Category: Starlink

Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil

Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil

Vivo e Starlink realizaram testes de acesso à internet via satélite (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Vivo e a Starlink vão formalizar hoje um serviço integrado de telefonia via satélite – o primeiro do Brasil neste formato –, segundo dados confirmados em primeira mão pelo Tecnoblog. Com isso, os celulares de clientes da Vivo poderão se conectar diretamente aos satélites da Starlink, provedor de Elon Musk. Neste período de lançamento, o serviço Vivo Satélite será gratuito.

Nos últimos meses, a Vivo e a Starlink intensificaram os testes da nova tecnologia. Diversos consumidores passaram a ver a rede “Vivo Starlink” na tela do smartphone. Apesar disso, as operadoras mantiveram silêncio em relação ao assunto quando perguntadas pelo Tecnoblog.

Vivo promete smartphone “sempre com sinal” em comunicado oficial (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Nós obtivemos acesso ao comunicado que a Vivo passou a mandar aos assinantes nesta segunda-feira (26/10), no qual explica como vai funcionar o novo serviço. Ela promete uma “cobertura expandida” para ter conectividade mesmo em “regiões remotas” e “quando não houver sinal da rede convencional”

De acordo com a Vivo, os seguintes serviços ficam disponíveis na rede via satélite:

Apps de mapas: Google Maps e Apple Mapas

Mensagens de textos e áudio: WhatsApp, iMessage (Apple/iOS) e Google Mensagens (Android)

Ligações via aplicativo: WhatsApp e iMessage (Apple/iOS)

App oficial da Vivo

Note que o email oficial não cita os nomes dos apps de terceiros, mas eles constam da documentação obtida pelo Tecnoblog.

Ajustes da conexão via satélite no Android (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Nos últimos dias, alguns aparelhos da Samsung com chip da Vivo passaram a mostrar uma tela dedicada ao serviço via satélite. É o caso do recém-lançado Galaxy Z Fold 8, que recebeu uma atualização de sistema.

A Vivo também começou a subir páginas no site oficial dedicadas ao Vivo Satélite. Apesar disso, a empresa não comunicou oficialmente ao mercado (nem aos jornalistas) a chegada do novo serviço.

O serviço será ofertado a quase toda a base de clientes de telefonia móvel, inclusive Vivo Pós, Vivo Total, Vivo Controle (acima de R$ 40), Vivo Lite e Vivo Pré (recargas de pelo menos de R$ 30). O Vivo Easy fica de fora.

Conexão via satélite funciona somente em ambiente externo, segundo email oficial (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como funciona o Vivo Satélite?

O Vivo Satélite utiliza o que é chamado de D2D ou D2C (direct-to-device e direct-to-cell): os satélites transmitem o sinal 4G LTE para o solo como se fossem uma rede terrestre normal, do ponto de vista do aparelho. No caso específico do Brasil, a frequência utilizada é a banda 7 (2.500/2.600 MHz), que foi leiloada para o 4G ainda em 2012.

Para utilizar o Vivo Satélite, é necessário estar em um local sem cobertura tradicional, ter o roaming ativado nas configurações do celular e estar em uma área aberta com visão do céu. A lista de smartphones compatíveis ainda não está disponível no site da Vivo, mas deve ser liberada em breve, e deve incluir a maioria dos dispositivos à venda no país.

A Starlink opera hoje uma constelação de cerca de 11.150 satélites de órbita baixa (Low Earth Orbit ou LEO, na sigla em inglês). Eles orbitam a Terra a altitudes que variam de 350 km a 600 km, a depender da geração dos equipamentos e da aplicação prevista.
Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil

Vivo e Starlink lançam rede via satélite de graça no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

Starlink Mobile vai ter expansão em breve: FCC aprova 15 mil novos satélites nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Starlink, da SpaceX, recebeu aprovação da FCC para lançar 15 mil novos satélites, que oferecerão serviços de internet e telefonia móvel, concorrendo com operadoras nos EUA.
A nova constelação, chamada Starlink Mobile, permitirá ligações nativas, acesso a serviços de streaming e internet de banda larga, sem depender de infraestrutura terrestre.
A empresa agora pode operar serviços mobile com conexão global, sem zonas brancas, e velocidade equiparável às principais operadoras do país.

A Starlink teve aprovação da agência reguladora dos Estados Unidos para enviar 15 mil novos satélites para a órbita terrestre. A nova constelação terá como novidade o suporte a serviços antes exclusivos de operadoras de telefonia, como ligações nativas, acesso a serviços de streaming e outros exemplos para além da internet de banda larga.

A FCC (Federal Communications Commission), órgão análogo à Anatel, deu o aval para os novos lançamentos na última terça-feira (06/10). Os equipamentos marcam o início da Starlink Mobile, modalidade da SpaceX voltada para serviços de telefonia móvel. Nos EUA, a empresa passa a concorrer diretamente com empresas como AT&T, Verizon e T-Mobile.

Vale lembrar que, aqui no Brasil, a Starlink acaba de superar a TIM na banda larga fixa. Somente em agosto, ela anotou 65 mil novos acessos, segundo balanço divulgado pela Anatel.

Como é a nova constelação?

Conexão D2D promete maior estabilidade e conectividade global (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O provedor via satélite de Elon Musk agora tem autorização para operar serviços mobile a partir de sua nova frota. Segundo o TechSpot, ao menos metade dessas 15 mil unidades aprovadas precisam ser lançadas até 2032, mas a primeira leva só deve ir à órbita a partir de 2027.

A ideia é que, com a expansão dos satélites, a velocidade de conexão seja equiparável ao que oferecem as três principais operadoras do país, mas num formato direct-to-device. A modalidade promete uma conexão global, sem problemas como as zonas brancas, além de maior estabilidade independente da região.

Por enquanto, a empresa oferece os serviços de telefonia nos Estados Unidos em parceria com a T-Mobile, por meio de 650 satélites disponíveis na Órbita Baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês).

Segunda geração da banda larga

O serviço tradicional de internet da Starlink também deve ser reforçado em breve. Outra aprovação, publicada em janeiro, já previa o lançamento de satélites de banda larga de segunda geração.

Com as duas frentes, a SpaceX tem permissão para lançar 30 mil unidades entre os dois serviços, somando à frota já operacional na órbita da Terra. Atualmente, são cerca de 24,5 mil satélites, entre modelos de primeira geração e 13 mil novos dispositivos enviados no início deste mês de outubro.

O alto número de satélites operando na Órbita Baixa da Terra gera algumas preocupações entre os astrônomos. Além de interferências na observação do céu, outros fatores são levados em conta, como o aumento do lixo espacial e a reentrada de objetos na atmosfera.
Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras
Fonte: Tecnoblog

Latam vai levar Wi-Fi via satélite para voos em qualquer lugar do mundo

Latam vai levar Wi-Fi via satélite para voos em qualquer lugar do mundo

Latam anuncia investimento de R$ 128 milhões (imagem: reprodução/Latam)

Resumo

Latam investiu US$ 25 milhões para oferecer Wi-Fi em 60 novas aeronaves, utilizando a tecnologia da SES Satellites.
A conectividade via satélite permitirá uma conexão mais rápida e estável em voos, independente da rota ou localização.
A implementação da tecnologia da SES em aviões como A320neo, A321XLR e E195-E2 deve ser concluída nos próximos anos.

A Latam anunciou um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 128,6 milhões, em conversão direta) para levar conectividade Wi-Fi a 60 novos aviões Airbus e Embraer por meio da SES Satellites, concorrente direta da Starlink. A promessa é de funcionamento em qualquer rota ou localização pelo mundo, além de navegação mais rápida e estável durante as viagens.

Segundo o comunicado da empresa nessa terça-feira (25/08), os satélites utilizados ficam localizados em diferentes órbitas, o que deve garantir uma cobertura maior independente da altura de voo. Vale lembrar que, desde 2024, a Latam já oferece Wi-Fi em todos os trajetos domésticos e em alguns destinos pela América do Sul. Agora, será possível aproveitar a conexão da empresa em qualquer parte do mundo.

O vice-presidente de clientes da Latam, Paulo Miranda, afirma que a “conectividade multiórbita” vai permitir essa estabilidade maior. Isso será possível pela tecnologia da SES a ser implementada nos aviões, incluindo modelos A320neo e A321XLR, da Airbus, além do E195-E2, da brasileira Embraer.

O que muda no Wi-Fi da Latam?

A princípio, a forma de acesso à internet nos voos da Latam não muda. Clientes Latam Pass continuam com acesso completo ao Wi-Fi, podendo navegar por sites e usar aplicativos normalmente durante o voo.

O serviço gratuito, por sua vez, permite assistir a filmes e séries e ouvir músicas pelo Latam Play. De acordo com a companhia, a melhoria na conexão será implementada gradualmente nos próximos anos e deve chegar a cerca de 60 aeronaves. A Latam, porém, ainda não divulgou um prazo para concluir a instalação.

Como funciona a conectividade via satélite?

A internet via satélite tem ampliado sua presença em terra firme, além do uso em aviões. A Starlink, de Elon Musk, é atualmente a maior empresa do segmento e já oferece diferentes planos de conexão.

O acesso à rede funciona através de satélites que operam na órbita baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês para Low Earth Orbit) e têm como principal vantagem levar internet a regiões de difícil acesso ou com pouca cobertura de redes terrestres, como áreas de florestas densas.

Starlink opera na órbita baixa da Terra, enquanto SES aposta em estratégia multiórbita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O diferencial é o funcionamento em demais órbitas, permitindo aos voos captarem o sinal independente da altura ou localização.

No caso da Latam, a tecnologia a ser utilizada é da empresa SES Satellites, que oferece cerca de 120 unidades em operação ao redor do planeta. Segundo a companhia, essa interação entre satélites nos três níveis orbitais da Terra é exclusiva entre provedores comerciais.
Latam vai levar Wi-Fi via satélite para voos em qualquer lugar do mundo

Latam vai levar Wi-Fi via satélite para voos em qualquer lugar do mundo
Fonte: Tecnoblog

Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio

Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio

Vivo e Starlink realizam teste de acesso à internet via satélite (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Vivo prepara anúncio de parceria estratégica com a Starlink para fornecer acesso à internet via satélite, com base em testes do D2D (Direct to Device) que já vinham sendo realizados.
A tecnologia D2D permite conexão direta de smartphone a satélite sem antenas externas e é compatível com aparelhos premium e alguns produtos intermediários recentes.
A parceria entre Vivo e Starlink foi viabilizada por um sandbox regulatório da Anatel, que reduziu exigências para testes da tecnologia.

A menos que os planos mudem, a Vivo deve anunciar uma parceria estratégica com a Starlink nos próximos meses para fornecer acesso à internet via satélite. As duas empresas já vinham fazendo testes do chamado D2D (Direct to Device). Nos últimos dias, clientes perceberam que a Starlink passou a aparecer com mais frequência, inclusive com a rede chamada “Vivo Starlink” no aparelho.

O site especializado TeleSíntese divulgou em julho que as empresas estavam em negociações. Fontes ouvidas pelo Tecnoblog nos sinalizam que elas estão se aproximando do passo seguinte: a efetivação do acordo e o início do fornecimento do serviço.

A aliança entre Vivo e Starlink só foi possível por causa de um sandbox regulatório. De forma simplificada, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reduziu as exigências e protocolos a serem seguidos durante os testes da tecnologia, para que os envolvidos consigam coletar resultados rápidos e estruturar seu planejamento futuro.

Rede “Vivo Starlink” surge em smartphone (imagem: reprodução/Elisa Silva)

O que é D2D?

A tecnologia de Direct-to-Device (D2D) permite que o smartphone se conecte diretamente a um satélite, sem necessidade daquelas volumosas antenas externas. A maioria dos aparelhos premium e vários produtos intermediários dos últimos anos já são compatíveis com a função. Para que ela funcione corretamente, é necessário que não haja obstáculos entre o telefone e o satélite no espaço.

Até mesmo por conta dessa natureza, o D2D é tratado como um complemento para a rede tradicional de telefonia móvel. Ele será útil em especial nas localidades remotas, onde o consumidor não encontra sinais de 4G, 5G etc.

Característica da rede de teste da Vivo e Starlink (imagem: reprodução/Tecnoblog)

Sigilo comercial

Os detalhes do acordo entre Vivo e Starlink são mantidos em sigilo. Nós ainda não sabemos, por exemplo, se a operadora brasileira vai liberar o serviço sem custo adicional – provavelmente para clientes dos planos mais caros – ou se irá cobrar uma taxa similar à de roaming em outros países.

Nos Estados Unidos, a T-Mobile foi a primeira operadora a lançar comercialmente um serviço equivalente em parceria com a Starlink, batizado de T-Satellite, em julho de 2025. Ele começou oferecendo apenas troca de mensagens de texto e está incluído no plano Go5G Next. Já assinantes de outros planos da T-Mobile ou de operadoras concorrentes, como AT&T e Verizon, precisam pagar US$ 10 por mês como adicional, o que dá R$ 52 em conversão direta.

O avanço das negociações ao menos afasta de vez o rumor, que ressurge de tempos em tempos, de que a Starlink vai “liberar” internet. Isso não é possível do ponto de vista regulatório, pois o serviço de conexão via satélite só pode ser oferecido por uma operadora de telefonia móvel (a Starlink não se enquadra formalmente nessa categoria).

Nós procuramos a Vivo e a Starlink, mas não recebemos resposta até o fechamento deste texto. O espaço está aberto.
Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio

Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio
Fonte: Tecnoblog

Starlink anuncia antena menor, mais leve e que gasta menos energia

Starlink anuncia antena menor, mais leve e que gasta menos energia

À esquerda: antena V4; à direita: antena V5 (imagem: reprodução/Starlink)

Resumo

Starlink lançou kit V5, com antena menor (384 x 306 x mm) e mais leve (1,1 kg), e que consome menos energia (35-50 W);
nova antena tem dimensões parecidas com as da antena Starlink Mini, mas não é adequada para uso em movimento;
taxa de download do Starlink V5 é de +375 Mb/s, ligeiramente menor que a do kit anterior (+400 Mb/s).

Starlink V5. Esse é o nome no novo kit de internet via satélite que a Starlink anunciou para clientes domésticos. A novidade traz uma antena menor e mais leve, características que facilitam a sua instalação, e promete mais eficiência energética em relação ao kit anterior, o Starlink V4, lançado em 2023.

As diferenças físicas entre as duas versões são notáveis. A nova antena chega a ter dimensões parecidas com as da antena Starlink Mini, que continuará disponível. A razão disso é que, ao contrário desta última, a antena do kit Starlink V5 não é adequada para uso em movimento (em veículos).

O comparativo de características a seguir ajuda a mostrar o que mudou:

 Starlink V5Starlink V4Dimensões384 x 306 x 34 mm594 x 383 x 39,7 mmPeso1,1 kg2,9 kgConsumo35-50 W75-100 WDownload+375 Mb/s+400 Mb/s

Você deve ter notado que a taxa de download do Starlink V5 é ligeiramente menor em relação ao kit anterior, mas, na prática, a diferença de 25 Mb/s deve ser imperceptível, pelo menos para grande parte dos usuários. A instalação presumivelmente mais fácil e o consumo reduzido de energia podem compensar essa desvantagem.

The next generation Starlink Kit is designed to deliver reliable, high-speed home internet. Starlink V5 has a smaller form factor and lightweight design with greater power efficiency than the Starlink V4.With speeds up to 375+ Mbps, Starlink V5 delivers seamless connectivity… pic.twitter.com/0dorU6n0oD— Starlink (@Starlink) July 14, 2026

Disponibilidade do kit Starlink V5

Via X, a Starlink informou que a nova antena está “atualmente disponível em áreas selecionadas”, sem especificar quais. Sabe-se, porém, que essas áreas incluem algumas localidades dos Estados Unidos.

Por causa dessa estreia limitada, ainda não há informações claras sobre preços. Mas o PCMag descobriu um relato no Reddit de um usuário que encontrou o kit Starlink V5 disponível em Montana, mas apenas para o plano residencial de 100 Mb/s que, ali, custa US$ 55 por mês mais US$ 10 mensais pelo aluguel da antena.

Neste ponto, vale relembrar: a Starlink começou a cobrar aluguel da antena em junho de 2026 em alguns mercados, com valor justamente de US$ 10 nos Estados Unidos.

Não há informações sobre disponibilidade do kit Starlink V5 no Brasil. Mas, ainda via X, a Starlink comentou que “à medida que a produção aumenta, o Starlink V5 estará disponível em áreas adicionais”. Essa previsão é válida para os Estados Unidos, mas não está descartada a possibilidade de o kit chegar a outros países em etapas futuras.
Starlink anuncia antena menor, mais leve e que gasta menos energia

Starlink anuncia antena menor, mais leve e que gasta menos energia
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink

Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Resumo

Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélite, já possui 396 satélites implantados, o suficiente para iniciar as operações, conforme informado pela empresa nesta quinta-feira (02/07);
14ª missão de lançamento de satélites do Amazon Leo foi realizada com um foguete Atlas V da United Launch Alliance (ULA), transportando 29 unidades;
serviço do Amazon Leo ainda não tem data de início confirmada, mas a empresa já planeja expandir a rede com futuros e mais numerosos lançamentos.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet por satélites que vai concorrer com a Starlink, deve entrar em funcionamento em breve. Nesta quinta-feira (02/07), a Amazon destacou que já possui satélites implantados em quantidade suficiente para a operação inicial — são cerca de 400 unidades.

As missões de lançamento dos satélites do Amazon Leo tiveram início em abril de 2025. A 14ª missão foi realizada hoje por meio de um foguete Atlas V da United Launch Alliance (ULA), que transportou 29 unidades. Com isso, a rede do serviço agora conta com 396 satélites implantados.

Depois disso, Chris Weber, vice-presidente de negócios do Amazon Leo, comentou:

Os últimos lançamentos foram importantes para o Amazon Leo, fazendo com que tenhamos mais de 390 satélites implantados, o suficiente para oferecer um serviço contínuo nas latitudes iniciais.

Ainda há muito trabalho pela frente — incluindo a elevação de todos os novos satélites às altitudes designadas a eles —, mas já concluímos lançamentos suficientes para o serviço inicial neste ano, e as missões futuras apenas aumentarão a cobertura e a capacidade.

Chris Weber, vice-presidente de negócios e produtos do Amazon Leo

Ao falar de “elevação”, o executivo se refere ao fato de o Atlas V ter liberado os satélites da última missão em uma altitude de aproximadamente 465 km em relação à Terra; agora, a equipe do Amazon Leo trabalha para posicionar essas unidades a uma altitude de 630 km.

Veículos de lançamento do Amazon Leo — o Vulcan é o próximo (imagem: reprodução/Amazon)

Quando o serviço do Amazon Leo começará a funcionar?

Ainda não há uma data cravada. Mas podemos esperar por novidades para breve. Primeiro porque o Amazon Leo já tinha previsão de estreia para 2026. Em segundo lugar, porque as palavras de Weber deixam claro que a Amazon quer cumprir essa promessa.

É claro que, com cerca de 400 satélites, o Amazon Leo não terá o mesmo nível de eficiência ou cobertura que a Starlink, que já acumula mais de 10.000 satélites em operação. Mas, como Weber enfatizou, as próximas missões terão a finalidade de expandir a rede do serviço.

Já começa pelo próximo lançamento, que também ficará a cargo da ULA, mas usará um veículo Vulcan, que pode transportar pelo menos 40 satélites.

A expansão é necessária porque a intenção é a de prestar o serviço em escala global, o que inclui o Brasil: a Amazon tem um acordo com a Vrio (Sky) para oferecer internet por satélite em território brasileiro.

Em tempo: Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica da iniciativa: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço devem operar.
Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink

Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink
Fonte: Tecnoblog

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Starlink é o serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Starlink firmou parceria com a Alares para venda conjunta de planos de internet no Brasil.
O acordo mira regiões sem fibra óptica, como áreas rurais e localidades mais afastadas, e deve ser divulgado em maio.
Os planos devem repetir as ofertas da Starlink no Brasil, com velocidades a partir de 100 Mb/s por R$ 149 por mês.

A Starlink firmou uma parceria com a Alares para ampliar a oferta de seus serviços no Brasil. O acordo prevê a venda conjunta de planos de internet, combinando a infraestrutura de satélites de Elon Musk com a operação comercial da operadora brasileira, segundo informações do jornal Estadão.

As empresas devem focar em regiões onde a fibra óptica não chega, como áreas rurais e localidades mais afastadas. Apuramos aqui no Tecnoblog que a Alares é o quinto maior provedor de internet do Brasil, e consta na Anatel como Giga Mais Fibra. 

De acordo com o jornal, o lançamento das ofertas está previsto para maio. Os planos devem replicar os mesmos já disponíveis diretamente pela Starlink no mercado brasileiro, com velocidades a partir de 100 Mb/s a R$ 149 por mês.

No final de janeiro, a Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes em solo nacional. Já a Alares possui 129 lojas físicas e tem mais de 820 mil clientes registrados na Anatel até fevereiro de 2026. A companhia é controlada pela Grain Management, gestora dos EUA de fundos de private equity.

Vale lembrar que a Amazon tem um projeto semelhante na América do Sul: a companhia de Jeff Bezos fechou um acordo com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite do Amazon Leo na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.
Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)

Resumo

Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.
Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO
Fonte: Tecnoblog

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Com planos de lançar 15 mil satélites até 2030, SpaceSail recebe sinal verde da Anatel (imagem: reprodução/SapceSail)

Resumo

A Anatel concedeu o direito de exploração de satélites não geoestacionários para a empresa chinesa SpaceSail, conhecida em seu país de origem como Qianfan. A decisão autoriza a companhia a operar uma constelação de órbita baixa (LEO) no território brasileiro, estabelecendo concorrência direta com a Starlink, de Elon Musk, que domina o setor atualmente. A autorização foi concedida em 12/02.

O objetivo da licença é ampliar a oferta de banda larga de alta velocidade em áreas remotas e reforçar a infraestrutura de conectividade do país, conforma aponta o portal InfoMoney. O ato regulatório contempla a operação de até 324 satélites em uma fase inicial com validade até julho de 2031.

A SpaceSail possui um prazo de até dois anos para iniciar suas atividades comerciais no Brasil. Em seu cronograma enviado ao órgão regulador, a empresa indicou que pretende lançar o serviço no mercado nacional no quarto trimestre de 2026, coincidindo com o início das operações de sua constelação em solo chinês.

Como a chegada da SpaceSail impacta o mercado brasileiro?

A entrada de um novo player no segmento pode modificar a dinâmica de preços e a disponibilidade de serviços de rede no Brasil. Atualmente, a Starlink detém a liderança isolada deste nicho, sendo a principal escolha para produtores rurais, comunidades amazônicas e empresas de logística que operam em regiões sem cobertura de fibra óptica ou redes móveis tradicionais. São 1 milhão de consumidores. A chegada de uma alternativa quebra esse monopólio técnico.

Com a homologação da SpaceSail pela Anatel, a expectativa é que o aumento da oferta pressione a redução de custos de instalação de equipamentos e o valor das mensalidades. Além da questão comercial, a presença de uma segunda grande constelação LEO garante redundância para serviços públicos críticos. Em situações de falha técnica ou instabilidades em uma rede, o governo e empresas privadas passam a ter uma alternativa equivalente em termos de latência e velocidade.

A vinda da empresa também ocorre em um momento estratégico de estreitamento de relações tecnológicas entre Brasil e China. Recentemente, foram assinados memorandos de entendimento envolvendo a Telebras para cooperação em infraestrutura de telecomunicações.

Além do uso comercial para o consumidor final, a tecnologia de órbita baixa é vista com interesse pelo setor de Defesa e Segurança Pública pela capacidade de manter comunicações criptografadas e estáveis em áreas de fronteira e em alto-mar, onde a infraestrutura terrestre é inexistente.

Empresa chinesa quebra monopólio técnico da Starlink no país (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Planos de expansão

A SpaceSail não limita suas ambições ao lote inicial de 324 satélites. O projeto prevê colocar milhares de dispositivos em órbita até o final desta década. Segundo informações do portal especializado SpaceNews, a meta é atingir mais de 15 mil satélites até 2030, criando uma rede de cobertura global capaz de rivalizar com a infraestrutura da SpaceX.

Para que essa operação funcione no Brasil, no entanto, não basta apenas ter os satélites no céu. A operação exigirá a instalação de diversas estações terrestres, conhecidas como gateways, que conectam o sinal vindo do espaço ao backbone da internet nacional (os cabos de fibra óptica submarinos e terrestres). A empresa já iniciou estudos de viabilidade técnica para a implementação desses centros em pontos estratégicos do território nacional.

A licença da Anatel impõe que a SpaceSail siga normas rigorosas de coordenação de frequências. A agência precisa garantir que os sinais da empresa chinesa não causem interferências em outros serviços de radiocomunicação já existentes ou em satélites de outras operadoras.

A chegada da concorrente chinesa também antecipa a movimentação de outros gigantes do setor. A Amazon, por meio do Project Kuiper, também possui planos para o mercado brasileiro, embora ainda esteja em fases anteriores de implementação regulatória.
Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Elon Musk e CEO da Ryanair trocam farpas sobre Starlink em aviões

Elon Musk e CEO da Ryanair trocam farpas sobre Starlink em aviões

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Elon Musk e o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, discutem sobre a viabilidade do Starlink em aviões de baixo custo.
O’Leary critica o custo e o impacto operacional do Starlink, enquanto Musk defende o serviço como diferencial competitivo.
A troca de insultos entre os executivos destaca a tensão entre inovação tecnológica e modelos de negócios de baixo custo.

A troca de críticas entre Elon Musk e o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, começou como um debate técnico e rapidamente escalou para uma briga pública nas redes sociais. O ponto de atrito foi a possibilidade de adoção do serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, na frota da maior companhia aérea de baixo custo da Europa.

Na última quarta-feira (14/01), O’Leary afirmou que nunca considerou seriamente instalar o sistema da Starlink em todas as aeronaves da Ryanair. Segundo ele, o peso da antena e o arrasto adicional gerariam aumento no consumo de combustível, elevando os custos operacionais.

A declaração provocou uma resposta quase imediata de Musk, que usou sua própria plataforma X para dizer que o executivo irlandês estava “mal informado” e que a Ryanair poderia perder passageiros para companhias que oferecessem o serviço.

Internet a bordo vale o custo?

A discussão levantou uma questão central para o modelo de negócios das companhias aéreas de baixo custo: passageiros que priorizam tarifas reduzidas realmente exigem internet rápida em voos curtos? Para O’Leary, a resposta é negativa.

Em entrevista à rádio irlandesa Newstalk, ele reforçou sua posição e foi além, afirmando que Musk “não sabe nada sobre voos e arrasto” e que a adoção do Starlink poderia custar até US$ 250 milhões por ano à Ryanair (cerca de R$ 1,34 bilhão em conversão direta).

“Eu não daria atenção alguma a Elon Musk”, disse O’Leary. “Ele é um idiota, muito rico, mas continua sendo um idiota”. A reação de Musk veio na última sexta-feira (16). O bilionário respondeu chamando O’Leary de “idiota absoluto” e afirmando que ele deveria perder o cargo. A Ryanair não comentou oficialmente o episódio.

Elon Musk trocou farpas com o CEO da Ryanair, Michael O’Leary (Imagem: Peter Tsai/Flickr)

Dois estilos que mudaram seus setores

O embate colocou frente a frente dois executivos conhecidos por estratégias agressivas e discursos diretos. À frente da Ryanair há mais de três décadas, O’Leary transformou uma pequena companhia regional na maior aérea de baixo custo da Europa, alterando padrões de preços, serviços e rotas no continente.

Musk, por sua vez, construiu uma reputação ao desafiar indústrias consolidadas. Além de liderar a SpaceX, responsável por mudanças profundas no mercado de lançamentos espaciais, ele também comanda a Tesla, uma das principais fabricantes de veículos elétricos do mundo.

Apesar da disparidade de patrimônio entre os dois, O’Leary também colhe frutos financeiros de sua gestão. Em 2028, ele poderá receber um bônus de até 100 milhões de euros (R$ 625 milhões) caso atinja metas de desempenho estabelecidas pela companhia.

A troca de insultos, no entanto, mostra que, mesmo entre líderes acostumados a números bilionários, disputas públicas ainda podem surgir de decisões aparentemente técnicas.

Com informações do Bloomberg Línea
Elon Musk e CEO da Ryanair trocam farpas sobre Starlink em aviões

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Fonte: Tecnoblog