Category: Google

Gemini invade três empresas durante teste de segurança

Gemini invade três empresas durante teste de segurança

Gemini quebrou isolamento e descobriu senhas de sistemas reais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Gemini invadiu redes de três empresas reais em maio de 2026 durante testes de segurança cibernética conduzidos por uma startup terceirizada.
O modelo escapou do ambiente controlado, conectou-se à internet de forma não intencional e utilizou força bruta para quebrar senhas.
Google nega que a IA tenha sofrido “desalinhamento”, mas especialistas alertam para os riscos de agentes autônomos realizarem ataques.

O Gemini invadiu os sistemas de três empresas em maio de 2026, durante um teste de cibersegurança terceirizado. A IA do Google participava de um exercício de extração de dados de uma companhia fictícia, quando obteve acesso à internet e acabou se infiltrando nas redes de organizações verdadeiras.

As informações foram reveladas pelo The Wall Street Journal, que entrou em contato com a empresa sobre o caso. Segundo o jornal, as companhias envolvidas tinham o mesmo nome usado na simulação, o que gerou a confusão.

O modelo utilizou táticas de força bruta para adivinhar a senha de um dos sistemas externos e também localizou credenciais vazadas em repositórios públicos, usando esses dados para invadir mais duas redes protegidas.

Como o Gemini escapou?

A brecha de segurança estava na infraestrutura da startup israelense Irregular, responsável pelo exercício de simulação.

A empresa admitiu que deixou a internet acessível ao modelo por engano e afirmou já ter registrado incidentes semelhantes, nos quais agentes virtuais escaparam durante avaliações conduzidas para OpenAI, Meta e Anthropic.

Google diz que Gemini parou ataques

Google afirma que a IA agiu corretamente ao interromper o ataque (imagem: Growtika/Unsplash)

O Google afirma que o Gemini interrompeu os ataques assim que identificou que estava acessando informações de redes corporativas reais, e não dos servidores usados no teste. A empresa não classificou o episódio como um caso de desalinhamento, termo usado quando uma IA age contra as regras estabelecidas.

A vice-presidente de engenharia de segurança do Google, Heather Adkins, afirmou ao Wall Street Journal que o Gemini agiu corretamente ao interromper o ataque cibernético assim que percebeu o erro. De acordo com a executiva, o Google contatou rapidamente as três empresas hackeadas para relatar as vulnerabilidades exploradas e colaborou para corrigir as falhas.

Especialistas e pesquisadores discordam da justificativa do Google de tratar o caso como um mero alerta de vulnerabilidade. O CEO da startup de segurança de IA Corridor, Jack Cable, argumentou que a desenvolvedora do Gemini diminuiu a gravidade da situação. Para o executivo, a questão principal é o fato de que os modelos de linguagem estão ultrapassando as restrições e executando ataques reais contra alvos externos.
Gemini invade três empresas durante teste de segurança

Gemini invade três empresas durante teste de segurança
Fonte: Tecnoblog

Google prepara "modo anônimo" para conversas de vídeo no Gemini Live

Google prepara “modo anônimo” para conversas de vídeo no Gemini Live

Investigações de código indicam que o Google desenvolve um recurso que permitirá usar o modo de vídeo do Gemini Live sem deixar rastros. Batizada temporariamente de “Ephemeral Video Mode”, a novidade funcionaria como uma aba anônima para o assistente de Inteligência Artificial, garantindo que o conteúdo capturado durante a conversa não seja salvo no histórico de atividades.A descoberta foi feita pelo site Android Authority por meio de uma análise do aplicativo da gigante das buscas na versão 17.59.17.sa.arm64. As linhas de código ligadas ao projeto — que chega a citar o codinome “robin”, usado para o Gemini como um todo — indicam claramente a intenção de criar sessões temporárias para a entrada de vídeo.

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Google prepara “modo anônimo” para conversas de vídeo no Gemini Live
Fonte: Tudocelular

Chrome para Android pode atender um pedido antigo dos usuários ao abrir novas páginas

Chrome para Android pode atender um pedido antigo dos usuários ao abrir novas páginas

O Google está preparando uma mudança no Chrome para Android que poderá oferecer mais controle sobre a abertura de links externos. A novidade busca resolver um incômodo antigo dos usuários: páginas abertas dentro de aplicativos, como redes sociais e serviços de mensagens, em vez de aparecerem diretamente no navegador.

A funcionalidade foi identificada em desenvolvimento e poderá permitir a abertura automática desses links no Chrome, dispensando a necessidade de transferir manualmente a página para o navegador completo. A proposta pretende simplificar a navegação e oferecer uma experiência mais consistente ao acessar conteúdos de outros aplicativos.Atualmente, muitos aplicativos utilizam as chamadas Chrome Custom Tabs, recurso responsável por exibir páginas da internet em uma interface integrada ao próprio app. Embora utilize a tecnologia do Chrome, essa experiência mantém o usuário dentro do aplicativo de origem.Clique aqui para ler mais

Chrome para Android pode atender um pedido antigo dos usuários ao abrir novas páginas
Fonte: Tudocelular

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android (imagem: reprodução/Google)

Resumo

O Google anunciou que o Android tornará mais fácil migrar de gerenciador de senha, sem a necessidade de baixar as combinações em texto não criptografado.
A transferência de senhas é feita de forma segura pelo próprio sistema operacional, após o usuário selecionar o gerenciador de senhas de origem e destino compatíveis.
Os gerenciadores de senhas compatíveis com a novidade incluem Gerenciador de Senhas do Google, 1Password, Bitwarden, Dashlane e outros que serão adicionados em etapas futuras.

Lidar com senhas dá trabalho. É por isso que gerenciadores de senhas existem. O problema é que, apesar de práticas, essas ferramentas podem causar transtornos quando você precisa transferir combinações de uma para a outra. É por isso que o Google anunciou que o Android tornará mais fácil migrar de gerenciador de senha.

A própria companhia explica que esse cuidado é importante porque, não raramente, a transferência de senhas de um gerenciador para outro envolve baixá-las em texto não criptografado, situação que deixa as combinações desprotegidas.

Já com a nova abordagem, o Android faz essa transferência sem que as combinações tenham que ficar expostas. Só é preciso que os gerenciadores de senha de origem e destino sejam compatíveis com o mecanismo de transferência.

Como fazer a transferência de senhas no Android?

De acordo com o Google, o primeiro passo consiste em abrir o novo gerenciador de senhas e, nele, procurar pela opção de importação de combinações.

A ferramenta transferirá a tarefa para o Android que, por sua vez, detectará gerenciadores de senhas previamente instalados e mostrará quais deles permitem que a transferência seja realizada.

Selecione um e siga as orientações apresentadas. A transferência de senhas de um para o outro será feita pelo próprio sistema operacional, de modo rápido e seguro, segundo o Google.

Transferindo senhas entre gerenciadores no Android (imagem: reprodução/Google)

Além de senhas, a nova função permite transferências de chaves de acesso (passkeys).

No momento, os seguintes gerenciadores de senha são compatíveis com a novidade:

Gerenciador de Senhas do Google (Google Password Manager)

1Password

Bitwarden Password Manager

Dashlane

O Google promete compatibilidade com outros gerenciadores de senhas em etapas futuras, embora sem revelar quais.

É válido destacar ainda que o recurso de transferência de senhas requer o Android 8 ou superior.
Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android

Ficou mais fácil trocar de gerenciador de senhas no Android
Fonte: Tecnoblog

Android Auto: novo bug faz barra ondulada no Spotify sumir e usuários reclamam

Android Auto: novo bug faz barra ondulada no Spotify sumir e usuários reclamam

E, mais uma vez, o Android Auto bugou. Usuários começaram a relatar no Reddit o desaparecimento da barra de progresso ondulada no reprodutor de mídia, visual introduzido pelo Google no início do ano.

Em seu lugar, o indicador voltou a aparecer como uma linha reta em determinadas situações, gerando frustração em quem já estava adaptado ao novo layout.

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Android Auto: novo bug faz barra ondulada no Spotify sumir e usuários reclamam
Fonte: Tudocelular

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada 15 dias (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google passou a liberar uma nova versão do Chrome a cada 15 dias, a partir do Chrome 153, lançado em 8 de setembro, para aumentar a segurança do navegador.
A nova abordagem tem o objetivo de diminuir a janela de tempo em que o navegador fica exposto a vulnerabilidades, reduzindo a lacuna de patch “N-day”.
O ciclo de atualização quinzenal será mantido nas versões móveis e desktop do Chrome, mas organizações podem receber atualizações em ciclos de oito semanas pelo canal “Extended Stable”.

A partir deste mês de setembro, o Google passa a liberar uma versão final do Chrome a cada duas semanas. Até então, cada nova versão era lançada em ciclos de quatro semanas. A nova abordagem tem um objetivo importante: aumentar a segurança do navegador.

O Google anunciou o ciclo quinzenal de atualizações do Chrome em março deste ano. Com esse ritmo, atualizações de segurança passam a ser implementadas mais rapidamente, de modo que o browser fique menos tempo exposto a vulnerabilidades. A própria companhia explica:

Reduzir a janela entre o lançamento de uma correção na base de código pública e a entrega aos usuários finais mantém a lacuna de patch “N-day” [intervalo entre a divulgação de uma vulnerabilidade e a sua correção] o menor possível, ajudando a nos proteger contra ameaças em rápida evolução.

Ben Mason e Deepak Ravichandran, do Google

Chrome para desktop (imagem: reprodução/Google)

Mudança começou com o Google Chrome 153

O Google estreou a nova abordagem com o Chrome 153, versão liberada oficialmente em 8 de setembro. A próxima versão, a 154, será lançada em 22 de setembro. Esse ciclo de atualização quinzenal será mantido nos meses subsequentes, tanto nas versões móveis (iOS e Android) quanto no desktop.

Para organizações, o Google continua oferecendo o Chrome via canal “Extended Stable”. Nele, grandes conjuntos de atualizações são liberados em ciclos de oito semanas para que a organização tenha tempo de testar e implementar as novas versões. Porém, as correções mais importantes são liberadas semanalmente.

Um detalhe interessante é que o novo ciclo de atualizações pode, eventualmente, acelerar a chegada de novas funcionalidades ao navegador. Mas o foco da mudança está mesmo no aspecto da segurança: em tempos em que a IA pode e é usada para identificação ou exploração de vulnerabilidades, a mitigação precisa ser tão ou mais rápida.

Vale lembrar que o Google ativou outra proteção importante no browser recentemente: um mecanismo que “blinda” o Chrome contra roubo de contas.
Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas

Agora é oficial: Google passa a liberar um novo Chrome a cada duas semanas
Fonte: Tecnoblog

Google lança ADB Wi-Fi 2.0 e promete depuração sem fio mais rápida e estável

Google lança ADB Wi-Fi 2.0 e promete depuração sem fio mais rápida e estável

Após um anúncio em junho, o Google oficializou nesta quarta-feira (9) o ADB Wi-Fi 2.0, nova versão do mecanismo de depuração sem fio do Android. A ferramenta recebeu reformulações importantes que prometem melhorar drasticamente a experiência de uso, com ganhos na confiabilidade que superariam os 60% em relação à geração passada.De acordo com os testes internos divulgados no texto de lançamento, a gigante das buscas afirma ter registrado uma taxa de sucesso de conexão automática 32% maior e um aumento de velocidade de 66% em 90% dos casos. A empresa explica que isso foi possível graças a melhorias em 3 frentes:
Servidor adb: A companhia abandonou o Bonjour e o mDNS legado em favor de uma nova pilha mDNS, o que evitaria que a conexão caia quando a rede muda ou o dispositivo hiberna
Daemon adbd: O sistema ficou mais inteligente, agora desativando automaticamente o ADB ao entrar em uma rede não confiável e o reativando assim que o usuário volta a um Wi-Fi seguro
Android Studio: A descoberta de dispositivos no Device Manager ficou mais orgânica. Basta ativar a função no celular para que ele apareça na IDE, sem processos ocultos
A novidade é compatível com smartphones, tablets, TVs e dispositivos com Wear OS. Para tirar proveito da nova estrutura, os desenvolvedores precisam atender a 3 requisitos básicos de sistema: estar rodando o Android 17, junto do Android SDK Platform-Tools 37.0.0 e do Android Studio Quail 3 (ou superior). Clique aqui para ler mais

Google lança ADB Wi-Fi 2.0 e promete depuração sem fio mais rápida e estável
Fonte: Tudocelular

Bem-Estar Digital do Android ganhará novo visual e diversas novidades; veja imagens

Bem-Estar Digital do Android ganhará novo visual e diversas novidades; veja imagens

Investigações de código revelam quem o Google prepara uma grande reformulação para o aplicativo Bem-Estar Digital (Digital Wellbeing) do Android. A nova versão não apenas traz um painel redesenhado com a linguagem de design atualizada da gigante, como também implementa diversas novidades em recursos, incluindo a opção de aplicar restrições de uso a vários apps ao mesmo tempo.Painel repaginado e temporizadores em loteA novidade mais funcional, identificada pelo site Android Authority na versão 1.47.964183037.beta, é a evolução dos limites de tempo. Em vez de configurar restrições de forma individual, o usuário poderá usar um novo botão para selecionar vários aplicativos de uma só vez e aplicar o mesmo limite diário para todo o grupo.Outra mudança de peso está no design, que seguirá a linguagem Material 3 Expressive. A tela inicial do recurso passará a exibir o tempo de tela e o gráfico semanal agrupados em um único cartão retangular. Da mesma forma, os serviços mais usados adotarão o formato de cartões individuais em vez de uma lista contínua. Clique aqui para ler mais

Bem-Estar Digital do Android ganhará novo visual e diversas novidades; veja imagens
Fonte: Tudocelular

Gemini Notebook agora pode puxar informações de livros que você comprou

Gemini Notebook agora pode puxar informações de livros que você comprou

Gemini Notebook agora pode consultar seus livros comprados via Google Play Store (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

O Gemini Notebook, anteriormente conhecido como NotebookLM, agora pode acessar livros comprados no Google Play Livros, oferecendo uma forma mais direta e confiável de extrair informações.
A ferramenta Expert Intelligence é compatível com mais de 100 mil livros e permite que os usuários extraiam trechos e os acessem integralmente, além de criar fichamentos, gráficos e podcasts.
A integração com o Google Play Livros ajuda a reduzir erros e alucinações, aumentando a confiança na inteligência artificial para tarefas como criar apresentações e planos de estudos.

O Gemini Notebook, antigo NotebookLM, pode levantar dados diretamente dos livros disponíveis em sua biblioteca do Google Play Livros. A ferramenta, chamada Expert Intelligence, é compatível com mais de 100 mil livros oferecidos no app, e o usuário pode não só extrair trechos como também acessá-los por inteiro diretamente pela IA.

A inteligência artificial “acadêmica” do Google pode, então, realizar fichamentos, organizar gráficos e até gerar podcasts a partir de conteúdos originais, diminuindo os riscos de informações incorretas e alucinações. Isso não acaba com as chances de erro, mas é uma maneira bem interessante de evitá-los.

Segundo o The Verge, alguns usos foram demonstrados pelo diretor editorial Steve Johnson, do Google Labs. Entre os exemplos estão a criação de um livro de receitas e até sugestões de como ter uma conversa difícil com um funcionário a partir de um livro de gerenciamento de empresas.

Novo recurso pode aumentar confiança na IA

Ao permitir a consulta diretamente via Google Play Livros, o Gemini Notebook facilita a vida do usuário, que não precisa inserir links e trechos completos na IA para receber uma resposta mais direcionada. Essa é uma das principais recomendações de especialistas para diminuir riscos de erros e alucinações, o que aumenta consideravelmente a confiança na inteligência artificial na hora de montar apresentações, planos de estudos, entre outros materiais.

Opção de “limitar” a base de dados da IA na hora de gerar respostas é ponto positivo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google afirma ter trabalhado junto a autores para desenvolver controles específicos. Entre os exemplos dados, entretanto, a empresa citou apenas a limitação da consulta a livros adquiridos pelo próprio usuário, excluindo a possibilidade de acessar obras compartilhadas por algum amigo.

Melhoria na base de dados

Recentemente, diversos vendedores de livros impressos alegaram um aumento nas compras em larga escala de títulos publicados antes de 2022 por desenvolvedoras de IA. O movimento aponta para uma confiabilidade maior em conteúdos escritos antes da presença massiva da inteligência artificial entre as produções, evitando o chamado AI Slop.

Gemini Notebook é IA voltada para uso acadêmico (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A novidade anunciada pelo Google reforça essa lógica, “limpando” a base de dados a ser analisada pela IA na hora de gerar uma resposta. Pensando no modelo voltado para usos acadêmicos, é essencial que o conteúdo gerado seja o mais assertivo possível. Mas, vale reforçar: isso não elimina totalmente a possibilidade erros e alucinações, sendo necessário sempre checar as informações e utilizar os materiais junto aos livros em questão.
Gemini Notebook agora pode puxar informações de livros que você comprou

Gemini Notebook agora pode puxar informações de livros que você comprou
Fonte: Tecnoblog

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google terá mudanças em segurança de IA no DeepMind (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google transferiu cerca de 90 funcionários do setor de segurança de IA do DeepMind para o setor de Assuntos Globais, informou o The Wall Street Journal.
Esses especialistas eram responsáveis por identificar riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares em novos modelos de IA, segundo o Google.
A mudança ocorre após a saída do CEO do DeepMind, Demis Hassabis, que agora é presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

O Google DeepMind, setor de desenvolvimento em inteligência artificial da empresa, não conta mais com funcionários responsáveis por assuntos de segurança em IA. A companhia americana decidiu realocar cerca de 90 pesquisadores para o setor de Assuntos Globais, onde devem cuidar de políticas gerais relacionadas aos serviços do Google.

Esses especialistas são responsáveis por checar possíveis riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares envolvendo modelos de IA. A presença de um time de segurança de IA é importante para encontrar falhas nas respostas dos sistemas, pois podem se aprofundar muito num determinado assunto para testar possíveis usos maliciosos.

A novidade foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que teve acesso a e-mails internos do Google apontando as mudanças no time de segurança de IA. A movimentação vem pouco tempo depois da saída de Demis Hassabis do cargo de CEO do DeepMind – agora, presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

Segurança de IA e o momento atual da tecnologia

Os avanços recentes no mercado de tecnologia acendem um alerta para a necessidade de especialistas em ciências gerais na hora de lidar com o desenvolvimento de inteligência artificial. As concorrente OpenAI e Anthropic apontaram uma grande preocupação com os avanços de seus modelos e a capacidade de aprofundar temas científicos. Elas prometem travas de segurança ao tratar desses assuntos.

Claude Fable 5 e GPT-5.6 prometem travas de segurança para assuntos científicos mais específicos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Segundo o Google, a migração desses profissionais aproxima suas atividades da área de produtos, incluindo a busca, por exemplo. Mas, entre os funcionários, há uma preocupação de que a mudança limite seus acessos no processo de desenvolvimento de novas versões do Gemini, dificultando a identificação de possíveis falhas.

No e-mail enviado aos funcionários, a vice-presidente do DeepMind responsável por segurança de IA, Helen King, garante que o time seguirá com acesso liberado às novidades.

Nova leva de mudanças no Google DeepMind

A migração deve começar no início de setembro, e é mais uma modificação feita pelo Google no setor de desenvolvimento de inteligência artificial. No início de agosto, a troca de comando no DeepMind tirou Demis Hassabis da cadeira de CEO, passando para o cargo de cientista-chefe no lugar de Jeff Dean, enquanto Koray Kavukcuoglu assumiu como novo CEO. O projeto Alphafold, que rendeu a Hassabis o Nobel de Química, também foi encerrado.

Demis Hassabis saiu do cargo de CEO do DeepMind no início de agosto (foto: John Sears/Wikimedia)

Além de Dean, que já tinha 27 anos de Google e fez parte de todo o processo de desenvolvimento de IA, mais especialistas de longa data saíram da empresa para fundar novas startups ou trabalhar em outras equipes de pesquisa em IA. Foi o caso de Noam Shazeer e John Jumper, que foram trabalhar com OpenAI e Anthropic, respectivamente. Ainda segundo o WSJ, há um receio de que a mudança no DeepMind possa levar mais funcionários a mudanças parecidas.
Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind
Fonte: Tecnoblog