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AirPods e AirPods Max devem receber USB-C só em 2024

AirPods e AirPods Max devem receber USB-C só em 2024

O iPhone 15 será lançado na próxima terça-feira (12) e marcará o começo do fim do padrão Lightning, mas nem todos os produtos da Apple vão abandonar o conector imediatamente. Enquanto os AirPods Pro vão acompanhar o smartphone e adotar o USB-C, as versões básica e Max dos fones de ouvido deverão mudar de cabo só em 2024.

AirPods 3 (Imagem: Divulgação/Apple)

Os AirPods Pro vão apenas mudar de conector, trocando o Lightning pelo USB-C já nos próximos meses. Os outros modelos da linha de fones de ouvido sem fio devem passar por reformulações maiores em 2024.

AirPods e AirPods Max já estão “ultrapassados”

Os AirPods estão atualmente na terceira geração, lançada em 2021, enquanto os AirPods Max são os mesmos da estreia, em 2020. Já os AirPods Pro de segunda geração foram apresentados em setembro de 2022.

Na WWDC de 2023, a Apple anunciou vários novos recursos de software apenas para os AirPods Pro.

Entre eles, estão parar de tocar quando alguém fala com o usuário, áudio adaptativo para conseguir ouvir a música e o sons externos, e volumes personalizados para diversas condições de ruído no ambiente.

Ao atualizar software e conector apenas do modelo Pro, dá para imaginar o que a Apple está pensando: eles ainda têm lenha para queimar e faz sentido apenas substituir o conector do modelo atual.

Os outros modelos, no entanto, têm hardware com mais de dois anos e é melhor esperar a próxima geração para fazer a troca.

USB-C é decisão da União Europeia

O iPhone 15 será o primeiro smartphone da Apple a adotar o padrão USB-C, o mesmo usado pela maioria dos smartphones Android há alguns anos. Até mesmo produtos da própria marca da maçã, como iPads e Macbooks, já têm entradas para esse cabo.

O motivo da troca é uma decisão da União Europeia. O bloco tornou o USB-C obrigatório em todos os smartphones. A ideia é diminuir o lixo eletrônico: o consumidor poderá usar um mesmo carregador para vários dispositivos e não acumulará cabos inúteis.

Com informações: Bloomberg, The Verge
AirPods e AirPods Max devem receber USB-C só em 2024

AirPods e AirPods Max devem receber USB-C só em 2024
Fonte: Tecnoblog

O que é USB-C e quais as vantagens desse tipo de conector?

O que é USB-C e quais as vantagens desse tipo de conector?

USB-C é um tipo de conector usado em cabos USB para transmissão de dados e energia. Tem 24 pinos e seu principal diferencial em relação aos padrões anteriores é a simetria e reversibilidade do conector, o que permite encaixá-lo na porta USB em duas orientações.

Cabos USB-C (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O conector USB tipo C foi lançado em 2014 e substituiu gradualmente o padrão Micro-USB, comum em smartphones, fones de ouvido sem fio e outros eletrônicos portáteis. A seguir, entenda as vantagens, desvantagens e funcionamento do plug USB-C.

ÍndiceComo funciona a conexão USB-C?O que é USB-C Power Delivery (USB-PD)?O que é Alternate Mode no USB-C?O que é um cabo USB Type-C 2.0?Para que serve o conector USB tipo C?Qual cabo USB-C transmite vídeo?Qual cabo USB-C carrega mais rápido?Quais são as vantagens do USB-C?Quais são as desvantagens do USB-C?Qual é a diferença entre USB-C e Lightning?Qual é a diferença entre USB-C e Thunderbolt?Qual é a diferença entre USB-C e Micro-USB?

Como funciona a conexão USB-C?

O USB-C funciona por meio de um conector reversível com 24 pinos que transmitem dados e energia. Ele foi desenvolvido como uma alternativa aos conectores USB tipo A e tipo B, que eram mais comuns nas primeiras versões do USB, como a 1.1 e a 2.0.

A primeira versão do USB Type-C foi publicada em agosto de 2014, um ano depois do lançamento do USB 3.1. O conector não está diretamente relacionado a uma versão específica do padrão USB, por isso, é possível encontrar cabos tipo C que suportam apenas USB 2.0, com velocidade máxima de 480 Mb/s.

Entre os 24 pinos de uma porta USB-C, 8 servem para transmissão de energia e aterramento (VBus e GND), 8 para dados em alta velocidade (SuperSpeed), 4 para dados em USB 2.0 (High-Speed), 2 para orientação de configuração do cabo (CC) e 2 para funções auxiliares (SBU).

Os pinos CC identificam a orientação do conector (se ele foi inserido de “ponta-cabeça” ou não), enquanto os pinos SBU (Sideband Use) são usados para outras tecnologias que não o USB, como a transmissão de sinais de vídeo via HDMI, DisplayPort e Thunderbolt.

Detalhe de um cabo USB-C (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O que é USB-C Power Delivery (USB-PD)?

USB Power Delivery (USB-PD) é um padrão de transmissão de energia via USB que é usado principalmente em carregamento rápido de bateria. O USB-PD 1.0 suportava potências fixas de 10, 18, 36, 60 e 100 watts, e depois foi atualizado para transmitir até 240 W em diferentes configurações de tensão (até 48 V) e corrente (até 5 A).

O que é Alternate Mode no USB-C?

Alternate Mode é uma especificação que permite transmitir outros sinais de dados (que não o USB) por meio de um cabo USB-C. Nesse modo, determinados pinos do conector são alternados para enviar e receber sinais de HDMI, Thunderbolt e outras tecnologias.

O DisplayPort, o Mobile High-Definition Link (MHL) e o HDMI permitem transmitir vídeo para monitores e TVs compatíveis por meio de um cabo USB com Alternate Mode. A inclusão do Thunderbolt, em 2015, aumentou a versatilidade do USB-C porque liberou até mesmo a transmissão de sinais Ethernet, protocolo usado em cabos de rede.

O que é um cabo USB Type-C 2.0?

Um cabo USB-C 2.0 é aquele que possui conector tipo C, mas não suporta a transmissão de dados em alta velocidade do USB 3.0 e versões posteriores. É comum em cabos USB-C mais baratos com USB-PD, nos quais a recarga rápida de bateria é mais importante que a velocidade de transferência de dados.

Para que serve o conector USB tipo C?

O USB-C foi lançado apenas como um novo tipo de conector USB, mas atualmente pode assumir diversas funções:

Transmissão de dados via USB: é o uso mais conhecido do USB-C e suporta diferentes velocidades de transferência dependendo da versão do USB;

Fornecimento de energia: o USB Power Delivery suporta até 240 watts de potência, o que eliminou a necessidade de cabos e conectores adicionais de energia para notebooks, monitores e outros tipos de eletrônicos;

Saída de vídeo: é possível usar o Alternate Mode para transmitir sinais de vídeo em HDMI e DisplayPort a partir de um celular ou computador, o que diminuiu a necessidade de adaptadores ou portas dedicadas de vídeo;

Conexão de áudio: o conector USB-C em conjunto com o padrão Audio Adapter Accessory Mode pode substituir completamente o antigo plug analógico (conhecido como 3,5 mm ou P2) em um fone de ouvido, além de carregar simultaneamente a bateria do dispositivo;

Um conector único para todos governar: o USB-C é obrigatório a partir do USB4, e é o único conector usado no Thunderbolt 3 e Thunderbolt 4, o que reduz o uso de adaptadores.

Qual cabo USB-C transmite vídeo?

Um cabo USB-C deve suportar o Alternate Mode para transmitir vídeo, e a qualidade dependerá das especificações informadas pela fabricante. Verifique principalmente a resolução de imagem e a taxa de atualização suportadas pelo cabo.

Em geral, cabos USB-C mais antigos ou baratos suportam apenas 4K com taxa de atualização de 30 Hz, o que causa um efeito desagradável de cintilância na imagem. Além disso, se a largura de banda for baixa, não será possível reproduzir conteúdos com HDR.

Qual cabo USB-C carrega mais rápido?

Um cabo USB-C deve suportar USB Power Delivery (USB-PD) e ser conectado a um carregador compatível para transmitir energia com alta potência. Em geral, cabos melhores são mais grossos para suportar correntes mais altas e são mais curtos para reduzir a perda de energia.

A versão do USB-PD implementada no cabo, carregador e dispositivo também interfere na velocidade. O USB-PD 1.0 suportava apenas duplas fixas de tensão e corrente (por exemplo, 5 V e 2 A para 10 W, ou 12 V e 1,5 A para 18 W), ou seja, não era possível ter potências intermediárias. Já as versões mais novas do USB-PD são mais versáteis e suportam variações de até 240 W.

Quais são as vantagens do USB-C?

Reversibilidade: o conector USB-C funciona normalmente mesmo quando é colocado de ponta-cabeça, diferente dos padrões antigos, que só suportavam uma orientação específica;

Universalidade: ele é projetado para funcionar em qualquer tipo de dispositivo, como notebooks, celulares, adaptadores de tomada e monitores, o que eliminou a necessidade de ter tipos de conectores diferentes nas pontas dos cabos USB;

Versatilidade: apesar de ter sido pensado para o USB, o padrão USB-C pode transmitir diferentes tipos de sinais, como HDMI, Thunderbolt e DisplayPort, reduzindo a necessidade de adaptadores;

Alta velocidade de transferência de dados: o conector USB-C pode ser usado em cabos que transmitem dados a dezenas de gigabits por segundo, o que é suficiente para exibir imagens em 8K a 60 Hz com HDR10 no USB4;

Alta capacidade de potência: o USB Power Delivery permite transmitir muita energia no mesmo cabo de dados, o que evita o uso de cabos separados.

Quais são as desvantagens do USB-C?

Falta de clareza no padrão: as fabricantes nem sempre especificam claramente as capacidades de um cabo USB-C, o que gera confusão nos consumidores;

Variação muito grande nas especificações: o mesmo conector é usado em um cabo Thunderbolt 4 com alta velocidade de transferência de dados e em um cabo USB 2.0 lento com baixa potência, o que cria o inconveniente de ter que encontrar um cabo adequado para cada necessidade;

Diferenças significativas de qualidade: como o USB-C é uma especificação muito aberta, o mercado foi inundado por cabos de baixíssima qualidade, sendo que alguns deles até danificam eletrônicos por estarem fora do padrão.

Qual é a diferença entre USB-C e Lightning?

USB-C é um conector padrão de mercado lançado em 2014 pelo USB Implementers Forum (USB-IF), enquanto Lightning é um conector proprietário lançado em 2012 pela Apple.

O Lightning substituiu o antigo conector de 30 pinos da Apple e se tornou comum entre o iPhone 5 e o iPhone 14. Ele também é reversível como o USB-C, mas tradicionalmente esteve limitado a potências mais baixas e exigia o pagamento de royalties para a Apple.

Qual é a diferença entre USB-C e Thunderbolt?

USB-C era originalmente um novo conector desenvolvido para o protocolo USB, enquanto Thunderbolt é uma interface lançada em 2011 por Intel e Apple para conectar periféricos a computadores.

O conector padrão do Thunderbolt é o USB-C desde o Thunderbolt 3. No entanto, para usar todas as capacidades da tecnologia Thunderbolt, tanto a porta (identificada por um símbolo de raio) quanto o cabo (muitas vezes chamado de “cabo ativo”) devem suportar a especificação.

Qual é a diferença entre USB-C e Micro-USB?

USB-C e Micro-USB são dois tipos de conectores usados no USB. O Micro-USB era mais comum em celulares e dispositivos portáteis. Ele tinha como desvantagens a falta de reversibilidade, a baixa velocidade de transferência de dados, a potência de carregamento limitada e a menor durabilidade em relação ao USB-C.
O que é USB-C e quais as vantagens desse tipo de conector?

O que é USB-C e quais as vantagens desse tipo de conector?
Fonte: Tecnoblog

O que é Bluetooth Auracast? Conheça vantagens e aplicações da tecnologia

O que é Bluetooth Auracast? Conheça vantagens e aplicações da tecnologia

Auracast é uma tecnologia de transmissão de dados sem fio para compartilhamento de áudio entre múltiplos dispositivos via conexão Bluetooth. A tecnologia também permite transmitir áudio de um para vários equipamentos em tempo real.

O que é Bluetooth Auracast? (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A tecnologia Auracast foi apresentada pela Bluetooth SIG em 2022 e usa o Bluetooth LE Audio para que pessoas compartilhem áudio entre si ou para realizar transmissão em massa. Isso permite ao Auracast oferecer ampla experiência de áudio em eventos ou espaços públicos.

Conheça o funcionamento, as vantagens e as limitações do Auracast nas linhas a seguir.

ÍndiceComo funciona o Auracast?Qual é o alcance máximo de uma conexão Auracast?Há um limite de dispositivos conectados via Auracast?Todo dispositivo Bluetooth é compatível com Auracast?Quais são as aplicações da tecnologia Auracast?Quais são as vantagens da tecnologia Auracast?Quais são as limitações da tecnologia Auracast?Qual a diferença entre Auracast e Bluetooth?

Como funciona o Auracast?

Uma conexão Auracast começa quando transmissores — como um celular, tablet ou notebook — propagam um anúncio via Bluetooth para os dispositivos receptores que estiverem ao alcance. O anúncio contém informações essenciais à conexão, como tipo de conteúdo e codec de áudio Bluetooth a ser usado (normalmente, o codec LC3).

O anúncio é captado por assistentes Auracast, que são dispositivos que intermedeiam a conexão disponibilizando uma interface para que a transmissão Auracast seja escolhida. O assistente pode ser o celular, tablet ou notebook do usuário.

A rede Auracast aparece em uma lista, como se fosse um hotspot Wi-Fi, podendo ser selecionada ou trocada a qualquer momento. Quando a conexão é estabelecida, a transmissão é feita aos receptores pareados com o assistente, que podem ser fones de ouvido, aparelhos auditivos, alto-falantes, entre outros.

Contudo, o uso de aparelhos assistentes é opcional. Uma conexão Auracast pode ser estabelecida diretamente entre um transmissor e os receptores, desde que eles sejam dispositivos Bluetooth compatíveis com a tecnologia.

Em todos os casos, o padrão Auracast requer o Bluetooth LE Audio para funcionar, especificação introduzida no Bluetooth 5.2 que combina otimização de transmissões de som com baixo consumo de energia.

Funcionamento padrão Bluetooth Auracast (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o alcance máximo de uma conexão Auracast?

O alcance máximo estabelecido para uma conexão Auracast depende da potência de emissão de sinal do transmissor. Por exemplo, um sistema Auracast contendo um único transmissor pode atingir cerca de 2.800 metros quadrados, de acordo com a Bluetooth SIG.

Há um limite de dispositivos conectados via Auracast?

Não há um limite definido de dispositivos que podem participar de uma conexão Auracast. Qualquer aparelho compatível com a tecnologia que estiver dentro da área de alcance da conexão pode receber a transmissão. Só haverá limitações se estes forem implementados pelo administrador da conexão.

Todo dispositivo Bluetooth é compatível com Auracast?

Não. Apenas os dispositivos que suportam o Bluetooth 5.2 ou superior e com Bluetooth LE Audio são compatíveis com Auracast. Outros requisitos incluem compatibilidade do sistema operacional com Auracast e, em dispositivos transmissores, suporte ao recurso Public Broadcast Profile (PBP).

A limitação de versão existe porque dispositivos baseados nas versões anteriores do Bluetooth ou que não suportam o Bluetooth LE Audio não são preparados para trabalhar com o codec LC3, que é usado em transmissões Auracast. Em vez disso, eles trabalham com outros codecs de áudio Bluetooth.

Quais são as aplicações da tecnologia Auracast?

A capacidade da tecnologia Auracast de fazer transmissões para múltiplos dispositivos possibilita aplicações como:

Transmissões em espaços públicos: a tecnologia Auracast pode enviar áudio a fones de ouvido de visitantes de museus, pontos turísticos, feiras de negócios, congressos e outros eventos;

Tradução em tempo real: conexões Auracast podem ser usadas para enviar áudio de tradução em tempo real de palestras, cursos ou aulas ministradas em um idioma estrangeiro;

Acessibilidade de áudio: uma transmissão Auracast pode ser usada para que o áudio de shows, apresentações de teatro e outros eventos cheguem ao aparelho auditivo de pessoas com perda auditiva;

Compartilhamento de áudio: é possível usar o Auracast para transmitir áudio de um dispositivo para outros que estiverem próximos, a exemplo de um profissional que compartilha conteúdo com um grupo de trabalho;

Transmissões em locais barulhentos: o padrão Auracast pode ser usado para transmitir áudio em lugares onde há muito barulho ou é preciso manter o silêncio, como shoppings, bares e bibliotecas;

Oferta de conteúdos variados: um estabelecimento pode usar o Auracast para transmitir diferentes tipos de conteúdo em áudio, de modo que o usuário possa escolher aquele que mais lhe interessa.

Quais são as vantagens da tecnologia Auracast?

Os principais benefícios da tecnologia Auracast são:

Baixo consumo de energia: a tecnologia Auracast não têm alta demanda de energia nos dispositivos receptores por ser baseada no padrão Bluetooth LE Audio, cujas especificações foram projetadas para oferecer eficiência energética;

Transmissão em massa: o Auracast é uma tecnologia broadcast, ou seja, pode transmitir um fluxo de áudio para vários dispositivos simultaneamente;

Multistream: a tecnologia Auracast permite múltiplos fluxos de transmissão ao mesmo tempo, o que pode ser útil para um conteúdo que é compartilhado em vários idiomas;

Facilidade de uso: o padrão Auracast foi desenvolvido para permitir que conexões sejam estabelecidas facilmente pelo usuário a partir de uma tela de seleção da transmissão, leitura de um QR Code ou aproximação (NFC);

Variedade de dispositivos receptores: o Auracast pode funcionar com fones de ouvido, aparelhos auditivos, alto-falantes, áudio automotivo, entre outros equipamentos, desde que haja compatibilidade com a tecnologia;

Suporte a metadados: uma transmissão Auracast pode ser acompanhada por metadados que descrevem, no receptor, o tipo de conteúdo oferecido, sua duração, entre outras informações;

Suporte a autenticação: uma transmissão Auracast pode exigir senha ou outro método de autenticação para permitir a conexão somente a dispositivos autorizados.

Fones de ouvido com Bluetooth (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são as limitações da tecnologia Auracast?

A tecnologia Auracast tem algumas restrições que podem limitar o seu uso, como:

Requer uma versão recente do Bluetooth: o Auracast requer o Bluetooth LE Audio para funcionar, padrão que só está disponível no Bluetooth 5.2 ou superior;

Baixa compatibilidade: ainda há poucos dispositivos compatíveis com Auracast pelo fato de a tecnologia ter surgido em 2022 e, portanto, ser relativamente nova;

Curto alcance: o Auracast só consegue ter longo alcance se tiver um transmissor potente, do contrário, sua área de cobertura se limitará a poucos metros, como é típico do Bluetooth clássico;

Requer atenção para a segurança: transmissões via Auracast podem ser usadas para fins maliciosos, a exemplo de redes Wi-Fi públicas, o que exige atenção do usuário.

Qual a diferença entre Auracast e Bluetooth?

Auracast é uma tecnologia que usa as especificações do Bluetooth para realizar transmissões de áudio de um para vários dispositivos, funcionando de modo parecido com um hotspot Wi-Fi. Já uma conexão Bluetooth tradicional é focada em permitir que dois dispositivos troquem áudio e outros tipos de dados entre si.
O que é Bluetooth Auracast? Conheça vantagens e aplicações da tecnologia

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Fonte: Tecnoblog

GoPro Hero 12 Black traz mais autonomia e recurso para vídeos de Reels e TikTok

GoPro Hero 12 Black traz mais autonomia e recurso para vídeos de Reels e TikTok

A GoPro lançou nesta quarta-feira (6) a GoPro Hero 12 Black, mais nova action camera do seu portfólio. A Hero 12 Black, que chega com o preço de R$ 3.199 no Brasil, tem uma boa novidade na bateria, que promete o dobro de duração graças às melhorias no gerenciamento de consumo. A GoPro ainda trouxe um modo de gravação vertical para facilitar a publicação de vídeos nas redes sociais.

GoPro Hero 12 Black traz melhoria no consumo de bateria e modo de gravação pensado para redes sociais (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Entre outros destaques dessa nova geração da GoPro Hero estão:

Nova lente Max Lens Mod 2.0 com 177° de campo de visão (FOV)

HyperSmooth 6.0 (software estabilizador de vídeos)

Interval Photo (recurso para automatizar capturas)

Rosca de 1/4-20 (dando compatibilidade acessórios padrões)

Suporte para fones de ouvido Bluetooth (permitindo a conexão com AirPods e outros dispositivos)

A qualidade das capturas de vídeo e imagens segue “padrão GoPro” — tudo com alto detalhes e alta definição. Os vídeos podem ser capturados em até 5.3K com 60 fps. Já as fotos prometem qualidade de 27 MP. E tudo com suporte para HDR.

A bateria da GoPro recebeu um upgrade no gerenciamento de consumo. Gravar em 5.3K com 60 fps é sensacional, mas a bateria é “engolida” se não há uma otimização. De acordo com a fabricante, a Hero 12 Black dura o dobro tempo nas gravações de maior qualidade com o HyperSmooth 6.0 ligado. O desempenho saiu de 35 minutos ligada na geração passada para 70 minutos.

Gravando 5.3K com 30 fps, o tempo vai para mais de 90 minutos (aqui a empresa não especificou o valor). A maior duração da bateria, como esperado por exigir menos consumo, está em vídeos 4K/30 fps e 1080p/60 fps — ambos com 102 minutos.

GoPro segue uma action-camera, mas traz recursos para redes

Rosca de 1/4-20 permite que acessórios de outras câmeras sejam instalados na GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

É impossível não associar a marca GoPro com vídeos de esportes radicais. Entretanto, não basta ter uma action-camera para mostrar suas gravações para os amigos: você precisa mostrar suas aventuras nas redes sociais.

Dois novos recursos que prometem praticidade para criadores de conteúdos e influencers são o suporte para fones de ouvido Bluetooth e o modo para gravar na proporção vertical (9:16) sem girar a GoPro Hero 12 Black. Assim, você pode se filmar na vertical e usar seus fones (seja Air Pods ou um headset Bluetooth) para a captação de áudio. Terminado, está tudo “pronto” para o TikTok ou Instagram.

Outra novidade que deve facilitar a vida de criadores de conteúdos e produtores de vídeo é a nova rosca para acessórios. Usando o padrão de montagem 1/4-20, a GoPro Hero 12 Black pode receber equipamentos de câmeras “comuns”. Com isso, o cliente pode economizar no tripé e outros acessórios.

Max Lens Mod 2.0 e nova versão do HyperSmooth

Max Lens Mod 2.0 tem maior campo de visão no segmento de action cameras (Imagem: Divulgação/GoPro)

Nesta quarta, a GoPro também lançou a Max Lens Mod 2.0, lente com campo de visão (FOV, na sigla em inglês) de 177°, e o HyperSmooth 6.0. A nova lente, segundo a fabricante, tem o maior FOV das action cameras do mercado. Ela é vendida separadamente.

Já o HyperSmooth 6.0 é a nova versão do software de estabilização de imagem da GoPro. Nesta 6ª geração, o programa traz melhorias que reduzem os cortes nas bordas e nivelamento de horizonte em câmeras de 360°.

Aplicativo Quik chega no desktop — para assinantes

A GoPro lançará em novembro o Quik, app de gerenciamento da câmera, para o desktop. Infelizmente, só quem assina os recursos pagos do GoPro (o serviço não tem um nome, é “assinatura GoPro” no app). Com o app para desktop, a empresa espera melhorar o uso do Quik para que os assinantes acessem rapidamente seus arquivos pelo PC.

GoPro Hero 12 Black custa R$ 3.199 no Brasil

GoPro Hero 12 Black chega no Brasil por R$ 3.199 (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

No Brasil, a GoPro chega pelo preço recomendado de R$ 3.199. Na caixa, o consumidor recebe bateria, um suporte para a câmera (que usa uma fita do tipo fixa forte para ser colada no lugar desajado) e um cabo USB-C para o carregamento da câmera e transferência de arquivos.

As vendas da GoPro Hero 12 Black começam no dia 13 de setembro. A câmera versão Content Creator não tem previsão de lançamento para o Brasil.
GoPro Hero 12 Black traz mais autonomia e recurso para vídeos de Reels e TikTok

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Fonte: Tecnoblog

Samsung lança TVs QLED de 98 polegadas e OLED de 77 polegadas; saiba o preço

Samsung lança TVs QLED de 98 polegadas e OLED de 77 polegadas; saiba o preço

A Samsung apresentou nesta terça-feira (5) dois novos televisores da sua linha de telas gigantes. A OLED 4K 77S90C tem 77 polegadas e preço sugerido de R$ 23.999. Já a QLED 4K 98Q80C tem 98 polegadas e preço sugerido de R$ 39.999.

98Q80C tem tamanho de três telas de 55 polegadas lado a lado (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Vamos começar pelo modelo maior. A 98Q80C é a versão de 98 polegadas da Q80C, apresentada em junho de 2023 na versão de 55 polegadas.

A Q80C é modelo mais avançado da linha QLED 4K de 2023 da Samsung. Acima da linha QLED 4K, estão as Neo QLEDs de 4K e 8K.

O grande destaque, obviamente, é o tamanho. A Q80C de 98 polegadas é do tamanho de três TVs de 55 polegadas “em pé”, lado a lado. As dimensões se comparam às de uma moto, segundo a Samsung.

Entre os recursos, estão o som Dolby Atmos e o painel Direct Full Array, que traz controle local de iluminação. Na parte de design, a Q80C de 98 polegadas tem apenas 4,8 cm de espessura.

Samsung 77S90C, TV OLED de 77 polegadas (Imagem: Divulgação/Samsung)

O modelo menor é a 77S90C, versão de 77 polegadas da S90C, a primeira OLED da Samsung no mercado brasileiro. Ela também está disponível em versões de 55 e 65 polegadas, apresentadas em junho de 2023.

A OLED da Samsung é uma QD-OLED, com uma camada de pontos quânticos para iluminação.

Entre os recursos, a S90C OLED de 77 polegadas tem 144 Hz de taxa de atualização de tela, Dolby Atmos com som em movimento virtual e sincronia sonora, além de Quantum HDR para imagens.

Preço e promoção de lançamento

A 98Q80C QLED 4K de 98 polegadas tem preço sugerido de R$ 39.999. Já a 77S90C OLED 4K de 77 polegadas tem preço sugerido de R$ 23.999.

Os dois modelos estão em promoção de lançamento, com brindes para quem comprar até o dia 1º de outubro.

Na compra de uma 98Q80C QLED 4K de 98 polegadas, o cliente ganha uma The Serif. Já a 77S90C dá direito a uma soundbar Q930C.
Samsung lança TVs QLED de 98 polegadas e OLED de 77 polegadas; saiba o preço

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Fonte: Tecnoblog

O que são codecs de áudio Bluetooth? Veja diferenças entre SBC, aptX, AAC e mais

O que são codecs de áudio Bluetooth? Veja diferenças entre SBC, aptX, AAC e mais

SBC, AAC, LC3, aptX e LDAC são codecs de áudio Bluetooth usados na transmissão sem fio de conteúdo sonoro para fones de ouvido, alto-falantes e outros dispositivos de som. A função de cada um é aplicar um algoritmo que padroniza e otimiza o fluxo de áudio.

O que são codecs de áudio Bluetooth? (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A padronização define taxa de bits, nível de compressão e outros parâmetros que determinam a qualidade de áudio, o gasto de energia e a quantidade de dados trafegados durante a transmissão.

Algumas empresas desenvolvem tecnologias próprias para esse fim, como a Sony, que criou o codec LDAC com foco em alta qualidade de áudio. Mas há companhias que preferem padrões como o aptX, desenvolvido pela Qualcomm em vários níveis de qualidade. Confira as diferenças entre esses e outros codecs a seguir.

ÍndiceComo funciona um codec de áudio Bluetooth?Quais são as propriedades dos codecs de áudio Bluetooth?1. Taxa de bits2. Taxa de amostragem3. Profundidade de bits4. LatênciaQuais são os principais codecs de áudio Bluetooth?SBCAACLC3aptXaptX Low LatencyaptX HDaptX AdaptiveaptX LosslessLDACLHDCLLACSamsung Scalable Codec (SSC)Qual é o melhor codec de áudio Bluetooth?SBC ou AAC: qual é o melhor codec de áudio?SBC ou LC3: qual é o melhor codec de áudio?LDAC ou AAC: qual é o melhor codec de áudio?aptX ou AAC: qual é o melhor codec de áudio?aptX ou LDAC: qual é o melhor codec de áudio?Qual é a diferença entre aptX e A2DP?

Como funciona um codec de áudio Bluetooth?

Um codec de áudio Bluetooth determina como um conteúdo auditivo deve ser transmitido de um dispositivo de origem, como um celular ou uma TV, para fones de ouvido, alto-falantes, sistemas de som automotivos e outros equipamentos sonoros.

A função do codec Bluetooth é comprimir o áudio à medida que ele é transmitido para tornar esse procedimento mais rápido e estável. Para tanto, o codec codifica o áudio na origem, gerando a compressão, e o decodifica no destino, quando o conteúdo é então reproduzido.

Fluxo básico de funcionamento de um codec de áudio Bluetooth (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sem um codec, o conteúdo de áudio é transmitido em estado bruto (sem compressão), o que pode fazer a transmissão exceder a largura de banda do A2DP (Advanced Audio Distribution Profile), a tecnologia de áudio padrão do Bluetooth. Esse problema causa interrupções na reprodução do conteúdo.

Quais são as propriedades dos codecs de áudio Bluetooth?

Os codecs de áudio Bluetooth podem diferir em fatores como taxa de bits, taxa de amostragem, profundidade de bits e latência, que influenciam a qualidade sonora ou da conexão Bluetooth em si. Entenda o que é e como funciona cada parâmetro a seguir.

1. Taxa de bits

A taxa de bits indica o número de kilobits ou megabits processados no decorrer de um período de tempo, normalmente, um segundo. Quanto maior a taxa de bits (bitrate), mais elevada tende a ser a qualidade do áudio. Isso porque a compressão de dados é proporcionalmente menor, resultando em menos perdas de detalhes.

Nos codecs de áudio, normalmente a taxa de bits é expressa em Kb/s (kilobits por segundo), como em 320 Kb/s ou 990 Kb/s.

2. Taxa de amostragem

A taxa de amostragem (sampling rate) define a quantidade de vezes que amostras do áudio são registradas em uma medida de tempo, geralmente, segundos. Cada amostra é equivalente a uma pequena parte de um som analógico. Logo, quanto mais amostras um áudio digital tiver, mas próximo ele fica do som original.

Usa-se a medida em quilohertz (kHz) para indicar o parâmetro. Um exemplo é a taxa de amostragem de 44,1 kHz, que equivale a 44.100 amostras.

3. Profundidade de bits

A profundidade de bits (bit depth) informa a resolução de cada amostra do áudio, isto é, a quantidade de bits de informação usada para formá-la. Quanto maior a profundidade de bits, mais dados de áudio a amostra terá.

As taxas de profundidade de bits mais comuns são de 16, 24 e 32 bits. Elas podem ser representadas com a seguinte notação: 16-bit, 24-bit e 32-bit.

4. Latência

Latência (latency) indica o tempo necessário para um sinal de áudio sair da origem e chegar ao dispositivo de destino via Bluetooth. O parâmetro é dado em milissegundos (ms). Quanto menor esse número, melhor, pois latências altas indicam um tempo de atraso que pode prejudicar a experiência do usuário.

Em linhas gerais, a latência é considerada ótima quando inferior a 50 milissegundos, e boa quanto varia entre 50 e 100 milissegundos. Mas latências entre 100 e 200 milissegundos podem ser suficientes para aplicações não profissionais.

Quais são os principais codecs de áudio Bluetooth?

SBC, ACC, LC3, LDAC e as versões aptX são os codecs de áudio mais usados em conexões Bluetooth. As características desses e outros padrões são resumidos na tabela a seguir e detalhados na sequência.

CodecTaxa de bits máximaAmostragem máximaProfundidade de bitsLatência máx. típicaSBC328 Kb/s48 kHz16200 msAAC320 Kb/s44,1 kHz16, 24200 msLC3392 Kb/s48 kHz16, 24, 3230 msaptX384 Kb/s48 kHz16180 msaptX LL384 Kb/s44,1 kHz16, 2450 msaptX HD576 Kb/s48 kHz16, 24180 msaptX Adaptive420 Kb/s96 kHz16, 2480 msAptX Lossless1,2 Mb/s96 kHz16, 2450 msLDAC990 Kb/s96 kHz16, 24200 msLDHC900 Kb/s96 kHz16, 24200 msLLAC600 Kb/s48 kHz16, 2430 msSSC512 Kb/s96 kHz16, 24IndefinidoComparativo de especificações entre codecs de áudio Bluetooth

SBC

O SBC (Low-Complexity Sub-band Codec) é um codec de áudio Bluetooth lançado em 2003 com taxa de bits máxima de 328 Kb/s e latência de até 200 milissegundos.

A principal vantagem do SBC é a ampla compatibilidade com fones de ouvido, alto-falantes e outros equipamentos de som são a principal vantagem do SBC. Mas, para garantir o fluxo de áudio em tantos dispositivos, o codec atinge níveis altos de compressão, o que pode levar a uma perda importante da qualidade de áudio.

AAC

O AAC (Advanced Audio Coding) é um codec de áudio Bluetooth lançado em 1997, e é mais conhecido por ser padrão nas linhas iPhone e iPad.

O AAC tem taxa de bits de até 320 Kb/s e pode gastar mais bateria ou apresentar latência de 200 milissegundos por não ser otimizado para codificação em tempo real e ser baseado em algoritmos complexos.

É possível encontrar celulares e tablets Android compatíveis com AAC, mas o desempenho do codec pode variar de acordo com a implementação feita pelo fabricante.

LC3

LC3 (Low Complexity Communication Codec) é um codec de áudio introduzido em 2019 como taxa de transmissão de até 320 Kb/s com o Bluetooth LE Audio, padrão que une baixo consumo de energia com otimização do fluxo de som. Isso faz o áudio ser reproduzido com boa qualidade até em dispositivos com baterias pequenas.

A Bluetooth SIG, entidade responsável pela tecnologia, dá como exemplo que o LC3 é capaz de converter um fluxo de áudio de 1,5 Mb/s em 192 Kb/s, enquanto que essa taxa fica em 345 Kb/s no codec SBC. A latência do LC3 geralmente não passa de 30 milissegundos.

Diferença entre os codecs LC3 e SBC (imagem: reprodução/Bluetooth SIG)

aptX

O aptX é um codec com taxa de bits de até 384 Kb/s introduzido pela Qualcomm em 2009 para transmissões de áudio com compressão condizente com a largura de banda restrita do A2DP (a tecnologia padrão de áudio do Bluetooth), mas mantendo um bom nível de qualidade de som por meio de algoritmos avançados.

Porém, o aptX tem a desvantagem de gerar latência próxima a 180 milissegundos, uma taxa relativamente alta. Esse problema é atenuado nas outras versões do codec.

aptX Low Latency

O aptX Low Latency, também chamado de aptX LL, é um codec de áudio lançado em 2012 com taxa de transferência de até 384 Kb/s, mas latência inferior a 50 milissegundos em transmissões baseadas em A2DP, o perfil de transmissão de áudio do Bluetooth. Isso torna o codec ideal para transmissões sincronizadas de áudio e vídeo.

A baixa latência do aptX LL é alcançada com a otimização do fluxo de pacotes e com o uso de uma antena dedicada a transmissões de áudio. Este último requisito dificulta a adoção do codec pela indústria.

aptX HD

O aptX HD, ou aptX High Definition, é um codec de áudio que surgiu em 2016 com uma taxa de bits de até 576 Kb/s para suportar transmissões de alta definição. Essa característica faz o aptX HD ser empregado em dispositivos de áudio mais sofisticados e concorrer com codecs como LDAC e LHDC.

Apesar de suportar alta definição, o aptX HD faz compressão de áudio com perdas, mas com intensidade menor em relação ao aptX original. A qualidade do áudio depende da forma como o codec é implementado, portanto.

A latência também depende da implementação, podendo tanto ser baixa quanto se aproximar de 180 milissegundos. Existe compatibilidade com as versões anteriores do aptX.

aptX Adaptive

O aptX Adaptive foi anunciado em 2018 como um codec capaz de adaptar dinamicamente a taxa de bits para otimizar a transmissão, mas sem passar de 420 Kb/s. O codec não chega a ter qualidade de áudio superior em relação ao aptX HD, mas faz transmissões eficientes mesmo quando há menos largura de banda.

Normalmente, o aptX Adaptive opera com latências que não passam de 80 milissegundos. O codec é compatível com dispositivos baseados nas versões anteriores da tecnologia.

aptX Lossless

O aptX Lossless é uma variação do aptX Adaptive que realiza transmissões de áudio sem perdas via Bluetooth, não sendo exatamente um codec novo. O padrão foi apresentado em 2021 para funcionar em equipamentos sonoros que priorizam a qualidade de áudio, com taxa de bits que pode chegar a 1,2 Mb/s.

A latência máxima do aptX Lossless é estimada em 50 milissegundos.

LDAC

LDAC é um codec anunciado pela Sony em 2015 que transmite áudio com taxas de bits de 330, 660 ou 990 Kb/s. Essa taxa costuma ser definida automaticamente com base nas especificações dos dispositivos, mas, em muitos casos, pode ser ajustada pelo usuário. A taxa de 990 Kb/s gera som de alta qualidade (Hi-Res).

O LDAC é reconhecido pelo AOSP (Android Open Source Project) desde o Android 8.0, logo, é compatível com numerosos dispositivos móveis nessa plataforma. Normalmente, o codec está presente em dispositivos de áudio focados em alta qualidade de som. A sua latência costuma variar entre 50 e 200 milissegundos.

LHDC

LHDC (Low Latency High-Definition Audio Codec) é um codec de áudio de alta qualidade, capaz de trabalhar com taxas de bits de 400, 560 e 900 Kb/s. O padrão foi introduzido pela Savitech em 2018. O LHDC pode alcançar latência de 200 milissegundos, apesar de o nome sugerir o contrário.

Ainda em 2018, a organização Hi-Res Wireless Audio (HWA) foi formada por companhias como Edifier, Huawei e Sennheiser para promover o codec. Apesar disso, o LHDC não é um codec tão bem aceito quanto padrões como LDAC ou aptX.

LLAC

LLAC (Low Latency Audio Codec) é um codec baseado no LHDC, mas que trabalha com latência de até 30 milissegundos, tipicamente. Por causa disso, o LLAC também é chamado de LHDC LL. O padrão foi introduzido em 2018.

O LLAC é focado em otimizar a transmissão, razão pela qual tem latência menor em relação ao LHDC. Seus parâmetros também são inferiores, a exemplo da taxa de bits, que não passa de 600 Kb/s.

Samsung Scalable Codec (SSC)

SSC (Codec Samsung Scalable Codec) é um codec introduzido pela Samsung em 2019, junto com os fones Galaxy Buds. Sua principal característica é a taxa de bits dinâmica, com valores que variam de 88 a 512 Kb/s de acordo com as condições da transmissão.

O SSC é apontado com um codec mais eficiente que o SBC e o AAC, sendo menos suscetível a interferências do que esses padrões. Porém, o SSC só funciona com smartphones e fones de ouvido da própria Samsung.

Samsung Galaxy Buds Pro suporta SSC, AAC e SBC (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Qual é o melhor codec de áudio Bluetooth?

Os codecs Bluetooth focados em alta qualidade de som, como LDAC e aptX HD, são considerados os melhores por serem generosos em parâmetros como taxa de bits e amostragem. Mas o entendimento sobre o melhor codec também depende da finalidade de uso, da compatibilidade e de fatores como a latência.

Comparar um codec com outro é uma forma mais precisa de entender qual a melhor opção para determinadas situações, portanto. A seguir, alguns comparativos entre os principais codecs de áudio para Bluetooth.

SBC ou AAC: qual é o melhor codec de áudio?

O AAC leva vantagem sobre o SBC por oferecer alta qualidade de áudio mantendo as taxas de bits e amostragem em patamares similares. Além disso, o AAC normalmente apresenta mais eficiência de compressão de dados, o que torna a transmissão mais estável.

Porém, o SBC tem compatibilidade com uma gama maior de dispositivos em relação ao AAC por ser o codec de áudio padrão do Bluetooth. O SBC também tende a ter consumo de energia menor na comparação com o AAC.

SBC ou LC3: qual é o melhor codec de áudio?

O codec LC3 é mais vantajoso que o SBC por transmitir áudio com maior eficiência de compressão, baixo nível de latência e menor consumo de energia. Isso porque o LC3 foi desenvolvido para permitir alta qualidade de áudio nas transmissões em dispositivos com baterias de baixa capacidade.

Contudo, o codec LC3 só funciona em dispositivos baseados no Bluetooth LE Audio, o que torna a sua compatibilidade mais limitada em relação ao SBC, o codec padrão do Bluetooth clássico.

LDAC ou AAC: qual é o melhor codec de áudio?

O LDAC é melhor que o AAC para quem busca alta qualidade de áudio por causa da sua capacidade de trabalhar com taxa de bits de até 990 Kb/s. Entretanto, o AAC tem mais eficiência de compressão e consumo de energia menor em relação ao LDAC, o que o torna mais adequado a fones de ouvido compactos.

As especificações do LDAC fazem o codec ser encontrado com mais frequência em equipamentos de áudio sofisticados e, portanto, mais caros. A compatibilidade do AAC com dispositivos sonoros é maior, em parte pelo fato de o codec ser amplamente usado pela Apple em seus dispositivos e serviços.

aptX ou AAC: qual é o melhor codec de áudio?

Os codecs aptX levam vantagem em relação ao AAC no quesito compatibilidade por serem amplamente usados em dispositivos Android, enquanto o AAC é comum em iPhones. Ambos os padrões oferecem alta qualidade de áudio, mas o aptX HD consegue ir além por trabalhar com taxa de bits de até 576 Kb/s.

O AAC tende a ter mais eficiência de compressão em relação aos codecs aptX, mas demanda um consumo de energia maior.

Fones Beats Solo Pro têm suporte a AAC (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

aptX ou LDAC: qual é o melhor codec de áudio?

O LDAC é mais vantajoso que os codecs aptX para quem prioriza alta qualidade de áudio, dada a capacidade do codec de alcançar uma taxa de bits de 990 Kb/s. Mas os codecs aptX têm uma eficiência de compressão que tende a tornar o consumo de energia menor.

Os codecs aptX também têm compatibilidade com uma gama maior de dispositivos em relação ao LDAC, além de apresentar latência inferior a 100 milissegundos nas versões LL, Adaptive e Lossless, o que os tornam mais apropriados a transmissões em tempo real.

Qual é a diferença entre aptX e A2DP?

O aptX é um codec de áudio para transmissões sem fio, enquanto o A2DP (Perfil Avançado de Distribuição de Áudio) é um tipo de perfil Bluetooth que estabelece parâmetros técnicos para que fluxos de som sejam transmitidos por meio da tecnologia.

O A2DP faz parte das especificações básicas do Bluetooth, logo, consiste na forma mais simples de se fazer transmissão de áudio por meio da tecnologia. O aptX otimiza o fluxo de áudio, mas tem menos presença no mercado por ser uma família de codecs mais específica e exigir licenciamento para ser implementado.
O que são codecs de áudio Bluetooth? Veja diferenças entre SBC, aptX, AAC e mais

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Fonte: Tecnoblog

Meta e LG podem se unir para criar nova geração do Quest Pro

Meta e LG podem se unir para criar nova geração do Quest Pro

A Meta e a LG podem estar em vias de anunciar uma parceria para produzir o sucessor do Meta Quest Pro, dispositivo de realidade virtual que se conectaria ao metaverso idealizado por Mark Zuckerberg. Veículos de imprensa sul-coreanos levantaram essa lebre e ainda disseram que o aparelho deve custar US$ 2.000, um valor bem mais baixo do que os US$ 3.500 cobrados pelo Apple Vision Pro.

Meta Quest Pro foi apresentado em 2022(Imagem: Divulgação / Meta)

O atual Quest Pro chegou ao mercado por US$ 1.499 e depois caiu de preço para US$ 999. Trata-se de um dos equipamentos de realidade virtual (o famoso VR) mais completos do mercado.

Um rival para o Vision Pro?

Caso as notícias se confirmem, o império controlado por Mark Zuckerberg deve reposicionar o Quest Pro 2 como rival do Apple Vision Pro. Este último ainda não existia quando o Quest foi anunciado. Ou seja, não havia uma âncora tão elevada no mercado. Não custa lembrar que o Vision Pro foi anunciado na WWDC 2023 e chega às lojas somente no próximo ano.

Apple Vision Pro na sede da Apple nos Estados Unidos (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A LG seria a responsável pela fabricação do aparelho. Estariam envolvidas as divisões telas (com a LG Display), de baterias (com a LG Energy) e outros componentes (com a LG Innotek).

Eu testei o Vision Pro diretamente da sede da Apple em Cupertino. Relatei num artigo publicado pelo Tecnoblog e volto a dizer aqui que se trata da melhor experiência que eu já tive com um dispositivo do tipo. Resta saber se as equipes da LG e da Meta conseguirão formular um produto igualmente interessante do ponto de vista tecnológico.

Um Quest de baixo custo

E tem mais: os americanos também podem anunciar produto Quest de baixo custo, com preço na faixa dos US$ 200. Desta vez, porém, não haveria envolvimento da LG.

Zuckerberg sonha com a concretização do metaverso desde mudou o nome da empresa (Imagem: Reprodução/Meta)

Já existiam relatos de que a Meta (antigamente chamada de Facebook) produziria um dispositivo VR com preço mais acessível, como parte da estratégia de levar o metaverso a mais pessoas. Ainda assim, o site americano The Verge ressalta que US$ 200 seria muito acessível para os padrões atuais do mercado.

O conglomerado realizará o evento Meta Connect no fim de setembro, com a proposta de mostrar como “expandir a realidade hoje e amanhã”. Quem sabe eles apresentam as novidades dos produtos Quest na ocasião?

Com informações de UploadVR e The Verge
Meta e LG podem se unir para criar nova geração do Quest Pro

Meta e LG podem se unir para criar nova geração do Quest Pro
Fonte: Tecnoblog

Bluetooth 5.0 ao 5.4: conheça os benefícios e diferenças de cada versão

Bluetooth 5.0 ao 5.4: conheça os benefícios e diferenças de cada versão

O Bluetooth 5.0 é uma evolução nos padrões de conexão sem fio de curto alcance, e traz recursos voltados para a Internet das Coisas (IoT). As variações Bluetooth 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4 têm melhorias em taxa de transferência, consumo de energia, codecs de áudio, serviços de localização, segurança e estabilidade de conexão.

Bluetooth 5 e variações (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os avanços da tecnologia Bluetooth contribuem para a economia de bateria em aparelhos portáteis, melhoram a experiência com dispositivos de áudio sem fio, permitem monitoramento de objetos por meio de beacons, entre outros benefícios.

Conheça as especificações do Bluetooth 5.0 e suas variações, e entenda as diferenças entre elas, a seguir.

ÍndiceO que é o Bluetooth 5.0?O que é o Bluetooth 5.1?O que é o Bluetooth 5.2?O que é o Bluetooth 5.3?O que é o Bluetooth 5.4?Quais são as diferenças entre Bluetooth 5.0, 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4?1. Consumo de energia2. Qualidade de áudio3. Serviços de localização4. Estabilidade da conexão5. Segurança e criptografia

O que é o Bluetooth 5.0?

O Bluetooth 5.0 é um padrão de conexão sem fio de curto alcance anunciado em dezembro de 2016 que se destaca por aumentar a taxa de transferência de dados dos dispositivos conectados.

São características do Bluetooth 5.0:

Maior taxa de transferência: a velocidade de transferência de dados máxima do Bluetooth 5.0 é 50 Mb/s, contra 24 Mbs/s da versão anterior, pois o Bluetooth 5.0 pode dobrar a largura de banda de cada canal de transmissão;

Alcance aumentado: o alcance típico de uma conexão Bluetooth 5.0 chega a 40 metros, contra até 10 metros nas versões anteriores. O alcance pode superar 200 metros em conexões com velocidade baixa ou em ambientes abertos;

Menos interferência: o Bluetooth 5.0 traz recursos para diminuir o risco de interferência por dispositivos que operam na frequência de 2,4 GHz (a mesma do Bluetooth), como roteadores Wi-Fi;

Retrocompatibilidade: o Bluetooth 5.0 e suas variações foram desenvolvidas para funcionar com dispositivos baseados nas versões anteriores da tecnologia, embora possa haver exceções.

Trackball Logitech Ergo M575 com Bluetooth 5.0 de baixo consumo (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O que é o Bluetooth 5.1?

O Bluetooth 5.1 é um tipo de comunicação wireless anunciado em janeiro de 2019 para aprimorar a capacidade da tecnologia de localizar dispositivos dentro da sua área de alcance. Isso leva aos seguintes avanços:

Localização de direção: o Bluetooth 5.1 permite localizar dispositivos próximos e determinar a sua direção. Com isso, a conexão pode ser estabelecida com mais rapidez e estabilidade;

Serviços de localização: o Bluetooth 5.1 usa recursos de direção e beacons (dispositivos de localização de baixo consumo) para identificação, rastreamento e monitoramento de objetos;

Otimização para IoT: o Bluetooth 5.1 tem maior eficiência energética e recursos de localização, o que é importante para dispositivos de Internet das Coisas, como equipamentos médicos e aparelhos de casa inteligente.

O que é o Bluetooth 5.2?

Bluetooth 5.2 é uma especificação para comunicação sem fio de curto alcance anunciada em dezembro de 2019 para melhorar a experiência do usuário com dispositivos de áudio sem fio, bem como otimizar o consumo de energia pela conexão.

As principais novidades do Bluetooth 5.2 são:

Bluetooth LE Audio: o Bluetooth 5.2 introduz o Bluetooth Low Energy Audio, padrão que reúne o baixo consumo de energia do BLE (Bluetooth Low Energy) com codecs Bluetooth otimizados para fones de ouvido e outros dispositivos de som;

Múltiplos dispositivos: o Bluetooth 5.2 permite conexões de um para vários dispositivos em transmissões de áudio via canais isócronos (fluxos de transmissão para comunicação simultânea).

Fones Edifier Hecate GM5 com Bluetooth 5.2 (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O que é o Bluetooth 5.3?

O Bluetooth 5.3 é uma tecnologia de comunicação sem fio entre dispositivos próximos anunciada em julho de 2021 com foco em Internet das Coisas. Seus principais benefícios são:

Segurança reforçada: o Bluetooth 5.3 permite que um dispositivo determine o tamanho mínimo da chave criptográfica para que uma conexão seja estabelecida de forma segura;

Estabilidade: o Bluetooth 5.3 divide a faixa de frequência da conexão em um grande número de canais para que seja possível utilizar somente aqueles que não estão congestionados, garantindo transmissões mais estáveis.

O que é o Bluetooth 5.4?

Bluetooth 5.4 é um padrão de comunicação sem fio revelado em fevereiro de 2023 que melhora a conectividade de dispositivos com baixo consumo energético.

Para tanto, a tecnologia traz recursos como a Publicidade Periódica com Resposta (PAwR), que organiza em pacotes enviados periodicamente os dados que indicam que um dispositivo está apto para conexão.

Quais são as diferenças entre Bluetooth 5.0, 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4?

As diferentes atualizações do Bluetooth 5 trouxeram melhorias em consumo de energia, qualidade de áudio, recursos de localização e economia de energia. Os principais atributos das versões 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4 são apresentados na tabela a seguir.

Versão BluetoothLançamentoPrincipais recursosBluetooth 5.012/2016Largura de banda dobrada, alcance típico de até 40 metrosBluetooth 5.101/2019AoA e AoD para localização aprimoradaBluetooth 5.212/2019Bluetooth LE Audio, LEPC para ajuste de potência, EATT para múltiplas conexõesBluetooth 5.307/2021Classificação de canais, tamanho mínimo da chave criptográficaBluetooth 5.402/2023PAwR para confiabilidade em transmissões de um para muitosComparativo entre principais recursos do Bluetooth 5.0, 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4

1. Consumo de energia

As especificações Bluetooth 5.2, 5.3 e 5.4 são as que mais otimizam o consumo de energia, pois contam com recursos como Bluetooth LE Audio e LEPC (LE Power Control), desenvolvidos para aumentar a autonomia das baterias dos dispositivos.

O Bluetooth Le Audio está disponível desde o Bluetooth 5.2, e reúne as características de eficiência energética do Bluetooth Low Energy com o codec LC3 (Low Complexity Communication Codec), otimizando transmissões de áudio para dispositivos com bateria de baixa capacidade, como fones sem fio, caixas de som portáteis e aparelhos auditivos.

O LEPC (LE Power Control), também introduzido no Bluetooth 5.2, possibilita que dois dispositivos interconectados ajustem a potência de transmissão para prevenir o desperdício de energia.

Além de absorver esses recursos, o Bluetooth 5.3 aumenta a eficiência energética ao trazer um sistema de subclassificação de conexão. O mecanismo permite aos dispositivos alternar rapidamente entre estados de alto e baixo desempenho. Assim, a conexão não fica em modo de alta potência nos momentos de ociosidade.

O Bluetooth 5.4 incorpora todos esses avanços. Já o Bluetooth 5.1 e o Bluetooth 5.0 tendem a consumir mais energia por terem maior foco em desempenho. Apesar disso, as versões 5.0 e 5.1 são mais eficientes do que as anteriores por otimizar o consumo de energia em dispositivos com baterias de baixa capacidade.

2. Qualidade de áudio

Bluetooth 5.2, 5.3 e 5.4 são versões que otimizam a qualidade de áudio por meio da especificação Bluetooth LE Audio. Baseada no codec LC3, ela usa uma taxa de bits variável e um sistema de codificação bastante eficiente para transmitir áudio com menos dados, mas com pouco ou nenhum prejuízo para a reprodução do som.

Para tanto, o LC3 suporta valores de profundidade de bits como 16-bit, 24-bit e 32-bit, bem como uma taxa de amostragem entre 8 e 48 kHz. Os valores exatos são definidos de acordo com as condições da conexão ou com base nas características dos dispositivos que se comunicam.

O Bluetooth 5.2 introduziu o LE Audio, com as versões 5.3 e 5.4 incorporando suporte ao padrão quando lançadas. O Bluetooth 5.0 e o Bluetooth 5.1 também transmitem áudio, mas por meio de protocolos menos eficientes, como SBC e AAC.

3. Serviços de localização

As versões Bluetooth 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4 aprimoram os recursos de localização com a adição de dois mecanismos:

AoA (Angle of Arrival): faz o dispositivo emitir um sinal por meio de uma antena para ser localizado. O outro dispositivo, que faz a busca, é composto por várias antenas. A diferença do sinal entre elas é então analisada para que a localização do primeiro dispositivo seja determinada;

AoD (Angle of Departure): o dispositivo que faz a busca tem uma única antena, mas o dispositivo a ser localizado emite sinais usando várias antenas. As variações entre esses sinais são analisadas para a localização ser definida.

Introduzidas no Bluetooth 5.1 e incorporada pelas versões posteriores, o AoA e o AoD permitem que a transmissão seja direcionada com maior precisão ao dispositivos participantes. No Bluetooth 5.0 e anteriores, a sinalização é mais difusa, podendo tornar a localização mais demorada ou suscetível a interferências.

Busca de dispositivos para conexão via Bluetooth (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

4. Estabilidade da conexão

Os Bluetooth 5.2, 5.3 e 5.4 deixam a conexão mais estável por meio do EATT (Enhanced Attribute Protocol), protocolo que permite que vários fluxos de dados sejam transmitidos ao mesmo tempo. Ele também otimiza a troca de pacotes entre os dispositivos de forma a reduzir a latência.

Já as versões Bluetooth 5.3 e 5.4 adicionam um sistema de classificação de canais que divide a conexão em vários segmentos. Isso faz os dispositivos priorizarem os canais menos congestionados para evitar interferência ou latência alta.

O Bluetooth 5.4 traz ainda o PAwR, recurso que permite comunicação bidirecional quando um equipamento faz transmissão para muitos dispositivos (teoricamente, até 32.640 aparelhos) usando BLE, o que melhora a qualidade do sinal no rastreamento de objetos, por exemplo.

As versões Bluetooth 5.0 e 5.1 não têm EATT e PAwR, mas suportam múltiplos canais. Contudo, somente o dispositivo principal (como um celular) consegue fazer a classificação deles.

5. Segurança e criptografia

O Bluetooth 5.3 e o Bluetooth 5.4 permitem a um dispositivo determinar o tamanho mínimo da chave criptográfica necessária para a conexão ser estabelecida. Isso torna a comunicação mais eficiente, pois o tamanho da chave de criptografia é informado logo no início do procedimento.

Nos Bluetooth 5.0, 5.1 e 5.2, o tamanho da chave é negociado durante o estabelecimento da conexão, o que pode tornar o procedimento mais demorado ou menos eficiente.
Bluetooth 5.0 ao 5.4: conheça os benefícios e diferenças de cada versão

Bluetooth 5.0 ao 5.4: conheça os benefícios e diferenças de cada versão
Fonte: Tecnoblog

O que é Wi-Fi Direct? Entenda o funcionamento e como usar a tecnologia

O que é Wi-Fi Direct? Entenda o funcionamento e como usar a tecnologia

Wi-Fi Direct é uma tecnologia de rede sem fio ponto a ponto que serve para transmissão de arquivos e espelhamento de vídeo em dispositivos como smartphone, tablet, computador, smart TVs e impressoras.

Wi-Fi Direct permite conexão ponto a ponto entre dispositivos (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

A principal vantagem do Wi-Fi Direct é não precisar de um ponto de acesso (AP) ou de internet para estabelecer uma conexão. Em contraponto, há desvantagens relacionadas à velocidade de transferência de dados e à segurança, entre outros fatores que explicaremos neste artigo.

Confira, abaixo, como funciona a tecnologia Wi-Fi Direct e descubra suas principais características, incluindo a taxa de transferência, alcance, suporte a multi-dispositivos e frequência utilizada.

Saiba também todas as vantagens, desvantagens e diferenças do Wi-Fi Direct para outros padrões de rede sem fio.

ÍndiceComo funciona o Wi-Fi Direct?Qual é a velocidade máxima do Wi-Fi Direct?Qual é o alcance do Wi-Fi Direct?Quantos dispositivos posso conectar com Wi-Fi Direct?Qual é a frequência utilizada pelo Wi-Fi Direct?Qual é o protocolo de segurança do Wi-Fi Direct?Quais são as aplicações do Wi-Fi Direct?Quais são as vantagens do Wi-Fi Direct?Quais são as limitações do Wi-Fi Direct?Como usar o Wi-Fi Direct?Como usar o Wi-Fi Direct no smartphoneComo usar Wi-Fi Direct no PCComo usar o Wi-Fi Direct na TVPosso usar o Wi-Fi Direct no iPhone ou Mac?Qual é a diferença entre Wi-Fi Direct e Wi-Fi?Qual é a diferença entre Wi-Fi Direct e Bluetooth?

Como funciona o Wi-Fi Direct?

O Wi-Fi Direct é um padrão de rede sem fio da Wi-Fi Alliance que funciona por meio de uma conexão P2P (peer-to-peer). Ou seja, os dispositivos envolvidos comunicam entre si usando ondas de rádio, sem a necessidade de uma infraestrutura intermediária, como um ponto de acesso ou roteador Wi-Fi.

Não é necessário ter uma conexão com a internet para utilizar o Wi-Fi Direct. A tecnologia é comumente encontrada em smartphones, tablets, computadores, câmeras digitais, smart TVs e impressoras.

Qual é a velocidade máxima do Wi-Fi Direct?

O Wi-Fi Direct tem velocidade máxima de até 250 Mb/s. No entanto, a taxa de transferência pode variar devido a interferências no campo eletromagnético, distância entre os aparelhos e até mesmo a capacidade de processamento do dispositivo.

Qual é o alcance do Wi-Fi Direct?

De acordo com a Wi-Fi Alliance, o alcance do Wi-Fi Direct é de até 200 metros. Vale lembrar que, assim como qualquer conexão sem fio, a intensidade de sinal pode ser afetada por objetos sólidos como paredes, espelhos e água, bem como interferências na frequência de operação.

Quantos dispositivos posso conectar com Wi-Fi Direct?

A especificação da Wi-Fi Alliance estabelece que dispositivos com Wi-Fi Direct possam fazer pelo menos uma conexão P2P. O limite de dispositivos conectados varia de acordo com o aparelho utilizado.

Qual é a frequência utilizada pelo Wi-Fi Direct?

A tecnologia Wi-Fi Direct utiliza as frequências de 2,4 GHz e 5 GHz por meio do protocolo 802.11a/g/n. A frequência de 6 GHz não foi adotada pela Wi-Fi Alliance para a tecnologia Wi-Fi Direct.

Qual é o protocolo de segurança do Wi-Fi Direct?

O Wi-Fi Direct utiliza criptografia WPA2, o mesmo que está presente nos protocolos de segurança do Wi-Fi. A tecnologia de conexão P2P é baseada no padrão de rede sem fio 802.11 a/g/n, e por isso não é compatível com padrões mais recentes, como WPA3.

Quais são as aplicações do Wi-Fi Direct?

Espelhamento de tela: a tecnologia Wi-Fi Direct é utilizada pelo protocolo Miracast para transmissão de vídeo sem fio entre dois dispositivos, como smartphone enviando imagens para uma smart TV;

Impressão sem fios: o Wi-Fi Direct presente em diversas impressoras Wi-Fi permite o envio de documentos para impressão diretamente do celular ou notebook sem depender de conexão a um roteador;

Transmissão de fotos e vídeos: o Wi-Fi Direct possibilita o compartilhamento de fotos, vídeos, músicas e outros tipos de arquivo entre diferentes dispositivos, sem depender de uma conexão à internet;

Jogos multiplayer: o Wi-Fi Direct pode ser utilizada por jogos de smartphone com mais de um jogador, e os dispositivos conectam entre si utilizando a tecnologia de comunicação P2P.

Quais são as vantagens do Wi-Fi Direct?

Praticidade: o Wi-Fi Direct permite o pareamento entre dispositivos de forma ágil e fácil, sem a necessidade de configurar um ponto de acesso sem fio ou utilizar uma infraestrutura existente de conexão sem fio;

Velocidade: o Wi-Fi Direct é até quatro vezes mais rápido que o Bluetooth e suporta taxas de transferência de até 250 Mb/s;

Alcance de sinal: o Wi-Fi Direct funciona a até 200 metros de distância, permitindo conexão sem fio com maior área de cobertura em comparação com o Bluetooth.

Quais são as limitações do Wi-Fi Direct?

Vulnerabilidades de segurança: o Wi-Fi Direct está sujeito a ataques de força bruta, que podem comprometer a segurança do seu dispositivo;

Compatibilidade: o Wi-Fi Direct pode ser utilizado por diversos dispositivos graças à padronização da Wi-Fi Alliance, mas nem todo equipamento com Wi-Fi é compatível com Wi-Fi Direct;

Consumo de energia: ainda que tenha recursos para economia de energia, o Wi-Fi Direct gasta mais energia em comparação ao Bluetooth LE;

Velocidade: o Wi-Fi Direct é mais rápido que Bluetooth, mas a tecnologia é significativamente mais lenta que o Wi-Fi convencional e conexões via cabo;

Como usar o Wi-Fi Direct?

O funcionamento do Wi-Fi Direct varia conforme a plataforma utilizada. Veja a seguir como usar a tecnologia no celular e no PC:

Como usar o Wi-Fi Direct no smartphone

Se você utiliza um dispositivo Android, é possível utilizar o Wi-Fi Direct selecionando a opção Compartilhar por proximidade (Nearby Share) no menu de compartilhamento.

Também é possível utilizar o Wi-Fi Direct para espelhamento da tela — em smartphones da Samsung, a função é chamada de Smart View.

Como usar Wi-Fi Direct no PC

Você pode usar o Wi-Fi Direct para transmitir vídeo ou espelhar a tela em um PC com Windows. Para isso, siga os passos abaixo:

Vá ao menu de Configurações;

Entre na opção Bluetooth & outros dispositivos;

Vá até a seção Adicionar um dispositivo;

Selecione a opção Encaixe ou vídeo sem fio.

Como usar o Wi-Fi Direct na TV

O Wi-Fi Direct é utilizado em smart TVs para espelhamento de tela. Busque por opções como Espelhamento de tela ou Screen Mirroring, que geralmente podem ser localizados no menu de configuração ou na seleção de entradas (input). O funcionamento do recurso varia conforme a fabricante e o modelo da TV.

Espelhamento de tela em smart TV (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Posso usar o Wi-Fi Direct no iPhone ou Mac?

Dispositivos da Apple como iPhone, iPad e Mac não oferecem suporte ao padrão Wi-Fi Direct. No entanto, a Apple possui o AirDrop, que utiliza uma tecnologia similar ao Wi-Fi Direct para compartilhamento de arquivos sem necessidade de uma rede Wi-Fi ou conexão à internet.

Qual é a diferença entre Wi-Fi Direct e Wi-Fi?

O Wi-Fi Direct é uma tecnologia de conexão ponto a ponto, criada entre dispositivos como computadores, notebooks, tablets, celulares, smart TVs e câmeras. Já Wi-Fi é uma tecnologia de rede sem fio, que exige uma infraestrutura como ponto de acesso ou roteador.

O Wi-Fi também serve para fornecer acesso à internet para os dispositivos conectados, enquanto o Wi-Fi Direct é usado principalmente para compartilhamento de arquivos e transmissão de vídeos, sem a necessidade de internet.

Qual é a diferença entre Wi-Fi Direct e Bluetooth?

O Wi-Fi Direct e o Bluetooth são tecnologias de conexão ponto a ponto que permite transferir arquivos sem fios, mas o Wi-Fi tem maior alcance, chegando a 200 metros, enquanto o Bluetooth tem alcance máximo de 100 metros.

Além disso, o Bluetooth entrega menor velocidade de transmissão do que o Wi-Fi Direct, mas tem a vantagem de consumir menos energia.
O que é Wi-Fi Direct? Entenda o funcionamento e como usar a tecnologia

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Fonte: Tecnoblog

iPad Pro pode ganhar chip M3 e tela OLED para reverter queda nas vendas

iPad Pro pode ganhar chip M3 e tela OLED para reverter queda nas vendas

O iPad Pro deve passar por uma reforma em 2024, com as mudanças mais significativas do modelo desde seu lançamento. Entre as novidades, estão tela OLED, o novo chip M3 e um Magic Keyboard com trackpad maior. O modelo vai encontrar um mercado em dificuldades: as vendas de tablets de todas as marcas estão caindo.

iPad Pro com Apple M2 (Imagem: Divulgação/Apple)

As informações são do jornalista Mark Gurman, que acompanha a Apple na Bloomberg. Segundo suas fontes, os novos modelos terão o chip M3, da nova geração dos processadores da Apple.

Além disso, eles contarão com telas OLED. Essa tecnologia é inédita nos tablets da Apple, mas está nos smartphones da marca desde o iPhone X.

Entre os concorrentes, o Samsung Galaxy Tab S9 oferece tela AMOLED com taxa de atualização dinâmica.

Galaxy Tab S9 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Outra novidade do próximo iPad Pro não está no aparelho em si, mas em um de seus acessórios. O Magic Keyboard, teclado que se acopla ao tablet, deverá ter um trackpad maior, facilitando o uso para quem está acostumado com um notebook.

Segundo Gurman, os futuros modelos já têm codinomes internos: J717, J718, J720 e J721. Eles devem vir em versões de 11 e 13 polegadas, dimensões praticamente iguais às atuais, de 11 e 12,9 polegadas.

O lançamento não deve acontecer no mesmo evento que o iPhone 15, esperado para setembro. Os novos iPads Pro podem chegar entre o segundo e o terceiro trimestre de 2024.

Vendas de iPads (e outras marcas) estão em queda

O mercado de tablets não anda bem, e isso vale para a Apple e para as concorrentes.

Segundo a consultoria IDC, foram 28,3 milhões de tablets enviados no segundo trimestre de 2023, contra 40,3 milhões no mesmo período de 2022.

No caso da Apple, o número caiu 17% na comparação entre o segundo trimestre de 2023 e o mesmo período de 2022, indo de 12,6 milhões para 10,5 milhões de aparelhos.

Atualmente, o iPad é o segmento que menos gera receitas para a empresa, entre todos os seus produtos.

Gurman aponta alguns problemas da família de tablets da Apple, como a falta de novidades, linha de modelos confusa, recursos de software difíceis de usar e concorrência dos próprios Macs.

O novo iPad Pro, com diferenciais em relação a outros modelos da linha, pode dar um empurrãozinho nas vendas.

Com informações: Bloomberg
iPad Pro pode ganhar chip M3 e tela OLED para reverter queda nas vendas

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Fonte: Tecnoblog