Category: Brasil

Samsung lança monitor Odyssey G7 de 37 polegadas no Brasil

Samsung lança monitor Odyssey G7 de 37 polegadas no Brasil

Painel curvo de 1000R e tecnologia DisplayHDR 600 são destaques do modelo (imagem: divulgação)

Resumo

Samsung revelou o novo Odyssey G7 de 37 polegadas, que chega ao Brasil pelo preço sugerido de R$ 4.999.
O monitor gamer possui resolução 4K UHD, taxa de atualização de 165 Hz e tempo de resposta de 1 ms.
Ele conta com uma curvatura de 1000R, tecnologia DisplayHDR 600 e suporte ao AMD FreeSync Premium.

A Samsung anunciou nesta sexta-feira (02/01) a chegada do monitor Odyssey G7 de 37 polegadas ao mercado brasileiro. Com preço sugerido de R$ 4.999, o lançamento expande o portfólio gamer da fabricante no país.

O modelo tem um painel curvo com resolução 4K UHD (3840 × 2160 pixels) e é voltado aos jogadores que buscam desempenho competitivo e alta densidade de pixels, sendo uma opção mais premium da marca sul-coreana.

Recursos de imagem e fluidez

O equipamento é projetado para reduzir latências, apresentando uma taxa de atualização de 165 Hz e tempo de resposta de 1 ms. Esses números prometem reduzir o rastro de movimento (ghosting) em cenas de alta velocidade.

A tela, por sua vez, possui uma curvatura de 1000R, especificação que se aproxima do campo de visão humano para ampliar a imersão.

Monitor suporta consoles e GPUs de última geração (imagem: divulgação/Samsung)

Em termos de cores e iluminação, o Odyssey G7 utiliza a tecnologia DisplayHDR 600. O recurso é responsável por entregar contrastes mais acentuados, garantindo pretos profundos e brancos com mais brilho.

Para evitar problemas como o screen tearing (imagens cortadas), o monitor é compatível com o AMD FreeSync Premium, que utiliza a tecnologia de taxa de atualização variável (VRR) para sincronizar o painel com a saída de vídeo da GPU.

Imersão e ergonomia

Odyssey G7 possui suporte ergonômico ajustável (imagem: divulgação/Samsung)

O Odyssey G7 integra os sistemas CoreSync e CoreLighting+, que projetam as cores exibidas na tela na iluminação traseira do chassi.

Ele conta com o recurso Auto Source Switch+, que identifica automaticamente quando um console ou PC é ligado, alternando a fonte de entrada sem a necessidade de navegação manual pelos menus. O novo Odyssey inclui ainda um suporte ergonômico que permite ajustes de inclinação e altura.

O monitor já está à venda no site oficial da Samsung. A fabricante lembra que, para atingir o tempo de resposta de 1 ms, o Odyssey G7 requer a ativação do Modo Extremo nas configurações internas. A taxa de atualização máxima e o desempenho do VRR também dependem da compatibilidade da placa de vídeo utilizada.
Samsung lança monitor Odyssey G7 de 37 polegadas no Brasil

Samsung lança monitor Odyssey G7 de 37 polegadas no Brasil
Fonte: Tecnoblog

MTV e Nickelodeon saem do ar no Brasil

MTV e Nickelodeon saem do ar no Brasil

Paramount encerra canais de entretenimento no Brasil (imagem: divulgação/Paramount)

Resumo

A Paramount encerrou seis canais distribuídos no Brasil: MTV, MTV Hits, MTV 00s, Nickelodeon, Nick Jr. e Comedy Central. A decisão foi comunicada às operadoras em outubro, marcando o fim de uma era para algumas das principais programações de entretenimento da televisão. Ela entrou em vigor no dia 31 de dezembro.

A retirada do sinal faz parte de uma reestruturação global. A partir de agora, o foco da empresa no país será exclusivamente no modelo Direct-to-Consumer (D2C), priorizando a plataforma paga de streaming Paramount+ e o serviço gratuito Pluto TV. O objetivo é eliminar intermediários na entrega de conteúdo ao consumidor final.

Operadoras como Claro e Sky confirmaram que foram informadas sobre o desligamento. A primeira afirma, em comunicado ao portal Na Telinha, que avalia “as ações que serão adotadas para os clientes do hub de conteúdo da operadora”, enquanto a Sky informou que os canais descontinuados serão substituídos por opções como SBT News, Sky News e AMC Series.

Por que o os canais foram desativados?

A decisão teria sido impulsionada por uma combinação de fatores financeiros negativos. A Paramount enfrentava uma queda consistente na receita publicitária da TV paga, somada à diminuição geral da base de assinantes desse serviço no Brasil.

Além disso, o Na Telinha aponta que os altos custos associados ao Serviço de Acesso Condicionado (SeAC, termo técnico para o serviço prestado por ela) teriam pesado na balança. Ao migrar totalmente para o streaming, a empresa reduz drasticamente os custos operacionais locais.

Nas redes sociais, telespectadores se despediram dos canais da empresa.

Está encerrado desde as 6 da manhã (só os bêbados e os fedendo a ressaca viram) todos os canais Paramount/Viacom do BrasilFim de uma eraAdeus Nickelodeon, MTV, Paramount e COMEDY Central pic.twitter.com/SBfNF7j3O0— Alex – Faz o X Aew (@EuAlexFernandes) January 1, 2026

Paramount muda foco para streaming

Companhia foca na distribuição de conteúdo pelas plataformas de streaming (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O movimento ocorre num momento de transformação profunda para a própria Paramount. A empresa concluiu, no início de 2025, a fusão com a Skydance Media, produtora liderada pelo bilionário David Ellison, e tenta ganhar força para competir com gigantes como Netflix e Disney.

A empresa protagoniza, atualmente, uma oferta hostil para compra da Warner Bros. Discovery (WBD), tentando criar um gigante de entretenimento. O negócio, entretanto, vem sofrendo resistência do conselho da WBD, liderado pelo CEO David Zaslav, que recomendou aos acionistas que mantenham o negócio firmado com a Netflix no início de dezembro.

A proposta hostil da Paramount pela dona de marcas como DC Comics e Harry Potter partiu, inicialmente, de um pagamento de US$ 30 por ação em dinheiro. O negócio incluiria a divisão de TV tradicional (com marcas como TNT e CNN), o que não está previsto na proposta da Netflix.
MTV e Nickelodeon saem do ar no Brasil

MTV e Nickelodeon saem do ar no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

Poco F8 Pro tem 8 milímetros de espessura (imagem: divulgação)

Resumo

A bateria do Xiaomi Poco F8 Pro, de 6.210 mAh, foi homologada pela Anatel.
O smartphone possui SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite, 12 GB de RAM, até 512 GB de armazenamento e Android 16 com HyperOS 3.
A fabricante chinesa aguarda homologação do smartphone, que, por enquanto, não tem data de chegada ao Brasil.

A Xiaomi prepara a vinda do Poco F8 Pro para o mercado brasileiro. A bateria do modelo, de código BM6M, já está homologada pela Anatel, indicando que a certificação do restante do aparelho não deve tardar a ocorrer.

O certificado, emitido no dia 19 de dezembro, foi solicitado pela DL Eletrônicos, que representa oficialmente a fabricante chinesa no Brasil. A documentação aponta que a bateria será utilizada no modelo 2510DPC44G, que corresponde ao Poco F8 Pro e que ainda não recebeu certificação da agência.

Bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado da bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria é fabricada pela Sunwoda, empresa chinesa especializada em baterias de íons de lítio, e aceita recarga de até 100 Watts, que a Xiaomi afirma ser capaz de recarregar de 0 até 100% em menos de 40 minutos.

O Poco F8 Pro foi lançado no final de novembro, em conjunto com seu “irmão maior”, o Poco F8 Ultra, oferecendo uma opção de menor custo para a linha Poco F8.

Poco F8 Ultra oferece traseira que imita jeans (imagem: divulgação/Poco)

Especificações do Poco F8 Pro

O Poco F8 Pro vem equipado com:

Tela AMOLED de 6,59 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz e revestimento em vidro Gorilla Glass 7i da Corning

Bordas em alumínio e traseira em vidro em três opções de cores (nada de imitação de jeans aqui)

SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite

Memória RAM de 12 GB, memória interna de 256 ou 512 GB

Sistema operacional Android 16 com HyperOS 3

Alto-falantes estéreo ajustados pela Bose

Três câmeras traseiras: principal de 50 megapixels com OIS e PDAF multi-direcional, teleobjetiva de 50 megapixels, PDAF multidirecional e 2,5x de zoom e ultrawide de 8 megapixels e ângulo de visão de 120 graus

Câmera frontal de 20 megapixels com foco fixo

Wi-Fi 7 dual-band, Bluetooth 5.4 com vários codecs de alta definição, GPS dual-band e NFC

Bateria de 6.210 mAh com recarga de até 100 Watts

Não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil, o que também depende da homologação do aparelho em si ser emitida pela Anatel. O Poco F8 Ultra também não está homologado.
Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026
Fonte: Tecnoblog

Samsung deve apostar em celular básico com bateria grande

Samsung deve apostar em celular básico com bateria grande

Galaxy A06 5G deve ganhar sucessor em breve, com bateria maior (imagem: divulgação/Samsung)

Resumo

O Galaxy A07 5G foi homologado pela Anatel. Ele possui bateria de 6.000 mAh, maior que a do Galaxy A06 5G.
O modelo mantém o SoC Dimensity 6300 da MediaTek com GPU Mali-G57 e 4 GB de RAM.
O carregador incluído é o EP-TA200 de 15 W com porta USB-A.

A Samsung realizou a homologação do Galaxy A07 5G no mercado brasileiro. O smartphone básico mantém a conectividade 5G na linha A e deve substituir o atual Galaxy A06 5G. Ele se destaca pela bateria de 6.000 mAh.

Seguindo a estrutura de numeração da Samsung, o modelo SM-A076M/DS é a variante 5G do Galaxy A07, que foi homologado pela Anatel na última sexta-feira (19). O que não segue a lógica é a bateria: ela tem o código LC-196 e está homologada pela Anatel desde o fim de outubro.

Ela terá capacidade nominal de 6.000 mAh, tamanho inédito em telefones da Samsung desde o lançamento do Galaxy M15 e M35. Ainda assim, a especificação fica abaixo de modelos de fabricantes chinesas, que adotaram a nova tecnologia de ânodos de silício-carbono para aumentar a densidade energética.

Certificado de homologação do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Bateria LC-196 do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Para recarregar, o modelo virá com o carregador EP-TA200 de 15 W (e porta USB-A) na caixa.

Quais as especificações do Galaxy A07 5G?

O Galaxy A07 5G deve manter a maioria das características de seu antecessor, especialmente o SoC, que deve continuar sendo o Dimensity 6300 da MediaTek, com dois núcleos ARM Cortex-A76 e seis núcleos Cortex-A55, acompanhados de uma GPU Mali-G57 de dois núcleos, também desenvolvida pela ARM. O surgimento do modelo no Geekbench praticamente confirma as especificações.

E, infelizmente, também deve manter a pior característica do Galaxy A06: o modelo de 128 GB deve continuar com 4 GB de RAM. A escassez de RAM no mercado, causada pelas empresas de inteligência artificial, não ajuda.

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

O lançamento ainda não tem data para acontecer, mas não deverá tardar, pois o produto também já foi certificado em outros países e páginas de suporte para o modelo já aparecem no site da Samsung em alguns países.

Parece que nem só de celulares topo de linha vive a Samsung.
Samsung deve apostar em celular básico com bateria grande

Samsung deve apostar em celular básico com bateria grande
Fonte: Tecnoblog

Galaxy S26 Ultra vem aí: Samsung homologa smartphone no Brasil

Galaxy S26 Ultra vem aí: Samsung homologa smartphone no Brasil

Unidades “dummy” do Galaxy S26 Ultra (imagem: reprodução/Ice Universe)

Resumo

O Galaxy S26 Ultra foi homologado pela Anatel com o código SM-S948B/DS. Ele possui bateria de 5.000 mAh.
O aparelho suporta conectividade 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth, UWB e carregamento sem fio.
O modelo será equipado com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 e pode ser fabricado em cinco fábricas da Samsung.

Dezembro é tipicamente quando a Samsung certifica os smartphones da linha Galaxy S no Brasil. Aconteceu com S23, S24, S25 e agora ocorre com o S26. O Tecnoblog visualizou os primeiros documentos que comprovam a chegada do Galaxy S26 Ultra por aqui. Confira os detalhes a seguir, em primeira mão.

O aparelho certificado pela Agência Nacional de Telecomunicações tem código de modelo SM-S948B/DS, que já entrega que ele suportará dois chips de operadora, algo que tem sido padrão da linha desde o Galaxy S8. A certificação foi emitida na última sexta-feira (19/12).

O celular da Samsung vem equipado com a bateria EB-BS948ABY, de 5.000 mAh nominais, exatamente a mesma capacidade do antecessor, o S25 Ultra, também já homologada pela Anatel.

Certificado de homologação do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação da bateria do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O componente, desenvolvido pela Samsung SDI, poderá ser produzido em três fábricas da empresa na Coréia do Sul, Vietnã ou China, além das unidades da Inventus Power, UCB e Salcomp em Manaus.

Para recarregar a bateria, o modelo virá com o carregador de 25 W (modelo EP-TA800), também o mesmo incluso na caixa do antecessor, apesar de vazamentos e outras certificações apontarem que o futuro telefone será compatível com carga de 60 W. O carregador também está homologado, conforme revelado pelo Tecnoblog.

Carregador Samsung EP-TA800 (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como esperado de um smartphone topo de linha, o S26 Ultra possui conectividade 5G, Wi-Fi 7 (802.11be) em três bandas, Bluetooth e UWB, além de ser capaz de carregamento sem fio (provavelmente adotando o padrão Qi2), inclusive com carregamento reverso.

A fabricação do Galaxy S26 Ultra poderá acontecer em cinco fábricas diferentes da Samsung: duas no Vietnã, uma na Coréia do Sul e duas no Brasil (Campinas e Manaus).

Fábricas do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Segundo a certificação na FCC, a agência reguladora de telecomunicações nos Estados Unidos, o produto virá com o SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 (Qualcomm), e não o Exynos 2600 da Samsung LSI, que potencialmente equipará o restante da linha.

Quando será o lançamento do Galaxy S26?

Render vazado do Galaxy S26 Ultra revela design (imagem: reprodução/Ice Universe)

Tipicamente, a Samsung tem lançado seus modelos da linha S no mês de janeiro: a linha S25 foi lançada no fim de janeiro e a linha S24 também foi anunciada em janeiro (de 2024). No entanto, nos bastidores comenta-se que, desta vez, a gigante sul-coreana deve fazer o Unpacked em fevereiro.

De qualquer forma, antes de poder lançar a nova geração no país, a companhia ainda precisa homologar seus demais integrantes. Até o momento, apenas o S26 Ultra e a bateria do suposto S26 Pro estão certificados. Falta homologar o modelo base e sua bateria, além do Galaxy S26 Pro, que deve tomar o lugar do Plus.
Galaxy S26 Ultra vem aí: Samsung homologa smartphone no Brasil

Galaxy S26 Ultra vem aí: Samsung homologa smartphone no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Apple terá que abrir iPhone no Brasil para compras fora da App Store

Apple terá que abrir iPhone no Brasil para compras fora da App Store

Brasileiros poderão fazer downloads sem passar pela App Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Apple fechou acordo com o Cade para permitir compras fora da App Store no Brasil, com implementação em até 105 dias.
O acordo permite que desenvolvedores promovam ofertas externas e usem meios alternativos de pagamento, além de abrir lojas alternativas.
A investigação começou em 2022 por denúncia do Grupo Mercado Livre sobre práticas anticoncorrenciais da Apple.

Os donos de iPhone no Brasil poderão fazer compras de aplicativos e serviços digitais fora da App Store, que é controlada pela Apple. A empresa fechou um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investigava o assunto. Na prática, isso significa que haverá mais flexibilidade para os consumidores, num revés para a gigante de Cupertino.

Nesta terça-feira (23), o Tribunal do Cade formou maioria para aprovar o Termo de Compromisso de Cessação proposto pela empresa no processo que apura práticas anticoncorrenciais no ecossistema do iOS. O acordo terá duração de três anos e a Apple terá até 105 dias para implementar as mudanças.

Com este movimento, o Brasil se junta à União Europeia, Holanda, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Nestas localidades, regras recentes trouxeram mais flexibilidade para que usuários de iPhone obtenham apps e serviços digitais sem passar pelo “jardim murado” da Apple. A empresa era criticada por, na prática, impor uma taxa de todo o ecossistema.

Processo no Cade

O processo apurou a prática de proibição da distribuição de bens e serviços digitais de terceiros em aplicativos da App Store e a imposição obrigatória do sistema de processamento de pagamentos da Apple para transações dentro de aplicativos. A investigação também avalia cláusulas anti-direcionamento, que impediam desenvolvedores de informar usuários sobre formas alternativas de pagamento.

Pelo acordo, a Apple deverá permitir que desenvolvedores promovam ofertas externas e direcionem usuários para realizar transações fora do aplicativo. O termo desvincula o serviço de processamento de pagamentos da Apple, permitindo que desenvolvedores ofereçam outras formas de compra dentro do aplicativo. Meios alternativos de pagamento e ofertas externas devem ser expostos lado a lado com a solução de pagamento in-app da Apple.

Lojas alternativas

Compras no iPhone poderão ser feitas sem passar pela App Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A empresa também deverá permitir a abertura de lojas alternativas para distribuição de aplicativos. Eventuais avisos aos clientes feitos pela Apple terão escopo limitado, deverão adotar redação neutra e objetiva, e não poderão criar medidas de controle que dificultem a experiência do usuário.

O acordo estabelece a estrutura das taxas a serem cobradas pela Apple, alinhada com os compromissos assumidos, para garantir que os efeitos pró-competitivos sejam percebidos por desenvolvedores e usuários. Segundo o conselheiro Victor Fernandes, a proposta brasileira insere-se em cenário de iniciativas internacionais voltadas à abertura do ecossistema móvel da Apple.

Investigação a pedido do Mercado Livre

A investigação teve início em dezembro de 2022, a partir de denúncia do Mercado Livre, que apontou possível abuso de posição dominante no mercado de distribuição de aplicativos para dispositivos iOS. Em novembro de 2024, o Cade determinou instauração de processo administrativo e adoção de medida preventiva. A Apple protocolou requerimento de abertura de negociação em julho de 2025.

Com a assinatura do acordo, a Apple concordou com o encerramento do litígio judicial em que buscava declaração de nulidade da medida preventiva imposta pelo Cade. Em caso de descumprimento total das obrigações, a empresa pode pagar multa de até R$ 150 milhões, com retomada da investigação e da medida preventiva. O processo administrativo será suspenso até o cumprimento das obrigações.
Apple terá que abrir iPhone no Brasil para compras fora da App Store

Apple terá que abrir iPhone no Brasil para compras fora da App Store
Fonte: Tecnoblog

Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão

Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão

Novo site do Simet aposta em mais ferramentas educativas (imagem: reprodução/NIC.br)

Resumo

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) lançou uma nova versão do teste de velocidade de internet Simet, originalmente lançado em 2011. O novo medidor vai além dos números de download e upload, explicando ao usuário se a conexão é suficiente para tarefas como trabalho e entretenimento.

O NIC.br é o braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), uma entidade sem fins lucrativos que coordena e integra as iniciativas de serviços de internet no país. É o mesmo órgão responsável, por exemplo, pelo registro de domínios terminados em “.br” e pelos Pontos de Troca de Tráfego (IX.br) que garantem a infraestrutura da rede nacional.

App avalia internet para uso diário

Ao contrário dos velocímetros tradicionais, que destacam apenas as taxas de download e upload, o novo Simet foca na “tradução” desses dados para o cotidiano.

O sistema cruza as métricas técnicas (como latência, jitter e perda de pacotes) com os requisitos reais de diferentes aplicações. Após o levantamento, o sistema informa se a rede está adequada para trabalho remoto, educação a distância (EAD), jogos online ou streaming de vídeo.

Simet demonstra se velocidade é útil para diversas atividades (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Histórico e disponibilidade

Além do diagnóstico instantâneo, a ferramenta permite que o usuário acompanhe a evolução da qualidade da sua conexão ao longo do tempo. É possível salvar os resultados e comparar o desempenho em diferentes locais, como “casa”, “trabalho” ou “faculdade”, criando um registro histórico que pode ajudar na identificação de problemas.

Por ser uma ferramenta mantida por uma entidade setorial, o Simet promete isenção comercial nos resultados e não exibe publicidade. Além disso, os dados anonimizados coletados pelos testes ajudam o próprio NIC.br a mapear a qualidade da infraestrutura de telecomunicações em diferentes regiões do país, servindo de base para estudos e políticas públicas.

A atualização também ampliou o suporte do medidor. A ferramenta está disponível para navegador web e em apps nativos para dispositivos móveis (iPhone/iOS e Android) e computadores (Windows, macOS e Linux).
Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão

Teste de velocidade de internet Simet ganha nova versão
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

Conectores do Amazon Leo GGMA (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Parece déja vu: antes de um novo serviço ser lançado, equipamentos necessários para a prestação dele precisam ser homologados pela Anatel. Aconteceu com a Starlink e agora acontece com o Amazon Leo (antigo Kuiper): a agência aprovou o GGMA (Ground Gateway Modem Assembly), utilizado nas estações terrenas do vindouro provedor via satélite da Amazon, segundo documentos visualizados pelo Tecnoblog em primeira mão.

O equipamento GGMA não é o hardware que será utilizado pelos clientes finais do serviço, mas sim o que conectará os satélites, em órbita baixa, à internet.

Certificado de homologação do GGMA do Amazon Leo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Você não iria querer ele em casa mesmo: são 22 conectores diferentes, incluindo dois conectores para fibras ópticas de 100 Gigabits, além do peso de 11,3 Kg e das três ventoinhas para refrigeração.

O GGMA é responsável pelo processamento e controle dos transmissores utilizados nas estações terrenas do Amazon Leo, conectado aos LNBs e outros equipamentos que farão a transmissão e recepção dos sinais de internet.

Lançamento de foguete com satélite do antigo projeto Kuiper (foto: divulgação)

Lançamento deve ficar para 2026

O lançamento comercial do Amazon Leo deve ficar para 2026, graças uma parceria com a Sky, com cobertura inicialmente na região Sul do Brasil. A empresa já possui licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e de uso de satélites estrangeiros, necessárias para prestação do serviço no país.

Ainda não foram divulgadas datas exatas nem valores para o serviço, que deve rivalizar com a popular Starlink, do empresário Elon Musk.

Licença de exploração do Amazon Leo (antigo Kuiper) (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil

Amazon Leo: rival da Starlink dá novo passo para lançar provedor no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Óculos smart são banidos em navios de cruzeiro

Óculos smart são banidos em navios de cruzeiro

Mark Zuckerberg em anúncio do Ray-Ban Meta Gen 2 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

MSC Cruises baniu o uso de óculos inteligentes em áreas públicas de seus navios por motivos de privacidade e segurança.
A proibição não impede que passageiros levem os dispositivos, mas o uso é restrito a cabines e áreas privadas.
Outras empresas, como a Carnival Cruise Line, têm políticas diferentes.

Os óculos inteligentes, que começam a ganhar espaço entre consumidores e empresas de tecnologia, agora enfrentam restrições fora do ambiente urbano. A MSC Cruzeiros, gigante do setor, implementou uma diretriz que proíbe o uso desses dispositivos em áreas públicas de seus navios.

A companhia marítima alega preocupações com privacidade, segurança e gravações não autorizadas a bordo.

MSC Cruzeiros veta uso em áreas comuns dos navios

A companhia marítima incluiu os óculos inteligentes na lista de itens que não podem ser utilizados em áreas públicas de suas embarcações.

Segundo a política da empresa, dispositivos “capazes de gravar ou transmitir dados de forma discreta (por exemplo, óculos inteligentes)” não devem ser usados em espaços comuns do navio, como restaurantes, piscinas e corredores.

A MSC informou ao jornal USA Today que a medida entrou em vigor em julho. O Tecnoblog checou e, por enquanto, essas orientações não estão disponíveis no site da companhia em português.

A proibição não impede que os passageiros levem os aparelhos na bagagem. O uso, porém, fica restrito às cabines, áreas privadas e locais fora do navio, durante paradas em terra.

Em comunicado enviado à imprensa, a MSC explicou que “óculos inteligentes e dispositivos similares estão listados entre os itens proibidos para garantir que nossas equipes de segurança possam intervir e confiscar o dispositivo em caso de uso indevido”.

A empresa acrescentou: “Essa medida existe exclusivamente para proteger a privacidade e a segurança de todos os hóspedes e tripulantes.”

Oakley Meta HSTN já é vendido no Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Outras empresas adotam a mesma postura?

A abordagem varia entre os tipos de empresa. A Carnival Cruise Line, outra companhia de cruzeiros, permite o uso de óculos do tipo Google Glass em áreas públicas, mas proíbe o equipamento durante operações de embarque e desembarque.

Já a companhia aérea Delta Air Lines afirma que seus funcionários não podem utilizar óculos inteligentes enquanto trabalham, reforçando a cautela do setor de transporte com esse tipo de tecnologia.

Empresas que atuam na área de entretenimento, porém, veem o uso com bons olhos — em algumas situações, até incentivam. É o caso da Walt Disney, que tem oferecido óculos inteligentes aos visitantes do Parque da Disney para aprimorar a experiência de realidade estendida nas visitas.

Proibição em meio à expansão do mercado

Apesar da restrição, o mercado de óculos inteligentes segue em expansão. Em setembro, a Meta apresentou a segunda geração do Ray-Ban Meta e novos smart glasses da Oakley. Nós testamos alguns produtos no Meta Connect, nos Estados Unidos.

O Ray-Ban Meta chegou ao país por R$ 3.299. O Oakley Meta HSTN desembarcou em outubro pelo preço de R$ 3.459, enquanto o Oakley Meta Vanguard, voltado para esportes, ainda não foi lançado no mercado nacional.

Óculos smart da Meta tem câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mas o que chamou atenção no evento de lançamento foram os Meta Ray-Ban Display Glasses, óculos smart com tela translúcida e controle por gestos. São os primeiros do tipo anunciados pela Meta.

Com eles, é possível interagir com aplicativos, graças à conexão com o smartphone. Os Meta Ray-Ban Display Glasses ainda não estão disponíveis oficialmente no Brasil, mas a expansão para outros países é prevista para o começo de 2026.

Nos EUA, eles custam US$ 799 (cerca de R$ 4.370, em conversão direta).
Óculos smart são banidos em navios de cruzeiro

Óculos smart são banidos em navios de cruzeiro
Fonte: Tecnoblog

Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil

Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil

Cubot KingKong ES 3 (imagem: divulgação)

Resumo

O Cubot KingKong ES 3 possui bateria de 10.200 mAh e resistência militar com certificações IP68, IP69K e MIL-STD-810H.
O aparelho tem SoC Unisoc T615, 6 GB de RAM, 256 GB de armazenamento expansível, câmeras traseiras de 48 MP, 2 MP e 0,3 MP, e câmera frontal de 16 MP.
O modelo roda Android 15, suporta Wi-Fi 5, Bluetooth 5.0, NFC, e possui carregador de 33 W.

Celulares com baterias enormes não são exatamente uma novidade, mas infelizmente eles não costumam vir para o Brasil. Não mais: um smartphone com capacidade de 10.200 mAh acaba de passar pela homologação da Anatel, conforme documentos visualizados pelo Tecnoblog.

O telefone KingKong ES 3, da marca chinesa Cubot, praticamente repete a mesma capacidade de um powerbank tradicional.

Certificado de homologação do Cubot KingKong ES 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O modelo faz parte da linha KingKong, que oferece celulares robustos, e o ES 3 não deixa a edesejar: ele possui certificações IP68, IP69K e MIL-STD-810H, prometendo resistência a jatos de água, poeira e quedas.

Por dentro, o aparelho é mais modesto, utilizando o SoC T615 da Unisoc, que oferece apenas dois núcleos Cortex-A75 e seis núcleos Cortex-A55, combinados a GPU Mali-G57 da ARM. São 6 GB de RAM e 256 GB de memória interna, que pode ser expandida com cartão microSD.

Na traseira, três câmeras: uma principal de 48 megapixels com foco automático por detecção de fase, uma para fotos em macro de 2 megapixels com autofoco, e um sensor de profundidade, com resolução de meros 0,3 megapixel. Na frente, a câmera para selfies tem 16 megapixels e foco fixo.

O modelo roda o sistema operacional Android 15, além de ser capaz de Wi-Fi 5 (2,4 e 5 GHz, portanto), Bluetooth 5.0 e NFC. Sua conectividade com redes móveis está limitada até o 4G, nada de 5G aqui. Para carregar a enorme bateria, um carregador de 33 W virá na caixa do aparelho.

Este powerbank Samsung tem capacidade similar ao Cubot KingKong ES 3 (Foto: Lucas Lima/Tecnoblog)

Tudo isso torna o KingKong ES 3 pesadinho e grandinho: são 352 gramas e espessura de 15,3 milímetros.

Não há previsão de quando o modelo estará disponível no Brasil, e a bateria do modelo ainda precisa ser homologada, o que ainda impede a venda do aparelho no país.
Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil

Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil
Fonte: Tecnoblog