Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio
Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio
Vivo e Starlink realizam teste de acesso à internet via satélite (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
A Vivo prepara anúncio de parceria estratégica com a Starlink para fornecer acesso à internet via satélite, com base em testes do D2D (Direct to Device) que já vinham sendo realizados.
A tecnologia D2D permite conexão direta de smartphone a satélite sem antenas externas e é compatível com aparelhos premium e alguns produtos intermediários recentes.
A parceria entre Vivo e Starlink foi viabilizada por um sandbox regulatório da Anatel, que reduziu exigências para testes da tecnologia.
A menos que os planos mudem, a Vivo deve anunciar uma parceria estratégica com a Starlink nos próximos meses para fornecer acesso à internet via satélite. As duas empresas já vinham fazendo testes do chamado D2D (Direct to Device). Nos últimos dias, clientes perceberam que a Starlink passou a aparecer com mais frequência, inclusive com a rede chamada “Vivo Starlink” no aparelho.
O site especializado TeleSíntese divulgou em julho que as empresas estavam em negociações. Fontes ouvidas pelo Tecnoblog nos sinalizam que elas estão se aproximando do passo seguinte: a efetivação do acordo e o início do fornecimento do serviço.
A aliança entre Vivo e Starlink só foi possível por causa de um sandbox regulatório. De forma simplificada, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reduziu as exigências e protocolos a serem seguidos durante os testes da tecnologia, para que os envolvidos consigam coletar resultados rápidos e estruturar seu planejamento futuro.
Rede “Vivo Starlink” surge em smartphone (imagem: reprodução/Elisa Silva)
O que é D2D?
A tecnologia de Direct-to-Device (D2D) permite que o smartphone se conecte diretamente a um satélite, sem necessidade daquelas volumosas antenas externas. A maioria dos aparelhos premium e vários produtos intermediários dos últimos anos já são compatíveis com a função. Para que ela funcione corretamente, é necessário que não haja obstáculos entre o telefone e o satélite no espaço.
Até mesmo por conta dessa natureza, o D2D é tratado como um complemento para a rede tradicional de telefonia móvel. Ele será útil em especial nas localidades remotas, onde o consumidor não encontra sinais de 4G, 5G etc.
Característica da rede de teste da Vivo e Starlink (imagem: reprodução/Tecnoblog)
Sigilo comercial
Os detalhes do acordo entre Vivo e Starlink são mantidos em sigilo. Nós ainda não sabemos, por exemplo, se a operadora brasileira vai liberar o serviço sem custo adicional – provavelmente para clientes dos planos mais caros – ou se irá cobrar uma taxa similar à de roaming em outros países.
Nos Estados Unidos, a T-Mobile foi a primeira operadora a lançar comercialmente um serviço equivalente em parceria com a Starlink, batizado de T-Satellite, em julho de 2025. Ele começou oferecendo apenas troca de mensagens de texto e está incluído no plano Go5G Next. Já assinantes de outros planos da T-Mobile ou de operadoras concorrentes, como AT&T e Verizon, precisam pagar US$ 10 por mês como adicional, o que dá R$ 52 em conversão direta.
O avanço das negociações ao menos afasta de vez o rumor, que ressurge de tempos em tempos, de que a Starlink vai “liberar” internet. Isso não é possível do ponto de vista regulatório, pois o serviço de conexão via satélite só pode ser oferecido por uma operadora de telefonia móvel (a Starlink não se enquadra formalmente nessa categoria).
Nós procuramos a Vivo e a Starlink, mas não recebemos resposta até o fechamento deste texto. O espaço está aberto.
Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio
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Fonte: Tecnoblog

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