Category: Anatel

Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas

Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas

Casos de ERB fake se concentram em São Paulo e Rio (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anatel registrou oito ocorrências de ERBs falsas em 2025, segundo dados obtidos pelo Tecnoblog. Multas chegam a R$ 60 mil.
ERBs falsas operam na clandestinidade, enviando SMS fraudulentos usando tecnologia GSM, vulnerável por permitir conexões sem verificação de legitimidade.
Proteção contra ERBs falsas envolve desativar o GSM em smartphones, embora isso possa afetar a cobertura em áreas rurais; iPhones dependem de ação das operadoras.

A Anatel vem lidando com um problema que por ora parece localizado em São Paulo e Rio de Janeiro, mas que pode tirar o sono de muita gente: o golpe da ERB falsa. No ano passado, foram registradas seis ocorrências na capital paulista e duas na capital fluminense, segundo dados obtidos pelo Tecnoblog.

Num dos casos, o infrator recebeu R$ 60 mil em multas por causa da infração considerada “grave”. Em outro caso similar, a pessoa teve de pagar R$ 30 mil. Em um terceiro caso, a infratora foi condenada à prisão após a Anatel encaminhar o processo ao Judiciário. A pena posteriormente foi convertida em prestação de serviços.

Afinal, o que é uma ERB falsa e por que ela tem potencial de causar tanta dor de cabeça?

O que é uma ERB fake?

Equipamento cria rede de celular clandestina para disparo de SMSs golpistas (foto: divulgação/Anatel)

ERB é a sigla para Estação Rádio Base, segundo a nomenclatura utilizada pela agência reguladora. Em bom português, estamos falando das antenas e torres de telefonia celular ou, para ser ainda mais específico, os equipamentos que ficam nelas e são utilizados para a transmissão de voz e dados.

Tais equipamentos são operados pelas empresas de telefonia móvel, como Claro, TIM e Vivo, em frequências estabelecidas principalmente a partir de leilões realizados também pela Anatel. O 5G é o nosso exemplo mais recente, de 2021.

Seguindo essa lógica, uma ERB fake não faz parte do ecossistema das empresas de telefonia. Elas operam na clandestinidade e geralmente têm como objetivo o disparo de mensagens SMS fraudulentas. Os golpistas fingem ser bancos, empresas de crédito ou programas de pontos, entre outros, para enganar a vítima e fazê-la clicar num link malicioso.

Exemplo de mensagem SMS fraudulenta, provavelmente disparada por uma ERB fake (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Segundo a agência, foram oito apreensões durante o ano de 2025.

Uma tecnologia antiga e insegura

Nokia 3310 foi um dos primeiros aparelhos GSM vendidos no Brasil (foto: Masood Aslami/Pexels)

Para chegar neste resultado, o golpe da ERB falsa se vale de um padrão tecnológico que é um velho conhecido nosso. O GSM foi desenvolvido nos anos 1980 e inaugurou sua primeira rede em 1991, dando origem ao que chamamos de 2G.

Um de seus principais problemas? A criptografia, considerada bastante vulnerável nos tempos atuais. Outro: um aparelho pode se conectar a uma rede GSM sem verificar a legitimidade dela, um cuidado já existente nos padrões mais recentes (3G, 4G e 5G).

Considerando o contexto da época que a tecnologia foi desenvolvida, faz sentido: nos anos 80 e início dos 90 até mesmo a presença de mais de uma operadora além da estatal de telecomunicações era rara e a possibilidade de transmitir sinais sem fio por pessoas normais era quase nula, com a exceção de pessoas abastadas com telefones sem fio e celulares tijolão.

Software que opera a ERB falsa, testada por fiscais da Anatel (imagem: divulgação/Anatel)

Basta um ator malicioso (como um estelionatário) criar interferência na faixa do LTE (do 4G, mais moderna) para forçar o aparelho da vítima a trocar de frequência e ir para a rede GSM falsa. Depois de conectado, o telefone recebe mensagens sem que seja possível verificar sua legitimidade. A pessoa vai, clica, coloca seus dados e depois sofre as consequências disso.

Os técnicos da Anatel averiguaram que um aparelho de ERB falsa emite uma portadora LTE de 5 MHz nas faixas de 1.800 e 2.500 MHz (bandas 3 e 7 do 3GPP), continuamente saltando entre frequências para cobrir toda a faixa utilizada pelas operadoras legítimas e instruindo os aparelhos a conectar nas portadoras GSM criadas pela ERB fake.

Portadoras LTE e GSM de uma ERB fake (imagem: reprodução/Anatel)

Um golpe desse tipo deveria custar caro, não?

Não exatamente. Um criminoso não vai comprar um rádio GSM antigo, em parte porque são enormes e complicados, e em parte porque existem opções melhores. Por exemplo, um rádio programável por software, que atende pela sigla SDR, e que pode custar a partir de R$ 100. Ele permite receber qualquer coisa e qualquer protocolo nas frequências suportadas.

Parte de uma portadora LTE na faixa de 700 MHz, vista com um RTL-SDR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Rádios SDR capazes de transmitir custam mais caro. Alguns exemplos de SDR capazes de transmitir sinais são o LimeSDR ou o HackRF, que pode custar apenas US$ 340 (cerca de R$ 1.780 em conversão direta). Dá para rodar neles softwares como OsmocomBB, Magma (desenvolvido pela Meta), GNU Radio ou OpenBTS (open-source) para criar uma “mini ERB” GSM (ou até mesmo LTE).

LimeSDR USB (imagem: divulgação/Lime Microsystems)

Não que os estelionatários realmente precisem se dar ao trabalho, já que soluções prontas também estão disponíveis, muitas vezes sendo vendidas sob a alcunha de “push indoor” ou “SMS geolocalizado”. Eles são capazes de disparar SMSs publicitários em um raio de cerca de 1 km. Se você já esteve em algum evento ou passou em frente a uma loja e recebeu um SMS publicitário relacionado, provavelmente foi um equipamento do tipo.

Que fique bem claro: o uso de tais dispositivos é ilegal e é passível de multa e prisão por violar a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) de 1997, o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) de 1962, e diversas resoluções da Anatel. Pelo menos uma pessoa foi multada pela Anatel, num caso de 2021 no interior de São Paulo. Ela foi posteriormente condenada à prisão por operar um sistema do tipo (mas teve sua pena convertida em prestação de serviços à comunidade).

Equipamento de “push indoor” à venda na OLX (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como me proteger?

Depende do seu smartphone. Uma vez que a vulnerabilidade está presente em todo aparelho capaz de operar em GSM, a única mitigação possível é desativar o uso da rede GSM.

Smartphones rodando o sistema Android permitem desativar o GSM facilmente em versões mais recentes. Os celulares da Samsung, por exemplo, oferecem essa configuração desde a One UI 7. Basta ir em Config → Redes Móveis e desmarcar a opção “Permitir serviço 2G”. A Motorola incluiu a opção em produtos mais recentes, como o Signature, deste ano.

Opções para desativar redes 2G no Motorola Signature e na One UI 8 (imagens: Giovanni Santa Rosa e Thássius Veloso)

A situação é mais difícil no caso do iPhone, pois depende de uma ação das operadoras de telefonia. Elas precisam configurar seu perfil no aparelho da Apple para que não ocorra mais a conexão com redes GSM, o que não é feito no Brasil. Outra opção é ativar o Modo de Isolamento do iOS, mas isso é pouco prático, já que impõe uma série de restrições severas de uso.

Desativar o uso do GSM também pode prejudicar um pouco a cobertura de seu telefone, já que ele fica “restrito” a 3G, 4G e 5G. Isso tende a ser mais importante em áreas rurais com disponibilidade de rede muito precária, onde o 2G ainda faz alguma diferença.

Não custa lembrar: o GSM é uma tecnologia em desuso. As operadoras já pararam de instalar novas antenas e, no Brasil, a Vivo e a TIM decidiram até mesmo integrar suas redes. O eventual desligamento de redes GSM e 3G não resolve o problema: a vulnerabilidade está do lado dos smartphones, que continuam capazes de se conectar a redes GSM, mesmo que fraudulentas.
Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas

Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas
Fonte: Tecnoblog

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

Motorola deve lançar novo smartphone no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Motorola homologou na Anatel o modelo XT2607-1, com bateria de 6.500 mAh e carregador de 90 W.
Pouco se sabe sobre o aparelho, mas, segundo a certificação, ele vem com 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E.
O smartphone será fabricado na China e no Brasil, e pode integrar a linha Edge 70.

A firma de Chicago não para. Desta vez, a Motorola Mobility homologou o XT2607-1, um smartphone sobre o qual pouco sabemos.

O documento, visualizado pelo Tecnoblog, foi expedido pela Anatel na quarta-feira (18/03), por solicitação da filial brasileira da companhia.

O que sabemos sobre o XT2607-1?

Certificado de homologação do XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Já se sabe que o codinome do aparelho é Terrain26, graças ao tradicional leaker Evan Blass. Ele divulgou uma lista de nomes obtida em uma página de suporte da Lenovo, dona da Motorola, mas não revelou qual será o nome comercial do modelo.

A homologação brasileira revela mais alguns detalhes: o modelo tem 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E. A presença de Wi-Fi de 6 GHz implica que o modelo deve ser de gama intermediária para cima, mas não um aparelho topo de linha, já que modelos high-end costumam ser lançados com Wi-Fi 7.

Certificado de conformidade do XT2607-1 revela presença de Wi-Fi 6E (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O documento também revela a bateria: ele virá com o componente denominado ST65, fabricado pela ATL. E, como o nome indica, ela tem 6.500 mAh típicos (6.325 mAh nominais).

Bateria ST65, utilizada no XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O componente tem cerca de 6,5 cm por 9,5 cm e aparenta ser bem fino, apesar da construção com duas células, o que parece indicar o uso de ânodos de silício-carbono, algo que a Motorola tem adotado em vários de seus modelos recentes. Essa bateria recarregará com um carregador de 90 W, o mesmo utilizado pelo Signature.

O smartphone será fabricado na fábrica da Motorola em Wuhan, na China, e na fábrica da Flex em Jaguariúna (SP), no Brasil.

Pelas características, deve se tratar de mais um membro da família Edge 70. Recentemente, a Motorola lançou o Edge 70 e os irmãos Edge 70 e 70 Plus por aqui, mas os Edge 60 Pro e Neo ainda não têm sucessor — nem mesmo no exterior.
Motorola homologa celular misterioso no Brasil

Motorola homologa celular misterioso no Brasil
Fonte: Tecnoblog

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)

Resumo

Apple obteve homologação da Anatel para os AirPods Max 2, permitindo a venda no Brasil, com preço de R$ 6.590;
AirPods Max 2 possuem chip Apple H2, oferecendo cancelamento de ruído ativo 1,5 vez mais eficaz que a geração anterior;
outros recursos incluem tradução de conversas em tempo real, áudio adaptativo e suporte a Áudio Espacial com reprodução a 24 bits e 48 kHz.

Os fones AirPods Max 2 já podem ser comercializados no Brasil. Nesta semana, a Apple obteve a homologação da Anatel necessária para isso. A data de início das vendas no mercado brasileiro ainda não foi definida, mas já sabemos o preço oficial do produto: R$ 6.590.

A documentação liberada pela Anatel mostra que o produto é identificado como “A3454”. Pois bem, no site da Apple, esse código corresponde justamente aos recém-anunciados AirPods Max 2.

É válido relembrar que a homologação junto à Anatel é uma etapa essencial para a venda de produtos com recursos de telecomunicações no Brasil. Essa é uma forma de garantir que o item atende aos parâmetros de qualidade e segurança necessários para equipamentos com essas características operarem no país.

Os AirPods Max 2 foram anunciados pela Apple no começo da semana. Na ocasião, a Apple já havia colocado o produto na versão brasileira de seu site, junto com o já mencionado preço de R$ 6.590.

Ainda falta a informação sobre o início das vendas, mas a homologação do produto pela Anatel sugere que a comercialização começará em breve.

Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que há de novo nos AirPods Max 2?

A principal novidade dos AirPods Max 2 é a presença do chip Apple H2, que já equipa fones como AirPods 4, AirPods Pro 2 e AirPods Pro 3.

O H2 permite aos AirPods Max 2 terem cancelamento de ruído ativo (ANC) 1,5 vez mais eficaz em relação aos AirPods Max de primeira geração, explica a Apple.

Outros recursos incluem tradução de conversas faladas em tempo real, tecnologia de áudio adaptativo, função de isolamento de voz para chamadas mais claras, redução automática de ruídos do ambiente muito altos e interações com a Siri a partir de gestos com a cabeça.

AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Sobre a qualidade de áudio, os novos fones suportam reprodução a 24 bits e 48 kHz quando o cabo USB-C que acompanha o produto é usado, bem como são compatíveis com Áudio Espacial.

No visual, pouco ou nada muda em relação à geração anterior da linha.
AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve
Fonte: Tecnoblog

Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil

Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil

Motorola Razr 60 Ultra vai ganhar sucessor em breve (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Resumo

O Razr 70 Ultra da Motorola foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
Com o código de modelo XT2655-1, ele mantém conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7, NFC e UWB.
As baterias do Razr 70 Ultra têm capacidade total de 4.800 mAh, indicando um aumento de 300 mAh em relação à versão anterior.

A Motorola Mobility continua investindo em seus smartphones dobráveis. Depois da homologação do irmão menor da linha Razr 70 em janeiro, e do anúncio do Razr Fold no começo deste mês, o Razr 70 Ultra também foi homologado. Com código de modelo XT2655-1, ele teve seu certificado aprovado pela Anatel na última quinta-feira (12/03), conforme a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Certificado de homologação do Razr 70 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A documentação não revela grandes mudanças: ele permanece com conectividade 5G, Bluetooth, Wi-Fi 7 de três bandas, NFC e UWB, características já presentes no Razr 60 Ultra.

As baterias têm códigos de modelo SS37 e SS13, com 3.635 mAh e 1.165 mAh, somando 4.800 mAh nominais. Provavelmente, serão anunciadas como tendo 5.000 mAh típicos.

Ou seja, um aumento de 300 mAh em relação à versão atual, indicando que, ao contrário de vários modelos já lançados pela Motorola, o Razr 70 Ultra ainda não recebeu baterias de silício-carbono.

Na caixa vendida no Brasil, o Razr 70 Ultra virá com o carregador MC-687N, melhor conhecido pelo seu nome comercial de TurboPower 68 W, também o mesmo que já acompanha o Razr 60 Ultra.

Razr 70 na certificação do TENAA chinês (imagem: reprodução/Gizmochina)

O design deve se manter semelhante ao atual. Sabemos que o design do Razr 70 não mudou muito, conforme revelado por sua certificação chinesa, e não há razão para crer que o Razr 70 Ultra diverja.

A linha Razr 60 foi certificada em março do ano passado, e foi lançada aproximadamente um mês depois, em abril, o que pode indicar que o lançamento da nova linha não deve demorar. E provavelmente por um bom motivo: a fabricante detém cerca de metade do mercado de dobráveis nos EUA e na América Latina, segundo a consultoria IDC.
Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil

Motorola já pode lançar o dobrável Razr 70 Ultra no Brasil
Fonte: Tecnoblog

MacBook Neo é homologado para venda no Brasil

MacBook Neo é homologado para venda no Brasil

MacBook Neo é o novo laptop de entrada da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

MacBook Neo e MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro foram homologados pela Anatel e podem ser vendidos no Brasil.
O Neo vem com SoC A18 Pro, mesmo do iPhone 16 Pro, e custa a partir de R$ 7.299.
Já o MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro tem GPU de 20 núcleos, largura de banda de memória de 307 GB/s e custa R$ 33.999.

A Apple tem pressa: pouco mais de uma semana após o anúncio, o novo MacBook Neo, laptop de entrada da fabricante americana, foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no país.

Ele tem o código de modelo A3404 e consta na agência com status “Homologação Emitida”, mas infelizmente ainda não é possível acessar a documentação. No site oficial da Apple no Brasil, o Neo custa a partir de R$ 7.299.

MacBook Neo tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

O MacBook Neo vem com o SoC A18 Pro da Apple, já utilizado no iPhone 16 Pro e Pro Max, lançados no final de 2024. O laptop será comercializado em opções com 256 GB de armazenamento ou 512 GB de armazenamento e leitor de digitais Touch ID.

Ambos os modelos vêm com 8 GB de RAM e estão disponíveis em quatro cores: prateado, blush (rosa claro), amarelo-cítrico ou índigo (azul escuro).

Mais um MacBook Pro a caminho

Certificado de homologação do MacBook Pro de 16″ com M5 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como noticiamos na segunda-feira (09/03), vários dos MacBooks com os novos chips M5 foram homologados, mas ainda faltavam três com esta linha de SoCs. Agora só faltam dois: o MacBook Pro de 16 polegadas com chip M5 Pro (modelo A3428) também foi homologado pela Anatel.

A diferença para o seu irmão mais potente fica na GPU, na largura de banda da memória e na capacidade de codificação e decodificação de vídeo ProRes: o M5 Max é oferecido em opções de GPUs de 32 e 40 núcleos com dois motores de vídeo ProRes e larguras de banda de memória de 460 e 614 GB/s.

Já o M5 Pro possui “apenas” 20 núcleos em sua GPU, um motor de conversão de vídeo ProRes e largura de banda de memória de 307 GB/s. Tudo isso tem seu preço: o MacBook Pro de 16 polegadas mais barato (com o M5 Pro) custa R$ 33.999 no site da empresa.
MacBook Neo é homologado para venda no Brasil

MacBook Neo é homologado para venda no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil

Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil

Galaxy A37 já está homologado pela Anatel (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Galaxy A37 foi homologado pela Anatel com código de modelo SM-A376B/DS.
O celular deve manter conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth e NFC, além da bateria de 5.000 mAh.
O aparelho trará processador Exynos 1480 e GPU Xclipse 530, e poderá ser produzido na Coreia do Sul, Vietnã ou Brasil.

A Samsung continua preparando o terreno para renovar sua popular linha Galaxy A no Brasil: depois do A57, o Galaxy A37 foi homologado pela Anatel. O novo smartphone foi aprovado na última quinta-feira (05/03), com código de modelo SM-A376B/DS, segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Ao contrário do irmão maior, a certificação não revela nenhuma grande novidade: o celular deve manter a conectividade 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth e NFC, como o antecessor.

Certificado de homologação do Galaxy A37 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria também não muda: são 5.000 mAh típicos, com o mesmo componente utilizado no A36, A56 e no vindouro A57 (EB-BA566ASY). Para recarregar a bateria, o A37 virá com o mesmo carregador que acompanhará o A57: o EP-TA200 de 15 W.

A principal mudança deve ficar no processador: sai o Snapdragon 6 Gen 3 da Qualcomm e entra o Exynos 1480 da própria Samsung, que estreou em 2024 no Galaxy A55.

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O novo chip deve trazer um aumento de performance de CPU de cerca de 20% em relação ao A36, um aumento significativo. A GPU passa a ser a Xclipse 530, desenvolvida com tecnologia da AMD.

A quantidade de RAM não é revelada pela documentação, mas, considerando a crise atual, não há motivos para a Samsung alterar a quantidade para cima: o A36 é vendido hoje no Brasil em opções de 6 GB (com 128 GB de armazenamento) e 8 GB de RAM (com 256 GB de memória interna).

Também similar ao irmão maior, o A37 poderá ser produzido na Coreia do Sul, Vietnã ou no Brasil (em Manaus e Campinas). Ele deve chegar em quatro cores: awesome charcoal (cinza/preto), awesome graygreen (cinza esverdeado), awesome lavender (violeta) e awesome white (branco).

Galaxy A55 inaugurou o SoC Exynos 1480 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando estará disponível?

Ainda não temos informações sobre a data de lançamento e preços. Para comparação, o Galaxy A36 chegou ao Brasil por R$ 2.699 na versão de 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.

Hoje, é possível encontrar o modelo no varejo por preços em torno dos R$ 1.500 ou menos em promoções.
Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil

Galaxy A37 passa na Anatel e já pode chegar ao Brasil
Fonte: Tecnoblog

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

Operação Provedor Legal prendeu seis pessoas (imagem: reprodução/Anatel)

Resumo

Anatel e forças policiais realizaram a Operação Provedor Legal em todo o país, visando provedores clandestinos de internet.
Do total, 52% dos provedores inspecionados eram ilegais, resultando em 15 empresas autuadas e seis pessoas presas.
As autoridades apreenderam R$ 200 mil em infraestrutura irregular, incluindo mais de 500 metros de cabos furtados.

A Anatel, em conjunto com as polícias Federal, Civil e Militar, deflagrou nesta quinta-feira (05/03) a Operação Provedor Legal. De âmbito nacional, a iniciativa mira empresas que comercializam banda larga fixa de forma clandestina.

Seis representantes de provedores piratas foram presos em flagrante e levados à sede da Polícia Federal. Eles responderão criminalmente pelo delito de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações.

A ação busca desarticular provedores clandestinos que prejudicam tanto a infraestrutura nacional quanto a concorrência no mercado de telecomunicações. O balanço oficial da agência mostra a dimensão do problema: mais da metade dos alvos operava fora da legalidade.

Segundo os fiscais, 52% dos provedores inspecionados eram clandestinos. Como resultado do pente-fino, 15 empresas foram autuadas por prestarem serviços de internet sem outorga (a licença exigida por lei) e por utilizarem roteadores e antenas sem homologação da Anatel.

O que foi apreendido na operação?

Mais da metade dos alvos visitados pelos agentes operava de forma clandestina (imagem: reprodução/Anatel)

Durante as buscas, as autoridades confiscaram cerca de R$ 200 mil em infraestrutura instalada em estações irregulares. O detalhe que chamou a atenção dos fiscais foi a origem de parte do material: foram recolhidos mais de 500 metros de cabos furtados de operadoras legalizadas.

Dos 48% restantes, segundo os dados do governo federal, 41% operavam integralmente dentro da lei, sem qualquer irregularidade. Outros 3% utilizavam equipamentos sem certificação, enquanto 4% das inspeções terminaram com laudos inconclusivos — casos que agora passarão por uma análise técnica e documental mais aprofundada da agência.

Proteção da infraestrutura e concorrência

A ofensiva foi coordenada pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da Anatel e integra um plano maior de combate à concorrência desleal. Para o conselheiro da agência, Edson Holanda, a operação nacional é um marco necessário para dar estabilidade ao mercado.

Ele ressalta que a atuação pirata vai muito além de uma simples infração administrativa, sendo um ataque direto à segurança jurídica. “Empresas que investem em outorgas, equipamentos homologados e conformidade fiscal não podem ser prejudicadas por quem opera à margem da lei”, declarou.

A superintendente da SFI, Gesiléa Teles, explicou que as auditorias em campo são rigorosas. As equipes verificam desde as licenças de funcionamento e declarações de assinantes até a legalidade dos contratos de compartilhamento de postes e a origem de todo o maquinário.

Segundo Teles, esta rodada de fiscalizações é apenas o pontapé inicial. Novas fases da operação já estão programadas para manter a pressão contra a pirataria.
Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas
Fonte: Tecnoblog

iPhone 17e passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

iPhone 17e passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

Cor rosa é uma das novidades da família iPhone 17e (imagem: divulgação)

Resumo

O iPhone 17e foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
O modelo traz o processador Apple A19, armazenamento inicial de 256 GB e MagSafe.
O aparelho mantém as dimensões do 16e, mas adiciona uma nova cor e vidro Ceramic Shield.

Nem demorou: o novo iPhone 17e, lançado na última segunda-feira (02/03), já pode ser vendido no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou o smartphone na última terça-feira (03/03). O aparelho será vendido no Brasil a partir de R$ 5.799, e a pré-venda começa na próxima segunda-feira (09/02).

Certificado de homologação do iPhone 17e (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O aparelho que será vendido por aqui tem o código de modelo A3634. Um detalhe curioso da certificação é o número Anatel, que tem 25 como dígitos centrais (que se referem ao ano), indicando que o processo de homologação do iPhone 17e iniciou ainda no ano passado. Infelizmente, não tivemos acesso ao restante da documentação para corroborar esta informação.

O iPhone 17e traz como principais novidades em relação ao antecessor 16e: o novo processador/SoC Apple A19, mais rápido; mais memória interna (a partir de 256 GB); carregamento sem fio MagSafe; uma opção extra de cor (rosa-pálido); proteção de tela com a nova geração do vidro Ceramic Shield.

O restante das especificações permanece igual ao 16e — até mesmo as dimensões.

Câmera única e notch continua presentes na linha de entrada da Apple (imagem: divulgação)
iPhone 17e passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

iPhone 17e passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Fortes chuvas provocaram desastres em Minas Gerais (imagem: divulgação/Governo Federal)

Resumo

A Anatel usa analisadores de espectro e antenas direcionais para rastrear sinais móveis em áreas de desastre em Minas Gerais.
A tecnologia permite localizar dispositivos móveis sob escombros, auxiliando equipes de resgate na busca por vítimas.
A Anatel colabora com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil para aumentar a precisão e reduzir o tempo de resposta nas operações de resgate.

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais colocaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no centro das operações de busca e salvamento. A agência passou a atuar de forma direta ao lado do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, oferecendo suporte técnico para localizar vítimas em meio aos escombros, em especial na Zona da Mata.

A estratégia não é inédita. A Anatel já havia recorrido ao mesmo tipo de tecnologia em desastres anteriores, como o ocorrido em São Sebastião, no litoral paulista. Agora, a experiência acumulada volta a ser aplicada em um cenário marcado por soterramentos, difícil acesso e alta urgência nas buscas.

Tecnologia adaptada para salvar vidas

O apoio da Anatel se baseia no uso de analisadores de espectro combinados com antenas direcionais de alta sensibilidade. Normalmente empregados para identificar interferências em redes de telecomunicações, esses equipamentos são ajustados para outra finalidade: captar emissões de radiofrequência de telefones celulares.

Mesmo quando os aparelhos estão sob camadas de terra ou estruturas destruídas, eles continuam tentando se conectar às Estações Rádio Base (ERB) da região. Essas tentativas geram sinais intermitentes que podem ser detectados. A partir dessas informações, técnicos da agência conseguem estimar a posição do dispositivo, permitindo que as equipes de resgate concentrem escavações em áreas mais promissoras.

Os primeiros resultados já influenciaram o trabalho em campo. Em um dos pontos indicados pelo rastreamento técnico, foram encontrados quatro corpos. Em outra área, três sinais distintos continuam sendo monitorados, direcionando frentes de trabalho que seguem ativas na tentativa de localizar novas vítimas.

Como a Anatel se integrou à operação?

Diante da complexidade da situação, a agência reuniu fiscais de diferentes unidades regionais para atuar diretamente na zona afetada. A integração com bombeiros e defesa civil busca reduzir o tempo de resposta e aumentar a precisão das buscas, algo crucial em cenários de calamidade.

“A participação da Anatel nessas missões reforça que o papel da agência transcende a regulação técnica do mercado, assumindo uma função humanitária e de proteção à vida em momentos de calamidade pública. O uso criativo e estratégico de nossos equipamentos de telecomunicações reafirma o compromisso da Agência em colocar sua excelência técnica a serviço da sociedade brasileira.”

Giséia Teles – Superintendente de Fiscalização da Anatel

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais
Fonte: Tecnoblog

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Com planos de lançar 15 mil satélites até 2030, SpaceSail recebe sinal verde da Anatel (imagem: reprodução/SapceSail)

Resumo

A Anatel concedeu o direito de exploração de satélites não geoestacionários para a empresa chinesa SpaceSail, conhecida em seu país de origem como Qianfan. A decisão autoriza a companhia a operar uma constelação de órbita baixa (LEO) no território brasileiro, estabelecendo concorrência direta com a Starlink, de Elon Musk, que domina o setor atualmente. A autorização foi concedida em 12/02.

O objetivo da licença é ampliar a oferta de banda larga de alta velocidade em áreas remotas e reforçar a infraestrutura de conectividade do país, conforma aponta o portal InfoMoney. O ato regulatório contempla a operação de até 324 satélites em uma fase inicial com validade até julho de 2031.

A SpaceSail possui um prazo de até dois anos para iniciar suas atividades comerciais no Brasil. Em seu cronograma enviado ao órgão regulador, a empresa indicou que pretende lançar o serviço no mercado nacional no quarto trimestre de 2026, coincidindo com o início das operações de sua constelação em solo chinês.

Como a chegada da SpaceSail impacta o mercado brasileiro?

A entrada de um novo player no segmento pode modificar a dinâmica de preços e a disponibilidade de serviços de rede no Brasil. Atualmente, a Starlink detém a liderança isolada deste nicho, sendo a principal escolha para produtores rurais, comunidades amazônicas e empresas de logística que operam em regiões sem cobertura de fibra óptica ou redes móveis tradicionais. São 1 milhão de consumidores. A chegada de uma alternativa quebra esse monopólio técnico.

Com a homologação da SpaceSail pela Anatel, a expectativa é que o aumento da oferta pressione a redução de custos de instalação de equipamentos e o valor das mensalidades. Além da questão comercial, a presença de uma segunda grande constelação LEO garante redundância para serviços públicos críticos. Em situações de falha técnica ou instabilidades em uma rede, o governo e empresas privadas passam a ter uma alternativa equivalente em termos de latência e velocidade.

A vinda da empresa também ocorre em um momento estratégico de estreitamento de relações tecnológicas entre Brasil e China. Recentemente, foram assinados memorandos de entendimento envolvendo a Telebras para cooperação em infraestrutura de telecomunicações.

Além do uso comercial para o consumidor final, a tecnologia de órbita baixa é vista com interesse pelo setor de Defesa e Segurança Pública pela capacidade de manter comunicações criptografadas e estáveis em áreas de fronteira e em alto-mar, onde a infraestrutura terrestre é inexistente.

Empresa chinesa quebra monopólio técnico da Starlink no país (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Planos de expansão

A SpaceSail não limita suas ambições ao lote inicial de 324 satélites. O projeto prevê colocar milhares de dispositivos em órbita até o final desta década. Segundo informações do portal especializado SpaceNews, a meta é atingir mais de 15 mil satélites até 2030, criando uma rede de cobertura global capaz de rivalizar com a infraestrutura da SpaceX.

Para que essa operação funcione no Brasil, no entanto, não basta apenas ter os satélites no céu. A operação exigirá a instalação de diversas estações terrestres, conhecidas como gateways, que conectam o sinal vindo do espaço ao backbone da internet nacional (os cabos de fibra óptica submarinos e terrestres). A empresa já iniciou estudos de viabilidade técnica para a implementação desses centros em pontos estratégicos do território nacional.

A licença da Anatel impõe que a SpaceSail siga normas rigorosas de coordenação de frequências. A agência precisa garantir que os sinais da empresa chinesa não causem interferências em outros serviços de radiocomunicação já existentes ou em satélites de outras operadoras.

A chegada da concorrente chinesa também antecipa a movimentação de outros gigantes do setor. A Amazon, por meio do Project Kuiper, também possui planos para o mercado brasileiro, embora ainda esteja em fases anteriores de implementação regulatória.
Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

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Fonte: Tecnoblog