Category: Anatel

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

Base de usuários cresceu 50% nos últimos 12 meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O 5G representa 20,4% dos acessos móveis no Brasil, com 55,1 milhões de linhas ativas, segundo dados da Anatel.
Vivo lidera com 22,1 milhões de clientes 5G e 6 milhões de novos clientes em 2025, seguida por Claro (5,8 milhões) e TIM (3,1 milhões).
Segundo a Teleco, o crescimento do 5G ainda é mais lento que o do 4G no mesmo período de lançamento.

A Anatel divulgou o balanço mensal dos serviços de telecomunicações referente a outubro de 2025, indicando que a tecnologia 5G superou a marca de 20% de participação no mercado brasileiro. Conforme os dados fornecidos pelas prestadoras, o país encerrou o mês com mais de 55,1 milhões de linhas ativas na nova tecnologia, representando 20,4% do total de acessos móveis no país.

Ao desconsiderar os acessos máquina a máquina (M2M) — utilizados para automação e Internet das Coisas (IoT), como máquinas de cartão de crédito —, a penetração do 5G é maior, alcançando 25,4% das linhas. O crescimento da base, por sua vez, foi de 50% nos últimos 12 meses, com 18,3 milhões de novos acessos no período.

No cenário competitivo entre as grandes operadoras, a Vivo consolidou sua liderança no segmento. A empresa, que assumiu o topo do ranking em junho de 2024, registrou 22,1 milhões de celulares 5G em outubro de 2025. A operadora também liderou em adições líquidas no acumulado do ano, com 6 milhões de novos clientes na tecnologia, seguida pela Claro (5,8 milhões) e pela TIM (3,1 milhões).

Crescimento do 5G é mais lento que o do 4G

Custo dos smartphones ainda impacta migração de usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar dos números indicarem expansão, a curva de adoção do 5G no Brasil ocorre em um ritmo mais lento do que o registrado pelo 4G no mesmo intervalo de tempo. Segundo a Teleco, empresa especializada em telecomunicações, a principal razão é o preço dos smartphones compatíveis com a tecnologia.

Enquanto o 4G se beneficiou de uma queda nos valores dos aparelhos no ciclo inicial, o 5G ainda enfrenta barreiras de entrada para o consumidor de baixa renda. Além disso, a média mensal de adições líquidas de celulares 5G ao longo de 2025, fixada em 1,5 milhão, apresentou uma leve redução em comparação à média de 2024, que foi de 1,6 milhão por mês.

Essa desaceleração confirma a dificuldade de manter o ritmo de crescimento sem a democratização do acesso aos dispositivos.

Disponibilidade de rede

Outro fator relevante para a consolidação da tecnologia ainda é a infraestrutura. Dados da OpenSignal indicam que, em janeiro de 2025, a proporção de tempo que um usuário permanecia conectado ao 5G era de apenas 13%.

Para que a cobertura e a disponibilidade aumentem, especialistas do setor apontam a necessidade de liberar e utilizar frequências mais baixas, como as faixas de 600 MHz e 700 MHz, que possuem maior alcance de propagação de sinal, facilitando a cobertura em áreas internas e periféricas.

Mantidas as tendências atuais observadas até outubro, a Teleco projeta que o Brasil deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 59 a 60 milhões de celulares 5G. Para o fim de 2026, a estimativa é que a base alcance a marca de 80 milhões de acessos.

Com informações da Anatel
5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Anatel avança em aliança com Receita para barrar celulares irregulares

Anatel avança em aliança com Receita para barrar celulares irregulares

Smartphones irregulares custam 40% menos do que os oficiais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anatel firmou aliança com a Receita Federal para combater celulares irregulares, utilizando o Siscomex para interceptar cargas sem homologação nos portos.
Em 2023, o Brasil registrou 5,5 milhões de celulares irregulares, representando 21% do mercado e uma perda de R$ 2 bilhões em arrecadação.
O ato nº 18.086, assinado por Vinícius Caram, atualiza regras de importação, entrando em vigor em 25 de maio de 2026, com foco em integração de dados e fiscalização.

A Anatel deu mais um passo para endurecer o combate aos celulares irregulares, desta vez por meio de uma aliança com a Receita Federal. A agência passará a utilizar um sistema específico que permite visualizar cargas ainda nos portos, antes do desembaraço aduaneiro. Trata-se de um “upgrade” para a atuação dos fiscais, que poderão interceptar itens sem homologação Ele se chama Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

Este era um dos objetivos do presidente Carlos Baigorri. Em março de 2024, ele me disse numa entrevista exclusiva que seria possível direcionar as equipes de fiscalização. Em outras palavras, os smartphones do mercado paralelo serão interceptados pela Anatel antes de serem entregues às lojas.

O foco é estancar o mercado cinza. Dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) indicam que o Brasil bateu recorde de celulares irregulares em 2023. Já no ano passado houve a primeira queda em quatro anos, com 23% do mercado correspondendo a itens sem homologação ou certificação.

Novo ato administrativo

O Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vinícius Caram, assinou nesta terça-feira (25) o ato número 18.086. O documento aprova o procedimento operacional para o tratamento administrativo das importações e adequa as regras à Declaração Única de Importação (DUIMP).

Pelo novo texto, a fiscalização cobrirá quatro finalidades de importação de produtos de telecomunicações:

Comercialização

Uso próprio

Amostras para avaliação de conformidade

Demonstração de produtos

A norma revoga o ato nº 4.521, de 2021, atualizando as exigências para que a homologação da Anatel seja verificada de forma automatizada e precisa nos campos do sistema de comércio exterior.

Próximos passos

Anatel é presidida por Carlos Baigorri (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da assinatura do ato, o mercado e os órgãos fiscalizadores terão um período de adaptação técnica e operacional. A norma entra em vigor oficialmente em 25 de maio de 2026.

Até lá, a Superintendência de Fiscalização trabalhará em conjunto com a Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior para implementar o acesso aos dados. A integração era uma prioridade articulada pelo conselheiro Artur Coimbra, que formalizou o pedido à Receita em janeiro de 2024, após obter anuência do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O que é Siscomex?

O Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) é a ferramenta administrativa que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior no Brasil. Criado por decreto em 1992, informatizou os controles governamentais que antes eram feitos por meio de diversos formulários em papel.

O sistema funciona como um fluxo único de informações: o exportador ou importador insere os dados da operação uma única vez, e todos os órgãos envolvidos (como Receita Federal, Anatel, Anvisa e Ministério da Agricultura) têm acesso conforme suas competências. É através dele que o governo monitora o que entra e sai do país, garantindo o recolhimento de impostos e o cumprimento de normas sanitárias e técnicas.
Anatel avança em aliança com Receita para barrar celulares irregulares

Anatel avança em aliança com Receita para barrar celulares irregulares
Fonte: Tecnoblog

Novo PC portátil da Lenovo já pode ser vendido no Brasil

Novo PC portátil da Lenovo já pode ser vendido no Brasil

Legion Go 2 foi anunciado pela Lenovo em setembro (imagem: divulgação)

Resumo

Legion Go 2 da Lenovo foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
O PC portátil possui duas versões: uma com CPU Ryzen Z2 e outra com Ryzen Z2 Extreme.
Especificações incluem tela OLED de 8,8 polegadas, RAM de até 32 GB, SSD de até 2 TB e bateria de 74 Wh.

Não é só a Asus que quer capturar o público gamer brasileiro: a Lenovo homologou dois modelos do seu novo PC portátil, o Legion Go 2. A principal diferença entre eles está na CPU: o modelo 8ASP2 é o topo de linha com Ryzen Z2 Extreme, enquanto o 8AHP2 utiliza o chip Ryzen Z2. 

Com a certificação, emitida na última terça-feira (11/11), o console já pode ser vendido no Brasil. Ele também deverá receber a nova interface Xbox Experience for Handheld (Experiência Xbox para Portátil), que estreou na linha ROG Xbox Ally, já homologada por aqui.

Certificado de homologação do Lenovo Legion Go 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Demais especificações técnicas

Dispositivo sem os controles destacáveis (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Memória RAM de 16 GB ou 32 GB

LPDDR5x-8000 no modelo com Z2 Extreme, LPDDR5x-7500 no modelo Z2

Os chips instalados são LPDDR5x-8533, mas rodam em clocks menores

Tela OLED multi-touch de 8,8 polegadas de 1.920 x 1.200 pixels, taxa de atualização variável de até 144 Hz com proteção de vidro Gorilla Glass 3

SSD NVMe de 512 GB, 1 TB ou 2 TB (a última opção apenas no modelo com Z2 Extreme)

Leitor de cartão microSD

Bateria de 74 Wh com carregador de 65 W

Duas portas USB-C, capazes de USB 4 40 Gb/s e DisplayPort, além de portas USB-C para recarga nos controles removíveis

Saída para fones de ouvido P2

Peso de aproximadamente 920 gramas

Windows 11 Home

Disponibilidade e preço no Brasil

Ainda não temos informações de quando o modelo estará disponível para compra no Brasil, mas a homologação é um bom indicativo de que a Lenovo quer lançar o dispositivo por aqui. E preparem-se, porque não deve ser barato. 

Nos EUA, o Legion Go 2 custa incríveis US$ 1.099 (aproximadamente R$ 5.560, em conversão direta), na versão com 16 GB de RAM e 1 TB de SSD. A versão topo de linha, com Ryzen Z2 Extreme, 32 GB de RAM e SSD de 2 TB, custa US$ 1.479 (R$ 7.830).

Apenas para comparação, o Legion Go S está disponível no Brasil por pouco menos de R$ 6.200, mas é vendido nos EUA por US$ 499.

Com informações do The Verge
Novo PC portátil da Lenovo já pode ser vendido no Brasil

Novo PC portátil da Lenovo já pode ser vendido no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Banda larga supera os 500 Mega pela primeira vez

Banda larga supera os 500 Mega pela primeira vez

Anatel estabelece meta de 1 Gb/s de média até 2027 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A velocidade média da banda larga fixa no Brasil atingiu 501,20 Mb/s em setembro de 2025.
Santa Catarina lidera com média de 1.084 Mb/s; cidades menores na Bahia, como Amélia Rodrigues, têm velocidades superiores a 51.000 Mb/s.
A fibra óptica domina 78,6% das conexões, segundo os dados da Anatel.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou que a velocidade média da banda larga fixa no Brasil atingiu 501,20 Mb/s, segundo dados de setembro de 2025. O marco representa a primeira vez que o indicador nacional ultrapassa a barreira dos 500 Mega. Este avanço reflete a contínua expansão das redes de fibra óptica e a migração dos usuários de tecnologias mais antigas, como o cabo de cobre (xDSL) e coaxial, para planos de maior capacidade.

O crescimento é notável quando comparado ao passado recente. Em 2019, por exemplo, a velocidade média no país era muito inferior. Dados da época mostram que capitais como Macapá (AP) registravam uma média de apenas 5,68 Mb/s, enquanto São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) tinham médias de 24,08 Mb/s e 18,75 Mb/s, respectivamente.

A atual marca é mais que o dobro da média registrada em setembro de 2022, de 239,5 Mb/s.

Quais estados e cidades lideram?

Embora a média nacional tenha superado os 500 Mega, o desempenho não é homogêneo em todo o território. Os dados revelam disparidades regionais, mas também um forte avanço em localidades fora dos grandes centros, impulsionado por provedores de pequeno porte.

Os cinco estados com as maiores velocidades médias contratadas são Santa Catarina (SC), o único com média acima de 1 Gb/s, Pará (PA), Bahia (BA), Distrito Federal (DF) e Acre (AC).

SC: 1.084,81 Mb/s

PA: 691,69 Mb/s

BA: 634,94 Mb/s

DF: 543,87 Mb/s

AC: 529,70 Mb/s

Contudo, ao analisar os municípios, os maiores indicadores de velocidade média contratada são frequentemente encontrados em cidades menores e com alta penetração de redes de fibra. Segundo o levantamento da Anatel, os cinco que se destacaram nesse quesito foram: Amélia Rodrigues (BA), Irará (BA), Cícero Dantas (BA), Terra Nova (BA) e Novo Triunfo (BA).

Amélia Rodrigues (BA): 51.193,65 Mb/s

Irará (BA): 28.882,03 Mb/s

Cícero Dantas (BA): 27.517,20 Mb/s

Terra Nova (BA): 23.531,56 Mb/s

Novo Triunfo (BA): 22.185,13 Mb/s

Essa pulverização é atribuída à predominância da fibra óptica. Do total de 53,7 milhões de acessos de banda larga fixa no país, o domínio da fibra é evidente, respondendo por 78,6% das conexões, consolidando-se como principal meio de acesso. Cabo coaxial representa 15,2%, seguido por rádio (3,7%), cabo metálico (1,4%) e satélite (1,2%).

Anatel mira 1 Gb/s de velocidade média até 2027

Apesar do marco, a Anatel mantém metas mais ambiciosas para os próximos anos. O Plano Estratégico 2023-2027 da agência estabelece o objetivo de elevar a velocidade média de banda larga fixa no país para 1 Gb/s até o final do período.

Para atingir essa meta, o dobro do patamar atual, será necessário superar barreiras de infraestrutura e custo.

Um dos principais desafios é a substituição de redes legadas. Em capitais como o Rio de Janeiro, por exemplo, dados de 2022 indicavam que 52,8% dos acessos ainda dependiam de cabo coaxial, uma tecnologia mais limitada. Entre as metas até 2027 está a expansão da rede de transporte (backhaul) de fibra óptica para 100% dos municípios brasileiros e para 50% das localidades com mais de 600 habitantes.

O custo para o consumidor final é outro fator. Neste cenário, os provedores de pequeno porte, que lideram a expansão da fibra óptica no interior, demonstram maior agressividade nos preços, muitas vezes disponibilizando planos de 1 Gb/s por valores abaixo de R$ 200.
Banda larga supera os 500 Mega pela primeira vez

Banda larga supera os 500 Mega pela primeira vez
Fonte: Tecnoblog

TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica

TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica

TIM UltraFibra deve incluir modem compatível com Wi-Fi 7 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

TIM deve oferecer um modem com Wi-Fi 7 para seus clientes de fibra óptica.
O dispositivo é fabricado pela Blu-Castle e já foi homologado pela Anatel.
O modelo suporta Wi-Fi 7 em 2,4 GHz e 5 GHz, com cinco portas Ethernet, incluindo uma de 2,5 Gb/s.

A TIM deve passar a oferecer um modem com a nova tecnologia Wi-Fi 7 para seus clientes de internet fixa por fibra óptica, o chamado TIM UltraFibra. O dispositivo fabricado pela empresa espanhola Blu-Castle foi homologado na Anatel, de acordo com documentos visualizados pelo Tecnoblog.

O Blu-Castle 7 é um ONT GPON que foi homologado em 9 de outubro. Como o nome indica, é compatível com o Wi-Fi 7 (802.11be), mas apenas nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz, sem fazer uso da nova faixa de 6 GHz. 

Modem foi homologado pela Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Ele também possui cinco portas Ethernet: quatro compatíveis com 1 Gb/s (Gigabit por segundo) e uma capaz de chegar a 2,5 Gb/s. O modelo possui saída RJ11 para um telefone fixo, porta USB-A 3.0, entrada de 12V para alimentação e o conector para a fibra óptica.

Dispositivo tem cinco portas Ethernet (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O GPON (Gigabit Passive Optical Network) é a tecnologia de fibra óptica utilizada hoje, não apenas pela TIM, mas pela grande maioria das operadoras de internet fixa no mundo. Ela permite download de até 2,4 Gb/s e upload de 1,2 Gb/s. 

O fato deste modem continuar utilizando GPON indica que a TIM não deverá oferecer a tecnologia XGS-PON, ao menos por enquanto. A empresa vai na contramão das concorrentes Vivo e Claro, que recentemente anunciaram atualizações em suas redes e novos planos com maiores velocidades.

Modem Blu-Castle é compatível com o Wi-Fi 7 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O XGS-PON, mais avançado, pode oferecer taxas de download e upload simétricos de até 10 Gb/s, utilizando novos comprimentos de onda e permitindo atualização das redes sem interferir nos clientes existentes no GPON. A tecnologia está em uso pela Vivo, Claro e diversos provedores regionais, como a Unifique, a Alares e a Pombonet.

Nós não sabemos quando a TIM passará a fornecer este novo aparelho para os seus quase 821 mil clientes. Em setembro, a prestadora revelou que ofereceria uma “degustação” de Wi-Fi 7 para os consumidores, sem dar mais detalhes.
TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica

TIM deve adotar modem com Wi-Fi 7 para fibra óptica
Fonte: Tecnoblog

Oakley homologa óculos inteligentes esportivos no Brasil

Oakley homologa óculos inteligentes esportivos no Brasil

Meta confirma venda do Oakley Meta Vanguard no Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Oakley Meta Vanguard foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
O óculos smart possui câmera ultrawide, integração com Strava e Garmin, além de certificação IP67 contra poeira e água.
O modelo oferece até 9 horas de bateria e está em pré-venda no exterior por US$ 499, ainda sem previsão de preço no mercado nacional.

Como noticiamos anteriormente aqui no Tecnoblog, os óculos smart Oakley Meta Vanguard serão vendidos no Brasil em breve. A certificação para isso ocorreu na última quinta-feira (09/10): os dispositivos foram homologados pela Anatel e já podem ser vendidos por aqui.

Assim como outros óculos inteligentes da Meta, o modelo é fabricado pela EssilorLuxottica, empresa que detém diversas marcas de óculos e lentes, como Ray-Ban, Transitions e a própria Oakley.

Oakley Meta Vanguard foi homologado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Ao contrário dos irmãos Oakley Meta HSTN e Ray-Ban Meta, a câmera do Vanguard é ultrawide e fica no centro do óculos, logo acima do nariz. Seus recursos são focados em práticas esportivas, com integração ao Strava e dispositivos da Garmin. 

O óculos possui certificação IP67 contra poeira e água e, assim como o HSTN, possui Bluetooth 5.3 e Wi-Fi 6E. O Oakley Meta Vanguard deve ser vendido em quatro opções de cores e lentes: Prizm Black, Prizm Road, Prizm 24k e Prizm Sapphire.

Oakley Meta Vanguard grava vídeo em 122º (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Wearable da Oakley já pode ser vendido no país (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Ele deve oferecer até 9 horas de bateria (que pode ser recarregada no estojo que acompanha o produto, oferecendo mais 36 horas de carga).

O modelo ainda não tem data de chegada e nem preço para o mercado nacional, mas está em pré-venda no exterior por US$ 499, um pouco mais caro que o Oakley Meta HSTN (que começa em US$ 399 e vai até US$ 479, se equipado com lentes Transitions). No Brasil, o Meta HSTN desembarcou por R$ 3.459.

Oakley homologa óculos inteligentes esportivos no Brasil

Oakley homologa óculos inteligentes esportivos no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Sugestão foi feita pelo gerente da Anatel em São Paulo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O gerente da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, sugeriu criar uma “habilitação digital” para novos usuários de smartphones.
A proposta prevê cursos de segurança digital, com desbloqueio total do aparelho após a conclusão e possíveis descontos em planos como incentivo.
Ele também defendeu incluir educação em cibersegurança nas escolas, visando proteger especialmente crianças, idosos e famílias contra fraudes.

E se o usuário de um novo smartphone precisasse passar por um “curso” de habilitação digital antes do acesso completo ao aparelho? Essa foi a sugestão do gerente do escritório da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, nessa quinta-feira (02/10), durante a Futurecom, principal congresso de telecomunicações do país.

A ideia, segundo o especialista, é que o consumidor, ao ativar um novo smartphone, tenha a opção de passar por um curso rápido sobre segurança digital. O objetivo seria aumentar a segurança de públicos vulneráveis, como crianças, adolescentes e idosos.

Por isso, apenas após a conclusão do treinamento o usuário poderia desbloquear todas as funcionalidades do aparelho. Como incentivo, Scacabarozi citou até mesmo a possibilidade de gerar benefícios, como descontos nos planos de serviço oferecidos pelas operadoras.

Marcelo Scacabarozi é gerente do escritório da Anatel em São Paulo (imagem: reprodução/Alesp)

Sendo apenas uma ideia apresentada durante o evento, Scacabarozi não explora especificamente como essa habilitação seria aplicada nos smartphones ou se um usuário que já passou pelo processo em outro smartphone teria os acessos liberados em um dispositivo novo.

Ele também destacou as ações recentes do escritório da Anatel em São Paulo contra estações de celular piratas, conhecidas como “ERB fake”. Esses equipamentos bloqueiam o sinal do consumidor e disparam SMS maliciosos em massa para aplicar golpes.

Educação digital desde a escola

Scacabarozi reforça necessidade de educação digital nas escolas (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

Durante sua apresentação, Scacabarozi argumentou que a geração adulta aprendeu a se defender de golpes “na prática”, muitas vezes após ser vítima de fraudes. Para o gerente da Anatel, é preciso quebrar esse ciclo vicioso.

A habilitação digital seria um dos caminhos para isso. Outra frente, segundo ele, seria a inclusão da disciplina de cibersegurança já na escola. Ambas as ações visam capacitar as famílias a navegarem de forma mais segura, protegendo principalmente crianças e adolescentes.

O especialista destacou que os segmentos mais vulneráveis da população são, justamente, os menos preparados para os desafios do ambiente online. Idosos, por exemplo, ainda têm grandes dificuldades com smartphones e o uso de apps, como revelou uma pesquisa recente do Procon-SP, e são suscetíveis a cair em golpes.

Para Scacabarozi, com a onipresença da tecnologia, é quase impossível para o cidadão comum ter certeza de que seus dados estão, de fato, seguros.

Google oferece algo parecido

Conscientização de segurança digital não faz parte da configuração dos smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, as fabricantes de smartphones e empresas por trás dos sistemas operacionais incorporam apenas elementos básicos de segurança e privacidade no processo de configuração inicial.

Tanto no Android quanto no iOS, o foco maior é a proteção de dados sensíveis (acessos à localização, câmera, etc.) e a configuração de senhas para a proteção do dispositivo.

Já fora da pré-configuração dos aparelhos, ambos os sistemas também adotam práticas de controle dos pais. Entretanto, o Google oferece algo próximo à ideia de conscientização de Scacabarozi.

A gigante das buscas possui o programa Seja Incrível na Internet, produzido em parceria com especialistas em segurança digital e destinado às crianças. Nele, o Google disponibiliza conteúdos e ferramentas interativas para incentivar o “uso seguro” da internet.

Com informações da Anatel
Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento

Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento

Supostas imagens do Xiaomi 15T Pro (fotos: reprodução/Gizmochina)

Resumo

Xiaomi 15T Pro será anunciado oficialmente em 24/09 e já passou por homologação na Anatel;
Modelo deverá ter 5G, Wi-Fi 7, NFC e bateria de até 5.500 mAh;
Rumores citam ainda chip Dimensity 9400+, tela AMOLED de 6,83” e câmeras de até 50 MP.

O Xiaomi 15T Pro vai ser anunciado oficialmente em 24 de setembro, de acordo com a própria marca. A novidade deve chegar primeiro a regiões como China e Europa, mas pode não demorar para desembarcar no Brasil. Isso porque o smartphone acaba de passar por homologação na Anatel.

Sempre é válido destacar que a homologação na Anatel é uma etapa necessária para um celular ser comercializado no Brasil, pois o processo atesta que dispositivos com recursos de telecomunicações atendem aos requisitos técnicos e de segurança do país.

A documentação na Anatel identifica o modelo em questão com o código interno “2506BPN68G” e descreve o nome comercial do produto como “Xiaomi 15T Pro 5G”.

Além de 5G, como descreve o nome, a documentação deixa claro que o Xiaomi 15T Pro a ser vendido no Brasil terá Wi-Fi 7 e NFC no quesito conectividade. Já a bateria consiste no modelo BP5H, com capacidade entre 5.000 e 5.500 mAh. Contudo, esse componente ainda não foi certificado pela Anatel.

Os documentos também indicam que o aparelho não terá fabricação nacional. Em vez disso, o Xiaomi 15T Pro será importado da China.

Certificado do Xiaomi 15T Pro na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais os demais recursos do Xiaomi 15T Pro?

As especificações do Xiaomi 15T Pro ainda não foram reveladas, mas os rumores indicam que o modelo terá recursos como 256 GB de armazenamento interno (entre outras possíveis capacidades) e 12 GB de memória RAM.

Fala-se também que o aparelho será equipado com o chip MediaTek Dimensity 9400+ e tela AMOLED de 6,83 polegadas. O sistema operacional deverá ser o Android 16 com interface HyperOS 3.

Sobre as câmeras, os burburinhos falam em três na traseira: principal OmniVision OVX9100 de 50 megapixels, teleobjetiva Samsung JN5 também de 50 megapixels, e ultrawide de 13 megapixels.

Além do Xiaomi 15T Pro, a marca deve anunciar o Xiaomi 15T “normal” no próximo dia 24, este com chip MediaTek Dimensity 8400+, segundo os rumores.
Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento

Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento
Fonte: Tecnoblog

Samsung prepara o lançamento do Galaxy A17 4G no Brasil

Samsung prepara o lançamento do Galaxy A17 4G no Brasil

Galaxy A16 4G deve ganhar sucessor em breve (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Galaxy A17 4G foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
O modelo possui bateria de 5.000 mAh e carregador de 15 W.
O celular deve utilizar SoC Helio G99 da MediaTek e ser comercializado nas cores azul, cinza e preto.

A família Galaxy A para 2025 e 2026 deve ganhar mais um membro: o Galaxy A17 4G. O modelo, certificado como SM-A157F/DS, foi homologado pela Anatel nessa quarta-feira (03/07) e deverá ocupar um espaço na linha logo abaixo do modelo com 5G, parecido com o que aconteceu com seus antecessores A15 e A16, oferecidos em variações com 5G e apenas LTE.

Também igual ao antecessor é a bateria do aparelho, literalmente: o A17 4G utilizará as mesmas baterias do Galaxy A16, modelos EB-BA166ABY ou EB-BA166ASY, com capacidade de 5.000 mAh típicos. O celular virá com carregador de 15 W na caixa.

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

As semelhanças com o antecessor não param por aí, já que o modelo deve utilizar o mesmo SoC Helio G99 da MediaTek.

O irmão 5G, recém-lançado, vem com atualizações na câmera (agora com OIS, estabilização óptica), novas cores e é ligeiramente mais fino e leve graças à traseira em fibra de vidro, melhorias que também chegarão à versão 4G LTE.

Galaxy A17 4G terá versão na cor azul claro (imagem: divulgação/Samsung)

O Galaxy A17 4G será vendido em cores ligeiramente diferentes da versão 5G: azul claro, cinza e preto. Apesar de ainda não ter sido lançado oficialmente pela Samsung, o modelo já aparece em lojas da República Tcheca e da Polônia com valores próximos dos R$ 1.300 em conversão direta.

Por enquanto, ainda não há preço e data oficial de lançamento no Brasil, mas a homologação sugere que não deve demorar.

Com informações de SamMobile e Geekbench
Samsung prepara o lançamento do Galaxy A17 4G no Brasil

Samsung prepara o lançamento do Galaxy A17 4G no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Anatel impõe Não Me Perturbe a todas as operadoras de telefonia

Anatel impõe Não Me Perturbe a todas as operadoras de telefonia

Site da Anatel permite bloquear ligações de telemarketing (Imagem: Breakingpic/Pexels)

Resumo

Anatel determinou que todas as operadoras, incluindo as de pequeno porte, adotem a plataforma Não Me Perturbe em até 60 dias.
O sistema permite que consumidores bloqueiem ligações de telemarketing de telecom e de ofertas de crédito consignado.
A decisão ocorre após o fim da obrigatoriedade do prefixo 0303, que será substituído por chamadas autenticadas contra fraudes.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que todas as operadoras de telecomunicações do Brasil devem adotar a plataforma Não Me Perturbe, usada por consumidores para sinalizar que não querem receber ligações de telemarketing dos setores de TV, internet, telefonia e serviços financeiros.

A plataforma Não Me Perturbe já era adotada por empresas signatárias do Sistema de Autorregulação das Telecomunicações (Sart). Basicamente, a lista é formada pelas maiores operadoras do Brasil, incluindo Algar, Claro, Ligga, Sky, TIM e Vivo.

Com a mudança, todas as companhias de serviços de telecomunicações ficarão obrigadas a aderir ao sistema, incluindo as prestadoras de pequeno porte (PPP). O prazo para isso é de 60 dias.

O que é o Não Me Perturbe?

Lançado em 2019, o Não Me Perturbe sinaliza para as empresas que aquele cliente não quer receber ofertas de produtos e serviços das operadoras (telefone, celular, TV e internet). Adicionalmente, instituições financeiras passaram a usar o cadastro, evitando chamadas para oferecer empréstimo consignado e cartão de crédito consignado aos números presentes no registro.

A Anatel ressalta que continuam liberadas as ligações para confirmar dados, prevenir fraudes, fazer cobranças e reter solicitações de portabilidade.

Fim do 0303 e migração para chamadas autenticadas

Telemarketing abusivo incomoda brasileiros há anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A obrigatoriedade do Não Me Perturbe chega poucas semanas após a Anatel acabar com outra regra, que exigia que empresas de telemarketing usassem o prefixo 0303. A decisão gerou várias críticas à agência.

Cristiana Camarate, conselheira substituta da Anatel, explicou ao Tecnoblog que a obrigatoriedade não se justificava mais diante do spoofing e das centrais telefônicas falsas. Por isso, a agência aposta na autenticação de chamadas, por meio do programa Origem Verificada, ainda em implementação e sem data para ser lançado.

Com informações da Anatel e do G1
Anatel impõe Não Me Perturbe a todas as operadoras de telefonia

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Fonte: Tecnoblog