Category: Windows

Brave e AdGuard bloqueiam polêmica função Recall no Windows

Brave e AdGuard bloqueiam polêmica função Recall no Windows

Windows Recall é alvo de controvérsias (imagem: reprodução/Microsoft)

Resumo

Brave e AdGuard vão bloquear a função Recall do Windows sob a alegação de riscos à privacidade.
Segundo as empresas, as capturas de tela automáticas do Recall podem expor dados sensíveis dos usuários.
A Microsoft afirma que o recurso é seguro e opcional, e que os dados ficam salvos localmente.

A polêmica ferramenta Recall, anunciada pela Microsoft para seus novos PCs Copilot+, começou a enfrentar resistência por parte de desenvolvedores. A funcionalidade registra automaticamente capturas de tela da atividade do usuário para ajudar na recuperação de informações, e agora está sendo bloqueada pelo navegador Brave e pelo app de segurança AdGuard.

Ambas as empresas argumentam que o recurso representa um risco à privacidade, já que pode capturar momentos sensíveis, como dados bancários, conversas privadas e outras informações pessoais. Elas seguem o caminho aberto pelo app de mensagens Signal, um dos primeiros a adotar esse tipo de bloqueio, ainda em maio.

Por que o Recall preocupa?

Recall foi apresentado em evento na sede da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Recall captura automaticamente imagens da tela em intervalos regulares, armazenando essas imagens localmente para que o usuário possa revisar atividades anteriores.

Segundo a Microsoft, a ferramenta é opcional, exige autenticação via Windows Hello, mantém os dados criptografados e aplica filtros automáticos para ocultar informações sensíveis. Apesar dessas garantias, o recurso é alvo de controvérsias.

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Seguindo o Signal, o app AdGuard passou a incluir a opção de desativar o Recall em sua versão 7.21 para Windows. Em nota nesta sexta-feira (25/07), a empresa afirma que a ideia de capturas de tela contínuas é “perturbadora” e confiar na detecção automática de conteúdo não é uma estratégia segura.

O AdGuard oferece um conjunto de apps de segurança, mas é mais conhecido por seu bloqueador de anúncios. A companhia argumenta que, com o Recall, senhas numéricas ficam vulneráveis e a prática abre brechas para possíveis abusos ou violações de dados.

AdGuard agora tem opção de desativar o Recall do Windows (imagem: reprodução/AdGuard)

O navegador Brave adotou uma abordagem semelhante e vai bloquear o Recall por padrão a partir da versão 1.81 no Windows 11 ou superior.

Em comunicado, a empresa afirma que permitir o registro de dados de navegação em um banco local é um risco, já que essas informações podem ser acessadas por malwares. Ainda assim, usuários que desejarem podem reativar o Recall manualmente nas configurações de privacidade.

Brave também disponibiliza a opção para bloquear função Recall no Windows (imagem: reprodução/Brave)

O Signal foi pioneiro em restringir o acesso do Recall às suas janelas de conversa. Para isso, adotou um recurso de DRM que impede qualquer ferramenta — inclusive o próprio sistema operacional — de capturar imagens do aplicativo. Apesar de eficaz, essa abordagem também bloqueia o uso de leitores de tela e outros recursos de acessibilidade.

Mesmo após ajustes feitos pela Microsoft depois das primeiras críticas, o Recall segue gerando debate. Ainda em fase de testes, o recurso começou a ser liberado no Windows 11 em abril, e deve ser expandido para mais usuários nos próximos meses.

Com informações do The Verge
Brave e AdGuard bloqueiam polêmica função Recall no Windows

Brave e AdGuard bloqueiam polêmica função Recall no Windows
Fonte: Tecnoblog

Microsoft: Windows 11 24H2 é a versão mais confiável já lançada

Microsoft: Windows 11 24H2 é a versão mais confiável já lançada

Dell XPS 13 e 16 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

A versão 24H2 do Windows 11 é apontada pela Microsoft como a mais confiável e com menos falhas.
A companhia destaca que a atualização KB5062660, recentemente liberada, traz uma série de recursos que melhoram a resiliência do sistema.
Segundo a Microsoft, há uma redução de 24% nas falhas em comparação com a versão 22H2 do Windows 10.

Com a proximidade do fim do suporte ao Windows 10, a Microsoft está engajada em convencer usuários domésticos e organizações a migrarem para o Windows 11. Um dos argumentos usados recentemente pela companhia para isso é o de que a versão 24H2 é a mais confiável já lançada para a plataforma.

Em postagem no Windows IT Pro Blog direcionada ao segmento corporativo, a Microsoft destaca que a atualização KB5062660, liberada neste mês de julho, traz uma série de avanços para o Windows 11 24H2 em dois aspectos principais: resiliência do sistema e minimização do tempo de inatividade.

Com isso, a companhia quer dizer que o sistema operacional está menos suscetível a falhas que causam reinicializações inesperadas e que, quando isso acontece, a recuperação tende a ser mais eficaz, reduzindo o tempo que a máquina fica inativa para reparo:

Juntas, essas atualizações refletem o nosso compromisso em ajudar usuários e administradores de TI a se recuperarem de interrupções mais rapidamente, com menos atrito e maior controle.

Monika Sandhu, executiva da Microsoft

Curiosamente, uma das mudanças destacadas pela Microsoft é a troca da clássica tela azul de erro por uma com fundo preto. Para a companhia, essa não é apenas uma mudança de cor, mas uma simplificação do aviso de erro que pode tornar a resolução do problema mais intuitiva para o usuário.

Sem nenhuma surpresa, a Microsoft também fez uma comparação com o seu antigo sistema operacional. A companhia afirma que, em relação ao Windows 10 22H2, o Windows 11 24H2 apresenta uma redução de 24% nas falhas que causam reinicializações inesperadas.

Também há menção a outro recurso recente do Windows 11: a função Quick Machine Recovery (Recuperação Rápida de Máquina), que promete resolver automaticamente problemas críticos que impedem o sistema operacional de inicializar corretamente.

Em linhas gerais, o texto tenta convencer as organizações de que a migração para o Windows 11 em razão do fim do suporte ao Windows 10 é uma decisão que proporciona vários benefícios em termos de disponibilidade do sistema.

Windows 11 24H2 agora tem uma “tela preta da morte” (imagem: divulgação/Microsoft)

Usuários poderão estender suporte ao Windows 10 por um ano

O Windows 10 deixará de ser suportado pela Microsoft a partir de 14 de outubro de 2025. Depois dessa data, o sistema operacional não receberá mais atualizações de segurança ou updates com novas funções.

Contudo, usuários domésticos poderão estender o suporte ao Windows 10 por um ano pagando uma taxa de US$ 30 ou recorrendo a uma das opções gratuitas para isso. Esse programa inclui somente atualizações de segurança, porém.

O programa também é oferecido a empresas, mas com preços a partir de US$ 61 por computador. Aqui, o plano pode ser renovado por até três anos consecutivos, mas o valor da assinatura aumenta a cada renovação.
Microsoft: Windows 11 24H2 é a versão mais confiável já lançada

Microsoft: Windows 11 24H2 é a versão mais confiável já lançada
Fonte: Tecnoblog

Microsoft encerra loja de filmes e TV no Xbox e Windows

Microsoft encerra loja de filmes e TV no Xbox e Windows

Microsoft garante que títulos já comprados continuarão com suporte (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft encerrou sua loja de filmes e programas de TV no Xbox e Windows nesta sexta-feira (18/07).
Compras anteriores ainda permanecem acessíveis pelo app Filmes e TV, tanto nos PCs quanto nos consoles Xbox.
Agora, a empresa recomenda o uso de serviços de concorrentes, como Amazon Prime Video e Apple TV.

A Microsoft encerrou sua loja de filmes e programas de TV nos consoles Xbox e em PCs com Windows. A partir desta sexta-feira (18/07), não é mais possível comprar novos conteúdos audiovisuais pela Microsoft Store, mas o acesso às compras anteriores continua garantido — ao menos por enquanto.

Agora, a Microsoft orienta os usuários a recorrerem a serviços de streaming de empresas rivais, como Amazon Prime Video e Apple TV, para futuras compras ou assinaturas.

Em um FAQ disponibilizado discretamente, a companhia informa que os títulos já adquiridos continuam disponíveis para download com reprodução em HD por meio do app Filmes e TV no Windows e no Xbox.

Microsoft informa que desativou as compras no app Filmes e TV (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Ainda assim, as obras não poderão ser acessadas por plataformas externas, exceto em casos específicos vinculados ao Movies Anywhere, serviço disponível apenas nos EUA.

Não haverá reembolsos para compras feitas no antigo serviço, mas a Microsoft garante a manutenção do suporte para eventuais problemas de reprodução.

É o fim de uma trajetória iniciada em 2006 com o Zune Video Marketplace. O serviço evoluiu para o Xbox Video em 2012 e, mais tarde, deu origem ao app Filmes e TV, lançado em 2015.

Uma década depois, a Microsoft abandona de vez a distribuição direta de mídia, abrindo espaço para que serviços de streaming assumam esse papel nos seus produtos.

Com informações do The Verge
Microsoft encerra loja de filmes e TV no Xbox e Windows

Microsoft encerra loja de filmes e TV no Xbox e Windows
Fonte: Tecnoblog

Windows 11 ganha função que faz sistema corrigir falhas sozinho

Windows 11 ganha função que faz sistema corrigir falhas sozinho

Windows 11 ganha função que faz sistema corrigir falhas sozinho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Windows 11 agora conta com o Quick Machine Recovery, um recurso de autorreparo que corrige falhas de inicialização.
Disponível na compilação 26100.4762, a novidade chegou ao canal Release Preview do programa Windows Insider.
Diferente do Reparo de Inicialização, o Quick Machine Recovery consulta servidores da Microsoft e exige conexão à internet para funcionar.

A Microsoft começou a liberar um recurso no Windows 11 que permite que o sistema faça autorreparo para solucionar um problema que impede o seu funcionamento. Chamado de Quick Machine Recovery (Recuperação Rápida de Máquina), o mecanismo deve chegar a todos os PCs domésticos com Windows 11 ainda em 2025.

Essa não é exatamente uma novidade. A Microsoft vem testando a função Quick Machine Recovery pelo menos desde março deste ano. Só que, nesta semana, o recurso começou a ser liberado a partir da compilação do 26100.4762 do Windows 11 para usuários do programa de testes Windows Insider.

A liberação está sendo feita por meio do canal Release Preview, que consiste na última fase de teste antes da liberação na versão final do Windows 11.

Como a Recuperação Rápida de Máquina funciona?

Quando ativada, a Recuperação Rápida de Máquina é capaz de detectar problemas que impedem ou prejudicam a correta inicialização do Windows 11 e aciona automaticamente o Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE).

No WinRE, o sistema operacional é capaz de se conectar à internet e consultar os servidores da Microsoft. Estes, por sua vez, analisam os dados da falha para buscar a solução mais apropriada, que, presume-se pode ir da simples atualização de um driver problemático à reversão de uma atualização do Windows que causou problemas na inicialização.

Quick Machine Recovery, ou Recuperação Rápida de Máquina (imagem: reprodução/Microsoft)

É verdade que o Windows já possui uma ferramenta para esse fim. Trata-se do Reparo de Inicialização. A diferença é que a Recuperação Rápida de Máquina tem mais chances de sucesso na solução da falha por consultar a Microsoft para identificar o erro e baixar a correção correspondente, se for o caso.

O Reparo de Inicialização será mantido no Windows 11, pelo menos por mais algum tempo. A ferramenta poderá ser útil quando não for possível conectar o computador à internet.

Vale destacar que esta não é a única novidade da compilação 26100.4762 do Windows 11. A atualização também substitui a temível “Tela Azul da Morte” por um aviso de erro com fundo preto.
Windows 11 ganha função que faz sistema corrigir falhas sozinho

Windows 11 ganha função que faz sistema corrigir falhas sozinho
Fonte: Tecnoblog

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Estado da Alemanha pode adotar o Linux para diminuir dependência de softwares norte-americanos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, substituirá o Microsoft Teams e o Pacote Office por software de código aberto em órgãos públicos.
A mudança visa reduzir a dependência de empresas de tecnologia dos EUA e aumentar a autonomia sobre a infraestrutura digital e dados públicos.
O governo utilizará o LibreOffice, Open-Xchange e prevê a adoção do Linux.
A Dinamarca também vai iniciar uma transição para alternativas de código aberto.

Pouco tempo depois da Dinamarca decidir trocar o Windows e o Microsoft 365 por soluções de código-fonte aberto, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, também anunciou que irá substituir o Microsoft Teams e o Pacote Office por soluções de código aberto em seus órgãos públicos.

Cerca de 60 mil funcionários serão afetados pela medida, que será implementada nos próximos três meses. O governo também deve adotar o sistema operacional Linux nos próximos anos.

A iniciativa ganha força enquanto crescem os debates sobre a dependência europeia diante das big techs, poucos meses antes do fim do suporte ao Windows 10, marcado para 14 de outubro de 2025.

Mais do que uma resposta ao fim do suporte, porém, o ministro de digitalização do estado, Dirk Schrödter, define a medida como um passo necessário para “retomar o controle” sobre os dados públicos e garantir a “soberania digital” da administração pública local.

Mais autonomia

O objetivo principal da mudança é reduzir a dependência de grandes empresas de tecnologia dos EUA. Em meio aos debates sobre o poder das big techs na Europa, o estado alemão quer ter mais controle sobre sua infraestrutura digital — especialmente quanto ao armazenamento de dados de cidadãos e do governo.

A transição planejada pelo governo do estado prevê, inicialmente, a substituição de softwares como o Microsoft Teams e o pacote Office por alternativas de código aberto, além da adoção do Linux nos próximos anos.

Embora nem todos os novos softwares tenham sido especificados, o LibreOffice e o provedor de e-mail Open-Xchange são citados como parte do plano.

Segundo o ministro Schrödter, com o uso de software de código aberto, os órgãos públicos ganham autonomia para auditar e personalizar os sistemas, além de hospedá-los em infraestrutura própria — o que fortalece a independência em relação a fornecedores privados e plataformas de nuvem.

A medida abrange toda a administração pública do estado, incluindo, portanto, o funcionalismo civil, as forças policiais e o sistema judiciário.

O ano do Linux?

LibreOffice também defende troca do Windows 10 pelo Linux (imagem: reprodução/The Document Foundation)

A adoção de softwares de código aberto tem ganhado força na Europa, e outras administrações também consideram ou já iniciaram transições semelhantes.

A Document Foundation, organização por trás do LibreOffice, tem defendido a migração para softwares de código aberto como uma alternativa para usuários e empresas afetados pelo fim do suporte ao Windows 10, que pode forçar a compra de novos computadores para migrar ao Windows 11.

Na Dinamarca, o processo iniciado pelo Ministério de Assuntos Digitais também cita entre os motivos a redução de custos com licenciamento e a diminuição da dependência de empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Por lá, a migração é gradativa e começa em julho. O objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Ainda assim, a transição não é simples. A ministra dinamarquesa Caroline Stage reconheceu que, se o processo for muito complicado, “poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações da France 24
Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto
Fonte: Tecnoblog

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Windows e Office por LibreOffice e Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dinamarca vai substituir o Windows e Microsoft 365 por Linux e LibreOffice até o fim de 2025.
O objetivo é reduzir custos com licenças e dependência de grandes empresas de tecnologia.
A decisão também tem motivação política, ligada à relação conturbada do país com os EUA após as falas de Donald Trump sobre a Groenlândia.

O Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a decisão de trocar o Windows e o Microsoft 365 (Office) por soluções de código-fonte aberto. A partir do próximo mês, o órgão governamental começará a usar distribuições Linux e o LibreOffice no lugar dos softwares da Microsoft.

Se você acha que a decisão tem relação com o fim do suporte ao Windows 10, previsto para acontecer a partir de 14 de outubro de 2025, achou certo. Mas esse não é o único motivo: o ministério também quer reduzir os custos com licenciamento de software.

Tem mais. De acordo com o jornal dinamarquês The Local, a ministra da digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, quer tornar o país menos dependente de gigantes da tecnologia, o que envolve a Microsoft.

Ainda segundo o veículo, também há motivações políticas. A Microsoft é uma companhia americana, e a relação entre Dinamarca e Estados Unidos não tem sido das mais amigáveis atualmente.

Em parte, a causa dessa instabilidade política entre os dois países está nas declarações do presidente Donald Trump sobre assumir o controle da Groenlândia, território que faz parte do Reino da Dinamarca.

Não se trata exatamente de uma retaliação, mas de uma abordagem preventiva: existe a preocupação de que a administração Trump tome alguma iniciativa contra a Dinamarca que, de uma hora para a outra, dificulte o acesso do país a soluções tecnológicas fornecidas por empresas americanas.

Writer, editor de textos do LibreOffice (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Como será a migração para Linux e LibreOffice?

O abandono das soluções da Microsoft será gradativo. Pelo menos inicialmente, o objetivo é fazer a mudança para Linux e LibreOffice no próprio Ministério de Assuntos Digitais.

A migração terá início em julho, mas o objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Não está claro se, depois disso, haverá migração para softwares de código aberto em outros ministérios ou órgãos do governo da Dinamarca. Seja como for, a decisão vem na esteira de um anúncio similar feito recentemente pelas administrações municipais de Copenhague e Aarhus.

É claro que esse tipo de mudança não é simples e pode não ter o efeito esperado. Por isso, a ministra Caroline Stage tratou de avisar: “se a mudança se mostrar muito complicada, poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações de The Local e Politiken
Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux
Fonte: Tecnoblog

Tráfego aéreo dos EUA ainda usa disquetes e até o Windows 95

Tráfego aéreo dos EUA ainda usa disquetes e até o Windows 95

Disquetes de 3,5 polegadas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Com o Windows 10 perto de ter o seu ciclo de suporte encerrado pela Microsoft, causa espanto que versões ainda mais antigas do sistema operacional estejam em uso. É o que ocorre na Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos, que ainda depende do Windows 95, de disquetes e outras tecnologias ultrapassadas.

O assunto veio à tona em uma audiência orçamentária realizada recentemente no Congresso dos Estados Unidos. A FAA quer modernizar os seus sistemas para tornar o controle de tráfego aéreo do país menos suscetível a falhas.

Para tanto, Chris Rocheleau, chefe interino da FAA, prestou esclarecimentos ao Congresso sobre o novo plano. Durante a audiência, o executivo explicou que o órgão ainda depende de tecnologias e equipamentos muito antigos para justificar a necessidade de atualização.

Em linhas gerais, Rocheleau deixou claro que quer promover uma ampla modernização na FAA para evitar que tecnologia obsoleta continue colocando sob risco o sistema de controle de tráfego aéreo americano. “Chega de disquetes e tiras de papel”, completou.

Apesar de o assunto ter sido discutido recentemente, o uso de tecnologia obsoleta preocupa órgãos governamentais dos Estados Unidos há muito tempo. No caso da FAA, sabe-se que muitas torres de controle de tráfego aéreo do país utilizam, além de disquetes, computadores com Windows 95.

Área de Trabalho do Windows 95 (imagem: reprodução/Microsoft)

Os riscos das tecnologias antigas

Estima-se que cerca de um terço dos sistemas de controle de voo dos Estados Unidos ainda depende de tecnologia obsoleta. Isso é um problema por várias razões.

Basta lembrarmos, como exemplo, que disquetes são unidades de armazenamento frágeis e, portanto, altamente suscetíveis a perda de dados. Com relação ao Windows 95, esse sistema não tem a estabilidade das versões mais recentes, além de ser inseguro.

Para piorar a situação, as tecnologias obsoletas em uso não se limitam a essas. Muitas redes de comunicação da FAA ainda utilizam fios de cobre de linhas telefônicas comuns, por exemplo, que são mais frágeis e limitadas em termos de desempenho.

O efeito não poderia ser outro: desde o fim de abril, pelo menos três falhas em sistemas de comunicação e radar foram registradas no Aeroporto Internacional Newark Liberty, em Nova Jersey, causando dezenas de atrasos e cancelamento de voos.

Se por um lado é visível a necessidade de modernização desses sistemas, por outro, será difícil o governo americano aprovar o orçamento necessário para isso, estimado em “dezenas de bilhões de dólares”. A intenção é modernizar os sistemas dentro de quatro anos, mas especialistas acham que é pouco provável esse prazo ser cumprido, tamanha a complexidade da empreitada.

O plano de modernização dos sistemas de tráfego aéreo dos Estados Unidos é descrito neste documento.

Com informações de NPR e The Register
Tráfego aéreo dos EUA ainda usa disquetes e até o Windows 95

Tráfego aéreo dos EUA ainda usa disquetes e até o Windows 95
Fonte: Tecnoblog

Tela azul no Windows 11? Patch corrige bug de inicialização

Tela azul no Windows 11? Patch corrige bug de inicialização

Erro causava tela azul no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A atualização de segurança KB5058405, lançada em 13 de maio de 2025, causou falhas de inicialização no Windows 11 23H2 e 22H2, exibindo o erro 0xc0000098.
A Microsoft reconheceu o bug e disponibilizou o patch corretivo KB5062170 no sábado (31/05).
A correção não chegará automaticamente via Windows Update e deve ser baixada manualmente pelo Catálogo Microsoft Update.

Uma atualização de segurança lançada em 13 de maio para o Windows 11 causou problemas para alguns usuários. O update KB5058405, destinado a corrigir falhas nas versões 23H2 e 22H2 do sistema, impedia que certos PCs inicializassem corretamente.

Em vez de carregar o sistema, as máquinas exibiam a tela azul com uma mensagem de erro e o código 0xc0000098. A Microsoft reconheceu o problema e liberou uma atualização corretiva, voltada especialmente às máquinas que foram (ou tendem a ser) afetadas pelo bug.

Como aconteceu o bug no Windows 11?

Após a instalação do patch, usuários relataram uma tela de recuperação com a mensagem “PC/Dispositivo precisa ser reparado” devido a um arquivo de sistema ausente ou corrompido, acompanhada do erro 0xc0000098, associado ao arquivo de sistema ACPI.sys, como na imagem abaixo.

Problema de inicialização acontece após update de segurança de maio (imagem: Main-Apartment8743/Reddit)

A Microsoft confirmou o bug e informou que, embora alguns computadores físicos tenham sido atingidos, o problema prevaleceu em ambientes de virtualização, como Azure Virtual Machines, Azure Virtual Desktop e máquinas virtuais locais em Citrix ou Hyper-V. Portanto, o erro afetou principalmente ambientes de TI.

Quem usa o Windows 11 Home ou Pro em PCs domésticos, fora desse cenário, tem menos chance de ter sido afetado.

Diante dos relatos, a Microsoft liberou no sábado (31/05) o patch KB5062170, uma correção “fora de banda” (OOB) voltada especialmente para resolver o bug de inicialização causado pelo update anterior.

Nova atualização corrige a tela azul no Windows 11 (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A empresa recomenda que administradores de TI e usuários que enfrentaram o erro — especialmente em ambientes com máquinas virtuais — realizem a instalação manual do novo patch.

A atualização é cumulativa, ou seja, inclui todas as correções anteriores e resolve a falha de inicialização observada após o update de maio.

Como instalar a correção?

Para quem foi afetado pelo erro de inicialização após a atualização de maio, a Microsoft recomenda seguir alguns passos para recuperar o acesso ao sistema antes de aplicar o patch corretivo:

Dispositivos com Ambiente de Recuperação (WinRE): acesse o WinRE (ativado automaticamente após repetidas falhas de inicialização ou por uma tecla específica no boot) e selecione a opção para reiniciar o sistema. Se o Windows carregar normalmente, já é possível instalar a atualização KB5062170.

Dispositivos sem WinRE (comum em máquinas virtuais): será necessário montar o disco rígido virtual (VHD) da máquina afetada em outro computador ou máquina virtual, como um disco secundário. Após montado e acessado, basta retornar o VHD à máquina original e tentar iniciar o Windows em modo normal. Nessa etapa, o sistema reverte para o último estado estável.

Para usuários do Azure, a Microsoft recomenda o uso dos comandos de reparo automatizados para realizar o mesmo procedimento.

A correção não chegará automaticamente no Windows Update. Por isso, acesse a página da atualização KB5062170 no Catálogo do Microsoft Update, escolha entre a versão para x64 ou ARM e faça o download.

Com informações de Microsoft e PCWorld
Tela azul no Windows 11? Patch corrige bug de inicialização

Tela azul no Windows 11? Patch corrige bug de inicialização
Fonte: Tecnoblog

Windows 11: Bloco de Notas recebe atualização com suporte a negrito, itálico e sublinhado

Windows 11: Bloco de Notas recebe atualização com suporte a negrito, itálico e sublinhado

O Bloco de Notas do Windows 11 está recebendo mais uma atualização relevante, agora com suporte a formatações como negrito, itálico e sublinhado. A novidade já está disponível para usuários inscritos nos canais Canary e Dev do programa Windows Insider.Desde o lançamento do Windows 11 em 2021, o Bloco de notas recebeu algumas das atualizações mais significativas em seus 42 anos de existência. Embora o editor de texto simples tenha servido tradicionalmente como uma alternativa leve ao Microsoft Word para codificação e anotações simples, as adições recentes estão fazendo com que ele se assemelhe cada vez mais a um processador de texto tradicional.

A nova barra de formatação permite aplicar estilos de texto diretamente no editor, aproximando o aplicativo da experiência de processadores de texto tradicionais. A ferramenta também passa a oferecer suporte a listas com marcadores, hiperlinks e formatação em Markdown.Clique aqui para ler mais

Windows 11: Bloco de Notas recebe atualização com suporte a negrito, itálico e sublinhado
Fonte: Tudocelular

Bloco de Notas do Windows começa (finalmente) a testar o suporte a markdown

Bloco de Notas do Windows começa (finalmente) a testar o suporte a markdown

Bloco de Notas do Windows terá novidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Bloco de Notas do Windows está sendo atualizado com suporte a formatação de texto, com suporte a markdown, negrito, itálico, listas, títulos e hiperlinks.
A nova barra de formatação permite aplicar estilos e alternar entre visualização formatada e modo de sintaxe markdown.
Por enquanto, o recurso está disponível nos canais Canary e Dev do Windows Insider, ainda sem data para lançamento na versão estável do Windows 11.

O Bloco de Notas do Windows está saindo do básico. O software começou a receber uma atualização que traz formatação de texto e o tão esperado suporte a markdown. A novidade está disponível, por enquanto, apenas para usuários dos canais Canary e Dev do programa Windows Insider, que testam versões prévias do Windows 11.

Com a atualização, o Bloco de Notas também passa a oferecer suporte a recursos básicos de formatação, como negrito, itálico, criação de listas, títulos e até inserção de links. A interface ganhou uma nova barra de ferramentas dedicada a esses comandos, posicionada no topo, ao lado dos menus tradicionais como Arquivo, Editar e Exibir.

Como funciona a formatação no Bloco de Notas?

Bloco de Notas recebe nova barra de formatação de texto (imagem: Microsoft)

A principal mudança no Bloco de Notas é a inclusão de uma barra de formatação que permite aplicar estilos ao texto enquanto o usuário digita ou seleciona trechos específicos. Além dos botões de negrito, itálico e hiperlink, há suporte para itens como listas numeradas, marcadores e níveis de títulos.

A atualização permite que os usuários alternem entre a visualização com formatação e o modo de sintaxe markdown, acessando essa opção diretamente no menu “Exibir” ou pelo botão localizado na barra de status, na parte inferior da janela.

Markdown é uma linguagem pensada para facilitar a formatação de textos. Em vez de usar botões na interface, basta inserir marcadores enquanto digita — como underlines (_) ou asteriscos (*). Com o markdown, é possível criar arquivos leves, fáceis de editar e compartilhar.

Se o usuário preferir, a atualização permite remover toda a formatação aplicada usando a própria barra de ferramentas ou o menu de edição. Outra possibilidade é a opção de desabilitar completamente esses novos recursos, mantendo o Bloco de Notas no modo texto puro, como sempre foi. A configuração pode ser alterada nas preferências do aplicativo.

Bloco de Notas no lugar do Word?

As constantes atualizações do Bloco de Notas indicam que o aplicativo está passando por uma grande transformação, especialmente após a Microsoft aposentar o WordPad.

Além dos recursos de formatação, recentemente foi iniciada a fase de testes de uma função que usa inteligência artificial para gerar textos automaticamente, a partir de comandos dados pelo usuário.

Com essas mudanças, o Notepad deixa de ser apenas um editor básico e começa a incorporar funcionalidades que, até pouco tempo atrás, eram exclusivas de editores de texto mais robustos, como o próprio Word.

Ainda assim, a proposta permanece sendo a de um aplicativo leve e prático, agora com mais possibilidades para quem precisa organizar conteúdos, criar anotações estruturadas ou trabalhar diretamente com arquivos no formato markdown.

A Microsoft não informou quando as novidades chegarão à versão estável do Windows 11. Por enquanto, a atualização está restrita aos participantes do programa de testes Windows Insider.

Com informações da Microsoft e do The Verge
Bloco de Notas do Windows começa (finalmente) a testar o suporte a markdown

Bloco de Notas do Windows começa (finalmente) a testar o suporte a markdown
Fonte: Tecnoblog