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Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM

Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM

Consumo anormal de recursos tem feito abas do YouTube travarem (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Nos últimos dias, acessar o YouTube virou uma dor de cabeça para diversos usuários. Relatos indicam quedas bruscas de desempenho, com o grande vilão sendo um bug na interface da plataforma do Google, que teria elevado o uso do processador.

A falha também teria aumentado o consumo de memória RAM, ultrapassando a marca de 7 GB em alguns casos. Na prática, o erro deixa os computadores lentos, com engasgos no sistema e páginas travando.

As principais queixas se concentram no Reddit, onde dezenas de pessoas compartilharam o consumo anormal de recursos. Em um primeiro momento, a comunidade suspeitou que essa lentidão fosse apenas mais um desdobramento da guerra do YouTube contra os bloqueadores de anúncios, o que fazia sentido dado o histórico da plataforma.

Além disso, os primeiros relatos indicaram que o problema estava concentrado no Mozilla Firefox. Mas isso mudou quando casos idênticos começaram a pipocar entre usuários do Brave e Microsoft Edge — navegadores que compartilham a mesma base tecnológica do Chrome (o Chromium).

O que está acontecendo?

Conforme apontado pelo site Tom’s Hardware, a raiz do problema é a forma como o código-fonte do próprio YouTube gerencia a exibição de alguns elementos visuais na tela. Os registros detalhados no Bugzilla — sistema de rastreamento de falhas mantido pela Mozilla — indica que a causa exata do problema foi isolada.

A falha técnica se concentra no menu localizado logo abaixo do player de vídeo, em que ficam os botões “Curtir”, “Não Curtir”, “Compartilhar”, “Download” e demais opções de interação. A programação da interface foi desenvolvida para verificar se todos esses botões cabem no espaço disponível na tela.

Se o sistema detecta que os controles vão ultrapassar o limite da janela do navegador, ele oculta um dos botões automaticamente para evitar que o layout do site quebre. É aqui que a falha vem ocorrendo.

Falha na interface do YouTube sobrecarrega o processador e a memória RAM (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando o botão é escondido, a largura livre disponível aumenta. Imediatamente, o código do YouTube percebe essa sobra de espaço e conclui que o botão oculto pode voltar a ser exibido. No entanto, assim que o elemento volta, o espaço acaba novamente, forçando o site a escondê-lo mais uma vez. Esse ciclo de esconde-esconde abriu um loop.

Nos bastidores, o navegador é forçado a recalcular toda a geometria da página a cada milissegundo. Esse fenômeno, conhecido tecnicamente como layout thrashing ou loop de reflow, exige um grande esforço da máquina.

Falha ainda não foi oficialmente corrigida

No Bugzilla, a ocorrência consta como resolvida. Contudo, o Tecnoblog procurou a assessoria do YouTube em busca de esclarecimentos. Em resposta oficial, a empresa declarou apenas que “o caso está sendo investigado”, sem confirmar se a instabilidade foi, de fato, solucionada de vez.

Enquanto uma correção não é oficializada, a principal recomendação para quem se deparar com o computador travando é usar o gerenciador de tarefas do próprio navegador.

No Google Chrome, Brave ou no Microsoft Edge, o usuário pode pressionar o atalho Shift + Esc no teclado para abrir o painel de controle interno. A partir dali, basta identificar a aba do YouTube que está consumindo recursos em excesso e forçar o encerramento.
Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM

Bug no YouTube pode consumir até 7 GB de memória RAM
Fonte: Tecnoblog

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

Interface do YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O YouTube liberou o modo Picture-in-Picture (PiP) gratuitamente para todos os usuários de Android e iOS.
A função permite assistir a vídeos em uma janela flutuante. O recurso antes era restrito a assinantes Premium.
O PiP gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”. Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente.

O Google começou a liberar nesta quarta-feira (29) o modo picture-in-picture (PiP) do YouTube de forma gratuita para todos os usuários. A novidade permite assistir a vídeos em uma janela flutuante e deixa de ser um benefício exclusivo dos assinantes pagos. Com essa expansão, a plataforma busca democratizar a experiência, encerrando também a restrição que limitava a função sem custos apenas aos Estados Unidos.

A mudança foi reportada pelo portal 9to5Google e confirmada pela equipe do YouTube em publicação na comunidade oficial da plataforma. Na prática, a atualização altera o comportamento padrão do aplicativo: ao iniciar um vídeo e retornar à tela inicial do celular, o conteúdo não é mais interrompido. O player se transforma em uma miniatura que pode ser redimensionada e arrastada para qualquer canto da tela.

A janela suspensa mantém botões essenciais, como os controles de reprodução e pausa, além de um atalho para devolver o vídeo à tela cheia, mas há uma limitação no novo modelo. O Google estabeleceu que o picture-in-picture gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”.

Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente. Essa é uma estratégia para proteger o ecossistema do YouTube Music, evitando que a versão gratuita do aplicativo principal seja utilizada como um reprodutor de música em segundo plano.

O que muda para os assinantes Premium e Premium Lite?

Para quem já paga pelas versões mais completas do serviço, a experiência permanece sem cortes. Os assinantes do YouTube Premium continuam com acesso irrestrito ao PiP para qualquer formato de vídeo da plataforma, incluindo clipes musicais, sempre livres de anúncios. A modalidade paga também mantém a exclusividade da reprodução em segundo plano com a tela do celular totalmente bloqueada e apagada — um recurso popular que a versão gratuita continua não oferecendo.

No caso do plano Premium Lite, uma assinatura mais barata que foca na remoção da maior parte das propagandas, o funcionamento será equivalente ao da versão gratuita recém-liberada. Esses usuários poderão utilizar a janela flutuante livremente para vídeos tradicionais, mas continuarão bloqueados de usar o recurso com músicas.

YouTube agora oferece Picture-in-Picture gratuito (imagem: reprodução/Google)

Como ativar o Picture-in-Picture?

A novidade chega para todos os usuários de forma gradual, mas antes é preciso garantir que o sistema do celular esteja configurado para permitir a sobreposição de tela, um procedimento varia um pouco dependendo do dispositivo.

No iPhone (e iPad):

A Apple exige que a funcionalidade nativa de PiP esteja habilitada nas configurações do aparelho.

Abra o aplicativo “Ajustes“.

Toque em “Geral” e depois selecione “Picture in Picture (PIP)“.

Confirme se a chave “Iniciar PiP Automaticamente” está ativada.

Ativando a função nativa Picture-in-Picture (PiP) no iOS (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Feito isso, abra o aplicativo do YouTube, toque na sua foto de perfil, acesse o ícone de engrenagem para abrir as “Configurações“, vá em “Reprodução” e ative a opção “Picture-in-picture“.

Habilitando a chave do recurso no aplicativo do YouTube (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Em aparelhos Android:

O sistema do Google geralmente já vem com essa permissão ativada por padrão, mas vale conferir caso a janela flutuante não apareça ao minimizar o app (os nomes dos menus podem variar dependendo da fabricante, como Samsung, Motorola ou Xiaomi).

Acesse as “Configurações” do seu aparelho e vá até a lista de “Aplicativos“.

Procure pelo “YouTube” e toque nele.

Role a tela até encontrar a seção chamada “Picture-in-picture” e certifique-se de que a opção de permissão está ativada.

Verificando a permissão de sobreposição de tela no Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Da mesma forma que no iOS, confira também as configurações internas do aplicativo do YouTube (Configurações > Reprodução) para garantir que a chave do recurso esteja habilitada.

Ativando o Picture-in-picture no aplicativo do YouTube para Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)
YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar
Fonte: Tecnoblog

YouTube agora permite desativar vídeos de Shorts no feed; veja como

YouTube agora permite desativar vídeos de Shorts no feed; veja como

YouTube agora permite desativar vídeos de Shorts no feed (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

YouTube começou a liberar opção de desativar Shorts no feed com recurso “0 minutos”;
opção “0 minutos” está sendo liberada em escala global, valendo para todas as contas;
recurso não impede visualização de Shorts por meio de acesso direto a esse tipo de vídeo, porém.

Vídeos de Shorts duram poucos segundos, mas podem tomar grande parte do seu tempo se muitos deles forem visualizados em sequência. Se você lida com esse problema, saiba que agora é possível dar um basta: o aplicativo móvel do YouTube agora permite desativar a exibição de Shorts no feed.

Esse tipo de controle foi introduzido em outubro de 2025, quando o YouTube passou a ter um temporizador. Com ele, você pode limitar a visualização de Shorts em 15, 30 ou 45 minutos por dia, ou por uma ou duas horas diárias.

Já no começo de 2026, esse temporizador foi levado aos controles parentais das contas destinadas a menores de idade que são gerenciadas por pais ou responsáveis. O problema é que o limite mínimo continuava em 15 minutos diários, então o Google prometeu implementar uma opção de “0 minutos”.

Pois bem, é essa opção que está sendo liberada agora, mas em escala global, valendo para todas as contas.

E como desativar a exibição de Shorts no YouTube?

Abra o aplicativo do YouTube para Android ou iOS e faça o seguinte:

toque no ícone com a sua foto e, no topo da tela, clique no símbolo de configurações;

na área “Conta”, selecione “Gerenciamento de tempo”;

role a tela e ative a opção “Limite do Feed dos Shorts”;

escolha a opção “0 minutos” (ou “0 minutes”, a tradução ainda não foi feita);

Desativando Shorts no feed do YouTube (capturas de tela: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Se a opção “0 minutos ” ainda não aparece em sua conta, é preciso aguardar. Como de hábito, a liberação do recurso está sendo feita de modo gradativo.

Quando o limite diário é atingido, o YouTube exibe um aviso informando sobre isso. Você até tem a opção de ignorar o limite, mas isso é autossabotagem, certo?

Seja como for, saiba que o temporizador limita apenas a exibição de Shorts no feed do YouTube. Você ainda poderá visualizar vídeos do tipo acessando canais ou endereços individuais.

Com informações de Android Police
YouTube agora permite desativar vídeos de Shorts no feed; veja como

YouTube agora permite desativar vídeos de Shorts no feed; veja como
Fonte: Tecnoblog

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube agora pode exibir anúncios de até 30 segundos em TVs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

YouTube agora exibe anúncios de 30 segundos sem opção de pular em smart TVs.
Plataforma levou formato de publicidade mais longa às TVs para incentivar assinaturas do YouTube Premium.
Estratégia busca aumentar a receita e aproveitar o crescimento do consumo de vídeos em televisores.

O YouTube está exibindo anúncios de até 30 segundos sem a opção de pular nas smart TVs. Não se trata de um bug: a plataforma levou o formato de publicidade para os televisores conectados, ampliando a pressão para que os usuários assinem o YouTube Premium — única forma oficial de não ver as propagandas.

A mudança foi anunciada pelo próprio Google no começo deste mês. Nos últimos anos, a empresa vem adotando diferentes estratégias para reforçar seu modelo baseado em anúncios. Entre elas estão ações contra bloqueadores de propaganda e restrições a aplicativos de terceiros que reproduzem vídeos da plataforma.

Publicidade direcionada

Segundo a empresa, a mudança foi pensada especificamente para a experiência em telas grandes, como televisores conectados. Nesse formato, os anúncios são exibidos integralmente antes ou durante o vídeo, sem permitir que o usuário avance ou os ignore.

No comunicado, voltado aos anunciantes, a plataforma explica: “A IA do Google otimiza dinamicamente entre anúncios Bumper de 6 segundos, anúncios padrão de 15 segundos e anúncios exclusivos para CTV de 30 segundos que não podem ser pulados, garantindo que sua campanha alcance o público certo na hora certa”.

O sistema utiliza inteligência artificial para escolher automaticamente entre diferentes formatos de publicidade. A seleção considera fatores como público-alvo e momento da exibição para determinar qual tipo de anúncio será mostrado.

Além do formato de 30 segundos, também podem ser exibidos anúncios mais curtos, como os chamados “bumpers”, de seis segundos, ou versões padrão de 15 segundos.

A empresa afirma ainda que a tecnologia busca aumentar a eficiência das campanhas ao combinar diferentes formatos de publicidade de forma automática.

Formato de publicidade do YouTube foi pensado para televisores conectados (imagem: divulgação)

Estratégia visa aumento de receita

A introdução desse novo formato ocorre em meio a outras mudanças recentes na forma como o YouTube lida com anúncios. Usuários já relataram, por exemplo, a exibição de banners publicitários no aplicativo móvel que não podiam ser fechados imediatamente.

Além disso, algumas contas que utilizam bloqueadores de anúncios passaram a ter acesso limitado a recursos como comentários ou descrições de vídeos.

Essas medidas fazem parte da estratégia da plataforma para fortalecer suas fontes de receita, seja por meio da publicidade ou da assinatura do YouTube Premium.

Segundo a empresa, o crescimento do consumo de vídeos em televisores também tem influenciado essas decisões. Em outro trecho do comunicado, a companhia afirma: “Estamos tornando ainda mais fácil alcançar os milhões de espectadores que assistem ao YouTube na sala de estar — incluindo os espectadores que fizeram do YouTube o serviço de streaming nº 1 nos EUA por três anos consecutivos”.
YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular
Fonte: Tecnoblog

YouTube Premium Lite ganha reprodução em segundo plano (com ressalvas)

YouTube Premium Lite ganha reprodução em segundo plano (com ressalvas)

YouTube ganhou nova opção para ouvir vídeos com a tela desligada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O YouTube Premium Lite agora permite reprodução em segundo plano, mas não para conteúdos musicais e Shorts.
O plano Premium Lite, por R$ 16,90 mensais, inclui reprodução offline e vídeos sem anúncios, mas mantém limitações para música e Shorts.
A reprodução em segundo plano foi adicionada após o YouTube bloquear métodos gratuitos de reprodução contínua via navegador.

O YouTube adicionou o recurso de reprodução em segundo plano em smartphones à assinatura Premium Lite, que custa R$ 16,90 mensais. A plataforma também liberou o download de vídeos para reprodução offline — são, portanto, duas funcionalidades antes exclusivas do plano Premium, de R$ 26,90.

“Começando hoje [24/02] e chegando nas próximas semanas a todos os lugares onde o Premium Lite está disponível, assinantes poderão assistir à maioria dos vídeos sem anúncios, offline e em segundo plano”, diz o comunicado do Google.

Reparou que eles escreveram “maioria dos vídeos”? Pois é, aí começam as desvantagens.

Reprodução em segundo plano não funciona para música

As novidades seguem limitações já existentes no YouTube Premium Lite: conteúdos musicais e Shorts não poderão ser reproduzidos em segundo plano nem baixados no aparelho. Na prática, isso significa que o Premium Lite no celular pode servir para podcasts ou canais de diversos assuntos, mas não para ouvir música.

Antes desses recursos, o principal argumento para vender o Premium Lite era a retirada de anúncios, que funciona com as mesmas regras: videoclipes, shows, gravações continuam com propaganda, e o mesmo vale para Shorts de todos os tipos de conteúdo.

Novos benefícios já aparecem na página brasileira do YouTube (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Essa acaba sendo uma forma de diferenciar as duas ofertas. Para quem se interessa pelo conteúdo musical presente no YouTube, a versão Lite pode não ser vantajosa, enquanto a versão Premium mais cara oferece também o YouTube Music.

YouTube fechou “jeitinho” para reprodução em segundo plano

O acréscimo da reprodução em segundo plano ao YouTube Premium Lite chega poucas semanas após o streaming criar barreiras para quem fazia isso sem pagar.

Um método bastante famoso era recorrer ao navegador do celular para manter a plataforma tocando vídeos ao trocar de aplicativo ou desligar a tela. Vivaldi e Brave eram alguns exemplos.

Com informações do Verge
YouTube Premium Lite ganha reprodução em segundo plano (com ressalvas)

YouTube Premium Lite ganha reprodução em segundo plano (com ressalvas)
Fonte: Tecnoblog

YouTube dá novo golpe contra o adblock

YouTube dá novo golpe contra o adblock

YouTube pode estar bloqueando recursos para usuários de adblock (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Com a guerra declarada do YouTube aos bloqueadores de anúncios, eventualmente usuários mencionam limitações quando estão com o recurso ativado. Desta vez, relatos indicam que ferramentas como a seção de comentários estariam sendo ocultadas.

Segundo discussões no Reddit e na rede social X, ao tentar assistir a um conteúdo com o adblock ativado, o espectador se depara com a mensagem “os comentários estão desativados” em uma grande quantidade de vídeos, mesmo naqueles em que a interação deveria estar liberada.

how come every video has comments turned off for me? byu/stev1234567890 inyoutube

Vale pontuar que os comentários são desativados por padrão em vídeos que miram o público infantil, por exemplo, e criadores podem desativá-los deliberadamente. Contudo, além do espaço interativo, os usuários reclamam que a área de descrição do vídeo também desaparece da interface.

Em testes feitos por alguns dos usuários, ao desativar a extensão de bloqueio, os comentários e as descrições reaparecem. O sumiço dos recursos parece ocorrer em extensões do Chrome e em bloqueadores nativos de rastreamento, como do navegador Brave.

Usuários premium estariam entre as vítimas

Um ponto que chama a atenção é que a medida está afetando até mesmo assinantes do YouTube Premium. Caso o usuário pagante mantenha um bloqueador de anúncios ativo no navegador (por esquecimento ou para uso em outros sites), ele também pode perder o acesso aos comentários e descrições na plataforma de vídeos.

Não há confirmação oficial se o desaparecimento dos recursos é uma tática intencional do YouTube para forçar a desativação dos bloqueadores ou apenas um efeito colateral. Ainda assim, o portal 9to5 Google sugere que as alterações no código da plataforma para impedir o bloqueio de anúncios possam estar causando bugs no site.

Por que o YouTube está combatendo adblocks?

Bloqueador de anúncios barrado no YouTube (imagem: reprodução/Neowin)

Desde 2023, o YouTube reforçou a política contra bloqueadores de anúncios para incentivar o uso da versão paga. Inicialmente, a estratégia consistia em uma abordagem de três avisos: quem utilizasse adblocks recebia pop-ups alertando sobre a proibição.

Após três alertas, o player de vídeo era bloqueado, exigindo que o usuário desativasse a ferramenta ou assinasse o YouTube Premium.

Essa disputa constante entre os scripts do Google e os desenvolvedores de extensões já gerou efeitos colaterais para além do sumiço dos comentários. No final de 2025, por exemplo, uma atualização em um bloqueador popular causou erros na contagem de visualizações para os criadores de conteúdo.

Com isso, muitos youtubers notaram que a média de curtidas aumentou enquanto as visualizações caíam, comprovando que o público estava assistindo, mas o contador do YouTube havia sido neutralizado pelo bloqueador.

YouTube dá novo golpe contra o adblock

YouTube dá novo golpe contra o adblock
Fonte: Tecnoblog

YouTube libera dublagem automática para todo mundo

YouTube libera dublagem automática para todo mundo

YouTube libera dublagem automática para todo mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

YouTube introduziu dublagem automática em 2023 e, agora, recurso está disponível em 27 idiomas, com 8 suportando modo Expressive Speech;
Usuários podem definir idioma de preferência para dublagem automática em “Reprodução e desempenho”;
Não há opção para o usuário desativar a dublagem automática, porém.

Introduzida em 2023, a dublagem automática de vídeos no YouTube agora é oficial: baseado em inteligência artificial, o recurso foi expandido para mais idiomas, de modo a funcionar, a partir de agora, em canais do mundo todo.

O que a funcionalidade faz é adicionar faixas de áudio em línguas diferentes em relação ao idioma original de um vídeo. Assim, para um conteúdo produzido em inglês, um áudio dublado em português será reproduzido automaticamente para um usuário do Brasil, por exemplo — no país, a dublagem já funciona há algum tempo.

No atual estágio, o recurso funciona oficialmente com 27 idiomas. Porém, até o momento, apenas oito deles são compatíveis com o modo Expressive Speech (Fala Expressiva), que reproduz as falas dubladas com “emoção” e “energia” tão semelhantes às do áudio original quanto possível: alemão, espanhol, francês, hindi, indonésio, inglês, italiano e português.

A dublagem automática foi aprimorada aos poucos no YouTube. E este “liberou geral” para os canais chega com um pequeno recurso para os usuários: agora, cada pessoa pode definir seu idioma de preferência, isto é, aquele para o qual os vídeos a serem visualizados deverão ser traduzidos por padrão.

Para isso, basta ir em “Reprodução e desempenho” e escolher o idioma desejado no campo correspondente (pode-se escolher mais de um).

O vídeo a seguir dá detalhes sobre o funcionamento da dublagem automática da plataforma:

É possível desativar a dublagem automática do YouTube?

Até o momento, não há nenhuma configuração específica para desativar a dublagem automática. Criadores de conteúdo podem fazer isso, mas somente para seus canais.

Para usuários, a solução está em mudar a dublagem para a faixa de áudio original a partir do ícone de engrenagem / opção “Faixa de áudio” em cada vídeo.

O procedimento pode fazer o YouTube guardar essa preferência para os próximos vídeos por algum tempo, embora não haja garantia de que esse truque funcione.

Eu estou entre os que preferem o áudio original. No meu caso, absorvo melhor o conteúdo quando ouço as vozes verdadeiras. Quando o vídeo está em um idioma que eu não conheço, apelo para as legendas.

Há quem prefira o áudio original por considerar a dublagem automática do YouTube pouco precisa ou excessivamente “artificial”. Pelo menos este último aspecto pode melhorar em breve: a plataforma já está testando uma tecnologia que faz dublagem com sincronização labial.
YouTube libera dublagem automática para todo mundo

YouTube libera dublagem automática para todo mundo
Fonte: Tecnoblog

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.

A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.

Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.

Em nota enviada à BBC após a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.

Por que é um processo histórico?

A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.

Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.

Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.

O que ainda está em jogo?

Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.

Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.

Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.

Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.
Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA
Fonte: Tecnoblog

YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem

YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem

YouTube promete combater conteúdos repetitivos e spam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O YouTube introduzirá ferramentas de IA para criar jogos e gerar Shorts com a imagem dos criadores.
O YouTube Shopping será ampliado, permitindo compras diretamente no aplicativo.
A plataforma reforçará o controle parental para proteger crianças e adolescentes.

O YouTube vai dar mais ênfase à inteligência artificial em 2026. A plataforma ganhará ferramentas para criar jogos usando IA, além de fazer experiências com músicas. Outra novidade é que os criadores poderão gerar Shorts usando sua própria imagem com uma ferramenta do próprio serviço.

Os anúncios estão em uma carta publicada pelo CEO da rede, Neal Mohan. O comunicado não dá mais detalhes de quando esses recursos estarão disponíveis.

Neal Mohan é CEO do YouTube desde 2023 (imagem: Wikimedia Commons/Collision Conf)

O texto também menciona o AI slop, nome dado ao conteúdo de baixa qualidade produzido em larga escala com o auxílio de IA generativa. O YouTube não deve adotar uma postura muito rígida com isso, pelo que o comunicado indica.

“Ao longo dos últimos 20 anos, aprendemos a não impor quaisquer noções preconcebidas sobre o ecossistema de criadores”, afirma o executivo em sua carta. “Hoje, tendências antes consideradas estranhas, como ASMR e assistir outras pessoas jogando videogames, são sucessos populares.”

Mesmo assim, a rede promete aprimorar sistemas atuais contra spam, clickbait e conteúdos repetitivos.

YouTube vai ficar mais parecido com TikTok

Entre as novidades anunciadas por Mohan, os Shorts poderão ser compostos apenas por imagens estáticas, um formato também oferecido pelo TikTok. Esse tipo de conteúdo aparecerá diretamente no feed.

Outro movimento para 2026 é a ampliação do YouTube Shopping, que permite comprar produtos diretamente pelo aplicativo do streaming, sem precisar acessar uma loja — de um jeito parecido com o TikTok Shop. No exterior, o YouTube Shopping já conta com 500 mil criadores. Ainda não há nenhuma informação sobre disponibilidade no Brasil.

Rede reforça controle parental para evitar regulamentação

Mohan também reforçou as iniciativas do YouTube para garantir, em suas palavras, “uma experiência de visualização adequada” para crianças e adolescentes. O executivo lembrou das medidas de controle parental recém-anunciadas, que permitem que responsáveis limitem ou bloqueiem o acesso aos vídeos curtos em contas de menores de idade

O texto traz ainda uma alfinetada nas tentativas de regulamentação, dizendo que a empresa acredita que “os pais — e não os governos — devem decidir o que é melhor para suas famílias”.
YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem

YouTube: criadores terão IA para gerar vídeos com sua própria imagem
Fonte: Tecnoblog

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

Gmail prepara recurso para alterar o endereço @gmail.com (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Gmail agora permite alterar o endereço de e-mail ou criar um alias com @gmail.com sem apagar o original.
O recurso está em fase de testes, inicialmente disponível em hindi, sugerindo testes na Índia.
O endereço antigo continua funcionando como alias, permitindo que mensagens cheguem à mesma caixa de entrada.

O Google começou a liberar um recurso aguardado há anos pelos usuários do Gmail: a possibilidade de alterar o endereço de email ou criar um novo alias (ou seja, um redirecionamento) sem precisar abandonar a conta original. A novidade apareceu em um documento de suporte da empresa e indica uma mudança relevante na forma como o serviço lida com identidades.

Até agora, o Gmail permitia apenas o uso de variações internas, mas não autorizava a troca efetiva do endereço principal. Com a nova função, o usuário ganha mais flexibilidade para reorganizar sua caixa de entrada, corrigir nomes antigos ou adotar um e-mail mais adequado ao uso profissional ou pessoal.

O que muda no Gmail?

Segundo o documento de suporte, o endereço de email associado à conta do Google é o principal identificador usado para acessar serviços como Gmail, Drive, YouTube e outros. “Esse endereço ajuda você e outras pessoas a identificar sua conta”.

Na sequência, o texto detalha a principal novidade: “Se quiser, você pode alterar o endereço de e-mail da sua Conta do Google que termina em gmail.com para um novo endereço de e-mail que também termine em gmail.com”. Isso significa que o usuário poderá definir um novo endereço principal, sem precisar criar uma conta do zero.

Outro ponto importante é que o endereço antigo não deixa de funcionar. Ele passa a atuar como um alias, permitindo que mensagens enviadas para qualquer uma das duas opções cheguem à mesma caixa de entrada. Na prática, o usuário pode manter dois endereços @gmail.com ativos simultaneamente.

A documentação ainda aponta que haverá um período de trava logo após criar um novo endereço no Gmail.

Usuário do Gmail poderá definir um novo endereço principal, sem precisar criar uma conta do zero (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Quem já pode usar o recurso?

O Google ainda não fez um anúncio oficial. No entanto, a existência do documento indica que o recurso já está em fase de liberação gradual. Por enquanto, o material foi encontrado apenas em hindi, o que sugere que os testes iniciais estejam concentrados na Índia antes de uma expansão global.

Usuários que já tiverem acesso encontrarão a opção dentro das configurações da conta do Google, com um link direto para a página de suporte que explica o processo. Não há, até o momento, um cronograma público para a liberação geral.

Serviços concorrentes, como Outlook e Proton Mail, permitem há anos a criação e a troca de aliases de forma mais ampla.
Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com

Usuários de Gmail poderão ter mais de um endereço @gmail.com
Fonte: Tecnoblog