Category: WhatsApp

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram oficialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O governo da Rússia bloqueou WhatsApp, Telegram, Facebook e Instagram, afetando milhões de usuários no país.
O aplicativo estatal Max substitui os mensageiros bloqueados, mas não oferece criptografia de ponta a ponta, permitindo vigilância governamental.
A medida gerou reações negativas, inclusive entre apoiadores do Kremlin, devido à dependência do Telegram para comunicação militar.

O governo da Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp e ao Telegram no país, ampliando uma estratégia de restrição a plataformas estrangeiras de comunicação. A medida também atinge Facebook e Instagram, oferecendo como alternativa o aplicativo estatal conhecido como Max, descrito por autoridades como um “mensageiro nacional”.

Há meses, o governo russo vem endurecendo as regras contra mensageiros de outros países. No entanto, o bloqueio ocorreu de forma abrupta e afetou milhões de usuários. Segundo o Financial Times, russos foram impedidos de acessar o WhatsApp na tarde dessa quarta-feira (11/02), após meses de pressão. Até então, o aplicativo da Meta somava ao menos 100 milhões de usuários no país.

A ação só foi possível porque a Rússia centralizou o tráfego de internet dentro de seu território, roteando conexões por servidores controlados pelo Estado. Isso permite ao regulador local, o Roskomnadzor, remover serviços inteiros do que equivale a um diretório nacional da internet, tornando-os inacessíveis para a população.

Por que o governo russo bloqueou os mensageiros?

A justificativa oficial gira em torno de soberania digital e segurança nacional. Contudo, o Financial Times menciona que o “mensageiro oficial” do governo foi criado para fins de vigilância. Diferentemente do WhatsApp e do Telegram, que usam criptografia de ponta a ponta, o Max não oferece esse tipo de proteção.

O 9to5Mac afirma que todas as mensagens trocadas no aplicativo estatal podem ser lidas pelas autoridades. O projeto é descrito como um clone do WeChat, plataforma chinesa conhecida pela forte integração com sistemas de monitoramento governamental.

Além dos mensageiros, a Rússia também bloqueou Facebook e Instagram e classificou a Meta como “uma organização extremista”, o que reforça o afastamento de serviços ocidentais. A restrição ao Telegram vinha sendo implementada gradualmente nas últimas semanas, até que o acesso foi praticamente inviabilizado.

Governo de Putin impediu acesso a WhatsApp e Telegram (foto: reprodução/Kremlin de Moscou)

Bloqueio afeta até apoiadores do Kremlin

A decisão, no entanto, provocou reações inesperadas dentro do próprio país. O Telegram é amplamente utilizado por militares russos envolvidos na guerra na Ucrânia, tanto para comunicação pessoal quanto para alertas sobre ataques de drones e mísseis.

Relatos indicam que até apoiadores do presidente Vladimir Putin demonstraram irritação com o bloqueio, justamente por dependerem do aplicativo para informações rápidas e comunicação em áreas sensíveis.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona
Fonte: Tecnoblog

União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp

União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp

União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Comissão Europeia exigiu que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp Business, contestando nova política que impede integração com chatbots de terceiros;
Meta argumenta que política é necessária para evitar sobrecarga nos sistemas do WhatsApp, mas Comissão Europeia vê risco de prejuízo à concorrência;
União Europeia pode impor multas e outras punições à Meta.

Uma nova política da Meta impede que chatbots de IA de terceiros sejam integrados ao WhatsApp. A Comissão Europeia não está de acordo com isso e tratou de avisar a companhia de que essa medida precisa ser revista para evitar que concorrentes sejam prejudicados.

Em vigor desde 15 de janeiro, a nova política da Meta proíbe empresas especializadas em inteligência artificial de oferecer serviços do tipo no WhatsApp Business quando esse tipo de tecnologia for o seu principal produto, e não um recurso tecnológico complementar.

Como consequência, a Microsoft removeu a integração do Copilot com o WhatsApp. A OpenAI fez o mesmo com relação ao ChatGPT, bem como outras empresas do ramo.

Em linhas gerais, a Meta argumenta que a medida foi necessária porque a integração com chatbots de IA exige muitos recursos dos sistemas do serviço por causa do grande volume de mensagens gerado e, como consequência, acaba desvirtuando o WhatsApp Business de seu propósito principal, que é a comunicação entre pessoas e empresas.

Mas, para a Comissão Europeia, a decisão da Meta pode prejudicar a concorrência no mercado de inteligência artificial, pois faz o mensageiro ter suporte apenas à integração com a Meta AI.

No alerta enviado à Meta, a Comissão Europeia dá a entender que, se a nova política não for anulada voluntariamente, reguladores da União Europeia poderão forçar a companhia a fazê-lo com base nas leis de concorrência vigentes nos países do bloco.

Em uma situação extrema, a punição para o não cumprimento das determinações impostas pela Comissão Europeia pode fazer a Meta ser condicionada a pagar uma multa correspondente a até 10% de sua receita global anual, entre outras possíveis implicações.

A inteligência artificial está trazendo inovações incríveis para os consumidores, e uma delas é o mercado emergente de assistentes virtuais.

Devemos proteger a concorrência efetiva neste campo dinâmico, o que significa que não podemos permitir que empresas de tecnologia dominantes se aproveitem ilegalmente de sua posição para obter vantagem injusta.

Teresa Ribera, vice-presidente executiva para transição limpa, justa e competitiva da Comissão Europeia

Antes de efetuar mudanças em suas operações, a Meta poderá se defender perante à Comissão Europeia.

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que a Meta diz sobre a notificação da Comissão Europeia?

A Meta se defendeu da notificação da Comissão Europeia reforçando o argumento de que serviços externos de IA podem sobrecarregar os sistemas do WhatsApp e ressaltando que o setor tem outros meios para expressar concorrência:

Existem muitas opções de IA e as pessoas podem utilizá-las por meio de lojas de aplicativos, sistemas operacionais, dispositivos, websites e parcerias com a indústria. A lógica da Comissão assume incorretamente que a API do WhatsApp Business é um canal de distribuição fundamental para esses chatbots.

Existe a possibilidade de que o governo dos Estados Unidos considere a notificação à Meta um cerco da União Europeia a companhias americanas, o que pode aumentar as tensões políticas entre os dois lados.

Mas a União Europeia não está sozinha nos questionamentos à decisão da companhia. Um exemplo disso está no Brasil: o Cade já investiga se a nova política do WhatsApp pode afetar a concorrência em IA no país.

Com informações de CNBC e Bloomberg
União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp

União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp
Fonte: Tecnoblog

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

SSP usa WhatsApp verificado para enviar intimações oficiais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A SSP-SP usa o WhatsApp para notificar celulares com restrição criminal, em parceria com a Meta, usando um perfil verificado.
Intimações são enviadas por um perfil oficial, e os cidadãos devem confirmar a legitimidade pelo selo de verificação.
Desde junho do ano passado, o programa SP Mobile recuperou 17,5 mil aparelhos e enviou mais de 5,4 mil notificações.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) começou a usar o WhatsApp como canal oficial para notificar pessoas associadas a celulares com restrição criminal. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Meta e prevê o envio de intimações por meio de um perfil verificado, operado pela Polícia Civil.

A mudança busca dar mais segurança ao processo de comunicação com os cidadãos e resolver problemas técnicos enfrentados anteriormente, como o bloqueio automático de mensagens classificadas como spam.

Como funcionam as notificações oficiais?

De acordo com a SSP, as intimações são enviadas exclusivamente por um perfil oficial com selo de verificação do WhatsApp, indicando que o perfil pertence à Secretaria da Segurança Pública. O Tecnoblog perguntou à secretaria o número oficial da conta, mas não obteve resposta.

A parceria com a Meta também envolve o uso da Interface de Programação de Aplicações (API) da empresa, o que permite maior controle sobre o envio das mensagens e evita que elas sejam barradas pelos sistemas automáticos da plataforma. Nesta semana, cerca de 2 mil notificações estão sendo encaminhadas para celulares que possuem algum tipo de queixa criminal.

As pessoas notificadas devem comparecer à delegacia indicada dentro do prazo informado para prestar esclarecimentos. O comparecimento voluntário, segundo a SSP, é a forma mais simples de resolver a situação e evitar medidas posteriores.

O que o cidadão deve fazer ao receber a mensagem?

Perfil verificado reforça a segurança das notificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal orientação é confirmar a legitimidade da notificação. Mensagens oficiais enviadas pela SSP no WhatsApp sempre exibem o selo de verificação, o que garante que o contato é institucional. A secretaria reforça que a Polícia Civil não solicita senhas, dados bancários, códigos de confirmação nem qualquer tipo de pagamento por Pix ou boleto.

Após receber a intimação, o cidadão deve se dirigir a uma delegacia de sua escolha ou à unidade indicada na mensagem, levando o celular notificado e um documento de identidade original. Caso tenha nota fiscal ou comprovante de compra do aparelho, esses documentos também devem ser apresentados para análise da procedência e da boa-fé na aquisição.

A medida integra o programa SP Mobile, criado em junho do ano passado para combater furtos e roubos de celulares. Desde então, o sistema já recuperou 17,5 mil aparelhos, devolveu 5,9 mil às vítimas e enviou mais de 5,4 mil notificações. A SSP alerta que ignorar uma intimação oficial pode levar à abertura de diligências, incluindo apreensão do aparelho e responsabilização legal.
Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta planeja lançar planos de assinatura (pagos) para WhatsApp, Facebook e Instagram, mantendo os recursos principais gratuitos;
Recursos pagos incluirão funções de inteligência artificial, como geração de vídeos via Vibes e agentes de IA da Manus;
WhatsApp pode ainda ter versão paga sem anúncios por 4 euros mensais.

Um dos serviços de mensagens instantâneas mais populares do mundo deve ganhar uma modalidade paga nos próximos meses. A Meta revelou que está se preparando para testar planos de assinatura no WhatsApp. Novos recursos pagos também devem chegar ao Facebook e ao Instagram.

Em todos esses serviços, os recursos principais continuarão gratuitos. Apenas funções extras ou complementares farão parte dos planos pagos. Isso significa que WhatsApp, Facebook e Instagram não se tornarão obrigatoriamente pagos, mas oferecerão recursos premium a quem estiver disposto a pagar por eles.

Pagar quanto? Bom, estimativas de preços ainda não foram dadas pela Meta.

Quais serão os recursos pagos do WhatsApp?

Talvez nem a própria Meta saiba ao certo. A companhia informou ao TechCrunch que testará recursos pagos nos mencionados serviços, mas deu poucos detalhes sobre eles.

Sabe-se, contudo, que recursos de inteligência artificial deverão fazer parte do pacote. Nesse sentido, a Meta considera oferecer uma opção de geração de vídeos via Vibes, ferramenta anunciada em 2025 que usa IA para produzir filmes curtos. Esse recurso deverá ser interessante principalmente para quem gosta de publicar Reels no Instagram ou vídeos nos Status do WhatsApp.

Ainda no campo da inteligência artificial, está nos planos colocar entre os recursos pagos os agentes de IA da Manus, startup adquirida pela Meta no fim de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.

Tratando especificamente do WhatsApp, o WABetaInfo reportou recentemente que o mensageiro poderá ter uma versão paga que não exibe anúncios publicitários.

Plano pago no WhatsApp que não exibe anúncios, recurso ainda não oficial (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Neste ponto, convém destacar que alguns usuários já se deparam com anúncios nos Status do WhatsApp ou sob a forma de canais promovidos na área Atualizações do serviço.

O WABetaInfo divulgou capturas de tela que mostram a ativação do recurso que inibe anúncios no WhatsApp mediante o pagamento de 4 euros (R$ 25, na conversão direta) por mês. Isso sugere que essa opção, quando for lançada, será oferecida à parte em relação aos planos pagos que terão funções de IA.

De igual forma, o Meta Verified, que adiciona selo de verificação e recursos para criadores de conteúdo ou organizações nos serviços da companhia, deverá continuar sendo oferecido como uma assinatura mensal à parte.

É claro que tudo isso pode mudar quando a Meta lançar os tais planos pagos. Fiquemos de olho.
WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros em grupos

WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros em grupos

WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros de grupos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

WhatsApp testa o compartilhamento de histórico de conversas em grupos com novos membros.
A funcionalidade foi encontrada no beta para iOS e virá desativada por padrão, visando controle sobre o que é compartilhado.
Mensagens compartilhadas continuarão protegidas por criptografia de ponta a ponta.

O WhatsApp começou a testar um recurso que permite compartilhar o histórico recente de mensagens com novos integrantes de grupos. A funcionalidade foi encontrada na versão para iPhone através do programa beta TestFlight.

A função quer resolver aquele problema de ter que explicar a novos usuários o que já foi comentado anteriormente em um grupo. De acordo com o site especializado WABetaInfo, o aplicativo vai exigir uma autorização para compartilhamento.

O recurso já havia sido identificado anteriormente em testes no Android e, com essa etapa no iOS, o WhatsApp começa a alinhar o funcionamento entre as duas plataformas móveis.

Como vai funcionar o compartilhamento do histórico?

WhatsApp testa envio de histórico de conversas (imagem: reprodução/WABetaInfo)

A função permite enviar até 100 mensagens recentes, desde que tenham sido trocadas nos últimos 14 dias antes da entrada do novo membro. Para verificar se a opção está disponível, o usuário precisará adicionar alguém ao grupo e acessar a tela de informações da conversa. Ao selecionar “Adicionar participante”, pode surgir, ao final do processo, a opção de compartilhar mensagens recentes.

Caso apareça, o usuário escolhe se deseja enviar o histórico e quantas mensagens serão compartilhadas, podendo optar por um número menor que o limite máximo. A ideia é dar mais controle sobre o que será repassado, evitando o envio automático de todo o conteúdo recente.

As mensagens compartilhadas aparecem destacadas visualmente para o novo integrante. Para os demais participantes, o WhatsApp também sinaliza que o histórico foi enviado, indicando quem realizou o compartilhamento.

O pessoal do WABetaInfo também menciona que o recurso estará desativado por padrão. A decisão de compartilhar ou não o histórico cabe exclusivamente ao usuário que está adicionando o novo participante.

As mensagens compartilhadas continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta, utilizando as chaves de segurança armazenadas no dispositivo da pessoa que adicionou o novo membro.

Quando chega para todos?

Por enquanto, o recurso está restrito a parte dos testadores da versão beta no iOS.

Ainda não há uma data confirmada para o lançamento, mas usuários com acesso ao teste já conseguem compartilhar mensagens até mesmo com pessoas que ainda não receberam a funcionalidade em suas contas.

WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros em grupos

WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros em grupos
Fonte: Tecnoblog

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade investiga Meta por política que barra serviços de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Cade investiga Meta por possível abuso de posição dominante no Brasil com relação aos novos termos de uso do WhatsApp Business;
A novo política do serviço, prevista para 15 de janeiro, proíbe empresas de IA de oferecer serviços no WhatsApp Business se esse tipo de tecnologia for o seu principal produto;
Cade suspendeu aplicação dos novos termos até a conclusão das investigações.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou um inquérito administrativo para apurar possíveis práticas de abuso de posição dominante pela Meta no Brasil. A Superintendência-Geral (SG) do órgão investiga se os novos termos de uso do WhatsApp Business prejudicam a concorrência com serviços de IA de terceiros.

A investigação vem na esteira de uma queixa registrada no Cade pelas startups Luzia e Zapia, em novembro de 2025, que acusam a Meta de implementar termos de uso nas soluções do WhatsApp Business que privilegiam a Meta AI na plataforma, em detrimento de serviços concorrentes.

Prevista para entrar em vigor em 15 de janeiro, a nova política proíbe empresas especializadas em inteligência artificial de oferecer serviços do tipo no WhatsApp Business quando esse tipo de tecnologia for o seu principal produto, e não um recurso tecnológico complementar.

É por isso que a Microsoft anunciou o fim da integração do Copilot com o WhatsApp. A OpenAI fez o mesmo com relação ao ChatGPT.

Cade suspende aplicação dos novos termos do WhatsApp

De modo complementar ao inquérito administrativo, o Cade determinou a suspensão da aplicação dos novos termos no WhatsApp Business até que as investigações sejam concluídas:

A SG analisa se as alterações pretendidas têm o potencial de fechar mercados, excluir concorrentes e favorecer indevidamente a ferramenta de inteligência artificial proprietária da Meta (“Meta AI”), que poderia se tornar a única opção disponível aos usuários da plataforma.

Se irregularidades forem encontradas, o Cade poderá determinar a abertura de um processo administrativo contra a Meta. Os detalhes da investigação estão disponíveis na página do Inquérito Administrativo n° 08700.012397/2025-63.

Cade investiga se nova política beneficia Meta AI (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que diz a Meta sobre a investigação do Cade?

Ao Tecnoblog, a Meta enviou o seguinte posicionamento sobre o inquerito aberto pelo Cade:

Essas alegações são fundamentalmente equivocadas. O surgimento de chatbots de IA na Plataforma do WhatsApp Business sobrecarrega nossos sistemas, que não foram projetados para esse tipo de suporte.

Essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos. O canal adequado para a entrada dessas empresas de IA no mercado são as próprias lojas de aplicativos, seus websites e parcerias na indústria, e não a Plataforma do WhatsApp Business.

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens trocadas na virada de 2026.
Claro, Vivo e TIM reforçaram redes 5G para atender à demanda de Ano Novo.
WhatsApp introduziu efeitos de fogos e confetes para chamadas de vídeo e notas de vídeo.

As operadoras brasileiras reforçaram a infraestrutura de rede para garantir a conectividade durante a virada de ano (31/12). A movimentação busca suportar o pico de tráfego de dados esperado para as festividades, especialmente em aplicativos de mensageria. O WhatsApp, principal serviço do gênero no Brasil, prevê que 100 bilhões de mensagens serão trocadas globalmente no réveillon, além de aproximadamente 2 bilhões de chamadas de voz e vídeo.

As prestadoras de telefonia confirmaram ao Tecnoblog que o monitoramento será intensificado para evitar instabilidades. O período é conhecido pelo alto volume de transmissões ao vivo e postagens em redes sociais, o que exige uma coordenação técnica específica para suportar a densidade de usuários em pontos turísticos.

Quais operadoras reforçaram o sinal para o Ano Novo?

Claro, TIM e Vivo manterão equipes de prontidão durante a virada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Claro foi a prestadora que melhor detalhou a operação de fim de ano ao TB. A empresa explicou que houve adição de capacidade de rede em regiões turísticas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Florianópolis e Salvador. A operadora também destacou que a expansão do 5G ao longo de 2025 deve auxiliar na conectividade dos usuários, oferecendo maior largura de banda para quem estiver em áreas cobertas pela nova tecnologia.

Já a Vivo e a TIM informaram que manterão equipes de plantão para garantir a estabilidade e a disponibilidade dos serviços. Ambas as empresas admitem que o réveillon é marcado por uma intensificação drástica no uso da rede. O monitoramento será contínuo a partir de seus centros de operações, permitindo intervenções técnicas rápidas caso ocorra congestionamento em células específicas de sinal móvel.

As novidades do WhatsApp para a virada

WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)

Além das estimativas de tráfego, o WhatsApp destacou recursos desenhados para a celebração. Entre as funções estão os efeitos de fogos de artifício e confetes para as chamadas de vídeo, além das notas de vídeo, que permitem registrar a contagem regressiva de forma rápida. O aplicativo reforçou que todas as comunicações, incluindo as 2 bilhões de chamadas previstas, contam com criptografia de ponta a ponta.

Para a organização de eventos, o serviço de mensagens enfatizou o uso de enquetes e a criação de eventos dentro dos chats, ferramentas que facilitam a confirmação de presença em festas. O pacote de figurinhas de 2026 e as reações animadas com confete também estarão disponíveis para os usuários até o dia dois de janeiro.
Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

Meta transforma aplicativo nativo em um “web wrapper” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp para Windows agora usa um web wrapper baseado em WebView2, aumentando o consumo de RAM em até sete vezes em uso intenso.
A nova versão unifica o código com o WhatsApp Web, acelerando atualizações e mudanças na interface gráfica.
A mudança afeta principalmente computadores com menos de 16 GB de RAM, causando lentidão.

O WhatsApp está realizando uma profunda mudança no aplicativo para Windows. A versão Desktop passou a mostrar avisos de que a conta foi desconectada. Na sequência, segundo relatos na internet, o usuário é direcionado para o download de uma nova versão do WhatsApp Desktop que ficou famosa por causa das muitas críticas.

Essa atualização substitui o software por um web wrapper, ou seja, um programa que repete o funcionamento de uma aba do navegador aberta no WhatsApp Web e que consome mais recursos de hardware. Ela utiliza a tecnologia WebView2, baseada no motor Chromium do Microsoft Edge, uma estratégia que permite à Meta liberar atualizações com mais facilidade.

7 vezes mais RAM

A principal diferença técnica reside na forma como o aplicativo gerencia a memória. Enquanto aplicativos nativos são otimizados para se comunicarem diretamente com as APIs do sistema operacional, a nova versão baseada em WebView2 funciona como uma aba de navegador dedicada, conforme explicamos acima. Isso exige a execução de mais processos para renderização gráfica, controle de rede e armazenamento.

Análises técnicas realizadas pelo portal Windows Latest indicaram que o novo aplicativo pode consumir até sete vezes mais memória RAM em cenários de uso intenso. Testes anteriores já apontavam um consumo de cerca de 30% mais recursos, dividindo a execução em diversos sub-processos como “WebView2 GPU Process”, “WebView2 Manager” e “Crashpad”.

Mudança faz mensageiro rodar sobre a base do Chromium (imagem: reprodução/Windows Latest)

Para computadores mais potentes e equipados com pelo menos 16 GB de memória RAM, a mudança pode passar despercebida. No entanto, para máquinas antigas com especificações modestas ou para usuários que mantêm softwares pesados abertos simultaneamente, a transição pode resultar em lentidão no sistema.

O que muda no WhatsApp para Windows?

Uma vantagem do novo app é a paridade de recursos. O WhatsApp Web costuma receber novidades — como atualizações nos Canais, Status e ferramentas de Comunidade — com mais agilidade do que as versões desktop. Ao unificar o código, a empresa elimina a necessidade de adaptar cada nova função para linguagens de programação diferentes, acelerando o ciclo de desenvolvimento.

A interface gráfica também sofreu alterações. A estética, que antes seguia elementos visuais do Windows 10 e 11, agora apresenta um design mais genérico, idêntico ao visualizado no Chrome ou Edge.

Novidade promete agilizar a chegada de recursos exclusivos (imagem: reprodução/Windows Latest)

A decisão da Meta marca uma inversão curiosa de postura. Até pouco tempo, a página de suporte da empresa destacava a superioridade dos aplicativos nativos, afirmando que as versões para Windows e Mac ofereciam “maior desempenho e confiabilidade”. Esse texto foi removido recentemente, dando lugar a uma lista genérica de funcionalidades.

Até o momento, a mudança parece restrita ao Windows. Não há confirmação se a versão para macOS seguirá o mesmo caminho.
WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado

WhatsApp força usuários de Windows a instalarem app muito mais pesado
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp Web tem erro inesperado e fica sem funcionar nesta quarta (3)

WhatsApp Web tem erro inesperado e fica sem funcionar nesta quarta (3)

WhatsApp passou a apresentar problemas por volta das 9h (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O WhatsApp Web não deixa usuários acessarem suas mensagens na manhã desta quarta-feira (03/12). Ao tentar abrir a plataforma, a mensagem “Ocorreu um erro inesperado” é exibida. Não é possível nem mesmo visualizar a lista de conversas.

Notícia urgente
O Tecnoblog atualizará este texto assim que houver mais informações sobre a queda do WhatsApp Web.

Limpar os cookies do navegador — um método trivial para solucionar falhas técnicas — não resolve o problema. Desconectar e conectar novamente a conta também não funciona.

Mensagem de alerta não dá mais detalhes sobre erro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

De acordo com o DownDetector, os relatos sobre problemas no WhatsApp começaram pouco antes das 9h e atingiram um pico às 10h. O problema não afeta o WhatsApp em celulares (Android e iOS) nem nos apps nativos para desktop (Windows e macOS).

Número de reclamações atingiu pico por volta das 10h (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
WhatsApp Web tem erro inesperado e fica sem funcionar nesta quarta (3)

WhatsApp Web tem erro inesperado e fica sem funcionar nesta quarta (3)
Fonte: Tecnoblog

Empresas de IA abrem processo contra WhatsApp no Brasil

Empresas de IA abrem processo contra WhatsApp no Brasil

Startups temem nova regra no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

As startups Luzia e Zapia, que atuam no desenvolvimento de chatbots, protocolaram no Cade pedido de medida preventiva contra a Meta.
A ação ocorre após a plataforma atualizar os termos do WhatsApp Business, proibindo empresas de IA de operarem a partir de janeiro de 2026.
Segundo as companhias, a medida visa beneficiar a Meta AI e contraria a postura da big tech nos últimos anos.

As startups Luzia e Zapia, que atuam no desenvolvimento de chatbots de inteligência artificial, protocolaram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido de medida preventiva contra a Meta. As empresas afirmam que uma nova política do WhatsApp pode restringir de forma determinante a atuação de agentes independentes no setor.

A informação foi publicada pelo blog Pipeline, do jornal Valor Econômico. O movimento ocorre após a Meta atualizar os termos do WhatsApp Business, impondo limitações específicas a empresas classificadas como “desenvolvedoras de IA”. A autoridade concorrencial instaurou um procedimento preparatório e deu o prazo de 8 de dezembro para que a Meta apresente esclarecimentos.

Entenda o caso

Na revisão das regras, a Meta determinou que companhias cujo produto principal seja inteligência artificial — e não apenas o uso auxiliar dessa tecnologia — estarão proibidas de operar o WhatsApp Business Solution a partir de janeiro de 2026.

Com isso, contas de negócios baseados em IA poderão ser desativadas. Para as companhias Luzia e Zapia, essa alteração ameaça a continuidade das operações de ambos os serviços, que atendem milhões de usuários pelo próprio app de mensagens.

As startups afirmam, no documento enviado ao Cade, que a medida tende a favorecer o Meta AI, assistente nativo da plataforma. Elas argumentam que a restrição contraria a postura da big tech nos últimos anos, período em que a empresa incentivou a integração de soluções de IA com o WhatsApp.

O CEO da Luzia, Álvaro Martínez, afirmou que ao site que o objetivo “não é antagonizar a Meta, mas garantir que as autoridades entendam claramente o que essa decisão significa para os operadores independentes e para a concorrência nos serviços de IA no Brasil e além”.

Mudança no WhatsApp Business determinou ação das startups (foto: Gabrielle Lancellotti/Tecnoblog)

O que diz o WhatsApp?

A Meta declarou que a API do WhatsApp não foi projetada para uso por chatbots de IA, alegando que isso poderia gerar “pressão severa” na infraestrutura técnica. A companhia reforça que negócios de varejo que utilizem IA para funções secundárias, como suporte automatizado, não serão impactados.

Ao Tecnoblog, o WhatsApp também afirma que as alegações das startups são “infundadas”.

“Rejeitamos essas alegações e as consideramos infundadas. A API do WhatsApp nunca foi projetada para ser usada por chatbots de IA, e fazê-lo colocaria uma pressão severa em nossos sistemas. A atualização recente não afeta as dezenas de milhares de empresas que oferecem suporte ao cliente e enviam atualizações relevantes, nem as empresas que utilizam o assistente de IA de sua escolha para conversar com seus clientes.”

– WhatsApp, em nota ao Tecnoblog

Como funcionam as startups?

Chatbot LuzIA no WhatsApp (imagem: reprodução/LuzIA)

As duas companhias atuam com assistentes que executam tarefas bastante difundidas no mercado — criação de imagens, transcrição de áudios, buscas rápidas e outras funções generalistas —, realizadas diretamente no WhatsApp, sem que o usuário precise acessar um app externo.

A Luzia, criada em Madri em 2023, direciona boa parte de sua operação ao público brasileiro. Segundo a empresa, são mais de 83 milhões de usuários no planeta, e o Brasil responde por aproximadamente metade desse volume.

Em maio, a startup recebeu um aporte de US$ 13,5 milhões (cerca de R$ 72 milhões) da Prosus, grupo que também é investidor do iFood. Com o investimento, a companhia ampliou sua presença local com a abertura de uma unidade em São Paulo.

A Zapia, por sua vez, nasceu no Uruguai pelas mãos de três fundadores e também tem o Brasil como principal mercado de expansão. Em abril, a empresa levantou US$ 7 milhões (R$ 37 milhões) — igualmente com participação da Prosus — para acelerar seu crescimento e desenvolver novos recursos.
Empresas de IA abrem processo contra WhatsApp no Brasil

Empresas de IA abrem processo contra WhatsApp no Brasil
Fonte: Tecnoblog