Category: Brasil

Apple lança iPad Mini com tela OLED e chip A20 Pro; veja preços no Brasil

Apple lança iPad Mini com tela OLED e chip A20 Pro; veja preços no Brasil

Apple lança iPad Mini com tela OLED e chip A20 Pro (imagem: reprodução/Apple)

A Apple começou a semana com o anúncio do novo iPad Mini. Em um upgrade deveras significativo, o tablet passou a contar com tela OLED, bem como com o poderoso chip A20 Pro, o mesmo que equipa o iPhone Duo e o iPhone 18 Pro. No Brasil, os preços oficiais começam em R$ 8.499.

Sobre a tela, a Apple destaca que a tecnologia OLED permite que o componente melhore o aspecto do contraste e exiba até o dobro do brilho máximo que pode ser alcançado pelo iPad Mini antecessor, baseado em LCD — 1.200 nits contra até 600 nits.

O visor também ficou ligeiramente maior, alcançando 8,5 polegadas de tamanho (contra os 8,3 polegadas da geração anterior). A Apple destaca ainda que as bordas da tela estão 24% mais finas.

Quanto ao A20 Pro, estamos falando de um chip que traz cinco núcleos de CPU, sete núcleos de GPU, além do Neural Engine de 16 núcleos, componente que acelera tarefas de inteligência artificial. Mas isso nas versões de 128 GB e 256 GB de armazenamento do tablet. Na opção com 512 GB, o chip A20 Pro conta com seis núcleos de CPU.

O usuário mais atento também notará que o tablet ficou mais fino: agora são 5,4 mm de espessura contra os 6,3 mm do iPad Mini antecessor. Para completar, a nova versão traz certificação IP67 para proteção contra água e poeira, recurso até então inexistente na linha Mini.

Novo iPad Mini continua com apenas uma câmera traseira (imagem: reprodução/Apple)

Disponibilidade e preços do iPad Mini com tela OLED

No Brasil, o novo iPad Mini terá os seguintes preços oficiais (sem considerar eventuais descontos ou promoções):

iPad Mini de 128 GB: R$ 8.499

iPad Mini de 256 GB: R$ 9.699

iPad Mini de 512 GB: R$ 12.999

As variações com 256 GB e 512 GB podem, opcionalmente, contar com vidro “nano-texture”, que reduz os reflexos da tela para melhorar a percepção de qualidade de imagem. As versões do tablet baseadas nessa tecnologia partem de R$ 10.899.

Para fins de comparação, o novo iPad Mini tem preço inicial de US$ 699 nos Estados Unidos (R$ 3.485 na conversão direta).

Em desenvolvimento
Texto em produção. Atualize a página dentro de alguns instantes para obter mais informações sobre o assunto.

Apple lança iPad Mini com tela OLED e chip A20 Pro; veja preços no Brasil

Apple lança iPad Mini com tela OLED e chip A20 Pro; veja preços no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil

Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil

Vivo e Starlink realizaram testes de acesso à internet via satélite (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Vivo e a Starlink vão formalizar hoje um serviço integrado de telefonia via satélite – o primeiro do Brasil neste formato –, segundo dados confirmados em primeira mão pelo Tecnoblog. Com isso, os celulares de clientes da Vivo poderão se conectar diretamente aos satélites da Starlink, provedor de Elon Musk. Neste período de lançamento, o serviço Vivo Satélite será gratuito.

Nos últimos meses, a Vivo e a Starlink intensificaram os testes da nova tecnologia. Diversos consumidores passaram a ver a rede “Vivo Starlink” na tela do smartphone. Apesar disso, as operadoras mantiveram silêncio em relação ao assunto quando perguntadas pelo Tecnoblog.

Vivo promete smartphone “sempre com sinal” em comunicado oficial (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Nós obtivemos acesso ao comunicado que a Vivo passou a mandar aos assinantes nesta segunda-feira (26/10), no qual explica como vai funcionar o novo serviço. Ela promete uma “cobertura expandida” para ter conectividade mesmo em “regiões remotas” e “quando não houver sinal da rede convencional”

De acordo com a Vivo, os seguintes serviços ficam disponíveis na rede via satélite:

Apps de mapas: Google Maps e Apple Mapas

Mensagens de textos e áudio: WhatsApp, iMessage (Apple/iOS) e Google Mensagens (Android)

Ligações via aplicativo: WhatsApp e iMessage (Apple/iOS)

App oficial da Vivo

Note que o email oficial não cita os nomes dos apps de terceiros, mas eles constam da documentação obtida pelo Tecnoblog.

Ajustes da conexão via satélite no Android (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Nos últimos dias, alguns aparelhos da Samsung com chip da Vivo passaram a mostrar uma tela dedicada ao serviço via satélite. É o caso do recém-lançado Galaxy Z Fold 8, que recebeu uma atualização de sistema.

A Vivo também começou a subir páginas no site oficial dedicadas ao Vivo Satélite. Apesar disso, a empresa não comunicou oficialmente ao mercado (nem aos jornalistas) a chegada do novo serviço.

O serviço será ofertado a quase toda a base de clientes de telefonia móvel, inclusive Vivo Pós, Vivo Total, Vivo Controle (acima de R$ 40), Vivo Lite e Vivo Pré (recargas de pelo menos de R$ 30). O Vivo Easy fica de fora.

Conexão via satélite funciona somente em ambiente externo, segundo email oficial (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como funciona o Vivo Satélite?

O Vivo Satélite utiliza o que é chamado de D2D ou D2C (direct-to-device e direct-to-cell): os satélites transmitem o sinal 4G LTE para o solo como se fossem uma rede terrestre normal, do ponto de vista do aparelho. No caso específico do Brasil, a frequência utilizada é a banda 7 (2.500/2.600 MHz), que foi leiloada para o 4G ainda em 2012.

Para utilizar o Vivo Satélite, é necessário estar em um local sem cobertura tradicional, ter o roaming ativado nas configurações do celular e estar em uma área aberta com visão do céu. A lista de smartphones compatíveis ainda não está disponível no site da Vivo, mas deve ser liberada em breve, e deve incluir a maioria dos dispositivos à venda no país.

A Starlink opera hoje uma constelação de cerca de 11.150 satélites de órbita baixa (Low Earth Orbit ou LEO, na sigla em inglês). Eles orbitam a Terra a altitudes que variam de 350 km a 600 km, a depender da geração dos equipamentos e da aplicação prevista.
Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil

Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Operadoras brasileiras vão liberar internet via satélite no celular

Operadoras brasileiras vão liberar internet via satélite no celular

Satélite da AST SpaceMobile (Imagem: Divulgação)

Resumo

Três operadoras regionais brasileiras, Brisanet, Unifique e Iez! Telecom, firmaram acordo com a AST SpaceMobile para oferecer internet via satélite em celulares.
O serviço será disponibilizado em áreas sem sinal terrestre, utilizando a faixa de 700 MHz, e permitirá chamadas de voz, dados em banda larga e streaming de vídeo em smartphones padrão.
A implementação do serviço depende de condições contratuais e do lançamento de mais satélites pela AST SpaceMobile, com previsão de conclusão da rede de 243 satélites até 2028.

A Brisanet informou hoje que assinou acordo com a AST SpaceMobile, em conjunto com as também operadoras Unifique e Iez! Telecom, para oferecer serviço de internet via satélite para os assinantes de seus planos móveis. O serviço é similar ao que está sendo testado pela Vivo e Starlink.

As operadoras regionais poderão oferecer internet via satélite em áreas sem sinal terrestre, utilizando a faixa de 700 MHz que elas adquiriram em maio e que será “emprestada” à AST em caráter secundário, no escopo do sandbox regulatório aberto pela Anatel para os serviços D2D/D2C (direct-to-device e direct-to-cell). Em 2023, a AST SpaceMobile fez testes em conjunto com a TIM em 2023, mas não houve nenhum progresso deste então com a operadora italiana.

Brisanet, Unifique e Iez! Telecom já obtiveram licenças da Anatel para testes do serviço com a AST. Eles se iniciam em novembro, com duração de dois anos, nas respectivas áreas de atuação.

No momento, nós não temos informações sobre como será a disponibilidade do serviço nem se haverá cobranças extra. As licenças expedidas não incluem a área de cobertura do Consórcio Amazônia 5G (estado de São Paulo e região Norte). Elas ainda precisam ser publicadas no Diário Oficial da União.

A infraestrutura necessária para conectar as redes existentes das três empresas à constelação de satélites da AST SpaceMobile ficará a cargo das próprias prestadoras. O objetivo é “viabilizar chamadas de voz, dados em banda larga e streaming de vídeo diretamente em smartphones padrão e sem modificações, dispensando o uso de equipamentos especializados, atualizações de software ou aplicativos”, segundo a Brisanet.

Vale destacar que os contratos ainda não está finalizados e “a transação está sujeita a certas condições”. Além disso, a AST SpaceMobile ainda precisa fazer mais lançamentos para finalizar a rede de 243 satélites, o que deve ocorrer até 2028. No momento, a empresa possui apenas 13 satélites, quantidade insuficiente para cobertura constante.

Esta é a primeira vez que vemos as três operadoras móveis regionais unindo forças, o que pode ajudá-las na competição com as três empresas de cobertura nacional – Vivo, Claro e TIM.
Operadoras brasileiras vão liberar internet via satélite no celular

Operadoras brasileiras vão liberar internet via satélite no celular
Fonte: Tecnoblog

Galaxy S26 FE filma em 8K e está em promoção no Magalu

Galaxy S26 FE filma em 8K e está em promoção no Magalu

LU300

40% OFF Ver preço

Galaxy S26 FE 5G 128 GB
R$ 3.299,10

R$ 5.499,0040% OFF

Prós

Tela AMOLED com taxa de 120 Hz
Chip Exynos 2500 de 3 nanômetros
Câmera de 50 MP (OIS)
Teleobjetiva com zoom óptico de 3x
Suporte a carregamento de 45 W
Certificação IP68

Contras

Carregador de 25 W na caixa
Mudou pouco em relação ao S25 FE

PIX
Cupom
Somente no APP

LU300

40% OFF Ver preço

Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

WhatsApp
Telegram

O Galaxy S26 FE (128 GB) entrou em oferta por R$ 3.299,10 no Pix aplicando o cupom LU300 exclusivo do app Magalu. O smartphone intermediário premium da Samsung com tela AMOLED e câmera de 50 MP, lançado em setembro por R$ 5.499, recebe 40% de desconto.

Galaxy S26 FE tem tela Full HD e suporte ao Galaxy AI

O Galaxy S26 FE traz uma tela AMOLED Dinâmico 2X de 6,7 polegadas com resolução Full HD e taxa de atualização de 120 Hz, reproduzindo imagens detalhadas e fluidas. O painel ainda conta com os recursos HDR10+ para elevar a qualidade e brilho máximo de 1.900 nits.

A câmera tripla traseira é liderada por um sensor de 50 MP, capaz de filmar em até 8K e clicar fotos com Estabilização Óptica de Imagem (OIS). Já a câmera frontal de 12 MP promete selfies detalhadas no Modo Retrato, além de gravar registros em 4K.

Internamente, o Galaxy S26 FE é equipado com o chip Exynos 2500 e 8 GB de RAM para alto desempenho em tarefas básicas e suporte ao Galaxy AI. Um dos pontos negativos é o armazenamento interno limitado de 128 GB e ausência de entrada para cartão microSD para expandir a memória.

Galaxy S26 FE tem câmera tripla traseira com sensor principal de 50 MP (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A bateria de 4.900 mAh do smartphone da Samsung garante até 29 horas de reprodução de vídeo. Usando um adaptador de 45 W, o carregamento rápido do dispositivo pode atingir cerca de 70% após 30 minutos na tomada.

Na parte de conexão, o telefone oferece 5G, Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.4 e NFC para ações por aproximação. O modelo sai da caixa com o Android 17 (One UI 9) e, segundo a marca, receberá ao menos 7 grandes atualizações.

O Galaxy S26 FE (R$ 3.299,10 no Pix com o cupom LU300 no app) é fabricado com estrutura de alumínio, acabamento traseiro em vidro Gorilla Glass Victus+ e pesa 193 g. Ademais, o certificado IP68 de resistência à poeira e à água protege o aparelho de mergulhos acidentais de até 1,5 metro por meia hora.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Galaxy S26 FE filma em 8K e está em promoção no Magalu

Galaxy S26 FE filma em 8K e está em promoção no Magalu
Fonte: Tecnoblog

iPhone Duo: segunda geração pode receber Face ID sob a tela

iPhone Duo: segunda geração pode receber Face ID sob a tela

iPhone Duo vai começar a ser entregue no Brasil (imagem: reprodução/Apple)

Resumo

A Apple estaria testando protótipos do iPhone Duo 2 com sensores do Face ID escondidos sob a tela externa.
Ausência da biometria facial virou uma das críticas recorrentes ao primeiro dobrável da empresa.
O iPhone Duo custa entre R$ 21.999 e R$ 30.999 no Brasil, e novos pedidos podem levar meses para chegar.

A Apple já estaria testando protótipos do iPhone Duo 2 com o sistema Face ID escondido sob a tela externa. A mudança permitiria que a segunda geração do dobrável recuperasse a biometria facial presente nos iPhones tradicionais sem precisar criar um recorte maior no display.

A informação foi divulgada nesta quinta-feria (22/10) pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, o modelo é previsto para chegar entre setembro e dezembro de 2027.

Por que o iPhone Duo não tem Face ID?

O primeiro iPhone Duo usa Touch ID integrado ao botão lateral, em uma solução parecida com a do iPad Air e do iPad mini. A Apple optou pelo leitor de digitais porque o formato fino do dobrável deixa pouco espaço interno para os componentes do sistema.

A decisão se tornou uma das principais críticas ao aparelho nas primeiras análises publicadas nos Estados Unidos. O 9to5Mac afirmou que voltar a tocar no botão lateral parece um retrocesso depois de anos usando o reconhecimento facial.

Como seria o Face ID do iPhone Duo 2?

Modelo atual usa Touch ID no botão lateral para autenticação biométrica (imagem: reprodução/Apple)

Nos protótipos citados por Gurman, os componentes de autenticação facial estariam posicionados sob a tela externa. Isso permitiria que a Apple adotasse o Face ID sem acrescentar um grande recorte no painel. Os testes indicam ainda que a Apple pode tentar antecipar seus planos. Em setembro, Gurman estimava que o Face ID e uma câmera teleobjetiva poderiam aparecer apenas na terceira geração do Duo.

Vale destacar que a Apple trabalha há anos para tentar esconder componentes do Face ID. Os iPhones 18 Pro, por exemplo, usam uma câmera infravermelha posicionada sob o display, tecnologia que ajudou a reduzir o tamanho da Ilha Dinâmica.

iPhone Duo chegou ao Brasil por R$ 21.999

Enquanto a Apple testa a suposta próxima geração, o primeiro iPhone Duo começa a chegar oficialmente aos consumidores nesta sexta-feira (23/10). No Brasil, o dobrável parte de R$ 21.999 na versão com 256 GB. Os modelos de 512 GB, 1 TB e 2 TB custam R$ 23.499, R$ 26.499 e R$ 30.999, respectivamente.

A procura alongou bastante os prazos. Alguns pedidos podem ter entrega prevista apenas para janeiro de 2027. A Apple abriu as reservas no país em 16 de outubro, uma semana antes da estreia oficial.

O primeiro Duo traz telas de 5,4 e 7,6 polegadas, chip A20 Pro e duas câmeras traseiras de 48 megapixels. A segunda geração é esperada para 2027.
iPhone Duo: segunda geração pode receber Face ID sob a tela

iPhone Duo: segunda geração pode receber Face ID sob a tela
Fonte: Tecnoblog

Mercado de celulares atinge o pior nível desde 2012

Mercado de celulares atinge o pior nível desde 2012

Consumidores estão usando o mesmo celular por mais tempo, aponta a Counterpoint (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Resumo

As remessas globais de smartphones caíram 20% no terceiro trimestre de 2026, atingindo o menor volume para esse período desde 2012.
A Counterpoint associa o recuo à escassez de memórias e ao encarecimento dos aparelhos.
No Brasil, os envios caíram 11% no primeiro semestre; Samsung e Motorola concentraram 73% das remessas.

As remessas globais de smartphones despencaram 20% no terceiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo estimativas da Counterpoint Research. O volume foi o menor registrado para um terceiro trimestre desde 2012, em meio à escassez de memórias e ao encarecimento dos aparelhos.

O levantamento considera os dispositivos enviados pelas fabricantes às lojas e distribuidores. Portanto, os números medem o abastecimento dos canais de venda, e não diretamente as compras feitas pelos consumidores.

Por que o mercado de celulares está encolhendo?

A Counterpoint atribui o recuo à alta dos preços das memórias RAM e de armazenamento. Esse encarecimento elevou os custos de fabricação, reduziu a oferta e levou as marcas a repassar parte da conta ao bolso dos compradores.

Segundo a consultoria, os preços dos smartphones no varejo global subiram cerca de 20% em 2026. Os consumidores estão demorando mais para trocar de aparelho e considerando modelos recondicionados, enquanto as fabricantes ajustam seus catálogos para preservar a rentabilidade.

Essa queda já aparecia no trimestre anterior. As remessas globais haviam recuado 11% entre abril e junho, na comparação anual, atingindo o menor volume para um segundo trimestre desde 2013.

Brasil também registra redução nas remessas

Mercado brasileiro pode encerrar 2026 com queda de dois dígitos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No Brasil, a Counterpoint identificou queda de 11% nas remessas de smartphones no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo intervalo de 2025. O relatório nacional foi divulgado em setembro e cobre janeiro a junho, um período diferente do levantamento global mais recente.

A consultoria relaciona o resultado brasileiro ao encarecimento das memórias, à redução da produção nacional e à maior cautela dos consumidores. Samsung e Motorola, as duas maiores marcas do país, concentraram juntas 73% das remessas no semestre. Para o ano completo, a Counterpoint também aponta a possibilidade de uma redução de dois dígitos no mercado brasileiro.

O impacto nos preços já apareceu em aparelhos populares. O Tecnoblog mostrou que o Galaxy A07 4G de 256 GB dobrou de preço na loja da Samsung, sem considerar promoções ou descontos.

Samsung e Apple ampliam participação global

No cenário global, a Samsung manteve a liderança, com 23% das remessas, embora seu volume tenha caído 3% na comparação anual. Mesmo com queda nas remessas, a Apple ficou em segundo lugar, com 22%, sua maior participação já registrada em um terceiro trimestre.

A perspectiva para o restante de 2026 continua difícil. A consultoria considera improvável uma recuperação relevante dos volumes antes de uma melhora nos custos dos componentes.
Mercado de celulares atinge o pior nível desde 2012

Mercado de celulares atinge o pior nível desde 2012
Fonte: Tecnoblog

Xiaomi lança Redmi Watch 6 Lite e Active no Brasil

Xiaomi lança Redmi Watch 6 Lite e Active no Brasil

Xiaomi lança o Redmi Watch 6 Lite (imagem: reprodução/Xiaomi)

Resumo

A Xiaomi lançou os smartwatches Redmi Watch 6 Lite e Redmi Watch 6 Active no Brasil, com telas Amoled e bateria de até 18 dias.
O Redmi Watch 6 Lite tem GPS integrado, tela de 1,96 polegada, resistência à água de 5 ATM e preço sugerido de R$ 899,99.
O Redmi Watch 6 Active tem tela de 1,85 polegada, certificação IP68 e preço sugerido de R$ 699,99.

A Xiaomi anunciou os novos smartwatches Redmi Watch 6 Lite e Redmi Watch 6 Active nesta terça-feira (13/10), por preços a partir de R$ 699. Os dois modelos têm tela AMOLED, funções para monitorar atividades físicas e saúde, chamadas telefônicas e bateria que chega a 18 dias de uso.

As diferenças entre ambos estão principalmente nos recursos esportivos e na tela. O Redmi Watch 6 Lite tem GPS integrado, painel maior e resistência à água de 5 ATM, enquanto o Watch 6 Active aposta em um preço menor e oferece certificação IP68.

Ambos têm forças em comum, como microfone e alto-falante integrados para chamadas via Bluetooth e recursos de monitoramento de frequência cardíaca, SpO₂, níveis de estresse e qualidade do sono. Compartilham, também, uma bateria de 470 mAh.

Os relógios já estão à venda nas lojas físicas, nos quiosques e nos canais oficiais da Xiaomi no Brasil. Os preços sugeridos são:

Redmi Watch 6 Lite: R$ 899,99, nas cores preto e cinza

Redmi Watch 6 Active: R$ 699,99, nas cores preto, prata e laranja

Redmi Watch 6 Lite (R$ 899)

Redmi Watch 6 Lite é destinado a atividades ao ar livre (imagem: divulgação/Xiaomi)

O Redmi Watch 6 Lite é o modelo mais completo da dupla e mais indicado para quem pratica atividades ao ar livre, tendo compatibilidade com sistemas de posicionamento: GPS, Galileo, Glonass, BeiDou e QZSS. Com isso, o relógio pode registrar percursos de corrida, por exemplo, sem depender do celular.

A tela Amoled do modelo é retangular e tem 1,96 polegada com brilho máximo de 1.500 nits — portanto menor e menos brilhante que o Redmi Watch 6, um dos melhores smartwatches da Xiaomi para comprar no momento. O painel também oferece o modo Always-on Display, que mantém horário e informações visíveis sem que o usuário precise ativar a tela.

Para treinos, o modelo oferece mais de 150 modalidades esportivas e resistência a água de 5 ATM. Segundo a Xiaomi, o sensor permite acompanhar inclusive métricas de natação, como velocidade média e índice SWOLF, usado para avaliar a eficiência das braçadas.

Redmi Watch 6 Active (R$ 699)

Redmi Watch 6 Active tem menos modalidades esportivas (imagem: divulgação/Xiaomi)

Já o Redmi Watch 6 Active usa um painel menor, de 1,85 polegada, mas também AMOLED, reduzindo o brilho máximo para 1.200 nits. O modelo pesa 26 gramas e tem a mesma espessura do irmão do meio. Ele adiciona a certificação IP68 de resistência à água e poeira.

O Active oferece mais de 140 modalidades esportivas, incluindo corrida, caminhada, musculação e esportes coletivos. Diferentemente do Lite, ele não possui GPS próprio para registrar percursos, dependendo do posicionamento do celular conectado.

Xiaomi lança Redmi Watch 6 Lite e Active no Brasil

Xiaomi lança Redmi Watch 6 Lite e Active no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Samsung lança tablets S12 no Brasil; preços sobem até R$ 2 mil

Samsung lança tablets S12 no Brasil; preços sobem até R$ 2 mil

S12 Ultra e S12 Plus são os novos tablets premium da Samsung (imagem: divulgação)

Resumo

Samsung lançou os tablets Galaxy Tab S12 Ultra e Galaxy Tab S12 Plus no Brasil, com preços sugeridos de R$ 11.999 e R$ 10.499, respectivamente.
Os tablets têm baterias de 11.600 mAh e 10.600 mAh, respectivamente, e prometem até 23 horas de uso na versão mais parruda.
Os modelos trazem tela AMOLED Dinâmico 2X, processador MediaTek Dimensity 9500, Android 17 e incluem a S Pen.

A Samsung lança nesta quarta-feira os tablets Galaxy Tab S12 Ultra e Galaxy Tab S12 Plus, com preços sugeridos de R$ 11.999 e R$ 10.499, respectivamente. A versão mais parruda se destaca pela bateria para até 23 horas de uso. Os dois modelos usam o chips MediaTek Dimensity 9500, rodam Android 17 com One UI 9 e trazem S Pen e Capa Teclado Slim na caixa. Os aparelhos já estão à venda.

O Ultra chega R$ 2 mil mais caro do que a geração passada, em mais um movimento de alta de preços da Samsung: nesta semana, os smartphones básicos passaram a custar até o dobro do preço. O reajuste acompanha o encarecimento dos eletrônicos no país e no mundo, onde a cadeia de suprimentos está pressionada principalmente pela escassez de chips de memória.

Segundo o gerente sênior de tablets, wearables e notebooks da Samsung Brasil, Rafael Araujo, a base instalada de tablets premium da empresa cresceu 2,5 vezes entre janeiro de 2024 e agora, de acordo com dados internos. O lançamento nacional ocorre hoje, na sede da companhia em São Paulo, com a presença do Tecnoblog.

Como é o novo Galaxy Tab S12?

Tablets têm câmera principal de 13 MP (imagem: divulgação)

O SoC Dimensity 9500, fabricado pela MediaTek em 3 nm, traz ganhos de até 141% na NPU (unidade de processamento de IA), 48% na CPU e 67% na GPU em relação ao Galaxy Tab S10+. Na apresentação global, a comparação do Ultra foi feita com o Tab S11 Ultra: 61%, 19% e 17%, respectivamente. O resfriamento passa a usar uma câmara de vapor 3D, com área maior de dissipação de calor, para manter o desempenho em uso prolongado.

Em testes internos, a Samsung estima até 23 horas de reprodução de vídeo no Ultra e 21 horas no Plus. O carregamento de 45 W chega a 40% de carga em 30 minutos e à carga completa em até 95 minutos, segundo a empresa.

As telas são AMOLED Dinâmico 2X, com taxa de atualização de 120 Hz e brilho de pico de 1.600 nits. Quatro alto-falantes reproduzem áudio espacial de quatro canais. Os tablets têm certificação IP68 de resistência a água e poeira, incluindo a S Pen, e corpo de Armor Aluminum. O S12 Plus tem 5,3 mm de espessura e 553 g; a Samsung diz que ele é mais fino e mais leve do que o Tab S10 Plus.

Lucia Bittar traça panorama dos usos de tablets da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A versão Ultra mantém a tela de 14,6 polegadas, a espessura de 5,1 mm, o peso de 692 g, a bateria de 11.600 mAh e o carregamento de 45 W da geração passada. A principal troca está no chip, que substitui o Dimensity 9400+, e no sistema de resfriamento. O S12 Plus retoma a variante Plus, que não teve versão na linha S11.

A diretora de marketing da área de mobile, Lucia Bittar, destacou o forte apelo dos produtos entre os arquitetos e médicos. A linha S é reconhecida pelos ganhos de produtividade, enquanto os tablets da linha Tab A são mais utilizados para entretenimento.

Galaxy Tab S12 Ultra ou Plus: o que muda?

Confira os principais itens da ficha técnica dos aparelhos:

CaracterísticaGalaxy Tab S12 UltraGalaxy Tab S12 PlusTela14,6″; 2960 x 1848 pixels12,6″; 2800 x 1752 pixelsDimensões208,5 x 326,3 x 5,1 mm187,8 x 289,5 x 5,3 mmPeso (Wi-Fi)692 g553 gBateria11.600 mAh10.600 mAhWi-FiWi-Fi 7Wi-Fi 6ECâmeras traseiras13 MP + 8 MP (ultra wide)13 MPCâmera frontal12 MP (ultra wide)12 MP (ultra wide)RAM e armazenamento12 GB + 512 GB12 GB + 512 GBPreço sugeridoR$ 11.999R$ 10.499Tabela elaborada pelo Tecnoblog

Os dois aceitam cartão microSD de até 2 TB e têm Bluetooth 6.0 e leitor de impressão digital na tela.

Android 17, Galaxy AI e Photoshop

Galaxy Tab S12 traz Photoshop Premium pré-instalado (imagem: divulgação)

A nova interface da Samsung, chamada de One UI 9, marca presença nos dispositivos, depois de começar a se espalhar pelos smartphones. Ela se baseia no Android 17 e reúne recursos de IA como o Gemini Notebook, que junta notas, imagens, gravações e arquivos para gerar conteúdo a partir desse material. Os tablets também integram os agentes do Gemini, Bixby e Perplexity.

A nova versão do Now Brief mostra resumos e sugestões com base nos hábitos do usuário, e o Now Nudge identifica o contexto da atividade na tela e propõe ações. A tela pode ser dividida em até três áreas para rodar aplicativos ao mesmo tempo, e o Samsung DeX permite alternar entre áreas de trabalho e sugere combinações de apps. A S Pen conta com o Estúdio Criativo, que gera figurinhas, imagens de perfil e convites, e com o Notas Inteligentes.

A Samsung promete até sete gerações de atualizações do sistema e da One UI, além de sete anos de patches de segurança, contados a partir do lançamento global.

Quais apps premium são gratuitos?

Galaxy Tab S12 Ultra tem tela AMOLED de 14,6 polegadas (imagem: divulgação)

A Samsung também aposta forte na parceria com softwares de produtividade de terceiros. Por exemplo, o Photoshop vem pré-instalado, com suporte à S Pen e às ferramentas de IA generativa do Firefly. A versão para tablets fica com exclusividade na Galaxy Store por pelo menos seis meses, a partir de hoje, e os compradores ganham quatro meses de assinatura do Photoshop Premium para dispositivos móveis.

A Samsung lista ainda seis meses de Notability (no plano Plus) e de Clip Studio Paint EX; um ano de Goodnotes; seis meses de Canva Pro para novos assinantes; e 66% de desconto no LumaFusion até 30/11. A lista inclui também Notion, Noteshelf 3, ArcSite, MyScript Notes e MyScript Math. A empresa estima uma economia de até R$ 2.000 com esses benefícios. Depois do período gratuito, as assinaturas são cobradas diretamente pelos desenvolvedores, em dólar.

Preços do Galaxy Tab S12

O Galaxy Tab S12 Plus custa R$ 10.499 e o Galaxy Tab S12 Ultra, R$ 11.999, ambos com 12 GB de RAM e 512 GB. Os tablets são vendidos na cor cinza, na loja online Samsung, no app Samsung Shop e em lojas tradicionais. O parcelamento vai até 18 vezes sem juros no cartão de crédito, com parcela mínima de R$ 60.

Os parceiros têm condições próprias:

Amazon: até 21 vezes nos cartões Banco do Brasil e Santander

Magazine Luiza: até 21 vezes no cartão Magalu

Mercado Livre: até 18 vezes no Mercado Pago

Vivo: até 21 vezes em qualquer cartão

A Capa Teclado Pro, com corpo de alumínio e trackpad, é vendida separadamente, assim como a Smartbook Cover, a Frame Cover (exclusiva do Ultra) e uma película antirreflexo.

Até 1º de novembro, quem comprar um Galaxy Tab S12 pode levar o Galaxy Buds 4 por R$ 399 ou o Galaxy Buds 4 Pro por R$ 699, nos canais participantes.

O jornalista Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Samsung

Samsung lança tablets S12 no Brasil; preços sobem até R$ 2 mil

Samsung lança tablets S12 no Brasil; preços sobem até R$ 2 mil
Fonte: Tecnoblog

Spotify abre catálogo de audiolivros no Brasil

Spotify abre catálogo de audiolivros no Brasil

Spotify traz audiolivros ao Brasil quatro anos após lançar o serviço (foto: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

Resumo

Spotify lançará seu serviço de audiolivros no Brasil em 15 de outubro, com mais de 6 mil títulos em português.
Os usuários terão três formas de acesso: 12 horas mensais incluídas no Premium, uma assinatura adicional chamada Audiobooks+ ou compra avulsa.
O serviço será integrado à plataforma de música e podcasts, com recursos como Page Match, que permite alternar entre livro físico e áudio.

O Spotify vai finalmente disponibilizar seu serviço de audiolivros no Brasil. A partir de 15 de outubro, a plataforma terá mais de 6 mil títulos em português no país. O anúncio foi feito pelo executivo Owen Smith, vice-presidente e chefe global de audiolivros da empresa, durante uma coletiva de imprensa acompanhada pelo Tecnoblog.

A oferta de audiolivros está disponível no exterior desde 2022, após testes realizados pela empresa no ano anterior. Em 2023, o Spotify passou a incluí-los nos planos Premium. Desde então, o catálogo cresceu para mais de 700 mil títulos distribuídos por 22 mercados. No Brasil, a empresa prevê mais de 350 mil títulos em mais de 120 idiomas.

Spotify cria assinatura dedicada a audiolivros

Audiolivros também poderão ser comprados individualmente (imagem: divulgação/Spotify)

Os usuários terão três formas de acesso. Segundo Smith, a principal será o Audiobooks+, nova assinatura que oferece uma franquia mensal de horas para ouvir audiolivros. O preço do plano no país ainda não foi divulgado.

Além disso, assinantes Spotify Premium elegíveis terão acesso a 12 horas mensais de conteúdo sem pagar uma assinatura adicional. Também será possível comprar títulos individualmente, opção disponível para usuários do plano gratuito, Premium e Audiobooks+.

Streaming aposta na integração

Os audiolivros ficarão integrados à mesma plataforma usada para ouvir músicas e podcasts. A página inicial também passará a recomendar livros de acordo com os interesses de cada usuário.

Entre os recursos disponíveis está o Page Match, que permite alternar entre um livro físico ou digital e sua versão em áudio. O usuário aponta a câmera do celular para uma página, e o Spotify identifica o trecho correspondente no audiolivro para que a reprodução continue daquele ponto.

Recurso permite alternar entre livro e audiolivro (imagem: divulgação/Spotify)

A empresa também pretende ampliar a oferta de conteúdo local. Editoras e autores independentes poderão enviar seus títulos por meio do Spotify for Authors. Os acordos não serão exclusivos, permitindo que os livros fiquem disponíveis em outras plataformas. 

A expansão ocorre enquanto o Spotify amplia sua atuação no mercado editorial. Em maio, a empresa passou a oferecer mais de 650 artigos longos de revistas em formato de áudio nos mercados onde os audiolivros estão disponíveis.

Segundo dados apresentados pela empresa, o número de ouvintes mensais de audiolivros cresceu 39% de 2025 para 2026, enquanto as horas de reprodução aumentaram 32% no mesmo período. O Spotify afirma ter mais de 800 mil títulos no catálogo global de audiolivros.
Spotify abre catálogo de audiolivros no Brasil

Spotify abre catálogo de audiolivros no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games

Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games

Nintendo 64 desembarcou no Brasil em 1996 (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Nintendo 64, lançado no Brasil em setembro de 1996, foi essencial para a história dos games, com jogos como The Legend of Zelda: Ocarina of Time e Mario Kart 64.
Ele introduziu o controle analógico e tecnologia de 64 bits, sendo o primeiro console a fazer isso.
O Nintendo 64 vendeu mais de 33 milhões de unidades em todo o mundo.

O Nintendo 64 é um dos consoles mais importantes da história dos games. A chegada do modelo no Brasil completou 30 anos na última terça-feira (29/09), e o videogame tem lugar marcado no coração de muitos brasileiros. Foi nele que os gamers se apaixonaram por clássicos como The Legend of Zelda: Ocarina of Time, Mario Kart 64, GoldenEye 007, entre muitos outros.

Hábitos como assoprar a fita ou chamar amigos em casa para curtir um multiplayer em tela dividida estão diretamente relacionados ao aniversariante da semana. O videogame também se destacou no design bastante característico dos anos 90, com direito à versão transparente mostrando seu circuito interno, como os igualmente saudosos iMacs.

Em resumo, se você se considera gamer hoje em dia, provavelmente o Nintendo 64 tem culpa no cartório. A seguir, vamos passar por alguns dos momentos mais curiosos da história do saudoso N64, que foi lançado primeiro no Japão, em 23 de junho de 1996, e chegou ao Brasil em 29 de setembro do mesmo ano.

1. Por que o N64 era diferente?

Nintendo 64 marcou uma revolução no mundo dos jogos (Imagem: Frédéric Bisson/Wikimedia Commons)

Em 1996, o Nintendo 64 era um misto de avanço tecnológico com algumas opções presas ao passado – tudo isso num design completamente distinto. O hardware foi pensado para mundos 3D, com correção de perspectiva, anti-aliasing (aquele serrilhado) e mapeamento de textura.

E mais importante: o controle analógico vinha na caixa, com possibilidade de movimentos graduais e em 360 graus. A gente ainda se lembra da primeira vez que utilizou o equipamento: o comando parecia confuso na comparação com os outros joysticks da época. Quem nunca se deslumbrou com o visual imersivo depois de dar um giro 360º no Mario 64?

Por outro lado, a Nintendo tomou a decisão incomum de continuar com os cartuchos, enquanto PlayStation e Sega Saturn já apostavam no CD-ROM. A mídia física da Big N carregava os jogos quase instantaneamente e podia gravar dados no próprio Game Pak. Por outro lado, oferecia bem menos espaço e encarecia a produção.

2. Parece mentira: o N64 não fez tanto sucesso no Japão

Design transparente, acabamento em plástico colorido… o Nintendo 64 é a cara dos anos 1990 (imagem: reprodução/Nintendo)

Após o grande impacto causado pelo NES (Nintendinho, para os íntimos) e pelo Super Nintendo, o N64 chegou com grande expectativa em um mercado que já tinha o PlayStation 1 e o Sega Saturn (com direito a jogos em CD e gráficos 3D). O resultado, entretanto, não foi dos melhores: no Japão, o console ficou atrás dos dois rivais, com 5,5 milhões de unidades vendidas.

Segundo site Den of Geek, um dos motivos apontados para o “insucesso” foi a ausência de jogos de RPG. Apesar disso, o N64 foi bem em outros mercados, sobretudo nos Estados Unidos. No total, mais de 33 milhões de unidades foram vendidas até o modelo ser descontinuado, em 2002.

3. Sensor de batimentos cardíacos para jogar Tetris

O console da Nintendo teve um dos controles mais estranhos da história dos games: um biossensor que vinha junto com o Tetris 64, uma versão do clássico joguinho de blocos para o N64. Curioso também era o funcionamento do acessório: para usá-lo, era necessário conectar o sensor na sua orelha, por onde conseguia medir seus batimentos cardíacos.

Uma vez “plugado”, o desafio era manter a calma para gerar as melhores peças. Caso o sensor identificasse a respiração mais acelerada, os blocos vinham em opções que dificultavam qualquer encaixe. Há quem diga que o controle também podia aumentar ou diminuir a velocidade das peças, mas essa função não estava prevista no manual.

4. Parceria com a Hyundai

Comboy 64 traz seu nome em coreano inscrito no controle e no slot de fita do console (imagem: reprodução/Consolevariations)

Talvez a versão mais rara do Nintendo 64 seja o Hyundai Comboy 64. O modelo foi fruto de uma parceria estratégica entre Nintendo e a montadora Hyundai para facilitar a entrada do console na Coreia do Sul. Isso ocorreu depois que a importação do N64 foi banida no país.

O projeto durou pouco tempo, já que as vendas foram liberadas pouco após o início da produção do Comboy. No site Consolevariations, a nota de raridade da versão é 79/100.

5. Um videogame para socializar

Havia ainda o fator social, já que o Nintendo 64 vinha com quatro entradas para controles. Naquela época, as videolocadoras ainda não haviam sido suplantadas pelo streaming, e algumas passaram a oferecer o videogame como um serviço. A molecada se reunia nas tardes dos fins de semana, comprava algumas horas de jogo e compartilhava o console. Grandes amizades surgiram ali (alguns confrontos também).

Pokemon Stadium permitia disputas entre quatro pessoas (imagem: reprodução/World of Gaming)

Foi assim com Pokémon Stadium, desenvolvido para ser multiplayer, e que permitia um sem-número de combinações para que os quatro jogadores – ou melhor, treinadores Pokémon! – se enfrentassem na tela.

Outro exemplo é o do game de 007, que trazia a história linear do agente secreto mais famoso do mundo, com missões a serem realizadas. No entanto, a graça mesmo estava em ativar o modo multiplayer, dividir a tela em quadrantes e tentar pegar os rivais em mapas 3D (não tão bem elaborados, sejamos sinceros). A imagem na TV era tão confusa que podia até atacar a labirintite daquele pai ou mãe que vinha ver se os pimpolhos estavam se comportando.

5. O primeiro console de 64 bits da história

O Nintendo 64 foi o primeiro console a utilizar a tecnologia de 64 bits no mundo, como o próprio nome entrega. Em termos práticos, isso significou um poder de processamento e velocidade de RAM muito maior que os outros consoles da época. O próprio Guinness Book reconhece isso.

Na época, a tecnologia veio como algo revolucionário. O N64 era chamado, inclusive, de “Project Reality” internamente, justamente por trazer gráficos “próximos” da realidade.

7. Dá para matar as saudades do controle

O Nintendo 64 tem um lugar tão especial no coração dos fãs que a empresa relançou seu controle para aproveitar os games clássicos disponíveis na assinatura do Nintendo Switch Online. O serviço oferece um acervo de títulos em versões próximas das originais, como Super Mario 64, Space Fox 64, GoldenEye 007, Mario Kart 64, Ocarina of Time, e outros.

Os games ficam disponíveis pela assinatura de um pacote adicional além do serviço Online do Switch. Já o controle pode ser encontrado por a partir de R$ 1.133 no e-commerce nacional. A versão tem conexão sem fio via Bluetooth, mas funciona apenas nos consoles da Nintendo. 
Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games

Nintendo 64 completa 30 anos! Veja como ele mudou a história dos games
Fonte: Tecnoblog