na barra superior da janela. Ao ativar o recurso, o navegador desloca todas as abas para uma coluna lateral e altera a interface de navegação.Nesse layout vertical, o campo de pesquisa de abas fica na parte superior da coluna, ao lado de um botão que recolhe ou expande a barra lateral. Na parte inferior, o programa exibe os grupos de abas já existentes e o botão para adicionar uma nova página, que continuam funcionais nesta primeira implementação.Clique aqui para ler mais

Chrome atende aos pedidos e lança a função que todos queriam
Fonte: Tudocelular

Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato

Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato

NameDrop tenta facilitar compartilhamento de contatos no iPhone (imagem: divulgação/Apple)

Resumo

O Google está desenvolvendo um recurso para Android que permite compartilhar contatos via NFC, semelhante ao NameDrop da Apple, introduzido no iOS 17.
A análise do código do Google Play Services v25.44.32 beta revelou referências à troca de contatos por NFC, mas o recurso ainda está em fase inicial de desenvolvimento.
O Android Beam, que permitia transferência rápida de contatos por NFC, foi removido em 2019, sendo substituído pelo Quick Share, que não possui essa funcionalidade.

O Google está trabalhando para incluir no Android uma forma de compartilhar contatos com smartphones próximos usando NFC. Os indícios ainda são vagos, mas o recurso pode se parecer com o NameDrop, presente no iPhone desde o iOS 17.

As informações surgiram a partir de uma análise do código do Google Play Services v25.44.32 beta, feita pelo site Android Authority. A publicação encontrou trechos que se referem a “atividade de troca de contatos” e “gesto de troca”. Essas partes também apontam para um “formato de troca de dados por NFC”.

Telas do compartilhamento rápido já existem, mas não funcionam (imagem: reprodução/Android Authority)

O Android Authority conseguiu executar manualmente uma dessas atividades. Na tela do sistema, surge um pop-up para compartilhar seu contato ou receber o contato de outra pessoa, podendo salvá-lo na agenda.

Nada disso funciona, o que confirma que se trata de um recurso ainda nas primeiras fases de desenvolvimento. Também não se sabe como será o processo. É só aproximar? Tem que fazer mais alguma coisa? Vai ter outro método? O Android Authority nem mesmo descarta o uso de outras formas de conexão, como Bluetooth.

NameDrop do iPhone chegou em 2023

Uma ferramenta de compartilhamento de contatos por aproximação remete ao NameDrop, da Apple, que é uma extensão do AirDrop.

Desde o iOS 17, é possível colocar lado a lado dois dispositivos da marca para ativar o AirDrop, o que permite transferir informações e arquivos. Assim, também dá para usar o NameDrop: os usuários podem enviar instantaneamente uma espécie de cartão de visitas digital, com informações como nome, telefone, email e até mesmo foto.

O NameDrop gerou certa polêmica quando autoridades policiais dos Estados Unidos passaram a recomendar que pais desativassem o recurso nos iPhones das crianças, temendo que pessoas mal-intencionadas roubassem dados. Vale dizer que o envio do contato só acontece após confirmação do usuário.

A transferência rápida de contatos por NFC no Android não chega a ser uma novidade: ela já existia no Android Beam, lançado em 2011, que também funcionava ao colocar dois aparelhos lado a lado.

O Android Beam foi removido do Android em 2019. No lugar dele, o Google adotou o Nearby Share, que mais tarde seria unido com o Quick Share, da Samsung. Essa nova ferramenta, porém, não conta com esse recurso de aproximação.

Com informações do Android Authority e do 9to5Google
Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato

Android pode repetir iPhone e ganhar envio fácil de contato
Fonte: Tecnoblog

Google Mensagens recebe recurso que permite chamar atenção de contatos em grupos

Google Mensagens recebe recurso que permite chamar atenção de contatos em grupos

O Google Mensagens está testando um novo recurso para os grupos na modalidade RCS. Conforme noticiado pelo 9to5Google, o aplicativo da companhia permitirá que o usuário mencione outra pessoa com @ para chamar a atenção dela. Assim, ela deve ser notificada em seu dispositivo.

Segundo alguns relatos publicados no Reddit, o mensageiro começa a exibir uma lista de contatos quanto se digita o símbolo. Além disso, um pequeno aviso é mostrado para tentar chamar a atenção de um deles. Portanto, parece que a pessoa mencionada será notificada mesmo se tiver silenciado as notificações.A lista que aparece depois que se digita o @ destaca o nome como foi salvo pelo próprio usuário em seus contatos. Inclusive, a pessoa pode editar como as outras verão esse contato mencionado. Então, o sobrenome pode ser removido antes da mensagem ser enviada no grupo.Clique aqui para ler mais

Google Mensagens recebe recurso que permite chamar atenção de contatos em grupos
Fonte: Tudocelular

NotebookLM: IA do Google para estudos acaba de ficar mais inteligente

NotebookLM: IA do Google para estudos acaba de ficar mais inteligente

NotebookLM agora funciona com a Deep Research (imagem: reprodução/Google)

Resumo

Deep Research chega ao Google NotebookLM para permitir pesquisas detalhadas e organizadas;

Serviço também melhora compatibilidade com Google Sheets, PDFs, DOCX e imagens;

Novidades estão disponíveis para todos os usuários, inclusive no Brasil.

Uma das ferramentas de IA mais interessantes do Google acaba de ficar mais… interessante. Funcionando como um caderno inteligente de notas, o NotebookLM agora é compatível com a Deep Research, recurso criado originalmente para o Gemini que funciona como um assistente pessoal de pesquisa.

Para completar, o Google está adicionando ao NotebookLM compatibilidade com o serviço Planilhas Google (Google Sheets), bem como integração com arquivos DOCX ou PDF armazenados diretamente no Google Drive.

Por que a integração do NotebookLM com a Deep Research é relevante?

O NotebookLM é um serviço lançado pelo Google em 2023 que usa inteligência artificial generativa para ajudar o usuário a organizar, resumir e acessar informações, funcionando como um caderno digital e inteligente de notas.

A ferramenta é útil para estudantes ou para quem trabalha com uma grande variedade de informações, por exemplo. As utilidades do NotebookLM aumentam à medida que o Google acrescenta recursos ao serviço, a exemplo da função que gera resumos em vídeo (até então, os resumos eram gerados apenas em texto e áudio).

Nesse sentido, a Deep Research chega para permitir que o usuário tenha uma espécie de agente no NotebookLM capaz de fazer pesquisas que produzem resultados detalhados e organizados, como o próprio Google explica:

A Deep Research pega a sua pergunta, cria um plano de pesquisa e navega por centenas de sites para você, refinando a busca à medida que aprende. Em poucos minutos, ela gera um relatório organizado, aprofundado e baseado em fontes confiáveis.

Os conteúdos gerados via Deep Research ainda podem ser refinados com fontes adicionadas pelo usuário. Depois disso, o usuário pode resumir os resultados em texto, áudio ou vídeo, conforme a sua necessidade ou conveniência.

Vale relembrar que, entre o conteúdo complementar que pode ser adicionado, agora estão arquivos PDF e DOCX armazenados no Google Drive, bem como imagens que o usuário tem em seu computador ou dispositivo móvel.

Deep Research no Google NotebookLM (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Deep Research já está disponível no NotebookLM?

Sim, para todos os usuários, inclusive no Brasil. Para acessar a novidade, basta abrir ou criar um caderno no NotebookLM e ir em “Pesquise novas fontes na web”. Por fim, clique ou toque no botão mais abaixo para selecionar entre “Pesquisa rápida” (tradicional) e “Deep Research” (o novo recurso).
NotebookLM: IA do Google para estudos acaba de ficar mais inteligente

NotebookLM: IA do Google para estudos acaba de ficar mais inteligente
Fonte: Tecnoblog

Google volta atrás em decisão sobre sideloading no Android

Google volta atrás em decisão sobre sideloading no Android

Google volta atrás em decisão sobre sideloading no Android (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Após queixas de desenvolvedores, Google flexibilizará política que dificultaria instalação de apps via arquivos .APK (sideloading);

Instalação de apps não verificados será possível, mas seguirá um novo fluxo que inclui avisos de riscos;

Detalhes dos ajustes na nova política ainda serão apresentados.

Em agosto, o Google anunciou uma nova política de desenvolvimento para o Android que, entre outras mudanças, tornaria o sideloading (instalação de apps via arquivos .APK) quase impossível. As queixas de desenvolvedores independentes sobre isso foram tão numerosas que a companhia decidiu rever essa política.

O plano original do Google prevê que, a partir de 2026, o Android bloqueie a instalação de aplicativos de desenvolvedores não verificados. A verificação consiste em um procedimento que o desenvolvedor executa para validar a sua identidade junto ao Google, de modo que essa informação seja vinculada aos seus aplicativos.

De acordo com a companhia, trata-se de uma medida de segurança, que pode combater apps que têm malwares incorporados ou que tentam capturar dados sigilosos do usuário, a exemplo de falsos antivírus.

A polêmica reside no fato de a nova política também valer para aplicativos que são distribuídos por lojas alternativas em relação à Google Play Store ou que são obtidos pelo usuário via download de arquivos .APK.

É muito comum esses apps serem criados por empresas pequenas ou desenvolvedores independentes que não têm ou não gostariam de ter nenhum tipo de vínculo com o Google, o que inclui a verificação. Mas, sem isso, os aplicativos desses desenvolvedores seriam barrados pelo Android a partir de 2026.

Não por acaso, a F-Droid chegou a declarar que poderia fechar suas operações por causa das novas regras do Google. Essa é uma das lojas de aplicativos para Android mais conhecidas depois da Google Play Store.

Mascotes do Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google vai flexibilizar verificação de desenvolvedores

Mas as críticas à abordagem surtiram efeito. Embora não tenha desistido da ideia, o Google anunciou uma revisão na política de verificação. A companhia promete criar um “fluxo avançado” que permitirá ao usuário instalar softwares não verificados no Android desde que a pessoa conheça e aceite os riscos do procedimento.

Esse novo fluxo está sendo desenvolvido de modo a evitar que o usuário seja convencido por agentes maliciosos a burlar as verificações de segurança. Para tanto, a instalação de apps não verificados será precedida de “avisos claros” sobre os tais riscos.

“Isso permitirá que você distribua suas criações para um número limitado de dispositivos sem precisar passar por todos os requisitos de verificação”, enfatiza a companhia.

De modo complementar, o Google criará um fluxo de distribuição de aplicativos direcionados a estudantes ou entusiastas de desenvolvimento. “Isso permitirá que você distribua as suas criações para um número limitado de dispositivos sem precisar passar por todos os requisitos de verificação”, novamente explica a empresa.

Os ajustes na nova política ainda não têm data para serem apresentadas. Mas não deve demorar para isso ocorrer, até porque o Google também anunciou o acesso antecipado à verificação aos desenvolvedores interessados por meio do Android Developer Console, um sinal claro de que a nova política está prestes a ser implementada.
Google volta atrás em decisão sobre sideloading no Android

Google volta atrás em decisão sobre sideloading no Android
Fonte: Tecnoblog

Google vira alvo de investigação da União Europeia por mudanças na busca

Google vira alvo de investigação da União Europeia por mudanças na busca

DMA da União Europeia regula mercados digitais e visa combater discriminação (foto: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Resumo

A União Europeia investiga se o Google está rebaixando conteúdos comerciais de sites jornalísticos, afetando a visibilidade e o faturamento dessas empresas.
O Regulamento de Mercados Digitais exige que o Google ofereça acesso justo e não-discriminatório a sites, incluindo publieditoriais e artigos com cupons de desconto.
O Google defende suas políticas anti-spam, alegando que elas protegem usuários contra conteúdos de baixa qualidade e acusa a UE de comprometer a utilidade do buscador.

A União Europeia iniciou uma investigação para verificar se o Google está “rebaixando” conteúdos comerciais de sites jornalísticos. Isso pode levar a uma “perda de visibilidade e faturamento” injusta a empresas de mídia, na avaliação do bloco.

Segundo as autoridades, o monitoramento indica que alguns conteúdos criados com anunciantes e patrocinadores passaram a ter uma prioridade menor nos resultados do Google, ficando praticamente invisíveis. A mudança pode ser efeito de uma política anti-spam da big tech.

UE quer espaço no Google para conteúdos de marca

E que conteúdos seriam esses? Publieditoriais, listas de ofertas, artigos com cupons de desconto e outros materiais do tipo. Notícias e reportagens não estão envolvidos aqui.

Mesmo assim, o Regulamento de Mercados Digitais da União Europeia (DMA, na sigla em inglês) determina que o Google deve dar condições de acesso aos sites de forma justa, razoável e não-discriminatória. Para as autoridades, essas parcerias entre empresas de mídia e marcas são uma “prática comercial normal no mundo offline” e devem ter espaço em um marketplace online justo como o Google.

Google é considerado um gatekeeper pela União Europeia (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

As publicações poderão enviar evidências de impactos potencialmente causados pelo Google. O braço executivo do bloco vai, então, averiguar se existem indícios de violações da legislação.

“Estamos tomando medidas para garantir que os gatekeepers digitais não restrinjam de maneira injusta empresas que dependem deles para promover seus próprios produtos ou serviços”, disse Teresa Ribera, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para políticas de concorrência.

As autoridades também mencionam preocupações com os riscos que empresas de mídia correm com a chegada da inteligência artificial.

Apesar do anúncio, o bloco diz que esta é uma solicitação normal. O DMA prevê multas de até 20% da receita do Google, mas isso só será aplicado caso o Google esteja descumprindo as regras de maneira sistemática, ponderam as autoridades.

Google diz combater spam e proteger usuários

Em um texto publicado em seu blog, o Google não negou as práticas e defendeu suas políticas contra spam, dizendo que a investigação é “equivocada e coloca em risco milhões de usuários europeus”.

A empresa afirma estar combatendo o que chama de “abuso de reputação de site”. A gigante da tecnologia argumenta que golpistas e spammers estavam pagando por publicações e se aproveitando da boa reputação de sites famosos para aparecer nos resultados da busca, levando leitores a clicar em um conteúdo de baixa qualidade.

O Google ainda acusou a União Europeia de tornar seu buscador menos útil para usuários e empresas por meio do DMA. “Usuários europeus merecem mais, e nós continuaremos defendendo as políticas que geram confiança nos resultados da busca.”

Vale dizer que o Google ganha dinheiro com anúncios que aparecem na busca — e não é raro que eles também sejam usados de maneira indevida.

Com informações do Guardian
Google vira alvo de investigação da União Europeia por mudanças na busca

Google vira alvo de investigação da União Europeia por mudanças na busca
Fonte: Tecnoblog

Aplicativo do Google ganha nova aba de "Imagens" no Android e iOS

Aplicativo do Google ganha nova aba de “Imagens” no Android e iOS

Depois de alguns meses de testes, o Google decidiu seguir em frente e começou a liberar uma nova aba de “Imagens” para o seu aplicativo de pesquisas no Android e iOS. A novidade traz uma proposta muito parecida com a do Pinterest, mas sem a parte social.

A nova aba aparece no centro da barra de menus inferior do app, entre as opções de “Pesquisa” e “Atividade”. Como descrito pela própria empresa, a novidade é uma “nova maneira de descobrir conteúdo visual no aplicativo Google”. Confira as imagens:Parecido com algumas redes sociais, arrastar a tela para baixo atualiza as imagens mostradas no feed infinito. Ainda de acordo com o Google, a curadoria é baseada nos interesses do usuário.Clique aqui para ler mais

Aplicativo do Google ganha nova aba de “Imagens” no Android e iOS
Fonte: Tudocelular