Meta colocou seres humanos para concluírem tarefas de agentes de IA
Meta colocou seres humanos para concluírem tarefas de agentes de IA
Meta estaria testando atendentes humanos em função do Muse (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
A Meta testou atendentes humanos em seu assistente de IA, o Muse, para melhorar a eficiência em tarefas como agendar horários e verificar disponibilidade de produtos.
A funcionalidade, chamada de “concierge humano”, permitia que atendentes humanos assumissem o controle de chamadas telefônicas, mas foi suspensa devido a preocupações com a privacidade dos usuários.
A empresa afirmou que o recurso foi revertido por enquanto, mas continuará desenvolvendo a ferramenta, com o objetivo de aprimorar o sistema e lançá-lo quando estiver pronto.
A Meta estaria testando o uso de atendentes humanos terceirizados em chamadas telefônicas que deveriam ser operadas pelo agente de IA Muse. A funcionalidade experimental, batizada de “concierge humano”, permite que, em algumas ocasiões, atendentes humanos discretamente assumam o controle de uma ligação.
O tal concierge seria um complemento a uma funcionalidade do Muse que permitia aos usuários usar o assistente para contatar estabelecimentos para agendar horários ou checar disponibilidade de produtos, entre outras ações. Os testes vinham ocorrendo desde agosto.
Em mensagens obtidas pela agência Reuters, a empresa explicava que “o Muse agora é capaz de repassar pedidos a um agente treinado, que realiza a chamada e cuida de todo o processo”. Essa operação com auxílio humano, porém, foi encerrada após críticas de funcionários.
Meta recuou após alertas de privacidade
Segundo apuração da agência, as queixas internas seriam motivadas por riscos à privacidade dos usuários. A preocupação é com a possível exposição de dados pessoais e outras informações sensíveis a funcionários terceirizados de call centers.
Não há muitas informações sobre o funcionamento da ferramenta, mas, como estamos falando de um redirecionamento “discreto”, entende-se que a transição possa não ser bem sinalizada.
Em resposta à repercussão negativa, uma executiva do Laboratório de Superinteligência admitiu em outro comunicado que “foi uma falha” iniciar os testes com operadores sem os devidos avisos de transparência. Ela confirmou que a novidade foi revertida por enquanto.
Meta continua desenvolvimento da ferramenta
Executiva alega que intervenção humana elevou as taxas de sucesso do serviço (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O porta-voz Daniel Roberts contrariou os vazamentos da agência: ele disse que o feedback teria sido “esmagadoramente positivo” e defendeu o aprimoramento do sistema. “Estamos trabalhando com comerciantes para continuar refinando esse potencial recurso de chamadas e só vamos lançá-lo quando estiver pronto”, afirmou.
Essa insistência, curiosamente, vem com o reconhecimento de que a intervenção humana trouxe mais eficiência à ferramenta – nenhuma novidade em serviços de atendimento. As taxas de sucesso do novo serviço ficariam entre 95% e 98%, segundo um documento interno, índice superior ao registrado pelas ligações via inteligência artificial.
Sucesso do aplicativo
Meta Muse conseguiu milhões de downloads nos primeiros dias (imagem: reprodução)
A novidade segue o lançamento até então muito bem-sucedido do Muse, que assumiu a liderança do ranking de downloads de apps nos Estados Unidos, acumulando mais de 2,5 milhões de instalações nas primeiras duas semanas. O app não está disponível no Brasil.
O assistente é projetado para operar com autonomia na execução de rotinas como envio de e-mails, compras online e reservas de viagem. Ele rivaliza com o Gemini Spark e o Claude Cowork, entre outras ferramentas do tipo.
Durante a apresentação, a Meta deu ênfase redobrada à segurança: afirmou que cada usuário contaria com uma “máquina virtual” isolada na nuvem para blindar as sessões e que credenciais sensíveis ficariam guardadas em cofres criptografados específicos. A Amazon está entre as grandes companhias que bloquearam o agente.
Meta colocou seres humanos para concluírem tarefas de agentes de IA
Meta colocou seres humanos para concluírem tarefas de agentes de IA
Fonte: Tecnoblog

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